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MINISTRO DO ESPORTE, ORLANDO SILVA, PEDE DEMISSÃO E PC do B JÁ PREPARA SUBSTITUTO

A presidenta Dilma Vana Rousseff  encontrou-se ontem, dia 25, com o presidente do Partido Comunista do Brasil (PC do B), Renato Rebelo, para discutir a situação do ministro do Esporte, Orlando Silva, camarada do partido comunista. O resultado da reunião, cujo teor não foi revelado, saiu hoje: o ministro Orlando Silva, pediu demissão da pasta esportiva.

Orlando Silva é acusado pelo ex-camarada Policial Militar, João Dias Ferreira, de participar de um esquema de fraude – na linguagem popular, corrupção – no Programa Segundo Tempo que junto a algumas Organizações Não-Governamentais desenvolviam o programa para incentivar crianças e adolescentes a praticarem esporte.

A bamba situação de Orlando Silva tornou-se mais periclitante a partir do momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) atendendo um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) resolveu abrir inquérito contra as acusações que o mesmo vem sendo alvo.

Comenta-se que na conversa de ontem da presidenta com o presidente do PC do B, Renato Rebelo, Dilma já havia demonstrado constrangimento com a presença de um ministro sendo investigado pelo STF.

Renato Rebelo, depois de se reunir com os líderes do partido na Câmara dos Deputados disse que vai conversar com a presidenta para decidir a situação do Orlando Silva, visto que segundo Dilma, a pasta é dos ditos comunistas.

Sendo assim, já se cogita para ocupar o cargo o deputado Aldo Rebelo (PC do B/SP).

Enquanto isso, depois de marcar presença na Câmara dos Deputados para falar sobre a acusação do ex-ministro e apresentar provas, o delator ex-camarada Policia Militar, João Dias Ferreira, não compareceu. Frustrando os espíritos fuxiqueiros dos apelidados oposicionistas.

PRÊMIO NOBEL DA PAZ 2011 FICA COM TRÊS MULHERES MILITANTES DAS CAUSAS LIBERTÁRIAS

Em uma sociedade onde predomina a moral irracional, as premiações soam como hipocrisias. Por isso, enquanto o homem não se dispõe a produzir existências reais, as abstrações reconhecedoras vão permanecer como objetos fálicos. Como substitutos do que não pode ser realizado. Uma sociedade humana.

Todavia, mesmo que se acredite que o Prêmio Nobel é uma abstração da moral burguesa, apesar de se querer passar como não sendo, mas sendo, a escolha das três mulheres, a presidenta da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, a ativista Leymah Gboweee e a jornalista-ativista iemenita Tawakkul Karman, escapa do glamour burguês da premiação. As três mulheres carregam dimensões históricas otológicas que por si só eliminam qualquer possibilidade delas, inteligentes e engajadas, serem atingidas em suas categorias pelas notas que sustentam as cerimônias de premiação do Nobel, que se constitui em um ritual fálico. Mas que serve muito bem para sustentar a insegurança e o reconhecimento vaidoso de personagens como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Nesse plano, o prêmio surge mais como um alimento enfermo aos vaidosos que, tíbios, não entendem que viver é se comprometer com a vida e não representar uma aparência calcada em uma moral abstrata sustentada pelo patogênico afeto-orgulho.

Muito distantes da premiação do Nobel, essas três mulheres militam pelas causas que dignificam a vida. Ellen Johnson-Sirleaf e Gbowee, unidas com outras mulheres, lutaram contra a guerra civil em seu país. E continuam lutando pelas causas políticas em favor da liberdade. Karman lutou, e luta, pela democracia e o direito das mulheres, no Iêmen. Escolhas, como diz o filósofo Sartre, que as tornam responsáveis pelo sentido histórico do Mundo. Ato que nenhum Nobel pode envolver.

DIA DO ORGULHO HETEROSSEXUAL É VETADO PELO PREFEITO DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Kassab, já havia advertido que vetaria o Projeto de Lei de Número 294/05, de autoria do vereador ultraconservador Carlos Apolinário, do partido da direita parasitária DEM, que propunha 1º de dezembro como o Dia do Orgulho Heterossexual. Advertência, e veto. Não adiantou sua aprovação, em segunda votação, no dia 2 de agosto.

A decisão de Kassab decorreu do entendimento que foi extraído do texto do projeto que, segundo o prefeito, iria promover o preconceito contra os homossexuais. “O texto da ‘justificativa’ que acompanhou o Projeto de Lei descreve, em vários trechos, condutas atribuídas aos homossexuais, todas impregnadas de sentimentos de intolerância com conotação homofóbica”. Entende-se, então, “que apenas e tão só a heterossexualidade deve ser associada à moral e aos bons costumes, indicando, ao revés, que a homossexualidade seria avessa a essa moral e a esses bons costumes”.

O projeto de Apolinário é estupidamente revanchista, próprio de consciência malograda. Revanchista porque pretende lutar por um status que ele acredita ser necessário para afirmar sua sexualidade e encontra-se com os homossexuais: o direito de ter o Dia do Orgulho Gay. Consciência malograda porque ele em sua contagiante estupidez não sabe que um gay geneticamente é heterossexual. Assim como um heterossexual, fenomelogicamente, é homossexual. Todo chamado homem e chamada mulher vivenciou em seus percursos corpos de seu mesmo sexo. E não há nada de imoral – como diz o filósofo Sartre: sempre os campeões da moral, e o pior da moral burguesa – o heterossexual se apaixonar por uma imagem símile.

Agora, quanto ao orgulho, de um corpo a outro, é sempre uma ideia triste, como diz o filósofo Spinoza. Todo tipo de orgulho é a tradução da insegurança. Nem o chamado gay, nem o chamado heterossexual não precisam de orgulho, visto que orgulho é imobilidade em uma imagem pétrea.

GOVERNO FEDERAL DEMITE SERVIDORES DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES E DNIT ACUSADOS DE CORRUPÇÃO

O governo federal continua com a operação limpeza no Ministério dos Transportes. Demitiu seis servidores acusados de corrupção. Dos seis, quatro são assessores, indicados e ligados ao deputado Valdemar Costa Neto (PR/SP) e ao ex-ministro Alfredo Nascimento.

Da parte de Alfredo, Dacy Michiles, que é membro de família envolvida na política manô. Irmão do ex-deputado Humberto Michiles. Todos eles membros históricos da direita que se apoderou do estado do Amazonas antes e depois da ditadura.

Tiveram suas demissões assinadas pela ministra da Casa Civil, Gleise Hoffmann, e publicada no Diário Oficial da União (DOU), os servidores Estevam Pedrosa, Darcy Michiles, e José Osmar Monte Rocha, este acusado na contratação de uma empresa de fachada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no valor de R$ 18,9 milhões. Enquanto Maria das Graças, que trabalhava na secretaria, teve a demissão assinada pelo ministro dos Transportes, Sérgio Passos, que também demitiu do DNIT Luiz Cláudio dos Santos Varejão, coordenador-geral de Operações Rodoviárias, e o coordenado de Administração Geral, Mário Sérgio Fatureto.

