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PROFESSORES DE MANAUS REALIZAM MAIS UMA MANIFESTAÇÃO CONTRA O PREFEITO ARTHUR (PSDB) POR NÃO PAGAR SEUS DIREITOS: FUNDEB

Produção Afinsophia.

Enquanto o prefeito de Manaus Arthur Neto, do PSDB, partido da burguesia ignara e um dos mentores do golpe, fantasia querer ser candidato à presidência da República, na verdade uma projeção narcísica, já que não tem qualquer elemento político para tal cargo, os professores da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) continuam na luta reivindicando seus direitos garantidos por lei federal.

Hoje, dia 11, pela parte da manhã, professores municipais voltaram a se manifestar protestando contra a posição de Arthur de não querer atender suas reivindicações. Uma reivindicação que não deveria ser reivindicação, posto que se trata de direito produzido no governo Lula que faz parte de suas atualizações profissionais.

Foram centenas de professores postados na Praça da Polícia, no centro, da não-cidade de Manaus reivindicando o pagamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, FUNDEB, que Arthur (o senador que ameaçou a surrar Lula) teima em não valorizá-lo apesar de um grande marketing de autopromoção apoiado pela maioria da mídia sabuja manaura, com seus fakenews, que não reflete uma administração com dimensão política do conhecimento de sociabilidade e cidadania. Cidadania como conceito filosófico de viver, viver bem, com outros na cidade. O espírito da democracia.

Dezenas de professores se revezaram no palanque para apresentarem suas posições que expressavam a pauta maior: o pagamento do FUNDEB que o antigo governo do estado vinha quitando, ao contrário de Arthur. O que muito preocupa os professores é que Arthur com sua secretária de Educação não explicam para onde foi o dinheiro repassado pelo governo federal.

Alguns professores chegaram a sustentar que se Arthur faz parte de um partido que apoiou o golpe e o sustenta com a presença de alguns de seus membros nos ministérios, ele bem poderia pedir verba do golpista maior, Temer, já que o inútil doublê de presidente encontra-se fazendo qualquer acordo para se manter em seu estado andrajoso na fantasmagórica política que proclamou. E completaram: não há nada de vergonhoso para um partido que participou do golpe atacando o corpo da democracia.

O certo mesmo, é que, apesar da dor no corpo educacional, os professores fizeram da manifestação mais uma festa democrática, porque não se combate a tirania sem o espirito democrático como práxis(ação) e a poiesis(criação) que produzem a alegria de viver.

Vejam as imagens criadas pelo fotógrafo-filosófico-educacional Alcir Madureira. Madureira o único time de futebol brasileiro que visitou Cuba e foi fotografado com Che e que esse ano completa 50 anos da tentativa da CIA em mata-lo, tentativa, porque  ele não morreu. Continua vivo por não ser um corpo-individual, mas uma ideia política-social. E os lúcidos sabem: uma ideia não é individual, mas uma subjetividade-criadora de novas formas de existir.

PROFESSORES DE MANAUS REALIZAM OUTRA MANIFESTAÇÃO CONTRA O PREFEITO ARTHUR (PSDB) POR NÃO PAGAMENTO DO FUNDEB

Produções AFINSOPHIA

Novamente os professores da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), de Manaus, realizaram uma manifestação contra a posição intransigente do prefeito Arthur Neto, do PSDB, que se nega a esclarecer qual o destino dado, por ele, à verba do FUNDEB, assim como pagar o que é de direito federal dos professores.

A posição do prefeito, em se esquivar do fato negando um diálogo convincente com os professores, mostra o grau de desrealização burocrática que ele carrega e que ocupa sua administração em relação, principalmente, no referente à educação.

Arthur Neto, que pertence ao partido que menos entende de educação no Brasil, como já reafirmaram seus parceiros o governador do Paraná, acusado de corrupção, Beto Richa,e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ‘Santo’, também em acusação de corrupção pela Odebrecht, disse que vai salvar a educação em Manaus.

Sua afirmação possibilita duas formas de inferências. Uma, a constatada pelo seu comportamento em relação à educação. Baixo grau de dimensão da vontade de saber que nos mostra o filósofo Foucault. Arthur não evidencia qualquer signo da potência-educacional como vontade de saber. E mais, não vivencia a educação como gay ciência, como nos fala o filósofo Nietzsche. A alegria do saber. Arthur expressa a educação (que não deve ser tida como educação por quem não vivencia a gay ciência) como mero mecanismo atributado pela inércia-administrativa do sistema capitalista. Não é por acaso que ele é fascinado pelo endereçamento do signo anêmico, “modelo”. Ele não cansa de expressar que administrar é ser reconhecido. Refletir em forma de marketing. Simulacro e Simulação. Como diz o filósofo Jean Baudrillard: fingir ser o que não é, e fingir não ser o que é.  

Duas, a educação não é um corpo material que se possa tratar como se trata a relação epistemológica sujeito-objeto. Ela não é um dado. A educação se processa como corpo virtual: a potência do real, como nos oferece o exercício cognitivo transcendente pensado pelo filósofo Deleuze. A educação é sempre um processual criativo que escapa do dado, do determinado, do posto. Daí, porque ele não pode ser “salva”. Ela não é Dasein. O Ser aí. Ela não se encontra aí esperando a atuação de quem quer que seja para tratá-la como um objeto definido em um tempo e espaço definido, posicionado, cristalizado.

É essa ausência de vontade de saber, gay ciência, alegria do saber, educação como virtual-potência do real, imaterialidade que os professores percebem em Arthur que se quer educador, sem ser. Por isso, os professores não pretendem, como educadores, apenas a redução da práxis e da poieses educacional à linguagem administrativamente-mecanicista. Eles querem devir. Exercício transcendente dos sentidos e da cognição. Nada que Arthur evidencie. E que para isso é necessário que eles possam processar suas saúdes física, cognitiva, imaginativa, memorial, sexual que não podem se movimentar sem os seus salários. Afinal, eles são compostos de corpos materiais e imateriais.

Uma prova dessa ausência, segundo os professores, são os recursos usados por Arthur. Ameaças e chantagem para que os professores se sintam intimidados em lutar por seus direitos. Porém, os professores não se submeteram aos atos violadores da educação e realizaram mais uma manifestação. E na sequência de suas ações, marcaram reunião para sábado para discutir novas pautas de lutas.

Como a educação de um povo não se reduz a um território fixo, se desterritorializa continuamente como movimento real, a questão da educação em Manaus não é sintetizada somente em Arthur. Ela também, como encadeamentos de afetos e conceitos, toca em grande parte na indiferença da classe média que sempre apoiou os governantes para usufruir privilégios. Dessa forma, se mostrando como bela parceira dos atos dos governantes. O mesmo pode ser transposto para as chamadas mídias manô. A maioria sempre foi muleta dos governantes. Agora mesmo se percebe quantas delas estão protegendo o prefeito, escamoteando sua função social que é informar racionalmente já que a faculdade maior da democracia é a razão.

É verdade que os professores têm que ter, no momento, a perspectiva situada na SEMED, mas eles não podem se divorciar da perspectiva social mais ampla.

MAIS 5 MIL PROFESSORES DE MANAUS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA O PREFEITO ARTHUR NETO (PSDB) EXIGINDO PAGAMENTO DO FUNDEB E TRANSPARÊNCIA

Produção Afinsophia.

Os professores do município de Manaus que participam do Movimento Todos Pelo FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, criado pela Emenda Constitucional n° 53.2006 e regulamentado pela Lei n° 11.494/2007 e pelo Decreto n° 6.253/2007 criado no governo Lula) realizaram hoje, dia 22, pela manhã, mais uma manifestação contra a posição do prefeito Arthur Neto, do PSDB, que descumpre suas obrigações em relação à Educação. A manifestação foi uma paralisação geral durante todo o dia englobando os três turnos.

Foram mais de 5 mil professores que embaixo de forte chuva sustentaram duas pautas reivindicatórias na manifestação. Uma, o pagamento do FUNDEB relativo ao ano de 2016. Duas, a transparência quanto ao uso da verba. O prefeito não pagou os professores como também não explicou para onde foi o dinheiro. Ou se o dinheiro foi gasto em outras instâncias da prefeitura. Como até as pedras que rolam sabem, por isso não criam limo, o FUNDEB é uma verba federal destinada exclusivamente aos professores. Um direito da categoria. Porém, até hoje os professores estão suprimidos desta verba.

As gestões do PSDB, em relação à Educação, já são conhecidas do povo brasileiro: inoperância, arrogância e violência policial. Dois breves exemplos: Curitiba, com o governador do estado do Paraná Beto Richa, acusado de corrupção; e São Paulo, com o desgovernador Geraldo Alckmin, vulgo Santo, na Lava Jato, da Odebrecht. Apanhando essa linha partidária, Arthur segue o mesmo destino, segundo os professores.

Em uma reunião passada, o prefeito, junto com sua secretária de Educação(que segundo os professores os chamou de criminosos), diante de alguns professores, desenrolou um terço (místico-mítico) de elogios às suas administrações. Coisa de primeiro mundo. Arthur chegou a afirmar que um dos seus empreendimentos frente à prefeitura se tornara modelo internacional. Em seu intermezzo ufanista, em um quadro edipiano-psicanalítico, acusava os professores de não fazerem as mesmas exigências ao governo estadual. Governo que ele se opôs ao se tornar cabo eleitoral do candidato Amazonino Mendes, outro que desconhece que educação é um caso de política.

Porém, seu terço não afirmou nada de concreto em relação às reivindicações dos professores. Chegou a afirmar que o movimento era composto por uma minoria. O que levou os professores a duas inferências. Ou ele acredita que a maioria dos professores está satisfeita com sua gestão, ou que essa maioria é estupidamente analfabeta política que não conhece nem o valor de seu salário e muito menos os preços das mercadorias.

O certo mesmo, é que Arthur não respondeu as interrogações dos professores. O que vem causando desconfiança em alguns professores que já andam comentando que o fato tem alguma relação com a candidatura de seu filho Arthur Bisneto para lhe suceder na prefeitura. Bisneto é deputado federal, eleito com ajuda fortíssima do pai, e, como o pai, se posicionou pelo golpe. No momento encontra-se afastado da Câmara Federal e ocupa o cargo de chefe da Casa Civil Municipal. Para esses professores, já é uma jogada preparatória para sua candidatura.

