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MORO, QUE SE DIZ CRISTÃO, DEPOIS DE AFRONTAR DEUS INDEFERINDO PEDIDO DE LULA PARA NÃO DEPOR NO DIA DA MISSA DE SÉTIMO DIA DE SUA MULHER, VOLTOU A AFRONTAR DEUS OBRIGANDO MARISA A RESSUSCITAR PARA DEPOR

Resultado de imagem para pinturas clássicas de deus

Resultado de imagem para imagens do juiz MoroComo já foi divulgado amplamente pela mídia democrática, os advogados de Lula entraram com pedido a Moro para que Lula não fosse convocado a depor no dia da missa de sétimo dia de sua mulher Marisa Letícia, mas Moro, como um fervoroso cristão das palavras, indeferiu o pedido e manteve a data. Um ato que mostra o seu grau de cristandade e seguidor dos mandamentos de Deus, como “amar teu próximo”. Mas como tem o “como a ti mesmo”, a reflexão escapa do metafísico e entra no universo do concreto das relações sociais.

      Em nome de sua justiça, ou de seu entendimento de justiça dita humana, Moro não deu bola para as pregações de Deus. Não quis saber que Lula participaria de um cerimonial sagrado de cunho teológico. Para qualquer entendedor mediano o juiz se tomou como mais juiz que Deus.

       Mas Moro não permaneceu nessa posição que para alguns é pecado, para outros, heresia e para outros, blasfêmia. Ele, em sua propensão a outro deus, intimou dona Marisa Letícia a depor também nos mesmos termos de seu marido Lula. E mais, como dona Marisa Letícia faleceu, a intimação sugere, para os verdadeiros fieis que ela deve ressuscitar.

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    A questão teológica-fúnebre levantada pela intimação de dona Marisa Letícia cria uma espécie de desespero nos moldes do filósofo Kierkeggard. Todos os amigos de dona Marisa Letícia gostariam que ela ressuscitasse, mesmo que fosse pelos poderes de Moro. Diante do fenômeno transespiritual/material, até passariam a tecer loas ao juiz que persegue Lula.

    Porém, Moro é um simples mortal. Mesmo que ele se coloque em uma posição de propensão a Deus, ele não tem qualquer cacoete teológico que lhe possibilite alcançar a sublimidade metafísica de Deus na forma de seus três principais atributos: Onisciência, Onipotência e Onipresença.

    Ele pode até se acreditar onipresente através das leis que usa, ser onisciente através dos inquéritos que avalia e onipotente através do ato de mandar prender excluindo a presunção de inocência, mas nada disso é Divino. Tudo, como diz o filósofo da Vida, Nietzsche, como humano, demasiado humano, onde não há nada de humano.  

      De formas, que embora, Moro, se sinta poderoso, ele não tem qualquer poder para ressuscitar os mortos.

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   Cópias dos documentos extraídos do Blog Cidadania, do advogado e jornalista Eduardo Guimarães.   

EPITÁFIO PARA A TRABALHADORA MARISA LETÍCIA LULA DA SILVA SACADO DO EPITÁFIO PARA GORKI DE BERTOLT BRECHT

 

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Neste momento de dor, difícil, expressamos ao maior e melhor de todos os presidentes do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva e a toda  família brasileira que sente a passagem da trabalhadora, Dona Marisa Letícia, força para continuarmos na luta contra o medonho, as injustiças, os assassinos da democracia brasileira.

Aqui jaz

O enviado dos bairros da miséria

O que descreveu os atormentadores do povo

E aqueles que os combateram

O que foi educado nas ruas

O de baixa extração

Que ajudou a abolir o sistema de Alto e Baixo

O mestre do povo

Que aprendeu com o povo.

 

 

 

“SEXISMO, HOMOFOBIA, LESBOFOBIA, DESCRIMINAÇÃO RACIAL, DESRESPEITO AO DIREITOS HUMANOS E SOCIAIS E AO ESTADO LAICO”, SÃO ALGUMAS DAS POSIÇÕES QUE O MANIFESTO FEMINISTA ENCONTRA EM YVES GRANDA PARA QUE ELE NÃO SEJA INDICADO MINISTRO

Como já se sabe, o desgoverno Temer é produto de uma reação (reação é o comportamento de todos em que a vontade de potência foi desativada pela força contrária a vida. Daí, porque se chama de reacionário todo aquele que não age, só reage através do que já impregnado em si) antidemocrática. O que significa que todos que participam desse desgoverno são golpistas. E não adianta recorrer ao argumento de que só participa do desgoverno em função de sua capacidade produtiva, porque em desgoverno golpista não há produtividade no sentido de valoração da vida.

 A morte do ministro Teori, relator da Lava Jato, que passou meses para pedir o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara Federal feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, retardo que redundou no golpe contra a presidenta Dilma Vana Rousseff, eleita democraticamente com mais de 54 milhões de votos, abriu uma perspectiva alvissareira para o desgoverno golpista: ele pode indicar o ministro que vai ocupar a vaga de Teori como relator da Lava Jato. Um achado, já que o ministro indicado terá os poderes que os golpistas almejam para deixem a posição de ansiedade quanto as investigações, julgamentos e, talvez, suas condenações como réus acusados de corrupção. Então, os anseios do senador Jucá, “estancar a sangria”, proporcionada pela Lava Jato sejam extirpados.

  Diante do caso Teori, um dos primeiros nomes que foi posto como possível ministro para o cargo foi de Yves Granda. Para quem acompanha o desenrolar sofrido das chamadas fases brasileiras comandadas pelos alcunhados políticos, Yves Grande é muito bem conhecido por suas posições ultra-reacionárias que extrapolam a modernidade, e mais ainda a pós-modernidade. Ele é o tipo que o filósofo Nietzsche chama de “retardo”. Os que não são nossos contemporâneos. Os destemporalizados. Os que ficaram imobilizados no passado longínquo.

    Compreendendo essa realidade “grandiana”, o movimento feminista decidiu mobilizar um manifesto para que o pior não ocorra. Não esquecer que trata-se de desgoverno golpista. Qualquer indicado tem é igual.

      Leia o manifesto.

 

