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NÃO DEU, FACHIN: DIA 26 É DA ESQUERDA: DIRCEU EM LIBERDADE: “OLHA EU DE NOVO, ME DESLOCANDO LIVRE PELA AMÉRICA DO SUL”

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  Produção Afinsophia.

 Zé Dirceu volta a se movimentar livremente. A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar em habeas corpus para que o ex-ministro permaneça em liberdade até que seus recursos junto à justiça sejam julgados nas cortes superiores Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

   A 2ª Turma do STF é a mesma que colocaria lula em liberdade não fosse a posição persecutória do ministro Edson Fachin contra o mais importante presidente da história do Brasil. Fachin, que conseguiu enganar os movimentos sociais e parte das esquerdas para ser indicado pela presidenta Dilma ao STF, durante o julgamento pediu vistas, com o objetivo de protelar o pedido do advogado de Dirceu, Roberto Pdval, mas levou uma lição de justiça: o ministro Dias Toffoli, concedeu a liminar e foi seguido pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowiski. 

    A liberdade de Dirceu reflete o pavor que as direitas têm do julgamento de Lula na 2ª Turma.

LULA LÁ NO STF: 7 A 4. MÉRITO DO HABEAS CORPUS DE LULA É ACEITO PARA SER ANALISADO, O QUE DESESPERA OS INIMIGOS DA DEMOCRACIA

Produção Afinsophia.

Lula consegue que o mérito de seu habeas corpus seja analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O que coloca no chão da dor a Globo, Folha de São Paulo, Estadão, congêneres, Moro, turma de desembargadores de Curitiba e turma de juízes do TRF-4, em Porto Alegre. Lugar por onde descola a Caravana Lula Pelo Brasil pelo bem da democracia. Todos avidamente, para não escrever psicanaliticamente, oravam pela negação do habeas corpus para que na semana que vem, o Sapo Barbudo fosse preso. Diz Freud, toda pessoa que compulsivamente pratica a punição é porque foi muito punida quando criação e toda frustração acarreta profunda dor.

Votaram formando o sete: Alexandre Moraes, Dias Tóffoli, Rosa Weber, Marco Aurélio, Celso de Mello, Lewandowski e Gilmar Mendes. Pelos quatro: Barroso, Fux, Fachinn e Cármen Lúcia.

O STF suspendeu a sessão e ficou para analise continuar dia 4 de abril.

Até o julgamento do mérito, no dia 4, o Sapo Barbudo não poderá ser preso. Como sofrem os antidemocratas norte-americanófilos que falicamente têm estertores de falso gozo com a entrega de nossas riquezas por eles, golpistas. 

MAIS 5 MIL PROFESSORES DE MANAUS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA O PREFEITO ARTHUR NETO (PSDB) EXIGINDO PAGAMENTO DO FUNDEB E TRANSPARÊNCIA

Produção Afinsophia.

Os professores do município de Manaus que participam do Movimento Todos Pelo FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, criado pela Emenda Constitucional n° 53.2006 e regulamentado pela Lei n° 11.494/2007 e pelo Decreto n° 6.253/2007 criado no governo Lula) realizaram hoje, dia 22, pela manhã, mais uma manifestação contra a posição do prefeito Arthur Neto, do PSDB, que descumpre suas obrigações em relação à Educação. A manifestação foi uma paralisação geral durante todo o dia englobando os três turnos.

Foram mais de 5 mil professores que embaixo de forte chuva sustentaram duas pautas reivindicatórias na manifestação. Uma, o pagamento do FUNDEB relativo ao ano de 2016. Duas, a transparência quanto ao uso da verba. O prefeito não pagou os professores como também não explicou para onde foi o dinheiro. Ou se o dinheiro foi gasto em outras instâncias da prefeitura. Como até as pedras que rolam sabem, por isso não criam limo, o FUNDEB é uma verba federal destinada exclusivamente aos professores. Um direito da categoria. Porém, até hoje os professores estão suprimidos desta verba.

As gestões do PSDB, em relação à Educação, já são conhecidas do povo brasileiro: inoperância, arrogância e violência policial. Dois breves exemplos: Curitiba, com o governador do estado do Paraná Beto Richa, acusado de corrupção; e São Paulo, com o desgovernador Geraldo Alckmin, vulgo Santo, na Lava Jato, da Odebrecht. Apanhando essa linha partidária, Arthur segue o mesmo destino, segundo os professores.

Em uma reunião passada, o prefeito, junto com sua secretária de Educação(que segundo os professores os chamou de criminosos), diante de alguns professores, desenrolou um terço (místico-mítico) de elogios às suas administrações. Coisa de primeiro mundo. Arthur chegou a afirmar que um dos seus empreendimentos frente à prefeitura se tornara modelo internacional. Em seu intermezzo ufanista, em um quadro edipiano-psicanalítico, acusava os professores de não fazerem as mesmas exigências ao governo estadual. Governo que ele se opôs ao se tornar cabo eleitoral do candidato Amazonino Mendes, outro que desconhece que educação é um caso de política.

Porém, seu terço não afirmou nada de concreto em relação às reivindicações dos professores. Chegou a afirmar que o movimento era composto por uma minoria. O que levou os professores a duas inferências. Ou ele acredita que a maioria dos professores está satisfeita com sua gestão, ou que essa maioria é estupidamente analfabeta política que não conhece nem o valor de seu salário e muito menos os preços das mercadorias.

O certo mesmo, é que Arthur não respondeu as interrogações dos professores. O que vem causando desconfiança em alguns professores que já andam comentando que o fato tem alguma relação com a candidatura de seu filho Arthur Bisneto para lhe suceder na prefeitura. Bisneto é deputado federal, eleito com ajuda fortíssima do pai, e, como o pai, se posicionou pelo golpe. No momento encontra-se afastado da Câmara Federal e ocupa o cargo de chefe da Casa Civil Municipal. Para esses professores, já é uma jogada preparatória para sua candidatura.

O certo mesmo é que Arthur prometeu atender os professores pela parte da manhã, mas não cumpriu o prometido. Então, os professores em uma assembleia, decidiram que de acordo com os andamentos das negociações eles irão novamente parar ou no dia 27 ou 28. Os professores afirmaram também que irão se reunir com as comunidades e apresentar o caso para que os pais, principalmente, entendam como se encontra a chamada educação em Manaus.

A HORA É ESSA! PARTE DO BRASIL-DEMOCRÁTICO SE MOVIMENTANDO EM CURITIBA COMO APOIO AO HOMEM-POLÍTICO LULA!

Conforme o tempo vai passando mais o devir-democracia se movimenta, em Curitiba, como realidade justa em defesa do homem-político Lula. São milhares de pessoas formando o que a filósofa Bárbara Cassin afirma como democracia: a multiplicidade dos iguais. O pletos: ser igual sem perder sua singularidade, o que faz cada um ser em si mesmo, mas como político, o outro como si. Nada do que os nazifascistas entendem nem intelectualmente e nem afetivamente, posto que são aberrações que não chegaram a dimensão do humano. Daí porque cultuam tânatos: a morte. Têm pavor da vida. Degenerados geneticamente querem que os vivos paguem por seus corpos anemizados.

São milhares chegando a cidade de Curitiba para participar da manifestação que mostra o quanto o homem-político Lula é respeitado, amado e exaltado. O mote cruel da inveja dos nazifascistas que sequer desconfiam que o invejoso quer ser o objeto de sua inveja, como diz o antipsiquiatra David Cooper. Assim, como o ato de odiar é querer ter o outro. Psicótico delírio: como um nazifascista poderia ser o homem-político Lula? Como um nazifascista poderia ter Lula? Diria o filósofo Spinoza: não há noções comuns entre os dois. Os nazifascistas são aberrações da vida, Lula, como o devir-povo brasileiro, é vida original.

Porém, tratando-se de nazifascistas, a sociedade brasileira não os entende como apenas os que expressam suas degenerações através de atos de violência material ou tentativas de ofensas delirantes na internet em formas de comentários em site e blogs, mas também também os que são claramente antidemocratas. Os que se simulam um estado civilizatórios, mas são claros predadores da vida harmônica em sociedade como são os casos das mídias-capitalistas, alguns representantes de instituições que exacerbam a patologia das mesmas como aparelhos ideológicos do Estado-burguês.

São aqueles que o filósofo Deleuze em seu artigo Dois Regimes de Loucos chama, pegando a enunciação do psiquiatra Clérambault, de dois grupos de delírio o paranoico e o passional. São eles os passionais que se comportam como se fossem normais, como todo burguês, mas são impulsionados para atos contrários a existência democrática, e, todavia, não tomam seus atos como psicóticos, atos de quem não sabe existir em hegemonia democrática, mas como normalíssimo, postos que lhes trazem segurança e prazer. Exemplo (nem precisava)? Os golpistas.

Daí, por que o movimento real encontra-se se atualizando (atualizando no sentido de formação do virtual, como potência do real, em atual) em forma, substância, conteúdo e expressão democrática na racional e ética Curitiba. Tudo que os degenerados nazifascistas não percebem e não concebem. Para eles não existe cidade, já que cidade é produção das relações sociais nascidas da alteridade, tolerância e cooperação entre todos os habitantes.

A hora é essa! A hora do homem-político-Lula!

MOVIMENTO REAL TRANSHISTÓRICO APANHANDO MARX E BOLÍVAR TOCANDO EM LULA 2018

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Hoje, dia 5 de maio é o dia e o mês do nascimento do homem que colocou o mundo de cabeça para cima, já que o filósofo Hegel, com sua filosofia do idealismo, ou abstração, a consciência cria a objetividade, o colocou de cabeça para baixo e a subjetividade (ideologia) burguesa-capitalista-patriarcal-edipiana aproveitou e instituiu o mundo da aparência sustentado pela razão fantasmagórica. Hoje é o dia do aniversário do Mouro de Trier, Karl Heinrich Mark. O que significa que tem 199 anos. Nasceu no ano de 1818.

   Mas essa data não é só fundamental para a Historia Humana sintetizada na chegada do Mouro de Trier, homem que atingiu o mais alto grau da inteligência. O ano de 1818 é fundamental também, porque corresponde ao ano que o rebelde Simon Bolívar libertou a Venezuela da força opressora do colonizador europeu. Daí, porque Bolívar ser a representação maior da liberdade para o povo venezuelano, e porque ter sido resgatado pelo presidente Hugo Chávez. O que a burguesia-parasita odeia e inveja, principalmente a brasileira, por ser impotente e covarde cuja condição lhe deixa escravizada ao deus dos seres abjetamente abstrato: Mamom. O capital. A ilusão dos desesperados-malogrados natimortos.

   Mas o que tem de valorativo o movimento real transhistórico apanhando Marx e Bolívar tocando em Lula 2018? Simples. Em 2018, além de Marx e a Venezuela completarem 200 anos de liberdade, Lula será pela terceira vez eleito presidente da República. Algum desavisado dirá: É pura coincidência. Não é! É história concreta produzida pelo movimento real. Coincidência é corpus-abstrato do mundo da aparência forjado pela subjetividade-paranoica capitalistas. Na História Humana, por ser concreta, não há coincidências, já que o homem é responsável por todos os seus atos, como diz filósofo marxista, Sartre.

Então, fica combinado: em 2018 comemoração tríplice. Tríplice como a tri-eleição de Lula. 

   

BLOGS AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA ENTREVISTAM BELCHIOR JÁ QUE “SEMPRE É DIA DE IRONIA NO MEU CORAÇÃO”

Os Blogs Afinsophia e Esquizofia, da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), publicam a entrevista, alegria como aumento de potência de agir, com o Rapaz Latino-Americano Belchior.

BREVE APRESENTAÇÃO

Antônio Carlos Gomes Belchior Fonteneles Fernandes – cearense da simpática cidade de Sobral -, gostaríamos de fazer um acordo com você nessa entrevista trans-histórica, na névoa inassinalável, ou hecceidade. O acordo é o seguinte: como nós vamos recorrer as nossas faculdades memorativas, além de informações extraídas de nossa arqueologia do saber-Belchior, é possível que venhamos cometer alguns equívocos em relação a fatos aqui apresentados por nós atribuídos a personagens em relação a você. Se por acaso você perceber que algumas enunciações nossas são lendas ou mitos, queira nos corrigir. Certo?

