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O FILÓSOFO MARXISTA ANTÔNIO CÂNDIDO, EM 1946, DISSE: ´”É PRECISO RECUPERARMOS NIETZSCHE”. E ESCREVEU “O PORTADOR”. DIANTE DA CRISTALIZAÇÃO DO NAZIFASCISMO NO BRASIL, CÂNDIDO-NIETZSCHE SÃO IMPRESCINDÍVEIS

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 Não se descreve um poeta, muito menos um filósofo. Ainda mais quando esse poeta-filósofo é filólogo: conhece as entranhas do perceber e conceber o mundo. O que lhe faz um ser político, porque a filosofia é política, assim como a poesia, já que ela ao enunciar o novo, muda o mundo com seus estados de coisas cristalizados. Daí por que não há poesia e nem filosofia burguesa, posto que o mundo burguês é molar. Contraído sem possibilidade qualquer ao Para-si, a ultrapassagem do Em-si.

    Antônio Cândido, ao perceber que na década de 40 o filósofo demolidor de ídolos era pouco conhecido no Brasil, e que no mundo havia uma aversão a sua obra filosófica, onde apedeutas da filosofia o chamavam de teórico do nazismo, inimigo do socialismo, resolveu acabar com a estupidez: escreveu o artigo O Portado que foi publicado, em 1946, no semanário Diário de São Paulo, no caderno Notas de Crítica Literária. Depois impresso no Observador Literário, em 1959. 

    Em tempo de cristalização da subjetividade nazifascista no Brasil atual, onde seus principais poderes do Estado estão contaminados por corpos psicopatológicos, estabelecendo um quase estado de anomia, se faz necessário publicar seu artigo, mesmo sendo em forma escaneada. 

     A Associação Filosofia Itinerante (AFIN), que tem singela relação com a obra desse camarada que pertenceu ao PCbão e é fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), mostra esse artigo, já que o Brasil atual necessita fortemente do pensamento nietzschiano. O texto foi extraído  do livro Os Pensadores, publicado no ano de 1983 que teve a seleção de textos de Gérard Lebrun, a tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho e o Posfácio de Antônio Cândido.

      As páginas aparecem riscadas com caneta, são provas de que o artigo do poeta-filósofo-filólogo-militante foram lidas e relidas.

 

O HOMEM QUE MATOU LULA

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                                           Em memória de Dona Marisa Letícia

Imagino que começou assim. Eu deveria ter 4 ou 5 anos quando passando por uma rua com minha mãe vi um cachorro morto na sarjeta. Pela primeira vez minha atenção se fixou em um animal morto. Já havia visto outros, mas nunca minha atenção havia se fixado em um animal morto com tal grau de intensidade. E foi essa visão intensiva que me trouxe, também pela primeira vez, o questionamento sobre a morte.

Durante todo o trajeto de volta para casa, minha consciência era o cachorro morto. Não o cachorro morto em si, jogado na sarjeta, mas o sentido da morte emergido dele. O sentido impalpável, diferente de seu corpo na rua. Não era o cachorro, era um muito além que eu não sabia responder para mim.

Já em casa perguntei à minha mãe o que era a morte. Ela respondeu que era o fim da vida. O momento em que Deus termina a sua obra em relação ao que antes era vivente. Completando com a afirmação de que tudo que nasce morre. Minha mãe imaginando que minha pergunta se tratava de uma preocupação pessoal, procurou me confortar afirmando que eu não deveria me preocupar com a morte, porque eu era uma criança e ainda tinha muita vida para viver.

As afirmações de minha mãe foram boas para ela, na medida em que lhe confirmavam ser ela uma pessoa que acreditava ter preocupação com o filho. Todavia, para mim não acrescentaram nada a minha inquietação. Eu não era uma criança gênio, mas já havia experimentado os nascimentos e as mortes de dois gatinhos que um amiguinho tinha. Eles nasceram e viveram somente dois meses. O que minha mãe me dissera só afirmou o que antes eu havia vivenciado: a morte fora de mim.

Foi quando eu estava com 6 anos que a minha inquietação dirigida à morte com seus corpos físicos e metafísicos se dissiparam e em mim se revelou o que me conduziu durante a maior parte de minha existência: o impulso para matar. Foi exatamente no grupo escolar que senti friamente esse impulso. Havia na sala que eu frequentava um garoto valentão que metia medo nos outros colegas, principalmente nos mais fracos. Uma manhã, na hora do recreio, o vi batendo covardemente em um garotinho de uma série abaixo da que era eu aluno. Fui tomado por um afeto intenso que me causou medo. Aliás, foi o primeiro medo que tive.

Como se não fosse mais eu, peguei o valentão, que era muito maior que eu, libertei o garotinho de seus braços afastando-o para distante, e com força o joguei o valentão no chão. Ele se apavorou e revelou seu medo diante de mim. Hoje, depois de meus estudos filosóficos, entendi o que Sartre escreveu sobre a consciência empastada, coagulada, a consciência do sujeito tornado objeto pelo olhar do outro. Era essa a consciência do valentão: uma consciência que perdeu a liberdade. Pura facticidade.

Esse impulso, que me conduziu durante a maior parte de minha existência, não era o que alguns etologistas, como Konrad Lorenz chamam de instinto. E que foi aproveitado por Freud para desenvolver sua teoria tanática. Ou a luta de Eros e Morte, expressada também nos seus dois princípios: princípio do prazer e princípio de realidade. Ou ainda, a teoria da libido. Era impulso puro de querer matar que não era uma tensão que procura um alvo qualquer para descarregar e voltar a se energizar para outro ato homicida. Nada de estado compulsivo psicopata.

Com passar do tempo, ao entrar na adolescência, se afirmou mais o impulso. Então, com ele, procurei estudar autores que tratassem desse tema. Foi quando entrei em contato com a psicanálise que me levou logo ao berço de Édipo. O menino deseja a mãe, mas teme seu pai que é o senhor da mãe. Diante do temor ele toma o pai como rival, e como rival ele fantasia matá-lo para ficar com a mãe. É nesse momento que eclode no menino o medo de ser castrado pelo pai. O que Freud chama de complexo de castração. Foi também nessa fase que consegui comprar uma pistola alemã.

Foi então que comecei a me questionar: será que esse impulso tem um alvo específico e esse alvo é meu pai? Será que eu, como Édipo, devo matá-lo para me tornar livre e ser uma pessoa autônoma e viver minha existência em concreta liberdade? Compreendi que não era meu pai que deveria matar. Eu gosto muito dele e ele de mim. É um gosto recíproco que foi criado pela respeitabilidade que cada um tem pelo outro. Uma respeitabilidade distribuída nas relações com outras pessoas. Sim, não era meu pai que eu queria matar.

Cada percurso que eu ultrapassava mais se intensificava o impulso para matar. Depois que casei, terminei o curso superior, mestrado, doutorado e pós-doutorado, me fixei em um emprego que muito me gratifica, e tive os meus dois amores, duas meninas maravilhosas, em nenhum momento concebi que o impulso iria diminuir, porque já entenderá que o que ocorria comigo não estava nos signos que Sartre chama de realidade humana. E muito menos em um mundo teologicamente- metafísico.

Pois foi quando estudei Marx e compreendi com ele que o homem é ele, o Estado, a sociedade e o mundo, e encadeie essa concepção transmundana com o dizer de Nietzsche Ecce Homo, que concebi que quem eu deveria matar tinha que ser essa singularidade, no sentido que trata o filósofo Michel Serres.

Um dia me perguntei se não estava me equivocando acreditando que o impulso era para um homem. Será que, em verdade, quem eu deveria matar era uma mulher? Fiz o entendimento de minha relação com minha mãe e não concebi qualquer signo que indicasse ser ela. Nenhuma relação mística mariana. Nunca odiei qualquer mulher como nunca odiei qualquer homem, assim como jamais tive ciúme. O ódio é o pai da inveja e nunca tive inveja de ninguém. Muito antes de estudar o anti-psiquiatra sul-africano David Cooper que afirma que a inveja é querer ser o outro, e o ciúme querer ter o outro, eu já era assim.

Essa modalidade de existência me fez crer que o impulso de matar que procurava não era provocado por esses sentimentos expressos como sintomas de uma cruel repressão. Essa compreensão piorou meu estado, posto que os homens se destroem impulsionados por essas paixões tristes, como afirma o filósofo Spinoza.

