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Globo admite sonegação, mas nota mostra “buraco negro” da justificativa

Do Tijolaço

A ação da blogosfera, apesar das ameaças de represálias por estar tratando de matéria fiscal, está espremendo a Globo a dizer a verdade, mesmo que a conta-gotas.

Esta madrugada e empresa soltou nota oficial para explicar o caso.

Diz que rebate acusações falsas.

Não há acusação falsa alguma.

A Globo sonegou impostos e a desistência da ação judicial é a maior confissão de que o fez.

Aliás, a adesão ao Refis é confissão de dívida.

Nem é preciso falar da parte em que a Globo diz não ter a menor ideia da razão que levou a servidora – já condenada por isso – a sumir com um processo onde ela era cobrada em R$ 615 milhões. Ele fez isso sozinha, não é, porque lhe deu na telha fazer… Doidinha, ela, não é?

Fiquemos no fato de que  nota  mostra um buraco negro na dívida da Globo.

Quando a cobrança da dívida se constituiu, com a autuação fiscal, não havia Refis em vigor. O Refis 2, criado em junho de 2006, tinha prazo de inscrição até 15 de setembro daquele ano. Antes, portanto, da constituição do débito, que se faz com o julgamento administrativo da questão, em dezembro de 2006.

Como a Globo, confessadamente, aderiu ao chamado Refis da Crise, criado pela MP 449/2008 e regulamentada em julho de 2009, a empresa esteve inadimplente com o Fisco neste intervalo, a menos que tenha conseguido na Justiça efeito suspensivo quando à sua regularidade fiscal.

Que, no mínimo, existiu entre 11/10/07, quando a empresa foi intimada da decisão desfavorável quando à exigibilidade de seu débito fiscal e 30/11/09, quando a Globo admite que ” tomou a decisão de aderir ao Refis”. Aliás, o último dia previsto na legislação para a adesão.

Se não houve decisão judicial que suspendesse a situação de irregularidade fiscal, neste peíodo, a Globo não poderia ter contratado serviços com o Poder Público. E publicidade é contratada entre o Governo e o veículo de comunicação. A agência de propaganda não é o cliente, mas apenas intermediário legalmente previsto para o negócio entre as partes.

Ano passado, a Revista Caros Amigos, por dificuldades financeiras, deixou de receber anúncios federais por não poder comprovar sua regularidade fiscal.

A Globo teve este tratamento, necessário se não havia suspensão judicial da situação de inadimplência tributária? Se havia decisão judicial ela não é necessariamente pública? Quem a deu e quando?

Será que a emissora deixou de receber publicidade pública?

Com a palavra o Ministério Público, a Secom, a Receita.

Eles têm a obrigação de informar o que aconteceu. Não há sigilo fiscal envolvido nisso, mas procedimento regular da administração que, se não observado, implica a nulidade dos contratos e a recuperação do indevidamente gasto.

Vivemos a estranha situação em que, pelo silêncio das instituições, a blogosfera é que tem de se converter em fiscal da lei.

E a nota da Globo ainda se encerra com a ameaça de aplicar-nos uma espécie de PEC 37 judicial, como se a Justiça brasileira fosse se tornar cúmplice desta ocultação imoral dos fatos relativos ao dinheiro público.

CINCO ESTADOS FAZEM NESTA QUINTA PROTESTO CONTRA A FRAUDE GLOBO E MONOPÓLIO DA MÍDIA

São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Rio Grande do Sul e Sergipe farão nesta quinta protestos contra a Rede Globo e o Monopólio na mídia. Em São Paulo o evento terá concetração na Praça Gal. Gentil Falcão e seguira para a frente da Globo. No Rio de Rio de Janeiro a concentração acontecerá ao fim do ato das centrais sindicais, na Cinelândia. Em Belém haverá concentração as 8:30 em frente a Prefeitura da cidade. Em Porto Alegre os manifestantes se reunirão às 15h em frente a Globo. E em Aracaju a concentração será às 13 horas na praça Fausto Cardoso.

Abaixo reproduzimos a justificativa da organização do Ato de São Paulo que explica a necessidade de um ato popular contra a globo.

PORQUE UM ATO NA FRENTE DA GLOBO?

MONOPÓLIO
O cenário na televisão brasileira é de quase monopólio. Na TV aberta, a Globo controla 73% das verbas publicitárias, embora tenha 43% da audiência. A Globosat participa de 38 canais de TV por assinatura e tem poder de veto na definição dos canais da NET e da SKY, que juntas controlam 80% do mercado. No Rio de Janeiro, o grupo controla os principais jornais, TVs e rádios, situação que seria proibida nos Estados Unidos e em vários países da Europa, onde há regulação democrática da mídia.
#OcupeaMidia

PROMISCUIDADE POLÍTICA
Várias das afiliadas da Globo pelo Brasil são controladas por políticos de direita envolvidos em inúmeros escândalos. A família Sarney controla a TV Mirante (GLOBO) no Maranhão e Fernando Collor controla a Gazeta (GLOBO) em Alagoas. A Globo construiu seu império a partir da relação promíscua com o regime militar, que lhe garantiu o acesso a toda a estrutura da Telebrás e a expansão nacional do seu sinal.
#GloboSemBigode
#GloboSemCollor

CORRUPÇÃO
A corrupção é marca da Globo desde a fundação. Seu crescimento na década de 60 se deu a partir de um acordo técnico ilegal com o grupo Time-Life, que mereceu uma CPI, mas foi abafado. Recentemente, veio à tona uma operação fraudulenta da empresa para sonegar impostos na compra dos direitos de exibição da Copa do Mundo de 2002. Além disso, a empresa vende espaços editoriais para divulgação de filmes e artistas, numa verdadeira grilagem eletrônica que a faz absorver recursos incentivados do cinema nacional.

MANIPULAÇÃO
A emissora opera como um partido político, direcionando o noticiário jornalístico a partir de suas opiniões conservadoras (seu ‘programa político’) e buscando definir a agenda pública a partir de entrevistados que têm visões alinhadas. A mudança na abordagem dos protestos simboliza bem a transição entre a deslegitimação e a tentativa de cooptação a partir de sua própria pauta. Momentos grosseiros de manipulação, como o das diretas já ou a eleição de Collor, ainda existem, mas perdem espaço para uma manipulação mais sutil, sofisticada e cotidiana.

 

Jornada de Lutas do Levante contra a Globo no Facebook:

https://www.facebook.com/events/192701367573115/

Dublê da Globo é dublê de líder da Veja

Do Tijolaço

O Blog ContextoLivre publica e a gente foi conferir. E achou muito mais.

Maycon Freitas, o entrevistado das Páginas Amarelas da Veja desta semana, como “representante” dos manifestantes da onda de protestos que tomou as ruas, presta serviços como dublê a Rede Globo de Televisão.

A Veja, é claro, nem se importou que Maycon tenha quase o dobro da idade da maioria dos manifestantes, mas o transformou num grande ativista cibernético.

revApresentado como “a voz que emergiu das ruas”, Maycon é apresentado como líder de uma comunidade no Facebook , a União Contra a Corrupção, onde se publica ou republica coisas como essa imagem aí do lado, dizendo que os médicos cubanos (cadê?) são guerrilheiros disfarçados e que um golpe comunista está em marcha. É mentira, a página é mantida por Marcello Cristiano Reis, um advogado paulista.

Se tivesse ido olhar o perfil de Maycon no Facebook veria que, antes de virar “celebridade”, suas últimas postagens foram em janeiro, com pérolas do tipo:

“Mulher que diz que homem é tudo igual. É porque nunca soube fazer a diferença na vida de um.”, ou

“No carnaval as mina pira , em novembro as mina ”pari”. “No carnaval os mano come, em novembro os mano some.”

Antes, em 2012, a vida estava boa para Maycon, como você pode ver nas fotos do líder de massas em Cancún, no México, num turismo “padrão FIFA” de deixar a gente com inveja. Como está sofrendo o revoltado Maycon!

VIDADURA

Ah, essa internet…

Ah, essa Veja…

PS. Até de um mistificador como o Maycon a gente respeita a privacidade. Todas as fotos são públicas no seu Facebook, não necessitam de compartilhamento.

Por: Fernando Brito

Alvo de protestos sociais, Globo se recusa a explicar indícios de sonegação de impostos

Documentos indicam que empresa tem dívida de ao menos R$ 615 milhões com a Receita. Emissora diz ter quitado débitos, mas não mostra comprovante. Fisco mantém sigilo. MP aguarda informações
Tadeu Breda,da Rede Brasil Atual

A Globo Comunicação e Participações, um dos braços da corporação midiática da família Marinho, negou-se na segunda-feira (1°) a responder às perguntas da Rede Brasil Atual sobre as denúncias de que estaria carregando, desde 2002, uma dívida de R$ 183 milhões com a Receita Federal. Corrigido para valores atuais, e somados às multas e juros por sonegação de impostos, os débitos da empresa com o Fisco alcançariam mais de R$ 1 bilhão. Em 2006, quando a Receita concluiu processo de investigação tributária contra a emissora, esse montante já havia ascendido a R$ 615 milhões.

