Archive for the 'Homoafetivo' Category



O MUNDO É GAY

(enunciações menores sobre o matrimônio)

Sabes que o matrimônio, antes do que costumamos chamar moderno, nada tinha a ver com o amor, não é? Claro, se sei; o matrimônio estava constituído segundo a ordem da propriedade privada. Sim, é isso mesmo!, e a propriedade era tanto o homem quanto a mulher e os filhos e recaia sobre as famílias a responsabilidade de escolher os esposos. O casamento era um contrato para que as riquezas (entenda-se a acumulação da propriedade privada)fossem agrupadas em um único grupo parental. Daí que a indissolubilidade tenha se tornado o princípio do matrimônio nestas épocas. Entendo, tanto que nenhum tipo de sentimento fortuito, paixão casual e de momento, entre tantas outras ações que colocasse em risco a propriedade deveria ser extirpada. Tudo sob o domínio do homem. Sim, uma ordem patriarcal. Poderíamos dizer até que foi uma obrigação moral que tomou para si força de lei. Por esta razão que o matrimônio moderno foi completamente destruído pelo amor.  Não entendi. Ora, o matrimônio antigo era fundado na perpetuação da espécie, na ordem da propriedade e no domínio patriarcal sem tergiversações. Começo a entender: aí veio a ideia de amor e estragou tudo. Sim, mas um amor enjaulado nas teias de definições dogmáticas da Igreja. Logo começaram os outros fundamentos modernos do matrimônio onde a mediação de Deus (através dos sacerdotes da Igreja) e da sociedade civil (leia-se sociedade burguesa) foi necessária para reinventarem as relações de dominação. E depois o casamento tomou para si uma a estrutura de união civil, organizado segundo leis. E até hoje perdura a ideia de que o casamento apenas pode ser entre um homem e uma mulher. Mas este amor não mudou muita coisa dos primeiros fundamentos do matrimônio. Sim, ambos estão correlacionados a definição burguesa. Mas as coisa estão mudando. Agora a união entre homoafetivos está em pauta. Sim, a própria ordem jurídica encara agora não apenas a tradição conservada, mas também os laços de afetividade que unem as pessoas que desejam constituir uma família. É aí que o amor pode ser percebido não como uma regra pré-definida, mas como uma emancipação dos enunciados matrimoniais constituídos e se envolver na sociedade como um elemento constitutivo de produção existencial. Aí sim o amor vai estragar o matrimonio tradicional e moderno.

(conversações para além do espaço/tempo definido)

Tu sabes que o direito à formalização da união entre casais homossexuais é reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2011. Claro que sei. Desde então, no Brasil houveram vários. E sabes também que a senadora Martha Suplicy está com o projeto  (PLS 612/2011) que reconhece como entidade familiar “a união estável entre duas pessoas, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”. Sim, e isto vai de encontro ao código civil atual (Lei 10.406/2002) que limita o reconhecimento a relacionamentos entre homem e mulher. Mas tu sabes também que o que tem que valer é o amor. Claro, mas um amor que vá além dos gêneros e da família e da lei. Sim, um amor revolucionário, portanto, político.

Deste jeito, não é somente o amor que vai estragar o matrimônio. Por quê? É a própria necessidade social do casamento que é colocada em dúvida? E não é: olha o caso da união poliafetiva que ocorreu no interior de São Paulo. E não é disso que estou falando? Ah tá! Um homem e duas mulheres em Tupã, já vivendo uma união estável, resolveram oficializá-la. E tudo como manda a lei. Isso lhes dá os direitos que uma união estável legal pode lhes garantir, como a qualquer outro casal. “A lei não permite casamentos poligâmicos, mas neste caso, nenhum deles é casado e os três vivem juntos por vontade própria. Há, portanto, uma união estável, um contrato, onde se estabelecem regras, formas de dividir funções e colaborações para a estrutura familiar”, disse a tabeliã, Cláudia do Nascimento Domingues, do cartório onde foi registrada a escritura. A questão não é mais o casamento, mas o que se constitui como família, tanto no plano jurídico, social e afetivo.

Isso pode ser um bom início para começarmos a conversar sobre como os preconceitos sociais surgem justamente da conservação de atos morais que estão embasados em uma história patriarcal-burguesa, onde os valores não foram postos pelo agenciamento de desejos coletivos, mas impostos por interesses privados. Mas tenho uma boa notícia pra ti. Então diga. Segura: acabou o impasse da Parada Gay em Taguatinga, no Distrito Federal. Fizeram o maior drama para que a parada não fosse feita na Avenida Comercial Norte. O que aconteceu? Dizem que o governo de lá tava cedendo a pressões disvangélicas, mas  secretário da Casa Civil, Suedenberg Barbosa, liberou e a festa vai ser dia 6 do próximo mês. Valeu!

“em outubro, enviaremos um projeto à Assembleia Nacional e ao senado para permitir que casais do mesmo sexo se casem. O projeto também permitirá que eles formem famílias e adotem crianças”. De quem é esta fala? Não sei. Do primeiro-ministro da França, Jean-Marc Ayrault. Na França, país que foi um dos pioneiros da legalização da união entre pessoas do mesmo sexo em 1990, tá a maior discussão a questão do “casamento” gay. Quando ele disse isso?. Foi sábado passado, mas isso só vem confirmar as promessas de campanha do socialista François Hollande fez em sua campanha à eleição presidencial francesa. Entendi. Se tu quiseres saber mais sobre a discussão vai aqui e aqui.

A definição materialista de amor é uma definição de comunidades, uma construção de relações afetivas que se estendem através da generosidade e que produz agenciamentos sociais. O amor não pode ser algo que se fecha no casal ou na família; deve abrir-se para comunidades mais vastas. Deve construir, caso a caso, comunidades de saber e de desejo; deve tornar-se construtor do outro. O amor é hoje fundamentalmente a destruição de todas as tentativas de fechar-se na defesa de algo que não pertence a si. Creio que o amor é a cheve essencial para transformar o próprio em comum.

(Toni Negri em Exílio)

O MUNDO É GAY

(enunciações geradores de afectos alegres)

O que lhe faz alegre? Preocupo-me em agir procurando sempre o que há de bom nas coisas, investigando, estudando e analisando suas possibilidades, de um modo que o pensamento seja ordenado pela alegria. Então não transa com o preconceito? De jeito algum. O preconceito é justamente ao contrário da alegria, ele corrompe a geração da alegria e nos leva a tristeza. Sim; a tristeza é da ordem da ignorância, assim como a tristeza é da ordem dos maus encontros e engendra a ação dos homens maus. E estas ações estão constituídas em um mundo que se engendrou a partir de efeitos de ações perversas, as quais o processo do capital escamoteia suas causas. Esforçar-se para que tudo possa nos parecer como natural. Sim, mas identificar indivíduos dentro de uma realidade constituída para que eles possam ser sujeitados a uma disciplina e controle normalizador é fazer com que muitos queiram para si o papel do juiz-normalizador da sociedade. Sim, uma sociedade que julga a todo momento. Uma sociedade da vigilância onde quem faz seu corpo e razão sair da norma é suspeito e, logo depois, condenado. Por isso, a ignorância é da ordem de um pensamento confuso, banhado de supertição, de um olhar estreito para o mundo. Sim, pois quando se tenta olhar ao longe, distante, encontra apenas sua própria imagem cristalizada como modelo. Pensamento confuso? Talvez nem sequer pensamento, pois a má vivência nos impede de pensar. Entendeu? Clara e distintamente como as estrelas sobre nós e a terra em que pisamos. E você? Clara e distintamente como o amor coletivo que gera esta nossa alegria no beijo que doamos a nós.

 (conversações pelos vários espaço/tempo da existência)

“Discriminação: Amsterdã acabou com ela”. Com essa Spinoza deve está uma alegria só! E não é?! Por mais que ele saiba que o orgulho é delirante, pois é considerar a imaginação como real e, assim, por conseguinte, ter uma opinião sobre si mesmo superior do que lhe é justo ter, a alegria foi as ruas contra o preconceito na Holanda. Foi sábado. As ruas de Amsterdã se encheram de gente para celebrar o Desfile do Orgulho LGBT pelo 17° ano consecutivo. Nem a chuva foi problema. A chuva é da natureza. É, ela só veio refrescar mais ainda a luta contra a ignorância. Qual? Não fizeram por lá uma nova legislação anti-LGBT imposta na cidade há quatro meses. Viche! Mas quero ver se isso vai ficar assim na Holanda?

