Archive for the 'Kinemasófico' Category

CRIANÇAS AFINADAS MALHAM OS JUDAS

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Dois Judas, um referente ao Judas real e outro referente ao Judas imaginário. O primeiro é reflexo histórico constituído pelas experiências de mundo do próprio personagem que antes de ser incluído no discurso paulino bíblico, foi protagonista de suas ideias políticas e sociais. O segundo é reflexo da transfiguração do real em personagem mistificado pelo discurso paulino bíblico que fez uso da propaganda para transfigurá-lo em personagem traidor de Cristo, que o vendeu por 30 denários e o dedurou com beijo. O imaginário beijo de Judas. IMG_7842 IMG_7843 IMG_7844 IMG_7849 IMG_7850 O segundo tem sua representação maior nos anseios de Paulo que precisava de alguém para justificar a permanência de Cristo crucificado que morreu para nos salvar, e aí, então, instituir a culpa, a dívida, o ressentimento, a má consciência que abolidas com o perdão. Um perdão que se conquista através do autoconhecimento como pecador. Nada do que Cristo pregou. Cristo só amou. Não um amor banal, individualista, de classe, de grupo, mas um amor coletivo que não funciona como compensação como pretendem os tiranos exploradores da fé verdadeiramente cristã. IMG_7860 IMG_7861 IMG_7862 IMG_7863 IMG_7866 ENTÃO, AS CRIANÇAS FESTEJARAM Nesse ano houve na festa do Judas uma inovação. O testamento do colega Judas não foi escrito antecipadamente para ser lido no momento da festa. Dessa vez, as próprias crianças criaram, versejaram e rimaram as estrofes. Quer dizer: criaram as estrofes de forma coletiva. Exemplo: pergunta-se qual a criança que quer receber uma lembrança de Judas. Uma criança, em questão, Eduardo, que quer receber. Então, começa a estrofe: “Ao meu amigo Eduardo”. Pergunta-se ao Eduardo de que ele gosta, ele responde: “Gosto de feijão”. Aí, pergunta-se (alguém que coordena a construção da estrofe), às crianças: “O que Judas deixa como lembrança ao Eduardo que, no fim do verso, rima com feijão? Uma criança (responde de sua criação), responde (respondeu na festa): ”Arroz, farinha e macarrão”. E a estrofe lembrança de Judas fica: IMG_7867 IMG_7868 IMG_7871 IMG_7872 IMG_7873 IMG_7874 “Ao meu amigo Eduardo Que gosta de feijão Deixo como lembrança Arroz, farinha e macarrão”. E a festa continua rimada até enquanto crianças queiram ganhar lembranças de Judas. Nessa festa de Judas de 2014, foram realizadas outras brincadeiras com elementos teatrais todos referentes à Páscoa e Judas. Mas sempre ocorrem dois grandes momentos nessa festa: tirar foto abraçado com o bom Judas, e a hora da malhação. Antes era só malhar. Extravasar energias, e muitas vezes ressonâncias a-históricas: “O Judas é mal, traiu Jesus”! Agora, a malhação mudou: as crianças malham o Judas para encontrar presentes dentro deles, principalmente bombons.. IMG_7880 IMG_7883 IMG_7884 IMG_7890 IMG_7902 Como criança é devir humano que necessita de nutrientes para colocar sempre em práxis suas faculdades intelectiva, sensorial, imaginativa, memorial, biológica, tem sempre que haver o mata broca, além do tradicional ovo de Páscoa caseiro. Nada de ovo industrial. Cristo sempre se considerou um Homem-Natural. Carregava elementos da filosofia estoica e epicurista que cultivavam amorosamente a Natureza. Daí o nome da habitação do filósofo Epicuro ser chamada Jardim de Epicuro. IMG_7908 IMG_7910 IMG_7912 IMG_7913 IMG_7917 IMG_7919 IMG_7921 IMG_7922 IMG_7926 IMG_7929 IMG_7930 No mais, é só bradar: Valeu, criançada! Valeu, Judas!

AFIN ENTREGA CARTEIRINHAS AOS JOVENS CINÉFILOS DO KINEMASÓFICO

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Crianças afinadas exibem suas carteirinhas

O Kinemasófico, vetor que vem produzindo afetos estéticos/imagéticos há cinco anos com as crianças do Bairro do Novo Aleixo, é bem mais do que uma simples projeção de imagens. Foi criado junto a comunidade um espaço de encontros que vem propiciando novas formas de percepções. Os curtas e longas projetados são previamente estudados e mostram imagens diferentes daquelas que as crianças estão acostumadas em ver na escola/casa/televisão para que sejam dialogadas com as crianças pela fala, pelo desenho e pela expressão corporal.

Neste último fim de semana a festa não poderia ser diferente. Ainda mais com as entregas da carteirinha do cineclube afinado onde os jovens cinéfilos sempre tem a entrada aberta às novas imagens. Na ocasião foram exibidos 5 curtas que estarão espalhados entre o texto e as imagens da entrega.

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A GRANDE VIAGEM

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Titulo Original: A grande viagem

Ano: 2011

Diretor: Caroline Okoshi Fioratti

País: Brasil
Duração :15 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Com Alzheimer, seu Mário não consegue mais distinguir com clareza passado e presente, e revive em sua mente uma fase da vida em que vendia guias de viagem de porta em porta. Mário nunca viajou, mas agora surge a oportunidade de conhecer os quatro cantos da terra através de sua imaginação. Seu neto Felipe será seu parceiro nessa jornada.

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Antes da entrega das carteirinhas o tradicional jogo de adivinhação com esquizoperguntas para aguçar a criatividade das crianças que ainda não sabiam que iam receber neste mesmo domingo suas carteirinhas de cinéfilos do kinemsófico.

UMA FERRADURA PARA A SORTE

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Titulo Original: Podkova pro stestí

Ano: 1946

Diretor: Karel Zeman

Personagens: Homens, ferradura, produtos.

País: Checoeslováquia

Duração : 04 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : O simples sapateiro (que já foi até detetive em outras ocasiões) acha uma ferradura no meio de um bosque. Crente que a ferradura vai lhe dar sorte, ele se envolve em muitas estrepulias. Mas se ele não tiver sorte o que fazer com aquele pedaço de ferro?

Lucicléia entrega a carterinha para Matheus

Lucicléia entrega a carterinha para Mateus

Logo as carterinhas começaram a ser entregues e deixaram os jovens cinéfilos do Kinemasófico bastante alegres de participar e serem um amante do cinema de carteirinha. Nas carterinhas impressas em papel duro e plastificadas, além dos dados da associação há a foto e os dados pessoais.

VENTO

Erik van Schaaik- Vent (2004)

Titulo Original: Vent

Ano: 2005 (Prêmio FIPRESCI no festival de Annecy e Urso de Cristal no Festival de Berlim)

Diretor: Erik van Schaaik

Personagens: Vento, homem, garota

País: Holanda
Duração :5 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Diversas linhas dançam na tela enquanto as cores e quantidade se transformam.

Ivânia entrega a carteirinha para Vitória

Ivânia entrega a carteirinha para Vitória

A criança Mickaelly recebe a carteirinha de Alci

A criança Mickaelly recebe a carteirinha de Alci

Um a um todos aguardavam ansiosamente para serem chamados e as carteirinhas até que praticamente todos estivessem com sua carteirinha. Mas do que uma forma de identificação com o cinema, a carteirinha representa uma confraria de crianças e jovens que produzem o mundo a partir de suas experiências sociais, artísticas e coletivas.

O BRINQUEDO VERMELHO

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Título Original: Hateip Ha’adom (The red toy)

Ano: 2005 (Melhor curta no Jerusalem Film Festival)

Diretor: Dani Rosenberg

Personagens: Garoto palestino, brinquedo vermelho, turistas japoneses, soldados israelenses, Homem ladrão, garoto israelense, cameras de segurança.

País: Israel / Palestina

Duração : 12 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Um rapaz chega com seu carro em uma cidade e busca vender sua invenção: a fumaça mágica que transforma as pessoas e objetos naquilo que o dono deseja. Porém assim como a mágica ocorre ela pode se tornar esfumaçada.

mostra a carteirinha junto a Vinicius

mostra a carteirinha junto a Vinicius

Alci entrega a carteirinha para Gabriela

Alci entrega a carteirinha para Gabriela

O HOMEM VOADOR

The Flying man- George Dunning 1962 Annecy

Título Original: The Flying man

Ano: 1962 (Grande Prêmio no Festival de Annecy de Animação)

Diretor: George Dunning

Personagens: Homem, homem voador, cachorro e outras formas aquareladas

País: Reino Unido

Duração : 2 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Uma homem acredita que pode voar e ao bater seus braços se mostra voando acima das cabeças dos transeuntes.

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Após a entrega das carteirinhas as crianças já aguardavam a tradicional hora do mata-broca onde além das tradicionais pipocas doce e salgada foram servido o suco e uma bola de sardinha feito especialmente para a ocasião. E como tudo uma hora termina chegou-se a hora das crianças voltarem pra casa. Bom é saber que no próximo domingo a festa se refaz em mais uma sessão do Kinemasófico.

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O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza para crianças e jovens todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

CRIANÇAS DO KINEMAZÓFICO DISCUTEM PREÇO DA FARINHA QUE FAZ PARTE DE SEU HÁBITO GASTRO CULTURAL

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É muito difícil encontrar um amazonense,  um paraense  ou nortista que não goste de farinha de mandioca. Saborear um jaraqui, acará, tambaqui, pacu, pirarucu, pirara, surubim, pescada ou cinquenta matrinchãs sem a toco mole, seca não faz parte do cardápio desse povo.

Mas eis que  tem sido comum nesta não cidade de Manaus seu povo reclamar diariamente sobre o preço desse essencial produto na mesa manauara. Quando não há peixe, carne, o amazonense, paraense, nortista a colocam na cuia, misturam com água e tomam chibé, ou mingau. 

