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MOVIMENTO REAL TRANSHISTÓRICO APANHANDO MARX E BOLÍVAR TOCANDO EM LULA 2018

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Hoje, dia 5 de maio é o dia e o mês do nascimento do homem que colocou o mundo de cabeça para cima, já que o filósofo Hegel, com sua filosofia do idealismo, ou abstração, a consciência cria a objetividade, o colocou de cabeça para baixo e a subjetividade (ideologia) burguesa-capitalista-patriarcal-edipiana aproveitou e instituiu o mundo da aparência sustentado pela razão fantasmagórica. Hoje é o dia do aniversário do Mouro de Trier, Karl Heinrich Mark. O que significa que tem 199 anos. Nasceu no ano de 1818.

   Mas essa data não é só fundamental para a Historia Humana sintetizada na chegada do Mouro de Trier, homem que atingiu o mais alto grau da inteligência. O ano de 1818 é fundamental também, porque corresponde ao ano que o rebelde Simon Bolívar libertou a Venezuela da força opressora do colonizador europeu. Daí, porque Bolívar ser a representação maior da liberdade para o povo venezuelano, e porque ter sido resgatado pelo presidente Hugo Chávez. O que a burguesia-parasita odeia e inveja, principalmente a brasileira, por ser impotente e covarde cuja condição lhe deixa escravizada ao deus dos seres abjetamente abstrato: Mamom. O capital. A ilusão dos desesperados-malogrados natimortos.

   Mas o que tem de valorativo o movimento real transhistórico apanhando Marx e Bolívar tocando em Lula 2018? Simples. Em 2018, além de Marx e a Venezuela completarem 200 anos de liberdade, Lula será pela terceira vez eleito presidente da República. Algum desavisado dirá: É pura coincidência. Não é! É história concreta produzida pelo movimento real. Coincidência é corpus-abstrato do mundo da aparência forjado pela subjetividade-paranoica capitalistas. Na História Humana, por ser concreta, não há coincidências, já que o homem é responsável por todos os seus atos, como diz filósofo marxista, Sartre.

Então, fica combinado: em 2018 comemoração tríplice. Tríplice como a tri-eleição de Lula. 

   

EX-DEPUTADO FEDERAL FRANCISCO PRACIANO, O PRAÇA, CONFIRMA NIETZSCHE: “NA ESCOLA BÉLICA DA VIDA O QUE NÃO ME MATA ME FORTALECE”

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AFINPRESS – O Blog Afinsophia  fazendo a cobertura  deste PED do Partido dos Trabalhadores, ontem, dia 9 de abril  tem a alegria de anunciar que está entre nós, Ele, Francisco Ednaldo Praciano, o Praça, ex-vereador, ex-deputado Federal do Amazonas, referência de compromisso com a ética e trabalho visando o bem comum do povo do Estado do Amazonas.

Como Deputado Federal foi uma referência. Discursava, defendia nosso Estado. Fez inúmeras proposições repassando verbas parlamentares para investimentos em Hospitais, como o Getúlio Vargas, para educação, ciência e para as artes. Foi combativo. Quando veio o golpe, nosso Praça não estava mais na praça. Mas, se presente no parlamento e nas ruas teria sido uma voz contra o medonho.

Acometido de uma bactéria o cearamazonense retornou à sua terra Natal para se recuperar. A volta à sua terra, a energia que daquele torrão emitia sua força fez com que o guerreiro Praça não fosse ao mundo de Eurídice.

Revigorado, alegre, Praça conversou conosco e com outros seus correligionários, explicou a situação que viveu com a enfermidade, o coma, a UTI, o emagrecimento e o afinamento de suas pernas grossas. Recuperado, quando olhou para as pernas e viu o estado de caneta que se encontravam disse: “nunca mais vou andar”.

Aquele que nunca mais ia andar está aí. Andou por vários locais de votação na cidade e o Blog Afinsophia teve a grata satisfação de encontrá-lo na Escola Estadual Dom Milton Correa Pereira, ciceroneado pelo ex-prefeito de Maués, Carlos Góes, no Núcleo 12 da Cidade Nova II. Ouvimos dele também que neste momento não está pensando em candidatura, quer estar envolvido com a militância, ir para as ruas onde se constrói e produz a democracia.

Mas, a recuperação de Praça e a possibilidade de sua candidatura em 2018 não nos surpreende, pois em entrevista com Mãe Luci em Janeiro de 2016, depois que o medonho aconteceu ela previu este fato que divulgamos novamente.

“Em tempo-imóvel obstruindo o movimento real democrático por força da estupidez, cobiça e indigência existencial, saber de possíveis prospectivas que possam auxiliar nas manifestações futuras, O Blog Afinsophia, movido por seu engajamento no devir Afrosófico, foi até a Casa da Mãe Luci para ouví-la e saber quais as suas previsões para o ano de 2017.

BA – Já que a senhora está falando sobre esses poderes, significa então que poderemos ter nas de 2018, para deputados algumas surpresas, já que os funcionários públicos ao tomarem consciência de suas importâncias para a sociedade, podem votar conscientemente, não votarem mais nesses golpistas atuais, e elegerem verdadeiros democratas.

ML – Certíssimo. Mas eu tenho uma previsão, nessa questão, para 2018.

BA (Ansiosos) – Qual?

ML (Sorrindo baforando) – O ex-deputado Francisco Praciano vai se candidatar, e ganhar com uma votação estrondosa.”

O que mãe Luci fala, com essa onividência, nos transporta ao filósofo alemão, Friedrich Wilhelm Nietzsche; Praça ficou doente, na doença buscou forças para ter saúde, contrariou todos os diagnósticos médicos, mas não contrariou o filósofo do Anticristo, do Aurora, da Gaia Ciência e a mais recente flecha filosófica, Tagarelando em Nietzsche, do filósofo, teórico da Psiquiatria Materialista, teatrólogo, encenador, membro da AFIN, Marcos José, de onde extraímos estes enunciados:

” A condição sadia da doença como transposição a cura, a felicidade, a vida que vingou é que levam Nietszche afirmar “na escola bélica da vida o que não me mata me fortalece”. O que não me mate mostra minha felicidade.

Continua o Tagarelando: “Aquela energia para o absoluto isolamento de despreendimento das relações habituais, a imposição de não mais me deixar curar, servir, socorrer – isso trai a incondicional certeza de instinto sobre o que, então era mais que tudo necessário. Tomei a mim mesmo em mãos, curei a mim mesmo: a condição para isso qualquer fisiólogo admitirá – é ser no fundo sadio. Um ser tipicamente mórbido não pode ficar são, menos ainda curar-se a si mesmo; para alguém tipicamente são, ao contrário, o estar enfermo pode até ser um enérgico estimulante ao viver, ao mais viver. De fato, assim me parece aquele longo tempo de doença; descobri a vida a mim mesmo como que de novo, saboreei todas as boas e mesmo pequenas coisas, como os outros não saberiam saborear – fiz da minha vontade de saúde, de vida, a minha filosofia…Pois atente-se para isso: Foi durante os anos de minha menor vitalidade que deixei de ser um pessimista; o instinto de auto restabelecimento proibiu-me uma filosofia da pobreza e do desânimo… E como se reconhece, no fundo a vida que vingou? Um homem que vingou faz bem aos nossos sentidos; ele é talhado em madeira dura, delicada e cheirosa ao mesmo tempo. Só encontra sabor no que lhe é salutar; seu agrado, seu prazer cessa, onde a medida do salutar é ultrapassada. Inventa meio de curas para injúrias; utiliza acasos ruins em seu proveito; o que não o mata o fortalece. De tudo o que vê, ouve e vive forma instintivamente sua soma; ele é um princípio seletivo, muito deixa de lado. Está sempre em sua companhia, lide com homens, livros ou paisagens; honra na medida em que elege, concede, confia.”

Este fragmento, para Francisco Ednaldo Praciano, neste dia histórico em que o Partido dos Trabalhadores escolhe dirigentes municipais, delegados para o 6º Congresso Nacional Marisa Letícia Lula da Silva, é um tema para dizer, que nosso guerreiro Praça, que não é um guerreiro bélico, mais um  Nietzcheano, uma pessoa que tem na sua singularidade um comprometimento com a humanidade, com o povo e com a democracia.

O ex-deputado Praciano terá sempre o carinho, a consideração deste Blog e se fazendo cumprir as previsões de Mãe Luci, estaremos com esse guerreiro como candidato a Deputado Federal para construirmos um parlamento democrático que ajudará o maior e melhor presidente do Brasil a mudar de novo tudo a partir de 2018 que já está em marcha com Praça na praça.

JUÍZES E MEMBROS DO MP QUERIAM SEMELHANÇA A DEUS, MAS A CÂMARA NEGO ESSE DESEJO: APROVOU A EMENDA QUE OS PUNE POR CRIME DE ABUSO DE AUTORIDADE

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Era madrugada dessa quarta-feira, dia 30, quando deputados reunidos votavam as 10 medidas de combate à corrupção. Os deputados, de acordo com suas perspectivas, não se encontravam satisfeitos com o desejo de membros do Judiciário que não queriam a inclusão da medida que lhe imputa punição quando de crime de responsabilidade. Um claro poder de estamento hegeliano. Possivelmente a maioria não estudou a Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, escrita por Marx, por tal ainda não concebeu o Estado real como reflexo da Democracia.

