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SENADOR ALOYZIO NUNES DO PSDB MOSTRA, EM LINGUGEM PORNOFÔNICA, A SENSIBILDA DE QUEM QUER VOLTAR À PRESIDÊNCIA DO BRASIL

É simplesmente simples, embora não seja aceitável. Por isso, prescinde de texto longo. O jornalista Rodrigo Pilha tentou realizar uma entrevista com o senador do partido da burguesia-ignara, PSDB, sobre o tema Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), procurando saber, também, porque o partido do senador reacionário não permitiu a concepção de mais de 70 comissões parlamentar no Estado de São Paulo.

Ele não gostou. Foi para cima do jornalista e mandou um rosário de pornofonias. “Vai pra puta que o pariu…” E revelou um desejo íntimo: “Vou comer seu cu!”.

Sem mais delongas, sem mais delongas, manos e manos. Tirem as crianças da frente do computador, porque tem cenas orais explícitas. Não precisa analisar o conteúdo do vídeo: é bem explicito.

MAIS UMA VEZ EM UM PLEITO ELEITORAL NÃO HAVERA DISPUTA PARA GOVERNADOR DO AMAZONAS

O Amazonas é um Estado cuja realidade política (se é que se pode chamar de política, claro que não se pode) é igual à maioria dos estados brasileiros pós-ditadura civil-militar. Aqui, como em outros alhures, após a ditadura civil-militar as forças mais reacionárias locais se agruparam perseguindo seus interesses, usaram seus velhos métodos populistas e fundaram um corpo profundamente caduco politicamente (se é que se pode…).        

A ORIGEM DA IMOBILIDADE

Na primeira eleição para governador do estado do Amazonas, foi eleito Gilberto Mestrinho, que havia sido cassado pelos militares, mas não por ideologia política. No governo ele se aliou ao prefeito-biônico – indicado pelos militares – Amazonino Mendes, um mero desconhecido da chamada vida política que se autonomeava comunista. Na eleição seguinte para governo, Amazonino, apoiado por Gilberto Mestrinho, foi eleito e construiu amizade com o jovem (jovem na idade, posto que tinha e tem, a mesma subjetividade dos dois anteriores governadores) Eduardo Braga, membro de uma família de empresários que quase chega à falência. Eduardo foi guinado para o governo por Amazonino, que o tratava como “meu garoto”.

 A TRAPAÇA DA REELEIÇÃO CONDUZIDA POR FHC

A determinação da reeleição, uma jogada anticonstitucional de Fernando Henrique com a chamada “compra de votos”, com a participação de Amazonino Mendes, para se reeleger presidente, os governadores e prefeitos foram também reconduzidos aos seus cargos nababescos. Em sua última edição como governador, Eduardo, fez seu vice, Omar Aziz, que também se considerava comunista, no triste passado do Brasil, começo de 80, em que muitos reacionários se diziam de esquerda, e logo foi eleito governador do Amazonas apoiado por Eduardo que foi eleito senador pelo partido fisiológico PMDB (também existem outros no patético quadro partidário do Brasil).

A EXACERBAÇÃO DO MESMO

Agora, nas eleições de 2014, Omar Aziz, se tomando como adversário de Eduardo (Eduardo também fez uma bufa encenação que havia brigado com Amazonino, mas depois foi tratado como “meu garoto” e a bufonada  revelou claramente sua mixórdia),  lançou seu vice José Melo, para disputar o cargo de governador contra Eduardo Braga. É aí que o mesmo continua.  

José Melo (para os íntimos, Zé Melo), desde o tempo da ditadura, sentiu o odor do poder que a filósofa Hannah Arendt, chama de força, e não potência. Território dos confrontos não racionais que conduzem a antidemocracia. Sempre esteve associado aos governantes. Assim foi com Gilberto, Amazonino, Eduardo e Omar. Por isso, é um candidato com os mesmo pressupostos ideológicos de todos os outros governadores direitistas que dominam a cena fisiológica da alcunhada política do Amazonas. Se ele tem algum corpo que diferencia dos outros talvez seja uma diferença que não muda o concreto arcaico implantado no estado.

Desta forma, tanto faz votar em José Melo ou Eduardo Braga, que tudo vai ficar no mesmo ponto-molar que não abala os alicerces da conjuntura alienada. Pode ser, também, por esse corpo, que José Melo não vai ganhar a eleição, que segundo pesquisas, colocam Eduardo na frente abismalmente. Porque o fato é, se Amazonino aprendeu com Gilberto, Eduardo aprendeu com Amazonino e, de quebra, também com Gilberto.

Eduardo conhece os caminhos das pedras dos conservadores opulentos. Eduardo ocupou cargos executivos, entendeu os principais signos da ideologia reacionária e as suas formas de execuções. Se foi “meu garoto”, para Amazonino, para a subjetividade reacionária foi um bom aluno. José Melo sempre andou em círculos nos governos. Ora era um deputado auxiliar destes governos, ora era um secretário. Agora, é governador, mas sem força para ganhar uma eleição mesmo contra um representante do mesmo, seu amigo.

A SUBMISSÃO DAS ESQUERDAS ÀS DIREITAS

Na acepção atuante e produtora do conceito de esquerda que transforma o determinado dos estados de coisas opressivos, ou seja, a ultrapassagem do estabelecido através da potência criadora do novo, não há esquerda no Amazonas. E esse quadro político-bruxuleante pode ser entendido de duas formas e conteúdos.

OS DITOS PARTIDOS DE ESQUERDA RADICAL

Os partidos ditos de esquerda radical (“ser radical é tomar as coisas pela raiz, para o homem a raiz é o próprio homem”, diz Marx, que fez aniversário ontem dia 5, mas pouco é ouvido) como o PSTU, o PSOL, até que têm um programa revolucionário, só que se equivoca por dois fatores: não tem um número suficiente de membros para mobilizar uma luta original e se posta com uma consciência por demais fechada que impede outros diálogos disjuntivos sobre a própria direita. Que apesar de se manter como governo há trinta anos, é frágil politicamente, porque não pensa. Só tem força de imposição. Recurso dos desativados.

Existe através de clichês que vararam a pré-história do mundo-social. Por esta razão a-histórica, é fácil tocar e incomodá-la, visto que como clichês, estão desativados. Mantém-se como herança-vazia que ilude quem a usa e quem acredita nela.

OS DITOS PARTIDOS NÃO-RADICAIS

Já os partidos chamados de esquerda não-radical (mas que já foram radicais para si) como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), não existem como potência-política. Tirando alguns membros (pouquíssimos) desses dois partidos, o resto faz parte do grupo submisso às direitas que detém o poder-caduco. De professores a metalúrgicos, todos estão aliados com esses governos.

O deboche é tamanho que durante anos o deputado Sinésio Campos (PT), foi líder do governo Eduardo Braga na Assembleia Legislativa. O próprio PT encontra-se dominado pela pelegada. O único membro do PT, com possibilidades de vibrações políticas mais abrangentes, que mantém autenticidade é o deputado federal Francisco Praciano, mas é muito solipsista. Tem dificuldade de agregar. Não tem entendido o que vem a ser o PT original. Ficam também o vereador Waldemir José e o deputado estadual José Ricardo (é muito José) que procuram manter uma política democrática moral. Aristotélica, mas melhor que a moral capitalística dos outros. Apesar da moral aristotélica contribuir com a formação da moral capitalista.

A CRÔNICA ANUNCIADA DOS SUBMISSOS

No mais, já se sabia que isso poderia ocorrer com a elevação de alguém da esquerda à Presidência da República, como foi o caso de Lula. Sabia-se que o PT nacional iria se aliar com partidos fisiológicos, como realmente sucedeu. Como não tem potência política para eleger alguém para cargo executivo no Amazonas e em Manaus, membros desses dois partidos se juntaram às direitas como coadjuvante. Um exemplo breve, o sindicato dos professores composto por membros do PCdoB e que é aliado desses governos. E o Sindicato dos Metalúrgicos dirigido por membros do PT.

Era uma crônica anunciada que os aproveitadores, “famintos”, os inexpressivos, os calculistas, os burgueses travestidos de esquerdistas, iriam aproveitar. Assim como a classe média reacionária, a imprensa-submissa, o empresariado-voraz, profissionais de vários setores, como os médicos-burgueses, aproveitam os governos reacionários.  Gente dos mais variados seguimentos da sociedade amazonense. Da Universidade do Amazonas ao jornalismo.

Em função dessa realidade patética, não pode haver eleição para governador do Amazonas na acepção radical do conceito. Não há oposição. E sem oposição não há eleição e muito menos democracia.

A CONSERVADORA FOLHA DE SP AFIRMOU QUE DURANTE ATAQUE CONTRA DILMA, PAULINHO ESTAVA “CALIBRADO” COM TEQUILA, PINGA E CONHAQUE

Durante a comemoração do 1° de Maio realizada pela entidade sindical Força Sindical, o seu presidente, licenciado, conhecido como Paulinho da Força, em tom porra-louca, fez um discurso enviando banana para Dilma e sugerindo que ela estivesse da Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Ontem, o jornal direita Folha de São Paulo publicou, em nota da jornalista Vera Magalhães que ele, durante o discurso, estava “calibrado”. Havia tomado tequila, pinga e conhaque. Quer dizer: para discursar contra Dilma teve que se “calibrar”.

Como se sabe, não foi só ele quem tentou denegrir o governo de Dilma. Aécio, candidato da burguesia-ignara que estava no momento junto com o antitrabalhador, também tentou. Como os dois usaram o 1° de Maio para tentar atacar Dilma, uma inferência-interrogativa é obrigada: “Quem não estava “calibrado”?