Todavia, mesmo sabendo que o impulso para matar não era agenciado por essas paixões tristes, procurei observar homens considerados como importantes no Brasil. Quem sabe eu estivesse errado e algum deles fosse, na verdade, o que daria um fim ao meu impulso assassino com sua morte. Então, uma noite deitado no sofá da sala, liguei a TV sem qualquer interesse nas imagens exibidas, comecei a lembrar desses homens. Lembrei-me de Fernando Henrique, não presenciei qualquer singularidade. Moro, idem, também nenhuma singularidade que me impulsionasse a mata-lo. Dallagnol, idem, idem. Os ministros e ministras do Supremo Tribunal Federal (STF), também não. Rodrigo Janot, nada. Os irmãos Marinhos, nada de importante. Jornalistas da imprensa tida como dominante, também nada. Empresários, o mesmo. Temer, Serra, Aécio, Jucá, Renan, Sarney, Alckmin, Alexandre Moraes, Arthur Neto, Eduardo Braga, Omar Azi, Pauderney, Moreira Franco, Padilha, Geddel, todos os que participaram sem que nenhum me afetasse.

No transcurso desse desfile imagético, minha filha menor, chegou perto de mim me admoestando perguntando como eu tinha coragem e dignidade de ainda ligar em TV que fala contra Lula. Prestei atenção na TV e vi que era mais uma reportagem acusando Lula. Os milhões de pontinhos coloridos das imagens e o som metálico se fundiram em minha mente e um frêmito imperioso tomou conta de meu corpo e minha alma. Uma força envolvente me dominou. Fiquei parado não sei quanto tempo e ouvindo muito distante minha filha dizer que era Lula e ia desligar a televisão. Aos poucos fui adormecendo.

Meu sono foi continuamente conturbado com imagens e pessoas que não conseguia identificar. Foi aí que fui tomado de total surpresa. Acordei dominado por uma intensa alegria dizendo para mim que era Lula o homem que deveria matar. A certeza era tamanha que rapidamente fiz buscas sobre o endereço de Lula, e me certifiquei se ele estaria lá onde morava. Comprei a passagem e fui para São Bernardo. Hospedei-me em um pequeno hotel, e às dez horas em ponto estava na frente do prédio onde Lula.

Pensei entrar no prédio e ir logo ao encontro de Lula e acabar com o impulso assassino. Não precisou porque chegaram alguns trabalhadores e Lula apareceu na frente do prédio de bermudas, camisa da CUT e tênis. Foi chegando e sendo abraçados pelos trabalhadores que disputavam sua atenção. Com a mão no bolso esquerdo da calça, fiquei segurando a pistola. Não sei quanto tempo passou, mas fiquei paralisado quando vi Lula. Paralisia geral com sensação intensiva de deslocamento e quebra espacial-temporal. Síncope ontológica, diria Sartre.

O meu lugar, meu passado, os meus arredores, meus amigos, meus objetos, minhas ideias, minha morte, tudo como situação expressa pela liberdade e facticidade, o Para-si que se ultrapassa rumo ao ser do Em-si, como diz Sartre, tudo se dissipara. Não posso afirmar que fui nadificado, porque vivenciei minha volta ao Estar-no-Mundo. No mundo com Lula.

Voltei ouvindo Lula me chamar de companheiro pedindo que eu me aproximasse dos trabalhadores. Ele me abraçou e perguntou se eu era chegada a uma pinga, eu sou, mas não respondi. Ele lhe pegou pelo braço esquerdo e pediu que eu entrasse. Já na sala, olhei as paredes com fotos de dona Marisa Letícia. Ele me viu olhando as fotos e disse em um profundo suspiro, minha grande estrela companheira. Tomei um trago da melhor pinga que já provara, conversei com os trabalhadores, e quando já começava a noitecer, me despedi, e disse que tinha que ir para uma reunião em outro lugar. Lula me abraçou e me aconselhou para que eu tivesse cuidado.

Na rua, me senti como se tivesse pela primeira vez existindo. Tudo era tão claro e distinto. Tudo tão compreensivo e aconchegante, tão sublime. Era isso que eu procurava: o sublime. Meu impulso não era para matar um homem, mas encontrar um homem que me auxiliasse a matar, em mim, o homem-dogmaticamente paranoico que me impedia de existir autenticamente. E só Lula poderia realizar essa transmutação. O sublime-Lula era o movimento real, de Marx, a vontade de Potência, de Nietsche, o conatus, de Spinoza, o Devir-Povo. O corpo constituinte da democracia.

O júbilo! Lembrei-me do filósofo Clèment Rosset, com seu entendimento de júbilo como alegria a força maior. Era o que vivenciava. Jubilosamente dei um pulo sobre um bueiro e a pistola saltou de meu bolso caindo no bueiro disparando um tiro. Um grupo de jovens, ao ouvir o estampido, bradou eufórica, gol do Corinthians!

 

O FAMOSO RADUAN NASSAR, AINDA NO GOVERNO DILMA, FOI AGRACIADO COM O PRÊMIO CAMÕES, MAS QUIS O GOLPE QUE O REACIONÁRIO FOSSE FAZER A ENTREGA. NÃO DEU OUTRA: FESTIVAL DE VAIAS

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     Na foto vejam o contraste das faces: O escritor em paz. O dublê de ministro, Roberto Freire, desatinado diante  das vaias.

 O escritor Raduan Nassar é um dos mais britantes e talentosos do mundo das letras. Muito conhecido e respeitado por sua capacidade criativa, é famoso no mundo inteiro. Porém, o autor das obras Lavoura Arcaíca e Um Copo de Cólera, entre outras ímpares, não é senhor dessa respeitabilidade somente por sua verve literária-criativa. Ele é respeitado, também, por sua condição de homem comprometido com a vida. Comprometido com as igualdades de direitos, princípios únicos que podem impulsionar a vida humana ser em si gratificação.

 Sempre esteve posicionado contra qualquer arbítrio onde a liberdade humana se encontrava ou se encontra ameaçada. Jamais negou sua voz contra os opressores. Foi um fervoroso defensor dos governos populares de Lula e Dilma, assim como contrário a elaboração e execução do golpe. Quer dizer: Raduan Nassar é um homem de todos os tempos livres.

 No ano passado, ainda no governo Dilma, ele foi agraciado com o prêmio Camões 2016. Prêmio concedido pelos governos brasileiro e português. Na terça-feira, no Museu Lasar Segall ocorreu a entrega do prêmio cujo júri o escolheu por unanimidade. E como em tempo de golpe os golpistas aproveitam para expressarem suas insignificância, se iludindo de que a população lhe presta reconhecimento, o dublê de ministro da Cultura, o falso comunista Roberto Freire, foi tentar realizar a entrega do prêmio diante de uma plateia totalmente democrática composta, também, por escritores, artistas de todas as criações. Aí, mano, não deu outra: quando o dublê de ministro foi tagarelar, depois da fala dos ilustríssimo escritor, o festival de vais começou em um único coro-democrático.

  Raduan Nassar em sua fala só manifesto o óbvio produzido pelo desgoverno golpista que tem a ousadia de fazer a entrega de um prêmio que não tem qualquer relação com ele. Fator aberração.

     “Infelizmente, nada é tão azul no Brasil. Vivemos tempos sombrios. Tivemos a invasão na sede do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo. A invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados. A violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua, episódios perpetrados por Alexandre de Moraes, figura exótica indicada para o Supremo Tribunal Federal”, discursou o escritor, além de comentar a nomeação de Moreira Franco, e a perseguição da Lava Jato contra Lula.

     Agora, só a título de sarro ou frouxas gargalhadas, lembrar sempre que a grande importância dos golpistas é nos fazer rir, leiamos o tagarela do dublê de ministro afirmando o quanto é democrata e o quanto um homem honrado que compõe o quadro teratogênico do golpe. 

        “O Brasil de hoje assiste perplexo a algumas pessoas da nossa geração, que têm o privilégio de dar exemplos, e que viveram um efetivo golpe nos anos 60 do século passado, e que dão exatamente o inverso”, afirmou o dublê com a acra mais lambida, mas o coro não liberou sua verve democrática.

          Diante do coro-democrático, ele tentou revidar: foi pior.

     “É fácil fazer protesto em momento de governo democrático como o atual, e quem dar prêmio a adversário político não é a ditadura”, mais vaias. Diante do coro-democrático a turma dos golpistas lembrou que tinha pernas e se mandou.

       O escritor amazonense (no Amazonas também tem gente ilustre, não tem só tipo Pauderney e Arthur Neto) Milton Hatoum.

       “É preciso ressaltar que o prêmio que ele aceitou o prêmio em maio do ano passado, quando o governo ainda era de Dilma Rousseff. O governo atual adiou por muito tempo a entrega desse prêmio, justamente por medo dessa repercussão”, afirmou o autor da obra Dois Irmãos, entre aplausos.

