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NATAL SEM JESUS CRISTO

Foi o filósofo alemão Nietzsche quem melhor entendeu historicamente o homem revolucionário Jesus Cristo. Foi ele quem o chamou de mais amoroso, o que carregava o Devir do Novo. Cristo, o que pregava a libertação das almas individuais do julgo da tirania para construir a liberdade coletiva. O Cristo, que não pregou o sentimento da culpa, do remorso, da redenção, do ressentimento, do rancor, da dívida eterna. Mas um Cristo sublime, singular, que vai além da superstição. Um Cristo Amor Comunalidade.

Entretanto, assim como a democracia é uma enunciação coletiva processada ainda na infância, como educação, quando os pais, como companheiros de seus filhos, não carregam ensinamentos, mas conduzem um diálogo, como diz o filósofo Buber, o Afeto-Deus é resultante dessa criação amiga ou não. A Democracia é uma vivência coletiva produzida em família, assim como o Afeto-Deus. Se os pais conduzem seus filhos no diálogo, eles serão Democratas entrelaçados no Afeto-Deus. Ao contrário, quando os pais são apenas representações dirigidas por forças de captura, seus filhos se disporão a todas as formas de tirania e, consequentemente, seus deus será uma fantasia.

Desta forma, o capitalismo consumista captura os dizeres de uma sociedade transformando toda sorte de expressões em objeto de lucro, mercadoria. Nisso as festas comemorativas cronológicas são muito bem aproveitadas. Até mesmo as cristãs. É assim que se expressa o conceito de Natal da oficialidade estadual no Amazonas.

Amparados por uma enunciação que se queria poética, sem nada carregar da poesia como singularidade do Novo, o governo do Amazonas, através de sua Secretaria de Cultura, conduzida por afecções místicas e míticas, recorreu ao senhor imortal Max Carpentier para mostrar que entende de Deus e Família.

Em uma cidade zonafranqueada, os personagens oficiais, muito distantes do sentido de beleza do filósofo Aristóteles, e mais ainda do sentido do filósofo alemão Schelling, para quem a beleza é a afirmação da liberdade humana, como soe acontecer nessa última década, deram continuidade à aberração do que eles entendem de Natal.

Feudalizaram a Praça São Sebastião – que colonizadamente chamam de Largo – e transformaram-na em uma macabra cerimônia da vitória da tecnologia predadora como enunciação cristã em conluio com falsos artistas e desatentos pais, que entregaram seus filhos para serem coadjuvantes do uso perverso do nome de Jesus Cristo com propósito eleitoral. Nada do que expressa Cristo.

Todavia, apesar do ‘alegro desbum’ oficial natalino, a maior parte da população de Manaus, principalmente a suburbana, sequer soube da armadilha governamental. Sequer soube do hollywoodianismo delirante promovido pela classe média ignara conduzida por seus representantes governamentais.

Resultado: a caricatura oficial fomentada pelo ex-governador Amazonino e continuada no governo dos Bragas, teima em se manter como escárnio. Natal para eles só sem Jesus Cristo. Com a complacência de Dom Luiz que viu, maravilhado, a presença de Jesus Cristo na cerimônia macabra sem condições de terapia teratológica.

O que o povo entende.

A AFETIVIDADE DISTRIBUTIVA SORVETAL DO PAPAI NOELSON

Papai Noelson 2009 01 por você.

E outra vez o Papai Noelson saiu pelas ruas de Manô compartilhando com a criançada de todas as idades seus afetos alegres construtores de uma festa coletiva natalina no gosto do sorvelito como prenúncio de uma ludicidade democrática que tomou conta de toda a moçada que o acompanha.

Papai Noelson 2009 04 por você.


Durante o percurso, que compreende o Núcleo 5 da Cidade Nova, a Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o Novo Aleixo e o Parque São Pedro (conhecido como invasão Carlinhos da Carbrás), este bloguinho intempestivo conversou com pessoas que deixaram seus dizeres-entendimentos de vivências reais na cidade.

Isso animou o pessoal porque aqui é muito triste, não tem animação de nada e com isso aqui o pessoal se empolgou e foi no bolo. Eu moro aqui há 8 anos e nunca vi uma coisa dessas, até me assustei e disse minha filha tá cheio de papai noel aqui, aí meus filhos tudo correram atrás, aqui são 6 crianças.” (Helena, Novo Aleixo)

Papai Noelson 2009 05 por você.


A gente deseja a todos de manaus um feliz natal, um feliz ano novo e que essas festas aconteçam com paz e amor, que as pessoas possam brincar com respeito uns com os outros pra que todo mundo passe as festas em paz. Esse papai noel é novidade pra gente aqui na rua e as crianças gostam, todas as crianças acreditam, qualquer papai noel que vê eles gostam. É importante esse trabalho que foi feito pra que as crianças se animem e aprendam o verdadeiro significado do natal, é importante isso.” (Julineia, Novo Aleixo)

Papai Noelson 2009 11 por você.

Papai Noelson 2009 07 por você.

É muito bonito o que eles tão fazendo porque as crianças tavam precisando disso, pra eles tudo é bem vindo. Eu desejo toda a felicidade pras pessoas daqui do parque são pedro e um feliz natal pra todo mundo. Estamos aguardando que o ano que vem seja melhor, porque a maioria dos politicos não quer nem olhar pras pessoas, eles não tão nem aí. E nós desejamos que eles ajudem as pessoas porque as crianças merecem muito mais do que isso. Quem é o grande papai noel? Eu diria que é o Lula, ne? Ele é o grande papai noel daqui.” (Maria, Parque São Pedro)

Papai Noelson 2009 12 por você.


Eu acho isso importante pras crianças porque nem todas tem oportunidade de ganhar um presente. Eles fazem isso já há muito tempo e eu já espero todo ano. E eu espero que no ano que vem mude pra melhor.”

Papai Noelson 2009 21 por você.

Papai Noelson 2009 20 por você.

Ano que vem a gente precisa prestar mais atenção em quem vai vir, né? Aqui não tem nenhum papai noel, só quando eles precisam quem vem atrás dos pobres. Ninguém ajuda ninguém, nem os deputados. Alguém que esteja fazendo bem pro povo é só o Lula, né? Não tem mais ninguém não.”

Papai Noelson 2009 23 por você.


Eu acho isso muito importante pra comunidade porque tem muita criança aqui que não pode comprar nenhum sorvete e picolé. Acho muito bonito, ano passado ele teve aqui e hoje de novo. E pro ano que vem eu acho que a gente deve escolher muito bem em quem votar pra não ser enganado.”