Como efeito do desatino-etílico-peleguista, já existe internautas propagando que a direita criou uma campanha:#somostodospinguços.

COMO “ANALFABETO POLÍTICO”, COMO DIRIA BRECHT, PAULINHO DA FORÇA, HUMILHA O TRABALHADO

Em tempo de comemoração do Dia do Trabalhador, mês do nascimento do homem mais engajado na luta pelo direito do trabalhador de viver dignamente, Karl Marx, 5 de maio de 1818, nada como lembrar do poema daquele que também passou a vida tratando da causa do trabalhador, Bertolt Brecht.

O poema, O Analfabeto Político. É um épico que mostra, sem qualquer eufemismo, o quanto é doloroso um indivíduo alienado politicamente. Um indivíduo que não sabe nem o preço do feijão. E quando sabe só sabe em relação ao seu bolso. É para esse indivíduo, que só se preocupa com seu bolso, que o poema de Brecht também é endereçado.

O deputado Paulinho da Força, presidente licenciado da Força Sindical, apesar da entidade ter uma relação histórica com Brizola e o PDT, mostrou o quanto é um analfabeto político. Cabo eleitoral assumido de Aécio, usou a comemoração do dia 1° de Maio, para através de expressões chulas – próprio de analfabetos políticos –, atacar Dilma. Miserável ilusão dos invejosos. Acompanhado, é evidente, de outros analfabetos políticos como o próprio Aécio (PSDB), Eduardo Campos (PSB), Roberto Freire (PPS), deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), chulo representante do Pânico, entre outras joias arcaicas da pré-história capitalista.

Que alguém não aceite outra pessoa, não simpatize com ela, ainda mais como representante política, como a Dilma, é compreensivo. Agora, fazer uso de sua própria condição alienada para dominar uma classe de trabalhadores que tem uma história de sofrimento e luta digna de quem quer a vida fundamentada, instituída por si mesma, não é aceitável. Como não é aceitável que estes trabalhadores se permitam ser representado por sujeitos-sujeitados ao capital como Paulinho da Força.

Entretanto, durante o evento porra-louca da turma do Paulinho, se fez vasar um signo importantíssimo expressado por parte de trabalhadores da Força Sindical: eles se mostraram indignados com as atitudes de Paulinho.

Leiam o que saiu da inteligência, da sensibilidade e respeito do antitrabalhador, Paulinho.

“A Dilma de veria estar na Papuda, junto com os outros, pelo que fez com a Petrobrás. Destruiu a maior empresa do Brasil. Vocês viram aquela banana para Daniel Alves? Vocês têm coragem de mandar uma banana para Dilma? Toma aqui, presidente!”, vociferou o pelego.

Da inteligência do antitrabalhador: A Petrobrás é a empresa estatal do Brasil que mais produz lucro, e é a mais respeitada internacionalmente. Fernando Henrique em seus desgovernos tentou de todo jeito privatizá-la, mas o povo não permitiu. O Brasil tem o menor desemprego no mundo. Em dez anos foram gerados 21 milhões de empregos, apesar dos patrões do pelego.

A o aumento de exacerbação dos tais personagens contra Dilma, é decorrente de seu pronunciamento em homenagem aos trabalhadores. Se antes eles já sabiam que perderam as eleições desse ano, agora, como o pronunciamento fatídico, é que eles começam a mostrar com maior desespero. Leiam o que disse Aécio, candidato do partido da burguesia-ignara.

“Ontem, ela foi à TV para apresentar medidas eleitoreiras, mas não vai adiantar”, disse o candidato das direitas.

É, companheiro trabalhador! São ecos de um pronunciamento.

PROPAGANDA NO RÁDIO “POR UM BRASIL MELHOR”, CONFIRMA O DESESPERO E A IGNORÂNCIA DAS DIREITAS

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Até os minerais sabem, como diz o jornalista-filósofo Mino Carta, que não existe partido político de oposição no Brasil. Dois fatores se concretizaram desde que os governos populares de Lula e Dilma foram para o poder concedido pela maioria da população eleitoral brasileira: Um, por falta de estrutura política real partidária, e outro, por falta de inteligência democrática nesses grupos que são impulsionados simplesmente por reação. São partidos reativos. Consequências expressas como angústia de separação do poder.

Dissipados como partículas apolíticas, o que contribui, também, para o desespero de todas as formas de expressões direitistas, esses chamados partidos políticos se derramam em lamentações ressentidas e acusatórias, contra os governos populares, em um ato de fé de seus próprios suicídios. Já que por suas próprias insignificâncias, não podem ser vítimas de homicídios democráticos. Assim, frustradores das ambições capitalísticas de seus irmãos direitistas, e reconhecidos, também, por eles como ineficientes políticos, como grupos de oposição, as mídias-caducas – caduco aqui não tem nada a ver com cronologia dita humana, mas a ausência do senso intelectivo-social-democrático –, resolveram tentar fazer o papel de oposição. Tudo que seus partidos de igualdade subjetiva, não fazem. O exemplo mais concreto é a inexistência de qualquer figura, de sua classe – a burguesia-ignara -, em condições de disputar a Presidência da República contra a presidenta Dilma Vana Rousseff.

O QUADRO GROTESCO-DESESPERADOR DAS MÍDIAS-CADUCAS

Guardadas nesse quadro grotesco – para elas, as mídias, para os que acreditam em uma democracia real, um quadro humorístico -, elas não cansam de lançar mão de vários expedientes de ofensa contra o governo popular de Dilma e seus companheiros. São centenas de jornalistas amestrados, repórteres e locutores afônicos em campo para encontrar qualquer reflexo que possa ser usado como arma de vingança. Vingança, posto que se trata  de ódio contra os governos de Lula e Dilma. Para elas, responsáveis pelo fim do sonho de suas ambições materialistas (nada a ver com o materialismo dialético).

Como se encontram em estado de desespero propulsionado por suas ignorâncias democráticas, elas não lembram que só existem em função da concessão pública propiciada pelo governo federal, o que lhes proíbe de usar essas concessões de comunicação como aparelho ideológico de seus interesses lucrativos, mas que elas fazem pouco caso e expressam suas ideologias continuamente. Entende-se porque elas são assim. Porque é este o estado de voracidade que elas, como burguesas-ignaras, se mantém. Tudo fixado nelas, nada fora: a sociedade. Assim, algumas emissoras de rádio estão tramando, nesse caduco estilo.

 O RÁDIO-CADUCO PELA VOLTA DAS DIREITAS

Essas emissoras, em nome do que elas imaginam significar o conceito melhor, estão propagando – de propaganda de classe – declarações de ‘jovens’ lamentando o Brasil de hoje. Principalmente exigindo saber o direcionamento dos impostos feito pelo governo se dizendo indignados com a corrupçãoEm um desses quadros ouve-se a voz de um rapaz, na flor de seus 24 anos, narrando que tem um filho e quer um futuro certo para o mesmo, e no final indaga pelos impostos. Logo depois, surge a voz do locutor-afônico: ”O rádio unido por um Brasil melhor”. O Brasil que eles exigem não passa pela oposição feita pela elite-econômica paulistana, nas pessoas da Rede Bandeirante, e o presidente da Federação das indústrias de São Paulo, Skaff, entre muitas, contra o IPTU progressivo criado pela Gestão Haddad que iria melhorar as condições das existências das classes menos privilegiadas. É uma propaganda para confundir os ingênuos como o rapaz, mesmo que seja personagem fictício, visto que há uma parte da população que toma como real personagem de telenovela. Uma forma perversa de consolo.

O INGÊNUO RAPAZ AFÔNICO

Em um breve exame fica tudo desmontado e é revelado o estado ingênuo do rapaz. Ele tem 24 anos, significa dizer que passou quase toda sua infância sob o ‘progresso desenvolvimentista’ de Fernando Henrique. Quando fez 12 anos, Lula foi eleito. O que significa que entrou e saiu da adolescência no período lulista. E de graça entrou na sua década de 20, no período dilmista. Questionamento que salta a inteligência: no período Fernando Henrique, o rapaz, ainda criança certamente não tinha atenção voltada para esses negócios do governo. Ele pode ter obtido informação através dos adultos. Por exemplo, seus pais. Na adolescência lulista, como estudante, talvez, ele possa ter entrado em contato com alguns temas políticos. Aquela ambiência estudantil. Mas eis que, rapaz, na flor de seus 24 anos, está preocupado com futuro de seu filho, mesmo vivendo no melhor período do Brasil contemporâneo. Infere-se simplesmente, que as preocupações de rapaz não têm referência com o real. Alguém mostrou para rapaz, um outro Brasil que ele acreditou. O filósofo Spinoza diria que ele, vive sob a ordem do mais baixo grau de inteligência: a superstição. O texto proferido por ele não sai de uma percepção e uma análise clara e distinta da objetividade, como diz, novamente, Spinoza.