Sabes o que é “caminho da sodomia”? É o caminho pelo qual chegamos primeiramente apalpando. Deixa de lezeira! Tá bom; diz o que é então. O pastor americano Kevin Swanson, do Colorado, em um programa de rádio disse que os bonecos criados por Jim Henson devem morrer, por seguirem o “caminho da sodomia”. Minha nossa! Quanta ignorância social!pois não é!? Tudo aconteceu porque a “Jim Henson Co.”, empresa criadora dos bonecos Muppets – decidiu rescindir o contrato com a empresa de fast food “Chick-fil-A” por sua postura contra o casamento igualitário. Já devia ter recendido antes por conta do colesterol altíssimo que estes fast food causam. Daí o pastor destilou o veneno: “Vila Sésamo e os Muppets estão seguindo o caminho da sodomia”. Tem mais: “a perspectiva cristã para a homossexualidade era a pena de morte, foi assim entre os anos 350 aC e 1850 aproximadamente. Por 1.500 anos, este modo de vida quase foi eliminada, exceto em alguns lugares, onde permaneceu escondido durante quase 1.000 anos, até recentemente “. justificou. Sabes o que é superstição? Sei: medo. Este pastor toma o irreal por real e não percebe quantos problemas há entre o céu e a terra que nem sonha a sua vã religião. Não sabe mesmo? Olha o apelido da empresa homofóbica: “frango de Jesus”. Minha nossa, Jesus agora é comerciante!

Casal Alejandro Grinblat (à dir.) e Carlos Dermger com o bebê, Tobias (Foto: Leo La Valle/Efe)

Essa aqui é para festejarmos com toda  alegria que temos. Manda lá!  Um casal gay, na Argentina, inscreveu nesta terça-feira o filho no registro civil de Buenos Aires sem a mediação de uma decisão judicial, um caso único no mundo. Maravilha! “É o primeiro caso em nível mundial onde a certidão de nascimento é expedida diretamente pelo registro civil como filho de dois homens. Em outros casos foi feito a partir de uma decisão judicial, que retificava a certidão anterior”, Maria Rachid, dirigente da ONG LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) explicou. Sabe qual a única luta de Carlos Grinblat, 41, e Alejandro Dermgerd, 35, os pais que registraram o pequeno Tobias? Diga. Formar uma família. “Nossa única luta era formar nossa família. É outro passo no reconhecimento dos direitos igualitários. Este é um caminho que começou há anos, e um marco foi o casamento igualitário”. Há minha Buenos Aires querida, minha Argentina de tantos tangos, de lutas contra torturadores e outras cositas mais…

 

Vamos “Todos Contra a Homofobia”. Vamos que vamos! Campanha contra a homofobia nas urnas. A política é o lugar onde o preconceito não deve mesmo existir. Mas… Sei, tem até demais. Mas isso não impede que possamos embarcar nesta campanha. Pelo contrário, vamos com tudo, digo, com toda alegria contra a ignorância. A campanha é: “Eu voto contra a homofobia” “Precisamos de políticas voltadas aos LGBTs, de pessoas que nos defendam. Por este motivo temos que estar atento aos candidatos que nos apoiam”, disse um dos responsáveis pela campanha. Mas lembremos que a política não tem que ter identidade, mas sim destacar o quanto puder as diferenças. Para participar da campanha, você precisa enviar uma foto com a frase “Eu voto contra a homofobia” para contra.a.lgbtfobia@gmail.com.

Se você mora em São Paulo vou lhe dá uma dica. Mas só para São Paulo? Sim. Então fale. “Estão abertas as inscrições para a 5ª edição do curso à distância “Conquista da Cidadania LGBT: a Política da Diversidade Sexual em São Paulo”. Realizado pela Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania em parceria com a Escola de Governo e Administração Pública (EGAP) da FUNDAP, o curso tem como objetivo capacitar quatro mil funcionários públicos do Estado, criando discussões sobre políticas públicas e reafirmando a concretização dos direitos da população LGBT. As aulas terão início em 28 de agosto”. Informações  aqui.

 

E pensar que o Milan já foi um time dos operários. Por que tá dizendo isso? O atacante Antonio Cassano, do Milan, foi multado em € 15 mil (R$ 37 mil) pela Uefa por declarações homofóbicas durante a última Eurocopa. O que ele disse? A declaração foi essa: “Se eles são “frocio” (termo vulgar em italiano para se referir a gays), o problema é deles. Eu espero que não exista qualquer “frocio” . depois pediu desculpa, ainda. Mas aí já era; até parece que poderia resolver o que disse retirando a culpa de si mesmo. Tem cada uma de cada um que vou te contar!

 Esta é antiga mais vale apena. Já sei o que é. Eu vi no meu Face. Tu tens, é? Claro, mas não reduzo minha vida a estas tecnologias, tanto que estamos aqui neste passeio lindo sob o luar. Então diz o que é. Tá bom: A imagem da união civil dos sargentos Will Behrens, de 34 anos, e Erwynn Umali, de 35 anos, oficializando a união deles fazendo o registro na capela de McGuire-Dix-Lakehurst, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Então mostra. Claro, amor.

Os militares Will Behrens e Erwynn Umali viraram viral no Facebook após casamento gay (Foto: Reprodução)

 Ficastes sabendo daquela da Joelma, da banda Calypso, que causou polêmica na rede social por aconselhar um fã gay a “se converter, virar homem e ter um filho”. Se vi. Até agora estou surpresa, pensei que ela não fosse assim. E não é? O que o Chibinha pensou disso? Sei lá. O que sei é que a Gaby Amarantos decidiu, neste sábado (4), fazer uma campanha contra a homofobia. Eu vi, ela tascou no perfil dele no Facebook, uma mensagem com uma camiseta contra o preconceito de LGBTs e escreveu: “Homofobia? Tô fora!”. Olha a foto. A ignorância tá até no meio artístico. Tá mesmo!!!

O companheiro Toni Reis mandou esta aqui para nós:

Para  conhecimento: RedeTV nega direito de resposta à ABGLT – pelo programa  Vitória em Cristo que   ofendeu  a comunidade  LGBT. Vamos  recorrer ao Ministério Público e ao Ministério  das Comunicações. As televisões são concessões públicas e não podem ser usadas para massacrar uma minoria.

Toni Reis

 

“O ódio que é inteiramente vencido pelo amor transforma-se em amor; e por essa razão, o amor é maior do que se o ódio o não houvesse precedido.” (Spinoza)

 

O MUNDO É GAY

(enunciações sussurrantes amorosas aos ouvidos)

Amor. Sim. A mais-valia é a primeira forma de corrupção no mundo. Não apenas por realizar a expropriação do excedente de trabalho do operário, mas porque pretende se apropriar de toda a energia do corpo e reduzi-lo à decadência de um corpo impotente para o desejo de liberdade. Subordina, então, o corpo a medida da ordem do capital em seus desdobramentos do mercado e da propriedade. Compreendo com alegria. Reduzir o corpo a uma situação degradante assim é negar a sua diferença. O corpo é uma multidão de corpos, sem identidade, sem representação. É uma constelação de singularidades que faz com que cada corpo seja único na reciprocidade social e política com os outros corpos. Multiplicidade de corpos. Fluxo desmedido. Sim, por isso pode se expressar de forma libertária, preservando seu ser, quando mantém relações com o estado de coisas constituído. Isso. Um modo de ser. O movimento que vai do poder constituído ao arremesso da liberdade vibrante do poder constituinte. Ele, o corpo, só é preso a uma função específica quando subsumido pelas paixões decadentes do processo do capital. Aí ele se torna reprodutor da norma e nada estranha. Por isso, amor, não tratamos da afirmação da identidade homossexual, mas da afirmação do desejo e da liberdade que quer se fazer corpo. Mas o mundo não é gay? Sim, mas não em uma realidade povoada de identidades e representações que funcionam como pressupostos para a existência. O mundo é gay porque cada diferença, em si, na reciprocidade dos corpos e nas composições desejantes que aumentam nossa potência, afirmamos a alegria do espírito (razão) subversivo das identidades. Tudo, então, é festa, alegria, desejo e liberdade. E a mais-valia? Sim?  O capital não vive a nos persuadir de que ela é o único caminho para uma vida feliz? Sim, mas “Os capitalistas podem dominar a mais-valia e sua distribuição, mas não dominam os fluxos dos quais decorrem a mais-valia (Deleuze/Guattari)”.