MANIFESTO DE LANÇAMENTO DE
ANTICANDIDATURA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Nós, mulheres, abaixo-assinadas, profissionais de diversas áreas, negras, brancas, indígenas, estudantes e membros de organizações e movimentos sociais, conscientes da importância das funções exercidas pelos integrantes do Supremo Tribunal Federal e firmes na defesa
– do Estado Democrático de Direito;
– da soberania nacional;
– do pluralismo político;
– do patrimônio público;
– do desenvolvimento econômico sustentável comprometido com a construção de uma sociedade em que a livre iniciativa esteja condicionada à garantia do valor social do trabalho;
– de uma sociedade em que a propriedade esteja subordinada à função social;
– da construção de políticas públicas sociais integradoras e redutoras de desigualdades;
– do ensino público e universal;
– do direito à saúde e à seguridade social e ao acesso aos bens da vida que assegurem a igualdade positiva de que trata o art. 5º, caput, da Constituição da República Federativa do Brasil, e;
atentas à diversidade humana, cultural, socioeconômica, étnica e religiosa da sociedade brasileira e comprometidas com a concretização dos direitos sociais fundamentais inscritos no Pacto Constitucional de 1988, não aceitamos a indicação à composição do STF de pessoas que representem retrocessos nos direitos humanos e sociais arduamente conquistados, que desrespeitem o direito à não discriminação e à igualdade substantiva que a Constituição brasileira assegura a todas as pessoas.
Numa situação em que a ilegitimidade do governo constituído compromete todos os processos políticos regulares, esvaziados de sua sustentação democrática, estamos diante da afronta de ter como postulantes à função de Ministro do STF pessoas que demonstram desconhecer a realidade social de brasileiras e brasileiros. Sexismo, homofobia, lesbofobia, discriminação racial, desrespeito aos direitos humanos e sociais e ao Estado laico não podem ser parte da trajetória de quem irá integrar o colegiado do STF.
Assim, convencidas de que os atuais postulantes à função de Ministro do STF representam, em sua maioria, posições que colocam em xeque direitos conquistados e a respeitabilidade do STF, vimos a público lançar a anticandidatura da Professora Beatriz Vargas Ramos ao Supremo Tribunal Federal. A anticandidata integrou o quadro docente da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (1991/2009) e, atualmente, é Professora Adjunta da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). É criminóloga crítica abolicionista, feminista, ativista de direitos humanos e em sua trajetória tem se posicionado firmemente pela descriminalização das drogas, pela descriminalização do aborto, contra a redução da idade de capacidade penal e contra a criminalização dos movimentos sociais e, mais recentemente, pela resistência democrática contra o golpe institucional de 2016, por meio do qual buscam constituir no País um modelo de sociedade e de Estado que já se mostrou desastroso nos quatro cantos do mundo.
Temer e seus aliados empenham-se na redução do Estado Social, ao mesmo tempo em que o Estado Policial se amplia com a implantação da receita neoliberal. Isso se dá por meio da ex-PEC 241, PEC-55 no Senado e atual EC nº 94/2016 que, em meio a uma crise econômica sem precedentes, congela o gasto público por 20 anos, acirrando as brutais desigualdades sociais. Isso se dá também por meio da proposta de reforma da Previdência Social e da privatização fatiada da Petrobras. Para o mundo do trabalho, entre tantas medidas, o presidente não eleito e seus aliados defendem as que desconstituem a tela pública de direitos, em propostas fundamentadas em documentos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), delineadas no Programa do PMDB de 2015, “Ponte para o Futuro”, cuja centralidade é o “acordo livre entre vontades iguais” na condição de fonte prevalente dos direitos sociais do trabalho. O presidente não eleito e seus aliados apostam em lei denominada “modernizadora” que afasta todos os obstáculos à terceirização, com ampliação da jornada de trabalho e a exclusão do trabalho não decente do conceito de trabalho escravo, num retrocesso brutal a patamares do século XIX, bem ao gosto dos detentores da riqueza, sobretudo financeira, sem qualquer medida de tributação efetiva das rendas e grandes fortunas.
No campo da luta das mulheres, Temer e seus aliados romperam todos os elos e trouxeram o “primeiro-damismo” de volta à cena política. A Secretaria de Mulheres saiu do primeiro escalão e passou a ser subordinada ao Ministério da Justiça. Tornou-se um apêndice das políticas repressivas e policialescas gestadas pelo comando da pasta, além de ser dirigida por uma mulher contrária a bandeiras históricas dos movimentos de mulheres, como o direito ao aborto.
A anticandidatura ao Supremo Tribunal Federal é uma ação política de protesto e de denúncia desse estado de coisas. Nenhuma mulher, na vida doméstica ou profissional, precisa de um marido a quem obedecer. Nenhuma profissional da carreira jurídica, advogada, professora, pesquisadora, consultora, promotora, juíza ou ministra de Corte Superior precisa do aval de um homem para exercer, de acordo com sua própria qualificação, capacidade e autonomia, suas atividades profissionais.
Convidamos nossas parceiras, a todas e todos que compreendem a relevância do papel do Estado e sabem que regulação dos direitos sociais sucumbe quando o capital deixa de ser publicamente regulado, a todas e todos que apoiam os movimentos de mulheres e os movimentos negros, LGBT e em defesa de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros a assinarem este manifesto, posicionando-se publicamente contra o modelo de Estado e sociedade que está sendo implantado para atender aos interesses de uma pequena parcela da população, a todas e todos que se colocam contra o machismo e a criminalização do aborto, contra o direito penal máximo e a superlotação prisional, contra o punitivismo rotundo e o racismo que respondem pela exclusão social e pelas mortes de jovens negros e pobres, dentro e fora das prisões, contra a flexibilização e o desmonte dos direitos sociais do trabalho, contra a prevalência do “negociado sobre o legislado” – o “paraíso da insegurança jurídica” – e em favor da vida, da afirmação do Estado laico e da tolerância e em respeito à dignidade humana.
Este manifesto é também a defesa de um Supremo Tribunal Federal atento à missão constitucional de guardião maior dos direitos fundamentais e sensível às necessidades de uma sociedade complexa como a brasileira, marcada pela desigualdade e pela injusta redistribuição de riquezas, e, enfim, para que o STF seja o parceiro da emancipação humana e social no Brasil, ao invés de se converter definitivamente numa ilha de conservadorismo, inacessível à grande maioria da população brasileira. Somos a favor da repressão e do controle da corrupção, mas não aceitamos que, para este fim, seja violado o devido processo legal e as garantias constitucionais de defesa, assim como nos colocamos fortemente contra a “fulanização” da corrupção e a “heroificação” de servidores públicos – do Poder Judiciário, do Ministério Público e das Polícias – que devem pautar sua conduta profissional pela estrita obediência à lei e à Constituição da República.

1. Magda Biavaschi, desembargadora aposentada do TRT4, professora convidada e pesquisadora no CESIT/IE/Unicamp
2. Juliana Neuenschwander Magalhaes professora da UFRJ
3. Marilane Oliveira Teixeira, economista e pesquisadora do Cesit/IE – Unicamp
4. Patrícia Maeda, juíza do trabalho e doutoranda na FDUSP
5. Cleide Martins Silva, pedagoga, servidora pública aposentada
6. Gisele Cittadino – Professora PUC-Rio
7. Elinay Melo – Juíza do Trabalho Substituta – Membra da AJD
8. Andrea Ferreira Bispo- Juíza de Direito Membros da AJD
9. Fabíola Orlando Calazans Machado – professora e pesquisadora da Faculdade de Comunicação da UnB
10. Joseanes Lima dos Santos – Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno
11. Leonor Araujo. Professora e pesquisadora do NEAB-UFES. Núcleo Estadual de Mulheres Negras do ES
12. Simone Dalila Nacif Lopes -Juíza de Direito TJRJ
13. Ingrid Lopes e Silva – Estudante de Direito
14. Yvone Magalhães Duarte- Assistente Social e militante dos DHs
15. Beatriz Vargas Ramos – professora da UnB
16. Denise da Veiga Alves, advogada, mediadora de conflitos
17. Fabiana Marques dos Reis Gonzalez, advogada, professora de história da arte na EAV.
18. Renata Conceição Nóbrega Santos, Juíza do Trabalho e membra da AJD
19. Débora Diniz – professora da UnB e pesquisadora da Anis
20. Ana Cristina Borba Alves – Juíza TJSC e Associada AJD
21. Joelma Melo de Sousa – Terapeuta
22. Giselle Flügel Mathias Barreto – advogada, especialista em Direito Público
23. Fernanda Martins, professora UNIVALI e pesquisadora UFSC
24. Naiara Brancher, Juiza de Direito, TJSC
25. Liziane Guazina, professora da UnB
26. Wanja Carvalho – Procuradora Federal
27. Renata Melo Barbosa do Nascimento – Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno – Historiadora – Doutoranda em História (UnB)
28. Lucia Mendes, historiadora e publicitária
29. Rosângela Piovizani Cordeiro – direção nacional do Movimento de Mulheres Camponesas
30. Fernanda Martins – professora UFSC e UNIVALI
31. Márcia Marques, professora de jornalismo da UnB
32. Maria Luiza Quaresma Tonelli – Advogada, Mestre e Doutora em Filosofia
33. Camila Gomes de Lima, advogada, integrante da Renap, mestranda UnB
34. Geórgia Sena Silva Varella – Advogada/ Ativista do Movimento de Mulheres Negras e Direitos Humanos
35. Joanna Burigo Mestre em Gênero Mídia e Cultura pela LSE e fundadora da Casa da Mãe Joanna
36. Zélia Lucas Patrício, Assistente Social , Emprendedora Secretaria Nacional da REAFRO Rede Brasil de Afro Emprendedores.
37. Daniela Muller, juíza do trabalho do TRT1
38. Esther Arantes – Professora da UERJ e da PUC-Rio.
39. Maria Lúcia Barbosa, professora substituta da UFPE, faculdade de Boa Viagem e Advogada
40. Ana Bock, professora da PUC/SP
41. Vanessa Patriota, Procuradora do Trabalho
42. Yvone Magalhães Duarte – Assistente Social e militante dos DHs
43. Liziane Guazina / Professora e Pesquisadora Universidade de Brasília

 

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DONA MARISA, ESPOSA DO INVEJADO E ODIADO COMANDANTE LULA, SOFREU UM AVC, MAS ENCONTRA-SE MEDICADA NO HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS

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   Dona Marisa Letícia, esposa do invejado e odiado, pela massa reacionária, comandante Lula encontra-se internada no Hospital Sírio Libanês. De acordo com a assessoria do hospital, Dona Marisa deu entrada com sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e encontra-se sendo atendida pela emergência.

    As informações são do jornalista Renato Rovai, do site Portal Fórum.

    A sociedade brasileira representada pelos cidadãos sensíveis, intelectivos e éticos que compõem a democracia substância-política,esperam suas melhoras.

“MULHERES APANHAM PORQUE NÃO RESPEITAM MARIDOS”, AFIRMA MÉDICO DO DF. SIMONE DE BEAUVOIR DIZ ELAS NÃO FIZERAM ESCOLHA UNIVERSAL

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 O homem é livre para escolher. Sendo assim, ele é responsável por suas escolhas, por isso não há desculpas, visto que todas as escolhas são realizadas como ação em situação. O que confirma que a consciência que escolhe, escolhe comprometida. O que faz com que toda escolha seja um compromisso universal, já que a realidade humana é para todos. É o que nos mostra a filosofia existencialista.

  O médico cardiologista do Distrito Federal, de 63 anos, Luiz Antônio Rodrigues Águila, afirmou, em defesa de seu filho que agrediu sua mulher grávida de quatro meses, postou em seu Facebook a afirmação, (depois apagou) que “as mulheres apanham, porque desrespeitam seus maridos”.

   “Sabem porque (sic) tantas mulheres apanham? Porque desrespeitam seus companheiros. Respeitem e serão respeitadas. Nossas avós não apanhavam porque respeitavam. Respeitar é fundamental”, afirmou o médico falocrático, inimigo de Hipócrates.

     Não precisa discorrer sobre o sintoma apresentado pelo médico, já que esse tipo de discurso e prática se viu e ouviu sendo expressado pela parte reacionária, invejosa e odiosa da sociedade brasileira contra a presidenta Dilma. Trata-se de misoginia. O conflituoso ódio contra as mulheres. Sintoma resultante de experiências cruéis com a representação da mãe, sempre coadjuvada com o auxílio do símbolo falocrático: o pai. Para Lacan: a Lei. O menino, ou a menina, que não pôde construir uma imago oblativa da representação da mãe, em sua vida adulta, se apresenta em companheirismo às mulheres. O amor compromissado. Não compromisso reduzido à família, “o que se fecha no casal ou na família”, como diz o filósofo Toni Negri, mas o amor que “constrói comunidades mais vastas”.