OBSERVAÇÕES SARTREANA PARA ALÉM DA FAMÍLIA

Ainda algumas observações familiares. O rapaz nasceu no ano de 1990. Cinco anos após a o fim da ditadura. O que mostra que seus pais passaram pela ditadura e puderam observar as etapas políticas, econômicas e sócias que o Brasil passou. Ou podem não ter observado nada. Milhares de brasileiros que viveram às décadas de 60 e 70 não sabem que existiu ditadura militar-civil.  Entretanto, tratando-se dos dois casos, se os pais do rapaz falaram para ele, quando criança ou adolescente, sobre o passado do Brasil, ou se não falaram, de acordo com filósofo Sartre, ele é responsável pelo que representa hoje. Ele é sua própria escolha. Se ele se escolheu um ingênuo é de sua responsabilidade. E se seus pais acreditaram que a ditadura foi bem, e o que governo Fernando Henrique, foi um bem também (grande rima), e ele acreditou nesses ditos, não seus pais os responsáveis por ele ser um ingênuo. Como já foi escrito, é tudo de sua responsabilidade. Não há desculpas, como diz, novamente, Sartre. E mais, outra vez, Sartre (“sem ser novamente”, como canta Gonzaguinha), “não importa o que fizeram com você, mas o que você pode fazer com o que lhe fizeram”. Não tem saída para ele. Não há transcendência ao seu estado de ingênuo. Com ou sem as preferencias de seus pais, ele, fez sua escolha: ser o que é. Emissor do som sem enunciado.

OS JOVENS AFÔNICOS

Em síntese: “O rádio unido por um Brasil melhor”, mostra-se desunido por obliteração perceptiva e cognitiva das mídias que acreditam na força deletéria da propaganda. E quem paga a conta dos obliterados é o rapaz, na flor de seus 24 anos, fictícios ou não. Todavia, ele, não é o único a empregar sua inteligência e sensibilidade ‘política’, na labuta pela ‘união do rádio”, têm outros personagens. Tão ‘lúcidos’ e ‘engajados’, como ele.     

EM 5 DE SETEMBRO DE 1850 O AMAZONAS FOI ELEVADO À CATEGORIA DE PROVÍNCIA E ATÉ HOJE CONTINUA PROVÍNCIA

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Até os meados do século XIX a Região Norte tinha como sua maior expressão econômica e política a Província do Grão-Pará, com capital em Belém. A Província do Grão-Pará não só representava um poder econômico e social da região, mas acima de tudo um tenaz poder político. Era, para o resto do governo no Brasil, uma espécie de fortaleza. Entretanto, por sua dimensão geográfica, não podia manter proteção às áreas territoriais que estavam em sua incumbência. Foi esse um dos principais motivos que no dia 5 de setembro de 185 o Amazonas elevado à categoria de Província.

Era necessário, e urgente, que uma administração-política instalada no Amazonas se responsabilizasse sobre a segurança de seu território, agora tão imenso. Um desafio geo-político. Essa preocupação derivava do fato de que o Peru, estimulado e protegido pelos Estados Unidos – como sempre os ianques mostrando sua voracidade capitalista -, tinha grande interesse nas terras brasileiras. Todavia, se a elevação à categoria de Província do Amazonas deu-lhe uma face de território autônomo, por outro lado, seus percursos históricos não lhe permitiram independência que pudesse permitir aos seus habitantes amazonenses uma existência digna de sua potência natural como estado.

       …o Ciclo da Borracha serviu apenas para o enriquecimento

    de coronéis de barranco e as indústrias europeias e norte-americana”

Em relação à satisfação de seu povo, sua realidade contém uma história mais de sofrimentos e mazelas que propriamente de segurança, satisfação e conforto. Os ciclos econômicos que ofereceu ao mundo, principalmente, o Ciclo da Borracha, serviu apenas para o enriquecimento de coronéis de barranco e as indústrias europeia e norte-americana – aí um fator do interesse ianque pela região Amazônica -. Deixando atrás de si famílias, nostalgicamente conservadores, com um ressaibo de uma recordação que socialmente não serve sequer de lembrança, mas de indignação. Visto que não permitiu ao estado e muito menos, ainda, à capital, Manaus, o sentido do desenvolvimento e progresso. O fim do Ciclo da Borracha, depois de causar a morte de milhares de índios e espoliar seringueiros, trabalhadores espoliados em sua dignidade através de um salário desumano, em condição de escravatura, deixou atrás de si um lugar bombardeado pela ganância capitalista. Uma praga que até hoje perdura impedindo que Manaus se torne uma cidade. Que Manaus tenha alma. Espírito. Mente.  

Esse o legado desse ciclo histórico-econômico que arrasou um povo e deixou como deboche um teatro que serve de orgulho – o orgulho é uma ideia má dos que carregam baixa potência de agir, como diz o filósofo Spinoza – aos imbecilizados pelos modelos culturais europeus. Um teatro chamado despudoradamente de Teatro Amazonas que não reflete a potência-natural do Amazonas. Um antropomorfismo predador.

                 “Colonizados passaram a repetir so atos de seus colonizadores.

                   A lógica: o colonizado reflete o modelo de seu colonizador”

Mas o estado do Amazonas não continua província apenas em razão das forças capitalistas alienígenas que lhe submeteram a condição de colônia para melhor explorar suas matérias-primas. Não. O Amazonas continua província porque o vírus da consciência colonizada – como diz o filósofo Hegel, o Senhor e o Escravo ou o psiquiatra africano Frantz Fanon em sua obra Condenados da Terra – se distribuiu atavicamente em algumas famílias do estado coadjuvadas por grupos estrangeiros. Colonizados passaram a repetir os atos de seus colonizadores. A lógica: o colonizado reflete o modelo de seu colonizador. Ou na linguagem de Freud: uma criança espancada reproduz nos outros, quando adulta, a violência recebida.

Daí que o estado molar – fixo – em que o Amazonas se encontra hoje é o resultado de uma trapaça política implantada em seio por grupos sem qualquer dimensão política.

  “Com considerável número de desemprego e municípios abandonados até

          pela prática médica. O que força a migração para a capital”.

O que o torna um dos estados do Brasil menos desenvolvido, com um baixo índice escolar, um alto índice de criminalidade, que vai de prefeito-corrupto-pedófilo de municípios aos descuidistas das esquinas-escuras. Com considerável número de desemprego e municípios abandonados até pela prática médica. O que força a migração para a capital. Daí, a importância histórica do Programa Mais Médicos do governo federal na região.

Para não redundar em um estado que apenas expressa a derrocada pode-se levar em consideração – por cortesia – a chegada do Nacional F. C. além das oitava s de finais, na Copa Brasil, parando no Vasquinho. E para quem gosta – e que gosto -, o representante, ou o escoadouro de nossa violência, de luta livre que no momento se encontra em ascensão. Mas luta livre não educa um povo, e muito menos é fundamental para criação de uma consciência-democrática. A não ser para o prefeito de Manaus, Arthur Neto, que adora essa violência travestida de esporte. Mesmo sem saber do significado psiquiátrico dessa atividade. Tem o boi do município de Parintins, mas não é autóctone. Além de ser uma carnavalização da fabulação pecuarista modelizado nas escolas-de-samba carioca banhado pela Coca-Cola.

      “Tudo que parecia ser progressista era apenas simulação. Falsa

               mentalidade burguesa fingindo revolucionária”

Essa condição molar em que o Amazonas se encontra na contemporaneidade – sem ser contemporâneo de estados desenvolvidos – bem que poderia ser diferente se tivesse havido, pelo menos, no pós-ditadura a formação de uma consciência política da população que impedisse a subida ao poder de grupos reacionários que há mais de trinta anos dominam o estado impondo este modelo triste de administração-pública. Mas nada disso foi possível. Tudo que parecia ser progressista era apenas simulação. Falsa mentalidade burguesa fingindo revolucionária. E a constatação se encontra na união siamesca dessa simulada esquerda com os ultraconservadores que dominam a alcunhada cena política do estado do Amazonas. Por enquanto, triste província.

FERNANDO HENRIQUE INDICADO PARA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS FORTALECE A ALA REACIONÁRIA DA GLOBO

FHC

A vaidade é uma ideia triste produzida pela mais baixa espécie de conhecimento. O conhecimento do ter ouvido e visto, conhecimento que não reflete a ação da razão. O sujeito vaidoso pode até ser diplomado, mas seus afetos, que o tornariam um sujeito-histórico, são tristes reações. Assim, como o sujeito orgulhoso, que tem uma ideia superior ao que ele é em realidade, e que para mantê-la precisa da aprovação dos seus pares. Esses são os entendimentos do filósofo holandês Spinoza expostos em sua Ética.

Mas o sujeito triste não é um tema somente do filósofo Spinoza. Ele também é tratado pelo filósofo alemão Nietzsche. Em sua obra Genealogia da Moral, em sua primeira Dissertação: O Ressentimento, ele mostra a patologia desse sujeito com baixa potência de viver. O homem que nega a vida por se encontrar escravizado na inveja, na cobiça, na arrogância, na vaidade, no orgulho, por isso ele culpa os outros: ”Se eu sofro, tu és o culpado”. A tarântula da vaidade e do  orgulho para Nietzsche, é o ressentimento que junto com a Má Consciência e o Ascetismo, destrói a Vida.

O que se pode compreender nos dois filósofos da exaltação da Vida é que esse sujeito – o filósofo Guattari, em relação ao capitalismo, chama de sujeito-sujeitado – sofre da doença do medo da Vida. Seu medo o torna um sujeito de baixa potência de agir. Ele apenas reage às causas exteriores, por isso é reacionário. Daí entender-se que todo homem vaidoso e orgulhoso é um medroso reacionário. Ou como diz o filósofo francês Sartre: ”São meras consequências, jamais princípio”. Como meras consequências precisam para terem a ilusão que existem, do reconhecimento dos outros. Esses outros ou são seus pares ou incautos. Como diriam os antropólogos progressistas: é por isso que a burguesia adora um rito de premiação. Visto que ela como premiadora, também se autovaloriza.