Belchior você é da geração que “por força desse destino um tango argentino” pegava “bem melhor” que “uns blues”. A ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Você, como muitos brasileiros, por força da ditadura, não teve adolescência, e se quer pode vivenciar as fragrâncias de maio de 68. Enquanto a França, e grande parte da Europa explodia, produzindo linhas de cortes, fissuras através das potências dos trabalhadores e estudantes. Ao contrário, em 68, o Brasil era submetido à força do AI5, implantado pelos militares da repressão-nacional. Foi o ano que começou para valer as perseguições, prisões, sequestros, torturas e mortes.

Todavia, arigó Belchior, você já havia sido traspassado pelas enunciações políticas, estéticas, filosóficas, antropológicas, históricas, psiquiátricas, etc., e podia com clareza entender as notas desterritorializadas de Sartre, Marcuse, Foucault, Deleuze, Guattari, Simone Beauvoir, entre outros que se movimentavam em latitudes e longitudes capazes de lhe afetar spinozianamente: aumentar sua potência de agir. Já havia sido afetado pela potência da comunalidade em forma de erudição. Erudição que levou certa vez Caetano chamar de cultura inútil. Sem falar que você já havia encontrado Marx, Cristo, aliás, o Homem de Nazaré foi quem primeiro lhe encontrou, daí sua vida de noviço, depois rebelde (Gargalhadas), quem sabe a influência a posteriori para criar o projeto de tradução do latim A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Musicólogo roqueiro, corpo que lhe moveu com “os pés cansados e feridos de andar léguas tiranas, a ponto de lhe deixar “com lágrimas nos olhos de ler o Pessoa, e ver o verde da cana”, compôs com as baladas de Bob Dylan, composição que levou o compositor do Maracatu Atômico, George Mautner, a afirmar que entre o original e a cópia preferia o original. Declaração que confirmava que sua entrada no mercado musical brasileiro já estava incomodando. Claro, você como sobralense nunca negou que ouvira muito as baladas de Dylan. E, aliás, quem daquela época, não ouviu? Quem, preocupado com a Napalm lançada pelos Estados Unidos no Vietnã, não ouviu Dylan? E não só Dylan, como também Neil Young, entre outros cantores e compositores de opunham a ferocidade genocida do império. Você sempre foi um homem engajado. Mas um cara que não fazia gênero de rebelde sendo um puta burguês, como seu conterrâneo Fagner. Poucas sabem, mas você participou, convidado pela talentosíssima atriz de teatro Lélia Abramo, no lançamento do primeiro manifesto do Partido dos Trabalhadores, em 1981. O que confirma que suas baladas são politizadas não por dependência de Dylan. Como invejavam seus detratores. E para piorar – para eles, é claro -, você foi parceiro do companheiro Lula na luta pela redemocratização do Brasil. ão do Brasil.

Mesmo só com a adolescência biológica, já havia traçado o compromisso, com Bertolt Brecht, de não deixar seu “charuto apagar-se por causa da amargura”, mostrado na canção Não Leve Flores. Daí que sua obra, apesar de manter alguns elementos regionais, melhor dizendo, nordestinos, foi na “Selva das Cidades”, empurrado pelo teatrólogo da Exceção e a Regrar, que você fez movimentar sua arte como forma de afetar o corpus da urbe atomizada. Como você mesmo diz: “se não for para balançar o coreto, não adiante fazer arte”.

E balança. Belchior, você instituiu no país a música urbana inspirada e alocada no concreto das cidades como corpo da poesia concreta. Você verseja concretamente. A poesia concreta é seu território de práxis e poieses. “Vamos andar, pelas ruas de São Paulo, por entre os carros de São Paulo, meu amor vamos andar e passear. Vamos sair pela rua da consolação, dormir no parque em plena quarta-feira. Sonhar com o domingo em nosso coração. Meu amor, meu amor, meu: a eletricidade dessa cidade me dá vontade de gritar que apaixonado eu sou. Nesse cimento, o meu pensamento e meu sentimento espera o momento de fugir no disco voador. Meu amor, meu amor”, nada de sentimentalidade compassiva, do tipo Roberto Carlos, nesse Passeio do seu primeiro LP, Mote Glose, pela gravadora Chantecler, com a regência do talentoso músico pernambucano Marcus Vinícius, do PCBão, um disco profundamente experimental, onde salta livre a poesia concreta.

Dizem que você canta a liberdade, claro que é uma afirmação abstrata, já que a liberdade não se canta se vive, mas nos diga: nessa tão concreta e cruel realidade produzida pelo capitalismo paranoico com sua dogmática opressora, você é um “passarinho urbano”, ou um “Robô Goliardo” (Gargalhada geral)?

A ENTREVISTA

AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA – Começando pelo meio. O que é melhor? Viver, sonhar ou um canto?

Belchior (Sorrindo cúmplice) – “Viver é melhor que sonhar. Eu sei que o amor é uma coisa boa, mas sei também que qualquer canto é menor que a vida de qualquer pessoa”.

AE – Nesse momento em o Brasil encontra-se sob o cutelo de um perverso golpe contra a democracia, você tem alguma paixão?

B – “Você me pergunta pela minha paixão, digo que estou encantado com uma nova invenção, eu vou ficar nessa cidade, não vou voltar pro sertão, pois vejo vir vindo no vento cheiro da nova estação”.

AE – Verdade? Maravilha! Belchior, você é uma cara que viveu as décadas de 60, 70, não teve adolescência no sentido ontologicamente-social, por força da ditadura, mesmo assim conseguiu construir uma das mais inquietantes estéticas do Brasil, todavia, muitas pessoas não conhecem essa obra. E entre essas pessoas têm os nazifascistas. Se por um acaso algumas dessas pessoas, como uma variável-política, perguntasse de você, por onde você andava nesse tempo, o que você responderia?

B (Pensativo) – “Amigo, eu me desesperava!”.

AE – Você tem estilo. Não estilo no conceito burguês, mas como diz o filósofo Deleuze, você cria em sua singularidade como ninguém poderia criar de forma igual. Por isso você faz corte no estado de coisa petrificado. Você libera potências. Como você responderia se alguém pedisse para você compor de outra forma?

B – “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve correta, branca, suave, muito limpa, muito leve, sons palavras são navalhas, e eu não posso falar como convém sem querer ferir ninguém”.

AE (Vibrando) – Cacete! Esse cara é foda, moçada. Ainda nessa linha. Não precisa nem dizer, mas você tem Nietsche e Spinoza na veia: você é exaltação da “vida que ativa o pensamento e o pensamento que afirma a vida”. Até quando se encontra “mais angustiado que um goleiro na hora do gol”. A onda é essa: se um pessimista, um compassivo, uma baixa potência de agir, lhe dissesse que queria lhe ajudar, o que você diria para ele?

B (Gargalhando) – “Saia do meu caminho! Eu prefiro andar sozinho! Deixem que eu decida a minha vida. Não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”.

AE (Explodindo de emoção) – Coisa de louco, moçada! “Você pode até dizer que eu estou por fora e que até estou inventando”, mas para o nosso entendimento, há uma confissão aí nesse “não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”. O sol nasce no Leste, até Galileu já sabia. E o Leste europeu tem Marx, mano. Não precisa responder.

B (Interferindo) – “É claro que eu quero o clarão da lua! É claro que eu quero o branco no preto! Preciso, precisamos da verdade nua e crua, mas não vou remendar vosso soneto. Batuco um canto concreto pra balançar o coreto…”.

AE (Tentando uns movimentos afros) – Grande saída, hein cara? Ok, baby! Diz uma coisa cara. Já viu que há muita gente pessimista diante do desgoverno golpista acreditando que ele será eterno. O que você diz para essa gente?

B – “Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer meu amigo, que uma nova mudança, em breve vai acontecer”.

AE (Palmas) – É o devir-povo! Dando uma deslocada. O que você quer agora?

B (Sorrindo) – “Quero uma balada nova, falando de broto, de coisas assim: de money, de lua de ti e de mim, um cara tão sentimental…”.

AE – Você estudou medicina até o quarto ano, lógico que deve ter entrado em contato com algumas noções freudianas. Freud diz que é muito difícil uma geração se libertar da anterior. Há sempre fantasmas. Vendo o mundo como se encontra, qual a sua maior dor?

B – “Minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo, tudo, o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

AE – Bel, aproveitando essa questão de continuar o mesmo, tem também aquela questão dos que posaram como revolucionários, e hoje são tremendos reaças, inclusive muitos operando como golpistas, como é o caso do senador do PSDB, Aloysio Nunes que foi motorista do Marighella. Você poderia descrever para nossos seguidores quem são esses simuladores e nos dizer quem são eles?

B (Dando uma boa baforada no cachimbo) – “Os filhos de Bob Dylan, clientes da Coca-Cola: os que fugimos da escola, voltamos todos pra casa. Um queria mandar brasa; outro ser pedra que rola… Daí o money entra em cena e arrasa e adeus caras bons de bola”.

AE – Esse cara vai na ferida dos caras, mas não confundir com “a ferida viva do meu coração”, não é? O quê? Ainda tem mais? Então, manda brasa.

B (Continuando) – “Donde estás los estudiantes? Os rapazes latino-americanos? Os aventureiros, os anarquistas, os artistas, os sem-destino, os rebeldes experimentadores, os benditos malditos – os renegados – os sonhadores? Esperávamos os alquimistas…  E lá vem os arrivistas, consumistas, mercadores. Minas, homens não há mais? Entre o céu e a terra não há mais que sex, drugs and rock ‘n’roll? Por que o adeus às armas? Não perguntes por quem os sinos sobram… Eles dobram por ti! O último a sair apague a luz azul do aeroporto. E ainda que mal pergunte: a saída será mesmo o aeroporto?”.

AE (Vibrando) – Loucura, moçada! O quê? Ainda tem mais? Manda brasa, arigó!

B – “Onde anda o tipo afoito que em 1-9-6-8 queria tomar o poder? Hoje, rei da vaselina, correu de carrão pra China, só toma mesmo aspirina e já não quer nem saber”.

AE –Loucura, loucura, loucura! Ainda agora você disse que “uma nova mudança vai acontecer”. Qual a forma para essa mudança?

B – “A única forma que pode ser nova é nenhuma regra ter; é nunca fazer nada que o mestre mandar. Sempre desobedecer. Nunca reverenciar”.

AE – A noite tem para você um signo profundo?

B – “Anoite fria me ensinou a amar mais o meu dia. E, pela dor eu descobri o poder da alegria e a certeza de que tenho coisas novas pra dizer”.

AE – Você é nordestino, e como você sabe, há hoje no Brasil uma consciência nazifascista que discrimina violentamente o povo do Nordeste. Como você concebe esse comportamento genocida contra o Nordeste?

 B (Sorrindo) – “Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca houve! Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos! Não sou da nação dos condenados! Não sou do sertão dos ofendidos! Você sabe bem: conheço o meu lugar”.

AE – E o medo de avião?

B (Balançando a cabeça sorrindo) – “Agora ficou fácil. Todo mundo compreende aquele toque Beatles: – “I WANNA HOLD YOUR HAND!”.

AE – E aquela namorada e aquele teu melhor amigo?

B – “Minha namorada voltou para o norte, ficou quase louca e arranjou um emprego muito bom, meu melhor amigo foi atropelado voltando pra casa. Caso comum de trânsito”.

AE – Os filósofos Epicuro, Spinoza, Nietzsche dizem quase o mesmo sobre falar sobre a morte. É claro que ninguém pode falar sobre a morte, porque é a última experiência e a única que não se pode contar nada sobre ela. Eles dizem que falar sobre a morte enquanto se está vivo é imundo. Mas vamos conceder uma cortesia sobre esse tema. Como você cogita sua morte?

B (Sorrindo) – “Talvez eu morra jovem: alguma curva do caminho, algum punhal de amor traído completará o meu destino”.