Na tentativa de esclarecer a história, revelada pelo blog O Cafezinho, do jornalista carioca Miguel do Rosário, a reportagem entrou em contato com a CDN Comunicação, empresa que presta serviço de assessoria de imprensa para a emissora. “A Globo Comunicação e Participações esclarece que não existe nenhuma pendência tributária da empresa com a Receita Federal referente à aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de Futebol de 2002”, disse, em nota. “Os impostos devidos foram integralmente pagos.”

De acordo com os documentos revelados pelo blog, porém, “foi constatado que a TV Globo Ltda. adquiriu direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002 – o que ensejaria a tributação pelo imposto de renda na fonte – disfarçados sob a forma de investimentos em participações societárias no exterior”. O relatório da Receita Federal continua, detalhando que a empresa da família Marinho teria recorrido a um paraíso fiscal para “omitir declaração ou prestar informação falsa às autoridades fazendárias”, o que configuraria crime contra a ordem tributária.

“A TV Globo, para não recolher imposto de renda na fonte devido pelo pagamento, ao exterior, em razão da aquisição do direito de transmissão, por meio de televisão, de competições desportivas, adquire, em aparência, uma pessoa jurídica com sede nas Ilhas Virgens Britânicas”, revela o documento. “No entanto, menos de um ano depois, a sociedade é dissolvida e seu patrimônio vertido para que a TV Globo obtivesse a licença que a permitiria transmitir os jogos da Copa do Mundo de 2002, que foi o que, em verdade, acontecera”.

Versões

Apesar de negar a existência de dívidas com a Receita Federal, a emissora reconhece a existência da investigação tributária. “Todos os procedimentos de aquisição dos direitos pela TV Globo deram-se de acordo com as legislações aplicáveis, segundo nosso entendimento. Houve entendimento diferente por parte do Fisco. Este entendimento é passível de discussão, como permite a lei, mas a empresa acabou optando pelo pagamento.”

Essa mesma versão já havia sido publicada pelo portal de notícias UOL no último sábado (29). Porém, no domingo (30) o blog O Cafezinho trouxe novas evidências que contradiriam a nota oficial da Globo: um link da Receita Federal por meio do qual é possível consultar processos em curso na instituição. Ao inserirmos o número do processo contra a Globo, aparece a mensagem de que a situação está “em trânsito”. De acordo com Miguel do Rosário, blogueiro autor da acusação, isso significaria que a dívida não foi paga.

A reportagem pediu ainda que a Globo se posicionasse sobre as “novas evidências” divulgadas pelo blog – ou seja, a de que o pagamento ainda não fora registrado pelo sistema da Receita. Finalmente, questionamos se a empresa estaria disposta a mostrar o comprovante do pagamento. “A Globo só tem mesmo essas informações que eu te passei. Não daremos mais esclarecimentos sobre o assunto”, respondeu, por telefone, o assessor responsável.

Autoridades

Junto à Procuradoria da República no Rio de Janeiro, a Rede Brasil Atual soube que a investigação da Receita Federal sobre os supostos crimes tributários cometidos pela Globo fora iniciada a pedido do Ministério Público Federal (MPF) entre 2005 e 2006. O procurador responsável, que preferiu não conversar com a imprensa, não se lembra exatamente da data em que encaminhou ofício ao Fisco, mas revelou, por meio de assessoria, que tomou a iniciativa após inteirar-se das irregularidades fiscais da emissora durante uma audiência de justiça.

“Atualmente, o MPF acompanha a tramitação interna do caso na Receita Federal e encaminhou ofícios para a Receita pedindo informações sobre o pagamento integral da dívida”, afirmou a instituição, em nota. Apenas quando estiver munido dessas informações é que o procurador fará declarações à imprensa. Caso o pagamento tenha sido realmente efetivado, o MPF adianta que não caberá instauração de inquérito criminal, uma vez que a infração se acaba imediatamente após a quitação da dívida.

O Ministério das Comunicações foi questionado pela reportagem sobre as supostas dívidas tributárias da Globo, uma vez que a emissora opera uma concessão pública do Estado brasileiro. “No momento da renovação da concessão, que para emissoras de TV ocorre a cada 15 anos, as empresas de radiodifusão precisam comprovar que estão regulares junto à Receita Federal”, argumentou, em nota, informando que a concessão da Globo foi renovada em 30 de abril de 2008. “Caso seja constatada a existência de pendências no momento da renovação, o Ministério das Comunicações adotará medidas cabíveis.”

Procurada pela Rede Brasil Atual, a Receita Federal negou-se a prestar qualquer informação sobre o caso, alegando que todos os processos sobre irregularidades tributárias tramitam sob sigilo fiscal. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), que nos últimos 12 anos repassou ao menos R$ 5,86 bilhões em verbas publicitárias oficiais à emissora da família Marinho, também foi questionada sobre as dívidas tributárias da Globo. Contudo, não enviou nenhuma resposta.

“Se pagou, então mostra o Darf”, sugere. O Documento de Arrecadação de Receitas Federais, o Darf, é um demonstrativo que comprova o pagamento de dívidas tributárias das empresas brasileiras com a União.

Por isso, a Rede Brasil Atual insistiu em acionar a CDN Comunicação uma segunda vez para pedir um posicionamento da Globo diante dos novos fatos. Se a Globo efetivamente pagou suas dívidas com a Receita, como atesta a nota, requisitamos informações sobre o valor desse pagamento. Quanto foi desembolsado pela emissora: R$ 183 milhões? R$ 615 milhões? Mais de R$ 1 bilhão?

Protestos

Na quarta-feira (3), o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé realizou em conjunto com movimentos sociais um protesto em frente à sede da emissora, no Rio de Janeiro. Batizada como “Ocupe a Rede Globo”, a manifestação foi divulgada pelas redes sociais e contou com a participação de aproximadamente mil pessoas. Dois fatos motivaram a convocatória, de acordo com os organizadores.

“Nesse clima de manifestações que tomou o país, tínhamos visto necessidade de fazer assembleia popular de rua para discutir a democratização das comunicações no Brasil”, explica Theófilo Rodrigues, um dos coordenadores do Barão de Itararé na capital fluminense. “Escolhemos a sede da Globo como local simbólico para demonstrar a necessidade de um projeto de lei que institua um novo marco regulatório da mídia.”

Outra razão para o protesto, continua Rodrigues, são os crimes contra a ordem tributária cometidos pela emissora. “Estamos protocolando pedido de investigação no Ministério Público”, anuncia. “É muito grave assistir a uma concessão pública sonegando quantias tão grandes de impostos. Porém, o maior problema não é a sonegação fiscal em si, mas a sonegação de informações constantemente praticada pela emissora.”

A ideia de uma manifestação semelhante na sede da Globo em São Paulo também havia sido ventilada durante a assembleia popular realizada na terça-feira passada (25), na Avenida Paulista. Os organizadores, no entanto, resolveram adiar o protesto para o próximo dia 11, mesma data escolhida pelas centrais sindicais para uma grande mobilização nacional. A CUT é uma das entidades que integram o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

“Em vez do protesto na Globo, faremos, na quarta (3), uma série de aulas públicas no vão do Masp para discutir a cobertura midiática das manifestações e como ela acabou influenciando no processo de mobilização”, explicou Pedro Ekman, membro do Coletivo Brasil de Comunicação Intervozes, na última segunda-feira (1º). “Faremos ainda uma manifestação-relâmpago sobre regulamentação do novo marco civil. O problema não é só econômico, ou seja, a forma como grandes empresas de mídia obtêm vantagens financeiras em função de seu poderio: é um problema de democracia, de monopólio do discurso. É uma questão política”

MANIFESTAÇÃO EM MANAUS SOFRE SABOTAGEM DE ARTHUR E DA DIREITA

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A manifestação da última quinta ocorrida em Manaus demonstrou mais do que organização e sim uma sabotagem da direita. Marcada na internet para sair na Praça da Matriz às 18 horas houve manipulação de grupos de direita localizados na praça da Polícia e de São Sebastião que aproveitando a grande quantidade de manifestantes localizados no centro saiu com uma hora de antecedência do horário marcado. Desta forma buscou sabotar outra manifestação que iria rumo a prefeitura, além de desvirtuar as críticas ao prefeito se focando em Dilma.

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A falsa manifestação comandada por grupos de Arthur que usavam carros de som,  em direção a Arena da Amazônia, em para fazer um protesto contra o governo Dilma, já que o estádio representa a copa do mundo que conta com investimento federal. Além disso, esta manifestação, ao contrário de todas outras no país, não se direcionou a um orgão da esfera municipal (responsável pelos problemas na administração da cidade) como a prefeitura ou a Câmara de vereadores.