O certo mesmo é que Arthur prometeu atender os professores pela parte da manhã, mas não cumpriu o prometido. Então, os professores em uma assembleia, decidiram que de acordo com os andamentos das negociações eles irão novamente parar ou no dia 27 ou 28. Os professores afirmaram também que irão se reunir com as comunidades e apresentar o caso para que os pais, principalmente, entendam como se encontra a chamada educação em Manaus.

PREFEITO DE MANAUS ESTIMULA A PRODUÇÃO AGRÍCOLA URBANA: MORADORES PLANTAM BANANEIRAS NOS BURACOS QUE INFESTAM RUAS DO NÚCLEO 16, LOT. VITÓRIA E NOVO ALEIXO

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O golpe de Estado jurídico, parlamentar, empresarial, norte americano e midiático que derrubou a presidente Dilma Vanna Rousseff eleita com 54.501.118 votos democraticamente vem impondo ao trabalhador brasileiro inúmeras consequências.

Os golpistas com as desformas que estão promovendo na área da Educação, previdência, trabalhista, na aprovação da terceirização e nenhum investimento que retome a volta do pleno trabalho e emprego faz com que o trabalhador brasileiro seja criativo. FHC foi o grande incentivador desse negócio. Enquanto ele, príncipe dos sociólogos comprava apartamento em Paris e em Higienópolis, na cidade de São Paulo, o povo percebeu que vender churrascos e outras iguarias era um grande negócio.

Nos anos de FHC nunca se vendeu tanto churrasco. Agora com o desemprego atingindo 14 milhões na era golpista, na cidade de Manaus, a população resolveu inovar. Deixaram o churrasco de lado porque a carne está muito cara. Os moradores do Núcleo, bairro Cidade Nova IV, Loteamento Vitória, Rua 7 e Rua 197 resolveram protestar contra o abandono da Prefeitura de Manaus que tem como prefeito do PSDB aquele que quis surrar Lula.

As ruas estão infestadas de buracos. Com as chuvas torrenciais dos últimos dias tem entupido bueiros, inundado casas e os esgotos estão despejando fezes e muito barro humano nas casas dos moradores que não suportam mais  o mal cheiro e o abandono que o poder público municipal legou aos cidadãos da terra de Ajuricaba.

Por isso, na tarde de ontem, dia 13 de Maio, para não esquecermos o golpista Salazar, na cova da Iria, Jesus aparece pra Virgem Maria na copa de uma bananeira que os moradores resolveram plantar nas ruas para chamar a atenção dos responsáveis dos serviços públicos e do mundo, porque é inadmissível que numa capital rica como é Manaus as ruas estejam nesse estado de calamidade.

Como a banana é uma fruta tropical muito consumida e a maior parte vem de outros Estados, os moradores resolveram investir nesse novo negócio implementando a política do III ciclo da era anacrônica de Arthur Neto.  Plantar bananeiras nos buracos do prefeito de Manaus, a  não-cidade. E o negócio é tão bom que já tem bananeira dando cachos. Em algumas ruas elas estão plantadas próximo ao acostamento como determina o código diretor da cidade, os moradores observaram esse critério, pois os buracos estavam nesses locais, noutros, não, como os buracos estavam no meio da rua lá foi plantada a pacovão. Há quem tenha até criado novos nomes de bananas: “Pracovão”. Não tem “Pracovinha”. As covas são grandes demais.

Os moradores da Rua 197 não só plantaram bananeiras como resolveram interditar o acesso à mesma amontoando geladeira velha, sofás, e muitos pedaços de paus.

Como já postamos aqui, a não cidade de Manaus é a cidade dos buracos. Os buracos são tantos que se um dia tivermos que ter túneis para metrô as construtoras quando deixarem de ser movidas a propinas para seus executivos lobistas, não vão ter muito trabalho. Por que os buracos comunicam-se entre si, como aparecem na peça do teatro maquínico da Afin “A farsa da verdade golpista”. Há buraco que vai do Jorge Teixeira IV até a Compensa, do centro até o Cemitério dos Índios, na Nova Cidade.

 

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A cidade de Manaus nestes primeiros 5 meses da velha gestão do prefeito do PSDB está abandonada.

Para vencer a eleição contra o em fé zado, o candidato prefeito só falava em iluminação led. Manaus ia se transformar na cidade Luz, suplantaria Paris.

Para enganar analfabeto político, contratou várias empresas para tapar buracos. Era dia e noite as caçambas com asfalto a tampar buracos. Terminada as eleições esse serviço também acabou. Não se vê a bastante tempo nenhuma caçamba a carregar asfalto. O que se vê, são infiltrações nas grandes avenidas e os buracos a surgir a cada instante. Ora, na Torquato Tapajós, ora, na Paraíba. O morador desta não cidade deve ter muito cuidado porque a transitar por qualquer dessas ruas  pode ser sugado por uma cratera e ser despejado lá no Rio Negro ou no Solimões e ser engolido por uma piraíba ou por um jaú e ai “bau bau” dia das mães.

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MANAUS A NÃO CIDADE REFLETE SEUS POLITICOFASTROS E VIVE COM A BÁRBARIE: NOVAS DECAPITAÇÕES NO PRESÍDIO DO PURAQUEQUARA

Manaus é uma não-cidade, onde a violência parte dos seus senadores, com exceção de Vanessa Grazziotin e de todos os deputados federais que votaram a favor do golpe que depôs Dilma Vanna Rousseff, eleita com 54.501.118 votos.

Amazonino Mendes, o finado Gilberto Mestrinho e todos os seus prefeitos, junto com a classe empresarial nunca se preocuparam com o povo. A não cidade reflete essa dicotomia entre o poder público, o privado e seu povo.

A Zona Franca de Manaus foi a grande atração econômica criada pela ditadura para promover o desenvolvimento da região. Ficou só em Manaus. Não desenvolveu a cidade,  os municípios e nem os outros Estados da região.

A não-capital, despreparada, sem ordenamento nem políticas planejadas teve que conviver com os êxodos, com a chegada de muitas pessoas de todas as partes do Brasil, principalmente da própria região norte.

No período de 2003 a 2016 o governo federal com Lula e Dilma investiram muito no Estado do Amazonas e na não cidade. O que se construiu de moradias, de investimentos em educação foi tudo com verbas federais. Mas sem contrapartida do ente federado, temos a violência nas ruas e nos presídios. Isso coloca Manaus como uma das cidades mais violentas do mundo resultado da falta de políticas públicas dos governos que por aqui passaram e permanecem.

Manaus é uma não-cidade violenta. Cai por terra a ideia de que o brasileiro é cordial, hospitaleiro defendida por historiadores. Manaus é uma brutitude real. No primeiro dia de Janeiro, dia da paz,  a não cidade  brindou o país com um massacre na penitenciária Anisio Jobim.

Ontem, sexta-feira, dia 7 de Abril, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) divulgou que seis detentos da Unidade Prisional do Puraquequara foram mortos dentro da unidade e que a policia estava no local para reforçar a segurança. 

O que motivou as mortes ainda não foram esclarecidas. A Seap informou que uma vítima foi enforcada e a outra, decapitada.

Manaus virou a cidade da decapitação. Decapita-se presos nas penitenciárias e nas ruas desmembram corpos e colocam em sacos.

Se vê com isso a banalização da violência e o Estado e a prefeitura como não fizeram políticas de valorização da vida agora tem que conviver num permanente estado de guerra, colocando em risco a vida da classe trabalhadora.

Reafirmamos, Manaus é uma não-cidade, onde a violência toma proporções nazi-facistas e os dirigentes nos comandos políticos não tem políticas públicas para resolver a situação. Enquanto isso, o trabalhador tem que conviver com a certeza do assalto e da morte que regozija programas e jornais da manhã com sensacionalismo e falta de respeito pela vida.

A terra de Ajuricaba não merecia esse fim. Uma não-cidade onde os buracos são covas para enterrar seus filhos decapitados em presídios e nas vias públicas.

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MANAUS: “QUE MORRA”, DISSE EX-PREFEITO AMAZONINO PARA UMA PARAENSE DESABRIGADA PELA CHUVA. COM TUCANO ARTHUR NETO, DESEJO DE AMAZONINO PERMANECE ATUAL

Várias vias ficaram alagadas  (Foto: Divulgação/Manaustrans)

O prefeito tucano de Manaus, Arthur Neto, aquele que ameaçou surrar o presidente Luís Inácio Lula da Silva, das listas de propinas e das campanhas eleitorais milionárias tem o descomando da cidade pela terceira vez.

Nos dois últimos mandatos do prefeito não observamos nenhuma melhoria na infraestrutura  da cidade para beneficiar o povo.

As ruas da cidade se transformaram em grandes buracos; não se construiram creches e nem escolas prometidas em campanha eleitoral.

A insegurança, a violência, o desemprego, rebeliões em penitenciárias e decapitações marcam a vida de familiares e de todos os que não admitem esse fatos como normais.

Por trás de tudo isso há responsabilidades políticas. Os governadores e todos os agentes políticos amazonenses são responsáveis por tudo que os habitantes de Manaus sofrem.

A cada chuva torrencial que cai sobre a cidade a população entra em pânico porque o fenômeno natural provoca deslizamentos e alagações em vários bairros da cidade com famílias de trabalhadores perdendo carros, geladeiras, fogões, colchões, eletrodomésticos fruto de trabalho árduo para perda repentina devido a irresponsabilidade do poder público, neste caso, do prefeito da cidade, que durante a campanha de reeleição se encontrava hospedado num luxuoso hotel desta cidade.

Outro grave problema enfrentado pela população é o péssimo sistema de transporte coletivo da cidade. Não há no Brasil uma cidade que mais tenha convivido com greves no sistema de transporte coletivo do que Manaus. Na última greve os rodoviários desafiaram o Tribunal do Trabalho e a própria prefeitura que pediram para que  greve não fosse deflagrada.

A prefeitura de Manaus é a responsável pelo sistema, mas quem manda é o SINETRAN. Nestes últimos cinco anos da administração do tucano Artur Neto nada foi feito para melhorar o serviço. Não se renovou a frota. Aproveitou as paradas do antigo expresso da administração de Alfredo Nascimento para implantar a linha azul que deu a maior confusão durante a última campanha eleitoral.

O sistema de transporte é subsidiado pelo Governo do Estado e pela prefeitura Manaus. Nestes últimos três anos reajustes  foram concedidos, mas derrubados por decisão judicial. E quanto a justiça impedia esses reajustes, economicamente o Brasil e a população tinha trabalho e salário. Hoje há desemprego e falta de salário. Como se vai pagar uma passagem mais cara se não há dinheiro em poder do povo?

