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TEMER, TRASPASSADO POR SUA LIMITAÇÃO SENSORIAL, EPISTEMOLÓGIA E ÉTICA, AFIRMOU QUE O MOVIMENTO ESTUDANTIL TEM “MUITO PROTESTO FÍSICO, MAS NÃO ARGUMENTATIVO, INTELECTUAL”. COISA DE GOLPISTA

No prólogo de sua obra Humano Demasiado Humano, Nietzsche, o filósofo da vontade de potência, a vida que ativa o pensamento e o pensamento que afirma a vida contra as aberrações degeneradas, os decadentes, diz que não devemos calar, mas falar, porém com a condição de só falarmos sobre o que nós superamos, porque ao contrário caímos no tagarelar: falar sobre o que não conhecemos.

Se no mundo temos a ditadura do tagarelar, no Brasil temos um dos grandes círculos antilinguístico do mundo tagarela. São cordilheiras irrefreáveis do tagarelar dominando as falsas relações de trocas sociais pela linguagem. Se tagarela com a vizinha, na escola, na fábrica, no judiciário, no Legislativo, Executivo, na praça, na família, na igreja, no hospital, em todos os territórios onde a afasia geral se instalou e se instituiu como verdade comunicacional.

Nos chamados meios de comunicação de massa nem se fala. Além da já tendente posição do tagarelar dos chamados profissionais desses territórios, há o tagarelar da imposição dos proprietários desses meios de comunicação em seus reprodutores da subjetividade capitalista do tagarelar. Capturados pelos enunciados tagarelas do império capitalista, os proprietários desses meios de comunicação, capturam seus tagarelas para enunciarem ecolalicamente o discurso antilinguístico.  

Em razão da promiscuidade do tagarelar em forma de obscenidade, como diz o filósofo Jean Baudrillard, onde a troca linguística como comunicação perdeu quase todo o referencial das diferenças, o que confirma para mim o outro como objeto real do meu fora, o que assevera minha existência, como nos mostra o filósofo Sartre, a leitura de jornais, revistas, periódicos, e outros entes ditos comunicacionais, principalmente os tautológicos como os meios de comunicação capitalistas dominantes, encontra-se impossibilitada.

 A proliferação do tagarelar como replicância linguística, repetir o inexistente, criou o mundo em que a linguagem desveladora do signo linguístico sofreu dissipação. O que significa que o tagarelar é reação compulsiva de quem faz uso das palavras em forma de lecton, como mostrar os estoicos. Um corpo linguístico sem conteúdo material. Sem existência-material. Ditadura do significante.

Para melhor explicar é bom outro saber-dizer de Nietzsche. O filósofo do eterno retorno, que era exímio filólogo, nos mostra de forma simples como se processa nosso conhecimento na perspectiva linguística. Ele diz que uma palavra é um signo-sonoro. E que um conceito é um signo-imagem. Um signo-imagem resultado como reflexo de nossa experiência no mundo material em composição com nossa condição fisiológica.

Pode-se então inferir que a linguagem só é possível quando a palavra como signo-sonoro e o conceito como signo-imagem se compõem como objetivação comunicacional. Ou seja: só se fala quando aquilo que se enuncia é reflexo de nossas experiências imediatas e que são confirmadas pela reflexão sobre o que emerge como produto do experimentado. O conhecimento: percebido com concepção do mundo. O saber. Daí que apenas sonorizar não é falar. Como faz o tagarela.

Todo brasileiro atento e responsável pelo Brasil, já observou, examinou e concluiu quem é o Temer. Desde suas posições ideológicas, cargos que ocupou como Secretário de Segurança dos governos reacionários do PSDB, em São Paulo, sua trajetória legislativa, entre outras. O brasileiro atento já percebeu e concebeu as enunciações que ele faz uso e suas relações com as ideias e objetos que acredita. O que significa dizer que o brasileiro atento ao se tornar sujeito-epistemológico examinador dessas enunciações tem dele uma clara compreensão de sua realidade-pessoal como alguém que se quer considerado pela sociedade.

Daí que o brasileiro atento sabe muito bem que Temer não é traspassado pelos corpos sensíveis, epistemológicos e éticos (é golpista, usurpador) necessários para perceber e conceber pessoas, grupos, entidades, corpos instituintes do movimento real, e muito menos singularidades-devirianas que escapam das enunciações abstratas dos tagarelas que se encontram imóveis em suas inautênticas formas malogradas aprisionadas no pavor diante do novo.

Desta forma, o movimento estudantil, e qualquer outro movimento, não deve conceder importância ao que Temer enuncia como censura. Sua afirmação de que o movimento estudantil tem “muito protesto físico, mas não argumentativo, intelectual”, não dever ser levado em consideração. Temer é dos que acredita que um cargo – que ilusoriamente faz com que o personagem se sinta autoridade suprema – transforma um néscio em sábio. E que todas suas opiniões saem do exercício crítico da potência de um pensamento semelhante ao do filósofo Marx. O que a psiquiatria chamaria de síndrome da magnificação intelectiva. Ou, dissipação cognitiva-nirvânica.

Em síntese, a opinião de Temer sobre o movimento estudantil conduz o brasileiro atento a parafrasear (adaptar) à enunciação-mística: “Perdoai-lhe (lhes), pois não sabe (sabem) o que diz (fazem)”. Só que o perdão não passa pelo sistema nervoso central, como afirma Nietzsche.   

ESTUDANTES DE ESCOLAS OCUPADAS REALIZAM, HOJE, DIA 15, ENCONTRO NACIONAL EM BRASÍLIA PARA DISCUTIR PAUTAS CONTRA A PEC 241 E 55.

Estudantes de vários estados que constituem a política de ocupação das escolas públicas e universidades com objetivo de impedir o avanço do desmonte da educação promovido pelo golpista-mor, Temer e seus cúmplices, entreguistas inimigos do Brasil, através das PEC 241 e 55, que proibi investimento na educação por durante 20 anos, além de outros seguimentos do Estado brasileiro, se encontram hoje, dia 15 (data comemorativa da Proclamação da República), em Brasília, para discutir pautas referentes à luta pelo direito, dignidade e valor da educação. Devir criador e transformador de formas de existências elevadas de uma sociedade. Tudo que os golpistas não sabem, porque não vivenciaram em suas existências limitadas, a honradez do comprometimento ontológico do Existir.

A transcendência do estado de coisas deprimente em que as escolas e universidades encontravam-se constituídas pela opressão de um método antidemocrático, opressor e autoritário, se revela hoje com mais de 221 universidades ocupadas e 391 escolas, de acordo com os dados da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Só no Paraná, depois de mais de um mês de resistência, foram ocupadas 845 escolas.

A transcendência do estado de coisas aviltante mostrou, pela primeira vez, o devir como potência do real político dos estudantes. Hoje, não há como pensar os estudantes como antes da transcendência movida pela práxis e poiesis sentida agora como o novo. O novo que incomoda os golpistas e todos reacionários que se apegam desesperadamente às suas existências medíocres, indiferentes que têm no novo o mais forte inimigo.

Obstruídos em suas percepções e concepções os golpistas, reacionários e todas facetas das direitas entreguistas, não puderam atentar para o devir-político-educacional que emergia nas escolas e universidades. Não atentaram para os jovens com suas vontades de potências. O movimento que ultrapassa os estados de coisas estabelecidos como verdades eternas. A confirmação de não sabem que o homem é um ser para ser ultrapassado, como diz o filósofo Nietzsche. E pior: não sabem que o movimento real, como afirma Marx é o que constitui a vida.

É por isso que a União Nacional dos Estudantes pode afirmar que se trata do maior movimento estudantil da história do Brasil, porque percebeu que a educação é atacada por todos os flancos pelos golpistas.

“Talvez de todos os setores sociais a educação seja aquela que esteja sendo atacada por todos os lados, do ponto de vista financeiro, da concepção, e até político-democrático”, afirma a UNE em nota.

Enquanto os golpistas, e todas as forças reacionárias, estão lobotomizados em relação à sensibilidade, inteligência e eticidade, os estudantes sabem muito bem realizar a leitura deles, os golpistas, com seus interesses antagônicos à sociedade brasileira.

“Enquanto os golpistas dizem que nós estudantes não sabemos o que é PEC, nós fazemos encontros de grêmios para reunir economistas, movimentos sociais entidades que possam discutir o assunto e nortear a resistência da Ubes para o próximo ano frente aos retrocesso do governo”, afirmou Danilo Ramos, diretor de grêmio da entidade.

E não para por aí. Os estudantes avisam que nos dias 29 de janeiro e 1° de fevereiro, em Fortaleza, será realizado o Encontro Nacional de Grêmios.

VEJA AS IMAGENS E OS VÍDEOS DO DIA NACIONAL DE GREVE E PARALISAÇÕES EM TODO BRASIL

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MANIFESTAÇÃO EM MANAUS COM DESGOVERNO GOLPISTA DE TEMER MOSTRA O “MOVIMENTO REAL” DE MARX QUE NENHUMA FORÇA OPRESSIVA PODE PARAR

dsc03499O movimento real é a ultrapassagem dos estados de coisas impostos pelo capitalismo, nos afirma Marx. Para saber da operação do movimento real é preciso que a crítica se aproprie da matéria em pormenor, analise sua forma de desenvolvimento e encontre os seus elos internos. É só depois desse trabalho realizado que o movimento real pode ser exposto, desdobra Marx a dialética.

Foi o que o educador, filósofo e ator Miguel Oliveira, como membro da Associação Filosofia Itinerante (Afin), mostrou em seus discursos na manhã de hoje na Praça do Congresso sobre a realidade que nesse momento se mostra cruel no Brasil.

Nós, durante os últimos anos, nos afastamos da singularidade produtora do novo que resulta como produto do movimento real. Nós nos confinamos em nossas existências burguesas, molares, em formas de consumidores, funcionários carreiristas, corpos docilmente domesticados que permitiram os estados de coisas paranoicos proliferarem com sua taras se concretizando em forma de golpe contra a democracia.

O obscurecimento criativo do movimento real nos impediu de compreender que hoje existimos como sociedade fábrica em que o trabalho vivo determinado por Marx, encontra-se capturado pelo capitalismo para satisfazer suas compulsões de lucro máximo. Nossa negação de ser atuante como movimento real possibilitou a emergência cruel dos golpistas como representação jurídica. Midiática e parlamentar.

dsc03332 dsc03338 dsc03334 dsc03344 dsc03343 dsc03350 dsc03354 dsc03357 dsc03362 dsc03375 dsc03380Parafraseando ironicamente o filósofo alemão Heidegger, “o medonho já aconteceu”. Agora, temos que encadear desejos coletivos para que o movimento real se produza como cartografia criadora do novo. Nosso alheiamento ajudou as direitas rasgarem a Constituição de 1988, onde os direitos fundamentais do cidadão brasileiro  encontra-se garantidos, mas estão sendo usurpados. Educação, saúde, previdência, salário, todos os direitos se encontram na Constituição Federal que agora, por razão de nossa passividade, encontram-se ameaçados.

A nossa manifestação em Manaus contra as patologias sociais que os golpistas querem impor aos brasileiros, é o resultado de nossa indiferença que prevaleceu durante os últimos anos. Os governos populares de Lula e Dilma foram duramente atacados pelas forças reacionárias, nazifascistas e nós nos mantivemos em nossas indiferenças.

dsc03388 dsc03392 dsc03389 dsc03398 dsc03396 dsc03406 dsc03407 dsc03413 dsc03420 dsc03431 dsc03446 dsc03450Hoje, estamos nas ruas, praças, logradouros públicos procurando tecer a cartografia de desejos que possa ser movimentada como movimento real produtor do novo. Produção em duas linhas de práxis e poieses. Um para resgatar direitos já adquiridos materializados na Constituição de 88, como objetividade da realidade humana brasileira. Outra para ultrapassar esse estado de coisas, já que o homem, como diz o filósofo Nietzsche, é para ser ultrapassado.

dsc03505 dsc03513 dsc03473 dsc03518 dsc03488 dsc03482 dsc03479 dsc03492 dsc03495 dsc03459Vejam as fotos da manifestação criadas pelo fotógrafo-educador, ator e filósofo Alcir Madureira, membro da Afin.

