Archive for the 'Meio Ambiente' Category

PREFEITO DE MANAUS ESTIMULA A PRODUÇÃO AGRÍCOLA URBANA: MORADORES PLANTAM BANANEIRAS NOS BURACOS QUE INFESTAM RUAS DO NÚCLEO 16, LOT. VITÓRIA E NOVO ALEIXO

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O golpe de Estado jurídico, parlamentar, empresarial, norte americano e midiático que derrubou a presidente Dilma Vanna Rousseff eleita com 54.501.118 votos democraticamente vem impondo ao trabalhador brasileiro inúmeras consequências.

Os golpistas com as desformas que estão promovendo na área da Educação, previdência, trabalhista, na aprovação da terceirização e nenhum investimento que retome a volta do pleno trabalho e emprego faz com que o trabalhador brasileiro seja criativo. FHC foi o grande incentivador desse negócio. Enquanto ele, príncipe dos sociólogos comprava apartamento em Paris e em Higienópolis, na cidade de São Paulo, o povo percebeu que vender churrascos e outras iguarias era um grande negócio.

Nos anos de FHC nunca se vendeu tanto churrasco. Agora com o desemprego atingindo 14 milhões na era golpista, na cidade de Manaus, a população resolveu inovar. Deixaram o churrasco de lado porque a carne está muito cara. Os moradores do Núcleo, bairro Cidade Nova IV, Loteamento Vitória, Rua 7 e Rua 197 resolveram protestar contra o abandono da Prefeitura de Manaus que tem como prefeito do PSDB aquele que quis surrar Lula.

As ruas estão infestadas de buracos. Com as chuvas torrenciais dos últimos dias tem entupido bueiros, inundado casas e os esgotos estão despejando fezes e muito barro humano nas casas dos moradores que não suportam mais  o mal cheiro e o abandono que o poder público municipal legou aos cidadãos da terra de Ajuricaba.

Por isso, na tarde de ontem, dia 13 de Maio, para não esquecermos o golpista Salazar, na cova da Iria, Jesus aparece pra Virgem Maria na copa de uma bananeira que os moradores resolveram plantar nas ruas para chamar a atenção dos responsáveis dos serviços públicos e do mundo, porque é inadmissível que numa capital rica como é Manaus as ruas estejam nesse estado de calamidade.

Como a banana é uma fruta tropical muito consumida e a maior parte vem de outros Estados, os moradores resolveram investir nesse novo negócio implementando a política do III ciclo da era anacrônica de Arthur Neto.  Plantar bananeiras nos buracos do prefeito de Manaus, a  não-cidade. E o negócio é tão bom que já tem bananeira dando cachos. Em algumas ruas elas estão plantadas próximo ao acostamento como determina o código diretor da cidade, os moradores observaram esse critério, pois os buracos estavam nesses locais, noutros, não, como os buracos estavam no meio da rua lá foi plantada a pacovão. Há quem tenha até criado novos nomes de bananas: “Pracovão”. Não tem “Pracovinha”. As covas são grandes demais.

Os moradores da Rua 197 não só plantaram bananeiras como resolveram interditar o acesso à mesma amontoando geladeira velha, sofás, e muitos pedaços de paus.

Como já postamos aqui, a não cidade de Manaus é a cidade dos buracos. Os buracos são tantos que se um dia tivermos que ter túneis para metrô as construtoras quando deixarem de ser movidas a propinas para seus executivos lobistas, não vão ter muito trabalho. Por que os buracos comunicam-se entre si, como aparecem na peça do teatro maquínico da Afin “A farsa da verdade golpista”. Há buraco que vai do Jorge Teixeira IV até a Compensa, do centro até o Cemitério dos Índios, na Nova Cidade.

 

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A cidade de Manaus nestes primeiros 5 meses da velha gestão do prefeito do PSDB está abandonada.

Para vencer a eleição contra o em fé zado, o candidato prefeito só falava em iluminação led. Manaus ia se transformar na cidade Luz, suplantaria Paris.

Para enganar analfabeto político, contratou várias empresas para tapar buracos. Era dia e noite as caçambas com asfalto a tampar buracos. Terminada as eleições esse serviço também acabou. Não se vê a bastante tempo nenhuma caçamba a carregar asfalto. O que se vê, são infiltrações nas grandes avenidas e os buracos a surgir a cada instante. Ora, na Torquato Tapajós, ora, na Paraíba. O morador desta não cidade deve ter muito cuidado porque a transitar por qualquer dessas ruas  pode ser sugado por uma cratera e ser despejado lá no Rio Negro ou no Solimões e ser engolido por uma piraíba ou por um jaú e ai “bau bau” dia das mães.

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CORRA, CORRA QUE NÃO HÁ MAIS VAGA NEM EM LOMBO DE JEGUE, MULA, E BODE PARA PARTICIPAR DA FESTA DA TRANSPOSIÇÃO DO SÃO CHICO COM LULA E DILMA

A imagem pode conter: texto

 Verdadeira loucura, meu! Os caras calcularam umas cinco mil pessoas na festa da tranposição do São Francisco com a participação de Lula e Dilma e os cálculos defasaram. Não há mais lugar em hotéis, pousadas, pensões, ônibus, vans, lombo de mula, jegue, bode e outros animais-transportes antropomorfizados.

   O acontecimento será domingo, dia 19, e há uma multidão querendo participar da festa não só pela inauguração da obra histórica que é a transposição do Rio São Francisco, mas, também, pela festança de poder testemunhar a presença de Lula e Dilma como os responsáveis pela magnânima realização hídrica-arquitetônica-humana. Um testemunhar que dissipa qualquer tentativa de posse de golpista que se quer passar como o autor da magnânima-realização. Como vem ocorrendo com o golpista-mor Temer, e seus asseclas. Se golpe é o corpo fálico da política, não tem potência de agir, como pode realizar uma obra que implica relações sociais entre habitantes de regiões como modus de melhoria de suas existências? Golpista como golpista-corpo-fálico não se relaciona nem com matéria e nem afetos variadores-criativos.

   A transposição do Rio São Francisco é autoria de Lula com a participação de Dilma e mais a mão de obra eminentemente nordestina. A portentosa realização nordestina acirra o ódio das aberrações nazistas que imaginem um mundo só deles. Imaginam? Imaginam nada. Nazifascista cultua a morte, tem medo da vida e para construir um mundo e essencial amar a vida.

    Vamos lá, moçada! O que é nosso é nosso e nenhum golpista tasca! Vamos lá que São Francisco é nosso!

ASSESSORES DE DEPUTADO QUE TEM PAU NO NOME SENTAM A PUA EM MULHER NO INPA

Foto Reinaldo Okita

Não bastasse Manaus, a cidade dos tatus ter o prefeito, Artur Neto, amante de esportes violentos como MMA, que ameaçou surrar o maior presidente deste país, o estado do Amazonas ganhou fama por ter um deputado federal com assessores truculentos e agressores de mulher.

Cansado de levar porrada na cara de Amazonino, conterrâneo lá de Eirunepé,  de ser escrachado em aeroporto,  de ser chamado de o maior corrupto do Brasil por Sérgio Machado, cansado de ter que devolver 4,6 milhões para os cofres públicos municipais, o deputado que mais fala em ética na Câmara dos Deputados, Pauderney Avelino, de tanto ser chamado de golpista, traidor do Brasil seus assessores resolveram partir para o faite.

A peleja aconteceu nas matas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, no dia 17, sexta-feira. O golpista que chamam de ministro Gilberto Kassab, das Ciências, Tecnologia e das Comunicações, veio ao Amazonas fazendo turismo conhecer a situação do INPA que para executar suas atividades de pesquisa precisa de R$ 16 milhões além dos 18. Depois do INPA, no seu trajeto  turístico, Kassab vai a Tefé ver a reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, herança dos governos populares de  Lula e Dilma. Como não tem ponte o jeito é atravessar a ponte que Lula e Dilma construíram.