O titular, o tucano Artur Neto neste momento em viagem para a Colômbia onde foi ver o sistema de transporte coletivo de Bogotá que é semelhante ao de Curitiba não está na cidade tratando do reajuste que será concedido por solicitação dos empresários. A população até este momento,  não sabe qual será o valor. Isso tudo, demonstra a fragilidade de uma administração pública comandada por um tucano, cujo partido tem pretensões, sonhos, delírios de dirigir o país. Nessa inconsequente situação o que está combinado com os empresários é que a meia passagem dos estudantes permanecerá R$ 1,50 fato negociado com o prefeito em exercício do PMDB, Marcos Rota.

A viagem do tucano à Colômbia não tem nenhum significado. O único significado é a gastança de dinheiro que uma viagem dessa exige. Passagens, diárias tudo pago com dinheiro do contribuinte.

Como falamos, o sistema de transporte de Bogotá tem semelhanças com o de Curitiba. Os prefeitos anteriores plagiaram Curitiba mas o projeto não deu certo e nunca dará. As ruas de Curitiba tiveram como alargar para que os tubos e as vias comportassem os ônibus. Aqui, executar esse serviço sairá oneroso para o poder público e para a população. Nesse sentido, a vigem do prefeito e de seus convidados é só um jogo de cena, de gastança. Enquanto isso, a cidade vive com as constantes ameaças de paralisações dos rodoviários do sistema de transporte coletivo.

Manaus e seu povo não merecem sofrer. É uma cidade com alta concentração de riqueza que investida em benefício das pessoas não as fariam passar vexames e incertezas.

PROGRAMA “FALA, BURACO!” MOSTRA MANAUS A CAPITAL-BURACO

DSC01925Leia o diálogo entre o apresentador do programa virtual “Fala, Buraco!”, e um transeunte. Os dois ao analisarem os buracos que dominam Manaus durante décadas e que servem de cabos eleitorais para eleger candidatos, principalmente prefeitos, concluem que Manaus não é uma cidade, mas tão somente um buraco-orbital onde seus habitantes e visitantes acreditam que se movimentam e se relacionam na superfície e não suspeitam que se encontram na voracidade de sua profundidade buraco-negro.

HOMEM (Um homem se aproxima de outra que se encontra fotografando um buraco) – O senhor está fotografando esse buraco?

DSC01915 DSC01919 DSC01926 DSC01935 DSC01937 DSC01938 DSC01943HOMEM II – É. Eu fotografo buracos.

H – Mas para quê? Buraco é tão feio.

H II – Depende.

H – Não. Buraco é sempre feio.

H II – Nem todos têm essa opinião.

H – Não acredito que exista alguém que goste de buraco.

H II – Tem.

H – Quem?

H II – O prefeito. Se ele não gostasse de buraco ele não deixava a cidade cheia de buracos. Quando a gente gosta de uma coisa, a gente mantém. Não é.

H – É, mas buracos.

H II – Pois é, cada um com seus gostos, e gosto não se discute.

H – Então, o senhor fotografa buracos por que gosta?

H II – Não. Eu fotografo porque eu tenho um programa na internet em que os buracos são os principais personagens.

H – E qual é o nome do programa?

H II – Fala Buraco. No programa eu apresento as entrevistas que eu faço com os buracos onde eles contam suas vidas, quando apareceram, como estão se sentindo nessa prefeitura, quais seus planos para o futuro.

H – Então, o senhor tem muito material, porque Manaus é cheia de buracos.

H II – Na verdade, Manaus é um buraco só. Tem buraco da Zona Leste que se junta com buraco da Zona Norte. Tem buraco que nasceu na Zona Sul e se junta com buracos do Centro.

H – É verdade! Um amigo me contou que uma vez um cara muito lombrado, colega dele, caiu em um buraco na compensa. Quando acordo, tudo escuro, ele não onde se encontra. Olhou para sua direita e viu uma luzinha longe, e começo a andar na direção. Andou, andou, andou e quanto mais andava a luz ia aumentado. Aí, ele sentiu que pisava em uma s coisas duras, parecidas com pedaços de pau. Quando olhou bem, eram esqueletos de pessoas, correu e subiu em um buraco, que era uma sepultura. Sabe onde ele saiu? No cemitério dos índios na no fim da Nova Cidade.

H II – Semana passada ocorreu um caso parecido com este. No fim da tarde de um sábado, no Jorge Teixeira III, uma senhora cansada de tanto trabalhar, caiu em um buraco. Os moradores correram para acudi-la, mas não conseguiram: ela desapareceu. Chamaram o bombeiro, e o prefeito, para fazer onda, compareceu no local. Olhou o buraco e negou que a mulher tivesse desparecido no buraco porque o buraco tinha fundo. Uma mulher protestou afirmando que não tinha porque ninguém via. O prefeito contestou afirmando que estava vendo o fundo. Aí alguém disse se ele estava vendo o fundo que ele pulasse no buraco e tirasse a senhora. O prefeito deu uma de ‘migel’ e se mandou. Cinco horas depois a senhora apareceu no meio do palco do Teatro Amazonas onde estavam realizando uma festa às autoridades locais. Quando o diretor viu a mulher toda suja de barro, bosta e lama tentou tirá-la à força do palco. Ela se desviou e gritou que as autoridades deveriam era saber o que tinha embaixo daquele teatro. Milhares de corpos de índios e cabocos que foram mortos na construção daquela casa de vaidade da burguesia. Esse caso foi bem divulgado.

H – Saiu na TV Globo?

H II (Indignado) – Porra nenhuma! A Mulher não era globotária. Bem que a Globo tentou fazer uma matéria com ela, mas a equipe de jornalistas foi expulsa na porrada. A comunidade unida gritou palavras de ordem: Fora Globo golpista! O Povo não é bobo, abaixa a Rede Globo! A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura! Se a Globo acabar o Brasil vai melhorar! A Globo é corrupta, não tem nada de justa! Fora Globo e Leva Temer Contigo! A Globo é imoral, ataca Lula e Dilma em seu jornal! E na correria, o carro de reportagem ainda caiu no buraco.

H – Só estes dois casos mostram que os buracos formam uma família só.

H II – Exatamente. Todos os buracos são parentes. Essa relação de parentesco, e mais o gosto do prefeito, faz com eles se mantenham.

H – O senhor muitos buracos velhos, ou na sua maioria são novos?

H II – Tem muitos buracos novos nascidos nessa prefeitura, mas têm alguns velhíssimos, do tempo do vai pra porra. Mais velhos do que a mentira.

H – Cacete! Então é velho mesmo, porque a mentira nasceu antes de Adão e Eva. Mas como o senhor sabe que eles são tão velhos?

H II – É fácil entender, embora a população não perceba por ignorância e cumplicidade com os políticos.

H – Como assim?

H II – Os buracos são verdadeiros cabos eleitorais. Buraco elege prefeito e deselege. Por exemplo, só para ilustrar. Os últimos quatro prefeitos foram eleitos através dos buracos. As campanhas eleitorais deles tinham como objeto principal o combate aos buracos.  Todos eles afirmaram que iam acabar com os buracos.

H – E o povo acreditou na mentira.

DSC01945 DSC01946 DSC01947 DSC01948 DSC01950 DSC01952 DSC01956 DSC01958H II – Pois é. O quarto prefeito passado jurou acabar com os buracos. Não acabou: aumentou mais. O terceiro prefeito aproveitou os buracos que o quarto tinha deixado e fez sua campanha prometendo acabar com os buracos. Também só aumentou. O segundo na mesma cadência. Só aumentou. E esse agora não deixou barato. Hoje, tem buraco dentro de buraco.

H – Meu Deus! É mesmo?

H II – É. Um dia desse eu fui entrevistar um buraco-abismo onde já havia caído uma família inteira, um ônibus, uma Kombi, uma moto e uma carroça.

H – Uma carroça?

H II – Sim. Com cavalo e tudo. Quando eu comecei a entrevista percebi que não era só o buraco-abismo que falava. Comecei a ouvir outras vozes-buracos. Olhei para todo lado para ver se os outros buracos em redor de mim estavam falando, mas nenhum deles falava. Me concentrei bem, e percebi que as vozes vinham do mesmo buraco-abismo. Era um monte de buraco falando, querendo falar sobre suas vidas e aparecer nas fotos.

H – Que coisa impressionante.

H II – Não é impressionante não, porque o povo não ver. Se o povo prestasse atenção aos buracos ele não votava em quem afirma que vai acabar com eles, porque é mentira.

H – Sem querer defender os prefeitos, que eu sei bem quem eles são, adoram fingir que falam a verdade, mas a chuva também é responsável pelos buracos.

H II – Na-na-ni-na-não! Durante todo ano Manaus é cheia de buraco. Com a mudança climática, tem chovido menos na cidade, e mesmos assim os buracos estão sempre na moda.

H – Bem, com toda essa sua afirmação sobre o predomínio dos buracos em Manaus, e sua capacidade de eleger prefeitos, não seria melhor que os buracos se candidatassem?

H II – É verdade. Mais tem um problema.

H – Qual é?

H II – Na verdade são dois. Se eles se candidatam prometendo acabar com os buracos, e eles são os buracos e são muito éticos, se eles acabarem com os buracos eles desaparecem, morrem e a cidade fica sem prefeito.

H – Essa é uma verdade. E o outro problema?

H II – O outro é muito preocupante. Como Manaus é um único buraco gigante formado por milhares de outros buracos, se eles acabarem com os buracos Manaus desparece. E aí, dança eu, dança tu, dança até a mãe do Jaú.

H – Cara, essa é uma cruel verdade! A que ponto chegamos! Estamos refém dos buracos! E alguns desses prefeitos ainda querem se candidatar.

H II – Mas tem uma saída para Manaus não acabar.

H – Qual?

H II – O prefeito de Manaus deve ser sabe quem?

H – Quem?

H II – O povo!

H – Mas você não disse que ele é ignorante não se compromete.

H II – Mas com uma boa orientação política sobre os direitos dos moradores da cidade, não há analfabeto político que não seja educado democraticamente e passe a ser senhor de seu próprio destino. O povo entendendo que ele criou a sociedade civil, o Estado, e as instituições não tem que lhe engane.

DSC01962 DSC01964 DSC01967 DSC01967 DSC01970 DSC01965 DSC01971 DSC01961 DSC01972H – É verdade. O povo entendendo que ele existe por si mesmo, que foi ele quem produziu seu ser-social, adeus candidatos exploradores.