    O misógino odeia as mulheres como reflexo da humilhação que sofreu da mãe. Daí que todas as mulheres surgem como investidas da mãe-cruel. Eles casam, têm filhas, porque coito e esperma não significa adoção filial, mas não são felizes com elas. Elas são mulheres. Entende-se que todo misógino tem conflitos fortíssimos em relação a sua sexualidade. O conflito com a mãe impediu o transcurso sexual que lhe levaria a sexualidade adulta. A vingança-sádica-erótica é perseguir as mulheres e espancá-las. Elas são frágeis fisicamente agora que eles a agridem, mas a mães era forte. Aí o nascedouro do ódio contra as mulheres. O que é diferente em relação a agressão a um homem. Aí a misoginia não tem função, posto que o homem, ameaça inimiga, é o prolongamento de seu desejo investido no Pai-Lei.

     O médico, denegação de Hipócrates, afirma que às “avós não apanhavam porque respeitavam”. Moralina falocrática-fálica. Essas mulheres que ele mostra como “respeitadoras”, apanhavam e calavam. Tinham medo. Ou não apanhavam porque era anuladamente submissas. Além de que havia toda uma subjetividade hominista – nada a ver com macho. Macho é gênero, assim como fêmea, mas com homem e mulher que é cultural – que respaldava a violência do alcunhado marido. Uma subjetividade de homens frustrados, recalcados, apavorados com a potência do sexo, sublimavam ou batendo nas mulheres ou acusando-as de responsáveis por suas impotências. Um verdadeiro desfilar da ordem que foram submetidos quando crianças ao agenciamento coletivo de enunciação que os tornaram eunucos ontológicos. E que ainda persiste ainda hoje. 

   O enunciado hominista do médico cardiologista, que é de travar o coração, explica porque seu filho espancou sua mulher grávida de quatro meses ( se não tivesse grávida, mesmo assim a psicopatologia misógina ficaria caracterizada). Mas tem um enunciado que também deve ser sentido como preocupante: a criança que vai nascer. Um avó e um pai misógino. Como perguntaria Marx: qual mundo social vai servir de elementos constitutivos para a criação dessa criança? Qual mundo social vai troná-lo herdeiro da Terra? Segundo a mãe-gravida, Luiz Antônio Rodrigues Águila também bate em sua sogra. Na sabedoria popular: tal pai ta filho. Ou segundo Freud: A criança é o pai do homem.

        “No dia 27 de novembro ocorreu a agressão. Ele me chutou, me agrediu na barriga e na nuca. Quase oerdi meu filho. Estou em cima de uma cama pelo menos 30 dias para salvar o meu bebê.

         O pai dele estava tentando justificar a agressão do filho. O pai dele batia na minha sogra. O filho reproduz o que aprendeu em casa”, afirmou a mãe-agredida, Luciana Chaves.

     A filósofa Hannah Arendt diz que só deve ter filhos e participar em sua educação, como professores, quem for responsável pela história do mundo. Caso contrário, procure outra ocupação. O misógino não tem qualquer preocupação com o mundo. A preocupação com o mundo significa comprometimento coma a vida. O misógino, que é um dos corpos básicos do nazifascismo, cultua, através de seu estado misógino-paranoico, a destruição do outro, a tanatosfilia. O amor pela morte. Ele não acredita em uma sociedade justa em que todos sejam sujeitos-criativos da história.

     O médico foi mais um tagarela que impulsionado pelo corpo misógino se projeta sobre a mulher. Não qualquer diferença do seu tagarelar do tagarelar “mulher é estuprada, porque provoca o homem com essas blusinhas, essas sainhas curtas”. Tagarelar que confirma a impotência sexual do estuprador virtual ou real.

      Já para a filósofa existencialista, amor necessário do filósofo da liberdade Sartre, Simone de Beauvoir, é questão é de escolha. Como toda escolha compromete a totalidade da realidade humana, uma mulher quando escolhe um homem escolhe por todas as mulheres. Assim, como todo homem que escolhe uma mulher escolhe todas as mulheres. Toda escolha é universal. Esse o comprometimento da escolhe em liberdade.

     Se uma mulher escolhe um canalha, um golpista, um trapaceiro, um um cafageste, um corrupto, um, um vaidoso, um ambicioso, um exibicionista, etc., ela, como é um ser universal, escolhe para as outras mulheres esses tipos de cúmplices. Porque é assim que ela ver e entende sua realidade particular que é transferida para as outras mulheres. É por tal comprometimento que essa história de amor compensatório, eu vi nele um “quê” que não vi em outros, é pura sublimação fantasiosa. O amor, como diz Spinoza/Marx/Sartre, é produção. E produção é práxis e poises racionais.

     Se não houver razão comprometida com a realidade humana, o mundo-historicizado, mas impulso pessoal, não há amor. Aí se mostram Hannah Arendt e Beauvoir, não há compromisso histórico e nem engajamento otológico. 

     Enquanto o engajamento histórico-ontológico não se faz realidade necessário, a justiça, através da Delegacia de Atendimento à mulher (Deam) da Polícia Civil investiga o caso. Que já encontrou duas ocorrências contra o médico cardiologista que dissipou o coração como símbolo da amizade.

DILMA REALIZA CONFERÊNCIA NA ARGENTINA, RECEBE PRÊMIO DOUTOR HONORIS CAUSA E DE QUEBRA AFIRMA QUE DELATOR DA ANDRADE GUTIERREZ, FERNANDO, DEVE PAGAR POR MENTIRA

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  A presidenta Dilma Vana Rousseff como uma mulher engajada, inteligente e respeitada nacional e internacionalmente, não deixou de produzir política. Todo momento concede entrevistas para órgão internacionais analisando o mundoatuala e falando, como não poderia ser diferente para uma democrata, sobre o golpe que a democracia sofreu através da ambição e antipatriotismo das forças mais perversas que parasitam o Brasil em todos os quadrantes da sociedade brasileira.

  Dessa vez, a presidenta foi até a Argentina, país que também sofre com um desgoverno antipopular e entreguista, como fazem os golpistas entregando as riquezas do Brasil ao capital internacional, mormente ao capital noete-americano, a convite do Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (Clacso) e pela Universidade Metropolitana (UTEM), e também concedeu entrevista ao jornal La Nacion.

      Durante a entrevista, entre outros temas, Dilma Vana Rousseff, a brasileira que a misoginia sofreu ao lhe ver presidenta, falou sobre o comportamento sórdido de Fernando Azevedo, ex-presidente da Empresa Andrade Gutierrez que durante depoimento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que sua empresa havia depositado R$ 1 milhão para a chapa Dilma/Temer. Porém, quando foi descoberto que ele havia doado R$ 1 milhão, em cheque nominal para Temer, ele mudou sua afirmação. Diante da sordidez, a presidenta entrou com processo contra ele para que ele seja responsabilizado pelo ato sórdido.

      “Ele disse que se equivocou, e nós estamos pedindo que pague por isso. Pedimos que anulem a delação de Azevedo, porque ele deliberadamente tentou comprometer minha campanha.

        Qual é moral da história? Que o delator nem sempre está delatando a verdade, e sim muitas vezes usa sua delação para fazer jogos políticos. Então, a delação tem que ser tratada como manda a lei: um indício, e não como uma prova definitiva. O que se passa no Brasil é que quando há uma delação ela é tratada como prova definitiva”, observou Dilma, a presidenta de mais de 54 milhões de brasileiros.

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Depois foi correr para o abraço da homenagem da entrega do prêmio de doutora honoris causa.

A canalha se rasga de despeito, inveja e ódio. Fazer o quê? Rastejar empurrada pela força de sua imoralidade.

Veja e ouça o vídeo da premiação.

MAIS UM AVANÇO NA LUTA PELOS DIREITOS DAS MULHERES: STF DECIDE QUE BOLSONARO É RÉU POR APOLOGIA AO ESTUPRO

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É fácil entender, principalmente porque não há vida inteligente na mente de nazifascista.

“Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui para ouvir”, afirmou o propagador da ideologia nazifascista, deputado Jair Bolsonaro, em 2014.

“Ela não merece porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”, Bolsonaro voltou a propagar sua ideia nazifascista em entrevista ao jornal Zero Hora.

A reação nazifascista-misógina de Bolsonaro ocorreu depois que a deputada Maria do Rosário (PT/RG) discursou no plenário da Câmara Federal contra a ditadura e homenageou as vítimas do regime repressor que se instalou no Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Logo em seguida, Bolsonaro, começou seu conhecido discurso tentando ofender a deputada.

Maria do Rosário apresentou queixa a Procuradoria-Geral da República, e em dezembro do ano passado a vice-procuradora-geral, Ela Wiecko, apresentou a denúncia. Ontem, dia 21, o Supremo Tribunal Federal (STF), em sua maioria, entendeu que o deputado incitou a prática do estupro e ofendeu a honra da deputada Maria do Rosário. Agora ele é réu, no STF.

