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HADDAD, PREFEITO DE SÃO PAULO, INSTALA “PROGRAMA BRAÇOS ABERTOS” PARA INCLUSÃO DOS FAVELADOS DA CRACOLÂNDIA

No ano de 2012, o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, do partido de sustentação da consciência discriminatória da burguesia-ignara paulistana, PSDB, juntamente com o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), reprimiu violentamente os moradores da cacrolândia através da Operação Sufoco, depois chamada de Dor e Sofrimento. Os moradores foram obrigados a ir se instalar em outros bairros. Resultado: novos problemas sociais se manifestaram. As pessoas ficaram mais marginalizadas

Agora, para diminuir a dor e o sofrimento desses moradores, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o administrador público popular que a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), a Rede Bandeirantes, TV Globo, proprietários de grandes mansões, parte da Justiça, partidos reacionários, alguns médicos, odeiam resolveu criar o Programa Braços Abertos que tem como objetivo prático realizar os direitos básicos que todos merecem quando existem em uma democracia.

O programa é simples, como simples é o ato de pensar democraticamente. Inclusão das pessoas na sociedade através de sua força de trabalho, com direito a um salário de R$ 15 diários; apoio dos CAPES, Centro de Apoio Psicossocial, exames de saúde; e entretenimento.

Opiniões, Comentários e Análises.

Prefeito Haddad falando com os moradores-incluídos, todos de uniforme de trabalho para jornada diária de 4 horas, com direito a hospedagem em cinco hotéis da região em convenio com a prefeitura, e mais três refeições ao dia.   

– “Vai registrar a gente?”

– “É só até a Copa ou é pra valer, de coração?”

– “O senhor acha que 15 reais por dia é um salário digno pra gente?”

– “Não é o primeiro trabalho que eu queria procurar, mas vou agarrar essa oportunidade com todas as forças. Estou muito confiante.

– “Agora pode porque se minha mãe me vê vestida assim, com certeza vai ficar orgulhosa. Até porque ela é gari também ( Disse uma moradora-incluída em entrevista a um canal de televisão.”

– “Sem babação de ovo (morador-incluído pegando na mão de Haddad).”

José Felipi Junior, secretário Municipal de Saúde – “Vamos fazer uma espécie de exame admissional, coletar sangue. Uma espécie de check-up em cada usuário. Queremos que tenham essa atenção para o trabalho e para cuidar de sua saúde”.

Luciana Temer, secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – “O programa é de saúde e o caminho para livrar envolve a assistência. O uso de drogas não será compatível com as 4 horas de trabalho”.

Prefeito Haddad – “Recuperamos a confiança que havia sido perdida em função da grande violência que a região vivia. Hoje, em dois dias, conseguimos mudar a cara da região com a frente de trabalho, com tratamento médico, que é o que pode construir um novo horizonte para esse pessoal.

Todos serão referenciados a um Capes, Centro de Apoio Psicossocial, então todos terão o tratamento de saúde disponível. Boa parte vai conseguir deixar a droga. Mas isso não se faz de uma hora para outra, porque são anos e anos de drogadição. Então você tem todo um processo de dessensibilização. Mas eles terão um patamar mínimo para isso.

O tráfico é outro departamento que estamos cuidando. Aí envolve os governos estadual e federal. Estamos aqui em um programa de saúde pública dando uma oportunidade para o usuário que queira uma oportunidade para sair dessa condição”.

Quando não se tem a consciência privada, mantida por conteúdos de lucros, vaidade, prepotência, arrogância, medo e ódio é possível ser democrata. E tudo fica tão simples, né?

Mutirão Hip-hop Rua produz encontro para criação de Manaus

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Manaus é uma não-cidade devido a forma em que os (des)governantes se apropriam do estado como extensão de suas famílias, que constantemente permanecem governando através do poder econômico.

Porém estes (des)governantes não possuem força nenhuma sobre a potência produtora do povo quando este decide se unir para se expressar e produzir formas de relações libertadoras.

Foi isto que aconteceu no último domingo na rua ao lado do Arar do Bairro do Mutirão (Zona Leste) quando diversos movimentos e expressões como produtores culturais, grafiteiros, DJs, MCs, B-boys e B-girls, skatistas e muita gente ativa se reuniu para engendrar um encontro da arte de rua e da cultura hip-hop.

IMG_5262Organizado pelas ativistas do MariaM – Movimento Ari-Poriá Ativistas de Manaus e pelo companheiro Maranhão, o evento contou com mais de 200 presentes, começando as 14 horas e indo até o fim da noite. Nosso bloguinho esteve presente conversando com as organizadoras e aproveitando para trocar uma ideia com a integrante do grupo, Rose:

“O Coletivo Marian foi criado em 2005 com a junção de doze garotas, onde cada uma representava os quatro elementos do hip-hop: tinha as grafiteiras, as DJs, no caso eram duas na época, as MCs e as B-girl. Com isto resolvemos montar este coletivo para tentar dar visibilidade às mulheres dentro da cultura hip-hop que na época era vista só por homens, a mulher não tinha espaço no hip-hop. Hoje em dia, com a volta do coletivo somos oito e não lutamos só pelo espaço da mulher, mas para levantar o hip-hop em si em Manaus. Por que quando fazia eventos era ou só grafite, ou só break, ou só MC e por isto estamos querendo voltar com eventos para levantar os quatro elementos: b-girls, grafite, MCs e DJs. E este evento hoje foi para mostra que em Manaus o rap é muito visado, ele é amplo e queremos unir os quatro elementos com força total. E buscamos que as pessoas vejam que no Amazonas e principalmente em Manaus, os grupos de rap são muito bons, assim como tem muito grafiteiro bom mesmo não tendo muito espaço para eles. A gente convidou 11 grafiteiros para pintar, mas só apareceram cinco, o resto foi o pessoal que veio com seu material na possibilidade de ter espaço pra eles pintarem e a arte deles é bonita. Grafite não é marginalização, é rua e queremos mostrar que na rua tem arte, que no rap tem poesia. Por isto não é só mostrar que o Marian tá voltando mas unir os quatro elementos. É a união pois somos uma família, e a rua junta a gente nesta família que a gente quer esclarecer” Rose do MariaM

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Desde cedo a moçada do grafite e do bomb colou junto aproveitando a tela cabulosa que o muro do Arar propicia e mandaram seus traços esquizos, mostrando que a arte de Rua tem valor.

A produção do grafite atravessou a noite e contou com artistas de rua de ótima qualidade que mostraram que Manaus produz arte no grafite que é tão boa como em outros cantos. Alguns grafiteiros da antiga estiveram presentes também para prestigiar e acompanhar a moçada que está chegando.

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Grafite do companheiro Mega já finalizado

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E como o movimento foi organizado para mostrar que o grafite feminino possui uma potência singular e tem um impacto muito mais transformador, houve a presença de diversas grafiteiras como Kisy, Ami, Anie, Rosa etc.

Conversamos com a grafiteira Ana Paula que aparece na foto acima junto a seu cachorrinho grafitado dedicado a seu filho Iago nos falou um pouco sobre a importância do evento e da união da moçada do hip-hop.

“O evento aqui do Mutirão está sendo um grande espaço como sempre. Todo evento aqui é uma grande porta aberta pra arte de rua, pro grafite, pro bomb, pro rap, DJ, mc, break. Espero que continue acontecendo mais eventos que possam abrir mais portas para gente poder demonstrar nosso trabalho, o que a gente é capaz. Falam que o grafite é uma arte vandal, é uma arte proibida, mas não, se a pessoa parar pra perceber os grandes pintores usavam as telas e a gente usa o muro pra expor nossos trabalhos. Continue, vandalismo, grafite e é nós.” Ana Paula

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E a festa foi rolando com a presença de diversos DJs Sanci, Carapanã, Bené que mandaram um som para a moçada que trazia toda a cultura de rua com o rap e similares. O som das quebradas foi juntando toda família que logo

E teve o som do rap de Angola, de Manaus, do Nordeste e de todo o Brasil que saia das caixas pelos dedos nas pickups e equipamentos dos DJs.

E no fim da tarde começaram a rolar as apresentações do rap manauara com a moçada da Renúncia Pessoal, Reação MC (foto Abaixo) e Conexão Zona Norte.

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Nosso bloguinho conversou com a moçada do Conexão Zona Norte, grupo formado por Bira M.C., Base M.C., Nego Rasta, Blaster e Dj Sanci. Eles mandaram um grande salve a toda moçada do hip-hop e rap de Manaus, contando sobre a sua história e sobre o evento.

