Archive for the 'Portal Fórum' Category

Médicos conseguem estancar hemorragia e Dona Marisa está em observação

Santo André- SP- Brasil- 15/08/2016- Ex-presidente Lula e sua esposa Marisa Letícia durante encontro das mulheres e militantes que marca os 10 anos da lei Maria da Penha, na Casa Portugal. Foto: Heinrich Aikawa/ Instituto Lula

A ex-primeira dama deu entrada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, após sofrer um AVC. Ela passou por uma arteriografia e cateterismo, foi sedada, e ficará em observação.

Conforme noticiado em primeira mão pela Fórum, a ex-primeira dama Dona Marisa Letícia sofreu, na tarde desta terça-feira (24), um acidente vascular cerebral (AVC). Ela deu entrada no meio da tarde no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e foi direto para a emergência.

Há pouco, a assessoria de imprensa do hospital confirmou à Fórum que Marisa passou por uma arteriografia – procedimento para se observar o interior das artérias – e teve um cateter introduzido pela virilha até a região afetada pelo acidente para estancar a hemorragia.

 O procedimento deu certo e Marisa foi sedada. Ela ficará em observação pelo menos nas próximas 24 horas, consideradas mais críticas.

INTELECTUAIS E ARTISTAS ESTRANGEIROS DIVULGAM MANIFSESTO CONTRA O GOLPE

contra-golpe-brasil-intelectuaisArtistas como a engajada atriz Susan Sarandon, o ator Danny Glover, o músico Brian Eno, e intelectuais como Noam Chomsky, divulgaram uma carta manifesto ao Senado exigindo que ele vote pelo retorno de Dilma Vana Rousseff ao cargo de presidenta eleita democraticamente. A carta manifesto também se refere aos atos arbitrários do desgoverno do ilegítimo e inexpressivo Temer que vem usando o cargo para beneficiar e proteger seus comparsas. Muitos envolvidos em denúncias de corrupção.

Leia a carta.

24 de agosto de 2016

Nos solidarizamos com nossos colegas artistas e com todos aqueles que lutam pela democracia e justiça em todo o Brasil.

Estamos preocupados com o impeachment de motivação política da presidenta, o qual instalou um governo provisório não eleito. A base jurídica para o impeachment em curso é amplamente questionável e existem evidências convincentes mostrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidenta com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados.

Lamentamos que o governo interino no Brasil tenha substituído um ministério diversificado, dirigido pela primeira presidente mulher, por um ministério compostos por homens brancos, em um país onde a maioria se identifica como negros ou pardos. Tal governo também eliminou o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Visto que o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, estes acontecimentos são de grande importância para todos os que se preocupam com igualdade e direitos civis.

Esperamos que os senadores brasileiros respeitem o processo eleitoral de 2014, quando mais de 100 milhões de pessoas votaram. O Brasil emergiu de uma ditadura há apenas 30 anos, e esses eventos podem atrasar o progresso do país em termos de inclusão social e econômica por décadas. O Brasil é uma grande potência regional e tem a maior economia da América Latina. Se este ataque contra suas instituições democráticas for bem sucedido, as ondas de choque negativas irão reverberar em toda a região.

Tariq Ali – Writer, journalist and filmmaker
Harry Belafonte – Civil rights activist, singer and actor
Noam Chomsky – Professor Emeritus of Linguistics at MIT, theorist and intellectual
Alan Cumming – Actor and author
Frances de la Tour – Actor
Deborah Eisenberg – Writer, actor and teacher
Brian Eno – Composer, singer, visual artist and record producer
Eve Ensler – Playwright, author of The Vagina Monologues
Stephen Fry – Broadcaster, actor, director.
Danny Glover – Actor and film director
Daniel Hunt – Music producer and filmmaker
Naomi Klein – Writer and filmmaker
Ken Loach – Filmmaker
Tom Morello – Musician
Viggo Mortensen – Actor and musician
Michael Ondaatje – Novelist and poet
Arundhati Roy – Author and activist
Susan Sarandon – Actor
John Sayles – Screenwriter, director and novelist
Wallace Shawn – Actor, playwright and comedian
Oliver Stone – Filmmaker
Vivienne Westwood – Fashion designer

 

INTELECTUAIS FRANCESES DIVULGAM CARTA CONTRA O GOLPE E PEDEM FORA TEMER

Brasília - O presidente interino Michel Temer faz discurso durante cerimônia de posse aos ministros de seu governo, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasill)

Leiam a carta, analisem e tomem suas posições democráticas.

Contra o golpe de Estado constitucional, nós afirmamos o nosso apoio e a nossa solidariedade com a democracia e com os movimentos sociais brasileiros

Os movimentos sociais brasileiros estão sendo diretamente atacados. Eles estão sujeitos a uma ofensiva política de grande amplitude que leva o Brasil a um extenso período de regressão democrática. Desde o início de maio, Dilma Rousseff, presidente eleita com 54 milhões de votos, foi afastada do poder pelas duas câmaras do Congresso Nacional. Parlamentares, deputados e senadores amplamente envolvidos em casos de corrupção, instauraram um processo de impeachment contra a presidente, acusando-a de irregularidades contábeis para camuflar o déficit nas contas públicas. Essa prática, rotineira de todos os governos brasileiros, não constitui nenhum dos crimes de responsabilidade previstos pela Constituição brasileira.

É por esse motivo que os movimentos sociais, os sindicatos e todas as forças progressistas do país caracterizam a destituição de Dilma Rousseff como golpe de Estado institucional.