 (conversações pelos vários espaço/tempo da existência)       

Escuta só. Diga! Conhece Epicuro? Claro. Então sabes que nunca se é jovem ou velho demais para a filosofia, não é? Sei e concordo com alegria com ele. Pois bem, a TV Brasil não apresentou um programa sobre como estão envelhecendo as lésbicas e bissexuais femininas desta geração. Loucura! Nunca se é jovem demais ou velho demais para a alegria do corpo. Pois não é. Ainda houve entrevistas para saber como a vitalidade da potência vivente dos mais experientes está lhe dando com os retrógrados que insistem na ignorância do preconceito. Pôxa, não vi. Deixa de lazeira, tá aqui para assistirmos.

 

Falando nisso, não tão perturbando novamente a Lady Gaga. O que foi dessa vez? Tão acusando ela de promover a homossexualidade nos jovens. Para, né! Tudo isso porque sua instituição, Born This Way, anunciou parceria com a loja Office Depot para criar itens, como camisetas, que incentiva jovens a serem o que são. Daí a Associação da Família da Flórida, Estados Unidos, fazer a acusação descabida. Por que esta Associação não se preocupa em analisar em pormenor a influência que o capitalismo causa nos jovens, velhos e crianças através de sua indústria cultural? Verdade! Incentiva a corrupção da vida. Viu o que aconteceu no Colorado na estreia do filme Batman o cavaleiro das trevas? Se vi!

 

Domingo passado (22), em Belo Horizonte, na Praça da Estação, cartão-postal da capital mineira, os 15 anos da Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte foi comemorado com uma valsa. Uma alegria só. Estou sabendo. 30 mil corpos dançando. 30 não, se cada corpo é uma multiplicidade!? Nossa! Tens razão. Mas foi uma alegria com balões coloridos, sorrisos,beijos, amassos, foi uma festa temperada a muita valsa que iria deixar  Johann Strauss de queixo no chão. E olha, para ir a luta não precisamos das armas dos retrógrados como o rancor, o preconceito, o ciúme, o ódio, a violência e outras paixões decadentes, basta fazermos de cada instrumento disponível, nossa alegria e a dança e a música, por exemplo, uma arma de confete na cara deles.

 

Tu gostas de pessoas com uniforme? Não, parecem-me pessoas que só conseguem ver a vida de um modo unilateral. Não, estou falando de pessoas vestidas com uniforme. Ah tá! Até gosto, quando fazemos uns ajustes. Pois bem, “Dezenas de soldados e marinheiros marcharam ao lado de um caminhão militar decorado com uma faixa que dizia “Liberdade para servir” e uma bandeira com as cores do arco-íris. Militares vestidos em roupas civis também participaram da parada ao lado de seus colegas uniformizados”. Onde? Nos EUA, acredita? Claro, a liberdade não tem limites fronteiriços, econômicos ou políticos. E eles são membros das Forças Armadas de lá.

 

Sabes o que é lei? Uma regra que surge para normatizar o real social, ditada por uma autoridade para impor a ordem. Gostou? Porreta! Mas por que perguntou? Na Ucrânia não tão elaborando um projeto de lei para proibir propagandas, programas  de TV, filmes, eventos e campanhas publicitárias sobre a homoafetividade? Sério? E eu lá sou de sriedade? Verdade. Falo com razão e alegria. Já tinham feito isso na Rússia. Sim. Junto com a lei vem as punições, pois, logo, os homossexuais serão tratados como criminosos, pois o poder constituído nomeando e dividindo, definiu um crime. É aí que temos que conversar sobre a natureza social da justiça no mundo? Sim, com certeza.

o casamento é um consórcio que pode garantir a propriedade como herança para os cônjuges ou para quem eles decidirem melhor, concorda? Claro. Mas a dogmática da Igreja determinou também que o casamento tinha que ser uma aliança abençoada pela graça de Deus, certo? Sim. Aí, muitos não entenderam a integração teológica no mercado, e acham que o amor só pode haver quando um homem casa com uma mulher e estes são abençoados por Deus. Não é mesmo! Mas dessa vez se deram mal! Por quê? O gabinete pessoal da presidenta Dilma Rousseff enviou nota nesta quarta-feira (25) comunicando a Associação Brasileira de Gays, Bissexuais, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT) da alteração do registro civil do cabo João Batista Pereira da Silva no sistema de identificação da Marinha. Ele não tinha sido registrado como “solteiro”, mesmo tendo laços afetivos legítimos com seu companheiro!? A Dilma tá levando aos trancos e barrancos a greve com os professores universitários, mas foi linda nesta decisão.

Sabes que quando estamos vivos não sabemos o que é a morte e quando morremos já não podemos dizer o que ela é, não é? Eu já te falei que conheço Epicuro, amor. É mesmo, amor. Eu sei porque lembrou de novo do filósofo do jardim. Então diz! Vamos fazer um jogo sem regras? Tá certo. Vai. O que dizer quando do último suspiro de vida? Responde sem pensar? Tenho que pensar. Não, sem regras, direto. Tá bom. O que diria? Que te amo! Por que, amor? Por ser a coisa mais importante para mim, pois amo o mundo em ti, assim como tu amas todos em mim. Lindo! Sabes o que a Sally Ride, a primeira mulher norte-americana no espaço, disse como última enunciação antes da morte? Não. Ela revelou seu amor por outra mulher e o longo relacionamento amoroso que manteve com ela. A coisa mais importante para ela. Sim. Sua irmã escreveu em sua homenagem: “Tam O’Shaughnessy, era sua parceira nos negócios, na escrita da ciência e na vida”. E mais: “Sally nunca escondeu seu relacionamento com Tam. Elas eram companheiras, parceiras de negócios na Sally Ride Science, escreveram livros em conjunto, e os amigos muito próximos de Sally, é claro, sabiam do amor de uma para a outra”, “Nós consideramos Tam um membro da nossa família”.

A vontade de ser contra precisa, na realidade, de um corpo que seja completamente incapaz de se submeter a um comando. Ela precisa de um corpo incapaz de adaptar-se à vida familiar, à disciplina da fábrica, às normas de uma vida sexual tradicional, e assim por diante. (Se seu corpo se recusa a esses modos “normais” de vida, não desespere – use seu talento. Além de estar radicalmente despreparado para a normalização, o novo corpo precisa também ser capaz de criar uma nova vida. (Michel Hardt e Antonio Negri

Nota da ABGLT sobre o assassinato do estudante africano Toni Bernardo

A intolerância cometeu mais um assassinato. O estudante africano de Guiné-Bissau, Toni Bernardo da Silva, foi espancado até a morte por dois policiais e um empresário, filho de um delegado de polícia em Cuiabá, Mato Grosso. Sua sentença de morte foi decretada e executada depois que ele entrou numa pizzaria da cidade e esbarrou acidentalmente numa mulher, namorada do empresário.

A forma como foi assassinato Toni Bernardo leva a crer que teve motivação racial e xenófoba. A abordagem dos criminosos e o espancamento têm semelhanças com as investidas em outros casos de intolerância, que vem acometendo negros, homossexuais e outros seres humanos que não se enquadram no padrão estético, social e de orientação sexual.

A ABGLT manifesta seu pesar e se solidariza com os estudantes africanos de Cuiabá e do Brasil, com os familiares do Toni e a comunidade dos países africanos que tanto sofrem com a intolerância. Também nos colocamos ao lado de todos que desejam que as autoridades policiais de Mato Grosso façam uma apuração rigorosa e puna os criminosos, ensejando que a Justiça daquele estado não deixe impune este crime, pois a impunidade é a motivadora da sanha assassina dos intolerantes.

Curitiba, 27 de setembro de 2011

ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

A ABGLT é uma entidade de abrangência nacional, fundada em 1995, que atualmente congrega 237 organizações congêneres.

SOLDADOS AMERICANOS JÁ PODEM PUBLICAMENTE ASSUMIR-SE GAYS

Entre as armas da homofobia, nos Estados Unidos havia uma lei que vigorava desde 1993 – conhecida como “Don’t ask, Don’t tell” (DADT), “Não pergunte e eu não conto” -, que proibia os soldados gays de afirmarem publicamente a orientação homossexual. Então, na prática seria assim, os soldados poderiam ser gays, mas, caso não quizessem ser expulsos, não podiam revelar aos companheiros sua homoafetividade. Se indagados sobre o assunto, tinham de negar. Se fossem dedo-durados por terceiros, tinham que negar com mais convicção ainda. Desmunhecar na meia-volta volver, nem pensar, man@!

