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JOGADORES ALEMÃES IMITANDO MACACOS, RELACIONANDO-OS A BRASILEIROS, MOSTRAM SUAS REAIS CORTESIAS PARA AS CONSCIÊNCIAS COLONIZADAS GERMANÓFILAS. ELAS MERECEM

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Os jogadores alemães enquanto estiveram no Brasil simularam uma cortesia e uma educação que só os germanófilos obstruídos, ou escotomizados, não viam. Além de uma grande parte de brasileiros germanófilos tecerem-lhes abundantes elogios, muitos dos chamados grandes comentaristas de futebol do Brasil se rasgaram em exaltações aos conterrâneos de Hitler. Até a ESPN, do consciente Trajano, caiu na simulação e gastou inúmeras matérias elogiando a simulação. Uma verdadeira república de germanófilos.

 Pois bem, levaram a Copa e quando chegaram de volta à sua terra, mostraram o que esse blog já havia afirmado. A cortesia e a educação não passavam de pura simulação. “Os bons moços”, que os germanófilos brasileiros cobriram de referências notáveis, mostraram o quanto carregam de ódio e desprezo pelos brasileiros.

Os jogadores Klose, Schürrle, Mustafi, Götze, Weidenfeller e Kroos, amados pelos germanófilos brasileiros, desfilaram na passarela quase de cócoras imitando macacos, gritando: ”Assim andam os gaúchos!” Gaúchos para eles são os brasileiros. E lentavam, gritando, em pés: “Assim andam os alemães!” Numa prepotência que o mundo já conhece de miserável lembrança.

Tem mais. Neuer, Schweinsteiger, Höwedes, Grosskreuz, Draxler Matthias e Günter entraram em fila indiana imitando como os jogadores brasileiros entravam em campo. Mostrando um total desprezo por nossos jogadores. E com o apoio do público alemão. Isto é muito perigoso.

O psiquiatra alemão criador da Bioenergética, Wilhelm Reich, certa vez, comentado a ascensão do nazismo, afirmou que estava convencido que sua vitória não fora resultado da propaganda desencadeada por Hitler, mas, sim, porque o povo alemão a desejava. Ao observar o comportamento nazista dos jogadores alemães nos deixa uma preocupação em relação ao mundo atual onde grupos neonazistas estão proliferando.

Aqui mesmo no Brasil já se observa essa ameaça. Esse ano tem eleição para Presidência da República e há anos materializou-se uma campanha, como esta, para destruir os governos populares e impedir que Dilma seja reeleita. Uma campanha que tenta ofender Dilma de todas as formas. Um exemplo próximo, a burguesia-ralé usando a pornofonia, linguagem sui generis dessa classe, contra a presidenta no Estádio Itaquerão. Explícito comportamento nazifascista.

Como o nazismo é composto de corpos que carregam partículas sadomasoquistas, é possível que os germanófilos brasileiros tenham gostado das expressões dos jogadores alemães. É só constatar que eles estão excitados pela volta do patrão Fundo Monetário Internacional (FMI).

Veja o vídeo e confirme como se mantém vivo o nazismo.

SAÚDE MENTAL É UMA QUESTÃO DE MAIS POLÍTICAS PÚBLICAS, DIZEM ESPECIALISTAS

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O filósofo francês Jean Baudrillard, disse que a Disney World existe para fazer de conta que existe um mundo adulto, assim como existem os presídios para fazer de conta que existe uma sociedade justa. A questão da saúde mental segue essa mesma proposição: a loucura existe para que se acredite que existe uma sociedade normal.

Todavia, foram os grandes psiquiatras, seguindo uma leitura marxista, que começaram a mostrar essa hipocrisia/moral/científica. Os conhecidos antipsiquiatras. Foram psiquiatras como Franco Basaglia, que fundou em 1978, no Brasil o Movimento Psiquiatria Democrática, o inglês D. Ronald Lang, o sul-africano David Cooper, a brasileira Nise da Silveira, entre outros que mostraram o delírio de que existe uma sociedade normal. Um fato facilmente comprovado visto que se houvesse uma sociedade normal não haveria a chamada loucura. Uma sociedade onde a base de sua dita riqueza nasce precipuamente da violação do corpo e da mente do trabalhador em forma de mais-valia ( ou mais-valor, dependendo da tradução) que lhe permite um desumano acúmulo de capital, não pode ser considerada normal. Ainda mais quando se sabe que essa violência transmudada em uma subjetividade em que todos se transformam em mercadoria, reificação do homem em valor-monetário, é o elemento propulsor da loucura. Acrescida ainda, de uma semiótica que estimula fantasias onde o desejo está aprisionado – como queria sadicamente Freud – em forma de culpa individual e social.