A Operação Lava Jato, escândalo de corrupção ligado à empresa nacional de petróleo, Petrobras, envolvendo políticos brasileiros e construtoras no financiamento de campanhas eleitorais, indignou, merecidamente, o povo brasileiro. Todos os partidos políticos estavam envolvidos em tal operação, e os deputados de direita que lideraram a campanha contra a presidente estão dentre os mais comprometidos nesse escândalo. Se apoiando nas mobilizações populares, a direita avaliou que tinha chegado o momento de iniciar uma grande ofensiva para eliminar o Partido dos Trabalhadores (PT), cujas vitórias eleitorais eles nunca aceitaram. O processo de impeachment contra Dilma Rousseff contou com o apoio de poderosas igrejas evangélicas, que possuem grande influência dentro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), assim como dentro de diversos outros partidos de direita menores, que juntos possuem a maioria em ambas as câmaras do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal).

A prática do golpe de Estado legal parece ser a nova estratégia das oligarquias latino-americanas. Após Honduras e Paraguai, foi a vez do Brasil. Essas novas formas de golpe de Estado sem o uso de armas se apoiam sobre uma classe política conservadora e neoliberal. Apesar dos ganhos sociais obtidos nos anos 2000 na América Latina, a direita e a extrema direita continuam sendo forças políticas poderosas, capazes de mobilizar grandes grupos através do apoio dos meios de comunicação dominantes, que por sua vez são completamente controlados pelos conglomerados industriais e pelas oligarquias nacionais. Alguns chegam a pedir a abolição do programa social Bolsa Família e das medidas implementadas pelo PT para reduzir as desigualdades.

O atual presidente interino, Michel Temer (líder do PMDB), já formou seu governo, composto unicamente por homens brancos, ricos e de meia-idade. Logo em seus primeiros dias, o governo de Temer aboliu o Ministério da Cultura e o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, e anunciou uma redução significativa nos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS), equivalente à Seguridade Social na França.

A direita brasileira está comprometida com uma agenda de extrema radicalização. Ela fala sobre a necessidade de “erradicar” o PT e, especialmente, os movimentos sociais que o apoiaram, tais como os sindicatos de trabalhadores e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Mesmo que muitos deles critiquem a política econômica, social e ecológica conduzida pelo governo do PT, os movimentos sociais se opõem ao que é de fato um golpe de Estado constitucional. Sobretudo porque o eventual retorno da direita ao poder pode significar uma grande ofensiva contra as conquistas sociais, e provavelmente até mesmo a criminalização das dissidências e das ações sociais, práticas que eram a norma antes da eleição de Lula em 2002.

Em apoio à democracia brasileira, afirmamos junto aos movimentos sociais brasileiros:

“NÃO AO GOLPE, FORA TEMER!”

Christophe Aguiton, Attac France
Claire Angelini, artiste et cinéaste
Christian Azaïs, LISE – CNRS / CNAM
Geneviève Azam, économiste, membre du conseil scientifique d’Attac
Luc Boltanski, sociologue, directeur d’études à EHESS
Pierre Beaudet, Université d’Ottawa
Susana Bleil, sociologue, maître de conférence à l’université du Havre
Stella Bierrenbach, artiste
Erika Campelo, Autres Brésils
Mathias Cassel aka Rockin’ Squat, chanteur
Bernard Cassen, président d’honneur d’Attac, secrétaire général de Mémoire des luttes
Henryane de Chaponay, CEDAL
Jean-François Claverie, Observatoire des Changements en Amérique Latine
Thomas Coutrot, économiste, membre du conseil scientifique d’Attac
Mazé Torquato Chotil, chercheuse et écrivaine
Dr Fabien Cohen, chirurgien dentiste de santé publique, secrétaire général de France Amérique Latine
Bernard Dreano, Assemblée européenne des citoyens
Jean-Pierre Duret, réalisateur
Marilza de Melo Foucher- docteur en Économie, journaliste et blogueuse
Afrânio Raul Garcia Jr., antropologue, CESSP/EHESS
Susan George, présidente du Transnational Institute
François Gèze, éditions La Découverte
Franck Gaudichaud, Président de France Amérique Latine, universitaire
Jean-Marie Harribey, économiste, Université de Bordeaux.
Jean-Jacques Kourliandsky, chercheur à Institut de Relations Internationales et Stratégiques (IRIS-Paris)
Kamal Lahbib, Forum des alternatives Maroc
Jean-Louis Laville, sociologue
Frédéric Lebaron, sociologue, professeur à l’Université de Versailles-Saint-Quentin-en-Yvelines
Gustave Massiah, Cedetim/Ipam, membre du Conseil international du Forum social mondial
Gilles Maréchal, Pacé, économiste, consultant
Gérard Mauger, directeur de recherche émérite CNRS
Patrice Pinell, directeur de recherche, CESSP
Louis Pinto, sociologue
Ignacio Ramonet, journaliste Le Monde Diplomatique
Messaoud Romdhani, Forum Tunisien pour les Droits Économiques et Sociaux (FTDES)
Pierre Salama, économiste, professeur émérite université Paris XIII
Andrea Santana, réalisatrice
Alexis Saludjian, professeur IE- UFRJ
Glauber Aquiles Sezerino, sociologue, Autres Brésils
Christophe Ventura, enseignant à l’Institut d’études européennes de Paris 8, Mémoire des luttes
Patrick Viveret, philosophe, citoyen impliqué
Freddy Vitorino, producteur
Eric Toussaint, CADTM
Célina Whitaker, Collectif Richesses

 

ARTISTAS PROTESTAM CONTRA O GOLPISTA TEMER E AFIRMAM QUE VÃO CONTINUAR MANIFESTAÇÕES ATÉ O FIM DO GOLPE

marietaVeja e ouça vídeo em que artistas se manifestam contra o golpe de Temer e afirmam que não vão parar as manifestações.