Assim, embora Fernando Henrique, o príncipe dos sociólogos sem trono, o vaidoso e orgulhoso por excelência, o que o confirma como um sabotador da velhice – visto que a velhice, filosoficamente é a esfera da quietude, beatitude e grandeza -, tenha sido indicado para uma cadeira da Academia Brasileira de Letras, ele não escapa da Ética dos três filósofos. Visto que ele em sua vaidade e orgulho, muito antes de ser indicado, já expressava compulsivamente estes dois afetos tristes. Duas afecções, ou estados de coisas, que impede que um homem seja coletivamente produtivo, já que ele encontra-se fixado em si mesmo pelo reflexo do espelho exterior: os aplausos.

Mas, a indicação de Fernando Henrique para a Academia Brasileira de Letras não é somente objeto de apreciação dos três filósofos. Sua indicação, que vai fortalecer a ala reacionária da anciã entidade, posto que a mesma já conta com Roberto Marinho, que jamais escreveu uma linha, a não em cheque; Merval Pereira, o reprodutor das enunciações dogmáticas do sistema capitalista; além de Sarney, o fantasioso, João Ubaldo, o risonho; todos membros defensores da afecção social mais triste dos meios de comunicação, a Globo, tem também a opinião dialética do dissecador do sistema capitalista, Karl Marx. Marx nos mostra que como toda riqueza do capitalista sai da exploração da força de produção do trabalhador, em forma de mais-valor, todos seus sentimentos também daí derivam. Como a riqueza do capitalista é alienação, todos os seus sentimentos são fantasmagóricos. Ou seja, o burguês não tem sentimentos autênticos. Deve ser por isso, que a inveja que Fernando Henrique tem de Lula, não atinge o Sapo Barbudo. E agora, como membro da ala reacionária da Academia Brasileira de Letras, que não o atinge mesmo, visto que ele se encontra confirmado no topos uranos platônico – ou Urstat celestial, como diriam os filósofos Deleuze e Guattari -, que não tem comunicação  com a vida real.

Fernando Henrique é um imortal, mas a vida é produzida pelos mortais. Até o filósofo grego Aristóteles da dizia em seus simples silogismo. “Todo homem é mortal. Pedro é homem, logo é mortal”. Silogismo que não explica Fernando Henrique, já que ele não é mortal. Assim, como Merval, Marinho, Sarney, e outros. Fernando Henrique é mais um perambulando pelo meio dos Vivos. Querendo assombrá-los, é lógico.

AMAZONINO CASSADO MENDES: O PREFEITO QUE NÃO ASSUMIU

A cassação do  não-prefeito da não-cidade de Manaus, Amazonino Cassado Mendes, pela juíza Maria Eunice Torres do Nascimento foi um dos fatos políticos mais importantes dos últimos trinta anos no Amazonas. Nunca havia se tomado uma decisão contra os mal feitos de políticos corruptos por estas bandas.

Cassado, o não-prefeito foi um inoperante. Ele somatizou a cassação e a não cidade vem sofrendo as conseqüências de sua irresponsabilidade.

Manaus é uma buraqueira só. Quem gosta disso são as lojas de autopeças de veículos.

Manaus é a cidade dos incêndios. Quem gosta disso são os proprietários de hotéis e pensões.

Manaus é a cidade das creches. Das mil prometidas todas estão apenas nas propostas.

Manaus da copa vive sob a ameaça de não ser sede. Tudo está atrasado. Não temos sistema de transporte coletivo eficiente e o prazo para implantação do BRT é exíguo e não resolverá o problema de mobilidade urbana na cidade.

Manaus é a cidade onde a merenda nas escolas municipais resume a mingau de arroz, chocolates caramelizados e muita ova de jaraqui. As frutas regionais que deveriam compor o cardápio da alimentação dos estudantes há muito tempo não é servida.

Manaus não tem coleta diária de lixo em muitos logradouros. O acumulo do lixo contribui para o aumento da população de ratos, baratas e consequentemente  proliferação de doenças cujos principais prejudicados são os cidadãos que depois não terão como cuidar da doença, pois os pronto atendimentos municipais na sua maioria em reforma não serão concluídos até o término de sua não-gestão.

Manaus da Ponta Negra da morte. Sua desadministração será lembrada como a que projetou a Ponta Negra para a morte. No afã de tornar a praia permanente,  ato de puro exibicionismo colocaram areia que não compactou e provocou inúmeros buracos no leito do rio que  popularmente chamamos de “perau.” O instinto assassino dos projetistas dessa megalomania já levou para o “perau” mais de 14 pessoas.

Manaus do péssimo atendimento médico-hospitalar cuja responsabilidade é do prefeito cassado, doente, quase morrendo mais com dinheiro buscou cirurgia em São Paulo. Enquanto isso o povo madruga em filas intermináveis quase sempre não atendidos devido o controle de senhas e fichas.

Manaus do péssimo atendimento pela internet. Como uma capital que sediará uma copa capitalista da FIFA é tão mal servida desse serviço.

Manaus da violência, dos assaltos, das mortes, homicídios, desaparecimento de crianças, adolescentes e jovens.

Manaus do tráfico de drogas, das bocadas e do convívio com ameaças de morte a juízes, desembargador e policiais que combatem o crime organizado.

Manaus da riqueza e da pobreza. Dos condomínios de luxos e das favelas.

Manaus a cidade que não teve prefeito, apesar deste já ter sido três vezes governador, senador, prefeito e prefeito.

Manaus  hoje simboliza o que Amazonino Cassado Mendes fez durante todos esses anos de maldade, irresponsabilidade.

Seu amigo Artur receberá uma não cidade e que continuará uma não cidade, pois a ilusão é apenas ilusão, delírio e como é o prosseguimento de uma desadministração, Manaus continuará uma não-cidade.

 

 

 

 

 

 

SERAFIM CORREA, CANDIDATO DO PSB DERROTADO NO PRIMEIRO TURNO, MANTÉM COERÊNCIA: APOIA AMAZONINO

Uma grande parte do eleitorado do Brasil – quiçá do mundo onde há eleição – tem uma opinião construída em um empirismo e um construtivismo ingênuo que muitas vezes não pode ser deixado de servir de análise. Sua opinião é “que todos os políticos são iguais”. Um imperativo categórico não-kantiano, mas que pela forma como foi construído a-historicamente grande parte do pressuposto, tem razão de ser enunciado.

Não há como negar que essa opinião, considerada senso comum, tem fundamento na observação feita por esses que assim opinam sobre alguns profissionais do Executivo e do Legislativo. O modelo que esses profissionais adotam é facilmente classificado como sendo distante dos interesses públicos. Voltados exclusivamente para seus interesses particulares. Quase sempre financeiro. O tal do “ele quer é se dá bem”.

Todavia, não é só o interesse financeiro desses politicofastros – do grego; o falso político – que serve de matéria para se afirme que “todo político é igual”, embora no final o benefício seja o mesmo. Também serve de matéria para essa opinião a conduta moral dos tais políticos que para alcançar seus anseios mantém os mesmos hábitos contrários à coerência democrática. Ou seja, a escolha de posicionamentos que possam produzir uma democracia participativa, o que os filósofos Machiavel e Spinoza chamam de um direito constituinte racional que conduz as potências de todos para a afirmação da sociedade dos iguais.

Nesses políticos a moral, ou seja, as suas formas de agir e julgar encontra-se sempre contrária à moral da sociedade civil. Ela sempre se aninha nos interesses desses personagens ou de seus partidos. Por isso, as alianças mais diversas sedimentadas em forças mais reacionárias que não servem para a transcendência democrática.

A coerência-Moral de Serafim e sua relação com Amazonino

Para quem não conhece, Amazonino é um personagem que há quase três décadas participa do maior plano de atraso do estado do Amazonas. Foi conduzido ao cenário politicofastro do Amazonas pelo conservador direitista, Gilberto Mestrinho, com quem fez carreira. Em uma “vitoriosa” dobradinha. Ou, como eles mesmos diziam; uma ação conjunta. Antes se dizia comunista, mas foi como prefeito biônico que iniciou sua aventura nas linhas do conservadorismo. Foi várias vezes governador do estado, prefeito e senador, sem ser. Era tido pelo reacionário da ultradireita baiana, Antônio Carlos Magalhães, vulgo Toninho malvadeza, o imperador do norte. Talvez, por ser o imperador do norte que ele fora acusado de participar da compra de votos de parlamentares para elegerem a emenda – a maior violência contra a Constituição – que levaria Fernando Henrique, seu amigo, à reeleição. Uma acusação feita no jornal Folha de São Paulo pelo jornalista Fernando Rodrigues.

O certo é que Amazonino se fincou no cenário local e nacional como populista, conservador, sem qualquer afinidade com uma ideia progressista que pudesse lhe levar a ser considerado como um homem moderno. Já que não pôde politicamente chegar ao  pós-moderno. E foi exatamente observando a conduta de Amazonino que o economista Serafim Correa se autonomeou como um personagem diferente dele. Principalmente no que Serafim entendia como política. Posicionou-se como seu adversário, que segundo Serafim, tinha ideias contrárias às suas. É claro que Amazonino não tinha ideias suas. O que ele carregava eram os velhos dogmas do populismo-demagógico. Performance das antigas que não serve para construção do indivíduo político em uma sociedade civil. O que Serafim tomava como necessário a ser combatido.