HII – É a verdadeira democracia!

GOLPE DO REAJUSTE DA PASSAGEM DE ÔNIBUS EM MANAUS É DERRUBADO

Os empresários de ônibus reclamam que o valor da passagem de  não é reajustada a três anos. Mas as empresas recebem subsídios da prefeitura e do Governo do Estado.

Os professores do Estado do Amazonas estão sem reajuste salarial a dois anos. Como, então, os trabalhadores neste momento de golpe, de dificuldade política-financeira arcariam com R$ 3,54 para ir ao trabalho e à escola?

Atendendo um recurso especial com efeito suspensivo da Procuradoria Geral do Município, o Desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas João Mauro Bessa cancelou o aumento.

A medida foi tomada antecipadamente para evitar prejuízos aos usuários porque depois seria difícil ressarci-los. Enquanto isso, a proposta de aumento fica restrita ao Tribunal de Justiça do Amazonas e ao STJ para onde as partes interessadas no reajuste e contra o aumento irão recorrer.

 

GREVE DE RODOVIÁRIOS EM MANAUS EXPÕE DESGOVERNO GOLPISTA DO PSDB DE ARTHUR NETO

“Manaus, Manaus, Manaus/ Para acabar de vez com o caos/ Da falta d’agua, dos buracos, dos transportes coletivos/ E se tornar a princesinha tropical”.

Quais são as diferenças entre Manaus e São Paulo, Arthur Neto e Geraldo Alckmin?

Não há. Os dois pertencem ao partido da ignara e golpista burguesia que não admitiu a derrota com Aécio Cunha em 2014 e tramam o golpe para retirar do governo Dilma Vana Rousseff.

Os dois governam um Estado e uma capital e não conseguem resolver duas questões essenciais que beneficiam o povo. Alckmin não consegue resolver a questão relacionada à educação em São Paulo e nem instalar uma CPI para resolver o escândalo da merenda. Meninas vem encarando coronéis e os estudantes ocupam escolas. A polícia  tem usado a força para desocupá-las sem ordem judicial e adolescentes são presos e presas,

Por cá, o prefeito que ameaçou dar uma surra no sapo barbudo não está tapando buracos, construindo creches, escolas. Prefere alugar prédios pagando preços elevados tendo o Tribunal de Contas do Amazonas detectado que o Deputado Federal golpista Pauderney Avelino é responsável pelo desvio de R$ 4,6 (quatro milhões e seiscentos mil). Assim como acusam Dilma de estelionato eleitoral por não cumprir em um ano o prometido, o prefeito da não cidade de Manaus não se diz estelionatário, pois está terminando o seu mandado sem cumprir promessas de campanha.

Nos últimos meses os usuários de transporte coletivo vivem uma sina. Não sabem se vão ou ficam. Se vão não sabem se voltam.Isto tudo, porque os rodoviários reivindicam aumento salarial e os patrões alegam que não atendem porque estão descapitalizados e que é necessário reajustar o preço da passagem. A prefeitura e os empresários querem que o povo pague o pato.

Há informações de conluio entre o sindicato laboral e o patronal, mas, ontem à noite o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, após reunião no TRT 11ª Região foi taxativo: “não admitimos reajuste da passagem; não admitimos que o usuário seja penalizado”.

Hoje, dia 14, sábado, milhares de usuários formaram inúmeras filas nos terminais de integração. Pedro Carvalho, Superintendente da SMTU declara que 70% dos coletivos estão circulando e é contradito por Orígenes Magno responsável pelo T-3 que diz só 30% está circulando. Este preocupou-se quando viu a aglomeração de passageiros no terminal e em telefonemas para as empresas estas confirmaram a redução dos coletivos.

Estão preocupados ainda porque amanhã será realizado o concurso do INSS e a greve pode cancelar o certame e na segunda-feira o caldo pode engrossar porque é a volta dos trabalhadores à lida.

Essa situação está sendo acompanhada pelo TRT que está colocando frente à frente as partes mas nenhuma cedeu. Da nossa parte ficamos ao lado dos trabalhadores. O poder público, o prefeito do partido que não quer pagar o pato tem que solucionar a questão. E tapar os buracos também, porque Manaus é uma cratera só.

 

PREVISÕES DA MÃE TRANSVISÃO PARA O ANO DE 2016

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Embora conhecendo o adágio temporal-sacro de que “o futuro a Deus pertence”, membros dos vetores comunicacionais da Associação Filosofia Itinerante (Afin), Blog Esquizofia e Blog Afinsophia , fizeram uma vista a Casa da Mãe Transvisão com o intuito de pedir a ela que, em sua potência-transcendental, realizasse algumas previsões para o ano de 2016 que já se encontra adentrando no ano de 2015. Ano em que as direitas do Brasil contam minuciosamente os segundos para que encerre seu ciclo, visto que fora um ano em que elas não tiveram qualquer de suas intenções conspiradoras consumadas. Entre elas, depor Dilma e prender Lula, dois expressivos brasileiros por suas originalidades.

Mãe Transvisão, como sempre carinhosa, solícita, meiga e inteligente atendeu os consultantes. Em seu salão nobre, completamente colorido, de um psicodelismo envolvente, enlevado por aromas agradáveis, sonorização fluente, ela, em seu traje singular composto por traços cativantes, envolveu-se com a transcelestidade, transtemporalidade, transhistoricidade e trancedência e realizou seus contatos que nos foram comunicados como formas de previsões.

Como Mãe Transvisão é uma mulher eminentemente politizada, ela começou suas previsões pelo que há de pior no Brasil: as ignóbeis trapaças das direitas golpistas comandadas pelo seu persona non grata, Eduardo Cunha.

Então, leiamos as previsões da infalível Mãe Transvisão.

  • No começo do ano de 2016, Eduardo Cunha conquistará a tríplice coroa: será destituído da presidência da Câmara Federal será cassado e preso.

  • Aécio Cunha vai aumentar mais ainda seu tônus biliar: Dilma continuará seu objeto de desejo inatingível. Continuará tramando, mas vai aos pousos ficando mais isolado que já se encontra. Até os coxinhas lhe abandonarão. E para acabar de vez com sua simulação de honestidade, Janot vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) investigação sobre a Lista de Furnas. Esquema de corrupção comandado pelo PSDB sob a orientação do próprio ressentido-compulsivo.

  • Fernando Henrique vai sofrer um grande baque em seu narcisismo já tão anêmico: Dilma vai ter a popularidade de seu governo aumentada.

  • Serra sofrerá investigações e terá seus projeto entreguista do pré-sal totalmente combalido.

  • O senador Agripino Maia vai ser condenado pelos crimes de corrupção e perder o mandato.

  • O vice-presidente Michel Temer, continuará sendo apenas uma figura decorativa no governo Dilma. E sua fama de golpista vai aumentar e nem as mídias aberrantes, suas defensoras, vão conseguir protege-lo.

  • O deputado Jean Wyllys do PSOL vai conseguir maior aderência em suas ideias que serão compartilhadas por grande parte da sociedade brasileira.

  • A deputada Jandira Fegalli do PCdoB vai se tornar a representação-mor das mulheres combativas do mundo indicada por organismos internacionais.

  • Os institutos de pesquisa eleitoral vão sofrer o ano inteiro: terão que divulgar resultados de suas pesquisas para a eleição presidencial de 2018 com Lula disparado na liderança.

  • O deputado racista e homofóbico Bolsonaro será definitivamente condenado por ter ofendido a deputada Maria do Rosário (PT/RG).

  • Fernando Henrique terá um ano doloroso e tenso: as investigações sobre esquema de propina na Petrobrás em seus governos aumentarão de tal forma que nem as mídias, suas protetoras, poderão escamotear as notícias sobre esse esquema de onde se originaram Paulo Roberto Costas e Pedro Borusco, ambos presos pela Operação Lava Jato.

  • Dilma não vai sofrer impeachment, a economia vai voltar a crescer, a maioria dos brasileiros terão suas vidas melhoradas e parte das direitas vai morar na Argentina para apoiar o governo Macri.

  • Lula será indicado ao Prêmio Nobel da Paz e Fernando Henrique será acometido de forte crise de invejite-tremules.

  • Os movimentos sociais e os sindicatos serão mais fortalecidos e terão maiores participações em decisões importantes para a sociedade brasileira.

  • As artes como o cinema, teatro, música, literatura, dança, todas as formas de expressões populares terão maiores investimentos.

  • Os estudantes do ensino público do estado de São Paulo, que mudaram o conceito de educação no estado defendido pelo governador Geraldo Alckmin com seu plano de ‘reorganização’, vão constatar o fim desse plano.

  • O compositor, cantor, escritor, teatrólogo, poeta, articulista Chico Buarque receberá das mãos de um organismo internacional o título de representante-maior da sensibilidade e inteligência frente estupidez-arrogante da burguesia-desvairada.

  • A surpresa das eleições municipais de 2016 será o número de prefeitos eleitos de partidos progressistas, assim como vereadores.

  • Em Manaus, o prefeito que jurou aplicar uma surra em Lula, Arthur Neto, não será reeleito apesar do grande esquema de cooptação de funcionários como cabo eleitorais. Seu pior cabo eleitoral serão os buracos que ele produziu em Manaus como continuação das gestões de prefeitos anteriores como seu amigo Amazonino, ex-prefeitos Serafim e Alfredo. Professores, médicos e outros profissionais lambaios continuarão votando nele, mas não será um número insuficiente para reelegê-lo.

  • Muitos vereadores que usam as igrejas como catapulta para a vereança não serão reeleitos, assim como os chamados novos também.

  • Os principais candidatos que disputarão a prefeito de Manaus serão um de partido progressista e outro, como é comum no Brasil, de um partido reacionário. Mas não serão do PSDB, PPS, DEM, SD e REDE.

  • O governador do Amazonas, José Melo, será cassado, mas vai recorrer em outra instância. Porém, no final será cassado de vez.

  • No mesmo momento da derrota de Arthur e a cassação de Melo, jornalistas e empresas de comunicação submissas e calculistas a ambos cuspirão nos pratos que babaram.  

  • A TV Globo vai continuar perdendo audiência junto com sua emissora de rádio CBN, e será denunciada e investigada pelo FBI no esquema de corrupção da FIFA e ainda será, terminantemente, obrigada a pagar sua dívida com a Receita Federal.

  • As inúteis revistas lamê Veja, Época e IstoÉ diminuirão suas finanças, irão despedir funcionários e ficarão com os pés na cova do capitalismo.