Papai Noelson 2009 27 por você.


Eu acho isso uma maravilha porque aqui é um bairro carente, ainda mais nessa data, que ta difícil pra todo mundo. Inclusive eu acredito que se pudesse fazer isso todo ano os meninos iam ficar alegres e satisfeitos. Eu acho que as pessoas que se apresentam nessa data, a maioria é por interesse e pra se beneficiar. Não só nessa data mas em muitas outras. E eles querem só se beneficiar e quando tão no poder esquecem dos bairros carentes. Hoje praticamente poucos fazem alguma coisa e não são todos que merecem esse título de papai noel. Uma parte deles não merece de jeito nenhum porque se aproveitam das necessidades das pessoas carentes pra se beneficiar. Mas no momento a gente tem asfalto, energia, a rede d’água que não tá funcionando. A gente ainda precisa de muita coisa aqui no bairro e espera que os próximos governantes consigam obter essa graça pra nós. Porque rapaz é a corrupção que a gente vê pelo país, a gente vendo o dinheiro público descendo pelo ralo e a pobreza crescendo cada vez mais. Precisamos de segurança, apoio médico, no geral. A corrupção é grande e é uns encobrindo os outros. No brasil a corrupçao é muito grande envolvendo os políticos que a gente votou, botou a maior confiança e hoje são a maior decepção pra população. Olha, aqui no Brasil, apesar de todas as dificuldades, eu dou um voto pro presidente Lula pra tudo o que ele fez e continua fazendo. Apesar de ele não governar só e ter a equipe dele, mas eu não tenho nem o que lamentar porque eles estão no poder e aperar de tudo eu dou um voto pro presidente Lula. E eu acho que no momento a Dilma é a única pessoa que é capaz de dar continuidade no trabalho que ele tá fazendo.”

Papai Noelson 2009 28 por você.


E finalmente o Papai Noelson fez a sua avaliação do evento, dos percursos e engendramentos que levaram a mais um ano de realização do natal-nascimento de novas formas de relações no mundo. Então, Noelson:

Nós fizemos a mesma quantidade, nos mesmos bairros, com a diferença que este ano foi sorvelito. É muito importante que a gente não desembolsou um centavo do bolso porque a situação não tava muito boa e os amigos participaram, todos os amigos, até os amigos que não via há muitos anos que se organizaram pra fazer esse papai noelson de novo este ano. Foi mais importante e gratificante. Ocorreu que sobrou um pouco de sorvete esse ano e talvez ano que vem a gente consiga fazer, se tivermos condições físicas, a gente consiga fazer mais um bairro, não é mais um bairro, mas é a parte de baixo ali da Carbrás. Porque ano passado uma pessoa chegou com a gente e perguntou porque todo ano só acontece na parte de cima, quando a parte de baixo que é a mais carente, onde ninguém passa. Aí eu disse pra ele que o papai noel ia conversar com o proprietário e que com certeza ano que vem a gente ia passar lá em baixo também. No mais os meus agradecimentos à comunidade do Núcleo 5, é muito importante o apoio do Afinsophia e da Croma Produções, através do seu Leoni, dona Mônia e um feliz natal pra todos.

O papai noel gostaria que manaus fosse bem administrada, porque Manaus tá muito carente de administração municipal, o prefeito atual deixa muito a desejar e a gente percebe nesses bairros que vamos passando, até aqui próximo no núcleo 5, no Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com o esgoto a céu aberto no barzinho que eu bebo ali, coisas possíveis de se fazer e nenhum administrador municipal tomou a iniciativa de fazer.

As eleições ano que vem quem vai levar é a Dilma Roussef. É a eleição certa para o Brasil continuar a crescer. A gente, por acaso, começou a fazer o Papai Noelson em 2002, que foi o primeiro ano de governo Lula, e agora faremos de tudo para a continuação democrática de seu governo. E, para isso, tem que dar Dilma Roussef.

Papai Noelson 2009 31 por você.

Papai Noelson 2009 35 por você.

Papai Noelson 2009 36 por você.

A ÉTICA DO PAPAI-NOELSON

A ÉTICA DO PAPAI-NOELSON

Papai-Noelson – o Nelson – é daqueles caras que um dia, como comerciante, diz: “Se não é para dividir, não há porque sorrir”. Sim, o Papai-Noelson sabe que a vida é uma festa e que a privação é produção do homem, como diz Marx, e que a privação não é uma condição da filosofia, como enuncia o filósofo Toni Negri. Papai-Noelson, com seu sorvete para as crianças pelos Natais, é filósofo como Marx e Toni Negri.

Papai-Noelson, filosofante, salta pelos sorvetes e picolés “natalizados”, escrevendo pelas ruas de Manaus que no capitalismo quanto mais se multiplica diminui o amor (Belchior), e impossibilita o homem de andar, com tanto peso do lucro para carregar. E não há infelicidade maior para um capitalista do que não poder carregar suas fantasias lucrativas.

Mas a questão é que há uma perversa condição dessa dor capitalista, é que ele interfere nos movimentos dos fluxos econômico e social de uma sociedade, causando sofrimento em grande parte dessa sociedade. Uma moral que não fica só no capitalista infelicitado por suas multiplicações, mas toca também no conjunto social.

O Papai-Noelson escapou duas vezes de ser capturado por essa infelicidade. Uma, porque não conseguiu multiplicar seu lucro. Pelo contrário, para sair esse ano com seus sorvetes e picolés distributivos, teve que contar com auxílio de alguns comunitários. Duas, porque sacou o que move a alegria do existir ontologicamente: a solidariedade sem compaixão e sem culpa. Uma espécie de descarga de consciência maldosa, como fazem muitos. Inclusive governos. E sua práxis é totalmente contrária a essa consciência maldosa.

O Papai-Noelson quer a festa! Mas a festa do comer filosofante! E nisso as crianças são filosofantes, e ele entende!

TRÊS REIS MAGOS PERDIDOS EM UMA CIDADE SUJA

Aproximando-se a meia-noite do nascimento do sagrado bebê, filho de Maria e José, concebido pela graça do Espírito Santo, e que se chamaria Jesus Cristo, e seria pregado na cruz pelos ímpios, que usariam seu nome santo para proteger seus atos infames, os três Reis Magos – Baltazar, Melchior e Gaspar – preparam-se, juntamente com os presentes a serem ofertados ao bom bebê, para seguir viajem a Belém, cidade natal de Jesus.