O preço do produto está abusivo. Há mercearias, supermercados vendendo o quilo a R$ 10,00. Temos informações que na cidade de Maués já chegou a R$ 13,00 reais o frasco (dois litros.)

Aqui em Manaus varia. Vai de R$ 4,50 a R$ 15,00 o quilo. No domingo passado, após a projeção do nosso kinemazófico, atividade que realizamos com as crianças do bairro Novo Aleixo a mais de cinco anos, propusemos um debate  com as mesmas tratando exatamente sobre o preço da farinha.

Antes explicou-se que para fazer a farinha o agricultor faz um roçado. Corta todo o mato pequeno, depois derruba com moto serra as árvores maiores. Antes era com machado. Levava em média uma a duas semana para a derrubada. Hoje com moto serra faz esse serviço em meio dia.

Tudo no chão se esperava que as folhas secassem. Quando estavam todas secas o agricultor as queimava. Tudo era incendiado. Ia  para o espaço labaredas de fogo e fumaça.

Quando não queimava bem o agricultor tinha que “encoivarar”, isto é, juntava os galhos que não queimara para tocar novo fogo.

Feito isso era hora de plantar a maniva. É desse arbusto que fixo na mãe terra surgirá a mandioca.

Passado 8, 9, 10 meses ela passa pelo menos por duas capinas e depois estará pronta para ser colhida, arrancada.

Para arrancar a mandioca o agricultor, dependendo da quantidade de farinha que vai fazer leva no mínimo um dia.

Uma parte é colocada dentro d’agua e outra é descascada para ser ralada. Antigamente era no ralo, manual. Hoje já há meios modernos de cevar. Dez paneiros de mandioca se ceva em menos de 30 minutos. Antigamente levava-se dois dias.

Depois disso retira-se a que está dentro d’agua para  misturar com a ralada. Essa mistura é que vai dar a cor amarela.

Essa massa ficará uma noite descansando para no dia seguinte, por volta da quatro madrugada ser secada no tipiti de onde é extraído o tucupi e a tapioca.

Depois de seca a massa  é peneirada.

Com a lenha retirada do roçado acende-se o forno. Primeiramente a massa é escaldada. Usa-se no caso do Amazonas um remo nesse primeiro momento e quando já está sem a água se usa um rodo.

No final, depois de mais ou menos 3 a 4 horas, dependendo da quantidade de massa a fornada estará pronta. A parte fina, torrada, o “caboco” retira para fazer caribé. Uma bebida apurada bastante consumida por estas bandas.

Adivinhem agora criançada, quanto  custará uma saca de farinha produzida pelo agricultor?

Ele venderá por R$ 50,00 ou, 60,00 reais. Trabalhou uma semana. Haverá pessoas que reclamarão desse preço, mas não levam em conta o trabalho que deu ao agricultor para fazê-la.

O atravessador que não é “besta” vai lá e compra tudo. Depois ele mesmo fará seu preço. O produtor, o consumidor perdem e quem ganha é o atravessador e o comerciante, concluiu Eduardo.

Eles colocam o preço que quiserem porque não há no Estado do Amazonas uma política de preço mínimo para o agricultor e nem fiscalização no comércio. Não há  incentivo para a produção de mandioca. Nessa relação promíscua temos a mais-valia ou mais-valor que proporciona o lucro do explorador, segundo Karl Marx.

Com o bolsa floresta, bolsa verde, bolsa defeso, assentamento do INCRA o caboco não faz mais roçado. Ele não pode mesmo, porque é proibido desmatar. Volta a viver como seus ancestrais viviam. Trabalham pela manhã e folgam a tarde, pois o dinheiro que recebem do governo compram farinha e os demais mantimentos.

Enquanto isso, nossos cinéfilos entenderam o processo de feitura da farinha, da comercialização e da exploração do trabalhador que produz, mas no final acaba como  o grande perdedor. Só não perdeu a Micaela que no sorteio ganhou um quilo de farinha que custou R$ 10,00 reais importada de Santarém, do belo Estado do Pará.

Os moradores desta não cidade ao criticar o preço desse cereal estão dando sua contribuição como cidadãos e particípes  da vida em comunalidade.

Sem participarem de manifestos nossos consumidores afinados debateram sobre o preço abusivo da farinha que tem como grande perdedor o agricultor  e o consumidor e ganhadores, o atravessador e o comerciante, na conclusão do nosso cinéfilo, Eduardo, criança de 10 anos, assíduo frequentador a mais de cinco anos das nossas sessões de cinema que não passam nas tevês abertas nem fechadas, aos domingos, na Rua Rio Jaú.

Ps. Nosso próximo texto versará sobre Manifestantes e Povo – baseado em “Multidão”- Guerra e democracia na era do Império,  obra de Michael Hardt e Antônio Negri.

 

KINEMASÓFICO: 6 CURTAS

Na festa dominical do Kinemasófico das crianças afinadas produziram mais um encontro kinemasófico onde além da celebração dos aniversariantes afinados João Benedito e Eduardo houveram 6 curtas que geraram muita conversa a partir dos temas propostos começando com

A PISCINA AZUL

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Titulo Original: Sinyaya Luzha

Ano: 2004

Diretor: Catherine Maximova

País: Rússia
Duração :5 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) :Após se banhar em uma piscina azul, uma criatura começa a mudar de forma. Logo ela é levada ao médico maluco onde ao tomar diversas poções continua sua transformação.

O FAZENDEIRO DOS MOINHOS

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Titulo Original: The windmill farmer

Ano: 2010

Diretor: Joaquín Baldwin

Personagens: Fazendeiro, trevo, moinho, chuva.

País: Estados Unidos

Duração : 05 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Ao pegar um trevo um fazendeiro tem um sonho de plantar trevos para que estes se tornem moinhos. Porém após uma forte chuva os moinhos que estão brotando se quebram e voam pelo ar. Quanto tempo um sonho pode ser mantido?

VNE IGRY

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Titulo Original: Vne Igry

Ano: 2012

Diretor: Ivan Maksimov

Personagens: Bichinhos, retalhos, ponteiros

País: Rússia
Duração :7 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Três velhos brinquedos orfãos ficam em um porão brincando e rindo de sua própria degradação, e tentando criar formas de remendar os rasgos do esquecimento.

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MONA LISA DESCENDO AS ESCADAS

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Título Original: Mona Lisa Descending a Staircase

Ano: 1992 (Melhor animação nos festivais de Ottawa, Melbourne, Chicago, Bombay e Oscar)

Diretor: Joan C. Gratz

Personagens: Pinturas feitas de massinha

País: Estados Unidos

Duração : 7 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : A partir de Mona Lisa, uma série de pinturas (de 35 quadros famosos) são criados com massinha em uma bela animação.

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QUADRADO

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Título Original: Kwadrat

Ano: 1972 (Melhor Curta no Festival de Cracow, de Ottawa e no Oscar- Academy Award)

Diretor: Zbigniew Rybczynski

Personagens: Formas geométricas, homens dançando

País: Polônia

Duração : 3 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Os quadrados começam a se modificar e logo se tornam pessoas que começam a andar pelo quadrado enquanto mudam suas cores e formas.

A DEUSA

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Título Original: The god

Ano: 2004 (Melhor animação no Festival Grego Drama Short Film e prêmio do Público no Festival de Cinema Fantástico da Suécia)

Diretor: Konstantin Bronzit

Personagens: Deusa, mosca.

País: Rússia

Duração : 4 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Uma deusa egípcia é acordada de seu longo sono por uma mosca que passa a perturbar sua paciência e equilíbrio .

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O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza para crianças e jovens todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

KINEMASÓFICO COMEMORA 4 ANOS COM DUAS FESTAS EM SUA NATALINIZAÇÃO DE JANEIRO

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Natal, época de nascimento comemorada todo fim de ano. Para o kinemasófico o seu natal é em janeiro, mês em que foi engendrado este vetor afinado junto com as crianças do Novo Aleixo. Desta forma o ano novo traz o natal para o Kinemasófico. E neste último domingo do mês de janeiro o Kinemasófico comemorou seus quatro anos juntamente com a festa natalina da Afin. Ufa! Até que enfim chegou o natal da Afin.

E estas duas comemorações encheram o bairro do Novo Aleixo de alegria, risos e muitas brincadeiras. Mas antes do início da atividade kinemasófica houve uma conversa com as crianças, jovens e pais presentes sobre o entendimento e a importância dos cinemas para as crianças.

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Foi colocado pelas crianças que o cinema já faz parte da realidade deles mas que diferente da televisão proporciona um debate onde todos podem usar sua voz e expor seus pensamentos. No kinemasófico afinado eles disseram se sentirem dispostos para conversar sobre os temas levantados e para aprender com as novas imagens que o cinema traz. Além disso foi colocado também que este aprendizado é sempre divertido e envolvente, ao contrário das obrigações e punições da escola.

E desta forma sentimos em cada palavra que o cinema tem sido uma composição que aumenta a potência criança de cada um e abre diversas formas de pensar, se expressar e agir.

Depois da conversa como em todo aniversário kinemasófico foi passado um vídeo especial. Neste ano o vídeo denominado “Hoje o cinema são vocês” mostrou além das fotos das crianças, dos curtas e longas kinemasóficos exibidos durante o ano e uma seleção musical especial, uma seção dedicada às brincadeiras e atividades que aconteceram durante o ano.

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Desta forma após terminar as fotos com as crianças e os cinemas exibidos apareceu na o “falso” FIM seguido de uma tela preta. Porém após alguns segundos o vídeo anunciava É BRINCADEIRA mostrando então as fotos das crianças brincando nas mais diversas atividades proposta durante o ano como o pebolzinho, boliche, rima rimador, formação de palavras, jogo dos bancos, etc. Mais uma vez se declarava um falso FIM para mostrar as fotos do grupo do Hip-hop que produziram uma batalha de B-boys após algumas projeções de cinema. ASSISTA O VÍDEO ABAIXO OU PARA BAIXA-LO O VÍDEO CLIQUE AQUI.