Foi com esse esclarecimento que se organizou no Brasil um trabalho colocando em pauta a saúde mental. E não mais a doença mental. Um delírio estigmatizador carregado não só por grande parte da sociedade que se julgava – ainda se julga – normal, mas também pelo chamado corpo de saúde responsável por essa vivência-humana. Claro que nas pessoas de psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, assistente sociais, sociólogos, todos ignorantes do Devir-Vida. Ou então, o devir-Marx. Todos crentes que eram mais normais que os chamados enfermos mentais. Todos favoráveis a institucionalização da chamada doença. Todos favoráveis ao internamento hospitalar. Todos exercitando suas taras em querer ver os pacientes – pacientemente – confinados a sedação e a velha, e perversa camisa-de-força. Todos exercendo seus papéis policiais confinando os pacientes para longe da sociedade apelidada de normal. Uma vocação carcereira de proteção à segurança social dos normais. 

Nos percursos produzidos por esse trabalho-transformador do conceito de doença mental, nasceu em 2010, a reforma psiquiatra com normas totalmente diferentes do que era propagado pelo discurso da psiquiatria institucional-hospitalar. Ou melhor: presidiária. Foi instituída a Lei 10.216, de 2010, que eliminou a internação como modelo de tratamento, na verdade exclusão social concedida oficialmente e cumpliciada por familiares, e grande parte da sociedade. Nesse seguimento foram criados os centros psicossociais para evitar as internações para que os pacientes possam viver integrados nas comunidades. São as redes de atenção psicossocial ou unidades de serviços comunitários. Entretanto, mesmo com as transformações ocorridas, especialistas que trabalham nesse seguimento, acreditam que ainda é preciso muito para que a política da saúde mental seja eficaz. Para eles são necessárias formulações de políticas públicas referentes à saúde mental.

“A saúde mental não está restrita às pessoas que tem patologias psíquicas de fato, está intrinsicamente ligada a qualquer cidadão que adoece pela não garantia de seu direito, ou pela violação do Estado, pela segregação, preconceito, racismo”, afirmou Fábio Bellone da Associação Brasileira de Saúde Mental.

“Houve um grande avanço no Brasil com a reforma psiquiatra, não há dúvida disso, mas temos um desafio enorme ainda pela frente. E estamos à volta com a reinternação compulsória que pode ser uma reedição dos abusos do passado e que precisa ser rediscutida”, observou a escritora e jornalista Daniela Arbex, se referindo à prática de internação involuntária e compulsória dos dependentes de crack.

“A gente sabe que a inserção no mundo do trabalho é um problema para essas pessoas, e a gente tem encontrado uma saída bacana que é o trabalho no mundo do carnaval, o que mostra que há muitos espaços solidários na vida da cidade em que a diferença é bem vinda”, analisou Simone Ramalho, coordenadora do Ala Loucos pela X.

CONSUMO DE DROGAS PSICOATIVAS AUMENTA NO MUNDO

da Agência Brasil

Um relatório lançado hoje (5) pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) mostra de forma regionalizada a situação das drogas lícitas e ilícitas em diversas partes do mundo. O material, que corresponde ao ano de 2012, ajudará a entidade a cumprir seu papel de contribuir para implementação das convenções internacionais da Organização das Nações Unidas para o controle das drogas.

Em termos mundiais, o estudo mostra um aumento de admissões em salas de emergência e de ligações para centros de toxicologia em decorrência de novas substâncias psicoativas. Entre elas, muitas drogas legais e as chamadas designer drugs – drogas cujas fórmulas químicas são ligeiramente alteradas para evitar o enquadramento delas como substância ilícita, mas que mantêm o seu princípio ativo.

