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19º GRITO D@S EXCLUÍD@S 2013

IMG_3815 Ontem a tarde, como ocorre todo o dia 7 de setembro, o 19º Grito dos Excluídos e Excluídas de Manaus levou o povo e suas múltiplas vozes para as ruas de Manaus. A concentração se deu a partir das 14:30 horas na Av. Grande Circular (Autaz Mirim) em frente ao Shopping Grande Circular, bairro de São José. A passeata seguiu até a bola do Jorge Teixeira e reuniu diversos movimentos sociais e milhares de pessoas que trouxeram de seus bairros para as ruas sua luta cotidiana pela construção de uma real cidade.

Diferente dos últimos anos, onde esteve presente apenas em espaços não-ressonantes da voz libertária,o Grito mais uma vez mostrou sua potência política-social levando a todas artérias da cidade o verdadeiro grito das organizações populares.

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Na foto acima vemos o arcebispo de Manaus Dom Sérgio Eduardo Castriani que esteve presente no grito e falou com nosso bloguinho sobre a importância deste grito estar presente nas ruas de Manaus trazendo além da união popular, um espírito libertário onde seja possível criar mudanças.

Dentre os movimentos sociais presentes no grito estavam as Associações de Catadores, Associação das Donas de casa,Fórum Permanente das Mulheres de Manaus – FPMM, Movimento de Luta pela moradia, Associações de catadores, Rede pela Vida, Pastorais sociais como a da Aids, da Criança, da Juventude etc.

E não podia faltar é claro a presença alegre e contagiante da juventude que também se manifestava por melhores condições sociais como cultura, saúde, emprego, transporte, entre outros.

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A irmã Irene da Pastoral da Aids se dirigiu ao público tratando sobre a importância da juventude se prevenir contra esta endemia, além de lutar contra o preconceito e por melhores condições de tratamento dos soros positivos em nossa cidade.

Outro aspecto tratado foi a importância da luta dos movimentos sociais e da Igreja para acabar com o preconceito e prevenir novos casos desta doença que pode ser tratada e dar uma longa sobrevida aos que estiverem contaminados. Porém isto não impede que a sociedade produza junto com estas pessoas, que levam uma vida normal, um espaço social mais saudável.

IMG_3766IMG_3777Lideranças indígenas falaram das condições degradantes que o Estado do Amazonas submete os povos autóctones, sem acesso a saúde de qualidade, sem segurança e outros questionamentos necessários para a preservação sociocultural destes povos nas terras em que lhes são destinadas.

A companheira Francy Júnior, que sempre está presente e dando força ao grito falou sobre sobre o trabalho do Fórum das Mulheres do Amazonas e da importância do grito para debater alguns temas. Foi debatido a violência crescente contra as mulheres e o descaso de parte da população quanto isto. Além disto, Francy falou da imposição dos valores machistas na sociedade que estão presentes desde as mais simples relações familiares até nas situações formais como no trabalho, educação etc.

E a caminhada seguiu com muita alegria, uma vez que a participação popular sempre  aumenta a potência de agir no mundo. E em cada esquina que passava os milhares de manauaras que modificavam participavam envolviam os moradores, transeuntes, comerciantes, trabalhadores no espírito de que juntos podemos sempre ir mais além.

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Acima vemos algumas presenças tradicionais no Grito como os íntegros e sempre presentes representantes do povo José Ricardo e Waldemir José que em conversa com nosso bloguinho reinteraram a posição do Grito como espaço essencial dos movimentos populares/sociais de se manifestar e de auxiliar na transformação social

Ainda vemos a moçada da Rede de Enfrentamento ao tráfico de pessoas: Irmã Fátima que segura uma faixa e irmã Santina segurando um cartaz. Abaixo vemos o carrinho-cidadão que levou também seu protesto contra os gêmeos Arthuramazonino que vem desgovernando há décadas a não-cidade de Manaus.

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E a moçada da Afin também esteve presente debatendo temas, fotografando, produzindo afetos e distribuindo o prospecto sobre a regulação da concessões mídiaticas (cujo texto que continua sendo distribuido se encontra na lateral deste bloguinho) além do prospecto peça “A Exceção e a Regra” que vem sendo apresentada gratuitamente nas comunidades, sindicatos, escolas, universidades, centro comunitários, igrejas e onde houver pessoas dispostas a discutir os temas afinantes… Os telefones para contato também estão na faixa lateral deste blog.

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O GRITO DOS EXCLUÍDOS EM SUA 19° EDIÇÃO VAI ALÉM DOS SIGNOS TEO-IGREJEIROS TOCANDO NOS TEMAS POLÍTICO, ECONÔMICO E SOCIAL

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Hoje, dia 7 de setembro, a Igreja Católica expressa nas ruas do Brasil o mais forte e tocante signo de seu discurso religioso. O Grito dos Excluídos. Hoje, esse evento ecumênico de multidões, formado por pessoas inquietas, pessoas que não se acomodam com os estados de coisas dominantes, está em sua 19° edição afirmando que todos os anos passados foram passos para essa consagração que tem o sentido comunicacional-humano que pensava Cristo. O amor das multidões.

Foram anos de muitas incertezas, perspectivas e otimismo racional. Anos que viram o Brasil sofrer entregue diretamente ao capital estrangeiro sem qualquer nesga nacional de autonomia. Anos de dores desesperadoras, principalmente, nos anos do desgoverno Fernando Henrique em que o país estava de joelhos diante do Fundo Monetário Internacional (FMI) e outros trustes capitalistas representados por monopólios financeiros. Anos de profundos gritos por mudanças. Anos de corrupção ocultada pelo governo federal de parceria com as mídias reacionárias que lutavam para que o Brasil continuasse dependente das decisões norte-americana.

Mas eis, que de tantos gritos, o Brasil começou a mudar. Foi eleito um governo popular com apoio da ala progressista da Igreja Católica. Foi eleito Luiz Inácio Lula da Silva, personagem que sempre a Igreja Católica esteve ligada desde a época em que era o líder metalúrgico que ajudaria a mudar as percepções e os entendimentos sobre o Brasil. Pode-se se dizer, sem medo de errar – “ou de ser feliz” -, que foram esses gritos uma das grandes vozes para essa mudança. Pela primeira vez, um governo direcionava suas políticas sociais para os mais carentes. Ou melhor, para os excluídos. A politica de transferência de renda veio mexer com os alicerces da pobreza que tanto gratificava as classes privilegiadas, que não gostaram nada, e se tornaram as vozes negativas contrárias ao que estava acontecendo no país: a maior parcela da população mudando seu status quo. É certo que no meio dessa mudança ocorreu uma claramente hipócrita. Foi a transformação de alguns excluídos em incluídos. Alguns personagens que se diziam engajados, e que militavam nos gritos, aproveitaram a eleição de Lula e passaram a perseguir, e conseguir privilégios, e deixaram de gritar como bons burgueses. Melhor para o grito.

Hoje, dia 7 de setembro de 2013, vão ocorrer gritos pelo Brasil a fora. O Brasil tem a primeira mulher presidenta. E melhor, de um governo popular. Mas o país não estar bem, como deveria estar. Existem algumas fendas, econômica, política e social que precisam ser fechadas. Ainda existem grandes desigualdades de condições de existências na sociedade. A parcela da população mais carente ainda sofre com ausência da satisfação de necessidades básicas como moradia, emprego, saneamento e transporte coletivo. Esses de responsabilidade dos prefeitos e governadores que por limitação de inteligência e malvadeza nada fazem além de fantasiarem suas administrações com marketing. Em Manaus, uma não-cidade metropolitana, essas necessidades desafiam a sensatez dos que são tocados por elas.

Por isso, a importância da participação da população nesses gritos que se espalham pelo Brasil. Daí a importância da participação da população acordada nesse grito de Manaus. Agora, de volta do território de onde nunca deveria ter saído: a periferia. É na periferia que o grito é maior. O bairro escolhido foi o São José, território de grande ambição dos políticofastros – falsos políticos – que querem manter sua população na condição de miséria para melhor explorá-la. Foi na periferia que Cristo caminhou e dialogou com o povo. Duas edições do grito no centro – 2011 e 2012 – já foi demais para sua vocação cristã. Agora, o grito sai mais forte e vibrátil. Agora, o devir-mudança se movimenta como enunciação transformadora.

Durante o dia de hoje, alguns grupos de extrema-direita vão aproveitar a data cívica para exercitarem suas taras nazifascistas. Estes grupos não tem nenhuma ligação com a democracia. O que eles pretendem mesmo, como já mostraram no mês de junho, é criar uma atmosfera de terror no país acreditando que podem atingir o governo Dilma. Esses grupos não tem nenhuma reivindicação democrática. A democracia deles é a mesma do deputado Bolsonaro. Como diria Freud, o que eles querem mesmo é sublimar suas taras com atos de violência, pois em verdade, são uns covardes. Uns menininhos apavorados de medo produzido em suas infâncias abandonadas. Muitos deles de classe elite. Como poderia dizer a filósofa Marilene Chauí, umas aberrações.

Portanto, não esqueça! Hoje é Dia de Grito dos Excluídos! Vamos lá, moçada!