Desta forma o foco do Ato Nacional de luta pelo transporte coletivo foi sabotado e só foram levantados temas ligados a corrupção, copa e outros que ligavam os falsos problemas sociais à presidenta Dilma. Além disto não foram mencionados os nomes do prefeito e governador, que são os responsáveis pela administração pública da cidade e sua zona metropolitana.

Posteriormente uma outra manifestação formada por alunos da UFAM saiu do Centro passando pelo Terminal 1 na Avenida Constantino Nery, e se dirigiu para o local onde está o verdadeiro responsável pelos problemas da cidade: a prefeitura de Manaus. Em ambas as manifestações foi possível ver grupos ligados ao prefeito entregando faixas com discursos prontos contra o governo federal. Porém na manifestação que seguiu para a prefeitura se mostrou mais autêntica as demandas populares direcionadas ao prefeito e ao governador que participam do grupo político que há mais de 30 anos coloca a não-cidade em neste estado decrépito que envolve a educação (uma das piores capitais do país), transporte coletivo, saúde etc.

Ao que foi informado pela mídia local, o vandalismo foi guiado por um grupo de pessoas proveniente da manifestação da Arena que se dirigiram rumo a prefeitura. Haveria ligação destes “manifestantes” com os manipuladores grupos da direita presente na Arena?

No discurso do prefeito mensaleiro Arthur Neto os manifestantes da Arena eram o povo que mostrou “amadurecimento social” ao ponto que chamou os manifestantes da Ufam que foram para prefeitura de “vândalos”.

Esta lógica demonstra uma concepção política do PSDB em valorizar a manifestação onde seus grupos políticos estavam infiltrados e onde eles aniquilaram qualquer direcionamento a responsabilidade gerencial do executivo municipal. Tanto que vários manifestantes assumiram ao bloguinho que sabiam que aquela era uma passeata partidária e direcionada ao contrário da outra que vinha seguindo pela Constantino Nery.

O prefeito e vários de seus correligionários afirmaram que a “sua” passeata foi apartidária e que por isso foi pacífica. Ao contrário, ela foi direcionada e sabotada. Em uma atitude cinica o filho do prefeito, deputado Arthur Bisneto afirmou em nota que acha“legítimo e sou favorável às manifestações, mas desde que não haja envolvimento partidário”.

Como resposta deixamos a frase do deputado federal bahiano Jean Wyllys que se manifestou sobre este falso partidarismo: “Se você acha que, numa manifestação política, partidos não podem se expressar, você não é “apartidário”: é analfabeto político! Se você reclama da violência policial contra manifestantes, mas usa de violência contra militantes de partidos, você é um babaca incoerente”

Forbes publica o que o mundo já sabe: Revista Veja é odiada no Brasil e se envolveu em corrupção

Revista Forbes publicou matéria sobre a morte de Roberto Civita e a Editora Abril. Diz que Veja é um dos meios de comunicação mais odiados do Brasil e que se envolveu em corrupção e lavagem de dinheiro:

Billionaire Roberto Civita, Brazilian Media Baron, Dies At 76 

Apesar de amplamente lida, a publicação é também um dos meios de comunicação mais odiados do Brasil, devido ao seu conteúdo editorial de direita, cheio de lançadores de bombas políticas e sua clara oposição ao atual governo do Partido dos Trabalhadores.

(…)

Mais recentemente, Veja se envolveu em corrupção e em um inquérito de lavagem de dinheiro, que terminou com a prisão em fevereiro de 2012 de Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira (Charlie Waterfall), que supostamente é envolvido em jogos de azar no estado de Goiás.

Um rosto conhecido na política brasileira, Cachoeira também foi uma figura-chave do caso Mensalão. Mas, enquanto vários funcionários públicos foram demitidos, ele saiu livre. O Congresso do Brasil criou uma comissão especial para investigar o assunto, que incluía um calendário de audiências de pelo menos 167 convocações. Um dos editores da Veja foi um dos primeiros na lista.

(…)

O texto original, em inglês, está AQUI.

Fonte: Vi o mundo/ Forbes

FÓRUM PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA BUSCA APOIO POPULAR NA REGULAÇÃO MIDIÁTICA

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) está organizando um abaixo assinado em todo país para um projeto de iniciativa popular para a regulação da mídia a ser entregue ao congresso nacional.

O objetivo da FNDC é coletar 1,3 milhão de assinaturas.  Segundo o membro da FNDC, José Sóter, que afirma que o governo federal engaveta um avanço nesta questão, disse que “O Congresso vai ter que receber, e aí eu quero ver se o Executivo vai ter mais força que essas assinaturas”.

O diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), José Carlos Torves,  também apoia o projeto e falou que  “Será um equivoco político se o movimento social abandonar a perspectiva de exigir do governo a imediata apresentação de um projeto de regulação da convergência tecnológica”.

Os representantes das empresas de comunicação estiveram presentes à audiência do forum e muitos como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) se mostraram contra a regulação enfocando a liberdade de expressão.

Vivemos em um país onde a programação das concessionárias televisivas/radiofônicas não tem as funções “artísticas, culturais, educativas e informativas” que regulamente a Constituição Federal. Além disto temos uma Associação Brasileira de Imprensa inoperante e voltada ao interesse da grande mídia. Isto sem contar nos danos ao consumir lesado com um serviço de péssima qualidade como é a programação midiática.

Por estes motivos a regulamentação não será nenhuma forma de censura ou de limar a expressão. Será uma forma de acabar com o abuso e obrigar as empresas a cumprir a constituição e seus contratos de concessão, em benefício do espectador brasileiro.

A INEXISTÊNCIA DO JORNALISMO MANAUARA COMO SERVIÇO PÚBLICO E A VOLTA DO PROGRAMA LIVRE

A não-cidade de Manaus nunca teve uma programação jornalística (seja via rádio ou televisão) como um serviço público. E muito menos com as finalidades que um servíço midiático: artísticas, culturais, educativas e informativas como prevê a Constituição Federal de 88. Além da midiotização manauara estar sempre ligada aos interesses dos governantes e dos valores estagnados da classe média ignara.

Os canais de televisão por ser uma concessão deveriam ter em sua programação um serviço público. Porém por se serem em empresas privadas com praticamente nenhum compromisso com uma comunicação de qualidade vemos uma programação alienante e tendenciosa cada vez mais a estupidez.

Em Manaus a programação televisiva, por ter na dita “tv aberta” apenas retransmissoras dos canais nacionais, se mostra diretamente atrelada a programação desta sacrossanta glória da burrice nacional (Tom Zé), inclusive copiando tudo que há de pior nas concessionárias nacionais, inclusive quadros, trejeitos e a inutilidade pública nos moldes da revolução do olhar e até mesmo do que prevê a Constitução.

Na televisão dita “fechada” ocorre a mesma realidade: canais que apenas repetem os mesmos estereótipos dos canais abertos, ou no caso da TV Ufam que praticamente não produz programas e apenas reproduzindo intermitentemente o que ocorreu há anos como seminários e programas como o do Rumos Itaú Cultural, não tendo assim nenhuma importância com o novo.

O DESSERVIÇO PÚBLICO E A VOLTA DO PROGRAMA/CANAL “LIVRE”

As televisões assim como os jornais impressos estão diretamente atrelados aos governantes e “representantes públicos”, e muitas vezes servem para defender suas práticas e esconder seus atos comprometedores.

No caso da televisão amazonense, desde sempre vemos uma grande inutilidade e um engodo para que apareçam pessoas descomprometidas com uma transformação social (o que no caso de uma não-cidade como Manaus é muito comum).

Assim como em outros lugares do país, o espaço público concessionado da televisão se torna um espaço de “produção” de candidatos antidemocráticos, onde há uma vantagem destes candidatos pois possuem uma maior exposição do que os outros e ainda favorece a troca de favores/exploração (ou compra de votos (?)).

Programas que exploram a miséria alheia tanto dos “convidados” quanto dos expectadores (com suas míseras produções intelectivas) e que auxiliam a existência da miséria para que sempre o programa continue vendendo ilusão e rendendo eleição.

Na não-cidade de Manaus foi notório o programa Canal Livre exibido há alguns anos pelos vulgos irmãos “coragem” que em sua covardia além de explorarem o povo, estiveram ligados em processos criminais de homicidios e ligações com tráfico de entorpecentes, crimes estes que mostravam no programa como relacionados a outrem.  Seus apresentadores Carlos Souza, na época Vice-prefeito de Amazonino Mendes, e Wallace Souza foram condenados e “presos” por estes crimes.

Carlos Souza foi solto provisóriamente pelo desembargador Rafael Romano, logo conseguiu ser eleito em 2010 para o cargo de deputado federal, cargo que ocupa atualmente. Porém desde o mês passado Carlos voltou a exibir junto com seu outro irmão, Fausto Souza, o mesmo programa agora sob o nome “Programa Livre”.