Há, segundo a Jife, centenas de designer drugs sendo vendidas com facilidade na internet. A tendência é que esse tipo de droga cresça de forma constante. A Jife informa que essas substâncias representam uma ameaça à saúde pública e que são necessárias ações conjuntas dos países para prevenir sua fabricação, tráfico e uso.

Apesar de, nos últimos anos, o uso de drogas ilícitas ter se estabilizado na Europa, ele ainda se mantém em nível considerado alto e o grande desafio do continente é o consumo das novas substâncias psicoativas. O número de sites que vendem essas drogas para países da União Europeia aumentou mais de quatro vezes em dois anos. A Jife contabilizou 690 sites desse tipo em janeiro de 2012.

Segundo o relatório, a área total de cultivo de coca na América do Sul diminuiu em 2011 em comparação com o ano anterior. No entanto, a Jife considera “motivo de preocupação” o fato de as grandes apreensões de maconha indicarem “aumento significativo” da produção de cannabis na região.

América Central e Caribe continuam sendo grandes áreas de trânsito para o tráfico da cocaína sul-americana na direção da América do Norte, que permanece como o maior mercado de drogas ilícitas do mundo e a que tem maiores índices de mortes relacionadas a ela. Lá, aproximadamente uma em cada 20 mortes de pessoas entre 15 e 64 anos está relacionada a drogas.

O tráfico de drogas tem, segundo o relatório, “efeito desestabilizador” na segurança regional das áreas sob sua influência. É o caso do México, onde mais de 60 mil pessoas foram mortas desde 2006 como resultado da violência relacionada a elas.

A maconha se mantém como a droga mais cultivada, traficada e usada no continente africano, mas estimulantes do tipo anfetamina são considerados pela Jife como “a mais nova ameaça na região”. O relatório aponta também aumento no abuso de cocaína na África Ocidental. Nos últimos anos, a região passou a ser rota de narcóticos, com destaque à cocaína vinda da América do Sul, com destino à Europa.

De acordo com a Jife, o Sudeste Asiático é um centro de fabricação ilícita de estimulantes como anfetamina e metanfetamina. A região foi responsável por quase a metade das apreensões desse tipo de droga, feitas em todo o mundo.

Junto com o leste do continente, esta é a segunda maior área de cultivo de papoula de ópio, com um quinto de toda a produção global, atrás apenas da Ásia Ocidental. O maior produtor continua sendo o Afeganistão. A apreensão de estimulantes ilícitos como cocaína e metanfetamina aumentou 20 vezes, entre 2001 e 2010, na Ásia Ocidental.

ELEIÇÃO EM MANAUS REPRODUZ DOIS PROJETOS DE GOVERNO

VANESSA GRAZZIOTIN X ARTUR NETO

De um lado Vanessa Grazziotin do PCdoB com seu Vice Vital Melo, do PT, da composição que elegeu a presidenta Dilma Vanna Rousself presidenta do Brasil e, do outro, o ex-senador Artur Neto, do PSDB, partido da direita paulistana, amigo de José Serra, inimigo da Zona Franca de Manaus.

Vanessa Grazziotin, Eduardo Guerreiro de Sempre Braga, Omar Aziz desde quando o sapo barbudo, Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República estes políticos se posicionaram ao lado do presidente eleito. Sempre estiveram ao lado do Presidente Lula. Tanto que devido esse apoio várias obras foram feitas no Estado e Lula e Dilma foram responsáveis, com o empenho de todos os políticos amazonenses pela prorrogação da Zona Franca de Manaus.

Artur Neto, ex-senador, eleito quando Fernando Henrique Cardoso era presidente da República também sempre defendeu a Zona Franca de Manaus. Só que o partido do qual faz parte é paulistano representante de uma elite ignara que quer tudo só para si. O PSDB paulistano nunca aceitou a Zona Franca de Manaus e várias investidas contra o pólo industrial de Manaus são feitas.

O Estado do Amazonas a partir do governo do Presidente Lula e agora a partir do governo da presidenta Dilma recebeu e vem recebendo todo apoio que sempre mereceu mas que não lhe era dado por chefes de Estado que os antecederam.

