Archive for the 'Linguística' Category



VOCÊ JÁ TOMOU SEU XAROPE HOJE?

O SUJEITO ARTHUR E OS CARTÕES CORPORATIVOS

Arthur é sempre sujeito de enunciado, nunca de enunciação. Jamais produz o novo através da linguagem, já que só consegue carregar em sua existência as imagens e signos-clichês da enunciação subjetivadora do Regime Significante Despótico, que anula a potência do corpo-fala. Agora, imaginem um sujeito de enunciado tentando se posicionar como “sujeito” numa frase. É o erro da sintaxe normatizada:

“Usei o cartão através de um assessor. Mas a responsabilidade dos gastos é minha. Se algum assessor me fez de bobo e gastou no que não devia, a culpa é minha” (Sobre o uso de cartões corporativos durante o tempo em que foi chefe da casa civil do governo FHC, onde existiram também irregularidades).

Lógica para Criança Xuxeada: 1) Se foi ele, a culpa é do assessor; 2) se foi o assessor, a culpa é dele, mas é do assessor, porque o fez de “bobo”.

É o “laranja” lingüístico – e jurídico, se for o caso. Assume a culpa em qualquer circunstância. Arthur fala em responsabilidade. Não sabe, sartrianamente, ser impossível assumir a responsabilidade de outrem.

Mas se Arthur já é “laranja” de FHC, de quem será o “laranja” de Arthur? Entre FHC (sujeito de enunciado) e o assessor, há apenas um sujeito. Sujeito-Sujeitado.

E agora, Sujeito?

E agora, sujeito?

DAS MINORIAS SEM (GRANDE) MÍDIA

Amanhã, dia 10, o Movimento dos Sem-Mídia fará uma nova manifestação, esta à frente da Rede Globo, em São Paulo.

Movimentando-se a partir das inquietações do Eduardo Guimarães, que entrou numa relação de vizinhança com muitas outras singularidades para compor uma potência democrática capaz de tentar diminuir a força da chamada grande mídia, desobstruindo os sentidos interditados pelo exagero de informações distorcidas e liberando o entendimento para outras formas de pensar.

O MSM, fundado como ONG oficialmente em 13 de outubro de 2007, e que já vem de uma manifestação no dia 15 de setembro diante do prédio da Folha de São Paulo, antes de ser oficializado como ONG, o que deixa mais visível ainda o caráter de fluxo político/comunitário do Movimento, que vem como potencialização da agregação de minorias excluídas do suposto poder dos mass media. Assim, participam blogueiros, entidades, ONG’s, estudantes, professores, jornalistas, enfim, todos que percebem na forma da grande mídia a incapacidade de qualquer dialogicidade a partir da razão.

Seguindo essa linha é que o MSM fará a manifestação de amanhã, sabendo que somente com alegria e inteligência se pode fragmentar o bloco de impérios como o da Globo e, afinal, descobrir que esses blocos, sendo vazios, pouca consistência têm ou terão quando se fazem aparecer outras linhas de atuação para além e aquém das informações que desinformam.

Os globotários, assim como os demais enrijecidos pela falseação capitalística da mídia, já estão sem compreender porque não conseguem mais (algum dia por acaso o conseguiram?) como gostariam manipular as eleições, os governos, a opinião pública e seus sinais de deterioração já vão muito agravados em seu próprio coração. E a internet vai abrindo outras linhas flexíveis, mesmo na alteração formal da ordem mercadológica, ou mesmo, e fundamentalmente, linhas de corte operados por minorias excluídas do controle que impossibilita a comunicação, forçando, portanto, a linguagem para proporcionar encontros democráticos, intensivos, éticos e livres…

MÍDIA X mídia

No entanto, há que se propor um entendimento diverso daquele que carrega a chamada grande mídia. A internet é também mídia, uma vez que é intermediária do chamado processo de comunicação. Igualmente, também está impregnada por blogs, sites e outros entes internéticos que carregam os mesmos códigos proferidos pela Globo, Estadão, Folha, Veja, Época, e seus iguais. Inclusive, estas empresas já possuem seus referentes na rede, oficialmente e através de pessoas que utilizam o espaço internético para disseminar os signos do capital produzido nestas grandes mídias. Assim, a questão não está no tipo de mídia usada. Não é uma briga Internet X Meios Tradicionais de Mídia, mas sim uma guerra de linguagem, um confronto de regimes de signos. O que ocorreu foi uma abertura tecnológica que permitiu ser a internet o meio (mídia) pelo qual se propagam idéias sem a ingerência obrigatória do regime significante do capital.

GRANDE MÍDIA E MÍDIA-MINORIA

A Grande Mídia trabalha somente com o Significante (parte do signo correspondente à unidade de representação, o som, no caso da pronúncia, os símbolos gráficos, no caso da escrita). O enunciado emitido, enfraquecido no seu vínculo com o significado não permite ao receptor decodificar a mensagem, ordenando-a dentro dos seus esquemas epistemológicos. Acontece então a impossibilidade do telespectador, leitor ou ouvidor da grande mídia, compreender a notícia num contexto de sua existência, a fim de que as informações possam ser incorporadas à sua cotidianeidade. O que o enunciado carrega, neste caso, é palavra de ordem, mais impositiva-imperativa do que discursiva. Daí o sujeito-receptor só pode compor com esta informação como sujeito de enunciado, restando-lhe obedecer, e reproduzir muitas vezes essa informação automaticamente. O mesmo acontece nos blogs e sites que reproduzem este regime na internet. As informações são as mesmas, e o enunciado redundante (do significante ao significante) produz os mesmo efeitos no internauta que sai da TV ou do jornal para o blog ou o site.

