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20ª PARADA DO ORGULHO LGBT DO RIO COM O TEMA “PALAVRAS FEREM, VIOLÊNCIA MATA” CONTA COM MILHARES DE PARTICIPANTES

RJ - ORGULHO GAY/RIO - CIDADES - Acontece neste domingo o 20ª desfile da   Parada do Orgulho LGBT na Praia de   Copacabana no Rio de Janeiro.   15/11/2015 - Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

Há vinte anos passados a Organização Não-Governamental Grupo Arco-Íris realiza a primeira Parada do Orgulho LGBT no estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, embora vista com certa timidez tanto pelos participantes como pelo público, a parada foi um sucesso criando um fato político para a causa. A população começou a entender que direitos humanos não se limitam apenas a situações materiais de existir como moradia, transporte, saúde, educação, lazer, etc., mas também modus de vida livre, sem discriminação, preconceito e exclusão.

Foi o grande acontecimento político que a sociedade não estava acostumada em perceber e que passou a olhar com outros olhos e entendimentos o que a comunidade LGBT exigia como seus direitos. De lá para cá ocorreram algumas conquistas, porém a luta continua para outras conquistas fundamentais como defesa da vida dos membros da comunidade que em seis anos viu 600 travestis e transexuais assassinados. Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, só no ano de 2012, foram registrados 9. 982 violações contra a comunidade LGBT. 46,6% maior do que no ano de 2011. Os casos são de violência psicológica, 80%, discriminação 74%, e violência física, 33%.

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

O tema  “Palavras Ferem, Violência Mata” vai contra não só a violência cotidiana sofrida pelos membros da comunidade LGBT, mas também contra o presidente da Câmara Federal – até agora – Eduardo Cunha que foi o grande impulsionador da aprovação do Estatuto da Família. Logo ele cuja própria família faz parte da corrupção que ele hoje está sendo investigado junto com a mulher e a filha. ‘Honesto” e ‘ probo’ representante da família-cristã. 

Para Almir França, presidente do Grupo Arco-Iris, pesar dos ganhos, houve retrocesso.

“Um dos retrocessos foi aprovação do Estatuto da Família. Também houve avanço do fundamentalismo religioso e de ideias heterossexistas higienizadas. Isso é um retrocesso intelectual. Por um lado, a academia avançou nesse conteúdo, mas por outro na sociedade civil, não ainda é um grande tabu na edicação”, observou França.

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

slide_431334_5608148_compressed slide_431334_5608174_compressed slide_431334_5608198_compressed 2013-654631167-2013-654542774-2013101353525.jpg_20131013.jpg_20131014Na abertura da parada, o que chamou a atenção do público e dos participantes foi a Ala das Mães pela Diversidade composta por mães de membros da comunidade LGBT. Para elas, suas atuações são formas de fortalecer a luta contra toda discriminação que violente os LGBTs, como o Estatuto da Família aprovado por pelo processado Eduardo Cunha, em tempo de cassação, e seus pares conturbados por resíduos paranoicos-sexuais que são projetados nos homos.

“Nós estamos aqui justamente para acabar com a homofobia, a transfobia e a lesbofobia. Nosso filhos são seres humanos iguais a quaisquer outros”, disse Inês Silva, coordenadora da Mães pela Diversidade, que tem um filho gay e uma filha lésbica.

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VAMOS FALAR SOBRE GÊNERO?

IMG-20150915-WA0013Por: Brenda Oliveira*

Existem muitas características que nos tornam diferentes um dos outros ao passo que somos muito parecidos em outros aspectos. Dependendo da localidade onde nascemos e nos desenvolvemos adquirimos características bem diferentes em relação a uma região bem próxima da nossa. A escolaridade, a religião e a cultura nos fazem tão diversos.

Desde criança somos ensinados se comportar de maneira a corresponder às expectativas que foram colocadas no momento da nossa concepção. Se nascermos com uma vagina nossos pais nos ensinam tudo o que uma menina deve fazer e nós devemos seguir a risca esse padrão, ou contrário, seremos confundida com outro gênero, e isso é inaceitável.  

Crescemos dentro de uma perspectiva, que meninos jogam bola e meninas brincam de boneca, e nenhum pode entrar na brincadeira do outro. É como se em duas caixas fossem colocados os papéis de menina e os papéis de meninos. Cada um só pode usar as características das caixas que correspondem ao seu gênero imposto no momento do nascimento. Se alguém ousar sair da regra pode sofrer várias consequências.

Observamos isso de forma muita clara na sociedade, onde os papéis de gênero são construídos socialmente. Ser mulher é uma construção social, assim com o ser homem também é uma construção e isso nada tem a ver com o genital.

Para a biologia, o sexo é definido pelo tamanho das suas células reprodutivas (pequenas: espermatozoides, logo, macho; grandes: óvulos, logo, fêmea), e só. Mas isso não define um comportamento feminino ou masculino a forma como vou me colocar no mundo, a forma como meu gênero será imposto e como será minha expressão de gênero.  Isso varia conforme nossa cultura.

O conceito de ser homem e ser mulher é diferente em cada cultura, assim o que é considerado papel de mulher na Islândia pode ser considerado papel de homem no Brasil. Ser masculino no Japão é bem diferente de ser masculino no Brasil, por exemplo.

O gênero é social, e isso nada tem a ver com seus cromossomos ou o formato da sua genitália, tem a ver com o autoconceito, sua autopercepção. O papel de gênero que vamos adotar ou não independe de nossos genitais, está mais ligado à expressão social.

Se observarmos o tempo e a história, em algum momento passamos por mudanças e inversão de papel. Comportamos-nos como é imposto ao gênero oposto, seja em uma brincadeira de criança, ou seja, em caso de sobrevivência como foi para Maria Quitéria que se vestiu de homem para lutar na guerra da independência.

Dentro dessas nuances que é o ser humano, nasce a transexualidade. Atualmente o DSM V aponta a transexualidade como Disforia de Gênero, patologizante. Só que a transexualidade não é uma doença, não é contagiosa e muito menos uma perversão sexual. É uma questão de identidade de gênero. Vamos deixar claro aqui que nada tem a ver com a orientação sexual. A orientação sexual está no campo da afetividade, por quem ou por qual eu direciono minha libido, meu desejo sexual ou não. Transexualidade está no campo do autoconceito, da forma como me vejo e me coloco no mundo. Logo uma pessoa transexual pode ser hétero, bissexual, homossexual, pansexual ou assexuada.  

A transexualidade não é um capricho, podemos inclusive observar ao longo da historia. Para ser bem claro, mulher transexual é qualquer pessoa que reinvidica o reconhecimento como mulher. E homem transexual é qualquer pessoa que reinvidica o reconhecimento como homem, como bem definiu Jaqueline Gomes de Jesus.

O reconhecimento da identidade trans* ocorre ainda na infância para algumas pessoas, mas para outros ocorre ao longo da vida, principalmente na adolescência. Em sua maioria, tardam esse reconhecimento por diversos motivos, os principais são o preconceito (aqui vamos usar o termo transfobia, que é o termo usado dentro da comunidade T para se referir a discriminação de pessoas travestis e transexuais), repressão e a falta de conhecimento sobre o assunto.

Muitas mulheres trans* no inicio de sua identificação são lidas e se leem como homens gays afeminados e com os homens trans* a mesma coisa, no inicio são lidos como mulheres lésbicas masculinizadas.