ANA JÚLIA, ESTUDANTE DE 16 ANOS, OCUPA ASSEMBLEIA DO PARANA E MANDA VER: “OS COLÉGIOS DO PARANÁ E DO BRASIL ESTÃO OCUPADOS PELA EDUCAÇÃO. LUTAMOS POR UM IDEAL, PORQUE A GENTE ACREDITA NO FUTURO DO NOSSO PAÍS”.

Veja e ouça o vídeo que mostra para o Brasil a potência poiética e transformadora da adolescente, estudante de 16 anos de uma Escola Senador Manuel Guimarães, do Paraná, Ana Júlia Pires Ribeiro, que contrasta com indigência política da maioria dos malogrados parlamentares e membros do Executivo que se apossaram do país através de um golpe que feriu o Estado de Direito Democrático. Golpe idealizado, elaborado e executado pelas mídias acéfalas, comandadas pela Rede Globo, parte do poder judiciário e empresários vorazes.

O Paraná é desgovernado por Beto Richa, membro do partido da burhuesia-ignara, PSDB, que foi, e continua sendo, participante ativo do golpe. Beto Richa ficou para a memória das famílias paranaenses como o desgovernador que violentou professores com sua força policial truculenta. Agora, ameaça estudantes pela forma que eles encontraram para lutar por seus direitos – na verdade, nosso direitos – contra a falsa reforma do ensino médio e a filha aberrante do golpista Temer: a PEC da Morte, 241, aprovada em segundo turno pelos inimigos da democracia e dos valores constitucionais.

Ana Júlia afirma que os estudantes lutam por um ideal, pelo futuro do Brasil. O contrário do que os golpistas lutam que lutam por seus privilégios e suas oralidades presentes sem qualquer pudor. Enquanto transborda sensibilidade, inteligência e ética nas estudantes, nos golpistas transbordam indigência e pudor.

São mais de 1100 escolas ocupadas em todo o Brasil.

VEJA AS IMAGENS PELO BRASIL CONTRA A FILHA ABERRANTE DE TEMER, A PEC DA MORTE 241

 

 

“A FARSA DA VERDADE GOLPISTA” CONTINUA SUAS APRESENTAÇÕES PELO TEATRO MAQUÍNICO DA ASSOCIAÇÃO FILOSOFIA ITINERANTE (AFIN)

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Vejam as fotos e assistam os vídeos com os depoimentos de estudantes e professores.

O Grupo de Teatro Maquínico, da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), continua apresentando a peça A Farsa a Verdade Golpista escrita com o claro objetivo democrático de discutir com o público as tramas antidemocráticas elaboradas e executadas pelas forças-usurpadoras representadas pela mídia degenerada, empresários orais, parte do poder judiciário, e grande parte dos membros do Congresso Nacional.

Sempre tendo como corpo pedagógico-político o método do teatrólogo alemão Bertolt Brecht, o Teatro Maquínico encena A Farsa da Verdade Golpista com quadros divididos por legendas-títulos escritas em placas que são apresentadas pelo próprio público, possibilitando, desta forma, sua participação na trama da peça.

img-20161006-wa0041 img-20161006-wa0034 img-20161006-wa0030 A Procura da Verdade, O Trabalho, A Escola, O Político, Nas Ruas, O Buraco, No Senado são os títulos-placas dos quadros que constituem a encenação e que são apresentados pelo público. O golpista Temer, a golpista Rede Globo, a professora preconceituosa e alienada que tem Moro como seu ídolo e a Rede Globo como sua consciência intelectiva e moral, os deputados federais do Amazonas que votaram em massa pelo golpe, os candidatos ao cargo de prefeito de Manaus todos golpistas, a condição de abandono de Manaus, o voto do senador golpista, são corpos antidemocráticos que A Farsa da Verdade Golpista encena diante do público, e que ele toma como tema para debate após o espetáculo.

img-20161006-wa0032 img-20161006-wa0021 img-20161006-wa0038 img-20161006-wa0029 img-20161006-wa0018 img-20161006-wa0042Sempre foi essa a pedagogia-política-teatral que o Teatro Maquínico se engajou como forma de discutir com o público os temas que são necessários serem discutidos para que se processem novas formas de percepções e concepções que mudem as perspectivas já determinadas como dominantes para outras perspectivas fluentes como práxis e criação da democracia como potência constituinte.

Desta vez a apresentação foi realizada na Escola Estadual Arthur Amorim, situada no Núcleo 15, do Bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus. Uma plateia formada por estudantes, professores, merendeiras, trabalhadores de serviços gerais, entre outros participantes, possibilitaram uma encenação alegre e contagiante como deve ser o teatro popular que não se submete aos humores reativos da burguesia afeita à dramaturgia-gastronômico. O teatro para embalar vaidades e brutalidades de uma classe insensível à estética revolucionária, limitada intelectualmente e eticamente degenerada.

img-20161006-wa0023 img-20161006-wa0039 img-20161006-wa0020 img-20161006-wa0033 img-20161006-wa0035 img-20161006-wa0036 img-20161006-wa0024 img-20161006-wa0022 img-20161006-wa0031 img-20161006-wa0028 img-20161006-wa0026 img-20161006-wa0025 img-20161006-wa0040img-20161006-wa0017img-20161006-wa0014img-20161006-wa0015img-20161006-wa0016img-20161006-wa0019Há mais de 14 anos o Teatro Maquínico se desloca pela cidade de Manaus e outros municípios para, de encontro ao povo, discutir e examinar o que deve ser discutido e examinado. Todas às apresentações são gratuitas, já que a Associação Filosofia Itinerante é uma entidade sem fins lucrativos.

 

 

 

TRUQUE DE CENA AJURÍDICA OU REAL JUSTIÇA? MINISTRO TEORI PEDE A PGR ABERTURA DE INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR CONTRA TEMER, AÉCIO, FERNANDO HENRIQUE, AGRIPINO MAIA, RENAN, JUCÁ, H. ALVES

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Em tempos de quase anomia jurídica em que a Lava Jato se mostra acima de qualquer fiscalização dos órgãos jurídicos que lhe são superiores, como afirmam advogados, promotores, juízes, juristas, a divulgação de que o ministro Teori Zavascki,  relator da operação palco de cenas gritantemente narcísicas, resolveu pedir a Procuradoria Geral da República (PGR) para abrir investigação preliminar contra Temer, em função das denúncias apresentadas nas gravações feitas pelo ex-senador do PSDB, que pertenceu ao partido da burguesia-ignara por dez anos e mais 15 no PMDB, Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, onde ele afirma que entregou propina para Temer usar na campanha de Gabriel Chalita para a prefeitura de São Paulo.

O pedido em relação a Aécio é decorrente de Sergio Machado ter afirmado que em 1998 repassou R$ 1 milhão para o senador citado sete vezes em delação da Lava Jato, de forma ilícita para um fundo criado por ele. Como se sabe o pedido causa espécime porque Aécio tem sete delações contra ele, mas ele continua protegido pela ajustiça sua companheira de defesa. O dinheiro serviu para comprar deputados para votar em sua candidatura para presidente da Câmara Federal.

Também aparecem no pedido, os senadores Romero Jucá, que afirmou que havia um acordo com ministros do Supremo Tribunal Federal, Temer, mídias, empresários para depor Dilma do governo para parar a ”sangria” que a Laja Jato vinha realizando. Renan Calheiros também aparece no pedido do relator Teori por obra da gravação de Sérgio Machado. Ainda aparecem no pedido o réu, campeão da moralidade, Agripino Maia, Valdir Raupp, Fernando Henrique, Henrique Alves.

Na decisão de Teori diz que os que têm foro privilegiado responderão às acusações no STF, e os outros na Justiça Federal, em Curitiba.

Como os grotescos golpistas citados vêm sendo protegidos, a notícia deixa o brasileiro com a dúvida de que se trata apenas de truque de cena antijurídica ou é real justiça. Quem deve responder a inquietação democrática é o procurador-geral da República Rodrigo Janot. É ele quem deve decidir sobre a abertura de inquérito.

MANIFESTAÇÕES EM MANAUS CONTRA O DESGOVERNO TEMER QUE PRETENDE FAZER LOBOTOMIA NOS ESTUDANTES E PROFESSORES

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Nada esperar de um desgoverno golpista em questões do saber e do trabalho como criador do mundo humano. Nada esperar porque a ilegitimidade é uma psicopatologia que não expressa a sensibilidade, a cognição e a ética desse mundo humano. Daí porque o desgoverno teratogênico, com suas taras, pretenda lobotomizar os estudantes, professores e trabalhadores de todos os territórios produtivos do mundo humano. Sempre se soube que as aberrações golpistas não apenas pretendiam a posse do poder com a usurpação do governo Dilma, que representava a potência criativa dos estudantes e trabalhadores responsáveis pela criação do mundo humano gratificador, mas também espargir ao máximo essa patologia.

Quem sabe da potência constituinte, da vontade de potência, do devir, da virtú, pensa inquietamente que essa condição golpista teratogênica é apenas uma condição molar-paranoica sem qualquer mobilidade que possa imobilizar o movimento da vida criativa. Daí que todas as decisões teratogênicas desse desgoverno não passam de impulsos sem potência criativa que possa impor à sociedade brasileira suas taras. Embora pareça, fantasiosamente, que sim. A vontade de potência como potência constitutiva é indominável. Nada segura.

SOBRE A LOBOTOMIA POLÍTICA DE ALGUNN PROFESSORES DE MANAUS

dsc03150 dsc03152 dsc03153 dsc03158 dsc03160 dsc03161 dsc03164 dsc03165É necessário que o povo enquanto devir, se manifeste continuamente não somente como numeral, quantidade, mas, principalmente, enquanto numerante, devir. E se possível nas duas linhas revolucionárias-constituintes. Infelizmente não é o que a maioria dos professores de Manaus entende. Um estado com mais de 7 mil professores públicos do ensino fundamental e médio, além de centenas de professores universitários, só se fez presente, na manifestação, com menos de 50 agentes educacionais. Sem tocar nas outras categorias de trabalhadores que mais uma vez não foram à praça, território da visibilidade democrática, para se projetar devir-numerante em um momento em que se encontra em marcha a tentativa de lobotomizar a escola brasileira e aleijar a potência produtiva dos trabalhadores.

Já é notório o grau de alienação e analfabetismo político de uma grande parte dos professores de Manaus, mas não se afetar com as violências contra seus direitos, como a retirada de algumas disciplinas que são razões de suas funções pedagógicas e seus salários, é freudianamente preocupante, já que mostra o grau de identificação destes professores com o agressor. No caso cruel, Temer.

dsc03166 dsc03172 dsc03173 dsc03176O que confirma, também, que esses professores já estão, politicamente, lobotomizados: não têm qualquer estímulo para defender seus direitos e da sociedade brasileira da qual são corpos constituídos. E como lobotomizado politicamente, votam em candidatos golpistas responsáveis pelo fim das disciplinas que são o corpo epistemológico de sua profissão pedagógica-cognoscente. O que lhes permite confirmar que a aula é um ato político que cria novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar.

Também é preocupante a lobotomização política dos professores universitários que confirma o sentido que a comunidade amazonense sempre teve dela: território alienadamente reacionário. Eles não sabem que com o fim das disciplinas nas escolas públicas também acaba a necessidade das existências desses cursos necessitários para a comunidade de saberes da sociedade. Com o fim da obrigatoriedade das disciplinas sociologia, arte, filosofia, educação física entre outras, se torna desnecessário, nas universidades, as existências desses cursos que determinam a autoridade para a execução das mesmas no ensino público e privado. O que ameaça também a carreira desses lobotomizados professores universitários. Mas eles só querem seus ninhos abstraídos do real.dsc03196

dsc03180 dsc03181 dsc03182 dsc03185dsc03186 dsc03188 dsc03195 dsc03197 dsc03198 dsc03205 dsc03217 dsc03219 dsc03222Mas vamos às fotos criadas pelo fotógrafo Alcir Madureira, da Associação Filosofia Itinerante (Afin), que como corpo filosófico-político nunca falta às manifestações quaisquer que sejam, já que esse é seu amor como potência constituinte de inteligência coletiva.