        E para finalizar a ousadia dos golpistas, Raduan Nassar concluiu: Não há como ficar calado.

        Diante da petulância dos golpistas em tirarem proveito do que foi construído democraticamente, a semiótica-filosófica orgástica protesta: “Olha aí, golpista, nada de querer gozar com a vagina, o pênis e o ânus da democracia! O gozo é nosso!”. 

         Leia o discurso do probo-intelectual-literário.

Excelentíssimo Senhor Embaixador de Portugal, Dr. Jorge Cabral.
 
Senhor Dr. Roberto Freire, Ministro da Cultura do governo em exercício.
 
Senhora Helena Severo, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
 
Professor Jorge Schwartz, Diretor do Museu Lasar Segall.
O discurso do ilustríssimo Raduan Nassar. 
 
Saudações a todos os convidados.
 
Tive dificuldade para entender o Prêmio Camões, ainda que concedido pelo voto unânime do júri. De todo modo, uma honraria a um brasileiro ter sido contemplado no berço de nossa língua.  
 
Estive em Portugal em 1976, fascinado pelo país, resplandecente desde a Revolução dos Cravos no ano anterior. Além de amigos portugueses, fui sempre carinhosamente acolhido pela imprensa, escritores e meios acadêmicos lusitanos.
 
Portanto, Sr.Embaixador, muito obrigado a Portugal.
 
Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil.
 
Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.
 
Com curriculum mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, as tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado, há vídeo, atestando a virulência da sua fala. E é esta figura exótica a indicada agora para o Supremo Tribunal Federal.
 
Os fatos mencionados configuram por extensão todo um governo repressor: contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro.
 
Mesmo de exceção, o governo que está aí foi posto, e continua amparado pelo Ministério Público e, de resto, pelo Supremo Tribunal Federal.
 
Prova da sustentação do governo em exercício aconteceu há três dias, quando o ministro Celso de Mello, com suas intervenções enfadonhas, acolheu o pleito de Moreira Franco. Citado 34 vezes numa única delação, o ministro Celso de Mello garantiu, com foro privilegiado, a blindagem ao alcunhado “Angorá”. E acrescentou um elogio superlativo a um de seus pares, o ministro Gilmar Mendes, por ter barrado Lula para a Casa Civil, no governo Dilma. Dois pesos e duas medidas
 
É esse o Supremo que temos, ressalvadas poucas exceções. Coerente com seu passado à época do regime militar, o mesmo Supremo propiciou a reversão da nossa democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado.
 
 O golpe estava consumado!
 
 Não há como ficar calado.
 
 Obrigado
  E se lhe apraz, veja e ouça o vídeo. 

“TAGARELANDO EM NIETZSCHE”, NOVO LIVRO DO FILÓSOFO MARCOS JOSÉ

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Marcos José capturado pela semiótica-imobilizadora do mundo promovida pelo Estado paranoico-capitalista hegeliano, onde tantos os objetos e as ideias representam signos da lógica dos princípios de identidade e da não contradição, pode ser identificado como filósofo, teatrólogo, músico e teórico da psiquiatria materialista, membro da Associação Filosofia Itinerante (AFIN) e autor de textos do Blog da Afin, Afinsophia. Referenciais-identidades resultantes da seleção, classificação e hierarquização dos papeis sociais tão importante para o sistema paranoico de controle. Identidades que servem para a vaidade, prepotência, arrogância-narcísica e glamour da nulidade burguesa. Todas as formas espectrais de reconhecimentos degenerados.     

Todavia, como nada é, mas devém-intensidades, devires, movimentos, repousos, lentidões, velocidades, longitudes e latitudes, como já sabiam os sofistas e os estoicos, Marcos José não é filósofo, teatrólogo, músico, teórico da psiquiatria materialista, membro da Afin e escritor de textos do Afinsophia, mas evanescências contínuas que se territorializam, se desterritorializam e se reatoritorializam em profusão de desejos práxis e poieses. Jamais estado de coisas-imóveis, capturados, como pretende a semiótica dogmática-sobrecodificadora do Estado-paranoico-capitalista com seus agenciamentos coletivos de enunciações que controla o sujeito-sujeitado, como sacam os filósofos Deleuze e Guattari.

São por essas contínuas ultrapassagens, como deslocamentos-políticos, que Marcos José pode afirmar que o Tagarelando em Nietzsche não tem qualquer intenção filosófica em discursar sobre o filósofo Nietzsche em forma de defesa ou negação. E que não há qualquer arroubo filosófico-intelectual-literário nesse sentido. O que se faz no livro é apenas se permitir deslocamentos desterritoriais provocados pelos sopros do filósofo e psicólogo da vontade de potência e do eterno retorno. Se deixar conduzir como uma lança se distribuindo em territórios onde a vida foi obliterada pelo niilismo do humano, demasiado humano contra a própria vida.

E nisso não há melhor corpo-movente para interpretar e avaliar a condição reativa dos homens fracos, ressentidos, de má consciência e ideal ascético, que predominam compulsivamente ainda hoje como simulação de saber, moral e saúde em todos os seguimentos da sociedade contemporânea tida como moderna, do que os sopros provocados por Nietzsche como boa estranheza. A estranheza que é estranha por não servir ao tagarelar que se toma como epistemológico, lógico e ético, sem sê-los.

Saber onde se encontram e como reagem – já que não agem – esses sujeitos-sujeitados produzidos por um agenciamento coletivo de enunciação paranoicamente dominante que os tornou homens cativos, portadores-replicantes dos corpos necessários à imobilização da vida, é o que as enunciações emergidas no Tagarelando em Nietzsche ligam tenuamente a Nietzsche.

Desta forma, Tagarelando em Nietzsche se mostra como enunciação filosófica heterogênea, encadeando potências que interpretam e avaliam a negatividade da existência reativa da linha dura que bloqueia os fluxos e refluxos desejantes através de seus territórios bem modelizados, serializados e registrados com o único propósito  de impedir, pelo medo, que a felicidade seja a confirmação de que ela é vida.

O livro também encadeia conceitos que se deslocaram pelos sopros nietzscheanos, como são os casos dos devires-filosóficos de Deleuze, Guattari, Clèment Rosset, Baudrillard, além de enunciações dos filósofos Spinoza e Marx. Todos se movimentando como corpos dissipadores do tagarelar-tautológico que se encontram como marcadores de poder e de controle na família, escola, trabalho, meios de comunicação, entretenimento, esportes, etc.

O livro Tagarelando em Nietzsche, como flecha que se desloca, é impulsionado por dois aforismos. Um no prólogo do segundo volume do Humano, Demasiado Humano, de 1879 e 1880, “livro para espíritos livres”, onde Nietzsche diz: “Devemos falar apenas do que não podemos calar; e falar somente daquilo que superamos – todo o resto é tagarelice, “literatura”, falta de disciplina. Meus escritos falam apenas de minhas superações”.

O outro aforismo encontra-se no primeiro volume do Humano, Demasiado Humano de 1876, que trata do Homem do Espirito Livre e do Homem do Espírito Cativo, esse o que tagarela. 

Tagarelando em Nietzsche encontra-se infestado do que Deleuze afirma sobre a impotência da palavra em um sistema dominante. “E, verdadeiramente, não há poder das palavras, mas somente palavras a serviço do poder: a linguagem não é informação ou comunicação, mas prescrição, ordenança e comando”.

 Ficha filosófica-literária-editorial.

 Livro – Tagarelando em Nietzsche.

 Autor – Marcos José.

 Páginas – 180.

 Editora Garcia Edizioni.

  Preço – R$ 30.

  Para adquirir o livro fora de Manaus basta usar o e-mail afinsophiaitin.@yahoo.com.br 

NOSSOS INIMIGOS DIZEM

Em tempos de golpe mais um poema de Bertolt Brecht

Nossos inimigos dizem: A luta terminou.

Mas nós dizemos: Ela começou.

Nossos inimigos dizem: A verdade está liquidada.

Mas nós dizemos: Nós a sabemos ainda.

Nossos inimigos dizem: Mesmo que ainda se conheça a verdade

Ela não pode mais ser divulgada.

Mas nós a divulgamos.

É véspera da batalha.

É a preparação de nossos quadros.

É o estudo do plano de luta.

É o dia antes da queda

De nossos inimigos.

Nossos inimigos são todos os anticristos deputados,  senadores, ministros do STF e dos colegiados de justiça, da imprensa golpista, “jornalistas” sabujos  que perseguem, difamam pessoas honradas em defesa de seus interesses e de grandes impérios do capital internacional.