      Diante do desejo de, como Deus, não serem atingidos pelos simples mortais, 313 deputados contra 132, colocaram no chão da realidade democrática a fantasia teológica da onipotência hegeliana. Eles agora voltaram a transitar entre os simples mortais, cientes de que a existência real não se encontra nas abstrações do filósofo do idealismo, Hegel, para quem o Estado é a projeção da ideia de Deus, e seus burocratas em forma de corporações são seus maiores representantes.

     Com a decisão, mesmo com os arroubos de contestações dos que pretendiam o privilégio-teológico, tanto juízes como os membros do Ministério Público serão punidos quando da prática de abuso de autoridade.

      A democracia real segue em seu processual de expressão de novas formas de existir.

 

NOS 36 ANOS DO PT LULA MANDA VER: “O PARTIDO QUE MAIS FEZ PELO BRASIL, O MAIS IMPORTANTE DA POLÍTICA BRASILEIRA”

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O mais importante líder da história da política brasileira e o mais odiado de todos os tempos pelos espectros-teratogênicos contrários à democracia brasileira Lula, falou sobre o Partido dos Trabalhadores no dia em que ele comemora os seus 36 anos de revolucionária existência, segundo as pessoas lúcidas, engajadas, realistas, éticas e diferente dos ambiciosos e invejosos sujeitos-sujeitados que caracterizam os corpos das direitas.

Lula gravou um vídeo falando sobre o que todos os partidos das direitas jamais podem falar. Principalmente o partido da burguesia-ignara que sempre atuou totalmente contrário a democracia e sempre lutou pelo capital internacional como hoje luta Serra para entregar o pré-sal a exploração do capitalismo predador. Lula afirmou que o Partido dos Trabalhadores cometeu erros e que ele está pagando por esses erros. Reconhecimento de erro que nenhum partido das direitas, nem de qualquer das instâncias das direitas da sociedade, reconheceria. Primeiro porque nunca foram grandes para ter que reconhecer um erro. E segundo porque não têm lucidez e nem justeza para tal.

Lula disse que é preciso “uma reflexão sobre a importância do que este partido já fez pelo Brasil e que é o partido mais importante da política brasileira”. E que fez “uma revolução” dando “vez e vos aos trabalhadores”.

Quem conhece a história dos partidos políticos do Brasil, sabe muito bem como esses partidos foram criados. Alguns com subjetividade comunista, socialista, seguiram o modelo apresentado pela União Soviética e adaptaram para o corpo político da sociedade brasileira. Embora o socialismo e o comunismo no Brasil, já tenham seus germes muito antes da Revolução Russa, em 1917. Outros partidos surgiram com os corpos próprios da subjetividade de classe e capital dominante. Assim, foram criados partidos dos cafeicultores, dos fazendeiros, dos banqueiros, entre outros, com os propósitos de defender só os interesses econômicos dessas classes. Por exemplo, como o PSDB que defende o capital internacional. Aí a submissão que Fernando Henrique levou o Brasil diante do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Já o Partido dos Trabalhadores, que embora tenha sido uma produção criada pela composição da heterogeneidade das potências de vários saberes e dizeres em corpo político, sociológico, artístico, antropológico, religioso, econômicos, etc., foi, em sua essência, um processual político do corpo trabalho. Foram os trabalhadores que o produziram. Aí sua relação comungante com os seguimentos básicos da sociedade, principalmente os corpos criativos, distributivos e combativos chamados de movimentos sociais.

Daí que Lula tem razão ao afirmar que o Partido dos Trabalhadores fez “uma revolução”.

Veja e ouça o vídeo.

VAMOS FALAR SOBRE GÊNERO?

IMG-20150915-WA0013Por: Brenda Oliveira*

Existem muitas características que nos tornam diferentes um dos outros ao passo que somos muito parecidos em outros aspectos. Dependendo da localidade onde nascemos e nos desenvolvemos adquirimos características bem diferentes em relação a uma região bem próxima da nossa. A escolaridade, a religião e a cultura nos fazem tão diversos.

Desde criança somos ensinados se comportar de maneira a corresponder às expectativas que foram colocadas no momento da nossa concepção. Se nascermos com uma vagina nossos pais nos ensinam tudo o que uma menina deve fazer e nós devemos seguir a risca esse padrão, ou contrário, seremos confundida com outro gênero, e isso é inaceitável.  

Crescemos dentro de uma perspectiva, que meninos jogam bola e meninas brincam de boneca, e nenhum pode entrar na brincadeira do outro. É como se em duas caixas fossem colocados os papéis de menina e os papéis de meninos. Cada um só pode usar as características das caixas que correspondem ao seu gênero imposto no momento do nascimento. Se alguém ousar sair da regra pode sofrer várias consequências.

Observamos isso de forma muita clara na sociedade, onde os papéis de gênero são construídos socialmente. Ser mulher é uma construção social, assim com o ser homem também é uma construção e isso nada tem a ver com o genital.

Para a biologia, o sexo é definido pelo tamanho das suas células reprodutivas (pequenas: espermatozoides, logo, macho; grandes: óvulos, logo, fêmea), e só. Mas isso não define um comportamento feminino ou masculino a forma como vou me colocar no mundo, a forma como meu gênero será imposto e como será minha expressão de gênero.  Isso varia conforme nossa cultura.

O conceito de ser homem e ser mulher é diferente em cada cultura, assim o que é considerado papel de mulher na Islândia pode ser considerado papel de homem no Brasil. Ser masculino no Japão é bem diferente de ser masculino no Brasil, por exemplo.

O gênero é social, e isso nada tem a ver com seus cromossomos ou o formato da sua genitália, tem a ver com o autoconceito, sua autopercepção. O papel de gênero que vamos adotar ou não independe de nossos genitais, está mais ligado à expressão social.

Se observarmos o tempo e a história, em algum momento passamos por mudanças e inversão de papel. Comportamos-nos como é imposto ao gênero oposto, seja em uma brincadeira de criança, ou seja, em caso de sobrevivência como foi para Maria Quitéria que se vestiu de homem para lutar na guerra da independência.

Dentro dessas nuances que é o ser humano, nasce a transexualidade. Atualmente o DSM V aponta a transexualidade como Disforia de Gênero, patologizante. Só que a transexualidade não é uma doença, não é contagiosa e muito menos uma perversão sexual. É uma questão de identidade de gênero. Vamos deixar claro aqui que nada tem a ver com a orientação sexual. A orientação sexual está no campo da afetividade, por quem ou por qual eu direciono minha libido, meu desejo sexual ou não. Transexualidade está no campo do autoconceito, da forma como me vejo e me coloco no mundo. Logo uma pessoa transexual pode ser hétero, bissexual, homossexual, pansexual ou assexuada.  

A transexualidade não é um capricho, podemos inclusive observar ao longo da historia. Para ser bem claro, mulher transexual é qualquer pessoa que reinvidica o reconhecimento como mulher. E homem transexual é qualquer pessoa que reinvidica o reconhecimento como homem, como bem definiu Jaqueline Gomes de Jesus.

O reconhecimento da identidade trans* ocorre ainda na infância para algumas pessoas, mas para outros ocorre ao longo da vida, principalmente na adolescência. Em sua maioria, tardam esse reconhecimento por diversos motivos, os principais são o preconceito (aqui vamos usar o termo transfobia, que é o termo usado dentro da comunidade T para se referir a discriminação de pessoas travestis e transexuais), repressão e a falta de conhecimento sobre o assunto.

Muitas mulheres trans* no inicio de sua identificação são lidas e se leem como homens gays afeminados e com os homens trans* a mesma coisa, no inicio são lidos como mulheres lésbicas masculinizadas.

Depois que chegam ao entendimento sobre sua identidade essas pessoas passa pela transição, ou seja, a adequação do corpo ao gênero com o qual se identifica. E graças aos avanços da medicina homens e mulheres trans* podem se hormonizar e alcançar um corpo igual ao de homens e mulheres biológicos, ou seja, cisgêneros. Isso claro, se a pessoa tiver dinheiro para custear todo o tratamento.

Do contrário o que o senso comum diz a cirurgia de adequação genital não muda o gênero. Como sempre diz Daniela Andrade, mulher transexual e ativista do movimento T no Brasil, “ninguém deita em uma mesa de cirurgia homem e levanta de lá mulher, assim como ninguém deita mulher e levanta homem” existe todo um trabalho que antecede essa cirurgia, incluindo uma equipe multidisciplinar de pessoas cisgêneras que vai “julgar” se você pode ou não ir para uma fila de espera (aproximadamente 10 anos). Existe um protocolo transexualizador, além de uma hormonização compulsória que as pessoas transexuais passam para poder ter o aval da equipe multidisciplinar.

Assim cada pessoa adota uma expressão de gênero correspondente ao que se identificam, mulheres transexuais reivindicam o direito de serem tratadas como qualquer outra mulher, com os deveres e direitos que lhe são reservados, assim como os homens transexuais também adotam uma expressão de gênero masculino e reivindicam nome e tratamento conforme sua identidade de gênero.

Para essas pessoas, a necessidade de viver de forma completa como se sentem interiormente é prioritária. Por isso a necessidade de um novo nome, usar o banheiro adequado ao gênero, trabalho, aceitação social e a cirurgia de transgenitalização. Algumas pessoas optam por não fazer essa cirurgia.  

Outra nuance do ser humano é a travestilidade. Como bem definiu Jaqueline Gomes de Jesus, “entende-se, nesta perspectiva, que são travestis as pessoas que vivenciam papéis de gênero feminino, mas não se reconhecem como homens ou como mulheres, mas como membros de um terceiro gênero ou de um não-gênero.”

