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PROFESSORES DE MANAUS REALIZAM MAIS UMA MANIFESTAÇÃO CONTRA O PREFEITO ARTHUR (PSDB) POR NÃO PAGAR SEUS DIREITOS: FUNDEB

Produção Afinsophia.

Enquanto o prefeito de Manaus Arthur Neto, do PSDB, partido da burguesia ignara e um dos mentores do golpe, fantasia querer ser candidato à presidência da República, na verdade uma projeção narcísica, já que não tem qualquer elemento político para tal cargo, os professores da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) continuam na luta reivindicando seus direitos garantidos por lei federal.

Hoje, dia 11, pela parte da manhã, professores municipais voltaram a se manifestar protestando contra a posição de Arthur de não querer atender suas reivindicações. Uma reivindicação que não deveria ser reivindicação, posto que se trata de direito produzido no governo Lula que faz parte de suas atualizações profissionais.

Foram centenas de professores postados na Praça da Polícia, no centro, da não-cidade de Manaus reivindicando o pagamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, FUNDEB, que Arthur (o senador que ameaçou a surrar Lula) teima em não valorizá-lo apesar de um grande marketing de autopromoção apoiado pela maioria da mídia sabuja manaura, com seus fakenews, que não reflete uma administração com dimensão política do conhecimento de sociabilidade e cidadania. Cidadania como conceito filosófico de viver, viver bem, com outros na cidade. O espírito da democracia.

Dezenas de professores se revezaram no palanque para apresentarem suas posições que expressavam a pauta maior: o pagamento do FUNDEB que o antigo governo do estado vinha quitando, ao contrário de Arthur. O que muito preocupa os professores é que Arthur com sua secretária de Educação não explicam para onde foi o dinheiro repassado pelo governo federal.

Alguns professores chegaram a sustentar que se Arthur faz parte de um partido que apoiou o golpe e o sustenta com a presença de alguns de seus membros nos ministérios, ele bem poderia pedir verba do golpista maior, Temer, já que o inútil doublê de presidente encontra-se fazendo qualquer acordo para se manter em seu estado andrajoso na fantasmagórica política que proclamou. E completaram: não há nada de vergonhoso para um partido que participou do golpe atacando o corpo da democracia.

O certo mesmo, é que, apesar da dor no corpo educacional, os professores fizeram da manifestação mais uma festa democrática, porque não se combate a tirania sem o espirito democrático como práxis(ação) e a poiesis(criação) que produzem a alegria de viver.

Vejam as imagens criadas pelo fotógrafo-filosófico-educacional Alcir Madureira. Madureira o único time de futebol brasileiro que visitou Cuba e foi fotografado com Che e que esse ano completa 50 anos da tentativa da CIA em mata-lo, tentativa, porque  ele não morreu. Continua vivo por não ser um corpo-individual, mas uma ideia política-social. E os lúcidos sabem: uma ideia não é individual, mas uma subjetividade-criadora de novas formas de existir.

PROFESSORES DE MANAUS REALIZAM OUTRA MANIFESTAÇÃO CONTRA O PREFEITO ARTHUR (PSDB) POR NÃO PAGAMENTO DO FUNDEB

Produções AFINSOPHIA

Novamente os professores da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), de Manaus, realizaram uma manifestação contra a posição intransigente do prefeito Arthur Neto, do PSDB, que se nega a esclarecer qual o destino dado, por ele, à verba do FUNDEB, assim como pagar o que é de direito federal dos professores.

A posição do prefeito, em se esquivar do fato negando um diálogo convincente com os professores, mostra o grau de desrealização burocrática que ele carrega e que ocupa sua administração em relação, principalmente, no referente à educação.

Arthur Neto, que pertence ao partido que menos entende de educação no Brasil, como já reafirmaram seus parceiros o governador do Paraná, acusado de corrupção, Beto Richa,e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ‘Santo’, também em acusação de corrupção pela Odebrecht, disse que vai salvar a educação em Manaus.

Sua afirmação possibilita duas formas de inferências. Uma, a constatada pelo seu comportamento em relação à educação. Baixo grau de dimensão da vontade de saber que nos mostra o filósofo Foucault. Arthur não evidencia qualquer signo da potência-educacional como vontade de saber. E mais, não vivencia a educação como gay ciência, como nos fala o filósofo Nietzsche. A alegria do saber. Arthur expressa a educação (que não deve ser tida como educação por quem não vivencia a gay ciência) como mero mecanismo atributado pela inércia-administrativa do sistema capitalista. Não é por acaso que ele é fascinado pelo endereçamento do signo anêmico, “modelo”. Ele não cansa de expressar que administrar é ser reconhecido. Refletir em forma de marketing. Simulacro e Simulação. Como diz o filósofo Jean Baudrillard: fingir ser o que não é, e fingir não ser o que é.  

Duas, a educação não é um corpo material que se possa tratar como se trata a relação epistemológica sujeito-objeto. Ela não é um dado. A educação se processa como corpo virtual: a potência do real, como nos oferece o exercício cognitivo transcendente pensado pelo filósofo Deleuze. A educação é sempre um processual criativo que escapa do dado, do determinado, do posto. Daí, porque ele não pode ser “salva”. Ela não é Dasein. O Ser aí. Ela não se encontra aí esperando a atuação de quem quer que seja para tratá-la como um objeto definido em um tempo e espaço definido, posicionado, cristalizado.

É essa ausência de vontade de saber, gay ciência, alegria do saber, educação como virtual-potência do real, imaterialidade que os professores percebem em Arthur que se quer educador, sem ser. Por isso, os professores não pretendem, como educadores, apenas a redução da práxis e da poieses educacional à linguagem administrativamente-mecanicista. Eles querem devir. Exercício transcendente dos sentidos e da cognição. Nada que Arthur evidencie. E que para isso é necessário que eles possam processar suas saúdes física, cognitiva, imaginativa, memorial, sexual que não podem se movimentar sem os seus salários. Afinal, eles são compostos de corpos materiais e imateriais.

Uma prova dessa ausência, segundo os professores, são os recursos usados por Arthur. Ameaças e chantagem para que os professores se sintam intimidados em lutar por seus direitos. Porém, os professores não se submeteram aos atos violadores da educação e realizaram mais uma manifestação. E na sequência de suas ações, marcaram reunião para sábado para discutir novas pautas de lutas.

Como a educação de um povo não se reduz a um território fixo, se desterritorializa continuamente como movimento real, a questão da educação em Manaus não é sintetizada somente em Arthur. Ela também, como encadeamentos de afetos e conceitos, toca em grande parte na indiferença da classe média que sempre apoiou os governantes para usufruir privilégios. Dessa forma, se mostrando como bela parceira dos atos dos governantes. O mesmo pode ser transposto para as chamadas mídias manô. A maioria sempre foi muleta dos governantes. Agora mesmo se percebe quantas delas estão protegendo o prefeito, escamoteando sua função social que é informar racionalmente já que a faculdade maior da democracia é a razão.

É verdade que os professores têm que ter, no momento, a perspectiva situada na SEMED, mas eles não podem se divorciar da perspectiva social mais ampla.

MAIS 5 MIL PROFESSORES DE MANAUS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA O PREFEITO ARTHUR NETO (PSDB) EXIGINDO PAGAMENTO DO FUNDEB E TRANSPARÊNCIA

Produção Afinsophia.

Os professores do município de Manaus que participam do Movimento Todos Pelo FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, criado pela Emenda Constitucional n° 53.2006 e regulamentado pela Lei n° 11.494/2007 e pelo Decreto n° 6.253/2007 criado no governo Lula) realizaram hoje, dia 22, pela manhã, mais uma manifestação contra a posição do prefeito Arthur Neto, do PSDB, que descumpre suas obrigações em relação à Educação. A manifestação foi uma paralisação geral durante todo o dia englobando os três turnos.

Foram mais de 5 mil professores que embaixo de forte chuva sustentaram duas pautas reivindicatórias na manifestação. Uma, o pagamento do FUNDEB relativo ao ano de 2016. Duas, a transparência quanto ao uso da verba. O prefeito não pagou os professores como também não explicou para onde foi o dinheiro. Ou se o dinheiro foi gasto em outras instâncias da prefeitura. Como até as pedras que rolam sabem, por isso não criam limo, o FUNDEB é uma verba federal destinada exclusivamente aos professores. Um direito da categoria. Porém, até hoje os professores estão suprimidos desta verba.

As gestões do PSDB, em relação à Educação, já são conhecidas do povo brasileiro: inoperância, arrogância e violência policial. Dois breves exemplos: Curitiba, com o governador do estado do Paraná Beto Richa, acusado de corrupção; e São Paulo, com o desgovernador Geraldo Alckmin, vulgo Santo, na Lava Jato, da Odebrecht. Apanhando essa linha partidária, Arthur segue o mesmo destino, segundo os professores.

Em uma reunião passada, o prefeito, junto com sua secretária de Educação(que segundo os professores os chamou de criminosos), diante de alguns professores, desenrolou um terço (místico-mítico) de elogios às suas administrações. Coisa de primeiro mundo. Arthur chegou a afirmar que um dos seus empreendimentos frente à prefeitura se tornara modelo internacional. Em seu intermezzo ufanista, em um quadro edipiano-psicanalítico, acusava os professores de não fazerem as mesmas exigências ao governo estadual. Governo que ele se opôs ao se tornar cabo eleitoral do candidato Amazonino Mendes, outro que desconhece que educação é um caso de política.

Porém, seu terço não afirmou nada de concreto em relação às reivindicações dos professores. Chegou a afirmar que o movimento era composto por uma minoria. O que levou os professores a duas inferências. Ou ele acredita que a maioria dos professores está satisfeita com sua gestão, ou que essa maioria é estupidamente analfabeta política que não conhece nem o valor de seu salário e muito menos os preços das mercadorias.

O certo mesmo, é que Arthur não respondeu as interrogações dos professores. O que vem causando desconfiança em alguns professores que já andam comentando que o fato tem alguma relação com a candidatura de seu filho Arthur Bisneto para lhe suceder na prefeitura. Bisneto é deputado federal, eleito com ajuda fortíssima do pai, e, como o pai, se posicionou pelo golpe. No momento encontra-se afastado da Câmara Federal e ocupa o cargo de chefe da Casa Civil Municipal. Para esses professores, já é uma jogada preparatória para sua candidatura.

O certo mesmo é que Arthur prometeu atender os professores pela parte da manhã, mas não cumpriu o prometido. Então, os professores em uma assembleia, decidiram que de acordo com os andamentos das negociações eles irão novamente parar ou no dia 27 ou 28. Os professores afirmaram também que irão se reunir com as comunidades e apresentar o caso para que os pais, principalmente, entendam como se encontra a chamada educação em Manaus.

BLOGS AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA ENTREVISTAM BELCHIOR JÁ QUE “SEMPRE É DIA DE IRONIA NO MEU CORAÇÃO”

Os Blogs Afinsophia e Esquizofia, da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), publicam a entrevista, alegria como aumento de potência de agir, com o Rapaz Latino-Americano Belchior.

BREVE APRESENTAÇÃO

Antônio Carlos Gomes Belchior Fonteneles Fernandes – cearense da simpática cidade de Sobral -, gostaríamos de fazer um acordo com você nessa entrevista trans-histórica, na névoa inassinalável, ou hecceidade. O acordo é o seguinte: como nós vamos recorrer as nossas faculdades memorativas, além de informações extraídas de nossa arqueologia do saber-Belchior, é possível que venhamos cometer alguns equívocos em relação a fatos aqui apresentados por nós atribuídos a personagens em relação a você. Se por acaso você perceber que algumas enunciações nossas são lendas ou mitos, queira nos corrigir. Certo?

Belchior você é da geração que “por força desse destino um tango argentino” pegava “bem melhor” que “uns blues”. A ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Você, como muitos brasileiros, por força da ditadura, não teve adolescência, e se quer pode vivenciar as fragrâncias de maio de 68. Enquanto a França, e grande parte da Europa explodia, produzindo linhas de cortes, fissuras através das potências dos trabalhadores e estudantes. Ao contrário, em 68, o Brasil era submetido à força do AI5, implantado pelos militares da repressão-nacional. Foi o ano que começou para valer as perseguições, prisões, sequestros, torturas e mortes.