Como na província a vinda de uma ortoridade é sempre carregada de simbolismos, de reverência e subserviência uma orda de puxa-sacos acompanhou o ministro ao Instituto. Senador golpista Omar Aziz e o deputado dos assessores boxeadores.

Ao saírem da reunião vários manifestantes, funcionários, sindicato com faixas protestavam chamando a comitiva de golpistas.

Foi quando os assessores do maior corrupto, segundo o laminado Machado partiram para o faite. Analisando o áudio que registrou o fato, assessores de Pauderney sentaram a pua por não suportarem os gritos de: golpista, fora Temer, traidores do Brasil.  Assessores e seguranças partiram para  socos e rabo de arraia – rapaz, eu não gravei, mas ele deu um soco na cara da mulher. Que é isso rapaz? Bateram na mulher? – bateram! – Quem? Pergunta uma voz masculina – os assessores do Pauderney.

Analisando a imagem quem está de camisa de mangas compridas clara e discutindo alterado é o natural de Eirunepé e um outro  boxeador que não para de socar. Há gritos. Falas como: bate em mulher, estudantes e trabalhadores!  muitos gritos e discussão também.

Em nota, o golpista do Amazonas que desesperado por já está no velório do desgoverno Temer assim ecolaliou:

“Mais uma vez fui alvo de ataques daqueles que não aceitam os rumos da democracia. Insistem num discurso equivocado de golpe, enquanto o país precisa do trabalho de todos para ser reconstruído”.

O Brasil precisa de trabalho sim, não de roubo. Não  desempregar mais de um milhão de pais e mães por causa de uma Lava Jato seletiva e um congresso medíocre composto por mais de trezentos picaretas que contribuíram para a situação que vivemos. A operação era necessária e deve, sim, punir todos os corruptos, inclusive, o maior do Brasil, envolvidos em sordidez, mas deixem as grandes empresas funcionando.

 

MANIFESTANTES REALIZAM MARCHA PELO CLIMA PARA PRECIONAR CONFERÊNCIA DO CLIMA (COP21)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Exigindo que se concretizem acordos para diminuir emissão de gases de efeito estufa e desenvolvimento de uma economia de baixo carbono centenas pessoas realizaram nas praias de Copacabana e Ipanema no Rio de Janeiro, a Marcha pelo Clima para pressionara a Conferência do Clima (COP21). A marcha fez parte de outras manifestações que ocorreram e ainda vão ocorrer em todo o mundo.

Desde o início da era industrial aumento menos de 1grau Celsius a temperatura média do planeta que acarretou ondas de calor, enchentes, secas e derretimentos de geleiras, segundo informação do Centro Brasil no Clima que uma das entidades organizadoras da marcha.

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Além de exigirem o aprofundamento das investigações sobre o derramamento de lama no Rio Doce como consequência da irresponsabilidade gananciosa das companhias Vale/Samarco em Mariana, os manifestantes produziram alguma reivindicações socioambientais referentes à mudança do clima: subsídios aos combustíveis fósseis, combate ao desmatamento, fomento à micro e à minigeração de energia solar e eólica e prevenção dos recursos hídricos.

Alfredo Sirkis, diretor-executivo do Centro Brasil pelo Clima, disse que a marcha tem um grande valor porque mostra que a população encontra-se preocupada com a questão que atinge o mundo como um todo.

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

“Temos uma meta de redução de 43% de emissões de gás carbônico até 2030. Comparativamente com outros países é bom, mas em relação do tamanho do problema é muito pouco ainda. Se a gente pegar o somatório das metas voluntárias anunciadas por vários países, estamos ainda muito aquém do necessário para manter o aumento da temperatura do planeta nesse século em menos de dois graus”, observou Sirkis que ainda afirmou que a proposta que o Brasil vai apresenta na COP21, não é ruim.

TIRANDO OS ESTADOS DO ACRE E RORAIMA, A TAXA DE DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA DIMINUIU 18%

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou dados que afirmam que o desmatamento na Amazônia entre os períodos de agosto de 2013 e julho de 2014, diminuiu 18%, com exceção dos estados do Acre e Roraima que apresentaram taxa de crescimento no desmatamento.

Para o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes) do Inpe são computadas as áreas maiores de 6,25 hectares onde ocorre remoção completa da cobertura florestal, o conhecido corte raso. Para se chegar à informação dessa taxa de desmatamento foram mapeadas 89 imagens de satélites.

O que o monitoramento mostrou.

– Maranhão, redução de 39%.

– Tocantins, 35%.

– Rondônia, 28%.

– Pará, 22%.

– Amazonas, 20%.

– Mato Grosso, 8%.

“Apenas os estados do Acre e de Roraima apresentaram taxa de crescimento do desmatamento, em relação ao período de 2012/2013, de 41% e 37%, respectivamente. Vamos conversar com os governos estaduais e olhar a fiscalização. Embora do ponto de vista de magnitude, não seja expressivo como temos no Pará, Mato Grosso e Rondônia, tradicionalmente estados mais representativos da pressão de desmatamento, e eles tiveram redução.

Mudamos o patamar da fiscalização para uma fiscalização preventiva. É um reconhecimento ao trabalho dos fiscais do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, da Força Nacional e dos sistemas criados para fortalecer a fiscalização ambiental, que estão trazendo resultados”, observou a ministra Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente.

LEONARDO BOFF E AS MINISTRAS DO MEIO AMBIENTE E COMBATE À FOME SE REUNIRAM COM SOCIOAMBIENTALISTAS

O respeitado e conhecido teólogo e filósofo Leonardo Boff e as ministras do Meio Ambiente, Izabella Teixeira e Tereza Campelo, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, se reuniram com os socioambientalistas no Eixão de Brasília, para tratar do tema referente à política ambiental.

Leonardo Boff, que tem obras escritas sobre ética e natureza, disse que o meio ambiente necessita ser preservado para que a sociedade tenha uma vida com qualidade. E par isso, é preciso mudar a visão e o entendimento antropocentrista que afirma que a natureza é para satisfazer estritamente o homem. Em sua crítica a sociedade predadora, Leonardo Boff chamou a atenção para o uso exacerbado do termo “recurso” em relação ao meio ambiente. Para ele, esse termo é exclusivamente capitalista.

Observando a candidata Marina, que representa claramente o capital financeiro, Leonardo Boff disse que ela adotou como base de seu programa o modelo neoliberal que dificulta a criação e desenvolvimento de políticas públicas. E novamente afirmou que vota em Dilma pela causa que abraçou em relação aos pobres. E a prova exemplar foi retirada de milhões de pessoas da faixa de miséria. Ele também comentou sobre o os adversários dos governos populares afirma sobre o Bolsa Família.

“É mentira dizer que o Bolsa Família é esmola. O Bolsa Família é humanitarismo em grau zero. ´E compaixão”, afirmou Leonardo Boff.

Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o governo federal realizou uma política ambiental racional que sempre fora preterida pelos governos passados, mas que agora querem se apropriar das soluções encontradas.

“O governo Dilma olha para o sócioambiental procurando soluções que sejam inclusivas, como por exemplo, o Código Florestal. Durante anos as pessoas adiara a solução. Quem tinha condições de decidir não decidiu deixando 90% dos agricultores familiares na ilegalidade. Na hora em que nós construímos as soluções todos agora querem se apropriar.