Para esse grupo, é imprescindível o tratamento no feminino. É considerado um insulto tratar uma travesti no masculino. Não se trata de homens travestidos, mas sim de uma figura feminina, que não é homem e nem mulher. Por isso enfrentam tanta dificuldade de adentrar no mercado de trabalho, muitas empresas são discriminatórias, preferem não associar sua imagem a esse ser, inusitado, uma incógnita, um terceiro sexo.

Dada a situação social de uma travesti, visto que muitas saem cedo da escola sem terminar os estudos por conta de sua condição, o abandono da família e dos amigos, muitas recorrem a prostituição como única fonte de sustento. Isso não quer dizer que toda travesti é uma profissional do sexo.

A grande dificuldade do homem é entender que a transexualidade e a travestilidade é mais uma forma de ser e de se manifestar do ser humano. Por isso ele marginaliza e o trata de forma tão excluída pessoas que pertençam a esse grupo. Para deixar o preconceito de lado é preciso humanizar-se.

*Brenda Oliveira estudante do curso de Psicologia e pesquisadora sobre sexualidade e transgêneros. 

MEMORIAL DA RESISTÊNCIA DE SÃO PAULO – ERIC NEPOMUCENO E AMEMÓRIA DE TODOS NÓS

SÁBADO RESISTENTE

Dia 20 de junho, das 14h às 17h30

 

Eric Nepomuceno e A memória de todos nós

O Sábado Resistente que fecha o outono terá a apresentação do livro “A memória de todos nós”, de Eric Nepomuceno, que conversará com o público sobre o impacto dos golpes de Estado e das ditaduras na América do Sul entre as décadas de 1950 e 1990.

Em “A memória de todos nós”, o autor narra histórias passadas na Argentina, no Chile e Uruguai que ilustram os Anos de Chumbo na América Latina.

Jornalista, tradutor e contista, Nepomuceno apresenta, ainda, o programa Sangue Latino. A série, criada e dirigida por Felipe Nepomuceno, é exibida semanalmente no Canal Brasil desde 2010. Nela, entrevista nomes de destaque da cultura latino-americana e espanhola. Nas cinco temporadas já exibidas, foram entrevistados personagens de destaque da luta pela Verdade, Memória e Justiça, como Adolfo Perez Esquivel, Horacio Verbtsky, Eduardo Galeano, Estela de Carlotto, Márcia Scantlebury e Macarena Gelman – a neta do poeta Juan Gelman apropriada pela ditadura argentina após seus pais serem assassinados na prisão, que ele conseguiu encontrar e a quem foi restituída a verdadeira identidade quase 30 anos depois. As três últimas são também personagens de “A memória de todos nós”.

Como tradutor, Nepomuceno verteu para o português obras do escritor colombiano Gabriel García Márquez, do argentino Júlio Cortázar e dos uruguaios Juan Carlos Onetti e Eduardo Galeano. Como jornalista, escreve regularmente para o diário Página 12, de Buenos Aires, além de jornais da Espanha e do México.

Ganhador de três prêmios Jabuti, Eric Nepomuceno é autor de Memórias de um setembro na praça; Quarenta dólares e outras histórias; Hemingway na Espanha; A palavra nunca; Quarta-feira; Coisas do mundo; Antologia pessoal; e do livro de não ficção O massacre: Eldorado do Carajás – uma historia da impunidade.

A atividade é gratuita e não é necessário se inscrever.

PROGRAMAÇÃO

14h – Boas vindas / Coordenação

Aureli Alcantara (Memorial da Resistência de São Paulo)

Milton Bellintani (Núcleo de Preservação da Memória Política)

14h15 – Apresentação do livro “A memória de todos nós”, por Eric Nepomuceno

15h30 – Conversa com o público

Eric Nepomuceno (jornalista, tradutor e contista, autor de “A memória de todos nós” e de outros sete livros)

Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

Informações à imprensa:

Memorial da Resistência de São Paulo

Kátia Felipini Neves – (11) 3335.4996 kneves@memorialdaresistenciasp.org.br

Secretaria de Estado da Cultura

Jamille Menezes – (11) 3339-8243 – jmferreira@sp.gov.br

O PARTIDO DOS TRABALHADORES ACABOU! 12% DOS BRASILEIROS O ODEIAM!

129_1447-alt-bandeira do ptO invejoso tem como seu fator de base ressentido dois dilacerantes propósitos. Um ficar “feliz” quando confirma que a pessoa que ele inveja sofre, e, outro, quando confirma a morte dessa pessoa que ele inveja. Enquanto esses dois propósitos não se realizam ele é total angústia desesperada. Angústia como uma ameaça constante que lhe impede de atuar mesmo de forma tíbia. Porém, para ele é melhor invejar do que se mostrar tibiamente em seus atos, visto serem atos desnecessários para a sociedade.

Como é fácil entender, mas impossível aceitar, o invejoso quer, oral-paranoicamente, o que o outro tem e que ele considera como valor, mas como é tíbio, não pode ter. Daí ele inveja e culpa o outro por seu sofrimento. O invejoso é totalmente destituído da potência como capacidade de suplantar obstáculos, como diz o filósofo Kant, por isso, mesmo que fosse possível – o que não é ainda bem – o invejado transferir sua riqueza ontológica para o invejoso, ele nada poderia fazer, porque sua natureza é tíbia, inerte. Em palavra mais realística: ele é o puro ressentimento.

Com essas enunciações que mostram o modo de ser invejoso, é possível entender porque as direitas invejosas alucinam e deliram o fim do Partido dos Trabalhadores (PT). O PT é o único partido político do Brasil que não foi organizado por uma família, um grupo econômico, por empresários, por fundamentalistas, ou seja, por entidades com objetivos particulares. Códigos estratificados pelo sistema capitalista que afasta a práxis das políticas públicas fundamentalmente distributivas.

O PT nasceu do encadeamento de potências coletivas, como forma de subjetivação, que se expressava em gradientes a-significante e a-sujeitado. Inteligência coletiva como rede de produção de desejos fundante de uma democracia-constitutiva. Em uma língua mais compreendida: produção de desejos socializantes. O agenciamento de enunciações coletivas PT carregou códigos dos trabalhadores, atrizes, atores, produtores cultural filósofos, professores, sociólogos, economistas, donas de casas, estudantes, médicos, psiquiatras, psicólogos, engenheiros, urbanistas, arquitetos, jogadores de futebol, locutores, jornalistas entre outras enunciações. Daí porque  Política, Estética e Ética são seus corpos sociais que afirmam sua singularidade.

Com esse corpo produtivo composto pelas mais ativas existências que emanaram no fim da década de 70 e começo da década de 80, o PT pensou o Brasil presente e futuro se tornando a estrela, que não se queria guia, mas um corpo com luz própria sem precisar do sol da “política” dominante que iluminava e ilumina os partidos conservadores e reacionários. Em verdade, o sol-capitalista.

Com o passar dos anos o PT foi realizando sua atuação como partido político e ocupando cargos legislativos e executivos com administrações eminentemente populares o que permitiu, também, a eleição de Lula duas vezes presidente. Entretanto, durantes esses percurso o partido agregou em seu quadro indivíduos indigentes cognitivos, sensoriais e éticos, fortemente incapazes de compreender a essência do partido compostas pelas insignes personagens que lhe conceberam a existência. Essas indigências possibilitaram aos invejosos elementos para a externarem suas invejas arrolando todo o partido.

Essas invejas apanharam alguns membros do partido que saíram pousando de mais éticos que seus criadores. Na verdade, só mostraram suas indigências cognitiva, sensorial e ética, porque não entenderam que a essência do partido continua. Sua singularidade não mudou. Os princípios básicos do socialismo continuam como corpo do partido. Esses indigentes, moralmente burgueses, só confirmaram que nunca entenderam os pressupostos do partido como entenderam a filósofa Marilene Chauí e o professor e cientista político Emir Sader, entre outros superiores, que permaneceram no partido.

Pois bem, a inveja das direitas aumentou ainda mais, mas não move moinhos. Aliás, não move nem a si. Durantes essas décadas passadas ele, compulsivamente, se deu ao inútil trabalho em querer acabar com o PT. Como mídia alucinada e delirante, ela, paranoicamente, teceu todos os tipos de trama sórdida para atingir o partido. Porém, como o inativo é um corpo morto e o ativo vivo, não há possibilidade de composição entre os dois. Resultado: o PT continua no gosto da maior parte da população brasileira, como partido político.

Demonstração cruel para os invejosos. Pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi mostrou que somente 12% da população odeiam o PT. É fácil compreender quem são esses 12%. Os invejosos; é mais do que lógico. Até a lógica aristotélica confirma. 

Com essa realidade grandemente democrática que mostra o PT como o partido mais respeitado pela população, obriga parafrasear o dito popular: Por muito tempo os invejosos vão ter que engolir o PT.

COISA DO PAPA CHICO: O SANTO DO POVO CANONIZOU DUAS SANTAS PALESTINAS

20150517101305272304uUm fato comum com teor fortemente histórico. Missa no Vaticano. O papa Chico chega e diante de várias ditas autoridades políticas, entre elas Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina e Bernard Cazeneuve, ministro do Interior da França, narra a homilia, acompanhado por milhares de fiéis na Praça São Pedro.

