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EM MANAUS JUIZ MANDA PRENDER DIRETORIA DOS RODOVIÁRIOS EM FUNÇÃO DA GREVE GERAL

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 A questão da luta pelos direitos dos rodoviários em Manaus é muito antiga. A relação íntima dos empresários de transporte coletivo com os prefeitos cria um grande obstáculo para que essa questão seja solucionada. Em tempo de eleição já é comum candidatos receberem auxílio desses empresários. Fato que compromete todos os seguimentos desse serviço público, como o caso dos direitos dos rodoviários.

Na manhã de hoje, dia 17, esses profissionais iniciaram uma greve que alcançou 100% de seus profissionais. O que significou que a população que depende do transporte coletivo foi mais afetada. Que é a maioria da população de Manaus. Diante da situação de paralisação geral, o juiz plantonista Adilson Maciel Dantas, determinou, através de liminar, que os rodoviários colocassem em circulação 100% da frota de ônibus. Como a diretoria do sindicato decidiu continuar a greve o juiz mandou prender os responsáveis pela greve.

 “Não sei em quem o Sindicato dos Trabalhadores se confia para desafiar, de forma tão desarvorada, o cumprimento de uma ordem judicial e, pior, adotando uma posição que compromete toda a sociedade que depende desse serviço de transporte coletivo – que é de natureza essencial.

Quantos perderam o dia de trabalho, o dia de aula, tudo por conta de uma decisão irresponsável, autoritária, que desafia  que desafia o Poder Judiciário, afronta o Estado Democrático de Direito e pretende impor à Justiça e à sociedade as decisões unilaterais do Sindicato obreiro, em detrimento de toda a sociedade?

   Cumpra-se, como de estilo, porque decisão judicial foi feita para ser cumprida ou discutida pelas vias legais, nunca por simples voluntarismo de quem quer que seja”,  “, disse o juiz.

 A decisão do juiz determina as prisões dos seguintes dirigentes: Givancir de Oliveira Silva, Josildo de Oliveira Silva, Élcio Campos Rêgo, João Batista Rodrigues do Nascimento, Jaildo de Oliveira Silva – o Jaildo dos Rodoviários, vereador reeleito pelo PC do B, e Josenildo de Oliveira e Silva. 

    E a população pergunta: “E por onde anda o prefeito?”. 

   O prefeito é Arthur Neto, do PSDB, que quando senador ameaçou surrar Lula. E quando pela primeira vez eleito prefeito de Manaus nos tempos de Collor, em sua campanha, afirmou resolver os problemas do transporte coletivo em Manaus. Hoje, em seu terceiro mandato, esse tipo de serviço público continua pior do que antes. 

 

  

“SÓ A LUTA TE GARANTE”, ARTIGO DE ROBERTO VON DER OSTEN, DA CONTRAF-CUT

Roberto von der Osten

Começamos a Campanha Nacional deste ano num cenário de crise econômica, de instabilidade política, de violentos ataques aos trabalhadores e em plena efervescência do processo de impeachment da presidenta Dilma.

Apesar desta conjuntura desestimuladora, sabíamos estar iniciando uma negociação com o setor que mais lucra na economia do país. Não deveriam ter problemas de ordem financeira para atender nossas reivindicações. Entretanto, escaldados pela campanha de 2015, antevíamos confusão.

A cuidadosa escolha da imagem e do mote da campanha dialogaram com a delicadeza da rosa vermelha para lembrar as discriminações que as pessoas sofrem nos bancos. A construção da figura da rosa somou os símbolos da igualdade, resistência, luta e tolerância.

Como mote adotamos a frase “Só a luta te garante!”, lembrando que não adianta ficar passivo no local de trabalho sem envolvimento na greve. A demissão, o assédio moral, o adoecimento, as discriminações e a exploração atingem principalmente as pessoas que não se defendem. Foram escolhas muito felizes.

No aspecto da organização, cumprimos todos os rituais de nossa campanha. A consulta nacional, os debates nos sindicatos, as conferências regionais e a Conferência Nacional. Entregamos nossa Minuta de Reivindicações aos banqueiros no dia 9 de agosto e iniciamos as negociações em 18 e 19 de agosto.

Rapidamente percebemos que os banqueiros pretendiam impor uma derrota exemplar para os bancários. Após infrutíferas rodadas de negociação, os banqueiros só foram capazes de nos apresentar uma proposta de reajuste de salários de 6,5%, feita no dia 29 de agosto, diante de uma inflação de 9,62%.

No dia seguinte a esta proposta a presidenta Dilma foi impedida, assumindo a presidência o seu vice, Temer. As coisas ficavam mais claras.

O Comando Nacional dos Bancários avaliou que esta proposta insuficiente estava seguramente vinculada à mudança de direção do governo, afinal o presidente que assumia nunca escondeu seus objetivos de atacar direitos fundamentais dos trabalhadores.

A coordenação do Comando comunicou aos banqueiros que levaria a proposta às assembleias de avaliação, mas que defenderia a sua recusa. Nada disso alterou a posição intransigente dos bancos.

As assembleias decidiram por quase unanimidade que a gente entraria em greve a partir do dia 6 de setembro. Isto de cara era um desafio. Seríamos a primeira grande categoria a entrar em greve após a posse de um governo golpista, privatista e neoliberal.

Tudo apontava para um feroz enfrentamento. De um lado os bancários, uma categoria de grande mobilização, articulados em uma unidade nacional de grande poder de ação. De outro os banqueiros, o segmento mais poderoso da economia e os organizadores da linha macroeconômica do governo. Foram os escalados para dar uma demonstração de força para o movimento sindical, mostrando que os tempos mudaram e que agora o jogo é bruto.

Iniciamos a mais longa greve da categoria, que ligeiro adquiriu uma força que surpreendeu os banqueiros. Diferente do que tinham projetado, tiveram de ir mudando suas ofertas e retomando as negociações interrompidas para desestabilizar o movimento.

Desde o primeiro dia da greve os nossos dirigentes assumiram o protagonismo do enfrentamento. Resolveram que era preciso resistir. Não aceitaram a derrota que os banqueiros queriam impor.

Surpreendentemente animados, com bom humor e coragem, a greve cresceu. Começamos com a adesão de 7.359 agências e no 14º dia já estávamos com mais de 13 mil agências e 36 centros administrativos paralisados, número superior ao 21° dia da greve de 2015.

Os bancários e bancárias da base, que não haviam entendido as lutas dos sindicatos desde o início do ano em defesa da democracia e de nossos direitos, começaram a se reaproximar por entenderem que coisa pior estava por trás da dureza dos banqueiros. Sentiram confiança e que estavam bem representados. Isto estimulou e redobrou a coragem dos dirigentes sindicais.

O Comando Nacional, por sua vez, conseguiu rapidamente decodificar, ter clareza e serenidade para tomar as decisões corretas em meio aos diferentes caminhos e escolhas que se apresentaram no processo das negociações.