AE – Belchior você é uma cara corajoso. Sua obra e sua existência comprovam sua coragem. Mas nos responda: você tem Medo?

B – “Eu tenho medo. E medo anda por fora, medo anda por dentro do meu coração. Eu tenho medo em que chegue a hora em que eu precise entrar no avião. Eu tenho medo de abrir a porta que dá pro sertão da minha solidão. Apertar o botão: cidade morta. Placa torta indicando a contramão”.

AE – O que você pode nos dizer sobre a sorte na vida?

B – “Coisa muito complicada o amigo tem ou não tem. Quem não tem sucesso ou grana tem que ter sorte bastante para escapar salvo e são das balas de quem lhe quer bem”.

AE – Temer, o golpista-mor junto com sua escória, vem desmontando as leis democráticas do país. Porém, ele tem, com ajuda da mídia capitalista também golpista, feito pronunciamentos como se tudo estivesse às mil maravilhas. Como você concebe o presente e estes pronunciamentos?

B – Olho de frente a cara do presente e sei que vou ouvir a mesma história porca. Não há motivo para festa: ora esta! Eu não sei rir à toa!”.

AE – Você como pintor e desenhista pode nos apresentar um quadro da família-nuclear-burguesa-patriarcal?

B – “No centro da sala, diante da mesa no fundo do prato, comida e tristeza, a gente se olha se toca e se cala e se desentende no instante em que fala. Medo, medo, medo, medo. Cada um guarda mais o seu segredo a sua mão fechada, a sua boca aberta, o seu peito deserto, a sua mão parada, lacrada e selada e molhada de medo. Pai na cabeceira…”.

AE – Essa família lhe concedeu um prêmio no começo de 70, certo? Contam que na noite que você recebeu o prêmio os canas deram uma chegada em você, certo (Belchior sorrir)? Se alguém tentasse lhe obrigar a parar de cantar, o que você diria?

B – “E eu vos direi, no entanto”: enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer Não! Eu canto”.

AE – O que você diz sobre a vida?

B (Com ar apaixonado) – “Eu escolhi a vida como minha namorada com quem vou brincar de amor a noite inteira. Vida, eu quero me queimar no teu fogo sincero. Espero que a aurora chegue logo. Vida, eu não aceito não a tua paz, porque meu coração é delinquente e juvenil, suicida, sensível demais. Vida, minha adolescente companheira, a vertigem, o abismo me atrai: é esta minha brincadeira”.

AE – Observando sua temporalidade ontológica como você concebe sua existência?

B (Pensativo) – “Até parece que foi ontem minha mocidade, meu diploma de sofrer de outra universidade, minha fala nordestina, quero esquecer o francês. E vou viver as novas que também são boas o amor/humor das praças cheias de pessoas, agora eu quero tudo, tudo outra vez”.   

AE (Afetados de alegria) – Chegado a esse platô, você gostaria de desejar algo às pessoas?

B (Muito contente) – “Quero desejar, antes do fim, pra mim e os meus amigos, muito amor e tudo mais: que fiquem sempre jovens e tenham as mãos limpas e aprendam o delírio com coisas reais”.

AE – Belchior, nós trouxemos alguns instrumentos, você aceitaria terminar a entrevista cantando uma de suas músicas que tocam diretamente ao momento atual do golpe que estanca o Brasil. Como somos seus fãs de carteirinhas, nós até poderíamos fazer o backing vocal. Mote e Glosa? Vamos nessa! Aí, moçada, acessante do Afinsophia e Esquizofia, um abração e beijos. Logo, logo estaremos novamente com Belchior “balançando o coreto”. Não é. Belchior (Ele balança a cabeça gargalhando)?

“é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

passarim no ninho

(tudo envelheceu)

cobra no buraco

(palavra morreu)

você que é muito vivo

me diga qual é o novo

me diga qual é o novo

me diga qual é o novo

                            novo

                            novo

                            novo

me diga qual é o novo

me diga qual é

me diga qual é o novo

me diga qual é

me diga qual é o novo

me diga qual é”.

Obs: Embora Belchior tenha musicalizado várias letras de outros companheiros seus,  como por exemplo, Jorge Melo, Fausto Nilo, Francisco Casaverde, Gracco, até com o reacionário coxinha Fagner, entretanto, a maioria das letras aqui expostas são de sua autoria.

ARTISTAS GRAVAM VÍDEO EM DEFESA DA CAUSA INDÍGENA: “DEMARCAÇÃO JÁ!”. ENQUANTO ISSO A POLÍCIA VIOLENTA OS INDÍGENAS, EM BRASÍLIA

demarcação

 Dois vídeos duas perspectivas. Uma movida pela razão crítica que denuncia a expropriação dos indígenas de suas terras, roubados, agredidos e vilipendiados em seus direitos originais de habitantes do país chamado de Brasil. O vídeo reúne dezenas de artistas do Pará, como Dona Onete, a Paraíba, como Chico Cesar, passando pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Bahia, Minas entre outros estados: “Demarcação Já!”.

 A outra perspectiva carece de descrição, visto que a cena já se tornou habitual no Brasil: a Polícia violentando que luta por seus direitos. Desta feita foi mais uma vez membros das comunidades indígenas.

   Veja, ouça os vídeos e expanda sua consciência democrática.

    E não esqueça: Dia 28 o Brasil vai reverberar sua necessidade maior: ser um copro-político respeitado em seus direitos. É dia de Greve Geral! Em algumas capitais já foi confirmado ponto facultativo.

     Vamos todos afirmar nosso direitos que estão sendo roubados pelos golpistas que estão depredando o copro do País! 

 

 

O GOLPE PARLAMENTAR-JURÍDICO-EMPRESARIAL-MIDIÁTICO É TÃO ABERRANTE QUE NÃO CONSEGUE NEM SER A FARSA DE 1964. A SAÍDA É LULA DE NOVO

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Cinquenta e três anos não passados nos colocam novamente no turbilhão da luta contra nossos algozes.

Os degenerados, os abjetos seres que levaram a 53 anos nosso país à ditadura estão atuando e entregando tudo o que conseguimos nesses últimos 14 anos à derrocada.

Derrocada da classe trabalhadora. A principal prejudicada com esse golpe parlamentar-jurídico-empresarial-midiático. Derrocada da democracia brasileira, dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras através das Emendas Constitucionais que nem Lula nem Dilma ousaram fazer porque defendiam a classe contra os estúpidos, gananciosos e privilegiados capitalistas brasileiros e internacionais.

São 53 anos. 1964-2017. Para não esquecermos o que fizeram com o Brasil e com os brasileiros. Prenderam, torturaram, assassinaram, desapareceram com corpos de todos que eram contra o regime. Dentre os que estão hoje no comando desse novo golpe muitos fugiram, medrosos, degenerados, depois voltaram para concretizar a continuidade daquele golpe a mando a mando dos yankes.

Os degenerados, dizem, jornalistas, estão na lama. De minuto em minuto saem notícias de ladroagem. É dinheiro em condado na Alemanha, Cingapura, Nova York. Dinheiro na Suíça. Senador golpista dando surra na  mulher e ficando proibido de voltar para casa pelo STF. É o primeiro rico, golpista  um sem teto. Mas eles não estão na lama não. Ao dizer que estão na lama estamos antropomorfizando e comparando aos porcos. Os porcos não tem nenhuma relação com seres abjetos. Os porcos tem mil vezes mais valor de que um ser degenerado, um não ser, uma gente miúda. Isso faz diferença com os militares de 64, digo com os militares. Os civis, estão aí.

Não  chore Andrea Neves e nem diga que é mentira o que a ignota Revista Veja publicou ontem. Um delator da Odebrecht depositou dinheiro para o Mineirinho na sua conta em Nova York. Seu irmão é o mais delatado na Lava Jato e até antes da Lava Jato. Como foi construída a Cidade Administrativa de BH? E a lista de Furnas? Porque Mineirinho intimidava tanto policiais, funcionários públicos quando governador em Minas. Porque o policial se suicidou?

No dia da eleição presidencial, Andrea, o seu apartamento em Belo Horizonte estava lotado de gente miúda. Vocês já festejavam a vitória de Mineirinho frente a Dilma eleita com 54.501.118. Vocês já tomavam champanhe francesa, comiam caviar iraniano e do mar negro, vocês se abraçavam. Aviões e helicópteros se prepararam para decolar com politicofastros de várias capitais e cidades brasileiras para o regabofe em BH. Só que os brasileiros jogaramo votos em cima do coquetel de vocês. Os brasileiros ganharam as eleições com uma enxurrada de votos vindo do Nordeste brasileiro e de outras bandas. Vocês não aceitaram. Mas aquela imagem de vocês cabisbaixa tramaria o medonho contra a democracia e agora contra vocês. O povo não quer olhar no seu olho,  ele quer distância de você e do Mineirinho. Nenhum trabalhador quer aproximação com vocês. Vocês são propagadores de maus encontros. Vá pra lá com as suas… O trabalhador só olha no olho de trabalhador. O trabalhador se identifica com quem é da sua classe e Lula é o representante do trabalhador. Lula fala como trabalhador e atua como trabalhador.

Nestes 53 anos vocês, golpistas, continuam aprontando. O dublê de chanceler, Aluysio Nunes, mais conhecido como 300, ptbul, ainda não engoliu ter sido expulso pelo povo da Venezuela naquela fatídica viagem que foram levar solidariedade aos golpistas de lá. O dublê de chanceler quer porque quer expulsar a Venezuela do Mercosul. Com ele está a Argentina,  Paraguai e Uruguai trabalhando para a exclusão desse país Bolivariano. Há por trás de tudo isso interesse do governo e do capital norte americano em promover a política da terra arrasada para depois surgirem como salvadores da pátria.

Nestes 53 anos de golpe, e mais este 2016, vocês golpistas, deram mais uma demonstração de que o pobre, o trabalhador deve mesmo “comer o barro que Deus amassou”. Não bastasse a PEC da Morte, Deforma da Previdência, Terceirização, agora vocês extinguiram o Ciência Sem Fronteira projeto do governo Dilma que beneficiava estudos no exterior para os filhos de trabalhadores. Ali tinha, negros, índios, brancos. Com esse projeto na área de Educação, Ciências nós estávamos formando pessoas para no retorno ao Brasil aplicar os conhecimentos conseguidos para nosso desenvolvimento. Como neste momento se sentem nossos estudantes, em Portugal, Espanha, Canadá, Angola, Moçambique, Inglaterra, Rússia, Cuba, Haiti, Cairo, Teerã? Assim também como estão os filhos de trabalhadores africanos, asiáticos que estudam nas nossas Universidades em convênios com o desgoverno brasileiro? É um catástrofe.

Sob um golpe não podemos esperar nenhum benefício de golpista. Eles como não possuem inteligência e a ideia fixa está em se dar bem, eles estão a tomar decisões que lhes parecem normais. Neste momento, prestes o julgamento do ilegítimo no TSE, as informações de que o amigo Gilmar Mendes vem orientando os advogados do golpista e há possibilidades muito grande de desvincularem Dilma do golpista. Dilma ficaria inelegível e como não se pode investigar o gente miúda por ser detentor do cargo de dublê de presidente é intocável. As leis e nem a Constituição permitem.

Nestes 53 anos, de 2003 até o novo golpe não tínhamos 13,5 milhões de desempregados. Tínhamos a preocupação e o atendimento do governo na área de educação, saúde, habitação, transportes, saneamento. Foi o período que mais se criou Universidades e Institutos Federais de Educação. E também o que mais ganhamos títulos de Doutor Honoris Causa. Erramos, sim nalgumas, coisas e não podemos deixar de mencionar. Faltou dialogar mais com o povo. Faltou se aproximar dos movimentos sociais. Faltou taxar as grandes fortunas, faltou uma reforma política, reforma agrária, faltou regularizar as mídias e quebrar com a Globo e sua afiliadas. Quebrar mesmo, porque a Globo é a principal incentivadora do Golpe e uma das empresas que mais sonegam impostos.