Aí, mano, o papa Chico mandou ver. Canonizou quatro santas que viveram no século XIX. Entre elas, duas palestinas: Mariam Bawardi que viveu entre os anos de 1846 e 1878 e Marie-Alphonsine Ghattas que viveu entre os anos de 1843 e 1927. Além das palestinas também foram canonizadas a santa italiana Maria Cristina Dell’ Immacolata que viveu entre os anos de 1856 e 1906, e a santa francesa Jeanne-Emilie Villeneuve que viveu entre 1811 e 1854.

“Permanecer em Deus e no seu amor, para anunciar com palavras e com vida a ressurreição de Jesus, testemunhando a unidade entre nós e o amor dedicado a todos: foi o que fizeram as quatro santas hoje proclamadas”, santificou Chico.

No mais, os inimigos ficaram se mordendo de despeito – dizem que a inveja é pecado -, enquanto na Palestina é só festa! 

INÊS ETIENNE ESCAPOU DO CENTRO DE TORTURA, CASA DA MORTE, CONTOU SUAS VIVÊNCIAS E SEGUIU HONRADA

238abdc3-a9a4-4f9a-ab64-9de11dc42b4eDurante a ditadura militar-civil que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1984 vários locais foram criados para que os torturadores colocassem em prática suas taras psicopatológicas sobre os presos considerados inimigos do regime de exceção dominantes. Algumas vezes nem precisava criar locais específicos para a prática da sublimação dessas psicopatologias. Qualquer quartinho, saleta, corredor ou mesmo becos e vielas serviam para tais atos irracionais.

Todavia, houve um centro, entre outros, criado com exclusividade para essa prática anormal. A Casa da Morte, em Petrópolis. Era uma residência que do lado de fora quem passasse e a olhasse jamais desconfiaria que as piores atrocidades fossem praticadas contra seres humanos. Tortura e assassinatos eram comuns. Uma cláusula predominava: quem entrava na Casa da Morte jamais saia vivo.

Inês Etienne Romeu, militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) lutou contra a ditadura, foi sequestrada e presa em 1971, em São Paulo, torturada, na Casa da Morte, mas escapou. Na verdade, foi à única que escapou. Uma sobrevivente que, agora, ajudou a Comissão Nacional da Verdade a descobrir alguns torturadores que eram desconhecidos e, ajudou também, a encontrar locais onde companheiros foram enterrados. Por seus serviços prestados como alguém que lutou pela redemocratização do Brasil, em 2008, recebeu o Prêmio Direitos Humanos, categoria Direito à Memória e à Verdade, na época, entregue pelo presidente Lula.

Inês Etienne guarda em seu currículo de militante o ‘louvor’ de ser a última presa política libertada pela Anistia, oito anos após ser presa. Ontem, dia 27, ela confirmou, através da substancialidade de suas vivências, sua honradez, aos 72 anos. 

DEPUTADOS DO AMAZONAS VOTAM PELA TERCEIRIZAÇÃO E REAFIRMAM O ADÁGIO:” COSTUME DE CASA VAI À PRAÇA”

image_largeA história dos representantes partidários do estado do Amazonas no Congresso Nacional é em quase sua totalidade patética. Foram poucos os seus representantes, principalmente na Câmara dos Deputados, que tiveram uma desenvoltura política significante aos fluxos democráticos que produzem socializações entre os brasileiros. Fluxos que codificam o território democrático como um ser-coletivo movente em que os percursos são contínuas produções políticas.

Antes do Golpe de Estado realizado pela maioria dos militares e uma parte da sociedade civil apoiado e gerido, em parte, pelo poder norte-americano que instituiu a ditadura civil-militar em 1964 chegando até 1985, o Amazonas teve um insigne, inteligente e denodado deputado federal. Almino Afonso. Almino Afonso realizou politicamente uma produção que lhe tornou um dos mais importantes e respeitados deputados do Congresso Nacional. Com uma formação política socialista, ele conhecia filosófica e cientificamente os intestinos da mobilidade concreta que são necessários ao homem em sociedade.

Com a implantação da ditadura, Almino Afonso foi caçado e perseguido por suas posições e ideias. Se fosse apenas mais um parlamentar não teria tido o mesmo destino como ocorreu com muitos outros. Inclusive do Amazonas. Muitos outros que foram até beneficiados pela ditadura, sem qualquer sinal de pudor. Falta de pudor que permitiu outras gerações seguirem o modelo. Ainda hoje, Almino Afonso é lembrado e cultuado como um homem que alcançou a dimensão política democrática. Dimensão inexistente na maioria dos representantes do Congresso Nacional atual.

No pós-ditadura, o quadro representativo do Amazonas continuou patético. Embora tenha sofrido algumas vibrações em seu corpo molar, imóvel, que sempre lhe identificou. O estado teve duas grandes representações na Câmara dos Deputados. O deputado Francisco Praciano do Partido dos Trabalhadores e Vanessa Grazziotin do Partido Comunista do Brasil. Suas atuações colocaram o Amazonas em posição de combatividade na Câmara. Enquanto os outros representantes da terra de Ajuricaba despareceram na zona obscura da instituição, os dois apresentaram propostas não apenas voltadas aos interesses do Amazonas como também aos interesses do país. Os dois realizaram seus batismos legislativos na Câmara dos Vereadores de Manaus, sempre com posições contratantes aos status quo dos prefeitos. Praciano se ligou diretamente aos interesses da população manaura. Vanessa se ligou a causa estudantil. Os dois tinham percepções distantes, enquanto os outros, fisiológicos, só percebiam seus corpos e dos prefeitos.   

Hoje, os representantes do Amazonas na Câmara Federal, são personagens anêmicos que compõem pateticamente a subjetividade reacionária que predomina no Congresso Nacional. Eles estão apenas colocando em prática o que aprenderam na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e na Câmara dos Vereadores de Manaus quando exerceram os mandatos de deputados e vereadores.

Como todos os governos foram reacionários e impotentes politicamente, eles colocaram seus mandatos a serviço dos governadores que formam o grupo que há 30 anos impõe o atraso político, econômico e social ao povo amazonense.

Suas atuações, sempre voltadas aos interesses dos governantes, já mostravam a miséria política em que estavam atolados. Sem dimensão política, inteligência-social e coragem, como forma de independência, não havia como enfrentar os governantes com ideias populares de interesse da maioria da sociedade.

O filosofo Nietzsche, afirma que a moral se constituiu através de costumes herdados por tradição cuja causa primeira foi uma ordem dada por um grupo ou uma classe que dominava. E aquele que a segue não tem nem inteligência e nem coragem para negá-la. Ou seja, segue o costume. Esses insípidos deputados jamais desconfiaram que seus comportamentos legislativos originaram-se de uma ordem irracional fisiológica que empobrece o exercício democrático. Que no caso político, é uma ordem contra a democracia. Daí, cristalizarem o costume de casa e irem à praça.

Todos votaram pela regulamentação da terceirização, Projeto de Lei 4.330/04, (foram 324 a favor e 137 contra) que destrói os direitos dos trabalhadores construídos com muitas lutas durante sua história de produtor de riqueza econômica do país. Riqueza que também paga seus salários, já que estão incluídos, como diz o filósofo Marx, na ordem dos trabalhadores improdutivos: os que desempenham uma função social e recebem uma renda. Renda produzida pelos trabalhadores. Mas é querer demais que esses inócuos deputados raciocinem com Marx, o filósofo que pensou no último grau do pensamento.

Mas é necessário, também, que se analise que o alfabetismo político desses parlamentares reacionários expressado na Câmara dos Deputados, não é produção exclusiva deles. Eles não foram eleitos por eles mesmos. Suas eleições foram construídas com os votos de uma grande parcela de eleitores de seguimentos diversos da sociedade amazonense. E uma parcela expressiva de trabalhadores. E entre esses, a categoria dos trabalhadores em educação que tem a obrigação do conhecimento político necessário para eleger um deputado.

Muitos professores votaram nesses deputados que hoje votam contra os direitos dos próprios trabalhadores. Muitos professores participaram até de conluios com seus superiores para eleger um específico candidato ligado à força governante. Como é possível entender, esses deputados expressam uma grande parcela da alienação desses trabalhadores que o elegeram e que agora eles votam contra os próprios trabalhadores que lhes concederam os votos.

Daí que o costume de casa que vai à praça, é uma cadeia-social produzida pela alienação em forma de analfabetismo político coletivo. Como diz o filósofo: “Esses professores falam a linguagem dos trabalhadores, mas não são trabalhadores”. Não chegam nem distante do entendimento político que tem o deputado Tiririca (PR/SP) que votou contra terceirização.

Não seria necessário apresentar os nomes dos politicofastros – o falso político, para os gregos – do Amazonas já são muito bem conhecidos no estado. Mas, como esse blog é acessado nacional e internacionalmente necessário se faz a divulgação de tais politicofastros.

  • Arthur Bisneto, PSDB (Filho-neto de Arthur, prefeito de Manaus que ameaçou surrar Lula).
  • Pauderney Avelino, DEM.
  • Alfredo Nascimento, PR.
  • Hissa Abrahão, PPS.
  • Conceição Sampaio, PP.
  • Marcos Rota, PMDB.
  • Átila Lins, PSD.
  • Silas Câmara, PDS (Absteve-se. É o mesmo que votar a favor da terceirização).