Hoje, terça-feira (20), essa homofóbica lei foi oficialmente abolida. Para o presidente Barack Obama, isso marca um importante passo em direção a cumprir os ideais de fundação do país. “Hoje a lei discriminatória conhecida como ‘Não Pergunte, Não Conte’ foi finalmente e formalmente repelida”, disse Obama em um comunicado divulgado pela Casa Branca. “A partir de hoje, americanos patriotas em uniforme não terão mais que mentir sobre quem são a fim de servir o país que amam.”

Segundo os mais atentos, embora a abolição da lei seja o avanço democrático, o que mais motivou o governo americano a aboli-la não foi a busca pelo fim da perseguição à boina rosa; os motivos são bem outros, muito bem notados em verdes cifras. É que a expulsão de soldados acusados de “homossexualismo” (aqui com toda a carga irracional e preconceituosa do termo) depreendia para as forças armadas americanas custos milionários. Conforme dados oficiais, desde que a famigerada lei entrou em vigor, em 1993, já haviam sido expulsos 14 mil soldados devido à descoberta ou revelação de sua homossexualidade. Somente em um ano de governo Obama, já haviam sido expulsos 644 soldados. Isso tudo em um país em crise financeira inacabável.

Mas a imagem do pensamento do Estado já aparece imediatamente no discurso de Obama. Ele aproveita qualquer ocasião para afirmar o autoritarismo/despotismo norte-americano. “Nossas Forças Armadas têm sido tanto um espelho quanto um catalisador daquele progresso, e nossos soldados, incluindo gays e lésbicas, deram suas vidas para defender a liberdade e as liberdades que prezamos como americanos. (…) Hoje todo americano pode se orgulhar porque tomamos outro grande passo rumo a manter nossas forças armadas as melhores do mundo e rumo a cumprir os ideais de fundação de nossa nação”, asseverou.

Ou seja, derrubar a famigerada lei não representa a afirmação democrática do Mundo Gay. Será preciso questionar todo o modelo americano, principalmente no que diz respeito à posição imperial que impõe a outras nações. A questão é não cair na armadilha das Forças Armadas americanas e assumir realmente o Mundo Gay, ou seja, um mundo onde não há lugar para a dominação, a exploração e a truculência, tudo que é preconceito e homofobia… Vamos nessa, man@!

OAB aprova proposta sobre diversidade sexual e destaca luta contra intolerância

Brasília, 19/09/2011 – O Pleno do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil aprovou hoje (19) em sessão plenária projeto de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que será encaminhado ao Congresso Nacional como contribuição da cidadania brasileira, visando o combate à discriminação e a intolerância por orientação sexual ou identidade de gênero. A aprovação foi saudada pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, que conduziu a sessão, como “a reafirmação de que incumbe ao advogado a luta pela paz social, pela defesa dos direitos humanos e dos princípios constitucionais de que todos são iguais perante a lei e, portanto, não podem ser discriminados”. A PEC foi apresentada pela Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB e teve como relator o conselheiro federal Carlos Roberto de Siqueira Castro, do Rio de Janeiro.

Ophir Cavalcante destacou que, ao enviar esse projeto à apreciação do Poder Legislativo, a OAB expressa também seu apoio ao princípio constitucional e mundialmente reconhecido da tolerância. Dessa forma, segundo ele, o envio da proposta tem ainda o objetivo de manifestar ao Parlamento que a entidade exerce pressão legítima por uma demanda da sociedade, ao requerer aprovação de lei de proteção aos direitos de homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais. Uma das principais mudanças é introduzida pela PEC ao artigo 3º, inciso IV da Constituição Federal, que trata dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. Hoje, tal inciso prevê: “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de preconceitos”. A proposta da OAB inclui entre eles, “a orientação sexual ou identidade de gênero”.

Quanto à legislação infraconstitucional que necessariamente deve se seguir à aprovação de uma PEC, nesse caso a OAB ficou de examinar em outubro próximo, um anteprojeto contendo as propostas de legislação que “consagram uma série de prerrogativas e direitos a homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, trangêneros e intersexuais e propõe também o reconhecimento das uniões homoafetivas”. A Comissão Especial da Diversidade Sexual já apresentou proposta de um Estatuto regulando essas questões a partir da vigência da Emenda à Constituição. O Estatuto deve ser apreciado em sessão plenária da entidade dia 24 de outubro.

Fonte: http://www.oab.org.br

DIA DO ORGULHO HETEROSSEXUAL É VETADO PELO PREFEITO DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Kassab, já havia advertido que vetaria o Projeto de Lei de Número 294/05, de autoria do vereador ultraconservador Carlos Apolinário, do partido da direita parasitária DEM, que propunha 1º de dezembro como o Dia do Orgulho Heterossexual. Advertência, e veto. Não adiantou sua aprovação, em segunda votação, no dia 2 de agosto.

A decisão de Kassab decorreu do entendimento que foi extraído do texto do projeto que, segundo o prefeito, iria promover o preconceito contra os homossexuais. “O texto da ‘justificativa’ que acompanhou o Projeto de Lei descreve, em vários trechos, condutas atribuídas aos homossexuais, todas impregnadas de sentimentos de intolerância com conotação homofóbica”. Entende-se, então, “que apenas e tão só a heterossexualidade deve ser associada à moral e aos bons costumes, indicando, ao revés, que a homossexualidade seria avessa a essa moral e a esses bons costumes”.

O projeto de Apolinário é estupidamente revanchista, próprio de consciência malograda. Revanchista porque pretende lutar por um status que ele acredita ser necessário para afirmar sua sexualidade e encontra-se com os homossexuais: o direito de ter o Dia do Orgulho Gay. Consciência malograda porque ele em sua contagiante estupidez não sabe que um gay geneticamente é heterossexual. Assim como um heterossexual, fenomelogicamente, é homossexual. Todo chamado homem e chamada mulher vivenciou em seus percursos corpos de seu mesmo sexo. E não há nada de imoral – como diz o filósofo Sartre: sempre os campeões da moral, e o pior da moral burguesa – o heterossexual se apaixonar por uma imagem símile.

Agora, quanto ao orgulho, de um corpo a outro, é sempre uma ideia triste, como diz o filósofo Spinoza. Todo tipo de orgulho é a tradução da insegurança. Nem o chamado gay, nem o chamado heterossexual não precisam de orgulho, visto que orgulho é imobilidade em uma imagem pétrea.

Nota de Repúdio da ABGLT aos 19 Vereadores da Câmara Municipal de São Paulo que aprovaram o projeto de lei nº 294/2005 que institui o Dia Municipal do Orgulho Heterossexual

O dia 2 de agosto de 2011 é uma data que vai entrar para a história da cidade de São Paulo. Infelizmente, isso acontecerá por uma razão que envergonhará a maioria dos/das cidadãos(ãs) dessa metrópole, cosmopolita, diversa, orgulho de todas e todos as(os) brasileiros(as).

A cidade que sempre acolheu a diversidade e que realiza a maior Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) do mundo, com quase 4 milhões de pessoas, acaba de receber a notícia de que 19 de seus representantes na sessão da Câmara Municipal hoje aprovaram um projeto de lei obscurantista, que discrimina milhões de cidadãs e cidadãos.

Quando os vereadores tomam posse, juram cumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal, que é a lei maior do município, observar as leis, desempenhar o mandato e trabalhar pelo progresso do Município e bem estar de seu povo.

O Preâmbulo da Lei Orgânica do Município de São Paulo declara que “a presente Lei Orgânica, (…) constitui a Lei Fundamental do Município de São Paulo, com o objetivo de organizar o exercício do poder e fortalecer as instituições democráticas e os direitos da pessoa humana.”

Pois, ao nosso ver, o projeto de lei nº 294/2005 é um acinte propositalmente ofensivo e atentatório à democracia e aos direitos da pessoa humana. E essa percepção não está enviesada por nossa parte. Para poder avaliar o propósito verdadeiro do projeto de lei, basta ler o conteúdo preconceituoso e discriminatório da justificativa do projeto (versão na íntegra abaixo).

Os heterossexuais não são discriminados pelo simples fato de serem heterossexuais, ao contrário dos homossexuais, a exemplo dos casos recentes de violência homofóbica na Avenida Paulista tornados públicos pelos meios de comunicação, entre muitos outros casos no Brasil. Os heterossexuais não são vítimas de agressões verbais e físicas, de violência, não são assassinados em virtude de sua orientação sexual.

A celebração do “Orgulho LGBT” ocorre justamente para reafirmar a necessidade do enfrentamento da discriminação, agressão e violência comprovada às pessoas homossexuais. É descabido propor a celebração, respaldada em lei, do “orgulho heterossexual” a fim de simplesmente desmerecer a luta social justa da população LGBT.