Foram 31 dias de lutas, de ansiedade e de muita força de vontade até a assembleia que aceitou a proposta que conquistamos dos bancos. É bem verdade que não conseguimos a reposição de inflação, mas conseguimos algo muito maior, a oportunidade de politização e o respeito da categoria que representamos. Se o acordo não é o dos nossos sonhos, está longe também de ser a derrota que os banqueiros desejavam nos impor.

Inauguramos uma nova era nas nossas negociações com o acordo inédito de dois anos. Um novo momento se apresenta para o movimento sindical bancário brasileiro. Chegou a hora de provar que a nossa luta não é só por índice de reajuste. Vamos nos organizar mais e defender as pautas que também são fundamentais, para além da remuneração. O tiro dos banqueiros saiu pela culatra.

A conquista do abono dos dias parados coroou a campanha e calou os que duvidavam da nossa capacidade de luta na conjuntura adversa. Prevista para ser utilizada como punição para todos os trabalhadores e seus sindicatos, foi derrotada pela nossa tenacidade.

Agora é a oportunidade de render homenagens aos dirigentes sindicais que tiveram a capacidade de dobrar os banqueiros e sair vitoriosos da primeira grande greve, num momento de virada na correlação de forças e na luta de classes. Cada sindicato participou orgulhosamente e todos os dias mandaram para a Contraf suas fotos, suas conquistas e suas ousadias. Não ficaram na defensiva.

Mas temos que parabenizar principalmente a categoria bancária, esta categoria orgulhosa da sua mobilização e da sua unidade. Cada bancário e cada bancária, por todo o Brasil, em todas as cidades, estiveram disciplinadamente, pacificamente e convictos na frente de uma agência ou centro administrativo conversando com os companheiros de trabalho, animando, encorajando, convencendo, dizendo que coragem não é não ter medo. É dominar o medo. Foram dias e dias de paciência e de fé verdadeiras.

Outras categorias imediatamente homenagearam nossa Campanha Nacional pela coragem e pelo resultado. Diversos textos de análise acadêmica relataram o ineditismo da campanha e a magnitude da nossa resistência.

Se o governo e os banqueiros pretendiam nos derrotar e fazer da nossa derrota um aviso para todas as outras categorias, não deu certo. Pelo contrário, mostramos que é possível lutar contra eles.  Mostramos que com mobilização, com a unidade e com a capacidade de negociação dos trabalhadores podemos garantir direitos e avançar, mesmo nas condições mais imprevisíveis.

Somos um exemplo de luta, de criatividade e de resistência.

Só a luta te garante!

Roberto von der Osten é presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários

 
 

MOTORISTAS E COBRADORES DE ÔNIBUS DA NÃO CIDADE DE MANAUS EM ÉPOCA DE GOLPE E AMEAÇAS DE MUDANÇAS NA CLT CRUZAM OS BRAÇOS: GREVE DIA 11 DE JULHO

No Sinetram 02 por você.

O sistema capitalista é predador. É ele através de seus lacaios que exploram a mão de obra do trabalhador e só pensam em lucro.  Por isso que o golpe político-jurídico-parlamentar-midiático foi praticado contra a presidenta Dilma Vanna Rousseff, mas não passará no Senado, segundo o senador desenvolvimentista e defensor de Dilma, Roberto Requião.

Esse sistema econômico aliado com  falsos políticos só pensam em lucro. E o desgoverno do golpista mor Michel Temer aliado a falsos empresários já falam em alterar a Previdência Social, CLT, aposentadoria só a partir dos 70 anos   e praticar todas as formas de injustiças contra a classe trabalhadora.

Nesse caso só tem uma saída. Lutar por direitos conquistados e reivindicar o que lhes são devidos. É isso que os motoristas e cobradores de ônibus da não cidade de Manaus vêm fazendo no decorrer de todo este ano, reivindicando reajuste salarial através do Sindicato da Categoria e como os empresários não têm atendido seus pleitos o último recurso da categoria  é recorrer a um direito constitucional, observando, nesse caso, princípios por se tratar de serviço essencial:  greve.

É isso que vai marcar a vida dos usuários na segunda-feira dia 11 de julho de 2016. Os motoras não vão alavancar seus  “bus” e os cobradores deixarão por um dia de “bamburrar” os cofres das empresas.

A Prefeitura, na sexta feira, dia 8, recorreu através da Procuradoria Geral do Município à Justiça do Trabalho e o juiz Eduardo Lemos Motta Filho assim se pronunciou:

“Para evitar a interrupção dos serviços de transporte público, o que acarretará prejuízos incalculáveis à população, defiro a antecipação da tutela requerida determinando ao sindicato que mantenha 70% da frota em circulação nos horários das 5h às 9h e das 16h às 20h, considerados de picos, e 30% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 50 mil”, assinala o juiz em seu despacho, publicado na manhã deste sábado.

Os trabalhadores têm todo o direito de reivindicar seus direitos, mas temos que ficar atentos também se não há por trás disso pressão da classe patronal que viu suas intenções de reajuste do preço das passagens na semana passada ir por “ponte para o futuro” abaixo.

Em épocas de golpe, traição e farta distribuição de tornozeleiras para corruptos, colarinho branco, temos de dormir com um olho sonhando e outro em vigília, pois   o Sindicato dos empresários, SINETRAN diz que é contra greve em serviço essencial.

 

GOLPISTAS: NÃO PERMITIREMOS ATENTADO À DEMOCRACIA BRASILEIRA

A Presidente Dilma Vana Rousseff pediu em entrevista aos blogueiros, quarta-feira, no terceiro andar do Palácio do Planalto que todos nós, cidadãs e cidadãos lutemos contra o golpe. Já estamos nas trincheiras armados com nosso parabelo: o verbo.

Todo degenerado, corrompido, religioso ao extremo esconde patologias nocivas a si e o que é pior, prejudicial aos outros. O corrupto quando fala demais contra a corrupção é porque é uma forma de sublimar essa patologia de se apropriar do dinheiro público e privado.

Os golpistas despacharam para vender o Brasil à terra de Tio Sam, o senador Aluísio Nunes Ferreira, aquele envolvido nos escândalos dos 300 paus. Como já aconteceu com Alkmim foi recebido por várias brasileiras que depois de falsa bajulação estamparam: não ao golpe no Brasil. Isso é uma demonstração de como essa turma de golpistas é “amada” pelo povo e como golpistas esse pessoal da burguesia ignara é campeã de ser trolada por pessoas que os reprovam.

Os golpistas vão à América tramar, arquitetar, trair a pátria e agora estão querendo inviabilizar a ida da presidente à ONU para assinatura do Acordo de Paris sobre mudança do clima que teve a participação de destaque do nosso país. Temem os indigentes que ela denuncie para mais de 60 chefes de Estados o golpe que nossa democracia vem sofrendo. Dizem, os usurpadores que a presidente vai denunciar o golpe e deixará a imagem do país prejudicada e em situação constrangedora.