Depois que chegam ao entendimento sobre sua identidade essas pessoas passa pela transição, ou seja, a adequação do corpo ao gênero com o qual se identifica. E graças aos avanços da medicina homens e mulheres trans* podem se hormonizar e alcançar um corpo igual ao de homens e mulheres biológicos, ou seja, cisgêneros. Isso claro, se a pessoa tiver dinheiro para custear todo o tratamento.

Do contrário o que o senso comum diz a cirurgia de adequação genital não muda o gênero. Como sempre diz Daniela Andrade, mulher transexual e ativista do movimento T no Brasil, “ninguém deita em uma mesa de cirurgia homem e levanta de lá mulher, assim como ninguém deita mulher e levanta homem” existe todo um trabalho que antecede essa cirurgia, incluindo uma equipe multidisciplinar de pessoas cisgêneras que vai “julgar” se você pode ou não ir para uma fila de espera (aproximadamente 10 anos). Existe um protocolo transexualizador, além de uma hormonização compulsória que as pessoas transexuais passam para poder ter o aval da equipe multidisciplinar.

Assim cada pessoa adota uma expressão de gênero correspondente ao que se identificam, mulheres transexuais reivindicam o direito de serem tratadas como qualquer outra mulher, com os deveres e direitos que lhe são reservados, assim como os homens transexuais também adotam uma expressão de gênero masculino e reivindicam nome e tratamento conforme sua identidade de gênero.

Para essas pessoas, a necessidade de viver de forma completa como se sentem interiormente é prioritária. Por isso a necessidade de um novo nome, usar o banheiro adequado ao gênero, trabalho, aceitação social e a cirurgia de transgenitalização. Algumas pessoas optam por não fazer essa cirurgia.  

Outra nuance do ser humano é a travestilidade. Como bem definiu Jaqueline Gomes de Jesus, “entende-se, nesta perspectiva, que são travestis as pessoas que vivenciam papéis de gênero feminino, mas não se reconhecem como homens ou como mulheres, mas como membros de um terceiro gênero ou de um não-gênero.”

Para esse grupo, é imprescindível o tratamento no feminino. É considerado um insulto tratar uma travesti no masculino. Não se trata de homens travestidos, mas sim de uma figura feminina, que não é homem e nem mulher. Por isso enfrentam tanta dificuldade de adentrar no mercado de trabalho, muitas empresas são discriminatórias, preferem não associar sua imagem a esse ser, inusitado, uma incógnita, um terceiro sexo.

Dada a situação social de uma travesti, visto que muitas saem cedo da escola sem terminar os estudos por conta de sua condição, o abandono da família e dos amigos, muitas recorrem a prostituição como única fonte de sustento. Isso não quer dizer que toda travesti é uma profissional do sexo.

A grande dificuldade do homem é entender que a transexualidade e a travestilidade é mais uma forma de ser e de se manifestar do ser humano. Por isso ele marginaliza e o trata de forma tão excluída pessoas que pertençam a esse grupo. Para deixar o preconceito de lado é preciso humanizar-se.

*Brenda Oliveira estudante do curso de Psicologia e pesquisadora sobre sexualidade e transgêneros. 

19ª PARADA DO ORGULHO GAY – “EU NASCI ASSIM, EU CRESCI ASSIM, VOU SEMPRE ASSIM: RESPEITEM-ME!” OLHA TUA SOMBRA, HOMOFÓBICO! O MUNDO É GAY!

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

Sucesso total! Milhares e milhares de pessoas distribuídas entre heterossexuais, famílias, crianças, senhoras, idosos e, como não poderia ser diferente, o Movimento LGBT. Aliás, tratava-se da festa-democrática-familiar dos representantes do movimento que luta pelos seus direitos de existir responsavelmente em seu modo de ser.

Com o tema Eu Nasci Assim, Eu Cresci Assim, Vou Ser Sempre Assim: Respeitem-me! A 19ª Parada Orgulho Gay de São desfilou com seu garbo, grandeza, beleza, luxo e muitas cores pela Avenida Paulista, o centro burguês de São Paulo. Travestis, transexuais, lésbicas, gays, bissexuais a comunidade inteira se fez presente e mostrou, com suas condutas-éticas, que suas famílias são também a potência da democracia brasileira e que não se submete as ameaças paranoicas das aberrações que tentam, com suas frustrações, enfraquecer a democracia brasileira.

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

É a potência do arco-íris! A alegria das cores como vida que não se deixa prender pelo ponto paranoico molar-delirante das direitas que se encontram no Parlamento, nas chamadas igrejas e em outros sítios pervertidos. Transparência total na formo de como ser gay! Segurança, alegria, comprometimento com o mundo. Bem expressado pelo grupo Mães pela Diversidade.

“Estamos lutando por direito, igualdade e respeito. O papel das mães, fundamentalmente, neste momento em que se discute a família, é mostrar que os LGBTs têm família. Têm pai, mãe e uma família que os ama. Família não é isso que eles querem aprovar no Congresso para tirar os direitos dos LGBTs”, observou a mãe Sônia Martins, carregando a foto de sua filha, Alexandra.

Para o músico Leandro Vilela, a visibilidade gay é importantíssima para auxiliar na produção dos direitos do movimento.

“Ao longo destes anos eu via a parada crescendo e é indiscutível a visibilidade que ela traz. A visibilidade não só no dia da Parada Gay, como no resto do ano. Seja na novela, seja no comercial de perfume ou em qualquer outra frente, para que a gente seja visto no dia a dia como iguais. A gente não quer mais, nem menos, só ser igual”, disse Leandro.

A visibilidade que Leandro pede foi muito bem constatada pela senhora, aposentada Gilda Marques que afirmou ser bom quando se ama.

“Vim dar uma olhadinha. Cada um vive do jeito que quer. É tão importante a agente se amar. Por isso eu venho curtir e apoiar”, afirmou dona Gilda.

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

image_largeO prefeito da prefeitura-popular de São Paulo, Fernando Haddad, se fez presente acompanhado de sua companheira. Não podia ser diferente: Haddad é o primeiro prefeito de São Paulo que desenvolve uma administração comprometida com as minorias e que tem uma boa articulação com o movimento LGBT. E por isso é continuamente perseguido pelas forças paranoicas das direitas que dominam São Paulo e que não aceitam a igualdade democrática. As direitas cujos valores são o preconceito, o racismo, a homofobia entre outros valores imobilizadores.

“O Poder Público tem que ir além da tolerância. Tem que defender a tolerância, combater a intolerância, mas tem que ser um componente social de resgate da cidadania também.

Quanto mais transparência melhor, nesse tipo de coisa. A gente pode inclusive fazer uma conversa aberta com toda a comunidade LGBT, em vez de fazer uma decisão de gabinete”, afirmou Haddad.

Durante a passeata membros do movimento discursaram contra os crimes que são cometidos contra membros da comunidade. Foi exigido do governador Alckmin a investigação sobre as violências praticadas contra o travesti Verônica Bolina. Muitos membros do LGBT já sofrearam agressões por parte dos nazifascistas como foi o caso do professor Fábio Custódio, de 49 anos, que como companheiro o chefe de cozinha, Marcelo Reis, de 32 nos.

1p5w49znvlb1e6kl1w3ta5bk9 2t021f9dy030g09evb31n4gqi b477f59b026d62c8d1975a41bcf98b18“O preconceito do cotidiano nó sentimos sempre, mas como militante do movimento, e apesar das críticas sobre a Parada não cumprir mais seu papel, acredito que isso não seja verdade, pois esse é o momento em que muitos homossexuais se assumem. É um momento especial para isso e para a marcação política na sociedade, apesar da festa. A festa mostra que, mesmo com tudo que sofremos, nós fazemos festa nesse dia”, afirmou Fábio.