Praça do Congresso. Tempo propício para a práxis e a poieses democrática.

EXISTEM ALGUNS TIPOS DE MITÔMANOS. TEMER, AFIRMOU, EM NOVA YORK, QUE NÃO SABIA NADA SOBRE CORRUPÇÃO. EM QUAL TEMER SE ENCAIXA?

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Primeiramente, Fora Temer, e nesse encadeamento a questão do mitômano. Quer criança do primário conhece os enunciados que tratam do mito. Sabe que a palavra mito significa história ou estória narrada. Um mito, segundo a antropologia, é uma história de origem de um povo. Também chamado de história verdadeira, porque serve de suporte para compreensão da origem e desenvolvimento dessa sociedade. São histórias verdadeiras “todas aquelas que tratam das origens do mundo; seus protagonistas são entes divinos, sobrenaturais, celestiais ou astrais”, como diz Mircea Eliade. Portanto, até aqui, o mito não é uma fabulação, embora a estupidez de muitos queira.

Revisitando a Grécia antiga, encontramos o mito com a função narrativa de histórias de deuses, homens, mulheres e entes maravilhosos. A abundante e influente mitologia grega. Também como função filosófica, no caso específico do filósofo Platão que recorreu à narrativa mítica para, pedagogicamente, difundir sua filosofia.

No primeiro caso, o mito do Édipo Rei, colhido na Ásia por Homero e colocado no palco pelo trágico, Sófocles. Depois usado por Freud que serviu para ser o suporte da psicanálise. O conhecido Complexo de Édipo que nós tempos (paralisados) atuais é enunciação contínua na Lava Jato. Prometeu, Eletra, Cronos, Amazonas, etc. são alguns entre centenas. No caso filosófico de Platão, o conhecidíssimo Mito da Caverna, onde o filósofo narra sua teoria do conhecimento dos dois mundos. Mundo sensível e mundo intelectível. Mundos dos Sentidos e Mundo das Ideias.

Porém, o conceito mito apresenta uma situação confluente na antropologia e na etmologia. O mito antropologicamente tem relação com “histórias não-verdadeiras”, como contos, lendas, histórias de heróis. E etimologicamente com o que não é real. Ou seja, um mito não encontra referência na objetividade.

Aqui entra a psicanálise que vai desdobrar o mito para o seu significado neurótico em forma de mentira e que pode se desenvolver para a psicose. De onde sai o mitômano ou mitomaníaco. Aquele que tem compulsão para mentir. Tanto para se esconder do outro como para enganar o outro, porque não suporta a realidade. Uma espécie de dissipação do real. Como os parlamentares do golpe. Uma prática que vem desde o momento em que eles resolveram participar de uma partido para seguir a carreira parlamentar.

Entretanto, é preciso atentar que mitômano não existe apenas no Congresso Nacional. Existe também no Executivo, no Judiciário, nas mídias, nas empresas, em falsas religiões, em todos os territórios em que ele sinta que possa vicejar. O que é ameaçador para a sociedade é quando ela não percebe que a mitomania é uma enfermidade psicopatológica que pode colocar em perigo essa sociedade. A sociedade pode desenvolver uma psicopatologia-social e não conseguir mais saber o que é falso e verdadeiro. Então, não estamos mais na ordem da neurose, mas da psicose. A dissipação das estruturas do sistema social.

Temer, o golpista-mor, em entrevista coletiva em Nova York, como representante de um cargo para o qual não foi eleito, já que ele é um usurpador, junto com seus cúmplices, quando indagado sobre corrupção no Brasil, afirmou que não sabia de nada.

“ Não sabia. Vocês sabem que não tive participação no governo. Um dia eu mesmo me rotulei de vice-presidente decorativo porque eu não tinha participação. Não acompanhava nada disso”, afirmou.

Temer tem acusações de irregularidades desde tempos imemoriais. Muito antes de ser vice de Dilma. E já no governo petista, quando Dilma viajou, praticou pedaladas fiscais, mas a justiça não deu importância e Dilma foi golpeada sozinha. Ele tem várias denúncias feitas em delações da Lava Jato. Mesmo assim ele não sabia nada sobre corrupção. Não sabe, mas o povo brasileiro sabe.

Então, se faz a pergunta: Em qual tipo de mitômano Temer se encaixa? Ou melhor, com todo necessário respeito: Temer é mitômano? 

JURISTAS PROTOCOLAM, NO SENADO, PEDIDO DE IMPEACHMENT DO MINISTRO GILMAR MENDES POR “CRIMES DE RESPONSABILIDADE”

cebafc6d-9aae-4a9c-82be-3dfb8201bc71Juristas protocolaram, no Senado, pedido para ser avaliada a possibilidade de impeachment do ministro do Superior Tribunal Federa (STF), Gilmar Mendes, já que é o Senado quem sabatina e aprova a indicação dos candidatos ao cargo de ministro.

Para os juristas, Gilmar Mendes, infringiu todas as regras que um magistrado deve se submeter. Para os juristas, Gilmar Medes, hoje presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem se conduzido de modo grave. O ministro é claramente defensor do PSDB e sempre se apresenta sem isenção.

“A Justiça não pode aceitar esse tipo de partidarização exercida com arrogância e prazer pelo ministro Gilmar Mendes. É uma conduta gravíssima se tratando de alguém que exerce, hoje, o comando do Superior Tribunal Federal”, afirmou Roberto Amaral, advogado e ex-ministro da Ciência e Tecnologia.

O pedido apresenta, entre muitas situações em que Gilmar Mendes agiu de forma crítica que demonstra falta de isenção, três crimes cometidos por ele.

I – O ministro participa de julgamento de casos que é suspeito ou impedido, por serem defendidos pelo escritório de advocacia que tem sua esposa Guiomar Mendes, como sócia.

II – Gilmar Mendes pratica “visivelmente” atividade partidária.

III – O ministro tem comportamento desidioso “que já o levou ao cúmulo de ficar 11 meses com um processo no seu gabinete”.

Leia o documento protocolado.

EXCELENTÍSSIMO SENADOR RENAN CALHEIROS

DD. PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL

“PROMETO BEM E FIELMENTE CUMPRIR OS DEVERES DO CARGO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NA CONFORMIDADE COM A CONSTITUIÇÃO E AS LEIS DA REPÚBLICA”.
(Juramento proferido pelos Srs. Ministros, em sua posse no Supremo Tribunal Federal).

CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO, brasileiro, casado, advogado inscrito na OAB/SP sob n° 11.199, RG nº 1.956.077 (SSP-SP), CPF 002.114.868-68, título eleitoral n° 0005906830116, residente à rua Maranhão n° 565, apto. 12, São Paulo (SP), CEP 01240-001; FÁBIO KONDER COMPARATO, brasileiro, viúvo, advogado e professor universitário aposentado, RG nº 1.850.540 (SSP-SP), CPF 003322678-49, título eleitoral n° 862996401-67, residente à Rua Bennet, nº 349, em São Paulo (SP), CEP 05464-010; SÉRGIO SÉRVULO DA CUNHA, brasileiro, casado, advogado inscrito na OAB/SP sob n° 12.859, RG 1793438 (SSP-SP), CPF 071134638-00, título eleitoral n° 1067401401-83, residente à rua Paraíba n° 92, em Santos (SP), CEP 11065-470; ENY RAYMUNDO MOREIRA, brasileira, advogada inscrita na OAB/RJ sob nº 16.912, CPF 135518257-34, título eleitoral n° 17417450370, com escritório à Rua México n° 111 – grupo 2.108, Rio de Janeiro (RJ), CEP 20031-145; ROBERTO ÁTILA AMARAL VIEIRA, que se assina apenas Roberto Amaral, brasileiro, advogado, inscrição suplementar nº 836 ‘A’, na OAB/RJ, CPF 038.281.077-53, título eleitoral nº 169995103-70, residente à rua das Laranjeiras n° 322, apto 201, no Rio de Janeiro (RJ), CEP 22240-003; e ÁLVARO AUGUSTO RIBEIRO COSTA, brasileiro, separado judicialmente, advogado inscrito na OAB/DF sob n° 1758, RG 376453 (SSPDF), título eleitoral n° 000214932003, residente na Super Quadra Sul 116, Bloco B, Apto. 303, Asa Sul, Brasília (DF), CEP 70386-020, vêm perante V. Excia., com fundamento na lei 1079/1950 e demais disposições legais incidentes na espécie, oferecer denúncia contra GILMAR FERREIRA MENDES, Ministro do Supremo Tribunal Federal, domiciliado em Brasília (DF), pelas seguintes razões de fato e de Direito:

1. O denunciado, que ocupou cargos de confiança (Subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil e Advogado Geral da União) no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), foi por este nomeado, em 2002, para o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Nessa Corte, não esconde sua gratidão ao ex-presidente e sua simpatia por aquele partido, no qual esteve a ponto de se filiar, antes de sua indicação para o STF. Esse é fato perfeitamente natural. Juízes, como todos os demais cidadãos, têm suas preferências políticas, embora a alguns radicais pareça o contrário (criticou-se, por exemplo, a indicação do ministro Edson Fachin, pela presidente Dilma Rousseff, por ter votado no ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva).

Acontece todavia que S.Excia. – como é público e notório – no exercício de suas funções judicantes, tem-se mostrado extremamente leniente com relação a casos de interesse do PSDB e de seus filiados, tanto quanto extremamente rigoroso no julgamento de casos de interesse do Partido dos Trabalhadores e de seus filiados, não escondendo sua simpatia por aqueles e sua ojeriza por estes.

Assim que assumiu aquele cargo, chamou a atenção a liminar mediante a qual determinou o arquivamento de dois processos por improbidade administrativa – em curso na Justiça Federal – contra o então ministro da Fazenda, Pedro Malan, o então chefe da Casa Civil da Presidência, Pedro Parente, e o senador José Serra (veja-se a notícia tal como publicada em 28 de outubro de 2002, no site do Supremo Tribunal Federal (http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe). Ambos os processos, paralisados desde aquela época, teriam seu desarquivamento promovido pela 1ª. Turma do STF em 2016 (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,supremo-desarquiva ações contra Serra e ex-ministros de Fernando Henrique Cardoso).

São sem conta os fatos assemelhados a esse, mercê dos quais se firmou a aludida notoriedade, tornando dispensável sua prova (CPC, art. 374-I). Os denunciantes juntam à presente, como Apêndice I (que integra esta petição) uma relação exemplificativa desses fatos, com referência à fonte que os noticiou; a maioria deles, consistindo em atos praticados por S. Excia. no exercício de suas funções, atestam-se em registros oficiais (autos judiciais, atas e acórdãos do STF). Protesta-se pela juntada dos respectivos traslados ou certidões, caso se entenda necessário; quanto aos demais, referem-se a declarações constantes de entrevistas ou notícias de imprensa. Protesta-se, caso sejam desmentidos, pela produção da pertinente prova testemunhal.

Esse comportamento de S. Excia. ofende ao princípio da impessoalidade, inscrito no art. 37 da Constituição da República. O interesse, aqui, não é discutir o fundamento das decisões apontadas e a pertinência dos meios processuais utilizados, não obstante em alguns casos extremamente discutíveis; mas sim apontar a coincidência que faz o Sr. Ministro pender invariavelmente a favor do PSDB e contra o PT.

O código de processo civil brasileiro, ao tratar dos deveres do juiz, de sua suspeição ou impedimento, assim como de sua necessária imparcialidade, serve-nos para compreender o que seja impessoalidade. Ela significa basicamente que o agente público, no exercício de sua função, deve-se mover por padrões objetivos, e não por interesses ou inclinações particulares. Contra o princípio da impessoalidade atentam, por exemplo, o oportunismo, o nepotismo, o partidarismo, que fazem passar os interesses pessoais à frente do interesse público. O art. 139 do CPC manda ao juiz “assegurar às partes igualdade de tratamento”. Por sua vez, a lei 8.429/1992, que objetiva implementar o disposto no art. 37§4° da Constituição da República, considera ato de improbidade administrativa, entre outros, “qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições” (art. 11).