Nossos inimigos estão, hoje, no senado iniciando o julgamento de uma presidenta digna e honrada. Uma presidenta que não cometeu nenhuma ilicitude. Uma presidenta que nunca apareceu em nenhuma delação. Não possui dinheiro roubado e posto em conta no exterior. Uma presidenta que só pensou no bem do povo. Uma presidenta que possibilitou mudança de vida para milhares de cidadãos brasileiros.

Mas hoje, ladrões, corruptos, miseráveis moral e eticamente se arvoram no papel de juízes para condenar uma pessoa inocente.

Nossos inimigos estão dizendo que o golpe se constitui de legitimidade porque está sendo presidido pelo presidente do STF e que a presidenta irá se defender, por isso é legítimo.

Neste golpe nada é legítimo. Legítima foi a eleição da presidenta Dilma. Seus mais de 54,5 milhões de votos a colocaram no Palácio do Planalto para um mandato de 4 anos. A presença do ministro presidente do STF legitima o golpe, afirmam as mazelas golpistas. Os abraços e sorrisos do presidente do senado e do STF  e a promessa de votação do aumento salarial dos ministros do STF para depois do golpe é o pagamento da fatura como vários jornalistas, pensadores já afirmaram.

Mas a luta não terminou, como disse Bert Brecht. Lá na Colômbia, depois de 50 anos as FARC chegaram a um armísticio com o governo colombiano, chegaram a um acordo de paz. Nós estamos indo por outro caminho para chegar ao dia da queda de nossos inimigos.

A judicialização do golpe está só começando. Antônio Anastasia, corrupto amigo de Aécio, o derrotado, introduziu novos fatos no processo. Ele deve voltar à Câmara dos Deputados. Mas os golpistas, inclusive a representação da justiça maior que preside o golpe concorda com os detratores da democracia. Eles  acusam os senadores defensores de Dilma Rousseff de chicanas. Os senadores estão defendendo uma mulher digna. Eles rasgarão a Constituição Federal, mas na OEA e nas ruas o mandato da presidenta será defendido. O golpe não sairá barato. Aguardem ladrões e corruptos.

Nada de afagos a corruptos Lindbergh, Vanessa, Paim, Gleisi. Eles não são dignos de nós. Nenhum papo com ladrão, corrupto, mendicante, sabujo, sujo, ignóbil, pilantra, usurpador, golpista, canalha, medroso,  temente a deus, defensor da moral e dos bons costumes, defensor da família, do pai, da mãe.

Fora com tudo o que não presta. Fora Temer e todos senadores golpistas do Brasil. 

CHICO O SPINOZISTA/NIETZSCHIANO

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Viver é um processual contínuo de entrelaçamento de corpos-afetos. É encontrar sempre corpos-afetos que se interpõem entre outros corpos. Ninguém escapa. Sejam corpos-afetos tristes incompossíveis, como diz o filósofo Leibniz, ou corpos-afetos compossíveis.

Estar-no-mundo é se encontrar como autômato diante desses corpos-afetos, mostra o filósofo holandês, Spinoza. Eles chegam sem que se peça, sem que se queira. Porém, mesmo como autômato no mundo é possível escolher com quais corpos-afetos se quer compor. Podemos compor com corpos-afetos alegres e com corpos-afetos tristes, nos diz Spinoza.

Se, sou um corpo-afeto cuja potência de agir é baixa eu componho com outro corpo-afeto com baixa potência de agir, porque sou triste. Sou afecção triste. Estado de coisa triste. Não ao modo da tristeza psicológica compensadora como perda. Mas se, sou um corpo-afeto cuja potência de agir é alta componho com corpo-afeto cuja potência de agir também é alta. Sou uma afecção, estado de coisa, alegre. Não alegria no modo psicológico compensador como ganho.

Assim, nesse processual contínuo de entrelaçamentos de corpos-afetos posso ser tanto escravo como tirano porque minha potência de agir é baixa e me agrada ter o poder como força. Mas o processual contínuo de entrelaçamentos de corpos-afetos também me mostra como sendo um ser livre onde minha potência de agir é um crescente e jamais componha com escravo, tirano como forças.

Todavia, para que eu possa compor sempre alegria é necessário que eu tenha atingido o terceiro grau de conhecimento. O conhecimento que atingiu a reflexão cujo ser é causa de si mesmo e não consequência de outra causa externa ou interna. Como causa de si mesmo o ser não fica a mercê de afetos tristes. Seus encontros, occursos, como diz Spinoza, são sempre bons encontros. São essencialmente éticos, já que a Ética é a práxis dos bons encontros, como diz Spinoza em sua obra máxima, Ética. Os encontros que aumentam a potência de agir do ser. Nada de regra e princípios morais como disciplinas. Dessa maneira, racionalmente, conheço minhas noções comuns que são os afetos-bons que constituem meu ser, e os afetos bons que constituem o ser daquele com quem componho bons encontros.

De forma contrária, aquele que sempre compõe mau encontro, assim o faz porque encontra-se no mais baixo grau de conhecimento ou no conhecimento difuso. No primeiro caso ele é resultado do ter ouvido e visto, o que forma a consciência preconceituosa. A consciência que externa o que lhe foi dito e mostrado como verdades e que não chegou ao grau da suspeita e muito menos da reflexão. O que lhe foi mostrado e falado por seus pais ou os que participaram em sua formação. É sempre consequência, jamais princípio. Só compõe maus encontros que baixam a potência de agir.

No segundo caso é aquele que acredita também difusamente no que lhe contaram. Sabe o dia de seu aniversário, porque lhe contaram, acredita em Deus por tradição e não por exame comparativo com outras religiões, como diz Nietzsche. Sabe que água e o óleo não se misturam porque viu e não por análises de suas substâncias. Esse será sempre efeito e jamais causa. Sempre afecção-triste que só compõe com outros corpos-afetos tristes. Para ele nunca existe bons encontros. Os bons encontros para ele são confundidos com reuniões com seus pares familiares, classe e profissão que também são tristes, mas acreditam que não são em função da alegria psicológica compensatória os ganhos, principalmente materiais.

É por esta distinção que Spinoza afirma que nós não nascemos racionais e sociais. Só nos tornamos racionais quando atingimos o terceiro grau de conhecimento e que nos permite processar bons encontros, assim como realizar relações sociais autênticas que são os fundamentos da democracia: a composição das potências políticas de todos. O terceiro grau do conhecimento também nos torna alegres como disposição contínua de humor.

O que fez Chico diante das aberrações-urbanas? Não processou mau encontro. Não compôs com a tristeza escrava-tirânica-força deles. Se Chico tivesse composto? Estaria perdido. Ficaria triste como eles afundado nos dois mais baixos graus de conhecimentos. Por que Chico não compôs? Porque atingiu o terceiro grau de conhecimento que lhe constitui como ser racional e sociabilizado. Por que Chico riu? Porque, como diz Nietzsche, os homens que pensam profundamente têm a impressão de serem comediantes ao lidar com outros que são superficiais. Se tornar cômico é uma forma de lidar com os atrasados que fomos, já que em um tempo passado, também fomos atrasados e os atrasados atuais, do Leblon, nos surgem como fantasmas de nós mesmos. “Engraçado! Nós já fomos assim!” Ou: “Que horror! Nós fomos assim!?”

Como um ser constitutivamente racional e social, Chico, não poderia ter uma relação amigável com as aberrações-urbanas, visto que, como diz Nietzsche, para um homem livre é impossível ter amigo escravo e ser amigo de tirano.

Chico diante das aberrações-urbanas movimentou seu devir spinozista/nietzschiano  suave e alegremente.

POR UNANIMIDADE STF LIBERA BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS

a55a1aff066b59c851eea891d15fa249Você é dado a escrever biografias sem antes consultar o biografado, mas sem ofendê-lo em sua honra, sua privacidade, apenas por querer contribuir literariamente com o leitor sobre a vida do personagem? Pois bem, o Supremo Tribunal Federal (STF) em votação ontem, dia 10, liberou as biografias não autorizadas. Para os ministros que votaram a favor proibir seria uma forma de censura.

O caso ganhou caráter jurídico quando o cantor e compositor, rei da depressão, Roberto Carlos, entrou na Justiça para retirar de circulação a sua biografia não autorizada Roberto Carlos em Detalhes, escrita pelo jornalista Paulo César de Araújo. Com o desdobramento do litigio biográfico-literário se posicionaram também compactuando com o rei da depressão como Caetano, Gil e Djavan e outros.