Então, o diferencial do governo da presidenta Dilma é o fato de ser um governo em busca de soluções. A área ambiental tem uma envergadura que não tinha no passado”, analisou a ministra Izabella Teixeira.

Já para a ministra do Desenvolvimento e Combate à Fome, Tereza Campello, um dos grandes méritos do governo Dilma foi associar o social com o ambiental.

“As pessoas mais pobres sofrem mais com o processo de devastação do planeta e a presidenta Dilma enfrentou essa questão ao criar o Bolsa Verde e tirar as pessoas da pobreza.

O novo na política é o que nós construímos: é ter o pobre no orçamento. Por isso, vamos eleger Dilma em outubro”, afirmou a ministra Tereza Campello.

EM ALERTA, SOLDADOS DA BORRACHA! A CÂMARA APROVOU A PEC QUE LHES CONCEDE IDENIZAÇÃO DE R$ 25 MIL

Os soldados da borracha foram trabalhadores contratados pelo governo brasileiro em 1943, em plena a Segunda Guerra Mundial, para produzir borracha no meio da selva Amazônica, principalmente no Amazonas para alimentar a necessidade que o momento exigia. Quase sempre nordestino, foram muito explorados pela voracidade do capitalismo-bélico e não bélico. Tiveram uma existência muito sofrida, não só por força das explorações patronais, mas também pelas doenças que contraíram na selva, o que fez com que muitos deles viessem a morrer.

Para diminuir essa culpa econômica, social e política foi elaborado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 346/13 que obriga os soldados a serem indenizados em R$ 25 mil em dinheiro, além de fixar um benefício mensal de R$ 1,5 mil que será atualizado pelo índice do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Atualmente, estes ex-seringueiros recebem dois salários mínimos.

Não é uma indenização que chegue a dirimir, nem de longe, os sofrimentos passados por esses trabalhadores que enfrentaram uma selva cheia de cobras, onças, jacarés, e, pior, o bicho homem, mas já ajuda na compra de uma casinha quem não tem. E quem já tem, ajuda na compra do feijão, peixe e um bom arrasta-pé.

O deputado Arlindo Chinaglhi (PT/SP), foi o autor do texto aprovado, ontem, dia 5, em primeiro turno na Câmara Federal. O texto é um requerimento que substituiu a proposta original de autoria, na época, da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), hoje senadora.

Portanto, alerta soldados da borracha! Agora, o texto vai ser votado no Senado.

4ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE

Entre os dias 24 e 27 de outubro, em Brasília, estará ocorrendo a 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente, que terá como suporte quatro eixos temáticos, e tratará da produção e consumo sustentáveis, redução dos impactos ambientais, geração de emprego e renda e educação ambiental. A base das discussões será a Lei 12.305, de 2010 que determina que a partir de 2014, os lixões do Brasil deverão ser substituídos aterros sanitários. O que obriga que todos os municípios devem ter um plano de resíduos sólidos para terem o direito de receber recursos financeiros do governo federal e aplica-los no setor.

No país, só 1,4% dos 2.906 lixões e das 189 toneladas de resíduos sólidos, são recicladas. A importância do tema aumentou a partir do momento em que foi publicada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que saiu da Lei 12.305. Serão 1.352 delegados envolvidos com o tema para debater as propostas apresentadas nas 26 etapas estaduais, nas 643 conferências municipais, nas 179 regionais e na etapa distrital quando foram envolvidas 3.602 cidades com 200 mil representantes. Cada eixo produzirá 15 ações prioritárias que comporão um documento com 60 ações prioritárias.

“O governo vai deter sua atenção nessas ações demandadas pela conferência para implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Precisamos transformar os resíduos em matéria-prima para que o meio ambiente não seja tão pressionado. Perdemos potencial econômico com a não reutilização dos produtos.

A gestão de resíduos sólidos, até a publicação da lei, se deu de forma muito desordenada, trazendo uma série de prejuízos à população. Vimos proliferar lixões por todo o Brasil, com desperdícios de recursos naturais que, pela ausência de um processo de reciclagem, acabam indo para esses locais inadequados”, afirmou Geraldo Abreu, diretor de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

De acordo com Geraldo Abreu, o reaproveitamento dos resíduos vai levar o Brasil a ganho de R$ 8 bilhões por ano.

PARA A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE O AR POLUÍDO É CANCERÍGENO

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Depois de desenvolverem estudos com milhares de pessoas que foram acompanhadas em várias décadas, o Centro Internacional para Pesquisa do Câncer (Iarc) que é uma agência especializada da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que o ar poluído é cancerígeno. De acordo com a pesquisa, dados de 2010 demonstraram que 223.000 mortes por câncer de pulmão tiveram como agente patogênico a poluição do ar. A pesquisa mediu a presença de poluentes específicos e químicos no ar. Outras formas de doenças como as respiratórias e cardiovasculares já havia sido confirmada como decorrentes da poluição do ar.

“O ar que respiramos se tornou poluído com uma mistura de substâncias causadora de câncer. Sabemos hoje que a poluição é, não só um risco importante para a saúde em geral, como também uma das principais causas de mortes por câncer.

Há provas suficientes de que a exposição à poluição do ar provoca câncer de pulmão e risco de câncer de bexiga”, disse, em Genebra, o especialista Kurt Straif, da Iarc.

O estudo mostra que as conclusões se referem à qualidade do ar em geral, embora os níveis de exposição à poluição tenham aumentado mais em regiões com desenvolvimento industrial mais veloz e com maiores populações.

“A nossa tarefa era avaliar o ar que todas as pessoas respiram e não focarmos em poluentes específicos. Os resultados dos estudos apontam na mesma direção: o risco de desenvolver câncer de pulmão aumenta significativamente para pessoas expostas à poluição do ar”, disse Dana Loomis, da Iarc.

A ÁGUA QUE FALTA NAS TORNEIRAS DE MANAUS INUNDA DE NOVO CASAS NA COMPENSA

Vinte casas, por vota das 20:00 h da noite de ontem, sábado, 23 de março de 2013, foram inundadas. Não bastasse a quantidade de água que caiu sobre a cidade nesse dia  e que causou prejuízo para inúmeras pessoas, agora a água está saindo de buracos e crateras da terra.

De janeiro para cá, pelo menos três vezes, as adutoras da antiga COSAMA, depois Águas do Amazonas e agora Manaus Ambiental  já romperam e deixaram rastros de prejuízos enormes para os moradores atingidos.

Só nessa área, em três dias, é o segundo rompimento. As pessoas que moram no raio itinerante por onde passam os enormes canos estão apreensivos. A qualquer hora temem morrer afogados. Crianças e idosos são os mais propensos a se afogarem nesses “tsunamis” urbanos, resquícios de políticas irresponsáveis criadas por governantes irresponsáveis.

A questão da água na cidade de Manaus é uma questão séria. Assim como os buracos nas ruas.

Com relação a água, não é de hoje que a população sofre com o desabastecimento.

O ex-prefeito cassado da não cidade de Manaus, Amazonino Mendes, durante o período que desgovernou nosso Estado, dentro da política neoliberal defendida por seus amigos paulistas Fernando Henrique Cardoso, José Serra, seu amigo mineiro Aécio Neves “vendeu” a COSAMA, antes conhecida como COLAMA, para empresários franceses que veem se apropriando de um bem precioso e que será motivo de tensões políticas e econômicas no século XXI que é a água, como diz Ignacio Ramonet, jornalista, filósofo e diretor do Le monde  Diplomatique.

Quando os franceses pegaram o manancial de água potável, pra enganar caboclo, batizaram a empresa como ÁGUAS DO AMAZONAS. Assumiram  compromissos de abastecer a cidade toda. Isso não aconteceu. Vereadores já constituíram CPIS para investigar a negociação e nada. Já assinaram acordos de repactuação e nada. A água que abastece a Zona Norte é o resultado da política social empreendida no governo do Presidente do povo brasileiro, Lula.

