Archive for the 'Hip-Hop' Category

FLÁVIO RENEGADO MOSTRA QUE O HOMEM NÃO É “COISAS DESSE TIPO”

O homem é um ser biológico, sensorial e racional. Como ser biológico ele tem necessidades como comer, beber, habitar, se locomover, dormir, ter prazer. Os elementos das satisfações dessas necessidades encontram-se fora. É fora de si que se encontram, por exemplo, a comida e a água. No início de sua existência esses elementos encontravam-se logo ali, à sua disposição, mas com complexidade de uma sociedade estratificada, essa relação como o mundo exterior mudou.

O homem precisou entrar em um mundo de trabalho assalariado para poder adquirir os elementos de suas satisfações através do dinheiro. O que significa dizer que é com seu salário que ele se mantém vivo. Assim, dependendo do tipo de governo de um país, esse homem-trabalhador pode ou não ter suas necessidades satisfeitas de maneira natural, razoável ou desumana. É a sociedade, sob as determinações governamentais, que pode fornecer ao homem suas possibilidades de vida biológica, sensorial e racional.

Em um governo embrutecedor, que oprime com suas normas econômicas e políticas o homem, a sensibilidade e a razão são frontalmente atacadas forçando a insensibilidade e irracionalidade social. Com fome, com sede, sem habitação e sem prazer o homem tem sua potência de agir diminuída, já afirmavam os filósofos Spinoza e Marx. Quanto mais o homem sofre, mais ele padece e é atrofiado.

 É por esta razão óbvia, que em tempo de eleição o eleitor tem que ter atenção e capacidade de discernimento político-social para saber escolher em qual candidata ou candidato votar. Porque, mesmo sendo o voto individual, ele é , em verdade, a opinião política social do eleitor. Ou seja, ele expressa o corpo, os sentidos e a razão do eleitor. Escolher um candidato que é contra as satisfações do homem, é ser contra o homem e confirmar a brutalidade em que esse eleitor se encontra. O que significa dizer que ele vota infeliz querendo que a sociedade em si, seja também infeliz.

Pois bem, o candidato ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga, do partido representante maior das direitas, PSDB, em conversa com seus pares, se referiu aos índios, negros, movimentos sociais, LBGT, juventude, minorias, como “coisas desse tipo”.

“Vamos ter um encontro com alguns setores específicos, juventude, algumas minorias, negros, índios, coisas desse tipo”.

Ora, coisa, que no latim significa res, representa os objetos, e tipo representa uma identidade dos objetos catalogados, sem ação. Objetos e tipos são corpos manipuláveis, Não tem voz-ativa. Uma pedra. Exemplo nas relações sociais e políticas, os sujeitos-objetos-coisas que só respondem à semiótica de consumo do capitalismo, como os que são replicantes dos meios de comunicação de massa, como a Rede Globo.

Como o artista antes de ser artista é homem e tem suas necessidades a serem satisfeitas, o compositor e cantor Flávio Renegado, foi em cima e realizou a análise do enunciado embrutecedor do candidato Pimenta da Veiga. Ouça, veja e analise o vídeo.

Mutirão Hip-hop Rua produz encontro para criação de Manaus

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Manaus é uma não-cidade devido a forma em que os (des)governantes se apropriam do estado como extensão de suas famílias, que constantemente permanecem governando através do poder econômico.

Porém estes (des)governantes não possuem força nenhuma sobre a potência produtora do povo quando este decide se unir para se expressar e produzir formas de relações libertadoras.

Foi isto que aconteceu no último domingo na rua ao lado do Arar do Bairro do Mutirão (Zona Leste) quando diversos movimentos e expressões como produtores culturais, grafiteiros, DJs, MCs, B-boys e B-girls, skatistas e muita gente ativa se reuniu para engendrar um encontro da arte de rua e da cultura hip-hop.

IMG_5262Organizado pelas ativistas do MariaM – Movimento Ari-Poriá Ativistas de Manaus e pelo companheiro Maranhão, o evento contou com mais de 200 presentes, começando as 14 horas e indo até o fim da noite. Nosso bloguinho esteve presente conversando com as organizadoras e aproveitando para trocar uma ideia com a integrante do grupo, Rose:

“O Coletivo Marian foi criado em 2005 com a junção de doze garotas, onde cada uma representava os quatro elementos do hip-hop: tinha as grafiteiras, as DJs, no caso eram duas na época, as MCs e as B-girl. Com isto resolvemos montar este coletivo para tentar dar visibilidade às mulheres dentro da cultura hip-hop que na época era vista só por homens, a mulher não tinha espaço no hip-hop. Hoje em dia, com a volta do coletivo somos oito e não lutamos só pelo espaço da mulher, mas para levantar o hip-hop em si em Manaus. Por que quando fazia eventos era ou só grafite, ou só break, ou só MC e por isto estamos querendo voltar com eventos para levantar os quatro elementos: b-girls, grafite, MCs e DJs. E este evento hoje foi para mostra que em Manaus o rap é muito visado, ele é amplo e queremos unir os quatro elementos com força total. E buscamos que as pessoas vejam que no Amazonas e principalmente em Manaus, os grupos de rap são muito bons, assim como tem muito grafiteiro bom mesmo não tendo muito espaço para eles. A gente convidou 11 grafiteiros para pintar, mas só apareceram cinco, o resto foi o pessoal que veio com seu material na possibilidade de ter espaço pra eles pintarem e a arte deles é bonita. Grafite não é marginalização, é rua e queremos mostrar que na rua tem arte, que no rap tem poesia. Por isto não é só mostrar que o Marian tá voltando mas unir os quatro elementos. É a união pois somos uma família, e a rua junta a gente nesta família que a gente quer esclarecer” Rose do MariaM

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Desde cedo a moçada do grafite e do bomb colou junto aproveitando a tela cabulosa que o muro do Arar propicia e mandaram seus traços esquizos, mostrando que a arte de Rua tem valor.