FUNDAÇÃO MEDICINA TROPICAL JÁ TEM NOVA DIREÇÃO

Depois de muito frisson burocrático, relações políticas e conchavos para decidir se a atual direção da Fundação Medicina Tropical permanecia ou se seria substituída por outra, prevaleceu a opinião da maioria dos funcionários da Fundação.

A direção atual, que teve Sinésio Talhari como titular, será substituída amanhã, dia 14, pela Dra Graça Alecrim, esposa do secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, que por sua vez já foi, em outras luas, diretor-presidente do órgão. E que por outras luas foi o responsável maior pela destituição do médio José Carlos Ferraz, diretor-presidente da instituição, que resultou na trasladação de Sinésio Talhari, na época amigo de Alecrim, para o cargo tão cobiçado no organismo da saúde amazonense. (Ainda assim, como bom cristão não guarda rancor, Ferraz é um dos grandes apoiadores de Graça Alecrim.)

Com a nomeação de Graça Alecrim para o cargo de direção da instituição infecto-contagiosa, não termina a lógica da posse do poder nos órgãos públicos do Amazonas. Se, por um lado, o médico Sinésio Talhari, durante suas administrações em órgãos de Manaus já demonstrou fascinação por esse inexistente ente chamado poder – o poder é um vazio, diz o filósofo francês Baudrillard -, como ficou demonstrado em sua gestão na Fundação Medicina Tropical, e agora é destituído, com todo seu séquito de amantes do vazio do poder, a indicação da doutora Graça Alecrim, mesmo sendo a escolhida pela maioria dos funcionários, só confirma essa lógica que se atualiza nas decisões dos chefes do Executivo. Visto que a decisão não sai precipuamente da vontade-popular dos funcionários, mas da força oficial do governador. Pois, como sendo Graça Alecrim habitué do vazio do poder na instituição, a lógica permanece a mesma. Amar o vazio faz bem à dor.

E assim será até enquanto os próprios funcionários não escolherem os dirigentes de seus órgãos de forma democrática, com eleições diretas internas nesses órgãos. De qualquer sorte, Graça Alecrim, no momento, representa a vontade da maioria dos funcionários, o que forma um status (no latim: estado/situação) que pode ser trabalhado para um administração realmente pública.

No mais, nunca é demais lembrar a lógica daquele antigo barnabé, que sabendo que os fatos poderiam ser outros, afirmava: “Pior seria se pior fosse”.

TRUQUE DA ALEMANHA: MANDA MAIS SOLDADOS PARA O AFEGANISTÃO, E LIBERA SOLDADOS DA OTAN PARA LUTAR NA LÍBIA

Na linguagem anti-bíblica, o que a Alemanha está fazendo é servir a dois senhores. Na votação para decidir a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que criava a zona aérea na Líbia, e concedia à força militar internacional o direito de bombardear o território líbio, a Alemanha se absteve. Um ato visto pela maioria da sociedade global como racional. A parte da sociedade global que é contra a mentira usada em nome da paz, como fazem os países imperialistas/intervencionistas, comandados pelo histórico tirano Estados Unidos, quando querem usufruir dos bens materiais que possuem os povos violados em suas soberanias.

O governo alemão decidiu aumentar seu efetivo soldadesco-bélico no Afeganistão – outra invasão comandada pelos Estados Unidos – para serem liberados os soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que se encontram nesse país, para que eles possam participar da invasão à Líbia, em nome da paz e da defesa dos civis, como prega o credo despótico do capitalismo norte-americano.

O governo alemão vai mandar mais 300 soldados-bélicos para se agruparem com os 5.000, que já se encontram lá. Dessa forma, serão 5.300, desde que a invasão se sucedeu no Afeganistão, em 2001. Mas a promessa de retirada das tropas feita pelo governo alemão continua em pé. Como é promessa, pode ter várias posturas em pé, deitado, de cabeça para baixo, em um só pé, sentado de cócoras, e assim por diante, dependendo da imaginação do corpo promesseiro.

Para confirmar a decisão anti-bíblica, o ministro da Defesa alemã, Thomas de Maizière, falando em uma rádio de seu país, afirmou que era “um sinal político da nossa solidariedade”.

É um alívio de fato para a OTAN e um sinal político da nossa solidariedade perante a aliança militar, também diante dos acontecimentos na Líbia”, afirmou o ministro solidário.

A solidariedade da Alemanha em política exterior intervencionista é conhecida como trapaça. Mas há aqueles de chamam de hipocrisia pacifista-multilateral. Na linguagem futebolística, é o famoso faz que não chuta. “Eu faço que não chuto, mas quando ele se distrair, eu chuto. E aí parece que eu não chutei”.

ESTADOS UNIDOS ESTÃO ANSIOSOS PARA BOMBARDEAR TROPAS DE KHADAFI, “EM NOME DA DEMOCRACIA”

Historicamente movidos pela sanha patológica da intervenção nos países que lhes apresentam possibilidade de exploração parasitária, os Estados Unidos, sempre usando como validades de seus atos gananciosos os ideais democráticos, cogitam bombardear áreas próximas à cidade de Benghazi, onde estão ocorrendo conflitos entre os insurgentes e tropas do governo, para evitar o avanço de Khadafi.

A posição do país, líder do despotismo internacional, é contrária às decisões internacionais das nações que estudam uma forma mais eficaz de intervir no conflito sem corromper os princípios da soberania resguardados por todos os países que fazem parte da Organização das Nações Unidas.

Todavia, a posição dos Estados Unidos em querer ultrapassar as decisões coletivas, não é tida pela comunidade internacional como original. O país sempre mostrou imperiosidade quando trata de fazer prevalecer seus interesses. Historicamente, o que ele menos esperou foram decisões coletivas. Quando não decidiu por si mesmo, usou subterfúgios para convencer organismos internacionais para decidir que ele estava certo. O mais recente caso do Iraque é um exemplo.

A ânsia dos Estados Unidos em tornar efetiva sua ação militar no território líbio é decorrente do fato das tropas militares do governo do ditador Khadafi estarem conquistando as cidades e as zonas antes dominadas pelos rebeldes. A TV Estatal noticiou hoje, dia 17, que próximo ao aeroporto de Benghazi foram escutados explosões e tiros. Confirmada a notícia, implicaria mais uma vitória do ditador Khadafi sobre seus rivais. O que desesperaria muito mais o país do Tio Sam, visto que a cidade é o maior território vitorioso dos insurgentes, e tem, além da importância revolucionária, o sentido simbólico da batalha.

Essas ocorrências estão deixando os Estados Unidos ansiosos para partir para o combate. Por isso, eles disseram ao Conselho de Segurança da ONU que ele deveria adotar medias mais duras do que a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia.

Estamos discutindo muito seriamente e comandando os esforços no Conselho a respeito de uma gama de ações que acreditamos ser eficazes para proteger os civis.

Na visão dos Estados Unidos é que precisamos estar preparados para contemplar os passos que incluem uma zona de exclusão aérea, talvez indo além dela”, afirmou Susan Rice, embaixadora dos Estados Unidos na ONU. No contexto internacional, a embaixadora Rice não permite que se esqueça da ex-secretária de Estados norte-americana do governo Bush, Condoleezza Rice.