Em seu formato a mesma lambança de antes: um programa de auditório que explora a miséria alheia e sua imagem “solidariamente” ajudando com o que o “povo necessita”, trazendo denúncias de problemas que o próprio Carlos, ligado ao grupo político há mais de 30 anos no poder, nunca fizeram questão de resolver. Além disto é comum o programa entrevistar e expor criminosos, os humilhando frente as câmeras. Os reporteres, quadros copiam o pior dos quadros/programas jornalísticos/policialescos da televisão brasileira com “personagens” como Gil Gomes por exemplo.

Isto se soma a falsa discussão de problemas da não-cidade e  ufanismo ao governador do estado do Amazonas Omar Aziz, em uma evidente exposição de interesse político. Há ainda auto-elogios do apresentador Carlos Souza, em um comportamento esquizo elogia ele mesmo como deputado federal.

Dentro de um programa inútil no que se propõe a constituição e como discutimos anteriormente cria a seguinte questão: por que um canal regional de televisão permite este tipo de programa, agindo  anticonstitucionalissimamente?

Não importa o canal deste programa, todos os outros tem uma mesma programação, a da inutilidade. A não-cidade de Manaus nunca utilizou do espaço midiático para construir junto a população espectadora saberes necessários a produção de uma existência libertária. Os empresários/produtores/apresentadores sempre estiveram aprisionados em suas paixões tristes e por isto nunca puderam fazer uma programação diferente das redes nacionais que também estão aprisionadas.

Os vereadores e prefeitos manauaras em seu desserviço público continua dando a concessão deste espaço público (os canais de tv e emissoras de rádio) para esta empresas de práticas anticonstitucionais. Estes programas nunca são livres, são sempre aprisionantes na irracionalidade produtora de miséria/resultado eleitoral. E assim a população que sempre se faz de espectadora alesada desta programação desrespeitosa continua vivendo nesta não-cidade e não “tendo direito” a um espaço de construção de novos saberes e novas formas de percepção da existência.

PREFEITURA DE ARTUR NETO, DO PSDB, 100 NADA

O vitual e o real

Manaus continua a mesma.  Ruas cheias de buracos, falta de água, reajuste da passagem de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3,00, agressão a estudantes por parte do rapa que reclamavam do reajuste  abusivo da passagem de ônibus.

Uma coisa é propaganda, virtualidade a outra é o fato, a situação real.

Nos jornais e televisões o prefeito e seus seguidores propagam realizações: tapa buracos, prourbis, construção de casas, entrega de ruas, iluminação, ampliação do horário de atendimento nas ubs, plano de reforma para 60 escolas e por ai vai.

O que o prefeito e sua equipe realizaram foi mínimo. Nestes 100 dias não há nada para ser comemorado.

Como comemorar algo se em campanha o prefeito prometeu que não reajustaria a passagem de ônibus?

Comemorar o quê se em várias áreas da não cidade de Manaus a falta de água continua sendo diária e persistente?

Tapar buraco é uma obrigação e isso já era para ter sido concluído nesses 100 dias, mas não é o que acontece. A cidade continua a cidade dos tatus a qual apenas para  que enriquecer donos de lojas de autopeças.

Para que economizar R$ 70 milhões se meu filho não tem mais leite. Comemorar 100 dias inaugurando obras que já estavam em fase de término é questionável.  O corredor viário do Mindu estava quase pronto quando ele assumiu a prefeitura.

Por que reajustar o IPTU se antes o prefeito criticava o elevado índice tributário?

Por que a campanha de limpeza de quintais nas diversas zonas da cidade ainda não foi autorizada para que as pessoas possam colocar seus entulhos nas laterais das vias e assim os caminhões da prefeitura os recolher. A dengue está ai e como já falamos; o prejuízo é enorme tanto para o município como para o Estado, bem como coloca em risco a vida de muitas pessoas.

Por que reformar escolas em pleno andamento do ano letivo? Há escolas no município que ainda não iniciaram as aulas bem como há escolas que começaram a partir deste mês e estão repondo aulas aos sábados.

Não se deve esquecer que este ano teremos avaliações externas como a prova Brasil e se as escolas retardarem suas atividades os índices educacionais do Amazonas irão continuar os últimos como se encontram hoje em comparação como os outros estados da federação.

Manaus como várias cidades do Brasil que sempre foram comandadas por políticos tradicionais, carreiristas são os principais responsáveis pelo que elas apresentam.

A  falta de planejamento urbanos, alagamentos resultados de fenômenos pluviais, falta de política habitacional, de saúde, educação. Por trás de tudo isso estão os políticos que ininterruptamente se elegem e são responsáveis pelo descaso que estas cidades como Manaus, São Paulo enfrentam.

O prefeito eleito prometeu muita coisa. Nestes 100 dias não há nada de fenomenal. A não cidade continua triste. Muito triste.

A capitalista promoção da FIFA, a copa do mundo por aqui em termos de transporte coletivo ainda não deu as caras. Neste momento obra nenhuma em termos de transporte  será concluído até a realização do evento.

E diante de toda esta situação, Manaus continua uma não cidade.

Uma não cidade 100 água, 100 transporte coletivo, 100 combate à dengue, 100 o leite do meu filho, 100 aulas, 100 cumprir promessas, 100 cancelar o contrato com a Manaus Ambiental, 100 dialogar com os movimentos sociais.

100 tudo isso, Manaus continuará a ser um território 100 cidade.  

 

 

  

 

    

JOVEM PARAENSE MOSTRA ATRAVÉS DE SIMULACRO A INEFICÁCIA DA MÍDIA AMAZONENSE

O jovem Jean Cardoso Lopes nascido na bela cidade de Óbidos, a filha do Rio Amazonas, veio para Manaus há 2 anos e atualmente estuda (?) no último ano do Ensino Médio na Escola Estadual Sebastiana Braga. Um estudante exemplar, estudioso, que responde as exigências dos professores e da instituição escolar. Com grande dedicação aos estudos Jean sempre tirou notas altas e se deu melhor que a média das turmas da escola.

Nesta semana quando o estudante chegou na escola levando um documento que certificava sua aprovação no curso de medicina  da Universidade de Harvard, sendo inclusive aprovado em outras cinco prestigiadas instituições americanas. Além disto o jovem foi convidado para um concurso de astronomia na Polônia. Alvíssaras para o estudante que cursou a escola pública no Amazonas e mostrou que pode dar certo. Correira total. A Secretaria de Educação só tem sorrisos e dá uma medalha ao estudante, estampando-o na capa do sítio virtual. A mídia amazonense retrata este orgulho da educação amazonense. Alvíssaras a nossa educação.

Tudo um falso problema. Dois dias após a divulgação o escritório da Harvard do Brasil divulgou que a notícia era falsa, que o nome de Jean não estava em nenhuma lista,  e que a instituição nem possui curso de medicina. A Seduc após descobrir este desdobramento disse que desconfiava desde o príncipio da autenticidade e aguardava o certificado do jovem. A mídia então acusou o jovem de fraude e até levantou a possibilidade de prisão. No fim como na pior das novelas brasileiras, amargamos as cenas ilusórias dos próximos capítulos que já estão escritos.

A INEFICÁCIA DA MÍDIA MANAUARA

A mídia amazonense representada pelos jornais, emissoras de rádios e tvs e alguns blogs já está acostumada a defender os interesses do governo a quem suas informações estão diretamente atreladas. Vemos eles sempre omitindo informações prejudiciais ao governo ou a prefeitura, ou ainda engrandecendo e heroicizando os governantes e suas ações. Pobre do povo que precisa de heroi, já dizia Brecht. E neste esquema de atrelamento e dependência, a mídia mais uma vez foi manipulada e manipulou a informação pública.

Quando divulgaram a notícia de que Jean tinha sido aprovado, vários jornais e a própria Seduc apontaram que o jovem ainda estava matriculado na instituição e que era finalista. Porém após a descoberta da farsa os jornais e a Seduc divulgaram a notícia que Jean já tinha terminado o ensino médio no ano passado. Obviamente uma manipulação para tentar beneficiar a Seduc, mas que saiu pela culatra, pois quando a notícia da suposta fraude ficou evidente logo frisaram que o estudante não tinha qualquer relação formal com a Escola Sebastiana Braga e com a Seduc.

E ainda por cima julgam o estudante de ser um “falso aluno” um “jovem fraudador”. Mas quem tornou as notícias públicas sem verificar as fontes senão a própria mídia manauara? Quem mudou a situação de matriculado para egresso senão os próprios jornais e blogs? Além de entender de que se trata de um jornalismo parasitário e dependente dos poderosos percebe-se que o repasse das informação é automático, sem o comprometimento com a notícia em sua amplitude social.