A produção do grafite atravessou a noite e contou com artistas de rua de ótima qualidade que mostraram que Manaus produz arte no grafite que é tão boa como em outros cantos. Alguns grafiteiros da antiga estiveram presentes também para prestigiar e acompanhar a moçada que está chegando.

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Grafite do companheiro Mega já finalizado

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E como o movimento foi organizado para mostrar que o grafite feminino possui uma potência singular e tem um impacto muito mais transformador, houve a presença de diversas grafiteiras como Kisy, Ami, Anie, Rosa etc.

Conversamos com a grafiteira Ana Paula que aparece na foto acima junto a seu cachorrinho grafitado dedicado a seu filho Iago nos falou um pouco sobre a importância do evento e da união da moçada do hip-hop.

“O evento aqui do Mutirão está sendo um grande espaço como sempre. Todo evento aqui é uma grande porta aberta pra arte de rua, pro grafite, pro bomb, pro rap, DJ, mc, break. Espero que continue acontecendo mais eventos que possam abrir mais portas para gente poder demonstrar nosso trabalho, o que a gente é capaz. Falam que o grafite é uma arte vandal, é uma arte proibida, mas não, se a pessoa parar pra perceber os grandes pintores usavam as telas e a gente usa o muro pra expor nossos trabalhos. Continue, vandalismo, grafite e é nós.” Ana Paula

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E a festa foi rolando com a presença de diversos DJs Sanci, Carapanã, Bené que mandaram um som para a moçada que trazia toda a cultura de rua com o rap e similares. O som das quebradas foi juntando toda família que logo

E teve o som do rap de Angola, de Manaus, do Nordeste e de todo o Brasil que saia das caixas pelos dedos nas pickups e equipamentos dos DJs.

E no fim da tarde começaram a rolar as apresentações do rap manauara com a moçada da Renúncia Pessoal, Reação MC (foto Abaixo) e Conexão Zona Norte.

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Nosso bloguinho conversou com a moçada do Conexão Zona Norte, grupo formado por Bira M.C., Base M.C., Nego Rasta, Blaster e Dj Sanci. Eles mandaram um grande salve a toda moçada do hip-hop e rap de Manaus, contando sobre a sua história e sobre o evento.

“Há 4 anos, em 2008/2009 a gente entrou no rap para resgatar a cultura de rua e a gente acabou gostando. Quem começou a parada do Conexão foi o MC Bira e o Base. Estamos aqui pra mandar um salve para toda rapaziada, é o Conexão Zona Norte, Mutirão, Cidade Nova, Fronteira com a Zona Leste. É uma satisfação estar colando junto com vocês da Afin e fortalecendo a cultura hip-hop para que não perca a essência, por que a cultura hip-hop sempre está presente na periferia junto com todo mundo daqui: o tiozinho da padaria, o borracheiro e toda esta rapaziada, por que a cultura hip-hop veio da rua e sempre vai ser da rua. Por isto este evento mostra a união de toda rapaziada da rua. Salve! Nosso som é bem quebrada mesmo, é periferia, skate, bomb, grafite, adrenalina. Hoje vamos mandar som, rima de rua 100 porcento original, rima canibal aqui da capital, rap nacional direto de Manaus pra vocês. Pra terminar salve toda moçada do movimento hip-hop de Manaus e que esta mensagem chegue a outros estados e que aqui a cultura hip-hop ta muito forte, principalmente o rap que está fortalecendo e esperamos que pelo contato da rapaziada chegue até vocês.”Conexão Zona Norte

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Encontramos ainda o Mano Sinoé (a esquerda da foto) que participou de toda a construção do bairro do Mutirão e do movimento Hip-Hop no Mutirão e na Zona Leste. Ele contou uma parte desta história e sobre o Mutirão Hip-Hop Rua.