“Há 4 anos, em 2008/2009 a gente entrou no rap para resgatar a cultura de rua e a gente acabou gostando. Quem começou a parada do Conexão foi o MC Bira e o Base. Estamos aqui pra mandar um salve para toda rapaziada, é o Conexão Zona Norte, Mutirão, Cidade Nova, Fronteira com a Zona Leste. É uma satisfação estar colando junto com vocês da Afin e fortalecendo a cultura hip-hop para que não perca a essência, por que a cultura hip-hop sempre está presente na periferia junto com todo mundo daqui: o tiozinho da padaria, o borracheiro e toda esta rapaziada, por que a cultura hip-hop veio da rua e sempre vai ser da rua. Por isto este evento mostra a união de toda rapaziada da rua. Salve! Nosso som é bem quebrada mesmo, é periferia, skate, bomb, grafite, adrenalina. Hoje vamos mandar som, rima de rua 100 porcento original, rima canibal aqui da capital, rap nacional direto de Manaus pra vocês. Pra terminar salve toda moçada do movimento hip-hop de Manaus e que esta mensagem chegue a outros estados e que aqui a cultura hip-hop ta muito forte, principalmente o rap que está fortalecendo e esperamos que pelo contato da rapaziada chegue até vocês.”Conexão Zona Norte

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Encontramos ainda o Mano Sinoé (a esquerda da foto) que participou de toda a construção do bairro do Mutirão e do movimento Hip-Hop no Mutirão e na Zona Leste. Ele contou uma parte desta história e sobre o Mutirão Hip-Hop Rua.

“Aqui no Mutirão não era asfaltado era só barro, a gente ia pegar ônibus no sexto batalhão.O Mutirão tem mais de 20 anos de história e cresci junto com os manos aqui que estão envolvido com o movimento Hip-Hop e seus elementos que começamos fazendo aqui no Mutirão. A gente não tinha espaço mas no Arar a Dona Anália e o Braguinha deu um grande apoio. Na época era o Mano Vagner, Cabeça, o Mano Cross, o Mano David, o Base, Igor Cabeça, o Bruno, o Mano Rasta, Mano Azul, Mano Deri, Mano Bira, Baron, o David Down, o Mano Bill, Mano Pulga, e muitos moleques daqui mesmo como Mococa, o Cabecinha, todos formamos uma família. Nós fizemos um projeto em 2001, entregamos pra Dona Anália , foi aprovado o projeto no planejamento do Arar e fizemos o primeiro Exporua dentro do Arar. Aí liberaram pra nós seis microsistens pra sortearmos, liberou tinta, jogo de cama, brinquedo, boneca pra criança. Foi um projeto de interação, mobilização e consciência através da arte, música e do esporte. A gente já teve professor de basquete de rua, a bike, skate, inline, hip-hop com os b-boys e fizemos o 1º Exporua. Até igrejas vieram apresentar teatro. Quem colou com nós e não podemos esquecer: Mano Fino que não cobrou nada e trouxe a aparelhagem, o Mano D12 que pediu pra divulgar seu trabalho e muitos outros. Este projeto continuou todos os dias pois tínhamos uma família, juntou muita gente para aula de rap com o Mano Cross e Mano Vagner, o pessoal da Igreja Católica com a Periferia Ativa, tinha aula de grafite, arte no pano, arte na cerâmica, atividade que existe até hoje na Igreja Católica Nossa Senhora da Conceição. Ai a moçada do rap começou a aparecer. O Reação MC e Conexão Zona Norte foram pra França, passaram em Roma.Hoje está tendo um evento inédito muito especial que ta reunindo gente que está na rua faz muitos anos e que tem que parabenizar pois muitos deles saíram do nada e deu a volta por cima” Mano Sinoé

E este encontro da família Hip-hop manauara varou a noite trazendo muita alegria e união a toda a arte de rua que se fortaleceu com mais uma produção.

No próximo fim de semana o Hip-Hop de Manaus continua com dois eventos: No sábado a moçada do Grafite vai estar reunida pelo Alvorada em um grande encontro e no domingo acontece a Batalha de Hip-hop [Break] da Juventude do MHM no Centro de convivência (ARAR) do Mutirão a partir do meio-dia.

No dia 29 de dezembro haverá ainda a 2a Edição da Batalha de Fim de ano que ocorrerá no CDC do Coroado 3 com entrada a 5 reais. No mesmo dia 29 haverá das 9 às 17 horas o 165 Graffiti Action no Muro do Residencial Cruzeiro do Sul, beirando a Av. Das Torres no bairro Águas Claras com presença de moçada de responsa como Audio, Broly, Blur, Godo, Izy, Lobão, Mafia, Paradise, Radar, Tina e muitos outros. Quiser uma tela esperta é só colar.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS, LÉSBICAS E TRANSGÊNEROS LANÇA NOTA DE INDIGNAÇÃO

NOTA OFICIAL DE INDIGNAÇÃO DA ABGLT – PLC 122/2006

Nota Oficial de Indignação da ABGLT contra a postura dos fundamentalistas na reunião da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado no dia 20/11/2013

“O que me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons.” Martin Luther King.

A forma como um restrito grupo de fundamentalistas no Congresso Nacional está reagindo ao Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 que apenas acrescenta orientação sexual e identidade de gênero como motivos de discriminação e que visa simplesmente combater o ódio, a intolerância e a violência dos quais a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) tem sido vítima no Brasil é de uma extrema insensibilidade.O Projeto diz “Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:“Define e pune os crimes de ódio e intolerância resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gênero ou condição de pessoa idosa ou com deficiência.”Esse mesmo grupo de parlamentares fundamentalistas deve ser responsabilizado pelas mortes, pela violência e pelas discriminações que fazem vítimas de milhares de brasileiras e brasileiros todos os anos.Para citar apenas dados oficiais contidos nos Relatórios Sobre a Violência Homofóbica no Brasil, elaborados pelo governo federal, o Relatório de 2011 registrou 6.809 violações contra a população LGBT nos seguintes serviços apenas naquele ano: Disque Direitos Humanos (Disque 100), Ligue 180, Disque Saúde e a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde, mais 278 assassinatos identificados por meio do monitoramento dos meios de comunicação. Segundo o Relatório de 2012, foram reportadas 27,34 violações de direitos humanos de caráter homofóbico por dia no Brasil. A cada dia 13,29 pessoas foram vítimas de violências homofóbicas reportadas no país. Houve 9.982 denúncias de violações dos direitos humanos de pessoas LGBT, um aumento de 46,6% em comparação com 2011. Também foram identificados 310 assassinatos..Houve, entre os parlamentares fundamentalistas, quem afirmou hoje que a aprovação do PLC 122/2006 seria um incentivo à pedofilia. A Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde, item F65.4, define a pedofilia como “Preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, de meninas ou de ambos, geralmente pré-púberes”. Fazer afirmações que vinculam a pedofilia à homossexualidade é mais um exemplo de como os fundamentalistas semeiam o ódio contra as pessoas LGBT por meio de inverdades.O que transparece na atuação dos fundamentalistas no Congresso Nacional é que obstruem, fazem manobras e impedem a aprovação do PLC 122/2006 porque veem nele uma ameaça à sua própria prática de segregação discriminatória e difamatória das pessoas LGBT. Neste sentido, a ABGLT vem pedir àqueles parlamentares do Congresso Nacional que hoje se ausentaram do processo de votação, que se posicionem, votando favorável ou contrário ao combate à violência e à discriminação. Chega de hipocrisia. Nós não podemos aguardar mais. O projeto de lei em questão tramita há 12 anos – neste período de inércia e omissão por parte do Congresso Nacional, estimadas 4055 pessoas LGBT foram assassinadas no Brasil, segundo o Grupo Gay da Bahia, e segundo os Relatórios de 2011 e 2012 acima citados, apenas por serem LGBT, e os perpetradores destes crimes na sua maioria gozam da impunidade. Parlamentares que se colocam como defensores/as dos direitos humanos e da igualdade preconizada pela Constituição Federal não podem se esquivar de sua obrigação de votar a matéria – não é aceitável que se ausentem das votações. Se não querem representar na hora que for preciso parte da população que os elegeu, é melhor que se renunciem de seus mandatos. A cidadania plena e os direitos humanos não são objetos de barganha em negociações políticas e tampouco algo que se deixe de lado quando convém, por medo de perder votos nas próximas eleições. Todos somos cidadãos com direitos iguais, inclusive o direito de sermos representados inequivocamente nas instâncias legislativas.Este povo fundamentalista não quer diálogo, este povo quer transformar o Brasil em uma ditadura fundamentalista que faz acepção a quem não siga seus dogmas. Este povo perdeu os valores: semeia o ódio contra a população LGBT. Basta ver conteúdos de determinados programas de televisão apresentados por pastores fundamentalistas, sem falar da vergonhosa Comissão da Câmara dos Deputados que não é digna do nome de Direitos Humanos e Cidadania.Agora até querem interferir na atuação do Supremo Tribunal Federal, como é o caso da PEC 99/2011, que permitiria que as associações religiosas tivessem a capacidade para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos. Uma proposição dessa natureza é um acinte à cidadania, uma ameaça à essência da democracia.Este povo não entende o significado de democracia, apenas quer impor a teocracia.Este povo dissemina inverdades para mobilizar seus fiéis contra a população LGBT. Este povo se utiliza do nome de Deus para iludir e enganar seguidores ingênuos para se enriquecer ilicitamente. Este sim é o mal maior por trás da fachada da falsa cruzada dessas pessoas que pregam o fundamentalismo. Transparência já nas contas das igrejas no Brasil, qualquer seja sua denominação!Está na hora de aprovar no Brasil legislação que desincompatibilize o exercício concomitante de pastor e parlamentar, como já ocorre no México, por exemplo, pelo evidente fato do conflito de interesses entre as convicções religiosas e a laicidade do estado que deveria caracterizar a atuação de quem legisla em nome dele.Acorde Brasil! Veja o paralelo entre o avanço do fundamentalismo no Brasil e o surgimento do fascismo no século passado, que culminou nas atrocidades da 2ª Guerra Mundial e no genocídio das populações perseguidas pelos fascistas (inclusive a população LGBT). Nas palavras do Frei Beto “a postura do movimento político no meio evangélico fundamentalista é comparável com o surgimento dos regimes nazista e fascista na Europa do século XX”