Quando os Estados Unidos falam em proteger os civis, a espinha da vida do Planeta Terra estremece.

OBAMA, EM PLENA COMPULSÃO IMPERIAL INTERVENCIONISTA, PROPAGA QUE KHADAFI DEVE DEIXAR O PODER

Com um governo sofrível em seu próprio país, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama está diuturnamente ligado nos conflitos que ora ocorrem em alguns países árabes cujos povos lutam por suas independências e a instalação do regime democrático. Como governante de um país que tem o DNA da intervenção bélica nos países considerados por ele inimigos e ameaçadores ao seu conceito de democracia-nacionalista, Obama está visivelmente interessado no petróleo da Líbia. Daí sua angústia bélica enquanto não consegue vê Khadafi fora do governo líbio. Nisso, a verdade da moral medieval dantiana: quanto mais Khadafi sua queda adia, mais Obama, em sua ambição, se angustia.

Ontem, dia 3, novamente não usou meias palavras para expressar sua compulsão pelo país líbio, um dos maiores produtores de petróleo. Obama, em sua ideologia “humanista”,” “preocupadíssimo” com o destino do povo líbio para que ele se liberte e construa por si mesmo seu destino, livrando-se de vez do ditador do Livro Verde, propagou a frase sintomática. “Khadafi perdeu a legitimidade e deve deixar o poder. É melhor para seu povo e seu país”, sentenciou imperiosamente o seguidor de Bush na política exterior.

E como um verdadeiro conhecedor de dignidade política e democracia, inclusive a dignidade e a democracia para outros povos, Obama mandou às favas a teoria freudiana de que em certas ocasiões os homens falam para esconder o que tencionam no seu íntimo. Nada disso, o íntimo de Obama é o seu exterior, projetado na Líbia.

As exigências do povo Líbio de liberdade, democracia e dignidade têm de ser atendidas”, disse ele empurrando Freud para escanteio e se colocando como porta-voz imperial do povo líbio, que não lhe nomeou como seu máximo represente, como ele vem se colocando.

De todos os chefes de Estado que já se pronunciaram sobre as violências que estão sendo desencadeadas pelas forças militares comandadas por Khadafi, o único que se manifesta como tutor do mundo é Obama. Como se os Estados Unidos, o líder do capitalismo predador, fossem o deus que todas as nações devessem precisar de suas decisões. A posição de Obama, junto com sua secretária de Estado, Hilary Clinton, chega a ser vista como superior aos organismos internacionais compostos pelas nações co-irmãs. O que não é bom para o mundo.

Obama, que possivelmente não leu o filósofo Sartre, se tivesse lido não tomaria essas atitudes imperiais, não sabe que é em situações como esta que é preciso deixar o cadáver esfriar para se tomar decisões que sejam de direito de todos. E não só de um país, visto que o mundo é da responsabilidade de todos, e não tem pai, e muito menos patrão.

UNIFEM DIVULGA NOTA DE REPÚDIO À VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) divulgou nota repudiando os atos de violências praticados contra mulheres que, além de causarem grande danos físicos, psicológicos e morais, também as transformam em vítimas fatais.

Rebecca Reichmann, representante no Brasil do Unifem, falando sobre os dois casos de violência contra a advogada Mércia Nakashima, que foi assassinada em Guarulhos, município de São Paulo, e o caso da ex-namorada do goleiro do Flamengo, Bruno, desaparecida há mais de um mês, afirmou que as investigações policiais mostram “tramas cruéis da violência contra a mulher, sucessivas violações de direitos de decisão e autonomia das mulheres que culminam com o feminicídio”.

Citando outros casos, a nota apresenta o caso da jornalista Márcia Pache, que foi agredida pelo vereador do DEM do município de Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, Lourivaldo Rodrigues de Moraes. “Nem mesmo no exercício profissional, como no caso da jornalista Márcia Pache, que foi agredida fisicamente durante uma entrevista, as mulheres estão imunes a práticas violentas”.

A nota, que ressalta a importância da denúncia de toda violência contra a mulher, finaliza afirmando: “Por fim, manifestamos pesar à memória daquelas mulheres que, infelizmente, são assassinadas por atos criminosos de violência”.

OS CANALHAS NÃO ENVELHECEM

Nada de cane, étimo italiano cão, e nada do desprezível aglia. Nenhum cão branco, preto, marrom, creme, amarelo, cinza. Nada de canino canalha. Canalha é negócio dos homens. Fora o homem, nenhum animal se escolheu canalha. Canalha é produto próprio da parte desprezível da cultura humana. Ser canalha, se tomar canalha, se preservar canalha, se atender canalha. Atitude do homem desprezível.

O filósofo Nietzsche diria que o canalha é uma degeneração do instinto humano. Uma aberração. Marx diria que o canalha é um corpo patológico do capitalismo que corrói o organismo social produtivo não-alienado. Em qualquer percepção e concepção, o canalha é nocivo à vida democrática. Mas eis a ironia: é exatamente na vida democrática que ele quer prosperar. Ele não existe se não for corroendo os princípios éticos constitutivos da produção democrática. Parece paradoxal, mas não é. Por ser uma mórbida manifestação social, o canalha, em sua pulsão patológica, só vê campo para agir onde a liberdade constitutiva se expressa, como ocorre na democracia. Porque ele é uma impotência ontológica. Ele, como uma degeneração, não tem potência ontológica capaz de o colocar em entrelaçamento constitutivo com as comunalidades para produzir o Bem-Comum. Pelo contrário, ele age para se apossar do Bem-Comum, já que, impotente, seu entendimento de potência ocorre no ato em que ele se apossa do que lhe é alheio, visto não produzir em si corpos morais. Daí ser um corpo pustulento, viscoso, aversivo, asqueroso, vil, bilioso, arrogante, prepotente, habilidoso, libidinoso. Só não é hipócrita. O hipócrita é aquele que representa um personagem para conseguir o que almeja por mais ignóbil que seja. O canalha não representa, ele é o que é. Ele não tem duplo.

O filósofo Sartre o chama de uma consciência malograda. Um modelo burguês. Uma existência que se mostra sempre em Má-Fé, em subterfúgio, atalhos, fugas. Porque ele se escolheu um covarde, um cabotino. Sua grande estratégia é tramar, trapacear, calcular, usurpar. Tudo impulsionado pelo medo da liberdade ontológica e da responsabilidade histórica que todos homens engajados devem propugnar.

PORQUE OS CANALHAS NÃO ENVELHECEM

Se tivéssemos que situar a origem do canalha em um complexo genético social-patológico, diríamos que ele é um resistente vírus histórico com grande força deletéria aos anti-corpos da democracia. E uma grande força de propagação virulenta. Foi por isso que o douto autor da frase “Os canalhas também envelhecem” construiu uma enunciação ilógica. Ele não o colocou no contexto genético social-patológico-histórico-familial. O canalha não envelhece, porque ele é um vírus com grande força de propagação ao ponto de produzir uma pandemia histórica, já que é uma manifestação teratológica.