“Aqui no Mutirão não era asfaltado era só barro, a gente ia pegar ônibus no sexto batalhão.O Mutirão tem mais de 20 anos de história e cresci junto com os manos aqui que estão envolvido com o movimento Hip-Hop e seus elementos que começamos fazendo aqui no Mutirão. A gente não tinha espaço mas no Arar a Dona Anália e o Braguinha deu um grande apoio. Na época era o Mano Vagner, Cabeça, o Mano Cross, o Mano David, o Base, Igor Cabeça, o Bruno, o Mano Rasta, Mano Azul, Mano Deri, Mano Bira, Baron, o David Down, o Mano Bill, Mano Pulga, e muitos moleques daqui mesmo como Mococa, o Cabecinha, todos formamos uma família. Nós fizemos um projeto em 2001, entregamos pra Dona Anália , foi aprovado o projeto no planejamento do Arar e fizemos o primeiro Exporua dentro do Arar. Aí liberaram pra nós seis microsistens pra sortearmos, liberou tinta, jogo de cama, brinquedo, boneca pra criança. Foi um projeto de interação, mobilização e consciência através da arte, música e do esporte. A gente já teve professor de basquete de rua, a bike, skate, inline, hip-hop com os b-boys e fizemos o 1º Exporua. Até igrejas vieram apresentar teatro. Quem colou com nós e não podemos esquecer: Mano Fino que não cobrou nada e trouxe a aparelhagem, o Mano D12 que pediu pra divulgar seu trabalho e muitos outros. Este projeto continuou todos os dias pois tínhamos uma família, juntou muita gente para aula de rap com o Mano Cross e Mano Vagner, o pessoal da Igreja Católica com a Periferia Ativa, tinha aula de grafite, arte no pano, arte na cerâmica, atividade que existe até hoje na Igreja Católica Nossa Senhora da Conceição. Ai a moçada do rap começou a aparecer. O Reação MC e Conexão Zona Norte foram pra França, passaram em Roma.Hoje está tendo um evento inédito muito especial que ta reunindo gente que está na rua faz muitos anos e que tem que parabenizar pois muitos deles saíram do nada e deu a volta por cima” Mano Sinoé

E este encontro da família Hip-hop manauara varou a noite trazendo muita alegria e união a toda a arte de rua que se fortaleceu com mais uma produção.

No próximo fim de semana o Hip-Hop de Manaus continua com dois eventos: No sábado a moçada do Grafite vai estar reunida pelo Alvorada em um grande encontro e no domingo acontece a Batalha de Hip-hop [Break] da Juventude do MHM no Centro de convivência (ARAR) do Mutirão a partir do meio-dia.

No dia 29 de dezembro haverá ainda a 2a Edição da Batalha de Fim de ano que ocorrerá no CDC do Coroado 3 com entrada a 5 reais. No mesmo dia 29 haverá das 9 às 17 horas o 165 Graffiti Action no Muro do Residencial Cruzeiro do Sul, beirando a Av. Das Torres no bairro Águas Claras com presença de moçada de responsa como Audio, Broly, Blur, Godo, Izy, Lobão, Mafia, Paradise, Radar, Tina e muitos outros. Quiser uma tela esperta é só colar.

MANO BROWN, VOCALISTA DOS RACIONAIS MC’S, EM SHOW, CRITICOU A GESTÃO KASSAB E PEDIU PARA NÃO VOTAREM EM SERRA

O rapper Mano Brown, vocalista da engajada banda dos guetos e urbes socialites, Racionais Mc’s, durante show na capital de São Paulo não segurou seu tino reflexivamente político/social e fez um contundente depoimento contra a triste situação em que se encontra a capital paulista produzida pelo prefeito que há sete anos tomou conta da cidade e transformou em um verdadeiro viveiro de sofrimento. Brown criticou veemente a ausência de uma política de habitação e a forma como são feitas as desapropriações usando a polícia contra os pobres moradores.

O rapper pediu para população não votar em Serra que representa o que há de atraso no estado de São Paulo. Ele lembrou da promessa que Serra fez ao se candidatar prefeito e que iria até o fim do mandato, mas depois largou para se candidatar ao governo do estado e deixou Kassab em seu lugar.                    

“Ouvi falar que serão 12 mil desapropriações até o final do mandato. Sem lugar para essas pessoas morarem, que não é um plano desse governo e dessa prefeitura que está aí. O ser humano para eles é um mero detalhe, o importante são as máquinas, computadores ruas. Porque não é o povo deles que está aqui, que vai ser despejado e morar na rua.

O bisavô e tataravô deles foram os mesmos que escravizaram os nossos bisavôs e tataravôs. Isso é uma coisa que vem perpetuando. Já ouviu falar de cadeia perpétua? Que não acaba nunca? É Isso.

Na próxima eleição, preste atenção. Porque eu tombei vários irmãos votando no Serra. O Serra passou o cabo pro Kassab direto e ele está fazendo essa merda aí. É o Brown que está falando, viu Kassab. Não é o rap não. Vem em mim”, mandou ver o Mano. 

HIP-HOP AFIN NUM BREAK KINEMASÓFICO

Como vêm ocorrendo há um mês o espaço do cinema Kinemasófico se juntou com o Break do Hip-hop produzido por algumas crianças do Novo Aleixo, que organizaram um torneio de Break afinado. B’boys e B’girls que durante todo o mês de março estiveram disputando a eliminatória desta vez estavam na grande final. As duas duplas do crew que disputaram foram Maiconardo (Maicon e Eduardo) e Willian Júnior. Mas antes da competição a criançada curtiu o cinema

A LENDA DO VENTO NORTE

Título Original: La leyenda del viento del Norte
Ano: 1992
Diretores: Maite Ruiz de Austri, Carlos Varela
País: Espanha
Duração : 69 minutos
Sinopse (Resumo da História do Filme) : Duas crianças embarcam clandestinamente em um barco de caçadores de baleia. Durante a viagem, descobrem a dura realidade desde grandes animais e fazem de tudo para salvá-las. Porém eles correrão grande perigo pois um homem muito mau e poderoso se encontra no navio. Mas eles encontrarão um povo que vive recluso de quem pedem ajudas. Conseguirão eles salvar as baleias e acabar com a caça?
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Após o fim do cinema, as duplas se aqueceram e entraram na roda para a grande final. Apresentadas para o público as duplas começaram a dança break e mostraram que o estudo e dedicação à arte do hip-hop vale a pena.