Trabalhador, em nome de sua honra e de sua família, não esqueça esses nomes. Eles estão simplesmente a serviço dos exploradores patrões. A terceirização é um acinte contra os direitos dos trabalhadores. Só são a seu favor os ignorantes, os perversos e os patrões.   

MESMO COM ALGUNS EQUÍVOCOS, OS GOVERNOS POPULARES SE MOSTRAM COMO O FATO HISTÓRICO MAIS IMPORTANTE PARA O BRASIL

Lula_e_Dilma_be_01Em, tempo de ditadura é comum se ouvir desabafos de supostos escritores, ou outros tipos de artistas, de que só não produzem porque serão censurados. Alguns até afirmam ter escondidas algumas obras. Mas ocorre, então, da ditadura chegar ao final. Alguns incautos esperam as publicações das ditas obras escondidas da censura. Resultado: não havia obras e muito menos talentos em tais escritores.

Entretanto, como foram grandes marqueteiros de suas próprias causas, aproveitam a abertura e se imiscuem nos meio dos que verdadeiramente lutaram pela liberdade de seu povo e passam a ocupar um cargo. Ocupam o cargo, mas não produzem qualquer sentido para a democracia agora vigente.

No Brasil ocorreu exatamente essa deplorável situação. Fernando Henrique, um dos maiores exemplares do afeto triste que é a vaidade, como diz Spinoza, se tomava como um contrário a ditadura civil-militar, embora o tempo ditatorial nunca tenha mostrado o seu perigo para ele. Queria o poder para colocar em prática suas ideias sociais como sociólogo que detinha os segredos da felicidade do povo. Segredo que hoje como conspirador contra o governo Dilma, a sociedade brasileira conhece.

Foi para o poder, e junto com seu amigo ministro Mota, conseguiu rasgar a Constituição, e por força do orgulho e da vaidade, também conseguiu em uma das tramas mais sujas da política brasileira, até então, ser reeleito através de um esquema de compra de votos. A corrupção que jamais calou.

Segundo depoimento, em delação premiada, o corrupto Pedro Barusco, afirmou que a corrupção na Petrobrás iniciara no ano de 1997, no terceiro ano do primeiro governo de Fernando Henrique. O fato já havia sido denunciado pelo jornalista Paulo Francis, amigo de Fernando Henrique, que por força de um processo veio a falecer com profunda depressão.

Já é do conhecimento da maioria da população brasileira que os dois desgovernos de Fernando Henrique não se preocuparam em combater a corrupção. Pelo contrário, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que passou a ser conhecido por seu habito de engavetar todas as denúncias contra o governo ou amigos de Fernando Henrique, como engavetador-geral da República, permitiu a paralização das ações policiais nos âmbitos federal e jurídico.

Com os governos populares de Lula e Dilma essas instituições de combate à corrupção passaram a fazer aquilo que constitucionalmente devem fazer: investigar, julgar e condenar os malfeitores. Em função dessas atuações, tornou-se moda se falar em corrupção no Brasil. Falam de corrupção até quem não conhece seu significado. O termo corrupção é usado até pelos mais desavergonhados fariseus. O chamado combate à corrupção tornou-se um elemento de tal moda que até corrupto fala em combatê-la. E muitos desses corruptos têm uma história de corrupção muito antes dos governos populares. Muito deles fazem parte dos que mais atacam Dilma. Mas a sociedade sabe que se trata apenas de simulação: se mostrar que é o que não é.

Agora, imaginemos se Lula não tivesse sido eleito e o candidato do PSDB, José Serra, partido de Fernando Henrique, tivesse sido o vitorioso. Há quem acredite que o Brasil, no quesito combate à corrupção, seria esse que hoje experimentamos? Haveriam sido deflagradas operações como Lava Jato, Zelotes? CPI do HASBC? Operações que ligam diretamente os desgovernos Fernando Henrique. As mídias reacionárias, que sempre protegeram Fernando Henrique e seu partido PSDB, seriam hoje objetos de análise de jornalistas independentes? Se falaria sobre sonegação de impostos da emissora que mais enriquece com dinheiro público, a TV Globo? Claro que não. Seria possível os nazifascistas se manifestarem violentamente, como é de seu tipo psicopatológico, da forma que estão se manifestando como ocorreu no dia 15, dia da burguesia-ignara-parasita realizar convescote coletivo?  Claro que não.

Tudo estaria da forma que era antes. Os nazifascistas estariam satisfeitos, assim como a burguesia-ignara-parasita, os falsos políticos, falsos artistas, falsos comunicadores, todos não teriam motivos para se preocupar. Não haveria corrupção no país. Os chamados políticos, as empreiteiras, os bancos, a elite, as mídias reacionárias, seriam todas tidas como honestas, nacionalistas e patrióticas. E a Petrobrás, que já vinha sendo corrompida no tempo dos desgovernos de Fernando Henrique, não seria peça de investigação. A estatal estaria calmamente produzindo e não seria objeto de assalto de  uma corja de funcionários crápulas, empreiteiras inidôneas e aéticos políticos. E sobre Furnas? Nada se saberia. Também estaria em completo funcionamento. Tudo caminharia como querem as direitas farisaicas.

Só que Lula e Dilma foram reeleitos presidentes da República e conseguiram produzir, junto com o povo, uma nova realidade onde os órgãos de controle do dinheiro público funcionam como instituições republicanas e democráticas. Daí o valor histórico desses dois governos para a sociedade brasileira.

Sabe-se que os dementes e ensandecidos vão às ruas, democraticamente, não para exigir combate à corrupção, porque isso já estar ocorrendo, eles vão às ruas, impulsionados por suas próprias taras psicopatológicas expressadas em gestos obscenos, amorais, pornofônicos. Um direito também produzido pelos dois governos. Afinal, o capitalismo não é só uma fábrica produtora de loucura monetária, mas também de vícios-gregários-axiomáticos, apresentados paranoicamente como valores, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari. E de vícios-gregários-axiomáticos paranoicos as direitas são hexacampeãs.

Por tal realidade, apesar dos equívocos dos governos populares, o Brasil deu o salto-ontológico para a sua humanização.

AÉCIO, SUA INEXISTENTE BARBA, E OS BARBUDOS: CRISTO, MARX E FREUD

??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????Durante toda pré-história os homens tinham barba. Alguns entendimentos podem ser inferidos sobre essa realidade. Os homens não se preocupavam com ter barba por trata-se de um caso natural, ter barba não lhes incomodavam e, também, porque não havia instrumento técnico para rapa-la. Com as evoluções epistemológicas e, consequentemente, a produção de um instrumento cortante, alguns começaram a fazer uso em si mesmo. O resultado foram barbas raspadas.

Na antiguidade era comum o uso de barba, assim como também na Idade Média. Mas um fato histórico levou muitos a cultuarem a barba: a representação patriarcal simbolizada como autoridade. Daí para frente essa categoria passou a dominar em muitos homens. Entretanto, alguns homens transfiguram o uso da barba com símbolo patriarcal para representação da responsabilidade histórica em que estavam engajados.

O certo mesmo, é que o cultivo da barba tem vários sentidos, mas sempre como expressão social. Houve um tempo em que a maioria dos homens não fazia mais uso do culto à barba. Isso ocorreu, em grande parte, no final do século XIX e XX. Um fator foi o hipócrita conceito burguês de que barba traduzia falta de higiene, sujeira do usuário.

Todavia, com o pós-guerra, e, consequente, com as novas formas de entendimento do mundo, eclodiram movimentos políticos, sociais, artísticos em que seus membros passaram a fazer uso da barba. Por exemplo, na década de 50, oriundo da década de 40, o movimento beatniks, impulsionado pelo poeta Jack Kerouac, que cartografou o movimento hippie. Os barbudos de então, têm na barba uma representação de liberdade que se expressava no protesto contra as forças do império capitalista promoter das guerras colônias, como no caso do Vietnam, com objetivos econômicos.

De lá para cá, uso da barba não perdeu essa representação. Entrou nas universidades, nas comunidades artísticas e operárias. Exemplo honesto de engajamento pela liberdade, Lula e sua barba. No Brasil, com a ditadura civil-militar, era um signo que para as forças repressivas representava subversão. O barbado era comunista, inimigo da ditadura. É muito simples entender essa “sabedoria” repressiva. Burguês não usa barba. Burguês é fariseu: é certinho, reto e limpinho.

Com essa história de cultuar a barba de modo displicente, muito nego ganhou um broto. A barba dava charme ao barbudo. Sem falar que também dava o charme do falso intelectual. Alguns brotos caírem nessa esparrela. Passavam a namorar o barbudo acreditando trata-se de um poeta, intelectual, qual o quê. O cara era um tremendo babaca. Muitas vezes dedo-duro. Porque a repressão usou esse recurso. Era comum descobrir dedo-duro barbado se passando por um cara livre. Um cara enturmado.

Pois bem, dos grandes nomes que elevaram e elevam a humanidade, três se revelaram incontestes barbados históricos. Cristo, Marx e Freud. Mas suas barbas transcendiam às imposições das etapas sociais. Não representavam o patriarcalismo, o compromisso e o modismo. Eram barbas por si mesmas. Portanto, barbas singulares em suas individuações. Só que essas barbas foram entendidas como modelos a serem seguidos. Daí um número de simuladores barbados: têm barbas, mas não têm. Na verdade, apenas uma caricatura.

Como é sabido de alguns brasileiros, Aécio Cunha, deixou a barba crescer. E, como também é sabido de alguns brasileiros, Aécio Cunha é um típico burguês que defende com destemor o ideário do sistema capitalista. E como defensor do sistema capitalista carrega os valores dele.