Todavia, arigó Belchior, você já havia sido traspassado pelas enunciações políticas, estéticas, filosóficas, antropológicas, históricas, psiquiátricas, etc., e podia com clareza entender as notas desterritorializadas de Sartre, Marcuse, Foucault, Deleuze, Guattari, Simone Beauvoir, entre outros que se movimentavam em latitudes e longitudes capazes de lhe afetar spinozianamente: aumentar sua potência de agir. Já havia sido afetado pela potência da comunalidade em forma de erudição. Erudição que levou certa vez Caetano chamar de cultura inútil. Sem falar que você já havia encontrado Marx, Cristo, aliás, o Homem de Nazaré foi quem primeiro lhe encontrou, daí sua vida de noviço, depois rebelde (Gargalhadas), quem sabe a influência a posteriori para criar o projeto de tradução do latim A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Musicólogo roqueiro, corpo que lhe moveu com “os pés cansados e feridos de andar léguas tiranas, a ponto de lhe deixar “com lágrimas nos olhos de ler o Pessoa, e ver o verde da cana”, compôs com as baladas de Bob Dylan, composição que levou o compositor do Maracatu Atômico, George Mautner, a afirmar que entre o original e a cópia preferia o original. Declaração que confirmava que sua entrada no mercado musical brasileiro já estava incomodando. Claro, você como sobralense nunca negou que ouvira muito as baladas de Dylan. E, aliás, quem daquela época, não ouviu? Quem, preocupado com a Napalm lançada pelos Estados Unidos no Vietnã, não ouviu Dylan? E não só Dylan, como também Neil Young, entre outros cantores e compositores de opunham a ferocidade genocida do império. Você sempre foi um homem engajado. Mas um cara que não fazia gênero de rebelde sendo um puta burguês, como seu conterrâneo Fagner. Poucas sabem, mas você participou, convidado pela talentosíssima atriz de teatro Lélia Abramo, no lançamento do primeiro manifesto do Partido dos Trabalhadores, em 1981. O que confirma que suas baladas são politizadas não por dependência de Dylan. Como invejavam seus detratores. E para piorar – para eles, é claro -, você foi parceiro do companheiro Lula na luta pela redemocratização do Brasil. ão do Brasil.

Mesmo só com a adolescência biológica, já havia traçado o compromisso, com Bertolt Brecht, de não deixar seu “charuto apagar-se por causa da amargura”, mostrado na canção Não Leve Flores. Daí que sua obra, apesar de manter alguns elementos regionais, melhor dizendo, nordestinos, foi na “Selva das Cidades”, empurrado pelo teatrólogo da Exceção e a Regrar, que você fez movimentar sua arte como forma de afetar o corpus da urbe atomizada. Como você mesmo diz: “se não for para balançar o coreto, não adiante fazer arte”.

E balança. Belchior, você instituiu no país a música urbana inspirada e alocada no concreto das cidades como corpo da poesia concreta. Você verseja concretamente. A poesia concreta é seu território de práxis e poieses. “Vamos andar, pelas ruas de São Paulo, por entre os carros de São Paulo, meu amor vamos andar e passear. Vamos sair pela rua da consolação, dormir no parque em plena quarta-feira. Sonhar com o domingo em nosso coração. Meu amor, meu amor, meu: a eletricidade dessa cidade me dá vontade de gritar que apaixonado eu sou. Nesse cimento, o meu pensamento e meu sentimento espera o momento de fugir no disco voador. Meu amor, meu amor”, nada de sentimentalidade compassiva, do tipo Roberto Carlos, nesse Passeio do seu primeiro LP, Mote Glose, pela gravadora Chantecler, com a regência do talentoso músico pernambucano Marcus Vinícius, do PCBão, um disco profundamente experimental, onde salta livre a poesia concreta.

Dizem que você canta a liberdade, claro que é uma afirmação abstrata, já que a liberdade não se canta se vive, mas nos diga: nessa tão concreta e cruel realidade produzida pelo capitalismo paranoico com sua dogmática opressora, você é um “passarinho urbano”, ou um “Robô Goliardo” (Gargalhada geral)?

A ENTREVISTA

AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA – Começando pelo meio. O que é melhor? Viver, sonhar ou um canto?

Belchior (Sorrindo cúmplice) – “Viver é melhor que sonhar. Eu sei que o amor é uma coisa boa, mas sei também que qualquer canto é menor que a vida de qualquer pessoa”.

AE – Nesse momento em o Brasil encontra-se sob o cutelo de um perverso golpe contra a democracia, você tem alguma paixão?

B – “Você me pergunta pela minha paixão, digo que estou encantado com uma nova invenção, eu vou ficar nessa cidade, não vou voltar pro sertão, pois vejo vir vindo no vento cheiro da nova estação”.

AE – Verdade? Maravilha! Belchior, você é uma cara que viveu as décadas de 60, 70, não teve adolescência no sentido ontologicamente-social, por força da ditadura, mesmo assim conseguiu construir uma das mais inquietantes estéticas do Brasil, todavia, muitas pessoas não conhecem essa obra. E entre essas pessoas têm os nazifascistas. Se por um acaso algumas dessas pessoas, como uma variável-política, perguntasse de você, por onde você andava nesse tempo, o que você responderia?

B (Pensativo) – “Amigo, eu me desesperava!”.

AE – Você tem estilo. Não estilo no conceito burguês, mas como diz o filósofo Deleuze, você cria em sua singularidade como ninguém poderia criar de forma igual. Por isso você faz corte no estado de coisa petrificado. Você libera potências. Como você responderia se alguém pedisse para você compor de outra forma?

B – “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve correta, branca, suave, muito limpa, muito leve, sons palavras são navalhas, e eu não posso falar como convém sem querer ferir ninguém”.

AE (Vibrando) – Cacete! Esse cara é foda, moçada. Ainda nessa linha. Não precisa nem dizer, mas você tem Nietsche e Spinoza na veia: você é exaltação da “vida que ativa o pensamento e o pensamento que afirma a vida”. Até quando se encontra “mais angustiado que um goleiro na hora do gol”. A onda é essa: se um pessimista, um compassivo, uma baixa potência de agir, lhe dissesse que queria lhe ajudar, o que você diria para ele?

B (Gargalhando) – “Saia do meu caminho! Eu prefiro andar sozinho! Deixem que eu decida a minha vida. Não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”.

AE (Explodindo de emoção) – Coisa de louco, moçada! “Você pode até dizer que eu estou por fora e que até estou inventando”, mas para o nosso entendimento, há uma confissão aí nesse “não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”. O sol nasce no Leste, até Galileu já sabia. E o Leste europeu tem Marx, mano. Não precisa responder.

B (Interferindo) – “É claro que eu quero o clarão da lua! É claro que eu quero o branco no preto! Preciso, precisamos da verdade nua e crua, mas não vou remendar vosso soneto. Batuco um canto concreto pra balançar o coreto…”.

AE (Tentando uns movimentos afros) – Grande saída, hein cara? Ok, baby! Diz uma coisa cara. Já viu que há muita gente pessimista diante do desgoverno golpista acreditando que ele será eterno. O que você diz para essa gente?

B – “Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer meu amigo, que uma nova mudança, em breve vai acontecer”.

AE (Palmas) – É o devir-povo! Dando uma deslocada. O que você quer agora?

B (Sorrindo) – “Quero uma balada nova, falando de broto, de coisas assim: de money, de lua de ti e de mim, um cara tão sentimental…”.

AE – Você estudou medicina até o quarto ano, lógico que deve ter entrado em contato com algumas noções freudianas. Freud diz que é muito difícil uma geração se libertar da anterior. Há sempre fantasmas. Vendo o mundo como se encontra, qual a sua maior dor?

B – “Minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo, tudo, o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

AE – Bel, aproveitando essa questão de continuar o mesmo, tem também aquela questão dos que posaram como revolucionários, e hoje são tremendos reaças, inclusive muitos operando como golpistas, como é o caso do senador do PSDB, Aloysio Nunes que foi motorista do Marighella. Você poderia descrever para nossos seguidores quem são esses simuladores e nos dizer quem são eles?

B (Dando uma boa baforada no cachimbo) – “Os filhos de Bob Dylan, clientes da Coca-Cola: os que fugimos da escola, voltamos todos pra casa. Um queria mandar brasa; outro ser pedra que rola… Daí o money entra em cena e arrasa e adeus caras bons de bola”.

AE – Esse cara vai na ferida dos caras, mas não confundir com “a ferida viva do meu coração”, não é? O quê? Ainda tem mais? Então, manda brasa.

B (Continuando) – “Donde estás los estudiantes? Os rapazes latino-americanos? Os aventureiros, os anarquistas, os artistas, os sem-destino, os rebeldes experimentadores, os benditos malditos – os renegados – os sonhadores? Esperávamos os alquimistas…  E lá vem os arrivistas, consumistas, mercadores. Minas, homens não há mais? Entre o céu e a terra não há mais que sex, drugs and rock ‘n’roll? Por que o adeus às armas? Não perguntes por quem os sinos sobram… Eles dobram por ti! O último a sair apague a luz azul do aeroporto. E ainda que mal pergunte: a saída será mesmo o aeroporto?”.

AE (Vibrando) – Loucura, moçada! O quê? Ainda tem mais? Manda brasa, arigó!

B – “Onde anda o tipo afoito que em 1-9-6-8 queria tomar o poder? Hoje, rei da vaselina, correu de carrão pra China, só toma mesmo aspirina e já não quer nem saber”.

AE –Loucura, loucura, loucura! Ainda agora você disse que “uma nova mudança vai acontecer”. Qual a forma para essa mudança?

B – “A única forma que pode ser nova é nenhuma regra ter; é nunca fazer nada que o mestre mandar. Sempre desobedecer. Nunca reverenciar”.

AE – A noite tem para você um signo profundo?

B – “Anoite fria me ensinou a amar mais o meu dia. E, pela dor eu descobri o poder da alegria e a certeza de que tenho coisas novas pra dizer”.

AE – Você é nordestino, e como você sabe, há hoje no Brasil uma consciência nazifascista que discrimina violentamente o povo do Nordeste. Como você concebe esse comportamento genocida contra o Nordeste?

 B (Sorrindo) – “Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca houve! Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos! Não sou da nação dos condenados! Não sou do sertão dos ofendidos! Você sabe bem: conheço o meu lugar”.

AE – E o medo de avião?

B (Balançando a cabeça sorrindo) – “Agora ficou fácil. Todo mundo compreende aquele toque Beatles: – “I WANNA HOLD YOUR HAND!”.

AE – E aquela namorada e aquele teu melhor amigo?

B – “Minha namorada voltou para o norte, ficou quase louca e arranjou um emprego muito bom, meu melhor amigo foi atropelado voltando pra casa. Caso comum de trânsito”.

AE – Os filósofos Epicuro, Spinoza, Nietzsche dizem quase o mesmo sobre falar sobre a morte. É claro que ninguém pode falar sobre a morte, porque é a última experiência e a única que não se pode contar nada sobre ela. Eles dizem que falar sobre a morte enquanto se está vivo é imundo. Mas vamos conceder uma cortesia sobre esse tema. Como você cogita sua morte?

B (Sorrindo) – “Talvez eu morra jovem: alguma curva do caminho, algum punhal de amor traído completará o meu destino”.

AE – Belchior você é uma cara corajoso. Sua obra e sua existência comprovam sua coragem. Mas nos responda: você tem Medo?

B – “Eu tenho medo. E medo anda por fora, medo anda por dentro do meu coração. Eu tenho medo em que chegue a hora em que eu precise entrar no avião. Eu tenho medo de abrir a porta que dá pro sertão da minha solidão. Apertar o botão: cidade morta. Placa torta indicando a contramão”.

AE – O que você pode nos dizer sobre a sorte na vida?