Acima vemos algumas fotos da apresentação da dupla Maicon Douglas e Eduardo que esbanjaram muita técnica e habilidade em seus passos. Porém a dupla William-Junior também não ficou pra traz mostrando em sua coreografia em provocação a outra dupla, como podemos ver abaixo.

E a competição foi esquentando a cada apresentação que se alternava e o nível ficava cada vez melhor. Aos poucos as duplas foram introduzindo novos movimentos fervilhando a comunidade toda que estava presente. Palmas pra que te quero…

E após a disputa o B’boy que treina o Crew elogiou o empenho de todos os garotos que participaram do torneio, e disse que são muito talentosos tendo um grande caminho na dança break… Porém ele também caiu na roda e mostrou sua habilidade e prática para todos recebendo muitos aplausos.

Chegou então a hora da votação. O público presente estava muito entusiasmado com os concorrentes o juri popular decidiu por empate. Então o juri técnico formado por professores, alguns dançarinos e pais presentes decidiu os vitoriosos: a dupla Willian e (Anderson) Junior que ganharam dois pares de tênis e um kit hip-hop. O segundo lugar também recebeu um kit hip-hop e uma calça de break.

E para repor as energias todas crianças receberam as tradicionais pipocas salgada e doce seguidas de um delicioso e nutritivo bolo de cenoura tradicional da Afin. E enquanto for produzida a alegria nunca acaba esta noite a festa continua hoje a noite com a festa de Judas.

VIDEO NOVO FORTALECE LA

“REGGAE-RAGGA-REP”: O BONDE NÃO PARA!!!

Clique para ampliar.

Para a irmandade rasta-black que curte o reggae, o rep, o hip-hop, eis o evento que ocorrerá amanhã (12), a partir das 21h, próximo à bola do 23 (Cidade Nova – Manaus), numa realização da Vira Lata H² Produções.

http://pt.netlog.com/dennyrapper/

HIP HOP MINHA VIDA!

Sábado, 06 de Março de 2010 às 23:30 na Hole Club (R. Augusta, 2203) acontece o inicio das gravações do Documentário Hip Hop MinhaVida, durante a festa Quilombo Hip Hop Party. A Quilombo Hip Hop Party, se destacou no ano de 2009 por inovar usando sistema de vídeo interativo no palco, e por apresentar atrações de grande porte como Mv Bill e o Raper Americano Afu – Ra. Tornando – se uma das grandes festas de Hip Hop em São Paulo.

Na primeira edição da festa em 2010, serão captados depoimentos de Artistas e do Publico, que nos dirão como o Hip Hop influenciou suas vidas. È importante reforçar que no documentário, a participação do Publico será bem destacada, pois são pessoas comuns que movimentam a cena hoje em dia.

No dia  Dj King  promete surpresas no palco, apresentando musicas nacionais inéditas, e apresentações especiais!!!

Participações de: Edy Rock, Kamau, Sandrão, Emicida, Thaide, Rincon Sapiência,Thig, Fernandinho Beat Box E DJ Cia.

Uma ótima oportunidade de conhecer a festa, porque quem conhece não vai perder.

Elas: R$10,00

Eles: R$ 15,00 (R$ 12,00 com flyer)

Djs Mf, Kefing e King

www.quilombohiphop.com.br

PRÉ-GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS 2009

O centro de Manaus, nos arredores do relógio municipal, ficou pequeno para a alegria dos movimentos sociais de Manaus ontem, 25 de agosto. Era ali que se compunha o Pré-Grito dos Excluídos e Excluídas de 2009.


O encontro veio promover a Carta Aberta à População, organizada e elaborada pela Arquidiocese de Manaus, Pastorais Sociais, Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, Cáritas Arquidiocesana, Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, Fórum pela Ética e Políticas Públicas, MCVE, MOCOCI, Rede de Educação Cidadã, Comitê Social, Movimento Fé e Política, Casa Mamãe Margarida, CEBI, CARMA, CPT, AMAFLORA, Marcha Mundial Pela Paz e Não Violência, AGNLBTT, Escolas e Fórum Fé e Política, Rádio Comunitária “A Voz das Comunidades”, CUT e FOPAAM.


A carta aborda problemas bem conhecidos da população amazonense, e cobra sua resolução através de políticas públicas que contemplem o acesso aos serviços básicos à população mais pobre. Em sintonia com os acontecimentos de uma cidade sem prefeito e cujos governantes são especialistas em criar armadilhas antidemocráticas para o povo, os movimentos sociais elegeram cinco grandes temáticas que foram abordadas na carta e, em linhas gerais, foram discutidas nesse belíssimo encontro:


Transporte Coletivo: a luta dos estudantes contra o fim da meia-passagem, o aumento abusivo do preço da passagem, o fim da integração temporal, a precariedade do serviço e a submissão do poder público ao empresariado (e a campanha contra o vírus IMTU/Sinetram deste bloguinho transitando entre os manifestantes).