O partidarismo do denunciado, no exercício de suas funções judicantes, tem chegado a extremos constrangedores, como, por exemplo, ao pronunciar seu voto-vista no julgamento da ADI 4650-DF. Esse caso, pelas circunstâncias que o cercam, merece especial referência.

A Ordem dos Advogados do Brasil, por seu Conselho Federal, promoveu, perante o Supremo Tribunal Federal, uma ação direta arguindo a inconstitucionalidade das disposições legais que permitem, nas eleições para cargos públicos, o financiamento por entidades privadas.

Submetida à apreciação da Douta Procuradoria Geral da República, a ação obteve parecer favorável, da lavra da eminente Sub-Procuradora Geral dra. Débora Duprat.

Iniciado em dezembro de 2013, o julgamento foi retomado pelo Plenário no dia 2 de abril de 2014, com voto-vista do ministro Teori Zavascki, que abriu divergência em relação aos votos anteriormente proferidos pelos ministros Luiz Fux (relator), Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa (então presidente da Corte) no sentido da procedência do pedido; na mesma sessão os ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski anteciparam seu voto, posicionando-se respectivamente pela procedência parcial e total do pedido. Delineava-se, destarte, um julgamento favorável, por maioria, quando o Sr. Ministro Gilmar Mendes solicitou vista dos autos.

Incide nesse caso o art. 134 do Regimento Interno da Corte, a saber: “Se algum dos Ministros pedir vista dos autos, deverá apresentá-los, para prosseguimento da votação, até a segunda sessão ordinária subsequente.” Nos termos da Resolução n° 278/2003, nenhum ministro pode ficar mais de 30 dias (não-corridos) com um processo sob análise. Esse prazo é parcelado em três períodos de 10 dias. O ministro que pede vista de uma ação tem dez dias para devolvê-la, contados da data em que recebê-la em seu gabinete. O julgamento da matéria terá continuidade na segunda sessão ordinária que se seguir à devolução, sem necessidade de publicação em pauta. Se os autos não forem devolvidos no tempo determinado, o prazo é prorrogado automaticamente por mais dez dias (menos nos casos em que o processo envolva réu preso).

Sucede que o Ministro Gilmar Mendes, tendo recebido os autos após aquela sessão realizada no dia 2 de abril de 2014, devolveu-os para julgamento em setembro de 2015, isto é, decorridos 18 meses. Durante esse período, não obstante não se tenha justificado na forma determinada pela norma regimental, S. Excia. prestou sucessivas declarações à imprensa, ou em palestras, sobre os motivos pelos quais não devolvia os autos (motivos aliás não-compartilhados por seus pares), e que seriam os seguintes (v. reproduções no APÊNDICE I, que faz parte integrante desta petição): a) “a matéria não estava madura e havia a intenção sub-reptícia de discutir a aplicação da própria decisão já naquelas eleições (de 2014), que já estavam em curso”; b) “a ação tinha uma lógica político-partidária, talvez até para levar a uma anistia para malfeitos, que agora se verificam (os malfeitos deste chamado Petrolão)”; c) caso se houvesse decidido em abril de 2014 sobre o tema, já se teria, logo em seguida, que resolver se aquilo se aplicaria às eleições de 2014, quando as campanhas já estavam estruturadas financeiramente; e isso geraria uma séria insegurança jurídica; d) “é uma matéria bastante complexa, talvez estejamos dando uma resposta muito simples. Nós temos que saber antes o que o Congresso está discutindo, qual é o modelo eleitoral, para saber qual é o modelo de financiamento adequado”; “nós devemos ter muita cautela nesse processo de reforma”; e) “eu acredito que não dá para discutir financiamento de campanha sem definir qual é o sistema eleitoral.”

As declarações do Sr. Ministro estenderam-se também à demora na devolução, e seus efeitos. Segundo S. Excia., parar um ano para refletir sobre algo dessa gravidade “não é nada abusivo”, a demora seria “normal”, e há precedentes semelhantes. Em declarações a O Estado de São Paulo, teria dito: “Se essas alterações para financiamento de campanha forem aprovadas, creio que se inviabiliza somente o conteúdo da ADI que trata de financiamento de campanha, mas a ação como um todo é bem mais ampla”.

São todos esses, à evidência, motivos extrajurídicos e extra-autos, de natureza subjetiva. Assim agindo, arrogando-se poder não previsto em lei, S. Excia. ofendeu ao princípio da celeridade, inscrito no art. 5°-LXXVIII da Constituição da República e na legislação processual.

Por fim, devolvidos os autos, a ação foi julgada parcialmente procedente em 16 de setembro de 2015, por maioria de votos (8 x 3), ficando o Ministro Gilmar vencido, pois votou pela total improcedência. Foi constrangedora a leitura do voto do Sr. Ministro, não tanto pela sua duração (5 horas), mas pela pública demonstração de instabilidade emocional. Em sua versão escrita (71 páginas) – que não reproduz inteiramente a exposição oral – ressaltam incoerências, contradições e parcialidade, a ponto de ter sido considerado, pela crítica jurídica, como “lamentável” e “inacreditável”.

Foram estas, por exemplo, a manchete e parte da matéria do site “Pragmatismo político”, publicada no dia 18.09.20l5:

“O STF derrubou, por 8 votos a 3, o financiamento empresarial de campanhas eleitorais no Brasil. No voto de Gilmar Mendes (que segurou o processo por mais de um ano), sobrou imaginação para conspiração. Três professores da FGV e uma Procuradora de São Paulo comentaram os argumentos ‘inacreditáveis’ do ministro”

“Em sua conta no Facebook, a procuradora de São Paulo Márcia Semer analisou o voto de Gilmar Mendes na sessão do STF que retomou, enfim, a discussão sobre o financiamento de campanhas políticas.

‘O voto do Ministro Gilmar Mendes na ADI 4650, proposta pela OAB, não julga a inconstitucionalidade ou constitucionalidade do financiamento privado de campanha, mas, inacreditavelmente, se presta a fazer campanha política e tábula rasa de casos e fatos que nem sequer foram julgados. Fulaniza a decisão, que deveria ser conceitual com Lava Jato, Mensalão, etc, etc. Confesso que esperava mais do ministro. Muito fulanizada e dogmaticamente débil sua manifestação. Pra isso não precisava segurar o processo por mais de ano. Lamentável’, escreveu Márcia.

Três professores da FGV Rio se manifestaram num artigo no site jurídico Jota sobre o voto de Gilmar Mendes no STF. São eles Joaquim Falcão, Thomaz Pereira e Diego Werneck Arguelhes. Confira abaixo trechos do artigo:

‘Depois de 532 dias de silêncio (nos autos) o ministro Gilmar Mendes finalmente pronunciou seu voto no caso do financiamento de campanha por pessoas jurídicas.

Em seu longo voto, o já esperado indeferimento do pedido foi secundário. Mendes lançou acusações de que a ação seria tentativa de conseguir via Supremo, em benefício do PT, uma reforma política que o partido não conseguiria aprovar no legislativo.

No mundo de Mendes, o PT seria “autor oculto” por trás da OAB, que propôs a ação. Acusou outros ministros, a OAB, a UERJ e – por arrastamento – todos os demais acadêmicos e entidades sociais que questionam a doação de empresas para campanhas políticas de meros fantoches de interesses políticos escusos.

Se sobrou imaginação para conspirações, faltou a capacidade de levar ideias a sério. A história de Mendes só fecha em um mundo em que ideias — de acadêmicos, de ativistas e de seus próprios colegas de tribunal — não tenham poder algum.

Ao final da sessão um dos advogados do caso pediu a palavra em nome da OAB para se defender das acusações proferidas. Mendes recusou-se a ouvir, levantou-se e foi embora do plenário. Dessa vez, não levou os autos do processo com ele’.”

São estranhos alguns aspectos desse voto, que estava evidentemente pronto, aguardando apenas a oportunidade que a seu prolator parecesse favorável à alavancagem da campanha de oposição contra a Presidente Dilma Rousseff e a favor do seu impeachment. Assim, por ocasião do envio à Mesa para julgamento, foi-lhe enxertada uma catilinária contra o PT (pp. 34 a 42). O segundo aspecto, notável, é que as conclusões opõem-se às premissas: sendo seu objetivo demonstrar que o PT arrecadou de empresas o suficiente para vencer as eleições até 2038, e que a contribuição empresarial corrompe o processo eletivo, S. Excia. votou pela continuação desse sistema. O terceiro viés, de aparência paranoica, é que não obstante sendo o PT, segundo afirma, o maior beneficiário desse sistema, quer extingui-lo, e para isso conluiou-se com a OAB, contando com a manipulação da Suprema Corte para alcançar seu objetivo.

A par de outros motivos que invoca para justificar seu voto, S. Excia. alinha estes:

“É impossível acreditar que o Partido que mais se beneficiou de doações privadas, legais ou não, nos últimos anos, tenha agora se convertido a uma posição contrária a qualquer espécie particular [sic] na política eleitoral. A virada moralizadora por parte daqueles que, até o momento, fizeram do deixar-se corromper uma forma de vida é um embuste”.

[…………]

“O que houve, portanto, foi a absorção de um projeto de poder, defendido por um partido que já se confundia com o Estado brasileiro, por parte da sociedade civil organizada, no caso pela OAB. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil adotou a proposta e a apresentou ao Supremo Tribunal Federal. O absurdo de tudo isso revela-se na confissão de que a reforma política considerada “correta” pelo Partido oficial não é capaz de lograr a aprovação dos parlamentares brasileiros, que só não a aprovariam por legislarem em causa própria. [……………] Essa visão autoritária e que pretendia ceifar a concorrência democrática no Brasil, oriunda de um partido político, foi, então, encampada como posição defendida pela sociedade brasileira. E isso foi feito por meio da manipulação da OAB, uma instituição tradicional no Brasil e que conta em seu currículo com grandes serviços prestados ao país. Não bastasse isso, ajuizou-se a presente ação direta no Supremo Tribunal Federal, com a finalidade de também manipular a mais alta Corte de Justiça brasileira, pretendendo, com isso, arrancar deste colegiado interpretação legitimadora de um verdadeiro golpe nas instituições representativas brasileiras e, por conseguinte, na possibilidade de concorrência democrática efetiva no Brasil. […………….] Estamos falando do partido que conseguiu se financiar a ponto de chegar ao poder; uma vez no Governo, passou a manter esquema permanente de fluxo de verbas públicas para o partido, por meio de propinas e pixulecos de variados matizes; e, após chegar ao poder e a partir dele abastecer, de modo nunca antes visto na história do país, o caixa do partido, busca-se fechar as portas da competição eleitoral, sufocando os meios de financiamento dos concorrentes. […….] Em outras palavras, restringir o acesso ao financiamento privado é uma tentativa de suprimir a concorrência eleitoral e eternizar o governo da situação.” (pp. 60 a 66 do voto escrito; transcrição a partir do site do STF).

Para fazer tais afirmações, S. Excia. se apoiou em notícias de jornal, em elementos de investigações policiais em curso, em elementos constantes de processos “sub judice”, e na sua imaginação.