Assim, Serafim levou o tempo que lhe foi dado ser candidato contra Amazonino. Em uma eleição, depois de outras, Serafim composto com a maioria da sociedade manaura, conseguiu derrotar Amazonino. Para muitos era o fim de Amazonino. Mas Serafim sentiu o peso de ser prefeito de uma não-cidade literalmente destruída. E de erros em erros, Serafim no fim de seu mandato ressuscitou seu maior inimigo. Amazonino fez uma campanha basicamente sobre seus próprios erros, mas atribuídos a Serafim e foi eleito. Exemplo, os imensos buracos de Manaus. Como disse o deputado federal Praciano, na época, “Serafim vestiu o paletó em Amazonino que já estava de pijama”.

Hoje, o candidato Arthur do partido da ultradireita paulistana, PSDB, ideário da burguesia-ignara paulistana, e apoiado por Amazonino, encontra-se no segundo turno disputando com a candidata do PCdoB, Vanessa. Serafim é do PSB, e durante sua campanha no primeiro turno sempre fez alusão que Arthur era apoiado por Amazonino, seu maior inimigo, até então. Com sua saída da disputa em função da derrota, ele teve que decidir a quem apoiar. Não deu outra: ele optou por seu ex-adversário, Amazonino. Resolveu assumir sem qualquer pejo essa aliança. Ele, Amazonino e Arthur. E sempre se tomando como socialista.

Mas é fácil entender essa aliança retrógada. Serafim nunca teve a potência política que faz fruir a vontade democrática-constituinte que enfraquece os estados de coisas que impedem a vida ser revelada ou a revelação do movimento real, como diz Marx. Aliás, a maioria do Amazonas não tem. Serafim sempre pareceu um economista ortodoxo que jamais leu Marx, mas que quer ser tido como socialista. Serafim é católico, mas não carrega visivelmente nenhum signo do socialismo cristão. Serafim não enganou ninguém, em sua própria campanha ele já deixava transparecer que iria se juntar a Amazonino. Ele encenava que censurava deu dileto colega Arthur, mas se recolhia com pressa. Porém, em relação à candidata Vanessa sempre lembrava, com veemência, que ela tinha como vice um ex-secretário de Amazonino. A sua neurose de base politicofastra era Amazonino que não precisou de Freud para ser curada.  

Serafim jamais pareceu ser um personagem do teatrólogo Brecht que esbanja humor. Entretanto, no momento de defender sua posição em apoiar Amazonino, quis ser irônico. Disse que apoiava Arthur para manter o equilíbrio político em Manaus. Arthur, equilíbrio político e Manaus. Que bela trindade.

Assim, observando essa serafimzada, os tais eleitores fortalecem suas opiniões de que “todos os políticos são iguais”. Principalmente na ordem moral.

PESQUISA DE PARES DE ARTHUR PRETENDE AFIRMAR QUE IBOPE ESTAVA ERRADO E TAMBÉM INSTITUTO ACTION

Na peça de teatro A Exceção e Regras do teatrólogo, poeta, crítico, cinegrafista, romancista, e comunista alemão, Brecht, tem um canto cujos versos dizem: “ Se tudo lhes corre bem, são bons. Se tudo lhes corre mau, são maus. E é assim que está certo”. Esses versos servem muito bem para a posição do candidato da ultradireita do partido paulistano, Arthur Neto, e seus pares, principalmente limitados repórteres.

Serve para Arthur e Cia no contexto das eleições que atualmente são disputadas em Manaus. Não para a realidade existencial de Arthur e Cia, porque é público que o candidato da ultradireita e pares, não têm qualquer similitude com as obras de Brecht, e muito menos seus propósitos políticos-marxistas. Os nossos candidatos e os seus círculos são totalmente desprovidos da dimensão politica que libera os acontecimentos históricos e produz história.

É por essa ausência de sentido histórico, que a maior preocupação de candidatos como Arthur é querer fazer transformar o eleitor em um grande crente de que ele é uma personagem boa. No mesmo estilo Serra,”o candidato do bem” quando das eleições presidenciais. Quando se tem o sentido histórico da política como um consenso processante de novas formas de relações, nada desses recursos são usados, porque além de mostrar o triste vazio dos candidatos, obriga que os eleitores dormitem no véu escuro da ignorância. E na ignorância não há democracia. Assim, como na tristeza não há inteligência, como dizia o filósofo Spinoza. E como são tristes esses candidatos.

E uma das grandes demonstrações de ignorância e tristeza é a empatia que os candidatos fazem com as pesquisas quando – por não terem estudados o filósofo Baudrillard que afirmava que as sondagens não refletem a posição das massas, visto que elas escapam de seus interrogatórios, e jamais são alcançadas – elas ou lhes são favoráveis ou não.

Enquanto “tudo corria bem” para Arthur nas pesquisas, inclusive na do Ibope, ele era “bom”. Bastou a última pesquisa do Ibope mostrar que sua adversária Vanessa (PCdoB/AM) havia subido dez pontos, empatando com ele, ele e seus pares, se colocaram “maus”. Refutaram o resultado. Com uma repórter cabo eleitoral afirmando que era uma pesquisa comprada. Uma pesquisa muito estranha.

Depois veio a pesquisa do instituto Action, que com seu resultado confirmou o que o Ibope havia divulgado: os dois candidatos estavam empatados. Piorou, tornaram-se “maus”, As coisas não “lhes corriam bem”. Foi então, que para tornar verdadeiro o primeiro verso de Brecht, surgiu ontem uma pesquisa de uma desconhecida entidade com a sigla UP/DM/CBN, que colocou Arthur nos píncaros com 39% e Vanessa com 30%. Uma entidade não tão desconhecida em função da CBN. Como se sabe a CBN é das Organizações Globo, da família Marinho useira e vezeira em conspirar contra a democracia no Brasil, que odeia o governo popular do Partido dos Trabalhadores, Lula, Dilma, e todos aqueles que se encontram em suas relações. Só por esse signo já se pode inferir que nem tudo “lhes corre bem”.

Mas dois signos mostraram que a lógica burguesa apresentada por Brecht concedeu uma dura realidade para a pesquisa dos píncaros para Arthur. Uma foi uma repórter cabo eleitoral afirmar que “essa pesquisa não era comprada”. Claro que insinuando que as que dão vantagens para Vanessa foram. Um argumento que o pior rabula entenderia como uma forma de ocultar o que realmente ela acredita. Outra, a apresentação do resultado da pesquisa no programa de Arthur. Durou, literalmente, um piscar de olhos. Nada de comemoração e nem entusiasmo. Aquela comemoração e entusiasmo quando se encontra diante da certeza do gol. Bisonha ilustração como quem acabou de perder um pênalti ou quem sabe uma cesta.

SOBRINHO DO CANDIDATO DA ULTRADIREITA, ARTHUR NETO, É SUSPEITO DE TER MANDADO AGREDIR A CANDIDATA VANESSA DO PCdoB

O programa eleitoral de Vanessa (PCdoB/AM) candidata ao cargo de prefeita de Manaus teve seu início ontem, dia 12, com um comunicado de repúdio pela violência sofrida pela candidata na noite anterior em frente a um canal de televisão quando chegava para participar de um debate com outros candidatos.

O comunicado repudiou o uso da violência contra a candidata que teve seu carro atingido por ovos, assim como seu rosto. Na leitura do comunicado a apresentadora, além de lamentar o recurso antidemocrático, diz que o rapaz que causou o incidente foi estimulado pelo sobrinho do candidato da ultradireita também ao cargo de prefeito, Arthur Neto (PSDB/AM).

Como Arthur tem fama de fanfarão, falastrão, que esculpiu durante sua permanência por oito anos no Senado, sempre a serviço da mídia acéfala – TV Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Época -, para discursar contra o governo Lula, junto com outros representantes da ultradireita, a ponto de prometer dar uma surra no então presidente Lula, um ato jamais esperado de quem tem formação profissional de diplomata, e atua em uma sociedade republicana, o texto narrado trouxe lembranças de atitudes violentas de Arthur quando era prefeito, como mandar bater nos camelôs. Segundo ele, para limpar o centro de Manaus. Arthur é oriundo da classe média manaura que primava pela estética colonizadora expressada em sua simbologia pelo fálico Teatro Amazonas.

O certo é que o episódio violento tomou conta das conversas da cidade. Principalmente das organizações não governamentais, movimentos de defesa das mulheres e outros grupos sociais que foram diretamente ao juiz Pascarelli, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM) para reivindicarem uma posição daquele órgão. Além de realizarem outras manifestações em outros sítios contra a violência contra a mulher. Um caso que requer a atuação da Lei Maria da Penha.

Mas o repúdio à truculência não ficou restrito somente à Manaus. Chegou ao plenário do Senado. Senadores como Magno Malta, Eduardo Braga, Alfredo Nascimento, Martha Suplicy, entre outros, também protestaram contra o recurso violento usado contra a candidata Vanessa.

Diante da reverberação do ocorrido ligando-o ao pessoal de Arthur, a coligação divulgou uma nota afirmando que aquilo foi um “ato isolado” e que repudia todo tipo de violência.

Pode ser verdade, mas Arthur está colhendo o que plantou durante os oito anos passados no Senado, como dizem os agricultores da moral. Quem cunhou a afrontosa narcísica frase “sou inesquecível como inimigo”, tem que contar com esses entendimentos. Como disse o escritor-filósofo Herman Hesse: “Não quisestes a embriaguez? Agora suporta a ressaca”.       