QUE GRITO É ESTE QUE NÃO SAI DE LUGAR ALGUM E VAI PARA LUGAR NENHUM

O GRITO

O Grito dos Excluídos e Excluídas, historicamente, é um evento promovido por entidades da Igreja Católica mais próximas de causas sociais como as Pastorais, por movimentos sociais, entidades ligadas a sociedade civil e por pessoas que de um modo ou de outro sentem-se excluídas dos processos econômicos, políticos representativos, sociais, civis e culturais promovidos e organizados pelo sistema capitalista.

Com este histórico, o Grito insistiria na perseverança de um modo de ser crítico, ou seja, uma postura humana frente ao real, capaz de analisar as perversidades próprias ao sistema capitalista responsáveis não somente por excluir as pessoas dos processos mencionados acima, mas de privá-los da vida, uma vez que na sociedade capitalista, para se obter o lucro, tudo se torna uma mercadoria, inclusive ideias, comportamentos e até o próprio ser humano, pois uma das exigências da exploração capitalista é o esgotamento das energias do corpo e do espírito humano através de atividades mortas, alienadoras e sem significado, atividades que forçam a ação humana está reduzida à sobrevivência diária, tendo que fazer da luta não uma revolução do atual estado de coisas constituído, mas uma sofrida e exaustiva luta pelo pão de cada dia.

O GRITO EM MANAUS: A PRÁTICA DE UM PECADO

Mas, ao que parece e tudo indica, o Grito ao passar dos anos em Manaus, foi se desviando deste objetivo estético-ético-político. E deste modo passou a viver em pecado. E nem poderíamos dizer que sua coordenação está a cometer equívocos, pois, partindo da premissa que o grito trabalha com uma percepção de Cristo institucionalizado pela Igreja, o que pode haver é desvio do caminho certo, fazendo com que o Grito caia em erro, isto é, em pecado como dissemos. Isto dentro do maniqueísmo do cristianismo oficial.

Este desvio, digo, pecado, ocorre por um fato que vem se repetindo nos últimos Gritos. As últimas versões do evento, abandonando a critica e a vida das ruas e o calor da vida pulsante dos bairros com suas estruturas sociais decadentes e a alegria e criatividade do pobre afastado dos centros de comércio e centros simbólicos da classe alta manauara, começou a realizar suas concentrações em lugares, que no mínimo, desvirtuam o real objetivo de um grito que não reproduz o poder constituído, mas que atravessa a existência como potência de criação nas falas autênticas de todos aqueles que são responsáveis por produzirem suas próprias condições de vida.

Este desvio também veio cada vez mais acompanhado de uma necessidade irracional de aproximar o grito dos políticos profissionais, numa crença mítica e mistificada de que a democracia representativa, quando desvinculada da corrupção e de práticas nefastas como a mentira, por exemplo, pode ser a via de acesso às mudanças desejadas. Mas como poderia acontecer algo assim, se a democracia representativa é justamente uma derivação da primeira forma prática do capitalismo exposta pelo mercantilismo onde o surgimento do Estado moderno se deu justamente para a organização política-econômica da melhor acumulação de riquezas através da exploração nos seus vário0s segmentos?

Ora, a corrupção, a mentira e outras impotências no humano, são próprias do modelo representativo democrático, pois são próprios de um capitalismo que impõe a necessidade do capital ser uma relação entre dominadores e dominados. Deste modo, quem acredita que a democracia representativa é a única via de acesso para as mudanças, acredita em um capitalismo humanizado onde uma minoria toma para si a palavra da maioria e acredita falar por essa maioria.

Eis que seguindo o desvio, o pecado, o Grito, como já vinha ocorrendo antes, vai realizar a versão do evento cristão-social de 2012 em uma avenida de Manaus que carrega consigo todo o simbolismo da moral burguesa e força os excluídos a se sentirem mais excluídos ainda. Este ano a concentração será  nesta sexta-feira, dia 07 de setembro, na  Av. Constantino Neri, em frente ao parque dos bilhares, à partir das 16:00h, passando pela avenida Caco Caminha indo até a ponte da Compensa no Prosamim. Mas não foi apenas isso.

Para a definição dos detalhes ( ao que parece aqueles que importam realmente) do Grito deste ano, no dia 29 de agosto, a coordenação da Igreja reuniu líderes comunitários, representantes da Cáritas Arquidiocesana, movimentos sociais e candidatos à prefeitura de Manaus para pedir uma cidade mais digna. Mas nos perguntamos: como fazer tal pedido para candidatos que do auto da fama de cargos políticos-profissionais como o de senador, prometem uma surra na autoridade constituída maior da nação, fazendo com que nem a hierarquia estabelecida seja respeitada; ou para candidatos que estejam sendo apoiados por um político responsável pelos quase trinta anos de estagnação social, política, cultural, econômica em Manaus que contribuíram para que ela torna-se uma não-cidade.

É claro que a coordenação do grito poderá dizer fazer parte da democracia o diálogo. Mas como usar da razão, ou seja, da produção de argumentos, com pessoas que fizeram da violência seus modos de existência? E, talvez o que seja pior, como se fazer ouvir o grito dos excluídos fazendo acordos com aqueles que proporcionaram a exclusão do povo? Atitude irracional! Que motivo teria o torturado(@)/excluído(@) em fazer acordos com o seu carrasco?, para parafrasear a alegria Brecht na peça A exceção e a regra. Talvez, o motivo seja para deixar claro que a melhor forma de tratar os excluídos no capitalismo é fazendo com que eles se mantenham excluídos, mas contribuindo para a nervura do sistema através de seus votos, da reprodução de discursos constituídos, de perdões, de compaixões…

O QUE É PRÓPRIO DOS REGIMES AUTORITÁRIOS

A circulação política deve ser menosprezada nos sistemas autoritários, seja qual for a bandeira ou ideologia que eles carreguem. Deve-se estagnar o movimento. E este movimento não é apenas o livre andar, mas também o livre gritar. Um grito que não seja eco e ressonância dos aparelhos de Estado. O cuidado maior é o de perceber que o poder político, como nos indica o filósofo Paul Virilio, desenvolve-se, secundariamente, em um poder da classe dominante, fazendo com que seus discursos, seus comportamentos e suas crenças sejam tidos como modelos a serem reproduzidos, no intuito de fazer de nós os pretendentes deste modelo e que para isso teríamos que cortejar os donos do poder.

O Grito, ao contrário disso, poderia esclarecer que o estado não existe se não houver as pessoas com suas atividades diárias, com seus trabalhos, com suas existências, criativamente, inventadas todos os dias. O Estado é tão somente o produto das relações que nascem destes movimentos reais. Não basta criticar o neoliberalismo e a política tomada pela economia especulativa/fictícia, sem fazer com que os reais atores, responsáveis pela produção do que vai do local ao global, que são os pobres, os exclíd@s, a minoria no sentido que Deleuze e Guattari produzem este conceito, não como numeral, mas como práxis constituinte que se afasta dos modelos impostos pelo poder constituído, não forem percebidos como os mais importantes.

Deste modo, não há um grito, mas uma polivocidade de gritos que são produzidos de modo autêntico quando o homem faz da sua existência a luta para transforma sua vida, para sair da condição de sobrevivência a qual lhe foi imposta, sair das privações calculadas, das explorações e fetiches que lhe tiram a condição de humano. Um grito que venha do espírito, um grito que venha de um Cristo da existência (Leonardo Boff) capaz de modificar os menores maus provocados por tudo que é contra o humano no sentido que podemos tirar do alegre Marx.

Assim, o próprio tema do 18º Grito, “Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população!”, nos parece confuso. Não teríamos que partir daqueles que são excluídos para compreender como a exclusão é ruim e triste e assim, perceber de onde ela provém, sua causa, para depois, conhecendo o problema como verdadeiro, podermos buscar alternativas e outras soluções que sejam autênticas e não cópias disfarçadas do próprio poder que oprime?

 …

 A voz do povo só pode ser a voz do povo. E passar por privações não é condição nem da filosofia nem da existência como diz a suavidade filosófica Antonio Negri. Gritaremos sempre que sentirmos a necessidade de lutar contra o autoritarismo do Estado e de qualquer outra forma de despotismo, mas nossos gritos serão irreconhecíveis, não saberão identificar seu ponto de partida, pois seremos muitos, não o saberão classificar, pois ele será uma mistura, não o poderão capturar, pois ele estará sempre migrando em movimento contínuo. E teremos uma única exigência política-ética para todos que se juntarem a nós: o grito não pode ser de dor.

Neste grito, não há a origem mas o envolvimento com a produção da existência em seus infindáveis começos, repetições e diferenças. Mas o que fazer de um grito que não sai de lugar algum e vai para lugar nenhum?   

GRITO D@S EXCLUÍD@S MANAUS 2011 QUASE CAI NO ILOCUTÓRIO

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O Grito dos Excluídos, embora não tenha podido excluir-se todo ano da presença de algum embusteiro – como muitos politicofastros amazomanoniquins -, realizou-se sempre como um processual de produção de subjetividade para construção de alternativas sociais e políticas. Mas esse ano o Grito, em Manaus, foi centralizado, hierarquizado, e deu muita vazão ao discurso constituído.