B – “Coisa muito complicada o amigo tem ou não tem. Quem não tem sucesso ou grana tem que ter sorte bastante para escapar salvo e são das balas de quem lhe quer bem”.

AE – Temer, o golpista-mor junto com sua escória, vem desmontando as leis democráticas do país. Porém, ele tem, com ajuda da mídia capitalista também golpista, feito pronunciamentos como se tudo estivesse às mil maravilhas. Como você concebe o presente e estes pronunciamentos?

B – Olho de frente a cara do presente e sei que vou ouvir a mesma história porca. Não há motivo para festa: ora esta! Eu não sei rir à toa!”.

AE – Você como pintor e desenhista pode nos apresentar um quadro da família-nuclear-burguesa-patriarcal?

B – “No centro da sala, diante da mesa no fundo do prato, comida e tristeza, a gente se olha se toca e se cala e se desentende no instante em que fala. Medo, medo, medo, medo. Cada um guarda mais o seu segredo a sua mão fechada, a sua boca aberta, o seu peito deserto, a sua mão parada, lacrada e selada e molhada de medo. Pai na cabeceira…”.

AE – Essa família lhe concedeu um prêmio no começo de 70, certo? Contam que na noite que você recebeu o prêmio os canas deram uma chegada em você, certo (Belchior sorrir)? Se alguém tentasse lhe obrigar a parar de cantar, o que você diria?

B – “E eu vos direi, no entanto”: enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer Não! Eu canto”.

AE – O que você diz sobre a vida?

B (Com ar apaixonado) – “Eu escolhi a vida como minha namorada com quem vou brincar de amor a noite inteira. Vida, eu quero me queimar no teu fogo sincero. Espero que a aurora chegue logo. Vida, eu não aceito não a tua paz, porque meu coração é delinquente e juvenil, suicida, sensível demais. Vida, minha adolescente companheira, a vertigem, o abismo me atrai: é esta minha brincadeira”.

AE – Observando sua temporalidade ontológica como você concebe sua existência?

B (Pensativo) – “Até parece que foi ontem minha mocidade, meu diploma de sofrer de outra universidade, minha fala nordestina, quero esquecer o francês. E vou viver as novas que também são boas o amor/humor das praças cheias de pessoas, agora eu quero tudo, tudo outra vez”.   

AE (Afetados de alegria) – Chegado a esse platô, você gostaria de desejar algo às pessoas?

B (Muito contente) – “Quero desejar, antes do fim, pra mim e os meus amigos, muito amor e tudo mais: que fiquem sempre jovens e tenham as mãos limpas e aprendam o delírio com coisas reais”.

AE – Belchior, nós trouxemos alguns instrumentos, você aceitaria terminar a entrevista cantando uma de suas músicas que tocam diretamente ao momento atual do golpe que estanca o Brasil. Como somos seus fãs de carteirinhas, nós até poderíamos fazer o backing vocal. Mote e Glosa? Vamos nessa! Aí, moçada, acessante do Afinsophia e Esquizofia, um abração e beijos. Logo, logo estaremos novamente com Belchior “balançando o coreto”. Não é. Belchior (Ele balança a cabeça gargalhando)?

“é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

passarim no ninho

(tudo envelheceu)

cobra no buraco

(palavra morreu)

você que é muito vivo

me diga qual é o novo

me diga qual é o novo

me diga qual é o novo

                            novo

                            novo

                            novo

me diga qual é o novo

me diga qual é

me diga qual é o novo

me diga qual é

me diga qual é o novo

me diga qual é”.

Obs: Embora Belchior tenha musicalizado várias letras de outros companheiros seus,  como por exemplo, Jorge Melo, Fausto Nilo, Francisco Casaverde, Gracco, até com o reacionário coxinha Fagner, entretanto, a maioria das letras aqui expostas são de sua autoria.

FESTA DA GREVE GERAL EM MANAUS FOI HISTÓRICA: MAIS DE 30 MIL

A maior via urbana de Manaus, Avenida Eduardo Ribeiro, foi tomada em todos seus espaços como nunca ocorrera em sua história. Nem no tempo em que era palco do carnaval que reunia um número muito expressivo de moradores da gleba-indígena.

Foram mais de 30 mil manifestantes, mas que não foram vistos pelas mídias anacrônicas submissas aos governos reacionários que implantaram o atraso no estado. Para elas, que apoiam explicitamente o desgoverno golpista, inclusive blogs e sites mercantilistas também da mesma orientação antidemocrática, o número foi menor. Um claro sintoma de escotomização apolítica: impossibilidade de enxergar com nitidez a objetividade.

Todos os seguimentos se fizeram presentes, sindicatos, partidos políticos, movimentos sociais, igrejas, representações afro como macumba, umbanda, quimbanda, candomblé, afoxé, indígenas, professores, alunos e trabalhadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), LGBS, Correios, Associação Filosofia Itinerante – que já tem há anos cadeira cativa -, e por incrível que possa parecer até professores da Universidade do Amazonas (UFAM), que reivindicam os benefícios criados pelos governos populares Lula/Dilma, e que, agora, o desgoverno golpista extraiu. Antes, rolando nas benesses, não paravam de lançar invectivas aos governos populares. Mas, como diz Brecht, cada homem se sente melhor na sua própria pele, eles, como fantasmas (a função do fantasma é sempre voltar), apareceram na manifestação. Uma boa decisão para a democracia.

Uma festa digna de uma Greve Geral que no Brasil reuniu mais 40 milhões nas ruas sem contar os que ficaram em casa, ou em suas ruas aproveitando o ferido trabalhista-democrático. Muitos aproveitaram a ausência de transportes trafegando nas ruas para bater uma pelota, brincar, fazer um churrasquinho, e por que não, empurrar umas amargosas, sem transgênicos.

Logo pela manhazinha, várias categorias realizaram manifestações nos locais de trabalho, como foi o caso dos trabalhadores do Distrito Industrial. Professores associados da Asprom, aproveitando a greve geral, seguiram até o palácio do governo para reivindicar o pagamento da data base que se encontra há meses atrasada. Depois começou a reunião, às oito horas, na Praça da Polícia, de onde saiu a mega passeata seguindo pela Avenida Sete de Setembro, subindo a Avenida Eduardo Ribeiro até chegar a Praça do Congresso onde foram realizados novos discursos das categorias.

Um dos grandes brilhos da festa-democrática foi produzido pela participação de muitos jovens e crianças que não pararam de mandar recados aos golpistas nacionais e locais como os deputados Átila Lins, Pauderney Avelino, Silas Câmara, Hissa Abrahão, Conceição Sampaio, Arthur Bisneto, Alfredo, Tucumá, Nascimento e Sabino Castelo Branco. Todos golpistas inimigos da democracia nacional e amazonense.

Mas vamos ao talento do invejado do artista da luz, educador, ator, bonequeiro e historiador Alci Madureira cujas imagens não negam o que foi a exuberante festa.

CRIANÇAS PIAM JUDAS DESLOCADO EM TEMER

Vejam as imagens criadas pelo artista da luz, Alci Madureira.

Judas para às crianças se desdobra na linha livre mais antropológica do que mística judicativa. Para elas Judas surge como possibilidade lúdica de folguedo não vingativo. Como diz o menino Pedro: “Eu nem sei quem é Judas!”. Pedro, para seu contentamento, escapa da ordem condenatória a-histórica que o discursa como traidor. Aquele que traiu Cristo. Nada de real, mas somente tentativa irracional de fortalecer o dogma calculista.

As crianças querem brincar a tradição antropológica-cultural que escapa da ordem-aguilhão: condenar sem saber por que. A onda é saber que o boneco transfigurado em Judas, que se deslocou em Temer, traz em si muitos bombons e algumas moedas que elas esperam encontrar no alegre momento em que o boneco, criado pelo educador, ator, fotógrafo, Alci Madureira, é piado por elas no sábado de Aleluia. O sábado da alegria festeira.

Nada de vingança, nada de castigo, nada de condenação, mas só festa. Foi assim que as crianças do Bairro Nova Cidade, da Rua 44,piaram o Judas deslocado em Temer com direito a testamento do Iscariotes que deixou boas lembranças à elas. Além do famoso bolo Luiz Felipe, pipocas, bombons, refrigerantes, chocolates e, como não poderia faltar, a famosa foto junto ao personagem do momento. Sem esquecer que antes da piaçam elas conversaram com ele.

GOLPISTAS! A PAPUDA NÃO MERECEU JOSÉ GENOÍNO, MAS ELA ESPERA VOCÊS

Os detratores, degredados, filhos de Aécios, aéticos homens que de tudo fizeram para derrubar a presidenta eleita com 54.501.118 estão aí, agora denunciados como gatunos. Quando um banco, cartão de crédito cobra juros exorbitantes o que estão a fazer? Quando um pobre por necessidade surrupia uma lata de conserva para comer o que está a fazer? Quando uma empreiteira repassa malas de dinheiro para apolíticos em contas na Suíça, Condado na Alemanha, Cingapura em cabaré o que o recebedor desse dinheiro está a fazer? Todos eles estão  roubando. Todos são ladrões. Tem, porém, uma diferença, o roubo deles não é roubo, é corrupção, são juros que o banco cobra. Não é roubo. É dinheiro declarado no TSE para campanha. Só é roubo a lata de conserva surrupiada por um trabalhador para levar comida para seus filhos. E contra este desaba toda uma violência que vai da humilhação por parte de seguranças do supermercado que também são trabalhadores e termina num camburão, muitas vezes da polícia, onde é mais violentado. Nunca se viu seguranças de bancos, supermercados agredindo apolíticos, banqueiros, deputados, senadores ladrões. Só violentam pobres. Neste país, nos últimos tempos, a gana destes golpistas que vai da mídia, do judiciário todo é contra os trabalhadores. Neste momento o Brasil está desfigurado. Não bastasse a roubalheira, agora estão terminando de vender o que resta da Petrobras, vendendo a participação nas empresas aéreas para o capital internacional e abrindo o mercado para a venda de terras na Amazônia para estrangeiros, fato que não é de hoje denunciado. Há rios no Amazonas, no Baixo Amazonas que o ribeirinho não tem acesso porque está todo controlado por estrangeiros. Só tem acesso os estrangeiros, na sua maioria em aviões que pousam na água. Isso é uma forma de roubar a soberania de um povo. Neste dia em que o ministro Fachin divulga a lista para investigação só comprova o que falávamos junto com todos os outros blogs sujos. A presidenta Dilma foi  cassada por um bando de ladrões, de entreguistas da soberania de nosso país. Nosso país está numa situação muito difícil. O desemprego está numa escalada vertiginosa. Não há uma família que não tenha pessoas desempregadas. E o homem sem trabalho perde sua dignidade. E lutando contra as aberrações, contra os indignos, os não seres, abjetos estamos nós, defendendo o povo e nossa democracia. Eles querem nos tirar o direito de concorrer as eleições com Luis Inácio Lula da Silva. Só que eles já perderam o tempo e Lula será o candidato do PT e do povo brasileiro. Lula é intempestivo. Estão fazendo de tudo para prejudicar o maior e melhor presidente que este país já teve. Mas não há nenhuma prova de que Lula é ladrão. Nenhuma testemunha em Curitiba disse que Lula roubou. Mas mesmo assim Lula tem que ir a Curitiba. O maior desejo de Moro é prender Lula. Mas Lula nunca será preso. Só há um lugar para Lula ser preso. É no coração do povo brasileiro, dos verdadeiros democratas, dos que querem bem seu país, que amam seu país, que querem o projeto energético funcionando com a Petrobras, o Banco do Brasil, com as Universidades, Institutos Federais, Educação, Minha Casa Minha Vida, Fome Zero, Pronatec, Fies, Ciências Sem Fronteiras, com a Caixa Econômica Federal, com o BNDES, com a conclusão do projeto do nosso submarino nuclear e com a liberdade de Othon Pinheiro que se encontra preso acusado de corrupção, quando sabemos que isso faz parte de interesses do sistema capitalístico internacional contra nossa soberania. Estes golpistas não merecem a consideração do povo brasileiro, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Gilberto Kassab, Helder Barbalho, Aloysio Nunes, Blairo Maggi, Bruno Araújo, Roberto Freire e Marcos Pereira denunciados pela PGR deveriam cada um renunciar a dublagem de ministros. Que nobreza tem um palácio quando todos os seus dublês de ministros são denunciados. Ah! mas denunciado não quer dizer que é criminoso. Certo. Concordamos, senhor golpista Eduardo Braga. Só que nas planilhas da Odebrecht o nome de vocês aparecia e agora as delações voltam a reafirmar que muita grana foram repassadas para vocês, né seu Omar Aziz que tem todo o interesse de ver seu nome limpo porque no seu governo a Odebrecht não operou por cá. Mas, você é senador. O que vale são os interesses da empresa e os lobes com Jucá. Quando vale a aprovação de uma emenda de interesse de uma empreiteira. A grana quem comandava era Jucá e outros e depois era rateada, né Alfredo Nascimento. Você pulou fora dos governos populares que durante todo o governo Lula fez parte da coligação. Não suportou ser afastado no governo Dilma. Mas agora vai ter que responder à justiça. Enriquecimento aqui e em Natal. Dizem que há muitos hotéis por lá. Quem já está doente vai piorar. Tem tucano de todo jeito e forma delatado. Há Kimonos. O príncipe que ainda hoje pregava o diálogo contra a intolerância, Fernando Henrique Cardoso foi delatado na lata pelo pai do Marcelo Odebrech. Não só comprou a reeleição como pegou muita grana nas duas últimas eleições. No dia que Mineirinho levou uma surra de Lula nas intenções de votos em Minas em pesquisa do Instituto Paraná, hoje, a partir de hoje Aécio já era. Está fora de concorrer e chegar à Presidência da República. O desgoverno golpista que perdeu toda a credibilidade do povo por suas investidas contra a soberania brasileira recebeu este relatório de Fachin que estamos a compartilhar, sacado do nosso companheiro Paulo Henrique Amorim, no seu Conversa Afiada.