Não se que não trata-se da declaração que é falsa ou não, mas de discutir o por que de um jovem estudante dedicado fraudar um documento dizendo que foi aprovado em uma ou mais universidades americanas. Teria ele vergonha de dizer que com toda sua capacidade, foi aprovado na UFAM ou UEA? Ou será ele carrega o discurso colonizado de que só presta o que vem do centro do império?

Não cabe agora discutir a escolha do rapaz, mas sim como o simulacro criado por ele demonstra toda uma ineficácia da mídia e do ensino amazonense, e como são postas estas notícias de maneira inescrupulosa para a população.

A ilusão de que a educação amazonense pode ser boa como é posta

A Seduc tentou aproveitar para mostrar que a educação amazonense, que ano após ano amarga ser uma das piores do país, poderia ter melhorado. Mas como ter melhorado não foi realizado nada pela Secretaria que transformasse esta realidade. É necessário que as experiências na sala de aula levassem este aluno para fora (educere) em uma ultrapassagem da forma que ele estivera anteriormente. Como foi discutido várias vezes neste bloguinho os representantes pela secretaria não tem a concepção da verdadeira educação transformadora, e por isto mesmo já se sabe da impossibilidade de transformação da educação por quem não a quer ver transformada.

Daí o orgulho da Seduc em ter um aluno, matriculado, institucionalizado em uma universidade americana é algo que fica apenas na ilusão. E mesmo que fosse verdade seria um orgulho de certa forma contraditório, pois como ter um estudante “nosso” em uma universidade internacional sabendo que “nosso” ensino não corresponde ao que ele sabe e pra piorar é um dos piores? Seria uma forma ou de  fazer alguém acreditar que um milagre é possível, ou de mostrar que foi um caso isolado que nada reflete na educação em geral.

Assim esta sede de reconhecimento da Seduc em logo querer  colocar o estudante como parte da educação, não funcionou. Talvez mostrou apenas que este estudante é parte de uma educação fraudulenta. Fraude no sentido de que não amplia a realidade dos estudantes, e não corresponde no sentido de ultrapassagem que a educação conduz. Nada adiantou amplificar aquela que foi uma “brincadeira”, passada pelas redes sociais e levada a escola Sebastiana. No fim, sabemos que tudo não passa de um ineficaz simulacro.

Especialistas defendem regulação da publicidade infantojuvenil para garantir desenvolvimento saudável

da Agência Brasil

A publicidade dirigida ao público infantojuvenil contribui para o consumo de alimentos com baixo teor nutritivo e o surgimento de alterações emocionais em crianças e adolescentes. É o que diz a psicóloga norte-americana Susan Linn, diretora associada do Centro de Mídia Infantil Judge Baker, nos Estados Unidos. Ela participou, em Brasília, do Seminário Internacional Infância e Comunicação – Direitos, Democracia e Desenvolvimento. O debate reuniu por três dias pesquisadores e representantes de organizações ligadas ao tema de vários países e terminou ontem (8).

Susan é autora do livro Crianças do Consumo: a Infância Roubada e defende o fortalecimento dos mecanismos de regulação da publicidade infantojuvenil para garantir o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes e evitar o agravamento de conflitos familiares. “Pesquisas indicam que as crianças precisam de alimentação saudável, brincadeiras ativas e de passar um tempo com os adultos que cuidam delas para crescer e se desenvolver [adequadamente] e a publicidade e o marketing minam essas condições”, disse, ao acrescentar que, com a convergência das mídias digitais, crianças são expostas cada vez mais precocemente às telas por meio de tablets, smartphones, entre outros.

Na avaliação da especialista, a publicidade de produtos infantis deve ser direcionada aos pais, que não são tão vulneráveis quanto às crianças e têm mais capacidade para identificar as estratégias persuasivas. Ela ressaltou, no entanto, que o papel dos governos é fundamental para regular o setor, porque mesmo os adultos são levados a acreditar que “seus filhos não serão felizes se não tiverem determinados produtos”.

Para o membro do Comitê dos Direitos da Criança das Nações Unidas no Brasil Wanderlino Nogueira a experiência de outros países com sólida base democrática, como Suécia e Alemanha, provam que o caminho para combater esses problemas é a proibição da publicidade direcionada às crianças. Ele nega que essa medida comprometa o direito de liberdade de expressão.

“Não podemos confundir restrições à publicidade com violação da liberdade de expressão e de informação ou censura. Esses direitos fundamentais não compreendem a publicidade, baseada essencialmente em uma lógica mercadológica, que é a da venda de produtos e de serviços”, disse. “Precisamos pensar esse assunto dentro de um contexto maior de democracia e desenvolvimento humano sustentável”, acrescentou.

Para o professor do Instituto de Consumo da Universidade San Martin de Porres, no Peru, Jaime Delgado, uma das principais preocupações referentes à publicidade direcionada a crianças é o apelo feito para a venda de alimentos com elevados índices de açúcar, sódio e gorduras. Ele destacou que essa situação tem contribuído para o aumento dos índices de sobrepeso, obesidade, diabetes e outras doenças não transmissíveis entre crianças.

“No Peru, 25% das crianças com idade entre 5 e 9 anos estão acima do peso. Temos uma enorme riqueza gastronômica na América Latina, não podemos desperdiçar isso preferindo a chamada comida lixo, incentivados por propagandas que nos convencem que elas são boas e saudáveis”, alertou. Para reforçar seu argumento, Delgado exibiu a imagem de uma propaganda veiculada na televisão peruana e retirada do ar, em que aparece um bebê fazendo careta para o seio da mãe. “Essa cena absurda era para vender pizza”, completou.

No Brasil, o setor de publicidade é autorregulamentado. Desde o dia 1º de março, estão proibidas ações de merchandising (publicidade indireta colocada em programas, com a exposição de produtos) dirigidas ao público infantil em programas criados ou produzidos especificamente para crianças em qualquer veículo. A norma faz parte das novas recomendações para a publicidade que envolve crianças e adolescentes, definidas no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) é contrário à proibição total da publicidade infantil, por entender que se trata de parte essencial da educação e da formação de cidadãos responsáveis e de consumidores conscientes.

O Projeto de Lei 5.921/01, que proíbe a publicidade dirigida à criança e regulamenta a publicidade dirigida a adolescentes, tramita há doze anos no Congresso Nacional.

Hugo Chávez: “donos da Globo são filhotes do Império”

HUGO CHÁVEZ E A MÍDIA GOLPISTA BRASILEIRA

Ao ligar a televisão e rádio no Brasil se percebe que todos os canais e emissoras tratam a morte de Hugo Chávez, presidente da Venezuela e um dos mais importantes líderes de estado da América do Sul. Porém com rarissimas exceções (e bote raridade) ouvimos sobre Chávez muitas intrigas, calúnias, ódio, ressentimento, baixa potência de agir no mundo próprio da “imprensa” subserviente a direitaça e a subjetividade imperialista do capitalismo.

Falam dos 12 anos de governo de Chávez, acusam-o de ditador, populista, acusam o Itamaraty de terrorismo internacional, inventam que houve perseguição da população e censura da comunicação individual e midiática, afirmam que Chávez restringiu a liberdade de imprensa, sugerem até que o Brasil corte relações com a Venezuela, etc, etc…

Estas e diversas outras mentiras que ofendem a soberania do povo venezuelano e a inteligência (ainda que pequena) dos espectadores medianos da televisão brasileira. A Venezuela, que elegeu por quatro vezes o companheiro Chávez, e como já frisamos em diversos posts, passou por um período de desenvolvimento e distribuição social que o país nunca antes tinha passado. Chávez junto com Dilma, Mujica e Kichner engendram o Mercosul, e assim colocam um país que sempre foi rico em recursos naturais em cooperação na economia regional do bloco.

presidentes mercosul

A riqueza do petróleo da Venezuela, que sempre esteve na mão do capital americano/europeu, pode com Chávez propiciar um desenvolvimento com distribuição de renda favorecendo a maioria que antes estava na miséria. Isto a mediocridade midiática não fala.

Chávez sofreu uma tentativa de golpe militar com apoio dos Estados Unidos e da mídia golpista latinoamericana e como qualquer golpe de estado contra a democracia, o Brasil se posicionou contra o golpe. Isto a miserabilidade intelectiva da “mídia tupiniquim” omite.

Chávez e o senado venezuelano decidiram não renovar o contrato da empresa de televisão RCTV pois ela não cumpriu seu papel social. Assim como no Brasil, na Venezuelas as empresas de rádios e tvs conseguem seus espaços de transmissão por concessão pública e devem fornecer uma programação educativa e de interesse público (o que exclui violência, manipulação jornalistica, tendenciosidade aos poderosos, etc), ato garantido pela constituição brasileira e venezuelana, já que o espaço das rádios e tvs pertencem ao povo. Desta forma a RCTV assim como dezenas de empresas de rádio/tv não prestam o serviço que a população tem direito. Isto o maquinismo interesseiro e opressor da mídia  não pratica e ocupa espaço de outros que poderiam transformar.