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Como uma produção da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), conjuntamente com grupos de base e entidades envolvidas com as análises das condições econômicas e sociais dos menos atingidos pelas políticas sociais de Estado, o Grito movimentou sempre dizeres e fazeres propiciadores de encontros de inúmeros segmentos atuantes em suas atividades, resistências, desejos. No entanto, esse ano, além de ser deslocado dos bairros periféricos, viu-se enturmados um número muito maior de interesses partidários canhestros, com a presença de todos os partidos da direita que se diz direita e da direita que se diz esquerda. Além disso, foram citados na concentração alguns personagens que, por suas pontuações históricas, nunca participaram nem participariam do Grito, muito menos fazem parte de alguma movimentação social atuante.

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Pelo exposto acima, a Associação Filosofia Itinerante – AFIN, de quem este intempestivo bloguinho é vetor virtualizante, como fez desde seu surgimento – como já faziam vários de seus membros mesmo antes de seu surgimento oficial em 2001 -, compareceu e compartilhou um texto como tentativa de disjunção da linguagem hegemônica que quase fez o Grito, em Manaus, cair no ilocutório, ou seja, na tartamudez dos que compactuam com o opressor.

UM GRITO QUASE INCLUÍDO

Talvez, como diz o poeta, “por descuido ou fantasia”, o Grito dos Excluídos desse ano, 2011, tirando os temas fundamentais discutidos na concentração, equivocou-se em parte de sua programação itinerante (Potência-Poiética). De uma práxis que age na fronteira entre o sócio-opressor e a produção cartográfica de desejos libertários – zona esquiza –, o Grito ficou mais incluído na zona molar burguesa. A zona da aparência quando se perde o real, como diz Marx.

Dessa zona molar-burguesa, três equívocos podem ser extraídos.

1 – A escolha de uma avenida onde os fluxos desterritorializantes e os quantas mutantes do existir encontram-se desativados como potência dromológica (a lógica da corrida, ou marcha) se comparados com o Devir-Povo dos bairros. Área de produção.

2 – A parada em frente ao hospital psiquiátrico, território de sublimação da culpa paranoica de uma sociedade que se toma por normal enquanto faz prevalecer seus delírios capitalistas de exclusão da vida, protegida pelo discurso da psiquiatria institucional, como ocorreu no governo Eduardo Braga. Uma parada como ir à Disney: fingir que há uma sociedade adulta.

3 – A conclusão na Arena Amadeu Teixeira, passando antes pelos destroços do Vivaldão, túmulo do futebol amazonense, herança da ditadura. Um equívoco cujo Grito não reverbera com as consciências das três maiores torcidas – do Coringão, do Mengão e do Vascão –, que se encontram nos bairros. Estas sim com potência capaz de fragmentar o ufanismo da Copa do Mundo e agitar as águas dos rios Negro e Solimões. Devir que prescinde o sobrecodificado SOS.

Não fossem a honestidade e sinceridade dos organizadores do Grito, se poderia dizer que ele foi sabotado, como quando foi confinado pelo governo Eduardo Braga ao Sambódromo. Onde se encontra hoje, nostalgicamente, a Parada Gay.

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Embora não tenha percebido no Grito “um coro que falava em comum contra o sistema global” (Toni Negri e Michael Hardt), embora o próprio número de participantes tenha sido perceptivelmente menor em comparação com o ano passado (vide clicando aqui), embora não tenha – por posição e pela não compactuação do que estava escancarado no Grito e que com ele não tinha nada a ver – participado da caminhada, a Afin, enquanto distribuía o texto disjuntor, entrou em composições alegres com diversas pessoas e entidades realmente atuantes e que estavam ali presentes para participarem suas atuações a cada ano.

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Pessoas fazendo manifestações, grupos de jovens, pastorais, trabalhadores, associações comunitárias, anarco-punks, organizações não-governamentais, artistas populares, entidades defensoras de direitos humanos, defensoras de causas homossexuais, das mulheres… a todos que estão numa luta real pela construção de novos espaços públicos e novas formas de comunidade, a Afin entra em proximidade afetiva/atuante com suas ações fundamentais…

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Aproveitando a presença da companheira Ângela (centro), uma moçada da Afin que esteve presente e que convida os verdadeiros movimentadores do Grito como prática de libertação para continuar na linha democratizante e não permitir em outros anos a centralização e a hierarquização da organização desse evento para não cair no ilocutório da linguagem constituída dos embusteiros. Vamos nessa!

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Programção do Grito dos Excluíd@s – Manaus 2011

Concentração: a partir das 15 horas ► Em frente a Stock Casa – av. Constantino Nery ► Temas/Responsáveis → Grandes Projetos para Amazônia (CIMI/CPT); Copa do Mundo e as implicações sociais para a cidade de Manaus (Comitê Popular Copa 2014 Manaus); Extermínio da Juventude (Pastoral da Juventude); Corrupção (Fórum de Combate a Corrupção) e Comarcas/Judiciário (CDH). O tempo de apresentação para cada tema ficou definido entre 5 a 10 minutos. Ficou definido que haverá uma Tribuna Aberta, quando haverá manifestação de movimentos e reivindicações localizadas, o tempo para o uso da tribuna será de 3 minuntos

Primeira Parada ► Em frente a Fechacon ► Tema/Responsável → Trabalho (Pastoral Operária).

Segunda Parada ► Em frente a quadra da Chapada ► Tema/Responsável → Moradia (Movimento Nacional de Luta pela Moradia – MNLM).

Terceira Parada ► Em frente ao hospital Eduardo Ribeiro ► Tema/Responsáveis → Saúde Mental (Pastoral da Saúde/Rogelio Casado).

Quarta Parada ► Em frente ao Vivaldão ► Tema/Responsáveis → Exploração sexual de crianças, jovens e mulheres e tráfico de mulheres (Fórum Permanente das Mulheres de Manaus – FPMM e Pastoral do Menor)

Ato Final ► Área externa da arena Amadeu Teixeira ► Ato simbólico sob responsabilidade da coordenação.

Coletiva de Imprensa: será realizada no dia 1º de setembro a coletiva de imprensa com objetivo de divulga o Grito e as temáticas que serão abordadas. Entidades e/ou Fóruns que comporão a mesa: Arquidiocese de Manaus, Movimento Nacional de Luta pela Moradia – MNLM, SOS Encontro das Águas, CDH, Fórum Permanente de Mulheres de Manaus – FPMM e CIMI ou CPT.

*Enviado pela companheira Ellis Regina Silva do Carmo.

GRITO DOS EXCLUÍDOS 17ª EDIÇÃO, CUJO TEMA É “PELA VIDA GRITA A TERRA. POR DIREITOS, TODOS NÓS”, DIZ TER MUITOS FATOS

Os fatos que estão ocorrendo no Brasil envolvendo denúncias de corrupção, devastação das florestas, construção da Usina de Belo Monte, entre outros, vem sendo considerado pelos organizadores da 17ª edição do Grito dos Excluídos conteúdos de grande importância para movimentar o evento que correrá no dia 7 de setembro, Dia da Independência.

Para os organizadores, esses fatos caem bem no tema do Grito que é “Pela Vida grita a Terra. Por Direitos todos Nós!”. Isto porque o Grito é movimentado sempre com temas de matizes social, política, econômica, ética e cultural. E as ocorrências atuais no Brasil remetem para essas cores.

Para o membro da coordenação do evento, Ari Alberti, o Grito tem como um dos seus objetivos mudar a forma como é pensada a semana da pátria. Mudar também o entendimento que se tem sobre o Congresso Nacional, que, segundo Ari, não vem cumprindo seu papel. E também analisar a condição atual da população pobre no Brasil.

Se a gente ficar calado, com certeza as mudanças não virão. Temos de avançar em nossa democracia. Não podemos ficar apenas na nossa democracia representativa. Precisamos chegar à democracia participativa.

Os direitos estão na Constituição, queremos cumpri-los. Precisa de uma ventilada de uma limpeza. Queremos construir um projeto popular, um projeto de sociedade. O Congresso parece um balcão de negócio. É triste chagar a este ponto.

Da impressão, se você olhar à primeira vista, que está tudo bem no Brasil”, disse Ari.

REUNIÃO DE PREPARAÇÃO DO 17º GRITO D@S EXCLUÍD@S MANAUS 2011

“Pela Vida Grita a TERRA… Por direitos, todos nós!”

É com força e vontade que vamos juntos e juntas preparar o 17º Grito dos Excluídos e Excluídas 2011.

Amanhã quinta-feira dia 05 de maio de 2011, as 18:00 horas, na sala 06 no CEFAM teremos a quinta reunião de preparação do Grito 2011.

Todos são convidados e convidadas à participar. Queremos re-lembrar e motivar a cada uma e cada um de vocês que sua presença é de fundamental importância para juntos construir e repercutir as lutas e Gritos do dia a dia.

Saúde e Paz,

Coordenação das Pastorais Sociais

Informações: Guadalupe Peres 8226-3264 / 9120-7657 e 8401-1117

16º GRITO D@S EXCLUÍD@S: VIDA EM PRIMEIRO LUGAR

Aqueles que protestam não aceitam a ideia de viver num mundo que para tantos é definido pelo medo, a injustiça, a pobreza e a falta de liberdade.”
Toni Negri e Michael Hardt

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Clique nas imagens para vê-las de perto.