De acordo com o Ministério Público, “há fortes elementos que indicam a prática de crimes graves, consistente na solicitação por ELISEU PADILHA e MOREIRA FRANCO de recursos ilícitos em nome do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB e de MICHEL TEMER, a pretexto de campanhas eleitorais” (fl. 10). Em menção ao termo de depoimento de Paulo Cesena, narra a inicial que, por ocasião do lançamento do edital da segunda rodada de concessões aeroportuárias, a Odebrecht tinha sinalizado interesse na manutenção de cláusulas que aumentariam suas chances no certame. Por essa razão, noticia reunião com o Ministro da Aviação Civil Moreira Franco para que as cláusulas fossem mantidas, tendo sido acolhidos os pleitos do grupo empresarial.

Ainda segundo o Ministério Público, os termos indicariam que Moreira Franco, a pretexto da campanha eleitoral de 2014, teria solicitado o valor de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), e que o grupo empresarial, consoante relato de Benedicto Barbosa da Silva, teria feito o repasse, porquanto Moreira Franco seria muito próximo do núcleo duro Supremo Tribunal Federal . O pagamento, por sua vez, teria sido realizado por Paulo Henrique Quaresma à Eliseu Padilha, pessoa indicada por Moreira Franco para receber os recursos. Dos documentos apresentados pelo colaboradores constam planilhas do sistema “Drousys” que apontam pagamento a pessoa de apelido “Primo”, em localidades que correspondem ao escritório de Eliseu Padilha. Cláudio Melo Filho detalha, conforme aponta a inicial, um jantar, de que teria participado Marcelo Odebrecht, Eliseu Padilha e Michel Temer, ocorrido no dia 28 de maio de 2014, no Palácio do Jaburu, e no qual teria sido solicitado, a pretexto da campanha eleitoral de 2014, o repasse de dez milhões de reais. Segundo o termo de Marcelo Odebrecht, esses recursos, respectivamente seis milhões de reais e R$ 4 milhões de reais , seriam destinados à Paulo Skaf e a Eliseu Padilha. Os detalhes sobre esse pagamento constam, segundo o Ministério Público, dos termos de Cláudio Melo Filho, Marcelo Odebrecht, Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, e José de Carvalho Filho. Afirma-se que os valores destinados à Paulo Skaf foram pagos parcialmente a Duda Mendonça e que, por haver saldo remanescente, Paulo Skaf teria procurado Marcelo Odebrecht para informar a dívida.

Já o pagamento a Eliseu Padilha teria sido feito ao “Sr. Yunes ou Sra. Cida”. José de Carvalho Filho, em seu termo, afirma que desse valor a soma de um milhão de reais teria sido destinada à Eduardo Cunha. O Ministério Público narra, ainda, que José Yunes compareceu espontaneamente à Procuradoria Geral da República no dia 14 de fevereiro de 2017 e relatou ter sido contatado por Eliseu Padilha em 2014 a fim de que recebesse um suposto “documento”, entregue por Lúcio Bolonha Funaro.

Segundo o requerente, a presença de Lúcio Funaro como uma das pessoas encarregadas da entrega indicaria o “caráter ilícito dos fatos”. Fazendo uma exposição de vários fatos e transcrevendo documentos que se caracterizam como indícios, ressalta “que há menção de participação do atual presidente da Republica Michel Temer, sendo certo que ele possui  imunidade temporária à persecução penal” , o que, em seu entender, significaria a “impossibilidade de investigação do presidente da República, na vigência de seu mandato, sobre atos estranhos ao exercício de suas funções” 

A democracia será reconquistada no Brasil. E todos os golpistas serão chamado à responsabilidade. Insistimos. Não era para termos aceito com tanta facilidade esse golpe. Ladrões, golpistas, no início da trama era para terem sido todos presos, como serão quando a Democracia for novamente produzida, pois nela, ladrão, corrupto não será tolerado. Vão ter que se ver com a justiça. E a justiça será devolvendo o que roubaram e tirando-os do convívio social porque são muitos perigosos. E para usurpador só a um remédio: Papuda, no Distrito Federal. Pelo menos isso, será um preso federal.

 

EX-DEPUTADO FEDERAL FRANCISCO PRACIANO, O PRAÇA, CONFIRMA NIETZSCHE: “NA ESCOLA BÉLICA DA VIDA O QUE NÃO ME MATA ME FORTALECE”

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AFINPRESS – O Blog Afinsophia  fazendo a cobertura  deste PED do Partido dos Trabalhadores, ontem, dia 9 de abril  tem a alegria de anunciar que está entre nós, Ele, Francisco Ednaldo Praciano, o Praça, ex-vereador, ex-deputado Federal do Amazonas, referência de compromisso com a ética e trabalho visando o bem comum do povo do Estado do Amazonas.

Como Deputado Federal foi uma referência. Discursava, defendia nosso Estado. Fez inúmeras proposições repassando verbas parlamentares para investimentos em Hospitais, como o Getúlio Vargas, para educação, ciência e para as artes. Foi combativo. Quando veio o golpe, nosso Praça não estava mais na praça. Mas, se presente no parlamento e nas ruas teria sido uma voz contra o medonho.

Acometido de uma bactéria o cearamazonense retornou à sua terra Natal para se recuperar. A volta à sua terra, a energia que daquele torrão emitia sua força fez com que o guerreiro Praça não fosse ao mundo de Eurídice.

Revigorado, alegre, Praça conversou conosco e com outros seus correligionários, explicou a situação que viveu com a enfermidade, o coma, a UTI, o emagrecimento e o afinamento de suas pernas grossas. Recuperado, quando olhou para as pernas e viu o estado de caneta que se encontravam disse: “nunca mais vou andar”.

Aquele que nunca mais ia andar está aí. Andou por vários locais de votação na cidade e o Blog Afinsophia teve a grata satisfação de encontrá-lo na Escola Estadual Dom Milton Correa Pereira, ciceroneado pelo ex-prefeito de Maués, Carlos Góes, no Núcleo 12 da Cidade Nova II. Ouvimos dele também que neste momento não está pensando em candidatura, quer estar envolvido com a militância, ir para as ruas onde se constrói e produz a democracia.

Mas, a recuperação de Praça e a possibilidade de sua candidatura em 2018 não nos surpreende, pois em entrevista com Mãe Luci em Janeiro de 2016, depois que o medonho aconteceu ela previu este fato que divulgamos novamente.

“Em tempo-imóvel obstruindo o movimento real democrático por força da estupidez, cobiça e indigência existencial, saber de possíveis prospectivas que possam auxiliar nas manifestações futuras, O Blog Afinsophia, movido por seu engajamento no devir Afrosófico, foi até a Casa da Mãe Luci para ouví-la e saber quais as suas previsões para o ano de 2017.

BA – Já que a senhora está falando sobre esses poderes, significa então que poderemos ter nas de 2018, para deputados algumas surpresas, já que os funcionários públicos ao tomarem consciência de suas importâncias para a sociedade, podem votar conscientemente, não votarem mais nesses golpistas atuais, e elegerem verdadeiros democratas.

ML – Certíssimo. Mas eu tenho uma previsão, nessa questão, para 2018.

BA (Ansiosos) – Qual?

ML (Sorrindo baforando) – O ex-deputado Francisco Praciano vai se candidatar, e ganhar com uma votação estrondosa.”

O que mãe Luci fala, com essa onividência, nos transporta ao filósofo alemão, Friedrich Wilhelm Nietzsche; Praça ficou doente, na doença buscou forças para ter saúde, contrariou todos os diagnósticos médicos, mas não contrariou o filósofo do Anticristo, do Aurora, da Gaia Ciência e a mais recente flecha filosófica, Tagarelando em Nietzsche, do filósofo, teórico da Psiquiatria Materialista, teatrólogo, encenador, membro da AFIN, Marcos José, de onde extraímos estes enunciados:

” A condição sadia da doença como transposição a cura, a felicidade, a vida que vingou é que levam Nietszche afirmar “na escola bélica da vida o que não me mata me fortalece”. O que não me mate mostra minha felicidade.

Continua o Tagarelando: “Aquela energia para o absoluto isolamento de despreendimento das relações habituais, a imposição de não mais me deixar curar, servir, socorrer – isso trai a incondicional certeza de instinto sobre o que, então era mais que tudo necessário. Tomei a mim mesmo em mãos, curei a mim mesmo: a condição para isso qualquer fisiólogo admitirá – é ser no fundo sadio. Um ser tipicamente mórbido não pode ficar são, menos ainda curar-se a si mesmo; para alguém tipicamente são, ao contrário, o estar enfermo pode até ser um enérgico estimulante ao viver, ao mais viver. De fato, assim me parece aquele longo tempo de doença; descobri a vida a mim mesmo como que de novo, saboreei todas as boas e mesmo pequenas coisas, como os outros não saberiam saborear – fiz da minha vontade de saúde, de vida, a minha filosofia…Pois atente-se para isso: Foi durante os anos de minha menor vitalidade que deixei de ser um pessimista; o instinto de auto restabelecimento proibiu-me uma filosofia da pobreza e do desânimo… E como se reconhece, no fundo a vida que vingou? Um homem que vingou faz bem aos nossos sentidos; ele é talhado em madeira dura, delicada e cheirosa ao mesmo tempo. Só encontra sabor no que lhe é salutar; seu agrado, seu prazer cessa, onde a medida do salutar é ultrapassada. Inventa meio de curas para injúrias; utiliza acasos ruins em seu proveito; o que não o mata o fortalece. De tudo o que vê, ouve e vive forma instintivamente sua soma; ele é um princípio seletivo, muito deixa de lado. Está sempre em sua companhia, lide com homens, livros ou paisagens; honra na medida em que elege, concede, confia.”

Este fragmento, para Francisco Ednaldo Praciano, neste dia histórico em que o Partido dos Trabalhadores escolhe dirigentes municipais, delegados para o 6º Congresso Nacional Marisa Letícia Lula da Silva, é um tema para dizer, que nosso guerreiro Praça, que não é um guerreiro bélico, mais um  Nietzcheano, uma pessoa que tem na sua singularidade um comprometimento com a humanidade, com o povo e com a democracia.