Nestes 53 anos, com todas essas medidas antipopulares, antipovo só resta aos trabalhadores, fortalecidos, depois de uma análise daquilo que está acontecendo trabalhar para mudar tudo isso, ativando nas fábricas, nas escolas, nos sindicatos, em casa, na favela, no cortiço, na vila, no campo, no ônibus, na canoa, no avião, por todos os cantos, lados e beiras o nome do melhor e maior presidente do Brasil. Luís Inácio Lula da Silva.

Só, com esse brasileiro, depois de Getúlio Vargas e João Goulart construiremos um Brasil democrático, livre e soberano, novo e com rima, para  seu povo.

 

O HOMEM QUE MATOU LULA

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                                           Em memória de Dona Marisa Letícia

Imagino que começou assim. Eu deveria ter 4 ou 5 anos quando passando por uma rua com minha mãe vi um cachorro morto na sarjeta. Pela primeira vez minha atenção se fixou em um animal morto. Já havia visto outros, mas nunca minha atenção havia se fixado em um animal morto com tal grau de intensidade. E foi essa visão intensiva que me trouxe, também pela primeira vez, o questionamento sobre a morte.

Durante todo o trajeto de volta para casa, minha consciência era o cachorro morto. Não o cachorro morto em si, jogado na sarjeta, mas o sentido da morte emergido dele. O sentido impalpável, diferente de seu corpo na rua. Não era o cachorro, era um muito além que eu não sabia responder para mim.

Já em casa perguntei à minha mãe o que era a morte. Ela respondeu que era o fim da vida. O momento em que Deus termina a sua obra em relação ao que antes era vivente. Completando com a afirmação de que tudo que nasce morre. Minha mãe imaginando que minha pergunta se tratava de uma preocupação pessoal, procurou me confortar afirmando que eu não deveria me preocupar com a morte, porque eu era uma criança e ainda tinha muita vida para viver.

As afirmações de minha mãe foram boas para ela, na medida em que lhe confirmavam ser ela uma pessoa que acreditava ter preocupação com o filho. Todavia, para mim não acrescentaram nada a minha inquietação. Eu não era uma criança gênio, mas já havia experimentado os nascimentos e as mortes de dois gatinhos que um amiguinho tinha. Eles nasceram e viveram somente dois meses. O que minha mãe me dissera só afirmou o que antes eu havia vivenciado: a morte fora de mim.

Foi quando eu estava com 6 anos que a minha inquietação dirigida à morte com seus corpos físicos e metafísicos se dissiparam e em mim se revelou o que me conduziu durante a maior parte de minha existência: o impulso para matar. Foi exatamente no grupo escolar que senti friamente esse impulso. Havia na sala que eu frequentava um garoto valentão que metia medo nos outros colegas, principalmente nos mais fracos. Uma manhã, na hora do recreio, o vi batendo covardemente em um garotinho de uma série abaixo da que era eu aluno. Fui tomado por um afeto intenso que me causou medo. Aliás, foi o primeiro medo que tive.

Como se não fosse mais eu, peguei o valentão, que era muito maior que eu, libertei o garotinho de seus braços afastando-o para distante, e com força o joguei o valentão no chão. Ele se apavorou e revelou seu medo diante de mim. Hoje, depois de meus estudos filosóficos, entendi o que Sartre escreveu sobre a consciência empastada, coagulada, a consciência do sujeito tornado objeto pelo olhar do outro. Era essa a consciência do valentão: uma consciência que perdeu a liberdade. Pura facticidade.

Esse impulso, que me conduziu durante a maior parte de minha existência, não era o que alguns etologistas, como Konrad Lorenz chamam de instinto. E que foi aproveitado por Freud para desenvolver sua teoria tanática. Ou a luta de Eros e Morte, expressada também nos seus dois princípios: princípio do prazer e princípio de realidade. Ou ainda, a teoria da libido. Era impulso puro de querer matar que não era uma tensão que procura um alvo qualquer para descarregar e voltar a se energizar para outro ato homicida. Nada de estado compulsivo psicopata.

Com passar do tempo, ao entrar na adolescência, se afirmou mais o impulso. Então, com ele, procurei estudar autores que tratassem desse tema. Foi quando entrei em contato com a psicanálise que me levou logo ao berço de Édipo. O menino deseja a mãe, mas teme seu pai que é o senhor da mãe. Diante do temor ele toma o pai como rival, e como rival ele fantasia matá-lo para ficar com a mãe. É nesse momento que eclode no menino o medo de ser castrado pelo pai. O que Freud chama de complexo de castração. Foi também nessa fase que consegui comprar uma pistola alemã.

Foi então que comecei a me questionar: será que esse impulso tem um alvo específico e esse alvo é meu pai? Será que eu, como Édipo, devo matá-lo para me tornar livre e ser uma pessoa autônoma e viver minha existência em concreta liberdade? Compreendi que não era meu pai que deveria matar. Eu gosto muito dele e ele de mim. É um gosto recíproco que foi criado pela respeitabilidade que cada um tem pelo outro. Uma respeitabilidade distribuída nas relações com outras pessoas. Sim, não era meu pai que eu queria matar.

Cada percurso que eu ultrapassava mais se intensificava o impulso para matar. Depois que casei, terminei o curso superior, mestrado, doutorado e pós-doutorado, me fixei em um emprego que muito me gratifica, e tive os meus dois amores, duas meninas maravilhosas, em nenhum momento concebi que o impulso iria diminuir, porque já entenderá que o que ocorria comigo não estava nos signos que Sartre chama de realidade humana. E muito menos em um mundo teologicamente- metafísico.

Pois foi quando estudei Marx e compreendi com ele que o homem é ele, o Estado, a sociedade e o mundo, e encadeie essa concepção transmundana com o dizer de Nietzsche Ecce Homo, que concebi que quem eu deveria matar tinha que ser essa singularidade, no sentido que trata o filósofo Michel Serres.

Um dia me perguntei se não estava me equivocando acreditando que o impulso era para um homem. Será que, em verdade, quem eu deveria matar era uma mulher? Fiz o entendimento de minha relação com minha mãe e não concebi qualquer signo que indicasse ser ela. Nenhuma relação mística mariana. Nunca odiei qualquer mulher como nunca odiei qualquer homem, assim como jamais tive ciúme. O ódio é o pai da inveja e nunca tive inveja de ninguém. Muito antes de estudar o anti-psiquiatra sul-africano David Cooper que afirma que a inveja é querer ser o outro, e o ciúme querer ter o outro, eu já era assim.

Essa modalidade de existência me fez crer que o impulso de matar que procurava não era provocado por esses sentimentos expressos como sintomas de uma cruel repressão. Essa compreensão piorou meu estado, posto que os homens se destroem impulsionados por essas paixões tristes, como afirma o filósofo Spinoza.

Todavia, mesmo sabendo que o impulso para matar não era agenciado por essas paixões tristes, procurei observar homens considerados como importantes no Brasil. Quem sabe eu estivesse errado e algum deles fosse, na verdade, o que daria um fim ao meu impulso assassino com sua morte. Então, uma noite deitado no sofá da sala, liguei a TV sem qualquer interesse nas imagens exibidas, comecei a lembrar desses homens. Lembrei-me de Fernando Henrique, não presenciei qualquer singularidade. Moro, idem, também nenhuma singularidade que me impulsionasse a mata-lo. Dallagnol, idem, idem. Os ministros e ministras do Supremo Tribunal Federal (STF), também não. Rodrigo Janot, nada. Os irmãos Marinhos, nada de importante. Jornalistas da imprensa tida como dominante, também nada. Empresários, o mesmo. Temer, Serra, Aécio, Jucá, Renan, Sarney, Alckmin, Alexandre Moraes, Arthur Neto, Eduardo Braga, Omar Azi, Pauderney, Moreira Franco, Padilha, Geddel, todos os que participaram sem que nenhum me afetasse.

No transcurso desse desfile imagético, minha filha menor, chegou perto de mim me admoestando perguntando como eu tinha coragem e dignidade de ainda ligar em TV que fala contra Lula. Prestei atenção na TV e vi que era mais uma reportagem acusando Lula. Os milhões de pontinhos coloridos das imagens e o som metálico se fundiram em minha mente e um frêmito imperioso tomou conta de meu corpo e minha alma. Uma força envolvente me dominou. Fiquei parado não sei quanto tempo e ouvindo muito distante minha filha dizer que era Lula e ia desligar a televisão. Aos poucos fui adormecendo.

Meu sono foi continuamente conturbado com imagens e pessoas que não conseguia identificar. Foi aí que fui tomado de total surpresa. Acordei dominado por uma intensa alegria dizendo para mim que era Lula o homem que deveria matar. A certeza era tamanha que rapidamente fiz buscas sobre o endereço de Lula, e me certifiquei se ele estaria lá onde morava. Comprei a passagem e fui para São Bernardo. Hospedei-me em um pequeno hotel, e às dez horas em ponto estava na frente do prédio onde Lula.

Pensei entrar no prédio e ir logo ao encontro de Lula e acabar com o impulso assassino. Não precisou porque chegaram alguns trabalhadores e Lula apareceu na frente do prédio de bermudas, camisa da CUT e tênis. Foi chegando e sendo abraçados pelos trabalhadores que disputavam sua atenção. Com a mão no bolso esquerdo da calça, fiquei segurando a pistola. Não sei quanto tempo passou, mas fiquei paralisado quando vi Lula. Paralisia geral com sensação intensiva de deslocamento e quebra espacial-temporal. Síncope ontológica, diria Sartre.

O meu lugar, meu passado, os meus arredores, meus amigos, meus objetos, minhas ideias, minha morte, tudo como situação expressa pela liberdade e facticidade, o Para-si que se ultrapassa rumo ao ser do Em-si, como diz Sartre, tudo se dissipara. Não posso afirmar que fui nadificado, porque vivenciei minha volta ao Estar-no-Mundo. No mundo com Lula.

Voltei ouvindo Lula me chamar de companheiro pedindo que eu me aproximasse dos trabalhadores. Ele me abraçou e perguntou se eu era chegada a uma pinga, eu sou, mas não respondi. Ele lhe pegou pelo braço esquerdo e pediu que eu entrasse. Já na sala, olhei as paredes com fotos de dona Marisa Letícia. Ele me viu olhando as fotos e disse em um profundo suspiro, minha grande estrela companheira. Tomei um trago da melhor pinga que já provara, conversei com os trabalhadores, e quando já começava a noitecer, me despedi, e disse que tinha que ir para uma reunião em outro lugar. Lula me abraçou e me aconselhou para que eu tivesse cuidado.

Na rua, me senti como se tivesse pela primeira vez existindo. Tudo era tão claro e distinto. Tudo tão compreensivo e aconchegante, tão sublime. Era isso que eu procurava: o sublime. Meu impulso não era para matar um homem, mas encontrar um homem que me auxiliasse a matar, em mim, o homem-dogmaticamente paranoico que me impedia de existir autenticamente. E só Lula poderia realizar essa transmutação. O sublime-Lula era o movimento real, de Marx, a vontade de Potência, de Nietsche, o conatus, de Spinoza, o Devir-Povo. O corpo constituinte da democracia.

O júbilo! Lembrei-me do filósofo Clèment Rosset, com seu entendimento de júbilo como alegria a força maior. Era o que vivenciava. Jubilosamente dei um pulo sobre um bueiro e a pistola saltou de meu bolso caindo no bueiro disparando um tiro. Um grupo de jovens, ao ouvir o estampido, bradou eufórica, gol do Corinthians!

 

A AVENIDA PAULISTA É DO POVO EXPRESSADO PELO MTST

Ocupe a Avenida Paulista reverbera democracia como direito de todos, inclusive ter moradia digna de ser humano.

O FAMOSO RADUAN NASSAR, AINDA NO GOVERNO DILMA, FOI AGRACIADO COM O PRÊMIO CAMÕES, MAS QUIS O GOLPE QUE O REACIONÁRIO FOSSE FAZER A ENTREGA. NÃO DEU OUTRA: FESTIVAL DE VAIAS

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     Na foto vejam o contraste das faces: O escritor em paz. O dublê de ministro, Roberto Freire, desatinado diante  das vaias.