  • Por sua vez, os blogs, sites, portais progressivos, também conhecidos como “sujos”, aumentarão seus acessos. E também terão aumentados seus anúncios de publicidades.

  • A Seleção Brasileira vai continuar sofrendo em busca de sua classificação para a Copa do Mundo. Porém, só no ano que vem é que se saberá ao certo se será classificada ou não.

No fim das previsões, os membros dos blogs pediram que Mãe Transvisão, fizesse algumas previsões para a Afin. Então, ela pousou nos membros dos blogs um olhar cândido e sorrindo suavemente disse que a Afin apenas processasse seus devires com confiança, engajamento e responsabilidade como vem fazendo há mais de 13 anos.

O que eles queriam mesmo era saber qual seria a conclusão do processo que a Afin vem respondendo no Paraná porque seu Blog Afinsophia publicou um artigo, em 2012, sobre um caso de racismo e foi acusada de prática de ofensa e ter que pagar R$ 30 mil de indenização.

Ao saírem da casa sagrada Mãe Transvisão abraçou todos os abençoando  proferindo louvor: “Axé, meus filhos e filhas!”. Ao que eles responderam: “Axé, Mãe Transvisão!”

ARTHUR NETO, PREFEITO DE MANAUS PELO PSDB, APARECE NOS DOCUMENTOS DA ODEBRECHT SOBRE PROPINA NO FIM DA DÉCADA DE 80

virgilioO prefeito de Manaus, Arthur Neto do PSDB, aquele que quando senador afirmou que iria surar Lula, aparece em documento da contabilidade extraoficial da Odebrecht entregue a CPI da Petrobrás pelo deputado Jorge Solla (PT/BA) que mostra o pagamento de propina feito pela empresa naquela época. O documento original, segundo o deputado, foi entregue ao delegado Bráulio Cezar Galloni, coordenador-geral da Policia Fazendária, na sede da Polícia Federal, em Brasília.

Mas, Arthur Neto, não deve ficar preocupado, não é só seu nome que consta no documento que mostra o pagamento de propina. Consta também o nome de seu companheiro de partido o deputado federal, membro da CPI, Antônio Imbassahy, cujo codinome era “Almofadinha”, que foi diretor-presidente da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) entre os anos de 79 e 84 e foi também presidente do Conselho da Companhia do Vale do Paraguaçu (DESENVALE), estatal que contratou a obra. Imbassahy é um dos que mais posam de “honesto” que tramam o golpe contra Dilma.

A lista é abundante. Tem Sarney Filho, Roseane Sarney, Fernando Sarney, empresário, Jader Barbalho, Edison Lobão e do ex-deputado, José Agripino Mais Neto. Além do nome do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, cujo codinome era, “Toldo”, que na época era presidenta da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (CERB) e secretário de recursos hídricos e Irrigação da Bahia.

Vários nomes que aparecem nos documentos são de pessoas que já morreram. Por isso não podem se preocupar. Como ocorreu com presidente do PSDB, Sérgio Guerra, acusado pelos delatores da Lava Jato, Paulo Roberto da Costa e Youssef, de ter recebido dez milhões para abortar uma CPI da Petrobrás, em 2010. Morreu, mas o partido encontra-se ainda tramando contra o governo Dilma. Por tal deveria se preocupar com a acusação feita pelos delatores.

“Nada foi construído, mas segundo os antigos contabilistas da Odebrecht, dinheiro público foi pago e desviado por propina.

As pessoas que me entregaram este material me contaram que a distribuição da propina se dava por depósito bancário – na agência do falido Banco Econômico que tinha dentro da sede da Odebrecht, em Salvador – mas também na calada da noite. Das 9 horas às 2 da manhã era a hora que os políticos e agentes públicos envolvidos no esquema iam pegar suas caixinhas de camisas recheadas de dólares.

Mesmo para obras realizadas no Brasil, havia a orientação escrita para transformar em dólar black e pagar. Para quem não lembra, o dólar black era o dólar do mercado negro, era comercializado no arrepio da lei, por quem praticava contravenção.

Vamos parar com esse conto da carochinha que vocês e o pessoal lá de Curitiba quer contar pra população, porque não convence mais ninguém. Empreiteira pagar propina a agentes públicos e políticos como percentuais em cima de obras, a gente tá vendo aqui, é mais velho que nossa democracia”, disse o deputado.

O valor da propina variava de 10 a 33 mil dólares quando não havia o real. Faz o cálculo quanto os corruptos ganhavam.

Quem conhece a história do Brasil, principalmente a pós-ditadura, não se surpreende.

PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO DO AMAZONAS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA OS GOVERNOS ESTADUAL E MUNIICIPAL POR SE SENTIREM LESADOS

IMG-20150112-WA0007A educação é um caso de política. Não confundir: não é um caso de polícia. Caso de polícia é da ordem marcadora de poder, vigiar e punir. Atos do super-eu. Manutenção de um estado de coisa já constituído. Educação é ato do eu. O eu livre e criador. Criação de novos saberes que se transformam em dizeres transformadores do estado de coisa constituído propulsor do caso policial. Entendimento-criador da objetividade dominante que impulsiona a transcendência-dialética.

Embora haja um sentido cômico nessa diferenciação entre caso de política e caso de polícia, todavia, no caso do Amazonas a educação pode ser assemelhada com o segundo caso. Porque, historicamente, a educação no estado do Amazonas sempre foi tratada como uma forma policial de manutenção do estado de coisa estabelecido. Por tal realidade, nunca houve nenhum governo, tanto estadual como municipal, capaz de entender que educação é um caso de política. Daí, os governantes indicarem para o cargo de secretário de educação, indivíduos capazes de manter o estado de coisa determinado.

IMG-20150112-WA0016Os secretários bem estabelecidos em seus valores molares, valores como defesa de seus estados sedimentados, respondem muito bem para os propósitos alienantes dos governantes. Eles não sabem que a educação é um devir poiético que se atualiza como práxis. Como não têm esses conhecimentos e essas vivências eles são personagens perfeitas para as perspectivas dos governantes que também estão malogrados quanto esse devir. Para entender melhor o que é essa ignorância basta ouvir e analisar a linguagem dos governantes e dos secretários. Nenhum código-linguístico que exprima a educação como filosofia-política. Somente uma linguagem muito bem sedimentada em códigos-burocráticos-administrativos. Nada de corte-esquizo que possa proporcionar uma educação-produtora de novas formas sentir, ver, ouvir e pensar.

DA PATOLOGIA DA EDUCAÇÃO NO AMAZONAS

IMG-20150112-WA0002 IMG-20150112-WA0003 IMG-20150112-WA0004 IMG-20150112-WA0005Essa patologia educacional é responsável pela miserável realidade que o ensino público no Amazonas se mantém. Tanto o ensino público estadual quanto o municipal encontram-se nos últimos lugares nas avaliações proporcionadas pelo Ministério da Educação sobre o desempenho das escolas no Brasil.

Mas é fácil de entender, mas impossível de aceitar, no seguimento governamental no estado do Amazonas e no município de Manaus, não há mudança de ideário político. No governo estadual predomina um modelo inaugurado antes da ditadura e que foi fortemente resguardado por todos os governadores que passaram como, também o que se mantém. O mesmo ocorrendo com o município. Todos os prefeitos desconheciam os princípios filosófico-político da educação da mesma forma que o prefeito atual Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, desconhece.

MANIFESTAÇÃO E ARGUMENTOS DOS PROFESSORES

Entendendo que educação é um caso de política e não de polícia, os professores das duas redes de ensino público se reuniram ontem, dia 12, em uma manifestação contra os governos estadual e municipal exigindo que seus direitos sejam respeitados, já que eles estão se sentindo lesados pelas autoridades responsáveis. Segundo declarações dos professores, o pagamento do Fundeb, que é um direito federal criado pelo governo Lula, não foi pago. Para os professores deve ter ocorrido desvio dessa verba para uso nas campanhas politicas e outras promoções que visavam esse mesmo fim.

IMG-20150112-WA0006 IMG-20150112-WA0008 IMG-20150112-WA0009 IMG-20150112-WA0010Para defenderem seus argumentos, os professores citaram o caso, triste, mas cômico, dos milhares de “salgadinhos” que foram comprados por preço faturado para serem distribuídos nas reuniões da secretaria de educação do estado como cabo eleitoral. Outra suspeita em relação ao não cumprimento de seus deveres pela secretaria de educação do município, eles indicaram a campanha eleitoral do deputado Arthur Bisneto, filho de Arthur, todos envolvidos na névoa-familiar iniciada pelo avô e bisavô, que foi eleito deputado federal pelo mesmo partido da burguesia-ignara com o maior número de votos. Os professores afirma que foram inúmeras reuniões da prefeitura com diretores de escolas e professores cabos eleitorais compromissados com a eleição do Bis. A mesma prática usada por Zé Melo o candidato ao governo que era vice de Omar Aziz, o governador anterior.

Para os professores risível prática “filosófica-política” das autoridades.

HANNAH ARENDT E A AUTORIDADE PARA SER AUTORIDADE

Uma digressão para um pouco de Hannah Arendt que se sentia mais professora do que filósofa. Hannah Arendt afirma em sua obra Condição Humana que autoridade são todos seres que agem através da razão. Ou seja, são praticantes dos princípios fundamentais da razão que criam uma vida coletiva política solidária. Por isso, para ela, quando a razão falta se alojava a tirania, a força do poder. O perigo para o movimento das instituições que representam os desejos de todos em uma democracia. Seguindo Hannah Arendt, como o a educação no Amazonas não é um caso de política não há autoridades responsáveis por ela nas secretarias do estado e do município.

IMG-20150112-WA0011 IMG-20150112-WA0012 IMG-20150112-WA0013 IMG-20150112-WA0014 IMG-20150112-WA0015É essa falta de autoridade sujeito-histórico racional que os professores têm que enfrentar para conseguir o restabelecimento de seus direitos. Como falta o pensamento de Hannah Arendt nesses governos, os professores não podem e nem devem se submeter à força. E para isso têm que sensível e racionalmente tentar produzir o diálogo entre a classe para concretizar diretamente com os governos, mas sem se deixar prender nas linguagens deles.