E em cada foto que se passava havia uma explosão de gargalhadas e de olhares que se cruzavam pois naquele momento as crianças eram atores e espectadores ao mesmo tempo. As fotos mostram que elas são o responsável pelo vído e pela festa, pois ajudaram durante todo o ano a produzir o kinemasófico com sua presença e o uso de sua alegria, inteligência, humor na relação estética com cinema e com as crianças afinados .

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Quando o vídeo Photo-kinemico terminou parece que o tempo cronológico de um ano não diminui a vontade de estar alí, mas na composição atemporal de novos afetos o tempo que passou pelas fotos não pode ser mensurado em 1 ano ou outra quantia. Isto ocorre pois houve nestas composições a criação de novas maneiras de entender o mundo, fazendo com cada um se transformasse em um novo. E como sempre há esta transformação o tempo cronos nunca vigora pois sempre somos um novo que não pode ser dividido nem contado pelo predecessor.

E foram distribuidos os pratos da ceia kinemasófica nutrindo os cinéfilos crianças para que o vigor da vida persevere. E o mata-broca tava saboroso primeiramente com o arroz com frango e farofa, seguido de um bolo de chocolate.

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Então cada criança escolhia um quadrado com número que estava dentro de um saco, sendo que este correspondia a um brinquedo a ser recebido. Desta forma a criança era responsável pela sua escolha e caso não estivesse satisfeita com o brinquedo poderia trocar com o colega ou dar para alguém que escolhesse.

Um a um foram sendo chamado os números e a revelação do brinquedo desconhecido terminava com o mistério numerológico. E junto com o brinquedo cada criança recebia um delicioso pote com doce de abacaxi para comemorar o novo companheiro de brincadeiras.

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E assim a noite foi passando com um grande júbilo envolvendo todos os presentes que independente do brinquedo ou da comida, já que todos fazem o cinema e constroem novas relações durante todo o ano. E como todo domingo o kinemasófico é festa não precisa se preocupar que esta terminou pois logo mais tem outra.

Mas além desta festa do olhar que ocorre sempre, está chegando uma que se torna real somente uma vez por ano: a Bandinha do Outro Lado, que neste ano ocorre no dia dia 10 de fevereiro e promete mais uma grande festa, embalada na força de Dionísio, do bode tragos e do brincar criança. Então abre alas que a bandinha vai passar.

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RARIDADE SOBRE A HISTÓRIA DO CINEMA EXCLUSIVO DA AFIN PARA O MUNDO

A Associação Filosofia Itinerante (Afin) pelo seu vetor kinemasófico vem trazer mais um documento sobre a história do cinema, como já haviamos feito no afinado Um Breve Toque sobre a História dos Cinema: um plano para as crianças. Este novo material conseguido em um antiquário é uma cartilha contando sobre a história do cinema.

Este livreto de cinema que está em domínio público por ser de 1930, é uma obra kinêmica de R. Millaud, publicada em francês em 1925 e traduzida para o português por Costa Marques (Eng. Industrial I.I.C.P.) dentro da coleção Encyclopedia Pela Imagem. Esta cartilha conta desde os primeiros aparelhos que tentavam reproduzir as imagens com a velocidade da percepção da retina humana, e todos seus elementos como o obturador, mecanismos de desenrolamentos, tiragem da positiva, retardador, armazem, objetivas, mecanismos de arrastamento.

Além disso há capítulos sobre a fabricação dos filmes (sobre estúdio, iluminação, cenário, trajes, fotografia, animação, efeitos especiais, a tentativa de criar o cinema colorido e muito mais), sobre o cinema de amadores (sobre as máquinas para amadores, cinemas no ensino, entre outras coisas).

Não esquecendo que quando esta obra foi publicada ainda não havia o cinema totalmente colorido (somente havia a coloração a mão, ou mecânica, mais ainda não satisfatória). Além disso quando ocorreu a publicação em português, havia apenas um ano em que o cinema falado havia sido produzido em O Cantor de Jazz (The jazz singer, 1929). Desta forma estas 65 páginas são um curso de cinema para qualquer iniciante, amador, estudantes e até profissionais.

DO TRATAMENTO

Esta edição foi escaneada afinadamente e teve um tratamento de imagem para retirar a o amarelamento da página via Photoshop, através de experimentos. Para saber como foi retirado o amarelado (ou as páginas amarelas) criados pelo tempo, nosso blog dá a receita.

Abra a imagem no Photoshop, na aba Camada (Layer) clique em nova camada de ajuste (New Adjustment Layer) e em Matiz/ Saturação (Hue/Saturation) e coloque a Saturação (Saturation) em -100% (toda pra esquerda). Pronto a página amarelada ficou branca. Isto só não funciona perfeitamente onde há manchas.

DOWNLOAD

Para baixar O Cynema da Coleção Encyclopédia pela imagem escolha uma das opções abaixo. Esta pode ser impressa, lida e distribuida gratuitamente, uma vez que se encontra em domínio público, ou quando uma obra passa mais de 70 anos de sua publicação.

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HIP-HOP AFIN NUM BREAK KINEMASÓFICO

Como vêm ocorrendo há um mês o espaço do cinema Kinemasófico se juntou com o Break do Hip-hop produzido por algumas crianças do Novo Aleixo, que organizaram um torneio de Break afinado. B’boys e B’girls que durante todo o mês de março estiveram disputando a eliminatória desta vez estavam na grande final. As duas duplas do crew que disputaram foram Maiconardo (Maicon e Eduardo) e Willian Júnior. Mas antes da competição a criançada curtiu o cinema

A LENDA DO VENTO NORTE

Título Original: La leyenda del viento del Norte
Ano: 1992
Diretores: Maite Ruiz de Austri, Carlos Varela
País: Espanha
Duração : 69 minutos
Sinopse (Resumo da História do Filme) : Duas crianças embarcam clandestinamente em um barco de caçadores de baleia. Durante a viagem, descobrem a dura realidade desde grandes animais e fazem de tudo para salvá-las. Porém eles correrão grande perigo pois um homem muito mau e poderoso se encontra no navio. Mas eles encontrarão um povo que vive recluso de quem pedem ajudas. Conseguirão eles salvar as baleias e acabar com a caça?
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Após o fim do cinema, as duplas se aqueceram e entraram na roda para a grande final. Apresentadas para o público as duplas começaram a dança break e mostraram que o estudo e dedicação à arte do hip-hop vale a pena.

Acima vemos algumas fotos da apresentação da dupla Maicon Douglas e Eduardo que esbanjaram muita técnica e habilidade em seus passos. Porém a dupla William-Junior também não ficou pra traz mostrando em sua coreografia em provocação a outra dupla, como podemos ver abaixo.

E a competição foi esquentando a cada apresentação que se alternava e o nível ficava cada vez melhor. Aos poucos as duplas foram introduzindo novos movimentos fervilhando a comunidade toda que estava presente. Palmas pra que te quero…

E após a disputa o B’boy que treina o Crew elogiou o empenho de todos os garotos que participaram do torneio, e disse que são muito talentosos tendo um grande caminho na dança break… Porém ele também caiu na roda e mostrou sua habilidade e prática para todos recebendo muitos aplausos.

Chegou então a hora da votação. O público presente estava muito entusiasmado com os concorrentes o juri popular decidiu por empate. Então o juri técnico formado por professores, alguns dançarinos e pais presentes decidiu os vitoriosos: a dupla Willian e (Anderson) Junior que ganharam dois pares de tênis e um kit hip-hop. O segundo lugar também recebeu um kit hip-hop e uma calça de break.

E para repor as energias todas crianças receberam as tradicionais pipocas salgada e doce seguidas de um delicioso e nutritivo bolo de cenoura tradicional da Afin. E enquanto for produzida a alegria nunca acaba esta noite a festa continua hoje a noite com a festa de Judas.

3 ANOS DO MOVIMENTO CRIANÇA KINEMASÓFICO

No último domingo o Kinemasófico, movimento criança que acontece todo os domingos no Bairo Novo Aleixo da não-cidade de Manaus, estava em um clima festivo comemorando os 3 anos deste encontro dominical.

O kinemasófico é como todas atividades da Afin, um trabalho gratuito que pretende trazer outros tipos de imagens e percepções diferentes das imoveis imagens existentes na mídia e muitas vezes na escola e na casa das crianças.

A comemoração começoucom uma conversa sobre esta experiência dos três anos em um trabalho com cinema, passando pelo curso de cinema, atividades de leitura, apresentações de dança e muitas outras atividades.Na fala das crianças percebe-se que o cinema já é uma realidade para as famílias e para o bairro e que cada domingo que passa participam mais criançase pais.

Outro fator importante levantado pelas crianças é que eles percebem a diferença das imagens que são assistidas na televisão e em alguns filmes que eles assistem em casa. Na foto acima Eduardo, Michael e Biel comentam sobre estas novas percepções que tiveram com o cinema e o que auxiliou em suas vidas.

Depois da conversa filosofante kinemasófica, chegou o momento onde as crianças deixam seu papel de apenas expectadores e se vêem como atores. Isto pois durante o ano são tiradas fotos das sessões de kinemasófico e alguns vídeos são feitos pelas crianças, então chega a hora destas imagens e videos se tornar um photo kinema. Desta vez o video de 50 minutos engoblou uma retrospectiva dos 3 anos do Kinemasófico, mostrando também a produção do ano de 2011.

Após a projeção do vídeo algumas crianças decidiram mostrar alguns passos de dança do hip-hop, envolvendo vários estilos com o break. A criança afinada Bia deu a idéia de se criar um concurso de dança com os interessados, e a calçada da Afin que recebe o cinema, virou o palco da dança.