 No mais, foi demais! Não podia ser diferente, porque O Mundo É Gay!

SIMPLES. O ATOR MARK RUFFALO, NO DOMINGO, DECLAROU APOIO A MARINA, MAS SOUBE QUE ELA É CONTRA O LGBT. TIROU O APOIO

O ator norte-americano Mark Ruffalo que interpretou o personagem Hulk, nos Vingadores, e que lançou recentemente o filme The Normal Heart, onde interpreta um personagem homossexual que se transforma em um contundente ativista da causa gay, havia declarado, no domingo, seu apoio à candidatura de Marina por seu envolvimento com a causa ambiental que ele também defende, mas ao tomar conhecimento que Marina tem uma postura de extrema direita referente ao casamento gay e os direitos reprodutivos das mulheres, retirou seu apoio e escreveu sua nova posição em relação à evangélica.

Leia a íntegra de sua nota de retirada de apoio à candidata Marina que é contra o movimento LGBT. E, particularmente, o casamento gay.img-1026584-mark-ruffalo

Olá a todos, 

Chegou ao meu conhecimento que Marina Silva, candidata a presidente do Brasil, seria contra o casamento gay. Isso me colocaria em conflito direto com ela. Como vocês sabem , eu luto pelo casamento igualitário no meu país e encaro isso como um reflexo da qualidade do candidato. Eu não sabia que esse era o posicionamento dela quando fiz o vídeo apoiando sua candidatura.  Eu tinha visto apenas o debate em que Marina  falava que apoiava o casamento gay e só soube posteriormente que seu partido  retirou seu apoio à causa. Eu não posso, com consciência, apoiar uma candidata que tenha uma visão de extrema direita em assuntos como o casamento gay e direitos reprodutivos, mesmo se essa candidata está disposta a fazer a coisa certa na causa ambiental.

Eu não sou expert em política brasileira, mas eu posso dizer que os direitos das mulheres, os direitos LGBTQ+ e os direitos ambientais são todos parte de um tipo de visão de mundo com o qual eu me identifico. Ter uma visão de mundo que não inclui essas três posições torna impossível que eu endosse qualquer candidato.

Eu tenho de me desculpar por não ter feito um trabalho melhor ao embasar minha decisão [de apoiar Marina]. Eu peço desculpas se decepcionei alguém ou se fiz alguém pensar que fiz vista grossa para esses assuntos, pelos quais eu sempre lutei. 

Nesse momento, seria bom saber, definitivamente, como a candidata Silva se posiciona com relação a esses assuntos, sem termos incertos. A questão está um pouco obscura e incerta atualmente. Até lá, baseado no que pude apreender de algumas postagens aqui, e pelo que está disponível na internet, eu estou retirando meu apoio.  Eu solicito à campanha de Marina que não utilize meu vídeo de apoio até que eles afirmam seu apoio ao casamento gay e aos direitos reprodutivos das mulheres, ou que deixem claro seu posicionamento sobre esses assuntos.  Sem isso, meu apoio é nulo e vazio.

Eu peço desculpas à campanha de Silva por não ter tido melhor conhecimento de suas políticas e por haver criado essa incoveniência. Eu fiquei desapontado ao ver seu apoio ao casamento gay ser retirado por seu partido no dia seguinte ao discurso  de apoio. Eu peço que levem meus votos em boa fé.

Sinceramente,
Mark Ruffalo

18° PARADA ORGULHO LGBT FOI PARA RUA COM O LEMA “PAÍS VENCEDOR É PAÍS SEM HOMOLESBOTRANSFOBIA! CHEGA DE MORTES!”

Ontem, dia 4, as ruas do centro de São Paulo ficaram coloridas com a comemoração da 18° Parada Orgulho LGBT cujo lema foi “País Vencedor é País Sem Homolesbotransfobia! Chega de Mortes!” A festa teve seu calendário antecipado em função da realização da Copa do Mundo, já que ela atrai muitos turistas por seu porte internacional. É um dos maiores eventos do mundo. Como na Copa 40% dos hotéis estarão ocupados com turistas e os que participam da parada LGBT ocupam 100% dos hotéis, eles poderiam ficar sem hospedagens.

“Mudamos a data pensando no bem-estar de quem veio para a parada. Porque eu tive a informação que 40% da rede hoteleira estão reservados para a Copa. E a parada ocupa 100%”, afirmou Fernando Quaresma, presidente da associação da parada.

Como ocorre todo ano, a festa não é só dos membros assumidos da comunidade LGBT, dela também participam simpatizantes, famílias, políticos, artistas, a sociedade de forma geral. Depois do carnaval, é a festa que apresenta a maior diversidade de pessoas. Como não deixar de ser, a parada LGBT tem um fator político já que é uma forma coletiva de busca de identidade e respeito para que se possa viver sem discriminações, violências e recusas.

Raciocinando nesse sentindo, Nelson Matias, sócio fundador da parada, disse que há nela um querer “dignidade”.

“O que querem os gays na avenida que é o maio símbolo do capital? Nós queremos respeito. Queremos dignidade. Amar quem eu quero é um direito de foro íntimo. A sociedade tem que respeitar e o governo garantir”, disse Nelson.

Para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a parada LGBT expressa temas de grande seriedade e que embora o clima seja festivo, em razão das lutas por direitos, ainda não é verdadeiramente uma festa.

“Nós entendemos que isso é uma parada cívica. Para nós, infelizmente, ainda não é uma festa em função das atrocidades que são cometidas contra essa população”, disse Haddad.

Falando sobre o evento, a ministra da Secretaria dos Diretos Humanos da Presidência da República Ideli Salvatti, comentou que a comunidade LGBT deveria transformar esse apoio massivo que ela tem em votos para pressionar os parlamentares, porque o modelo do homem branco, rico e hétero encontra-se instalado no Congresso Nacional.

“Vocês colocam 2 ou milhões de pessoas nas ruas. Vocês precisam transformar isso em voto no Congresso Nacional. Porque esta imagem de poder do homem branco, rico e hétero está instalada lá”, comentou a ministra.

O PSICODÉLICO-POLÍTICO-FESTIVO DA PARADA

Alegres, descontraídos (nem tanto, por causa dos psicopatas infiltrados), sorridentes os participantes da maior festa homo-lesbo-trans-hétero brasileira desfilaram com fantasias e sem fantasia pela Avenida Paulista a via do conservadorismo-capitalista de São Paulo que luta para desvariar. Entre um dizer e outro, seguiu a festa dionisíaca-socrática.

“As pessoas podem se encantar com essa fábrica de beleza. As pessoas podem se encantar com tudo que é novo. Bom que elas estejam descobrindo algo novo.

Acho que é um dia de protesto de, de visibilidade. Um dia para mostrar que existimos, que pagamos impostos e que somos limpinhos”, disse a transexual Lara Pertille.

“Além de toda a festa, eu faço questão de me integrar à militância LGBT. Talvez esse formato tire um pouco da atenção da causa social. Não para o público LGBT, mas para quem vem de fora”, observou o estudante Anderson Melo.

“Eu acho super legal esse tipo de manifestação, é alegre e dar um ar diferente”, disse a participante heterossexual consultora financeira, Ana Brás.

DILMA SE IRMANA NA CAUSA DA 18° PARADA ORGULHO LGBT

A presidenta Dilma Vana Rousseff, sempre envolvida e comprometida com todas as formas de lutas pelas emancipações das pessoas e a garantia de seus direitos, também não deixou de se solidarizar com a realização da 18° Parada Orgulho LGBT que ocorreu em São Paulo.