Pra mudar a imagem negativa depois de tanto alagamentos causados pelos seus dutos, seguindo orientações neoliberais, mudaram o nome da empresa para MANAUS AMBIENTAL assim como Fernando Henrique Cardoso queria mudar o nome da PETROBRAS para PETROBRAX.

A MANAUS AMBIENTAL vem causando verdadeiro prejuízo ao ambiente. Além de alagar as casas leva muita lama para as residências, fazendo com que a MANAUS AMBIENTAL volte a ser a verdadeira e reconhecida COLAMA.

O cassado, Amazonino Mendes vendeu ainda o Banco do Estado do Amazonas para o BRADESCO e tendo seu interesse voltado para o negócio aqüífero, entregou o porto de Manaus para a família Di Carli que enriqueceu explorando um serviço que é de responsabilidade do governo federal, mas que por aqui, pessoas como esse “político” entendem que  se trata de um bem pessoal e fazem o que querem.

E Amazonino, o cassado, sempre entendeu assim, tanto é que ia construir um camelódromo numa área privativa do governo federal às margens do Rio Negro, tendo já toda a estrutura de ferro gusa  montada para a obra. Só que se deu mal. O grupo Uai de Minas perdeu porque o governo federal através do Ministério Público Federal resolveu agir.

O governo federal também resolveu agir e está retomando o porto que é operado pelos Di Carli. O governo não só deve operar como deve resgatar o dinheiro que enriqueceu essa família e políticos incentivadores da trapaça. Com a desapropriação inúmeras pessoas serão prejudicadas, fruto de erros que não podiam ter sido produzidos.

Assim é Manaus, uma não cidade e seus “políticos”, seus buracos, água que caem em abundância das chuvas diárias, água que sai da terra, mas que falta nas torneiras das residências da população que paga caro e ainda tem que passar a noite tirando lama de suas casas.

 

CHUVA TORRENCIAL INUNDA MANAUS E CAUSA PREJUÍZOS

 Manaus à margem do Rio Negro e do Amazonas vem sofrendo seu eterno problema de falta de água nas torneiras de seus habitantes. 

Para resolver esse problema uma frente fria que se desloca do sul/sudeste do Brasil vem causando prejuízos em São Paulo,  no Rio de Janeiro e cidades adjacentes com prejuízos ainda incalculáveis.

Por nossas bandas a situação também não é diferente. A chuva que caiu sobre Manaus na quarta-feira vinda daquelas bandas deu uma demonstração da perdulária administração passada. Ruas inundadas, carros enguiçados, lojas alagadas, trânsito imóvel. Essa situação demonstra o que não se fez durante todos esses anos no que diz respeito a saneamento básico na capital do Amazonas. Drenagem não dá voto. Tubulação de esgoto a população não vê. Só vê depois o prejuízo.

 Um exemplo disso, só um exemplo, foi o que ocorreu na Avenida Getúlio Vargas no centro. A via transformou-se num verdadeiro mar. A tubulação de esgoto não deu vasão à água da chuva torrencial e transbordou. Tudo indica que esse escoamento que é obra dos ingleses esteja entupida e sem manutenção.

 A administração do  prefeito Artur Neto, do PSDB paulistano tem mais uma das amostras de problemas que tem que ser resolvido imediatamente. Saneamento básico no centro da capital e cuidar dos moradores que vivem em área de risco como encostas, barrancos e buracos.

 No período chuvoso do ano passado houveram desabamentos de barrancos, alagamentos e mortes. O comportamento do prefeito cassado na época não foi nada edificante.

Que a população de Manaus precisa de água não resta dúvida, mas não água dessa forma destruindo tudo. Que os vereadores que neste momento brigam por gabinetes espaçosos cuidem de propor projetos inovadores que beneficiem a população e não visem única e exclusivamente seus interesses pessoais.

Mais chuvas cairão sobre a cidade e o prefeito não tem que estar discutindo com empresários gananciosos reajuste de tarifa no transporte urbano. Não adianta reajustar preço de passagem de ônibus se a cidade é uma buraqueira,  obrigando coletivos desviarem rotas, como no Mutirão, por exemplo, prejudicando inúmeros usuários que utilizam as linhas 014, 015, 016, 017, 442 dentre outras.

Não podemos em hipótese alguma deixar de tratar de tema tão importante como esse, pois somos nós, moradores de Manaus que pagamos 80% de taxa de esgoto para não ter seu tratamento, nem água e por ocasião de uma chuva ainda arcarmos com prejuízos materiais enormes fruto da inoperância de administradores incompetentes.

MANAUS, A MÃE DAS ÁGUAS, É FORÇADA PELOS DESGOVERNANTES A DEIXAR OS MORADORES SEM ÁGUA

A água é necessária para nós humanos não apenas para o consumo e rehidratação corporal. Os produtos que consumimos também necessitam de água para sua produção. O documentário A sede do mundo (La soif du monde, 2012) de Yann Arthus-Bertrand afirma que para produzir um pé de alface se gasta 40 litros de água, 140 litros para uma xícara de café, 330 por uma baguete de pão, 1000 litros por um kilo de maça, 3400 litros por um kilo de arroz, 11.000 litros por uma calça jeans e 15.000 litros por um kilo de carne bovina. Assim a água é um produto vital não apenas para saciar a sede e para nossa higiene corporal, mental, há uma água virtual que é usada para produzir nossos produtos através da indústria e produzir energia elétrica. Estima-se ainda que 2,5 bilhões de pessoas atualmente não tem acesso a instalações sanitária como banheiros.

Sabemos ainda que a vida humana no Planeta Terra só foi possível devido a presença de água. Atualmente há produção da miséria pelo capitalismo cria condições deshumanas através da desigual distribuição de renda. Sempre quem sofre com a carência são os pobres, graças a exclusão social produzida pelos paises.  Grande parte da água consumida não é tratada o que ocasiona, segundo o Forum Mundial da Água, em 3 milhões de crianças mortas todos os anos devido a doenças feita por água contaminada. Estima-se ainda que 50% da população mundial viverá sem acesso nenhum a água se a realidade não for modificada nos próximos 25 anos, sendo que hoje quase 20% da população mundial carece da água.

A REALIDADE BRASILEIRA

No Brasil a Constituição Federal, uma das mais completas do mundo no que envolve sobre os recursos hídricos (Pompeu, 2008), dispõe que toda a água do país é um bem da União (que envolve todos os cidadões brasileiros) e que traz a responsabilidade e soberania de todos quanto a partipação nas políticas da água. Há em nosso país um Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH)  formado por membros dos ministérios do Meio Ambiente, Fazenda, Planejamento, Transportes, Desenvolvimento Agrário, Relações Exteriores, Educação, Saúde, etc, além de conselheiros de todos os estados, prestadores de serviço, ONGs, sociedade civil (usuários como irrigantes, pescadores, comunidades ribeirinhas, turismo ecológico), etc, além da Agência Nacional de Águas  (ANA) que é uma Agência complexa, pois, além da função de reguladora do uso da água bruta nos corpos hídricos de domínio da União, tem a atribuição de coordenar a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, cuja principal característica é garantir a gestão democrática e descentralizada dos Recursos Hídricos..