E para continuar a alegria criadora do kinemasófico durante todo ano de 2012, tem que se recuperar as energias com o delicioso mata-broca que teve vatapá, bola, bolo de chocolate, maria mole e o delicioso sorvete do afinado Nelson Noel que também esteve celebrando esta festança.

E hoje, logo mais, na boca da noite tem mais cinema na Rua Rio Jaú com a projeção de um novo cinema, trazendo novas imagens para os pais, jovens e crianças presente.

ENTREGA DE CARTEIRINHAS NO KINEMASÓFICO E ENSAIO DO AFIN-SAMBA

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Como ocorre todos os domingos na sede da Associação Filosofia Itinerante – AFIN, de quem este bloguinho é vetor virtualizante, há uma multiplicidade de atividades disjuntoras que movimentam encontros imprevisíveis, onde tudo se torna possível. Uma alegria de festejar a vida.

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Após os ensaios e conversas sobre as virtualizações que a Afin pretende atualizar, veio o Kinemasófico, como soi a ocorrer há dois anos e meio. Nesse domingo, o cinema selecionado pelo Vinicius Padilla foi O Serviço de Entregas da Kiki (Majo no takkyûbin, 1989), do diretor japonês Hayao Miyazaki, o mesmo diretor de Castelo Animado, Meu Vizinho Totoro, A Viagem de Chihiro e Ponyo, entre outros.

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Sinopse: Kiki é um descendente de uma comunidade de bruxas e está fazendo 13 anos. Conforme os costumes de seu povo deve aprender a se virar sozinha. Então lhe é dada uma vassoura e Kiki vai para a cidade grande. Para e, para conseguir sobreviver, acaba ajudando em um estranho serviço de entregas.

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Enquanto isso, o Nelson Rocha (Noelson), auxiliado por uma moçada afinada, preparava lá atrás um delicioso cachorro-quente para compartilhar o mata-broca depois da projeção.

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Ao final, veio a entrega das novas carteirinhas da Afin, que desenvolve várias atividades, como o próprio Kinemasófico, a Bibliosofia, Atendimento Esquizo-Terapêutico, Cursos de Inglês e Espanhol, Curso de Fantoche, entre outros que você pode conferir no “sobre a Afin” acima.

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Todas as atividades da Afin são gratuitas e sem qualquer fim lucrativo, politicogástrico, etc. A única gratificação são os encontros gratificantes.

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E então o desbrocante já estava preparado e foi o momento da festa dionisíaca alimentícia, enquanto rolava aquele som e a criançada brincava e sorria em mais um domingo festivo.

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E ainda tinha mais. Como o Welton Oda já estava no embalo com a garotinha Kaidara, era só pegar o pandeiro. Chegou a hora do ensaio do Afin-Samba, uma reunião de música, bebes e outras questões democratizantes que será realizado pela Afin com o pessoal da comunidade do Novo Aleixo.

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Logo logo estaremos deixando o convite neste bloguinho para quem quiser participar dessa festança da ginga que movimenta o corpo e a alma para outros planos de existências… A Liê já caiu no meio! Vamos lá, Cafuzim, segura no cavaco! Olha a ginga no corpo, Lucicléia! A vida é um samba!

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KINEMASÓFICO: 2 ANOS DE FESTA-CORTE NO OLHAR

Todas as Crianças Kinefilosofantes
e
Associação Filosofia Itinerante – AFIN

apresentam

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= KINEMASÓFICO =

2 Anos de Produções Alegres e Novas Imagens

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Há dois anos, sem exceção, todos os domingos à boquinha da noite a moçada da Afin entra numa proximidade artística, filosofante, educativa do olhar com crianças que chegam até sua sede – à rua Rio Jaú, nº 43 – Novo Aleixo – para realizar o Kinemasófico.


O Kinemasófico é uma experiência óptico-sonora que tenta realizar corte imagéticos existenciais para que as crianças – e também os adultos, pois cada vez mais aparecem pais, amigos e vizinhos nas sessões – tenham alternativa de perceber novas imagens. Assim, nada de Disney e Hollywood.

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Para dar uma olhada na seleção de cinemas apresentada durante esses dois anos, basta dá uma olhada no outro espaço virtualizante da Afin, o bloguinho Esquizofia.


Mas rola pipoca? Claro. Tem doce e tem salgada. Mas só após a apresentação da fita. Afinal cada criança precisa se envolver e experimentar a imagem, e isso sem as imposições intelectualoides, mas também sem as interferências alienantes dos filmes shopipocola.

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Como no ano passado, este ano produzimos um Kinemasófico especial, contendo fotos das sessões, imagens dos cinemas projetados, com a trilha sonora dos filmes e depoimentos de pais das crianças presentes. Confira algumas destas falas…

Olha! Dois anos do cinema! Eu nem me lembrava! Dois anos do cinema, é legal, é muito bacana porque ocupa nossas crianças, todas crianças gostam. Servem para todos nós, crianças e adultos. Eu acho muito bacana, uma iniciativa muito legal. Eu assisto o cinema, eu gostei daquele do peixinho. Ah!, Ponyo. É muito bom e eu acho que tem que repetir.Kelly

fotoTambém os craques do Novo Aleixo estavam lá para ver.

Nos 2 anos eu sempre vou lá. É pai d´égua lá! Gostei! Os meninos também gostam de lá. Pedem demais para ir pra lá: “Papai, eu vou pra lá!” Agora eu é porque não tenho ido, fiquei preguiçoso. Mas é bom, tá inteirando 2 anos e é muito bom pra vocês, para os meninos. Lá eles aprendem muita coisa; mas coisas boas, não coisas más. E se Deus quiser vai mais pra frente, cada ano que passa vai melhorando mais, depende do pessoal ser unido também. Mas vocês trabalham muito bem, gostei de ver o trabalho de vocês!Silvio

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Eu acho muito bom que é um investimento para as crianças para tirar um pouco elas da rua. Eu assisto os cinemas, é um divertimento muito bom pra gente.Dona Antônia

Eu acho muito importante o cinema aí da Afin porque trabalha com a garotada da comunidade e eu acho que isso dá uma maior aprendizagem e também porque são filmes selecionados por pessoas que tem algum conhecimento na área.Miriam Colares

fotoA chuva chegou, e foi preciso mudar a projeção para o pátio coberto, que fica ao fundo. Nesses dois anos, a sessão sempre continua…

É muito importante o cinema com a garotada aí, um programa interativo para eles durante o final de semana, no domingo. Eles aprendem o que acontece por trás das câmaras e até mesmo a fazer filme e gravações. E além disso é um aprendizado para vida deles. Em vez deles estarem correndo aí pela rua, eles estão aqui no domingo, no final da tarde, assistindo um filme. E esses dois anos aí para criançada é muito importante porque são de aprendizado e eles sabem que todo final de semana eles podem contar com a Afin que tem um filme aí para eles assistirem.Failo Alves

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Oi, eu sou a Bárbara, eu moro aqui há dez anos e eu nunca tinha tido essa oportunidade para os meus meninos, de estudar. Gosto muito que eles vão para lá. Eles aprendem, eles se desenvolvem mais. Principalmente para as meninas. A gente tem medo, eu assim como mãe. Quando elas dizem assim: “Mãe, eu vou lá para o professor. Lá, a Afin.” “Tá, quem é que tá lá?” Eu conheço as pessoas que estão lá, que trabalham lá. Então eu acho assim que se tivesse mais oportunidade, para eles terem mais conhecimento. Hoje, se você não tiver uma sabedoria, um estudo profundo, porque hoje tudo é através do digital e cada vez mais vai se prolongando mais e tendo mais coisas. E eu queria assim, que se precisasse também a gente corre atrás para ver se vocês tem mais coisas para eles. E eu gosto muito desse negócio aí e a gente vai ajudar sim, para a gente ter coisas para os nossos filhos. Eu, como mãe, quero que eles vão do além do além, que eles sejam bem informados. É por isso também que eu peço para eles irem pra lá…
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O cinema é muito bom, eles chegam e contam: “Mãe, eu vi esse filme, aquele assim”. Então eles veem lá uma coisa e eles falam aqui para mim e eu acho muito interessante e eu digo para eles: “Vão aprendendo mais”. Eu gosto também do dia de carnaval e eles vão brincar lá. E eu digo: “Vão, vocês são criança, tem que aprender mesmo e façam bom proveito que isso daí é para vocês”. E eles batalham pra isso. O Kiriku foi o primeiro que eles assistiram. Aí uma vez eu tava vendo um jornal e tinha esse negócio do Kiriku. Aí os meus dois sobrinhos são doidos para vir, só que eles moram lá pra Cidade Nova e não tem como. Eles pedem. E eu digo que é só eles virem que o pessoal lá tá pronto para atender vocês. Aí a mãe deles acha um pouco distante, mas nada que é para o saber do nosso filho a gente não pode pôr dificuldade, não é. Eu, como mãe, eu me dedico a eles, e se é isso que eles querem, então vamos lá que eu tô aqui para ajudar.Bárbara (ao centro na foto acima)
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E como era um dia especialíssimo, de muita festa de corte do olhar, além da pipoca, também era preciso cortar os deliciosos bolos e compartilhar o desbrocante.
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O Kinemasófico é uma atividade que está associado a outros trabalhos que a Afin realiza com as crianças das adjacências de sua sede, como técnicas de cinema, cursos de línguas estrangeiras, fantoche, entre outras.

Além das sessões ordinárias todos os domingos na sede, também são realizadas extraordinariamente sessões em escolas e outros estabelecimentos, conforme convites.

Assim como todas as atividades que a Afin realiza, o Kinemasófico é gratuito. Sendo gratificante assim o encontro propiciador da criação de novas formas de comunidade. Ver!