Blocos de Carnaval de SP saem às ruas contra o golpe e pela democracia

carnav

O carnaval de rua de São Paulo, que renasceu nos últimos anos, mostra agora seu posicionamento político ao marcar, para a semana que vem, um desfile que reunirá desde os blocos mais novos até os mais tradicionais em um “arrastão contra o golpe”. “Desce do Moro. Rala o Cunha até o chão”, diz trecho da marchinha. Ouça

Por Ivan Longo

Se os blocos de carnaval de rua de São Paulo assumiram um papel importante, nos últimos anos, no sentido de ocupar o espaço público e reverter uma visão que se tinha sobre a festa na cidade, agora eles marcam posição também no âmbito político. Depois de levar milhões de pessoas às ruas em fevereiro para festejar o feriado, os mesmos bloquinhos pretendem agora desfilar em prol da democracia e contra a tentativa de golpe que está em curso no país.

Está marcado, para o próximo dia 16, o Arrastão dos Blocos de Rua Contra o Golpe. O local ainda não está definido, mas um “esquenta” acontece na noite desta sexta-feira (8) na Praça Ramos, região central da capital.

“Em meio a bagunça na política nacional, os blocos de carnaval de São Paulo estão unidos para realizar um grande Carnavato pela democracia. É o arrastão dos blocos, que passa tirando ódio e vestindo fantasias e sonhos” , diz a descrição do evento no Facebook.

O ‘carnavato’ já conta, até agora, com a presença de mais de vinte blocos de todas as regiões da cidade. Entre eles, blocos mais antigos e tradicionais, como o Vai Quem Quer, Ilú Obá de Min, Jegue Elétrico, Agora Vai e Cordão do Triunfo ou ainda aqueles mais novos, como o Me Ocupa que Eu Sou da Rua, Domingo Ela Não Vai, Unidxs da Grande Mel e Me Fode Que Eu Sou Produção.

“O carnaval de rua de São Paulo renasceu nos últimos dois ou três anos e, junto com esse renascimento, vem o resgate da cultura carnavalesca de sátira e crítica política. Tem a ver com o momento politico do país e com o resgate de uma tradição do carnaval”, disse àFórum o folião Ramon Szermeta, do bloco Me Ocupa que Eu Sou da Rua.

A união entre os blocos rendeu, inclusive, uma marchinha com a temática política. Confira a letra abaixo e ouça aqui.

“MARCHINHA ARRASTÃO DOS BLOCOS

Arrastão dos Blocos
Nem um passo atrás
Folia da democracia
Golpe nunca mais!

Quando o bloco vai pra rua
A massa loka gruda atrás
Não tem coxinha, pato, nem filé mignon
Tem bandeiras coloridas, nheco nheco no baphon

Tira seu ódio, vem vestir a fantasia
Desce do Moro, rala o Cunha até o chão
Justiça mercenária; Congresso obscuro
Se eles se acham macho, nosso grelo é duro”

HOJE É DIA DE FESTA DEMOCRÁTICA CONTRA O GOLPE

Hoje, dia 11, é dia de festa em várias partes do Brasil em defesa do Estado de Direito Democrático e contra a violência do golpe. Vários manifestantes vão realizar eventos culturais-artísticos. O tema é: Cultura pela Democracia.

No Rio, com a presença de Lula, o presidente eleito em 2018, segundo pesquisa dos institutos dos inimigos da democracia, e mais Chico, Beth Carvalho, Aldir Blanc, João Bosco, entre mais de 100 artistas, a festa começa às 17 horas nos Arcos da Lapa. Vai ser uma loucura!

Em São Paulo a semana vai ter a festa carnavalesca em defesa da democracia. O carnaval democrata do grelo duro.

Vejam e ouçam os vídeos convidativos.

PSOL DIVULGA NOTA SE POSICINANDO CONTRA AFIRMAÇÕES DE LUCIANA GENRO

luciana genro folhaLeia a íntegra da nota.

Em entrevista publicada nesta terça-feira (29) a ex-candidata à Presidência da República pelo PSOL, Luciana Genro, expressou suas opiniões sobre o atual momento político que o país vive. Embora falando em nome próprio, por se tratar de figura pública do PSOL, o partido e sua bancada se sentem na obrigação de registrar que a posição oficial do partido, de sua bancada federal e de dezenas de lideranças partidárias, divulgada na última semana, é a que segue abaixo:

Nota da Executiva Nacional e da bancada do PSOL

Face à velocidade dos últimos acontecimentos e a radicalização da crise política, tomamos um posicionamento firme e sem meias palavras:

1.Somos oposição programática e de esquerda ao governo Dilma. Combatemos suas políticas regressivas e questionamos as concessões feitas ao grande capital. Diante da atual crise, do ajuste fiscal e da retirada de direitos, é inegável que este governo tem se afastado dos reais anseios da maioria da população.