A presidenta mandou mensagem para s pessoas ficarem alertas contra atos de violência homofóbica. Ela indicou o uso do #Disque 100 para denunciar a violência homofóbica.

“Pessoas de todo o país estão hoje em São Paulo para participar da @paradalgbt. No ano passado, a @DhumanosBrasil lançou o Sistema Nacional LGBT, que articula políticas públicas em conjunto com estados, DF e municípios. O módulo LGBT #Disque 100 é hoje a principal ferramenta no combate à violência homofóbica. O serviço é gratuito, anônimo e funcional”, escreveu Dilma.

 

“LIVRES E IGUAIS”

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“Livres e Iguais” é o lema da campanha lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria da Prefeitura de São Paulo cujo objetivo é promover o respeito, a igualdade e os direitos da sociedade LGBT. Violência, discriminação homofóbica, transfóbica todas as formas de atentados aos direitos da sociedade LSBT serão discutidos pelas entidades interessadas no tema. De onde sairá uma ação para defender reformais legais na educação na educação pública.

A campanha foi lançada mundialmente no mês de julho de 2013, como iniciativa do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) e a Fundação Purpose. A campanha também lançou uma cartilha tratando do tema que pode ser adquirida pelo site da ONU Brasil.

A campanha reforça a luta que a gestão Haddad juntamente com o movimento LGBT realiza contra todas as formas de discriminação que ofendem os direitos humanos dos membros do movimento LGBT que através de pesquisas mostrou o grau de violência contra seus membros como discriminação moral, espancamentos, prisões arbitrárias e assassinatos. Como mostra o relatório do Grupo Gay da Bahia em que aparecem assassinados só no ano de 2013, 312 gays, travestis e lésbicas.

Em função dessa irracional realidade, a 18ª Edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que ocorrerá no dia 4, próximo domingo, terá como tema “País Vencedor é País sem Homolesbotransfobia: Chega de Mortes! Criminalização Já! Pela Aprovação da Lei de Identidade de Gênero”.

LGBT, MILITANTES E ACADÊMICOS DEBATERAM AS PERSEGUIÇÕES CONTRA OS HOMOSSEXUAIS E PROSTITUTAS NA DITADURA

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/03/debate-publico-da-comissao-da-verdade-registra-homo-e-transfobia-da-ditadura-3094.html/pinheiro.jpg/image_preview

Engana-se profundamente, fora da história, quem acredita que durante o período de 1964 e 1985, a temporalidade a-histórica da ditadura cívica-militar no Brasil, só foram perseguidos aqueles se colocavam frontalmente contra esse horror que atingiu a vida nacional. Não foi nada disso. Os homossexuais em suas expressões comuns foram duramente perseguidos pelos agentes da ditadura principalmente em São Paulo. Do governo de Paulo Egydio Martins ao governo de Paulo Maluf, a perseguição foi cruel. Além dos homossexuais perseguidos, também foram perseguidas as prostitutas.

Essa confirmação foi feita por membros dos grupos LGBT, militantes, acadêmicos durante o debate organizado, em São Paulo, pela Comissão Estadual da Verdade. O debate mostrou como eram realizadas a censura, opressão e discriminação contra os homossexuais. Como, por exemplo, a Operação Cidade composta por agentes da Polícia Civil que em uma só investida prendeu 152 pessoas entre homossexuais, travestis e prostitutas.

“Já é mais do que tempo, 25 anos depois do retorno à democracia, que a lei que criminaliza a homofobia seja aprovada no Congresso Nacional, ainda mais que os direitos dos LGBT estão claramente estabelecidos na Declaração Internacional dos Direitos Humanos e nos sucessivos tratados internacionais assinados pelo país após o fim da ditadura.

O debate de hoje não é sobre o passado, mas sobre o presente. O fim da ditadura não encerrou a opressão fascista sobre o público LGBT”, observou o membro da Comissão Estadual da Verdade, deputado do Partido dos Trabalhadores, Adriano Diogo.

Por sua vez, o historiador, Rafael Freitas, disse que a ordem na prisão era fotografar os detidos com indumentária de mulher para que mais tarde o juiz decidisse o quanto eles eram perigosos.

“Quando o delegado José Wilson Richetti comandava a Seccional do Centro, organizava abaixo-assinados com comerciantes e moradores dos bairros para justificar os rondões de madrugada. Naquela época, havia detenção por vadiagem e a ordem policial era fotografar os detidos com vestidos de mulher que estavam utilizando, para que o juiz mais tarde pudesse decidir o quão perigosos eles eram”, narrou o historiador.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS, LÉSBICAS E TRANSGÊNEROS LANÇA NOTA DE INDIGNAÇÃO

NOTA OFICIAL DE INDIGNAÇÃO DA ABGLT – PLC 122/2006

Nota Oficial de Indignação da ABGLT contra a postura dos fundamentalistas na reunião da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado no dia 20/11/2013

“O que me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons.” Martin Luther King.

A forma como um restrito grupo de fundamentalistas no Congresso Nacional está reagindo ao Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 que apenas acrescenta orientação sexual e identidade de gênero como motivos de discriminação e que visa simplesmente combater o ódio, a intolerância e a violência dos quais a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) tem sido vítima no Brasil é de uma extrema insensibilidade.O Projeto diz “Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:“Define e pune os crimes de ódio e intolerância resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gênero ou condição de pessoa idosa ou com deficiência.”Esse mesmo grupo de parlamentares fundamentalistas deve ser responsabilizado pelas mortes, pela violência e pelas discriminações que fazem vítimas de milhares de brasileiras e brasileiros todos os anos.Para citar apenas dados oficiais contidos nos Relatórios Sobre a Violência Homofóbica no Brasil, elaborados pelo governo federal, o Relatório de 2011 registrou 6.809 violações contra a população LGBT nos seguintes serviços apenas naquele ano: Disque Direitos Humanos (Disque 100), Ligue 180, Disque Saúde e a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde, mais 278 assassinatos identificados por meio do monitoramento dos meios de comunicação. Segundo o Relatório de 2012, foram reportadas 27,34 violações de direitos humanos de caráter homofóbico por dia no Brasil. A cada dia 13,29 pessoas foram vítimas de violências homofóbicas reportadas no país. Houve 9.982 denúncias de violações dos direitos humanos de pessoas LGBT, um aumento de 46,6% em comparação com 2011. Também foram identificados 310 assassinatos..Houve, entre os parlamentares fundamentalistas, quem afirmou hoje que a aprovação do PLC 122/2006 seria um incentivo à pedofilia. A Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde, item F65.4, define a pedofilia como “Preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, de meninas ou de ambos, geralmente pré-púberes”. Fazer afirmações que vinculam a pedofilia à homossexualidade é mais um exemplo de como os fundamentalistas semeiam o ódio contra as pessoas LGBT por meio de inverdades.O que transparece na atuação dos fundamentalistas no Congresso Nacional é que obstruem, fazem manobras e impedem a aprovação do PLC 122/2006 porque veem nele uma ameaça à sua própria prática de segregação discriminatória e difamatória das pessoas LGBT. Neste sentido, a ABGLT vem pedir àqueles parlamentares do Congresso Nacional que hoje se ausentaram do processo de votação, que se posicionem, votando favorável ou contrário ao combate à violência e à discriminação. Chega de hipocrisia. Nós não podemos aguardar mais. O projeto de lei em questão tramita há 12 anos – neste período de inércia e omissão por parte do Congresso Nacional, estimadas 4055 pessoas LGBT foram assassinadas no Brasil, segundo o Grupo Gay da Bahia, e segundo os Relatórios de 2011 e 2012 acima citados, apenas por serem LGBT, e os perpetradores destes crimes na sua maioria gozam da impunidade. Parlamentares que se colocam como defensores/as dos direitos humanos e da igualdade preconizada pela Constituição Federal não podem se esquivar de sua obrigação de votar a matéria – não é aceitável que se ausentem das votações. Se não querem representar na hora que for preciso parte da população que os elegeu, é melhor que se renunciem de seus mandatos. A cidadania plena e os direitos humanos não são objetos de barganha em negociações políticas e tampouco algo que se deixe de lado quando convém, por medo de perder votos nas próximas eleições. Todos somos cidadãos com direitos iguais, inclusive o direito de sermos representados inequivocamente nas instâncias legislativas.Este povo fundamentalista não quer diálogo, este povo quer transformar o Brasil em uma ditadura fundamentalista que faz acepção a quem não siga seus dogmas. Este povo perdeu os valores: semeia o ódio contra a população LGBT. Basta ver conteúdos de determinados programas de televisão apresentados por pastores fundamentalistas, sem falar da vergonhosa Comissão da Câmara dos Deputados que não é digna do nome de Direitos Humanos e Cidadania.Agora até querem interferir na atuação do Supremo Tribunal Federal, como é o caso da PEC 99/2011, que permitiria que as associações religiosas tivessem a capacidade para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos. Uma proposição dessa natureza é um acinte à cidadania, uma ameaça à essência da democracia.Este povo não entende o significado de democracia, apenas quer impor a teocracia.Este povo dissemina inverdades para mobilizar seus fiéis contra a população LGBT. Este povo se utiliza do nome de Deus para iludir e enganar seguidores ingênuos para se enriquecer ilicitamente. Este sim é o mal maior por trás da fachada da falsa cruzada dessas pessoas que pregam o fundamentalismo. Transparência já nas contas das igrejas no Brasil, qualquer seja sua denominação!Está na hora de aprovar no Brasil legislação que desincompatibilize o exercício concomitante de pastor e parlamentar, como já ocorre no México, por exemplo, pelo evidente fato do conflito de interesses entre as convicções religiosas e a laicidade do estado que deveria caracterizar a atuação de quem legisla em nome dele.Acorde Brasil! Veja o paralelo entre o avanço do fundamentalismo no Brasil e o surgimento do fascismo no século passado, que culminou nas atrocidades da 2ª Guerra Mundial e no genocídio das populações perseguidas pelos fascistas (inclusive a população LGBT). Nas palavras do Frei Beto “a postura do movimento político no meio evangélico fundamentalista é comparável com o surgimento dos regimes nazista e fascista na Europa do século XX”