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KINEMASÓFICO: “Photokinema-Criança”

Associação Filosofia Itinerante – AFIN®

enuncia

PHOTOKINEMA-CRIANÇA

Especial 1 Ano de Kinemasófico

Diretores: Crianças

Atores: Crianças

Ano: 2010

Duração: 32 Minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme): Este photokinema foi produzido nos entremeios de um ano de Kinemasófico. O Kinemasófico foi criado pelas crianças do bairro Novo Aleixo, Zona Leste de Manaus, juntamente com a AFIN, e traz todos os domingos, na boca da noite (com dente ou sem dente) um cinema especialmente escolhido que tenha a ver com uma produção alegre de movimentação intensiva do devir-criança. Foram escolhidas produções de animadores e diretores de diversos países, como Michel Ocelot, Charles Schultz, Charles Chaplin, Buster Keaton, Albert Lamorrise, Jacques Demy, entre outros. E até quando vai haver o Kinemasófico? Até o dia que tiver uma criança a perguntar: Vai ter cinema hoje?

A platéia compôs com o cinema sendo ao mesmo tempo ator/espectador.

Foi apresentada e empossada a nova diretoria da Afin (da direita para a esquerda): Miguel Oliveira (secretário),  Bianca Sotero (Presidenta) e Anderson Littaif (Tesoureiro).

No final teve a distribuição do complemento dionisíaco: sanduiche, pipoca e sorvete cedido pelo amigo afinado Nelson Rocha, o Papai Noelson (antes, durante e depois das quadras natalinas).

Para baixar o vídeo Photokinema-Criança,  com imagens de um ano de caminhar, via torrent, clique aqui.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

KINEMASÓFICO: “A fuga de Tarzan”

Associação Filosofia Itinerante – AFIN

Enuncia

A Fuga de Tarzan

Titulo Original: Tarzan Escapes

Atores: Johnny Weissmuller (Tarzan), Maureen O’Sullivan (Jane Parker), John Buckler (Captain Fry), Benita Hume (Rita)

Diretor: Richard Thorpe

Ano: 1936

País/ Duração: Estados Unidos / 90 minutos

Sinopse: Em mais uma aventura na selva africana Tarzan descobre um acampamento de homens brancos que captura os animais, inclusive a querida macaca Chita. Lá ele descobre que existem amigos de Jane, porém a maldade de alguns homens ganaciosos faz Tarzan correr um grave perigo. Será que ele conseguirá escapar e salvar Jane da manipulação dos inimigos? Só o cinema contará.

Nayana “Nanguá” fez a leitura de mais uma histórinha antes do cinema começar.

Foram mostrados os fantoches que entraram em uma composição alegre com as crianças.

Será feito na sede da Afin um novo curso para as crianças fazerem seus próprios fantoches.

Depois Tarzan e Jane tocaram a festa, batucando nos tambores e tomando um banho de rio.

O ator Johnny Weissmuller, que faz o Tarzan, é um grande nadador, 5 vezes campeão olímpico, batendo 05 recordes mundiais.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

KINEMASÓFICO: “FELIZ ANO NOVO, CHARLIE BROWN”

Diretor: Charles Schultz e Bill Mendelez

Personagens: Snoopy, Charlie Brown, Patty Pimentinha, Marcy, Lucy, Linus, Sally, Schroder, Pig Pen, Franklin, Heather (a garotinha ruiva)

Duração: 50 minutos

Ano:1986

Nome Original: Happy New Year, Charlie Brown

Sinopse (resumo da história do filme): Para a vespera de Ano Novo Patty Pimentinha e Marcie decidem criar uma grande festa de comemoração convidando toda a turma. Mas no ultimo dia de aula a professora de Charlie Brown passa uma redação para as férias sobre o romance russo “Guerra e Paz” de Leon Tolstoi e talvez por isso não vai poder ir a festa.

Antes de começar a sessão kinemasófica a leitura foi feita desta vez por Aline.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

KINEMASÓFICO: KIRIKOU E A FEITICEIRA

Diretor: Michel Ocelot

Duração: 40 minutos

Ano: 1998

Nome Original: Kirikou et la sorcière

Sinopse (resumo da história do filme):

Kirikou, um garoto sempre curioso, ao sair do ventre de sua mãe, se interessa em saber por que Karaba, a feiticeira faz seu povo sofrer tanto. Em seus percursos Kirikou aprende que nenhum mal pode vencer a inteligência e a união de um povo.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

Kinemasófico: Artista da fome e Vizinhos Vigilantes

Diretor:Tom Gibbons

Duração:16 minutos

Ano: 2002

Nome Original: The Hunger Artist (baseado na Obra de Franz Kafka)

Sinopse (resumo da história do filme):

O artista, criador de novas idéias e formas, vai contra todas as vantagens e melhores julgamentos, recusando a proposta de abandonar sua habilidade artesanal e deixar o mundo com a mesma forma sempre.

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Diretor:Buster Keaton

Duração:18minutos

Ano: 1920

Nome Original: Neighbors

Sinopse (resumo da história do filme):

Dois vizinhos de uma vila se apaixonam, mas as famílias dos apaixonados não parecem se dar muito bem o que faz todos passarem por grandes confusões e marmotagens dignas da comédia de Keaton.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de leitura seguida de um cinema. Mais informações, clique aqui.

Kinemasófico: “Marco Polo – Retorno a Xanadu”

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Diretor: Ron Merk

Duração: 81 minutos

Ano: 2001

Nome Original: Marco Polo – Return to Xanadu

Sinopse (resumo da história do filme):

O jovem Marco (descendente do explorador
Marco Polo) encontra motivação, amizade e
aventura numa antiga profecia viajando pelo
reino de Xanadu. Entre os desafios encontra
a Princesa Ming Yu, descendente de Kubla
Khan, e com sua ajuda, Marco reúne as duas
metades do medalhão mágico. Devido essa
façanha são perseguidos e entram em
muitas aventuras.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

Kinemasófico: “A Pequena Banda”

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Associação Filosofia Itinerante – Afin

Kinemasófico apresenta: “A Pequena Banda”

Atores: Andrew Chandler, Hélène Dassule, Nicole Palmer, Hamish Scrimgeour, Katherine Scrimgeour, Nicolas Sireau

Diretor: Michel Deville

Duração: 85 minutos

Ano/País: 1983/ /França

Nome Original: La Petite Bande

Sinopse (resumo da história do filme): Um grupo de crianças inglesas que decidem embarcar em uma aventura sozinhas e se metem em diversas confusões. Nestes percursos percorridos as crianças acabam descobrindo um grupo de pessoas que estão tramando algo maligno e que podem por um fim a esta aventura. E somente estas crianças que estão livres de qualquer disciplina podem desafiar estes perversos.

O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

“AMAZONAS, AMAZONAS”, DE GLAUBER ROCHA, NO KINEMASÓFICO

O filme sobre o Amazonas é meu primeiro ensaio em cores. Cheguei no Amazonas com uma ideia preconcebida e descobri que não existia a Amazônia lendária e mágica, a Amazônia dos crocodilos, dos tigres, dos índios etc…(Glauber Rocha)

AMAZONAS, AMAZONAS é um documentário dirigido por Glauber Rocha no final de 1965 e lançado no ano seguinte, encomendado pelo Governo do Amazonas, na gestão do historiador Arthur Cézar Ferreira Reis.

A AFIN, a partir do vetor Kinemasófico – que desenvolve todos os domingos à boca da noite um plano para crianças e adolescentes sobre técnicas e entendimentos cinematográficos, sempre seguidos da projeção de um cinema -, nesta semana que culmina com o chamado aniversário de Manaus (24 de outubro) projetou este documentário de Glauber para tecer uma discussão em torno das imagens atuais da cidade.

Já mundialmente conhecido por Deus e o Diabo na Terra do Sol, este foi na verdade o primeiro documentário de Glauber e também o seu primeiro trabalho em cores. Esteticamente inquieto e engajado politicamente, o cineasta do Cinema Novo tinha uma vida muito movimentada em viagens, publicações de livros, projetos cinematográficos e manifestos políticos-culturais.

Em novembro de 1965, durante a reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Rio de Janeiro, Glauber, juntamente com Joaquim Pedro de Andrade, Mário Carneiro, Flávio Rangel, Antonio Callado, Carlos Heitor Cony, Jaime Rodrigues e Márcio Moreira Alves, é preso devido a um protesto contra a ditadura militar. Pela repercussão internacional negativa das prisões, que leva os cineastas franceses François Truffaut, Jean-Luc Godard, Alain Resnais, Joris Ivens e Abel Gance a enviar-lhe um telegrama, o presidente Castelo Branco se vê obrigado a libertar os presos. Saindo da prisão, Glauber vem direto para o Amazonas, onde passa o natal filmando Amazonas, Amazonas.

Segundo consta, Glauber considerava Amazonas, Amazonas um filme “completamente falho”. Ele aceitara o convite mais pensando em angariar fundos para seu projeto Terra em Transe (1967) e apenas faria um documentário clássico, seguindo a visão de viajantes e naturalistas, mas ao se deparar com a realidade de Manaus e outros municípios do estado, surge a duplicação do título. Inspirado, então, em Aruanda, de Linduarte Noronha, que ele considerava um marco do documentário nacional, Glauber capta o contraste entre a exuberância da selva, dos rios, das riquezas naturais e o marasmo econômico e o descaso social.

A primeira imagem é a imagem do título com a palavra Amazonas fragmentada. Em seguida, o documentário tem início com imagens aéreas grandiosas: a imensa floresta, o encontro das águas, enquanto vão sendo declamadas as palavras do conquistador Francisco de Orellana:

O Negro encontra o Solimões. Duas águas desembocam numa só. Grandes águas; grande rio que descobri a 22 de junho de 1542 em missão do reino espanhol. Eu, Francisco de Orellana, enfrentei o desconhecido, dei combate a índios de longos cabelos que lembravam mulheres guerreiras de outras lendas. Vencidos os perigos, batizei a conquista: Amazonas! Amazonas!”

E a câmara vai aproximando, vê cachoeiras, o interior das matas, ouve o canto dos pássaros, até a música epopeica composta por Villa-Lobos dar lugar ao som de uma charamela; distante, homens em uma canoa; mais próximos, amolando os machados, e a narrativa muda.