Os 19 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo que votaram a favor desse projeto de lei envergonharam a nação brasileira, com sua conivência com o desrespeito à laicidade do Estado, com seu aval ao preconceito, com a mensagem de ridicularização da cidadania da população LGBT que endossaram e divulgaram para o mundo afora. Enquanto o Supremo Tribunal Federal dá uma lição de direitos humanos e cidadania para o mundo inteiro, ao julgar, tão somente nos preceitos da Constituição Federal, pelo reconhecimento efetivo da igualdade de direitos dos casais homoafetivos, os 19 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo expuseram para mundo sua mediocridade ignorante em compartilhar da mesquinharia do vereador autor do projeto de lei nº 294/2005.

Aproveitamos para agradecer aos(às) vereadores(as) que de forma digna e cidadã se posicionaram contrários à aprovação do projeto de lei.

Também pedimos ao prefeito Gilberto Kassab que vete esta excrescência homofóbica.

02 de agosto de 2011

ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CURITIBA ELEGE NOVO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE

Enviado por Toni Reis

A Aliança Paranaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais participou neste final semana com oito delegados (as) (vide fotos em anexo) da 11ª Conferência Municipal de Saúde de Curitiba. O evento coincide com os 20 anos da realização da 1ª Conferência, que marcou o início formal da participação popular no debate e na formulação das políticas de saúde para a cidade.

O secretário de Gestão Estratégica e Participação do Ministério da Saúde, Luiz Odorico Monteiro de Andrade, esteve na solenidade de abertura, da qual também participarão o reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins; a representante do Ministério Público Estadual, Luciane Duda; os presidentes dos conselhos estadual e municipal de Saúde, Rosita Wilner e Luiz Pinheiro; e os secretários estadual e municipal da Saúde, Michele Caputo Neto e Eliane Chomatas.

Em pauta

A conferência terminou domingo (24). As discussões foram divididos em 22 grupos de trabalho, 680 delegados(as) eleitos durante as 100 conferências locais e nove distritais preparatórias discutiram atenção à saúde; saúde mental; saúde da mulher, da criança e do adolescente e materno-infantil; saúde do homem e do idoso; saúde do trabalhador; saúde das pessoas com deficiências; promoção à saúde; vigilância epidemiológica e ambiental; recursos humanos; financiamento, AIDS e DST; e controle social. O resultado foi votado na plenária e subsidiará as políticas públicas do município para os próximos dois anos.

Também foi eleito as entidades e órgãos que integrarão o Conselho Municipal de Saúde para o período 2011-2013 e os delegados para a 10ª Conferência Estadual de Saúde, em outubro.

O Instituto Dignidade, Rede Nacional de pessoal Vivendo com HIV AIDS _ RNP Curitiba, Sóvida e Fênix estão entre as entidades eleitas para comporem o novo Conselho Municipal de Saúde gestão 2011-2013.

JUÍZA CASA COM SUA COMPANHEIRA E REALIZA O PRIMEIRO CASAMENTO DE UMA MAGISTRADA NO BRASIL

A juíza da 1ª Vara Criminal de Itajaí, em Santa Catarina, Sônia Maria Mazzetto Moroso, ao realizar sua união homoafetiva com a funcionária pública municipal Lilian Regina Terres, concretizou dois fatos inéditos. Um, o primeiro casamento homoafetivo de uma magistrada. Dois, o primeiro casamento homoafetivo no estado de Santa Catarina, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu favorável à união civil dos homossexuais.

Familiares, entre eles o filho da juíza, e amigos, participaram e comemoraram a felicidade matrimonial das cônjuges celebrada no Cartório Heusi pelo juiz da Vara da Família, Roberto Ramos Alvim. A cerimônia civil apenas legalizou uma união estável que as duas já mantinham durante alguns anos, e se perfilou ao casamento que elas haviam realizado na religião umbandista.

Com a oficialização da união, as duas acrescentaram seus nomes no nome de cada uma. Agora a juíza se chama Sônia Maria Mazzetto Moroso Terres, e a funcionária publica se chama Lilian Regina Moroso.

A juíza estava muito contente com a união e o feito inédito em Santa Catarina, além da alegria de ver seu filho Rafaello encontrar-se presente e muito feliz.

É a primeira vez pelo menos no estado de Santa Catarina e eu sou a primeira juíza brasileira a assumir.

O meu filho me chama de mãe e se dirige à Lilian como mamusca”, disse Sônia Maria, transbordando de felicidade.

COMISSÃO DA DIVERSIDADE SEXUAL DO CONSELHO FEDERAL DA OAB ESTÁ ELABORANDO O ESTATUTO DA DIVERSIDADE SEXUAL*

A Comissão da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB está elaborando o ESTATUTO DA DIVERSIDADE SEXUAL para garantir todos os direitos à população LGBT.

O propósito é construir um microssistema, que, além de assegurar direitos, também sirva para dar-lhes efetividade.

Além do texto, haverá a indicação dos dispositivos da legislação infraconstitucional que precisam ser alteradas.

Concomitantamente será apresentada proposta de emenda constitucional.

Como este é um compromisso de toda a sociedade, gostaríamos de contar com a contribuição de todos.

Enviem sugestões e propostas para o email: estatutods@mbdias.com.br

Estes são alguns dos pontos que entendemos devam ser abordados.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

DIREITO À LIVRE ORIENTAÇÃO SEXUAL

DIREITO À IGUALDADE E À NÃO-DISCRIMINAÇÃO

DIREITO À CONSTITUIÇÃO DE FAMÍLIA

DIREITO À FILIAÇÃO BIOLÓGICA, GUARDA E ADOÇÃO

DIREITO À SAÚDE

DIREITO AO PRÓPRIO CORPO

DIREITO DE ACESSO À JUSTIÇA E À SEGURANÇA

DIREITO À EDUCAÇÃO

DIREITO AO TRABALHO

DIREITO À MORADIA

DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

DAS POLÍTICAS PÚBLICAS

DISPOSIÇÕES FINAIS E TRÂNSITÓRIAS

Maria Berenice Dias

Presidenta da Comissão da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB

*Lembramos que esta proposta aprovada na I Conferência nacional LGBT de 2008.

RIO, “CAPITAL GLOBAL DO TURISMO GAY”, SEGUNDO THE GUARDIAN

A cidade do Rio de Janeiro está investindo forte para vir a ser a capital mundial do turismo gay, foi o que apareceu ontem no jornal inglês The Guardian.

O diário descreve a festa de lançamento da semana da diversidade como “uma celebração das diferenças culturais e étnicas da cidade e uma tentativa de posicioná-la como a capital global do turismo gay”.

Em seguida, enumera diversas “iniciativas amigáveis à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) no Rio: cursos vocacionais para travestis, projetos contra intimidação de estudantes gays e lésbicas e uma nova lei proibindo a discriminação nos clubes noturnos da cidade”.

Além disso, evidenciou o fato da prefeitura da cidade ter anunciado a criação de uma secretaria especial para a diversidade, que será dirigida pelo estilista Carlos Tufvesson, que afirma que o Rio não é apenas “o destino mais sexy da Terra”, mas também um lugar onde a tolerância é natural.

O jornal analisa que as iniciativas são “uma potencial fonte de renda” para a cidade. Segundo o The Guardian, 25% dos turistas que chegaram à cidade no ano passado, ou seja, 880 mil pessoas, eram gays.

“O escritório de turismo da cidade espera elevar esse número ainda mais e publicou folhetos brilhantes com as cores do arco-íris, cheios de fotos de homens musculosos e slogans convidando os turistas a ‘viver a sensação do Rio'”, diz a notícia.

A reportagem observa ainda o problema ligado à intolerância da “direita religiosa”, mas que, embora as críticas, as iniciativas do governo também vêm recebendo elogios de ativistas pelos direitos dos gays.

O jornal termina com uma declaração da top model transexual Lea T. durante o lançamento da semana da diversidade do Rio, que diz que “é realmente incrível que o Brasil –um lugar que chamam de país de terceiro mundo– esteja fazendo algo que poucos países fizeram”.