Ontem à tarde, como ocorre há 16 anos em todos os 7 de setembro, dezenas de organizações populares e milhares de pessoas se reuniram numa proximidade democrática de visibilização das lutas de resistência a todas as formas de opressão e construção de um outro mundo possível.

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Este ano o 16º Grito dos/as Exluídos/as veio com o tema “ONDE ESTÃO NOSSOS DIREITOS? VAMOS ÀS RUAS PARA CONSTRUIR UM PROJETO POPULAR”. E a multidão se apresentou próximo ao Terminal 3, zona Norte de Manaus, onde começaram as manifestações de protesto e performance de contestação ao atual estado de coisas.

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A Afin, que esteve em todos os anos desde a sua fundação, estava lá movimentando a Campanha Spinozista para Além do Ficha Limpa – Vote para não ter que limpar! -, e este bloguinho se envolveu em conversas e ações para desbloqueio das capacidades de agir e faz potencializar o Grito alegre e evocativo de causas de direitos sociais, posicionamentos contra a corrupção, a favor do meio ambiente e dos direitos dos povos indígenas, entre outros, numa verdadeira polivocidade que reverbera para afirmação da vida.

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A presença da juventude no grito dos excluídos e das excluídas mostra um protagonismo que nos alegra. A juventude não é um futuro. Ela é um presente. E protagonizar a juventude, mostrar os seus direitos, que tem que hoje não usufrui é responsabilidade nossa da sociedade, e agente vê aqui nesse grito a manifestação da juventude que já fala de política, procura se conscientizar, e, lembrando, nós estamos num período eleitoral, quem mais sofre com eleições são a juventude. É a falta de espaço para lazer, espaço educacional, de saúde, tudo isso a juventude sofre e hoje ela se torna marginalizada pela ausência dessas políticas públicas, por isso nós no grito ficamos muito felizes vendo essa juventude participando, essa juventude gritando, mostrando que é excluída e o que é mais importante exercendo a sua cidadania no ato de crescer politicamente e que possa fazer com que nessas eleições a gente tenha candidatos ficha limpa mudando o quadro da sociedade no nosso Brasil.” (Moisés Aragão, do Fórum Permanente de Políticas Públicas)

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Acima, acompanhado pela moçada da Afin, o companheiro Praciano, que participa todos os anos do Grito. Praça, conhecido pelo seu posicionamento ético, falou que o Grito dos Excluídos “é fundamental porque é um dia que congrega diversas vozes que atuam em diversas frentes e vem compartilhar nesse momento suas lutas e conquistas, e isso tudo reunido auxilia no fortalecimento da democracia”.

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E a multidão já ganhava as ruas em passeata, entoando cantos, lançando falas de mobilização, com denúncias da degradação das condições de vida e propostas reais de defesa dos direitos humanos indispensáveis para o alegre existir seja na cidade seja no campo.

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Dom Demétrio Valentin, presidente da Cáritas do Brasil, uma das entidades mais atuantes no país na promoção dos direitos humanos, estava presente e lembrou que essa caminhada começou há 16 anos atrás, inspirada no Grito da Amazônia.

“Nossa caminhada valeu. Ampliando nosso horizonte, valeram os quinze anos do grito dos excluídos? Claro que valeram e agora eu vou revelar aqui para vocês esse dia que eu considero histórico, sabe por que a alegria de estar aqui com vocês aqui em Manaus e lembro-me muito bem, quinze anos atrás do Grito dos Excluídos e sabem de onde nasceu a ideia? É que naquele tempo havia o Grito da Amazônia e aquilo nos inspirou para dizer o que podemos fazer para acabar com a exclusão no país. Vamos fazer um Grito dos Excluídos e ai a ideia brilhou, inspirado no Grito da Amazônia e foi um movimento para despertar a consciência do Brasil para a importância da Amazônia e esse movimento foi batizado de Grito da Amazônia e, olhando para trás, concluindo esse 16º Grito dos Excluídos, percebemos que o povo brasileiro foi se unindo mais, o povo ficou mais consciente, ficou mais esperto, ficou mais unido, agora temos mais conquistas garantidas, mas temos ainda muita coisa pela frente com certeza, mas é bom reconhecer, por exemplo que a Ficha Limpa é fruto de uma batalha popular, é fruto de nossas articulações, da presença de nossos movimentos sociais, da nossa pressão junto ao congresso, e que a Ficha Limpa tenha que ser instrumentalizada, mas um instrumento nós temos nas mãos para fazer dela um aprimoramento de nossa prática democrática e saudando a todos, nos alegrando por sermos brasileiros, amazonenses, nossa caminhada valeu.”

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Lembrando também que encerrava-se, justamente no Grito dos Excluídos, o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, onde as pessoas que ainda não tinham tido a oportunidade de assinar o faziam ali durante a caminhada.

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Nessa linha, o companheiro Adnamar Santos, da Assessoria Amazonense de Reforma Urbana, muito bem fundamentado na luta pela moradia digna em nosso estado, trouxe muita informação e a demonstração da disposição de movimentar essa causa.

Desde 2005 nós realizamos um seminário de habitação popular lá na UFAM, onde nós apresentamos a proposta de criação de um conselho de um fundo de habitação de interesse social de forma que setores organizados da sociedade pudessem ter acesso para discutir a política de investimentos na área de habitação, saneamento, regularização fundiária e uso e ocupação do solo no Estado do Amazonas. Tem a lei Federal, que é a lei 11.124, aprovada em junho de 2005, ela diz que nos estados e municípios tem que se criar os conselhos nas cidades para que os governos municipais e os governos estaduais e do Distrito Federal possam receber recursos do Fundo Nacional de Habitação de interesse social. A resolução número 30, de novembro de 2009, determinou que os estados e municípios têm que criar esses conselhos para que eles possam receber recursos da União para aplicação em infra estrutura, entre elas habitação. A Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado do Amazonas não criaram esse espaço que, pra nós, é um espaço de diálogo, é um espaço democrático para discutir os grandes conflitos que nós temos no Amazonas, entre elas buscar alternativas para o déficit habitacional que é de 146 mil unidades no Estado do Amazonas. Eles não criaram e por isso o Amazonas não está recebendo esses recursos. E a gente acredita que essa é uma postura antidemocrática do governo do Amazonas. Eles já deveriam ter criados isso porque foram dois mandatos do ex-governador Eduardo Braga, candidato ao Senado, e não criou e não foi porque nós não fizemos propostas, não foi porque nós não fomos para as ruas. Nós fomos para as ruas, realizamos seminários, trouxemos a Relatoria do Direito Humano à Moradia a Manaus em 2005, em 2008 retornou para fazer um monitoramento, fomos à Comissão do Direito Humano no Congresso Nacional, fizemos essa denúncia ao Conselho Nacional das Cidades, ao MPE, mas parece que as coisas não encaminharam por falta de uma posição política do nosso governo e também das instituições de justiça de nosso Estado. Nossa caminha no 16º Grito é para mostrar essas verdades que não aparecem, porque nessa campanha eleitoral aparecem muitos bons candidatos ai defendendo a bandeira da reforma agrária, reforma urbana, defendendo a bandeira da gestão democrática mas que nunca estiveram com a gente, alguns já como deputados estadual ou federal mas não quiseram fazer essa defesa no Congresso e nem na ALE e muito menos na Câmara Municipal, porque eles estão viciados com aqueles que podem pagar e nós, dos movimentos sociais, discutimos propostas que beneficiam o coletivo e não aquela que beneficiam um grupo político ou um certo sistema do capital que é responsável pela construção de grandes edifícios na nossa cidade, mas que não querem construir casas populares porque não vão ganhar muito.”

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O companheiro José Ricardo, que também participa todos os anos, mais uma vez falou a este bloguinho sobre o significado e importância do Grito.

Participei de todos os 16 gritos dos excluídos e ele é importante porque mostra muitas questões, problemas de nossa cidade, do nosso Estado, principalmente neste momento político. E eu destaco neste Grito a presença da juventude. Isso é muito bom, que ela participe das discussões sociais, sobre os problemas, reflita sobre as lutas e talvez falte mais presença dos segmentos excluídos aqui para se manifestarem diretamente, mas é um gesto que a Igreja Católica e vários segmentos da sociedade realizam num dia que se diz que é o dia da Independência do Brasil. Mas ainda há muita dependência dos pobres, há muito clientelismo dos políticos, tudo isso tem que ser combatido e o Grito é um sinal, um gesto, é uma maneira de a gente reforçar nossa luta do dia a dia.”

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Padre Alcimar, que participa em todos os anos da realização do Grito, foi quem fez a avaliação de mais um ano dessa caminhada.