O Amazonas que conhecemos é outro. O Amazonas de hoje, maior estado do Brasil, onde o homem já fixou suas raízes e luta para desenvolver sua civilização, onde o homem, transformando árvores em casas, busca uma cultura a partir de suas visões especiais do meio.”

Como se, num estudo, Glauber fosse percebendo o material que está diante de si, até poder falar com essa gente. A entrevista com o trabalhador é uma demonstração da mobilidade e luta, tentativas do povo amazonense, autóctone e migrante, pela sobrevivência.

É verdade que muito pouco se vê em Amazonas, Amazonas da consistência cinematográfica do cineasta, mas ele é um documento fundamental do sufocante período entre o segundo surto da borracha durante a Segunda Guerra e a implantação da Zona Franca de Manaus em 1968, quando o Amazonas era uma região maldita com um passado faustoso. “Mas enquanto se pensa no futuro, a realidade do presente faz pensar no mais remoto passado.” Por isso as imagens deixam os trabalhadores manuseando rusticamente o sernambi e saltam para o teto do Teatro Amazonas, templo maior, “onde os caudilhos fixaram suas leis homicidas”, e por isso, no dizer de Arthur Reis, fazendo do Amazonas “a região mais subdesenvolvida do país”. A partir daí a câmera irá documentar as formas mas rudimentares de agricultura, criação, a juta, a madeira, o guaraná e o incipiente comércio da cidade, os casarões centrais do chamado Centro Histórico carcomidos, os velhos ônibus, as poucas ruas asfaltadas, os serviços públicos inexistentes, etc.

PARABÉNS, MANAUS!

O OLHAR DE GLAUBER ROCHA SOBRE TUA TRISTEZA PERMANECE NO SEGUNDO MILÊNIO…

Mas, apesar disso, acreditamos, não somente por fazer um documentário encomendado como propaganda, mas observando com proximidade os trabalhadores e suas produções, Glauber Rocha via de maneira positiva as imensas possibilidades abertas ao povo amazonense.

Manaus à espera que o Amazonas seja incorporado ao Brasil, não como uma peça acessória, mas como agente de nosso processo econômico.”

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

Mas dois anos depois de ele lançar o documentário, foi instalado por decreto em Manaus mais um surto, este que predomina até hoje: a Zona Franca de Manaus. Incentivos fiscais e mão-de-obra barata como barganha para as multinacionais fazerem ponte-aérea das riquezas do estado.

Quase todos os interiores continuam economicamente semelhantes ao que o cineasta viu em suas andanças por Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, etc. Pior, aquela “busca por uma cultura” que o cineasta pressentia acabou submetida pela indústria de turismo e marketing governamentais em manifestações artificiais mercadológicas, como o Boi-Bumbá, por exemplo.

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

Em Manaus, desde a ZFM, além do inchamento populacional, sem qualquer planejamento urbano, a população continua desassistida ou precariamente servida nos principais serviços públicos, como saneamento básico, saúde, educação, transporte, lazer, moradia, alimentação, etc.

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

Os prédios históricos, que aparecem abandonados, depauperados, foram restaurados no Centro Histórico, e lá governador e prefeito preparam suas peças de propaganda; mas toma um ônibus em direção à zona Leste, vai a uma escola na zona Norte, tenta vaga num hospital público… Vê as condições da morosa e desorganizada reforma do mercado Adolpho Lisboa. Mesmo em um momento propício da economia brasileira, com um governo federal preocupado com as modificações sociais necessárias, Manaus continua com seus caudilhos recentes. Aliás, caudilhos simplórios e impotentes, mas lucrando com um modelo econômico baseado na exploração capitalística e sempre a todo momento sob ameaça de que a aprovação de qualquer incentivo econômico a qualquer dos outros estados venha imediatamente promover a derrocada desse modelo artificial.

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

Mas é bom que sejam impotentes e artificiais, pois, assim como Glauber Rocha viu, mesmo sem nada que possa afirmar a imagética glauberiana, o imperceptível, a capacidade de um povo de não se deixar capturar, mesmo nas condições mais adversas, hoje também, em Manaus e provavelmente nos outros municípios do Amazonas, novas vozes, novas lutas, suas distintas e singulares trajetórias vão passando movimentos imperceptíveis e incapturáveis de resistência e criação, para além da miséria e da exploração.

Fotos: AFIN

Fotos: AFIN

A Amazonas das invasões europeias e o Amazonas moderno. O Amazonas de Glauber e o Amazonas pós-moderno. O Amazonas propagandeado e o Amazonas real. Não são dois Amazonas, mas diversos Amazonas. O que se percebe e é o que verdadeiramente importa do documentário de Glauber, e para além dele, é que há sempre um outro Amazonas. Amazonas, Amazonas.

Para baixar o documentário, clique Amazonas, Amazonas.

BREVES CENAS SOBRE A HISTÓRIA DO CINEMA – UM PLANO PARA CRIANÇAS

Como já foi discutido no topico sobre o cinema afinado o livro de cinema para crianças foi desenvolvido pela Afin. A Afin disponibiliza este material para que em outros espaços para que outras crianças possam ter produções e expansões de suas existências . Ele pode ser baixado pelo link a seguir e impresso para fins educacionais e didáticos, porém está vedada qualquer publicação ou venda deste material. O material do link possue algumas pequenas modificações didáticas do livro que está na integra.

BAIXE AQUI O LIVRO: BREVES CENAS SOBRE A HISTÓRIA DO CINEMA- UM PLANO PARA CRIANÇAS


O movimento é o fundamento da vida. Onde não há movimento não há vida, logo não há criação. O cinema, que vem da palavra grega Kinema, significa movimento. Ou seja: imagem em movimento, já que seu objeto artístico é a imagem.


Como se sabe, o movimento sempre existiu e a idéia da imagem em movimento, que contribuiria para a criação do cinema, segundo alguns estudiosos do cinema, surgiu quando o homem na pré-história desenhou nas paredes das cavernas seus atos cotidianos, principalmente suas lutas com as feras que procurava caçar. Como exemplo, podemos observar os desenhos das feras pulando e as lanças no ar jogadas pelos caçadores.


Embora a idéia do cinema seja antiga, o seu aparecimento só foi possível com o progresso científico. Ou seja, com o avanço tecnológico, principalmente no século XIX quando foi possível a criação da câmara filmadora, o projetor cinematográfico e o filme (celulóide) próprio para o cinema. E também a contribuição da física e da psicologia permitindo a compreensão da comunicação entre o olho do homem e o cérebro.


Pesquisas científicas afirmaram ser de um vigésimo a um décimo de segundo a duração de um olhar sobre uma imagem, permitindo assim que esta imagem se funda com a imagem seguinte e nos dê a ilusão do movimento. Compreensão que contribuiu fortemente para criação do cinema. Antes deste acontecimento que revolucionou o mundo, que permitiria ao homem ver e construir sua própria história diante de si próprio, vários homens em paises diferentes, tentaram criar aparelhos que projetassem imagens fixas ou em movimento ate chegar ao fundamento do cinema: o projetor.

Entre estes experimentos, estão:

  • Magia Catoptrica, conhecida como “Lanterna Mágica”, apresentada em 1640 em Roma por Athanasius Kirchener.
  • O Estroboscópio de Simon Ritter Von Stampfer, apresentado em 1832 em Viena.


  • O Dédalo ou “Roda do Diabo”, do inglês William George Harner, apresentado em 1833.
  • O Cinematoscópio, uma espécie de disco giratório, como o Dédalo, que apresenta uma sucessão de imagens, de Coleman Sellers, patenteado em 1861.


  • O Praxinoscópio de Emile Reynard em 1882 projeta em uma tela fotografias tiradas por Muybridge.
  • O Fuzil Fotográfico para fotografar pássaros voando de Étienne Jules Marey em 1882.
  • A película de celulóide de Hannibal Williston Goodwin em 1887.
  • O processo de passar uma película pelo interior de uma câmara, de William Kennedy Dickson 1889.
  • A Câmara Cinematográfica inventada simultaneamente pelo francês Marey e o inglêsWilliam Freise-Greene.
https://i0.wp.com/i734.photobucket.com/albums/ww347/afinsophia/kinetoscope3.jpg


  • O Cinetoscópio de Dickson apresentado em Nova York, em 1891.


  • O Zooscópio de Muybridge apresentado em Chicago, em 1893.


  • A Curva de Latham, de Woodville Latham, que regulou o movimento da bobina do projetou permitindo o olho captar a imagem em movimento.

Um grande invento que impulsionou decisivamente o cinema foi a fotografia em 1839 por Louis Daguerre, pois mostrou o próprio movimento reproduzido por um grupo de câmaras tirando fotos rápidas em sucessão.

Um fato interessante é o criado pelo governador da Califórnia, em 1872: ele pretendia provar que um cavalo correndo fica com as quatro patas acima do solo. Então em 1877, Muybridge pegou 24 câmaras movida por uma corrente elétrica e colocou-as por onde o cavalo passaria. Neste momento o dispositivo fotográfico dispararia. Não deu outra, as câmaras viram além dos nossos olhos: o cavalo voa.


Entre estes acontecimentos experimentais o mais importante mesmo foi a projeção de filmes em 28 de dezembro de 1895 em Paris num porão do Boulevard dês Capucines pelos fabricantes de projetores, os irmãos Auguste e Louis Lumière. Os da célebre projeção da locomotiva chegando na estação avançando na direção do público. O que levou a platéia amedrontada a gritar e correr.

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Entretanto o nome que é considerado o primeiro grande criador das formas cinematográficas foi o francês Georges Méliès que usou seu talento de mágico, caricaturista e pintor para criar seus próprios filmes.