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

O estuprador Rafinha no humor reto do CQC

Nunca assistimos o CQC. Não temos televisão. Mas um dia um “amigo” deste bloguinho intempestivo chegou dizendo de um novo programa na televisão, na Band, segundo ele muito bom, pois expunha ao ridículo os velhos personagens da politicardia nacional. Devido aos nossos conhecimentos de forma e conteúdo da televisão brasileira, aberta-fechada, pedimos para ele relatar o que vira. Pelos exemplos que ele deu, demos uma boa gargalhada. Nada que nos levasse a comprar um aparelho de tv para assistir a Band, que segue a mesma linha da Globo-SBT-Record… Nada de novo. Só obviedades, preconceitos, imbecilidades. Nada do humor brechtiano que promove fissuras na moral constituída, que faz desmoronar as estruturas de poder.

Não obstante uma das notícias que preencheu os blogs ligados às causas LGBTs semanas atrás ter sido o apresentador do CQC, Marcelo Tas, ter mostrado a foto de sua filha para dar uma lição ao homofóbico Jair Bolsonaro, declarando que a mesma era homossexual, sabemos de sua redução intelectual e sua ausência de humor desde tempos atrás na tv cultura.

Em contrapartida, agora o colega de programa de Tas, Rafinha Bastos, rifou seu humor falocrático contra todas as mulheres, ao fazer apologia ao estupro numa entrevista na revista Rolling Stone:

Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço.”

Diante de descomunal estupidez fascista, o Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo, órgão institucional formado por representantes da sociedade e do poder público, divulgou nota de repúdio contra a “piadinha” de Rafinha:

“A liberdade de expressão, direito previsto constitucionalmente, encontra limite quando em choque com outro direito, que é o da dignidade da pessoa humana, que está acima de qualquer outro… No caso, estamos a falar da dignidade da mulher, do direito assegurado internacional e nacionalmente de não ter sua imagem estereotipada, bem como ter o direito à escolha de com quem manter relação sexual.”

Devido ainda ao conteúdo machista e preconceituoso, “encorajando homens, bem como fazendo parecer que o crime de estupro, hediondo por sua natureza, não seja punível”, o Conselho entrou com representação e agora o rufião Rafinha pode acabar na cadeia.

É conhecido no Brasil o tratamento dado aos estupradores e pedófilos nas prisões, que revela a ausência de direitos humanos no Brasil. Mas os estupradores e pedófilos não se formam sozinhos, assim como os homofóbicos também não se formam sozinhos, há toda uma formação subjetiva tirânica que lhe sustenta. É a linha homem-branco-adulto-heterossexual sobrepondo-se e massacrando a linha mulher-negro-criança-homossexual. As piadinhas servem para a banalização desse massacre.

O microfone na mão dos Rafinha é, como bem revela a foto acima, uma arma perigosíssima. Piadinhas cretinas como as do CQC e outros congêneres são grandes crimes, tão hediondos quanto um estupro, a pedofilia, a homofobia, a corrupção política, evasão de divisas, etc. São um estuprador da inteligência e da sensibilidade, tão necessários ao verdadeiro humor. O pior é que esse preconceito padronizador segregador, e que se atualiza agora travestido de humor, há muito que é vulgar no Brasil. Já teve a petulância de se dar ares até de poesia, com o machista Vinicius de Moraes:

Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental.”

A televisão brasileira é o palco sagrado desse humor triste. Daí multiplicarem-se os Casseta & Planeta, Jô Soares, Chico Anizio, teatrinho besteirol, comédias hollywoodianas, CQC, etc. Humor reto. Humor que não carrega nenhum desbloqueio moral da seriedade; ao contrário, afirma-o a partir de preconceitos, deturpações, mediocridadescontra os gays, contra as mulheres, contra o povão, contra Lula, etc. Como diz Brecht:

Pobre do povo que não tem humor.”

O verdadeiro humor é aquele que serve para desbloquear os afetos e deixá-los passar livres, aumentando a potência de agir dos corpos no mundo.

Para que serve essa sua “realidade”?
Raso realismo, o de vocês.
O argumento da experiência reservada
…………………….é um mau argumento
reacionário.
……………………..Gilles Deleuze

“HOMOFOBIA” OU “CONDUTAS DISCRIMINATÓRIAS”: TEXTO QUE SUBSTITUI A PLC 122 EM DISCUSSÃO

A substituição do texto do Projeto de Lei Constitutivo (PLC) 122, fato que vem sendo já há pelo menos uma semana apresentado em blogs e outros meios ligados às causas LGBTs, mas que não foi ainda apresentado oficialmente pela relatora Marta Suplicy, foi enviado ontem pelo presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais e Travestis (ABGLT), Toni Reis, para discussão.

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EMENDA – CDH (SUBSTITUTIVO)

Projeto de Lei da Câmara 122, de 2006

Criminaliza condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero e altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal para punir, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Esta Lei define crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação.

Art. 2º Para efeito desta Lei, o termo sexo é utilizado para distinguir homens e mulheres, o termo orientação sexual refere-se à heterossexualidade, à homossexualidade e à bissexualidade, e o termo identidade de gênero a transexualidade e travestilidade.

Discriminação no mercado de trabalho

Art. 3º Deixar de contratar alguém ou dificultar a sua contratação, quando atendidas as qualificações exigidas para o posto de trabalho, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

Pena – reclusão, de um a três anos.

§ 1º A pena é aumentada de um terço se a discriminação se dá no acesso aos cargos, funções e contratos da Administração Pública.

§ 2º Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, discrimina alguém motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Discriminação nas relações de consumo

Art. 4º Recusar ou impedir o acesso de alguém a estabelecimento comercial de qualquer natureza ou negar-lhe atendimento, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

Pena – reclusão, de um a três anos.

Indução à violência

Art. 5º Induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

Pena – reclusão, de um a três anos, além da pena aplicada à violência.

Art. 6º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com as seguintes alterações:

Art. 61……………………………………………………………………….

II…………………………………………………………………………………

m) motivado por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”

Art. 121……………………………………………………………………………..

§ 2º……………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………

VI – em decorrência de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

Art. 129……………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………….

§ 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade ou em motivada por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)

Art. 140……………………………………………………………………………..

§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

………………………………………………………” (NR)

Art. 288……………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………

Parágrafo único – A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado ou se a associação destina-se a cometer crimes por motivo de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Art. 7º Suprima-se o nomem iuris violência doméstica que antecede o § 9º, do art. 129, do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão,

, Presidente

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Na segunda-feira passada (04), o companheiro Daniel Ferreira, sempre atento as causas LGBTs e companheiro de longa data deste bloguinho, inquiria-nos sobre a questão:

Olá, caros amigos da AFIN

Como vão? Tenho acompanhado o blog e venho mais uma vez até vocês para dividir a minha indignação com o que está ocorrendo no Brasil com relação ao assunto homossexualidade e homofobia. Acabei de saber que a Marta Suplicy vai enterrar o PLC 122 e que a partir de agora dará apoio ao PLC 6418 (que agrada os evangélicos mas não abrange integralmente os direitos dos homossexuais, não incluindo nem a defesa a identidade de gênero) ou que será, mais provável, relatora de um novo projeto anti-homofobia que será realizado em conjunto a lideranças evangélicas e católicas para facilitar a aprovação. Para minha surpresa, o digníssimo Toni Reis já está dando apoio a essa ação, concordando com o sepultamento do PLC 122, segundo a própria Marta. Justo agora, com o STF ao nosso lado, deveríamos estar pressionando os parlamentares e o Congresso para aprovar de uma vez esse projeto. O que vocês pensam a esse respeito? Será este o caminho ideal a seguir? O que esperar de um projeto de lei anti-homofobia co-redigido por homofóbicos e reacionários? Adoraria ler vossa opinião, por aqui, ou pelo blog. Aqui vão alguns sites de referência:

http://mixbrasil.uol.com.br/pride/politica/plc-122-sera-arquivado-pela-relatora-marta-suplicy.html

http://mixbrasil.uol.com.br/pride/politica/apos-desistencia-do-plc-122-bancada-evangelica-vai-apresentar-nova-versao-para-o-projeto.html

http://gplaneta.blogspot.com/2011/07/marta-suplicy-e-magno-malta-enterram.html

http://artgays.blogspot.com/2011/07/artgay-envia-carta-marta-suplicy-contra.html?spref=fb

E também gostaria de sugerir um site: Escola Sem Homofobia no Pará: http://escolasemhomofobia.blogspot.com/.
Grande abraço!

Daniel Ferreira”

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Assim como você, Daniel, e todos os blogs que você elenca, também acreditamos ser um retrocesso mais uma vez uma alteração no PLC 122 devido às bancadas evangélicas na Câmara e no Senado federais.