Contagiados pela alegria, montaram em seus camelos e seguiram rumo a dentro para a cidade de Jesus, cantando felizes a música paraense, “Jesus em Belém foi nascer, quem me dera morrer em Belém do Pará. Ta aqui o tucupi, tem mais o jambu, quem quer camarão, quem quer tacacá”. Cantando, inebriados pela celestial missão, e no sacolejo das corcovas dos camelos, os Reis Magos dormiram confiantes que seus animais sabiam o caminho.

Horas depois, perturbados pelo barulho dos cascos dos camelos em um chão sólido, acordaram. Surpresos, perceberam que estavam em uma praça. Mais surpreso ainda ficaram quando entenderam que se tratava de uma praça adornada com elementos alegóricos querendo insinuar ser referentes a Jesus. Ficaram observando todo o cenário, quando escutaram um homem, com modos servis, falar como seria a festa do Natal, e depois passou a ler um texto fazendo referência ao Natal com analogias às tecnologias. Também ouviram outro homem servil afirmar que Papai Noel desceria em um guindaste para tornar o espetáculo natalino mais realista. Viram muitas crianças ensaiando uma coreografia para a dita festa, com seus pais maravilhados. Confusos, se interrogaram se ali onde se encontravam era a cidade de Belém. Sentiram uma forte decepção. Como não tinham certeza se a cidade era Belém, resolveram ali mesmo formar um Conselho para discutir o que fazer para descobrir o enigma geográfico-urbano.

OS REIS MAGOS DESCOBREM MANAUS

No final do Conselho, chegaram ao consenso que deveriam andar pela cidade e conversar com pessoas para saber que cidade estranha era aquela. Procuram uma estalagem para deixar seus camelos, mas só encontraram estacionamentos. O proprietário de um estacionamento, vendo que algumas crianças estavam atraídas pelos camelos, e sentindo a possibilidade de levantar uma grana exibindo os camelos, aceitou que os animais ali ficassem, mesmo ameaçado de ser multado pela prefeitura ávida por dinheiro.

Resolvida a questão ‘cameloante’, os Reis Magos se puseram a itinerar. Chegaram próximo de uma banca de vender jornais e leram as manchetes: “Prefeito Amazonino é cassado pela insigne juíza Maria Eunice Torres dos Nascimento”; “Deputado estadual Wallace Souza, depois de cassado, foi preso suspeito de autoria de vários crimes”; “Vice prefeito é preso por suspeita de cumplicidade com seu irmão Wallace”; “Vereadores aprovam taxa do lixo”. “Vereadores rejeitam os pedidos de impeachment”, etc. Diante das notícias jurídicas/policiais, bradaram em uníssono: “Arre, égua! Aqui não pode ser Belém. A cobrança dos impostos mostra muito bem!” Então resolveram pegar um ônibus. Depois de duas horas esperando, que aproveitaram para conversar com o povo, conseguiram entrar em um totalmente avariado, além de superlotado. Depois de uns quilômetros, resolveram descer. Logo na descida, os três caíram em um buraco e foram sair no quintal da casa de uma senhora que esta assando um jaraqui. A senhora, sorrindo, perguntou se eles eram servidos no comer do povo. Provaram um pouco do peixe, gostaram, disseram que era o alimento do Senhor, e logo em seguida perguntaram o preço. A senhora disse e eles tomaram um puta susto, exclamando: “Como pode um peixe do povo ter esse preço?!”. Deram duas moedas de ouro à senhora e partiram. Passaram por uma escola caindo aos pedaços e disseram: “Como que uma criança pode aprender em um lugar como esse?” Viram operários trabalhando em uma construção sem nenhuma proteção. Viram meninas se prostituindo, rapazes se drogando, outdoor de propaganda dos governantes, deputados e senadores, todos usando o nome de Jesus.

Sentaram em uns bancos em uma calçada onde uma senhora vendia churrasco de peixe, pediram três, e começaram a papear com a mulher. Em poucos minutos a senhora falou que naquela cidade o povo sofria muito com falta de emprego, falta de moradia, falta de água, falta de energia, falta de segurança, e eles, pensativos, não acreditavam que aquela cidade com tanta pobreza e tanta violência instituída pudesse ser Belém, a terra natal de Jesus Cristo. Pagaram a senhora com três moedas de ouro, e aproveitaram para pegar um ônibus que parou logo em frente.

Depois de muito empurra-empurra, amassa-amassa e solavancos, desceram do ônibus ouvindo um homem gritar dentro do veículo para uma moça: “Quer conforto? Pega um táxi, otária. Aqui quem for podre que se foda! Aqui é a Zona Leste, porra! Tá achando ruim? Vota outra vez nesse prefeito!” Uns dez metros à frente um homem pediu uma esmola, dizendo ser para comprar o Natal de seus filhos. Recebendo cada um uma dose de 25 centavos nos rostos, eles deram uma moeda de prata ao bom pai. Embrenharam-se por ruas e mais ruas. Quando deram por si, perceberam que estavam no meio do mato e já era noite. Caminharam mais alguns metros na escuridão, quando viram distante uma luz.

Seguiram em direção à luz. Conforme iam se aproximando, começaram a ouvir diálogos familiares. Chegaram bem perto, viram algumas pessoas pobres assistindo contentes uma peça de teatro, encenada por atores amadores, que contava a história do nascimento de Cristo. Um casal que sai do interior para a jovem-mãe ter o filho na cidade, porque onde os dois moravam não havia qualquer condição para o parto. Chegados à cidade, os dois passam por todos os sofrimentos que a miséria administrativa impõe ao povo. Assalto, ameaça, expulsão, falta de assistência hospitalar para o nascimento da criança, total ausência de solidariedade. Só que sempre protegidos contra o pior por dois anjos. Então, depois de não conseguirem nada na cidade para a realização do parto, eles são empurrados para a periferia. Entram no mato e encontram um grupo de pessoas que os acolhem. A criança nasce em parto natural feito por uma parteira do grupo, meia-noite, na chegada de Natal.

Foi, então, que eles entenderam que a cidade que eles atravessaram não era Belém, o lugar onde o menino Jesus ia nascer. Belém era o lugar distante onde eles se encontravam no meio do povo, participando pela primeira vez em suas histórias do nascimento de Jesus Cristo, em presença.

Muito felizes com o que viram e participaram, distribuíram presentes e moedas de ouro aos atores e aos moradores da comunidade, que converteram as moedas de ouro – que eram muitas – em real e aplicaram na comunidade, asfaltando as ruas, melhorando as casas, saneamento básico, escola, posto médico, o necessário para viver dignamente. Movidos pela práxis política, elegeram um prefeito. Como a comunidade era fora da cidade, nenhuma dita autoridade da cidade miserável teve ingerência sobre ela. Assim, viveram por muitos e muitos anos, até o momento em que a Terra desapareceu.