ANÊMICA ORNAMENTAÇÃO NATALINA DE MANAUS PROMOVIDA PELA PREFEITURA DE ARTHUR DO PSDB

arvore_de_natalDizem que Natal é uma festa cristã que simboliza a alegria produzida pelo nascimento de Cristo. Embora alguns queiram reduzi-a a uma festa eminentemente familiar, entretanto, concebendo Cristo como um ser/comunidade, ela é precipuamente coletiva.

O próprio evangélico cristão mostra essa realidade política-histórica. O cristianismo, apesar da dor, do ressentimento e da má consciência imposta nele por Paulo, não se constituiria em uma potência sacro-social se Cristo não tivesse assumido seu ser-coletivo.

Alguns filósofos e filósofas, como Hannah Arendt, mostraram em seus escritos-políticos-filosóficos, a importância história de Cristo como um ser implicado em uma ética-coletiva. Já o filósofo Nietzsche, em seu tratado O Anticristo, mostra Cristo como um ser que ama que não cobra, não culpa e não condena. Mas um ser que vive a vontade de potência. Todos como diferenças, mas amor-distributivo.

Com o capitalismo, o Ego-Ísmo-Familiar fez do Natal um caso de coletivização, onde os membros de uma família “celebram” a data com seus afetos-neuróticos muito bem particularizados. Afetos-neuróticos configurados – para alguns psicanalistas, simbolizados – nas trocas de presentes personificados nas lojas suportes da indústria de consumo que sabe muito indicar a ordem natalina. A ordem do capital como representação fetichista mercadoria/família/“amor cristão”. Quem não responde a essa ordem não tem Natal.

Quando o Natal é uma expressão coletiva, as classes desaparecem. Não há hierarquia-financeira estabelecendo a identidade-natalina. Muito pelo contrário. Há um encadeamento de afetos políticos-religiosos que concretizam o amor-cristão. O Natal não de configura em uma comemoração alienada nos afetos-neuróticos-burgueses. Há simplesmente a festa-natalina, o que se bebe e o que se come não segue um modelo imposto por um Natal capturado pelo desvio do desejo do amor-coletivo. Há presença de todos, sem intermediários fantasiosos, culposos e cobradores.

A prefeitura de uma cidade é uma representação coletiva. O prefeito foi eleito para administrar os negócios públicos do município em forma de Bem Comum, ou estatuto da cidade. No caso de comemorações coletivas, ele não pode seguir modelos particulares, mas sim o devir-coletivo. Por exemplo, uma data coletiva não pode ser comemorada como uma data familiar, como um aniversário de um fulano ou fulana de tal. A data coletiva tem que ser composta por corpos-festivos que inclua toda a sociedade.

Como uma cidade é composta de dois corpos, o urbano, os prédios, ruas, logradouros públicos etc., e a cite, a relação entre os seus habitantes, que compõem os movimentos-pulsantes dessa cidade em forma de existência-particular, o prefeito tem por obrigação proporcionar festa coletiva, como o Natal, que afetem de alegria os seus habitantes. Mas não é o que o prefeito de Manaus, Arthur Neto (que, no Senado, ameaçou surrar Lula), do partido da burguesia-ignara, PSDB, vem fazendo. O que ele já deveria, por experiência, saber. Porque se trata da segunda vez que ele é prefeito de Manaus. A primeira foi na era Collor quando que se tornou o primeiro prefeito do Brasil a se aliar ao falso caçador de marajá – Lula chamava de caçador de maracujá -, criado pela mídia acéfala, mormente a TV Globo.

A ornamentação da cidade de Manaus nesse Natal é uma homenagem-triste e anêmica a data do calendário cristão. Uma triste demonstração. Na Avenida Djalma Batista, considerada a mais importante de Manaus por ser composta por várias lojas, bancos, escola, faculdade, shopping, Arthur colocou alguns postes com opacas estrelas que ofendem a ordem celestial-natalina e, por ironia, a ordem capitalistas do comércio da dita avenida. Se seguisse a ideologia comunista, diriam que foi a forma que ele encontrou, como comunista, de se vingar do capitalismo. Mas Arthur não tem qualquer “baque” de comuna. É um puro burguês.

A indiferença do prefeito do PSDB com a festa natalina da cidade é tão ofensiva que algumas pessoas estão relembrando com “saudade”, as ornamentações de antigos prefeitos como Alfredo Nascimento e Serafim, todos também reacionários como Arthur, mas que não ficaram indiferentes com a festa-coletiva. Devem ter entendido que ser reacionário não concede direito de anular o que é do princípio coletivo.

Todavia, observando a não-administração de Arthur, já era possível aventar o que hoje ocorre. Há dois anos na prefeitura, ele não apresentou qualquer trabalho coletivo que possa ser digno de consideração pública. Recapeou a Avenida Djalma Batista e algumas ruas, e nada mais. Os velhos e eternos companheiros buracos da cidade de Manaus continuam a proliferar, o sistema de transporte coletivo segue deprimente e ofensivo aos usuários. Lazer público inexiste. Diante dessa desalentadora realidade, já existem pessoas prognosticando que se ele se candidatar a reeleição não ganha.

Mas Arthur não tem sido de todo negativo. Há uma atuação que lhe confere positividade. Ele conseguiu eleger seu filho Bisneto, também do PSDB – não podia ser diferente -, deputado federal com o maior número de votos nas últimas eleições. É lógico que ele não podia passar quatro anos na prefeitura sem realizar uma atuação positiva. Mesmo que fosse atuação em benefício a sua própria família. Assim, como o  individualismo do Natal da família-burguesa.

PROFESSORES DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MANAUS (SEMED) VÃO DISCUTIR, HOJE, SEUS DIREITOS NA CÂMARA DOS VEREADORES

Para entender o que não precisa ser entendido de tão fácil que é. Os professores da Secretaria de Educação do Município de Manaus (Semed), em razão de seus salários encontrarem-se defasados há anos por causa do desconhecimento dos prefeitos do que seja educação ou profissional da educação, estão pedindo 20% de reajuste. O prefeito de Manaus, Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, que se toma social democrata, mas sem Rosa Luxemburgo, concedeu 10%. Um 10% que não reflete na realidade um reajuste.

Diante dessa determinação do prefeito que afirmou que iria surrar Lula, os professores das escolas do município de Manaus, resolveram comparecer hoje, dia 21, na Câmara dos Vereadores para forçar a mudança na orientação que o prefeito tomou em relação a essa questão trabalhista que envolve os profissionais da educação.

Os professores vão reivindicar outros direitos, além do reajuste real. Portanto, as lideranças da categoria estão convocando todos os professores para se fazerem presentes nesse dia de luta em benefício de seus direitos.

A hora é essa e esta, professores!

HADDAD ENTREGA PROJETO DE LEI QUE PROPÕE A CRIAÇÂO DA COMISSÃO DA MEMÓRIA E VERDADE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

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Justamente no momento em que completa cinquenta anos da implantação da ditadura militar/civil no Brasil e que perdurou entre os anos de 1964 e 1985, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT) entregou o projeto de lei que cria a Comissão da Memória e Verdade do Município relativo às ocorrências contra a liberdade democrática desse período.

Durante o discurso de entrega, Haddad, teve a lucidez de lembrar das ameaças que alguns indivíduos, no momento, no Brasil, estão realizando com a prática de endurecimento do regime “flertando” com o autoritarismo e que “acalentam os sonho de viver dias duros”. Acreditando que arbítrio seja a saída para as questões sociais.

A proposta da Comissão da Memória e Verdade do Município:

– Investigar crimes de Estado contra a Humanidade.

– Homenagear que sofreu pela liberdade democrática.

– Investigar casos de servidores desaparecidos durante a ditadura.

– Investigar casos de servidores perseguidos e demitidos.

– Investigar casos de ocultação de cadáveres por Serviço Funerário.

– Apurar o uso do espaço público para sessão de tortura.

“A comissão poderá servir de alerta para uma parte da sociedade que, em função da distância de cinquenta anos do golpe militar e da distância dos eventos trágicos que marcaram a história do Brasil, começa a namorar com soluções de força que não vão levar o Brasil a uma sociedade melhor, mais fraterna e com liberdade.

A criação da Comissão da Memória e da Verdade não é só para passar a limpo os cinquenta anos, mas nos comprometer com os próximo cinquenta, cento e cinquenta anos”, discursou Haddad.

NO 1º ANO DE GESTÃO DO PREFEITO ARTHUR NETO (PSDB) MANAUS CONTINUA A VELHA NÃO-CIDADE DAS DIREITAS: HISTORICAMENTE CONGELADA

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Contabilizar é um ato neurótico porque as pessoas ficam calculando suas perdas e danos. “Onde foi que acertei. Onde foi que errei”. Tudo o que se encontra no passado. É neurótico, porque as perdas e ganhos não mudam em nada o presente. O máximo que fazem é estabelecer uma falsa-alegria pela confirmação do ganho, e uma falsa-tristeza pela confirmação da perda. Para os neuróticos, uma forma de se precaver no futuro. Como se pudéssemos atualizar, a priori, o futuro que é virtual.

O filósofo Spinoza diria que o ato de contabilizar é uma ideia-triste, porque expressa um medo passado e futuro, como a esperança. Mas o pior, é que se esse medo for tirado o indivíduo desespera. E desesperado não sabe mais o que fazer com o tempo que é o suporte da contabilização das perdas e ganhos. Agora, quando ao invés de se contabilizar fatos-temporais tendo o medo como elemento impulsionador, e se recorre à névoa-virtual das imagens-lembranças, como fala o filósofo Bergson, imagens que não atuam mais, em razão de formarem o corpo-passado, mas como fator base do humor, então o trânsito é livre para se comentar um passado. Principalmente quando esse passado foi um presente congelado.

Pois é só como presente congelado que se pode comentar o ano de 2013 da gestão do prefeito de Manaus, Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara paulistana, PSDB. Se há um grande feito a ser considerado no 1° ano de gestão de Arthur Neto, é a capacidade que ele teve de manter congelado o tempo-histórico de Manaus. Arthur manteve Manaus no mesmo estado de congelamento-histórico que seus antecessores submeteram a não-cidade de Manaus. Em verdade, ele só usou os mesmo recursos técnicos-burocráticos que já haviam sido usados em sua primeira gestão, no fim da década de oitenta. Recursos também conservadores do congelamento imposto pelas anteriores administrações.