Carlos MagnoPresidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

19º GRITO D@S EXCLUÍD@S 2013

IMG_3815 Ontem a tarde, como ocorre todo o dia 7 de setembro, o 19º Grito dos Excluídos e Excluídas de Manaus levou o povo e suas múltiplas vozes para as ruas de Manaus. A concentração se deu a partir das 14:30 horas na Av. Grande Circular (Autaz Mirim) em frente ao Shopping Grande Circular, bairro de São José. A passeata seguiu até a bola do Jorge Teixeira e reuniu diversos movimentos sociais e milhares de pessoas que trouxeram de seus bairros para as ruas sua luta cotidiana pela construção de uma real cidade.

Diferente dos últimos anos, onde esteve presente apenas em espaços não-ressonantes da voz libertária,o Grito mais uma vez mostrou sua potência política-social levando a todas artérias da cidade o verdadeiro grito das organizações populares.

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Na foto acima vemos o arcebispo de Manaus Dom Sérgio Eduardo Castriani que esteve presente no grito e falou com nosso bloguinho sobre a importância deste grito estar presente nas ruas de Manaus trazendo além da união popular, um espírito libertário onde seja possível criar mudanças.

Dentre os movimentos sociais presentes no grito estavam as Associações de Catadores, Associação das Donas de casa,Fórum Permanente das Mulheres de Manaus – FPMM, Movimento de Luta pela moradia, Associações de catadores, Rede pela Vida, Pastorais sociais como a da Aids, da Criança, da Juventude etc.

E não podia faltar é claro a presença alegre e contagiante da juventude que também se manifestava por melhores condições sociais como cultura, saúde, emprego, transporte, entre outros.

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A irmã Irene da Pastoral da Aids se dirigiu ao público tratando sobre a importância da juventude se prevenir contra esta endemia, além de lutar contra o preconceito e por melhores condições de tratamento dos soros positivos em nossa cidade.

Outro aspecto tratado foi a importância da luta dos movimentos sociais e da Igreja para acabar com o preconceito e prevenir novos casos desta doença que pode ser tratada e dar uma longa sobrevida aos que estiverem contaminados. Porém isto não impede que a sociedade produza junto com estas pessoas, que levam uma vida normal, um espaço social mais saudável.

IMG_3766IMG_3777Lideranças indígenas falaram das condições degradantes que o Estado do Amazonas submete os povos autóctones, sem acesso a saúde de qualidade, sem segurança e outros questionamentos necessários para a preservação sociocultural destes povos nas terras em que lhes são destinadas.

A companheira Francy Júnior, que sempre está presente e dando força ao grito falou sobre sobre o trabalho do Fórum das Mulheres do Amazonas e da importância do grito para debater alguns temas. Foi debatido a violência crescente contra as mulheres e o descaso de parte da população quanto isto. Além disto, Francy falou da imposição dos valores machistas na sociedade que estão presentes desde as mais simples relações familiares até nas situações formais como no trabalho, educação etc.

E a caminhada seguiu com muita alegria, uma vez que a participação popular sempre  aumenta a potência de agir no mundo. E em cada esquina que passava os milhares de manauaras que modificavam participavam envolviam os moradores, transeuntes, comerciantes, trabalhadores no espírito de que juntos podemos sempre ir mais além.

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Acima vemos algumas presenças tradicionais no Grito como os íntegros e sempre presentes representantes do povo José Ricardo e Waldemir José que em conversa com nosso bloguinho reinteraram a posição do Grito como espaço essencial dos movimentos populares/sociais de se manifestar e de auxiliar na transformação social

Ainda vemos a moçada da Rede de Enfrentamento ao tráfico de pessoas: Irmã Fátima que segura uma faixa e irmã Santina segurando um cartaz. Abaixo vemos o carrinho-cidadão que levou também seu protesto contra os gêmeos Arthuramazonino que vem desgovernando há décadas a não-cidade de Manaus.

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E a moçada da Afin também esteve presente debatendo temas, fotografando, produzindo afetos e distribuindo o prospecto sobre a regulação da concessões mídiaticas (cujo texto que continua sendo distribuido se encontra na lateral deste bloguinho) além do prospecto peça “A Exceção e a Regra” que vem sendo apresentada gratuitamente nas comunidades, sindicatos, escolas, universidades, centro comunitários, igrejas e onde houver pessoas dispostas a discutir os temas afinantes… Os telefones para contato também estão na faixa lateral deste blog.

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CINCO ESTADOS FAZEM NESTA QUINTA PROTESTO CONTRA A FRAUDE GLOBO E MONOPÓLIO DA MÍDIA

São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Rio Grande do Sul e Sergipe farão nesta quinta protestos contra a Rede Globo e o Monopólio na mídia. Em São Paulo o evento terá concetração na Praça Gal. Gentil Falcão e seguira para a frente da Globo. No Rio de Rio de Janeiro a concentração acontecerá ao fim do ato das centrais sindicais, na Cinelândia. Em Belém haverá concentração as 8:30 em frente a Prefeitura da cidade. Em Porto Alegre os manifestantes se reunirão às 15h em frente a Globo. E em Aracaju a concentração será às 13 horas na praça Fausto Cardoso.

Abaixo reproduzimos a justificativa da organização do Ato de São Paulo que explica a necessidade de um ato popular contra a globo.

PORQUE UM ATO NA FRENTE DA GLOBO?

MONOPÓLIO
O cenário na televisão brasileira é de quase monopólio. Na TV aberta, a Globo controla 73% das verbas publicitárias, embora tenha 43% da audiência. A Globosat participa de 38 canais de TV por assinatura e tem poder de veto na definição dos canais da NET e da SKY, que juntas controlam 80% do mercado. No Rio de Janeiro, o grupo controla os principais jornais, TVs e rádios, situação que seria proibida nos Estados Unidos e em vários países da Europa, onde há regulação democrática da mídia.
#OcupeaMidia

PROMISCUIDADE POLÍTICA
Várias das afiliadas da Globo pelo Brasil são controladas por políticos de direita envolvidos em inúmeros escândalos. A família Sarney controla a TV Mirante (GLOBO) no Maranhão e Fernando Collor controla a Gazeta (GLOBO) em Alagoas. A Globo construiu seu império a partir da relação promíscua com o regime militar, que lhe garantiu o acesso a toda a estrutura da Telebrás e a expansão nacional do seu sinal.
#GloboSemBigode
#GloboSemCollor

CORRUPÇÃO
A corrupção é marca da Globo desde a fundação. Seu crescimento na década de 60 se deu a partir de um acordo técnico ilegal com o grupo Time-Life, que mereceu uma CPI, mas foi abafado. Recentemente, veio à tona uma operação fraudulenta da empresa para sonegar impostos na compra dos direitos de exibição da Copa do Mundo de 2002. Além disso, a empresa vende espaços editoriais para divulgação de filmes e artistas, numa verdadeira grilagem eletrônica que a faz absorver recursos incentivados do cinema nacional.

MANIPULAÇÃO
A emissora opera como um partido político, direcionando o noticiário jornalístico a partir de suas opiniões conservadoras (seu ‘programa político’) e buscando definir a agenda pública a partir de entrevistados que têm visões alinhadas. A mudança na abordagem dos protestos simboliza bem a transição entre a deslegitimação e a tentativa de cooptação a partir de sua própria pauta. Momentos grosseiros de manipulação, como o das diretas já ou a eleição de Collor, ainda existem, mas perdem espaço para uma manipulação mais sutil, sofisticada e cotidiana.

 

Jornada de Lutas do Levante contra a Globo no Facebook:

https://www.facebook.com/events/192701367573115/

PRESIDENTA DILMA CONTINUARÁ RECEBENDO OS MOVIMENTOS SOCIAIS NOS PRÓXIMOS DIAS

 A presidenta Dilma Rousseff  receberá diversos movimentos sociais e organizações da sociedade civil para discutir as demandas de cada um. De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho,  a presidenta deverá tratar da situação social do país e não entrará no mérito  das pautas tradicionais dos movimentos.