Todas estas discussões e preocupações se devem ao fato do Brasil possuir quase 15% dos recursos  hídricos de todo o planeta e mais de 20% de toda água potável. Segundo o Censo 2010 o país avançou bastante durante o governo Lula em áreas importantes como Mortalidade Infantil (queda de 15% em 10 anos), analfabetismo (queda de 5%), distribuição de água (aumento de 22%, totalizando quase 95% dos municípios que recebem água) e saneamento básico  (aumento de quase 25% dos municípios com saneamento). A evolução social engendrada nas políticas sociais do governo federal tirou o Brasil de uma condição onde a maioria população vivia em extrema miséria devido a má distribuição de recursos.

Quanto a competência jurídica sobre a água, a Constituição garante aos Estados e Municípios legislar, executar políticas públicas e gerenciar os recursos hídricos. Aos municípios e municípios cabe principalmente a obrigação de “acompanhar e fiscalizar as concessões de recursos hídricos e minerais em seus territórios”.

Assim vemos que a realidade brasileira é bem mais avançada em certos aspectos de distribuição hídrica do que outras regiões do planeta, além de ser banhado pela maior bacia de água potável do mundo, a bacia Amazônica.

O AMAZONAS E O DESCASO POLÍTICO DA ÁGUA

O estado do Amazonas é um pedaço de terra encharcado pelo maior Rio do mundo em volume d’água e extansão, sendo localizado na região mais importante do mundo enquanto reservas hídricas e biodiversidade. Situado  em um delta estratégico a não-cidade de Manaus é banhada pelo Rio Negro e fica a poucos kilometros do chamado “Encontro das Águas”, uma das maravilhas naturais do planeta.

Esta realidade entretanto é ignorada (a partir de um duplo irreal criado) pelos amazonenses que há décadas são representadas por governantes anti-democráticos que além de ignorar toda a riqueza da região, produziu diversos crimes contra a humanidade, lesando a população de todo o estado e colocando em risco a vida de todo ecosistema: em outras palavras, uma não-representação reativa que nega a vida e a impede de brotar. Nosso bloguinho possui diversas publicações com denúncias do descaso do governo do Estado e da prefeitura desta não-cidade de Manaus. Podemos apenas para ilustrar relembrar os casos da construção criminosa da hidrelétrica de Balbina, o esfacelamento do abastecimento de água e saneamento em Manaus  feito pelos prefeitos e/ou governadores Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, Manoel Ribeiro, Arthur Virgílio Neto, Eduardo Braga, Alfredo Nascimento, Luís A.Carijó, Serafim Correa, Omar Aziz entre outros e cujo um de seus corolários ocorreu na fraudulenta privatização dos recursos hídricos feita por Amazonino e repactuada por Serafim. Atualmente vemos um outro crime gravíssimo: a destruição de parte do sítio ambiental e arqueológico das Lajes, que está sendo julgado pelas suas irregularidades e colocando sob-júdice a secretária do Meio Ambiente do Amazonas, Nádia Cristina Ferreira, o ex-secretário de Infraestrutura do estado Orlando Vieira de Mattos entre outros.

Percebe-se portanto um grande descaso e desrespeito legal quanto o gerenciamento hídrico na não-cidade de Manaus e em todo o Estado, e que não reflete nos avanços nacionais. Devido a esta não-administração a população é privada de algo que lhe é vital e cujo o direito é garantido: a água.

A RUA RIO JAÚ E A PRIVAÇÃO D’ÁGUA: UM CASO SIMILAR A TODAS AS RUAS DA NÃO CIDADE.

O filósofo António Negri expõe que o ser humano não se deve passar por privação, pois isto não é uma condição da vida e nem da filosofia. Manaus é uma não-cidade pois corresponde a um lugar geográfico privado das condições necessárias para que a urbe seja considerada um espaço urbano e ambiente produtor das relações (polis). Manaus nunca pode existir devido a uma população que sempre escolheu representantes que os privaram de suas condições necessárias para se tornar humano: saneamento básico com um tratamento de água e esgoto; calçadas completas e ruas pavimentadas para que as pessoas e carros não tenham seu direito constitucional barrado; transporte coletivo que atenda a população tanto na itinerância quanto em um preço justo; saúde pública onde não se tenha que ficar toda a madrugada em uma fila para depois não ser atendido e tantos outros.

No caso do abastecimento de água a questão ainda é mais grave por ser algo vital. Diversas vezes denunciamos o não cumprimento deste direito e a privação de água nos bairros ditos periféricos (apesar de não existir periferia em Manaus, já que a não-cidade é banhada pelo rio).

A rua Rio Jaú, localizada no bairro do Novo Aleixo, Zona Leste da não-cidade, assim como outras ruas de todos os bairros, continua sofrendo devido aos criminosos representantes e gestores. A Rua está há mais de um mês sem receber abastecimento de água e as promessas da concessora de água e dos fiscalizadores desta -prefeito cassado Amazonino Mendes e vereadores- em reestabelecer o serviço continuam ludibriando estes moradores.

Enquanta as ruas da redondeza possuem água diariamente, os outros moradores subvivem sem o líquido precioso. E assim a não-cidade continua a perseverar e o ‘povo’ continua sem ser povo. Esta privação já existe há anos na rua Rio Jaú e também nos mais diversos bairros de Manaus, inclusive no Centro e arredores como Aparecida, Educandos, Santa Luzia, Morro da Liberdade.

Infelizmente, esta lastimável situação está longe de ser solucionada, pois o prefeito eleito Arthur Virgílio do partido paulistano PSDB continuará (ao menos até ser julgado por ter recebido 90 mil de Marcus Valério no mensalão do PSDB/DEM/PPS) esta conivência com a empresa concessora privatizada e uma administração que não envolve o benefício da população, como também fez em sua outra administração.

E assim o Rio Jaú e os outros leitos viários de Manaus continuarão sem água e a não-cidade banhada pelo maior rio do mundo carregará sua sina de nunca poder existir e navegar. Pois como diz o filosofo lusitano Navegaire é preciso. Pena que em Manaus ainda não existem humanos e a palavra pessoa não soa cá bem.

A HISTÓRIA DA ÁGUA ENGARRAFADA E O CAPITALISMO PREDATÓRIO (ESTE TERMO REDUNDANTE)

Oficina: Construção da Fertilidade do Solo

Oficina- Museu do solo vivo: “CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DA FERTILIDADE DO SOLO”

DATA: 07/11/2012 (quarta-feira)                     HORÁRIO: 9 h – 17 h

LOCAL: Agroflorestas da Área de Permacultura do IFAM Campus Zona Leste (área no castanhal, entrada do outro lado da rua em frente a guarita do IFAM).

OBJETIVOS DA OFICINA:

– Realizar trocas de saberes e experiências científicas e populares sobre como a fertilidade do solo pode ser construída e mantida por meio de práticas agroecológicas.

– Discutir o solo como um sistema vivo.

– Discutir o papel dos sistemas agroflorestais e das árvores na construção da fertilidade do solo e na recuperação de áreas degradadas.

– Construir e sistematizar coletivamente por meio de processos participativos conhecimentos sobre indicadores da saúde do solo.

– Analisar a saúde do solo por meio da cromatografia.

PÚBLICO ALVO (60 vagas, sendo 20 vagas para a Oficina de Cromatografia)

– Participantes do II Semana de Agroecologia do IFAM

– Agricultores da Associação de Produtores Orgânicos do Estado do Amazonas (APOAM) e Agricultores agroecologistas da Rede Tipiti

– Parceiros do Projeto Ajuri Agroflorestal, Embrapa

– Pesquisadores, técnicos e consumidores comprometidos com os paradigmas da sustentabilidade.