O grito desse ano foi muito bom, contou com a participação de mais pessoas comparando com o ano passado. A gente percebeu a maior participação inclusive nas apresentações. Conseguimos colocar melhor as nossas pautas do que no ano passado e esse trajeto menor possibilita ter uma parada mais longa e isso possibilita, portanto, uma melhor apresentação dos trabalhos. Agora para esses trabalhos de teatro, se tivéssemos um palco era melhor, pois nos casos das apresentações foram no solo e algumas pessoas puderam assistir, outras só ouviram. Mas penso que nesse histórico de Grito dos Excluídos essa é a primeira vez que a gente pode realmente dizer que nós temos um ponto que é fruto da luta coletiva, que é a lei 135/2010, da Ficha Limpa, que tem possibilitado muitos corruptos como Garotinho, Roriz, Jader Barbalho, no Pará, e os outros nossos daqui que estão fora que nos jornais apareceram furiosos, mas graças a Deus é isso mesmo é fruto da luta, que o Grito animou as pessoas, para que elas nas suas lutas cotidianas, seus movimentos, nas suas comunidades continuem. O Grito tem essa grande função e a presença de Dom Demétrio Valentin confirma isso, porque foi um dos iniciadores do Grito dos Excluídos e está presente aqui na 16ª edição, para a gente é importante. Conseguimos chegar a contento e incentivar as pessoas nas suas lutas.”

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E assim as diversas entidades – pastorais, ONGs, movimentos sociais – realizaram a denúncia do modelo político econômico que flagela a maior parte da população, tornando pública a rostidade dessa multidão de excluídos que sofre com a miséria, a fome, para quem os direitos humanos não existem e as constituições não se cumprem. A partir dessas linhas, muitas propostas já em andamento são fortalecidas e novas vão sendo tecidas como alternativa ao sistema neoliberal, na formação de uma nova democracia, uma democracia absoluta, como queria o filósofo Spinoza, na qual não se mantenham as formas de soberania, e a multidão, a partir do comum, participe com toda a sua inteligência e afetos num diálogo aberto e plural.

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… um coro que falava em comum contra o sistema global.”

15º GRITO D@S EXCLUÍD@S MANAUS 2009

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Clique nas fotos para vê-las de perto.

O 15º Grito d@s Ecluíd@s VIDA EM PRIMEIRO LUGAR: A FORÇA DA TRANSFORMAÇÃO ESTÁ NA ORGANIZAÇÃO POPULAR ocorre na zona Leste de Manaus num momento em que a cidade se encontra diante do ataque contra os direitos dos estudantes, violentação aos usuários de transporte coletivo, defesa dos interesses privados empresários em detrimento do público, denúncias de corrupção generalizada da classe política. Por isso o Grito 2009, em Manaus, teve manifestação intensiva dos movimentos sociais, comunidades de base, pastorais, cidadãos compartilhando seus gritos e formando um Grito maior, potente, que rompe a caixa de ressonância do Estado sem métodos que sirvam ao bem comum da população.

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A Afin conversou com o companheiro Alcimar (à direita, com o afinado Miguel Oliveira na foto abaixo), um dos organizadores do Grito, companheiro ativante dos trabalhos político-sociais do núcleo do PT de Petrópolis, que fez sua avaliação de mais um ano do evento:

Esse ano o 15º Grito dos Excluíd@s está muito bom, pela movimentação, pelo número de faixas, cartazes, pela disposição das pessoas, com participação e interesse. Isso pode significar que, na base, os diversos movimentos sociais estão começando a se reorganizar. É um processo lento, mas o importante é que a semente não morreu. O povo continua alerta e quer continuar na luta, forçando os governos a fazer as mudanças necessárias para essa sociedade.

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A AFIN se envolveram também, numa proximidade afetiva com outras entidades, a partir da movimentação da CAMPANHA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DAS CONCESSÕES PÚBLICAS DE TV E RÁDIO.

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É como usar os armamentos bélicos para destruir toda uma nação. A mídia é uma arma também que vem servindo para o genocídio. Está sendo instrumentalizada pela burguesia, pelos grandes empresários, certamente para servir ao capital, ao lucro. É preciso mudar isso aí, assumir a mídia, democratizá-la, para ser um instrumento de luta do povo, pela libertação. Eu não sou contra a mídia, eu sou contra o uso da mídia para beneficiar algumas famílias, o coronelismo, causando a morte e a destruição do povo. Nós precisamos assumir a mídia para informação popular, para informação sobre Aids, sobre as questões de saúde pública, políticas públicas, teatro, arte, lazer… (Marcos Ney)

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A participação alegre dos movimentos sociais e de toda a comunidade vai na desconstrução de uma Manaus com prefeito cassado, onde os principais serviços públicos são precários quando não inexistentes, onde governantes e parlamentares sem potência pública querem determinar os rumos da cidade, mas que, apesar disso, a coletividade não se encontra passiva e movimenta o desejo de outras construções, de outra cidade.

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Presente em todos os anos de Grito d@s Excluíd@s, o vereador José Ricardo, um dos pouquíssimos políticos de Manaus eleito a partir do apoio dos movimentos sociais, e que faz um trabalho dentro da CMM, a partir da inteligência, de tentar aproximar o poder público da população em suas necessidades e seus desejos:

São 15 anos. Eu faço questão de dizer que eu estou nos 15 anos, do primeiro até hoje, e vejo a necessidade dessas manifestações. Eu acho que o Grito ainda é pequeno diante dos problemas da cidade, mas é um gesto simbólico dos vários movimentos, entidades, pessoas, comunitários, pessoas simples, que saem das suas casas nesse dia 7 de setembro, feriado, para vir aqui gritar, falar da indignação que tem com os problemas, que nunca são resolvidos. Muita promessa, muitos projetos mirabolantes, muito dinheiro desperdiçado, e os problemas básicos não são resolvidos.

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Entre os temas, novamente destacam-se o problema da falta d’água e o transporte coletivo. Imagine que o governo do estado tem milhões à disposição para resolver o problema da água e não resolve. O transporte é outra vergonha para a cidade. Manaus, tão grande, com uma população crescente, sede de copa do mundo, e os governantes estaduais e municipais não tem competência de garantir para a população um transporte descente. É lamentável.

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Então, eu acho que o Grito é um grito de alerta, é um grito para chamar a atenção. Mas significa também que não pode ficar apenas num grito, como hoje, mas aos movimentos, aos diversos grupos, é o momento de revigorar, de dar força, de ver que não se está sozinho, que tem outros trabalhando, gritando também para fortalecer esse grito.

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Dos parlamentares, os “incluídos”, pouquíssimos vem aqui. Parece até que os problemas não os afetam, todos trancados em casa, com medo, em segurança, em áreas onde não falta água, e aqui os “excluídos” gritando pelos “incluídos” também. Todos precisam de um transporte coletivo de qualidade, até mesmo aqueles que tem possibilidade de ter um carro, mas que não conseguem mais se deslocar com uma cidade sempre crescente, com um trânsito caótico.

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É um absurdo, uma desumanidade, o que fazem alguns políticos, aproveitando-se da pobreza, da miséria humana, das necessidade, para ganhar votos e chegar ao poder. Depois, utilizando-se para isso dos meios de comunicação, que deveriam estar a serviço da população, e estão a serviço de alguns interesses de pessoas sem escrúpulos, que os utilizam para atingir os seus objetivos econômicos e de poder. Acredito que tem que haver uma mudança em relação a área de comunicação, precismos fazer uma conferência sobre a comunicação, porque não pode ficar nas mãos de alguns todas as decisões, tudo aquilo que passa pelos meios de comunicação. Não está sendo, hoje, um instrumento democrático, porque os mais pobres não tem acesso, e os que estão lá ficam bajulando para se manter, para manter os seus registros. Alguns políticos, para ampliar seu poder, vão conseguindo concessões públicas. Isso tem que ser revisto, precisamos mudar isso aí; principalmente, a população tem de ter mais acesso aos meios de comunicação.

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E assim, nesse ritmo, com tantos dizeres, com pessoas que lutam cotidianamente em seus bairros, em suas ruas, suas comunidades, e que se encontram no Grito para tornar público e visível aos outros seus problemas, que são de todos, e, principalmente, com seus engajamentos, compartilhar o aumento da potência de agir para intervir e modificar a realidade social objetiva, não poucas vezes massacrante, para outra realidade onde todos possam viver dignamente, com serviços públicos satisfatórios e, finalmente, sentindo-se livres e atuantes.

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Ao chegar na conglomeração no final da rota do ato, várias entidades e pessoas falaram, cantaram e saudaram a luta comum de todos ali presentes. Destaque para o pessoal da Colônia Antônio Aleixo, do “SOS ENCONTRO DAS ÁGUAS”, onde o Governo do Estado e a Zona Franca estão forçando a construção imposta do famigerado Porto das Lajes, que vai prejudicar a flora e fauna naturais, além de ameaçar um dos mais conhecidos cartões postais de Manaus – o Encontro das Águas, também ameaça o abastecimento de água das maiores zonas da cidade, Leste e Norte, que já sofrem há décadas com a falta de seu abastecimento.

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Pessoa sempre lembrada foi o Pe. Orlando, atuante, ao lado do líder comunitário Isaque Dantas, que só não esteve no Grito porque se encontra em lugar desconhecido devido às várias ameaças de morte que sofreu recentemente devido à sua religiosidade engajada com as questões sociais comunitárias.

Padre Orlando

Foto cedida pelo SOS Encontro das Águas.