O ex-deputado Praciano terá sempre o carinho, a consideração deste Blog e se fazendo cumprir as previsões de Mãe Luci, estaremos com esse guerreiro como candidato a Deputado Federal para construirmos um parlamento democrático que ajudará o maior e melhor presidente do Brasil a mudar de novo tudo a partir de 2018 que já está em marcha com Praça na praça.

CONDUÇÃO COERCITIVA DE EDUARDO GUIMARÃES PELA PF É UM ATENTADO CONTRA A LIVRE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO E PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Blog da Cidadania por Eduardo Guimarães

Nós, da Associação Filosofia Itinerante – AFIN e seus Blogs Afinsophia e Esquizofia queremos nos solidarizar com o blogueiro Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania pela condução coercitiva feita pela Polícia Federal hoje, de manhã, na cidade de São Paulo para depor sobre a condução coercitiva que o presidente Lula sofreu no dia 4 de março de 2016 por determinação de Sérgio Moro.

Eduardo Guimarães não tinha recebido nenhuma intimação. Ao acordar hoje de manhã os federais já estavam às 6 horas na porta de sua casa. Conduziram-no coercitivamente, prenderem seu notebock, telefone celular e o de sua esposa. O blogueiro neste momento está sem seus instrumentos de trabalho.

A condução coercitiva foi para Eduardo informar aos federais quem tinha lhe repassado as informações da condução coercitiva de Lula no dia 04 de março do ano passado. Como diz Eduardo, eles sabem quem é a pessoa, mas fizeram isso para dizer quem era, não respeitando o direito de ser mantida em sigilo a fonte.

Eduardo Guimarães não é jornalista e mantém a 12 anos o Blog da Cidadania. No Brasil não existe mais a exigência de só jornalista produzir informações, notícias. Principalmente num pais, como diz, Mino Carta, onde jornalista chama patrão de companheiro.

A informação repassada por Eduardo Guimarães sobre a condução de Lula foi muito importante. Denunciava com isso uma arbitrariedade do juiz Sérgio Moro e da Polícia Federal contra o maior e melhor presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva. Se não fosse essa notícia e mais a determinação do “Brigadeiro Rossato, gaúcho de Caxias do Sul, para quem o ex-presidente da República continua carregando a simbologia de Chefe das Forças Armadas. Ele não permitiu que a Polícia Federal levasse Lula para Curitiba. Foi algo civilizatório”, segundo João Pedro Stédile, a condução coercitiva de Lula teria se consumado.

Foram dadas muitas asas de Ícaro para a Polícia Federal. Está na hora do Diretor Geral dessa polícia chamar seus delegados e dizer o seguinte: Vamos acabar com o glamour. Chega de entrevistas coletivas após operações. Só devem se pronunciar, quando tiver operação para prender golpista, por exemplo, o Ministro da Justiça (não serve dublê) e o Diretor Geral e ninguém mais. Afinal, não se fala tanto em segredo de justiça.

É companheiro Eduardo, fica aqui nossa solidariedade, nosso apoio a você e a todos os que sofrem perseguição por divulgar seus pensamentos. Seguimos o que Voltaire disse: Posso não concordar com o que você pensa, diz, mas jamais vou proibir que o manifeste. É isso.

        Assista o vídeo dos Jornalistas Livres

DILMA FAZ CONFERENCIA INAUGURAL DO SEMINÁRIO “CAPITALISMO NEOLIBERAL, DEMOCRACIA SOBRANTE”

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MOVIMENTA-SE A POTÊNCIA POLÍTICA PARA DISSIPAR O GOLPE E RECONDUZIR DILMA AO PODER DE ONDE FOI VIOLENTAMENTE TIRADA

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Juristas, deputados, senadores, professores, estudantes, partidos políticos, sindicalistas, artistas, movimentos sociais, representantes da sociedade civil, entre outras entidades, participaram no Sindicato dos Professores da Rede Pública Estadual (Apeoesp), na Praça da Sé, região central de São Paulo da reunião que teve como tema principal o Movimento Pela Anulação do Impeachment (sem eufemismo: golpe) da presidenta Dilma eleita com mais de 54 milhões de votos que confirmaram a continuidade do governo popular como única meta original da democracia, e que perturbou as direitas gulosas e frustradas. Móbil subjetivo que as levaram a idealização, elaboração e execução do golpe.

No início da reunião ficou acordado que a queda do golpista-mor Temer, não devolve o Estado de Direito Democrático, visto que as direitas do Congresso Nacional indicariam como ‘tampador’ do cargo, em forma de eleição indireta, um elemento com os mesmos ideais do golpista mais rejeitado do Brasil.

O ex-ministro da Justiça da presidenta Dilma Vana Rousseff, o sub-procurador-Geral da República, Eugênio Aragão, que compôs a mesa com o presidente do Partido da Causa Operária (PCO) Rui Costa Pimenta e a enfermeira Edva Aguilar, do Partido dos trabalhadores, foi enfático em afirmar que é possível reverter o impeachment (golpe),porque já existe movimentação nacional e internacional nesse sentido. Não houve crime de responsabilidade por parte de Dilma, e o que houve foi um golpe muito bem arquitetado pelas forças reacionárias.

De acordo com Eugênio Aragão, os militantes estão conduzindo pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e sobre a Procuradoria-Geral da República (PGR) onde os processos que questionam o impeachment (golpe) encontram-se parados. O Movimento vai recorrer às cortes internacionais através de um pedido de liminar na Corte Interamericana, na Costa Rica.

“Se não tivéssemos condições de enfrentar a Globo, Sérgio Moro, Rodrigo Janot e Gilmar Mendes, não deveríamos estar aqui, e sim em casa vendo novela. Mais do que acreditar nisso, temos que ter fé de que é possível a partir de uma consciência revolucionária. Não se trata de religião. Nossa fé é uma fé ditada, que nasce de um processo histórico, e a gente sabe que as coisas só mudam na luta. Não existe nada que é dado de graça.

Vivemos em uma sociedade escravocrata, pré-histórica em muitos aspectos. Para chegarmos à democracia que queremos, temos que restabelecer q que tínhamos. E para isso precisamos nos organizar e modular o nosso discurso. A gente tem todas as condições na proporção de força para assumir o poder que nunca assumimos. As massas que fazem a crítica ao movimento, que oxigenam o movimento, nunca ditaram a política. Apenas tiveram parte nas discussões.

Quando a democracia é derrotada, quem resiste é inimigo do golpe. Não temos de ser oposição a Michel Temer porque ele assaltou o poder e se comportou como inimigo, deve então ser tratado como inimigo.

A volta de Dilma é imperativo; é a partir daí que a gente volta a conversar, a definir o que queremos para revigorar a democracia. Não podemos vacilara agora. Num duelo, quem vacila leva o tiro”, analisou o jurista Eugênio Aragão.

Para Rui Costa o movimento tem 100% de condições de prosperar. Há diversos choques entre o governo, o Congresso e o Judiciário, em que a mídia golpista noticia que Temer tem o controle sobre o legislativo. E há até colunistas conservadores escrevendo sobre a necessidade de o governo dar marcha à ré e fazer política igual à do PT para evitar o colapso total. É a oportunidade para reverter o impeachment. E se não fosse possível esse auditório não estaria lotado à uma hora dessas, em início de janeiro. É grande a chance desse movimento formado pelas bases dos movimentos, sindicatos e partidos”, observou Rui.

Edva Aguillar se posicionou contra parte do PT que não se mostra na luta pela restituição do governo Dilma.

“Grandes partes das lideranças do PT e da esquerda não se empenham na luta pela restituição do mandato de Dilma. Por que não unir forças numa grande mobilização para anular o impeachment?”, perguntou Edva.

Já Malu Aires acredita que as pessoas estão despertando para a realidade.

“Parece que estão começando a perceber a mesma coisa: que parece não haver mais leis, ou que as leis não são nossas, e que os brasileiros não têm mais direito a nada.

Não vai haver 2018, porque a democracia acabou em 2014. Se a Dilma voltar, se esse processo xexelento for anulado, com um país desse tamanho, muito maior que o Congresso e o STF, nós vamos fazer o que deveríamos ter feito desde o começo: governar junto com ela”, analisou Malu Aires.

O movimento da potência política democrática da restituição do poder ao povo através de Dilma vai realizar vários atos para que o objetivo democrático seja concretizado.

– Criação de comitês em todo o Brasil e no exterior.

– Intensificar as manifestações contra o golpe pela recondução de Dilma ao governo usurpado pelas direitas.

– Debates e discussões com categorias variadas e trabalhadores.

– Dia 13 ( um número revolucionário, além da superstição, que diga o Lula),à noite, debate na sede da CUT, em Brasília.

No mesmo dia, sexta valente, (potência 13), às 20h, debate no Restaurante do Ano, com as vigorosas presenças de Edva Aguilar e artista, compositora e militante digital Malu Aires.

Nos dias 27 e 29 as duas militantes estarão em Amsterdam, na Holanda, participando do 1° Encontro Internacional pela Democracia e Contra o Golpe. Participarão também ativistas brasileiros que moram na Europa.

ANALFABETOS POLÍTICOS, CONHECIDOS TAMBÉM COMO COXAS-TROUXAS, FORAM ÀS RUAS DEFENDER A CORRUPÇÃO CONTRA A DEMOCRACIA

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É simples de entender, mas sensorial, racional e eticamente impossível de aceitar democraticamente.

Com o desenrolar das investigações da Operação Lava Jato os membros da mesma resolveram criar um texto-jurídico chamado de projeto de iniciativa popular com assinaturas muito discutidas por juristas e profissionais ligados à área jurídica.

O texto passou a ser chamado de 10 Medidas para o Combate à Corrupção. Para alguns, os 10 mandamentos, em função de membros do Ministério Público Federal (MPF), envolvidos na Lava Jato, se jactarem de profundamente religiosos. Chegando até a afirmarem de que é Deus quem auxilia a operação.

Porém, o texto apresenta algumas medidas que claramente protegem os membros do judiciário como juízes e procuradores. Para muitos um texto autoritário e corporativista dando a esses personagens privilégios que em nenhuma democracia real deve existir, já que todos são iguais perante a lei.

Os juízes e os procuradores não queriam (querem) ser punidos quando do abuso de autoridade que reza em uma das 10 medidas. No texto há medidas que por si só tem cunho claro de violação de direito. Como os interessados queriam que seus propósitos fossem respeitados, chegaram até a fazer lobby na Câmara (que Moro chama de Câmera) Federal para ver se intimidava deputados.

Resultado, os deputados não se submeteram ao lobby e votaram pela democracia: juízes e promotores devem ser punidos quando da prática de abuso de autoridade. Diante da decisão democrática o grupo de procuradores da Lava Jato ameaçou se demitir da operação. Ninguém deu bola.

Foi então que alguém (ens) teve a ideia “deificada” de realizar protestos fantasiosos, já que não há objeto real, no dia de ontem contra os parlamentares que votaram pela democracia. Insensatez total, visto que pela primeira vez esses parlamentares agiram democraticamente, e não só como golpistas. O exemplo fica por conta dos parlamentares do Amazonas, que são claramente reacionários, mas cinco deles votaram pela democracia.

Então, os analfabetos políticos, aproveitaram a propagação do enunciado “combate à corrupção” elevada ao enésimo grau coletivo pela mídia, logo ela que tem histórico de corrupção, e amparados por suas dívidas místicas, muito bem petrificadas no oitavo (ou sétimo?) mandamento como culpa inconsciente, Não Roubarás, sem saber (sabendo) que não há capitalismo sem roubo, e esculpiram suas indigências políticas com direito a elogio a Moro e Bolsonaro. Para os analfabetos políticos Moro e Bolsonaro são as duas grandes saídas para a “salvação” do Estado Democrático Brasileiro.

Resumo da ópera bufa: chabu geral! Mesmo com convocação feita pela Globo, entre outras delirantes, o que se viu foi o destempero de quem não sabe nem o que corrupção e, aí, muito menos democracia.