Assim, temos um breve toque desta arte que proporciona não só a observação do homem em ação historicamente por ele mesmo, mas também o crescimento de sua capacidade de perceber novas imagens e com isso construir um mundo mais gratificante para ele. Pois esta é a verdadeira função educacional do cinema.


BREVE LÉXICO DO CINEMA

I – O PLANO.

Um filme é estruturado em planos. O plano é o que a câmara envolve sem descontinuidade. Em síntese, o Plano é um fragmento do tempo dispendido, é uma fatia da realidade em movimento que é oferecida ao espectador.

Divisão clássica dos Planos.

PLANO GERAL – É o plano que apresenta o conjunto de uma cena cujo valor é descritivo. São os planos das superproduções em cinemascópio. Apresenta características de vastidão, fuga por horizontes imensos, repouso para o olhar e, também, lembrança de que a cena pode ser infinita e o mundo estar presente.

PLANO DE CONJUNTO – É um plano que apresenta a cena com personagens em um cenário com valor narrativo e descritivo. É uma cena mais restrita. Os personagens existem, tanto por si mesmos quanto pelo grupo que formam. O espaço é vasto bastante para poderem movimentar-se. É um plano difícil de criar.

PLANO AMERICANO OU DE MEIO-CONJUNTO – A cena apresenta os personagens filmados a meio-corpo em pormenores da representação. O seu valor é dramático. É um plano que leva o espectador a se sentir como se estivesse no mesmo espaço dos personagens. É o plano mais clássico, aquele a que o espectador não presta atenção, porque as suas dimensões e a sua disposição correspondem, muito exatamente, às da vida cotidiana.


PLANO MÉDIO – A cena mostra os personagens filmados em pé. Seu valor é narrativo. É o plano que leva o espectador ao domínio da ficção. Logo que surge o Plano Médio – a cabeça ou o busto, ou o personagem ao olhar através de uma janela, ou o braço a brandir uma arma – o espectador se torna ator. Temos a sensação que a cena é dirigida para nós. Por isso seu sentido de desonestidade cênica que faz o espectador tomar partido da cena.


PRIMEIRO PLANO – É o plano onde os atores são filmados à altura do busto de forma direta. Seu valor é dramático.

GRANDE PLANO – Cena que isola um rosto ou objeto da ação que possui um valor dramático intenso. O detalhe do Grande Plano é o enquadramento de um pormenor de um rosto, como a boca, um olho.


II – O MOVIMENTO DA CÂMARA.

Como o Cinema é a arte do olhar, todos os recursos desta percepção foram seguidos pelos pesquisadores para revelarem os segredos das imagens. Daí o grande salto cinematográfico que se conseguiu com a descoberta do uso do movimento da câmara. É ele que permite a passagem sensível de um Plano a outro.

Tipos clássicos de movimentos da câmara.


TRAVELLING PARA FRENTE – A câmara é movimentada para frente para diminuir o espaço enquadrado e aproximar as personagens. Este Travelling é considerado psicológico.

TRAVELLING PARA TRÁS – O movimento para trás procura descobrir o campo, abri-lo. A câmara recua e vai descobrindo coisas cada vez mais numerosas, tornando afastado o que estava próximo, empurrando o horizonte.

TRAVELLING LATERAL – É o movimento que a câmara faz ao longo do tema (imagem), para fugir o campo de um lado do écran (tela), enquanto vai aparecendo de novo do outro lado, numa mesma continuidade. É como o olhar se movimentando pela rua observando as casas. Este Travelling é a base do documentário, pois não é um movimento só descritivo, mas também enunciativo. Também é muito usado nos westerns, quando a câmara acompanha a diligência atacada, quando segue o galope dos cavalos, ou a luta dos personagens. Neste tipo de filme se usam muito também as panorâmicas e os panotravellings.


PANORÃMICA – É o movimento da câmara a girar sobre si mesma, em volta de um eixo. É como um olhar que abrange todo o panorama que o mundo lhe oferece.

PANOTRAVELLING – É o movimento mais difícil de ser executado, pois liga quase todos os planos. É um movimento que aumenta a tensão do filme, enchendo-o de significação.

PLANO FIXO – Foi o primeiro meio de expressão do Cinema. A câmara não se move durante toda a ação do plano; apenas tem interesse o movimento que se faz no campo. Exemplo: dois personagens sentados, conversando.

Com os novos recursos tecnológicos, o cinegrafista tem a seu dispor novas formas de experiências de movimento e pode trabalhar, criando novos significados.


III – OS PLANOS E OS ÂNGULOS.


Na filmagem, a câmara pode ser colocada em ângulos diferentes criando cenas dramáticas e simbólicas.

Tipos de ângulos.

PLONGÉE – È a câmara enquadrando a imagem de cima para baixo. É como se um personagem ou o próprio espectador olhasse uma imagem de cima para baixo.

CONTRA-PLONGÉE – A câmara enquadra a imagem de baixo para cima.


IV – PONTUAÇÃO.

Como na literatura, o cinegrafista possui em sua estrutura cinematográfica um certo número de sinais que representam a pontuação.

Tipos de sinais de pontuação.

CORTINA VERTICAL – Equivalente ao ponto parágrafo, consiste em substituir uma imagem por outra, através de uma linha vertical que atravessa o écran. O espectador tem a impressão que a imagem é pouco a pouco empurrada para o lado, para ser substituída por outra.

CORTINA HORIZONTAL – Descobre progressivamente uma imagem tal como o subir da cortina no teatro.

FUNDIDO EM NEGRO – A imagem vai escurecendo e aos poucos vai desaparecendo: o écran escurece durante segundos. Logo surge nova seqüência. É o Fundido de Fecho.

FUNDIDO ENCADEADO – A imagem posterior surge antes que a imagem anterior desapareça.

O Fundido em Negro corresponde geralmente ao espaço vazio que marca o fim de um capítulo. Nos leva a crer na existência de um intervalo de tempo real ou psicológico.

O Fundido Encadeado é muito utilizado no processo da narração que consiste em fazer o espectador recuar no tempo.

BREVE BIBLIOGRAFIA:


AGEL, Henri. O Cinema. Porto, Livraria Civilização Editora.

BLANCO, Armindo. Tempo de Cinema. Lisboa, Edições Cosmo.

DELEUZE, Gilles. A Imagem-Movimento. São Paulo, Editora Brasiliense

DELEUZE, Gilles. A Imagem-Tempo. São Paulo, Editora Brasiliense

WEYERGANS, Franz. Tu e o Cinema. Porto, Livraria Civilização Editora.

ARNHEIM, Rudolf. A Arte do Cinema. Lisboa, Editorial Áster.


MINILÉXICO


(Retirado do Livro “Chaves do Cinema”, de Barthélemy Amengual)

AFÍLMICO: Tudo o que existe na realidade, independentemente de qualquer relação com a criação cinematográfica. Exemplo: o documentário se liga à realidade afílmica. (Segundo E. Souriau.)

ÂNGULO: Conjunto de características expressivas, mais ou menos relevantes, que o enquadramento (normal, oblíquo, visto em câmara baixa ou em câmara alta) confere à imagem. // Angulação. Angular.

ANTECIPAÇÃO: Diz-se da cena ou seqüência em que há uma premonição da ação futura, como em La Guerre est Finie / A Guerra Acabou, de Alain Resnais. // Em inglês, flash-forward.

ARGUMENTO: História preparada para o Cinema. // Argumentista.

CÂMARA ALTA: Posição da câmara em relação à cena, em geral em ângulo oblíquo superior, excepcionalmente olhando na vertical para baixo. // Em francês, plongée.

CÂMARA BAIXA: Posição da câmara em relação à cena, em geral em ângulo oblíquo inferior, excepcionalmente olhando na vertical para cima. // Em francês, contre-plongée.

CAMPO: Espaço determinado pela angulação e a lente da câmara. Ângulo que se opõe ao contracampo, definindo-se um em confronto com o outro, através da deslocação da câmara, enquanto os atores permanecem na mesma posição.

CARRO/CARRINHO: Plataforma com quatro rodas, que anda em trilho ou sobre tábuas, na qual é colocada a câmara para as tomadas em movimento; há o carro à frente, o carro à ré e o carro lateral. // Por extensão, qualquer movimento da câmara colocada sobre um carro ou veículo (trem, automóvel, etc.) // Em inglês, travelling.

CENA: Série de planos ligada a uma só ação ou situados num mesmo cenário. É a forma cinematográfica mais próxima do teatro.

CONTRACAMPO: V. Campo.

CONTRE-PLONGÉE: V. Câmara Baixa.

CORTE: Ato de cortar um filme, durante o processo de montagem. // Passagem direta de um plano a outro. // Cortar. Cortador.

DIEGESE/DIEGÉTICO: Tudo o que diz respeito à ficção, à história, ao universo proposto pelo filme. (Segundo E. Souriau.) Uma imagem projetada na tela possui ao mesmo tempo sua realidade de fenômeno ótico e sonoro, e um valor diegético (fictício).

ENQUADRAMENTO: Limite retangular da porção da realidade que a câmara isola. Diz-se também da totalidade da imagem no filme ou na tela. // Enquadrar.

FLASH: Plano brevíssimo (um a dois segundos), utilizado comumente como inserção.

FLASH-BACK: v. Retrospecto.

FLASH-FORWARD: V. Antecipação.

FORA DE CENA: Diz-se de uma fala, um comentário, um ruído, uma música cuja fonte não esteja visível no plano. Abreviatura: f/c. Exemplo: Sobre a imagem de uma porta fechada, ouve-se o ruído (f/c) de uma discussão.

FOTOGRAMA: A unidade mínima do filme: cada fotografia impressa a cada parada do filme na câmara.

INSERÇÃO: Plano de pormenor, em geral breve, focalizando uma manchete de jornal, a assinatura de uma carta, etc, servindo para esclarecer um plano maior. // V. Plano.

MIXAGEM: Ato de combinar numa só as diversas trilhas sonoras (diálogos, ruídos, música, etc) de um filme. // Mixar. Mixador.