Isaac Dantas, apesar das diversas ameaças que também vem sofrendo, continua sua incansável luta, e compareceu ao Grito, solando seu grito de liberdade e disposição comunitária em atuar a truculência e força do capital.

O “SOS ENCONTRO DAS ÁGUAS” é um movimento que está há nove meses trabalhando, exaustivamente, contra o empreendimento gigantesco lá no encontro das águas. Esse empreendimento vai comprometer toda a captação de água das zonas Leste e Norte da cidade de Manaus. Aqui está o Porto das Lajes e aqui do lado está a captação de água. Então, meus amigos e minhas amigas, nós estamos felizes, porque com certeza várias pessoas, a partir de hoje, vão abraçar essa causa com a gente, porque na Colônia Antônio Aleixo, uma grande quantidade de pessoas já se venderam por uma camisa. Uma camisa contra o povo, uma camisa compra o povo. O que mais nos indigna lá na Colônia Antônio Aleixo é que talvez esse momento, a Amazônia, a questão do meio ambiente é colocada como prioridade, mas na prática é muito diferente.

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Uma companheira com o cartaz da peça afinada “À Procura de um candidato” e, ao lado, Edmilson “Gatinho” e a companheira Solange.

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Mas, como puxaram no carro de som durante toda a caminhada a companheira Francy Junior e o companheiro Moisés Aragão, o Grito não termina, vai só fortalecer o Grito de democratização da cidade de Manaus, libertando-a pela luta comum de todos das tiranias estabelecidas, que só querem a sua destruição. Assim, muitos laços foram reafirmados, parcerias foram costuradas na caminhada para que o Grito democrático ecoe para além do medo e incompreensão que as tiranias tentam impor.

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GRITO DOS EXCLUÍD@S 2009 (Manaus-AM)

Grito Capa

PORQUE É PRECISO GRITAR PRA SER FELIZ!

O que os tiranos querem é que seu Grito continue excluído.

15º GRITO DOS EXCLUÍD@S (Manaus-Am)

Concentração: Bola do São José I

(Próximo ao Terminal 5)

Hoje, 7 de setembro, às 15h

14º GRITO D@S EXCLUÍD@S MANAUS 2008

Clique nas fotos para ampliá-las.

Pela manhã de ontem pessoas, organizações sindicais, políticas, religiosas, todos os movimentos sociais chegavam de todos as zonas, todos os bairros, todas as partes de Manaus para compor e movimentar o acontecimento Grito d@s Excluíd@s, que este ano veio com o tema:

Pessoas fazendo manifestações, grupos de jovens, pastorais, trabalhadores, associações comunitárias, anarco-punks, organizações não-governamentais, militantes políticos de esquerda, artistas populares, entidades defesnsoras de direitos humanos, defensoras de causas homossexuais, das mulheres… Todos se aproximavam da Praça da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, na Manaus Moderna, para começar ali a animação do evento e daí fazer uma caminhada que passaria por feiras, portos, pontes, até o Prosamim no bairro de Educandos.

Aqui um manifestante dando o seu recado e o companheiro Alcimar, um dos organizadores e animadores do Grito.

Como já havia ocorrido no Pré-Grito da Cidade Nova, a moçada da AFIN realizou, improvisadamente em cima do carro de som, a apresentação dos dois últimos quadros do vetor do Teatro Maquínico À Procura de um Candidato, um trabalho gratuito (“de graça”) que vem sendo apresentado em escolas, igrejas, associações comunitárias e outros locais onde houver convites e possibilidade de ocorrer um debate artístico-político desejante e construtor de comunalidades.

Logo, então, os organizadores, da equipe Cáritas-Manaus, após uma homenagem a várias pessoas que viveram na luta pela defesa aos direitos e construção de uma construção ética e produtiva com respeito às pessoas e suas potencialidades, tocaram o carro e deu-se início a caminhada.

No seu transcurso, conversamos com algumas pessoas que falaram da importância desse Grito e do trabalho que realizam cotidianamente pela luta dos direitos e do respeito à cidadania. O primeiro foi o padre Cardona:

Sou o coordenador de Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus. E estamos insistindo nos direitos sociais, porque o direito à vida é a fonte de todos os direitos sociais e tudo aquilo que constrói a vida humana, como o trabalho, a casa, a moradia, o transporte, tudo aquilo que ajuda a ter uma vida digna é muito importante. Então tem que haver movimentos sociais que pressionem a administração pública para a realização de políticas públicas. Em Manaus, primeiro que estas políticas públicas aqui têm um problema porque elas não contam com a participação da população, elas são feitas de cima para baixo. E o problema é que de cada política pública eles tem feito um negócio. Por exemplo, a merenda escolar, um negócio complicado. No ano passado a secretaria do governo estava sendo processada por isso. Então o problema das políticas públicas aqui é que elas fazem parte de esquemas de corrupção, muito complicado. Parece-me que o Prosamin, na atual administração, tem muitas complicações com as empreiteiras, com as imobiliárias que servem como intermediárias; então um dos problemas é saber para onde está indo este dinheiro que é público.

Então a caminhada, cada vez com mais pessoas que chegavam ou tão somente resolviam participar, já chegava à Feira da Banana, onde houve uma parada e depois continuou, passando pelo principal porto da cidade de Manaus para embarque e desembarque de passageiros com destino aos interiores.

Quem também veio, como todos os anos, para participar da caminhada foi o candidato à Prefeitura de Manaus, companheiro Francisco Praciano, que fez toda a caminhada até o encerramento do evento, de braços dados, conversando, ouvindo, dando opiniões, como sempre participa das manifestações sociais.

Aqui o companheiro Hebert Amazonas, militante histórico do PSTU-AM, e o companheiro Rosinaldo, um dos fundadores do movimento LGBT em Manasu, que é presidente da ONG Garotos da Noite e outras diversas atividades sobre as quais já deu entrevista aqui neste bloguinho.

Em seguida, formulamos uma pergunta para vários participantes do Grito a respeito de sua importância para o exame da realidade social/política da cidade, para perceber a exclusão e criar uma nova realidade para a totalidade de Manaus:

Zé Ricardo e o pessoal da paróquia de Sta Luzia: Ainda temos na sociedade muita indiferença, acomodação. As pessoas, apesar de toda a realidade, a falta de segurança, da corrupção, de uma realidade ainda de exclusão muito presente na sociedade muitos não despertaram para a necessidade de somarmos forças, de nos manifestarmos, de cobrarmos por políticas públicas e efetivamente acabar com esta exclusão. Os incluídos que não vem estão perdendo a oportunidade de ajudar e demonstram que ainda não se sensibilizaram em relação a realidade de um povo, então que o povo acorde eles, principalmente neste momento eleitoral deixe eles fora e escolham outros que estejam junto com a luta dos excluídos.

Navarro, candidato a prefeitura de Manaus, e inseparável bandeira do PCBão: Na verdade, eles, os incluídos estão sempre enganando a população e é melhor que eles não apareçam por aqui porque eles mostram verdadeiramente a posição que eles têm. E aqui fica claro que realmente o que eles apregoam e as propostas deles são apenas falácias.

Edmilson Lima ‘Gatinho’ e a afinada Lucicléia: Eu vejo que é uma questão de opção. Todos tiveram a opção. Política é uma opção que você faz por quem vai lutar: pelos excluídos ou pelos incluídos. Então, quando você está na linha dos incluídos você vai lutar pela sua categoria ou pela sua classe. Nesse sentido, as pessoas que vêm para cá são as pessoas que se sentem excluídas dentro das políticas públicas. Nesse sentido que eu vejo que quem vem pra cá está lutando para que a inclusão seja mais popular, que as pessoas possam realmente ser incluídas nas práticas, nas questões das necessidades básicas.

Waldemir José: Na verdade eu acho que é exatamente isso. Alguns já são contemplados pelo conjunto de políticas públicas e, portanto, um movimento desse aqui que tenta colocar uma nova pauta para o Estado, colocar uma nova agenda para o Estado, não é um movimento que os interessa porque eles já têm a sua pauta e já tem exatamente, digamos assim, as suas demandas atendidas, agora eu acho que o movimento é esse mesmo pra gente democratizar a agenda pública, é necessário que a população participe mais, então eu só acredito, na verdade, nessa troca de pauta quando a população participar mais, quer dizer na medida em que ela participar mais nós vamos ter uma pauta com a cara da cidade, com cara do povo. Eu aproveito para dizer: têm duas praças aí sendo feitas na cidade de Manaus. Por incrível que pareça, uma vai ser na Praça da Saudade e a outra na Praça da Polícia, você tem tantos bairros que não tem praça e estão fazendo praça onde já tem, então isto atende somente os interesses de alguns e não os interesses da grande maioria da população. Isto, só com a participação popular.

Moisés Aragão: É o grande problema. O problema é incluir quem não está incluído e excluir quem já está incluído. Porque eles deveriam ser excluídos e a resposta deveria ser dada agora na eleição. Quem não participa não deve ter direito e quem não têm os seus direitos respeitados, deveriam ser incluídos e respeitados.

Antônio Fonseca: Eu penso que a participação deveria ser para todos, mas nem todo mundo tem essa consciência do que é o movimento do grito dos excluídos. Em relação aos companheiros candidatos e políticos incluídos pode ter certeza que eles estão mais excluídos do que o nosso povo que está aí na caminhada do dia-a-dia.