Porto das Lajes: o posicionamento contrário à construção do porto das lajes, empreendimento social e ambientalmente insustentável, já que trará prejuízos à comunidade da Colônia Antonio Aleixo e ao encontro das águas. Os movimentos sociais não são contra a construção de novos empreendimentos de captação de água, mas se posicionam contrariamente à degradação social e ambiental que este projeto trará.

Saúde Pública: a piora no quadro de oferta de serviços da saúde pública, com a dificuldade na marcação de exames, o acesso a medicamentos, o mau atendimento, a sistematização terrorista e a tendência privatista da medicina de mercado.

Corrupção: a prefeitura sub judice, as relações entre a justiça e os poderes executivo e legislativo, a atuação do CNJ evidenciando o quadro grave da justiça amazonense, o caso Wallace Souza, a submissão do executivo estadual ao governador e o municipal ao prefeito.

Água – Bem Comum: a falta de água na cidade de Manaus, a privatização e a ineficácia no gerenciamento do sistema de distribuição,

clique aqui (Parte 1 e Parte 2) para baixar a carta em formato PDF.

O NEGRO COMO A COR DA LUTA


Longe do simbolismo mórbido que associa a cor preta à morte e ao lúgubre, os movimentos organizadores do pré-grito estenderam duas grandes faixas de tecido em cor negra no chão.

Em seguida, convidaram as pessoas que iam passando, e que se juntavam à festa democrática que ali ocorria, para que expusessem, através da pixação no pano preto, mensagens e palavras que chamassem a população à movimentar-se contra as forças reacionárias que impedem o estabelecimento de Manaus como cidade justa e democrática.



Neste sentido, a pixação incorpora a sua potência política de manifestação expontânea, discurso sem emissor determinado, que enuncia sem ser capturado pelas forças e pela ordem despótica de uma linguagem classificadora e rotuladora. Os pixadores, neste aspecto, são so revolucionários que apontam a inexistência da cidade como organismo em movimento intensivo.

Foi então que os animadores Moisés Aragão e Franci Júnior convidaram os participantes a cantar a música “Renovação”, de Candinho e Inês.

É hora de jogar as coisas velhas,

fora desse quarto,

Tomar nas mãos o leme desse barco,

Sair da tempestade, pôr ordem no tempo,

Sair de contra o vento e, cheio de vontade,

Sair desses porões e cantar ao céu, de

novo;

A voz já não aguenta e o peito já não cabe mais.

.

É hora de tomar nas mãos de novo a nossa geografia,

Pintar de liberdade o verde deste mapa,

Contar de novo a história como há muito tempo

Já não se ouve mais nem se contou verdade,

Bater na mesma nota e na mesma canção,

Cantar de braços dados, levantar a mão.

.

Canta, coração,

Por esta voz que canta em mim,

Esse desejo sem medida e paciência,

Quase já desesperado de esperar

Todo esse tempo e, esse grito

Sufocando a garganta sem parar

.

Canta, coração,

Por esta voz que canta em mim,

Esse desejo sem medida e paciência,

Quase já desesperado de esperar

Todo esse tempo e, esse grito

Sufocando a garganta sem sair.

.

Após a música, as pessoas se reuniram ao redor do relógio municipal. Ali, teatralmente, o relógio seria “vendado”, representando a cegueira da cidade para seus males, a desinformação da população da qual se aproveitam políticos exploradores e cultuadores da dor e da miséria social.


O relógio municipal foi coberto pelo manto negro, onde estavam escritos os dizeres de todas as pessoas que antes se manifestaram através da pixação. No momento em que os voluntários cobriam o relógio, uma pessoa que se identificou como administrador do monumento ameaçou chamar a polícia para impedir o ato, e foi lembrado por uma manifestante de que aquele monumento só existia por conta do povo que ali estava e era mantido pelo dinheiro das pessoas que ali se manifestavam.



Logo em seguida, representando o abrir de olhos da população diante dos problemas da cidade, completando a encenação, os voluntários retiraram o pano do “olho” do relógio. Daí o microfone ficou aberto para as demandas da população e dos movimentos sociais.



Daí se manifestaram sem-teto, a moçada do hip-hop que usa a batida do rap para desestabilizar o sistema, membros de associações de gênero, cidadãos, loucos, dentre muitos.

O companheiro Praciano aproveitou a deixa para convocar os movimentos sociais de Manaus a participar da campanha pela redução da jornada de trabalho, citando o exemplo do Pólo Industrial de Manaus, cujo crescimento dos lucros foi infinitamente maior do que o crecimento da oferta de emprego. Hoje, segundo o companheiro Praça, o trabalhador do PIM paga, com o seu trabalho gerando lucro, todos os encargos com salário e encargos trabalhistas que o patrão tem com ele durante o ano inteiro, trabalhando apenas uma semana. Praciano informou ainda em primeira mão a decisão da prefeitura interina da dupla Amazonino/Souza, que retirou o direito ao ticket-alimentação dos professores de modo retroativo: os professores ficam sem o benefício a partir de agora, e ainda terão descontados nos próximos contracheques o valor do benefício recebido nos meses anteriores. “Trabalho de Amazonino”, ironizou um estudante.