O bom em tudo isso, é que se alguém quiser neuroticamente fazer a contabilidade da gestão de Arthur, vai se frustrar: não há o que contabilizar. Não há fatos. Não há temas. Alguém pode dizer: ”Mas ele mandou passar asfalto na Avenida Djalma Batista, a principal Avenida de Manaus. Isso tem que ser contabilizado”. Não. Isso é reflexo do gelo de outras administrações. Outros já haviam gelado as vias urbanas de Manaus. Arthur só operou para conservar o estado congelado da Djalma Batista e aproveitar para fazer marketing junto às consciências-congeladas de moradores que afirmam que recapeamento da Djalma Batista é tema de contabilização. Para entender é só seguir o significado de recapear. Encapar de novo. Se a Djalma Batista estava congelada como via urbana, Arthur só colocou outra capa-gelada.

Ao contrário do governo Dilma, o prefeito de Manaus não tem o que comemorar administrativamente em seu primeiro ano de gestão. O sistema de transporte coletivo continua da mesma forma: inexistente. As ruas continuam as mesmas: cheias de buracos. A higiene urbana continua a mesma: ruas com esgotos transbordando e lixos proliferando. O lazer municipal continua o mesmo: inexistente, ou se resumindo a um balanço na velha e privatizada Praia da Ponta Negra. A relação da prefeitura com a imprensa continua a mesma: aliança de cumplicidade.

Se algum órgão da imprensa de Manaus fosse um tiquinho independente poderia fazer a seguinte pergunta para os moradores, para saber se a administração de Arthur pode ser objeto de avaliação-contábil. “Arthur e Amazonino são prefeitos iguais?” Não ia dá outra. A resposta seria: “Arthur é igual à Amazonino.”

Afirmar que Arthur e Amazonino são iguais como prefeito de Manaus comprova como essa não-cidade encontra-se congelada. Esses moradores não diferenciam a gestão de Arthur da de Amazonino, nem da de Amazonino da de Arthur, dada à igualdade das duas. Não é oferecido a eles o mais elementar signo para que se produza conhecimento. Para se conhecer um objeto é necessário que o sujeito do conhecimento possa, na objetividade, encontrar categorias que se sirvam de referencial ao objeto a ser conhecido. Diferenças entre os objetos opostos. Como não existem diferenças entre a gestão de Arthur e Amazonino, como existem entre a gestão de Lula/Dilma com a de Fernando Henrique, os moradores de Manaus não estabelecem conhecimentos diferenciais. Tudo é Arthur/Amazonino, Amazonino/Arthur.

Daí segue-se que só pelo humor – nietzschiano – pode-se comentar o 1° ano de gestão de Arthur. Ou melhor: a gestão que não existiu como identidade própria. Um fato que deprime os contabilistas-neuróticos que não podem enumerar perdas e danos.  

O que é mais humorístico nessa realidade congelada é que Manaus tem um clima quente e úmido. Conservando Manaus congelada, Arthur, não perdeu de todo o ano de 2013. Mostrou que o homem pode realmente mudar a natureza.

HADDAD, PREFEITO DE SÃO PAULO, É AMEAÇADO POR GRUPO MIDIÁTICO POR CAUSA DO IPTU PROGRESSIVO

No mundo da política conservadora no Brasil, Haddad, prefeito de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores, não é ingênuo. Como militante do partido e como ministro do governo Lula teve mais entendimento sobre as práticas dos grupos reacionários que sempre pretenderam dominar a sociedade brasileira. Ele sabia das práticas funestas das mídias obnubiladas contra a democracia, mas, segundo ele, não sabia se era assim tal aviltante. Tão prepotente e ameaçadora.

Haddad foi ter certeza dessa realidade ao tentar implantar na cidade de São Paulo o IPTU progressivo. Um projeto de lei que aumenta o pagamento do imposto em bairros considerados de elite, os mais valorizados, a baixa nas áreas de menor infraestrutura urbana. O projeto de lei foi aprovado na Câmara Municipal de São Paulo e em seguida veio à reação dos reacionários – grande trocadilho – como a FIESP, a mídia obnubilada e, como não poderia ser diferente, o partido da burguesia-ignara paulistana, PSDB. Um partido que tem aversão ao que é popular. Juntos conseguiram que a cobrança dos novos níveis fosse congelada através de uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça. A prefeitura vai apresentar recurso na Justiça.

Foi um ato tão democrático por parte de Haddad que um dos barões da mídia obnubilada, em sua prepotência, ligou para ele ameaçando caso ele continuasse em seu propósito. Perguntado sobre quem era o tal prepotente, Haddad, com sua educação, não revelou o nome. Todavia, Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada, que para essas prepotências tem menos educação, revelou o nome: Johnny Saad, dono do Grupo Bandeirantes. Na verdade, em termos práticos lucrativos, um braço das Organizações Marinho. Ou melhor, TV Globo. Ele é “proprietário de muitos imóveis urbanos em São Paulo”.

“Recebi um telefona de um dono de muitos meios de comunicação dizendo que não daria trégua à prefeitura e que colocaria todos seus veículos contra o IPTU Progressivo. Isso não me foi contado. Isso foi dito. A bem da verdade, eu liguei para saber o que estava acontecendo. Não posso dizer com quem foi porque foi uma conversa privada.

Quando se discute IPTU progressivo, cobrando mais de quem pode mais, cobrando menos de quem pode menos, você está discutindo a fonte de financiamento de um Estado de bem-estar social que ainda está muito no começo no Brasil. Tem muito para avançar. O brasileiro quer saber de quem vai cobrar, quanto vai cobrar, e qual vai ser o destino do recurso. Se você cobrar de quem tem e destinar a quem não tem, o brasileiro é favor.

Para mim, um dos efeitos das jornadas de junho é sobre o orçamento público no Brasil. Não tem como escapar desse debate mais. Queremos aprofundar um Estado de bem-estar social que tem tudo para dar certo, melhorando educação, saúde, transporte público, ou vamos nos intimidar diante de algumas vozes e eventualmente sacrificar ainda mais o povo trabalahador.

Está em discussão no Brasil o modelo de Estado que nós queremos. Queremos o Estado mínimo, acreditando que o mercado vai resolver os problemas da população mais pobre, ou queremos um Estado com protagonismo, que tenha condições de dar respostas às questões sociais”, disse Haddad.

ARTHUR (PSDB), PREFEITO DE MANAUS, VAI À INGLATERRA MOSTRAR AOS INGLESES COM QUANTOS TRONCOS SE FAZ UMA IGARA, MAS NÃO PROMETEU SURRAR A RAINHA COMO PROMETEU SURRAR LULA

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O prefeito de Manaus, Arthur Neto, do partido reacionário da burguesia-ignara paulistana, PSDB, que foi da tropa de choque das direitas e propagador das pautas das mídias acéfalas, principalmente da TV Globo, no tempo em que foi senador, já é conhecido de parte da população brasileira como alguém impulsivo. Alguém que diante de impasses descola a faculdade racional para distante das operações lógicas. Por força dessa impulsão, ele quando frequentava o Senado Federal, afirmou diante de todos os presentes e das mídias que iria surrar o então presidente Lula. Lula, um homem de outra estirpe, não deu bola.  

Agora, ele, por obra da classe média indiferente de Manaus, alguns empresários da Zona Franca, jovens, professores e trabalhadores despolitizados – o que politicamente seria melhor dizer, alienados -, é prefeito de Manaus. Daí que como prefeito, envolto no véu do ufanismo-telúrico, acredita que é seu dever rebater todas as opiniões contrárias ao que ele imagina ser Manaus, porque, certamente, ele acredita que ser contra Manô é ser contra sua administração. O que coloca em dúvida seu conhecimento político-administrativo.

Agora, ele estar novamente em pé de guerra. Desta vez não contra Lula ou o Partido dos Trabalhadores, mas contra os representantes futebolísticos ingleses. Diante das opiniões de alguns ingleses em relação à Manô, Arthur, resolveu ir para cima acreditando que vai representar também a opinião da sociedade manauara. Não lembrando que grande parte dessa sociedade não queria que Manô fosse sede da Copa do Mundo de 2014. Fato que foi opinião vencida em virtude do lobby feito pelo então governador Eduardo Braga e empresas multinacionais do Distrito Industrial junto a FIFA, a multinacional do futebol.

Arthur está fulo com esses ingleses. Principalmente a imprensa que divulgou inverdades, segundo ele, contra Manô. No caso específico, o jornal Daily Mirror que para ele é um jornal sem importância. Por isso ele vai até à Inglaterra para colocar as coisas em seu lugar, e defender a honra ferida dos manauaras. Para muitos, movido, em verdade, por um forte sentimento de inferioridade-telúrico, ressentimento e, como diz o samba, despeito. Ele vai mostrar que Manô não é nada do que eles estão falando. E que Manô não é só “para inglês ver”.

Não tem alto grau de violência, não tem o mais baixo índice de educação escolar, não tem uma rua sem calçamento, não é dominada por buracos, não falta higiene urbana, não tem pessoas enlouquecidas, não tem assaltos, tem um sistema de transporte coletivo do tipo de Londres, tem entretenimento público, tem um excelente sistema de abastecimento de água, não tem falta de energia, em síntese, é um paraíso. Para não dizer que é a Londres dos trópicos. Nada de anormal se alguém fizer essa comparação, visto que certa vez já foi a Paris dos trópicos. E também não há nada demais imaginar Manô como a Ilha da Fantasia.

“Pretendo fazer isso em parceria com o governador do estado, Omar Aziz. Esse calendário será montado, primeiramente com o contato com o embaixador da Inglaterra, que foi bastante cortês conosco no sorteio dos jogos da Copa. Depois o envio de um press release com os pontos positivos que começaram a ser corrigidos. Por fim, uma conferência de imprensa na Inglaterra para esclarecermos esses equívocos.

Esses jornais que publicaram essas notícias não são grandes coisas. É um jornal que não desfruta de grande credibilidade e que não faz a mínima análise política e econômica de nada”, opinou Arthur, com seu ufanismo-telúrico.

Falando sobre a opinião do técnico da Seleção da Inglaterra, Roy Hodgson, sobre Manô que chegou a afirmar que era a “sede a ser evitada”, Arthur, disse que vai torcer pela Itália no jogo contra os anglos.

“Ele pode ser inculto, mas não necessariamente uma má pessoa. A Itália vai ter uma torcida que ela nunca imaginou na vida, inclusive a do prefeito de Manaus”, afirmou rancoroso o prefeito do partido da burguesia-ignara paulistana.