Embora o filósofo Baudrillard, em seus estudos dos clones sociais não o tenha inserido, o canalha é um caso de replicância vil da humanidade. O primeiro serial-clone. Ele sempre esteve em toda as sociedades. Em todas as classes da sociedade – profissional, artística, religiosa, esportiva, econômica, legislativa, judiciária, executiva. Assim como um telespectador acéfalo, como o do BBB, ele facilmente se multiplica, visto que há sempre, na cultura voraz da canalhice, um terreno fértil para sua replicância. E, nessa condição de clonagênese, ele não pode nunca envelhecer.

Digamos que uma família de canalhas vai matricular seu filho em uma escola. Que escola ela escolhe? Aquela que segregar melhor canalhice. Digamos que o pai seja um canalha bem estabelecido, é claro que ele vai estimular o filho para que o filho seja um bem estabelecido canalha como ele, porque a lógica do canalha é se dar bem de qualquer jeito. Na realização do casamento, canalha casa com canalha. Por isso, vemos canalhas saltitando em todos os territórios sociais. Pais canalhas tendem sempre conduzir seu filhos para o território da canalhice. Quando um pai canalha vê um político canalha eleito, ele vibra de contentamento, imaginando a proximidade de seu filho com o canalha demagogo.

Das muitas qualidades nocivas de um canalha, uma que solta aos sentidos e à razão é que ele não tem amigo. Ele tem cúmplices. Digamos que ele esteja comemorando suas bodas de prata – pode ser de ouro, de diamante, até de petróleo – e sua casa se encontre cheia: juízes, desembargadores, empresários, gatinhas, gatinhos, políticos, religiosos, artistas. Só “amigos”? Não, só cúmplices. O amigo conduz o amor e a confiança, o canalha é um compulsivo desconfiado, e um triste mal-amado. Não confia em ninguém, e não ama ninguém. Só “confia” e “ama” o produto de sua degeneração.

Em todas suas relações – diante de Deus, na igreja, no tribunal, no aniversário de um ente familiar, em um velório -, quem primeiro dá as caras é sua canalhice. Se em uma dessas convenções ele chora, é somente uma reação fisiológica, as lágrimas não expressão um entrelaçamento afetivo com o sujeito ao qual ele se dirige. Como não compõe comunalidade, o outro é uma abstração. Nisso, a solidariedade surge como um vazio significante sem sentido social e humano. Por isso, como diz o teatrólogo alemão Brecht, para ele “a humanidade é uma exceção”. Quando acontece uma catástrofe e ele for um canalha público, sua manifestação é meramente material, e muito bem propagada para ele ser tomado como um bom cristão. Como estão “solidários” muitos no Haiti! A canalha da política internacional.

A existência real e a fictícia está repleta de ilustres canalhas. Historicamente, Herodes, Stalin, Hitler e muitos tantos. Na ficção, um só basta. Iago, personagem da peça Othelo, de Shakespeare. Porque a canalhice é uma subjetividade da dor – alguns chamam ideologia -, ela arrola todos que carregam os mesmos signos do ódio contra a Vida. É por isso que o canalha é medroso, e é por isso que em seus atos de se apossar do dinheiro público (erradamente chamado de corrupto, já que o canalha é o vírus mater: não haveria corrupto sem o canalha), ele faz tudo para se mostrar um cidadão acima de qualquer suspeita. Ele tem pavor da Justiça da mesma forma que tem pavor de adoecer. Ele se mostra prepotente, arrogante, seguro, mas quando desconfia que está doente cai de quatro no fundo do desespero com medo de morrer. Mas é compreensível porque ele tem medo de morrer. Ele tem medo da vida. O que sustenta toda sua canalhice é esse medo de existir.

Mas o canalha é um estúpido pervertido. Ele não entende que sua canalhice revigora sempre sua atitude torpe, sua força mantenedora. Se, como diz o poeta, a velhice é um flerte com a morte, ele nunca irá flertar com a doce e querida dama. Visto que sua lógica canalha, traçada nos sucedâneos da infância, adolescência, juventude e existência adulta canalha, impede que envelheça. O que lhe faz, em uma sociedade antidemocrática, ser imortal.

DIREITA VOLVER NO CHILE OURIÇA DIREITA DO BRASIL

A direita volver no Chile não excitou apenas os reacionários chilenos. Ultrapassou fronteiras. Chegou em todos os territórios das Américas – por que não dizer do mundo? -, onde ela não dormita um só segundo tal sua avidez capitalista. Nessa sua ultrapassem fronteiriça, ela mostrou seus tentáculos, principalmente no Brasil, que não satisfeita, e saudosa, com apenas sete anos fora do que ela alucina ser poder, e próximo às eleições gerais de 2010, babou de contentamento com Piñera eleito.

De acordo com seu entendimento – o mais baixo grau de inteligência, diria o filósofo Spinoza – a elevação da direita ao poder chileno, disputando com um candidato centro-esquerda, apoiado pela presidente Bachelet, com 81% de aprovação de seu governo pela população, e que não conseguiu ser eleito, permite-lhe acreditar que a eleição para Presidência da República, com seu eterno candidato Serra, está no papo.

Como a interpretação não é, fundamentalmente, atributo da razão, mas da imaginação e superstição, ao contrário do exame e da análise, fatores dialéticos, e como o que a move são suas próprias fantasias produzidas no absurdo de sua alienação, ela crê, de pés juntos, que Lula será a Bachelet de Dilma. Assim como Dilma será o Eduardo Frei de Lula nas eleições no Brasil. Um ridículo reducionismo que compromete a genitalidade dos personagens e sua opções sexuais.

Imobilizada nessa interpretação, e agora amparada pelas declarações do reacionário Piñera, afirmando que popularidade de governante não é transferida em eleição para o seu candidato, ela se pôs a ‘polivociferar’. E haja ‘agripinagem’, misturada com’ ‘demostenagens’ e ‘psdbzagem’, as vozes do múltiplo ignorante-ignóbil.

A POESIA DE NERUDA E LULA

Qualquer aluno da oitava série sabe que Marx disse que “todos os grandes acontecimentos e personagens históricos se repetem por assim dizer… a primeira vez como tragédia e a segunda vez como farsa”. Como tragédia, é o novo, onde cabe a eleição de Lula, em um Brasil amaldiçoado pela direita. Como farsa, em um passado próximo, a eleição de Fernando Henrique. No Chile, a eleição de Piñera, o velho conservadorismo apoiado pelas oligarquias chilenas, militares que participaram da ditadura, a classe média indiferente, uma grande parte da juventude alienada, e o antigo modelo político do tempo da sangrenta ditadura Pinochet.

Como o velho conservadorismo é uma subjetividade despótica mundial, não foi acidental que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou, em meio às suas fantasias farsescas, que Piñera – uma espécie de Berlusconi chileno, visto ser proprietário de um time de futebol, o Colo-Colo, e detentor de concessões de canais de TV, além de um dos homens mais ricos do Chile -, pode fazer grandes reformas políticas e sociais que a esquerda não fez no Chile, durante seus vinte anos no poder. Uma clara “lógica” de que se a direita ganhar no Brasil, fará as reformas que o governo Lula não fez. Diante dessa afirmação estapafúrdia de Torres, todo aluno da oitava série entende que ele não leu Marx. E o mais terrível é que ainda há sujeitos que afirmam ter sido o ensino antigo muito melhor do que o de hoje.