De forma que os coxinhas confirmaram ser trouxinhas: protestaram contra a corrupção sem saber que em democracia real ,um estamento ou corporação-burocrática, não pode ter privilégios sobre os outros. Sobre pena de se mostrar corrompido. Fato democrático que até Marx sabia. Para o pior entendedor: os protestos não foram para defender a Lava Jato contra a corrupção ou contra os que querem freá-la, mas para que ela sega legalizada. Para os congressistas votarem pela aprovação das medidas que estabelecem privilégios juízes e procuradores.

Desenhando: os parlamentares não votaram pelo fim da Lava Jato, assim como alguns senadores também não querem seu fim. O que eles querem e a sociedade civil racional quer, é que nenhum agente de qualquer poder tenha privilégios acima de qualquer outro.

Simples, né?

“ESTÃO FAZENDO CHANTAGEM AO PARLAMENTO”, AFIRMA O DEPUTADO PAULO PIMENTA DO PT SOBRE A AMEÇA DOS PROMOTORES DA LAVA JATO

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 Veja e ouça e analise o vídeo em que o deputado Paulo Pimenta contesta a posição dos promotores da Lava Jato que diante da aprovação da parte do texto das 10 Medidas de combate à corrupção que pune juízes e membros do MP, ameaçaram pedir demissão coletiva da operação. E aposição da presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF) que também se colocou contra.

ENQUANTO FORA (TEMER) OS MANIFESTANTES ERAM VIOLENTADOS IRRACIONALMENTE PELA POLÍCIA, DENTRO, ÀS ABERRAÇÕES APROVAVAM MAIS UMA VIOLÊNCIA CONTRA A CONSTITUIÇÃO

Não podia ser diferente. Sete meses de desmandos no Brasil promovidos pelo que há de mais indigente politicamente e mais degenerado eticamente, os golpistas continuam muito bem imobilizados em suas psicopatologias antidemocráticas.

Dando seguimento ao que foi iniciado com a expulsão de Dilma Vana Rousseff, do posto de presidente, eleita com mais de 54 milhões de votos-democráticos, que introduziu o país em uma perversa subjetividade expressada cruelmente como forma de violência contra a sociedade civil, os golpistas do Senado se cumpliciaram aos golpistas da Câmara Federal que votaram pela PEC 241, a filha bastarda do golpista-mor, Temer. Por 61 votos a favor, os antidemocratas senadores aprovaram, em primeiro turno, a PEC 55. Levando para o dia 13 a votação em primeiro turno.

Dia 13 eles, que só se desmobilizarão com a queda do chefe Temer, irão novamente oferecer ao povo brasileiro o indigno espetáculo promovido por quem representa a pior indigência política  que já se apossou (grilou) do Congresso Nacional.

Enquanto Renan, ditatorialmente, impedia a presença de pessoas nas galerias, fora (Temer) a polícia fazia com prazer e denodo o que sabe fazer quando estimulada por um chefe ditador: violentava os diretos da sociedade civil, movimentos sociais, estudantes, sindicalistas e outras entidades de se manifestarem democraticamente contra a violência antidemocrática promovida pelos golpistas do Senado.

Agentes infiltrados, bombas, balas de borracha, gás de pimenta, cassetetes, murros, chutes, todos os instrumentos que a polícia sabe fazer uso quando para cumprir ordem irracional. Resultado: várias pessoas feridas e algumas presas.

“Os trabalhadores mostraram que são capazes de resistir e lutar para manter seus direitos e evitar perdas. Temos a votação do 1° turno e sabemos que a manifestação, mesmo reprimida, foi grandiosa. Os vários movimentos sociais já se organizam para a votação durante o 2° turno da proposta. Nossa intenção é deixar claro que vamos reagir”, disse Graça Costa, secretária das relações de trabalho da CUT.

Para o deputado Paulo Pimenta, pelo teor da violência extremada, a ordem deve ter saído do Palácio do Planalto, através de Alexandre de Moraes da Justiça. A inferência de Paulo Pimenta decorre da forte semelhança da violência praticada em São Paulo, contra manifestantes, no tempo em que ele era secretário de segurança do Estado.

“Acredita-se que a ordem de ataque possa ter vindo do Palácio do Planalto, por meio do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, já que a operação que ocorreu nesta tarde em Brasília conteve muita violência, semelhante às ações da Polícia Militar de São Paulo, quando Moraes era secretário de segurança de Geraldo Alckmin”, observou ode deputado.

Veja as fotos e veja e ouça os vídeos para sentir e entender como é importante sua consciência política-democrática.

 

ATO DA FRENTE POVO SEM MEDO CONTRA A PEC 55 REÚNE 40 MIL PESSOAS NA AVENIDA PAULISTA

Ato contra a PEC 55 reuniu cerca de 40 mil pessoas em São Paulo - Créditos: José Eduardo Bernardes/ Brasil de FatoMatéria escrita por José Eduardo Bernardes para o site Brasil de Fato.

A Frente Povo Sem Medo organizou na tarde deste domingo (27) um ato contra a PEC 55/241, proposta que congela os gastos dos governos nos próximos 20 anos, na avenida Paulista, região central de São Paulo. A manifestação, que seguiu em direção à Praça Roosevelt, reuniu cerca de 40 mil pessoas segundo os organizadores. A Polícia Militar não divulgou estimativa de público. 

Além de movimentos populares, organizações e centrais sindicais ligados à Frente, participaram do ato parlamentares como o senador Lindbergh Farias (PT), o deputado federal Ivan Valente (PSOL) e o vereador Eduardo Suplicy (PT).

Para Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a “PEC 55 vai destruir o estado brasileiro”. 

“A PEC vai acabar com a capacidade de investimento social em saúde, educação e moradia. E é isso que eles querem fazer, querem deixar o estado só para eles, para que eles possam ganhar tudo”, afirmou.

Segundo Carina Vitral, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), é a juventude que está na linha de frente contra a PEC 55, resistindo também contra a Reforma do Ensino Médio. O motivo, ela analisa, “é por que agora é o povo brasileiro que está na universidade, naquela mesma sala de aula que era só dos ricos”, diz. 

“Agora o filho dos pobres querem garantir seu futuro. E o nosso futuro vai ser garantido nas ruas, com mobilizações, com as ocupações das escolas e universidades”, completou.

Manifestação popular

O discurso unificado de quem estava na avenida Paulista, inclusive entre as pessoas sem qualquer vinculação partidária, que compareceram em grande número, era a denúncia contra as reformas e medidas do governo ilegítimo de Michel Temer.

Segundo Rinaldo Batista Pereira, servidor do Judiciário,  o ato tem um significado “muito grande”. “Apesar de não estar aqui todo o povo brasileiro, há pelo menos uma grande representação dele e só o povo que vai conseguir mudar a situação que estamos”, disse.

Já Lídia Pereira, também servidora pública e professora da Universidade Federal do ABC, a manifestação desse domingo dá ainda mais “esperança para as próximas lutas”. “Fala-se tanto em mudanças, mas se a gente não sair das nossas casas e sacrificar um domingo de sol como esse, essa mudança não vai acontecer. Os nossos deputados e senadores precisam ouvir, de fato, a voz das ruas, não apenas quando convém a eles”, apontou. 

A francesa Eloise Morhange, que mora há 29 anos no Brasil, afirmou comparecer “em todas as manifestações”, “por não estar de acordo com esse governo que está no poder”.

“Eu não voto, porque eu sou francesa, mas a gente tem que estar na rua e mostrar que a gente não concorda com o que está acontecendo”.

Segundo Morhange, a onda conservadora que vem tomando diversos países ao redor do mundo exige atenção da população e dos progressistas. “Essa onda está no mundo inteiro como a gente está acompanhando no Brasil, nos Estados Unidos e na França futuramente nas eleições do ano que vem. Está todo mundo se radicalizando e virando extrema direita”. 

Governo insustentável

As recentes denúncias envolvendo o peemedebista Michel Temer e dois ex-ministros que se desligaram de seu governo, Geddel Vieira Lima, responsável pela articulação entre o Planalto e o Congresso e Marcelo Callero, que estava à frente do Ministério da Cultura, também foram lembradas durante o ato.

O ex-ministro da Cultura revelou na última semana que Geddel Vieira Lima e Michel Temer tentaram coagi-lo a liberar uma obra embargada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na Bahia. Geddel é proprietário de um dos apartamentos do empreendimento La Vue Ladeira da Barra, que não atende às especificações de conservação histórica dos prédios ao seu redor.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL) anunciou que na próxima segunda-feira (28), a bancada do Partido Socialismo e Liberdade dará entrada, na Câmara dos Deputados, com um processo de impeachment de Michel Temer.

Segundo Ivan Valente o processo acusará Temer “por crime de responsabilidade, por prevaricação do cargo, ameaça a um subordinado e quebra da honra e do decoro que o cargo exige”, disse o deputado.

Guilherme Boulos também destacou que não há mais condições para que Temer siga no cargo. “Desde o princípio é um governo ilegítimo, fruto de um golpe, que não recebeu voto de ninguém. Agora, além de ilegítimo, ele não tem condições de governar. Renuncia Temer”, gritou o líder do MTST.

Boulos lembrou ainda que os áudios que incriminam o presidente continuam ocultos. “Em outros tempos, a Polícia Federal foi muito rápida para sair soltando áudio ilegal na mídia. Cadê os áudios Alexandre de Moraes? Tenho certeza que quando esses áudios aparecerem, esse governo não fica de pé nem uma semana”, afirmou, citando o Ministro da Justiça do governo ilegítimo.

O senador Lindbergh Farias pontuou que as pessoas que de verde e amarelo que ocuparam a avenida Paulista contra a presidenta Dilma” e “bateram panelas”, até agora não se pronunciaram sobre o “escândalo envolvendo Geddel e Michel Temer”. 

“É de uma irresponsabilidade o que faz essa burguesia da avenida Paulista. Diziam que era uma luta contra a corrupção e o que nós temos hoje é uma quadrilha no Palácio do Planalto. Agora eles querem fazer um golpe dentro do golpe. Tem gente querendo eleição indireta no Congresso Nacional. Esse Congresso não tem autoridade moral para eleger um presidente. Nós temos que levantar a bandeira das Diretas Já”, disse o senador.

Manifestações contra a PEC 55

O Congresso prevê a votação da proposta que congela os gastos do governo na próxima terça-feira (29). As organizações, no entanto, adiantaram que está programada uma grande marcha na capital Brasília, para pressionar os parlamentares a rejeitarem a PEC.

“Na terça vamos tomar as ruas de Brasília e de todo o Brasil para não deixar essa PEC passar”, disse o líder do MTST.

O senador Lindbergh Farias afirmou que “a marcha que vai calar aquele Congresso Nacional, que não tem qualquer autoridade moral”. 

Segundo Ivan Valente, a marcha servirá “para dizer não à política econômica do Temer, não à PEC 55, não à reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, as privatizações e ao conjunto de medidas. Porque eles querem que o povo pague a conta da crise e nós não vamos pagar”, afirmou.

 

 

VALEU, COMANDANTE FIDEL! VALEU! ESTÁ VALENDO, E VAI SEMPRE VALER! VALEU PELO “MOVIMENTO REAL (MARX)!”

 Não é possível descrever o “movimento real”, mas confirmá-lo é possível. O “movimento real” é confirmado pelo novo que ele produz como práxis e poises. FIDEL/CUBA! O POVO/CUBANO! Esse o novo emergido no mundo além do corpus paranoico pútrido do arcaico sistema capitalista.

 

CALERO, EM DEPOIMENTO À PF, AFIRMOU QUE TEMER O “ENQUADROU” PARA BENEFICIAR GEDDEL. SEUS CÚMPLICES LOGO CORRERAM PARA APOIA-LO: “NÃO É TIPO DE CONDUTA DELE”, AFIRMARAM. QUEM ACREDITA?