2.Somos favoráveis a toda e qualquer investigação, desde que respeitado o Estado Democrático de Direito, sem seletividade ou interferências externas. É preciso que se desvendem as relações promíscuas entre os poderes da República e o grande empresariado.

3.As últimas atitudes do juiz Sérgio Moro representam claro uso político da Justiça e comprometem o trabalho desenvolvido pela Operação Lava Jato. Atitudes que possuem objetivos midiáticos rompem regras democráticas básicas e favorecem a estratégia de um golpe institucional.

4.Somos contra a saída gestada pelos partidos da oposição conservadora, pelo grande capital e pelos grandes meios de comunicação. O impeachment, instrumento que só pode ser usado com crime de responsabilidade comprovado, se tornou uma saída para negar o resultado das urnas, com o propósito de retirar a presidenta Dilma do poder, buscando um “acordão” para salvar outros citados nas investigações da Lava Jato. A troca de governo acelerará os ajustes pretendidos pelos poderosos, retirando direitos dos trabalhadores e atingindo nossa soberania.

5.A saída é pela esquerda. É necessário promover uma reforma política profunda, com ampla participação popular, ter coragem de mudar radicalmente os rumos da economia, auditar a dívida pública, priorizar o consumo e a produção, taxar as grandes fortunas e baixar a taxa de juros de forma consistente. Propostas não faltam. Mas é preciso coragem para contrariar interesses do grande capital.

Executiva Nacional do PSOL e bancada na Câmara dos Deputados

AS PERSEGUIÇÕES CONTRA LULA, APESAR DO INCÔMODO, TÊM SERVIDO PARA DEBOCHAR AS DIREITAS. O ATOR BENVINDO SACOU

As direitas por serem o que em filosofia da diferença se chama de molar, fixa, reativa, têm diminuição de potência cognitiva e de humor. Elas, em função de suas compulsões para manter os estados de coisas em que estão petrificadas, lutam desesperadamente contra qualquer ameaça a sua imobilidade.

Não é o que acontece com as esquerdas que por serem moleculares estão sempre em devir, posto que sabem que a vida é movimento processante do novo. Esse o espírito da democracia constitutiva. Por tal corpo movente, as esquerdas sempre se esbaldam diante da tupetice das direitas.

Foi o que sacou o comediante Benvindo Sequeira diante das perseguições contra Lula. Veja e ouça o vídeo cômico em que um personagem denuncia alguém que tem um sítio e que sempre que volta do sítio concede algumas goiabas para o denunciante.

INTELECTUAIS SE REÚNEM EM EVENTO PROMOVIDO PELO NÚCLEO DE ESTUDOS DA VIOLÊNCIA E DIVULGAM MANIFESTO CONTRA O GOLPE

intelectuais-lancam-manifesto-contra-impeachment-630x250Intelectuais divulgam manifesto contra o impeachment da presidenta Dilma, forjado pelas direitas comandadas por personagens antidemocráticas como Aécio Cunha, Fernando Henrique, Carlos Sampaio, Caiado, Serra, Goldman, Roberto Freire, mídias aberrantes, classe média parasita, empresários ambiciosos entre outros que só visam suas realidades psicológicas materializadas em cerimônia capitalista.

Durante o encontro promovido pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, os participantes afirmaram que os golpistas pretendem interromper o mandato da presidenta sem qualquer base jurídica, e que p impeachment representa um perigo a constitucionalidade do país consolidada há 30 anos. Como representa, também, violação do princípio do Estado de Direito e da democracia representativa, declarado no Artigo 1o. da Constituição Federal.

Leia a íntegra do manifesto e tome sua posição.

A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança

A proposta de impeachment implica sérios riscos à constitucionalidade democrática consolidada nos últimos 30 anos no Brasil. Representaria uma violação do princípio do Estado de Direito e da democracia representativa, declarado logo no art.1o. da Constituição Federal.

Na verdade, procura-se um pretexto para interromper o mandato da Presidente da República, sem qualquer base jurídica para tanto. O instrumento do impeachment não pode ser usado para se estabelecer um “pseudoparlamentarismo”. Goste-se ou não, o regime vigente, aprovado pela maioria do povo brasileiro, é o presidencialista. São as regras do presidencialismo que precisam vigorar por completo.

Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidente Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime. Impeachment é instrumento grave para proteger a democracia, não pode ser usado para ameaçá-la.

A democracia tem funcionado de maneira plena: prevalece a total liberdade de expressão e de reunião, sem nenhuma censura, todas as instituições de controle do governo e do Estado atuam sem qualquer ingerência do Executivo.

É isso que está em jogo na aventura do impeachment. Caso vitoriosa, abriria um período de vale tudo, em que já não estaria assegurado o fundamento do jogo democrático: respeito às regras de alternância no poder por meio de eleições livres e diretas.

Seria extraordinário retrocesso dentro do processo de consolidação da democracia representativa, que é certamente a principal conquista política que a sociedade brasileira construiu nos últimos trinta anos.

Os parlamentares brasileiros devem abandonar essa pretensão de remover presidente eleita sem que exista nenhuma prova direta, frontal de crime. O que vemos hoje é uma busca sôfrega de um fato ou de uma interpretação jurídica para justificar o impeachment. Esta busca incessante significa que não há nada claro. Como não se encontram fatos, busca-se agora interpretações jurídicas bizarras, nunca antes feitas neste país. Ora, não se faz impeachment com interpretações jurídicas inusitadas.