Sendo assim, sabe-se que a barba de Aécio não tem nenhuma semelhança com as barbas das três grandezas da humanidade. Assemelhar a Aécio com Cristo é destrambelhar a história. Aécio é ressentido. Cultua a vingança. Conspira continuamente contra Dilma que para ele é responsável por seu sofrimento. Ao contrário, Cristo não tem ressentimento. Não culpa ninguém, não persegue a vingança e nem julga. Não carrega um tribunal para condenar, porque não se toma como juiz. Em relação a Marx, não precisa caprichar nas tintas, como diziam nossos avós. Basta reafirmar: Aécio é um burguesaço. Cultua compulsivamente os valores capitalistas, principalmente a ambição. Já, com relação a Freud, é claríssima a confirmação edipiana de Aécio. Toda a carreira de Aécio foi pontuada pelos vínculos da proteção dos códigos do complexo de Édipo. Ele sempre precisou da imagem do pai para colher seus frutos da árvore triangular edipiana. Precisou do avô. O símbolo patriarcal do Édipo como estrutura do familismo. Daí que edipianizado permanece menino. Um quadro preocupante para o país, visto que uma nação não pode ser governada por um menino. Mas essa ameaça já passou. Mas em sua fantasia Aécio continua a ordenação edipiana. Por exemplo, a proteção que as mídias aberrantes lhes concedem. Aécio não escapa de Édipo.

Em síntese, a barba de Aécio não reporta a nenhuma dessas grandezas da humanidade. É uma barba caricata que só agrada a ele para poder fantasiar um ‘novo visual’. E poder afirmar fantasiosamente: “Vejam, agora sou outro”.

Mas na verdade, é Freud quem explica mais intrinsecamente essa questão. Para Freud a barba de Aécio não passa de uma ilusão. Porque a ilusão é um desejo sem objeto real. Freud é Freud, rapaziada! Não deu outra: Aécio raspou a barba. Era tudo ilusão!

A ADVOGADA E HISTORIADORA HERILDA BALDUÍNO DE SOUSA, RECEBEU O PRÊMIO ROSE MARIE MURARO – MULHERES FEMINISTAS HISTÓRICAS

940707-entrega%20de%20premiodsc_8765A militante dos direitos humanos, fundamentalmente, os direitos das mulheres, Herilda Balduíno de Sousa, advogada e historiadora, foi uma das ganhadoras do Prêmio Rose Marie Muraro – Mulheres Feministas Históricas, criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres.

940704-entrega%20de%20premiodsc_8725 940701-entrega%20de%20premiodsc_8676O prêmio que tem o nome da feminista, escritora e pesquisadora Rose Marie Muraro, foi criado para homenagear tanto Muraro como as mulheres que lutam pelas igualdades de direitos. Os prêmios deste ano é para as mulheres idosas que lutaram pelos direitos de igualdade e justiça da sociedade brasileira.

Herilda foi premiada por sua luta que vem desde sua juventude. Ela foi advogada dos presos políticos que foram perseguidos pela ditadura civil-militar implantada no Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Foi também advogada da Comissão Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Desde pequena, fui muito rebelde e achava muito esquisito a mulher dentro de casa sendo mandada, lavando, passando, cozinhando. Quando fui estudar no ginásio, o custo era misto e vi que queria ter direitos iguais aos dos meninos. Nessa fase eu já era politizada e vi que isso teria que mudar a partir de uma mudança jurídico-político.

A partir da metade do século 20, as mulheres pegaram à unha o direito de fazer a sua história. E fizemos, e conquistamos, e ganhamos e hoje temos essa realidade”, disse a militante Herilda.

940699-entrega%20de%20premiodsc_8633 940697-entrega%20de%20premiodsc_8594Outras mulheres também foram premiadas, entre elas a ex-mulher do combatente Carlos Marighela, que foi morto em 1969 pela ditadura, militante do Partido Comunista Brasileiro, Carla Chaf. Ela fundou a Associação Mulheres pela Paz.

“Fico pensando o quanto a gente avançou daquela época para agora. Tem muita gente que não sabe o quanto se lutou no Brasil para chegar a onde chegamos hoje e ter uma mulher na Presidência da República.

940694-entrega%20de%20premiodsc_8507 940690-entrega%20de%20premiodsc_8444940695-entrega%20de%20premiodsc_8554Tem mulheres no campo, na cidade, em todo lugar, lutando para transformar a vida da família e do país”, disse Carla Chaf.

Outra premiada foi a educadora de 76 anos, especialista em educação popular, Moema Viezzer, exilada durante a ditadura e criadora da Rede Mulher de Educação.

“Esse prêmio é uma forma de trazer à tona toda uma carga histórica que tem o movimento feminista. Cada uma teve uma forma de contribuir e de atuar em prol da equidade entre homem e mulheres.

Fiz um trabalho de educação popular feminista. Trabalhávamos sobretudo com as populações mais pobres”, inferiu a educadora.

As outras mulheres engajadas premiadas foram Lenira Maria de Carvalho, Mireya Soárez e Neuma Aguiar.

DILMA, AO RECEBER O RELATÓRIO FINAL DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE, NÃO CONSEGUE CONTER AS AFECTOS-ETICIZADOS

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A presidenta Dilma Vana Rousseff, recebeu das mãos do coordenador do colegiado da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari, o relatório final que tratou das acusações sobre os agentes públicos que durante a ditadura civil-militar que durou de 1964 a 1985, praticaram atos de exceção como prisões, sequestros, torturas e assassinatos. No todo, o documento contém 4,4 mil páginas, e aponta 434 mortes e desaparecimento durante o regime de exceção. Para o coordenador, as práticas de violências foram realizadas sistematicamente pelos envolvidos na repressão. Como já era de se esperar militares da reserva se opuseram ao documento.

Um momento de intenso afeto foi quando a presidenta recebeu o documento. Dilma, não só por ter sido vítima da ditadura quando foi presa e torturada quando era uma adolescente, mas pela sua grandeza de ser humano que concebe e vive um espírito ético, não suportou a subjetividade do momento e chorou. Chorou de uma forma tão contagiante que várias vezes teve que parar seu discurso.

“Nós que acreditamos na verdade, esperamos que esse relatório contribua para que fantasmas de um passado doloroso e triste não possam mais se proteger nas sombras do silêncio e da omissão.

Sobretudo merecem a verdade aqueles que perderam familiares e parentes e que continuam sofrendo como se eles morrem de novo e sempre a cada dia.

O Estado brasileiro vai se debruçar sobre o relatório, olhar as recomendações e propostas e tirar as consequências necessárias. Agradeço aos órgãos que colaboraram com as investigações da comissão e aos homens e mulheres livres que relataram a verdade para a comissão.

Presto homenagem e manifesto caloroso agradecimento aos familiares dos mortos e desaparecidos, aqueles que com determinação, coragem, generosidade, aceitaram contar suas histórias e histórias de parentes, amigos, companheiros que viveram tempo de dor, morte e sofrimento.

Com a criação desta comissão, o Brasil demonstrou a importância do conhecimento deste período para não mais deixa-lo se repetir. Conhecer a história é condição imprescindível para construí-la melhor. Conhecer a verdade não significa reagir, não deve ser motivo para ódio. A verdade liberta daquilo que permaneceu oculto”, discursou a ilustre estadista, Dilma Vana Rousseff.939959-comissao%20da%20verdade-4

Há na finalização do documento da Comissão Nacional da Verdade, dois portentosos significados políticos-históricos. Um, o óbvio, o fato do documento, ter sido elaborado e entregue à memória do Brasil. Outro, o inesperado, o fato de que quando da tentativa da criação CNV, houve grande posição pessimista pelos motivos que se reconhece, mas que não foi capaz de impedir sua criação. As posições contrárias não vieram apenas dos que se achavam atingidos, mas, também, de personagens que se tomam como democratas. E, também, como era esperado, de grande parte das direitas.939960-comissao%20da%20verdade-5

Apenas uma observação na máxima dita por Dilma no final de seu discurso. “A verdade liberta daquilo que permaneceu oculto”. Uma força aos psicanalistas que chamam de cura a manifestação do que se encontrava oculto como elemento traumático. A verdade é o que foi censurado no sujeito reprimido que teve que recorrer ao sintoma. Mas ninguém pode se sentir livre e produtivo sob a força do sintoma.

E tem mais uma máxima psicanalista proferida por Dilma. “Conhecer a história é condição imprescindível para construí-la melhor”. Conhecer seu passado e historicizá-lo como potência produtiva do futuro. Sem escravismo-neurótico e nem psicótico, mas como sujeito-histórico que se move em seu objeto de desejo produção-coletiva.

TERREIRO ZOGBODO MALE BOGUN SEJA, ROÇA DO VENTURA, NA BAHIA, FOI TOMBADO

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Em dezembro do ano de 2008, a veneranda vodunce Alaíde de Oyá, Alaíde Augusta da Conceição, presidenta da Sociedade Religiosa Zogbodo Male Bogun, solicitou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o tombamento da casa de candomblé matriarcal de tradição Jeje-Mahi. Os técnicos do Iphan realizaram os estudos e as avaliações e não deu outra: O Terreiro Zogbodo Male Bogun, conhecidíssimo como Roça do Ventura, foi tombado. O que significa que o terreiro para o culto das divindades Vodum está sob proteção legal.