Durante esse tempo ele tentou se defender afirmando que tinha imunidade parlamentar, como se alguém que só por ser deputado pode cometer qualquer crime e se ver salvo por causa da tal imunidade parlamentar.

“Ao dizer que não estupraria a deputada porque ela não ‘merece’, o denunciado instigou, com suas palavras, que um homem pode estuprar uma mulher que escolha e que ele entenda ser merecedora de estupro.

Ele abalou a sensação coletiva de segurança e tranquilidade, garantida pela ordem jurídica a todas as mulheres, de que não vítimas de estupro porque tal prática é coibida pela legislação penal”, afirmou a vice-procuradora-geral Ela Wiecko.

Uma decisão jurídica que mostra o avanço da luta das mulheres contra a cultura do estupro, misoginia e a prepotências de alguns homens dominados por conflitos referentes às suas próprias sexualidades. 

 

A EXTINÇÃO DO MINISTÉRIO DAS MULHERES POR TEMER MOSTRA AO POVO BRASILEIRO QUE ELE NÃO ENTENDE DA POTÊNCIA POLÍTICA DAS MULHERES

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Essa afirmativa pode ser extraída da conversa que a presidenta Dilma Vana Rousseff teve com internautas quando, junto com ex-ministra Eleonora Menicucci, do ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, analisou a extinção do ministério promovida por Temer. Uma clara e perversa demonstração que não entende nada da potência política das mulheres como produtoras das transformações do país direcionadas ao bem de toda a população brasileira.

“Queremos mulheres representantes e protagonistas da vida social brasileira, em igualdade de condições com os homens, parceiras e líderes. O ministério é o reconhecimento de que a questão tem receber tratamento prioritário na construção de um país democrático.

Sabemos que um dos maiores desafios da sociedade brasileira é ampliar a representatividade das mulheres no governo e em espaços de poder. Entretanto, o presidente interino não possui a mesma visão da presidenta e foi duramente criticado por isso.

A foto do primeiro escalão do governo provisório é chocante. Sem mulheres, sem negros, sem jovens. Homens, velhos, ricos e brancos.

Não faltam episódios de discriminação contra as mulheres. Está aí o terrível caso do estupro coletivo que envergonhou todos nós. Estão aí também as manifestações machistas e preconceituosas que surgiram durante o processo do impeachment. Como primeira presidenta mulher, quebrei paradigmas e tenho muito orgulho de todas mulheres que lutam todos os dias pelo seu espaço”, afirmou Dilma.

20ª EDIÇÃO PARADA ORGULHO LGBT REÚNE MILHARES EM SÃO PAULO E BRADA “FORA TEMER!” EM BRASÍLIA MULHERES PROTESTAM CONTRA CULTURA DO ESTUPRO, STF, TEMER E GLOBO

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A 20ª Edição da Parada Orgulho LGBT realizada na Avenida Paulista reuniu milhares de pessoas envolvidas com o tema “Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as pessoas contra a Transfobia”. Um tema reivindicador que tem sua discussão obstaculizada pela opressão comandada por parlamentares homofóbicos, mas que não pode enfraquecer diante das forças repulsivas.

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Como não poderia ser diferente, durante toda a parada ocorreram várias manifestações contrárias ao golpe comandado pelas mídias acéfalas entreguistas, parte do poder judiciário, parlamentares e empresários vorazes. E despontou como era esperado, o Fora Temer, já que temer é a representação mais violenta e maligna do ataque à democracia brasileira que afastou, por seis meses, a presidenta Dilma Vana Rousseff eleita com mais de 54 milhões de votos.

“Queremos lutar contra isso mostrando para sociedade brasileira que somos seres humanos que temos nossos direitos e lugar na sociedade. Não queremos nada além do nosso espaço. Queremos mudar a imagem de que a transexual e a travesti são objetos sexuais, pois temos capacidade para muitas coisas”, observou a transexual Daniela Marquezine e que desfilou no trio das transexuais.

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São Paulo- SP- Brasil- 29/05/2016- 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, na avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

São Paulo- SP- Brasil- 29/05/2016- 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, na avenida Paulista.
Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

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“Nós entendemos que temos que botar a cara no sol e sair do armário com nossos filhos e filhas. Mostrar que não são filhos de chocadeiras, que têm mãe, pai e irmãos. Queremos o fim da LGBT fobia, direitos iguais para nossos filhos, o fim de uma bancada fundamentalista que tenta dizer para o Brasil que a família é só homem e mulher, porque família é amor”, afirmou Ângela Moises.

ENQUANTO ISSO, EM BRASÍLIA, MILHARES DE MULHERES realizaram uma marcha contra a CULTURA DO ESTUPRO. Várias palavras de ordens foram proferidas como Mexeu com Uma, mexeu com Todas. Fere o Corpo, Fere a Alma e Mulheres Contra a Cultura do Estupro.

766b7d73-0a0b-4f1f-b5c1-d9ca29101136 6792d9dc-29f8-4b5e-89e3-0081dbc455ea 493e8578-a5d4-4f60-b273-72dd23578a5fA marcha foi até a frente do Supremo Tribunal Federal (STF) onde as manifestantes derrubaram as grades de proteção e chegaram à frente do prédio. Flores e cartazes foram colocados no colo da deusa da Justiça, Têmis, que se encontra na frente do STF. Justiça que hoje no Brasil anda com sua honestidade contestada por muitos brasileiros dado sinais de implicação no golpe. As manifestantes também protestram contra a Rede Globo que, segundo elas e parte da sociedade, estimula a cultura do estupro.

As manifestantes também protestaram contra o golpe que tomou de assalto o País.

ALGUMAS PESSOAS SE INDIGNAM POR NÃO HAVER MULHERES E NEGROS NO ALTO ESCALÃO DO DESGOVERNO GOLPISTA. PODERIA TER?

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A filósofa existencialista da produção libertária da mulher Simone de Beauvoir, afirmou que “ninguém nasce mulher, mas se faz mulher”. Uma enunciação que mostra a potência-política do ser mulher como possibilidade singular de sua própria criação. Há, portanto, nessa enunciação dois direcionamentos que podem ser examinados diante do quadro que se tem sobre a condição da mulher que historicamente se vem desdobrando.

O primeiro quadro nos direciona para o conceito estabelecido e predominante construído com a ausência e a aquiescência da mulher. Trata-se do modo de ser da mulher submissa, reflexo do modelo opressor, homem. Essa mulher, que não pode ser tida como mulher autêntica, porque nenhuma existência pode ser autêntica quando nascida das perspectivas e expectativas do outro-alienador, é produto de um agenciamento coletivo de enunciação que a modelou, serializou, registrou e a caracterizou como representante alienada da semiótica dogmática do estado paranoico capitalista e capitalístico.

Essa mulher alienada de si como representante das perspectivas e expectativas do modelo binário homem-mulher, adulto-criança, jovem-velho, como mostram os filósofos Deleuze e Guattari, não é um ser, é um vazio objeto de consumo do homem que serve às todas suas voracidades. É um objeto muito bem situado fácil de ser apanhado em múltiplos lugares porque, fantasmagoricamente, encontra-se enredado na mistificação e mitificação da moral patriarcal-hebraica-paulínea-cristã-burguesa. É essa mulher que levou Freud a afirmar que é um ser incompleto. Tão incompleto que o orgasmo clitoriano lhe era negado por ele. Mas, apareceu Lula e com seu conceito de “grelo duro” desbancou Freud.

O segundo quadro nos direciona para a potência-política da mulher. A mulher que se produz como sujeito-histórico de sua existência autêntica. Criadora e criatura de si mesma que escapa da opressão do modelo binário homem-mulher. Ao compreender que “ninguém nasce mulher, mas se faz mulher” ela entendeu também que ninguém nasce homem, mas se faz homem. A questão é da ordem cultural-social-estrutural. Nada a ver com fêmea e macho. Fêmea e macho são da ordem natural sem qualquer tipo de privilégio, opressão e dominação.

A questão é de condição ontologicamente existencial, já que se trata de ser ou não ser. Ser mulher autêntica em sua singularidade. Ou ser reflexo do outro, homem abstraído. Nesse movimento produtivo de si mesma, a mulher entende que seu grande tirano não é o machismo, mas o homemismo que é o conteúdo, a forma e expressão do patriarcalismo construtor do homem-fálico. O homem cuja existência malograda não experimenta o prazer, mas tão somente a simulação dele em todas as facetas que ele se manifeste. Esse um fator de seu ódio-misógino em relação às mulheres autênticas.

Ao entender que não se trata de machismo, já que o macho é natural, a mulher compreendeu, também, que sua luta não é da ordem do feminismo, mas do mulherismo. Porém, também entendeu que a opressão realizada pelo homemismo pode interferir em sua feminilidade. O orgasmo é biológico-erótico-afetivo, mas uma mulher perturbada pelas violências psicóticas do homem-fálico tem sua feminilidade bloqueada. Assim como o homem-fálico tem sua natureza de macho, orgasticamente perturbada.

Compreendendo esses dois quadros, pode-se saber por que não há mulheres no desgoverno despótico do golpista Temer. Uma mulher ontologicamente autenticamente, não se envolve com golpistas de um poder injusto e ilegal. Seria negar sua potência-política. Mesmo que recorresse, como defesa de sua decisão, ao poema de Brecht: “O que você faria para mudar o mundo? Abrace ao carrasco, chafurde na lama, mas tente mudá-lo”, como muitos fizeram na ditadura e não ajudaram a mudar nada, nem eles próprios. O que queriam mesmo era fazer parte do poder, mesmo sendo um poder de exceção como o dos golpistas.