No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB paulistano não vemos  em Manaus, no Amazonas especificamente nenhum projeto que se diga, isto foi legado psdebista.  Não há porque para o neoliberalismo  não é conveniente, por exemplo, explorar petróleo. Para o neoliberalismo uma estatal como a nossa Petrobras deveria ser vendida como foi todo o sistema de comunicação do nosso país.

Concorrendo à prefeitura de Manaus Vanessa compõe com um governo federal que tem um projeto para a riqueza que o pré-sal produzirá. Parte do lucro será investida em educação.

Também concorrendo, Artur Neto, do PSDB paulistano não trataria nada de pré-sal porque o governo do seu partido nunca se interessou por esse patrimônio mineral do povo brasileiro, mas sim pensou em mudar o nome da Pretrobras para Petrobrax. Com esse novo nome a empresa seria mais ágil, conhecida internacionalmente e, claro, mais fácil de ser vendida.

Temos dois candidatos totalmente opostos. A candidata Vanessa pertence a um governo que sempre se preocupou com melhoria de vida do povo brasileiro. No governo de Lula, ampliou-se o bolsa escola, como criaram-se outros benefícios para erradicar a fome no Brasil.

SALÁRIO MÍNIMO

No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso criaram-se também alguns benefícios. Mas um que é fundamental na vida do povo brasileiro não teve a atenção devida. O salário mínimo. No governo FHC o salário mínimo era baseado no dólar. Foi assim do início ao fim. Iniciou com U$ 100,oo dólares e terminou com U$ 80,00 dólares.

Quando Lula foi eleito e com a presidenta Dilma agora, o salário mínimo do ano vindouro já é calculado para compor o orçamento do ano futuro.

Mas o partido do candidato Artur Neto para prejudicar o governo do presidente Lula, faltando 45 minutos para terminar a partida entrou com uma proposta de majoração do salário mínimo que teria que ser votado na Câmara dos Deputados. Como o orçamento do governo já estava fechaco não tinha como aprovar uma proposta que comprometeria o orçamento e as leis de reponsabilidade fiscal dos governos. Os deputados foram orientados para não votar a proposta, pois ela era uma iniciativa do PSDB e do DEM para inviabilizar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelo que sabemos a candidata Vanessa Graziotin não votou contra o salário mínimo. Ela votou seguindo uma orientação política e econômica,  responsável de um governo que em momento algum desrespeitou trabalhadores e muito menos os aposentados desta nação.

O candidato Artur Neto é de um partido que iniciou o inominado “mensalão”. Dizemos isso porque o mensalão nunca existiu. No Brasil sempre existiu compra de votos. Compra de votos para se eleger vereador, deputado estadual, federal, senador e presidente da República.

Quem foi o presidente da República que para obter uma emenda instituindo a reeleição comprou o senhor Amazonino Mendes e o governado do Acre, por estas bandas?

Mas porque Delúbio Soares do PT, tesoureito, foi denunciado por possível mensalão o STF decidiu punir todos os quadros do PT acusando-os de ladrão, corruptos e formadores de quadrilha.

Como diz o jornalista Mino Carta, é do conhecimento até dos minerais que o famigerado Mensalão começou lá pelas minas gerais, com o Senador Azeredo, do PSDB paulistano. Por que ele ainda não foi julgado no STF.

Dirceu, Genoino, Paulo Cunha estão condenados pelo STF. Quando esse tribunal julgará Daniel Dantas? Quando esse tribunal abrirá o disco rígido do Banco Oportunitty?

Nestes posiconamentos estamos exponto para o eleitor de Manaus e do Brasil que estamos diante de dois projetos para o nosso país. É como dizedmos na Associação Filosofia Itinerante: o voto é pessoal mas ele é também social. Nosso voto vale aqui em Manaus como através dele participamos do referendo em todo o Brasil.

Pra finalizar, localmente, temos as duas candidaturas. Vanessa Grazziotin que recebeu o apoio do candidato Sabino Castelo Branco, do PTB, que com Roberto Jefferson, ressentido denunciou o alcunhado mensalão e do do outro lado, Artur, amigo de Demóstenes Torres, com o apoio de Amazonino, o prefeito mais mal avaliado do país e do “socialista” Serafim Correa adversário de Amazonino mas sempre seu amigo, pois se no seu governo Manaus continuou uma não cidade foi porque levou para a prefeitura gente ligada a Amazonino e deu no que deu.