AMAZONAS COMEMORA SUA ETERNA CONDIÇÃO DE PROVÍNCIA

Hoje, dia 5 de setembro, é cronologicamente a data da comemoração da elevação política-administrativa-econômica do Amazonas à Categoria de Província. Só comemoração, porque não há motivo para festa, ora esta! O Amazonas continua província, embora faça parte da República Federativa do Brasil como Estado. Permaneceu província sem sequer lembrar dos signos que o envolveram quando lutou para se livrar do julgo do Grão-Pará. Todos os ânimos de se tornar independente e produtor de sua história que começaram nas lutas por sua emancipação, ficaram presos no Grão-Pará. Nada restou, nada sobrou para servir de impulso produtor de uma autonomia.

O Amazonas de hoje, é, talvez, o estado mais pobre do Brasil. Não tem uma política industrial, agrícola e pecuária. Foi o único estado do Brasil que teve que lançar mão de um recurso ficcional para se iludir com o desenvolvimento econômico: a Zona Franca. Se não fosse o parque de montagem da Zona Franca de Manaus, chamado eufemisticamente de Distrito Industrial, o estado não teria nada que atraísse preocupações econômicas. Um fato técnico-econômico que mais prejudicou a capital, e por tabela o interior, do que proporcionou satisfações econômica, social, educacional, urbana à sociedade amazonense.

Com um interior abandonado pelos politicofastros – os falsos políticos  – desde seu nascedouro passando agora pela trupe que há quase trinta anos lhe infelicita, as populações interioranas tiveram que se deslocar para a capital tentando fugir da condição de miséria em que se encontravam em sua terras naturais. Um ledo engano, pois tiveram que enfrentar a dura realidade de tentar subviver nos bairros pobres de Manaus sem saneamento básico, água, esgoto, transporte coletivo, segurança, escola etc. Uma condição que nem no tempo da Vila da Barra acontecia, visto que as populações ainda não tinham imaginado outras situações.

Sendo o homem o um ser histórico somente quando ele é sujeito de sua existência, visto que ao contrário ele é apenas uma abstração, como diz Marx, o Amazonas não pode ser estudado historicamente, mas somente cronologicamente, porque não foi e não é autor de sua própria identidade. Continua perdido em uma “realidade” mística/mitológica representada por seus atributos e modus de ser naturais. Ou quando não fantasiosos. No primeiro caso serve de exemplo o encontro das águas, orgulho de alguns lendários, e que serve de efabulação turística. No segundo caso, serve de exemplo o Teatro Amazonas, obra arquitetônica saída do mau gosto ostentador da estética burguesa-colonial e construída sobre os corpos de índios e cabocos que foram usados e explorados como mão de obra escrava.

Porém, mesmo nessa situação de frouxidão política é certo que alguns candidatos aos cargos de prefeitos abusem, em seus discursos, do ufanismo telúrico para tentar alguns votos tocando na veia regionalista do eleitor desatento. Farão declarações de amores à terra de Ajuricaba, segundo literatos lendários, o herói amazonense, e prometerão fazer o possível com seus mandatos para ajudar seus municípios a se desenvolverem, e, com isso, tornar uma Amazonas gigante em desenvolvimento.

De forma, que alguns acreditarão outros não. Os que acreditarão são os eleitores abstratos, mistificados e mitificados. Os que comemoram com denodo essa elevação à Categoria de Província sem perceber que tudo continua uma província. Os que não acreditarão são os eleitores concretos. Os que sabem da província mais querem ser sujeitos da história do Amazonas. Produzir um Amazonas historicamente que construa sua própria autonomia e não permaneça mais eternamente nessa eterna frouxidão política.

ARTHUR, CANDIDATO DA DIREITA À PREFEITURA DE MANAUS, USA, EM SEU PROGRAMA, RECURSOS DE PROGRAMAS DE TV QUE EXPLORAM OS POBRES

Depois da chamada abertura política, no olho do frisson da liberdade que se tinha como democrática, em referência a ditadura militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985, houve uma mudança – para pior – no uso dos meios de comunicação, principalmente a televisão. Além da grade diária de programação das TVs calcadas na dormência perceptiva, intelectiva e ética, com seus programas infantilizados/infantilizantes e seus enlatados filmes com caráter quase exclusivos norte-americanos, cujo propósito ideológico era alienar sumariamente o expectador brasileiro, surgiram também os chamados programas ao vivo – morto – com o objetivo, segundo os apresentadores, de auxiliar as classes mais carentes abandonadas pelo Estado. Na verdade, uma perversão que mais humilha os carentes de cidadania e só serviu de escalada alpinista eleitoral para esses apresentadores e lucro para os responsáveis pelas concessões dos canais de TV.

Em Manaus, esses programas copiados dos modelos sangrentos do Rio de Janeiro e São Paulo, logo passaram a serem exibidos como uma demonstração da conquista da liberdade de imprensa. Assim com essa proteção alucinada, proliferaram tão avidamente que conseguiram eleger não só os mais medíocres apresentadores, como ajudaram também a eleger alguns responsáveis pelas concessões das TVs. Uma verdadeira mina de promoção eleitoral. Programas que têm de tudo. Das orações das falsas religiões, a doação de objetos como roupa, sapato, dentadura, e até cadáveres de supostos marginais. Além, da oferta de atendimento médico e jurídico. Porque todos esses programas para criar uma ilusão que são racionais e democráticos são assessorados por alguns profissionais da medicina – sem saúde -, e advogados. Tudo para dar um quadro de veracidade no que está sendo vendido. Ou seja: a pobreza.

O Sofrimento como a Melhor Mercadoria

Entretanto, no meio de todo esse tipo de oferecimento mercadológico proporcionado pela condição de miséria das classes abandonadas pelos sádicos falsos políticos, como diria o psiquiatra africano Frantz Fanon, “os humilhados da terra”, uma mercadoria se apresenta como a mais sedutora e proporcionadora de lucro, mesmo revelando a mais baixa condição moral de quem a usa com fim de se materializar economicamente. O sofrimento, a dor, o desespero. Nenhum programa se mantem sem essa aviltante mercadoria. Todos apresentam pessoas, e muitas vezes famílias inteiras em desespero, para poder seduzir o telespectador para lucrar duas vezes. Manter a audiência do programa e se passar como o salvador. Aquele que se apieda do próximo para lhe possibilitar ajuda. A vetusta fórmula de opressão pela chantagem.    

O Sofrimento como Mercadoria no Programa de Arthur

Então, eis que o diplomata Arthur, candidato à prefeitura de Manaus pelo partido da ultradireita paulistana, PSDB, conduzido pela sua ideia fixa que pode mudar a memória-vontade – como diz o filósofo Bergson -, do eleitor que sabe que sua gestão como prefeito perseguiu camelôs de forma violenta, apresentou em seu programa eleitoral de ontem, dia 27, um quadro com os signos sobrecodificados da semiótica dos programas de TV de miserabilização dos pobres.

O quadro é composto em um bairro pobre em um cenário de miséria tendo como personagens coadjuvantes alguns moradores. No meio dos moradores aparecem uma senhora com um filho. Um rapaz que é apresentado com uma doença grave. A senhora, chorando, em seu texto apresenta, no começo de sua fala, um agradecimento a Arthur, como personalidade política que, segundo ela, foi a pessoa que se compadeceu de seu sofrimento se responsabilizando pelo caso do filho. Chorando ela diz que as pessoas só sabem falar mal das pessoas quando elas erram, mas não sabem falar o bem quando elas fazem o bem. As cenas da senhora são quase todas em close, um recurso de plano filmográfico que envolve mais o espectador.

Na cena final, a câmara apresenta Arthur abraçando o Rapaz, quase em plano-americano, para depois a câmara fechar em um close no rosto de Arthur com os olhos oferendo uma dor lagrimal. Uma cena igual às oferecidas pelo apresentador, também candidato, Sabino, e os ex-apresentadores irmãos Souza. Não dá para o eleitor acreditar que é mera semelhança. Ou mera coincidência.

Não só Arthur, mas quase todos os candidatos vêm perdendo uma boa oportunidade de exercerem suas campanhas com a dimensão pedagógica que uma eleição exige. Se a razão e a ética afirmam que esses tipos de programas são atentatórios a democracia que é um regime da inteligência – e esses apresentadores com seus programas mostram que são dotados do mais baixo grau de inteligência, como diria o filósofo Spinoza – quando se usa esse recurso se está validando sua existência. E isso, não tem nenhum signo de prática de democracia. Daí, que o eleitor facilmente infere, que se em uma campanha os candidatos usam esses recursos antidemocráticos, é porque eles não são democratas. Então, ficará confirmada a velha tirania da demagogia. E Manaus já não merece.

ARTHUR NETO, CANDIDATO AO CARGO DE PREFEITO DE MANAUS PEDE QUE ELEITOR ENVIE CURRÍCULO AO SEU E-MAIL PARA SER SELECIONADO PARA EMPREGO

O candidato da ultradireita ao cargo de prefeito de Manaus, Arthur Neto, do partido paulistano PSDB, durante um debate em uma emissora de TV em Manaus, usou, como forma de campanha, uma estratégia por demais ousada ou inconsequente. Tentando mostrar que se eleito for, sua municipalidade será ética referente às escolhas dos que irão trabalhar em seu governo em cargos comissionados não indicados por políticos, divulgou seu e-mail para que os eleitores enviem seus currículos para “fazer a seleção de cérebros com base no mérito”.

“Peço ao manauara que anote um e-mail meu: arthurvirgílio2@hotmail.com. Me mandem currículos para nós começarmos a fazer a seleção de cérebros com base no mérito. Queremos recrutar pessoas que possam de fato nos ajudar a grande sacudida que Manaus precisa”, afirmou o candidato que prometeu dar uma surra no ex-presidente Lula.