O pensamento da existência autêntica da filosofa Simone de Beauvoir, também envolve os negros. Nenhuma pigmentação de cor é o fator existencial preponderante de qualquer homem e mulher. O existencial é o que ele faz de si. Sua condição cultural-econômica-social-estética-ética-histórica-antropológica. A cor é do macho e da fêmea. A condição existencial é resultado do que eles fizeram de si, ou do que lhes fizeram os opressores. No segundo caso, trata-se de aceitar submissamente o modelo homemista binário opressor patriarcal colonizador. Ou, então, escolher o primeiro: se rebelar contra o opressor para produção de sua existência autêntica.  

No Brasil, já algum tempo os negros produzem, através de seus corpos originais e singulares, suas existências ontologicamente autênticas. Com a chegada dos governos populares de Lula e Dilma, políticas sociais passaram a contemplar com determinação os fundamentos dessas produções. Porém, os indigentes políticos golpistas, estão fragmentando todos os seus direitos conquistados nos últimos 14 anos com os governos populares. 

Daí que a coerência étnica, não permite que nenhum negro, ou negra queira fazer parte desse governo ilegal. O que seria uma ofensa à filosofia política da negritude. Entretanto, se os golpistas acreditarem que podem acabar com a indignação dos que se surpreendem com a ausência de mulher e negro em seu meio homemista, basta nomear a deputada Tia Eron que é mulher e negra, e responde muito bem ao modelo binário opressor patriarcal, com ficou concretizado no momento da tétrica votação do golpe, no dia 14, quando ela, vaidosamente, votou Sim contra a autêntica mulher presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos democráticos: Dilma Vana Rousseff.

Uma nomeação que cairia, como uma luva, nas mazelas dos golpistas, posto que Tia Eron se marquetiza com os atributos: mulher, negra e inteligente. Só que destes atributos só um é incontestável: negra. Mulher e inteligente, de acordo com a filósofa Simone de Beauvoir, não procedem.  

DEPUTADAS NEGRAS QUE VOTARAM PELO GOLPE MOTRAM QUE CONSCIÊNCIA DEMOCRÁTICA DE RAÇA E DE GÊNERO É SÓ PARA QUEM TEM GRAU SUPERIOR DE HUMANIDADE

destaque_deputados_dentroOs territórios de desejos democráticos que mais foram movimentados pelos governos populares de Lula e Dilma, foram os referentes às chamadas minorias que possuíam pouco poder de influência e decisão no contexto da política dominante. Essas minorias, embora como devir-desejo de luta por seus direitos, sempre foram alijadas do diálogo e do discurso dominante excludente. Nunca tiveram suas vozes reivindicatórias ouvidas e respeitadas. Os desgovernos Fernando Henrique mostraram esta aviltante realidade.

Certo que não foram exclusivamente os governos populares que conseguiram realizar esse direito democrático com suas políticas sociais que possibilitaram a participação das minorias como atores de decisão social. Os movimentos sociais em seus devires multiplicidades tiveram efetivas participações nas concretizações desses direitos produzidos. Foram eles que inspiraram também as decisões dos governos populares para criarem territórios de desejos ativos de suas subjetividades.

Sabe-se que para que alguém seja um sujeito-histórico de seu tempo com atuação produtiva transformadora do estado de coisa dominante através da criação de novas formas de existências, é preciso que esse alguém tenha alcançado um grau superior de humanidade. Grau superior de humanidade que não se nasce com ele, mas que é produzido em liberdade ontológica. A liberdade que leva esse alguém a apropria-se da história, analisar suas formas de desenvolvimento e encontrar seus elos internos para conhecê-la e, assim, partir para sua transformação, como diz o filósofo Marx.

Foi exatamente movimentando esse processual histórico que as mulheres, os homossexuais, os negros, quilombolas, os sem terra e os índios passaram a discursar através de suas próprias subjetividades singulares os seus desejos. Desejos encadeados como forma de políticas públicas e políticas sociais, étnicas e gêneros elaboradas oficialmente pelos governos populares.

Como sujeitos históricos produtores de suas próprias subjetividades as mulheres e os negros hoje se movimentam com mais segurança distante do modelo imposto pelo padrão patriarcal-misógino e o colonial-racista. Porém, nem todas as mulheres escaparam desse padrão patriarcal-misógino e colonial-racista. Muitas mulheres ainda refletem a subjetividade-castrador-patriarcal imposta pelo branco europeu que se enraizou aqui no Brasil como verdade incontestável. Muitas mulheres são cópias fiéis do padrão branco europeu.

Na encenação do teatro Grand Guignol – estilo de teatro caracterizado por cenas grotescas de tortura e chocantes violências – na Câmara dos Deputados comandada pelo grotesco Eduardo Cunha, o grande réu, essa elevação da submissão das mulheres ficou explicita através das deputadas golpistas. Todas elas repetiram os mesmo estereótipos vociferados pelos chamados homens. Uma verdadeira ditadura da igualdade grotesca. E pior, as deputadas negras também reverberam o mesmo texto que carrega os corpos opressivos contra os negros e as minorias. As deputadas negras atrizes do Grand Guignol votaram pelo golpe em favor de uma subjetividade que é contra toda política de defesa das etnias.

É fácil entender: elas não se elevaram ao grau superior da humanidade como se elevou a deputada negra Benedita Silva. Cuja vivência não se reduz apenas na luta por políticas que fortaleçam as etnias, mas toda a democracia. Elas optaram seguira o mais fácil: imitar o padrão dominante-homem. Essas deputadas negras além de votarem em favor do golpe cujos mentores pensam em diminuir os direitos das minorias, também votaram contra todas as políticas de fortalecimento dos negros como o regime de cotas. Essas deputadas podem ser consideras inimigas dos negros em defesa do padrão da subjetividade europeia branca.

Não representam os negros.

FÓRUM PERMANENTE DAS MULHERES DE MANAUS DIVULGA NOTA CONTRA DEPUTADA CONCEIÇÃO SAMPAIO QUE SE DIZ DEFENDER OS DIREITOS DAS MULHERES, MAS É FAVORÁVEL AO GOLPE

A deputada federal Socorro Sampaio, entrou na alcunhada vida política partidária como muitos fizeram sua iniciação. Primeiramente como cabo-eleitoral de governantes reacionários, os responsáveis pelos trinta anos de atraso do estado do Amazonas, e fazendo uso de programa de televisão que explora a miséria das populações carentes.

Fazendo uso desse instrumento antidemocrático conseguiu escalar às comuns posições legislativas e hoje é deputada federal pelo reacionário PP/AM. Sua irmã. Socorro Sampaio, vereadora na Câmara de Manaus, também galgou a posição escorada nos programas de exploração da miséria.

Para ampliar seu território eleitoral, Conceição Sampaio se prontificou a se dizer engajada na luta pelos direitos das mulheres. Porém, sua postura sempre mostrou distância entre o que é concebido como devir-mulher por filósofos como Deleuze e Guattari. E claramente, contrária ao pensamento da filósofa feminista Simone de Beauvoir. Mesmo assim, para ser eleita, ainda conseguiu colher muitos votos juntos a entidades de defesa dos direitos das mulheres no estado do Amazonas.

Em sua condição de defesa dos direitos das mulheres, sem saber o que seja devir mulher e luta revolucionária das mulheres, hoje, como não poderia ser diferente, se posta como uma deputada a favor do golpe para destituir do governo a presidenta Dilma eleita democraticamente presidenta do Brasil. Diante de sua atitude antidemocrática e contrária aos direitos das mulheres, já que atenta contra uma mulher que representa a maioria do povo brasileiro, o Fórum Permanente das Mulheres de Manaus divulgou nota repudiando sua conduta.

Leia a nota e as entidades que assinam.

FÓRUM PERMANENTE DAS MULHERES DE MANAUS

Manaus – AM – Brasil

A Sua Excelência a Senhora

Conceição Sampaio

Deputada Federal pelo Estado do Amazonas

Manaus 23 de março de 2016.

Senhora Deputada,

Nós dos Movimentos das Mulheres e Feministas, e demais grupos organizados, no Amazonas – que assinam este documento -, compreendemos as dificuldades pelas quais o País atravessa e estamos juntas e juntos refletindo, dialogando e lutando para superá-las.

Nós, cara Deputada, acreditamos que as saídas para o que chamam de crise, jamais poderia passar ao largo das nossas instituições e do respeito à legalidade. Sendo assim, ciosas do nosso papel de mulher/feminista/lutadoras dos direitos humanos das mulheres, recebemos com imensa tristeza e decepção a notícia veiculada nos meios de comunicação do estado de que Vossa Excelência (única mulher eleita com muitos votos de outras mulheres) “fechou” entendimento com a triste bancada desse Estado, na Câmara, com posição favorável ao impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, com a afirmação “Por amor ao Brasil e a favor do impeachment”.