INSTRUTORES (moderadores/sistematizadores)

– Acácia Neves– INCRA

– Eder Galucio

– Elisa Wandelli – Embrapa

– David Reis – SEMPAB

– Domingos Barros – IFAM

– Graciney Carvalho – SEMPAB

– Graça Passos – IFAM

– Janaina Aguiar – UFAM

– Jasiel Nunes – Embrapa

– Katell Uguen- UEA

– Luzia Correa- IFAM

– Mariana Semeguini- IPE

– Marcio Menezes – MDA

– Melissa Michelotti- IFAM

– Mirza Pereira – Embrapa

– Rosângela Reis – Embrapa

– Valdely Kinnup – IFAM

– Alunos e estagiários de Agroecologia, Florestal e Biologia


PROGRAMAÇÃO DA OFICINA – MUSEU VIVO DO SOLO  “CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DA FERTILIDADE DO SOLO”

8 h – 9 h – Credenciamento e pequeno lanche – Refeitório da Permacultura

9 h – 10 h

– Boas vindas

– Apresentação dos grupos, instituições e organizações sociais presentes

– Apresentação dos objetivos e metodologia da Oficina

– Apresentação introdutória sobre a origem dos solos amazônicos e aspectos de sua sustentabilidade.

– Dinâmicas Culturais

– Divisão dos grupos para o circuito nas Rodas de conversas

10 h – 12 h

– Rodas de conversas  – Nos sistemas agroflorestais da área da permacultura

Temas a serem abordados nas Rodas de conversas (cada cor constitui uma roda de conversa):

1 – Microbiologia do solo (bactérias e fungos)

2 – Fauna do solo

3 – Influência dos tipos de preparo da terra e cobertura do solo na conservação de nutrientes, água e na vida do solo.

 4-  Agroflorestas e plantas de cobertura

 5 – Cobertura morta / matéria orgânica do solo

 6 – Adubação verde

 7 – Preparo e aplicação de composto

 8 – Preparo e aplicação de biofertilizante

 9 – Análise da saúde do solo pelo método Cromatográfico (grupo de 20 participantes durante todo o dia)

12 h – 13 h

Almoço – no refeitório da permacultura

13 h – 16 h

Continuação do circuito das Rodas de conversas – Nos sistemas agroflorestais da área da permacultura

16 h – 16h 30`

Compartilhamento de todas as rodas de conversas com o grupo de Análise da saúde do solo pelo método Cromatográfico –

INSTITUIÇÕES PARCEIRAS DA OFICINA:

Esta OFICINA é uma das atividades da II Semana de Agroecologia promovida pelo IFAM e será coordenada pela Embrapa e IFAM com as seguintes instituições parceiras: INCRA, SEMPAB, MDA, APOAM, NUSEC/UFAM, UEA.

CONTESTUALIZAÇÃO

O solo é um sistema vivo, não somente um aglomerado de nutrientes. A saúde do solo, e, portanto a fertilidade de áreas agrícolas, depende da interação de muitos fatores biológicos, ecológicos, físicos, químicos, hidrológicos e climáticos. Estes fatores podem ser manejados e, assim a fertilidade do solo pode ser construída pelos agricultores.

As práticas agroecológicas de construção da fertilidade do solo na Amazônia são constituídas com base nos princípios do funcionamento da Floresta Amazônica, onde uma das maiores e mais biodiversas cobertura florestal do planeta desenvolve-se sobre solos mineralogicamente pobres.  Os princípios que norteiam a construção e a manutenção da saúde do solo agrícola são baseados no conjunto de processos ecológicos da floresta que constituídos principalmente na ciclagem de nutrientes por meio das folhas e galhos que cobrem o chão da floresta, na biodiversidade, em uma rica e ativa biota do solo, na presença de plantas que fixam nitrogênio do ar e na presença de árvores.

Para agricultores agroecologistas não existem solos ruins, o que há são manejos agrícolas inadequados para as diferentes realidades. Com práticas agroecológicas de construção da fertilidade do solo há respeito a todas as formas de vida, com preservação dos recursos naturais, melhoria da qualidade de vida, valorização dos saberes locais e sem a aplicação de insumos químicos e agrotóxicos que degradam a saúde humana e dos recursos naturais.

A NATUREZA EM SEUS MODUS DE SER TEMPORAL COM VENTOS FORTES, RAIOS, TROVÕES E RELÂMPAGOS MOSTRA PORQUE MANAUS É UMA NÃO-CIDADE

Durante quase quinze horas esse Blog Intempestivo esteve fora de cogitação de postagem. Por isso, só pela parte da tarde começou sua ação cyber-espacial. Um fato comum com qualquer blog não fosse o fator causa da interrupção.

Na terça-feira, dia 30, pela parte da noite, às 21h30 – no centro -, Manaus foi visitada por uns modus de ser da natureza. Ela foi envolvida por um forte temporal composto de ventos velozes, chuva intensa, raios, trovões e relâmpagos. Modus de expressão da natureza que seria singular não fossem às interferências científicas promovidas como experiências no seio Naturante-Naturado. Consequência dessa visita foram árvores derrubadas, casas avariadas, ruas e avenidas alagadas, intransitáveis (já são intransitáveis quando não chove), postes da rede elétrica caídos, casas avariadas, telhas arrancadas, igarapés transbordando, pessoas sem poder se locomover, principalmente as pessoas usuárias dos transportes coletivos, rede telefônica fora de ar, internet ausente, e o já famoso blecaute.

Em alguns bairros foram mais de vinte horas sem energia elétrica. Na quarta-feira, ontem, dia 31, último dia de pagamento do funcionalismo público, com a falta de energia e internet algumas repartições públicas tiveram seus serviços suspensos, em algumas foi feriado. Bancos também não atenderam seus clientes. Em alguns atendimentos médicos, como Serviços de Pronto Atendimento (SPA), médicos e outros profissionais da saúde tiveram que atender os pacientes na parte externa dos prédios.

Tirando a atuação original da natureza, muitas – quiçá todas – dessas consequências terríveis que violentam e debocham da população poderiam ser evitadas, se Manaus fosse uma cidade com uma arquitetura urbana material e imaterial que fosse ligada ao espírito humano. Mas ela não tem arquitetura urbana. Da maioria dos seus espaços construídos em forma estilística, histórica, funcional, afetivo, em corpus interpelantes dos moradores de Manaus, todos só lhe afetam de forma triste. Manaus é um escombro. Não tem saneamento básico. Esgotos e, algumas ruas – quando têm – são ineficazes. Não atendem a demanda de uma pequena chuva. Há uma grande quantidade de lixo na cidade, em razão de uma falha coleta. Não tem uma rua com calçada completa. Os carros são donos das calçadas e jogam os transeuntes para às ruas. O transporte coletivo é depauperante. Os sistemas de abastecimento elétrico e de águas são deficientes. Quando chove em muitos bairros e centro fata energia e a água, quando não falta também, diminui sua força. Quer dizer, quem tem um mínimo de entendimento de polis, de urbanismo, de hábita-humano, de espaço de vivência coletiva, sabe que Manaus não pode ser considerada, nem com a maior boa vontade, como cidade.

Tirando o fator-natureza do ocorrido mais uma vez em Manaus, ficamos com o político e o social, para não indicar o antropológico, o cultural e o epistemológico que aí era fazer desaparecer todos os rastros da não-cidade. Só com o político e o social podemos ter uma amostragem de que a triste Manaus de hoje não é nada mais do o produto dos desgovernos que aqui aportaram e não querem mais partir. Mas tem um personagem que tem uma ligação direta com essa triste Manaus. O ex-prefeito biônico, ex-governador e ex-senador Amazonino Mendes, atual prefeito. Contado seu tempo de prefeitura, propriamente dito, e o tempo em que elegeu prefeito e teve ingerência na não-cidade, já vão mais de vinte anos. E Sabe-se que vinte anos é tempo suficiente para se construir uma cidade.