A presidente deve denunciar, ratificar o que a imprensa internacional está mostrando do ato golpista capitaneado por Aécio Cunha, pelo conspirador-mor, Temer, Serra, Agripino, Rede Globo, os 367 deputados picaretas , Padilha e demais sórdidos para que o mundo saiba que a presidente não cometeu crime de responsa. Ela falará como chefe de Estado e como tal deve denunciar sim, estes golpistas. E se continuarem achando ruim a presidente já devia era denunciar ao Tribunal de Haia.

Se o pior acontecer no Brasil todas as instituições serão responsabilizadas. Os poderes da República são independentes, mas na nossa compreensão, se os dois poderes, executivo e legislativo cometerem algum crime o judiciário tem que ser o árbitro do litígio. Não é o que está acontecendo. No STF seus ministros estão subestimando o poder do povo. O ministro frequentador de Shopping, Celso Melo fala  que o tribunal estabeleceu o rito do impeachment, só que insistimos dizer que esse recurso está na Constituição sim, mas  só pode ser usado em crime de responsabilidade.  A presidente Dilma Rousseff não cometeu esse crime,  por isso ela deve denunciar o atentado à violação dos direitos da Presidente da República e que os conspiradores atuam como se golpe já tivesse concretizado.

Temer forma Ministério. Isso é um atentado. Eduardo Cunha, réu no STF está pressionando o presidente do Senado pra apressar o golpe no Senado, mas Renan já deu um pito no Caranguejo que não apressará e nem procrastinará. O TSE já está tramando para desvincular Temer da chapa de Dilma para possível cassação da presidente porque o PT recebeu dinheiro na campanha de 2014. O STF adia julgamento da liminar que liberara Lula para assumir como Ministro da Casa Civil de Dilma  e para comprovar que o judiciário representa os interesses da classe dominante brasileira aceitou a delação premiada de Delcídio nas falas que aparecem Dilma e Lula

Lula foi condescendente com esses ministros, com o judiciário ao chamá-los de acovardados. Eles não são acovardados, eles representam a elite brasileira, eles julgam para beneficiar o grande capital. Mas se o povo se meter numa guerra civil não foi por falta de aviso do Ministro Marco Aurélio de Melo. Os ricos que eles defendem são 1% da população. O povo são milhões. Só o exército de Dilma conta com mais de 54 milhões de soldados eleitores. Milhares de outras pessoas que não votaram na presidente são contra o golpe.

STF é hora de prender Eduardo Cunha, todos os traidores da pátria e o senado arquivar o relatório imprestável que admitiu o golpe.

Infelizmente é pedir demais, vocês nunca farão isso. Vocês são da mesma classe. Na classe de vocês não há traição, não há brigas.

Mas a partir de amanhã a massa vai começar a se movimentar, aquele povo que viu aquela barbárie domingo na Câmara dos deputados aguentou porque seu líder Lula pediu paz nos acampamentos, mas muita gente ali não aceitou a continuidade da aberração e ontem em São Paulo já organizaram as manifestações pra balançar o Brasil tendo como culminância o dia 1º de maio – Dia do Trabalhador. Depois disso não estão descartadas invasões de terras, bloqueio de rodovias, greve geral, e inviabilidade do impossível governo golpista de Michel Temer. Não reconheceremos governo golpista.

O próprio Diretório Nacional do PT aprovou dia 19 de abril, em São Paulo, uma Resolução que no seu final diz: “Se a oposição de direita insiste na rota golpista, reafirma que não haverá trégua, nem respeito a um governo ilegítimo e ilegal.”

 

PROFESSORES VÃO AO PALÁCIO, MAS REI DOS MAGROS NÃO OS ATENDE

 

Professores da capital e do interior do Estado do Amazonas atendendo convocatória do SINTEAM – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas, estão com paralisação total, hoje, dia 29 de março de 2016, de todas as aulas, nos três turnos: manhã, tarde, noite.

Na capital, a categoria foi convocada a marcar território a partir das 8:00 horas em frente à sede do governo, no bairro da Compensa.

Compareceram em torno de mil e duzentos trabalhadores. Segundo o presidente do SINTEAM, Marcos Libório, a paralisação total é motivada porque o governador não atendeu o pedido de audiência agendada para o dia 23 do corrente. O Sindicato tem uma pauta reivindicatória de aumento salarial e outros benefícios. Se o governador não nos convidar para negociar, na próxima semana nós convocaremos uma assembleia geral aberta para decidirmos que medidas tomar, declarou Libório.

A paralisação contou com o apoio de sindicalistas, representantes de estudantes, petroleiros, estivadores, movimentos de oposição ao sindicato, aposentados, CTB, UNE, simpatizantes da ASPROM, dos outros movimentos, etc.

Nos inúmeros pronunciamentos feitos, professores reivindicaram reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho. Denunciaram escolas com falta de reforma, problemas elétricos, goteiras, escola de tempo integral funcionando só no marketing, merenda escolar de péssima qualidade, paralisação de aulas porque a empresa respnsável deixa de atender o fornecimento de alimentação, denunciaram o gasto de mais de cem milhões de reais com o CAED, pagando uma Universidade de Juiz de Fora em detrimento das duas Universidades públicas do Amazonas. Foram unânimes, se as reivindicações não forem atendias a categoria vai  à greve, porque não admitem, este ano, como foi em 2015, reajuste zero nos nos seus salários.

Não faltou quem criticasse a atuação do Sindicato nos últimos anos. Houve denúncias de que o SINTEAM não vem fazendo campanha de associação e há aqueles que já preencheram as fichas, mas ainda não foram homologadas, aprovadas. 

Outros professores ouvidos por este blog elogiaram os pronunciamentos tanto dos sindicalizados como dos não sindicalizados pedindo para o Sindicato e para os outros  movimentos  serem plurais, porque neste momento não interessa para a categoria a divisão, declinaram.

O ato público-político foi encerrado às 11:30 sem nenhuma sinalização do palácio do governo em negociar com o Sindicato.

O SINTEAM encerrou convidando a todos para uma manifestação pública-politica-cultural para o próximo dia 31 de março de 2016 – Banzeiro Cultural, a partir das 16:00 horas na Praça São Sebastião – em defesa da Democracia e contra o Golpe poli-jus-midiático. 

PETROLEIROS INICIAM GREVE CONTRA VENDA DE ATIVOS, CORTE DE INVESTIMENTOS, INTERRUPÇÃO DE OBRAS E RETIRADA DE DIREITOS DA CATEGORIA

image_largeA partir de ontem, dia 1°, os petroleiros iniciaram paralização por tempo indeterminado. A paralização envolve todas as unidades da Petrobrás e soma com a paralização que começou no dia 24 soma com os cinco sindicatos representados pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

A greve é uma manifestação contra a venda de ativos, corte de investimentos, interrupção de obras e retirada de direitos da categoria. De acordo com representantes da categoria o Ministério Público do Trabalho (MPT), desde quinta-feira passada, já havia sido informado da decisão dos petroleiros em entrar em greve.