Nas últimas décadas, o Brasil atingiu um alto grau de visibilidade e respeito de outras nações assegurado por todas as administrações civis desde 1985. Graças a políticas de Estado realizadas com soberania e capacidade diplomática, na resolução pacifica dos conflitos, com participação intensa na comunidade internacional, na integração latino-americana, e na solidariedade efetiva com as populações que sofrem com guerras ou fome.

O processo de impeachment sem embasamento legal rigoroso de um governo eleito democraticamente causaria um dano irreparável à nossa reputação internacional e contribuiria para reforçar as forças mais conservadoras do campo internacional.

Não se trata de barrar um processo de impeachment, mas de aprofundar a consolidação democrática. Essa somente virá com a radicalização da democracia, a diminuição da violência, a derrota do racismo e dos preconceitos, na construção de uma sociedade onde todos tenham direito de se beneficiar com as riquezas produzidas no pais. A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança.

Assinam, entre outros: Antonio Candido; Alfredo Bosi; Evaristo de Moraes Filho e Marco Luchesi, membros da Academia Brasileira de Letras; Andre Singer; o físico Rogério Cézar de Cerqueira Leite; Ecléa Bosi; Maria Herminia Tavares de Almeida; Silvia Caiuby; Emilia Viotti da Costa; Fabio Konder Comparato; Guilherme de Almeida, presidente Associação Nacional de Pós-Graduação em Direitos Humanos, ANDHEP; Maria Arminda do Nascimento Arruda; Gabriel Cohn; Amelia Cohn; Dalmo Dallari; Sueli Dallari; Fernando Morais; Marcio Pochman; Emir Sader; Walnice Galvão; José Luiz del Roio, membro do Fórum XXI e ex-senador da Itália; Luiz Felipe de Alencastro; Margarida Genevois e Marco Antônio Rodrigues Barbosa, ex-presidentes da Comissão Justiça e Paz de São Paulo; os cientistas políticos Cláudio Couto e Fernando Abrucio; Regina Morel; o biofísico Carlos Morel; Luiz Curi; Isabel Lustosa; José Sérgio Leite Lopes; Maria Victoria Benevides, da Faculdade de Educação da USP; Pedro Dallari; Marilena Chaui; Roberto Amaral e Paulo Sérgio Pinheiro

*Com informações dos Jornalistas Livres

Abolição inacabada: o projeto das classes dominantes brasileiras

Por Dennis de Oliveira

A abolição da escravização de africanos de 13 de maio de 1888 foi parte de um projeto político conservador tocado pelas elites aristocráticas. Isto porque a manutenção do sistema de mão de obra escrava era incompatível com o capitalismo que já avançava para a sua fase imperialista no final do século XIX.

Motivos:

1-) Por ser o trabalhador escravizado um “objeto de consumo” que demandava “custos” fixos para o senhores de escravos, era um sistema que não possibilitava a revolução das forças produtivas (implementação de processos e tecnologias que ampliassem a produtividade), pois não haveria a possibilidade de “demissão” de trabalhadores escravizados.

2-) A existência de trabalhadores escravizados implica na restrição do mercado consumidor e isto desagradava a potência capitalista de então, a Inglaterra.

Além destes motivos por parte das classes dominantes, o crescimento das lutas contra a escravização de africanos e afrodescendentes no Brasil, como a Revolta dos Malês, a Inconfidência Baiana e várias outras rebeliões das senzalas era uma zona de pressão política que apontava não só para o fim do sistema escravagista mas também para uma transformação profunda na sociedade brasileira. O exemplo do Haiti atemorizava as classes dominantes, uma segunda república negra no continente latino-americano, com as dimensões do Brasil era incompatível com os interesses do grande capital.

Daí que o projeto elaborado da abolição gradual e controlada atendeu todos estes interesses. A libertação paulatina de filhos de escravizados (Lei do Ventre Livre) e dos escravizados que conseguiam chegar até os 60 anos (Lei dos Sexagenários) permitiu que os senhores de escravos fossem liberados de determinados “custos” – manutenção das crianças e idosos da senzala que pouco ou não produziam. Um pouco antes, a lei que proibia o tráfico de escravos (Lei Eusébio de Queiroz, 1850), possibilitou o redirecionamento dos recursos empregados no tráfico para investimentos capitalistas.

O dia 13 de maio de 1888 coroou todo este projeto, principalmente porque já estava estabelecido desde 1850, a propriedade privada das terras (com a Lei de Terras) e a substituição da mão de obra do africano escravizado pela do imigrante assalariado, com base na disseminação ideológica de que “negros e negras não teriam competência para trabalhar como assalariados”. A proclamação da República em 1889 não significou modificações profundas neste processo político. Ao contrário dos movimentos republicanos iluministas em parte da Europa, a República no Brasil é marcada por três aspectos:

– uma concepção restrita de cidadania (e não universal, a cidadania é uma competência exercida por determinados sujeitos, por isto o velho bordão de que “o brasileiro não sabe votar” prevalece até hoje).

– a concentração de riquezas e propriedade (que pode ser demonstrada pela vigência até hoje de sistemas tributários que praticamente eximem a propriedade e grandes patrimônios de tributação)

– a violência como prática política central do Estado brasileiro (expresso tanto nas constantes interrupções da ordem democrático-liberal por meio de golpes de Estado como também pela persistência de desrespeito a direitos individuais e civis básicos das classes trabalhadoras e da população em geral).