Quando chegou nas proximidades do Prosamim, o odor foi ficando bastante desagradável. Como diria um caminhante: “É o cheiro dos governos!”. A partir das imagens que registramos dá para se ver o porquê do mau-cheiro na obra mais marqueteada pela gestão de Eduardo ‘Guerreiro de Sempre’ Braga no Governo do Estado do Amazonas.

E seguindo o rastro dessas desagradáveis imagens e seu mau-cheiro, conversamos com a aguerrida senhora Marilda Teles Batista Cardoso, que estava no Grito fazendo seu protesto por ter sofrido uma violência quando foi retirada do igarapé onde hoje é o Prosamim e que tem recebido apoio do companheiro Marcos Brito, da Caritas.

Eu estou sendo uma vitima e uma refém muito cruel, porque eles têm condições de fazer coisa melhor comigo. Porque a casa que eles me deram, além de ser aprovada pelos engenheiros na área de risco, em cima do igarapé, a casas alaga, a casa está caindo em cima de mim. E como não tem jeito? Só não tem jeito pra morte. Mas pra dar outra casa, tem. Porque eu procurei o meu direito com eles em cima da hora. Eu morava na Cachoeirinha e o Prosamim me tirou, só que eu tava muito doente, que não contava nem com a vida, então o corretor chegou na minha casa e eu tava com febre até de dengue, eu tava com um problema sério na garganta. Ele chegou lá e me obrigou a sair e me levou doente pelo sol quente e quando eu desci lá pro São José I eu tava com mais de 40 graus de febre. Me diz uma coisa: um doente está suficientemente bem para escolher uma casa? Então aí ele se prevaleceu de mim, eu tenho testemunha, tá aí o rapaz que taácomigo. Mas ele me obrigou na hora. E tem muita coisa, tem muita coisa enrolada, eu estou três anos e dois meses sofrendo como uma pessoa que matou, um assassino, pegando água nos pés, pegando água na cabeça, a casa arriando em cima, passando fome, passando necessidade, porque eu não posso trabalhar e fazer a minha vida. Eles estão até embaraçando a minha vida, não deixando ela crescer. A casa que me deram é lá no São José I, rua Paracuuba. Quando chove, a casa fica dentro da piscina. Eles formaram uma arapuca pra mim, que eu fui pra lá inocente, não sabia que a casa vazava, não sabia que a casa alagava, nem que ela tava enlameada. Tem um banheiro no quarto da frente que já tá arriando e nesse banheiro você toma banho, mas vai suar de novo, porque o quarto enche de água. Eu tava com oito meses com eles lá dentro do Prosamim, procurando os meus direitos e pedi pra eles comprarem a minha casa, pedi pra eles me darem o dinheiro, eles disseram que o Estado não tem o direito de dar casa, não tem o direito de dar o dinheiro, mandei eles derrubarem a casa, eles disseram que o Estado não tinha o direito de fazer, mandei eles ajeitarem ao menos pra vender, eles deram a maior volta e me deixaram lá. Eu tô seqüestrada em uma casa velha.

Enquanto ouvíamos de dona Marilda mais relatos sobre a violentação que as pessoas retiradas pelo Governo do Estado, na gestão de Eduardo ‘Guerreiro de Sempre’ Braga, vêm sofrendo, que diminui suas potências de agir no mundo, o companheiro Marcos Brito falou sobre o trabalho da Caritas, sensível a essa questão dessas e outras violentações institucionais:

Sou Marcos Brito, faço parte do fórum do orçamento público do fórum da arquidiocese de Manaus, na Caritas, tenho atuação na igreja católica no bairro de Petrópolis na igreja São Pedro, e a gente também faz um acompanhamento no Programa Social e Ambiental nos Igarapés de Manaus, onde tivemos uma atuação direta no igarapé da Cachoeirinha. Uma das coisas que eu acho importante nós salientarmos é que nós achamos que o projeto é importante, fazer a revitalização dos igarapés, tratar com seriedade esta problemática que hoje atinge a nossa cidade é fundamental. Mas nós discordamos do método que está sendo usado pelo governo do Estado. Primeiro que o projeto diz que tem que haver a participação popular e esta participação popular quando alguém discorda da metodologia que o governo está atuando, que metodologia é essa: ficar surdo para as propostas comunitárias. Tipo, se a gente acha que deveria ter a construção de casas lá no igarapé da Cachoeirinha, onde tem espaço pra construir casas, mas para o governo nós observamos que não é interessante que a comunidade organizada, onde passou dez anos lutando pelo saneamento do igarapé, que conseguiram fazer manifestações, inclusive aprovar recursos no orçamento da prefeitura para começar os projetos. Não interessa a comunidade organizada até este ponto para o governo, para nenhum governo. Então, por este motivo, houve uma perseguição muito grande e quando a gente falava que era importante a comunidade estar presente, dizendo onde deveria ser a construção de suas casas e de que forma deveriam ser construídas as suas casas, o governo simplesmente retirou todas as famílias do leito do igarapé da Cachoeirinha, principalmente da comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que fica na margem do igarapé, do lado esquerdo do centro bairro onde fica a paróquia de São Pedro. Então, essas observações, por exemplo, sobre o remanejamento do valor das indenizações, que hoje está defasado e muito, porque em 2005 eram 21 mil reais, passaram três anos e continuam o mesmo valor. Então onde você compra uma casa na zona sul de Manaus com 21 mil reais? É impossível. Você, talvez, ainda encontre na periferia e ainda no leito dos igarapés e na maioria das casas não têm toda a documentação legal completa e inclusive não pode haver negociação entre o governo, a população e os corretores, não existe isso. Mas o que está acontecendo é que estão comprando casas, como o caso da D. Marilda. Inclusive os vizinhos dela falam que esta casa já estava há muito tempo para ser vendida pelo valor de 10 mil reais. Para o governo do Estado o que acontece? A casa vale 21 mil reais. Então quem ganha com isso? É importante a comunidade sonhar com uma casa digna, mas como, se ela está sendo enganada no momento da compra de sua casa? Então são estas as observações que nós devemos fazer aqui, porque na nossa concepção de movimento social não existe este diálogo. O governo do Estado aprovou o Prosamim dois. Vai vir mais de 200 milhões de reais novamente para a continuação desse projeto. A própria assistente social, que foi morar com os moradores, assumiu, na assembléia com os moradores que houve erros no Prosamim 1. Estes problemas: a falta de diálogo, a compra de casas com o valor super faturado, a compra de casas dentro dos leitos de outros igarapés. Como fica a dignidade das pessoas no momento em que elas vão ter as suas casas. Elas são enganadas. Então, são estes descontentamentos que nós achamos que não devem existir, mas que o projeto é importante ele é e que ele funcione de fato. Cadê o tratamento de esgoto que ia ser feito nos igarapés? Nessa área aqui poderia ser construído uma área de referência de moradia popular para as comunidades, mas o que você vê desse lado são os grandes empreendimentos e do outro lado você vê como é a realidade, uma quantidade muito densa de pessoas morando aqui, agora o mínimo que essas pessoas moram aqui são 20, 30, 40 anos e vão tirá-los daqui. E a teias social que o projeto defenede? Tudo isso está sendo desrespeitado. O governo está pecando e se não houver de fato a participação Ada comunidade isto será um erro histórico para nós. Nós temos a leitura de que o governo do estado tem um orçamento de mais de 6 bilhões de reais, para ser gasto por ano. E, no momento em que se for fazer um trabalho de infra estrutura na cidade, tem que fazer estes grandes empréstimos e nós vamos ter que pagar isso e com juros altíssimos, porque o banco nunca perde, quem perde é a sociedade.

Aqui, Zé Ricardo (à esquerda) e a afinada Katiane e o companheiro Francisco Loedens, do CIMI, que conversou conosco no Pré-Grito na Cidade Nova sobre a questão da Raposa Serra do Sol e o trabalho do órgão.

Ao final, o companheiro Ribamar Oliveira,da Caritas, fez uma avaliação do Grito d@s Excluíd@s deste ano de 2008 enquanto um encontro de todas as lutas democráticas que estão sendo realizadas por pessoas e organizações em todos os pontos de Manaus:

A atividade é colocada de forma diferente. Os militares vêm em forma de fila, o Grito vem em forma de multidão, no coletivo, tentando produzir uma cultura diferente, que é a cultura da coletividade da participação popular. Por isso o Grito vem resgatando todas essas iniciativas que já foram presentes em outras décadas, 70, 80 era muito presente a luta dos sindicatos e dos trabalhadores. Agora, essa luta, ela perpassa por outro momento histórico que é justamente a participação da população em massa. A gente não esperava assim que desse grandes massas, porque o Grito também não é voltado na perspectiva de deslumbrar que toda a população de Manaus vai no dia 7 de setembro para participar de uma alternativa como esta, mas passo a passo a gente vai construindo este processo. Na visão da coordenação, o movimento tá se reafirmando novamente. A gente teve num período aí de repensar a caminhada, essa nova temática de participação popular traz um novo momento em que o movimento está se rearticulando novamente. Na surdina que estava calado parte para um novo grito. O importante de todo este processo é que este é o 14º Grito; se a gente pensar há 14 anos atrás era só a igreja que puxava, aliás, um setor da igreja que puxava, que era o setor chamado de progressista. A gente vê outros companheiros envolvidos que não são ligados ao setor pastoral e têm outras perspectivas. E isso vai reforçando a luta. Quer dizer, hoje o Grito já não é puxado pela igreja católica, você tem os sindicatos, os movimentos sociais, os movimentos populares nessa manifestação. Algo que fica marcado é como dar continuidade neste processo. Por exemplo, fica presente pra mim o caso da Raposa Serra do Sol, que é uma luta que tem que continuar. Ontem eu fiquei abismado quando vi num carro um adesivo, acho que era carro de militar, que dizia: “Eu sou dos teus, general Heleno. Apoio a tua causa”. Quer dizer, a gente percebe que, se de um lado o poder militar, as forças do sistema estão se preparando,  por outro lado o movimento tem que começar a mostrar a cara também. A gente pensa um pouco em uma avaliação contínua…

Clique aqui para ir para o 15º Grito dos Excluíd@s.