“A greve foi decidida há mais de 45 dias. Porém, antes de iniciarmos o processo de greve tentamos negociar com a Petrobrás, com o acionista majoritário, que é o governo federal, mas não tivemos sucesso em nosso pleito.

A ideia é fazer do início da paralização um marco zero para toda produção e depois negociar as cotas de produção, com a mediação do MPT e junto à Petrobrás.

A empresa não pode manter os trabalhadores em cárcere privado. A cada dez horas, será obrigada a fazer a rendição, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora em cada trabalhador permanecer além da jornada”, disse Simão Zanardi Filho, presidente do Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias e diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Por sua vez, a Petrobrás publicou nota informando que já iniciou acordo com os petroleiros e que a paralização não vai causar prejuízo à produção e abastecimento.

“A apresentação da nova proposta econômica na quarta-feira, dia 28 – 8,11% de reajuste nas tabelas salarias – e a proposição de detalhar as cláusulas do ACT em reuniões acordadas com os sindicatos reforçam esse compromisso”, diz trecho da nota.

 

 

PETROLEIROS INICIAM PARALISAÇÃO DE 24 HORAS EM DEFESA DA PETROBRÁS E CONTRA PROJETO DE SERRA CONTRA O PRÉ-SAL

db3dff1d-fd2d-48e1-9377-15d8e1ae1ad5Petroleiros de todo o país iniciaram uma paralisação de 24 horas em defesa da Petrobrás e contra o projeto de José Serra que pretende tirar da Petrobrás a exploração do pré-sal e entregar a empresas estrangeiras.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP) a greve é apenas o início da luta que os petroleiros vão movimentar durante todo o tempo em que os direitos da Petrobrás e dos petroleiros estiverem ameaçados.

“É apenas o início de uma árdua batalha que os petroleiros terão pela frente para barrar o projeto e impedir o desmonte da Petrobrás, caso a empresa siga adiante com o novo Plano de Gestão e Negócios, que pretende cortar 89 bilhões de dólares em investimentos e despesas, além de colocar à venda US$ 57 bilhões de ativos da companhia.

Nas áreas operacionais, houve cortes no processo de rendição das refinarias, nos terminais da Transpetro e nas usinas de biodiesel e termoelétricas. Como não houve troca de turnos, os funcionários que se encontram nas unidades operacionais da estatal estão fazendo apenas operação padrão”, disse a assessoria da FUP.

ALCKMIN MANDOU CORTAR OS DIAS DOS PROFESSORES EM GREVE, A JUSTIÇA ORDENOU QUE ELE PAGUE

d42139ce-8989-4269-b72e-6fd036ebbc08Os professores da rede de ensino público de São Paulo desde o dia 16 de março estão em greve, embora o governador Alckmin negue, reivindicando direitos como aumento salarial e uma política de educação que melhore as condições dos professores, escolas e estudantes. Todavia, o governado do PSDB, porta-voz da burguesia-ignara- parasita, como não tem a dimensão politica necessária para se engajar no processo educacional, nega qualquer possibilidade de diálogo para por fim ao impasse trabalhista.

Como os professores decidiram manter o movimento grevista, o governador mandou descontar os dias paralisados pelos professores. Uma clara demonstração de inépcia administrativa, visto que o próprio Alckmin afirmou, coadjuvado pela mídia acéfala, como a Rede Globo, que não há greve. Uma piada sem qualquer teor de chiste, diria o criador da psicanálise, Freud.  Na verdade, é uma piada quando ele corta os pontos dos professores, já que diz que não há greve.

Mais o certo mesmo, agora há chiste com Alckmin como personagem principal, é a Celina Kyomi Toyoshima, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo, através de uma liminar decidiu favorável aos professores: Alckmin tem que pagar os professores porque a greve ainda não foi julgada ilegal. Pergunta: Será que o corpus jurídico que assessora o governador não sabia dessa jurídica realidade ou cortaram os pontos por força do hábito da opressão? Os professores talvez respondessem: Os dois!

“A greve é um direito assim previsto pela Constituição Federal. Até que haja solução sobre a legalidade ou não do movimento, afigura-se prematura o desconto salarial pelos dias da paralisação e do corte dos pontos”, decidiu a magistrada.

Com a decisão, a professora Maria Noronha de Azevedo, Bebel, presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino do Estado de São Paulo (Apeoesp), disse que a decisão é um fôlego diante da intransigência do governador.

“É um novo fôlego nessa batalha contra a intransigência do governador. Temos ao menos 50% de professores em greve e não vamos desistir.

É absurdo fazer isso. Foi para amedrontar os professores. A gente luta por melhores salário e depois não recebe”, disse Bebel.

DEPOIS DE UM MÊS DE GREVE PROFESSORES DO PARANÁ MANTÉM PARALIZAÇÃO DIANTE DA OBSTINAÇÃO DO GOVERNO

image_largeSão várias vozes ecoando que o governador do Paraná, Beto Richa, do partido da burguesia-ignara paulistana PSDB, que já mostrou através de seu guru Fernando Henrique que não tem dimensão política para tratar da educação, quebrou o estado. Envolvidos por essas vozes, os democratas paranaenses entendem, sem aceitar, que a educação no estado também foi atingida de forma cruel.

Milhares de professores lotaram o Estádio Durival de Brito, do Paraná Clube, para discutir os temas que obstinadamente o governador do estado procura não trata como deve ser tratado. Depois que vários professores usaram suas vozes e inteligências reivindicatórias foram tiradas as decisões. A APP Sindicato, entidade sindical dos professores paranaenses, decidiu junto com a categoria que a paralização continua. Uma decisão que vem contando com o apoio da população do estado. Segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisa, encomendada pelo jornal Gazeta do Povo, 90% dos entrevistados sabem da existência da greve e a apoiam, e 80% apoiaram a ocupação da Assembleia Legislativa, no dia a10 de fevereiro.

Como parte ironicamente-humorística, 76% da população paranaense desaprova a administração do governador. Em dezembro ele tinha 65% de aprovação.

“Nós fizemos uma avaliação ontem, com o comando estadual de greve, com mais 200 pessoas reunidas e decidimos pela continuidade da greve porque entendemos que o governo não pode fechar as portas, não pode entregar isso na mão do Judiciário, tem que vir discutir os pontos pendentes. A organização escolar ainda não está suficiente. Queremos que todas as condições efetivas para trabalhar estejam adequadas” disse Marlei Fernandes, secretária de finanças da APP Sindicato.