De acordo com declarações de jornais da cidade e correspondentes, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TER/AM) não teceu nenhum comentário sobre a estratégia do candidato da ultradireita.

Entretanto, sabe-se muito bem que Arthur Neto não é nenhum ingênuo no que se refere à disputa eleitoral. Já foi deputado federal, prefeito, senador e candidato ao governo do Amazonas não sendo eleito porque só consegui 5% do eleitorado da ultra direita no estado, portanto conhece quase todos os percursos que um candidato deve fazer para ser eleito. As estratégias para conseguir voto, principalmente do eleitor incauto sem concepção do que seja democracia.

Arthur como é cria das campanhas eleitorais que se pratica no Brasil, recorreu ao signo que ocupa os discursos dos candidatos: ética na política. Recorrendo a este chavão inócuo, visto que também é usado por corruptos, Arthur, tentou mostrar aos virtuais eleitores, que é diferente. Tem ética, tem lisura, é justo. Mas Arthur poderia usar toda essa estratégica sem precisa divulgar seu e-mail em tempo de campanha eleitoral. Como se julga um homem inteligente saberia muito bem como apresentar essa sua preocupação de forma eleitoralmente democrática. Arthur poderia divulgar seu e-mail depois da campanha, se fosse eleito. Aí seria ético, teria lisura, seria justo. Não agora, porque, ele querendo ou não querendo, seu ato já está sendo compreendido por uma grande parcela dos eleitores como crime eleitoral, compra de votos. Mesmo sem a posição do TRE/AM.   

Daí que a estratégia de Arthur foi uma ousadia, mas inconsequente. Não colou, como diz a rapaziada. E ainda mais para alguém que se toma como “orgulho do Amazonas”. Durante seu tempo de senador espalhou por vários pontos da cidade outdoors com esse autoelogio. Uma espécie de parafraseado da Loucura, personagem de Erasmo de Roterdã: “Se ninguém te elogia, elogia a te mesmo”.

Uma estratégia que a estética-ética-antropológica amazonense não compactua. Ainda mais, a estética-ética-antropológica que sabe, eticamente, junto com o filósofo Spinoza, que o orgulho é uma ideia superior que um homem tem de si, além do que ele realmente é. E que para mantê-la precisa dos bajuladores. Em linguagem democrática: capachos. Em linguagem direta: lambaios.   

VÍDEO DE BOB FERNANDEZ MOSTRA QUE MENSALÃO NÃO É FARSA, MAS É FARSA O QUE A MÍDIA OCULTOU DA CORRUPÇÃO NO GOVERNO FERNANDO HENRIQUE, INCLUSIVE A COMPRA DE VOTOS

SERRA SE RECUSA A PARTICIPAR DO PROGRAMA DE LULA “BRASIL SORRIDENTE”

CANDIDATOS E PASTORES USAM NOME DE DEUS COMO MOEDA DE TROCA PARA COMPRA DE VOTOS EM MANAUS

Numa campanha eleitoral constamos que as várias denominações religiosas apóiam determinados candidatos. Na última eleição para a presidência da República vimos que reacionários tanto da Igreja Católica como de Igrejas Evangélicas apoiavam Serra e denegriam a Presidenta Dilma.

A presidenta Dilma recebeu apoio e manifestos assinados por inúmeros representantes das mais diversas Religiões.

A Constituição da República Federativa do Brasil não cerceia a livre manifestação do pensamento, não censura e nem impede ninguém, exceto militares de manifestarem suas preferências eleitorais.

Agora,  Igrejas enquanto instituição, com seus membros, envolverem-se em política partidária de apoio a este ou aquele candidato constitui uma infração à lei eleitoral, pois a partir do momento que essa Igreja decide apoiar determinado candidato é porque há interesses comerciais pautando esse apoio.

Esse tema tem sido recorrente neste blog.  Já publicamos inúmeros textos  tratando sobre a relação política e religião e principalmente sobre o envolvimento de compra de votos dos membros do clã Silas e Jonathas Câmara,  da Igreja Assembleia de Deus.

Na quinta-feira, dia 09 de agosto de 2012, como tradicionalmente ocorre, o clã dos Câmaras voltou a reunir pastores e a candidata do governador Omar Aziz e do Senador Eduardo Guerreiro de Sempre Braga, Vanessa Grazziotin para demonstrar apoio  da irmandade.

Este apoio, entretanto é diferente do apoio que acima mencionamos. Quando líderes religiosos das mais diversas denominações assinam manifestos de apoio a determinado candidato não há interesses pessoais,  e sim coletivos. O que não é o caso com os Dans Câmaras.

Na última eleição para governador no Estado do Amazonas, reuniram no Sambódromo milhares de seguidores e apresentaram como seus candidatos Omar Aziz e Eduardo Braga para o Senado.

E o pior é que essa prática constitui compra de votos. E o produto negociado é Deus. Aqui está o diferencial quando outras igrejas apóiam determinados candidatos. O clã dos Câmaras é reconhecidamente envolvida em crimes eleitorais,  principalmente na compra de votos.

Por pregarem a luz,  a nova vida, lá está eles envolvidos no Farol da Colina. Iluminando os irmãos para mais grana pagar. A mulher do deputado Silas Câmara, Antônia Lúcia foi acusada de compra de votos e flagranteada transportando caixas de dinheiro. A ficha corrida do clã é tão grande que mereceu de nossa parte os seguintes artigos:

 

JUSTIÇA DECRETA PRISÃO DA PASTORA LUCILÉIA CÂMARA, MULHER DO DEPUTADO SILAS CÂMARA, ELEITA DEPUTADA PELO ACRE

MAIS UM PROCESSO DO DEPUTADO-PASTOR SILAS CÂMARA SOBE AO STF

EVANGÉLICOS CONTRA CRISTO POR SEUS FERVOROSOS CANDIDATOS

MAIS UMA DOS CÂMARA: 100 MIL SANTINHOS IRREGULARES NA GRÁFICA DO FILHO DO PASTOR-DEPUTADO

ENTRE O PSC E O PCC: MEGAOPERAÇÃO DA POLÍCIA CONTRA NEY SANTOS

PF APREENDE MAIS DE R$ 470 MIL NUMA CAIXA DE PAPELÃO QUE PERTENCERIAM À BISPA ANTÔNIA LÚCIA CÂMARA, CANDIDATA NO ACRE

LAVAGEM DE DINHEIRO E EVASÃO DE DIVISAS NA ASSEMBLEIA DE DEUS NO AMAZONAS: OPERAÇÃO “FAROL DA COLINA” PROSSEGUE NO ENCALÇO DO CLàCÂMARA

OS SEGREDOS DO PASTOR-DEPUTADO SILAS CÂMARA TRANSBORDAM NO STF

O clã sempre esteve do lado do grupo que domina politicamente o Estado. Constituiram grande patrimônio pregando a má notícia, se apoiando no medo para terrorizar o incauto. E nesse negócio Deus é uma mercadoria valiosa. Aproveitam do que foi feito com o povo deste a Idade Média para enriquecerem gratuitamente.

A venda das indulgências, da salvação, continua solta, em parte porque não desvendamos o ódio implacável de Saulo, depois São Paulo por Cristo, o filho de Maria. Paulo esse Dysangelista cravador de Jesus na Cruz é responsável que tenhamos uma relação com Deus na base da  imaginação,  ilusão e da compra.

Nesse vende e compra do clã acima referido não vai escapar também da nossa abordagem o candidato Artur Neto. Provavelmente enciumado desse apoio, não esqueçamos que o mesmo também já esteve com eles na última eleição para o Senado. Era um candidato que com as bênçãos de FHC esbanjou dinheiro, bandeiras e bandeironas, e hoje corre atrás de paraenses humilhados pelo atual prefeito.

Candidato surrador de presidente, não desanime, o apoio do atual prefeito lhe coloca ao lado da candidata comunista crente em Deus que para ganhar eleição ora fervorosamente a um Deus imaginário sob a batuta de um governador e seus discípulos da Assembléia de Deus.

MOVIMENTO DE LUTA DOS PROFESSORES DE MANAUS: PARALISAÇÃO COM VITÓRIAS E EQUÍVOCOS

Os professores da rede municipal e estadual de ensino da zona leste da não cidade de Manaus, sob a direção do Movimento de Luta dos Professores de Manaus, já que o SINTEAM os abandonou e ainda faz  contrapropaganda, voltaram a paralisar as atividades pedagógicas de sala de aula, dia 03 de agosto de 2012, das 7 às 21 horas, na Bola do São José, para protestarem  contra a política municipal e Estadual que não implementa a Lei Federal  Nº 11.738/2008 que estabelece dois terços das 40 horas, correspondendo 33% das atividades para Horário de Trabalho Pedagógico – HTP. Esse horário é dedicado para o professor preparar aulas, corrigir atividades, atualizar diários, notas e outras atividades de caráter didático-pedagógico.

No ensino municipal os professores do 6º ao 9º ano já possuem HTP. Falta implementar nos anos iniciais. Na SEDUC a lei não é cumprida e por esse motivo, os professores vem reivindicando, discutindo e paralisando as atividades pedagógicas por zonas para pressionar o governo a implementá-la o mais rápido possível, bem como, plano de cargos e salários, melhorias das escolas, alimentação dentre outros temas.

A manifestação na Zona Leste contou com a participação de muitos trabalhadores em educação  tanto pela parte da manhã, tarde e noite.

Nesse aspecto a paralisação foi vitoriosa, porque constitui um trabalho de mobilização que vem ganhando novos trabalhadores dentro da categoria.