Carlos MagnoPresidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

MESMO COM A LEI ANTI-GAY, A RUSSIA PODE TER OS JOGOS GAYS DE 2014

Associação promove «Jogos Gays» na Rússia para obter apoio para a causa homossexual

Um dos principais dogmas apregoados historicamente contra o comunismo foi que ele proibia o homossexualismo e perseguia seus praticantes. Claro, que não se trata de uma verdade, daí ser dogma. Mas é certo que muitos ditos comunistas perseguiram homossexuais enquanto mantinham o domínio do poder. Exemplo, Stalin. Entretanto, os comunistas críticos não caíram nessa irracionalidade que é própria de muitos  representantes de qualquer sistema, porque é reflexo das dificuldades inerentes aos sujeitos discriminadores de lidarem com suas próprias sexualidades infantilizadas. Ou melhor, bloqueadas. O que significa dificuldade de ser racional. Escapar da razão instrumentada. Principalmente a razão-dogmatizada. Os comunistas críticos entenderam que a razão aprisionada não contribui para a criação e o desenvolvimento de uma sociedade justa como pretende o comunismo.  

Por isso, é muito comum acreditar que a repressão homossexual para os comunistas estava ligada a defesa da moral que tentava fazer de todos unicamente usuários de suas energias para o desenvolvimento de seu país. Como se o homossexual não fosse também sujeito histórico de produção. Como se até os afetos heterossexuais mais expressivos fossem também um perigo para essa moral. Era como se dissesse: maduro é o homem que vive fixado nos princípios do sistema.

No Brasil, temos representantes capitalistas das direitas que são semelhantes a estes comunistas homofóbicos. Exemplo irrefutável: os deputados Bolsonaro e Felciano. Esses provam que a homofobia não é privilégio desses ditos comunistas. Não são os sistemas que fazem os homofóbicos, mas o incomodo que um existir diferente causa no  demais reprimido. Um bloqueio que o impede de ver e entender o outro como uma objetividade diferente. Uma existência outra que não tem nenhuma relação com a existência subjetiva (interior) do homofóbico. Cuja homofobia é a defesa contra essa subjetividade conturbada.

Entendendo que existir é um princípio essencial da liberdade, os homossexuais passaram a reivindicar seus direitos internacionalmente. E nessa defesa singular passaram a ser respeitados como sujeitos atuantes como outros sujeitos livres. É assim que pensa o movimento gay na Rússia. Apesar do governo Putin, perseguir a homossexualidade proibindo-a, o movimento vai territorializando seus fluxos ontológicos. Por isso, já se pode pensar na realização dos Jogos Gays, em 2014. Uma promoção da entidade que promove o esporte e a luta pela causa homossexual.

Os jogos serão realizados entre 26 de fevereiro até 2 de março. E terão como objetivo aproximar simpatizantes a causa, no território russo, segundo Elvina Yuvakaieva, presidenta da Federação Desportiva LGBT.

“Não convidamos menores aos nossos eventos. Esperamos captar a atenção de todos esportistas e de quem cobrir os Jogos de Sochi. Temos certeza de que não teremos problema”, disse Elvina.

Os Jogos Gays ocorrerão logo após a realização das Olimpíadas de Inverno que se dará na cidade de Sochi, evento bem aprovado por Putin. Todavia, quanto aos gays, Putin, continua reacionário.

ENQUANTO COMPLEXOS HOMOFÓBICOS CONDENAM O JOGADOR ÉMERSON (E ELE ACEITA), NO URUGUAI OCORRE O 1º CASAMENTO GAY PÚBLICO

Enquanto ainda se constata comentários homofóbicos contra o jogador do Coringão, Émerson, em razão do mesmo haver dado uma beijoca na boca de seu companheiro em público, comentários por demais desprezíveis, no Uruguai, casal gay, amparado na Lei do Casamento Igualitário, que entrou em vigor no dia 5 de agosto, realiza o primeiro casamento público.

O felizardo casal, formado por Rodrigo Borda e Sérgio Miranda, diretor da revista Friendly Map, receberam sua certidão de casamento no Cartório Civil de Montevidéu, onde o casal fez sua inscrição no dia no dia 5 de agosto. O enlace aconteceu em clima colorido de alegria como pede o mundo gay diante de amigos, parentes e jornalistas. Uma festa de Eros.

Por sua parte, Sérgio Miranda, afirmou que tratava-se de um dia histórico para o Uruguai.

“É um dia histórico para o Uruguai. É um momento muito importante e a mensagem que nosso país dá ao mundo é muito positiva, quando em outros, como a Rússia, acontecem coisas horríveis”, comentou Miranda.

O representante do Coletivo Gay Uruguaio Ovelhas Negra, Michelle Suarez, também se pronunciando sobre o histórico evento.

“O Uruguai está começando a destruir os mecanismos de discriminação contra o coletivo homossexual”, disse Michelle.

Enquanto isso, no Brasil, perdendo a oportunidade de ser feliz, certos homens só se beijam, e depois negam.  