O 15° DIA DE GREVE DOS PROFESSORES DO PARANÁ CONFIRMA A DIMENSÃO POLÍTICA DA CLASSE E A ANEMIA DO GOVERNO

image_large (1)Na frente do Palácio Iguaçu, endereço do governador atual do estado do Paraná, Beto Richa, membro do partido reacionário porta-voz da burguesia-ignara, PSDB, os professores da rede pública de ensino desde o dia 22 de fevereiro instalaram um acampamento de onde saem suas propostas para melhores condições de trabalho como, também, a melhoria na política educacional do estado.

Nesse acampamento a APP Sindicato, entidade que defende os interesses gerais da classe, principalmente contra o desmanche da educação pública, proporcionado pelo atual governador cujo partido não tem nem flerte com a educação, são discutidas as novas formas de reivindicações e analisados os ganhos. Assim como, a continuação da greve por tempo indeterminado como ocorreu no sábado passado. Mas os professores não se encontram sozinhos. Vários representantes de outras categorias também se encontram solidários com a causa em questão. Por isso, não faltam shows de artistas manifestando, não só suas solidariedades, mas também aproveitando para expressarem seus descontentamentos contra a posição anti-educacional do governo.

Movida por sua dimensão política, a classe dos professores paranaenses, cujo movimento é considerado maior da história da classe no estado, já consegui alguns ganhos na luta por seus direitos. O governo prometeu pagar, hoje, dia 24, os R$ 82 milhões de indenizações dos 29 mil professores temporários, assim também como se comprometeu a retomar o aporte de 2014, contratando o número de professores e funcionários do ano que passou. Outro ganho foi a recontratação de mil professores e pedagogos concursados que assumiram suas funções, mas que, dias depois, foram mandados para a rua. 

Sentindo a dimensão política da classe, o governo Richa, cujo partido não sabe lidar com trabalhadores da educação, vide o caso de Fernando Henrique que sofreu em seus desgovernos constantes greves dos professores, cedeu, mas ainda acredita que a força poder ser mais rica do que a dimensão política. Por isso, não quer pagar em duas parcelas, uma em março e outra em abril, os terços de férias que os professores deveriam ter recebido no fim do ano. Mas a classe sabe que a dimensão política é um devir, e é, na educação, a potência construtora da democracia.

Assim, como movimento construtor, a classe não só defende o pagamento integral dos terços de férias, como também procuram reverter os cancelamentos das licenças-prêmio e do programa de aperfeiçoamento profissional dos educadores. E mais, garantir as promoções e progressões que o governo deixou de lado no ano passado.

A dimensão política da classe também quer uma auditoria na dívida do Estado e a revisão das alíquotas de repasse ao Judiciário e aos órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na semana passada, os conselheiros votaram por esses interesses um auxílio-moradia de R$ 4.300 por mês. Eles recebem R$ 20 mil por mês e ainda acreditam que merecem muito mais. Enquanto os professores têm que se satisfazer com um dos salários mais baixos do Brasil.

Diante desse quadro, a APP Sindicato convocou para o dia 25, um magnífico protesto para que o governo entenda o que é educação e concorde com as reivindicações da classe. O que em uma democracia real os profissionais não precisariam reivindicar, pois seus direitos estão garantidos.

PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO TERMINAM GREVE E MANDAM RECADO AOS PROFESSORES DE MANAUS-AMAZONAS

Em greve desde o dia 23 de abril reivindicando a incorporação de abono ao salário, entre outras pautas, os professores da rede pública do município de São Paulo colocaram fim a paralisação na terça-feira. O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem) chegou a um acordo junto a prefeitura de Fernando Haddad, membro do Partido dos Trabalhadores (PT).

De acordo com o sindicato, o prefeito acordou em incorporar o abono de 15,38% aos salários dos professores. Prestar atenção, professores de Manaus-Amazonas: o abono de 15,38% será incorporado aos salários dos professores. O que significa que o professor que ganha hoje o piso salarial de R$ 2,6 mil, passará a ganhar R$ 3 mil. Os professores aposentados terão um aumento de 13,45%. Esse feito é resultado do projeto de lei assinado pelo prefeito Haddad, em maio. Sacou, moçada telúrica?

E tem mais, os professores que aderiram à greve não terão seus pontos cortados. E aqueles que tiveram seus pontos cortados serão ressarcidos. E mais do mais, os dias de reposições das aulas ficam a critério de cada escola. E mais do mais do mais, a prefeitura vai realizar concurso público para professores da educação infantil e professores que trabalham com a primeira etapa do Ensino Fundamental. Serão 3.514 com jornada de 30 horas e salário de R$ 1.631,4. De acordo com a soma da pontuação os professores podem mudar a jornada para 40 horas com um salário de R$ 3 mil.

“A proposta contemplou nossa principal reivindicação porque o governo não se comprometia a dizer quando ocorreria a incorporação”, observou Cleyton Gomes, secretário-geral do sindicato.

Aqui em Manaus-Amazonas, os professores não realizaram greves, a primeira grande arma dos trabalhadores, como diz o filósofo Marx, realizaram diminutas passeatas que no final, por força de um casamento-feliz entre o Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) e os governos reacionários do estado e da prefeitura (Como diz um personagem de um filme de terceira: “casamento feliz é o que não deu certo”), conseguiram uns minguados 5,6% e 10%, e voltaram para casa como uma criança que finge ter visto Papai-Noel.

Como já foi tratado aqui nesse Blog Intempestivo, não é possível fazer comparação entre as condições dos professores de São Paulo e Manaus-Amazonas. São realidades distintas, sócio/culturalmente. Mas há um signo-notável que liga os professores tanto de lá com o de cá e o de cá com o de lá: é o significado de categoria. Como categoria ambos executam funções de saberes e dizeres de solidariedade-política imbricada intimamente com o corpo social. São trabalhadores que com seus corpos sensoriais e cognitivos comprometem a transformação do mundo através dos saberes e dizeres que são compostos juntos aos educandos.

Agora, há uma distância abismal que dificulta os diálogos entre a categoria e os governos daqui de Manaus-Amazonas. É que esses governos têm uma interpretação do mundo totalmente contrária à interpretação que tem Haddad. Enquanto os daqui são representantes das imensas riquezas mundiais, as fortunas dos 0,01% que representa US$ 21 trilhões nos paraísos fiscais, o de lá tem uma compreensão socialista. Pensa como trabalhador. Os nossos imaginam o mundo pela perspectiva solipsista de burguês. O que os impede de saberem o que é ser trabalhador. Além, dessa realidade política, há as diferenças de graus inteligências. O grau de inteligência necessário à disposição ao diálogo, os discernimentos sobre o objeto a ser examinado, à crítica das situações,  e as sínteses satisfatórias. Para isso, não precisa ser um gênio (gênio nem existe). Basta escapar das superstições e imaginações deslocadas da criatividade e produtividade.

Na dimensão superior ao mais baixo grau de inteligência, corpo-imóvel das direitas,  o trabalhador continuamente transforma o mundo com sua poieses e práxis dialética. O burguês no mais baixo grau de inteligência imobiliza o mundo com sua abstração capitalista.