 O escritor Raduan Nassar é um dos mais britantes e talentosos do mundo das letras. Muito conhecido e respeitado por sua capacidade criativa, é famoso no mundo inteiro. Porém, o autor das obras Lavoura Arcaíca e Um Copo de Cólera, entre outras ímpares, não é senhor dessa respeitabilidade somente por sua verve literária-criativa. Ele é respeitado, também, por sua condição de homem comprometido com a vida. Comprometido com as igualdades de direitos, princípios únicos que podem impulsionar a vida humana ser em si gratificação.

 Sempre esteve posicionado contra qualquer arbítrio onde a liberdade humana se encontrava ou se encontra ameaçada. Jamais negou sua voz contra os opressores. Foi um fervoroso defensor dos governos populares de Lula e Dilma, assim como contrário a elaboração e execução do golpe. Quer dizer: Raduan Nassar é um homem de todos os tempos livres.

 No ano passado, ainda no governo Dilma, ele foi agraciado com o prêmio Camões 2016. Prêmio concedido pelos governos brasileiro e português. Na terça-feira, no Museu Lasar Segall ocorreu a entrega do prêmio cujo júri o escolheu por unanimidade. E como em tempo de golpe os golpistas aproveitam para expressarem suas insignificância, se iludindo de que a população lhe presta reconhecimento, o dublê de ministro da Cultura, o falso comunista Roberto Freire, foi tentar realizar a entrega do prêmio diante de uma plateia totalmente democrática composta, também, por escritores, artistas de todas as criações. Aí, mano, não deu outra: quando o dublê de ministro foi tagarelar, depois da fala dos ilustríssimo escritor, o festival de vais começou em um único coro-democrático.

  Raduan Nassar em sua fala só manifesto o óbvio produzido pelo desgoverno golpista que tem a ousadia de fazer a entrega de um prêmio que não tem qualquer relação com ele. Fator aberração.

     “Infelizmente, nada é tão azul no Brasil. Vivemos tempos sombrios. Tivemos a invasão na sede do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo. A invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados. A violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua, episódios perpetrados por Alexandre de Moraes, figura exótica indicada para o Supremo Tribunal Federal”, discursou o escritor, além de comentar a nomeação de Moreira Franco, e a perseguição da Lava Jato contra Lula.

     Agora, só a título de sarro ou frouxas gargalhadas, lembrar sempre que a grande importância dos golpistas é nos fazer rir, leiamos o tagarela do dublê de ministro afirmando o quanto é democrata e o quanto um homem honrado que compõe o quadro teratogênico do golpe. 

        “O Brasil de hoje assiste perplexo a algumas pessoas da nossa geração, que têm o privilégio de dar exemplos, e que viveram um efetivo golpe nos anos 60 do século passado, e que dão exatamente o inverso”, afirmou o dublê com a acra mais lambida, mas o coro não liberou sua verve democrática.

          Diante do coro-democrático, ele tentou revidar: foi pior.

     “É fácil fazer protesto em momento de governo democrático como o atual, e quem dar prêmio a adversário político não é a ditadura”, mais vaias. Diante do coro-democrático a turma dos golpistas lembrou que tinha pernas e se mandou.

       O escritor amazonense (no Amazonas também tem gente ilustre, não tem só tipo Pauderney e Arthur Neto) Milton Hatoum.

       “É preciso ressaltar que o prêmio que ele aceitou o prêmio em maio do ano passado, quando o governo ainda era de Dilma Rousseff. O governo atual adiou por muito tempo a entrega desse prêmio, justamente por medo dessa repercussão”, afirmou o autor da obra Dois Irmãos, entre aplausos.

        E para finalizar a ousadia dos golpistas, Raduan Nassar concluiu: Não há como ficar calado.

        Diante da petulância dos golpistas em tirarem proveito do que foi construído democraticamente, a semiótica-filosófica orgástica protesta: “Olha aí, golpista, nada de querer gozar com a vagina, o pênis e o ânus da democracia! O gozo é nosso!”. 

         Leia o discurso do probo-intelectual-literário.

Excelentíssimo Senhor Embaixador de Portugal, Dr. Jorge Cabral.
 
Senhor Dr. Roberto Freire, Ministro da Cultura do governo em exercício.
 
Senhora Helena Severo, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
 
Professor Jorge Schwartz, Diretor do Museu Lasar Segall.
O discurso do ilustríssimo Raduan Nassar. 
 
Saudações a todos os convidados.
 
Tive dificuldade para entender o Prêmio Camões, ainda que concedido pelo voto unânime do júri. De todo modo, uma honraria a um brasileiro ter sido contemplado no berço de nossa língua.  
 
Estive em Portugal em 1976, fascinado pelo país, resplandecente desde a Revolução dos Cravos no ano anterior. Além de amigos portugueses, fui sempre carinhosamente acolhido pela imprensa, escritores e meios acadêmicos lusitanos.
 
Portanto, Sr.Embaixador, muito obrigado a Portugal.
 
Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil.
 
Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.
 
Com curriculum mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, as tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado, há vídeo, atestando a virulência da sua fala. E é esta figura exótica a indicada agora para o Supremo Tribunal Federal.
 
Os fatos mencionados configuram por extensão todo um governo repressor: contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro.
 
Mesmo de exceção, o governo que está aí foi posto, e continua amparado pelo Ministério Público e, de resto, pelo Supremo Tribunal Federal.
 
Prova da sustentação do governo em exercício aconteceu há três dias, quando o ministro Celso de Mello, com suas intervenções enfadonhas, acolheu o pleito de Moreira Franco. Citado 34 vezes numa única delação, o ministro Celso de Mello garantiu, com foro privilegiado, a blindagem ao alcunhado “Angorá”. E acrescentou um elogio superlativo a um de seus pares, o ministro Gilmar Mendes, por ter barrado Lula para a Casa Civil, no governo Dilma. Dois pesos e duas medidas
 
É esse o Supremo que temos, ressalvadas poucas exceções. Coerente com seu passado à época do regime militar, o mesmo Supremo propiciou a reversão da nossa democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado.
 
 O golpe estava consumado!
 
 Não há como ficar calado.
 
 Obrigado
  E se lhe apraz, veja e ouça o vídeo. 

ADVOGADOS DE LULA PUBLICAM NOTA CONTRA DECLARAÇÃO DO DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL IGOR DE PAULA QUE EM ENTREVISTA A MÍDIA REACIONÁRIA AFIRMOU QUE LULA PODE SER PRESO DENTRO DE 30 OU 60 DIAS

delegado

 É simplesmente fácil de entender. O delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo, semanas passadas, concedeu entrevista a revista reacionária Veja que foi uma das explícitas integrantes do golpe que assaltou o governo Dilma eleita com mais de 54 milhões de votos genuinamente democrático. Na entrevista, o delegado afirmou que a PF havia “perdido o timing” para prender o ex-presidente Lula.

 Agora, Igor Romário de Paulo, delegado da Polícia Federal, coordenador das investigações da Operação Lava Jato, preste a concluir dois inquéritos contra Lula, contradisse seu companheiro de instituição. Igor disse que o “timing” para prender Lula pode aparecer em 30 ou 60 dias.

    “Não acho que a gente perdeu o timing. Esse timing pode ser daqui a 30 dias, daqui a 60 dias”, afirmou.

    Leia a nota publicada pelos advogados de Lula.

   Sobre a entrevista concedida pelo Delegado Igor Romário de Paula ao portal UOL (27/01/2017), fazemos os seguintes registros, como advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

1- A divulgação pela imprensa de fatos ocorridos na repartição configura transgressão disciplinar segundo a lei que disciplina o regime jurídico dos policiais da União (Lei no. 4.878/65, art. 43, II). Além disso, a forma como o Delegado Federal Igor Romário de Paula se dirige ao ex-Presidente Lula é incompatível com o Código de Ética aprovado pela Polícia Federal (Resolução no. 004-SCP/DPF, de 26/03/2015, art. 6o, II) e com a proteção à honra, à imagem e à reputação dos cidadãos em geral assegurada pela Constituição Federal e pela legislação infraconstitucional e, por isso, será objeto das providências jurídicas adequadas;

2- Ao renovar uma abordagem sobre hipotética privação da liberdade do ex-Presidente sob o enfoque de “timing” ou sentido de oportunidade, o Delegado Federal Igor Rodrigo de Paula deixa escancarada a natureza eminentemente política da operação no que diz respeito a Lula. Há pré-julgamento, parcialidade, vazamentos e comportamentos que violam a ética e a conduta profissional por parte de diversas autoridades envolvidas nas investigações e processos referentes ao ex-presidente. É o “lawfare”, como uso da lei e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política, exposto reiteradamente pela defesa de Lula, que fica cada vez mais claro a cada pronunciamento de agentes públicos que participam da Operação Lava Jato;

3- Agentes públicos que se valem do cargo para promover atos lesivos à honra de Lula ou de qualquer cidadão cometem abuso de autoridade, na forma do artigo 4o., alínea “h”, da Lei no. 4.898/65. Por isso, o conteúdo da entrevista concedida pelo Delegado Federal Igor Romário de Paula deve ser investigada e punida, se constatada ocorrência do ilícito, independentemente de “timing”. Ninguém está acima da lei, quanto mais as autoridades encarregadas de garantir o seu cumprimento;

4- A declaração do delegado Igor de Paula caracteriza coerção moral ao ex-Presidente e ataque à sua imagem pública. É inadmissível que um agente do estado se pronuncie sobre investigação ainda em curso, sob sua responsabilidade, com o claro objetivo de constranger um cidadão, em desrespeito ao direito de defesa e ao devido processo legal.

O fato presente é mais uma evidência de que alguns integrantes e mesmo coordenadores da Operação Lava Jato desviaram-se do objetivo da investigação, para atuar na perseguição ao ex-presidente, mesmo sem existir evidências de delitos ou provas de qualquer tipo contra Lula.

 

“POR UM BRASIL JUSTO PARA TODOS E PRA LULA”. É AGORA O ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DOS DIREITOS INVIOLÁVEIS DE LULA CONTRA A PERSEGUIÇÃO PARANOICA

ato democracia

Agora, às 18:30 horas, na Casa de Portugal, na Avenida Liberdade, 601, São Paulo, será realizado o ato pela liberdade e pela defesa de Lula contra as perseguições que estão lhe impondo àqueles que não o querem candidato nas eleições presidenciais no ano de 2018. Lula é uma contínua ameaça aos interesses das direitas orais e entreguistas que pretendem o poder para se locupletarem.

          A grande maioria da população brasileira vem percebendo e rejeitando o objetivo do golpe jurídico/midiático/parlamentar que afastou a presidenta Dilma Vana Rousseff eleita com mais de 54 milhões votos. Essa maioria não aceita a catástrofe imposta ao país pelos golpistas, comandados por seu golpista-mor, Temer. O país vive o seu pior momento em termos de insegurança política, econômica e social. Muito pior do que nos desgovernos de Fernando Henrique que também foi personagem atuante no golpe.

       Diante dessa cruel realidade imposta pelos golpistas, sindicatos, movimentos sociais e vários setores da sociedade civil realizam hoje o ato público em defesa da Democracia, do Estado de Direito e do ex-presidente Lula. Ato que lança a campanha: “Um Brasil Justo para Todos e pra Lula”.

         Mais de duas mil pessoas mostraram desejo de participar acatando o contexto do ato. Várias personagens públicas estarão presentes como o escritor e jornalista Fernando Moraes, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o compositor e cantor Chico César, os atores Sérgio Mamberti e Pascoal Conceição, atriz Maria Casadevall, entre outros muitos.

         Leia o manifesto.

Em defesa da democracia, do estado de direito e do ex-presidente Lula

O estado de direito democrático, consagrado na Constituição de 1988, é a mais importante conquista histórica da sociedade brasileira. Na democracia, o Brasil conheceu um período de estabilidade institucional e de avanços econômicos e sociais, tornando-se um país melhor e menos desigual, mas essa grande conquista coletiva encontra-se ameaçada por sucessivos ataques aos direitos e garantias, sob pretexto de combater a corrupção.