UFC

Temos dois candidatos: um fala de paz e amor, mas quer transformar a luta UFC, em patrimônio nacional e desperta em milhares de homens e mulheres violentos e violentas gritos de histeria e assassínio quando um Anderson Silva neste dia 14.10.12 derrota um adversário que depois de levar uma joelhada no maxilar inferior cai e caído recebe inúmeros socos sem que o árbitro interfira. Um candidato defendendo um esporte assassino é favorável que tenhamos uma sociedade violenta e assassina, pois nem o presidente da República escapou de ser ameaçado de uma ufecezada.  

Estamos diante desses dois projetos. Um ligado ao ex-presidente FHC, com Serra em São Paulo e Artur por cá. Por lá Serra recorrendo a Malafaia e questões religiosas para prejudicar Fernando Haddad e outro a partir de Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Vanna Rousself para construção de um país que melhore a vida de milhares de brasileiros reféns de governos anteriores violentos e anti-republicanos.    

 

 

 

 

OMS NO DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL DIVULGA QUE MAIS 350 MILHÕES DE PESSOAS SOFREM DE DEPRESSÃO NO MUNDO

A Organização Mundial da Saúde (OMS), antecedendo O Dia Mundial da Saúde Mental, alerta os governantes que mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo. Segundo a OMS é precisos que os governos implementem políticas de saúde pública para combater o transtorno. De acordo com a organização, pelo menos 5% das pessoas que vivem em comunidades sofrem de depressão.

O Dia Mundial da Saúde Mental foi lançado em 1992 pela Federação Mundial para Saúde Mental. Seu objetivo é fazer crescer a conscientização sobre as questões nas áreas da saúde mental e estimular discussões sobre os transtornos mentais e a obrigação de ampliar os investimentos na prevenção, na promoção e no tratamento.

Segundo a OMS a depressão como um transtorno mental comum tem as seguintes características: tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilação entre sentimento de culpa e baixa autoestima, distúrbio do sono, falta de apetite, sensação de cansaço e falta de concentração. Ela pode ser longa ou recorrente. Se chegar a uma forma grave pode levar ao suicídio. São muitos os fatores que podem desencadear a depressão. Os fatores psicológicos, sociais, políticos, econômicos, biológicos e culturais. Em cada cinco mulheres que dão à luz, uma sofre de depressão pós-parto

Algumas formas de depressão podem ser tratadas sem medicamentos. Mas nas formas moderada e grave é preciso recorrer aos antidepressivos e psicoterapias. A depressão pode ser tratada por não especialistas, segundo a OMS, mas a participação de um profissional é imprescindível. Os tratamentos iniciados logo que surgem os sintomas pode levar a uma cura mais eficaz. Amigos e pessoas da família devem participar do tratamento como meio auxiliar.

“Temos alguns tratamentos muito eficazes para combater a depressão. Infelizmente só metade das pessoas com depressão recebe os cuidados que necessita. De fato, em muitos países, número é inferior a 10%. É por isso que a OMS está trabalhando com países na luta contra a estigmatização como ato essencial para aumentar o acesso ao tratamento”, observou Shekhar Saxena, diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias.

SÓ COM O VOTO DA RAZÃO E DA INTELIGÊNCIA NOS LIVRAREMOS DE AMAZONINO

Estamos a sete dias do primeiro turno das eleições municipais no Brasil.

 Na não cidade de Manaus nós temos que nos livrar de Amazonino Mendes. O pior prefeito do Brasil não está disputando o cargo mas sua influência e subjetividade política está apoiando Artur Neto para que este vença o pleito e mantenha parte dos secretários e funcionários comissionados nos seus respectivos cargos.

Uma cidade que enfrenta problemas não resolvidos nestes quatro anos  na área de transporte, saúde, educação, saneamento básico, continuando com a mesma equipe de serviçais tende para o fracasso e a solidão, porque Manaus é uma cidade triste, uma cidade onde a vida passa ao largo, causada por políticos que fazem sua população sofrer.