Assim para mídia reacionário Chávez é uma figura fantasmagórica que nunca existiu e que serviu para colocar seus delírios anti-democráticos na desinformação da população.

Felizmente Chávez que agora descansa sabe que esta grande mídia não tem a força de um governo democrático como o que o Brasil e a Venezuela vem passando, que respeita a opinião pública, as instituições democráticas do estado, que não favorece seus governantes, que permite que se faça justiça, que não engaveta processos, que não tem medo dos tentáculos do imperialismo, que busca acabar com a desigualde. Este sim foi o governo Chávez, este sim continuará e permanecerá na memória, e o presidente bolivariano Chávez também permanecerá em nossas mentes como um homem do povo, que lutou por nós e contra eles, os deturpadores e dominadores.

A matemática esperta da ‘Folha’

Manchete da Folha deste domingo estampa ‘grave denúncia’:

“Programa social consome a metade dos gastos federais”.

Só profissionais da dissimulação conseguem vender como jornalismo manipulações grosseiras como essa, feitas para alimentar o alarido da agenda conservadora.*

A saber:

a) que a política econômica do governo do PT não passa de uma bolha de consumo atrelada à enorme ‘bolsa esmola’, ao custo de R$ 405,2 bi;

b) que o consumo de massa é mantido de forma artificial, com gastos assistencialistas – e reajuste abusivo do salário mínimo, a pressionar o sistema previdenciário;

c) que tudo isso é inflacionário porque desprovido da expansão dos demais ingredientes que sustentam a oferta (como se o hiato do investimento fosse um fato cristalizado);

d) que o conjunto subtrai recursos ao sagrado superávit primário, impedindo o Estado de canalizar maiores fatias aos rentistas da dívida pública;

e) que a solução é restaurar a agenda do Estado mínimo, com política salarial que desguarneça o núcleo desequilibrador da pirâmide de renda: o ganho real de 60% do salário mínimo no governo Lula.

Em resumo: PSDB na cabeça em 2014.

Dois disparos à queima-roupa denunciam a pistolagem atirando deliberadamente contra os fatos no alerta domingueiro da Folha.

A ‘grave denúncia’ apoia-se, de um lado, num truque contábil.

Ele pode ser pinçado de dentro de uma única e miserável linha do texto:

‘Foram excluídos da conta os encargos da dívida pública’.

A partir daí até camelo passa no buraco da agulha.

A pequena confissão subtrai do conjunto das comparações algo como R$ 200 bilhões.

Média do que custou o pagamento dos juros da dívida pública nos últimos anos.

Só os juros.

Não estão computadas aqui as despesas com amortizações e rolagens, que elevam o fardo rentista a quase 50% do gasto orçamentário federal, engessando-o para investimentos em saúde, educação etc.

São ‘pequenas’ elipses.

Mas são elas que tornam possível entregar o percentual encomendado pela manchete domingueira: ‘programa social consome a metade dos gastos federais’.

O segundo desvão da calculadora dos Frias engole aspectos cruciais da previdência social urbana.

No texto, ela é a ante-sala do inferno fiscal: equivale a 60% dos tais ‘gastos sociais’ do Estado brasileiro.

Um buraco de R$ 245,5 bi. (O Bolsa Família soma modestos 5% do total, R$ 20,5 bi, o que o impediria de sustentar a ‘grave denúncia’ da ‘Folha’)

A rigor tampouco a previdência o permite, exceto manipulada no liquidificador do jornalismo esperto.

Aos fatos.

A previdência urbana é superavitária desde 2007, graças à criação de 16 milhões de empregos com registro em carteira nos governos Lula e Dilma.

Em 2012, ela teve o melhor resultado de sua história: um superávit de R$ 25 bi.

O saldo cobre quase 35% do déficit da previdência rural, que estendeu o salário mínimo aos idosos do campo, privados de direitos trabalhista pelos mesmos interesses que hoje reclamam equilíbrio fiscal.

A transferência de uma renda mínima aos sexagenários rurais teve os seguintes desdobramentos:

a) a renda rural nos últimos seis anos cresceu 36% a mais do que o próprio PIB;

b) a previdência rural – que a agenda ortodoxa quer extinguir ou desvincular dos ganhos do mínimo – tornou-se um dos principais fatores de dinamização dos municípios no interior do país;

c) a década do governo Lula foi a primeira, em 60 anos, em que o êxodo rural no Brasil se estabilizou.

É uma pequena reviravolta histórica.

Deveria ser aprofundada, melhor debatida, retificada em suas lacunas, pesquisada e fortalecida em seus desdobramentos virtuosos.

Mas quem o fará?

Por certo, não a matemática esperta da Folha.

Por precaução eleitoral, ela cuida também de desqualificar os desdobramentos efetivos da ‘gastança social’ que condena.

A mensagem do conjunto reflete a mentalidade regressiva de um conservadorismo incapaz de se renovar.

Exceto em seu repertório de truques e traques, entre os quais se abriga o recado domingueiro da Folha:

‘Devolvam o país aos mercados; eles sabem como fazer a coisa certa’.

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* Observação:

O direito ao salário mínimo chegou ao campo com o Estatuto do Trabalhador Rural, criado em março de 1963. O Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural – denominado FUNRURAL, surgiu em 1969. Seu efeito prático, todavia, foi quase nulo porque a lei não previa a contrapartida de recursos para efetivá-la. O Programa de Assistência Rural (PRORURAL), criado em 1971, definiu a aposentadoria rural por idade somente para quem tivesse acima de 70 anos. Valor: ½ salário mínimo. Foi a Constituição de 1988, complementada pelas Leis 8.212 (Plano de Custeio) e 8.213 (Planos de Benefícios), de meados de 1991, que estendeu aos idosos e inválidos de ambos os sexos do setor rural o direito efetivo à aposentadoria por idade equivalente a um salário mínimo, equiparando-os em direitos aos trabalhadores urbanos. A recuperação do poder de compra do salário mínimo no governo Lula, com um ganho real da ordem de 60% sobre a inflação, integralmente repassado aos aposentados do campo, deu-lhes um protagonismo econômico e social que nunca tiveram na história do país. A faixa de renda popular –chamada ‘classe C’– saltou de 20,6% da população rural em 2003 para 35,5% dela em 2009,em grande parte graças às transferências do Bolsa Familia e da previdência rural. O livro “Superação da Pobreza e a Nova Classe Média no Campo” , de Marcelo Neri, atual presidente do Ipea, traz dados detalhados sobre o tema.

*Editorial da Carta Maior

A imbecilização do Brasil

Mino Carta

No Editorial de Carta Capital

Há muito tempo o Brasil não produz escritores como Guimarães Rosa ou Gilberto Freyre. Há muito tempo o Brasil não produz pintores como Candido Portinari. Há muito tempo o Brasil não produz historiadores como Raymundo Faoro. Há muito tempo o Brasil não produz polivalentes cultores da ironia como Nelson Rodrigues. Há muito tempo o Brasil não produz jornalistas como Claudio Abramo, e mesmo repórteres como Rubem Braga e Joel Silveira. Há muito tempo…

Os derradeiros, notáveis intérpretes da cultura brasileira já passaram dos 60 anos, quando não dos 70, como Alfredo Bosi ou Ariano Suassuna ou Paulo Mendes da Rocha. Sobra no mais um deserto de oásis raros e até inesperados. Como o filme O Som ao Redor, de Kleber Mendonça, que acaba de ser lançado, para os nossos encantos e surpresa.

Nos últimos dez anos o País experimentou inegáveis progressos econômicos e sociais, e a história ensina que estes, quando ocorrem, costumam coincidir com avanços culturais. Vale sublinhar, está claro, que o novo consumidor não adquire automaticamente a consciência da cidadania. Houve, de resto, e por exemplo, progressos em termos de educação, de ensino público? Muito pelo contrário.

Nossa vanguarda. Imbatíveis à testa da Operação Deserto

Nossa vanguarda. Imbatíveis à testa
da Operação Deserto

E houve, decerto, algo pior, o esforço concentrado dos senhores da casa-grande no sentido de manter a maioria no limbo, caso não fosse possível segurá-la debaixo do tacão. Neste nosso limbo terrestre a ignorância é comum a todos, mas, obviamente, o poder pertence a poucos, certos de que lhes cabe por direito divino. Indispensável à tarefa, a contribuição do mais afiado instrumento à disposição, a mídia nativa. Não é que não tenha servido ao poder desde sempre. No entanto, nas últimas décadas cumpriu seu papel destrutivo com truculência nunca dantes navegada.

Falemos, contudo, de amenidades do vídeo. De saída, para encaminhar a conversa. Falemos do Big Brother Brasil, das lutas do MMA e do UFC, dos programas de auditório, de toda uma produção destinada a educar o povo brasileiro, sem falar das telenovelas, de hábito empenhadas em mostrar uma sociedade inexistente, integrada por seres sem sombra. Deste ponto de vista, a Globo tem sido de uma eficácia insuperável.