A alteração ou não do PLC 122 está envolvida em duas questões. Uma, manter o projeto atual, que criminaliza a HOMOFOBIA, mas correr o risco de mais um revese no Congresso Nacional.

A outra, que é a via que leva a senadora Marta Suplicy e o presidente da ABGLT, Toni Reis, a sentarem-se com Demóstenes Torres e o pastor Marcelo Crivella, para apresentar um projeto que apenas criminaliza CONDUTAS DISCRIMINATÓRIAS, e que já chega praticamente com aprovação acordada.

Embora não concordemos com a capitulação de Marta e Reis, este bloguinho não os vê como reacionários e compreende que ambos agem, na verdade, com precaução. Mas acreditamos que a primeira proposta, embora seja de longe a que compreende os anseios dos segmentos LGBTs, principalmente após a suspensão da distribuição do kit Escola sem Homofobia e da recente absolvição de Jair Bolsonaro, parece estar novamente no caminho de mais uma derrota em um Congresso sequelado e preconceituoso, a não ser que os segmentos LGBTs se envolvessem em uma luta muito mais fundamental do que a que tem sido realizada até aqui.

O pior dessa substituição é que ela se dá justamente porque o Brasil, embora seja oficialmente um país laico desde 1890, ainda assim a laicidade não está sendo observada, com parlamentares votando a partir da Bíblia, um tratado político-teológico do povo hebreu, e não da Constituição. Mais ainda, embora todo o avanço do governo Lula e que Dilma vai consolidando, o Brasil ainda está longe de ser um país realmente democrático.

E para que isso ocorra, é necessário o engajamento de companheiros como você, Daniel, que se jogam em encontros democratizantes de ideias e afetos. Valeu!

GARANTIDO O DIREITO A VISITA ÍNTIMA PARA PRESOS HOMOAFETIVOS

São conhecidas as péssimas condições prisionais no Brasil, que desrespeitam os direitos da pessoa humana e reduzem muito as possibilidades para ressocialização dos detentos. No caso dos presos homossexuais a situação era ainda pior, pois se lhes acrescentava a negação da manifestação singular afirmativa da vida: o sexo.

Mas isso era até ontem (04), quando foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Resolução Nº 4 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) do Ministério da Justiça, pelo qual os presos homossexuais passam a ter direito a visita íntima. Então, a visita íntima, tal qual dos presos heterossexuais, pode ser solicitada, ficando a administração prisional responsável por estabelecer horário, data, tempo de visita e o lugar adequado para a mesma.

Segundo Geder Luiz Rocha Gomes, presidente do CNPCP, os sistemas prisionais devem “fazer o máximo esforço para que as pessoas presas tenham condições de usufruir do direito da visita íntima”.

Brasília também tem casamento gay nesta terça-feira

Segundo especialista, é a primeira sentença transitada em julgado, ou seja, não cabe recurso

A juíza Júnia de Souza, da 4ª Vara de Família de Brasília, converteu a união estável homoafetiva de Sílvia del Vale Gomide Gurgel e Cláudia Helena de Oliveira Gurgel em casamento nesta terça-feira, dia 28, em Brasília. A advogada na ação, Maria Berenice Dias, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e maior especialista da área no País, comemorou a decisão. “Ninguém no mundo pode mudar esta decisão”, disse.

Segundo Dias, “a Justiça continua nos mostrando que é corajosa”. Com o casamento gay, todos os direitos são agora plenamente garantidos aos casais homossexuais. Para a vice-presidente, existe uma demanda reprimida. “Elas pensaram em mudar para a Argentina para se casarem”, disse. Para a especialista em Direito Homoafetivo , “não tem porque a lei não atender os sonhos e os desejos das pessoas”, garantiu. Para ela, o que o Supremo Tribunal Federal fez foi chancelar o que a justiça já estava fazendo. Berenice esclarece que o Ibdfam solicitou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que todas as ações relacionadas a casais do mesmo sexo sejam encaminhadas às varas de família, onde estas varas específicas existirem.

Silvia Gomide Gurgel afirma que “essa sentença fez com que ganhássemos cidadania, nós não nos sentíamos parte do país. Agora somos cidadãs e desfrutamos de toda a legalidade”. O casal conta que já vive junto há onze anos e que o casamento vai mudar apenas aspectos econômicos e emocionais. “Por nos sentirmos parte do país agora, nós, que havíamos pensado em mudar para uma nação que reconhecesse nossa união, vamos ficar e continuar nosso negócio no Brasil, além disso, a sensação de não pertencimento e de viver à margem foi transformada”.

Cláudia e Silvia pontuam que a cultura do Brasil não é mudada com sentenças e que há um longo caminho contra a homofobia, mas elas se sentem orgulhosas de fazerem parte dessa transformação. “Achamos que essa sentença é mais importante para o País do que para nós e nos sentimos orgulhosas de fazermos parte disso”.

Fontes:

– Maria Berenice Dias (vice-presidente do IBDFAM)

(51) 3019-0080/ (51)9155-5581

– Silvia e Cláudia – gomide@gmail.com

Mais informações:

Assessoria de Imprensa

Instituto Brasileiro de Direito de Família

comunicação@ibdfam.org.br

ascom@ibdfam.org.br

(31) 3324.9280/ 95821020

EM JACAREÍ SERÁ OFICIALIZADO HOJE O PRIMEIRO CASAMENTO GAY DO BRASIL

Hoje, dia 28 de junho de 2010, Dia Mundial do Orgulho LGBT, às 10:30h, pela primeira vez na história brasileira, um juiz vai oficializar um casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Trata-se do juiz Fernando Henrique Pinto, da 2ª Vara da Família de Jacareí, interior de São Paulo, que autorizou o enlace de Luiz André Moresi e José Sergio Sousa, os quais passarão a assinar “Sousa Moresi” com a junção dos nomes.

O casal, que convive há 8 felizes anos, já havia registrado união estável no dia 17 de maio passado, e no dia 06 desse corrente mês deu entrada no pedido de conversão em casamento civil. Ontem (27), após correrem as “proclamas” publicadas em jornal da cidade, o despacho foi emitido como favorável pelo juiz Fernando Henrique, que se baseou na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida no dia 06 de maio, que equiparou a união homossexual à união heterossexual, e também no Artigo 226 da Constituição Federal, que trata da constituição familiar.

O casório de Luiz André e Sergio não se restringe ao casal, mas veio movimentado e movimenta as lutas LGBTs para ter direitos respeitados e poder usufruir de uma cidadania plena em um Estado democrático. Eles, que coordenam a ONG Revida, entidade de direitos humanos e cidadania LGBT, e organizam a Parada Gay do Vale do Paraíba, sabem disso, como se percebe pelo releese enviado. “Eesse é um momento de muita alegria. Luiz André Moresi diz que a decisão do juiz de Jacareí ‘é fruto da luta de militantes do Brasil todo, que há anos buscam o reconhecimento de direitos’. Sergio, emocionado, lembra que ‘a data é simbólica, o despacho sai no dia que comemoramos um ano da primeira Parada Gay da região e a certidão no Dia Mundial do Orgulho LGBT’. O casal deixará a ‘Lua de Mel’ para quando irão comemorar os 10 anos de união. Luiz André ainda lembra que ‘ganham todos com esse reconhecimento. Ninguém perde nada. Somos favoráveis à família e queremos constituir a nossa. E a partir de hoje somos a Família Sousa Moresi’, diz alegre o militante LGBT.”

NOTA PÚBLICA DA ABGLT SOBRE PRIMEIRO CASAMENTO GAY DO BRASIL

A ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – cumprindo seu relevante papel social de defender a Dignidade e a Cidadania de pessoas LGBT, representadas nas 237 associações civis, componentes da estrutura de representação desta Entidade Nacional em todas as unidades da federação, vem a público PARABENIZAR a decisão do juiz de direito Fernando Henrique Pinto, da cidade de Jacareí, no interior de São Paulo, pela conversão da união estável de Luiz André Moresi e José Sérgio Sousa em casamento civil.

Em 05 de maio, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgarem a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, reconheceram a união estável para casais do mesmo sexo.

Com a decisão do STF, o magistrado de Jacareí baseado pelos preceitos fundamentais da constituição federal, que garante o principio da igualdade e da isonomia decidiu corretamente pela conversão da união em casamento.

Importante dizer, que o casal Luiz André Moresi e José Sérgio Sousa protagonizam um histórico e importante momento para a sociedade brasileira, pois são o primeiro casal gay a ter sua relação de oito anos reconhecida como casamento civil.