O certo é que diante do litígio a Associação Nacional de Editores e Livros (Anel) entrou no STF com uma ação direta de inconstitucionalidade para derrubar a proibição das biografias não autorizadas. E assim ocorreu. Nove ministros presentes na sessão de votação foram unânimes em segui o voto da relatora, ministra Carmen Lúcia.

“O que não admite a Constituição é que sob o argumento de ter direito a ter trancada sua porta, abolir-se a liberdade de outro de se expressar, pensar, criar obras especialmente, no caso, obras biográficas, que dizem respeito não apenas ao biografado, mas a toda coletividade. Cada boca já morreu”, relatou a ministra.   

Então, fica combinado. Aquela biografia que estava guardada naquela gaveta, agora pode ser publicada, meu irmão! Ou aquela que já foi apresentada, mas com todo o cuidado, não lançada, mas que já se encontra prontinha da silva escrita pelo jornalista e escritor Vitor Nuzzi, Geraldo Vandré – Uma Canção Interrompida, já pode ir para as livrarias. Escrita e financiada por ele mesmo, a biografia tem 400 paginas de importantes revelações sobre o ícone do protesto artístico dos idos da década de 60 que foi preso, torturado e exilado pela ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

ARIANO SUASSUNA O CANTO ALEGRE DE DIONÍSIO

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O filósofo alemão Nietzsche em sua obra Origem da Tragédia, pergunta: “O que é o espírito dionisíaco?” Ele responde: “É a alegria, a vontade, a saúde exuberante e o excesso de vitalidade”. Em sua outra obra A Visão Dionisíaca do Mundo, ele afirma que “as festas de Dionísio não afirmam apenas a ligação do homem entre os homens, elas também reconciliam homem e natureza”. E em outra parte da obra, ele demonstra que “o caráter artístico dionisíaco não se mostra na alternância de lucidez e embriaguez, mas sim em sua conjugação”.

Analisando sua obra e compreendendo seu modus de ser não como não perceber a vontade de alegria, a vitalidade criativa e a reconciliação homem natureza dionisíaca em Ariano Suassuna. Por onde transita, Ariano Suassuna, sopra a potência do cômico criador e transformador que nos oferece o deus da vida: Dionísio. Ele soube como capturar seu espírito e seu caráter artístico que servem às vibrações do existir.

Todas suas obras carregam potências alegres necessárias para se conjugarem como bem do existir. Elas também são encontradas em suas formas pessoais de relação com os outros. O socialismo que ele carrega mostra claramente essas potências alegres que propiciam aos homens, em comunalidade, a vitalidade do viver. Não se trata de uma ideologia regrada e sedimentada, mas uma cartografia de desejos produtores de forma de existências coletivas alegres.  Daí porque Ariano Suassuna encontra-se sempre disposto aos outros como amigos.

Suas conversas, os causos que apanha e despacha, suas aulas dionisíacas são referendos à sua criatividade cotidiana. Nascido na Paraíba, mas habitante de Pernambuco, porém sua estética existencial não se territorializa. Salta sempre em desterritorialização produtiva. Não há como fixá-lo, porque há em sua “saúde exuberante”, “o excesso de vitalidade” que impede que seres como ele transmutem-se em sujeitos de habitação. Essa sua prova pública de seu “caráter artístico”.   Ariano Suassuna

Para um homem como Ariano Suassuna, as honrarias não lhe afetam, e não lhe causam orgulho. Suas criações são seus meios ontológicos de confirmar a existência. Chegam e se distribuem em outras composições singulares convidadas pelas pessoas. João Grilo, O Auto da Compadecida, O Santo e a Porca, Uma Mulher Vestida de Sol, A Farsa da Boa Preguiça, Romance d’A Pedra do Reino, outras, são meios ontológicos de celebrar dionisiacamente a vida.Ariano Suassuna (Foto: Estadão Conteúdo)

“Quem são os homens mais do que a aparência do teatro? A vaidade e a fortuna governam a farsa desta vida”, diz Suassuna.

FIDEL SENTIU MUITO A MORTE DE SEU AMIGO GABO. O QUE ERA DE SE ESPERAR, ERAM AMIGOS ENTRANHÁVEIS

“Sua saúde está muito bem, está trabalhando intensamente nas coisas que ele atendeu nos últimos tempos e, certamente, se consternou muito com a morte de García Marquéz, que foi seu entranhável amigo.

O comandante tem uma boa resistência interna para esse tipo de problema. Fidel é um homem com uma enorme sensibilidade humana. Portanto, a perda dos amigos é sentida como todas as pessoas sentem que têm sensibilidade humana, mas também é um homem muito vivido por todas as batalhas que teve de lidar no mundo.

Toda a amizade com Fidel, todo compreensão do processo da revolução cubana, tudo que nos defendeu internacionalmente e tudo que fundou em nosso país, essas serão as lembranças que teremos dele”.

Essa foi a resposta que Miguel Díaz-Canel, primeiro vice-presidente de Cuba, deu a um grupo de jornalista que queriam saber como Fidel reagiu ao saber da morte de seu camarada, o escritor, jornalista Gabriel García Márquez, que morreu aos 87 anos, no México, no dia 17 de abril.

E GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ, GABO?

Cem Anos de Solidão não é nada para quem sempre viveu o Amor, mesmo, nos Tempos de Cólera. O filósofo Epicuro diz que “quando estamos vivos a morte não existe, e quando ela existe somos nós que não estamos vivos, por isso é preciso nunca pensar na morte”. Verdade e não verdade quando se pensa o homem como um ser universal, com sua humanidade, como mostra o outro filósofo Marx. Daí que enquanto houver um homem existindo todos os homens permanecerão existentes.

Mas um homem, ou vários, pode continuar existindo apesar de sua mortalidade. A mortalidade não é ó fim de um homem. Ainda mais quando esse homem pensou, em sua existência comprometida, com outras existências. Principalmente existências que precisavam continuar vivas para continuarem existindo. Como são os casos dos humilhados, perseguidos e ofendidos por classes opressoras. Essa imortalidade, comprometida encontra-se no colombiano, mas universal, Gabriel García Márquez, o Gabo. Escritor e pensador de várias gerações que vão além de Cem Anos de Solidão e não se submete ao Outono do Patriarca e, com todo respeito, nem as Memórias de Minhas Putas Tristes. Homem de consciência socialista e amigo de Fidel Castro, ele defende a dignidade dos direitos humanos. Não aceita a crueldade dos opressores contra os mais enfraquecidos.

Aos 87 anos, Gabriel García Márquez movimenta o mundo e, em especial, a América Latina. O Prêmio Nobel de Literatura, em 1982, é só uma homenagem que não alcança a potência de sua ventura humana, até mesmo em seu realismo fantástico, como mostra parte de sua literatura. Atingiu com seus pensamentos bilhões de pessoas com traduções em 40 línguas.

Imbricado com uma enfermidade desde o ano de 1990, sabe que todos nós somos, de uma forma ou de outra, personagens de uma Crônica de Uma Morte Anunciada.

Está valendo, Gabo!

O LIVRO “OPERAÇÃO BANQUEIRO”, DO JORNALISTA RUBENS VALENTE, SOFRE AMEAÇA DE CENSURA POR PARTE DE DANIEL DANTAS

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Os livros que têm suas edições esgotadas expressam as faculdades sensível e cognitiva dos leitores que os adquirem. Há livros com variados conteúdos: autoajuda, religioso, esporte, empreendimento financeiro, otimismo em gotas, artes, sociologia, biografia, jurídico, político, etc. De acordo com os conteúdos pode-se inferir o grau de envolvimento social e privado dos seus leitores. Nisso, pode-se, também, aventar a importância da obra, como um todo, para a sociedade. Para a produção da democracia.

Os livros adquiridos por necessidade pessoal apresenta um leitor um tanto distante dos envolvimentos político e social. Já os livros adquiridos por necessidade coletiva, confirmam um leitor preocupado com enunciados além de sua existência individual. Pela ótica do mercado editorial, qualquer conteúdo de um livro pode se transformar em best-seller, desta forma são financeiramente importantes. Mas quando se trata de produção de democracia que exige as potências poièsis e práxis, um livro com conteúdo político tem muito mais importância que um livro escrito por um Paulo Coelho. Como um livro escrito por Leonardo Boff, dado a semiótica que carrega como adequada à produção da democracia, tem muito mais importância que um escrito por um Padre Marcelo. Como se trata de graus de inteligência comprometida com existência democrática de todos, a comparação não contém nenhum signo discriminador.