NATAL, CATADORES DE PAPEL, MORADORES DE RUA, MARCELINHO E LULA

Como já vem acontecendo em vários anos, o governo federal realiza junto aos moradores de rua e catadores de papel um Natal simbólico apresentando, principalmente, as políticas sociais que envolvem esses profissionais que vivem do trabalho de coleta de lixo da cidade de São Paulo.

Na comemoração de hoje, além de várias pessoas ligadas ao tema social como moradores de rua, representantes de sindicatos, entidades sociais, representantes do governo federal, e, mormente, o presidente Lula, compareceu – em função de seu engajamento em trabalhos sociais -, como tem ocorrido nos últimos dois anos, o craque Marcelinho Carioca, ex-corintiano, escolhido pela diretoria como o embaixador do clube mosquiteiro no ano de seu centenário.

Marcelinho, entusiasmado, diante dos moradores de rua, catadores de papel, e as entidades, fez discurso e passou às mãos de Lula – torcedor fanático do Coringão – a camisa de Nº 100, simbolizando as festividades que ocorrerão durante todo ano de 2010. Já consignado de “Senhor Centenário”, Marcelinho participará do amistoso contra a equipe do Huracán, da Argentina, a ser realizado no dia 13 de janeiro.

Infelizmente, no futebol brasileiro, entre jogadores de futebol, comissão técnica, dirigentes e mídia esportiva, Marcelinho é um dos poucos que arrisca a pensar.

VEREADORES SE LIXAM PARA POPULAÇÃO E APROVAM TAXA DO LIXO

O lixo urbano é o resíduo produzido pelas relações econômica e social dos habitantes de uma cidade. Como resíduo, ele envolve os conceitos de higiene e saúde coletiva. O que determina o entendimento de que é preciso uma política coletiva para que ele não se torne em elemento pernicioso à população. O que exige um compromisso educacional dos governos e da população. O lixo é uma questão de educação sanitária.

Com a evolução tecnológica que atingiu essa produção residual nas cidades, o lixo não é mais o grande inimigo da saúde como em anos passados. O processo de reciclagem de alguns objetos tido como lixo, mudou a concepção exclusiva de lixo como impasse social. O que obrigou, também, a classificação do lixo para melhor aproveitamento.

Na cidade, podem ser encontradas três categorias de lixo: o lixo doméstico, o lixo comercial e o lixo industrial. Em relação à administração pública, as duas últimas categorias são as que mais atingem os governantes. Isto porque, quando há um abuso de lixo deambulado pelo comércio e a indústria na cidade, as chamadas autoridades têm dificuldade de lidar com esse caso, em virtude do receio que têm de melindrar essas classes que, politicamente, são sempre suas parceiras em eleições. Já a primeira categoria é mais fácil de lidar, não por eficiência da administração pública, mas pelo próprio sentido histórico-cultural que as famílias têm sobre suas obrigações quanto à limpeza da cidade. É mais fácil os moradores tratarem seus lixos pensando na saúde e limpeza da cidade do que a própria administração pública.

Manaus é bom exemplo desse entendimento. Manaus é uma cidade suja, não por causa do lixo doméstico, mas por ineficiência e descaso da prefeitura. Diga-se, do prefeito da cidade e seus auxiliares. O serviço de coleta de lixo da cidade é visivelmente ineficiente. O lixo da cidade é bem visto pelos urubus, entretanto, mal visto (miopia-urbana) pelos responsáveis pela limpeza pública.

Foi nessa realidade lixeira, visual e olfativa, e em meio ao lixo moral com o vice-prefeito Carlos Souza, sendo preso, acusado de participação em quadrilha comandada por seu irmão, Wallace, que a maioria – sete votaram contra – dos vereadores, se lixando para a população, mas cordeiramente submissos ao prefeito cassado Amazonino Mendes, aprovou o projeto de cobrança da taxa do lixo em que obriga os moradores da cidade, de acordo com sua relação de moradia, pagar uma taxa sobre a coleta urbana. Uma violência municipal, posto que o pagamento da coleta do lixo doméstico pelos moradores encontra-se implícito nos impostos municipais que a população paga. O que permite aos manauaras entenderem que a cobrança desse imposto, além de ser um ato arbitrário do prefeito, em conluio com seus submissos vereadores, confirma, além da violência social, a certeza que grande parte da população tem dessa administração: que ela é dotada de um grande desprezo pela população e carrega profunda limitação cognitiva para administrar a coisa pública.

Desta maneira, comenta-se, indignado, entre o lixo da cidade, que esse é o presente natalino que o prefeito e seus servos dão à população. Mas ao mesmo tempo comenta-se, esperançado, que o presente real vem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deferindo ao prefeito sua cassação.

OUTRO NATAL COMUNITÁRIO DO PAPAI NOELSON

.“Eu falei pra você que ele.

.existia; ele veio e ele está aqui.”.

Noelson 2008 01 por você.

Clique nas imagens para vê-las de perto.

Natal é nascimento. Natal é surgimento do Novo. E é por isso que Nelson Rocha, sua companheira Vitória, seus filhos, vários amigos e várias famílias da comunidade do Núcleo 5 da Cidade Nova, zona Norte de Manaus, todos entrando num comprometimento comunitário, no dia 24 de dezembro, todo ano envolvem-se com a alegria de compartilhar uma farta distribuição de sorvete em alguns bairros de Manaus. Este ano de 2008, foram 30 mil copinhos, tudo produzido com materiais doados por comunitários na fábrica de sorvetes Sempre Frio, da qual Nelson é proprietário. Mas agora ele já vai Papai Noelson…

Noelson 2008 02 por você.

Noelson 2008 03 por você.

Noelson 2008 05 por você.

Noelson 2008 06 por você.

Vitória, batizada comunitariamente de Mamãe Noelson, que auxilia em todos os preparativos para a caminhada e é a responsável direta pela barba do Papai Noelson, nos falou de suas emoções na organização do evento:

É muito importante o evento. Agora vai ficar igual o carnaval, todo ano, já faz parte do nosso calendário anual. Você é que ganha o presente vendo tanta gente feliz. Só quem participa pra ver tanta emoção. Eu ainda repito, eu digo pro Nelson quando ele falou: “Vamos vê, parece que não vai ter, porque esse ano tá difícil.” “Nelson como é que vai ser o nosso Natal? E o Papai Noel? O que a gente vai fazer?” Não gosto nem de pensar, se a gente vai ficar em casa eu não vou olhar nem lá fora. Porque é muito importante. A gente vê que a gente vai chegando nos cantos e eles já estão: “Olha, eles vieram de novo, eles vêm todo ano. É bem pouquinho, mas é uma gota no oceano o que a gente faz, mas é o que nós podemos fazer. E com certeza naquele copo de sorvete vai amor, porque só amor mesmo pra fazer o que a gente faz, só amor.