E NÃO PERCA:

07 DE SETEMBRO DE 2009

15o GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS

Vida em Primeiro Lugar:

A força da transformação está

na organização popular”.

Concentração: Bola do São José I (Próximo ao Terminal 5)

Horário: 15:00h

VENHA PARTICIPAR!

ORGANIZAR PARA TRANSFORMAR.

I CAMPEONATO AMAZONENSE DE HIP-HOP

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Clique nas fotos para ampliá-las.

O barulho rolou na Av. Sete de Setembro, na quadra da escola Santa Teresinha, em Manaus, no último sábado, 20 de dezembro, desde as 17:30h. B-boys, B-girls, DJ’s, crews e a moçada que curte e se envolve afetivamente com a cultura hip-hop estiveram lá, dando o apoio, dançando, trocando idéias e participando dos torneios.

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Contando com participação de grande parte da galera do hip-hop do Amazonas, o campeonato, organizado pelo pessoal da Cultura Hip-Hop, foi um sucesso de público, qualidade técnica e envolvimento da moçada.

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A primeira parte do campeonato foi a disputa pelo melhor grupo, onde as equipes se apresentavam em conjunto e com coreografia definida. A segunda parte, os rachas de B-boys, em que as crews se encaravam no meio da roda, numa disputa da melhor performance.

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A animação ficou por conta do DJ Bernardo Stumpf, do Rio de Janeiro, que também é coreógrafo e engajado na cultura Hip-Hop. As batidas levaram a moçada ao delírio. Bernardo é estudioso das Danças Urbanas, das manifestações sociais brasileiras aos vários estilos de dança ligados ao hip-hop pelo mundo.

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Quem também arrebentou em performances que levantaram a galera foi o B-boy Muxibinha, conhecido internacionalmente, e considerado um dos melhores do Brasil. Muxibinha deu show!

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Para completar o corpo de jurados que escolheria os vencedores da noite, também pintou e mandou bem foi o B-boy Will Robson, do grupo Over Bless, de Brasília, e Rafael Vieira, instrutor de Ragga Jam, um dos poucos no Brasil reconhecidamente mestre nesta área.


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Os quatro, junto com a moçada do hip-hop amazonense detonaram na festa. No intervalo entre os rachas, muito som, dança, rodas, onde todos se apresentavam numa boa, competidores e jurados deixavam de lado a competição e confreternizavam ao som da batida, do ritmo e da poesia.

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Na categoria Freestyle Grupo, as vencedoras foram as b-girls da Companhia Santa Teresinha, que faturaram 1000 tocos da premiação. Na categoria Batalha de B-Boys 5 x 5 (os rachas), Sonic Street Dance, G. Z. Crew (Parintins), Cristo Crew, Nativu’s Crew, MPU Style Crew (Manacapuru) e Flyer Boy. Os vencedores foram os 5 B-boys do Cristo Crew, que também faturaram 1000 Reais.

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Ao final do evento, o B-boy Abraão Carlos, também apresentador do campeonato e membro da organização, falou sobre o movimento hip-hop e o campeonato:

Abraão Carlos com Stumpf
Abraão Carlos com Stumpf

Faço parte da cultura Hip-Hop, sou estilo B-Boy, e aqui em Manaus a cultura hip-hop está crescendo mais e mais a cada dia, e isto é uma satisfação muito grande. Nós tínhamos este sonho de fazer um evento trazendo pessoas de fora, do cenário do hip-hop do Brasil e do exterior. E conseguimos trazer, e esperamos que cada vez mais, a cultura do Amazonas possa reconhecer que este trabalho trambém faz parte da cultura. Isto é importante. Hip-hop é união, e isto é bonito, os caras de fora vieram, amaram a amazônia, e é isso aí, tem que valorizar o hip-hop, nossa cultura e o nosso Estado. Valeu! Este ano as categorias foram as de melhor grupo, onde todo mundo apresenta uma coreografia, e o ‘racha’, que é um contra o outro. Racha de B-Boys. E já estamos pensando futuramente em outras categorias. Convidamos para participar o Will Robson, de Brasília, do grupo Overbless, Rafael Vieira, de Brasília, instrutor de Ragga Jam, Bernardo Stumpf, DJ, Coreógrafo, do Rio de Janeiro, e o Ximbinha, o melhor B-Boy do Brasil, reconhecido mundialmente. Queremos também agradecer a FUCAPI, a Inside, a Engeplus, o Colégio Santa Teresinha e o Centro de Movimento Arnaldo Peduto”.

Apesar da competitividade e do altíssimo nível dos grupos e competidores, o clima era de confraternização, e o evento foi um grande sucesso!

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EVENTO DO HIP-HOP DE MANAUS

– MHM –

MOVIMENTO HIP-HOP MANAUS

apresenta

Torneio MHM Manaus

(clique na imagem para ampliar)

Quando? Dia 29/06 (domingo)

Que horas? A partir do meio-dia.

Onde? Escola Estadual Ernesto Pennafort, na rua Marginal, S/N, São José II

Entrada: 3,00 paus

Contatos televirtuais: 9973-8188 / 8134-9205 / 9152-2993

!!!!! VALEU, MANO !!!!!