“O terreiro tem uma particularidade, apresenta com clareza as distribuições funções dos rituais no terreno natural, coisa que os terreiros urbanos perderam muito. Os terreiros em geral, têm imenso valor, mas foram sendo apertados pelas construções e perderam espaço.

O tombamento, além de proteger a integridade do imóvel, garante que ele não seja invadido ou o espaço seja ocupado”, afirmou Jurema Machado, presidenta do Iphan.

Em Salvador, ainda foram tombados os seguintes terreiros: Terreiro da Casa Branca, Terreiro de Candomblé do Bate-Folha Manso Banduquenqué, Terreiro de Allaketo, Ilê Maroiá Laji, Terreiro do Axé Opô Afonja, Terreiro do Gantois Ilê Iyá Omin Axé Yiamassé. Já em São Luiz foi tombado o Terreiro Casa de Mina Jeje.

Axé, meu pai! Oxalá, minha mãe! 

 

DILMA INDICA MINISTROS DA FAZENDA E PLANEJAMENTO: JOAQUIM LEVY E NELSON BARBOSA

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Abaixo de inúmeros protestos tanto de trabalhadores, intelectuais e políticos, a presidenta Dilma Vana Rousseff, formalizou a indicação dos ministros para a as pastas da Fazenda e do Planejamento. Apenas uma formalização porque os dois nomes já eram do conhecimento até dos minerais de tanto ter sido falado nos meios de comunicação, principalmente nas mídias acéfalas que adoraram as indicações por dois motivos. Um por trata-se de homens com ideias econômicas semelhantes as suas. E dois, porque, para elas, o governo Dilma será um governo claramente de direita quanto ao tema economia.

Os nomes indicados, Joaquim Levy, para o Ministério da Fazenda e Nelson Barbosa, para o Ministério do Planejamento já são do conhecimento do governo Dilma. O primeiro é ex-secretário do Tesouro Nacional e o segundo ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda.

Joaquim Levy tem o aval do setor financeiro, visto que tem grande experiência neste setor, assim como no setor público, afirma os que receberam a indicação com entusiasmo. Nelson Barbosa tem em seu curriculum o fato de ter sido membro da equipe econômica dos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota oficial a presidenta Dilma, agradeceu aos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Miriam Belchior. Para Dilma, Mantega, soube com talento e inteligência, enfrentar a crise econômica internacional. Já Miriam Belchior, de acordo com a presidenta, foi fundamental na condução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Em 12 anos de governo, Mantega teve papel fundamental no enfrentamento da crise econômica internacional, priorizando a geração de empregos e aumentando a renda da maioria da população.

 A ministra Miriam Belchior conduziu com competência o andamento das obras do PAC e a gestão do Orçamento Federal”, diz parte da nota.

PÓRTICO DAS ARTES DA AFIN ENUNCIA: “UMA NOITE NEGRA”

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“O pistão d’Armstrong será no dia do Juízo Final o intérprete dos sofrimentos do homem”

Paul Niger

“África guardei tua memória África

Tu estás em mim

Como o espinho na ferida

Como um fetiche tutelar no centro da aldeia

Faz de mim a pedra de tua funda

De minha boca os lábios de tua chaga

De meus joelhos as colunas quebradas de sua queda

E no entanto

Quero ser apenas de vossa raça operários camponeses de todo os países”.

Jacques Roumain                                                                                                                                                                                                         A Associação Filosofia Itinerante (Afin) é um corpus filosófico, político e estético que sendo apanhada pelos dizeres dos não-filósofos estoicos, Epicuro, Spinoza, Machiavel, Nietzsche, Marx, Engels, Michel Foucault,  Deleuze, Guattari, Toni Negri, Jean Baudrillard, Clément Rosset, Bárbara Cassin, entre outros e outras tenta produzir  novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar. E dessa forma, possibilitar novas formas de existências que transcendam os sentidos e os entendimentos cristalizados pelo sistema dominante alienador. A imagem do pensamento dominante  como Estado-paranoico.

Para que essas produções se tornem enunciações políticas, filosóficas e estéticas, a Afin parte de alguns vetores como o teatrosófico, cinemasófico, esquizosom, poiesofia, letrasófica, marionetesófia e etc. O que significa trabalhar com a inteligência coletiva como devir-produtivo continuou.

“Aguardas o próximo chmadao

A inevitável imobilização

Porque tua guerra só conheceu tréguas

Porque não existe terra onde não tenha corrido teu sangue

Língua em que tua cor não tenha sido insultada

Sorris, Black Boy

Cantas,

Danças,

Embalas as gerações

Que em todas as horas partem

Para as frentes do trabalho e do tormento

Que vão lançar-se amanhã ao assalto das bastilhas

Rumo aos bastiões do futuro

Para escrever em todas as línguas

Nas claras páginas de todos os céus

A declaração de teus direitos menosprezados

Há mais de cinco séculos…”

Césaire

Trata-se de uma práxis e poiética que já desenrola, em Manaus, há 13 anos, e sempre sem quaisquer fins lucrativos.  E quase sempre nos território menos atingidos pelas políticas públicas dos governos locais. Que em verdade, são historicamente, omissos por limitação de inteligência política e falta de sentido de solidariedade social.

Embora a Afin sempre esteja envolvida pelas questões das etnias, como a indígena e negra, todavia, como estamos na semana de comemoração da Consciência Negra, ela decidiu produzir uma festa na noite de hoje em seu singular território rizomático filosófico, político e estético: Pórtico das Artes. Local cujo nome foi influenciado pelo templo Pórtico das Pinturas da Escola Estoica (Stoá Pokilé).

“Me devolvam minhas bonecas pretas quero com elas brincar

Os jogos ingênuos de meu instinto

Ficar à sombra de suas leis

Recobrar minha coragem

Minha audácia

Me sentir eu-mesmo.

De novo eu-mesmo como eu era

Ontem

Sem complexidade

Ontem

Quando chegou a hora do desenraizamento…

Eles arrombaram o espaço que era meu”.

A festa cujo título é Uma Noite Negra contará com alguns enunciados como a conferência O Entendimento da Filosofia Política sobre o Conceito Negritude. E mais cantos-negros, poesia-negra, sambas, hip-hop, candomblé, uma roda de capoeira sob a movimentação do Contra Mestre, Salvador, da Academia Manduca da Praia cuja escola é no próprio Pórtico das Artes. Serão apresentadasm, também, algumas iguarias da culinária negra. A festa tem uma cor especial, porque irá compor com os moradores do bairro que são desprovidos de qualquer enunciação política, filosófica e estética. 

 O Pórtico das Artes fica no Bairro Nova Cidade, rua 72, n° 4, quadra 149. É um dos  bairros mais pobres de Manaus, entre tantos.

“Minha negritude não é uma pedra, surdez que é lançada contra o clamor do dia,

Minha negritude não é uma catarata de água morta

Sobre o olho morto da terra

Minha negritude não é nem torre nem catedral

Ela mergulha na carne rubra da terra

Ela mergulha na ardente carne do céu

Ela fura o opaco desânimo com sua precisa paciência”.

“O negro não é uma cor, mas a destruição desta clareza

De empréstimo que cai do sol branco.

A liberdade é cor da noite”.

Césaire

Uma Noite Negra.

A INCONTESTÁVEL DIFERENÇA DE DILMA EM RELAÇÃO A AÉCIO É DA ORDEM DAS BIOGRAFIAS: UMA HISTÓRICA E A OUTRA DOMÉSTICA

O filósofo Francis Bacon diz que um grande homem é aquele que se compromete com as grandes questões da natureza e do mundo envolvidas nos interesses da humanidade. Nesse sentido entende-se que existiram e existem grandes homens como Spinoza, Machiavel, Marx, Engels, Freud, Rosa Luxemburgo, Simone Weil, Hannah Arendt, Sartre, Simone Beauvoir, Mandela, Che, entre tantos outros e muitos brasileiros como Lula.

Os grandes homens, por seus compromissos referentes às questões da condição humana, carregam biografias relevantes construídas pelos seus engajamentos históricos. Seus percursos compostos com as condições matérias que encontram em seus tempos, como diz o filósofo Marx. O que mostra que “um homem não é o que ele pensa de si, mas o que faz (Marx)”. Assim, todos os grandes homens são suas realizações em liberdade, como diz o filósofo Sartre.

Considerando o tema biografia, existem dois tipos de biografias. Uma biografia doméstica e uma biografia histórica. Entretanto, a biografia doméstica pode ser entendida em diferentes perspectivas. Como essa biografia encontra-se expressa através dos modus de ser das pessoas em relação às suas experiências familiares, de certa forma nos surge duas expressões dessa biografia com conteúdos diferentes.

Há uma biografia doméstica que mesmo que tenha sido construída por via das experiências familiares ela não se resume ao interior desses segmentos. Os modos de relações de seus membros com suas ideias não ficam imobilizados nessa interioridade. Escapa para a coletividade. Um exemplo simplíssimo. Os pais educam seus filhos com ideias que vão se concretizar em comunhão com a coletividade produtora de modus de existência democrática.

O que significa que embora os pais tenham uma existência típica de família harmônica, entretanto, eles carregam signos democráticos que são concretizados nas relações de seus filhos com os outros segmentos político-sociais democráticos. O que impede que seus filhos sejam individualistas, trapaceiros, chantagistas e manipuladores como os conhecidos “filhinhos de papai e mamãe” alienados em suas eternas maneiras de bebês-epígonos que nunca crescem, pois já nascem de cabelos brancos.  