Foi exatamente o que ocorreu com o livro escrito pelo jornalista Rubens Valente, Operação Banqueiro. Por distribuir em suas páginas conteúdos político, ético e jurídico, o livro esgotou sua primeira edição. O que mostra o interesse que uma boa parte da sociedade brasileira vem tendo quanto ao que ocorreu e ocorre na história do Brasil contemporâneo. Ao pretender conhecer melhor os meandros da história do Brasil contemporâneo, esse leitor mostra o seu grau de preocupação intelectual e política, já que o livro conta, com farta documentação legais e verdadeiras, o início, a desenvoltura, a incriminação e a absolvição – temporária – do maior esquema de corrupção instalado no Brasil. Ele parte do governo Fernando Henrique, com suas relações dom Daniel Dantas, personagem principal da obra política, financeira e jurídica, proprietário do Banco Opportunity, autor de várias tramas envolvendo outros personagens como José Serra, tocando ate no ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Como não poderia ser o contrário, Daniel Dantas, o personagem principal da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, hoje deputado federal pela sigla PC do B, para investigar um esquema de corrupção, não gostou nada do conteúdo apresentado no livro. Sentiu-se moralmente ofendido, embora notícias sobre suas tramas tenham sido veiculadas por anos inteiros, e mandou seus advogados agirem para tirar a obra de circulação. Porém o editor o Publisher da Geração Editorial, que publicou o livro, já tomou providências para que mais uma vez Daniel Dantas não leve vantagem e seja privilegiado como quando conseguiu dois habeas-corpus de seu amigo, ministro Gilmar Mendes.

“O banqueiro Daniel Dantas fez a primeira ameaça oficial à Geração Editorial, que no último dia 10 lançou a obra “Operação Banqueiro”, do jornalista Rubens Valente, com revelações e provas inéditas sobre as atividades do banqueiro e do Banco Opportunity. A primeira edição da obra esgotou nas livrarias em poucos dias, e Geração trabalha para colocar a segunda edição nas livrarias de todo o país.

Em notificação extraoficial datada do dia 9 de janeiro, subscrita pelos seus advogados, Daniel Dantas ataca a citação, na obra, de dados obtidos pelo jornalista em inúmeros processos judiciais e inquéritos policiais e administrativos de interesse público. O banqueiro afirma que “pode-se concluir que a publicação extrapola – em muito – os limites do exercício da liberdade de expressão, sujeitando V, Sas (Geração Editorial), na qualidade de editores e distribuidores, à responsabilização pela divulgação dos dados sigilosos e pelos danos causados ao notificante (Dantas) e ao Opportunity”.

O banqueiro alega que há dados sob sigilo e, por isso, “o conteúdo divulgado no livro intitulado “Operação Banqueiro” é ilícito.

A notificação extrajudicial é datada de 9 de janeiro, um dia antes da chegada da obra nas livrarias do país. A peça assinada pelos advogados do banqueiro reconhece que houve portanto uma “leitura superficial”. Segundo o banqueiro “a leitura superficial da obra publicada permite constatar a divulgação indevida, ainda que não se reconheça o seu teor, de informações sigilosas constantes de processos judiciais e administrativos, como por exemplo o conteúdo de interceptações telefônicas, a transcrição de e-mails; a reprodução de documentos e relatórios da Polícia Federal.

A Geração Editorial e o autor reafirmam que jamais utilizaram material ilícito e que a divulgação de dados do gênero é reconhecida em várias esferas judiciais e oficias que defendem o direto à liberdade de informação e expressão no Brasil. Caso prosperasse a tese desenvolvida pelo banqueiro e contida na peça ameaçadora de seus advogados, todos os jornais e revistas do país, todas as emissoras de televisão e todas as editoras estariam impedidas de divulgar quaisquer investigação desenvolvida, por exemplo, pela Polícia Federal…”, diz trecho da nota publicada pelo Publisher da Geração Editorial.

LIVRO O PRÍNCIPE DA PRIVATARIA DO ESCRITOR PALMÉRIO DÓRIA REVELA AS TRAPAÇAS DE FERNANDO HENRIQUE ATE A COMPRA DE VOTOS PARA SUA REELEIÇÃO COM A ATUAÇÃO DE AMAZONINO MENDES

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O livro O Príncipe da Privataria do escritor Palmério Dória, autor do consagrado best seller Honoráveis Bandidos, com mais de 130 mil cópias vendidas, apresenta um apanhado e análise das trajetórias do ex-presidente da República Fernando Henrique, figura principal do partido de sustentação da burguesia-ignara, porta-voz do que há de mais reacionário no Brasil. O livro que já se manifesta em 17 mil cópias distribuídas em livrarias certamente não reacionárias, é mais uma maravilha literária/política com a mesma força do livro de Amaury Ribeiro Junior, Privataria Tucana, que balançou as estruturas de edifício carcomida da expressão multifacetada do conservadorismo brasileiro que vai da mídia, passando pelo Parlamento, e o mundo empresarial. Além do universitário.

O livro que foi assediado por inimigos para que ele não fosse editado, fato que o editor da Geração – responsável por sua publicação – Luiz Fernando Emediato, não deu qualquer bola, traz, além de episódios marcantes da funesta carreira política de Fernando Henrique, como a venda da Vale, as tentativas frustradas de outras privações de empresas estatais – boas frustrações que serviram ao Brasil -, como a Petrobrax, personagens chaves nas tramas como Ricardo Sérgio de Oliveira, José Eduardo de Andrade Vieira, dono do Bamerindus, Bresser Pereira, além de outras feridas narcísicas do príncipe sem reino, como sua dupla reprovação na tentativa de entrar para o colégio militar, assim como sua reprovação no vestibular para Faculdade de Direito da USP.

No mapa de referenciais antipolíticos, o autor Palmério Dória, narra, com sua verve brechtiana, o recurso sórdido posto em prática por Fernando Henrique, através de seu ministro das Comunicações Sérgio Mota, e sua trupe com a compra de votos – sem eufemismo: compra de parlamentares – para conseguir o direito à reeleição à Presidência da República que segundo o senador Pedro Simon a mais 150 deputados. Na verdade, uma violência que rasgou a Constituição.  Fato que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já havia denunciado na época, mas que foi capturado pelo jornalista da Folha de São Paulo, Fernando Rodrigues.

Fernando Rodrigues se aproximou de Narciso Mendes, depois alcunhado por ele de Mister X, que nasceu no Rio Grande do Norte, passou por Belém e fixar residência no Acre. Ele foi o responsável pelas gravações das falas dos deputados-venais quando afirmavam seus compromissos de capitalizações dos votos. A corrupção democrática. Os conteúdos testemunhas das gravações foram realizados por um gravador cedido pelo jornalista ao, hoje, ex-Mister X, visto que sua identidade já é por demais conhecida.

Pela nossa parte aqui do Norte, o importante da sordidez revelada pelo escritor Palmério Dória, é a sujeira a-histórica referente às participações dos politicofastros – pseudos político – Orlei Cameli, governador do Acre e Amazonino Mendes, governador do Amazonas, esse considerado por Toninho Malvadeza e Fernando Henrique como o Imperador do Norte. Amazonino foi um dos mais atuantes nessa trama capitalista suja que maculou a democracia nascente no Brasil. Sua atuação foi propagada em todo o Brasil, mas ele como um bom burguês – antes se dizia comunista, assim como muitos que também se autoproclamaram por causa do charme que Marx concedia aos simuladores – sequer franziu a testa. Não mostrou qualquer ruga, como poderia dizer Brecht.

Um signo-capitalista comovente na transação corrupta era o preço de cada parlamentar. Cada parlamentar – traindo seus eleitores – cobrava a mera quantia de 200 mil reais. E ainda pago em cheques. Triste, aquele Parlamento – como o dos nossos felicianos. A lógica dos cheques era: votou, trocou. Depois, por causa das reclamações, o pagamento passou a ser com dinheiro. “Os deputados saiam com sacolas de dinheiro”, como afirma Palmério Dória. O escândalo foi tamanho que tentaram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas como o escândalo era do próprio Parlamento com o Poder Executivo, o escândalo se descandalizou: a CPI abortou.

Como se diz no jargão popular: o livro O Príncipe da Privataria é um convite à leitura para todos que pretendem conhecer com mais detalhes a história recente do Brasil. Ainda mais com a aproximação das eleições de 2014. Ainda mais, do mais, quando se sabe que esses personagens nefastos ainda rondam a cena política. Ou diretamente ou apoiando os com quem eles se identificam.

        É hora de ler para ver!

         O livro: O Príncipe da Privataria.

         A editora: Geração Editorial.

         O preço: R$ 39,90.  