TODOS OS ELEMENTOS DO HIP-HOP MANÔ

Muitas batidas na pick-up do DJ Karapanã, B’Boys, grafiteiros e a moçada do movimento Hip-Hop de todas as zonas de Manaus estiveram neste domingo na Vila Olímpica. A festa foi a comemoração dos 14 anos do MHM (Movimento Hip-Hop Manaus).

Clique nas imagens para ampliá-las.

Na multidão, inúmeras rodas onde os dançarinos se desafiavam, cada um mostrando a expressividade lúdica do corpo na batida do som.

A força do movimento, a expressividade dos quatro elementos, e o toque das batidas aproximaram crews de norte a sul da metrópole manoniquim. O companheiro Maranhão nos falou um pouco sobre o que é o Hip-Hop:

Meu nome é Vandeildo mais conhecido como B’Boy Maranhão e faço um trabalho com o Hip-hop no bairro de Santa Etelvina há 7 anos. Dou aula pra muitos adolescentes, crianças, pré-adolescentes, pra dar um caminho pra cada um que procure entrar na sociedade, sair um pouco do vandalismo, ter um caminho melhor, um caminho da paz, entendeu. E o objetivo da cultura de rua é procurar mais adolescentes, dar mais apoio a eles, incentivando eles nas suas vidas, tendo uma boa educação, procurando estudar, caminhando um caminho novo, um caminho melhor, buscando melhorias de vida.

Eu dou aula de tudo, desde os conceitos da filosofia de vida, a dança, o power move, que é o giro corporal, e o Freestyle que é estilo livre e também as normas do B-Boy. A cultura Hip-hop, cultura da rua é bem ampla. A street dance é uma variação da cultura de rua. Na parte da dança, envolve estes vários movimentos, que dá origem ao break, e por isso tem o b’boy, o break-boy. Na expressão mais direta se tem o grafite, que aqui hoje não tem nenhuma apresentação. Os outros dois elementos são da música, o MC e o DJ, que fazem o trabalho musical e de uma mostra desta cultura pela voz. O popping e o locking estão ligados à dança.

O hip-hop ajuda em diversos movimentos, como mover minha coluna, tem que se suportar o peso do corpo e no power move trabalha com toda energia do seu corpo. Eles são um beneficio que o adolescente tem para ser um cara saudável, resistente e com uma disposição para lutar pelas coisas que interessam pra nosso povo. O hip-hop foi uma cultura que surgiu mesmo nos guetos e que grande parte das vezes é só analizada a partir da idéia que se tem da periferia. E quando a mídia trata destas questões é sempre desta forma excludente e levando a idéia de que o hip-hop são as músicas negras americanas que tratam apenas de dinheiro, carros, etc.

O rap, que é uma forma de criticar as formas de autoridades, pois eles mostram uma realidade que está concentrado dentro da periferia. Quando ele não pode chegar nestas pessoas, como ele vai enviar a mensagem? Através do rap. E muitas vezes as pessoas criticam a cultura hip-hop por que vem da periferia, mas hoje em dia estão buscando quebrar este tabu, por que de todas as classes está sendo vista esta cultura, bem social.

No elemento Grafite, este Bloguinho trocou uma idéia com o companheiro Árabe, que falou sobre a arte, o desentendimento da mídia, e sobre o grafite em Manaus:

A finalidade é expressar o lado artístico, envolvendo a expressão através da imagem, atualmente puxando tanto para as artes plásticas como para a tradicional, que são as letras. O Brasil tá na frente neste processo de diferenciar o seu grafite do resto do mundo. Aqui há um estilo diferente, que não é encontrado nos EUA, Europa, Ásia… Então o processo atual está em buscar algo que seja diferente do que é encontrado lá fora”.

Para a mídia e a sociedade civil, existe diferença entre grafite e pichação, mas dentro da cultura, lá mesmo nas quebradas, ela quase não existe, porque assim como o Brasil procura se diferenciar do grafite que é feito lá fora. Lá, pichação e grafite é tudo a mesma coisa, não se diferencia por exemplo a escrita com cor da sem cor. Aqui se diferencia porque começou a se achar que pichação é vandalismo e grafite é arte. Para eles, lá fora, grafite e pichação, tudo é vandalismo. Então alguns estudiosos começaram a ver que não existe diferença, que esta diferença foi colocada pela mídia, que acha que pichador é marginal e grafiteiro é artista, mas não. Existe sim, uma diferenciação estética, na hora de visualizar, mas o sentido de você ir pra rua, de você se sentir marginalizado é o mesmo. Aqui em Manaus se tem o costume de achar que pichador é de galera, que usa os sinais pra se comunicar. Galera é uma coisa, pichador é outra, ele não se envolve com violência, sai em turma pra curtir, pra namorar, mas não se envolve com violência. Isso foi uma coisa que a mídia brasileira inventou, isso de “resgatar” o cara da pichação pro grafite, mas a gente aproveita pra tentar mostrar pro cara que picha, e que não conhece o profundo talento que ele tem, e ajuda ele a ir pra um lado que afasta ele da violência, das drogas”.

Manaus é a terceira, quarta capital do norte-nordeste no Grafite. Em 2006 e 2007 foi muito produtivo, foram os anos em que começou a sair trabalho de artistas locais em revistas nacionais, artistas saíram daqui pra pintar lá fora, tem artista daqui no Rio, São Paulo, Maranhão, e tiveram dois encontros em Manaus no ano passado. Este ano ainda não teve nada por falta de organização, o pessoal não se reuniu”.