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É simples entender a psicologia dos golpistas. Eles sofrem de compulsão pelo poder, e para consegui-lo são capazes de todos os atos sórdidos sem sentir qualquer escrúpulo. É a psicologia dos que são carregados por frustrações e sentimentos profundos de vazio e abandono, e o poder lhes confere a alucinação e o delírio de que estão sendo preenchidos. Todavia, como se trata de vazio e abandono nascidos de forte trauma incorrigível, eles jamais se sentirão preenchidos e acompanhados. E o povo é que tem que ser seus psicólogos para poder produzir a democracia e impedir que eles façam do poder o território de suas sublimações psicopatológicas.

Há também a psicologia dos golpistas vista pela prática como realizaram contra a democracia brasileira usurpando a presidência de Dilma Vana Rousseff eleita com mais de 54 milhões de votos. Há a psicologia dos golpistas que idealizaram o golpe. A psicologia dos que elaboraram o golpe. A psicologia dos que executaram o golpe. E a psicologia dos que não idealizaram, elaboraram e executaram o golpe, mas se beneficiaram dele depois que ele foi concretizado. É o caso de alguns membros do desgoverno golpista que não participaram, mas queriam. E como diz a Bíblia, cogitar já é pecar, esses, segundo Deus, estão no rol dos golpistas, também.

Marcelo Calero aceitou ocupar o cargo de ministro da Cultura (nada mais do que dublê de ministro como todos) oferecido por Temer. Calero não tem qualquer cacoete para ocupar um cargo de fundamentação cultural-artística, mas como em golpe todo golpista é “talentoso”, ele ficou mesmo as vaias estrondosas da classe artística.

Como não poderia ser diferente, os interesses de membros do golpe começaram a aparecer em todos os ministérios, e no de Calero apareceu em forma de Geddel Vieira Lima, apartamento de 2.4 milhões e corbetura. Geddel queria que Calero homologasse a continuação da obra de um prédio, em Salvador, que o chorão tem, e que se encontra embargado pelo Iphan nacional. Calero não aceitou, mas sentiu a pressão do desgoverno golpista. Não aguentou e saia espinafrando.

Ontem, dia 24, Calero foi depor na Polícia Federal, e lá afirmou que Temer o “pressionou” para que ele ajudasse Geddel. Temer falou por uma “amizade” de mais de 20 anos com o chorão.

“O depoente foi convocado pelo presidente Michel Temer a comparecer no Palácio do Planalto; que nesta reunião o presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado ‘dificuldades operacionais’, em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída”.

Em seu depoimento Calero também afirmou que Temer disse que “a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão”.

Com a divulgação da denúncia de Calero na Polícia Federal, os cúmplices de Temer no golpe e parceiros de longa data, correram para defendê-lo, entre eles o “honesto” deputado amazonense Pauderney Avelino, líder do DEM, o “mais corrupto de todos”, segundo gravação de Sérgio Machado com o outro “honesto”, senador Romero Jucá.

“Conheço Temer há mais de 20 anos e esse tipo de conduta não é própria dele. Nunca vi ele agir dessa forma”, afirmou o fiel amigo de Temer.

Como Pauderney também é golpista com todo orgulho, era esperado que ele tinha que afirmar que Temer não tem “esse tipo de conduta”. Ele não poderia afirmar que a conduta de Temer é de golpista. Isso jamais.

Outro que também correu para defender Temer, foi o submisso presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, que encabeçou um manifesto de deputados para proteger Geddelzinho, logo quando Calero tornou público o ato corrupto.

“Calero deve ter enlouquecido. Esse não é perfil de Temer”, afirmou Maia exercendo indevidamente a profissão de psiquiatria ao diagnosticar Calero como louco.

Enlouquecido ou não, Calero entregou a Polícia Federal gravações que fizera com Temer, Geddel e Padilha, e de quebra um auxiliar de Padilha, também conhecido por Toninho Malvadeza como Elizeu Quadrilha. Que louco porreta!

Ontem, Rodrigo Janot, o procurador-geral da República, recebeu da Polícia Federal o conteúdo do depoimento de Calero e vai analisá-lo. Ele também vai analisar o pedido dos parlamentares da oposição que pedem investigação para prática dos crimes de concussão e advocacia administrativa.

Não esquecer que o golpe foi produto de uma sociedade parlamentar- jurídica-midiática.

SOBRE OCUPAÇÕES, CRONOS, ZEUS, ÉDIPO, FREUD, SARTRE, FILICÍDIO E SUICÍDIO

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Para todos os criadores das mutações existenciais coletivas.

SOBRE PAI-FILHO E FILHO-PAI

Em Goiânia, engenheiro de 60 anos, depois de discutir com o filho, por não aceitar  suas posições e ideias libertárias, lhe desfere um tiro. O rapaz, de 20, estudante do Curso de Matemática, da Universidade Federal de Goiás, baleado, corre para a rua tentando se proteger.

O pai entra no carro e lhe persegue pela rua. Ao alcançar o filho desce do carro e dispara quatro vezes. O jovem morre. O pai se debruça sobre o corpo do filho e se suicida.

Segundo o que foi divulgado na imprensa, o jovem era participante dos movimentos sociais, contra a cultura do estupro, aceitava o aborto como direito da mulher e apoiava as ocupações realizadas por estudantes contra as opressões promovidas pelo governo federal que agride a educação. O pai, por sua vez, era contrário às ideias e práticas democráticas do filho, motivo de suas agressões e que redundou no filicídio e suicídio.

SOBRE CRONO E ZEUS

Cronos, na mitologia grega, era um titã, filho de Urano, Céu, e Gaia, a Terra, e simbolizava a agricultura e o tempo. Tornou-se rei dos deuses depois que castrou seu pai a pedido de sua mãe. Casou com sua irmã, Réia, uma titânide, conhecida como mãe dos deuses. Dessa união foram gerados os deuses olímpicos Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus.

Sob o governo de Cronos a Civilização teve grande desenvolvimento, porém com o passar do tempo ele se tornou um perverso ditador, e foi se esconder no Tártaro com medo de vir a morrer pelas mãos dos inimigos, os ciclopes e os hecatônquiros. Como Urano e Gaia haviam profetizado que ele seria assassinado por um de seus filhos, passou a devorá-los.

Zeus escapou, porque sua mãe, Réia, embrulhou uma pedra em um pano e deu a Cronos que comeu acreditando ser um filho. Depois, Réia, escondeu Zeus em uma gruta.

Quando cresceu, Zeus resolveu se vingar do pai. Foi quando pediu ajuda a Métis, deusa da Prudência, filha do titã Oceano. Ela fez uma bebida mágica e ofereceu a Cronos que em seguida vomitou todos os filhos que havia devorado. Zeus, junto com os irmãos, expulsou o pai do Olimpo e se tornou o deus dos deuses.

SOBRE ÉDIPO

Édipo, na mitologia grega vinda da Ásia, era filho do rei Laio e da rainha Jocasta que governavam a cidade de Tebas. Um dia, os dois, cogitando um herdeiro para o trono, foram falar com o Oráculo de Delfos sobre a possibilidade de gerarem um filho. O Oráculo aconselhou-os que se tivessem o filho poderiam ter vários problemas, inclusive com o governo da cidade de Tebas. E profetizou: o filho matará o pai e casará com a mãe.

Inicialmente eles acataram as advertências do Oráculo. Porém, com o passar do tempo, e incomodados com o herdeiro, resolveram ter o filho. A cidade teve um impulso de desenvolvimento, entretanto como se sucederam fortes crises, a população passou a protestar. Diante dos fatos, Laio e Jocasta recordaram das palavras do Oráculo e consultaram o cego Tirésias que apresentou graves informações sobre o ocorrido.

Então, ordenaram um soldado a levar o filho para a floresta e matá-lo. Na floresta, soldado penalizado com a criança, não a matou e a amarrou-a pelos pés em uma árvore. E como consequência a criança ficou com os pés tortos. Daí o nome Édipo, o que tem os pés tortos. Um pastor encontrou a criança e passou a criá-la. Políbio, rei de Corinto, amigo do pastor, vendo a criança, pediu a criança para criá-la como filho e fazê-la seu herdeiro, já que sua mulher, Mérope, não podia ter filho.

Édipo foi, então, criado como príncipe. Um dia, em uma festa no palácio, um bêbado lhe disse que ele não era filho de Corinto. Ele se perturbou profundamente com a revelação. Indagou aos seus pais o sobre o que lhe fora afirmado, o que foi negado. Então, não satisfeito saiu à procura de sua identidade.

Em suas andanças, ao se encontrar em uma estrada, entrou em discussão com um senhor, passageiro de uma carruagem, brigou com ele e o matou. Seguiu caminho e chegou à cidade de Tebas onde a rainha se comprometia casar com aquele que decifrasse o enigma da esfinge. Ele decifrou o enigma e casou com a rainha que era Jocasta, sua mãe. O homem que matara na estrada era seu pai, Laio, A profecia se concretizara.

SOBRE FREUD

As narrativas dos mitos nesse texto não tem qualquer pretensão de servir como corpus para uma reflexão profundamente filosófica e antropológica, mas encadear elementos que nos possam entender condutas e expressividades na subjetividade dominante no Brasil.

Como é sabido até pelos minerais, como afirma o jornalista-filósofo Mino Carta, Freud fez do mito do Édipo Rei, a medula da psicanálise chamada de Complexo de Édipo. Uma subjetividade eminentemente familiar onde os laços familiares comandados principalmente pelo pai, estabelce a orientação de seus membros.

Em uma exposição simples, para o nosso propósito, o quadro familiar se configura desta forma. O menino, desde os seus primeiros momentos encontra-se em composição com a mãe, mas será por volta dos três anos que ele investira sua libido na mãe como objeto de seu desejo e passará a odiar o pai, seu rival. Tendo o pai como seu rival, deseja sua morte para ficar com a mãe. Fantasia mata-lo para ter o caminho livre. Entretanto, o pai, como representa a Lei/Falo, como dia Lacan, surge como ameaça de castração ao menino que passa a temer o pai, porque fantasiou que um dia a mãe tivera pênis, mas fora castrada, estado que apavora o menino.

Em função da falocracia paterna, a castração, o menino tenta se identificar com o pai investindo sua libido nele. O seu incesto homossexual. O que também é uma forma de contorno usada por ele para, ao se identificar com o pai, chegar à mãe que pertence ao seu pai. Freud diz que o menino se faz mãe pelo princípio da castração.

Muitas crianças conseguem em uma família oblativa, democrática, como afirma a psicanalista François Dolto, passar pelo Complexo de Édipo de forma saudável, enquanto outras, em função da estrutura familiar capturadora, dominadora, não. Os meninos ficam presos nos desejos alienados/alienantes de seus pais e quando crescem sublimam sintomaticamente os traumas produzidos nestas relações conflituosas em que o pai consegue matar o desejo de vida autônoma dos filhos de onde decorrem situações ambivalentes, de amor e ódio. São adultos que recorrem fortemente aos mecanismos de defesa para que não aflore, no consciente, resíduos do inconsciente que alterariam todas as defesas e, consequentemente, a desvelação dos traumas como surto. Para a psicanálise é o triunfo do pai psicótico sobre o filho.

Freud afirma que a criança é o pai do homem. Ou seja, o que alguém é hoje tem relação direta com suas experiências passadas. Embora o consciente seja tido como o oposto do inconsciente, todavia o consciente manifesta corpus do inconsciente mesmo sob a intensa vigília do super-ego. E não se trata apenas através dos sonhos e atos falhos. O inconsciente se revela cotidianamente nas fantasias do estado de vigília.

Na perspectiva da psicanálise é possível ser perscrutado dois entendimentos sobre o caso do pai que matou o filho.

CASO I

O pai reflete suas experiências com seu pai em forma de conduta moral. Lei. Patriarcalismo-hebreu-cristão-moral-burguês. Para o pai ele estava certo em seus ensinamentos e predicações ao filho. O pai, como reprodutor dos enunciados dominantes da sociedade-burguesa, projetou no filho seus valores como verdades que deveriam ser cultivados e seguidos, como a maioria faz. O filho, assassinado, desobedeceu. Uma desobediência que atingia também o seu avô que seu pai preservava como defesa-egoíca, já que ele jamais tentou transgredir os seus ensinamentos. Para ele, seu pai era justo e infalível como Deus. E ninguém deve duvidar ou contrariar Deus. Deus, como juiz, é cruel.