O trabalho de uma linguagem que rompa com esse regime significante do signo passa por desmontar esta estrutura impositiva do enunciado, permitindo a construção de outras formas de enunciação, que carregue a possibilidade de descodificação por parte do receptor, a fim de que o enunciado possa compor com a sua existência, permitindo-lhe incorporar esta informação, fazendo-se sujeito de enunciação. É abrir-se para outras possibilidades de expressão, produzindo notícias de forma que o receptor possa entender o contexto onde o fato está ocorrendo, e os interesses dos envolvidos, ampliando o acontecimento para além de sua banalidade; é ainda usando outras formas de expressão, como o humor, a potência criadora, a ternura, deixando escapar os fluxos desejantes do existir, deslocando assim a perspectiva padrão da seriedade e da falsa objetividade da Grande Mídia, tornando a informação menos significante, e mais signo-afetante, posicionando no mundo as pessoas diante do fato. É criando linhas alternativas aos blocos de ressentimentos criados pela força da mídia oficial. Foi assim, como ilustração, que o filósofo Félix Guattari, juntamente com outras pessoas, imigrantes e outros alienígenas do olhar paranóide da grande mídia puderam, na década de 80, com suas rádios piratas e ondas alternativas, minar o discurso autoritário das rádios oficiais da França, que não carregavam em suas programações nenhum elemento que escapasse à ordem do capital. Foi assim, outra ilustração, que a internet se transformou em meio para disseminação e contaminação de milhares de pessoas no Brasil inteiro, combatendo as produções factóides da grande mídia contra o governo e a candidatura de Lula em 2006, que trocavam emeios, faziam blogues, imprimiam notícias e levavam para discussão em escolas, centros comunitários e onde mais se fizesse possível a reunião de pessoas interessadas em algo além do vazio da mídia oficial.

É desta forma que o MSM, que tem mídia sim – não a grande mídia, que não tem voz e não oferece nada de interessante às pessoas – mas que produz um movimento de mídia-minoria, esta carregando plurivocidade de enunciados, que se faz não minoria pelo número, mas pela intensidade que a diferencia da ausência do movimento na chamada mídia oficial, pretende movimentar os acontecimentos políticos neste e nos próximos eventos.

O PRESTÍGIO DAS PALAVRAS

As palavras são recursos lingüísticos usados pelo homem como crença em um mundo imóvel e definido. A lógica da segurança como ilusão necessária à sua existência espaço-temporal. Ou história constituída. Modelo referencial para o desenrolar de suas ações. Por tal, dependendo da importância da época, algumas palavras são capturadas e se tornam elementos figurativos a-dialógicos exibidos no mercado da sedução lingüística. Status palavrório. Os clichês enfáticos dos momentos dominantes. Pérolas rolantes dos salões das estrelas das amenidades política, social, econômica artística, mística, etc. Sem elas não há dança. Quer dizer: o mundo não faz que gira. São palavras enunciadas solitárias, mas com grande força discursiva. Ou, palavras se destacando em um texto. De qualquer sorte, elas mostram em qualquer ocasião seus prestígios, pois sem elas o sujeito do discurso não é nada. Não é tido como inteligente, sério e responsável no território onde procura enfatizar seu estado de coisa. Deus, trabalho, ética, moral, segurança, educação, amor, vergonha, corrupção, natureza, são algumas das prestigiosas. Sem essa lógica da imobilidade lingüística, não dá para acreditar na seriedade de um homem se em sua atividade profissional ele, compulsivamente, não evocar a palavra Deus. Ainda mais se confessar-se temente a Ele. O governo Serra em São Paulo não se torna real se não atentarmos para seu marketing: “O governo trabalhando por você”. Assim como, em Manaus, a eficiência da prefeitura sem o seu: “A prefeitura mostrando trabalho”. O mesmo ocorre com o parlamento. Sem as enunciações sígnicas ética, moral, corrupção e vergonha, ele não é crível. Vejamos no nosso caso, principalmente se não forem enuciadas por nossos orgulhos telúricos, Jefferson Peres e Arthur. Já na promoção da fobia social, a segurança cai como um bem enunciativo incontestável a quem faz uso. “A educação que transforma”, excita os educalólogos. O amor, principalmente o “amor ao próximo”, faz um grande bem material ao seu usuário. Embora algumas palavras sejam mais prestigiadas em lugares particulares, entretanto, neste momento a palavra que é o bicho linguístico do glamour palavrório, é a tal da natureza. Mesmo sem ninguém apresentar o seu objeto e seu conceito, ela corre solta em múltiplas bocas e ouvidos. Nem o Ibama, o Inpa, o Gren peece, Ongs, igrejas, universidades, tecnologias… Está na crista da onda. Quer ser enturmado mundialmente? Enuncie: “natureza”. Até o Bush enuncia. Todavia, nunca esquecer a fonte usual deste carrossel palavrório, de onde saltam livres e soltas, sem nenhum pejo estas palavras calculisticamente aderentes: as mídias. Território da festa geral, próprio para o sedutor e inebriante desfile cacolálico regido pela entropia racional. Lá, onde não há movimento, só palavras prestigiadas.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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