Nobre Deputada, apoiar um processo de impeachment sem fato jurídico concreto e comprovado contra uma MULHER, nossa Presidenta Dilma Rousseff, eleita legitimamente, sem comprovação de ter cometido nenhum crime – pois Vossa Excelência é sabedora que o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) é apenas opinativo; apoiar, assinar, sem uma fala, sem partilha com os movimentos de mulheres/feministas do seu Estado, é GOLPE, pois a senhora muitas vezes era citada, apontada como uma Parlamentar que ouvia os Movimentos Sociais, e por várias vezes repetiu que, caminhando conosco aprendeu a caminhar com a causa das mulheres.

Com nosso voto, cara Deputada, a enviamos para a Câmara Federal acreditando que Vossa Excelência defenderia a continuidade da materialização dos nossos direitos fundamentais, das conquistas principalmente das mulheres das quais Vossa Excelência se aproximou e se mostrava parceira enquanto estava aqui.

Senhora Deputada, assinar e votar pelo impeachment é GOLPE AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO!

É GOLPE Deputada, aos nossos direitos fundamentais constitucionais que nesses últimos anos se concretizaram em parte em nossas vidas, saltando das letras frias da lei e transformaram-se em vagas nas universidades (direito fundamental social à educação – art. 6º CF/88), em moradias cujas propriedades foram registradas em nome de mulheres (direito fundamental à moradia – art. 6º CF/88), em creches (direito fundamental social à proteção à maternidade e à infância – art. 6º CF/88) – dentre outros. É GOLPE às conquistas do Movimento de Mulheres e Movimentos Feministas em todo Brasil que com a Lei Maria da Penha tiveram mais um instrumento na luta contra a violência, com a adesão de pactos federativos contra violência propostos em nível Federal com repasse de recursos aos Estados para implementação (…)

Por tais razões, antes que a votação inquisitiva se faça, o golpe do Legislativo se efetive, alertamos Vossa Excelência para que não seja responsável pelo retrocesso, pela perda de direitos.

Escrevemos a Vossa Excelência REQUERENDO que repense sua posição e VOTE CONTRA O IMPEACHMENT, CONTRA O GOLPE, E SEM TRAIR A CONFIANÇA DE TANTAS MULHERES E HOMENS DESSE ESTADO, DENTRE AS QUAIS PESSOAS DOS MOVIMENTOS QUE ASSINAM.

REQUEREMOS QUE TOME POSIÇÃO PELA DEFESA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO ESTABELECIDO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, VOTE CONTRA IMPEACHMENT, E A FAVOR DA CONTINUIDADE DAS CONQUISTAS DAS MULHERES NEGRAS, INDÍGENAS, BRANCAS, EMPOBRECIDAS E TODAS E TODOS, OS MAIS VULNERÁVEIS DESTE ESTADO E DO NOSSO BRASIL.

Respeitosamente,

  1. Marcha Mundial de Mulheres/Amazonas – MMM/AM
  1. Pastoral Operária da Arquidiocese de Manaus – GT de Mulheres da Economia Solidária
  1. Fórum de Mulheres Afroamerindias e Caribenhas
  1. Articulação das Mulheres Homoafetivas e Aliadas do Amazonas – ALMAZ
  1. Movimento das Mulheres Negras da Floresta – Dandara
  1. Movimento de Mulheres Solidária do Amazonas – MUSAS
  1. Movimento Feminista Maria Sem Vergonha – MFMSV
  1. Espaço Feminista Uri Hi
  1. Grupo de Estudo, Pesquisa e Observatório Social de Gênero Política e Poder – GEPOS
  1. Associação de Mulheres Independentes na Luta pela Livre Expressão Sexual – AAMILES
  1. Movimento de Mulheres Orquideas
  1. Movimento de Mulheres Unidas pela Moradia
  1. Mulheres Que Fazem/Presidente Figueiredo
  1. Associação de Moradores da Comunidade Artur Bernardes – AMCAB
  1. Articulação de Mulheres do Amazonas – AMA
  1. Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia – MAMA
  1. Movimento Nacional de Lutas por Moradia – MNLM
  1. Instituto Cultural Maku Itá
  1. Guerreiras Amazônicas em Movimento – GAM
  1. Instituto Amazonense Mão Amiga
  1. Associação Organizada por Moradia do Norte
  1. Conselho Social Comunitário do Grande Vitória
  1. Associação Cultural Toro Du Gu
  1. Movimento Social pelo Direito à Moradia Digna
  1. União Nacional por Moradia Popular do Amazonas
  1. Cooperativa de Habitação da Amazônia
  1. Cooperativa das Mulheres Empreendedoras do Estado do Amazonas
  1. Centro de Defesa da Mulher – CDM
  1. Associação dos Índios Kokamas Residentes em Manaus
  1. Centro de Integração Amigas da Mama – CIAM
  1. Movimento Comunitário Vida e Esperança
  1. Associação Centro Comunitário da Mulher – ACCM / Itacoatiara
  1. Associação de Donas de Casa do Estado do Amazonas – ADCEA
  1. Articulação de Mulheres Brasileiras/Amazonas – AMB/AM
  1. Instituto Cultural Afro Mutalembê – ICAM
  1. Movimento Amazônico de Agroecologia/Manaus
  1. Articulação de Convivência com a Amazônia – ARCA
  1. Fórum Permanente das Mulheres de Manaus
  1. Fórum de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Amazonas – FLGBT-AM
  1. Movimento de Mulheres do HIP HOP Amazonas – MariaM
  1. Liga Brasileira de Lésbicas/Amazonas – LBL/AM
  1. Articulação Brasileiras de Lésbicas/Amazonas – ABL/AM

MULHERES REALIZAM MARCHA NO DIA INTERNACIONA DA MULHER DEFENDEM SEUS DIREITOS E SE MANIFESTAM CONTRA GOLPE DAS DIREITAS

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O devir-mulher, devir-minoria, é a potência que age produzindo uma nova forma de existência que escapa da modelização, serialização, registro e sobrecodificação da semiótica dominante do padrão macho, homem branco, heterossexual, sedimentado pela moral patriarcal-judaica-paulina-burguesa. E como devir-minoria é minoria porque escapou dos valores estabelecidos pela hegemonia chamada de homem. É por isso que a luta das mulheres não busca igualdade com o homem, posto que o homem é o modelo padrão produtor de todas formas de dores, tristezas e desesperos no mundo da sociedade que é representada globalmente pelo capitalismo predador.

Por isso, era estupidamente que afirma que a s mulheres lutam por igualdades com os homens. As mulheres querem produzir um mundo em que a vida seja afirmação e não negação dela como fazem os homens niilistas com suas escalas de valores que selecionam, classificam e hierarquizam tudo para seus benefícios.

Com esse pensamento-deviriano, as mulheres realizaram, em São Paulo, a marcha que reflete sua condição de produtoras de suas próprias existências. Elas apresentaram suas propostas, protestaram contra alguns erros do governo Dilma como a reforma da Previdência e o ajuste fiscal. Mas o que também marcou os tons e cores da marcha no Dia Internacional da Mulher foi o grito de guerra de “Não Vai Ter Golpe” e a defesa do governo Dilma contra o impeachment. E não esqueceram de Cunha.

“Estamos nas ruas por autonomia, por liberdade, por democracia, mas, ao mesmo tempo, falando de questões que estão na conjuntura, como o ajuste fiscal e a reforma da Previdência. Estamos trabalhando com força o tema da legalização do aborto e, claro, o tema da violência.

A gente não quer golpe seja midiático, seja do Judiciário, seja do impeachment. Mas a gente também aponta para a presidenta Dilma. A escolha que ela está fazendo para enfrentar esse momento não é a melhor, com política de ajuste. Reivindicamos que ela governe com o programa pelo o qual foi eleita.

A gente sabe e vê nas pressões da direita sobre o governo Dilma que eles não querem só o ajuste das políticas, eles querem atacar a Constituição de 88. Isto mostra para a gente que o que está em jogo é esse processo político que a agente vem construindo há mais de 40 anos”, analisou Nalu Faria, coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres.

A marcha também lembrou do perigo da lei antiterror que vai atingir os movimentos sociais.

“Mesmo com todas as dificuldades colocadas para nós mulheres pretas, lésbicas, bissexuais,  ou transexuais, hoje sofremos uma ameaça que compromete o próprio direito de continuar vindo para as ruas com nossas legitimas manifestações. Refiro-me a Lei Antiterrorismo, que vai criminalizar os movimentos sociais e organizações políticas de luta”, observou Larissa Ana, militante do Coletivo Ana Montenegro.

12528132_966780906703043_414658948_n marcha4Entre as entidades que participaram da marcha que aglutinou milhares de pessoas que saiu da Avenida Paulista passando pela Rua Augusta chegando a Praça da República encontraram-se  o Movimento das Mulheres em Lula, União Brasileira de Mulheres, Observatório da Mulher, Marcha Mundial das Mulheres, Uneafro, Central de Movimentos Populares, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Sindical Conlutas, PCdoB, PT, PCO e PSOL.

Como era de se esperar, não compareceu nenhuma representante do Individualismo Mulheres Gordurosas que representa a burguesia-ignara. Para não haver erro de entendimento: Individualismo Mulheres Gordurosas são as Coxinhas que refletem, também, seus parceiros gordurosos coxinhas.

Com Lula e Dilma, igualdade de gênero vira política de Estado

Conheça algumas das políticas públicas para as mulheres implementadas ao longo dos 13 anos de governos do PT.