O pai se sentiu, diante da desobediência do filho, como o sujeito-sujeitado que fracassou na condução da herança psíquica-familiar, e passou a odiar o filho. A posição do filho não estremeceu apenas a geração do pai, mas, também, a geração de seu avô. Uma dor cruel para o pai: duas famílias desconstruídas pelo filho.

CASO II

O pai, na relação com seu filho, surge como seu próprio pai. Ou seja, seu filho é ele. E não o neto de seu pai. O pai concorda com as ideias democráticas de seu filho que é ele. Ao concordar com essas ideias libertárias, expõe seu pai-tirano. O que ele não podia fazer sendo ele mesmo. Assim, ele mata o pai através do filho. Lembrar que Freud afirma que um filho se liberta do pai quando o mata simbolicamente. Quando o filho passa a ser seu próprio pai. 

Não é o pai do filho que é adversário dele, filho, mas o avô interpretado pelo pai. O filho luta contra o pai, porque não sabe que quem lhe persegue é seu avô interpretado pelo pai que procura se vingar do pai através do filho-filho. O filicídio só ocorreu, porque o pai-filho não teve uma fissura para saber que o filho dele realizava, em si, a democracia que ele quando criança tentava iniciar junto à mãe e o pai, mas foi reprimido.

Em síntese. Nas enunciações simbólicas, não é o engenheiro quem mata. É o pai do engenheiro. E não é o estudante que é assassinado, mas o engenheiro. Essa era a única forma do engenheiro matar o pai-paranoico forma simbólica. Os atos revolucionários do estudante real resgatam para o engenheiro sua existência destruída, já que ele, na realidade, não conseguiu se libertar. Não conseguiu dissipar a névoa que impedia que ele visse o filho como aquele que lhe permitia existir fora da força opressiva do pai.  

SOBRE SARTRE

Sartre é o oposto de Freud com seus enunciados psicanalítico. Para ele o presente não é a cópia fiel do passado. O homem não se encontra aprisionado em uma arqueologia infantil como inconsciente. O homem é o produtor de sua realidade humana.

Sartre jamais faria essa análise demonstrada nos quadros acima, porque para ele na existência não há culpas, desculpas, subterfúgios, atalhos. Existir é criar modos de ser humano ontologicamente. O homem é suas escolhas. Se eu sou covarde eu sou essa escolha de ser covarde. Ninguém pode ser responsável por essa escolha de ser covarde que fiz. Sou oque sou como covarde.

Nesse caso do pai que assassinou o filho Sartre, significaria o estudante como aquele que se negou a escolher uma existência malograda. Ficar aprisionado na solidão da serialidade. Nascido em uma família burguesa, com os dados familiares todos lançados, onde o futuro era uma opacidade, uma cristalização, o jovem se rebelou: não aceitou a subserviência à existência inativa que caracteriza o burguês como sujeito-sujeitado que só defende seus valores farisaicos capitalistas na força cruel do solipsismo.

O estudante nos mostra o quanto sua existência era rica em perspectivas, práxis e poises. Ele realizou a máxima do existencialismo sartreano: Não importa o que fizeram com você, mas o que você faz com o que lhe fizeram. Seria muito fácil seguir os ensinamentos burgueses estabelecidos, mas ele queria ser o autor de seus próprios projetos. Realizar os seus possíveis para não ficar viscoso no insuportável Em-si onde se encontra confinada a burguesia. 

Ativista dos movimentos sociais, ocupações das universidades e escolas, luta pelos direitos das minorias, tudo que burguesia odeia. “A Existência precede a Essência”, afirma Sartre, foi o que o estudante entende junto com outros jovens. Livre ele realiza seus projetos ontológicos como ser que se desloca pelo Para-si como futuração existencial contínua.

Não há como prender um homem para quem a liberdade não é uma determinação de uma classe, um adjetivo, um sentido social estabelecido como valor qualificador. A liberdade é a condenação ontológica de se estar livre para escolher por si e pelo mundo. Foi isso que o estudante fez como compromisso existencial de Estar-no-Mundo.

Ao contrário da existência autêntica produzida para si pelo estudante, o Brasil de hoje encontra-se infestado de personagens privados de existências autênticas e que ainda querem fazer prevalecer sobre a população o malogro de suas existências. Personagens que ocupam cargos públicos onde se percebe com nitidez a continuação das determinações estabelecidas em suas famílias. O que faz com que o espaço-fenomenológico público seja ocultado pelo espaço-fenomenológico privado. Esses são inimigos da democracia, mas se tomam como seus protetores e propagadores.

Com esses comportamentos mostram que estão mais para Freud do que para Sartre. São Édipos aprisionados nas correntes dos fantasmas familiares protegidos por instituições também edipianizadas. Neles a essência precede a existência. Uma clara lógica determinista do filósofo Hegel.

Assim, nunca são princípios, mas tão somente insuportáveis consequências. Entretanto, é aí que salta a ironia de Sartre: todo edipianizado escolheu sua edipianização. Logo, não há como ninguém escapar de suas escolhas. Até os freudianos. Na existência não há desculpas.  

A PRESIDENTA DILMA GRAVA VÍDEO ONDE AFIRMA QUE “NAS OCUPAÇÕES DE ESCOLAS E UNIVERSIDADES ESTÃO AS MAIS IMPORTANTES TRINCHEIRAS CONTRA O RETROCESSO, PELA DEMOCRACIA E PELOS DIREITOS SOCIAIS”

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 Como não poderia ser diferente, a presidenta Dilma Vana Rousseff, conhecedora dos direitos humanos no plano teórico e prático, já que foi presa e torturada por lutar pelas liberdades democráticas durante a ditadura civil-militar que oprimiu o país entre os anos de 1964 e 1985, ao contrário dos golpistas que sempre se identificaram com a desrazão-social, muitos ainda crianças e adolescentes, vem se mostrando comprometida com o movimento estudantil, na verdade, com diz o filósofo-psiquiatra Fèlix Guattari, “mutação existencial coletiva”. Agora, para fortalecer mais seu engajamento-ativista, gravou um vídeo onde ela afirma seu compromisso com os estudantes.

No vídeo a presidenta Dilma analisa o movimento estudantil – processual coletivo do “movimento real(Marx)”, onde mostra que as ocupações das escolas e universidades são os territórios reais de produção da democracia contra os golpistas com sua forças tirânicas que não liberam potências históricas. Dilma mostra que a mobilização é fundamental para produção da democracia, já que democracia como vontade de potência é um contínuo ultrapassar de estados de coisas estabelecidos como objetividades.  

Veja e ouça o vídeo e constitua sua consciência mutatio-renovatio como práxis e poiesis democrática.

TEMER, TRASPASSADO POR SUA LIMITAÇÃO SENSORIAL, EPISTEMOLÓGIA E ÉTICA, AFIRMOU QUE O MOVIMENTO ESTUDANTIL TEM “MUITO PROTESTO FÍSICO, MAS NÃO ARGUMENTATIVO, INTELECTUAL”. COISA DE GOLPISTA

No prólogo de sua obra Humano Demasiado Humano, Nietzsche, o filósofo da vontade de potência, a vida que ativa o pensamento e o pensamento que afirma a vida contra as aberrações degeneradas, os decadentes, diz que não devemos calar, mas falar, porém com a condição de só falarmos sobre o que nós superamos, porque ao contrário caímos no tagarelar: falar sobre o que não conhecemos.

Se no mundo temos a ditadura do tagarelar, no Brasil temos um dos grandes círculos antilinguístico do mundo tagarela. São cordilheiras irrefreáveis do tagarelar dominando as falsas relações de trocas sociais pela linguagem. Se tagarela com a vizinha, na escola, na fábrica, no judiciário, no Legislativo, Executivo, na praça, na família, na igreja, no hospital, em todos os territórios onde a afasia geral se instalou e se instituiu como verdade comunicacional.

Nos chamados meios de comunicação de massa nem se fala. Além da já tendente posição do tagarelar dos chamados profissionais desses territórios, há o tagarelar da imposição dos proprietários desses meios de comunicação em seus reprodutores da subjetividade capitalista do tagarelar. Capturados pelos enunciados tagarelas do império capitalista, os proprietários desses meios de comunicação, capturam seus tagarelas para enunciarem ecolalicamente o discurso antilinguístico.  

Em razão da promiscuidade do tagarelar em forma de obscenidade, como diz o filósofo Jean Baudrillard, onde a troca linguística como comunicação perdeu quase todo o referencial das diferenças, o que confirma para mim o outro como objeto real do meu fora, o que assevera minha existência, como nos mostra o filósofo Sartre, a leitura de jornais, revistas, periódicos, e outros entes ditos comunicacionais, principalmente os tautológicos como os meios de comunicação capitalistas dominantes, encontra-se impossibilitada.

 A proliferação do tagarelar como replicância linguística, repetir o inexistente, criou o mundo em que a linguagem desveladora do signo linguístico sofreu dissipação. O que significa que o tagarelar é reação compulsiva de quem faz uso das palavras em forma de lecton, como mostrar os estoicos. Um corpo linguístico sem conteúdo material. Sem existência-material. Ditadura do significante.

Para melhor explicar é bom outro saber-dizer de Nietzsche. O filósofo do eterno retorno, que era exímio filólogo, nos mostra de forma simples como se processa nosso conhecimento na perspectiva linguística. Ele diz que uma palavra é um signo-sonoro. E que um conceito é um signo-imagem. Um signo-imagem resultado como reflexo de nossa experiência no mundo material em composição com nossa condição fisiológica.

Pode-se então inferir que a linguagem só é possível quando a palavra como signo-sonoro e o conceito como signo-imagem se compõem como objetivação comunicacional. Ou seja: só se fala quando aquilo que se enuncia é reflexo de nossas experiências imediatas e que são confirmadas pela reflexão sobre o que emerge como produto do experimentado. O conhecimento: percebido com concepção do mundo. O saber. Daí que apenas sonorizar não é falar. Como faz o tagarela.

Todo brasileiro atento e responsável pelo Brasil, já observou, examinou e concluiu quem é o Temer. Desde suas posições ideológicas, cargos que ocupou como Secretário de Segurança dos governos reacionários do PSDB, em São Paulo, sua trajetória legislativa, entre outras. O brasileiro atento já percebeu e concebeu as enunciações que ele faz uso e suas relações com as ideias e objetos que acredita. O que significa dizer que o brasileiro atento ao se tornar sujeito-epistemológico examinador dessas enunciações tem dele uma clara compreensão de sua realidade-pessoal como alguém que se quer considerado pela sociedade.

Daí que o brasileiro atento sabe muito bem que Temer não é traspassado pelos corpos sensíveis, epistemológicos e éticos (é golpista, usurpador) necessários para perceber e conceber pessoas, grupos, entidades, corpos instituintes do movimento real, e muito menos singularidades-devirianas que escapam das enunciações abstratas dos tagarelas que se encontram imóveis em suas inautênticas formas malogradas aprisionadas no pavor diante do novo.

Desta forma, o movimento estudantil, e qualquer outro movimento, não deve conceder importância ao que Temer enuncia como censura. Sua afirmação de que o movimento estudantil tem “muito protesto físico, mas não argumentativo, intelectual”, não dever ser levado em consideração. Temer é dos que acredita que um cargo – que ilusoriamente faz com que o personagem se sinta autoridade suprema – transforma um néscio em sábio. E que todas suas opiniões saem do exercício crítico da potência de um pensamento semelhante ao do filósofo Marx. O que a psiquiatria chamaria de síndrome da magnificação intelectiva. Ou, dissipação cognitiva-nirvânica.

Em síntese, a opinião de Temer sobre o movimento estudantil conduz o brasileiro atento a parafrasear (adaptar) à enunciação-mística: “Perdoai-lhe (lhes), pois não sabe (sabem) o que diz (fazem)”. Só que o perdão não passa pelo sistema nervoso central, como afirma Nietzsche.   


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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