2. Em decorrência do seu descontrolado partidarismo, a frequência do Ministro Gilmar Mendes na mídia acentuou-se durante a crise política de 2015-2016. Quando mais é necessária a serenidade e equidistância da Suprema Corte, transformada em árbitro da disputa política, S. Excia. apresenta-se constantemente, nos jornais, como propagandista de uma das correntes em luta, deitando opinião sobre questões sob análise daquela Corte, ou que se desenham, potencialmente, como casos que a ela serão levados. São constantes, aí, declarações agressivas, irônicas ou desrespeitosas, contra o governo da Presidente Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores (PT), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mencionam-se, “exempli gratia”:

18.09.2015
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou nesta sexta-feira (18) que o PT, da presidente Dilma Rousseff, tinha um “plano perfeito” para se perpetuar no poder, mas foi atrapalhado pela Operação Lava Jato. Gilmar disse que o dinheiro desviado da Petrobras tinha como destino campanhas eleitorais e, combinado com o final do financiamento privado de campanha – bandeira antiga do partido –, faria com que o PT fosse a sigla com mais recursos em caixa. “O plano era perfeito, mas faltou combinar com os russos”, afirmou. “ Eles têm dinheiro para disputar eleições até 2038.” O magistrado participou de seminário na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, onde discutiu o impacto de mudanças na legislação tributária para o setor, ao lado do presidente da entidade, Paulo Skaf (PMDB) – próximo ao vice-presidente Michel Temer. (http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/gilmar-mendes-diz-que-pt-tinha-plano-perfeito-para-se-perpetuar-no-poder-01q5gx1ko13vtwwz8t3fz52ok)

27.11.2015
Lê-se no Estadão que o ministro Gilmar Mendes, do STF e do TSE, falando hoje sobre compra de votos (juridicamente, “captação de sufrágio”) disse que “dispõe-se da possibilidade de fazer políticas públicas para aquela finalidade. Aumentar Bolsa Família em ano eleitoral, aumentar o número de pescadores que recebem a Bolsa Defeso”.

02.03.2016
Na REDE GNI, o dr. Gilmar Mendes acusa Lula de tentar intimidá-lo.

24.05.2016
“Não vi isso [tentativa de obstruir a Lava Jato]. A não ser, uma certa impropriedade em relação à referência ao Supremo. Sempre vem essa história: já falei com os juízes ou coisa do tipo. Mas é uma conversa entre pessoas que tem alguma convivência e estão fazendo análise sobre o cenário numa posição não muito confortável”. (http://www.tijolaco.com.br/blog/gilmar-mendes-e-o-supremo-e-ja-absolveu-juca/)

17.03.2016
(jornal Estado de São Paulo)
GILMAR MENDES, Ministro do Supremo chamou a ida de Lula para a Casa Civil de “bizarrice e desfaçatez, que nos enche de vergonha.” É preciso muita desfaçatez para obrar dessa forma com as instituições. É preciso ter perdido aquele limite que distingue civilização e barbárie.” (http:/politica.estadao.com.br/noticias/geral,nos-enche-de-vergonha-diz-gilmarmendes,10000021719(17/3/2016)

10.06.2016, Globo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou nesta sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, que o Senado e a Câmara podem se recusar a chancelar os pedidos de prisão dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os pedidos de prisão dos três parlamentares do PMDB e do ex-presidente da República José Sarney, apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vieram à tona na última terça-feira (7) por meio de reportagens do jornal “O Globo” e da TV Globo. “Para que haja a prisão, é preciso que se caracterize o flagrante delito, e essa é uma das questões que se deve examinar”.

01.06.2016, Agência Brasil
“Gilmar minimiza crise no governo. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, minimiza o fato da Lava Jato ter derrubado dois ministros em menos de vinte dias de governo do presidente interino Michel Temer. ……………‘É um governo provisório, que faz experimento e que teve que compor numa situação de emergência. Então não é surpresa que haja esse tipo de situação’. …………….Ele afirmou, no entanto, que essas baixas não devem reverter o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado……….O ministro disse que, diante da perspectiva de que o afastamento de Dilma ainda pode ser revisto pelos parlamentares, o Governo Temer tem de fazer reformas e conquistar o apoio da Câmara e do Senado”.

10.06.2016, Valor Econômico
“Com todas as críticas, os embates se dão dentro dos marcos constitucionais”, disse o ministro nesta sexta-feira, durante palestra na Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ). Para Mendes, o impeachment presidencial está “a caminho de se concretizar”. “A realidade fiscal não aceita desaforos. (http:/noticias.terra.com.br/brasil/politica/em-lisboa-gilmar-mendes-critica-cleptocracia-do-pt,97a 24768904dcced54bd0c6d112ba2)

Como fecho a estas considerações, cabe o texto do Sr. Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal, o dr. Ricardo Lewandowski, intitulado “Judicatura e dever de recato”, publicado no jornal Folha de São Paulo, em 13.09.2015:

“É antigo nos meios forenses o adágio segundo o qual juiz só fala nos autos. A circunspecção e discrição sempre foram consideradas qualidades intrínsecas dos bons magistrados, ao passo que a loquacidade e o exibicionismo eram –e continuam sendo– vistos com desconfiança, quando não objeto de franca repulsa por parte de colegas, advogados, membros do Ministério Público e jurisdicionados.

A verbosidade de integrantes do Poder Judiciário, fora dos lindes processuais, de há muito é tida como comportamento incompatível com a autocontenção e austeridade que a função exige.

O recato, a moderação e mesmo a modéstia são virtudes que a sociedade espera dessa categoria especial de servidores públicos aos quais atribuiu o grave múnus de decidir sobre a vida, a liberdade, o patrimônio e a reputação das pessoas, conferindo-lhes as prerrogativas constitucionais da vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos para que possam exercê-lo com total independência.

O Código de Ética da Magistratura, consubstanciado na Resolução 60, de 2008, do Conselho Nacional de Justiça, consigna, logo em seu artigo 1º, que os juízes devem portar-se com imparcialidade, cortesia, diligência, integridade, dignidade, honra, prudência e decoro.

‘A incontinência verbal pode configurar desde uma simples falta disciplinar até um ilícito criminal, apenada, em casos extremos, com a perda do cargo, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.

A Lei Complementar nº 35, de 1979, estabelece, no artigo 36, inciso III, que não é licito aos juízes “manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos ou em obras técnicas ou no exercício do magistério”.

O prejulgamento de uma causa ou a manifestação extemporânea de inclinação subjetiva acerca de decisão futura, nos termos do artigo 135, V, do Código de Processo Civil, caracteriza a suspeição ou parcialidade do magistrado, que permitem afastá-lo da causa por demonstrar interesse no julgamento em favor de alguma das partes.

Por mais poder que detenham, os juízes não constituem agentes políticos, porquanto carecem do sopro legitimador do sufrágio popular. E, embora não sejam meros aplicadores mecânicos da lei, dada a ampla discricionariedade que possuem para interpretá-la, não lhes é dado inovar no ordenamento jurídico.

Tampouco é permitido que proponham alterações legislativas, sugiram medidas administrativas ou alvitrem mudanças nos costumes, salvo se o fizerem em sede estritamente acadêmica ou como integrantes de comissões técnicas.

Em países civilizados, dentre eles o Brasil, proíbe-se que exerçam atividades político-partidárias, as quais são reservadas àqueles eleitos pelo voto direto, secreto e universal e periódico. Essa vedação encontra-se no artigo 95, parágrafo único, inciso III, da Constituição.

Com isso, não só se impede sua filiação a partidos como também que expressem publicamente as respectivas preferências políticas. Tal interdição mostra-se ainda mais acertada porque os magistrados desempenham, ao par de suas relevantes atribuições, a delicada tarefa de arbitrar disputas eleitorais.

O protagonismo extramuros, criticável em qualquer circunstância, torna-se ainda mais nefasto quando tem o potencial de cercear direitos fundamentais, favorecer correntes políticas, provocar abalos na economia ou desestabilizar as instituições, ainda que inspirado na melhor das intenções.

Por isso, posturas extravagantes ou ideologicamente matizadas são repudiadas pela comunidade jurídica, bem assim pela opinião pública esclarecida, que enxerga nelas um grave risco à democracia”.

CONCLUSÃO E PEDIDO

Reza o art. 52 da Constituição da República que compete ao Senado Federal:

………………
“II-processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador Geral de Justiça e o Advogado Geral da União nos crimes de responsabilidade”.

A respeito, assim dispõe a lei 1079/1050:

“Art. 39. São crimes de responsabilidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal:
(omissis)
5) proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.”

……………………
Art. 41. É permitido a todo cidadão denunciar perante o Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador Geral da República, pelos crimes de responsabilidade que cometerem (artigos 39 e 40). ……………………..
Art. 44. Recebida a denúncia pela Mesa do Senado, será lida no expediente da sessão seguinte e despachada a uma comissão especial, eleita para opinar sobre a mesma”.

A seu turno, diz a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (lei complementar 35, de 14.03.1979), em seus arts. 35 e 36:

“Art. 35- São deveres do magistrado: I-cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício; II-não exceder injustificadamente os prazos para sentenciar ou despachar; …..(omissis).

Art. 36-É vedado ao magistrado: (omissis) III- manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos ou em obras técnicas ou no exercício do magistério.”

REQUEREM pois que, aceita e processada a presente denúncia, com fundamento no art. 39-5 da lei 1079/1950, c/c o art. 36-III, da lei orgânica da magistratura nacional, seja o denunciado afinal destituído do seu cargo, nos termos do art. 70 da mesma lei 1079/1950. Com os apêndices inclusos, que fazem parte desta petição, e protestando por todos os meios de prova, notadamente pela juntada dos registros judiciais dos atos referidos, oferecem desde já o incluso rol de testemunhas.

ROL DE TESTEMUNHAS:

1. Fernando Gomes de Morais, que também assina Fernando Morais, jornalista profissional, brasileiro, casado, residente à rua Pernambuco 197, apto. 10, São Paulo (SP), RG 4.190.737 ( SSP-SP), CPF 065.145.298-87, título eleitoral 0000 3839 0132.

2. José Carlos de Assis, brasileiro, casado, identidade 8786 (CRE-RJ), CPF 239403447-53, título eleitoral nº 7065003/70, residente à rua Correia Dutra 147, Rio de Janeiro (RJ). CEP 22210 050.

3. Lincoln de Abreu Penna, brasileiro, casado, professor, RG 1701589-2, CPF 2546336757-91, título eleitoral n° 16086203/70004, residente à rua W. Francisco Xavier n° 25/302, Rio de Janeiro (RJ), CEP 20 550-010.

4. Isabel Idelzuite Lustosa da Costa, brasileira, casada, cientista política, RG 93002304333 (SSPCE), CPF 090963883-72, titulo eleitoral 031241710396, residente à rua Fonte da Saudade n° 265/apto 302, Rio de Janeiro (RJ) CEP 22471-210.

5. Aldo Silva Arantes, brasileiro, casado, RG 23888 (SSP-GO), CPF 014184398-51, residente em Brasília (DF), na SQS 313, Bloco E, apto 304, CEP 70.382-050.

6. Antônio Henrique Lago, brasileiro. casado, jornalista, identidade 02195977 (emitida pelo Detran), CPF 180 705 157-91, título eleitoral n° 018976180329, residente à rua Gustavo Sampaio nº 542, aptº 304, no Rio de Janeiro (RG), CEP 22010-010.

Termos em que pp. e esperam deferimento.
São Paulo para Brasília, 5 de setembro de 2016

Celso Antonio Bandeira de Mello
Fábio Konder Comparato
Sérgio Sérvulo da Cunha

Rio de Janeiro para Brasília, 7 de setembro de 2016

Eny Raimundo Moreira
Roberto Amaral

Brasília, 10 de setembro de 2016

Álvaro Augusto Ribeiro Costa

APÊNDICE I

28.10.2002
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deferiu liminar (3/10) para suspender dois processos sobre crimes de improbidade administrativa que correm na Justiça Federal contra o ministro da Fazenda, Pedro Malan, o chefe da Casa Civil da Presidência da República, Pedro Parente, e o senador José Serra. http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=59538

(em seguida, determinou o arquivamento desses processos, cujo desarquivamento seria determinado pela 1ª. Turma do Supremo em 2016: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,supremo-desarquiva-acoes-contra-serra-e-ex-ministros-de-fhc,10000023316)

04.02.2014
Gilmar Mendes acaba de emitir declaração pública de que acha “esquisito” petistas condenados no julgamento do mensalão conseguirem, em poucos dias, arrecadar recursos para pagar suas multas. E ainda questiona se a “vaquinha” levada a cabo por militantes do PT não seria “lavagem de dinheiro”.http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/10/gilmar-mendes-cassa-direito-de-resposta-ao-pt-na-revista-veja

23.10.2014
Gilmar Mendes, com ironia, pergunta se Lula fez teste do bafômetro antes de discurso em palanque em BH http://www.tijolaco.com.br/blog/os-intocaveis/

30.08.2015
Entrevista ao Correio Brasiliense
O senhor é alvo de críticas do PT na rede social. Isso o incomoda? De vez em quando, alguém me fala, vejo. Tenho sido alvo de ataques de blogs financiados por estatais, empresas de governo. Todo mundo que é enquadrado como adversário do governo é alvo desse tipo de ataque. Acho que é uma prática flagrantemente ilegal e até fascista. Você subsidiar um suposto organismo de mídia para alvejar adversários. Subsidiar com recursos públicos.