A prova histórica da ineficácia administrativa de Amazonino encontra-se na síntese de seu governo hoje. Posiciona-se entre os piores do Brasil, com uma rejeição a gosto de Serra. Mas o mais “encantador” de toda essa produção de Manaus não-cidade, é que ele foi o braço forte do candidato representante da ultradireita de Manaus, Arthur Neto (PSDB/SP/AM), eleito prefeito com os votos dos conservadores de Manaus. Um preocupante sinal. Se são conservadores, podem muito bem ajudar na conservação dessa não-cidade. Um grande perigo para quem tem a grandeza do espirito humano urbano.

Até que o tempo não se faça, esses manauaras do espírito  humano urbano, vão parafrasear o teatrólogo alemão, Brecht: “Nos futuros “temporais” não venha meu cigarro apagar-se por causa da amargura”.   

ALERTA SOBRE VENDA E CONCENTRAÇÃO DE TERRA NO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

Ontem, dia 16, foi comemorado o dia Mundial da Alimentação. A organização não governamental (ONG) ActionAid fez um alerta no relatório Situação da Terra, divulgado hoje.

Neste documento, é analisada a situação de 24 países da América Latina, África e Ásia, inclusive no Brasil. O que ficou constatado é que há uma grande concentração de posses de terras nestes lugares, que impede e ameaça as comunidades tradicionais e a agricultura tradicional e familiar, pois a terra passa a ser vista como base de produção de plantações que possam ser exportadas como commodities (mercadoria que apresenta características de matéria-prima ainda em estado bruto e que tem grau mínimo de industrialização).

Neste sentido, o que nos interessa é observar como que esta concetração de posse de terras nas mãos de poucos ocorre no capitalismo. Tal concentração implica em um acentuado mercado de vendas de terras para investidores estrangeiros, fazendo com que a produção de alimentos seja concebida principalmente dentro da dinâmica neoliberal — transformar meios e entes naturais em recursos econômicos — em detrimento da produção de alimentos para combater a fome nacional e mundialmente e, assim, poder manter o domínio de países desenvolvidos sobre a economia e autonomia de países em desenvolvimento.

A produção de biocombustível, os deliberados aumentos de alimentos, as decisões institucionais de governos em legalizar desmatamentos para a produção de alimentos são efeitos desta política e economia neoliberal que faz parte do que o geógrafo brasileiro, Milton Santos, chamava de globalização perversa, ou seja, uma globalização que se esforça em realizar a manutenção das contradições lógicas do capitalismo, para que se tenha sempre a certeza de lucros exorbitantes com a exploração do trabalhador, a pobreza e suas nefastas consequências como a fome, por exemplo.

Segundo dados da ActionAid, 56% da terra agricultável do Brasil estão nas mãos de 3,5% dos proprietários rurais. Os 40% mais pobres têm apenas 1% dessas terras. O problema da concentração de posses de terra no Brasil pode ser considerado uma herança da colonização, da exploração e da identidade de ser inferior que o nativo recebeu do Europeu em tempos de inicio de capitalismo mercantilista.

Mas o fato atual, é que há muito tempo, devido a estes problemas, a fome não pode mais ser considerada apenas uma questão biológica. Ela é um problema organizado de modo mundial. A própria falta de nutrientes necessárias para que o corpo possa ter a energia que precisa para realizar suas atividades físicas e mentais, é negada devido ao processo de exploração conveniente à lógica capitalista. Deste modo, um corpo atingido pela exploração capitalista, torna-se um corpo impotente, já que precisa se adequar as condições impostas por esta exploração, forçando, assim, este mesmo corpo a ter que sobreviver em uma condição de besta humana, sendo forçado a aceitar as condições impostas pelo capital.

Marxianamente falando, há uma perda de humanidade provocada por este processo de exploração. Contudo, esta perda de humanidade não será sanada apenas com a manutenção das igualdades impostas historicamente, como a gerada pela compaixão cristã, a engendrada pelos direitos e deveres da justiça/direito e a garantida pelo Estado. Criticar tal problema não significa criticar a ideologia do capitalismo. Esta é evanescente e produzida pelas muitas interelações que ocorrem para que se possa alcançar o lucro de vários modos diferentes. Ainda em uma perspectiva marxiana, o que interessa é vasculhar os pormenores destas relações, perceber seus elos, problematizar a própria efetividade das coisas e perguntar o porquê delas se tornarem naturais ou banalizadas pelo senso comum, para daí podermos produzir ações capazes de desenvolver novas subjetividades.

Assim, o problema não pode ser fechado na lei (“a sociedade sempre mudou a lei, mas a lei nunca mudou a sociedade”). Esta lei e sua aparente igualdade podem ser apenas invólucros de interesses mais perversos. Garantias legais para que a apropriação de posses de terras nas mãos de poucos possa ser mantida sem maiores problemas.

Basta olharmos com um pouco de desconfiança para a condição histórica que o capitalismo impôs sobre nós, para percebermos como a fome se tornou um problema biofilosófico, uma vez que aquilo que pode garantir a existência em sua base, os nutrientes necessários para a constituição física e mental de nosso corpo, é tomado como uma preciosa mercadoria de troca para se alcançar o lucro. E, ainda que possa haver pesquisas e estudos que desenvolvam perspectivas diferentes, o que prevalece são as que possibilitam a perpetuação da exploração capitalista sobre a vida.    

ASSASSINOS SÃO OS OUTROS

Com a devida permissão, meu Caro Jean-Paul Sartre.

As  14 mortes  por afogamento ocorridas na Ponta Negra na não cidade de Manaus não poderiam ter acontecido. As várias mortes que ocorreram na Avenida Getúlio Vargas quando inverteram o sentido com a implantação de um corredor de ônibus não era para ter ocorrido. As mortes na Avenida Joaquim Nabuco quando modificaram o sentido da via também não era para ter acontecido.

Assassino não  é  somente a pessoa que mata culposa ou dolosamente uma outra pessoa. Este último muitas vezes mata por prazer, com sadismo.

Entretanto há assassinos em potencial que não manifestam essa tara explicitamente, conscientemente. São assassinos e matam silenciosamente e sem constrangimento.

A psicanálise, a psicologia, a sociologia possuem estudos relacionados à essas pessoas.

Na não cidade de Manaus que se prepara para eleger prefeitos e vereadores convive com essa triste situação de matança de pessoas por irresponsabilidade do não prefeito cassado e hoje principal cabo eleitoral do ex-senador Artur Neto, Amazonino Mendes, assim como outros que passaram pela Prefeitura e Governo do Estado.

Não satisfeito com as mortes ocorridas na Avenida Getúlio Vargas, Avenida Joaquim Nabuco, João Coelho, obra de engenheiros da prefeitura que ceifou a vida de muitas pessoas que cresceram convivendo com um único sentido dessas vias e quando alteravam o sentido, mesmo com um trabalho de orientação, quem já estava condicionado enfrentou   o “laborum meta”.

O atual prefeito cassado da não Manaus, impedido de junto com a família Di Carli tomar o patrimônio do Governo Federal para fazer o camelódromo no porto de Manaus resolveu investir na ponta Negra. Remodelou-a. Foi a maior confusão com os antigos locatários dos bares e “points” ali localizados. Famílias inteiras revezavam-se nos seus empreendimentos para não perder  o negócio.

Além desse infortúnio vêem agora a interdição da praia porque a areia que ali foi colocada descobriu-se que é areia movediça. Seja lá quem for a pessoa que caia n’agua será sugada. Pode ser o nadador olímpico Felps, o Xuxa que não vai escapar da morte, pois a areia suga como um funil. A pessoa morre engolida pela areia movediça para o local projetada.