Amanhã (5), Dilma vai se reunir com organizações ligadas ao campo,  como a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de quilombolas e pequenos agricultores.

Na próxima vindoura, o encontro será com os povos indígenas, que têm reunião marcada com Dilma na quarta-feira (10). Ativistas da cultura digital, entidades e igrejas evangélicas e organizações que discutem a reforma política também serão recebidos no Palácio do Planalto na semana que vem.  Haverão ainda encontros com representantes de organizações de mulheres e do movimento negro.

De acordo com Gilberto Carvalho “será um ciclo novo [de reuniões] que a gente está abrindo, além das que já fizemos, sempre nessa perspectiva da importância de ouvir a sociedade, as demandas, aquilo que as ruas manifestaram e, a partir daí, tomar atitudes que o governo entender que são possíveis e que atendam às demandas sociais (…) Este momento com a presidenta não é para discutir aquela pauta que eles tratam com a gente sempre aqui na secretaria. Todos esses movimentos, em geral, já têm diálogo com o governo, mesas permanentes. Mas é um momento da presidenta ouvir diretamente questões, opiniões, sugestões, análises do movimento sobre o momento nacional e, claro, apresentarem as suas demandas, que, na medida do possível, serão tratadas pelo governo”.

O ministro também informou que doravante, a presidenta Dilma Rousseff não fará apenas reuniões “episódicas” com a sociedade civil, mas manterá contato “oportunamente” com as organizações. Dilma recebeu recentemente entidades ligadas à juventude, direitos homossexuais, movimentos urbanos e de moradia, além do Movimento Passe Livre.

Esta abertura de Dilma junto a sociedade civil organizada e os movimentos sociais mostra o compromisso do governo junto à sociedade como um todo para que continue ampliando cada vez mais as políticas públicas e os direitos de cada segmento que compõe nossa sociedade.

OS MOVIMENTOS SOCIAIS EM MANAUS E AQUELES QUE FINGEM SE MOVIMENTAR

Movimento é tudo aquilo que produz o novo através de um discurso que não pode ser capturado por aqueles que estão aprisionados no falso pragmatismo do espaço estriado. Movimento aquele capaz de transformar uma realidade e produzir uma nova livre de opressão.

Os movimentos sociais buscam conquistar através da luta democrática trazer novas formas de discursos que se propaguem em um debate permanente na luta pelos direitos populares. Os movimentos sociais são formados por pessoas que possuem uma responsabilidade com o mundo e dedicam sua vida para uma transformação coletiva.

O que tem se visto com uma série de passeatas por todo o Brasil, pessoas que buscam seus 15 minutos prometidos para destoar como “lider de movimento, porta-voz do movimento, participante do movimento”. Assim eles buscam apenas o frisson que a moda de protestos vem trazendo. Eles consideram que cada grupinho que está na rua protestando é um movimento social legítimo que abraça e se propõe a transformar todos os problemas do mundo com sua voz. Porém o que estes jovens que se intitulam “os do movimento”  estão produzindo e transformando nos bairros de Manaus e junto com seus retrospectivos moradores?

Há em Manaus um grupo (em até então  em pequeno número) acampado na Assembleia Legislativa do Amazonas e afirmando que não sairão de lá até terem suas propostas recebidas. Dentre as propostas estão basear os salários de deputados pelo salário mínimo, fim dos cargos comissionados e benefícios etc. Este movimento que se denomina “União dos Movimentos de Manaus” é formado por vários “movimentos” que afirmam ter participado das passeatas mas que se apresentam com um número muito pequeno, incapaz de eleger nem um líder comunitário.

A que ponto a ferramenta dos facebooks conseguem produzir mudanças sociais e na própria juventude? O que acontecerá com estes jovens quando a moda, ou quem sabe a lombra, passar? Imagina ainda com uma série de movimentos que se degladiam querendo mostrar mais seus rostos e acusando os outros de ser mais ou menos partidários, enquanto não se toma partido.

É o mesmo discurso impotente de sempre, uma vez que perdeu sua força ao ser tanto repetido. Frases de (d)efeito gritadas pelas mesmas vozes de sempre desde o tempo que existia futebol no Amazonas. Frases como : “o dinheiro do meu pai não é capim”, a propaganda automobilística “Vem pra Rua”, “Você aí parado também é explorado”, “o povo unido jamais será vencido” e tantas outras.

Pensemos na situação em São Paulo que desencadeou a série de movimentos no país. Iniciado pelo Movimento Passe Livre (MPL), as passeatas envolveram um número muito maior de gente em forma mais organizada. Mas por que? O MPL é sim um movimento social. Não se aproveita do oba oba da classe média descontente. O MPL existe há quase 8 anos e trabalha nos bairros periféricos de SP com palestras, bate-papos, eventos artísticos em escolas, centros comunitários. Um movimento que transforma cotidianamente.

Muitos podem perguntar se nosso bloguinho está muito pessimista ou está apenas rejeitando os movimentos manoquins. Não. Estamos afirmando que isto que se mostra como movimento é um fogo fátuo, um fogo de palha que não continuará nas microlutas cotidianas (Foucault) junto as comunidades. Portanto falaremos sobre os movimentos de Manaus.

DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM MANAUS

Em Manaus existem diversas produções dos movimentos sociais que se fazem presente na transformações dos problemas da cidade. Estes reais movimentos sociais tem o discernimento da situação que ocorre e através de sua inteligência não estão participando do grito vazio que vem ocorrendo ultimamente em Manaus.

Pensemos no Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis, Fórum permanente das mulheres de Manaus,  Rede de Educação Cidadã, Fórum Permanente de Políticas Públicas, as Pastorais Sociais, Escola de Formação Fé e Política, Movimento de Luta por Moradia, Movimento Afro-descendente do Amazonas , Comunidades Eclesiasticas de Base, Grupos de mães e vários outros. Nenhum deles está indo para rua junto aos jovens. Não pois não pensam que a luta deles não é justa, não por que eles se sintam melhores ou que sua causa seja outra. Eles lutam pela cidade diariamente, e quando acabar estas passeatas des-movimentadas, os movimentos sociais continuarão suas discussões e trabalhos junto várias comunidades para que quando sairem para rua sua voz além de plural venha de dentro do peito, de sua vivência neste mundo capitalista que nos faz escravos. Estes gritos serão os que ecoam, pois as telas não podem gritar e nem os olhos que é hipnotizado por elas. É necessário desligar o botão, se envolver em um real movimento para que finalmente possa se ecoar que existe um jovem povo na não-cidade de Manaus.

SÃO PAULO E RIO SUSPENDEM O AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS MAS MANIFESTAÇÕES CONTINUAM

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad oficializou ontem junto com o governador, o anúncio da revogação do aumento das tarifas do transporte coletivo munícipal que envolve trens, metro e ônibus. O preço da passagem volta para R$ 3,00 a partir da próxima segunda, pois o sistema necessita um prazo de cinco dias para ser ajustado.

De acordo com o prefeito paulistano haverá com esta mudança cortes e impacto no orcamento e por isto a prefeitura vai “ter de explicar esse gasto para a população da cidade”.

Os manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) ficaram surpresos e comemoraram o ato nas ruas com manifestações. De acordo com Mateus Preis, um dos membros do movimento “A revogação nos pegou de surpresa. Estamos tentando nos reunir agora. Não sabemos se vamos fazer um protesto ou uma festa amanhã, mas manifestação vai ter”.

Em nota nas redes sociais os movimentos postaram sobre a revogação: “Primeira vitória, teremos muito mais. Após sete dias de protestos, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito, Fernando Haddad, anunciam por volta das 18h10 a revogação do reajuste de R$ 0,20, voltando o valor da tarifa do transporte público de São Paulo para R$ 3”.

Os protestos, desta vez mais comemorativos,  continuaram ontem em vários pontos mesmo com a suspensão do aumento.Um dos locais do protesto foi a Avenida Paulista, mas houveram manifestações na Rodovia Régis Bittencourt, na Avenida Washington Luís, em frente ao Aeroporto de Congonhas, na Avenida Itaberaba, na Freguesia do Ó, e na Avenida João XXIII, na Vila Formosa.

RIO E NITEROI TAMBÉM REVOGA A PASSAGEM, MAS EM NITEROI O COURO CONTINUA COMENDO

O prefeito do Rio Eduardo Paes e também a prefeitura de Niterói anunciaram a revogação do aumento da passagem que volta a 2,75 a partir de amanhã. De acordo com Paes este valor levará a um custo de 200 milhões de reais por ano ao município e que “Esses R$ 200 milhões têm que ser arcados pelo Poder Público. Arcar com esses recursos significa, com as responsabilidades que temos, com as restrições orçamentárias que todos nós governos subnacionais temos, significa, sim, a escolha de prioridades. Portanto, serão obviamente R$ 200 milhões a menos investidos em outras áreas da prefeitura”.