ESCRITOR E TEATRÓLOGO ARIANO SUASSUNA PASSA BEM APÓS INFARTO

Ariano Suassuna literatura armorial auto da compadecida a porca preguiça do reinoApós sofrer um infarto na última quarta-feira o precursor do Movimento Armorial do Recife, o pernambucano Ariano Suassuna, conhecido por obras literárias e teatrais como A pedra do Reino, O santo e a porca, O auto da compadecida etc, passa bem.

Sendo um dos nomes mais importantes da cultura popular em pernambuco, as obras de Suassuna deram origem a um movimento sociocultural nos anos 70, quando foram formados o Quinteto Armorial (de onde surgiram Antônio Nóbrega e Antônio Madureira) a Orquestra Armorial do maestro Cussy de Almeida, que por sua vez deu origem ao Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco.

De acordo com o boletim médico do Real Hospital Português em Recife, o escritor e teatrólogo amante da vida está “clinicamente estável e seguindo protocolo clínico de rotina [com um] comprometimento cardíaco de pequenas proporções”.

De acordo com os responsáveis, o produtivo artista que conta com uma existência cronológica de 86 anos está “consciente, conversando com a família e bem-humorado”. Atualmente, o artista Suassuna vem realizando uma série de “aulas-espetáculo” por todo o país, já tendo passado por Recife, Fortaleza, entre outros lugares.

GRANDE PARTE DOS PROFESSORES NÃO POSSUEM O HÁBITO DA LEITURA

Segundo uma pesquisa feita pelo QEdu: Aprendizado em Foco, baseada nas respostas dadas aos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, descobriu que menos da metade dos professores das escolas públicas brasileiras tem em sua vida o hábito da leitura e do estudo em seu tempo livre.

Para Priscila Cruz, uma diretora do movimento Todos pela Educação, “o número de professores que não leem é chocante, mas isso pode estar ligado ao acesso. É preciso lembrar que faltam bibliotecas e que um livro é caro. Um professor de educação básica ganha em média 40% menos que um profissional de ensino superior. Acho que faltam políticas de incentivo. Não acredito que seja apenas desinteresse.”

Sabemos que esta realidade não ocorre apenas nas escolas públicas pois os professores de instituições particulares não possuem também em sua grande maioria tem um entendimento alienante do mundo e não possuem nenhuma leitura da realidade. Eles apenas recebem, são ensignados pelos valores propostos pela mídia e sociedade de consumo, e se fecham em seu ghetto de sua individualidade, de sua televisão, de seu automóvel. Desta forma mesmo que possuam um habito de leitura de livros, grande partes dos professores não leem o mundo e buscam transforma-lo.

É claro que há problemas físicos como os baixos salários ou a falta de bibliotacas como mostrou um levantamento divulgado em janeiro pelo movimento . Na dificuldade de acesso aos livros físicos, o governo tem facilitado o acesso aos conteúdos por meio da distribuição de tablets, tendo transferido R$ 117 milhões para 24 estados e o Distrito Federal para a compra dos aparelhos.

Ainda na pesquisa percebeu que 68% dos professores afirmam usar computador em sala de aula.

Em detrimento das dificuldades de aquisição de cópias físicas oministro da Educação, Aloizio Mercadante, falou sobre a importância das digitais: “O conteúdo ao qual o filho dos mais ricos tem acesso pode ser dado aos menos servidos de educação. Queremos tornar a educação não algo escasso, mas um direito humano que todas as pessoas possam ter”, disse.

Obviamente que estas teletecnologias possuem um poder de sedução muito grande dentro de nossa sociedade de consumo. Porém deve-se observar se o governo não está incentivando uma alienação ainda maior pela tecnologia, o que não resolve o “interesse de leitura” do professor

Vejamos mais dados desta pesquisa:

BIENAL DO LIVRO AMAZONAS: SEM ESCRITORES E NEM LEITORES

“Como Manaus é uma não cidade. Ela também não tem nem escritores, nem leitores. Mas  tem Parreira.”

No período de 27 de abril a 06 de maio de 2012,  Manaus, no Amazonas, sediou a primeira bienal do livro. Feito histórico, dizem seus promotores: os agenciadores do evento, o governo do Estado do Amazonas e as  livrarias que imaginaram lucros facilitados.

Sobre isso, faremos o seguinte comentário. Tradicionalmente essa exposição de livros acontece nas cidades do Sudeste, no Sul, uma ou duas cidades do Nordeste brasileiro. A bienal do livro acontece nessas cidades porque ali, há escritores e leitores. O que não é o caso do Estado do Amazonas. Por cá não temos nem escritores, nem leitores.

Tanto não há que a disciplina Literatura Amazonense foi retirada da grade curricular de uma Universidade no Estado por considerar a inexistência de uma literatura Amazonense. Sobre isso temos postado neste blog um artigo.

No nosso Estado as pessoas não tem o hábito de ler. Se não temos leitores não tem como haver escritores.

O governo declara que realiza a bienal para incentivar a leitura. Como se vai realizar um evento como esse para incentivar leitura, quando isso deveria ser hábito de muito tempo?

No nosso Estado, tanto antes desse governo que está aí há mais de trinta anos nunca houve uma política de leitura e incentivo à leitura.

O preço dos livros sempre foi caro, reclamam algumas pessoas, mas se o governo do Estado tivesse interesses que seu povo lesse criaria incentivos para publicações de livros mais baratos, como se faz, por exemplo, em Cuba e noutros países.

No governo do Senador Eduardo Guerreiro de Sempre Braga o governo do Estado, junto com a Secretaria de Cultura elegeram uma livraria-editora para publicar algumas obras de autores nacionais, foi quanto se apresentou aos leitores  literatura.

Quando dizemos que no Amazonas não há escritores é porque não vemos  nada de novo no que escrevem e no que se escreveu. Sempre recorreram e ainda recorrem a elementos da flora, da fauna: crisálidas, onças e jacarés, fábulas e descrições de lendas, encontro do Solimões com o Rio Negro, a boiúna e o curupira, Dom Bararuá.

Mas Milton Hatoum não é um escritor amazonense? É amazonense, porém, escreve com cânones e um estilo que foge aos que vemos por aqui, embora a temática contemple a cidade de Manaus e o Amazonas.

Essa bienal pode ser comparada a um cantor. Um desses cantores que produzem centenas de CDs e não vendem. Um dia ele resolve comprá-los. Esgota-se a edição e regravam-se outros. Todos são comprados por ele e repassados para amigos e familiares. Assim é essa bienal. O governo promove, e como já sabe que não tem uma comunidade leitora repassa para os professores da rede estadual R$ 100,00 para ser gasto no local. O governo promove e ao mesmo tempo paga e recebe de volta o dinheiro investido.

Pergunta-se. Esse investimento estava no orçamento do Estado, da SEDUC, da Secretaria de Cultura?

Não é assim que se vai incentivar a leitura. A leitura tem que ser uma iniciativa desde a pré-escola. A criança deve criar o hábito de ler e escrever. Como não foram incentivadas, hoje temos milhares de jovens viciados em televisão e telefones ligados à internet, novo boom nas salas de aulas. Se não fossem os milhares de programas anódinos, sofríveis que a TV Globo, SBT e congêneres transmitem, e houvesse a iniciação à leitura não teríamos que estar fazendo um comentário como esse, pois a realização de uma bienal numa cidade de escritores e leitores é um acontecimento tão importante que enche de alegria a todos.

Livros. Os livros sempre são maravilhosos. Desde que não seja literatura inútil. Segundo informações de quem foi ao local havia muito livro de auto-ajuda e religiosos-disangelistas. Nesse caso só pode ser uma bienal de tristeza e dor. Dor que nós temos que modificar.

Modificação essa que alguns professores estão realizando, por exemplo, como o incentivo à leitura de autores nacionais e estrangeiros como Machado de Assis, João Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, poemas e textos teatrais de Bertolt Brecht, Jean Genet, Sarte, Domingos Pelegrini, Camus, Manuel Bandeira, bem como incentivo do próprio governo federal junto com uma empresa privada promovendo a Olimpíadas de Língua Portuguesa devido ao iletrismo que há tanto aqui como em partes do nosso país e que nos governos de Lula e Dilma se incentivou e está sendo incentivado para que possamos mudar a vida no nosso país.

Que as bienais continuem sendo promovidas em cidades onde há escritores e leitores.

           

     

CORDEL: BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.


Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a “poderosa” Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.

Autor: Antonio Carlos de Oliveira Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador, compositor de música popular e escritor com mais de 100 cordeis publicados como Zumbi, O Aluno Que Não Queria Crescer, O caipira e a delegada e outros.