GAYS DESCUIDAM DA CAMISETINHA

Justiça Gay Bolívia

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e a coordenação da Parada Gay de 2013, divulgaram informações que mais 42% dos gays não usam preservativos na hora do love. Uma indiferença com o amor. Se amar faz bem, continuar amando com saúde é bem melhor. O uso da camisetinha é imprescindível para continuidade do love.

E o fato que chama mais atenção na informação é que esse número é constituído de jovens na flor do jogo de Adônis. Não fazer uso da camisetinha é uma autoflagelação. O amor pede corpo e mente saudável para que ele seja dionisíaco e apolíneo.

“Os adolescentes conhecem o preservativo e conhecem os riscos e as questões das doenças sexualmente transmissíveis, mas o que nós temos certeza é que conhecer o preservativo não garante o uso. E quando tem um parceiro fixo, esse é um fator importante para se deixar de usá-lo”, afirmou a médica e coordenadora do Programa Estadual de Saúde do Adolescente, Albertina Duarte Takiuti.

Mano, ama! Amar e trabalhar é saúde, já diziam Freud e Reich. Mas, por favor, usa a camisetinha! Não esquece que o Papa Chico disse que Deus está com convosco. Aproveita esse love abençoado, mano!

EMBAIXADA FRANCESA NO BRASIL REALIZA CASAMENTO HOMOAFETIVO

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A embaixada Francesa em Brasília, território legitimamente francês dentro do país, realizou ontem a cerimônia de casamento homoafetivo dos empresários franceses, que vivem na Bahia, Gilles Barral e Didier Oumnas,que  oficializam a união de 20 anos.

Os cidadãos deste país tem direito legal de oficializar seu casamento civil após há alguns meses atrás o país ter adotado em sua legislação um dispositivo jurídico que permite a união homoafetiva sacralizada pelo estado francês.

Enquanto isto no Brasil o Conselho Nacional de Justiça obriga todos os cartórios a reconhecer a união homoafetiva, como forma de envolvimento civil matrimônial. Mesmo assim os franceses ainda estão legalmente frente do Brasil pois toda sua legislação já dispõe deste direito civil. E é por isto que estes franceses são très modernes e fraternes, mes cheries….

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CNJ PROIBE CARTÓRIOS BRASILEIROS DE REJEITAR CASAMENTO HOMOAFETIVO

Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou ontem a partir de sua resolução algo que viabiliza a legitimização do casamento homoafetivo no Brasil. A resolução proíbe cartórios de recusar a celebração de casamento civil de pessoas do mesmo sexo ou de negar a conversão de união estável de homossexuais em casamento.

A decisão do CNJ teve como base o julgamento do STF, queconsiderou inconstitucional a diferenciação judicial das uniões estáveis entre homossexuais e também na decisão do STJ que julgou não haver obstáculoslegaisà celebração de casamento de pessoas do mesmo sexo.A decisão do CNJ pode ainda ser revista pelo STF.

O ministro Joaquim Barbosa, que estava presente na cerimônia, classificou a recusa de cartórios de Registro Civil em converter uniões em casamento civil ou expedir habilitações para essas uniões como “compreensões injustificáveis”.

Na ocasião foi definido que os casos de descumprimento da resolução deverão ser comunicados imediatamente ao juiz corregedor responsável pelos cartórios no respectivo Tribunal de Justiça. A decisão entrará em vigor após sua publicação no Diário Oficial da União,  que ainda não tem data para ocorrer.

De qualquer modo a decisão do CNJ é um grande passo no reconhecimento equalitário dos direitos civis dos brasileiros que fizerem qualquer opção sexual. E que nosso país possa ter cada vez mais novos casamentos gays. Porém os homoafetivos não podem cair na mesma esparrela que o casamento burguês hetero, que se fecha apenas no casal e na família e mantem os preceitos machistas, possessivos e controladores.

Sistema Nacional LGBT faz primeira audiência pública

Da Agência Brasil

A primeira audiência pública do Sistema Nacional de Enfrentamento à Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis (LGBT) ocorreu hoje (25) no Rio de Janeiro para  integrar as ações do governos federal, estadual e municipal de combate à homofobia e respeito à diversidade.

O evento reuniu representantes de movimentos sociais, gestores públicos, parlamentares e interessados pelo tema, que apresentaram propostas para a construção do sistema e auxiliaram na formulação de politicas públicas voltadas para essa população.

O sistema deverá qualificar e ampliar o atendimento à população LGBT, familiares, amigos e vítimas da discriminação, além de potencializar ações nas áreas de direitos humanos, segurança pública e assistência social. Pretende-se construir um tripé formado pelos conselhos, coordenadorias e planos estaduais e municipais LGBT nos estados e municípios.

“A homofobia no Brasil é estrutural, perpassa toda a sociedade, é transversal. Então nós precisamos do apoio dos estados e municípios para fazer esse enfrentamento da violência. O Sistema Nacional LGBT visa a articular as coordenações, os conselhos estaduais e municipais com as estruturas nacionais para que as políticas públicas em nível federal tenham capilaridades nos estados”, disse o presidente do Conselho Nacional LGBT, Gustavo Bernardes.

A presidenta do grupo Arraial Free, coletivo de lésbicas do município de Arraial do Cabo e segunda secretária do Conselho Estadual LGBT, Ester Silveira, disse que a audiência é mais um espaço de reivindicação para mostrar que apesar de alguns avanços ainda há bastante retrocesso. “O grande sonho dos militantes do Brasil é que a homofobia seja equiparada ao racismo, que seja criminalizada. A cada dois dias um homossexual é assassinado no país e fica por isso mesmo. Nossa ideia é botar atrás das grades quem pratica esse crime”, disse.

A audiência foi feita pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, por meio da Coordenação-Geral de Promoção dos Direitos LGBT e pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, por meio da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos do Programa Rio sem Homofobia.

O Sistema Nacional LGBT está em consulta pública em diversos estados até a próxima segunda-feira (29). Segundo Bernardes, ele deverá ser lançado ainda este ano e vai integrar todas as entidades existentes no país, mas que funcionam de forma desarticulada. Segundo o presidente, pretende-se que as politicas públicas no âmbito federal sejam pactuadas com estados e municípios, atingindo a todos os brasileiros.

SENADO COLOMBIANO REJEITA CASAMENTO HOMOSSEXUAL

O Senado colombiano que tinham até junho para decidir sobre o casamento gay (matrimônio igualitário), rejeitou ontem o projeto de lei com 51 votos contra 17. Os partidos La U e Conservador foram os que mais votaram contra enquanto os esquerdistas Liberal e Polo Democrático foram os que mais apoiaram.

A matéria será arquivada  e só voltará à pauta do Congresso quando outro projeto tramitar por uma das casas legislativas do país. O Congresso assumiu esta votação após a Suprema Corte se negar a decidir sobre a definição do matrimônio.

O autor do projeto, o senador Armando Benedetti Villaneda, acreditava que o projeto tinha chances de ser aprovado devido as fortes discussões que a sociedade colombiana. Para Benedetti “ficou comprovado que o Congresso do país não serve para nada. (…) No dia que formos capazes de converter-nos em um Congresso moderno, vanguardista e progressista, poderemos contribuir para o fim da desigualdade e da pobreza na Colômbia”.

Conservadores como Roberto Gerlein afirmou que mesmo com estado laico, a população é religiosa e afirmou que “Não compartilho, não aplaudo e não desejo o sexo escatológico. Acho que este tipo de sexo é incapaz de gerar vida humana, por ser um sexo que se pratica com fins recreativos […] Não tem importância, não se justifica e desqualifica o projeto em análise”.