O espetáculo de vulgaridade e ignorância oferecido no vídeo não tem similares mundo afora, enquanto eu me colho a recordar os programas de rádio que ouvia, adolescente, graciosas, adoráveis peças de museu como a PRK30, ou anos verdolengos habitados pelos magistrais shows de Chico Anysio. Cito exemplos, mas há outros. Creio que a Globo ocupe a vanguarda desta operação de imbecilização coletiva, de espectro infindo, na sua capacidade de incluir a todos, do primeiro ao último andar da escada social.

O trabalho da imprensa é mais sutil, pontiagudo como o buril do ourives. Visa à minoria, além dos donos do poder -real, que, além do mais, ditam o pensamento único, fixam-lhe os limites e determinam suas formas de expressão. O alvo é a chamada classe média alta, os aspirantes, a segunda turma da classe A, o creme que não chegou ao creme do creme. E classe B também. Leitores, em primeiro lugar, dos editoriais e colunas destacadas dos jornalões, e da Veja, a inefável semanal da Editora Abril. Alguns remediados entram na dança, precipitados na exibição, de verdade inadequada para eles.

Aqui está a bucha do canhão midiático. Em geral, fiéis da casa-grande encarada como meta de chegada radiosa, mesmo quando ancorada, em termos paulistanos, às margens do Rio Pinheiros, o formidável esgoto ao ar livre. E, em geral, inabilitados ao exercício do espírito crítico. Quem ainda o pratica, passa de espanto a espanto, e o maior, se admissível a classificação, é que os próprios editorialistas, colunistas, articulistas etc. etc. acabem por acreditar nos enredos ficcionais tecidos por eles próprios, quando não nas mentiras assacadas com heroica impavidez.

O deserto cultural em que vivemos tem largas e evidentes explicações, entre elas, a lassidão de quem teria condições de resistir. Agrada-me, de todo modo, o relativo otimismo de Alfredo Bosi, que enriquece esta edição. Mesmo em épocas medíocres pode medrar o gênio, diz ele, ainda que isto me lembre a Península Ibérica, terra de grandes personagens solitárias em lugar de escolas do saber. Um músico e poeta italiano do século passado, Fabrizio de André, cantou: “Nada nasce dos diamantes, do estrume nascem as flores”. E do deserto?

ESTADOS, PREFEITURAS APROVEITAM COMOÇÃO NACIONAL PARA MOSTRAREM SERVIÇOS

No domingo, 27 dia da tragédia em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, iniciou o debate sobre a situação de funcionamento da boate Kiss.

Para as autoridades, como expressou o governador do Rio Grande, Tarso Genro em entrevista, este chegou a afirmar que o alvará de funcionamento da casa estava em dia. Evidentemente que para o Estado isso era o ideal, pois o livraria de responsabilidades, de culpa, no sentido paulíneo-cristiano. Nessa mesma tônica o prefeito da cidade também afirmava que tudo estava regularizado.

Não foi o que se descobriu depois. O alvará estava vencido. Ruim para o Estado, para o município e para os proprietários da casa noturna.

Era preciso dar demonstrações de atuação do Estado. Prenderam um dos proprietários da casa de show Kiss e dois membros da pirotécnica banda fandangueira.

O Estado e o município não se livrarão de responsabilidades. Autorizar uma casa de shows para mais de 1500 pessoas apenas com uma porta de entrada é de uma irresponsabilidade tamanha. Irresponsabilidade que deve ser compartilhada com a empresa de bombeiros que fez as fiscalizações e vistorias, segundo o Jornal Zero Hora de Porto Alegre.

A demonstração da existência de uma não cidade começou por aqui. Telejornais repercutiram na segunda-feira a iniciativa da prefeitura  psdebista de Manaus em ir a campo fiscalizar casas de shows. Identificaram 39 casas funcionando precariamente e as interditaram.

Quando nós neste intempestivo blog afirmamos que estamos numa não cidade é exatamente por demonstrações como essa. Se não fosse a tragédia em Santa Maria, no Rio Grande, as casas noturnas interditadas por aqui continuariam bailando, fandangando, funcionando e nenhum prefeito apareceria junto com equipes de fiscais vistoriando esses points.

Nesta não cidade, as casas de shows, na sua maioria são galpões. É cerca por todos os lados para bois. Por aqui não vemos nenhuma preocupação com o cliente que freqüentam essas casas, mas sim, almejam lucros capitalísticos, que infelizmente nossos notívagos narcotizados por drogas como a Globo impossibilitam refletir sobre tal exploração e perigo de morte em caso de incêndio.

Para produzir uma casa dentro de padrões próprios para shows é necessário que o empresário apresente o projeto aprovado por todos os órgãos governamentais. Por estas bandas são poucas as casas que cumprem esses critérios. O comum é transformar galpão em danceteria.

E como afirmamos em posts anteriores, os aproveitadores de tragédias buscam aparecer exatamente no memento da dor que é para o povo também levado pela emoção não fazer a análise, a reflexão da necessidade de um trabalho desse sempre, independente de tragédias, de mortes.

Tragédias como surto de dengue, por exemplo, que o prefeito cassado não organizou e o atual só está fazendo promessas de iniciar a fiscalização, fumacê e recolhimento de lixo. Até iniciarem os mosquitos já infectaram muita gente e aí o prejuízo para o Estado vai ser maior.

Para finalizar, a fiscalização do Estado não deve centrar-se apenas em casas de Shows, mas deve desdobrar-se para Igrejas disangelistas, católicas, escolas e outros locais onde se concentram grande número de pessoas como escolas e quadra de samba,por exemplo.

PARRICÍDIO DÁ LUCRO, CAUSA SENSAÇÃO E COMPROVA QUE A POLÍCIA NÃO É NECESSÁRIA

O parricídio ocorrido em Manaus na semana que findou e o mata pai de Maués merece o seguinte comentário. Esse tipo de violência é amplamente explorado pela mídia que visa um único resultado: o lucro; parte da população sente grande sensação pela violência e a polícia não é necessária.

A violência é um produto que na sociedade capitalista é bastante lucrativa. Quando ocorre um parricídio ou chacinas, jornais, televisões exploram ao máximo porque lhe rende lucro e audiência. Quase ninguém aparece para comentar, analisar e dizer o que está por trás da violência.

Qualquer tipo de violência é repugnante. Um grito, uma palmada, uma surra, um berro. Matar uma pessoa é inadmissível, bem como gritar, agredir física e moralmente.

Na sociedade na qual vivemos isso é comum. Torturas, mortes, esquadrão da morte. Nossa vida é uma luta contra a morte. A cada surra que um pai dá num filho é a morte dele e /ou da criança que está sendo construída.

Mas quanto ocorre um massacre como esse, o pai, a mãe, o irmão  violento são os primeiros a enlutar-se. A polícia que por si já é uma violência sente repulsa. E a mídia agradece. É pauta para vários dias até a próxima chacina.

O parricida de Manaus nas declarações dadas disse ter agido por interesse a herança e conflito de ordem familiar com o pai. Matou primeiro a tia e a prima,  e depois o pai. Matou as duas porque elas desconfiariam dele.

Numa primeira abordagem pode-se dizer que havia de sua parte interesse em herança e que o fato do pai não aceitar sua homoeroticidade motivara o parricídio.

Falta, porém um elemento que parece imperceptível. O uso de drogas. O parricídio foi planejado, orquestrado e por ocasião  do ato, sob efeito narcotizante não teve volta. Não queremos dizer que única e exclusivamente a morte tenha sido causada só por causa do consumo da droga. Há outros motivos associados que provocaram o triplo “ pulo de muro”.

Outro ponto que merece comentário é sobre a polícia. O governo do Estado faz a maior propaganda do Ronda no Bairro, do aparelhamento da polícia, de investimento em segurança, cursos, treinamento para evitar a violência. Cabe aqui uma pergunta. A polícia inibe a violência?

O parricídio é a resposta. A polícia não resolve. Temos um exemplo familiar. A tia e a prima do Jimmy Robert foi ex- esposa e filha de militar.

Se a polícia fosse importante ela evitaria o massacre. Ah, mas não podemos prever o que as pessoas vão fazer, dizem alguns policiais. Certo. Comprova-se de que não são necessários.

Nosso país foi produzido sob o julgo da violência. Genocídio de índios. Mortes de trabalhadores. Golpe de Estado. Torturas. A violência é reproduzida diariamente. As televisões teem grande parcela de responsabilidade nisso. Nossas crianças estão sendo treinadas para a guerra. Video-games estão incentivando tiroteios, caças e mortes. E a morte, infelizmente é um tabu entre nós e causa essa falsa comoção cristã que rende lucro, sensacionaliza a vida e não é vista como uma passagem  onde o morto continua vivo, né amigo, Bert Brecht.