Três enunciados que levam os torcedores-esclarecidos a inferirem posições contrárias ao posicionamento de Arthur. Um quem vai pagar a passagem da trupe de Arthur para ir à Inglaterra. Será o erário público? Dois se o jornal Daily Mirror é insignificante, por que Arthur vai se mandar daqui de Manô, na linha do Equador, para tomar satisfação com o que não presta? Será que ele não conhece aquela máxima moral antropomórfica: “Quem se junta com porcos farelos come”? Apesar dos suínos não terem nada a ver com os farelos dos homens. Três como há rancor e despeito na fala do prefeito. E como ele mostra que é impulsivo ao afirmar que vai torcer pela seleção italiana. Como coisa que sua torcida fosse fazer os italianos ganharem a partida. Névoas do pensamento mágico.

Mas há algo bom nessa vingança de Arthur: como ele é diplomata de carreira, não prometeu dar uma surra na rainha. Se ele promete, Deus nos acuda! Haveria uma guerra desproporcional: Inglaterra contra Arthur e seus apaniguados. Iria ser um massacre-futebolístico: a turma do Arthur ia levar a maior sova. Seus apaniguados não têm ânimos nem para ajudar sua gestão a mudar os rumos das antigas gestões dos prefeitos autores do atraso de Manô. Entre eles, o prefeito que ajudou a eleger Arthur: Amazonino Mendes. Que também ajudou diretamente na reeleição de Fernando Henrique: o ídolo de Arthur.

PARA ARTHUR NETO, PREFEITO DE MANAUS PELO PSDB, A SENSIBILIDADE E A INTELIGENCIA DO PROFESSOR SE REDUZ A REGINALDO ROSSI

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O filósofo alemão Karl Marx disse que o trabalhador é explorado pelo capitalista através da mais-valia: o lucro do patrão sugado do tempo excedente de trabalho necessário para seu salário. O sobretrabalho. O trabalho não pago. Um salário apenas para repor a energia física gasta durante a produção. Entretanto, Marx não reduziu a mais-valia apenas ao tempo de trabalho que a força de trabalho do trabalhador é apropriada pelo capitalista. Ele foi mais longe. Afirmou que o tempo que o trabalhador permanece sob a força coercitiva do capital é o tempo livre que lhe é roubado para satisfazer suas necessidades intelectuais, sociais e de entretenimento postos pelo estagio da civilização. Uma realidade histórica.

Dessa forma, Marx, constata que o capital ao se apropriar desse tempo particular do trabalhador o quer embrutecido. Reduzido apenas a força física. Quanto menos o trabalhador elevar sua sensibilidade e sua inteligência, melhor para o patrão. Porque trabalhador limitado pela opressão é “uma besta de carga”, de fácil dominação para seu lucro. Visto que o capital só tem uma tendência natural; “crescer, criar mais-valia, absorver, por meio da sua parte constante, os meios de produção, a maior massa possível de trabalho extra. O capital é trabalho morto, que, qual vampiro, só se anima sugando o trabalho vivo, e a sua vida é tanto mais alegre quanto mais ele suga”.

O QUE ARTHUR IMAGINA SER PROFESSOR

Todos sabem que o Estado tem suas leis estabelecidas de acordo com o poder econômico. Logo, o Estado é patrão, e os governantes são seus gestores. Mas sabe-se que um governo pode auxiliar na produção de novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar, além desse poder. Mas não é o que o governo de Arthur vem realizando. Arthur que foi apoiado por Amazonino Mendes, tem sido só um imitador deste. Um exemplo triste é como comemora o Dia dos Professores. Da mesma forma que Amazonino. Contrata cantor que carrega a mesma semiótica sobrecodificadora imobilizadora dos sentidos e da inteligência: Reginaldo Rossi. Um agente da linguagem que torna o indivíduo vítima do buraco-negro do capitalismo consumista. Assim, como Seu Jorge, Roberto Carlos, Ana Carolina etc. Talvez, porque Arthur acredita que os professores têm a sensibilidade embrutecida e só respondam a esse tipo de estímulo sonoro que lhe concede uma falsa sensação de prazer. O que é a opinião do secretário de Educação do Município, Pauderney Avelino (DEM) que afirmou que professor gosta de Reginaldo Rossi.

Usando esse recurso comemorativo, Arthur, realiza a mais-valia do professor: seu tempo, ilusoriamente tido como livre, é usado para a continuidade de seu embrutecimento, iniciado com seu valor salarial. Uma ofensa a quem transcende a Reginaldo Rossi. Nessa condição, Arthur, não pode proporcionar aos professores a educação dos sentidos através do exercício transcendente de todas as faculdades humanas que fazem nascer na sensibilidade outra potência, como nos ensina o filósofo Deleuze. Transcender aos sentidos e a inteligência capturada pela lógica paranoica do capitalismo, para poder ser outro sujeito como novas formas de sentir e pensar. Ser um educador capaz de entender que uma aula é um ato político. Um momento de vivências originais com sujeitos singulares.

Em sua lógica, Arthur, está certo. Arthur gosta de UFC. É amante de ‘esportes’ brutos. No Congresso prometeu surrar Lula. Por que os professores devem ter outra sensibilidade e outra forma de pensar diferente da alienação massificadora? Não, os professores têm que permanecer no estágio de servilismo em que se encontram. Para o bem do poder representado por Arthur, os professores devem contrariar o teatrólogo, poeta, ativista, alemão Bertolt Brecht: não deve pensar.

ARTHUR NETO, PREFEITO DA NÃO-CIDADE DE MANAUS, REPETE O MESMO MODELO DE ADMINISTRAÇÃO DE SEUS SEMELHANTES DAS DIREITAS

O marketing é uma forma de exibição de objetos tidos como mercadoria para ser vendida sem que passe por um exame claro e distinto. Nisso, o marketing é um recurso de sedução usado por uma empresa sobre as percepções dos incautos. O marketing nunca visa à razão, pois seu objetivo é um consumidor. Por isso, não se encontra pudor no marketing. Foi essa falta de pudor, expressada na ambição do lucro, que levou o insigne e talentoso escritor e ativista inglês, George Orwell, a sentenciar que “a publicidade é o fruto mais sujo do capitalismo”.

“É o fruto mais sujo do capitalismo”, porque visa transformar as percepções dos sujeitos, também em mercadoria. Ou seja, sujeitos-sujeitados ao mercado. Se o mercado é lugar fixo onde são expostas as mercadorias, o marketing é o mercado deslocado. O mercado móvel. Sua moral capitalista é: “Se você não vai ao mercado o mercado vai a você”. E toda essa questão fica sintetizada no entendimento de que toda mercadoria tem um valor. Valor extraído do tempo da força de trabalho do trabalhador. E o mercado, como sistema propulsor do capital, se apresenta como mercado monetário. Lugar de onde saem os valores das mercadorias que o marketing tenta impingir ao sujeito-sujeitado como necessidade.

O MARKETING OFICIAL DE MANAUS

Mas não existe apenas mercadoria sensual, empírica, a mercadoria com corpo material, uma geladeira, um carro, uma joia, uma mesa que caracteriza o marketing comercial. Existe também a mercadoria incorporal, imaterial e ideal. Apesar de que todas visam o mesmo objetivo: dominar as percepções dos sujeitos-sujeitados. Impedir que eles entrem na ordem do exame do que lhe é oferecido. Essa segunda publicidade é a que é adotada pelos governos. O chamado marketing oficial. Para isso os governantes possuem uma gama de recursos de sedução. Desde as propagandas nos meios de comunicação, os outdoors até “obras” sentenciadas nas enunciações chantagistas: ”Desculpe, estamos trabalhando para transformar a cidade”. 

Esse último recurso é o mais usado pelos administradores que não têm entendimentos revolucionários do que seja o espaço-urbano. Do que seja cidade. Dos afetos incorporais e corporais que compõem uma cidade e que precisam ser destruídos – os que causam dor nos habitantes, diminuem suas potências de agir –, precisam ser preservados – os que causam alegrias na população, aumentam suas potências de agir – e os que precisam ser criados. Para que a cidade seja uma caosmose aistética. Que ela expresse o conceito comunalidade de ética: o modo de habitar com alegria. Nenhuma alegria a não-cidade de Manaus possui, a não ser sua tenaz, vigorosa e inteligente população.

Distante do que sejam afetos alegres-urbanos, o prefeito da não-cidade de Manaus, Arthur Neto do PSDB, partido da burguesia-ignara, em seus nove meses de administração tem confirmado que sua administração é a repetição – Marx dizia que toda repetição é farsa, claro que ele não se referia ao gênero teatral que exige grande talento – do modelo adotado por seus semelhantes administradores das direitas. A prefeitura de Arthur é puro marketing. O mesmo marketing usado pelos ex-prefeitos Amazonino, Eduardo Braga e Alfredo. Um dos mais escrachados é o do chamado asfaltamento das vias do centro da cidade. Colocar máquinas, asfalto e operários nas ruas nos momentos em que há um número maior de veículos e pessoas tentando transitar.

EXEMPLO DE MARKETING VIOLENTO

Um breve exemplo. Para quem não conhece a não-cidade de Manaus, a Avenida Djalma Batista é a principal avenida do centro da capital composta de duas pistas: uma subindo do centro para os bairros e outra descendo dos bairros para o centro. Ela serve de ligação com vários bairros. Pois o prefeito, Arthur, resolveu colocar os apetrechos asfálticos e os trabalhadores na pista do lado direito no sentido bairros-centro. Para que o marketing fosse bem observado ele resolveu dividir a pista em três seguimentos. Do lado esquerdo ficaram as máquinas asfaltando e os trabalhadores distribuindo o asfalto. Do lado direito caçambas estacionadas em filas. E no meio, como corredor polonês, a parte para passagem dos veículos. Aí, filósofo Felix Guattari, não dá outra: o marketing cola nas pessoas que tentam transitar nesse horário. Vinte minutos, mais ou menos, para escapar da violência ‘inurbana’. Mas quando escapa, leva o marketing consigo: ”Estamos trabalhando para transformar a cidade”.

Pode ser até que Arthur tente argumentar que não era isso que ele queria e que aplicaram essa tortura ‘inurbana’ nos habitantes da não-cidade sem autorização dele. Mas não tem como convencer os que pensam que Manaus um dia será uma cidade. Mesmo que ele tente se esquivar a Teoria do Domínio do Fato que eles do PSDB adoram e defendem, o condena. Arthur é responsável pelo marketing violento que a população de Manaus está sendo submetida.

Se não há inteligência e criatividade estética para a produção de uma subjetividade-urbana original o que resta são os corpos esfuziantes do marketing. Mas eles não servem para a aistese-urbana.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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