Nossos políticos são incapazes de pensar uma cidade diferente. Pensam uma cidade para o pior. Pensam um Estado para o pior. E a representação desse Estado que não se preocupa com seu povo é muito bem representado por um partido emanado de São Paulo chamado PSDB que agoniza e investe toda sua esperança na candidatura tucana, no ameaçador,  violento e surrador de presidente da República, Artur Neto.

Se quisermos nos livrar de Amazonino, a população de Manaus deve refletir bastante sobre seu voto. O candidato de Amazonino  porta voz da Globo, dos grandes jornalões do Brasil enquanto esteve no senado, bradava com seus discursos inflamados aparteados por Demóstenes, Mão Santa, Agripino. Discursos com uma oratória vazia, mas que devido a influência de antigos políticos o fato de se pronunciar dessa forma marcava como sendo combativo e um grande orador.

Artur é um desses camelôs da palavra. Dizemos camelô porque uma pessoa que se diz diplomata como não consegue medir suas palavras e ameaça surrar a maior autoridade do país. Dessa forma constatamos que o diplomata é violento e não é o funcionário do Palácio Rio Branco melhor indicado para intermediar conflitos entre países, porque se ele for colocar em prática o que faz teremos guerra e muita morte.

Artur é do PSDB paulista. É amigo de Serra. Dois políticos em total decadência. Assim como Serra, Artur busca ser prefeito para armar novo vôo a um cargo em Brasília. Mas o PSDB é o partido das privatizações e por falar em privatização da união com Amazonino eles serão capazes de privatizar o Rio Negro e o Rio Solimões. O neoliberalismo, de Artur, Amazonino, Serra e Fernando Henrique Cardoso querem exatamente isso: O estado mínimo.

Se Lula não tivesse sido eleito presidente da República no Brasil hoje nós estaríamos que nem a Espanha, e a Grécia.

Neste momento que antecede a eleição é importante analisar o governo de Amazonino, a situação que ele está deixando a cidade e o apoio que está dispensando a Artur Neto, pois há um pacto, há uma política de continuidade que só poderá ser desfeita com um voto onde a razão e a inteligência façam a diferença.

Para encerrar, reproduzimos parte do discurso do presidente Lula num comício de sábado à tarde com Fernado Hadad, Marta Suplicy em São Paulo, onde ele motiva a militância para buscar voto de casa em casa, extraído do Carta Maior deste domingo. Assim também aqui em Manaus temos de agir.

 LULA: HORA DE BUSCAR O VOTO DE CASA EM CASA

“(Serra) foi para o governo do estado, ficou três anos; se mandou para  tentar ser presidente. Levou uma chulada. (agora) ele deve estar desesperado; não tem mais idade; não tem… para ser presidente. Não  chega lá…Quer voltar agora para São Paulo como se São Paulo fosse um cabide de emprego. Ora, meu . Deus do céu, pede aposentadoria; a aposentadoria que é melhor. Requer uma pensão, qualquer coisa, mas não a prefeitura; (nesta última semana) peçam votos para Haddad de casa em casa, de igreja em igreja, de loja em loja; (ele vai governar para os pobres) Todo mundo precisa de prefeito. Agora, rico não precisa de prefeito nem de presidente, nem do governador. Quem precisa é o povo mais humilde, mais pobre; (cuidado com o golpismo) ” a elite política brasileira não brinca em serviço. Eles não gostam de ouvir quando eu falo; ficam nervosos. Mas o fato é que em 2005, tentaram dar o golpe no meu governo. Tentaram, como tentaram,  e deram, no João Goulart; como tentaram, no Juscelino; e levaram o Getúlio (Vargas) à morte…” (Lula em comícios com Haddad e Marta, na zona leste, em São Paulo, neste sábado).

 

 

ASSASSINOS SÃO OS OUTROS

Com a devida permissão, meu Caro Jean-Paul Sartre.

As  14 mortes  por afogamento ocorridas na Ponta Negra na não cidade de Manaus não poderiam ter acontecido. As várias mortes que ocorreram na Avenida Getúlio Vargas quando inverteram o sentido com a implantação de um corredor de ônibus não era para ter ocorrido. As mortes na Avenida Joaquim Nabuco quando modificaram o sentido da via também não era para ter acontecido.