Noelson 2008 08 por você.

Noelson 2008 10 por você.

Eu já nem acho mais difícil a organização. A única coisa difícil é a falta de grana. Pra mim já se tornou assim corriqueiro, só que às vezes falta mais é grana. Agente fica muito apertado. A gente sabe que precisa do vil metal pra fazer qualquer coisa. Mas a gente apertou de um lado, e apertou do outro, ajuntou, e deu, acabou dando. Fazer a barba do Papai Noel, que eu já tô ficando craque, o Papai Noel descoloriu três vezes a barba e o cabelo, foi descolorindo aos poucos, é um sacrifício. Pra mim a parte mais difícil é a barba do Nelson. Mas é bom o evento, é maravilhoso. A gente consegue tirar o pessoal de casa dia 24, uma data que o pessoal quer tá fazendo a ceia, quer tá no salão. Pergunta se eu quero faltar? A gente consegue mobilizar, é incrível, mas consegue. O pessoal liga, se preocupa: Vitória, e aí, tá certo? Vitória, eu tô indo, que horas eu vou? Em que eu posso ajudar? Então é muito bom, vale a pena.

Noelson 2008 07 por você.

Noelson 2008 11 por você.

Noelson 2008 04 por você.

Noelson 2008 15 por você.

Durante o transcurso pelos quatro bairros — Núcleo 5 da Cidade Nova, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Novo Aleixo e Parque São Pedro (conhecido como invasão da Carbrás) — este bloguinho acompanhou a caravana Papai Noelson e registrou, além das imagens, também algumas falas do solidário encontro natalino:

É muito bom porque alegra as crianças, é uma grande coisa que eles estão fazendo, que deus abençoe eles.

Noelson 2008 20 por você.

Noelson 2008 17 por você.

Noelson 2008 13 por você.

Meu nome é Loira e eu acho excelente a idéia deles porque as crianças ficam fascinadas, desde o início da manhã que nós estamos observando elas se preparando pro evento.

Noelson 2008 22 por você.

Noelson 2008 23 por você.

Eu acho muito legal, porque tem muita criança, coitada, que quer tomar um sorvete e não pode. Não só aqui como lá em baixo. Lá em baixo é muito bom, aqui tem pouca criança, mas lá tem muita criança. Tá vendo essa menina aqui, a gente foi buscar no orfanato pra passar o final de semana, o natal e o ano novo. Então é um modo de ajudar. Todo mundo fazendo sua partezinha é igual como uma formiguinha, fazendo sua parte, graças a deus, todo mundo chega lá. (Dona Socorro)

Noelson 2008 24 por você.

Noelson 2008 25 por você.

Ah! é muito importante sim, essa data é muito importante, todas as crianças gostam, ficam felizes, é só ver a quantidade de criança correndo atrás do carro. Tem criança que não tem nada mesmo e ganha sorvete, é muito bom. Acho muito bom pras crianças, e a gente que é adulto também não vai dispensar um sorvetinho. (Amélia)

Noelson 2008 32 por você.

Noelson 2008 36 por você.

Noelson 2008 35 por você.

Conversamos também com algumas pessoas envolvidas nessa atividade, juntamente com Nelson e Vitória, algumas que entraram recentemente e outros que já estão há muitos e muitos anos nessa caminhada, como o casal Franciane e Mota.

Franciane: Participação nossa é que a gente ajuda a entregar os ofícios, agilizar, quando não tem nenhum policiamento a gente liga. Eu tô desde o primeiro ano. Eu conheci o Nelson na Beijo Frio, primeiro, no tempo que existia a sorveteria na Djalma Batista. Ele realmente foi o cupido e eu tô há tantos anos com o meu marido, 15 anos.

Noelson 2008 42 por você.

Mota: Ele foi o cupido na caminhada na caminhada de namoro. Conheço o Nelson há 22 anos. Há 20 anos atrás nós conhecemos o Nelson, na época era a Beijo Frio, que hoje passou a Sempre Frio. O sorvete foi tão bom que fez com que eu casasse com ela, e continua bom. Começamos a distribuir sorvete pras pessoas carentes em 2002 e até hoje, graças a Deus nós somos felizes, eu e minha esposa acompanhamos essa carreata com eles. E espero que deus abençoe ele sempre nessa caminhada. Estamos com ele nesse percurso. Abençoe ele a cada ano, eu, minha esposa e meu filho pra conquistar essa batalha.

Noelson 2008 43 por você.

Noelson 2008 47 por você.

O companheiro Evilásio, que acompanha o Nelson desde criança, fala de sua relação com ele e de sua experiência em todos esses anos de Papai Noelson:

Quando eu tinha 12 anos eu fui morar com ele. A minha carteira foi assinada quando eu tinha 14 anos. Com 16 anos eu saí e montei meu próprio negócio e fiquei comprando sorvete dele… Essa caminhada eu faço com ele há vários anos, praticamente desde o início. Como voluntário, porque não tem mesmo nenhuma forma de pagamento, é por amor mesmo. É muito importante, muitas pessoas, as crianças correndo atrás de um sorvete. A felicidade no rosto de cada criança quando recebe o sorvete. É uma alegria tremenda.

Noelson 2008 48 por você.

Noelson 2008 50 por você.

Enfim, para falar desse ato todo, que envolve toda a comunidade, crianças e jovens participando ativamente na distribuição, a criançada que corre e também os adultos que, como disse Amélia um pouco acima, não dispensa um bom sorvete, acompanhado da subjetividade de um encontro coletivo de amizade, de verdadeira solidariedade, de amor, afeto, comunhão, com a palavra Papai Noelson:

Nós fizemos, não gastamos nada, a comunidade toda participou, assim como no ano passado, esse ano muito mais forte ainda. Até o carro de som foi só a gasolina. A festa foi bem organizada, sem desperdício, deu para entregar sorvete pra todo mundo, não faltou sorvete na carreata toda.

Noelson 2008 52 por você.