A sociedade brasileira exige sim que a corrupção seja permanentemente combatida e severamente punida, respeitados o processo legal, o direito de defesa e a presunção de inocência, pois só assim o combate será eficaz e a punição, pedagógica. Por isso, na última década, o Brasil criou instrumentos de transparência pública e aprovou leis mais eficientes contra a corrupção, provendo os agentes do estado dos meios legais e materiais para cumprirem sua missão constitucional.

Hoje, no entanto, o que vemos é a manipulação arbitrária da lei e o desrespeito às garantias por parte de quem deveria defendê-las. Tornaram-se perigosamente banais as prisões por mera suspeita; as conduções coercitivas sem base legal; os vazamentos criminosos de dados e a exposição da intimidade dos investigados; a invasão desregrada das comunicações pessoais, inclusive com os advogados; o cerceamento da defesa em procedimentos ocultos; as denúncias e sentenças calcadas em acusações negociadas com réus, e não na produção lícita de provas.

A perversão do processo legal não permite distinguir culpados de inocentes, mas é avassaladora para destruir reputações e tem sido utilizada com indisfarçáveis objetivos político-eleitorais. A caçada judicial e midiática ao ex-presidente Lula é a face mais visível desse processo de criminalização da política, que não conhece limites éticos nem legais e opera de forma seletiva, visando essencialmente o campo político que Lula representa.

Nos últimos 40 anos, Lula teve sua vida pessoal permanentemente escrutinada, sem que lhe apontassem nenhum ato ilegal. Presidiu por oito anos uma das maiores economias do mundo, que cresceu quatro vezes em seu governo, e nada acrescentou a seu patrimônio pessoal. Tornou o Brasil respeitado no mundo; conviveu com presidentes poderosos e líderes globais, conheceu reis e rainhas, e continua morando no mesmo apartamento de classe média em que morava 20 anos atrás.

Como qualquer cidadão, Lula pode e deve ser investigado, desde que haja razões plausíveis, no devido processo legal. Mas não pode ser submetido, junto com sua família, ao vale-tudo acusatório que há dois anos é alardeado dentro e fora dos autos. Acusam-no de ocultar imóveis, que não são dele, apenas por ouvir dizer. Criminalizam sua atividade de palestrante internacional, ignorando que Lula é uma personalidade conhecida e respeitada ao redor do mundo. A leviandade dessas denúncias ofende a consciência jurídica e desrespeita a inteligência do público.

A caçada implacável e injusta ocorre em meio a crescente processo de cerceamento da cidadania e das liberdades políticas, que abre caminho para a reversão dos direitos sociais. Líderes de movimentos sociais são perseguidos e até presos, manifestações de rua e ocupações de escolas são reprimidas com violência, jornalistas independentes são condenados por delito de opinião. Ao mesmo tempo, o sistema judiciário recua ao passado, restringindo o recurso ao habeas corpus e relativizando a presunção de inocência, garantias inalienáveis no estado de direito.

Esse conjunto de ameaças e retrocessos exige uma resposta firme por parte de todos os democratas, acima de posições partidárias. Quando um cidadão é injustiçado – seja ele um ex-presidente ou um trabalhador braçal – cada um de nós é vítima da injustiça, pois somos todos iguais perante a lei. Hoje no Brasil, defender o direito de Lula à presunção da inocência, à ampla defesa e a um juízo imparcial é defender a democracia e o estado de direito.  É defender a liberdade, os direitos e a cidadania de todos os brasileiros.

 

MICHAEL MOORE, CINEGRAFISTA-ATIVISTA, DIZ QUE “TODOS DEVEM PARAR DE DIZER QUE ESTÃOS ‘ATORDOADOS’ E ‘CHOCADOS’ COM A ELEIÇÃO DE TRUMP

Michael Moore

Já em julho o cinegrafista-ativista Michael Moore, afirmava a possibilidade de Donald Trump ser eleito presidente dos Estados Unidos. Para inferir tal afirmação ele analisou – como é de seu feitio – as condições, comportamentos e perspectivas da sociedade norte-americana nesses oito anos de governo Obama e a realidade atual dos dois principais partidos que se alternam no poder: Partido Republicano e Partido Democrático. Ambos com claras similaridades.

        Com o anúncio da eleição do magnata Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, derrotando humilhantemente Hillary Clinton, candidata que Obama não conseguiu eleger como sua sucessora, reflexo de seu ocaso míope – diria o cinegrafista engajado, Oliver Stone -, Moore escreveu sua nova observação que completa o que afirmou em julho em forma de uma lista de cinco itens.

     “Qualquer membro democrata do Congresso que não acordou essa manhã, pronto para lutar, resistir e obstruir da mesma forma como os republicanos fizeram contra o presidente Obama, todos os dias, durante oito anos, deve sair do caminho e deixar àqueles de nós, que sabem marcar e liderar o caminho, a tarefa de para a mesquinhez e a loucura que está preste a começar.

    Todos devem para de dizer que estão ‘atordoados’ e ‘chocados’. O que você quer dizer é você estava em uma bolha e não estava prestando atenção em seus colegas norte-americanos e seu desespero.

     Ele é criatura e criação da mídia, que nunca terá poder sobre isso. A única razão pela qual ele é presidente é por causa de uma ideia do século 18, arcaica, insana, chamada Colégio Eleitoral”, analisou Michael Moore.

       Leia o artigo de Michael Moore.

Por que Donald Trump será presidente dos EUA: os 5 argumentos de Michael Moore

O documentarista Michael Moore publicou na semana passada em seu site oficial um artigo intitulado 5 Reasons Why Trump Will Win (5 razões pelas quais Trump ganhará), no qual enumera supostas vantagens do magnata republicano sobre a candidata democrata, Hillary Clinton, na eleição presidencial de novembro nos EUA. “Eu disse a vocês que Trump ganharia a candidatura republicana, e agora preciso lhes dar uma notícia ainda mais terrível e deprimente: Donald J. Trump ganhará em novembro”, escreveu Moore na abertura do texto. “Nunca na minha vida desejei tanto que alguém prove que estou enganado.” O artigo foi amplamente compartilhado nas redes sociais.

O diretor, militante do Partido Democrata e um dos principais críticos da administração de George W. Bush, expõe em cinco pontos as razões pelas quais Trump será eleito presidente, apesar das suas polêmicas posições a respeito de migração, terrorismo e economia. A seguir, um resumo de cada ponto.

1. Um setor da classe trabalhadora o verá como um aliado. Michael Moore diz que os Estados de Michigan, Ohio, Pensilvânia e Wisconsin verão em Trump uma esperança para a crise econômica que os assola há anos, depois de o candidato ameaçar punições fiscais a empresas que transferirem postos de trabalho para outros países. O cineasta compara o eleitorado dessa região com os britânicos que apoiaram o Brexit — em ambos os casos, pessoas endividadas, deprimidas e irritadas com a sua situação econômica. “Eles vão se convencer de que Donald Trump chegou para limpar a casa: não precisam estar de acordo com ele, não precisam ter simpatia por ele. É um coquetel Molotov para mandar uma mensagem a esses safados [políticos tradicionais]”.

2. É um homem branco. Trump, segundo Moore, também terá o apoio de um numeroso grupo de homens que veem como uma ameaça o crescente poderio das mulheres, gays e membros de outros grupos étnicos na política e na sociedade dos EUA. “Deixaremos que uma mulher nos governe por oito anos? Depois haverá gays e pessoas transgênero na Casa Branca. A essa altura haverá animais dirigindo ao país. Isto precisa parar”, escreve o cineasta, em tom sarcástico.

3. As políticas de Clinton. Michael Moore diz que a candidata democrata não é sua primeira opção, nem a de 70% dos eleitores. A candidata, segundo o diretor, representa a velha guarda da política norte-americana e inspira desconfiança por suas mudanças de postura sobre temas cruciais, como o casamento igualitário. Moore acrescenta: “Seu voto a favor da guerra no Iraque me fez jurar que nunca votaria nela. Sei que ela vai nos meter em algum tipo de ação militar se ganhar as eleições. Só para evitar que um protofascista se torne o nosso presidente romperei minha promessa”.

4. Os simpatizantes de Bernie Sanders não estão muito convencidos do voto em Clinton. Embora muitos dos seguidores de Sanders manifestem apoio a Clinton, isso não significa que convencerão outros a votarem nela, argumenta Moore. “Os jovens [que apoiaram Sanders] não votarão em Trump, alguns votarão numa terceira opção, mas muitos ficarão em casa. Hillary Clinton terá que lhes uma ótima razão para obter seu apoio”, diz Moore.

5. Alguns votarão em Trump para mandar um recado. Para o cineasta, um setor da população poderia escolher Trump como uma espécie de aviso para o deteriorado sistema político nos Estados Unidos, que se nega a mudar. “A irritação com o sistema levará as pessoas a votarem em Trump, não porque estejam de acordo com ele, não porque gostem do seu fanatismo e do seu egocentrismo, simplesmente porque podem”.

O artigo de do Moore repercutiu em vários meios de comunicação dos EUA e do exterior. Outro texto do cineasta sobre Trump também chamou a atenção da imprensa e das redes sociais em dezembro de 2015. Naquele texto, intitulado We Are All Muslims (Somos todos muçulmanos), Moore repudia o candidato por seus comentários contra os seguidores dessa religião.

Não é a primeira vez que Michael Moore faz advertências sobre a vitória de um candidato republicano. Em 2012, ele afirmava que Mitt Romney ganharia as eleições presidenciais daquele ano. “A gente deveria começar a praticar a frase ‘Presidente Romney’”, disse ele numa entrevista ao site The Huffington Post. Assim como no seu ensaio mais recente, Moore comentou na época que, se fosse possível votar na sala de casa, o candidato democrata — no caso, Barack Obama – ganharia por uma ampla margem. Naquela ocasião, suas previsões falharam.

 

LEMBRANÇA DA NICARÁGUA AOS GOLPISTAS: DANIEL ORTEGA É REELEITO PRESIDENTE, E AMANHÃ TEM HILLARY E TRUMP DISPUTANDO

 

       Enquanto no Brasil às forças – corpo sem qualquer elemento vital que lhe possa colocar em movimento construtivo – assaltaram a democracia brasileira representa concretamente pelos governos populares de Lula e Dilma, o que possibilitou a maioria do povo se sentir como partícipe de sua história com caráter coletivo, na Nicarágua o ex-guerrilheiro Daniel Ortega foi reeleito presidente do país.

      Daniel Ortega foi um dos muitos guerrilheiros que lutaram contra a opressão comandada por ditadores submissos à força do império norte-americano que ofenderam o povo e que durante décadas torturaram, assassinaram e perseguiram os que lutavam pela liberdade. A Nicarágua era tida pelo colonizador, como o Brasil, o quintal do capitalismo norte-americano que mandava e desmandava na terra para melhor roubar suas riquezas. Porém, o último ditador Anastásio Somoza, não suportou o corpo revolucionário do grupo Sandinista que Ortega era liderança e foi expulso da história. Como ocorre com todo usurpador.

      Ortega foi reeleito presidente com mais 71% dos votos e terá como vice sua mulher Rosário Murillo. A primeira eleição de Ortega ocorreu em 1984, mas não se processou com calmaria. Os Contras, comandados pelas forças norte-americanas realizaram uma série de atos violentos para derrubá-lo do poder outorgado pelo povo de forma democrática.

       Ortega foi reeleito, mas os Estados Unidos continuam pressionando o governo e os países que vêm concedendo empréstimos ao governo. O argumento dos ianques é o mesmo quando um povo se liberta de sua opressão: falta de transparência democrática.

       Enquanto um governo popular se mantém na Nicarágua, amanhã, dia 8, 120 milhões de eleitores norte-americanos vão às urnas para escolherem o 45° presidente dos Estados Unidos que serão indicados por delegados do Colégio Eleitoral saídos dos votos dos eleitores. O explícito deboche encontra-se no fato de os dois candidatos, Hilary Clinton, do Partido Democrata, e Donald Trump, do Partido Republicano, são profundamente semelhantes quanto ao sentido de política. Principalmente o quesito referente à política externa.  