Sempre envolvido e acompanhando as manifestações do movimento, o companheiro Mc Fino, junto com seu parceiro, Bob, ambos da primeira geração do Hip-Hop de Manaus, marcaram presença no evento. Bob faz um trabalho de intercâmbio entre o Hip-Hop de Manaus e o de Paricatuba, interior da cidade de Iranduba. Fino, que é do MHF (Movimento Hip-Hop da Floresta), falou sobre a necessidade de expandir o movimento, sem perder a potência alternativa:

Enquanto o pessoal do Hip-Hop não se conscientizar deles mesmos, porque o Hip-Hop hoje em dia está muito deturpado, e isso começou a partir do momento em que pintou gente como Public Enemy, na verdade quem começou mesmo foi o NWWay, que foi na Casa Branca, falar com o George Bush, o pai, e quando aconteceu esse aperto de mão, desde aí o Hip-Hop já não é o mesmo. Hoje você vê o cara aí nessas emissoras. Não tô falando de evolução, porque você pode evoluir sem perder a essência. O que não pode é se aproveitar da imagem. O governo não está fazendo nenhum favor, o governo continua omisso com relação aos problemas sociais, o movimento Hip-Hop precisa cobrar a presença de políticas públicas na periferia, e a gente tem que ir na cobrança. E o pessoal precisa se conscientizar que Hip-Hop não é 50Cent, Eminem ou Dr. DRE, mas é atitude, é cultura, não é apenas música, é muito mais, é manifestação cultural”.

Outro membro da primeira geração do Hip-Hop em Manaus que esteve na festa foi o B’Boy e empresário Amarildo do Nascimento, conhecido nas quebradas como Gato, ou Mestre Gato, que contou um pouco da história dos B´Boys e de sua atuação em Manaus:

Já estou há muito tempo no Hip-Hop, na categoria B’Boy, desde a década de 80. Quando o Michael Jackson apareceu, nós já dançávamos, e somos da chamada primeira geração, como dizem por aí. B’Boy é uma gíria americana e quer dizer Break Boy, o Boy Quebrado, ou Grande Garoto, como alguns grupos americanos também usam. E chegou aqui pelo Brasil nos anos 90, antes nós só conhecíamos como Garoto Quebrado, ou Garoto que Quebrava. As primeiras danças foram difíceis de chegar por aqui, e nós tomamos contato através das fitas, na época. O B’Boy antigamente, nos Estados Unidos, ele brigava, era de gangues, e aqui em Manaus até chegou a parecer com isso, mas a moçada queria mesmo era aprender a dançar e se divertir. E a primeira geração foi o Zulu King, o Break Revenge, e muitos outros grupos que eu não recordo o nome. A segunda geração vem através dos Irmãos Fúrias, Irmãos Cobra… A atividade dos B’Boys aqui em Manaus é tentar expandir, que apareceu aqui no Brasil já com o Afrika Bombaatha, e alguns de nós damos aula gratuitamente nas escolas, muitos já até de idade, e os mais novos, que já vão aprendendo e passando para os outros toda a filosofia da dança em conjunto com a cultura Hip-Hop. A gente tenta passar pra comunidade o que tem de melhor no B’Boy, que tem algumas coisas de ruim, como a rivalidade, mas o verdadeiro B’Boy é exemplo de cidadania, inclusive para a própria sociedade”.

GOVERNO BURACO-NEGRO QUER CAPTURAR POTÊNCIA DO HIP-HOP

Percebendo a potência-comunitária que o movimento Hip-Hop engendra em Manaus, o governo do Estado já colocou as barbas para secar e começa a tentativa de capturar o fluxo-dança-som-imagem.

Embora a organização tenha sido do MHM, que é autônomo, o governo entrou com o espaço, e tentou “organizar” o evento, de acordo com as coordenadas semióticas dos eventos governamentais, que esvaziam todas as possibilidades de expressão autêntica de seus participantes.

Dois acontecimentos demonstraram o desentendimento do governo estadual sobre os movimentos. A tentativa de centralização do evento, e a competitividade capitalística. Com a ajuda do corpo de bombeiros, foi aberta uma área central, por onde deveriam se apresentar os grupos. No entanto, a prevalência das rodas dos dançarinos, que tentaram ser contidas pelos organizadores, em toda a área da quadra onde se deu o evento mostrou que o Hip-Hop é mais “espalhado”, no sentido micropolítico. Além disso, nessas rodas havia somente a disputa entre as coreografias e improvisações, sem o caráter fálico-paternal do governo, que pretendia organizar campeonatos onde somente o primeiro é o melhor, bem diferente das rodas, onde todos são livres para entrar, dar seu show, e sair com os aplausos dos amigos.

A tentativa de adesivar o evento à candidatura oficial do governo também ficou clara, com as constantes menções ao candidato oficial, tentando convencer que este está ao lado do movimento.

Como um buraco negro que captura as linhas e energias que passam perto de si, este tipo de governo tenta se aproveitar eleitoralmente dos movimentos sociais, enfraquecendo-os, eliminando as possibilidades de expressão autônoma e capturando as produções subjetivas.

Mas os manos tão espertos, tá ligado?


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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