Se essa biografia doméstica vai às ruas para comunhão coletiva como sentido democrático, a outra biografia doméstica se mostra como contrária. Simplesmente, porque seus membros são captativos, o mundo tem que se submeter aos seus interesses. Conhecido, na sabedoria popular, como “meu pirão primeiro”. É essa a biografia de Aécio neves. A biografia doméstica do pequeno burguês. Tudo que ele representa vem dos planos traçados na classe dominante que sua família integrava e integra. Esse mundo já lhe esperava.

Aécio é o típico personagem do romance burguês muito bem apresentado pelo escritor francês Vitor Hugo. Quando Aécio nasceu já havia um mundo todo formado e segmentado para ele só transitar. Sua adolescia foi própria dos nascidos em pompa de classe tida como alta. Aos 17 foi agraciado com uma sinecura no Legislativo que lhe permitia não comparecer no cargo indicado. Aos 25 anos foi elevado ao cargo de vice-presidente das Loterias da Caixa Econômica sem concurso. Foi eleito usando o nome do avô paterno, materno e pelo nome do pai e do tio. Assim, tem sido em sua doméstica existência.

Nada do que representa foi resultado de sua produção própria. E nessa representação doméstica ele encontrou, em sua traçada existência de classe privilegiada, outros sujeitos domesticados com quem teceu uma forte relação de domesticidade. Uma sociedade que reflete o sentido solipsista, egoíco, de família da classe burguesa que visa só seus interesses. Não é por acaso que a classe burguesa, em todas suas facetas, nacional e internacional apoia sua candidatura.

 Aécio nunca saiu de casa. Nunca foi para rua. Quando está na rua geograficamente, mantém a segmentaridade e o discurso familiar que lhe permitem a ilusória segurança de classe privilegiada. Valores fundidos da classe burguesa. Recorrendo ao filósofo Nietzsche no tema representado por Aécio, ele, ao contrário de ser ontologicamente um homem livre, que carrega corpos universais, é um homem cativo. O homem que se resume a linguagem e os modos de sua classe.

Assim, enquanto a biografia de Aécio é eminentemente doméstica sem qualquer questão superior apontada pelo filósofo Francis Bacon para os grandes homens, já biografia de Dilma se revela como uma grandeza histórica. Na mesma idade, entre os 17 e 21, em que Aécio vivia surfando nas praias cariocas e recebendo um salário extraído do erário público sem trabalhar, Dilma lutava pelas liberdades democráticas contra a ditadura que lhe rendeu prisão, tortura e ameaça de morte. Depois de solta, Dilma, não esmoreceu continuou lutando pela liberdade não só sua, mas do mundo, posto que a pátria da liberdade é o mundo que se constitui como o princípio fundamental da condição humana. Aí uma nota insigne de sua grandeza.

Envolvida nas questões fundamentais da natureza e do mundo, criando políticas para melhorar as condições dos brasileiros mais pobres, Dilma encadeou comportamento próprio da humanidade, já que um homem não se reduz a si mesmo, porque ele é todos os homens, como compreende Marx. Ao acabar com a fome no Brasil, de acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), ela se universaliza como fluxo para outros continentes que ainda lutam contra essa perversão criada pelo capitalismo mundial integrado (CMI), como é enunciado pelo filósofo Guattari.

Outra nota de sua grandeza humana encontra-se em sua luta pelos direitos dos trabalhadores. Enquanto Aécio, como senador, votava contra o salário mínimo, Dilma lutava pela dignificação da classe trabalhadora. Enquanto ele oferecia o mais baixo salário aos professores de Minas Gerais, Dilma assinava, junto com os trabalhadores, o piso salarial nacional dos trabalhadores. Como o trabalhador é o sujeito histórico por excelência que cria o mundo, Dilma ao lutar junto com os trabalhadores pela valorização da força de produção do trabalhador, ela se propaga mundialmente, visto ser o trabalhador, a maior e mais rica classe no sentido poiético e no sentido da práxis na terra.

Essa a incontestável realidade. Enquanto Dilma tem uma biografia histórica de uma grande mulher, como pensa o filósofo Francis Bacon, Aécio tem uma biografia doméstica, como quer a burguesia. Enquanto a biografia de Dilma é revolucionária, a biografia de Aécio é reacionária. Com rima e tudo.

DILMA, EM ENTREVISTA COLETIVA, FALA SOBRE A MORTE DE GETÚLIO, ENTRE OUTROS TEMAS, E ENCARA O “ESTADÃO’

A presidenta Dilma Vana Rousseff, concedeu entrevista coletiva onde falou sobre os 60 anos da morte de Getúlio Vargas, relembrada ontem, dia 24, o almoço que teve com o jornalista Lira Neto, autor de uma trilogia sobre o ex-presidente gaúcho, a Petrobrás, sua candidatura à reeleição a Presidência da República, e de quebra mandou o Jornal Estado de São Paulo apresentar prova de que o pagamento do PAC encontra-se atrasado. A cobrança ocorreu por causa de uma reportagem do jornal reacionário, que em plena campanha contra a reeleição de Dilma, afirmou o despropósito.

Da importância de Getúlio – “Se nós não entendermos a História de nosso país, nós não entenderemos a construção da nação brasileira. Não é o momento que faz o país. Um país é feito de sua História, suas memórias, suas lideranças políticas e acredito que o Getúlio, com toda a humanidade dele, permite entender o Brasil de um determinado momento histórico”.

Sobre as acusações contra agentes da Petrobrás – “A Petrobrás é muito maior que qualquer agente dela, seja diretor ou não, que cometa equívocos crimes (…) isso não significa a condenação da empresa”.

Sobre o período eleitoral para divulgar as obras do governo – “É como se tivesse fazendo uma prestação de contas para a sociedade. Por exemplo, as pessoas que nunca tiveram e nem passaram pela cabeça delas, que eram pessoas muito humildes, que elas teriam como ver um filho se formando como médico. Isso está acontecendo no Brasil. Eu quero mostrar as conquistas desse país, eu quero mostra que esse país mudou”.

Sobre a acusação leviana do reacionário pasquim, Estadão – “O que existe é o seguinte: até você empenhar, fiscalizar e pagar tem um período, não é automático, você não sai pagando.

Vocês têm que mostrar e provar que tem atraso de tantos dias. Porque tem horas que as afirmações, e é por isso que eu quero esse período de resposta na televisão, é que tem hora que as afirmações nossas não chegam ao leitor”, mandou ver a presidenta. 

CRIANÇA SEQUESTRADO PELA DITADURA ARGENTINA E QUE TEVE A MÃE ASSASSINADA APARECE E LEVA À AVÓ, EXCLAMAR: “OS PORTA-RETRATOS JÁ NÃO ESTÃO MAIS VAZIOS”

A ditadura argentina que perdurou entre os anos de 1976 a 1983, prendeu, torturou e assassinou tanto quem protestava contra os militares como também inocentes. Foram milhares de pessoas presas arbitrariamente. Foi a ditadura mais perversa dos últimos anos. Apesar de se saber que toda ditadura é perversa, visto que o afeto de solidariedade, que é humana, é desviada e substituída pelo ódio como forma de sublimação. Todo ditador é alguém que não atingiu em si o sentido ontológico do humano.

Em sua perversidade a ditadura argentina desenvolveu uma prática das mais terríveis contra os prisioneiros. As mulheres que eram aprisionadas e estavam grávidas, depois do parto tinham seus filhos sequestrados e, a maioria, era entregue para famílias de militares ou amigos dos ditadores que os criavam como filhos. Esse caso encontra-se amplamente disseminado na literatura, no teatro, no cinema e na música. Com os filhos e os netos desaparecidos, milhares de mulheres argentinas, mães e avós, criaram o movimento de procura de seus parentes e se reuniam na Praça de Maio e passaram a ser conhecidas como As Mães e as Avós da Praça de Maio. Há quarenta anos elas cultuam essa luta épica.

Estela Carlotto, presidenta do movimento Avós da Praça de Maio, há 36 anos passados teve a filha Laura Carlotto, presa e assassinada pelas forças sádicas repressivas. No momento de sua prisão, Laura, estava grávida e foi torturada e assassinada.

Envolvido pela subjetividade da ditadura, o pianista Guido, compôs a música Pela Memória em homenagem às vítimas da repressão. Como era carregado pela angústia de sua origem, um dia, como um Édipo que procura sua identidade, ele resolveu ir até a Praça de Maio e se submeter ao exame de sangue para ver se tinha alguma relação com as vítimas da repressão. Logo sua angustia identificatória desapareceu: o exame mostrou que ele é filho de Laura.

Mas a decisão de ir até a Praça de Maio para realizar o exame Guido tomou no momento em que viu nos meios de comunicação da Argentina a campanha realizada nas vésperas da Copa, para que quem tivesse dúvidas sobre sua origem, procurasse as mães e avós da Praça de Maio desencadeada pelos jogadores Messi e Mascherano. Uma demonstração de quanto os jogadores argentinos tem educação política, ao contrário dos nossos jogadores alienados modelitos.

“Os porta-retratos já não estão mais vazios. Tem um rosto, eu vi. Ele é um bom rapaz”, disse a avó Estela Carlotto.

Mas a luta continua, como diz o povo. São mais de 300 crianças que a ditadura realizou o desaparecimento.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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