Eu acho importante que a desqualificação, a desclassificação que a mídia nacional tem imposto ao cidadão, deveríamos ter um Lula morto, um Lula sem expressão, um país falido, uma situação econômica ruim do país, juntando com essa “crise”, e eu digo aspas porque essa crise não é mundial, ela é de lá. Então eu vejo o eleitor nosso, brasileiro, já não está ouvindo tanta ladainha, como diz o Paulo Henrique Amorim, do PIG – Partido da Imprensa Golpista. Crescemos muito, sabemos dar nosso valor agora à situação real que nós vivemos, independentemente de nós ouvirmos na televisão, no rádio, no jornal, na imprensa escrita, televisiva.

Noelson 2008 60 por você.

É maravilhoso, não tem mais efeito, não tem mais nada, nós estamos aqui, o povo tá vendo, o povo tá consciente, o povo tá coerente, deixamos de ser miseráveis, de ser pobres demais, participamos de uma classe média ainda um pouco baixa, mas daqui pra frente com um acesso de poder evoluir, crescer mais, e que venha terceiro, quarto, quinto, décimo, até o Lula morrer, ou que venha a Dilma Roussef, que o cara vai elegê-la com certeza, e que depois venha Lula de novo…

Noelson 2008 62 por você.

Noelson 2008 61 por você.

Noelson 2008 64 por você.

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O NATAL BLOGUEIRO CRISTO ATIVO!

Não vamos desejar que o Natal seja… O Natal Cristo Ativo/Conatus/Criador, não é futuro, é produção. Cristo filho de Maria, não deseja o amanhã: faz o agora. Faz o agora como muitos blogueiros estão produzindo uma nova forma (fluxos/quantas) de experimentar a existência afirmadora da vida.

Nada de “Agora é Natal”, misticismo capitalístico sufocador da livre existência. Mas um Natal Cristo/Nietzsche. O Evangelista grego: A Boa Notícia. Não o Disangelista: A Má Notícia. Mas, sim, O Cristo amoroso, libertador das almas individuais aprisionadas nas almas coletivas dos sacerdotes judeus, e na alma opressiva romana. O Natal do Cristo que morreu por ele mesmo negando a doutrina do juízo que se alimenta do ressentimento, da má consciência, da culpa, do castigo, do perdão, todas as formas de afetos que negam o Cristo do Natal Libertador. A abstração da vida real pela fantasmagoria da vida fora da vida: o futuro juízo final. O pathos (dor) eliminador da vida pela promessa de uma imortalidade futura muito bem cultuada pelo natal da sociedade de consumo, onde parentes e “amigos” simulam um “amor” ocasião. Ou convencional. O que está de acordo com a convenção da data. Ou condicional. Como diria Raul Seixas: “Se hoje te odeio, amanhã te tenho amor”.

ECCE HOMO!

Poucos entenderam Pilatos, mas Pilatos entendeu os poucos em Cristo. Por isso bradou, “Eis o Homem!”. Os fariseus sentiram na enunciação reveladora um descaso e uma sentença quando era apenas o entendimento do homem que sabia que Cristo não era um trapaceiro, um aventureiro ensandecido tentando se passar por Moisés ressuscitado, depois de ser assassinado pelos hebreus, e como diria Freud/Jung, propagado séculos e mais séculos pelos próprios hebreus, como sentimento de culpa, como aquele que viria salvar a humanidade. Que nada. Era apenas Cristo, aquele que não pretendia ser mestre nem líder, mas apenas o movimento do amor.

Eis, o nosso Natal Intempestivo! O nosso Natal Vida Ativa Cristo!

OS REIS MAGOS, O BRASIL E A DIREITA

Aproximava-se o dia 06 de Janeiro de 2008, e os Reis Magos ainda não sabiam a quem visitariam, para dar continuidade à tradição. Sua visita vem saudar – desde que estiveram na Palestina, 2008 anos atrás, com Cristo, o Filho de Maria – o Novo, aquilo que vem ao mundo e carrega em si a potência-movimento da Vida.

Melchior, o mais velho, após ler no New York Times sobre as mudanças econômicas e sociais no Brasil sob a gestão do governo Lula, sugeriu aos dois amigos que visitassem o então presidente. Idéia logo aceita, principalmente por Balthazar, que queria parabenizar pessoalmente a ministra Marina Silva, eleita pelo jornal inglês The Guardian uma das 50 pessoas que podem salvar o mundo da degradação ambiental. Melchior, que já conhecia Lula desde os tempos das greves no ABC paulista, perguntou o que eles poderiam levar de presente. Gaspar sugeriu que, num país promissor economicamente, o melhor presente, o mais significativo e comunitário seria investir no Brasil. Então, cada um levou para o presidente Lula uma carta de investimentos na estrutura social do país.

Chegando em Brasília, os magos saíram procurando quem pudesse dar informações sobre onde estaria Lula. Viram dois sujeitos empaletozados, de costas, e se aproximaram. Quando se voltaram, os magos deram de cara com Agripino Maia (DEM) e Arthur Virgílio Neto (PSDB). Perguntaram por Lula, dizendo estar ali para visitar o homem que estava mudando o Brasil. Maia quase desmaiou, e Arthur, dedo em riste, afirmou que não negocia com mentiroso, e que os magos estavam mal informados, que Lula estava acabando com o Brasil, era analfabeto, ignorante, feio, no que foi seguido por balanços de cabeça do já recuperado Agripino, que ainda emendou que seu partido sim, fez um grande bem ao Brasil, acabando com a praga da CPMF, e que o Brasil nunca esteve pior do que atualmente. Mostrou aos magos recortes do Estadão, Folha de São Paulo, e convidou-os para se informar pelo Jornal Nacional, o baluarte da verdade brasileira. Ou mesmo a Band, ou SBT, não importava. De preferência, assistidos num belíssimo 50 polegadas da Philips. Depois, podiam assistir ao DVD da Ivete Sangalo, e aí sim, conheceriam o verdadeiro Brasil, o que dá certo.