Além de Paes, o governador do Rio, Sérgio Cabral também suspendeu o aumento do preço de trens, barcas e metrô. Porém a redução da tarifa não impediu as manifestações em Niteroi.

ABr19062013_FF3314Houve uma manifestação na cidade que gerou um confronto com policiais na Avenida Marquês do Paraná. Os policiais tentaram impedir a chegada dos manifestantes na ponte. A ponte Rio-Niterói ficou fechada nos dois sentidos pela polícia, deixando o trânsito bastante prejudicado.

A liberação do tráfego na ponte só ocorreu no fim da noite. Os manifestantes nos Estados do Rio, São Paulo e diversos lugares do país continuarão seus protestos amanhã em um Ato unificado na luta por um transporte coletivo de qualidade em dezenas de cidades do país e em 28 cidades estrangeiras.

Fernando Haddad e a militância digital

Do Jornal GGN

Em plena efervescência do Movimento Passe Livre, o prefeito Fernando Haddad recebeu o Jornal GGN em seu gabinete, na prefeitura de São Paulo.

Contou sobre os convites para que o MPL viesse negociar, a dificuldade de identificar os líderes do movimento, a surpresa quando viu reprtagem com uma das lídreres – que parecia ser da idade de sua filha.

Mostrou a impossibilidade da tarifa zero, os custos dos transportes nos últimos anos.

Finalmente, discorreu sobre o novo personagem político, o militante virtual. Muitos de seus assessores foram às ruas pelas diretas e com os caras pintadas. No momento, debruçam-se em reuniões para aprender como abrir a porta e trazer a rapaziada para as salas, em vez de ficarem batendo a cabeça nos corredores.

É cuidadoso na análise dos incidentes, para não contaminar as relações com o governo do Estado.

MOVIMENTO PASSE LIVRE E MINISTÉRIO PÚBLICO BUSCAM ACORDOS PELO FIM DOS PROTESSTOS EM SÃO PAULO

O Ministério Público do Estado de São Paulo e o Movimento Passe Livre acordaram ontem apresentar à prefeitura e ao governo estadual uma proposta que vise suspender o aumento imposto na tarifa dos transportes públicos. O movimento de estudantes e da sociedade civil organizada, que já fez três grandes protestos,concordou em parar as manifestações nas ruas caso o governo e o estado suspendam por 45 dias o aumento nas tarifas metroviárias, ferroviárias e de ônibus.

Caso a proposta seja aceita nestes 45 dias será formada uma comissão com representantes de movimentos sociais, da prefeitura e do governo do estado além do Ministério público para avaliar os cálculos apresentados pelas companhias. A prefeitura e o estado, no entanto, já havia afirmado antes do encontro que não compactua com o vandalismo e que pretende somente negociar com o indicativo real de fim da violência.

Para Lucas Monteiro, do Movimento Passe Livre, “agora está nas mãos do prefeito e do governador a suspensão do aumento. Enquanto continuar o aumento de tarifa vão continuar havendo manifestações. Se o aumento de tarifas for suspenso pelo prefeito e pelo governador, as manifestações vão parar, porque as manifestações perdem seu sentido de ser. A proposta [acordada] é um avanço”.

De acordo com o promotor do Ministério público Maurício Ribeiro Lopes, a instituição “assume o compromisso de levar ao prefeito e ao governador o pleito aqui apresentado, que é o suspensão de aumento das tarifas de transporte público da cidade de São Paulo com a concordância dos movimentos sociais, dos sindicatos e partidos políticos aqui representados de suspender, em contra partida, as manifestações em via pública”.

Amanhã está marcado uma manifestação dos estudantes em frente ao Teatro Municipal. Porém caso a tarifa seja suspensa, o encontro servirá apenas de confraternização do movimento estudantil.

Protestos em frente ao Ministério do Trabalho e ao STF marcam Grito da Terra

Da Agência Brasil

Vestidos com túnicas pretas e segurando bandeiras, trabalhadores rurais de todo o Brasil participaram hoje (22) do 19º Grito da Terra Brasil, em passeata pela Esplanada dos Ministérios. Entre as principais reivindicações apresentadas pelos manifestantes estão a reforma agrária e o combate à violência no campo. Eles defendem também melhoria na saúde pública e na educação.

Durante a marcha, os manifestantes fizeram um ato em frente ao Ministério do Trabalho para cobrar a regularização de alguns sindicatos. Segundo o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Willian Clementino, sem o registro os sindicatos perdem o direito de fazer negociações e acordos coletivos de trabalho e não podem cadastrar os assegurados especiais na Previdência. “Mais de mil sindicatos já solicitaram o registro”, disse.

Em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), os manifestantes fizeram um minuto de silêncio deitados em protesto aos trabalhadores rurais assassinados no campo.

Segundo o presidente nacional da Contag, Alberto Ercílio, a pauta de reivindicações entregue à presidenta Dilma Rouseff no dia 24 de abril, diz respeito a 15 ministérios. “É uma pauta muito ampla. Tem muita coisa para ser vista pelo governo federal.”

À tarde, os líderes da manifestação vão se reunir com um grupo de ministros para discutir as reivindicações. “Devemos ser realistas. Há políticas que já estão caminhando e outras que estão longe de serem concretizadas, mas estamos otimistas”, disse Ercílio.

Cerca de 200 policiais trabalharam no controle do protesto. Para a Polícia Militar, o número de manifestantes não passou de 4 mil. A organização do 19º Grito da Terra Brasil, no entanto, informa que cerca de 5 mil trabalhadores participaram do movimento.

Movimentos sociais de Brasil e Argentina anunciam apoio a Maduro

 Do Portal Carta Maior

Presentes em Caracas, João Pedro Stedile, do MST, e Damian Lambusta, da Frente Darío Santillan, da Argentina, ambos ligados à Aliança Bolivariana para Povos de Nossa América (Alba), anunciaram apoio à candidatura de Nicolás Maduro nas eleições do próximo domingo (14).

Os movimentos sociais que integram a Aliança Bolivariana para Povos de Nossa América (Alba) anunciaram, nesta quarta-feira (10), no centro de Caracas, o apoio à candidatura de Nicolás Maduro na Venezuela e a realização de uma cobertura midiática alternativa para a eleição presidencial na Venezuela, no próximo domingo, 14 de abril.

“A batalha de 14 de abril não é venezuelana, mas latino-americana. Nos cabe não só manifestar solidariedade, mas dizer ao povo venezuelano que a responsabilidade histórica que tem nesse domingo é fundamental”, disse o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile.

O dirigente destacou que foi a Venezuela de Hugo Chávez quem começou a derrubar o neoliberalismo em 1999 e a articular um projeto, não só de governos, mas popular, econômico, cultural, político e ideológico para se contrapor as elites subordinadas aos países ricos. “Estamos lutando em cada um dos nossos países, fazendo atividades de solidariedade e de denúncia contra o projeto de Capriles [candidato de oposição ao chavismo], porque ele não é outra coisa do que um porta voz das empresas norte-americanas”, afirmou.

O dirigente da Frente Darío Santillan, da Argentina, Damian Lambusta, destacou que acreditam em Maduro e, especialmente, no povo venezuelano. “É ele quem pode garantir a continuidade da revolução bolivariana”, enfatizou.

Pablo Kunich Cabrera, integrante de Alba TV, anunciou que os movimentos sociais estão organizando uma cobertura midiática popular, alternativa e comunitária do processo eleitoral venezuelano. “Estaremos montando o Operativo Pátria, com o objetivo de romper o cerco midiático à Venezuela”, disse.

Mais informações sobre o operativo podem ser encontradas no site da Alba TV: http://www.albatv.org/Operativo-Patria-2013-articulacion.html

Além de movimentos sociais brasileiros e argentinos, também estiveram presentes no ato organizações da própria Venezuela, Bolívia e Panamá.

PROTESTOS POR UMA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DE TODOS REUNE MOVIMENTOS SOCIAIS, POLÍTICOS, ARTISTAS E SOCIEDADE CIVIL

Na noite de ontem diversos artistas, políticos e ativistas fizeram protestos contra a permanência do deputado federal Pastor Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. As manifestações das mais diversas entidades organizadas ocorreu na Associação Brasileira de Imprensa e foi realizada pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap).

Para o  interlocutor da Ceap, o babalaô Ivanir dos Santos, há um projeto político pautadona intolerância e que não deve ser aceito. Assim para ele o objetivo dos protestos são “alertar a sociedade para a necessidade de que se tenha na Comissão de Direitos Humanos da Câmara uma pessoa que de fato represente todas as diversidades e as minorias descriminadas. A comissão, como ela está hoje, não só não representa como é contrária a essas minorias e às suas principais reivindicações”. Segundo o babalaorixá é muito importante “mobilizar e sensibilizar a sociedade, os partidos políticos e o Congresso Nacional para que reveja a  composição dessa comissão, que tem à frente o Feliciano e suas ideias segregacionistas

O deputado Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj comentou sobre a situação antidemocrática que o país passa com esta ocupação: “Assistimos estarrecidos e com grande preocupação um imenso retrocesso na Câmara Federal com a indicação do deputado federal Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias daquela instituição”.