PROFESSORES DE SÃO PAULO CONTINUAM A GREVE, MESMO COM 16% CONCEDIDO PELO PREFEITO. EM MANAUS 5,6% e 10% CALARAM OS PROFESSORES

É muito simples de entender. Desde o dia 23 de abril, os professores do ensino municipal de São Paulo iniciaram uma paralisação exigindo 20% de reajuste salarial, incorporação de um bônus complementar ao salário, valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. São direitos que eles reivindicam anos após anos. Reivindicações que vêm desde as gestões Maluf, Serra e … Direitos negados por todos os prefeitos das direitas.

Na primeira negociação, o prefeito Haddad, do Partido dos Trabalhadores, concedeu um reajuste de quase 16%, mas os professores não aceitaram e continuaram a paralisação. Ontem, dia 27, os professores tiveram uma reunião com os representantes da prefeitura. Não entraram em acordo e resolveram manter a paralisação.

Apesar da chuva, mais de 7 mil professores realizaram uma passeata pelo centro da cidade seguindo até à prefeitura, onde compuseram uma assembleia. De acordo com o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Simpeem) a adesão é de 30% a 40%.

Qualquer trabalhador, como personagem das forças produtivas e relações de produção, sabe que a greve foi a primeira grande arma que ele produziu contra a opressão-salarial imposta pela ditadura burguesa. E que para que ela seja vitoriosa é preciso que todos os trabalhadores estejam unidos. E a forma de se encontrar unido é através do sindicato. Foi o filósofo Karl H. Marx que mostrou esse instrumento do trabalhador contra sua opressão. Todavia, existe um número muito grande de trabalhadores que não conhecem esse instrumento. Inclusive muitos que participam de sindicatos, como acontece no sindicato dos professores no Amazonas.

Sabe-se que as duas situações são grandemente diferentes. O caso dos professores de São Paulo e o caso dos professores do Amazonas, principalmente, Manaus. Historicamente existe um grande abismo de separação entre as duas situações. Até mesmo no caso de educação política dos trabalhadores na educação.

Se em São Paulo, a discussão com a prefeitura reflete mais sensibilidade e inteligência, tanto por parte dos professores como do prefeito que é de um partido de esquerda, aqui, em Manaus, a situação é diametralmente oposta.  Tanto a prefeitura como o estado, são governados pelo que há de mais reacionário. O prefeito de Manaus é Arthur Neto, do PSDB da burguesia-ignara, e que ameaçou surrar Lula. O governador é José Melo, candidato à reeleição, e que faz parte do grupo conservador, tanto no sentido de conservar ideias desativadas democraticamente, como conservar no sentido de se manter no poder, que domina a cena bufa do Amazonas há 30 anos. Daí, não se esperar exemplos contagiantes de sensibilidade e inteligência. Presas na consciência do lucro máximo, às direitas, em suas multifaces, nunca pretendem negociações justas.

A diferença da categoria por região é facilmente observada no trato das negociações. Em São Paulo, os professores, quem têm um sindicato politicamente formado e engajado, não aceitaram os quase 16% oferecido pela prefeitura e mantém a greve. Aqui, com um sindicato apolítico e conivente, os professores com um salário humilhantemente-defasado, aceitaram o que foi oferecido pelo prefeito, 10%, e o que foi oferecido pelo governador, 5,6%. Embora eles reivindicassem 20% e outros direitos.

É visível a disparidade de consciência-trabalhista entre os dois estados. Lá, os professores mantém a luta por seus direitos. Aqui, os professores se calam e vão assistir televisão, já que, como diz o poeta Belchior, “ao vivo é muito pior”.

PROFESSORES DECIDEM MANTER GREVE

Professores das redes estadual e municipal do Rio, em greve, realizam assembleia para decidirem os rumos da paralisação (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Reivindicando desde o dia 12, reajuste salarial de 20%, redução da jornada semanal de trabalho dos profissionais administrativos para 30 horas e um terço da carga horária para preparar aulas, os professores decidiram manter a greve que já conta com mais de 27 mil profissionais paralisados no estado.

Os professores se reuniram no Clube Militar para formar uma comissão que irá negociar com o Poder Publico. De acordo com s diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais do Rio de Janeiro (Sepe), Marta Moraes, os governantes ainda não atenderam a categoria.

“Ainda não fomos recebidos pelos governos. Queremos negociar”. Disse a diretora.

Pela parte da tarde de ontem, dia 15, os professores foram até a Central do Brasil e Avenida Presidente Vargas para se reunir com manifestantes que se posicionam contra os gastos públicos e a realização da Copa.

Os professores também explicaram porque não compareceram ao encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para discutir o assunto.

“Fomos notificados na véspera e a reunião foi às 10h. Além disso, a audiência em Brasília só faria sentido se houvesse esgotado a etapa de negociação, que sequer tivemos”, disse Wiria Alcântara, membro do Sepe. 

PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO DOS MUNICÍPIOS DO RIO TERMINAM GREVE

A greve dos professores dos municípios do Rio de Janeiro por melhores condições salarial e melhores projetos para uma educação de melhor qualidade, terminou ontem, dia 25. A categoria estava em greve desde o mês de agosto. Durante esse tempo, várias manifestações foram realizadas com objetivo de conseguir dialogar com as autoridades da educação do estado e dos municípios.

Mas a luta não foi racional. Vários professores foram feridos e presos pela Polícia Militar nas ruas do Rio levando a população a protestar contra os dois governos. Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil Rio de Janeiro e partidos políticos, entre outros se manifestaram a favor da reivindicação da classe e contra os atos de violência desferidos pela PM do Cabral.

Os governos tentaram parar a luta concedendo um plano de carreira e salários sem a participação dos professores. Eles recorreram à Justiça e ganharam: o plano foi desativado. Já na instância Federal, O Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu as reivindicações  dos professores e marcou uma audiência com eles as autoridades para abrir o diálogo.

Ontem, a categoria fez uma assembleia para decidir se a greve iria continuar ou parar e, com um resultado apertadíssimo, a classe resolveu o termino.

“A categoria sinalizou, em toda sua intervenção, que não vai sair da luta, no sentido de que ela rejeita o plano de Eduardo Paes e nós vamos continuar tentando abrir esse canal de negociação.

 A gente não aceita professor polivalente, a gente não aceita que a merendeira não seja chamada cozinheira, a gente não aceita percentual diferenciado na progressão por tempo de serviço e formação, um para professor outro para funcionário. Então a luta não acabou”, analisou Gesa Correa, coordenadora do Sindicato dos Profissionais Estadual de Educação (SEPE).