A luta pela igualdade entre mulheres e homens e pelo empoderamento feminino no Brasil éuma marca do Partido dos Trabalhadores e de seus governos.

A mudança de “cultura” começou logo no dia 1º de janeiro de 2003, quando, em um dos primeiros atos como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva criou a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) com status de ministério. O gesto inaugurou um novo momento da história do Brasil no que se refere à formulação, coordenação e articulação de políticas que promovam a igualdade entre mulheres e homens.

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Treze anos após a criação da SPM, os resultados positivos são indiscutíveis. Com a secretaria, foi possível criar e implementar ações como a Lei Maria da Penha e o Disque 180, entre outras políticas públicas. As iniciativas permitiram reconhecer o papel fundamental do Estado no combate às desigualdades sociais e de gênero. Hoje, o governo da presidenta Dilma Rousseff busca trabalhar a transversalidade de gênero nas políticas interministeriais, de forma a confirmar o protagonismo das mulheres na construção de um projeto de sociedade mais justa, igualitária e democrática.

Conheça algumas das políticas públicas dos governos Lula e Dilma que estão mudando a vida de milhares de brasileiras:

1. LEI MARIA DA PENHA
A violência contra as mulheres é uma construção social, resultado da desigualdade de forças nas relações de poder entre homens e mulheres. Desde 2006, as brasileiras contam com a proteção da Lei Maria da Penha, principal legislação brasileira para enfrentar esse tipo de violência, e reivindicação histórica dos movimentos de mulheres no País para a implementação de um instrumento legal que assegurasse direitos e a defesa de vítimas de violência doméstica e familiar.

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A norma é reconhecida pela União das Nações Unidas (ONU) como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência de gênero. A Lei Maria da Penha tipifica a violência doméstica como uma das formas de violação dos direitos humanos e altera o Código Penal, possibilitando que agressores sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada quando ameaçarem a integridade física da mulher.

2. LIGUE 180
Com o objetivo de receber denúncias de violência contra a mulher, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres criou, ainda em 2005, a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, conhecida como Ligue 180. O serviço de utilidade pública gratuito funciona 24 horas, todos os dias da semana. Na central, todas as atendentes são mulheres e as denúncias preservam o anonimato. Dados consolidados até novembro de 2015 mostram que o Ligue 180 recebeu quase 5 milhões de atendimentos nos 10 anos de funcionamento do disque-denúncia.

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3. LEI DO FEMINICÍDIO
Outra conquista importante para as mulheres brasileiras é a Lei do Feminicídio, sancionada pela presidenta Dilma em 2015. O feminicídio é caracterizado quando a mulher é assassinada justamente pelo fato de ser do sexo feminino.

A iniciativa modifica o Código Penal para incluir o crime de assassinato de mulher decorrente de violência doméstica ou de discriminação de gênero entre os tipos de homicídio qualificado e incluí-lo no rol dos crimes hediondos. Na prática, isso quer dizer que casos de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher passam a ser vistos como qualificadores do crime.

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Foto: Ubirajara Machado/MDS

4. AUTONOMIA ECONÔMICA
Na busca da igualdade entre mulheres e homens, a questão da autonomia econômica femininanão poderia ser esquecida. Essa autonomia é mais do que apenas financeira, pois inclui uma perspectiva de vida de longo prazo, com acesso a previdência social e a serviços públicos.

Para isso, o governo federal desenvolve políticas públicas voltadas para a inserção e a permanência das mulheres no mundo do trabalho e a ampliação dos seus direitos sociais. A lei que amplia os direitos das trabalhadoras domésticas, conhecida como a PEC das Domésticas, as proposições sobre licenças maternidade e paternidade, a agenda do trabalho decente e a ampliação da oferta de vagas em creches são algumas das medidas que reforçam a autonomia econômica das mulheres e promovem a igualdade no mundo do trabalho.

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Albanice Oliveira da Silva, formada pelo Pronatec, faz parte da Cooperativa Moda Juruá Foto: Sergio Amaral/MDS

Apesar dos avanços visíveis nesta área, ainda há importantes desafios pela frente, como a obtenção de igualdade salarial e a questão da dupla jornada de trabalho das mulheres, uma das principais responsáveis pelas condições desiguais entre mulheres e homens no mundo do trabalho.

Por Luana Spinillo, da Agência PT de Notícias

BOLSONARO CONTINUA CONDENADO POR OFENSA MISÓGINA A DEPUTADA MARIA DO ROSÁRIO

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Em dezembro de 2014, o deputado racista, homofóbico, misógino Jair Bolsonaro (PP/RJ) ao discutir com a deputada Maria do Rosário (PT/RG) em sessão no Congresso Nacional, afirmou que não estupraria porque ela é feia e não fazia seu tipo. O que se pode inferir da misoginia do racista deputado é que se ela fosse bonita, nos padrões dele, ele não dispensaria o estupro. Logo, sua índole é de estuprador.

 “Ela é muito ruim e muito feia. Não faz meu gênero, jamais a estupraria”, afirmou o misógino.

A deputada entrou com processo contra o deputado homofóbico no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Território (TJDFT) e ele foi condenado. Porém ele recorreu afirmando que o que havia ocorrido eram divergência de cunho político.

Agora, o TJDFT se reuniu para analisar sua defesa e por unanimidade resolveu manter a primeira decisão. O amigo do “impoluto” Eduardo Cunha vai ter que pagar indenização por ofensa e ainda escrever uma carta de retratação e publicá-la.

Em sua decisão a juíza Tatiana Dias da Silva afirmou que não foram divergência de cunho político que levaram Bolsonaro, para ela as ofensas têm teor ofensivo e ataque ofensivo à autora na sua condição de mulher. O taque visa “diminuir e abalar intencionalmente sua honra”.

A deputada também entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação criminal pedindo a condenação do misógino-deputado por crime de injúria e calúnia. O relator da ação é o ministro Luiz Fux.

 

MULHERES REALIZAM A POTÊNCIA-NEGRA NA 1° PRIMEIRA MARCHA NACIONAL DAS MULHERES NEGRAS

2bf8a287-414f-4485-ab33-b3d43af87cb1Ciente do quadro estarrecedor referente aos assassinatos de mulheres negras que o Mapa da Violência mostra que em dez anos, 2003-2013, houve um aumento de 54% de assassinatos dessas mulheres no Brasil, e mais todas as formas de exclusão impostas pela cultura-paranoica dominante que discrimina, persegue e explora, mais de 15 mil mulheres, de todo o país, se reuniram em Brasil para realizar a marcha reivindicatória de defesa de seus direitos.

c4b2d3c5-3916-435d-a9b9-257d2e61380a 88d6b5ed-5cd7-4b4a-bf37-646254b637f6A marcha teve a concentração no Ginásio Gilson Nelson de onde partiu para a Praça Três Poderes contando com a participação da diretora executiva da ONU Mulheres e ex-vice presidenta da África do Sul, Phumzile Mlambo e a ex-militante do grupo Panteras Negras que atuava pela s causas libertárias negras nos Estados Unidos e membro do Partido Comunista dos Estados Unidos, Angela Davis. Além da participação da escritora, ativista da causa feminina nos Estados Unidos, Gloria Jean Watkins, também conhecida como bell hooks.

“Nos últimos anos tivemos um grande processo de reformulação de mudanças, de ampliação de direitos, de acesso a politicas e a bens de serviços. No entanto, quando a gente faz um recorte racial e de gênero, identificamos que as mulheres negras, um quarto da população, estão em condição de vulnerabilidade, de fragilidades, sem garantias.

 A marcha que falar de como um país rico como o Brasil não assegura o nosso direitos à vida. Queremos um novo pacto civilizatório para o país. O pacto atual é falido e exclui metade da população composta por mulheres e homens negros”, analisou Valdecir Nascimento, coordenadora da Marcha e coordenadora executiva do Instituto da Mulher Negra da Bahia (Odara).

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Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Por sua vez, Vilma Reis, ativista do Movimento de Mulheres Negras, Ouvidora Geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia e socióloga, disse que os negros querem ser senhores de suas próprias vozes e não que outro se passem como seus defensores. Para ela as reivindicações devem ser feitas no poder pelos negros mesmos.

“O Brasil vive um momento de fazer o desenvolvimento das mulheres negras fora da pauta. Nós não admitimos isso. Agora queremos decidir no poder, não vamos delegar nossa representação a ninguém. Essa é a grande virada”, se posicionou Vilma Reis.

Leia as pautas reivindicatória das mulheres negras.

– O racismo, o machismo, a pobreza, com a desigualdade social e econômica, tem prejudicado nossa vida, rebaixando a nossa auto-estima coletiva e nossa própria sobrevivência;

– O fortalecimento da identidade negra tem sido prejudicado ao longo dos séculos pela construção negativa da imagem da pessoa negra, especialmente da mulher negra, desde a estética (cabelo, corpo etc.) até ao papel social desenvolvido pelas mulheres negras;

– As mulheres negras continuam recebendo os menores salários e são as que mais têm dificuldade para entrar no mundo do trabalho;

– A construção do papel social das mulheres negras é sempre pensada na perspectiva da dependência, da inferioridade e da subalternização, dificultando que nós possamos assumir espaços de poder, de gerência e de decisão, quer seja no mercado de trabalho, quer seja no campo da representação política e social;

– As mulheres negras sustentam o grupo familiar desempenhando tarefas informais, que as levam a trabalhar em duplas e triplas jornadas de trabalho;

– Ainda não temos os nossos direitos humanos (direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais) plenamente respeitados.