A Colômbia conhecida por seus governos altamente conservadores e dependentes das políticas imperialistas norte-americanas tinha a chance de se destacar e ser um dos poucos paises da América do Sul a ter este avanço: a igualdade matrimonial. Porém assim como o Brasil, formado por um congresso altamente reacionário (vide PL 122 e o próprio casamento gay), nossos vizinhos não estão preparados para este avanço democrático e humano.

FRANÇA, TERRA DE SARTRE E BEAUVOIR, APROVA O CASAMENTO GAY

france-gay-flag-360x222Ao contrário do Brasil onde o casamento e os direitos civis do casal não são reconhecido, a França através de seu parlamento aprovou ontem com 331 votos a favor e 225 contra o projeto de lei que implementa o casamento gay e a adoção de casais homossexuais.

A maior parte dos votos favoráveis veio dos deputados da esquerda e os votos contrários  da direita. A direitaça francesa berrou e bateu o pezinho anunciando que enviará o texto para fiscalização do Conselho Constitucional em uma tentativa de barrar o projeto conhecido como Lei Taubira.  Com a aprovação a França é o 14º país no mundo a autorizar o casamento para casais homossexuais. A terra de amores necessários, como Sartre e Beauvoir, finalmente poderá abrir seu corpo a todos os gêneros e opções e mostrar que lá ninguém vira o bico para os direitos da diversidade.

Enquanto isto na Colômbia há um grande debate parlamentar e civil sobre a aprovação do casamento gay no país. O senado responsável pela escolha foi intimado e tem até junho para decidir. E o Brasil fica pra traz. Ontem inclusive o governo do Rio aprovou o casamento gay, mas contraditoriamente os casamentos precisam do judiciário. INDA TEM FRANCÊS QI DIZ QI A JENTI NUM SEMO SERO…

SIMPÓSIO PSICOLOGIA E DIVERSIDADE SEXUAL É REALIZADO PELO CRP E UFAM

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A psicologia como profissão possui em uma de suas vertentes uma profissão burguesa responsável para manter a ordem do Estado dentro da normalidade e de certa forma criar uma homogeneidade do comportamento para que se exclua os que não se adaptem a opulência capitalista. Ou ainda como dizia Foucault, a psicologia é uma forma de controle e manutenção do discurso do estado, excluindo todos aqueles que ameaçam este a ordem e estabilidade deste sistema.

Porém contra esta psicologia reacionária há as psicologias da heterogeneidade que buscam a diversidade das práticas e formas de organização social. Nesta perspectiva o Conselho Federal de Psicologia e os Conselhos Regionais há anos vem defendendo propostas importantes pela defesa direitos humanos e da diversidade social.

No que se refere a diversidade sexual o Conselho Federal de Psicologia a partir de sua resolução 001/99 proibe que a homossexualidade seja considerada um transtorno ou esteja ligada com qualquer quadro patológico. Na luta junto com as entidades LGBT, os Conselhos Regionais e Federais vem buscando ampliar os debates em busca de  uma sociedade mais plural e sem preconceitos como já preconiza a Constituição Federal.

Neste sentido o Conselho Regional de Psicologia CRP-20 se reuniu na Universidade Federal do Amazonas para debater o seguinte tema: Psicologia e diversidade sexual: desafios para uma sociedade de direitos.

A discussão que envolveu docentes, discentes, profissionais e pesquisadores em psicologia foi aberta brevemente pela presidente do Conselho Regional de Psicologia que inclui o Amazonas, e professora da FAPSI/UFAM Iolete Ribeiro da Silva. Após o evento conversamos com a professora sobre o evento e sua importância para o meio acadêmico e a sociedade em geral.

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A parceria da FAPSI/UFAM e do CRP é importante para discutir o tema e envolver os estudantes nestas reflexões. E o movimento do regional é para ir elaborando propostas a partir das reflexões que os debates promovem para pensar o compromisso que o psicologo tem na garantia dos direitos sociais, no caso aqui direitos LGBT que é um tema ainda muito pouco discutido e a nossa realidade ainda mostra um nível de violência muito grande de rejeição a certos temas dentro da profissão. Nossa intenção neste primeiro evento é iniciar um processo de reflexão que cria um grupo de trabalho dentro do CRP que vai dialogar com o movimento social para discutir este tema especificamente e vamos a partir daí ter outras ações coordenadas por este grupo para produzir materiais audio-visual se for possível, fazer outras atividades que são formativas tanto para os estudantes quanto para os psicologo” Iolete Ribeiro da Silva, Presidente do CRP-20.

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A Vice-Presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB-AM, Reni Alves, esteve presente e falou da luta que o direito tem trabalhado no sentido de punir práticas homofóbicas e na busca da promulgação do Estatuto da Diversidade sexual.

Além disto ela comentou sobre os avanços do direito trabalhista que tenta extinguir práticas como a não-seleção de candidatos para determinada vaga devido sua orientação sexual. Por fim ela ainda afirmou que a lei Maria da Penha já está sendo usada para imputar os crimes de violência entre casais homossexuais.

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Posteriormente o Secretário Geral do Forum LGBT/AM e membro da Rede Nacional de Negros e Negras do Amazonas, Jeffeson William Pereira glosou sobre a história de luta dos homoafetivos desde o século XIX até os dias atuais. Além de falar sobre o Relatório Kinsey, o movimento sexual e a Revolta de Stonewall, o orador versou ainda sobre as três ondas da luta LGBT e da atual luta como um movimento político.

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Por fim o Coordenador do Grupo de Trabalho de Diversidade do CRP-20, Andrews do Nascimento Duque, falou sobre os desafios e o papel da psicologia como prática libertadora que busca o respeito, os valores humanos e a diversidade.Foram debatidos também a posição do Conselho Federal de Psicologia sobre o tema da diversidade e sobre o que expressa o Código de Ética Profissional do Psicologo.

Por fim houve um grande debate com os acadêmicos sobre diversos temas que envolvem a diversidade e houveram algumas propostas sugeridas oralmente e outras entregues em uma folha de papel. O importante porém está no debate com os futuros profissionais para que se produza uma psicologia da diversidade que haja no enfraquecimento dos valores homofóbicos nas mais diversas esferas onde o psicólogo está inserido.

CARTÓRIOS PAULISTAS TERÃO MESMOS PROCEDIMENTOS PARA CASAMENTOS HOMOSSEXUAIS

A partir de hoje qualquer casal paulista, homossexual ou heterossexual, terão seus direitos igualados quanto o casamento em cartório. Segundo o o presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), Luis Carlos Vendramin Junior antes desta medida os casais homoafetivos precisavam “apresentar o pedido de habilitação do casamento e esse pedido era encaminhado ao juiz corregedor permanente”, mas agora não é necessário.

Mesmo havendo permissão legal dada aos casais do mesmo sexo desde 2011 pelo STF os cartórios não tinha um regulamentação dos procedimentos e aí ” corria até hoje em vários municípios [de São Paulo], em várias comarcas, é que não existia um posicionamento único. Existiam vários posicionamentos, uns que autorizavam, outros que não autorizavam. Achou-se por bem fazer uma regulamentação administrativa para pacificar o entendimento. Muito mais que pacificar o entendimento, ele dispensou o envio para o juiz corregedor permanente” afirma Vendramin Jr.

É de grande importância que o Estado laico que rege as relações sociais esteja organizados para que não haja uma segregação, mesmo que seja de procedimentos, entre os direitos de qualquer cidadão. Importante também é o fato de diminuir o pensamento passional-homofóbico do preconceito contra os homossexuais que tanto prejudica a igualdade dos direitos que nossa constituição exige.