Deste modo, a interpretação da direita leva à desaparição antropológica, biológica, cultural, social, econômica, política, religiosa, e até esportiva, dos dois países, magicando em seus lugares a unicidade projetada por seu delírio. Para ela não contam as experiências originais de cada povo, que fazem com que cada um seja singular para o outro. Nisso, ela não vê que o povo, com Lula, carrega afecções que Neruda carregava com o povo chileno, e que não se encontram nos eleitores de Piñera. Afecções que não são capturáveis pelas enfermidades conservadoras. Aí a poesia de ambos. O que não há na cacografia da direita.

Mas há algo de bom para a democracia brasileira na interpretação da direita. Ela afirma que está se pelando (por nossa educação francesa, não podemos usar outro termo) de medo da Dona Dilma, e tem certeza que seu grande cabo eleitoral é Lula. E que ele vai compor sua potência de agir com o povo como modus de eleição da companheira. Esse medo mostra que, apesar da direita não ter lido Marx, e nem ter feito a oitava série, ela sente que a história se faz, apesar das contradições impostas pelos reacionários.

NO FUNDO OBAMA, BUSH E CLINTON NÃO É IRONIA

O presidente democrata dos Estados Unidos, Barack Obama, criou, com o objetivo de dar maior rapidez às ações humanitárias de seu país no Haiti, um fundo por ele cognominado de Fundo Bush-Clinton. Fundo este que será coordenado pelos dois ex-presidentes.

Talvez algum inocente inútil para a política internacional, diga: “Mas que ironia! Obama, explicitamente junto com Bush! Com Clinton, vá lá, são do mesmo partido”. Mas a ironia é só a do inocente inútil. Não há ironia na trilogia. A política que Obama vem praticando desde que assumiu (?) o comando do Estado Americano, em relação às políticas exteriores, é a mesma que os dois ex-presidentes praticaram.

Sobre Bush, tendo como base a ética democrática relativa aos povos estrangeiros, não há nada a comentar. Tudo já foi dito sobre sua ação nefasta contra os Direitos Humanos. Invasões de países considerados inimigos da paz mundial, terrorismo oficial, prisões arbitrárias, tortura, confinamento de presos estrangeiros, assassinato de crianças, idosos, genocídio, etc, tudo que um Estado imperialista carrega como sua medida de segurança.

Quanto a Bill Clinton, só foi diferente a Bush porque não invadiu o Iraque, mas sua política intervencionista, proposta pelas leis americanas contra o terror, foi a mesma que de todo Hitler e Stalin. Que o digam os bombardeios, por ele, dirigidos contra as instalações da Al-Shifa, no Sudão, em agosto de 1998, que segundo o ativista político, o filólogo Noam Chomsky, foi “um crime horrendo com absoluta e medonha crueldade”, nos moldes do 11 de setembro. Foram vítimas que não morreram apenas no momento do bombardeio, mas também em consequência deste. Dezenas de milhares de pessoas morreram, entre elas crianças. Com a destruição das instalações que fabricavam remédios, pessoas acometidas de malária, tuberculose, e outras enfermidades, morreram sem remédios para tratá-las.

Quanto a Obama, sua política intervencionista de ocupar territórios tomados como inimigos por suas Forças Armadas faz, nesse momento de terrível sofrimento no Haiti, uma simulação de paz, enviando soldados para auxiliar no programa de ajuda humanitária. Aí a ironia que o inocente inútil não saca. Um Estado que treina seus soldados para matar, vai em missão para salvar vidas.

Como diria o filósofo social Rui Brito, vendo esse trio de ataque junto: “No Fundo eles são iguais”. Nada de ironia.

PSDB QUER FHC ATRÁS DO MURO DO MURO PSDB

O PSDB, partido-mor da corretíssima direita – burguesia-floral -, anda expressando incômodos, agora, quanto à persona non grata, Fernando Henrique, ícone da erudição inútil, por sua proximidade de Serra, eterno candidato da retrógrada reação.

Diante de publicações de institutos de pesquisa que afirmam ser a presença de Fernando Henrique, ligado a Serra, o motivo de sua queda vertiginosa, os psdbistas se reuniram para encontrar uma forma de afastar o Príncipe da Sociologia Fóssil, dos lugares por onde possa transitar Serra. Mesmo que seja só em forma de marketing partidário: “Olha, gente, o Fernando Henrique não tem mais nada a ver com o Serra”. Ou seja: uma fórmula de concretizar a lei do murar em Fernando Henrique. Já que, referente às questões políticas-sociais, o PSDB sempre foi visto como um partido do muro, dado seu talento de equilibrista quando colocado frente a frente com o capitalismo e o socialismo.

Uma ‘muridade’ ofensiva à combatente da Social Democracia, Rosa Luxemburgo, cuja morte revolucionária foi enterrada embaixo do muro, nicho do PSDB.

Todavia, esta tentativa de ocultar Fernando Henrique, ao invés de resolver a situação do partido serrista, piora, já que os próprios membros do partido clamam aos quatro cantos – embora fantasiosamente – que os governos dele foram os mais produtivos da história do Brasil. Mais do que o de JK. E que o governo Lula está apenas colhendo os frutos plantados por ele. Aí a incoerência dos muristas em querer murar o Príncipe da inutilidade política. Se ele é tão produtivo, por que murá-lo? Seria lógico que o usassem como garoto propaganda da campanha Serra. O que já garantiria Serra, pelo menos no segundo turno das eleições de 2010.

Mas segundo observadores situados no phatos da distância, as despencadas de Serra não tem nada com o Príncipe da velhice sabotada. O responsável pelos despencas é Serra com seu sabor amargura/rancor. Amargura contínua semelhante à que passa, no momento, seu Palmeiras, em que os próprios jogadores estão saindo no braço. Assim como os braços que querem esconder Fernando Henrique.

Mas, de qualquer sorte, se se concretizar a ‘muração’, nada como aproveitar a sombra do muro e ficar calmamente lendo o livro de contos do filósofo Sartre, “O Muro”, principalmente o conto “A Infância de Um Chefe”. Que saudade, hein, direita!

LULA E DILMA SOBEM E A DIREITA DESPENCA

Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e Instituto Sensus revela que tanto governo Lula quanto a sua avaliação positiva subiram em comparação à pesquisa passada realizada no mês de setembro.

Na pesquisa de setembro, Lula teve a avaliação positiva de seu governo conferida em 65,4%. Na pesquisa de novembro passou para 70%. Na pesquisa de desempenho pessoal de setembro, Lula tinha 76,8%. Em novembro passou para 78,9%.