      

CARTAZES EM BELO HORIZONTE TIRAM SARRO DA JUSTIÇA BRASILEIRA COM SUA “TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO”

Publicado pelo site Mídia Ninja, cartazes mostram tiração de sarro em Belo Horizonte sobre a justiça brasileira com sua Teoria do Domínio do Fato. O sarro questiona a justiça brasileira que vem sendo objeto de exame e protesto por suas expressões incongruentes com o sentido democrático de Justiça. No caso da Lava Jato a negação da presunção de inocência defendida pela Constituição Federal.

Os cartazes exibem frase atribuída à procuradores que afirmaram não ter provas contra Lula, mas têm convicção. E por convicção, Moro acatou o pedido do Ministério Público Federal (MPF), do Paraná,que o transformou em réu.

OPRESSORES INTENSIFICAM CAMPANHA PARA QUE LULA SEJA ELEITO PRESIDENTE EM 2018: LULA TEM 35% DIZ VOX POPULI/CUT. E MAIS…

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Um homem sublime é um ser que atingiu o mais alto grau de humanidade. Não a humanidade como sentido mistificado, mitificado, psicológico, saído de um sistema axiológico envolto pela moralina, os valores humanos, demasiados humanos. Os valores dos esgotados, ressentidos, os que têm o espírito e o instinto corrompidos por esses valores que fazem com que eles desesperem quando não são considerados por alguém que eles julgam importante.

          Um homem sublime, como dizem os filósofos Spinoza e Nietzsche, é um ser que escapou dessa axiologia ressentida dos invejosos e odientos, juízes e julgadores dos que não se submetem as dores da ambição e mendacidade da gente miúda, como diz Nietzsche.

      Lula é esse ser que atingiu o grau maior da humanidade. Daí porque Lula libera a potência história que transforma e produz outras existências que não são submetidas à psicologia dos esgotados. A humanidade em Lula não é uma abstração alienada do movimento real. Aí o grande pavor que a gente miúda tem dele.

        O instituto de pesquisa Vox Populi junto com Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou sua nova sondagem para às eleições de 2018. Não deu outra: Lula tem 35% do reflexo da humanidade do povo brasileiro.

        Mas para a humanidade ser mais expressa, leiam a pesquisa. Os esgotados estão mais desesperados. Os quadros mostram a razão de tanta perseguição ao homem que alcançou o mais alto grau de humanidade como ser-político na acepção filosófica que o conceito considera.

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                              E mais. A pesquisa mostra rejeição a Temer de mais 80%. E 70% reprovam a PEC 241. 

“POR QUE QUEREM ME CALAR”, ARTIGO ESCRITO POR LULA

O mais importante personagem político – no sentido filosófico de político, nada platônico – do mundo,o arigó Lula, presenteia o brasileiro democrata com o artigo Por Que Querem Me Calar. Um produção literária-politica que mostra, com fineza o sentido nietzscheano de homem aristocrático: o homem forte, o diferente.

O homem que os ressentidos invejam e odeiam em função de sua grandeza. Lula o homem forte que os doentes, os de baixa potência de agir, os que foram oprimidos em suas infâncias, e tentam sublimar seus recalques com a delusão da respeitabilidade outorgada por seus iguais, expressa o que há de mais digno em quem a autoestima é devir-fluxo histórico. Lula, o homem em que a vida ativa o pensamento, e o pensamento afirma a vida, como diz o filósofo da Vontade de Potência, Nietzsche.

Por Que Querem Me Calar, um artigo “para os espíritos livres”.

Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada – pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.

Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários – em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos.

Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos.

“Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram”

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma “organização criminosa”, e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que “não há fatos, mas convicções”.

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do “chefe”, evidenciando a falácia do enredo.

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.

De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa.

Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.

Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios.

A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção – é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos.

Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu – e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal.

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos?

Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil.

É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática.

Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam.

Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.

O TESTAMENTO DE JUDAS 2016 SEGUNDO JESUS CRISTO

Sem título

Há anos, todos os sábados de Aleluia, este Blog Afinsophia publica o Testamento de Judas. Neste sábado, por motivo excepcional, Judas Escariotes não publicará seu testamento. Porém, o testamento será publicado sem qualquer vazamento seletivo e privilégio de mídia. Será divulgado a todos os brasileiros de forma democrática.

Depois de visitar várias cidades do Brasil conhecendo seus habitantes, seus costumes, tradições, expressões, anseios, dúvidas, certezas e expectativas, o homem chegou a um bairro na periferia da última cidade visitada por ele, entrou em uma taverna e pediu um copo com vinho. O proprietário da taverna, um senhor de meia idade, gordinho e sorridente, disse que seu estabelecimento, por ser simples, não vendia vinho, mas só cachaça.

O homem balançou a cabeça aquiescente e pediu a cachaça. O taverneiro pegou a garrafa no balcão e colocou uma dose. O homem lhe perguntou:

– Qual é essa medida?

– Uma dose. – respondeu o taverneiro.

– Coloque, então, mais duas doses. – pediu o homem.

O taverneiro encheu o copo do homem e, sorrindo, disse:

– Acabou. Era a última garrafa. Dizem que é a melhor cachaça do pedaço. Vem do Nordeste.

Nesse momento entrou um trabalhador, alegre e falante.

– Solta uma dose da ‘santa’!

– A ‘santa’ acabou. O parceiro aí comprou a última dose. – respondeu o taverneiro.

– Não pode ser! Logo hoje, dia santo falta a ‘santa’?

O homem sorriu e pediu ao comerciante para pegar outro copo. O comerciante entregou o copo, o homem dividiu a cachaça nos dois copos e deu um ao trabalhador.

– Valeu, companheiro!- pegou o copo e sorveu uma talagada e em seguida comentou: – Essa é pureza, pura. É quente.

– Quente como a vida. “Quem está perto de mim, está perto do fogo. Quem se distancia de mim, se distancia da vida”. – disse o homem.

– Grande filosofia da cachaça. Por isso que eu digo: a cachaça boa é como o rock. Como disse o roqueiro Neel Young: “nunca vai morrer”.

Entrou uma mulher e pediu uma dose de cana. O taverneiro respondeu que as últimas doses os dois fregueses estavam tomando. A mulher ficou triste, mas homem propôs um acordo: os dois dariam um pouco da cachaça para ela. O taverneiro trouxe outro copo e fizeram a divisão. O homem afirmou:

– Onde bebe um bebe três ou, talvez, mil.

– Assim já é o milagre do pão em forma de cachaça. – disse a mulher muito alegre.

O trabalhador olhou firmemente o homem e disse:

– Eu acho que te conheço.

– Pode ser. Um homem é ele, a sociedade e o mundo. Respondeu o homem.

– Tu és um filósofo! – afirmou o trabalhador.

Começaram a contar histórias, opinar sobre os acontecimentos no Brasil e cantar samba. A mulher, que tinha uma voz semelhante à de Jovelina Pérola Negra, cantou Sorriso Aberto, o taverneiro pegou um atabaque, o trabalhador tirou um som na garrafa seca e sambou. O homem sorria enquanto tentava alguns passos miudinhos.

Nesse momento, passando na frente da taverna uma menina de uns cinco anos se soltou da mão da mãe e olhando para dentro do estabelecimento, bradou:

– É Jesus Cristo!

– Tu tá doida menina! Que Jesus Cristo! – a mãe repreendendo a criança, puxou-a       pelo braço.

A menina se soltou e continuou bradando na frente da taverna:

– É Jesus Cristo! É Jesus Cristo! Eu sei que é ele. – Bradava convicta a criança.

– Não é Jesus Cristo! Jesus só vai voltar a terra no Juízo Final, para julgar os vivos e os mortos  elevar os bons para o paraíso – replicou a mãe.

– Ele é Jesus Cristo! E esse Juízo Final é mentira. Jesus Cristo está ali! 

– Como que tu tem certeza que esse homem é Jesus Cristo? – perguntou a mãe.

– Eu sei que é ele porque ele tem esse cabelo, usa essa roupa e calça essa sandália.

– Então aquele teu tio cachaceiro é Jesus Cristo, porque ele parece com esse homem. – debochou a mãe.

– O titio não é Jesus Cristo, mas é filho dele. –respondeu a menina.

O taverneiro, o trabalhador e a mulher olharam intrigados para o homem. A mulher de forma suave, falou:

– Essa criança não está mentindo. – ficou em silêncio e perguntou: – Tu és mesmo Jesus Cristo? O filho de Maria?

O homem sorriu para os três, foi até a criança na rua e disse:

– Vinde a mim as criancinhas!

A menina alegre, cheia de contentamento, se jogou nos braços do homem, e disse:

– Eu sabia que tu eras Jesus Cristo. Eu sabia que tu eras Jesus Cisto, porque tu és diferente dos Jesus que os pais, professores e pastores falam. O Jesus que eles falam é triste, sofredor, causa pena, castiga, julga, cobra para ser amado. Um Deus que quer ser amado não é Deus. Isso não pode ser uma pessoa que ama. O amor não é triste. O amor não cobra amor. Quando eu te vi eu tive certeza, Tu és alegre.

A menina foi interrompida com a mãe chamando:

– Vamos embora encontrar teu pai na feirinha.

– Não precisa ir. Ele já estar em casa, – disse o homem.

A mulher, desconfiada, pegou o celular, ligou ao marido, ele atendeu e disse que já estava em casa. A mulher tremeu. Puxou a menina com força e disse:

– Vamos já embora, esse homem é o diabo!

– A senhora não acredita em sua filha. Não é uma boa mãe. Como não é uma boa mãe, por que vai ter outro filho? – perguntou o homem.

– Meu Deus! – gritou a mulher que antes havia recebido informação de sua médica que estava grávida.

– Eu vou ter um irmãozinho? – perguntou a menina abraçando o homem.

Como a conversa estava ocorrendo na frente da taverna logo outras pessoas foram chegando para saber o que estava ocorrendo. Um homem em uma cadeira de rodas se aproximou, o homem foi até ele e perguntou o motivo dele se encontrar naquele estado.

– Eu sofri um acidente, e o médico disse que eu estava paralítico e agora minha vida é essa cadeira. – respondeu.

O homem foi até ele, pegou em suas pernas, examinou músculos, ossos, nervos, apertou-os, e o cadeirante deu um breve gemido. O homem pediu que ele levantasse e andasse. Com receio foi levantando, até que ficou em pé e começou a andar e gritou:

– É milagre! Estou curado! É milagre!

– Não, não é milagre! O seu médico é inimigo de Hipócrates. O seu médico é um charlatão. O seu problema era apenas uns nervos de suas pernas que estavam sobre outros. Por isso que quando o senhor movimentava as pernas elas doíam e o senhor não andava.

– Agora eu vou tocar fogo nessa cadeira miserável. – disse o ex-paralítico.

– Não! O senhor deve doar a quem verdadeiramente necessite. – aconselhou o homem.

Nesse momento chegou perto do homem um rapaz com o braço direito em forma de foice pedindo que ele lhe ajudasse, porque ele não suportava mais ser apelidado de braço de remo. O homem pediu que ele imaginasse um acontecimento de lhe enchesse de forte alegria e em seguida pulasse com o braço socando para cima. O rapaz fechou os olhos se concentrou e gritou:

– Goooooool! – parou, viu o braço no estado normal, gritou que era milagre e se ajoelhou diante do homem.

– Levanta-te! Não é milagre. O teu medo te impedia de esticar o braço, por isso essa forma de foice.

Aproximou-se um homem de paletó, a gravata bem apertada pedindo que o homem currasse uma dor de cabeça insuportável que só ocorria quando ele ia trabalhar como porteiro de um clube. O homem pediu que ele afrouxasse o laço da gravata. Ele afrouxou e a dor desapareceu. O homem explicou que a dor de cabeça é causada pelo forte laço da gravata que impedia a irrigação do sangue.