Agora aos casais homoafetivos nada de manter a mesma rigidez, moralismo, fanatismo, do espirito burguês que os casais heterossexuais sustentam. Se libertem deste fardo e abra os braços para o amor que ultrapassa o que já está constituido.

O MUNDO É GAY

(breves enunciações sobre a homofobia como crime)

Nenhum crime existe antes de ser inventado como fenômeno social. Diz logo que o crime não é algo natural que fica mais fácil. Que pressa, vamos devagar! Diga. Não há crime enquanto não houver uma ação social que seja definida como crime. Claro, amor, e tem mais: e só pode ser definida como crime se a ação social for entendida a partir dos pressupostos do que é uma infração penal. Sim, exatamente, por essa razão, definir um crime é também nomear uma situação que antes não havia, estabelecendo, assim, uma ação como um bem em detrimento do que passa a ser percebido como mal. E o resultado de tudo isso? Ora!, é uma interdição, uma limitação do espaço da liberdade. Então a questão é a de que a expressão capaz de coibir a infração ou o crime só pode ser a lei. E a de que esta lei é projetada e aprovada por representantes legais daqueles ligados pelo pacto social.  Sim, na democracia representativa assim é. Pois o Estado torna-se o mediador entre a ordem jurídica e a sociedade. De certo modo, então, a lei que coibi um crime tem que satisfazer os direitos dos representados. Já sei onde quer chegar: se atualmente, há uma série de novos direitos sendo determinados pra novos tipos sociais, que adquirem identidades não apenas cívica, cultural, social, econômica e política, mas também, de gênero, sexualidade entre outras, logo, a própria lei tem que se adequar. Sim, assim ocorre com a criminalização da homofobia. Os homossexuais são uma realidade política, econômica, social e jurídica agora, são representados como qualquer outro cidadão reduzido a uma cidadania de direitos e deveres e surgem como uma realidade específica, assim como a mulher, em um mundo marcado pelo patriarcalismo político predominante. Então, não adianta vim com a história de que se a lei funcionasse para todos já abarcaria a violência contra os homessexuais. De jeito nenhum! Ora essa! A homofobia é um tipo de violência que afeta diretamente um novo modo de existência. E como a lei, o crime e a pena dividem o espaço social, para poder classificá-lo e identificá-lo, a questão principal da criminalização da homofobia não é nem tanto o de “salvar” o homossexual da violência, mas o de confirmar sua existência política e jurídica no mundo.

(conversações para além do espaoço/tempo constituído)

Olha vou te contar. Desenvolva então. Isso é tão verdade que é só chegar tempo de eleição que a comunidade gay deixa de ser diferença pura e é reificada para se adequar nas relações de troca do capitalismo. Aí se entende que a violência, no caso da homofobia, não é só física, mais política e principalmente religiosa. O suplente da Marta Suplicy, o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), que vai assumir sua vaga no senado não se declarou contra os homossexuais. “Vou seguir sempre as posições da Igreja Católica nas votações. Para mim homem é homem e mulher é mulher. Também sou contrário ao aborto e à eutanásia”. A Martha já manifestou preocupação porque ela é que fez a proposta do projeto de lei que equipara a união igualitária aos termos já esxistentes da uniãi civil em vigor no código civil. Olha a postura o vereador paulistano:  “Sem dúvida nenhuma vou sempre acompanhar o que a Igreja falar. Sou um católico praticante. Sempre fui contra o casamento de pessoas de sexo igual, não tenho preocupação em perder voto por causa disso”. Que coisa!

 E na campanha à Prefeitura do Rio neste fim de semana? O que foi que aconteceu? Homofobia e religião mais uma vez. Credo! O ex-governador Antony Garotinho, gravou um programa eleitoral para o candidato Rodrigo Maia (DEM) que fez com que o acessor deste candidato, responsável pelo plano de governo, pedisse demisão. Foi mesmo? E não foi!, Garotinho, no programa, criticou o prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB), por tentar agradar aos gays e aos evangélicos ao mesmo tempo. Já sei, quando o acessor Marcelo Garcia, viu a palhaçada, resolveu pedir a demissão. Isso mesmo.  “Foram 47 segundos do Garotinho usando o programa eleitoral, que deveria apresentar propostas para a cidade, para jogar gay contra evangélico. Se eu ficasse, estaria caminhando para a lama que o Garotinho convive há muito tempo”, declarou ontem (17) Marcelo Garcia. Garotinho se defenmdeu dizendo que não viu nada de homofobia em sua fala. Pode uma coisa dessa?!

 

Já ouviu falar que a tolerância pode ser mais perigosa que a intolerãncia. Sim, você tolera, mas não compreende a ponto de entender porque algo existe e suas implicações no real. Sim, no caso dos gays, é quando alguém diz: “sou a favor dos gays, mas se meu filho for gay eu mato ele”. Sim, conheço um monte de brutos assim. Mas o que foi? o ator inglês Rupert Everett, várias vezes homenageados pela comunidade LGBT, assumidissímo, gay até o carosso do cotovelo, saltou essa: “Não consigo imaginar nada pior do que ser criado por dois pais gays”. E mais essa: “Não falo em nome da comunidade gay. Na verdade, eu não me sinto como parte de comunidade alguma”, ele enfatizou. “A única comunidade à qual pertenço é a humanidade, e já temos crianças demais neste planeta”. Que humanidade é essa? Que horror!

 

Quando te digo que gay em eleição é mais gay para os candidatos é porque vale tudo para ganhar os votos coorporativos. Tá falando do bispo Marcos Pereira, da Igreja Universal do Reino de Deus, que é presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), que pediu desculpas por ter relacionado o kit anti-homofobia do governo federal com a Igreja Católica em texto de 2011? Sim, exatamente isso. “Lamento que tal exercício de pensamento publicado há um ano e quatro meses seja usado de maneira indevida às vésperas da eleição para a prefeitura de São Paulo”, disse o bispo Marcos Pereira. O ruim para ele é que sabemos que o arrepedimento não passa pelo sistema nervoso, não produz conhecimento, pois o corpo afetado por quimeras morais apenas vive na confusão e inadequação da imaginação improdutiva. Ele bem sabe disso!

Agora me diga uma coisa. Digo sim. Uma diferença que se quer pura, pulsante, vibrante, capaz de abrir uma fissura no estado de coisas constituído e produzir um modo de ser autêntico e singular, vai entrar na política unicamente pela via da representatividade? Infelizmente nas atuais copndições de democracia representativa pode-se iniciar por aí. Sei, mas como confronto e mostrando que as coisas não se reduzem somente a relação de dominação entre representados e representantes. Claro, a discussão é muitoi mais abrangente, não se trata apenas de ter representantes das causas gays em bancadas como os evangélicos tem a deles, mas de demostrar uma inteligência que vai além da normatividade que impera. Sim, a diferença é a revolução. Como dizia Warat a “igualdade jurídica é uma ilusão”. E a democracia representativa é apenas a sombra muito débil da democracia absoluta.

“Nossos deveres – são direitos de outros sobre nós. De que modo eles os adquiriram? Considerando-nos capazes de fazer contrato e dar retribuição, tomando-nos por iguais e similares a eles, e assim nos confiando algo, nos educando, repreendendo, apoiando. Nós cumprimos nosso dever – isto é: justificamos a ideia de nosso poder que nos valeu tudo o que nos foi dado, devolvemos na medida em que nos consederam” (Nietzsche)


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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