Falando sobre se o blecaute havia atingido a avaliação de Lula, o presidente da CNT, Clésio Andrade, afirmou: “A princípio, o blecaute não influenciou negativamente a avaliação do presidente ou do governo e nem colou na imagem do presidente ou de sua candidata, Dilma Rousseff”. Já o presidente do instituto Sensus, Ricardo Guedes, ao falar sobre o principal motivo do crescimento de Lula na pesquisa, disse: “Está claro para a população que Lula melhorou o país e o projeto no exterior”.

Na avaliação para a sucessão presidencial entre os nomes de Serra e Dilma, a pesquisa mostrou mais uma queda do governador de São Paulo do PSDB, e a subida da ministra Dilma, do PT. Para os avaliadores, a queda de Serra se deve a dois fatores: ele ainda não decidiu sobre sua candidatura, e sua ligação direta com Fernando Henrique, que tem grande rejeição popular.

Esses dois fatores, que tentam responder pela queda de Serra nas pesquisas, não são reais. Serra é candidato há mais de dez anos. A população brasileira já o conhece demasiadamente, a prova é o aparecimento constante nas pesquisas de intenção de votos. O que anula o primeiro fator. Quanto ao segundo, a rejeição de Fernando Henrique, já perdura há mais de dez anos. A população brasileira o rejeita muito antes de acabar seu segundo mandato.

O que pode estar pesando na queda de Serra é a óbvia certeza que agora a população passou a ter quanto ao PSDB. O partido, além de ser profundamente anti-popular, não tem projeto de governo. Os oito anos de Fernando Henrique constataram essa obviedade política/administrativa. O PSDB apenas completou uma estadia no Planalto Central. Mesmo com toda alucinação dele ver no governo Lula a continuação da estadia de Fernando Henrique. O que, se fosse verdade, Lula não teria ficado nenhum ano na presidência, já que teria dado continuidade ao governo Fernando Henrique, que não teve projeto para o Brasil. Logo, o Brasil já teria desaparecido na miséria. O que se testemunha hoje é o contrário.

No mais, Serra desce nas pesquisas em função da lei da gravidade da política democrática: como a direita não tem projeto de governo, sua tendência é despencar.

ARTHUR NETO APAGADO QUER EXPLICAÇÃO DO APAGÃO

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Apagão, apagão, apagão me salva na eleição.

O senador do PSDB-AM, Arthur 5,5% Neto, líder da direita no Senado, nos últimos meses, apagado diante das ribaltas da mídia reacionária, principalmente a televisiva, comandada pela TV Globo, ao saber do blecaute que atingiu partes de nove estados e partes do Distrito Federal, viu na escuridão um clarão de marketing para se exibir diante das ribaltas burlescas.

Então, munido de suas conservadas atribuições de vereador adquiridas no tempo em que transitava pela Câmara Municipal de Manaus (CMM), prontamente se colocou em posição de intriga, proclamando junto ao seu companheiro de lutas fanfarronescas parlamentares, Ronaldo Caiado, líder do PFL na Câmara dos Deputados – leia-se, líder da direita -, um protesto contra o governo Lula, em forma de tentativa de convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, para apresentarem explicações sobre o blecaute, diante da Comissão de Infraestrutura do Senado. Entenda-se, desespero para atingir a ministra Dilma.

Como Arthur 5,5% Neto é campeão – quem sabe penta – de clichês, e os clichês são manifestações objetivas de uma rígida memória – alguns diriam, “boa memória” -, que impede o novo de emergir como forma de saberes e dizeres, ele não esqueceu do terrível e perverso período de apagão imposto pelo governo Fernando Henrique ao povo brasileiro em 2001, e, talvez, agora com essa sua posição, própria dos atabalhoados – para não plagiar Lula, “aloprados” – revanchista, queira com o blecaute de ontem estimular a população a esquecer o longo apagão ano a dentro promovido pelo governo imóvel que se arrastou fantasmagoricamente por oito inúteis anos em terras brasileiras. Tentativa que até para a própria mídia reacionária já mostra encontrar-se frustrada dado ao sucesso do talento da incompetência do governo Fernando Henrique em administrar o setor de energia do Estado brasileiro.

A bufonada é tamanha, que Caiado, caiado de inutilidade retrógrada, afirma ser o momento para destruir a imagem de Dilma como uma administradora competente no quesito energia, área que dirigiu antes de ser da Casa Civil. Onde já se viu isso? Só o desespero ignorante da direita acredita que a ocorrência de ontem pode por abaixo a candidatura da ministra Dilma à Presidência da República.

Coisas dos duráveis apagões democráticos da direita risível.

AMAZONINO SE QUER DE ESQUERDA RECORRENDO A PRACIANO

Jornais de Manaus noticiam que o prefeito cassado, em primeira instância, pela proba juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, Amazonino Mendes, esteve em Brasília, no mês de setembro com o presidente Lula e na ocasião comentara que o deputado federal do PT-AM, Praciano, seria seu candidato para disputa de uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2010. Verdade ou não verdade, em orientação saltam dois estados de coisas de tal afirmação-indicativa em forma de enunciação negativa.

Uma, Amazonino, indicar a Lula o nome de Praciano. Sabe-se muito bem que Amazonino não tem intimidade política, e nem orientação de práxis social que o faça um sujeito com qualquer possibilidade de ser escutado por Lula em negócios políticos. Além de que, não é dado a Lula qualquer sentido de interferência na escolha de candidatos de seu partido, PT, nos estados onde disputa eleições.

Sendo assim, no primeiro estado de coisas, Lula não levaria a indicação de Amazonino além do lugar onde o fato foi conversado – se foi. Posto que é notório que historicamente Amazonino, tanto como administrador-público quanto como defensor de ideias políticas, é totalmente diferente de Lula. Amazonino é um administrador-personalista e, politicamente, da direita tradicional. Desta maneira, se houve a tal conversa ela ficou onde ficou. Não se desdobrou para outros territórios como enunciação verdadeira e produtiva.

O NADA ENTRE AMAZONINO E PRACIANO

Hoje, dia 10, pela manhã, este Bloguinho Intempestivo entrou em contato com o gabinete do deputado federal Praciano, em Brasília, e conversou com seu assessor Lizardo Paixão, sobre o tema, e sobre a informação dada pelo jornal Diário do Amazonas, que publicou ter falado com Parciano e esse haver dito que fora informado da conversa de Amazonino com Lula, e que “ele só não dispensaria um empurrão do prefeito”.

Lizardo Paixão, sem paixão, mas com razão, afirmou-nos que se trata de especulações e intrigas de tempo de eleições. Disse, ainda, que o PT não se pronuncia sobre candidaturas antes das eleições internas do Partido. Só depois, quando o cenário político ficar decido é que o partido vai cogitar seus candidatos. E, se Praciano tivesse que se candidatar a uma vaga ao Senado, ele só aceitaria se houvesse uma posição homogênea de apoio do Partido no âmbito Nacional e Regional, analisou Lizardo.