O racismo é o elemento que define as fronteiras entre quem é e não é cidadão; quem tem e não tem a propriedade e quem é autor e vítima da violência institucional. O racismo atua como ideologia legitimadora desta clivagem a medida que naturaliza diferenças (por meio da racialização da sociedade operada pelo sistema). A disseminação e cristalização de imagens negativas da população negra; os comportamentos preconceituosos e discriminatórios e a própria negação de tais práticas como racistas,naturalizando-as, legitima este autoritarismo social constituído desde o século XIX: é a chamada abolição inacabada. Empregadas domésticas tem uma relação de trabalho com marcas profundas do trabalho escravo, daí a reação de parcela das elites contra a extensão dos direitos trabalhistas para esta categoria. Jovens negras e negros são assassinados impunemente por forças policiais. A periferia ainda vive em verdadeiro estado de sítio, mesmo 30 anos após a democratização do país, com execuções extrajudiciais, invasões de domicílios sem mandato de busca, torturas em delegacias e presídios, prisões ilegais.

Por isto, não é possível lutar por uma sociedade mais democrática e mais justa sem enfrentar o racismo. O racismo é estrutural, consolida privilégios e hierarquias e cristaliza práticas autoritárias mesmo na vigência de regimes democráticos. Realizar de forma conclusa a abolição é pensar políticas públicas de combate ao racismo, é combater o genocídio da juventude negra, implantar cotas raciais nas universidades, combater a redução da maioridade penal, defender os direitos dos trabalhadores.

A capivara dos que defendem o impeachment

listao_da_capivara_aLíderes de oposição receberam agitadores de protestos anti-governo para condenar a corrupção. Mas a ficha dos que esbravejam contra a ilegalidade e a falta de ética na política é intrigante

Por Cíntia Alves, Luiz de Queiroz e Patricia Faermann no Jornal GGN

Lideranças de partidos de oposição ao governo receberam, na quarta-feira (15), alguns dos agitadores dos protestos dos dias 15 de março e 12 de abril – entre eles, Rogério Chequer, do Vem Pra Rua. Durante o encontro, figurões como Agripino Maia (DEM), Ronaldo Caiado (DEM), Mendonça Filho (DEM), Paulinho da Força (SD), Aécio Neves (PSDB) e Roberto Freire (PPS) tiveram a oportunidade de esbravejar contra os casos de corrupção que desgastam o PT e a gestão Dilma Rousseff.

Chama atenção, entretanto, a ficha dos defensores da ética e do combate indiscriminado à corrupção. Associação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, prisão por fraudes e desvios em grandes obras, contas em paraísos fiscais em nome de familiares, recebimento de propina, recursos de campanha questionados na Justiça e até falsificação de documentos para criação de partido fazem parte do histórico de acusações e dos relacionamentos intrigantes que envolvem as estrelas políticas do encontro em tela.

O GGN fez uma breve seleção:

1 – Aécio Neves (PSDB)

O neto de Tancredo Neves que construiu um aeroporto de R$ 14 milhões no terreno do tio-avô já foi questionado na Justiça sobre o paradeiro de mais de R$ 4 bilhões que deveriam ter sido injetados na saúde de Minas Gerais. O caso Copasa contra o ex-governador foi engavetado, por manobras jurídicas. Destino semelhante tiveram as menções a Aécio na Lava Jato. O tucano foi citado por Alberto Youssef como beneficiário de propina paga com recursos de Furnas. Para o procurador-geral da República, isso não sustenta um inquérito. Rodrigo Janot também cuida de outro escândalo que leva a Aécio, sob a palavra-chave Liechtenstein (um principado ao lado da Suíça). Investigando caso de lavagem de dinheiro, procuradores do Rio de Janeiro chegaram a uma holding que estava em nome da mãe, irmã, ex-mulher e filha do tucano. Esse inquérito está parado desde 2010 – época em que Roberto Gurgel era o PGR.

2- Agripino Maia (DEM)

Presidente do DEM, Agripino Maia foi dono das expressões mais sugestivas de defesa da luta contra a corrupção. “Chegou a hora de colocar o impeachment [de Dilma Rousseff]“, disse no encontro com os manifestantes anti-governo. O senador tem em seu currículo a acusação de receber R$ 1 milhão em propina, em um esquema que envolvia a inspeção de veículos no Rio Grande do Norte, entre 2008 e 2011. Coordenador da campanha presidencial de Aécio, o democrata, em 2014, teve seu caso arquivado no MPF pelo ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel. Mas foi reaberto há sete meses por Janot, e agora está sendo investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).

3- Ronaldo Caiado (DEM)

O senador Ronaldo Caiado (DEM) é associado ao bicheiro Carlinhos Cachoeira por supostamente ter recebido verba ilícita nas campanhas de 2002, 2006 e 2010. Cachoeira foi denunciado por tráfico de influência e negociava propinas para arrecadar fundos para disputas eleitorais. O bicheiro foi preso em 2012 por operação da Polícia Federal que desbaratou esquema de adulteração de máquinas caça-níquel. Caiado foi citado nesse contexto, recentemente, por Demóstenes Torres. Ele teria participado de negociação entre Cachoeira e um delegado aposentado que queria ampliar esquemas de jogo ilegal. Até familiar do democrata já foi alvo de denúncia. O pecuarista Antônio Ramos Caiado, tio de Caiado, está na lista suja do trabalho escravo.