 

   

PRESIDENTA DILMA CHAMA AS ACUSAÇÕES ATRIBUIDAS A MARCUS VALÉRIO CONTRA LULA DE LAMENTÁVEIS

A presidenta Dilma Rousseff, que esteve hoje em Paris na abertura do Fórum pelo Progresso Social, comentou as acusações presentes no jornal dos representantes da casa grande O Estado de S. Paulo, onde supostamente Marcus Valério disse que o ex-presidente Lula sabia do esquema do alcunhado mensalão, tendo autorizado inclusive empréstimos aos envolvidos e ainda tirando  benefícios deste.

Em uma entrevista feita no no Palácio do Eliseu ao lado de Lula e do presidente francês François Hollande, Dilma rebateu estas falsas e recorrentes acusações mostrando todo o apreço que o país tem pelo sapo barbudo Lula: “É sabida minha admiração, o meu respeito e minha amizade pelo presidente Lula. Portanto eu repudio todas as tentativas – e esta não é a primeira – de tentar destituí-lo da sua imensa carga de respeito que o povo brasileiro lhe tem”.

Em um país onde a mídia reacionária produz uma série denuncias caluniosas não há espanto nesta declaração que também nada se diferencia da suposta denúncia do mesmo Marcus Valério publicada na facista Veja. Este tipo de mídia subserviente a interesses da direitaça não se sujeita em dizer por exemplo que os únicos documentos que existem provando o envolvimento de um presidente que recebeu dinheiro de Marcos Valério, foram os 500 mil reais recebido Fernando Henrique Cardoso. Como diz a sabedoria popular: quando se submete ao corrupto patrão, não tem razão nem produção.

Cordel da Regulamentação da Comunicação

Para que a liberdade chegue aos ditos meios de comunicações que hoje é acorrentada com as atuais consessões. Por uma televisão e rádio voltadas as  educações que ultrapassa todas condições, que represente as varias vozes, sotaques, expressividades, vivências, festas, histórias de nosso povo, da nossa nação.

Vídeo produzido pelo Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) para a Campanha Nacional Para Expressar a Liberdade (www.paraexpressaraliberdade.org.br).

Ficha técnica:

Direção: Dea Ferraz;
Produção: Laura Lins;
Fotografia: Luiz Henrique;
Som: Rafa Travassos;
Realização: Centro de Cultura Luiz Freire;

“Assusta-me que FHC assuma a bandeira da regulação da mídia”

Em entrevista à Carta Maior, Venício Lima, pesquisador na área da Comunicação, analisa as recentes declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, favoráveis a regulação dos meios de comunicação. “Isso pode significar que algum tipo de costura de bastidores pode estar sendo feita para que haja alguma coisa que se apresente como regulação e que não chegue nem ao que já está na Constituição há 23 anos. Então, tenho medo disso”, afirma.

Vinicius Mansur

Brasília – Durante o seminário “Meios de comunicação e democracia na América Latina”, realizado no último dia 15 pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso (FHC), o ex-presidente defendeu a regulação da mídia como condição da democracia . O evento marcou também o lançamento de uma publicação conjunta do iFHC, Centro Edelstein de Pesquisas Sociais e da Plataforma Democrática apresentando reflexões e propostas para mudanças na legislação do setor.

As declarações aparentemente inusitadas de FHC – historicamente alinhado aos setores da mídia que abortam qualquer discussão sobre o tema taxando-o como tentativa de censura e ataque a liberdade de imprensa -, entretanto, não surpreendem o professor aposentado de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) Venício de Lima. O pesquisador aponta indícios de mudança na estratégia dos grandes grupos de mídia e teme que eles assumam a bandeira da regulação para fazê-la entre aspas: “Ou seja, muda para não mudar.”

Confira a entrevista.

O senhor se surpreendeu com a posição de Fernando Henrique Cardoso?

Não me surpreende, mas me preocupa. Tenho a impressão de que os setores historicamente avessos até ao debate sobre a questão da regulação estão se apropriando de um certo vocabulário de regulação da mídia, o que não necessariamente significa um avanço democrático. Há várias sinalizações disto.

Quais?

Em 2003, se não me engano, quando o Conselho de Comunicação Social [órgão auxiliar do Congresso previsto no artigo 224 da Constituição] ainda funcionava – porque desde dezembro de 2006 ele não funciona mais – criou-se uma subcomissão para discutir concentração da mídia no Brasil, por iniciativa do à época conselheiro Alberto Dines. Eu fui um dos convidados e apresentei um texto tratando da concentração histórica, não só, mas sobretudo, na radiodifusão do país. A última pessoa convidada foi um filósofo gaúcho chamado Denis Rosenfield, que não é da área, mas é um expoente do pensamento liberal conservador no Brasil. Sua participação foi sugerida e apoiada pelos grandes grupos de mídia que tem representação no Conselho. Ele criticou todas as apresentações anteriores, muito particularmente a minha, reafirmando todas as posições tradicionais dos grandes grupos de mídia, por exemplo, contrário a qualquer tipo de controle da propriedade cruzada dos meios e coisas desse tipo.

Recentemente, este ano, esse mesmo professor publicou um texto, destes que são publicados em vários jornais, defendendo a regulação do setor. Ele comete alguns erros bastante primários, mas pelo fato de ter publicado este texto e de ter defendido há menos de dez anos atrás posições totalmente opostas, passei a suspeitar de que os grandes proprietários da mídia começaram a se apropriar da necessidade de uma certa atualização da regulação, o que me preocupa porque isso pode significar que algum tipo de costura de bastidores pode estar sendo feita para que haja alguma coisa que se apresente como regulação e que não chegue nem ao que já está na Constituição há 23 anos. Então, tenho medo disso. Como acontece no Brasil, na maioria das vezes, as mudanças são para continuar onde estamos.

Há outras sinalizações?
Quando da aprovação da Lei 12.485, no final do ano passado, unificando a regulação da televisão paga, o jornal O Globo fez um editorial falando “precisamos mesmo atualizar a legislação da área e um bom exemplo do que precisa ser feito é essa lei, que foi feita sem contaminação ideológica, sem viés populista”, etc.

Além disso, o professor Bernardo Sorj, que é o representante do Centro Edelstein, que inclusive publica o livro lançado no seminário promovido pelo Instituto FHC, é o organizador de outro livro publicado há uns dois anos pela Paz e Terra, junto com a organização Plataforma Democrática. Esse livro não deixa qualquer dúvida sobre a posição desses centros de estudo sobre as questões que tem sido levantadas em relação aos marcos regulatórios que estão sendo implementados na América Latina. O próprio Bernardo Sorj, em outro texto, defende explicitamente a manutenção da propriedade cruzada dos meios, argumentado que a concentração talvez fosse uma forma de garantir a permanência dos veículos impressos, ameaçados pelas novas tecnologias. Então, fico com pé atrás, a menos que ele tenha mudado de posição.

Ou seja, a mídia tradicional prevê a regulação da comunicação como inevitável no Brasil e se movimenta para garantir uma regulação que lhe seja menos prejudicial?

Seria isso, como acontece com relação à bandeira da liberdade de expressão. Você vê setores que apoiaram o golpe de 1964, que patrocinaram a última expressão institucionalizada da censura no Brasil, assumindo indevidamente, de forma totalmente absurda, a bandeira da liberdade de expressão. Os mesmos grupos que apoiaram um governo que institucionalizou a censura e que, inclusive, afetou a eles próprios! O risco que se corre agora é que com esse movimento, certamente articulado com os próprios grandes grupos de mídia, eles assumam a bandeira da regulação e façam a regulação entre aspas. Ou seja, muda para não mudar.

Entre as propostas tiradas neste seminário, eles falam em combater a concentração da propriedade dos meios privados.

Eles precisam explicar melhor. Muita gente fala que combater a concentração é finalmente cumprir o que está naquele decreto 236, de 1967, da ditadura. Aquilo ali não tem nada a ver com propriedade cruzada. Limitam o número de concessões por região geográfica e um parágrafo poderia ser aplicado na formação de redes. Não há qualquer controle na formação de redes de rádio e televisão como a Globo. Do ponto de vista jurídico, inclusive da ação do Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] em relação a formação de cartéis e controle de oligopolização, esses grupos são aceitos como rede.
Mas eu ainda não vi a publicação lançada neste seminário e prefiro fazer um estudo do documento. Estou falando com base nas coisas que eu já vinha observando e sobre algumas já escrevi.

Seria importante ter um aliado como FHC nesta luta?

Ao contrário, me assusta que FHC e o grupo em torno dessa promoção assumam a bandeira da regulação, eu jamais diria que ele é aliado. Se fosse teria promovido a regulação nos anos que foi presidente da República ou, então, o PSDB estaria apoiando alguma coisa nesse sentido.

Carta Maior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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