“Água não tem cabelo” se pronunciou uma autoridade da prefeitura transferindo a responsabilidade para os que jazem. Esse cidadão que é um dos assassinos deve ser  incriminado e denunciado para que os tribunais procedam os rituais de reparação, processo e ou condenação, pois trata-se de um assassino. É inconcebível que gastem pra mais de 50 milhões de reais numa obra que traga como conseqüência a morte de pessoas prematuramente.

Na história dessa praia que agora é de areia movediça,  anteriormente não víamos mortes ocorrerem nessa proporção. Havia a praia natural, os pedrais, mas agora com esse novo projeto comprova-se que os assassinos que não matam a sangue frio, matam com seus projetos  insanos, irresponsáveis.

E neste momento de eleição é bom que analisemos o histórico de todos os candidatos que postulam cargos públicos. Há dentre eles três que são violentos, fanfarrões  que não levam desaforo pra casa. Um deles ameaçou dar uma surra no presidente do povo brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva. O outro em programa de televisão corria atrás de traficantes – os pequenos, arraia miúda e se mostrava pra sociedade como justiceiro. Hoje promete que no primeiro dia de trabalho vai mudar Manaus. São desses tipos que nós temos que nos livrar.

Infelizmente onde deveriam estar somente funcionários públicos trabalhando para promover a vida do povo, a melhoria de sua condição social, nesse meio reside assassinos em potencial responsáveis pelas 14 mortes da Ponta Negra e dos demais logradouros públicos planejados irresponsavelmente.  

Encontro Unitário dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas.

Iniciou hoje (20) e vai até quarta-feira (22) o Encontro Unitário dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas. Vários movimentos sociais compõem os encontros que vão se desenrolando em Brasilia. A principal reinvindicação levantada pela multidão de movimentos é a unificação de propostas que possam se tornar em um programa, onde ações alternativas ao agronegócio e seus mecanismos e procedimentos sejam apresentadas e postas em prática. Uma luta contra os novos modos de controle do liberalismo, portanto, já que luta contra a privatização de bens comuns a vida de todos como a terra e a água, por exemplo.

Este projeto alternativo toma vida através da reforma agrária, o fortalecimento da agricultura familiar, além da demarcação de terras indígenas e quilombolas, ações constitutivas que desenvolvem a necessidade de um pensamento e ação que possa oferecer outras possibilidades daquelas do poder constituído.

Defendendo a re-novação do modelo d produção rural no Brasil, O representante da Via Campesina, João Pedro Stédile, disse pela manhã em entrevista coletiva durante o evento:

 “A reforma agrária é uma necessidade para o Brasil, mas ela está parada. Queremos que a agricultura seja organizada para produzir alimentos sadios, sem agrotóxicos e para o povo brasileiro. Para isso, é preciso garantir que o pobre e o sem-terra tenham terra e condições de produzir alimentos. Nesse modelo do agronegócio não há lugar para agricultores nem para pobres, que são expulsos. Precisamos discutir uma grande proposta alternativa que represente os interesses nacionais”.

Elisângela Araújo, representante da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), também falou: “Não queremos medidas de ano em ano, mas políticas que de fato mudem a realidade do campo. Se tivermos um mundo rural com gente vivendo com dignidade, vamos reduzir todos esses problemas sociais que hoje existem nas grandes metrópoles do país.”

Stédile também ressaltou as características perversas capitalistas do agronegócio: “predador, excludente e que coloca em risco a soberania do país”. Acrecentando ainda que vivem hoje no campo 16 milhões de brasileiros, sendo “a maioria pobres, que precisa de renda”. Entre eles, 4 milhões são pequenos proprietários e precisam de programas e políticas públicas para impulsionar suas atividades. Além disso, há 4 milhões de famílias que não têm renda “e para elas só a reforma agrária” é capaz de garantir uma nova realidade. (informações da Agência Brasil).

O secretário de Política Agrária da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Wiliam Clementino, falou, na mesma entrevista coletiva, a importância da reforma agrária na luta contra a pobreza para depois acrecentar que não haverá mesas de debate com o governo durante o encontro.

Segundo notícia da Agência Brasil: “Ao fim do encontro, os participantes, estimados pelos organizadores em mais de 5 mil, vão promover uma marcha, partindo do local do evento, o Parque da Cidade, até o Palácio do Planalto. Eles também vão entregar o documento final produzido durante os três dias de evento a representantes dos Três Poderes”.

De acordo com a PLATAFORMA PARA UM PROGRAMA ALTERNATIVO do encontro:

Razões de viver e ameaças concretas contra a vida e contra a terra levaram as organizações sociais reunidas neste Encontro a se unirem em um processo de luta nacional articulado. Mesmo reconhecendo a diversidade política, social e regional dos grupos sociais aqui reunidos, compreendemos na prática a necessidade e a importância da construção da unidade, feita sob as base da sabedoria, da maturidade e do respeito às diferenças, buscando conquistas concretas para o povos do campo.

Afirmar a autonomia do estilo de vida camponês em pleno século 21 é uma saudável pretensão dos  vários grupos sociais que aqui se encontram, que implica novas relações com a terra, com sociedade, com o Estado e com a economia política dominante. 

 

RIO AMAZONAS É CONSIDERADO UMA DAS MAIORES MARAVILHAS NATURAIS, E ELE NÃO ESTAR NEM AÍ

A natureza antecede o homem, é óbvio. Como é óbvio que o homem sendo também natureza, antes de ser antropológico, resolveu se tomar como proprietário da mesma. Da Natureza-Naturante. E se autopromovendo proprietário do mundo naturado resolveu antropomorfizá-lo. Lascou nomes e valores em tudo que encontrava pela frente. “Que mar lindo!” Que correnteza esplendorosa!” “Que por do sol poético!” “Que floresta exuberante!” “Que macaquinho peraltinha!” “Que leão mal!” “Que cobra traiçoeira!”… E assim, foi se iludindo que era o senhor do mundo. O grande proprietário do planeta Terra e do Universo. Mas antes grilou todo o planeta inventando a propriedade privada. A menina dos olhos do capitalismo.

Então, que como criador de valores, incomodado com sua existência inútil, passou a classificar a terra com seus atributos e modus de ser, como diz o filósofo holandês, Spinoza, de bom e mal. O que serve e o que não serve.

Desta forma, o canadense-suíço, Bernard Weber, resolveu iniciar a classificação das Sete Maravilhas do Mundo, esse ano sobrou para o alcunhado Rio Amazonas. Como heráclitianamente se move nos países Bolívia, Colômbia, Equador, Suriname, Brasil, Venezuela, Guiana e Guiana Francesa, o prêmio será confraternizado por esses países amazônicos.

Todavia, coube ao governo de Loreto, no Peru, realizar a grande homenagem que contou com as presenças de várias personagens em um verdadeiro river tour. Em Iquitos, foi descerrada uma belíssima placa de bronze com a certificação oficial do alcunhado Rio Amazonas que é o segundo maior do mundo em extensão, com o Nilo sendo o primeiro, mas nenhum deles preocupados com a patologia classificatória do homem.

Personagem maior da homenagem estética-hidrográfica, o governador de Loreto, Yvan Vasquez Valera, mais alegre do que pipoca em panela, discursou afirmando que todos os países amazônicos devem também participar da festança.

“As atividades serão realizadas nas sete cidades da província. Cada capital, ao mesmo tempo, vai desenvolver vários eventos, mobilizar os estudantes e a população em geral”, disse o governador.

Enquanto o governador discursava, o atributo hidrográfico se movimentava em devir constitutivo quase que dizendo: ”O que faz o homem se perder é esse seu abestalhamento!” 

Coltan, a África grita!

Coltan_ Africa grita_JY


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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