A ABGLT entende que o julgado do Juiz Fernando Henrique Pinto foi constitucional, baseando-se também no princípio Laico do Estado brasileiro, não permitindo a interferência da religião nas decisões do Estado. Além disso, importante decisão só reforça o que o STF tão bem definiu que casais de pessoas do mesmo sexo são reconhecidamente entidade familiar e sendo assim, devendo como família ter a proteção do Estado.

A ABGLT reforça que a referida decisão contribui para uma sociedade democrática, fraterna e plural, onde todas e todos possam ter os mesmos direitos e deveres, sem discriminação e privilégios.

São Paulo, 27 de junho de 2011

Irina Bacci

Secretaria Geral

ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

Nota Oficial de Descontentamento da ABGLT sobre Declarações da Deputada Estadual do Rio de Janeiro, Myrian Rios (PDT/RJ)

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), em nome de suas 237 ONGs afiliadas, vem por meio expressar seu extremo descontentamento diante das afirmações equivocadas e irresponsáveis sobre as pessoas homossexuais feitas pela deputada estadual Myrian Rios (PDT/RJ) no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro durante debate sobre o Projeto de Emenda Constitucional 23/2007 que inseriria a “orientação sexual” no rol de direitos fundamentais da constituição do Estado do Rio de Janeiro, garantindo que ninguém seria discriminado, prejudicado ou privilegiado em razão da mesma.

O discurso da deputada consta no vídeo http://www.youtube.com/watch?v=1J_m0DLIEMc&feature=player_embedded

Lamentável observar mais uma vez uma parlamentar descumprir seu dever como legisladora de se pautar pelo princípio da laicidade do estado e pelo cumprimento dos preceitos fundamentais da Constituição, sendo que a mesma optou e escolheu – ao contrário – basear-se em sua convicção de “missionária católica”.

Pior ainda foi a manipulação proposital e antiética da opinião pública por parte da deputada Myrian Rios em fazer uma associação direta, incorreta e perversa entre a homossexualidade e a pedofilia. Ora, tem sido comprovado cientificamente que a maior ocorrência de abuso sexual de crianças e adolescentes se dá pelos próprios pais e por figuras de autoridade que detêm a confiança dos mesmos. Este consta entre os principais motivos da destituição do pátrio poder. Os estudos científicos também confirmam que não há diferença entre o grau de incidência do abuso sexual de crianças e adolescentes por adultos heterossexuais ou homossexuais. Não há, portanto, fundamento cientificamente comprovado que possa respaldar as afirmações preconceituosas e discriminatórias da deputada de que seus filhos pudessem vir a ser vítimas de pedofilia por parte de funcionários homossexuais eventualmente contratados por ela. A deputada afirma que não é preconceituosa e que não discrimina, porém tacha as pessoas homossexuais de “pedófilas”, alegando assim “proteger crianças e adolescentes inocentes”. Esta afirmação se enquadra tão somente em ato de discriminação e de incitação ao ódio e à violência às pessoas homossexuais.

Queremos indagar: a deputada defenderia seu “direito de demitir uma pessoa”, se esta pessoa fosse negra, como base no raciocínio de que “não está de acordo com a minha” cor? O teor discriminatório do discurso da deputada se encontra neste paralelo, que por sua vez revela precisamente a justiça do propósito do PEC 23. Enquanto o racismo já se encontra criminalizado, a discriminação homofóbica permanece impune. E a deputada se vale desta omissão perversa para se cobrir de uma suposta “razão”, baseada num senso comum sem qualquer fundamento, se não o puro preconceito.

As pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, assim como as pessoas heterossexuais, NÃO ESCOLHEM e nem OPTAM por ter a sexualidade que têm. Faz parte de sua personalidade, e só. Para quê a deputada – cuja função deveria ser legislar de acordo com os princípios constitucionais – invoca o livro Gênese da Bíblia?  O Brasil não é um estado teocrático. Não é regido pela Bíblia. O Brasil é um estado laico, regido por uma Constituição. É a obrigação dos/das parlamentares legislarem conforme a Constituição. Caso contrário, suas proposições não seriam aprovadas, devido à própria inconstitucionalidade. É por isso que existem nas casas legislativas as Comissões de Constituição e Justiça – para garantir a conformidade das proposições.

O Projeto de Emenda Constitucional 23/2007 não permitiria nem a discriminação e nem o privilégio por orientação sexual ou identidade de gênero. Tinha apenas o objetivo de garantir o cumprimento do preceito constitucional da igualdade de todos e todas, indiscriminadamente. Aliás, foi este o princípio que norteou a decisão do Supremo Tribunal Federal em equiparar as uniões estáveis homoafetivas às uniões estáveis entre casais heterossexuais. No estado brasileiro, laico e regido pelos princípios da igualdade e da não discriminação, há de se garantir a igualdade de direitos aos heterossexuais e aos homossexuais, “sem distinção de qualquer natureza”.

Imperam, em qualquer esfera que seja – federal, estadual, municipal – os preceitos fundamentais da Constituição.

O Projeto de Emenda Constitucional 23/2007 não tem o propósito de restringir o direito da liberdade de expressão. Apenas visa a garantir o preceito constitucional da não discriminação.

Posto isto:

· exigimos do Partido Democrático Trabalhista (PDT) a tomada imediata de medidas internas em relação ao pronunciamento da deputada estadual Myrian Rios, com base na afirmação deste partido publicada em seu site de que o “PDT assumirá, dentre seus compromissos prioritários, a causa das mulheres, dos negros, das populações indígenas e o combate a todas as formas de discriminação, buscando a democracia e a justiça social através da igualdade de oportunidades.” Compromisso este que foi claramente contrariado pela deputada Myrian Rios.

· pedimos que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro instaure inquérito quanto aos pronunciamentos acima citados da deputada estadual Myrian Rios acerca do PEC 23.

·pedimos que a Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos do Governo de Estado do Rio de Janeiro tome todas as medidas judiciais cabíveis em relação aos pronunciamentos da deputada estadual Myrian Rios acima citados.

Curitiba, 27 de junho de 2011

Toni Reis

Presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

15ª PARADA ORGULHO GAY SÃ0 PAULO COMEÇA AO TOM DE SUCESSO COM IRONIA A SEUS DETRATORES, COMO BOLSONARO

Foto: Paulo Libert

Já na concentração, o tom e as cores da 15ª Parada Gay, versão São Paulo, mostrava o sinal do sucesso. Muita alegria por parte dos membros da GLBT, simpatizantes e famílias em geral confirmavam o caráter polivalente do espetáculo. E o boom do bom da parada foi a valsa tocada na ouverture. Lindo de viver!

Um dos pontos que vem chamando atenção nessa tarde alegre de domingo paulistano, na 15ª Parada do Orgulho Gay, são as manifestações contra os detratores da igualdade homoafetiva como os chamados evangélicos, parte de católicos, todos ignorantes bíblicos, e o nazi-racista-homofóbico deputado federal Jair Bolsonaro. Um boneco gigante mostra sua performance de inimigo da democracia em plena a Avenida Paulista.

Mas também não tem faltado violência. A polícia vem constando alguns números de roubos. Um fato já anunciado pelos organizadores do evento. Como a parada é um verdadeiro frisson popular, os meliantes aproveitam a ocasião para faturar com os objetos dos alheios.

A alegria do evento gay é tão contagiante que até um grupo de 40 skinheads auto denominados de Ação Anti-Fascista encontra-se no desfile portando uma facha com os dizeres “Punks e Skinheads contra a Homofobia”.

Coisas do Mundo Gay, gente! Que bom que o mundo é gay. Cintilante, colorido, caosmótico. Infinitum Devir!

ANULADA PELA JUSTIÇA DE GOIÁS A ANULAÇÃO DE UNIÃO HOMOAFETIVA FEITA POR JUIZ

Seja por se querer o juiz dos juízes ou por sua realidade existencial homofóbica, seja qual for a razão que levou o juiz Jerônymo Pedro Villas Boas, da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Registros Públicos de Goiânia, a anular a união civil do casal Liorcino Mendes, 47, e Odílio Torres, 23, logo depois de o STF ter reconhecido a união civil de pessoas do mesmo sexo, seja qual for a irrazão, ela está anulada.

Ontem (21), a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, corregedora do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ/GO), além de tornar “sem efeito” a sentença, tanto do caso particular quanto de sua extensão para que os cartórios de Goiânia não registrassem uniões homoafetivas, levará a questão à corte do TJ com pedido de abertura de processo disciplinar contra Villas Boas.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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