10.07.2015
Durante o julgamento das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff, entre novembro e dezembro de 2014, o ministro do STF e do TSE, Gilmar Mendes, era o relator do processo e tomou decisões aos finais de semana, em horários que extrapolam a carga horária do Judiciário, além das próprias férias forenses – quando os ministros e magistrados se ausentam e apenas tomadas urgentes são definidas nos plantões. Seis meses passaram-se, as contas da presidente voltaram a julgamento e novo recesso forense. Ainda que respaldado pelas normas internas, Gilmar Mendes utiliza-se do exercício de substituto da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para definir pautas e agilizar o julgamento de Dilma na Corte. http://www.tijolaco.com.br/blog/o-tiro-de-festim-de-gilmar-mendes-via-marcelo-auler/

20.09.2015
Próximo do senador e ex-ministro de FHC, José Serra (PSDB-SP), Mendes também tem criado vínculos com entidades que a cada dia mais flertam com o impeachment de Dilma Rousseff. A mais recente foi a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), presidida pelo peemedebista Paulo Skaf. Na última sexta-feira, o ministro participou de um evento no qual repetiu boa parte de seu voto a favor do financiamento empresarial de campanhas. Disse que o PT tinha um projeto de se perpetuar no poder e, levando em conta os desvios da Lava Jato, já teria mais de 2 bilhões de reais para usar nas campanhas eleitorais até o ano de 2038. http://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/19/politica/1442621808_778942.html

20.09.2015
Na quarta-feira passada, quando em seu voto no caso do financiamento eleitoral ficou cinco horas criticando os petistas por serem investigados na Lava Jato, Mendes afirmou que quase se emocionava ao ver um partido que foi tão beneficiado por esquemas ilícitos pedirem a proibição da doação empresarial nas campanhas.
“O partido [PT] que mais leva vantagem, pela mais valia, para captar recursos [de campanha] agora, como madre Teresa de Calcutá, defende o encerramento das doações das empresas privadas. Quase que me emociono. Quase vou às lágrimas. É uma conversão que merece algum tipo de canonização. Será que eles nos tomam como idiotas?”, disse um Mendes irônico, durante o seu voto. E completou: “A rigor esse partido [o PT] é um partido de vanguarda. Porque instalou o financiamento público de campanha antes de sua aprovação. Recursos de estatais diretamente para o partido”. Um dos colegas de Corte, Marco Aurélio Mello afirmou que esses argumentos de Mendes eram “metajurídicos”, extrapolavam a legislação e quaisquer decisões já tomadas anteriormente. Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, o professor de direito Rubens Gleizer, da Fundação Getúlio Vargas, criticou o posicionamento do ministro anti-PT. “Ainda que juízes não sejam neutros, eles possuem deveres de imparcialidade que ancoram a sua legitimidade democrática. Desabafos políticos são importantes, mas são cabíveis em apenas em dois edifícios da Praça dos Três Poderes.”
Os ataques ao PT chegaram ao ponto de ele acusar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que entrou com a ação contra o financiamento eleitoral, de estar atuando em nome do partido de Lula e Dilma. Mendes acusou a OAB de ser usada pelo PThttp://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/19/politica/1442621808_778942.html

29/09/2015
O PT entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar anular o pedido do vice-presidente da corte, ministro Gilmar Mendes, de investigar as contas da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em agosto, Mendes encaminhou ofícios ao Ministério Público, à Polícia Federal e à Corregedoria do TSE pedindo investigação das contas da campanha de Dilma, apontando a suspeita de ter recebido dinheiro desviado da Petrobras.
O PT entrou com mandado de segurança no TSE argumentando que o ato de Mendes seria “ilegal” e “inconstitucional”, por ferir “direito líquido e certo” da legenda. O partido defende que a prestação de contas da campanha presidencial de 2014, da qual Mendes foi relator, já foi encerrada, com decisão final. Por isso, segundo a sigla, Mendes não poderia dar novos despachos nesse processo pedindo investigação das contas. O partido defende a anulação do despacho de Mendes que pediu investigações à PF, ao MP e à corregedoria do TSE. O partido afirma ainda que todas as empresas citadas por Mendes “doaram grandes somas” ao PSDB e ao então candidato à presidência Aécio Neves (PSDB-MG). “Se as doações ocorridas ao Partido dos Trabalhadores por estas empresas são consideradas como de corrupção, logicamente que as doações ocorridas ao partido PSDB também o são”, sustenta a ação.http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2015/09/29/pt-quer-anular-pedido-de-gilmar-mendes-de-investigar-campanha-de-dilma.htm

26.02.2016
O ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enviou nesta sexta-feira, 26, cópias de documentos e notas fiscais da campanha pela reeleição de Dilma Rousseff à Presidência em 2014 para que órgãos de investigação apurem possíveis irregularidades em contratos da legenda com sete empresas. O material será emitido para diligências nos Ministério Público Federal e de São Paulo, Secretaria de Fazenda de São Paulo, Secretaria da Receita Federal, Conselho de Administração de Operações Financeiras (Coaf) e Polícia Federal. O encaminhamento do ministro acata um pedido feito ao Tribunal pelo PSDB, que alega haver indícios de “irregularidade e ilegalidade na contratação e pagamento efetuado a empresas que não possuem capacidade operacional para prestar os serviços avençados pela campanha do PT”. Os tucanos também afirmam haver evidências que de as empresas aparentam ser “de fachada” e foram contratadas por “exorbitantes e desproporcionais”. O pedido foi feito dentro da prestação de contas do PT, da qual Mendes é relator. http://noticiasparana.com/protetor-de-corruptos/

16.03.2016
Liminar do Ministro Gilmar Mendes, obstando a posse do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil do governo da Presidente Dilma Rousseff http://jornalggn.com.br/noticia/as-anomalias-juridicas-da-liminar-de-gilmar-mendes

12.05.2016
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta quinta-feira (12) a coleta de provas de uma investigação aberta sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) relacionadas a supostas irregularidades na estatal Furnas. Na mesma decisão, ele enviou o inquérito de volta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para reavaliação. http://jornalggn.com.br/noticia/as-condicoes-de-gilmar-para-o-mensalao-tucano-ser-investigado

10.06.2016
“Figuras de expressão nacional, que deveriam guardar imparcialidade e manter decoro, tentam disseminar a ideia estapafúrdia de que o Procurador-Geral da República teria vazado informações sigilosas para, vejam o absurdo, pressionar o Supremo Tribunal Federal e obrigá-lo a decidir em tal ou qual sentido, como se isso fosse verdadeiramente possível. Ainda há juízes em Berlim, é preciso avisar a essas pessoas”. http://jornalggn.com.br/mutirao/gilmar-mendes-0

APÊNDICE II

Em entrevista a Mario Sergio Conti na GloboNews, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes comentou a ação que julga a constitucionalidade do financiamento privado das campanhas eleitorais. Há mais de um ano, o ministro pediu vistas do processo. “Eu pedi vistas porque eu senti que a matéria não estava madura e que havia a intenção sub-reptícia de discutir a aplicação da própria decisão já naquelas eleições, de 2014, que já estavam em curso”, disse. “Percebi também que a própria ação tinha uma lógica político-partidária, talvez até para levar a uma anistia para malfeitos, que agora se verificam. Se imaginava que a adoção do novo modelo, a proibição da doação privada iria anistiar os malfeitos deste chamado Petrolão”, explicou. O ministro do STF declarou ainda que a decisão não é antidemocrática e que vai trazer o voto no final de junho para ser discutido no segundo semestre (http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2015/06/gilmar-mendes-vai-votar-ainda-em-junho-o-financiamento-de-campanhas.html)

O ministro visitou a redação da revista eletrônica Consultor Jurídico na tarde desta sexta-feira (24/4), e falou sobre a questão do financiamento de campanha, discutida na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.650. “É chato esse papel que eu fiz de pedir vista dos autos, mas eu o fiz com grande consciência”, desabafa. E continua: “Hoje, quando formos discutir sobre isso, saberemos muito mais sobre questões importantes, como o que vem sendo exposto na [operação] ‘lava jato’, por exemplo”. Para o ministro, parar um ano para refletir sobre algo dessa gravidade “não é nada abusivo”. Se o STF tivesse decidido em abril de 2014 sobre o tema, já teria, logo em seguida, que resolver se aquilo se aplicaria às eleições de 2014, quando as campanhas já estavam estruturadas financeiramente. E isso, segundo Gilmar Mendes, geraria uma séria insegurança jurídica (http://www.conjur.com.br/2015-abr-24/gilmar-mendes-pedido-vista-amadureceu-debate)

Diário de Pernambuco (cf. Agência Estado)
Publicação: 16/04/2015
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) ….. ironizou a ideia de que mudar o sistema de financiamento de campanhas eleitorais causaria o fim da corrupção. …….. Não é o modelo que vai resolver esse tipo de questão”, disse o ministro……………..
O ministro disse que o financiamento empresarial já foi proibido no Brasil, mas liberado posteriormente porque a “regra era o caixa dois”. “Nós devemos ter muita cautela nesse processo de reforma e ter consciência de que nós não podemos ser indiferentes às próprias experiências históricas”, disse o ministro.
O ministro disse não se impressionar com “bateção de lata” e com “blogs de aluguel”. “Eu sou blindado. Não estou preocupado com a opinião pública. O Tribunal não servirá de nada se não tiver um juiz que tenha coragem de dar um habeas corpus, de pedir vista. É preciso que tenha um juiz que tenha coragem de pedir vista”, disse. (http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2015/04/16/interna_politica,571919/gilmar-mendes-ironiza-fim-de-financiamento-de-campanha-roubaram-porque-tinham-o-dna.shtml)

Após realizar palestra sobre Justiça Criminal em São Paulo nesta sexta-feira (24), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse que aguarda uma definição do Congresso sobre a reforma política para votar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.650, que proíbe o financiamento empresarial de campanhas eleitorais.
Mendes é acusado por movimentos sociais de adiar o julgamento, já que há mais de um ano – em 2 de abril de 2014 – pediu vistas do processo quando as doações de pessoas jurídicas a campanhas estavam prestes a ser consideradas inconstitucionais por seis votos a um. Apesar das campanhas e pressão para que devolva a ação, ao que parece o magistrado não pretende dar o braço a torcer e retomar tão cedo a votação.
Hoje, na capital paulista, o ministro deixou claro o seu posicionamento. “A ação voltará ao plenário, estamos examinando todos os aspectos. É uma matéria bastante complexa, talvez estejamos dando uma resposta muito simples. Nós temos que saber antes o que o Congresso está discutindo, qual é o modelo eleitoral, para saber qual é o modelo de financiamento adequado”, afirmou.
É importante destacar que o regimento interno do STF determina a devolução dos processos em menos de 30 dias, o que significa que Mendes está infringindo a regra. Quanto à votação favorável à Adin, ele declarou que esses votos são provisórios e, portanto, acredita numa mudança do resultado (http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/04/gilmar-mendes-diz-que-so-vota-financiamento-privado-apos-reforma-politica-do-congresso/)

Nesta terça-feira (24.2.2015) ele justificou a demora em se pronunciar dizendo que não é possível discutir financiamento de campanha sem a definição do sistema eleitoral. “Eu acredito que não dá para discutir financiamento de campanha sem definir qual é o sistema eleitoral. Nós temos que discutir isso de maneira ampla”, disse Mendes durante sessão temática do Senado destinada a discutir propostas de reforma política http://www.vermelho.org.br/noticia/259433-1).