Caso a situação não se resolva, no próximo dia 7 de abril, haverá outro ato na Praia de Copacabana às 10 horas. Este próximo ato contará com o apoio de núcleos da Igreja Católica como o Fé e Política, da OAB, entre vários outros grupos. O país grita por um espaço mais humano onde seu novo representante possa realmente defender democráticamente e com muitos afetos alegres o povo plural brasileiro.

SEM TETO PROTESTAM EM SÃO PAULO EM FRENTE A COMPANHIA DE HABITAÇÃO

ABr210313ABr2103130117O prédio da Companhia de Habitação e Desenvolvimento Urbano (CDHU) teve ontem sua frente e seu saguão tomados por manifestantes sem teto que cobravam do governo paulista o cumprimento de acordos firmados junto ao Movimento dos sem Teto (MTST). Dentre os acordos estão a verba prevista para o andamento de obras executadas em parceria com o governo federal, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida.

De acordo com uma das integrantes do movimento, Jussara Bastos dos Santos, o grupo reclama o valor previsto para a construção de 850 casas no Jardim Salete, em Taboão da Serra, São Paulo. “Nós dependemos da assinatura de um contrato pelo presidente da CDHU, Antonio Carlos do Amaral Filho. O trabalho de terraplanagem está feito, começamos o trabalho de fundação, mas dependemos da assinatura desse contrato. Estamos dependendo da assinatura para que a Caixa repasse a verba para a continuidade da obra. Esse valor será devolvido quando as famílias começarem a pagar as prestações”.

Segundo nota oficial da CDHU os manifestantes foram recebidos e se justificaram afirmando que “trata-se de uma modelagem inédita de parceria para a produção de moradias que envolve os governos federal e estadual, além do próprio movimento. Em contato telefônico com líderes do movimento na data de ontem, o  secretário-adjunto da Habitação, Marcos Penido, já havia esclarecido o estágio dos trâmites e assegurado que em dois dias as pendências para assinatura do contrato em questão estariam resolvidas. Porém, lamentavelmente ocorreu na data de hoje a ocupação tumultuada do saguão de entrada de um edifício de administração do Governo do Estado”.

Sabendo da “extrema humanidade” do governo paulista com os movimentos menos favorecidos como ocorreu em Pinheirinhos, Carandirú e vários outros casos, é entendível que eles achem lamentável os movimentos buscarem seu direito. Ainda mais quando estes são ludibriados pelo poder público e usurpados de sua capacidade de ação social.

Assim o estado com seus meios de controle buscam sempre controlar e menosprezar a força dos movimentos fazendo que cada vez mais os direitos do povo sejam esquecidos. Mas a voz do povo nunca se cala, e os movimentos continuarão cortando as linhas duras que tentam impedir a vida de brotar.

CONVITE PARA AÇÕES DA CAPOEIRA SENZALA NEGRA

16º Evento Da Senzala Negra

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Quinta Feira – Dia 21/03/13 Ás 19:30 H – Realizaremos Uma Roda De Boas Vindas Na Bola Do Produtor Para Recepcionar Nossos Convidados Para Este 16º Evento Da A.C.S.N

Sexta feira – Dia 22/03 Ás 19:00 Hrs – Ocorrerá A Abertura Do Evento Com Roda E Participação Do M. Armando Babalú – (Ginga Bahia)São Paulo.

Local. Arar Do Mutirão – Zona Leste.

Sabado – Dia 23/03 Ás 18:00 Hrs – Ocorrerá Batizado E Troca De Graduação E Formatura De Capoeira

Local Sest-Senat Av: Autaz Mirim Prox. A Bola Do Produtor Cidade De Deus.

IGREJA INICIA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE E JUVENTUDE 2013 COM A IGREJA RENOVADA

 

A Igreja, ao iniciar esta caminhada quaresmal, tem os olhos fitos na cruz, donde emana a comunicação do amor de Deus por nós, na entrega de Jesus Cristo, para que Nele tenhamos a Vida (cf Jo 10,10).

Trabalhadores rurais defendem novo enquadramento sindical

da Agência Brasil

Os movimento de trabalhadores rurais vai defender no Congresso Nacional a alteração na Lei 11.326/2006, que define regras para o enquadramento sindical dos agricultores familiares. Na avaliação dos sindicalistas, a legislação vigente não é suficiente para nortear as políticas públicas para o segmento e defendem que o texto seja revisto para se adequar às diferentes realidades do campo.

A alteração defendida pelos sindicalista prevê que também que passe a ser considerado trabalhador rural quem tem imóvel de até 4 módulos fiscais e contrate mão de obra assalariada por até 120 pessoas dias/ano. O documento com a proposta de mudança foi aprovado, hoje(7), no 11º Congresso Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

O novo critério defendido pelos trabalhadores rurais já é aplicado para fins previdenciários. Eles querem que também seja adotado para acesso aos recursos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).

A Lei 11.326/2006 impõe critérios para classificar as propriedades rurais e definir o perfil do agricultor familiar. A redação atual, considera, entre outros critérios, como agricultor familiar quem utiliza predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas e não tem imóvel rural com área maior do que 4 módulos fiscais – área mínima necessária a uma propriedade rural para que sua exploração seja economicamente viável.

Os trabalhadores rurais também defenderam mudanças no modelo agrícola do país. Eles querem mais acesso à terra, que a Embrapa disponibilize mais assistência técnica e alterações na área do crédito fundiário. Na terça-feira (5) a presidenta Dilma Roussef participou da abertura do congresso da Contag e prometeu acelerar a reforma agrária no país.

Antes, eles rejeitaram a proposta de fazer parcerias com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), com a Via Campesina e outros movimentos. Eles defenderam o fortalecimento da atividade do Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR).

O Congresso dos trabalhadores rurais também homenageou a mulher trabalhadora rural, em referência ao Dia Internacional da Mulher comemorado amanhã (8). As camponesas leram uma carta na qual enfatizam que as mulheres “saíram da invisibilidade, da dependência de seus maridos e hoje lutam em conjunto contra a pobreza, a fome e a violência.”

PRODUÇÃO COLETIVA: ARTE OCUPA MANAUS DEVOLVE A PRAÇA AO PÚBLICO

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A não-cidade de Manaus sempre foi governada por pessoas tristes que tentaram e continuam tentando de todas as formas manter a população resignada e improdutiva. As produções pseudo (ou somente e raramente) artísticas foram sempre direcionadas a uma cultura-valor (aquela que adiciona valor aos que tem acesso a ela, em uma relação social de poder como expõe Guattari) para uma classe mediana e improdutiva.

Como já discutimos anteriormente Manaus é uma não cidade pois dificilmente se encontra artistas, vemos apenas aqueles que são dependentes do Estado para produzir suas pirações. Assim os poucos se mostram interessados muitas vezes esbarram nesta realidade deprimente e não conseguem ir muito adiante.

Porém quando diversas pessoas da sociedade civil organizada, cidadãos comuns como qualquer outro decide deixar esta realidade opressora de lado, acreditar na sua capacidade produtora independente de qualquer auxilio do estado e ir para a rua mostrar sua arte, sua voz, sua presença no mundo.

Esta foi a idéia do Arte Ocupa Manaus, uma ocupação de um dos espaços urbanos para que seja devolvido a produção e presença coletiva. Assim esta ocupação foi dar vida a não-cidade de Manaus que através das desadministrações políticas da cidade temos um verdadeiro cemitério a céu aberto. É só andar pelo Centro da cidade para perceber uma história de abandono da população pelos governantes e que por isto deve-se ocupar o espaço público para oxigenar as veias da não cidade.

Assim diversos grupos e artistas de rua decidiram ocupar no domingo da semana passada (17) a Praça Dom Pedro II, localizada ao redor da Antiga Prefeitura e do INSS. A recente reforma da praça com seu coreto e fontes pintados não escondem todo a deprimente realidade que a cidade se encontra, sem os serviços básicos principalmente nas quebradas do mundaréu onde estão as Zonas Norte e Leste. Porém diversas expressões de amazonenses produtivos, que não sofrem do sentimento de inferioridade imobilizante sobre outros povos (principalmente pelos mais ativ@s paraenses, maranhenses, piauienses, etc) e nem deixam ser deglutidos pela inoperancia do governo e dos artistofastros (falsos artistas).

E rolou a moçada da capoeira, do grafite, do freestyle, do rap, do samba, da poesia, das artes plásticas, dos malabares, do circo, e muitas outras atividades artística. Conversamos com os dois propositores do evento, a ativista Renatinha Peixe-boi e o Grafiteiro Raiz, que deram o início no evento que juntou mais de 200 pessoas em um encontro gostoso, produtivo, que aumentou a potência de agir de cada um que foi para conhecer somar e multiplicar este evento que foi o primeiro de vários outros a vir.