PRÉ-GRITO D@S EXCLUÍD@S DA ZONA NORTE: UMA FESTA DA DEMOCRACIA

Foi na Cidade Nova, bola do núcleo 08, no dia 04 passado, que o pessoal do setor 09 do Grito d@s Excluíd@s fez o seu pré-festejo, preparação para o grito manoniquim, que será amanhã.

Numa concentração festiva, os animadores iam colocando as pautas, chamando os nomes dos amigos de luta, aliados na exclusão do sistema capitalista, que, embora não estejam mais entre os chamados vivos, vivos estão, muito mais que muitos que andam por aí, pela produções intempestivas e pelo rastro intensivo de ação afirmativa que deixaram.

Após a bela abertura, todos de mãos dadas, foram convidados a se aproximar, para ouvir um relato da situação dos povos nativos, que disputam com o capital financeiro internacional, através dos arrozeiros e do governo estadual de Roraima, as terras da Raposa Serra do Sol. Diretamente do local do confronto, o companheiro Francisco Loedens, do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) falou a este Bloguinho e a todos os presentes sobre a luta que desempenham junto às etnias que vivem na terra.

Francisco Loedens - CIMI

Francisco Loedens – CIMI

O CIMI está envolvido no apoio à luta dos povos indígenas, pela garantia do direito territorial dos povos da Raposa Terra do Sol, e tem acompanhado esta luta desde há 30 anos que estes povos Macuxi, Wapichana, Taurepang, Ingarikó e Patamona estão tentando retomar a terra que lhes foi tomada pelos fazendeiros. É uma luta de muito tempo, e marcada pela violência contra estes povos, muitas lideranças indígenas foram assassinadas durante este tempo, tiveram casas queimadas, roças destruídas, que é a sua forma tradicional de economia, mas eles persistiram na luta e quando achavam que finalmente tinham conquistado esta terra, com a demarcação feita pelo governo federal, inclusive com a terra sendo homologada, registrada em cartório, no patrimônio da União, os setores vinculados ao agronegócio, com seus aliados no governo do Estado de Roraima moveram uma ação no STF que colocou em xeque este direito conquistado. E essa foi a ação popular que começou a ser julgada agora e ela tem uma importância muito grande porque na eventualidade do Supremo julgar contra os índios de Roraima, ele vulnerabiliza o direito federal dos índios no país inteiro. Então, tanto os povos indígenas de Roraima quanto os de todo o país, os setores populares, têm se juntado a esta luta dada a sua importância histórica neste momento, para o futuro destes 235 povos existentes no país.

O CIMI está presente em diferentes povos indígenas do país inteiro, e também aqui na Amazônia, e sobretudo desenvolve atividades que favoreçam o protagonismo indígena, a consolidação dos direitos e neste sentido tem trabalhado muito a questão da formação, especialmente a formação política para que os povos indígenas possam ter elementos para inclusive de forma crítica se relacionarem com a sociedade brasileira e afirmarem o seu direito neste contexto. Então o trabalho do CIMI tem focado muito esta questão de poder estar levando informações, se valendo inclusive às vezes do papel de tradutor cultural junto a estes povos para que eles possam se situar no contexto da realidade brasileira, e desta forma reverter esta situação de exclusão histórica a que eles foram submetidos”.

Em seguida à fala do companheiro Francisco Loedens, a moçada da AFIN fez uma apresentação de alguns quadros do vetor do Teatro Maquínico “À Procura de Um Candidato”.

Após a festa democrática, os participantes efetivaram uma caminhada pela Avenida Noel Nutels, que terminou próximo à paróquia de São Pedro, na Cidade Nova I.

E NÃO SE EXCLUA…

14o GRITO D@S EXCLUÍD@S

MANAUS

07 DE SETEMBRO DE 2008

A PARTIR DAS 08:00H

MANAUS MODERNA

(EM FRENTE À IGREJA DOS REMÉDIOS)

O GRITO DOS INCLUÍDOS

O Grito dos Excluídos é uma produção da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) conjuntamente com grupos de base e entidades envolvidas com as análises das condições econômicas e sociais dos menos atingidos pelas políticas sociais do estado. Aqueles que em razão da conjuntura social estão excluídos dos seus direitos constitucionais. As classes onde não chegam emprego, moradia, saúde, escola, saneamento, transporte coletivo digno, segurança, etc. Sua prática de visibilidade social ocorria no 7 de setembro, logo após os desfiles militares e escolares, para que o público presente percebesse esta realidade econômica e social e então fizesse uma reflexão sobre o conceito de independência. Com o passar dos anos o GE se desligou dos desfiles e seguiu seu próprio itinerário, bradando seu grito nos bairros pobres. Sempre com a presença dos religiosos, representantes das comunidades e, de quebra, um espécime raro: o “indignado político”. Ou melhor: o parlamentar, o candidato, ou o pretendente a cargo oficial que viam no GE uma grande catapulta para preservar e atingir seus fins, posando de engajados na luta contra a miséria. Por tal, se tomavam também como excluídos. Hoje, compondo o único partido que materializa a força dos governos municipal e estadual, cujas políticas públicas são contrárias às necessidades da maior parte da população, já não gritam mais como excluídos. Gritam, seguros e bem nutridos, como incluídos no corpo que sempre objetivaram: a ilusão do poder. Daí que a presença deles no dia 7, a data do evento, na Zona Leste, ecoará como o grito do escárnio contra a ética/democrática dos que continuam excluídos como sujeitos/sujeitados pelo irracional. O que não é cristão.

O GRITO DOS EXCLUÍDOS

Conforme noticiado aqui neste bloguinho, a consulta popular sobre a anulação do leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce já começou, e vai até o dia 07 de setembro. Em contato com a Cáritas Manaus, uma das entidades organizadoras da consulta, fomos informados dos locais onde se pode votar ou pedir informações sobre a votação. Segue a lista abaixo, por zona:

Norte:

  • Área Missionária São Francisco – (3638-0663)
  • Comunidade Nossa Senhora das Graças – (8171-0225)
  • Comitê Social Santa Etelvina – (3667-3619)
  • Mov. Comunitário Vida e Esperança – (3646-6656)
  • Área Missionária Santa Mônica – (8121-1372)
  • Área Missionária Santa Helena – (8121-1372)
  • Área Missionária Monte das Oliveiras – (3228-6314)
  • Área Missionária Tarumã – (9137-1967)
  • Comunidade Cristo Ressuscitado – (3221-8839)
  • Comunidade São Paulo – (3223-3067)
  • Escola Política e Fé – Setor 9 – (3645-3958)
  • Área Missionária Santa Clara – (3634-0350)
  • Área Missionária São Paulo Apóstolo – (3667-5613)

Sul:

  • Paróquia Santíssima Trindade – (9621-5944)
  • Par. Santa Catarina de Sena – (3611-0116)
  • Par. Imaculado Coração de Maria – (3624-3410)
  • São Francisco de Assis – (3611-4606)
  • Par. Santa Rita de Cássia – (3233-0066)

Oeste:

  • Área Missionária da Ponta Negra – (3238-0912)
  • Par. São Vicente de Paulo – (3671-0743)
  • Com. Divino Espírito Santo – (3673-0607)

Centro-Oeste:

  • Par. Nossa Senhora das Dores – (3651-4385)

Leste:

  • Comitê Social Jorge Teixeira – (3584-0457)
  • Área Missionária Zumbi / Armando Mendes – (9985-5749)
  • Musa – (9174-3957)
  • Área Missionária Tancredo Neves – (3682-6649)
  • Área Missionária Cidade de Deus – (9104-1999)

Além das urnas por zona, haverá ainda nos seguintes locais: Pastoral Indígena, Pastoral do Menor, CONLUTAS, UFAM, CUT e Talher. Qualquer informação pode ser adquirida com a companheira Francy Jr, da Cáritas, pelos telefones 8171-0229 ou 3234-9465.

GRITO DOS EXCLUÍDOS: o grito deste ano está previsto para acontecer no próximo dia 07, a partir das 15 horas, na Avenida Itaúba, na zona Leste de Manaus.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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