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (30.4.2015) que deve liberar “até o meio do ano” seu voto vista no julgamento sobre proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas (http://www.ebc.com.br/noticias/politica/2015/04/gilmar-mendes-libera-voto-sobre-financiamento-de-campanhas-ate-o-meio-do)

29/05/2015
Para Gilmar Mendes, texto aprovado no Congresso pode comprometer ação do STF
Talita Fernandes e Beatriz Bulla
Tags: STF MENDES FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia que a aprovação de emenda que inclui o financiamento privado de campanha pelo Congresso pode inviabilizar parte de uma ação sobre o tema que está tramitando na Corte.
“Se essas alterações para financiamento de campanha forem aprovadas, creio que inviabiliza somente o conteúdo da Adin que trata de financiamento de campanha, mas a ação como um todo é bem mais ampla”, disse o ministro. http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1684724-para-gilmar-mendes-texto-aprovado-no-congresso-pode-comprometer-acao-do-stf

O Tempo
PUBLICADO EM 30/06/15 – 20h41
Dois meses depois de prometer que liberaria seu parecer sobre o financiamento público de campanhas em junho, o ministro Gilmar Mendes voltou atrás e afirmou nesta terça-feira (30) em BH que não tem prazo para emitir seu veredito sobre o assunto. ………………………
Segundo ele, quem reclama do pedido de vistas “não é a OAB e sim o PT”. Isso porque, segundo ele, a aprovação serviria como um álibi para os maus feitos do partido.Ainda segundo Gilmar Mendes, a demora seria “normal”. “Alguns ministros pediram vistas porque me parecia que havia uma certa precipitação e as consequências seriam graves para o sistema”.Para ele, a sensação é que o PT queria ver logo o fim do financiamento aprovado para apresentar como um álibi para seus erros. “Me parece que esse argumento da OAB, não era da OAB, mas do PT. É um argumento álibi. Olha, nós fizemos tantas trapalhadas que agora vamos defender o financiamento público, ou o financiamento apenas de pessoas. É como se estivéssemos votando uma anistia. Fizemos muitas coisas erradas, mas agora o STF veio e reconheceu que é inconstitucional e todos nós estamos absolvidos. Não há absolvição para ninguém. Quem fez coisa errado tem que pagar”, apontou. http://www.blogdacidadania.com.br/2014/02/gilmar-mendes-deveria-ser-processado-por-caluniar-militancia-do-pt/

23.10.2014
Gilmar Mendes, com ironia, pergunta se Lula fez teste do bafômetro antes de discurso em palanque em BH http://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/19/politica/1442621808_778942.html)

27.11.2015
Lê-se no Estadão que o ministro Gilmar Mendes, do STF e do TSE, falando hoje sobre compra de votos (juridicamente, “captação de sufrágio”) disse que “dispõe-se da possibilidade de fazer políticas públicas para aquela finalidade. Aumentar Bolsa Família em ano eleitoral, aumentar o número de pescadores que recebem a Bolsa Defeso”.

04.12.2015
GM acusa o PT de “fraude”
(http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/gilmar-mendes-acusa-pt-de-fraude-ao-recuar-de-acao-contra-impeachment/)

24.05.2016
“Não vi isso [tentativa de obstruir a Lava Jato]. A não ser, uma certa impropriedade em relação à referência ao Supremo. Sempre vem essa história: já falei com os juízes ou coisa do tipo. Mas é uma conversa entre pessoas que tem alguma convivência e estão fazendo análise sobre o cenário numa posição não muito confortável”. (http://www.tijolaco.com.br/blog/gilmar-mendes-e-o-supremo-e-ja-absolveu-juca/)

10.06.2016, Globo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou nesta sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, que o Senado e a Câmara podem se recusar a chancelar os pedidos de prisão dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os pedidos de prisão dos três parlamentares do PMDB e do ex-presidente da República José Sarney, apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vieram à tona na última terça-feira (7) por meio de reportagens do jornal “O Globo” e da TV Globo. “Para que haja a prisão, é preciso que se caracterize o flagrante delito, e essa é uma das questões que se deve examinar”.

10.06.2016, Valor Econômico
“Com todas as críticas, os embates se dão dentro dos marcos constitucionais”, disse o ministro nesta sexta-feira, durante palestra na Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ). Para Mendes, o impeachment presidencial está “a caminho de se concretizar”. “A realidade fiscal não aceita desaforos. (http://www.valor.com.br/politica/4596367/gilmar-mendes-impeachment-esta-caminho-de-se-concretizar)

29.06.2016, Valor Econômico, p. A12:
1.(…)”Quem propôs a ação [a DIN da OAB] estava defendendo interesses eleitorais do PT, que queria se livrar da mensagem de ser uma legenda corrupta e para obter o voto em lista — que é fácil com o financiamento público”.
2. “(…) Chegou um momento em que eu tive que dizer com toda a clareza que nós estávamos discutindo um problema que não podíamos resolver, que era a falta de votos dela [da pres Dilma]. Começasse [a chamada dos deputados, a partir do Sul ou do Norte] o resultado é que ela teve 137 votos”.

24.08.2016, Estado de São Paulo, p. A4
Em uma das mais contundentes manifestações feitas contra procuradores da Lava Jato por um membro do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes afirmou ontem que “é preciso colocar freios” na conduta dos investigadores”. …….Gilmar também criticou o pacote de dez medidas de combate à corrupção, que tramita atualmente no Congresso……Segundo Gilmar, uma das propostas previstas no pacote é coisa de um “cretino absoluto”: “veja as dez propostas que apresentaram. Apresentaram uma delas que eiz eu prova ilícita feita de boa-fé deve ter validade. Imaginem vocês que amanhã se possa justificar o crime de tortura porque fiz de boa-fé.”

24.8.2016, editorial da Folha de São Paulo
Mesmo não sendo conhecido por continência verbal, Mendes fez emprego de vocabulário inusualmente ácido contra a PGR: “Já estamos nos avizinhando do terreno perigoso de delírios totalitários. Me parece que os [procuradores da Lava Jato] estão possuídos de um tipo de teoria absolutista de combate ao crime a qualquer preço”.

A POTÊNCIA- CONSTITUINTE CONTINUA SEU PROCESSUAL DEMOCRÁTICO. MAIS DE 60 MIL NA PAULISTA PELAS DIRETAS JÁ E FORA TEMER O GOLPISTA QUE NÃO CONHECE HISTÓRIA NEM LITERATURA

14292286_719102788247869_3565196788628536669_nMais uma expressividade da potência-constituinte, que produz o novo-ontológico fora do estado de coisas imposto pelo poder repressor, se fez no dia de ontem na Avenida Paulista.

Foram mais de 60 mil sujeitos-sociais encadeando práxis e poética como trabalho social que transfigura o estabelecido. E o estabelecido é a violência contra a democracia que não cede às forças de dominação idealizada, elaborada e executada pelos agentes teratogênicos parlamentar-midiático-jurídico. O golpe.

O filósofo e presidente do MTST, Guilherme Boulos, já havia afirmado que o desgoverno golpista não iria ter um momento de trégua. Boulos sintetizou o conceito de potência-constituinte como trata o filósofo italiano, Toni Negri encadeado com as filosofias de Machiavel e Spinoza. O primeiro com seu conceito de virtú e o segundo com o conceito de potência que está ligado a vontade de potência do alemão Nietzsche.

Não pode parar porque a potência-constituinte é da ordem da vida. Do otimismo-criativo do viver como continua movimentação e criação da vida que nenhuma forma de opressão pode deter. É a ultrapassagem contínua produzida pelas velocidades, lentidões, movimentos, repousos constituídos como fluxos mutantes e quantas desterritorializantes. Corpos que os sujeitos-sujeitados molares sentem pavor.

14237613_719102784914536_2002233623297464424_n 14237720_719102844914530_1013140471865680211_n 14238246_719102904914524_5777206220653333515_n 14317538_719102778247870_3736259526057167392_n 14237472_719018521589629_8482355747761445227_n 14316988_719017708256377_1550501547714381047_n 14322229_719017711589710_7945740956602636177_n 14344696_719018524922962_3606297829220073519_nEstar apanhado como movimento é o leva pavor aos golpistas, em suas taras sensorial, intelectiva e ética, não entendem, mas sente. Aí o sentimento de pavor, porque se trata de vida. E eles são filo-tanáticos: amam a morte. Tudo que se encontra molarmente imóvel.

Mais de 60 mil e como sempre a presença antidemocrática da violência da polícia do golpista Alckmin que bateu, lançou gás lacrimogênio e prendeu jovens, jornalista e até criança. Uma menina que apenas perguntou por que estava sendo presa, e o polícia respondeu com sua voz interior: “Porque sim”. Não adianta. A potência-constituinte não para. Foi marcada uma manifestação geral para o dia 22.

Alguns pronunciamentos.

Luiza Erundina – “O que vai mudar é o povo na rua. O povo deve se manter resistente e não sair das ruas. Enquanto não derrubarmos muitos canalhas e revertermos os retrocessos que estão minados direitos conquistados a dura penas nos últimos anos.

Não vamos sair das ruas até derrubarmos o último golpista. Nós mulheres não vamos aceitar um direito a menos. O Temer não sabe contar. Milhões querem a preservação das conquistas. Fora, Cunha. Fora, Temer”, disse.

Boulos – “Temos uma responsabilidade histórica. Aqui é o momento de falar ‘Fora Temer ‘ Fora Cunha’

Lindbergh Farias – “Sou autor de uma PEC para acabar com a PM. A PM é para a guerra e não para proteger o povo”, disse.

Vanessa Grazziotin – “Não adianta provocar. Não vamos sair da rua até derrubar os golpistas. São Paulo é um exemplo de luta. Precisamos dizer a eles que precisam passar por cima dos nossos cadáveres para entregar a nação aos interesses internacionais”, afirmou.

image_large luta 14232623_719167898241358_3613976020284519261_n 14291930_719167961574685_128987311157589132_n 14344805_719170118241136_788337890015811984_nA potência-constituinte se movimenta criativamente passando como vida e os golpistas estão atordoados. Não entendem nada.

 

 

MINISTRO DA AGU, MEDINA, É DEMITIDO POR PADILHA E PERGUNTA: “QUE GOVERNO É ESSE QUE MINISTRO DEMITE MINISTRO?” A RESPOSTA ESTÁ NA PERGUNTA: GOLPISTA

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          Mais um dublê de ministro foi demitido no desgoverno do golpista deslumbrado Temer. Dessa vez foi o ministro da Advocacia-Geral da União, Fábio Medina Osório. Segundo ele sua demissão foi determinada pelo ministro Eliseu Padilha, um dos acusados de corrupção pela Lava Jato junto com seu chefe, Temer, e outros.

        Comenta-se que a demissão de Medina decorreu do fato de que ele não estava cumprindo a missão para qual foi designado pelo desgoverno golpista: tentar estancar a sangria da Lava Jato afirmada pelo senador Romero Jucá em gravação de Sérgio Machado. Um acordo que envolvia até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para cassar Dilma que não impedia que os delatados fossem protegidos. Acordo que se consumo com o golpe parlamenta-midiático-jurídico condenado nacional e internacionalmente.

          O agora ex-ministro Medina, tem um comportamento próprio dos inseguros- vaidosos que recebem um afago, ficam extasiados, e não analisam o autor desse afago, já que para eles o afago é reconhecimento de suas inteligências e compromissos democráticos, quando não é. Um cargo em um governo golpista não eleva ninguém. Muito pelo contrário, torna esse alguém suspeito e objeto de aversão da sociedade.

          “Se eu sair amanhã do governo, sairei sem ter falado com Temer. Um mínimo que se espera é uma conversa com o presidente. Que governo é este que ministro demite ministro? Eu não pedi demissão”, desabafou o demitido.

        Em um desgoverno nascido de um golpe contra uma presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos e que depredou o Estado de Direito Democrático não se pode esperar lisura, lucidez, respeito, racionalidade e ética.