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Eu acho que eu só consegui dá o enter nas idéias que já estavam no coração e nas idéias de muita gente, não só como em um espaço físico, mas no espaço do irreal, do intocado que está dentro de cada um, na possibilidade de fazer e ajudar de fato o irmão com coisas boas. Como por exemplo uma pintura de parede que pode modificar a vida de uma criança que está observando a arte de pintar a parede quando ela poderia está observando o cara alí fumando oxi. Então a idéia foi quando a gente veio pintar uma parede e quando a gente viu estavamos cercados pelas pessoas da comunidade, interessadas pela pintura, falando sobre as necessidades que são necessidades comuns de todo mundo: necessidade a cultura, a liberdade de expressão, de um espaço físico adequado para utilizar. Este aqui é o ponto de prostituição mais famoso da cidade, no entanto é em frente a primeira prefeitura, o prédio do INSS onde as pessoas ficam na fila pra receber um benefício. Então é mostrar que a gente não precisa de mais nada, não precisa de grandes estruturas para resolver nossos próprios problemas. Somos nós que vamos resolver os problemas, não vai ser o governo, não vai ser o dinheiro, vai ser boas ações. Só o fato de a gente estar aqui neste domingo hoje compartilhando, tenho certeza que vai nascer muita coisa boa .Pretendiamos fazer primeiro este encontro em uma mansão. A gente tava saindo de um centro cultural e foi passando na frente desta casa, a gente viu a porta aberta e pensou vamos invadir e fazer um centro cultural. Aí a gente foi entrando e vendo a grandiosidade da casa, cheia de mármore, com piscina, gigante. A gente chegou lá e pensamos em ocupar pra fazer uma exposição com o grafite, por a galera é isto aí, não tem medo de polícia, sabem muito bem dos direitos que defendem quando vão pra rua pintar. Só que a idéia foi crescendo e fomos ficando mais preocupada com a estrutura física, se poderia suportar a quantidade de pessoas. E no dia seguinte viemos aqui nesta parte de trás e a comunidade foi chegando e apreciando.” Renatinha Peixe-Boi

Os grafiteiros Hulk e Raiz

Os grafiteiros Hulk e Raiz

Os movimentos aqui em Manaus tem esperado muito das atitudes governamentais. Os skatistas não constroem mais suas rampas pra andar de skate. Então a gente reuniu esta moçada para a galera dar o que tem de melhor. E você está vendo que faltou alguns movimentos, isto por que os movimentos ainda estão fracos. Olha o grafite aí que veio, pintou tudo por que a galera realmente é independente. Mas temos que agradece a galera que fez mesmo, por que quem está aqui pra somar é a galera que temos que acreditar, tem que fortalecer, todo mundo tá tendo seu espaço aqui, isto não está custando nada, não tem nada com dinheiro, a gente está fazendo tudo na força de vontade. A gente quer mesmo é que a galera abra os olhos, por que se a gente diz que a arte salva, vamos provar isto, não vamos ficar esperando ações e atitudes de outras pessoas. E que massa que vocês estão fazendo esta entrevista, que possam divulgar, compartilhar, estar conhecendo uma galera que não conhecia pois é para promover uma união geral. Eu estou só feliz, os caras da polícia estão meio incomodados andando pra caramba, tomara que eles não pegue a galera do bomb que está fazendo uns riscos alí.” Raiz

Dando um rolê pela praça logo sentia a diversidade deste grande evento e um dos grupos que logo encheu o espaço de uma forte cultura multicentenária e história foi o pessoal da capoeira do Mestre Xangô que veio do São Jorge para mostrar esta expressão afro em conjunto com seu trabalho social e conversou com a moçada do bloguinho sobre o evento e da praça ser ocupada com arte.

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Meu nome é José Carlos, sou o Mestre Xangô, presidente e mestre do Grupo Manaus Capoeira e sou morador do bairro de São Jorge há 41 anos. Este trabalho que a moçada está fazendo aqui é uma maneira de fazer uma pequena manifestação e se direcionar as pessoas que se preocupam muito com coisas pequenas, quando tinham outras coisas a se preocupar como a cultura, a dança, a arte, como as outras manifestações que são feitas em Manaus e fora dela por amazonenses que sairam pra divulgar já que aqui não tem espaço.

Nosso trabalho é um trabalho social no bairro de São Jorge, na quadra da Igreja de São Dimas, onde a única coisa que a gente cobra todo ano é o boletim escolar, se tiver ruim no colégio não treina e só volta quando estiver melhor. E como os meninos não querem perder o espaço onde treinam eles dão 100% no colégio. Por isto eu sempre digo que você tem que estudar e manter o esporte sim e dizer sempre não as drogas, mas sem nunca discriminar ninguém. A gente tem pouca divulgação no nosso bairro. Este evento que estamos fazendo podia estar cheio por que é um trabalho gratuito e esta manifestação devia ter em toda praça pública inclusive em datas como no dia 20 de novembro [Dia da Consciência Negra] que a cada ano que se passa está diminuindo mais, as pessoas quase não estão indo pras manifestações por que não está havendo uma atividade cultural e o que tem muitas vezes não tem nada a ver com a cultura afro ou negra. Por isto dentro dos bairros, das comunidades, as praças tem que estar limpa e aberta para a cultura. Estão utilizando as praças hoje, mas não tem espaço para as crianças, que é um direito delas ao lazer, ao esporte, a cultura que está dentro do ECA. Estão enchendo as praças de brinquedos onde ninguém pode mais brincar e se quiser brincar tem que pagar, enquanto a praça é pública. E assim todas tem que estar abertas para cultura.” Mestre Xangô

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Além dos malabares que deixaram a praça com um aspecto alegre e lúdico estava presente o palhaço Curumim que encheu a praça de gargalhada da criançada e transeuntes que não resite a leveza do artista palhaço. Em uma conversa com o bloguinho o artista Rosival que recebe o palhaço Curumim falou sobre sua participação e da expressividade que este encontro tem para todos os cidadãos.

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O palhaço curumim se sente honrado de poder vim numa praça como esta que tem todo um histórico em Manaus. Histórico em prostituição, de abandono e tudo mais. Então este movimento vem exatamente para resgatar a questão do espaço público que precisa ser cuidado. Então para o palhaço Curumim é extremamente importante que além deste lugar aqui a gente poder levar para outros lugares, porque Manaus está carente disto, carente de arte. E quando a gente fala de arte não é só o palhaço, mas arte com toda sua plenitude: levar as crianças, levar as vovós, os vovôs, levar todo mundo. Manaus precisa ocupar seus espaços, colocar arte, dar vida, por que Manaus precisa de vida. Neste domingão de chuva que está maravilhoso dá vontade de a gente sair pulando por estas praças. Adoro praça e este espaço veio a calhar e este movimento é que Manaus precisa acordar. Mais importante que os grandes eventos, o poder público também precisa investir na arte lá no bairro, lá na periferia, isto está faltando, valorizar isto, enquanto expressão da comunidade. É por isto que eu sou palhaço e é por isto que eu sou mambembe para ir a outros lugares.” Palhaço Curumim

A moçada do grafite se fez presente em mais um encontro artístico que contou com mais de 20 grafiteiros e considerados do Bomb com gente da antiga como Buiu, Rogério Arab, Paradise, Blur, Mega, e vários outros. Abaixo vemos um registro histórico da moçada com alguns grafiteiros que estiveram presentes desde o início do evento e que sempre trocaram suas experiências, amizade e estilos artísticos.

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Conversamos com alguns grafiteiros que nos falaram deste grande encontro de grafiteiros e dos mais diversos artistas urbanos.

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Eu acho muito válido em um domingo destes, ainda mais no Centro, eu amo pintar no Centro e é muito massa. Reunir toda esta galera, todo mundo aqui num domingão, sempre desenvolvendo a arte e quebrando estes mitos que arte é isto ou aquilo. Tudo é arte. Ela é vandal, é subversiva, mas é arte. Um artista se liberta, não importa o material, faz, aprende, se supera. Alguém tem que fazer os trabalhos para ficar melhor.” Paradise

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Sou o escritor Soor que estou na rua na atividade e na minha opinião é um projeto muito bom que o cara vai trabalhando. É a arte que na vista de muitas pessoas é vista como vandalismo, mas o pessoal tem que saber diferenciar o vandalismo da arte de rua, que vem da arte da cultura urbana. É uma boa reunir a galera pra pintar no final de semana, estar se distraindo e convido toda rapaziada que puder vim ver nosso trabalho. Melhor do que estar envolvido em droga nós estamos com este trabalho que está tirando muitos jovens usuários de droga e trazendo aqui para o mundo da arte” SOOR

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É bom que não é só o grafite aqui hoje como em geral é, tem todos estilos: o circo, grafite, artes plásticas. Isto no meu conhecimento é uma novidade. Bom estar mandando este grafite com a galera interagindo pra caramba, mesmo tendo só alguns espaços, a galera distanciada mas o clima está bom demais, tudo perfeito. Um dos melhores eventos da cidade e a idéia é se encontrar mais vezes durante o ano fazendo em outros lugares. ” Buiu

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Também marcaram presença o pessoal do Freestyle, estilo de rima com base no rap, onde se tem que criar as rimas na hora. Os participantes fizeram mais uma Competição de Freestyle Amazonas e mandando muito bem. Os competidores se superavam para não perderem na rima do adversário, e assim tinham que usar sua capacidade para mandar sempre uma rima melhor.