Praciano é, no Amazonas, principalmente em Manaus, junto com o vereador Zé Ricardo, também do PT, o parlamentar que tem convicções política, econômica, social, artística de esquerda. Os outros parlamentares dos partidos da esquerda Oh, My Darling!, como Eron, Vanessa, Marcelo Ramos, todos pertencem ao esquadrão da direita reacionária que há quase trinta anos assombra a democracia no Amazonas. O que o faz um homem de postura existencial muito diferente de Amazonino, e afirma ser impossível de realidade a frase “não dispensaria um empurrão do prefeito”. A não ser em sentido irônico. Além de que, o eleitor de Praciano é anti-Amazonino, e Praciano, aceitando Amazonino, afastar-se-ia de mais de 12% votos certos que são seus companheiros legislativos/democratas: seus eleitores. Aceitar “empurrão” de Amazonino seria aceitar, também, “empurrão” de toda a direita reacionária, e, de quebra, o “empurrão” dos suspeitos de crimes, os irmãos Souza, responsáveis pela eleição (cassada) do prefeito Amazonino.

De certa forma, a enunciação de Amazonino, em que afirma ter indicado Praciano ao Lula como candidato ao Senado, surge na subjetividade política de Manaus como um canto crepuscular de uma aurora que se afasta do dia. Uma aurora, como diria, Nietzsche, saudosa da parte mais importante do dia: o meio-dia. Amazonino, mesmo que não tenha lido Marx, sabe que na subjetividade de hoje seus quereres não são quantas diferenciais. Não produzem realidades outras. Não provocam variações. Quando se dizia de esquerda não foi; agora, incrustado por corpos direitistas, se quer esquerdista, anunciando Praciano, mas não exala potências comunalidades. Sua última eleição, irmanada com o que há de mais atroz no palco da política amazonense, configurou de vez sua representação burguesa. Assim, o único conforto de Amazonino, para se sentir de esquerda, seria indicar o deputado estadual Sinésio (PT-AM) para o Senado. Esse, pelo menos lhe ajudaria a manter suas duas faces: realista de direita e ilusão de esquerda. Como dizem os fenomenólogos: efabulação de ideias. Tudo que Sinésio carrega.

“OUTRA GUANTÁNAMO”, AFIRMA EVO SOBRE A COLÔMBIA

Falando a jornalistas em Cochabamba sobre a implantação da base norte-americana na Colômbia, o presidente da Bolívia, indignado, afirmou que a Colômbia é “outra Guantánamo”.

Assim como se instalaram em Guantánamo para ameaçar o povo cubano, essas tropas o fazem agora na Colômbia, que é outra Guantánamo, mas no seio da América do Sul.

Quero expressar aqui meu repúdio, meu rechaço a esse tipo de ameaça militarista contra povos de nossa América. Esse tratado entre Colômbia e Estados Unidos é uma provocação, em especial aos países da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da América)”, afirmou Evo Morales. Uma posição clara contrária às setes bases instaladas no território da Colômbia pelos Estados Unidos, segundo eles, para combater o narcotráfico e o terrorismo.

Em sua posição contrária à política intervencionista dos Estado Unidos nas Américas e no mundo, Evo Morales já tomou várias medidas contra ações de norte-americanos no território boliviano.

Em setembro de 2008, expulsou o embaixador americano Philip Goldberg, acusado de influenciar líderes regionais a protestos subversivos contra o governo da Bolívia. O que levou o governo americano, como retaliação, expulsar o embaixador boliviano de seu território. Expulsou agentes da DEA (Agência Americana de Combate às Drogas), restringiu as operações da agência de cooperação dos Estados Unidos, como também a Usaid, que para o governo boliviano apoiavam a oposição reacionária.

Entretanto, em meio às discórdias, os governos Evo Morales e Obama tentam reatar as relações.

OTIMISMO EM GOTAS AMARGAS

O capitalismo como um sistema tem como sua ortodoxia a rigidez da representação. Daí que ser capitalista é ser sujeito-sujeitado a essa representação em sua enunciação semiótica como forma de doutrina definida como realidade inalterada. E como sujeito-sujeitado defensor e propagador dessa ortodoxia doutrinária.

Entretanto, a doutrina capitalista não se satisfaz apenas com a representação psicológica que cotidianamente o sujeito-sujeitado confirma com sua percepção obliterada, sua cognição senso comum e sua linguagem coisificada. A representação fundamental da doutrina capitalista é a que apresenta como seu fator social máximo o lucro. A forma fetichista do dinheiro que enseja no sujeito-sujeitado seu discurso de sucesso. Sem representação-lucro não há capitalismo, posto que essa representação-lucro se multifaceta nas expressões variadas de todas as representações da ortodoxia.

A LÓGICA DA TRAPAÇA OTIMISTA

Foi nesse espaço extenso sem diferenças e sem alteridades, muito bem segmentado economicamente, e eficazmente distribuído em territórios qualificados pelo valor representação-lucro que a Psicologia do Otimismo, que produz a esperança do sucesso pessoal e empresarial emergiu e floresceu, e provocou, subsequentemente, a manifestação da Psicologia do Marketing sustentada pela linguagem-tropo e as imagens entorpecidas como recursos sedutores imprescindíveis à vitória, ao brilho, à respeitabilidade e à inveja que todos os envolvidos nesse carrossel efusivo com suas faculdades sensorial e intelectiva obstruídas perseguem.

Assim, fixada a ordem do otimismo psicológico capitalista, produtos significados por este modelo, passaram a ser exibidos e vendidos nos mercados dos sonhos de não ser mais um rosto perdido no meio da multidão. Livros, cursos, conferências, truques, técnicas, passaram a ser oferecidos pelo preço da ambição do sucesso. “Querer é Poder”, “A Medida do Sucesso”, “Só os Fracos Não Vencem”, “A Vida é Dura para Quem é Mole”, “Vencer é Possível”, “Os maiores Vencedores da História”, “Seja um Vencedor”, “Otimismo em Gotas”, “O Triunfo é para os Fortes”, “Seja um Empresário Vencedor”, etcs, inúmeras fórmulas que só pretendem manter a ilusão do capital, que todos podem ser ricos, a grande fraude capitalista, já que se a riqueza social fosse distribuída para todos não seria o capitalismo. A patologia social.

Desta forma, sendo a representação-lucro a expressão e o conteúdo predominante da sociedade capitalista, tudo passou a ser submetido a sua realidade. E, entre eles, o conceito de pensar. Assim, o psicólogo da otimização norte-americana Napolleon Hill, o guru criador da enunciação-triste do sucesso pessoal, pesquisou 500 nomes dos que compõem as maiores fortunas do mundo e encontrou entre eles 15 itens responsáveis por seus sucessos. Aí, depois de publicar várias obras milagreiras da medida do sucesso sobre a tal psicologia, lançou o seu atual best seller “Quem Pensa Enriquece”, a bíblia dos desesperados do vale de lágrimas da ortodoxia capitalista. Como Hill sabe o que é pensar, e aqueles que não estão presos à ordem ortodoxa do capital não sabem, só resta atribuir a Hill a medalha da epistemologia capitalista, já que filósofos como Spinoza, Nietzsche, Marx, Sartre, Beauvoir, Hannah Arendt, Foucault, Deleuze, Guattari, entre tantos, não enriqueceram. Prova que Hill estava certo. Se não enriqueceram é porque não pensavam. Elementar, Wall Street, Manhattan!