         O ministro sabia a quem ia servir, por isso não tem do que reclamar. Se não sabia, pior. Mostra que ele em sua alienação não deveria ocupar um cargo importante para o Estado. Cargo que exige conhecimento do ocorre no país.

 

 

 

“TEMER SEUS DIAS ESTÃO CONTADOS”, BRADARAM MAIS DE 15 MIL MANIFESTANTES DURANTE ATO PRÓXIMO A CASA DO GOLPISTA-MOR

Fora Temer 

A polícia de Alckmin postou barricadas para impedir a aproximação dos manifestantes de chegar próximo à casa do golpista-mor, Temer. Porém, os manifestantes não pediram arrego: continuaram a manifestação bradando palavras de ordem contra a ditadura-civil que foi instalada no Brasil pelos golpistas corruptos-psicopatas que estão predando o país.

Os manifestantes saíram do Largo da Batata e andaram três quilômetros em direção ao Alto de Pinheiros onde fica a casa do golpista que já vem mostrando pavor diante das contestações promovidas pela sociedade que não aceita ser submetida à vontade golpista-aberrações que querem ser tidas como indivíduos políticos.

O ato que foi convocado pela Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo e sindicatos, terminou depois das 21 horas reivindicando também Diretas Já e convocando a população que defende o Brasil para no domingo na Avenida Paulista realizar mais uma megamanifestação contra o ridículo e inexpressivo golpista e seus comparsas.

“Eles acharam que a maioria do povo ia aceitar a legitimidade de um Congresso corrupto que votou o impeachment. Uma coisa é ter governabilidade no Congresso, outra coisa é ter governabilidade nas ruas. Isso o Temer não tem, e não vai ter nunca. As organizações estão nas ruas há mais de dez dias. Desde a consumação do golpe as manifestações se intensificam”, observou o filósofo Guilherme Boulos, presidente do MSTS.

“A casa grande hoje está tremendo, porque a senzala veio fazer uma visita. Temer, seus dias estão contados, golpista. Na próxima não vamos vir conversar. Vamos na casa do golpista botar ele para correr”, disse Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP). 

 

TRÊS NOTAS PARA VOCÊ ANALISAR DEMOCRATICAMENTE DECISÕES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)

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Em gravação realizada pelo ex-senador do PSDB e membro, por 15 anos do PMDB, Sérgio Costa com senador Romero Jucá, o segundo afirmou que deveria haver um acordo nacional para parar a sangria. Ele se referiu a operação Lava Jato que havia implicado, através de delações de empresários, os senadores Renan Calheiros, José Sarney, Aécio, Serra entre outros e próprio Jucá.

Em parte da gravação Jucá afirma que haveria um conluio entre a mídia e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que estavam envolvidos e que era necessário tirar Dilma da presidência que com ela o acordo não se realizaria. Apesar de toda essa concreta evidência, a dita justiça não levou em consideração os fatos. O golpe tornou-se uma realidade e os golpistas e corruptos continuam leves e soltos desfrutando da violência contra a Constituição e a ruptura democrática.

Ontem o STF tomou três decisões que são de interesse da sociedade brasileira, assim como sua análise para a defesa da democracia.

1 – Nota: Ministro Teori Zavascki afirma que Lula tenta “embaraçar as investigações”. Os advogados de Lula haviam pedido ao STF que tirasse de Moro os inquéritos para investigar Lula. Teori negou. Os advogados de Lula divulgaram nota contestando posição do ministro.

2 – Nota: O ministro do STF, Dias Toffoli revogou liminar que mantinha o jornalista Ricardo Mello da presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que fora nomeado por Dilma e afastado por ato arbitrário do golpista Temer. O cargo deveria durar os quatro anos legais.

O presidente golpista da Câmara Federal, Rodrigo Maia, na condição de presidente da República em exercício, alterou, através de Medida Provisória, o regime jurídico da EBC e Mello foi destituído do cargo.

Agora, o jornalista, também comparsa do golpe, Laerte Rimole, indicado por Temer, assume o cargo.

Lembrança: quem concedeu a liminar para que Mello permanecesse no cargo foi o próprio Toffoli.

3 – Nota: Ministro Teori nega liminar para anular a sessão do Senado em que resultou na cassação da presidenta Dilma Vana Rousseff eleita democraticamente com mais de 54 milhões de votos. Dilma fora cassada sem cometer qualquer crime.

O ex-ministro da Advocacia-Geral da União, José Cardozo, foi quem fez o peido de anulação no dia 1°, horas depois do golpe.

HOJE, ÀS 17 HORAS, MOVIMENTOS POPULARES, EM SÃO PAULO, REALIZAM ATO CONTRA O ILEGÍTIMO E INESPRESSIVO GOLPISTA TEMER E PELAS DIRETAS JÁ

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A partir das 17 horas, no Largo da Batata, os movimentos populares comandados pela Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, MTST, CTB, CUT iniciam o ato contra o desgoverno do ilegítimo e inexpressivo golpista Temer. Depois da concentração os manifestantes iniciarão caminhada em direção à casa do golpista-mor que fica no bairro Alto de Pinheiros.

“O povo não sairá das ruas enquanto Temer, e a sinistra quadrilha de golpistas, que assaltou o Palácio do Planalto, não for afastada do poder. A soberania popular é quem deve decidir os rumos do país por meio de eleições diretas.

Ao contrário do que propaga cinicamente seu governo ilegítimo, embora tenha apoio da burguesia e do imperialismo, Temer no poder não significa pacificação nacional, mas radicalização da luta política. A pacificação nacional só será alcançada quando o povo reconquistar o sagrado direito de definir o destino do país através do voto”, analisou Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

DILMA CONCEDE ENTREVISTA À IMPRENSA INTERNACIONAL

     Escute e veja a entrevista que a presidenta Dilma Vana Rousseff, concedeu à imprensa internacional. Depois da experiência conceba a você mesma (o) a ultrapassagem de sua consciência política.

E AS MANIFESTAÇÕES CONTRA O GOLPE EM DEFESA DA DEMOCRACIA CONTINUAM PELO BRASIL AFORA

14233017_1187966641225540_790253477441536575_nSó em São Paulo foi o quarto dia de manifestação contra o golpe que beneficiou o inexpressivo Temer para executar o plano de destruição do Brasil das direitas aberrantes que perambulam sem qualquer sentido social. Em Curitiba mais manifestação levando mais de 10 mil participantes. Em Juiz de Fora novamente o povo foi às ruas bradar democraticamente o Fora Temer.

14192122_712086938949454_4480200932020611776_n 14142063_712086648949483_8966073268154827852_n 14192180_712119125612902_357918044486444317_n 14199260_712119172279564_8607440862139271889_n 14199526_712086868949461_6573451701358718895_n 14212163_712086805616134_9171449405193197322_n 14199726_712119478946200_3042159846540471463_n 14212589_712119398946208_2681459168813496547_n 14232387_712119212279560_7578704205113408281_nO mais importante para a luta democrática é que as manifestações não estão ocorrendo nas capitais. As cidades do interior também estão mobilizadas na luta contra a ditadura das direitas abomináveis. Várias cidades se manifestaram ontem, dia 1° de setembro da Semana da Pátria. A Pátria que teve sua democracia violada pela fúria capitalista dos golpistas que não suportam conceber a distribuição de renda e a melhoria das classes mais necessitadas da participação do Estado como agente de promoção social e bem-estar.

Vejam e ouçam os vídeos.

MILHARES DE PESSOAS PROTESTARAM CONTRA O GOLPE E EM DEFESA DA DEMOCRACIA NO BRASIL INTEIRO E A POLÍCIA, COMO SEMPRE, REPRIMIU COM O QUE LHE É DA ESTRUTURA: VIOLÊNCIA

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Torna-se desnecessário o uso de palavras para descrever as manifestações que ocorreram no Brasil contra o golpe comandado pelas parlamentares-moralmente -afásicos, mídias acéfalas, empresários embrutecidos e parte do judiciário e sintetizado do golpista-mor Temer.

As manifestações ocorridas ontem dia 31, data em que o quadro psiquiátrico do Congresso Nacional tornou-se materializado e fácil de diagnóstico por qualquer pessoa que sequer saiba o que venha a ser psicopatologia psicopática, tende a continuar nos próximos dias e só acabar quando a democracia se apresentar novamente como alma política da sociedade brasileira. Por enquanto, por força da indigência política e da psicopatologia-moral, a sociedade brasileira existe sem sua alma coletiva que serve de suporte e orientação de sua vida-virtude.

14100457_711147309043417_7474591322520126168_n 14100527_710951119063036_1932037017537861793_n 14117803_711147812376700_6443520684706913046_n 14141708_710951112396370_6390694385338335082_n 14141736_711147882376693_3624274703235424468_n 14192672_1188040157906609_2840991136645995985_n 14199298_710951122396369_2379538276877541646_nSabemos que a alma da sociedade não pode ser destruída por corpos psicopatológicos, porém esses corpos podem muito impedir, como já está ocorrendo, que a alma da sociedade, que é a democracia, tenha suas substâncias materiais obstruídas. Substâncias estas que representam as satisfações materiais da sociedade promovidas pelas políticas democráticas. Esse o grande perigo da ditadura Temer.

As lutas, as resistências em forma de protestos promovidas pelo povo, se expressa como sua potência imaterial que nenhuma força-molar pode impedir de se expandir como forma de práxis e poiesis produtora de da afirmação da vida. Como diz o filósofo Nietzsche, o pensamento que afirma a vida e a vida que afirma o pensamento. O dizer Sim a vida contra o dizer Não a vida. Como fazem os golpistas que teme a vontade de potência da vida que produzia a alegria do existir como mutatio renovatio.

14102357_711026609055487_7165693329150124294_n 14192721_711026535722161_6730306674071611254_n 14212068_711147889043359_2585098409393165079_n 14199426_711149292376552_2272821738260622826_n 14212543_1188040214573270_2308008505071140689_n 14199392_711120739046074_8655854471528876689_n 14222260_1188040151239943_5842985183203715777_n 14225543_711147982376683_8393763532432540218_n 14225416_711027232388758_8398691137840018330_n 14225589_711026529055495_5277071371845526203_nAssistam e escutem os vídeos produzidos pelo Mídia Ninja que completou mais de 1 milhão de seguidores.

ENQUANTO, NO SENADO, DILMA DISSIPAVA A ESTUPIDEZ E IMORALIDADE DOS GOLPISTAS, EM MANAUS MANIFESTANTES PROTESTAVAM CONTRA O GOLPE EM DEFESA DA DEMOCRACIA

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Vejam as fotos produzidas pelos membros da Associação Filosofia Itinerante (Afin).

P1000645 P1000646 P1000648 P1000649 P1000650 P1000651 P1000653Movimentos sociais, representantes dos negros, índios, LGBT, FUP, CUT, CTB, AFIN, Movimentos pela Moradia, UNE, MST, atores, poetas, entre outras entidades, além do candidato a prefeito pela coligação PT/PCdoB, José Ricardo, e candidatos ao cargo de vereador, se reuniram na Praça São Sebastião, centro de Manaus, para protestarem contra o golpe e defender o Estado de Direito Democrático. A manifestação em Manaus foi somente uma das muitas ocorridas em outras partes do Brasil. Como em São Paulo que polícia de Alckmin novamente violentou manifestantes que bradavam Fora Temer!

P1000654 P1000655 P1000656 P1000658 P1000660 IMG-20160829-WA0012 IMG-20160829-WA0013 IMG-20160829-WA0014 IMG-20160829-WA0015 IMG-20160829-WA0011Durante a manifestação, vários representantes das categorias presentes discursaram chamando a atenção para o perigo que o Brasil corre caso o golpe se concretize. O que significa perdas de conquistas que ocorreram durante os transcursos dos dois governos populares de Lula e Dilma como Minha Casa, Minha Vida, Pronatec, Bolsa Família, Mais Médicos, Luz Para Todos, Fieis, ProUni, entre outros. Entre essas perdas, se expressa, principalmente, as perdas de direitos trabalhistas conquistados com luta desde que o trabalhador brasileiro entendeu que é ele o sujeito social principal da produção das riquezas da sociedade.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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