4- Roberto Freire (PPS)

Uma das principais acusações que pesam contra o presidente nacional popular-socialista é de envolvimento com o Mensalão do DEM. A diretora comercial da empresa Uni Repro Serviços Tecnológicos, Nerci Soares Bussamra, relatou que o partido praticava chantagem e pedia propina para manter um contrato de R$ 19 milhões com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, comandada pelo deputado Augusto Carvalho. Freire teria sido beneficiado no esquema.

5- Paulinho da Força (SD)

O presidente do Solidariedade, segundo autoridades policiais, participou de esquema de desvio de recursos do BNDES. Um inquérito foi aberto no STF para investigar o caso. Em 2014, a Polícia Federal também indiciou a sogra e outras duas pessoas ligadas ao deputado federal sob suspeita de falsificarem assinaturas para a criação do Solidariedade. Gilmar Mendesconduzirá, ainda, a apuração em torno da suposta comercialização de cartas sindicais (uma espécie de autorizações do Ministério do Trabalho para a criação de sindicatos) por Paulinho, dirigente da Força Sindical. Consta nos registros que cada carta era vendida por R$ 150 mil.

6- Mendonça Filho (DEM)

Em fevereiro de 2014, Mendonça se envolveu em uma polêmica por querer indicar deputado acusado de duplo homicídio pelo Supremo Tribunal Federal para presidir a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Julio Campos (DEM), ex-governador do Mato Grosso, afirmou que Mendonça teria dito que a indicação era uma “homenagem”. O deputado federal de Pernambuco já foi preso pela Justiça eleitoral sob acusação de fazer carreata no dia de votação, mas o STF decidiu que não houve crime eleitoral. Um documento da Operação Castelo de Areia citava contribuição suspeita de R$ 100 mil da Camargo Correa a Mendonça, para sua tentativa de ser prefeito do Recife. Ele admitiu que recebeu R$ 300 mil da empresa, mas alega que foram doações dentro das conformidades.

7- Carlos Sampaio (PSDB)

O deputado mais votado da região de Campinas (SP) recebeu R$ 250 mil de uma empreiteira envolvida no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Operação Lava Jato. Sua última campanha arrecadou, oficialmente, R$ 3 milhões. Não há comprovação sobre a lisura da doação. Sampaio, coordenador jurídico do PSDB e autor do pedido para que Aécio fosse empossado no lugar de Dilma Rousseff, teve reprovada a sua prestação de contas referente às eleições para a Assembleia de São Paulo, em 1998, e às eleições municipais de Campinas, em 2008.

8- Luiz Penna (PV)

O presidente do PV também aparece um tanto escondido na fotografia. Irregularidades já remetidas à prestações de contas do partido incluem seu nome. Em 2006, por exemplo, boa parte dos R$ 37,8 mil gastos em passagens aéres e R$ 76,8 mil com diárias de campanhas eleitorais foram atribuídos a José Luis Penna. Na época, servidores do TSE apontaram ausência de documentos que comprovassem os gastos e uso de notas frias, indicando empresas fantasmas que teriam prestado os serviços. O corpo técnico do Tribunal sugeriu a rejeição das contas do partido de 2004, 2005 e 2006. O deputado federal respondeu a dois processos judiciais, um pelo TRE-SP, rejeitando a sua prestação de contas à eleição de 2006, e outra pelo TSE reprovando as contas do PV de 2004.

9- Flexa Ribeiro (PSDB)

O hoje senador já foi preso pela Polícia Federal em 2004, na Operação Pororoca, por fraude em licitações de grandes obras realizadas no Amapá. Foi acusado de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, tráfico de influência, peculato, prevaricação, usurpação de função pública e inserção de dados falsos em sistema de informações.

10- Antonio Imbassahy (PSDB)

O deputado federal tucano era prefeito de Salvador em 1999, quando contratos suspeitos foram assinados com as empresas Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Siemens, que formavam o consórcio responsável pelo metrô da capital baiana. O Ministério Público Federal investiga o superfaturamento nas obras, que gira em torno de R$ 166 milhões. Até agora, dois gestores indicados por Imbassahy à época e duas empresas foram indiciadas. O tucano é o vice-presidente da CPI da Petrobras, que investiga desvios de verbas da estatal, onde diretores da Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa também aparecem como réus. Imbassahy foi acusado pelo PT de se aproveitar do posto na CPI para pedir documentos à Petrobras e vazar para a imprensa.

11- Beto Albuquerque (PSB)

Ex-colaborador do governo Tarso Genro (PT) no Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque (PSB) foi envolvido na intriga que rendeu a queda do então diretor-geral do Departamento de Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) José Francisco Thormann. Thormann se antecipou a uma demissão após a imprensa local ter revelado que ele viajou à Suiça às custas de uma empresa privada subcontratada para fazer obras no Estado. Em nota de defesa, Thormann afastou suspeitas sobre o fato, e revelou que Beto Albuquerque, quando secretário de Infraestrutura do Estado, também fez viagens ao exterior bancadas por empresas que detinham contratos com o poder público. Quando a notícia surgiu, Beto já não era secretário – tinha deixado a gestão petista para reforçar a bancada do PSB na Câmara Federal.

DEPUTADO ROGÉRIO CORREIA MOSTRA NO PLENÁRIO O ENVOLVIMENTO DE AÉCIO NO CAIXA 2 DE FURNAS. ENQUANTO ISSO O PGR, JANOT, SÓ…

Ouça e veja o vídeo e auxilie sua consciência política democrática. Apesar do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, ter livrado Aécio Cunha mesmo com o pedido dos procuradores da Operação Lava Jato para abrir inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Aécio.