JUDAS ESCAPA DA MALHAÇÃO DE LULA E DA DIREITA

O filósofo Karl Marx diz que o fetichismo é um absurdo. Ele surge como a ilusão da consciência social produzida na objetividade pela abstração do objeto real (matéria) transformado em aparência (reificação) como senso comum e recognição de valor. O discurso que permeia as relações dessa sociedade iludida como sustentação de suas representações alienadas. O absurdo do fetiche.

Assim, para que o sujeito-fetichizado possa escapar da ilusão da consciência social, é preciso que ele eleve sua faculdade social ao exercício transcendente de seus sentidos e sua cognição, quebrando a unidade (desalienação) das representações (Mesmo) como senso comum. Nada do que fizeram Lula e a direita em relação à ilusão da consciência social apresentada na dogmática cristã como fetiche: Judas. Judas como traição. Moralidade repulsiva. Aparência do Judas histórico. O que serve como modelo do mal para impedir as boas amizades. O discurso moral que recorreram Lula e a direita.

Ninguém precisa ler Marx, Nietzsche, Deleuze e outros filósofos para saber que Cristo carregava a potência do amor, a singularidade que liberta as almas (mentes) oprimidas. Por isso, ele foi o mais amoroso, o engajado na sociedade dos amigos da vida como força criativa da alegria em comunidade, onde não prevalece a culpa, o ressentimento, o rancor, a dívida, a resignação, o ideal ascético e a depressão coletiva, fonte onde bebem os tiranos. Dessa forma, conhecendo o espírito opressivo dominante comandado politicamente pelo Império Romano decadente, e a teo-político dos judeus de sua época que escravizavam as almas coletivas, encetou o movimento de libertação dessas almas individuais para que pudessem, consequentemente, se libertar da prisão coletiva imposta pelos tiranos.

Também ninguém precisa ler alguns filósofos para saber que Judas, antes de encontrar Cristo – como também depois –, era um militante político das coisas terrenas, e não propugnava uma liberdade teo-metafísica. Sua questão era com o Estado Romano. Quando se aliou a Cristo, acreditava que Cristo poderia ser um bom companheiro para a causa que lutava. Libertar o povo da força tirânica. Aí, seu erro político. Cristo, como um ser livre, tinha a liberdade como uma condição ontológica sustentada pelo amor comunalidade, que recusa qualquer tipo de chefia, de liderança. Onde todos os homens livres são responsáveis pela vida em sociedade. Nada do que Judas e os apóstolos entendiam de Cristo. Não entendiam o sentido elementar da existência. Só uma alma individual livre pode pensar as almas aprisionadas coletivamente, e tentar libertá-las. É preciso estar livre em si para se libertar da prisão coletiva. Caso contrário, tentar a liberdade coletiva, sem liberdade individual, é reagir pela força alienada da ilusão da consciência social em forma de fetiche. O falso problema social.

Lula fala da necessidade de alianças numéricas para aprovar projetos. Judas, para ele, seria mais um número. A democracia que se mantém com números é uma democracia dos falsos problemas; portanto, terá sempre falsas soluções. A democracia é potência criadora de seus reais problemas com suas reais soluções. Mas o Executivo e o Legislativo têm em seus representes a expressão da ilusão da consciência social. Principalmente a direita. Daí sua reação irracional quanto ao entendimento de Judas. Tão alienada quanto a de Lula. Consciência tão fetichizada que não percebe que se não fosse criada a “traição” de Judas, a dogmática da dor, da dívida, da depressão, da redenção, da culpa e do imponente credor não existiria.

No mais, recorrendo a Judas para seus falsos problemas, como ilusão da consciência social, malharam o fetiche absurdo e não o personagem histórico. Nada de Cristo Democrático.

PRAÇA NA PRAÇA COM ZÉ DO POVO

As disputas pelas presidências estadual e municipal do Partido dos Trabalhadores começaram. Sábado os candidatos lançaram seus nomes em convenções. Cada candidato, de acordo com seu entendimento e compromisso democrático, procurou fazer seu lançamento em territórios por eles considerados mais representativos da democracia.

Praciano, candidato da estadual, Zé Ricardo, candidato da municipal, lançaram suas candidaturas na praça da Matriz. Lá onde o povo se movimenta em sua presença real. Lá onde as confluências de interesses sociais e perspectivas de existências se cruzam como forma de testemunho do que é a cidade de Manaus e o Estado do Amazonas. Lá onde não há como falsificar a Democracia.

Na praça, onde ela “é do povo como o céu é do Condor”, como afirma o poeta Castro Alves, os dois petistas enunciaram suas propostas e conversaram com os transeuntes sobre os temas que mais afetam as populações de Manaus, do Amazonas e do Brasil. Poderia se dizer que as eleições são decididas pelos membros filiados do PT, que votam, e não pelos moradores da cidade de Manaus que passavam pelo local, ou não. Mas os dois candidatos acreditam que mesmo sendo eleições de filiados, quem reflete a democracia pura e as armadilhas perpetradas e executadas contra ela é o povo. Daí, suas políticas “de encontro ao povo”.

Já por parte dos outros candidatos, deputado estadual Sinésio Campos e o senador – suplente de Alfredo, ministro dos Transportes – João Pedro, as convenções foram realizadas em locais formalizados pela consciência oficial. O deputado Sinésio, líder do governo direitista Eduardo Braga, apoiado em sua candidatura à presidência do partido pelo próprio governador, orientado pelo seu entendimento de democracia, realizou sua convenção no auditório da Assembléia Legislativa, local de expressão histórica do conservadorismo reacionário.

No entendimento do incauto democrático, tanto do PT como do eleitor em geral, estas convenções são meras eleições de nomes de partidários para exercerem cargos em anos determinados. Mas não é. Estas convenções servem para expor aos entendimentos da sociedade como se encontra o PT, o que se pode esperar dele como um Partido democrático e quem verdadeiramente são petistas engajados com as transformações sociais que possam libertar os pobres do sofrimento.

Desta forma, tem-se de um lado Praciano e Zé Ricardo, autores de suas próprias candidaturas junto com o povo, e de outro o PT Oh! My Darling!, aliado da direita representado por Sinésio, candidato do conservador Eduardo Braga, e João Pedro, candidato do também reacionário, ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

Entendido este mapa atual do PT, infere-se que, economicamente, os Oh! My Darling! têm mais possibilidades de ganhar, não só pelo amparo financeiro, mas porque grande parte dos partidários do partido estão aliados aos dois governos anti-populares de Eduardo Braga e Amazonino. O que se pode também confirmar é a certeza de que foi construído um bloco muito bem fundido pela esquerda Oh! My Darling!, junto com a direita que, hoje, coloca sob ameaça toda tentativa de democratizar o partido, como pretendem Praça e Zé. E nisso, agregado o PC do B, que também foi confiscado pela direita governamental, as convenções em locais muito bem pontuados afirmam que Praça e Zé estão certos democraticamente, mas errados aos My Darling, que só pretendem usufruir com a nulidade do Partido dos Trabalhadores. Tudo que Praça e Zé, juntos ao povo, lutam para não acontecer.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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