De repente a rua foi tomada por milhares de pessoas que queriam ver Jesus Cristo e pedir cura. Um idoso se aproximou do homem e disse:

– Eu não quero nada para mim, senhor. O que eu quero é para todos. Eu quero que o senhor ajude a vida do pobre melhorar.

O homem sorriu e disse:

– É por isso que estou aqui no Brasil. Mas a vida do pobre já começou a melhorar. Lula e Dilma já começaram o trabalho tirando mais de 40 milhões de brasileiros da faixa da extrema pobreza. O meu trabalho é apenas de auxiliá-los.

– “Não vai ter golpe! Não vai ter golpe!”. – os milhares bradaram.

Uma senhora se aproximou e disse que o problema dela era problema de toda a comunidade: falta de água. Nesse momento um caminhão passou com força sobre um buraco e quebrou um grosso cano de conduzia água. As pessoas ficaram eufóricas e passaram a tomar banho e beber água. O homem então falou:

Não é melhor consertar o cano, colocar uma torneira e transformar em água coletiva?

Todos aplaudiram e uns operários se encarregaram de fazer o serviço hidráulico.

A dois quilômetros de distância do local, uma mulher muito enferma, desenganada, esperando a morte, ouviu o brado coletivo. Com esforço se levantou, foi ao banheiro, tomou um bom banho, vestiu seu melhor vestido vermelho, azul e branco, se maquiou, meteu seu salto alto, e foi ao encontro de Jesus Cristo. Enquanto caminha pelas ruas dizia:

– Morrer sem conhecer Jesus Cristo é não ter nascido. – e todos que a ouviam seguiam-na.

Diante da multidão o homem disse que naquele sábado de Aleluia ele tinha uma missão a realizar. Divulgar o testamento de seu amigo Judas.

– Judas não teu amigo! Ele te traiu! – bradou um homem colérico.

– Não, Judas não me traiu. Vocês acreditam em uma inverdade propagada pelo império romano e por Paulo para mudar minha história. Judas era um militante que queria a liberdade do povo. Eu também perseguia esse ideal, mas diferente de Judas. Para mim, para que um povo seja livre é preciso primeiro que cada um tenha sua alma libertada, primeiro. Judas queria logo a liberdade da alma coletiva.

– Judas lhe traiu por 30 moedas e tu morrestes para nos salvar – bradou outro homem.

– Não. A história dessas moedas é falsa. Você sabe quanto está custando o dólar? – perguntou o homem.

– Não. – respondeu o homem das 30 moedas.

 – Pois é, se você não entende da moeda atual como entender da moeda de há dois mil anos. Quanto a eu ter morrido por vocês, ninguém morre por ninguém. Cada um morre em si sem sequer saber que morreu. Como diz meu amigo filósofo Epicuro: “quando estamos vivos a morte não existe, e quando morremos somos nós que não existimos”. Quer dizer nós não sabemos o que é morrer. – respondeu ao homem e continuou. – Judas não pôde vir aqui apresentar seu testamento e em seu lugar vim eu. Espero que vocês gostem 0000000000de meu testamento de Judas.

Judas me falou que o brasileiro

É um povo inteligente e maravilhoso

Mas também me alertou

Sobre um número mal e horroroso.

Que não sabe conviver na democracia

Com quem tem espírito grandioso.

TESTAMENTO DE JUDAS SEGUNDO JESUS CRISTO

 

Minha corajosa amiga Dilma

Mulher do coração guerreiro

Acredite que não vai haver golpe

Porque Deus é brasileiro.

 

Continue governando seu povo

Com, ética, sentimento e razão

Pois não vai ser a estupidez

Que vai abalar essa nação.

 

A democracia é o regime

Em que a potência-política se alinha

E ela não será destruída

Pela inveja e ódio de coxinha.

 

Eles fingem ser honestos

Mas não enganam ninguém

O povo já entendeu

Que eles só querem se dar bem.

 

Quanto ao meu amigo Lula

Preso coercitivamente

No ano de 2018

Será outra vez presidente.

 

Seu nome é uma potência

Que deixa as direitas enlouquecidas

Quanto mais elas lhe atacam

Mais elas ficam perdidas.

 

As direitas não têm em seu meio

Nenhum nome para a presidência

Por isso para Lula vai ser sopa

Ganhar dessa indigência.

 

Aos movimentos sociais

Que lutam pelos direitos dos brasileiros

Deixo-lhes coragem, vontade,

Além de muito dinheiro.

 

Para todos os movimentos que agora

Defendem a democracia

Deixo-lhes a certeza inconteste

Os traidores não destruirão a soberania.

 

Aos que defendem o Estado de Direito

Uma lição é importante não esquecer:

Lutar, é verdade, é preciso,

Mas sempre visando vencer.

 

Ao meu amigo Chico Buarque

Que não compõe com nazifascista

Deixo-lhe mais inspirações

Para que sua obra resista.

 

Para minha amiga blogosfera

Imprensa livre e inteligente

Deixo a certeza inconteste

Do fim da mídia que mente.

 

Aos candidatos das esquerdas

Que vão disputar eleição

Trabalhem e não desesperam

O povo vai estourar a boca do balão.

 

Às direitas farisaicas

Que posam de imaculadas

Deixo a sabedoria do povo

Que mostra como são taradas.

 

Para burguesia-ignara

Ímpar na moral depravada

Deixo material de limpeza

Pra fossa, esgoto e privada.

 

Para o telespectador cordeiro

Que ainda acredita na Globo

Deixo o brio e a coragem

Do nobre e inteligente lobo.

 

À família Marinho

Que nega ser dona da Paraty Mansão

Deixo o Movimento Sem Terra

Com título de apropriação.

 

Para TV Globo golpista

Que 2018 termina a concessão

Deixo Lula eleito

Para acabar com a esculhambação.

 

Ao honesto Fernando Henrique

Que na hipocrisia se oculta

Deixo os documentos

Da namorada Miriam Dutra.

 

Ainda para o ‘príncipe’ sem trono

Que comprou sua reeleição

Deixo documentos de Pedro Correa

Que mostra como sua corrupção.

 

Ao ‘honesto’ Eduardo Cunha

Que do impeachment quer aceleração

Deixo o ministro Teori

Pedindo sua prisão.

 

Ao deputado Eduardo Cunha

Pelo STF investigado

Deixo-lhe a cadeia

A corrente, a chave e o cadeado.

 

Aos parlamentares corruptos

Que querem Dilma cassar

Deixo delação premiada

Para cada um consolar.

 

Ao ressentido Aécio Neves

De delação o hexacampeão

Deixo-lhe uma calculadora

Para saber seus anos de detenção.

 

Ao senador Aécio Neves

Que perdeu para Dilma nas urnas

Deixo-lhe mais uma derrota

Dessa vez no processo de Furnas.

 

Ao rei da bolinha José Serra

Entreguista da riqueza da nação

Deixo-lhe o livro otimista

“O Futuro de Um Vilão”.

 

Aos golpistas do PSDB e PMDB

Que querem assaltar o Brasil

Deixo-lhes a coleção completa

“Os Homens de Um Estado Vil”.

 

Ao governador Geraldo Alckmin

Desviante da merenda escolar

Deixo-lhe pão e água

Para bem se alimentar.

 

Ao ministro do TCU Augusto Nardes

Que pediu o impeachment da presidenta

Deixo a delação de Pedro Correa

Que mostra a moral que não se sustenta.

 

Ao prefeito Arthur Neto

Que na lista ganha quinhetão

Deixo ao povo de Manaus

A alegria de sua não reeleição.

 

Ao governador José Melo

Cassado por mau uso de capital

Deixo-o ao lado de Arthur

Na canoa do balatal.

 

Portanto, amiga Dilma

Não tema da besta o galope

Porque onde há povo livre

Não há qualquer tipo de golpe

A valentia das direitas

Não passa de um xarope.

 

Trabalhe como vem trabalhando

Para isso o povo lhe elegeu

E quando se unem o povo e Deus

Não vence nenhum fariseu

A voz do povo é a voz de Deus

E a democracia é a Comunalidade-Eu.

 

Agora peço licença

Porque vou me retirar

Vou seguir pra outro rumo

Encontrar outro lugar

Em que o povo seja feliz

Como esse que viu “a estrela brilhar”.

 

Parto levando saudade

Na mente e no coração

Pois jamais esquecerei

Desse povo meu irmão

Que luta contra os golpistas

Para não cair na escravidão!

A todos os brasileiros e brasileiras

Beijos no coração!

MULHERES REALIZAM MARCHA NO DIA INTERNACIONA DA MULHER DEFENDEM SEUS DIREITOS E SE MANIFESTAM CONTRA GOLPE DAS DIREITAS

foracunha290989

O devir-mulher, devir-minoria, é a potência que age produzindo uma nova forma de existência que escapa da modelização, serialização, registro e sobrecodificação da semiótica dominante do padrão macho, homem branco, heterossexual, sedimentado pela moral patriarcal-judaica-paulina-burguesa. E como devir-minoria é minoria porque escapou dos valores estabelecidos pela hegemonia chamada de homem. É por isso que a luta das mulheres não busca igualdade com o homem, posto que o homem é o modelo padrão produtor de todas formas de dores, tristezas e desesperos no mundo da sociedade que é representada globalmente pelo capitalismo predador.

Por isso, era estupidamente que afirma que a s mulheres lutam por igualdades com os homens. As mulheres querem produzir um mundo em que a vida seja afirmação e não negação dela como fazem os homens niilistas com suas escalas de valores que selecionam, classificam e hierarquizam tudo para seus benefícios.

Com esse pensamento-deviriano, as mulheres realizaram, em São Paulo, a marcha que reflete sua condição de produtoras de suas próprias existências. Elas apresentaram suas propostas, protestaram contra alguns erros do governo Dilma como a reforma da Previdência e o ajuste fiscal. Mas o que também marcou os tons e cores da marcha no Dia Internacional da Mulher foi o grito de guerra de “Não Vai Ter Golpe” e a defesa do governo Dilma contra o impeachment. E não esqueceram de Cunha.

“Estamos nas ruas por autonomia, por liberdade, por democracia, mas, ao mesmo tempo, falando de questões que estão na conjuntura, como o ajuste fiscal e a reforma da Previdência. Estamos trabalhando com força o tema da legalização do aborto e, claro, o tema da violência.

A gente não quer golpe seja midiático, seja do Judiciário, seja do impeachment. Mas a gente também aponta para a presidenta Dilma. A escolha que ela está fazendo para enfrentar esse momento não é a melhor, com política de ajuste. Reivindicamos que ela governe com o programa pelo o qual foi eleita.

A gente sabe e vê nas pressões da direita sobre o governo Dilma que eles não querem só o ajuste das políticas, eles querem atacar a Constituição de 88. Isto mostra para a gente que o que está em jogo é esse processo político que a agente vem construindo há mais de 40 anos”, analisou Nalu Faria, coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres.

A marcha também lembrou do perigo da lei antiterror que vai atingir os movimentos sociais.

“Mesmo com todas as dificuldades colocadas para nós mulheres pretas, lésbicas, bissexuais,  ou transexuais, hoje sofremos uma ameaça que compromete o próprio direito de continuar vindo para as ruas com nossas legitimas manifestações. Refiro-me a Lei Antiterrorismo, que vai criminalizar os movimentos sociais e organizações políticas de luta”, observou Larissa Ana, militante do Coletivo Ana Montenegro.

12528132_966780906703043_414658948_n marcha4Entre as entidades que participaram da marcha que aglutinou milhares de pessoas que saiu da Avenida Paulista passando pela Rua Augusta chegando a Praça da República encontraram-se  o Movimento das Mulheres em Lula, União Brasileira de Mulheres, Observatório da Mulher, Marcha Mundial das Mulheres, Uneafro, Central de Movimentos Populares, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Sindical Conlutas, PCdoB, PT, PCO e PSOL.

Como era de se esperar, não compareceu nenhuma representante do Individualismo Mulheres Gordurosas que representa a burguesia-ignara. Para não haver erro de entendimento: Individualismo Mulheres Gordurosas são as Coxinhas que refletem, também, seus parceiros gordurosos coxinhas.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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