Um ato que indignou as consciências racionais e comprometidas com a democracia brasileira. Janot, com seu ato, fortaleceu a crença miraculosa de que Aécio Cunha é para as direitas um santo. E que santo!

Quando a memória tem importância política ela confirma o escritor Milan Kundera. Durante sua posse Rodrigo Janot, recorreu a um adágio popular que procura mostrar a posição imparcial de quem pratica a justiça. Como o anterior procurador-geral da República, Gurgel, não foi lá tão justo, chegou a livrar Aécio Cunha, Janot, para criar uma aceitação diferente, enunciou que “o pau que bate em Chico bate em Francisco”. O Chico é o pobre, o desvalido. Francisco é o rico, o poder.

Mas quando se iguala os dois, temos só um. Seu Francisco é tão simples como seu Chico. Ainda mais quando é pai de Lula e é Papa. Entretanto, ao decidir livrar Aécio Cunha, Janot o colocou em uma posição hierarquizada além de Chico e Francisco. Logo, Janot não fez mais do que usar um jogo de substantivos para impressionar a galera incauta.  

Entretanto, os otimistas ofuscados, em sentido de autoconforto, vibrar proclamando que pelo menos a Lava Jato pegou o senador Anastasia, ex-vice de Aécio Cunha e seu amigo do peito.

NAZIFASCISTA INVADE APARTAMENTO PARA TIRAR BANDEIRAS DO PCdoB E MST

O caso é simples de entender, mas impossível de aceitar em um país que tenta construir a democracia real. Uns sujeitos-sujeitados, aqueles que ecoam a ideologia dominante paranoica sem jamais suspeitarem que são meros fantasmas, desfilavam seus narcisismo-fálicos, o sintoma dos que não se relacionam com a exterioridade como real, visto se encontrarem aprisionados em si mesmos, pelas ruas do município de Chapecó, estado de Santa Catarina, quando viram na sacada de um apartamento as bandeiras do PC do B e do MST.

Não deu outra, o ódio exacerbou suas subjetividades constituídas por elementos instintivos traumáticos em forma paranoica, e eles iniciaram um coro de ofensas contra as proprietárias do apartamento que estimulou mais ainda um dos sujeitos-sujeitados a aumentar seu delírio nazifascista que o levou a invadir a propriedade das moradoras.

Na sacada, uma das moradoras tentava impedir o delirante consumar seu ato apolítico. Na rua, a turba ensandecida por suas próprias frustrações e que quer que a democracia seja responsabilizada pelo sofrimento que experimentaram na infância através dos atos repressivos dos pais, incitava o delirante e o aplaudia.

Mas a moradora do apartamento conseguiu colocar para fora o delirante. Vejam o vídeo, analisem e tornem mais consistentes suas certezas sobre que são os que querem tomar o Brasil.   

JORNALISTA BOECHAT, EM UM COCHILO ANTIREACIONÁRIO, MOSTRA A INSIGNIFICÂNCIA POLÍTICA DE FERNANDO HENRIQUE

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Leia a análise-cochilo anti-reacionário do jornalista Boechat, publicada pelo site Portal Fórum.

“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso veio a público para dizer que sentia vergonha do que estava acontecendo na Petrobras. Eu queria fazer a seguinte observação: Acho que ele [Fernando Henrique Cardoso] está sendo oportunista quando começa a sentir vergonha com a roubalheira ocorrida na gestão alheia. É o tipo de vergonha que tem memória controlada pelo tempo. A partir de um certo tempo para trás ou para frente você começa a sentir vergonha, porque o presidente Fernando Henrique Cardoso é um homem suficientemente experiente e bem informado para saber que na Petrobras se roubou também durante o seu governo. ‘Ah, mas não pegaram ninguém!’ Ora, presidente! Dá um desconto porque só falta o senhor achar que na gestão do Sarney não teve gente roubando na Petrobras. Na gestão do Fernando Collor não teve gente roubando na Petrobras. Na gestão do Itamar Franco não teve gente roubando na Petrobras. A Petrobras sempre teve, em maior ou menor escala, denúncias que apontavam desvios. Eu ganhei um Prêmio Esso em 89 denunciando roubalheira na Petrobras. […] A Petrobras sempre foi vítima de quadrilhas que operavam lá dentro formada por gente dos seus quadros ou que foram indicados por políticos e por empresários, fornecedores, empreiteiras. Então essa vergonha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é sim uma tentativa de manipulação política partidária da questão policial”, afirmou.

Além disso, o jornalista falou sobre as manifestações que tem ocorrido no país contra o governo e disse não ver sentido nos pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Acho que pegar essas manifestações para vender a ideia de que está se trabalhando um impeachment, ou se pedindo um impeachment da presidente Dilma é tão ridículo quanto estar nessas manifestações para pedir a volta a ditadura militar. Quem está pedindo o impeachment, mesmo que não peça a volta da ditadura militar está trabalhando com o mesmo DNA golpista, o mesmo tipo de idiotice, de imbecilidade, porque a Dilma, queiram ou não, foi eleita legitimamente não pelos nordestinos, como parte deles prefere de forma neurótica e preconceituosa propagar, mas pelos mineiros que Aécio Neves governou, cariocas e fluminenses que jamais foram dados a votar em governantes da situação. Então, ela foi eleita pela maioria dos votos do Brasil”,


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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