Durante a marcha as mulheres negras manifestaram suas indignações contra o inimigo das mulheres, Eduardo Cunha defensor do aberrante Estatuto da Família cuja família unida se corrompe unida.   

POLICIAL QUE JÁ HAVIA SIDO PRESO COM ARMAS LANÇA BOMBAS CONTRA PARTICIPANTES DA MARCHA DAS MULHERES NEGRAS

Na semana passada a Polícia prendeu o sargento reformado golpista acampado na Praça dos Três Poderes, em Brasília, com o carro repleto de armas e ficou por isso mesmo. Quer dizer, não ficou por isso mesmo: ele foi solto.

Ontem, dia 18, no momento da Marcha das Mulheres Negras, ele, impulsionada por sua psicopatologia psicopática, lançou bombas caseiras contra as manifestantes. Como o psicopata é incontrolável quando tem diante de si o que difere dele procurando logo uma forma de destruí-lo, puxou uma pistola e disparou para o alto.

Não se sabe se por causa de sua psicopatologia, que mostra que os psicopatas também são covardes, ou se por causa de sentir protegido, ele, logo depois dos disparos foi até a guarnição da Policia Militar e se entregou.

Como o acampamento dos golpistas paranoicos é armado próximo ao Congresso Nacional, o presidente do Senado Renan Calheiros mandou a Polícia Militar e a Polícia Federal investigar se há mais armas com os membros delirantes.

Por sua vez, a senadora Fátima Bezerra (PT/RN) protestou contra o fato bélico homicida.

“Isso é revoltante. A rua é um espaço democrático, onde todos e todas têm o direito de se manifestar, proclamando seus direitos, suas lutas, seus sonhos”, observou a senadora esperando que tudo seja apurado.

A senadora tem razão, mas mais razão teria se quando o psicopata fora detido pela primeira vez, ele tivesse sido punido. Só que ele não foi. E ele ainda afirmou, no momento da primeira prisão, que queria matar a presidenta e jogar uma bomba no Parlamento.

Veja e clica o vídeo que registra o momento dos tiros.

https://fbcdn-video-j-a.akamaihd.net/hvideo-ak-xpf1/v/t43.1792-2/12275435_423985267798886_368601136_n.mp4?efg=eyJybHIiOjE1MDAsInJsYSI6MTM4OSwidmVuY29kZV90YWciOiJoZCJ9&rl=1500&vabr=660&oh=e1309873456801b06c953c44a09c264d&oe=564D7BCA&__gda__=1447918736_3a8af846acd7404509effbe70e12b384

MAPA DA VIOLÊNCIA MOSTRA QUE HOMICÍDIOS DE MULHERES NEGRAS NO BRASIL AUMENTARAM EM 54%, EM DEZ ANOS

9a93b469-2d04-4fef-b4b9-bea82b2f70c9O Mapa da Violência 2015 divulgou estudo realizado pela Faculdade Latino-Americano de Ciências Sociais (Flacso) em que afirma que em dez anos os homicídios de mulheres negras aumentaram 54% no Brasil, saltando de 1863, em 20023, para 2875, em 2013. Ao contrário dos homicídios de mulheres brancas nos mesmos períodos que passou em 2003 de 1747, para 1572, em 2013. Significando 9,8% de queda.

Um dado que muito incomoda quanto à violência contra as mulheres negras do Brasil é que o estudo mostra que 55,3% dos homicídios foram praticados no ambiente doméstico sendo que 33,2% foram de autoria dos parceiros ou ex-parceiros das mulheres. E mais, 50,3% dos assassinatos são cometidos por membros das famílias.

Já em relação à idade das vítimas, até os 9 anos há baixa incidência, subindo, entretanto, até os 18 e 19, declinando a partir dessas idades até a velhice.

O estudo mostra, também, um trabalho apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em que consta que o Brasil ocupa a quinta posição no mundo em homicídios de mulheres negras correspondendo 4,8 homicídios para 100 mulheres.

Os estados de Roraima e Paraíba foram os estados que triplicaram a violência contra as mulheres. Já os estados de Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, entre os anos de 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha, até 2013, foram os que tiveram o baixo índice de violência contra mulheres.

Em relação às capitais, Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza aparecem, em 2013, com taxas mais elevadas. São mais de 10 homicídios por 100 mil mulheres. Já São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com menor taxa.

O Mapa da Violência é um projeto desenvolvido desde ano de 1998 pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz cujo lançamento da pesquisa conta com o apoio do escritório no Brasil da ONU Mulheres, da Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Para conhecer o estudo geral sobre o tema homicídios de mulheres basta cessar o site do Mapa da Violência.

EM CAMPO GRANDE, DILMA INAUGURA A PRIMEIRA CASA DA MULHER BRASILEIRA E CONTOU COM A PRESENÇA DE MARIA DA PENHA

946076-16247727038_b157c7fe62_oO filosofo Marx, diz que a vergonha é revolucionária, porque é a cólera, contra si próprio. Nós nos tornamos envergonhados diante dos atos de pesam contra a humanidade. Porém, nem todo homem pode alcançar essa vergonha revolucionária que necessita uma volta em si mesmo. Ir lá fora e conceber o outro como diferente do estado solipsista em que o sujeito envergonhado saiu. Nem todo homem pode conceber o outro fora de si. E mais ainda, quando o outro é a mulher.

Todo homem que violenta uma mulher, além de ser um misógino, é impotente e temeroso da existência da mulher que ele simboliza como sua mãe castradora que lhe envia para a rivalidade com o pai em forma de sublimação homossexual. O que significa: todo misógino tem conflitos fortíssimos de homossexualismo-reprimido com componente paranoico. O que não é o caso dos autênticos homossexuais comprometidos com suas existências e da sociedade. O que não ocorre com alguns conhecidos parlamentares-paranoicos.

936599-forum comunicação publica-1-11Toda pessoa que se envergonha revolucionariamente sabe que triste uma sociedade ter que criar mecanismos jurídicos em defesa das mulheres. A violência contra a mulher, ou qualquer outro tipo de violência, já era para não existir em uma sociedade que se toma por civilizada. Mas, como uma parte pervertida da sociedade brasileira não se encontra em estado civilizado esses mecanismos são necessários para preservar a integridade física, psicológica e social das mulheres.

Daí que a presidenta Dilma Vana Rousseff, politicamente em envolvida com a democracia como regime de todos, se engajou no caso da biofarmacêutica Maria da Penha, que foi agredida fisicamente com socos, ponta pés e revólver, pelo misógino de seu marido, que lhe deixou paraplégica, através da Secretaria  de Políticas para as Mulheres, desenvolveu o Programa Mulher, Viver Sem Violência que abrange a criação da Casa da Mulher Brasileira.

Nesse compromisso, em só se envergonham os atingiram a dimensão humana, ela inaugurou em Campo Grande, a primeira Casa Da Mulher Brasileira e que contou com presença-revolucionária de Maria da Penha, que concedeu seu nome para a Lei Maria da Penha que pune todos às formas de agressões contra as mulheres. Também participou do ato, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmen Lúcia.

“A Lei Maria da Penha é pioneira na questão do combate. Agora, nossa homenagem à Lei Marinha da Penha é aprofundar a legislação. E leva-la além. Tolerância zero contra o agressor. Tolerância zero contra a violência.

Queremos que todos os órgãos atuem de forma unificada para garantir, que, de fato, o Estado brasileiro, não importa o governo, tenha tolerância zero com a violência que se abate sobre a mulher.

É nosso dever assegurar que a mulher viva sem medo e tenha o direito de construir a vida sem medos e sem ofensas”, se posicionou a presidenta.

De acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, ainda nesse ano, serão inauguradas 23 casas em Salvador, Curitiba, Boa Vista, Maceió, Palmas, Brasília, São Luís, Vitória, Fortaleza e São Paulo, capital.

PRIMEIRA CASA DA MULHER SERÁ INAUGURADA NO DIA 3 EM CAMPO GRANDE

mulheresvale_esta_3Em março de 2013, a presidenta Dilma Vana Rousseff, preocupada com a violência contínua contra as mulheres sua impunidade e falta de proteção às mesmas, criou o Programa Mulher, Viver Sem Violência que é da responsabilidade da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Como parte do programa foi determinada a criação da Casa da Mulher Brasileira em 25 estados e no Distrito Federal. De acordo com o programa a Casa da Mulher Brasileira será composta de serviços especializados e multidisciplinares para as mulheres em situação de violência. Para isso contará com delegacia especializada, juizado, defensoria, promotoria, equipes psicossocial e de orientação de emprego e renda, além de brinquedoteca e área de convivência.

Agora, confirmando o início da materialização do programa, o governo federal vai inaugurar no dia 3 de fevereiro, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a Primeira Cada da Mulher. Uma ofensa para os que são carregados de sentimento de culpa e se comportam continuamente como pessimista. E pior, um pessimismo que procura ser projetado no povo brasileiro através do governo. A máscara do caráter da burguesia, diz Marx. O filósofo que entendeu profundamente as estruturas psicopatológicas das organizações sociais do capitalismo.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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