INÊS,  CANDINHO E FILHA  

À noite os participantes receberam e ouviram o cantar revolucionário dos artistas Inês, Candinho  e filha que impressionou a platéia cantando um samba.

Inês  e Candinho tem marcado presença em todos os eventos promovidos pelo MLPM cantando suas músicas e de outros compositores, mas o que marca é o posicionamento da cantora defendendo a categoria e entoando um canto revolucionário de autoria da dupla.  

ROCK CABOCÃO

A AFIN também participou com o cantar cabocão na voz de Marcos José que não perde a oportunidade para  sobre a não cidade de Manaus e os seus governantes. Greve dos professores da UFAM e salários dos grevistas. Que Manaus não tem esquerda e que a Bíblia é um  tratado jurídico teológico que só interessa ao povo judeu. De sua verve afinada não escapa nem chifre queimado.  Educação, transporte coletivo, falta dágua, buracos, enriquecimentos ilícitos são os temas principais das músicas criadas e cantadas onde há manifestações  e itinerâncias como essa.

EQUÍVOCOS DA COORDENAÇÃO

O movimento é coordenado, comandado pelo Movimento de Luta dos Professores de Manaus. E como responsável pelas discussões entendemos que houve um equívoco da Coordenação, do Professor Lambert Melo em convidar e permitir que candidatos a prefeito e vereadores utilizassem o evento para fazerem  exposições e comícios.

Entendemos que os professores devem produzir  suas reivindicações, decidir e depois encaminhá-las  para os órgãos do legislativo e do  governo que tem a responsabilidade de implementá-las.

Nesse momento não caberia jamais que um candidato como Arthur Neto, apoiado pelo prefeito cassado, Amazonino Mendes,  por exemplo, com seus cabos eleitorais, lambis e puxas utilizassem a mobilização dos professores para fazer promessas eleitorais o que constitui a maior violência contra o ser humano, fazer acreditar em ilusão.

Todos os candidatos que ali compareceram infelicitaram o movimento. O movimento  pelo que entendemos não carrega, não defende nenhuma bandeira partidária. O que se discute ali é a política na sua totalidade e não de forma reducionista como seu coordenador zonal entende. Convidar alguns candidatos para expor suas idéias sobre educação,  reajustes, HTP.

Os políticos que compareceram sejam deputados, vereadores candidatos a prefeito e vereadores junto com a coordenação se equivocaram. Embora dos que lá compareceram há aqueles que sempre estiveram do lado da categoria, apoiando defendendo-os o que não é o caso do ex-senador do Amazonas,  5%.

Insistimos e vimos posicionamentos de professores protestando contra a decisão do coordenador de ter convidados os candidatos a participarem.

O candidato do PSDB, apoiado pelo prefeito cassado fez um verdadeiro comício. Primeiramente foram chegando seus cabos eleitorais com bandeiras, bandeirolas, cartazes e o showmício estava armado.

Só o fato desse candidato ser Peteleco do Prefeito cassado, já ter sido prefeito da cidade e não ter resolvido o problema dos transportes coletivos, do abastecimento de água, da educação, dos camelôs, dos trabalhadores da ETAMA   e por último aparecer na Revista Carta Capital, Nº 708, de 1º de agosto de 2012, relacionado como tendo recebido via Governador Eduardo Azeredo/Pimenta da Veiga R$ 90.500,00 de Marcos Valério Fernandes de Souza em março de 1999, no que constituiu o maior escândalo produzido e inventado pelo direita cujo principal representante é o PSDB.  Raivoso o ex-senador no alto de sua verborragia ameaçou dar uma surra em Lula e junto com seu amigo Demóstenes Torres passavam a imagem para o Brasil de senadores éticos e morais. O primeiro perdeu a eleições senatoriais e o outro está cassado por fazer parte do bando de Carlinhos Cachoeira preso pela Polícia Federal.

AFIN ESTÁ FORA

Se a Coordenação do movimento continuar com o posicionamento adotado pelos canais de televisão que exclui  candidatos dos debates, a AFIN, segundo sua diretoria, em reunião extraordinária decidiu que não mais participará das próximas mobilizações, pois não quer compactuar com encontros onde as relações comporão encontros tristes, imobilizadores, pois a proposta político-filosófica da Ong é promover sempre encontros alegres e criadores de novas formas de dizeres e fazeres.      

 

SUCOS, VIOLÊNCIA E EVASÃO MARCAM ESCOLAS MUNICIPAIS DE MANAUS QUE NUNCA SERÁ LIVERPOOL

Nossa não cidade merece que abordemos hoje, passado o 14 de julho, quando os franceses cantaram a marselhesa convocando o povo para marchar contra a opressão, a fome, tratar da temática da lide acima.

Alguma coisa está errada  no fornecimento da alimentação para as escolas da prefeitura da não cidade de Manaus. Não é concebível que diariamente os estudantes tenham que consumir suco de abacaxi super doce com bolachas de maisena doce ou mingau de arroz. Se existe todo um cuidado para se evitar o consumo exagerado de açúcar que pode provocar o diabetes nossas escolas públicas produzirão milhares de crianças no futuro diabéticas formando uma verdadeira mina para a indústria farmacêutica que lucrará milhões vendendo remédio, devido essa irresponsabilidade do governo e gestores municipais.

Esse não fornecimento de alimentação para escolas reflete desvio de recursos públicos, principalmente federal que tem se preocupado em melhorar o nível da educação no Brasil, mas que a prefeitura de Manaus não tem demonstrado interesse para mudanças.

Associado a outro aspecto negativo que essa não cidade tem por marca convivemos com a violência urbana. E nessa violência urbana o aumento assustador de assaltos, roubos e furtos como também o disparado aumento de homicídios em Manaus. O número de mortes nesta não cidade equivale a zona de guerra. E nós estamos numa zona de guerra. A guerra dos narcotraficantes que matam diariamente jovens, adolescentes que se envolvem com o tráfico e morrem por não saldarem dívidas, conflitos entre grupos e mercados que delimitam territórios e os controlam.

Essa violência atinge a escola. Na  idade de Manaus, em vários bairros, à noite, o que se vê são alunos temerosos, com medo, professores que faltam ao trabalho e ou quando tem aula só vai até às 21 horas porque o medo vem tomando conta da urbe de Ajuricaba, exceto aqueles que se aproveitam também dessa subjetividade para fugir de sua obrigação que seria no mínimo está lá com a garotada para conversar e debater a questão.

Mas tudo isso que temos falado aqui, é responsabilidade do grupo político que governa este Estado a mais de trinta anos e que estão no poder e acham que não tem nada a ver com a desgraça que é a morte de milhares de pessoas nesta não cidade. A questão do tráfico de drogas em Manaus é tão sério,  e que não vemos por parte do governo nenhuma medida de impacto para acabar com esse comércio desastroso.

Neste momento, que antecede as eleições municipais, nos espelhemos na marselhesa cantada, marchada pelos franceses no 14 de julho para mudarmos essa não cidade. Infelizmente, o quadro que nos apresentam não é nada alentador, apesar de termos socialistas e comunistas na disputa. Pelo visto a praga vai continuar. Manaus nunca será Liverpool.

 

ERUNDINA FAZ PREVALECER A ÉTICA-POLÍTICA E SE NEGA SER VICE DE HADDAD QUE RECEBEU APOIO DE MALUF QUE LULA ALIOU

Seguindo a máxima bíblica do “dize-me com quem andas que te direi quem és” a engajada e consciente deputada Erundina (PSB/SP) recusou ser vice na chapa de Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores à prefeitura de São Paulo. Erundina para recusar o cargo de vice só recorreu à um princípio fundamental da existência: a ética. Princípio que a maioria dos alcunhados políticos passam quilômetros de distância. 

A deputada engajada ao ver que o PT faria aliança com Paulo Maluf, personagem maior do PP, logo tomou frente e disse que se fosse consumada a tal da aliança, ela estaria fora. Não deu outra, o PT paulista excitado por Lula, o chefe da campanha de Haddad, calculando votos da extrema direita representada por Paulo Maluf, e o tempo eleitoral nos meios de comunicação proporcionado pelo partido, também do deputado nazifascista Bolsonaro (PP/RJ), mandou às favas os pruridos éticos da companheira do filósofo francês Félix Guattari.  

Erundina não quis saber da possibilidade dos petistas, comandados por Lula, recorrerem à lógica brechtiana do “O que você faria para mudar o mundo?… Afunda na lama, abraça o carrasco, mas muda…”, por isso deu o salto da dignidade. Ela sabe muito bem que se eles recorressem à lógica do teatrólogo alemão, Brecht, seria só para validar a decisão do partido em se filiar ao procurado pela Interpol. Um argumento que muitos apedeutas que não conhecem a moral de Brecht sustentam de acordo com seus interesses.

Também, com seu ato político, Erundina, mostrou ao Brasil que ainda há possibilidade de se implantar a ética-política no exercício parlamentar. Seu ato revigorou nos que já estavam fechando a cortina da política como produção comunalidade, por não acreditar mais no homem-político, propósitos democráticos maiores.

A posição ética de Erundina, não querendo misturar sua ilustre biografia com a biografia antidemocrática de Paulo Maluf – ele é cria da ditadura, como dizia Brizola: Filhote da ditadura -, com ele permanecendo na aliança, mostra um ponto triste na candidatura de Haddad: Haddad, não tem voz ativa em sua participação como candidato à prefeitura de São Paulo. Lula escolheu por ele. Tudo que a direita adora. Inclusive a direita do PT.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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