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E como a produção não parava em todos os cantos da praça muitos aproveitaram para ficar também durante a tarde, quando também foram chegando novas expressões para mostrar e trocar experiências com a rapaziada que já estava presente.

O pessoal do Mestre Xangô aproveitou para cair no samba de raiz e deixar a praça com ainda mais alacridade. Chegaram também vários poetas e mais grafiteiros que começaram a ocupar todo o Centro e seus espaços abandonados, alguns há mais de uma década.

E no agradável passeio pelo centro de Manaus vimos as cores encher Manaus da vivacidade das cores. Encontramos nesta caminhada pelos arredores do Centro as talentosas representantes do grafite feminino e trocamos uma idéia com as belas Lori e Hippie Greeny que deixavam sua arte sobre a cinzas telas que eram transformadas em pulsações visuais.

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Na verdade este evento foi bom por que fazia muito tempo que não rolava algo assim que reunia todo mundo pra fazer uma ação assim. E fazer aqui no centro pra todo mundo se rever por que tinha muita gente que pintava há muito tempo atrás e que já tinha dado um tempo e com este evento se empolgou de novo e aí está aqui pintando e isto é muito legal. Pra mim fazer este trabalho é deixar um pedacinho meu no muro, então o que eu sinto eu deixo alí, independente do que eu sinto ou não, se estou mais feliz ou mais triste, tudo eu deposito alí pra não descontar em ninguém. É uma forma de eu liberar um sentimento preso em mim.” Lori- Arte sem limites (ASL)

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Achei este evento muito bom por que tinha tempo que o pessoal não se encontrava. E o lugar está bem deteriorado, então dar uma cor para um muro totalmente sem vida é bem bacana. E não é só o grafite, são vários movimentos juntos, por isto acho que deveria ter mais. Participar de um evento assim é muito bom para o nosso crescimento, por que é uma coisa que vai ficar podemos fazer de novo e a gente vem retoca, faz diferente, sempre procurando evoluir. “Hippie Greeny

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Acima vemos um dos grandes nomes do grafite e do bomb manauara, o sempre presente Blur que também apareceu para expor sua arte no Centro.

Abaixo vemos diversas telas (paredes) sendo ocupadas e criando um fluxo artístico que alimenta as veias esclerosadas da não-cidade de Manaus. Alguns lugares como os interiores de uma casa abandonada, terrenos baldios serviram de suporte para que a arte penetrasse em suas estruturas já bastante empedernidas

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A arte das grafiteira Meg e Poly

O artista grafiteiro Broly

O artista grafiteiro Broly

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O estilo do bomb/grafite de Vapor

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No fim da tarde agentes da Guarda Municipal apareceram para admoestar os grafiteiros por estarem utilizando de um espaço público e que foi relegado pelo poder público. Prédios como o antigo prédio do exército (foto acima) que se encontra há tempos abandonado e teve suas entradas cimentadas e percebe-se diversas plantas que se aproveitaram do abandono para crescerem nos espaços limites da construção.

Os agentes tentaram impor a idéia de que o ato de grafitar era vandalismo e que não tinha nenhuma diferença da pichação. O que prova o desconhecimento da lei de Crimes Ambientais que no seu artigo 65 diferencia e legaliza o grafite. O que os ocupantes estavam fazendo nada mais foi do que dar vida a um espaço afuncional e devolve-lo ao espaço público. Assim aos grafiteiros, cidadãos ativos não podem ser negado a liberdade de sua expressão artistica ainda mais como intervenção urbana.

Porém em um estado que onde a liberdade é tolida, a criação é desincentivada e os jovens marginalizados dificilmente se entenderá a expressividade do grafite e de uma produção como Arte Ocupa Manaus. Por isso mais vezes todos verdadeiros artistas que trazem seu talento ao mundo e as ruas continuarão a ocupar a cidade e novos eventos logo surgirão para que Manaus um dia possa vir a ser uma cidade, já que o possível já está dentro do coração da arte manauara.

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SABATINA MIDIÁTICA

Sabatina Midiática

@ O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em entrevista para o programa Bom Dia, Ministro – produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – afirmou que a questão da distribuição de terra, no Brasil, deve ser sustentável; ou seja, permitir que as famílias assentadas possam fazer da terra algo produtivo e, não apenas, possuí-las de forma improdutiva, tornando-as, com efeito, “favelas rurais”: “Não adianta a gente cometer a irresponsabilidade de distribuir muita terra e não permitir que o agricultor encontre na terra uma maneira de sobreviver. No Brasil, há muitos assentamentos que se transformaram quase em favelas rurais”, disse o ministro.

Gilberto Carvalho

Tal situação levou o ministro a justificar o freio, por parte do governo federal, na distribuição de terras: “Foi com essa preocupação que a presidenta Dilma fez uma espécie de freio do processo para repensar essa questão da reforma agrária e, a partir daí, tomarmos um cuidado muito especial sobre o tipo de assentamento.”

Neste sentido, o governo federal, de acordo com a Agência Brasil, criou um programa para manejar a distribuição de terras: Segundo Carvalho, o Programa Terra Forte, lançado no início da semana pela presidenta em Arapongas (PR), é resultado da reflexão e da decisão política de tornar os assentamentos uma referência positiva. O programa investirá R$ 600 milhões em projetos de agroindústria para assentamentos da reforma agrária. “Não queremos assentamentos dependentes do INCRA [Instituto Nacional de Reforma Agrária], não queremos assentamentos que sejam apenas uma forma de enganar as pessoas dando a elas uma esperança que depois não se concretiza.”, disse a presidente.

Uma reforma agrária não tem que ser, necessariamente, sustentável. Ainda que este tipo de reforma agrária possa garantir o direito de liberdade, igualdade, solidariedade e uma justa distribuição de terras e de possibilidades, ela não será capaz de fazer perseverar o ser, pois ainda estará na ordem do mercado, separando o homem da sua raiz de produção, que é a terra. Reforma agrária pode ser, melhor dizendo, uma nova produção e reprodução de subjetividade, uma vez que, assim, o homem poderia retornar-se homólogo à terra.

Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência da República.

Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência da República.

@ Marco Aurélio Garcia (MAG para os amigos), assessor internacional da Presidência da República, “é um dos principais articuladores do Foro de São Paulo, o movimento contra-hegemônico das esquerdas latino-americanas à política de submissão da região aos interesses dos Estados Unidos e das corporações capitalistas do Velho Mundo.” É o que afirma o jornalista Leandro Fortes, em seu texto no si te da revista Carta Capital.

O jornalista da insigne revista demonstra, em sua argumentação, o quanto as polêmicas sobre a internação e cirurgias hipoteticamente custeadas pelo SUS, criadas miticamente pela oposição, são resmungos caducos da velha redução da política aos interesses da produção do capital.

LEANDRO-FORTES

Jornalista Leandro Fortes, colunista da revista Carta Capital.

Leandro Fortes não cansa de demonstrar o quanto MAG é uma das ferramentas essenciais para a a legria do governo federal petista: “Então, essas pessoas que, hoje, sem um argumento melhor, ficam pateticamente perguntando se Marco Aurélio Garcia ao menos entrou na fila do SUS, estão, na verdade, naquela empreitada envergonhada, pessoal e impublicável dos que torciam secretamente pelo avanço dos tumores que um dia atormentaram a vida e o futuro político de Lula e Dilma Rousseff.”

É aprazível compartilharmos do entendimento de Leandro Fortes, que finda o seu texto com a emblemática frase: “Sem voto, sem popularidade e despidos de humanidade, jogam todas as fichas no câncer – ou na fraqueza do coração – alheio.”

@ O governo federal, no dever de proteger a cidadania e proporcionar à população um espaço digno de ser vivido, através da secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), lançou, na manhã desta quinta-feira (07) no Rio de Janeiro, a campanha Nacional de Carnaval de Proteção à Criança e ao Adolescente que tem como tema: “Não desvie o olhar. Fique atento-Denuncie. Proteja nossas crianças e adolescentes da violência”.

Segundo o Portal Brasil, o objetivo da campanha é fazer com que as pessoas que tiverem informações sobre violência contra crianças e adolescentes procurem os conselhos tutelares, a polícia ou denunciem ao Disque 100.

Ademais, a campanha, divulgada por dispositivos variados da mídia, destaca a necessidade de se refletir sobre as questões que permeiam a criança e o adolescente. Além de assegurar o direito à proteção e à vida, o governo federal problematiza a importância do educar no espaço de produção social.Campanha ECA

Herbert José de Souza, o Betinho – De Lá Pra Cá


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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