STF SUSPENDE DECISÃO DO TJ DO RIO DE JANEIRO DE GARANTIR AOS GOVERNOS ESTADUAL E MUNICIPAL O DIREITO DE CORTAR PONTOS DOS PROFESSORES EM GREVE

Depois de uma grande manifestação realizada ontem, data comemorativa da categoria profissional, os professores, depois de já terem sidos agredidos e presos pela Policia Militar do governo Sérgio Cabral – sem qualquer talento para sambista -, conseguiram uma contagiante vitória trabalhista. É que o ministro Luiz Fux – o mesmo que votou contra os embargos infringentes, e disse, antes de ser escolhido pelo governo popular para ser ministro, que o caso do mensalão “mataria no peito” – do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a decisão obtida pelos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro que determinava o corte dos pontos dos professores em greve. Em sua decisão o ministro criticou a posição adotada pelo governador Sérgio Cabral – o que não samba – e o prefeito Eduardo Paes – que não quer paz com os professores -, e de quebra o Tribunal de Justiça do estado.

“Desestimula e desencoraja, ainda que de forma oblíqua, a livre manifestação do direito de greve pelos servidores, verdadeira garantia constitucional”, disse o ministro que marcou o dia 22 como data para uma audiência de reconciliação, em Brasília.

Diante da decisão do STF, Marta Moraes, coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro, comemorou o fato jurídico.

“Ontem, fomos às ruas sem motivo para comemorar, para exigir educação pública de qualidade. No Dia do Professor, o que ganhamos do governo do Rio foram ameaças de corte de ponto e demissões, então com essa decisão nós nos sentimos respeitados, e foi um grande presente para os profissionais da educação.

Nossa pauta não e somente salarial, é principalmente pedagógica. Então, essa audiência de conciliação, esse espaço é muito importante para buscarmos uma solução, para que a gente possa pautar nossas propostas com relação ao plano de carreira e outros temas. Eles têm que nos ouvir, este é um dos papéis dos governantes”, analisou Marta.

Com todo respeito à companheira Marta, não foi um grande presente aos professores concedido do STF. O ministro – que votou constitucionalmente errado contra os embargos infringentes, segundo nos mostro o voto do ministro Celso de Mello – Fux só fez cumprir uma lei, no seu entender. Que foi superior ao entendimento do TJ do Rio.

Mas os professores não tiveram apenas esse contentamento jurídico. A juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública, Roseli Nalin, negou a revogação da liminar que anulou a sessão da Câmara dos Vereadores que estabeleceu o plano de cargos e salários da categoria sem a presença dos professores durante a votação.

“Ao que tudo indica, como demonstram os autos, questões de grande relevâncias não tratadas com o devido cuidado e com a profundidade necessária. Reitere-se que a discussão dos autos está centrada no processo legislativo, o que diferem em muito de eventual impetração contra lei em tese. Conforme se verifica, o Egrégio Superior Tribunal de Justiça assentou, expressamente, o entendimento de que a impetração, por parlamentar de mandado de segurança, contra atos dos órgãos de direção do Parlamento que venha acarretar afronta ao devido processo legislativo, difere-se, em absoluto, do questionamento contra a lei em tese”, sentenciou a juíza Roseli.

ENQUANTO EM MANAUS PROFESSORES SÃO INEBRIADOS POR SHOWS PATROCINADOS PELOS GOVERNOS, PROFESSORES DO RIO FAZEM PROTESTOS E CONTINUAM GREVE

Já é histórico: grande parte dos professores do estado do Amazonas não possuiu consciência política. É uma categoria que quando realiza reivindicação é apenas salarial. Questões sobre a fundamentação histórica do ser professor, jamais são discutidas. Compreender que a aula é um ato político não chega ao seu alcance, posto que para essa grande parte, a aula é apenas o momento em que conteúdos programáticos são repassados aos alunos. Por isso, não entende que antes de ser aluno – como diz o significado: sem luz -, é educando. Um devir-produtor de novos saberes e novos dizeres.

Sem a concepção política do que seja o devir/educação, sua realidade produtiva política, esses professores são facilmente inebriados, com o que lhe é oferecido pelos governantes, como forma de comemorar a data do dia 15 de outubro. Para eles, shows e sorteios de objetos de consumo, é uma maneira dos governos estadual e municipal reconhecerem a importância de seu trabalho. Nada de aproveitar a data para pensar sobre a amplitude da categoria e apresentar a esses governos os reais elementos construtores da educação.

Entretanto, ao contrário desses professores do Amazonas, os professores de educação da rede pública do município, do Rio, sabendo que “não há motivo para festa e para rir à toa (Belchior)”, depois de serem expulsos do plenário da Câmara Municipal, agredidos e presos por policiais militares que usaram, além de cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo, e terem o seu Plano de Cargo e Salários aprovado pela Secretaria de Educação sem as suas presenças – a Justiça suspendeu tal aprovação -, aproveitaram a data para continuarem seus protestos.

Com dois meses de greve, os professores se reuniram, ontem, dia 15, no centro da cidade, na frente da Igreja Candelária, e partiram em direção à Cinelândia. Juntaram-se a eles representantes do Movimento Sem Terra (MST) e os black blocs, além de outros manifestantes. A passeata foi pacífica, mas várias ruas foram fechadas, a Câmara Municipal, as proximidades do Palácio Pedro Ernesto, foram protegidas por grades de metal como forma de precaução dos governos do estado e do município.

Mais tarde, os professores se reuniram no Club Municipal, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, realizaram uma assembleia e decidiram pela continuação da greve.

Par não ficar de todo uma única alienação, umas dezenas de professores do Amazonas realizaram um pequeno ato contra a política salarial dos governos locais. O resto, a maioria, ficou na onda das “pernas pru ar que ninguém é de ferro”.

APESAR DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO RIO AFIRMAR QUE A GREVE DOS PROFESSORES ENCONTRA-SE DIMINUTA OS PROFESSORES CONTINUAM NA LUTA

Os profissionais da educação do estado e do município do Rio de Janeiro não desvanecem do objetivo de sua luta por condições profissionais melhores. Apesar de já terem sido agredidos violentamente pela Polícia Militar que além de cassetetes fez uso de gás lacrimogêneo e prendeu vários professores, sob a ordem do governador Sérgio Cabral – que por falta de talento não seguiu a profissão de sambista do pai e resolveu ser profissional da ‘política’, um mal para a população – com a cumplicidade do prefeito Eduardo Paes – que não tem qualquer intimidade com a paz dos direitos dos professores -, eles continuam a reivindicar seus direitos.

Depois de realizarem na segunda-feira o enterro simbólico da educação no estado, eles resolveram acampar na Rua Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, próximo a sede do Palácio Guanabara. Apesar do vigor, demonstrado pelos profissionais da educação em manter a greve que começou no dia 8 de agosto, a Secretaria de Educação do Estado vem divulgando que o movimento diminuiu, e que só contou até o momento, com 1% dos profissionais. O que é desmentido pelo sindicato da categoria e pelo testemunho da população que vem acompanhando o descaso oferecido pelas chamadas autoridades que não pretendem o diálogo para resolver o impasse da relação estado-patrão e professor/público.