MONTAGEM: Reunião dos planos em função do roteiro e segundo as previsões da planificação. Idealmente, a montagem é a operação simétrica da planificação. // Montar. Montador.

PANORAMAS/PANORÂMICA: Movimento que a câmara faz em torno de seu eixo, para os lados, para cima ou para baixo. // Panoramizador.

PLANIFICAÇÃO: Divisão do filme em partes, cenas, seqüências, subseqüências e planos. A planificação é portanto a previsão de toda a filmagem e, em seguida, da montagem. // Em francês, découpage. // Planificar.

PLANO: Unidade básica da obra cinematográfica; os planos se reúnem em cenas, que por sua vez se reúnem em seqüências. Pode-se defini-lo mais precisamente, dizendo que é a porção de filme impressionada pela câmara sem interrupção. // Há várias espécies de plano, segundo a distância da câmara e a lente usada: o plano de grande conjunto (PGC), correspondendo ao extreme long-shot em inglês e ao plan lointain em francês; o plano de conjunto (PC), correspondendo ao long shot em inglês e ao plan géneral em francês; o plano de meio conjunto (PMC), correspondendo ao medium long shot em inglês; o plano médio (PM), correspondendo ao medium shot em inglês e ao plan moyen em francês; o plano aproximado (PA), correspondendo ao full shot em inglês; o meio primeiro plano (MPP), correspondendo ao medium close shot em inglês e ao plan américain em francês; o primeiro plano (PP), correspondendo ao close shot em inglês e ao premier plan em francês; o grande plano (GP), correspondendo ao close-up em inglês e ao gros plan em francês; e há ainda a inserção (v.).

PLANO FIXO: Plano filmado com a câmara fixa. O enquadramento desse plano é fixo e invariável, mas seu conteúdo pode ser dinâmico. Exemplo: L’Arrivée d’un Train em Gare de La Ciotat foi filmado por Louis Lumière num só plano fixo.

PLAYBACK: v. Pré-gravação.

PLONGÉE: V. Câmara Alta.

PRÉ-GRAVAÇÃO: Sistema de sincronização imagem-som em que determinadas passagens, especialmente canções, que deveriam ser registradas em cenas ao ar livre ou em ambientes em que será difícil a seleção proveitosa de sons, são gravadas antes das filmagens das ditas cenas, nas melhores condições possíveis, reproduzindo-se essa gravação durante a filmagem, de forma que o artista atue diante da câmara de filmar ao som desse registro previamente obtido e repetindo os gestos e trejeitos de boca, até obter um perfeito sincronismo. // Em inglês, Playback.

PROFÍLMICO: Contrapõe-se a Afílmico. Tudo o que existe realmente no mundo, mas selecionado, orientado, corrigido ou especialmente reconstruído tendo em vista sua inserção no filme. (Segundo E. Souriau.).

RETROSPECTO: Diz-se da cena ou seqüência em que há um recuo no tempo, em geral através da lembrança de um personagem. // Em inglês, flash-back.

ROTEIRO: O mesmo que Planificação. // Roteirista. Roteirizar.

SEQUÊNCIA: Série de planos definida por uma unidade de ação, de tema, de movimento. É a forma cinematográfica por excelência.

SUPERIMPRESSÃO (ou DUPLA EXPOSIÇÃO): Imagem propositadamente filmada sobre uma outra.

TOMADA: Cada filmagem de um plano qualquer. // Em inglês, take.

TRANSIÇÕES: Formas de passar de um plano a outro, de uma cena a outra. Se dois planos são colados sem interrupção, diz-se que o corte é direto. Se há uma fusão, o primeiro desaparece com maior ou menor rapidez no seguinte.

TRATAMENTO: Fase intermediária entre o argumento e o roteiro.

TRAVELLING: V. Carro/Carrinho.

TRUCAGEM: Efeito especial obtido da truca ou de qualquer outro processo.

ZUM (do inglês ZOOM): Sistema de lentes que permite a passagem de um grande plano a um plano de grande conjunto, ou vice-versa, sem perder o foco e sem que a câmara saia obrigatoriamente do lugar.


KINEMAZÓFICO: O MOVIMENTO CRIADOR DO OLHAR

AFIN – Associação Filosofia Itinerante ®

enuncia

Planos-Sequência Kinemasófico

Kinema_Azur_e_Asmar12 por você.

A Afin (Associação Filosofia Itinerante) sempre viu o cinema além de uma mera mercadologização artística, pois entende que o cinema possui uma força pedagógica e, inclusive, terapêutica, a partir da educação dos olhos pela desconstrução de imagens já concebidas. Por isso sempre, afinadamente, busca o cinema seja em uma sala de aula, pra resolver uma bronca com a namorada (o), emprestando um cinema pra tentar descolar um caso, para bater um papo com uma moçada sobre assuntos que tocam nossa existência,  para uma ampliação continua do que é o mundo… Novas formas de percepção. O que o filósofo Deleuze chama de “perceptos”.

O cinema é potência criadora, ao contrário do filme. Neste intuito, desde final do ano de 2008, a Afin começou a a compor junto com as crianças um curso de cinema seguido de uma projeção cinematográfica onde se criassem novas percepções. Esta, como todas as atividades da Afin, é uma atividade gratuita, tendo seu valor agregado apenas na importância existencial de compor afetos alegres com a criançada do Novo Aleixo, das proximidades da sede da Afin.

Desde janeiro desse ano – quando foi apresentado o cinema de animação de Michel Ocelot, Principes e Princesas -, o Kinemasófico, que já fora apresentado várias outras vezes, mas de forma esporádica, passou a ocorrer regularmente todos os domingos, a partir das 18:30h.  A partir daí passou também a funcionar o curso que leva o nome no título que dá nome a esse texto: “Kinemasófico: o Movimento Criador do Olhar”, que trabalha com as crianças os conceitos necessários para criar estas novas percepções. Por isso que o trabalho de escolha dos cinemas a serem exibidos tem que ser feito com inteligência, para não compor com os afetos tristes presentes na maioria das produções cinematográficas infantilizantes, principalmente americanas.

Kinema_Pele_de_Asno9 por você.

Kinema_Pele_de_Asno8 por você.

As projeções feitas à ‘beira’ da rua vem atraindo cada vez mais cinéfilos, que, escapando, não precisam compor com os afetos domingueiros tristes adultos, podendo criar seus percursos por outras ruas, outros rostos, outras alegrias, outros espaços. Dentre os cinemas que passaram pelo ecrán afinado, temos produções de Charlie Chaplin, Buster Keaton, Albert Lamorisse (O Balão Vermelho), Michel Ocelot (cinco deles), Jacques Demy (Pele de Asno), Jiri Trnka (A Mão e outros curtas), Jan Svankmajer (Dimensões do Diálogo), Charles Schultz (Vários do Snoopy e Charlie Brown), entre outros.

UM PLANO PARA CRIANÇAS

Entrega dos livros de cinema pelas crianças

Para a realização do curso de cinema, além das várias técnicas e exercícios, a AFIN produziu um livro de cinema para as crianças: Breves Cenas sobre a História do Cinema: um Plano para Crianças. O material compõe didaticamente com a vida e os entendimentos destas crianças e a ampliação do que vem a ser cinema. Este material foi entregue para as crianças que vem cada vez mais ampliando suas imagens, e conhecendo cada vez mais novos lugares.

As sessões de cinema continuarão ocorrendo todos os domingos. Estão convidados todos interessados em compor bons encontros cinematográficos, sendo que não se restringe aos comunitários. O livreto de cinema será disponibilizado em breve para fins de utilização do mesmo, podendo ser impresso na íntegra para fins educacionais e artísticos, contanto que não seja para fins monetários, ou seja, para se ganhar dinheiro. Então vamos nesta que domingo já tem uma nova sessão.

CINESQUIZO O BALÃO VERMELHO

Uma cidade é constituída de diversos territórios, pessoas, profissões, idéias. As coisas que acontecem na cidade acontecem pelo encontro de forças existentes pessoalmente ou socialmente. Na maior parte das vezes as, pessoas desconhecendo sua potência no processo de construção contínua da cidade creem que as coisas que existem continuarão da forma que são, não havendo nenhuma possibilidade de mudança. Quando algo que se mostra diferente do que já está constituído como “normal de se ver”, da rotina que não se muda, as pessoas tendem a confrontar as novas formas que constituem a cidade.

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E quando esta nova imagem na vida destes habitantes da cidade é um garoto com um grande balão vermelho? Estas novas imagens que co-habitam com as pessoas e os espaços não são bem aceitas. Por exemplo, o balão não pode entrar em um bonde. Um bonde é um espaço para trabalhadores, pessoas sérias que vão pro trabalho e tem seus afazeres. As crianças também tem suas tarefas cotidianas como ir para escola, fazer os deveres, etc. E se uma das crianças estiver com o balão? Ela não pode entrar no bonde, que é definido como o lugar do transporte, ou na escola que é um local sério de estudos. É como se o balão representasse uma subjetividade livre, viva, alegre e a seriedade dos outros espaços por serem tão pontuados não há espaço para novas imagens.

Assim sendo, o garoto sente sua alegria confrontada por idéias que barram sua expressão. Os outros garotos de sua idade também não suportam ver aquele grande balão vermelho voando livre no ar e correm para atacar o balão. Só que mesmo sozinho com o balão percebemos que nunca estamos sozinhos. Que a construção ou desconstrução de tudo só ocorre em comunalidade, em socialismo, com o encontro de sigularidades só assim é possível produzir e sonhar. É à possibilidade de encontros com novos imagens que o cinema O Balão Vermelho, de Albert Lamorisse, nos convida…

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As sessões e os planos-sequências do Kinemasófico acontecem todos os domingos às 18h, na sede da AFIN, situada à Rua Rio Jaú, 43, Novo Aleixo (Manaus-AM).

Albert Lamorisse
Albert Lamorisse

USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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