Mais adiante, viram outra pessoa, também de paletó. Um tanto ressabiados, foram perguntar novamente. Balthazar achou melhor perguntar primeiro pela ministra Marina Silva. Ao se aproximarem, o sujeito virou-se: era o governador Eduardo “guerreiro de sempre” Braga, com uma muda de palmeira na mão. Balthazar então diz que eles estão procurando a pessoa mais importante do Brasil na área do meio ambiente. Eduardo enche o peito, e diz: “sou eu, o homem do ano no meio ambiente, eleito pela revista ISTOÉ”. Balthazar, sorrindo, diz que não, que eles procuravam Marina Silva, acreana, sindicalista, companheira de Chico Mendes, primeira ministra do meio ambiente do Brasil que realmente veio dos movimentos sociais. Fazendo biquinho, Eduardo vira novamente as costas, deixando cair a palmeirinha…

Os Magos então, um tanto constrangidos pelos encontros, resolveram sair pelo país a fim de tirar a prova. Viram que milhões de famílias tinham saído da linha da pobreza, que a classe média havia aumentado, que haviam computadores, carros e outros bens onde antes só havia fome. Conversaram com pessoas que ficaram anos sem emprego com carteira assinada, e que agora tinham seus direitos trabalhistas garantidos. Passaram pela carceragem da PF e viram pessoas que jamais imaginavam ver presas antes, viram um nordeste se desenvolvendo economicamente, e ainda a queda de muitos dos antigos “coronéis”. Viram que muito há ainda por fazer, mas nos olhos das pessoas se reflete a potência e a certeza de que muito mudou nos últimos 6 anos.

No caminho, conversando alegres sobre as mudanças que viram no país, Gaspar comentou: “Como é possível, num país estagnado socialmente e dependente economicamente nos últimos 500 anos, e que tem passado pelas mudanças que vimos em nossa viagem, ainda possa comportar pessoas com a estreiteza intelectual, o ressentimento e a mesquinhez tacanha destes Agripinos, Virgílios, Bragas?”. “Não importa”, respondeu Melchior. “O que importa é que vimos a mudança, o novo se materializando na vida das pessoas, e que escolhemos o lugar certo para visitar neste 2008”.

DAS DIFERENÇAS NAS FUTURAÇÕES

£ Enquanto a vereadora Lúcia Antony (PC do B/AM) deseja que em 2008 Manaus continue com o crescimento que teve em 2007, o presidente Lula afirma no programa Café com o Presidente que “2008 será infinitamente melhor que 2007”. Evidente, nenhum dos dois são profetas ou tem o dom da predição do futuro (que aliás, nem existe). Mas como faz parte do Ser o ato de futurar, ou seja, construir no plano da existência uma expectativa como expressão do Desejo a se conceber, é possível levar em conta os dois enunciados. No entanto, só se pode criar uma perspectiva futura levando em conta as condições materiais e imateriais com que se conta no presente. Nos oito anos de réveillon tucanos, o povo já expectava: muda o calendário, as coisas permanecem. Com Lula, não. Há a possibilidade de expectar algumas mudanças, ainda que não sejam aquelas que modificarão profundamente as seculares relações políticas e sociais de submissão ao capital estrangeiro. No caso da vereadora, expectar um ano para Manaus com o mesmo ritmo de 2007 é demonstrar um entendimento sobre o social muito próximo ao da direita: epistemologicamente reduzido, com as percepções sendo substituídas pelas imagens-clichê da mídia marketizada de prefeitura e governo. Senão aí, neste engodo, onde mais a vereadora teria visto crescimento social em Manaus?

£ E Lula ainda espetou a direitaça, que deve ter uma ceia natalina indigesta com os números divulgados durante o ano de 2007. Afirmou o presidente que o povo pobre está comprando mais, tornando-se consumidor. Embora não seja uma revolução social, como também falou o presidente, comer e consumir é sinal de que as pessoas terão possibilidade ao menos de suspeitar daquilo que está acontecendo ao seu redor. A eleição de Lula, a despeito do massacre midiático, é uma evidência disto. A repercussão negativa do fim da CPMF pela população, embora não encontre eco na opinião pública oficial e bem educada da classe mídia, também fará em breve ecoar seus dizeres nas urnas. Arthur e FHC, dois políticos profissionais com baixíssima popularidade no país, que o digam.

UMA BAGACEIRA NATALINA AFINADA

Eu queria ser poeta

E decifrar os versos prontos falando de amor

Mas não sobrou algumas palavras

E por isso decidi falar usando o som

A música penetra a alma

E pode chegar até seu coração…”

Tudo começou com a situação da ex-rua Rio Jaú, no Novo Aleixo, conhecida já neste bloguinho a partir do Projeto Poseidon. Devido à inexistência da rua produzida pelos governos passados e presentes na não-cidade de Manaus, os moradores resolveram fazer do Natal algo além do que a festa simplesmente familial e resolveram fazer uma festança comunitária. Para tanto, contactaram Mário Augusto, “O Bonde do Bolero”, como é conhecido nas casas de Manô, prepararam as comilanças, do bode assado ao pato no tucupi, cotizaram para as bebelanças, e quando o bolerão rolou caíram na ginga e na beleza de festejar com aquilo que nenhum péssimo governo poderia impedir: a alegria.

Meu nome é Mario Augusto. Tenho 37 anos de carreira, na luta, ralando direto. Eu tô com 8 meses aqui em Manaus, trabalhando, lutando, tô com 3 CD’s gravados, 2 de forró e 1 de bolero. Sou de Fortaleza, nascido em Tiaguá, mas casei no Pará, em Monte Alegre que é a minha terra. 25 anos de casado no Pará. Eu andei em Marabá, Serra Pelada, no tempo dos garimpos, fazendo show com banda, Belém do Pará, Macapá, Oiapoque, Chuí, na Colômbia, sempre com banda. Agora eu tô com carreira solo. É por aí o caminho…

Aqui em Manaus, eu queria que aparecesse um empresário pra me empresariar, porque as minhas canções são muito boas. Eu sou cantor e compositor. O meu CD eu gravei agora no Fast Clube em Manaus. São 6 canções minhas, inéditas, e 12 dos outros cantores que a gente liga e pede permissão pra gravar as canções. No momento aqui em Manaus eu tô conhecido como “O Bonde do Bolero”, Mário Augusto, que com oito meses eu já vendi quase mil CD’s. Eu espero que apareça uma pessoa pra me iluminar e crescer em Manaus, porque essa terra aqui é muito boa, bonita e maravilhosa. Gostei daqui e vou ficar aqui, lutando aqui. O outro rapaz que canta é meu filho, o que toca é meu filho, por sinal, muito bom, toca divinamente bem. Começou com 13 anos. Ele está no trabalho comigo há 7 anos.