A secretaria afirma com veemência na diminuição dos participantes no movimento grevista, porque se respalda na decisão da Justiça que considerou a greve ilegal. E também mandou cortar os pontos dos professores faltosos a partir do dia 26 de setembro. Como pode ser entendido à secretaria se mostra confiante por ter ao seu lado a força-oficial. Que não se assemelha à educação. E não a potência democrática, como diz o filósofo Spinoza.

EDUCAÇÃO DO RIO TEM ENTERRO SIMBÓLICO

Em greve, desde o dia 8 de agosto, os professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro vêm sofrendo literalmente grandes dores. Tanto dores afetivas e intelectivas como dores físicas. Na luta por direitos trabalhistas da categoria eles já tentaram de várias formas, encontrar uma saída para o impasse criado pela impossibilidade de diálogo com as autoridades responsáveis pela educação no município. Principalmente com o prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes. Que de acordo com os resultados das ações policiais sobre os professores, não tem nada de paz.

Os profissionais da educação do município já foram expulsos do plenário da Câmara Municipal. Já foram espancados na rua quando resolveram acampar na calçada do prédio municipal. Já foram presos e objetos da violência do gás lacrimogêneo usado pela Polícia Militar. Já tiveram o Plano de Carreiras aprovado pela Secretaria de Educação do município sem a participação de nenhum membro da classe. Quer dizer, os profissionais da educação do Rio estão sendo tratados como os trabalhadores do século XVII eram tratados pelos primeiros grandes – grandes no sentido de força monetária -empresários da indústria europeia. A violência é tamanha que vários seguimentos da sociedade protestaram contra as agressões. Como foi o caso da Ordem dos Advogados do Brasil, a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, entre outros.

Diante de tantas violências frustradoras, os professores resolveram realizar o enterro simbólico da educação no Rio. Levaram um caixão, flores e cruzes para o enterro realizado na entrada principal da Central do Brasil que fica ao lado da Secretaria de Segurança.

O enterro simbólico tem uma importância não pelo fato de sacramentar a morte da educação em si, que não é este o propósito dos professores, como propriedade das faculdades sensorial e intelectiva do homem, mas como enterro do sentido de educação que têm estas ditas autoridades. Que em verdade, seguindo esse sentido, o enterro não é simbólico, é real.

GREVES, PROTESTOS, SALÁRIOS ATRASADOS. NO CAPITALISMO QUEM PAGA A CONTA É O TRABALHADOR

Quando Fernando Collor de Melo abriu o mercado brasileiro para os produtos internacionais  e  depois Fernando Henrique Cardoso colocou em prática as regras do neoliberalismo ambos tinham certeza que  os trabalhadores  pagariam a conta.

Foi exatamente o que vimos esta semana em Manaus. Motoristas rodoviários paralisaram suas atividades e com isso, claro, prejudicou  milhares de outros trabalhadores que dependiam desse meio de transporte, porque os patrões, associados ao SINETRAN, sindicato patronal que manda na não cidade de Manaus não cumprem com o pagamento de direitos trabalhistas de seus trabalhadores.

Outra categoria de trabalhadores que paralisaram suas atividades foram os seguranças de bancos que reivindicam 30% de incorporação salarial. Sem seguranças os bancos não funcionaram e prejudicou centenas de clientes que necessitavam de serviços bancários. Os bancos não tiveram prejuízos porque aquilo que faturam em uma hora não tem greve que o subtraia.

Com a demonstração de severidade para com as casas de shows irregulares, aqui patrões e trabalhadores, que provavelmente “não se chamam de companheiros’ se uniram para reivindicar a reabertura das mesmas, pois desse trabalho depende o sustento familiar. Voltando atrás, o prefeito do partido ultraconservador, PSDB, Artur Neto liberou para funcionamento casas que só dependiam de documentos.

Ainda no âmbito municipal, trabalhadores terceirizados como motoristas das lanchas que transportam alunos e professores da prefeitura municipal de Manaus, assim como outros trabalhadores estão sem receber seus salários há dois meses. Nestes casos, é comum as instituições governamentais efetuarem o pagamento para as empresas e estas não pagarem seus trabalhadores. O neoliberalismo possibilitou isso. E as instituições governamentais na sua maioria passaram a pagar empresas e/ou   cooperativas , com isso privatizando serviços que deveriam ser feitos por funcionários estatutários.

A reação dos trabalhadores que paralisaram suas atividades e dos que vem protestando contra outras injustiças demonstram um entendimento da existência de um lado de uma classe que detêm  a riqueza e os meios de produção e de outra, uma classe que vende sua força de produção em troca de um salário.

Nosso país, nos últimos dez anos, a partir do governo de Luis Inácio Lula da Silva e agora com a presidenta Dilma Rousself conseguiram enfrentar dificuldades econômicas internacionais, a inflação está controlada, mas infelizmente alguns patrões inescrupulosos roubam a força de produção de seus trabalhadores e estes,  apesar de “produzirem a riqueza, não tem tempo para ganhar dinheiro.”

PROFESSORES DA UNIVERSIDADE DO AMAZONAS DESISTEM DA GREVE

Depois de 119 dias de paralisação por reivindicação de ajuste salarial e reestruturação da carreia profissional, os professores da Universidade Federal do Amazonas (FUAM) por 133 votos a favor resolveram desistir de continuar a paralisação. O dia 18 é o dia marcado para o reinício das atividades letivas.

Na verdade, a greve para a maioria dos professores da UFAM, foi um bom momento de relax. Um passeio. Bons dias para realizar outras atividades. Viajar, ir a casamento, tomar umas e acordar mais tarde, ir mais vezes ao shopping. As reuniões realizadas para discutir o tema em pauta mostra essa alienada realidade. O contingente de professores sempre foi diminuto. Só apareciam os representantes do Sindicato Nacional das Instituições do Ensino Superior (Andes) – e as vezes nem todos – e alguns poucos professores e alguns alunos que estavam engajados no movimento solidário aos professores.

Mas já era de se esperar esse fracasso de comprometimento. Dois são os fatores básicos. Um, a maioria absoluta dos professores da UFAM não tem o sentido do educador.  Não tem o compromisso deviriano-histórico da educação. Não tem a liberdade e o compromisso histórico para se tomar como sujeito responsável pela educação das gerações, como diz a filósofa/política, Hannah Arendt. Dois, esses professores não tem qualquer sensibilidade e razão política, por isso não compreendem a dimensão política de uma greve. São meros funcionários públicos preocupados com suas carreiras salariais, e suas aposentadorias. Para eles a universidade não é uma instituição propícia para práxis da produção de novas formas de perceber, sentir e pensar. Mas sim, uma subjetividade de manutenção e defesa do pensamento dogmático do Estado.

E o mais hilário como resultado dessa greve-férias fora de tempo, é que esses professores alienados vão colher os mesmo frutos que os horticultores/reivindicadores vão receber. Tudo sem mover um capim. E mais, são os que mais ostentam serem proprietários privados da UFAM. Ou seja, são os mais domésticos. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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