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil.

Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.

Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.

Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.

Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.

Bruxas e padres: uma história infantil

*Welton Yudi Oda

Há muitos e muitos anos atrás, viviam mulheres muito bondosas e bonitas, conhecidas por todos como bruxas. Elas tinham uma bela pele escura, cabelos compridos, lisos e negros e viviam em lugares belíssimos no meio da floresta, em casas simples e aconchegantes.

As bruxas eram muito solicitadas pelas pessoas para que dessem conselhos ou indicassem receitas de medicamentos naturais para suas doenças e sempre estavam dispostas a contribuir. Suas ervas e poções foram herdadas das antigas tradições de seus povos e tinham grande eficácia.

Apesar de tão bondosas, sua atuação era vista com desconfiança pelos terríveis padres. Os padres eram homens muito maus, de pele branca ou rosada, com narizes enormes, verrugas e que podiam voar montados em vassouras. Em seus castelos mal-assombrados, estas terríveis criaturas possuíam enormes caldeirões, que utilizavam para cozinhar criancinhas, temperadas com asas de morcego, caudas de lagartixa e veneno de cobra.

Eram seres muito poderosos e temidos. Cultivavam uma relação de senhorio com seus seguidores e adoravam ser considerados os salvadores. Por isso, a atuação das bruxas era tão indesejada. Para os padres, só o seu deus deveria interferir na saúde e bem estar da população e não um bando de mulheres hereges.

Adoravam imagens de figuras tristes e, por vezes, agonísticas, esculpidas em barro ou madeira. Seus templos tinham um aspecto triste e fantasmagórico. Suas maiores inimigas não eram exatamente as bruxas, mas todos que se opusessem à sua doutrina. Perseguiam, executavam e matavam mulheres libertárias, pessoas com outras crenças e com comportamentos sexuais diferentes daqueles que seus livros sagrados prescreviam. Costumavam queimar na fogueira seus adversários, em rituais macabros.

Os padres perseguiram por longos séculos estas bondosas mulheres, que passaram a praticar seus ritos de maneira clandestina, já que a população amedrontada passou a evitá-las e, inclusive alguns seguidores dos terríveis padres passaram a denunciá-las em troca de ascensão social. Os rituais de cura das bondosas bruxas tornaram-se proibidos e considerados malditos.

Nos dias de hoje, as bruxas não são mais queimadas na fogueira, mas suas tradições continuam a ser desvalorizadas e outros terríveis vilões associaram-se aos famigerados padres nesta empreitada: pastores e cientistas. Os primeiros passaram a difamar, sistematicamente, as bruxas, atribuindo os poderes curativos delas ao demônio. Os cientistas, por sua vez, apoderaram-se de muitos de seus conhecimentos tradicionais e passaram a sintetizar medicamentos em macabras construções, conhecidos em seu conjunto como Indústria Farmacêutica.

E, pra piorar, as belas florestas onde antigamente viviam as bruxas, foram quase dizimadas e as ervas que usavam para produzir seus remédios já não podem ser conseguidas com tanta facilidade. Deste modo, as bruxas foram submetidas ao pior de todos os castigos: além de ter seu poder bastante reduzido, sua própria saúde hoje depende destes terríveis charlatães.

Hoje existem tão poucas bruxas que muitos acreditam que esta história é ficcional. Além disso, sua beleza e jovialidade já não são mais como dantes. Então, se bater à sua porta, uma mulher perguntando se você possui um galho de arruda, hortelã, mastruz ou guaco em seu quintal… Meus parabéns!

Você acaba de encontrar uma bruxa! Sua vida nunca mais será a mesma!

*Welton Yudi Oda é doutorando em Biologia e contista aprendiz.

O Pecado

Welton Yudi Oda*

E contam as Sagradas Escrituras que a primeira mulher, Uri, contrariando o Criador, provou do fruto proibido. Contam ainda que depois de comer o enorme fruto verde e descobrir sua carne vermelha, sentiu uma enorme vontade que brotou de suas entranhas. Cometia-se assim o pecado original: urinava-se pela primeira vez.

Adão, atendendo ao pedido de Uri, também provou da melancia que fez nascer, entre suas pernas o obtuso órgão serpentiforme, do qual brotou também um jato de urina. Estavam definitivamente condenados ao incoerente trabalho alienado da sociedade capitalista.

É exatamente por isso que os bons sacerdotes, até os dias de hoje, consideram pecaminoso o ato de urinar. Exceto, é claro, após o casamento, já que nesse caso, o ato de urinar contribui para uma homeostase orgânica que facilita o ato da reprodução.

Nos dias de hoje a Santa Igreja é mais tolerante com quem urina (dentro ou fora do penico), mas houve tempo em que se queimavam na fogueira os hereges que cometiam o sacrilégio de urinar antes do matrimônio. Pais eram obrigados a esconder as fraldas mijadas de seus pecadorezinhos para evitar que os pequenos fossem queimados na fogueira. E depois de uma certa idade repreendiam os filhos para que aprendessem a não urinar. Repreendiam até mesmo quando percebiam neles indícios de vontade de urinar, como lábios apertados e pernas inquietas, cruzando-se buscando controlar os maus fluidos.

Há, até mesmo dentro da igreja, quem diga que “não há quem urine”, como o Frei Bexiguetto ou que “todo urinar é um ato de Deus”, como sentenciou Urinardo Boff. Vários sacerdotes também defendem o fim do urinato obrigatório dos clérigos.

Publicamente ninguém assume urinar. Os mais conservadores evitam o assunto, principalmente na frente das crianças, embora a promiscuidade urinária esteja estampada nos noticiários e a ciência aponte evidências sobre a importância do ato de urinar para a saúde humana.

E, apesar do recente ato conciliatório entre a religião e a ciência (que produziu o aparelho de Téo-hemodiálise para os sacerdotes, que transforma sua urina em água benta, já que os mesmos possuem votos anti-ureáticos), há quem afirme ter visto clérigos bebendo líquidos diuréticos e urinando animadamente nos mal afamados “urineiros”. Testemunhas também afirmam ter sido forçadas por clérigos a urinar. Em nota oficial, a Dialocése negou os boatos e condenou a imprensa por divulgar estas “inverdades”.

O Estado tem buscado divulgar os avanços científicos e, além disso, procura alertar a população sobre a importância do ato de urinar, desde que sejam adotadas medidas que previnam as pessoas das DUT, as Doenças Urinariamente Transmissíveis. Por isso, recomenda o uso de penicos e vasos sanitários. A Igreja condena a iniciativa e mantém a impopular proibição de urinar antes do casamento.

Apesar disso, nos países onde os devotos da Santa Igreja constituem a maioria da população, urineiros e vasos sanitários clandestinos são extremamente freqüentes, comprometendo a saúde da população.

E mesmo depois dos anos rebeldes, em que se praticava o urinar livre, mesmo depois de tantos séculos de repressão urinária, há ainda quem considere pecaminosa esta imperativa atividade fisiológica.

*O autor é doutorando em Biologia e constista aprendiz.

PROGRAMAÇÃO MUSICAL CLP 2011

Para aqueles que são amantes do belos fados e tiverem em Portugal ou que pretendem viajar para as terras patrícias, Miguel Oliveira envia a programação musical desse ano a ser realizada no Clube Literário do Porto (CLP). É só incluí-la também na sua programação.

Caro frequentador do Clube Literário do Porto,

É com grande prazer que no início deste ano lhe apresento a Agenda Musical 2011, com a programação dos concertos, workshops, exposições, lançamentos, etc., que decorrerão ao longo de todo o ano.

O CLP conta com a sua presença assídua nestas actividades, aproveitando desde já a ocasião para lhe relembrar que em todos os concertos a entrada é gratuita.

Quero também divulgar como novidade para este novo ano o Concurso de Música CLP // 2011. Se é músico e pretende habilitar-se a um prémio de € 500,00 inscreva-se o mais rapidamente possível. O número de vagas é limitado a 10 participantes! Se é apreciador dos nossos concertos vote on-line no seu concerto preferido, tornando-o vencedor.

Despeço-me com os votos sinceros que 2011 seja um ano de sucessos a todos os níveis, sempre acompanhados por boa música!

www.musicaclp2011.wordpress.com

musicaclp@gmail.com

AÇOUGUE CULTURAL T-BONE: ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES 2010

Açougue Cultural T-Bone SCLN 312 Bloco “B” loja 27

Mais informações acesse: www.t-bone.org.br

Contato: francisca_azevedo@yahoo.com.br

Telefones: (61)3963-2069/ (61)3963-2070


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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