Eu sou um cara muito humilde, eu gosto de fazer amizade, como cantor, como profissional. Gosto de abraçar a todos, faço um show alegre, contente, gostoso e só canto sorrindo. Quem quiser me contratar no momento, quem quiser me conhecer, quiser conhecer o meu trabalho, o meu CD, meu telefone é 9612-2627 ou 9605-1893. Eu levo esse show pra qualquer canto do Brasil. Tenho as minhas dançarinas, tenho um grupo formado com toda a galera, são 8 pessoas. Tô tocando pra galera me conhecer…

E assim o galo cantou e a festa continuou, e continuará comunitariamente no corpo e na afetividade que aproxima as pessoas numa linha existencial lúdica fazendo microfissuras na realidade objetiva excludente que o poder constituído propaga e deixando passar no arrastapé do bolero e do forrobodó experiências que, como diria Nietzsche, nunca passarão pelo sistema nervoso central dos ressentidos elitistas, que somente o povão, com toda a sua diversidade, nas suas criações intempestivas, inimagináveis vão tecendo como novidade: Natal…

 

O NATAL COMUNITÁRIO DO PAPAI NOELSON

O Natal é o nascimento do Novo. Novas relações nas quais as pessoas possam entrar em proximidades autênticas, para além das performances utilitaristas que tentam se apropriar das manifestações subjetivas construídas comunitariamente. Assim, todos os anos, desde 2002, Nelson Rocha deixa passar os fluxos do Papai Noelson e sai por bairros da cidade de Manaus distribuindo sorvetes gratuitamente para a criançada e para todos que entram afetivamente, independente de cronologias, no gosto dos diversos sabores do sorvete. Todo o evento sendo organizado por Nelson, proprietário da fábrica de sorvetes Sempre Frio, com a participação e auxilio de amigos e comunitários. A AFIN acompanhou Papai Noelson na distribuição que ocorreu ontem desde a manhã até a tarde e traz aqui imagens e uma entrevista com o Papai Noelson sobre as afecções de entrar numa linha lúdica com as pessoas. Corre a meninada, vêm todos que é o sorvete do Papai Noelson que vai passando.

Há 14 ou 15 anos atrás eu descolori a barba brincando num bar, o clube da esquina, uma amiga minha fez o gorro do Papai Noel e eu saí por aí e eu vi que as crianças começaram a achar interessante, ficavam brincando. Passaram-se um 7 ou 8 anos, aí em 2002 eu me caracterizei de Papai Noel, mas era mais uma brincadeira mesmo. Só que eu tive a intensão de fazer a entrega de sorvetes só aqui no Núcleo 5, eram 50 caixinhas de sorvete. Eu ainda não estava caracterizado como Papai Noel, só estava com a barba, o gorro e uma camiseta vermelha. Em 2003 tive a intensão de fazer, mas houve um acidente com um parente da Vitória. Em 2004 nós começamos com 5.000 copinhos de sorvete, em 2005 com 10.000 copinhos e foi virando tradição. As pessoas aqui do Núcleo 5 principalmente, porque na época nós fazíamos só o Núcleo 5 e o Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Quando foi em 2006 nós fizemos aqui no Núcleo 5, no Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e fomos a caminho da Carbrás. O negócio já foi mais sério. Em 2006 já foi pra 14.000 copinhos de sorvete.

As crianças me cobrando, as crianças aqui do Núcleo 5 e do Nossa Senhora do Perpétuo Socorro já me chamam de Papai Noel durante o ano todo. E eu fui cultivando a minha barba, 4 a 6 meses; esse ano eu deixei de agosto pra cá. E esse ano, com ajuda da comunidade, nós fizemos mais do que dobrar o número de sorvete: 30.000 copinhos de sorvete e num bairro novo, que nós não tínhamos ido: o Novo Aleixo. Virou uma festa, uma alegria enorme, todo mundo participa, as pessoas vêm, aparece voluntário não sei de onde, que vão surgindo. Esse ano, por exemplo, eu investi pouco, eu gastei dinheiro meu pouco. A comunidade participou, eu ganhei 25 fardos de açúcar, 2 fardos de leite, a produção que auxilia aqui fazendo a matéria. Eu faço questão apenas de dar uma contribuição simbólica pra eles. Quem banca economicamente é só eu com a ajuda desses voluntários que aparecem. Tem gente que eu nem conheço que tava participando aí. Economicamente até o ano passado foi só eu. Esse ano não, esse ano a comunidade ajudou. Não teve um parlamentar. Teve fornecedor que doou fardos de açúcar. Mas muita gente ajudou.

Ontem eu fiz parte de um evento da TV Amazonas como um Papai Noel voluntário. Eu fiquei emocionado. Eles estavam distribuindo presentes numa comunidade carente do Novo Israel, eu nem sabia que aquilo lá era Novo Israel ainda. Uma das crianças ganhou uma bicicleta, ela chegou em mim, me abraçou e disse: “Meus desejos todos foram realizados. Eu sabia que ia ganhar uma bicicleta, mas não sabia que ia ver o Papai Noel”. Aí foi lágrima. Foi muito emocionante, eu gostei muito da participação. É um veículo de comunicação, tem seus prós e seus contras, mas um evento desse é muito bonito e eu participo de novo ano que vem.

Ano passado uma loirinha agarrou a calça do papai noel, ela devia ter uns 8 anos eu acho. E ela tava chamando a irmã mais nova e disse: “Eu falei pra você que ele existia, ele veio e ele está aqui”. Como é que não chora. Esse ano eu propus pra mim que eu não iria chorar porque o evento ia ser maior e realmente até agora a pouco eu não tinha chorado. Mas a que mais me marcou foi essa do ano passado, que a menina agarrou e não largava a minha calça.

Eu não aceitaria nenhum tipo de envolvimento com alguém que quisesse tirar proveito econômico num evento como esse, a não ser que eu seja pego na rasteira. Eu estou disposto a ano que vem dobrar o número de sorvetes e fazer nesses 4 bairros que eu fiz hoje num dia e no outro dia difundir isso indicando um lugar onde as pessoas vão receber o sorvete, pra se concentrar num local só, num dia só porque fica mais fácil, a gente não tem condição física pra agüentar o dobro ano que vem. Esse ano eu tô esgotado. É muito cansativo.

Em 2005 perguntaram o que o Papai Noelson desejava pra 2006 e eu disse pro jornal Diário do Amazonas, dentre outras coisas, eu desejava a reeleição do presidente Lula. A gente já vinha participando da campanha, em 2002 tínhamos produzido um adesivo: “Por um Brasil decente, Lula presidente”. Em 2006 fizemos outro: “Em 2002 votei em Lula; em 2006, Lula outra vez”. Esse ano, como todo mundo sabe e vê que o governo de Lula está dando certo, independente dessa mídia horrível, e eu não vou falar nome porque todo mundo sabe quais são, que está sempre dando privilégios à classe que tem privilégios há muitos anos, então eu desejo que o Lula continue o que está fazendo, porque está bom demais e evolua e faça o seu sucessor em 2010.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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