Assassino não  é  somente a pessoa que mata culposa ou dolosamente uma outra pessoa. Este último muitas vezes mata por prazer, com sadismo.

Entretanto há assassinos em potencial que não manifestam essa tara explicitamente, conscientemente. São assassinos e matam silenciosamente e sem constrangimento.

A psicanálise, a psicologia, a sociologia possuem estudos relacionados à essas pessoas.

Na não cidade de Manaus que se prepara para eleger prefeitos e vereadores convive com essa triste situação de matança de pessoas por irresponsabilidade do não prefeito cassado e hoje principal cabo eleitoral do ex-senador Artur Neto, Amazonino Mendes, assim como outros que passaram pela Prefeitura e Governo do Estado.

Não satisfeito com as mortes ocorridas na Avenida Getúlio Vargas, Avenida Joaquim Nabuco, João Coelho, obra de engenheiros da prefeitura que ceifou a vida de muitas pessoas que cresceram convivendo com um único sentido dessas vias e quando alteravam o sentido, mesmo com um trabalho de orientação, quem já estava condicionado enfrentou   o “laborum meta”.

O atual prefeito cassado da não Manaus, impedido de junto com a família Di Carli tomar o patrimônio do Governo Federal para fazer o camelódromo no porto de Manaus resolveu investir na ponta Negra. Remodelou-a. Foi a maior confusão com os antigos locatários dos bares e “points” ali localizados. Famílias inteiras revezavam-se nos seus empreendimentos para não perder  o negócio.

Além desse infortúnio vêem agora a interdição da praia porque a areia que ali foi colocada descobriu-se que é areia movediça. Seja lá quem for a pessoa que caia n’agua será sugada. Pode ser o nadador olímpico Felps, o Xuxa que não vai escapar da morte, pois a areia suga como um funil. A pessoa morre engolida pela areia movediça para o local projetada.

“Água não tem cabelo” se pronunciou uma autoridade da prefeitura transferindo a responsabilidade para os que jazem. Esse cidadão que é um dos assassinos deve ser  incriminado e denunciado para que os tribunais procedam os rituais de reparação, processo e ou condenação, pois trata-se de um assassino. É inconcebível que gastem pra mais de 50 milhões de reais numa obra que traga como conseqüência a morte de pessoas prematuramente.

Na história dessa praia que agora é de areia movediça,  anteriormente não víamos mortes ocorrerem nessa proporção. Havia a praia natural, os pedrais, mas agora com esse novo projeto comprova-se que os assassinos que não matam a sangue frio, matam com seus projetos  insanos, irresponsáveis.

E neste momento de eleição é bom que analisemos o histórico de todos os candidatos que postulam cargos públicos. Há dentre eles três que são violentos, fanfarrões  que não levam desaforo pra casa. Um deles ameaçou dar uma surra no presidente do povo brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva. O outro em programa de televisão corria atrás de traficantes – os pequenos, arraia miúda e se mostrava pra sociedade como justiceiro. Hoje promete que no primeiro dia de trabalho vai mudar Manaus. São desses tipos que nós temos que nos livrar.

Infelizmente onde deveriam estar somente funcionários públicos trabalhando para promover a vida do povo, a melhoria de sua condição social, nesse meio reside assassinos em potencial responsáveis pelas 14 mortes da Ponta Negra e dos demais logradouros públicos planejados irresponsavelmente.  

PSIQUIATRA DIZ QUE DIRETRIZES NACIONAIS PARA A PREVENÇÃO DO SUICÍDIO, LANÇADA EM 2006, ATÉ HOJE NÃO ENTRARAM EM AÇÃO

Na comemoração do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, ocorrido ontem, dia 10, a psiquiatra Alexandrina Meleiro, da Associação da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e membro da Organização Não Governamental Centro de Valorização da Vida (CVV) afirmou que foi lançada as Diretrizes Nacionais para a Prevenção do Suicídio, em 2006, quase nada foi posto em ação.

“Faz tempo que todas as coisas ligadas ao suicídio não ficam mais do que no papel. Reúnem-se grandes nomes, celebridades e não sai nada do papel”, comentou Alexandrina.

Falando sobre o que pode ser feito para que o tema seja tornado prática, a psiquiatra disse que o primeiro passo, para uma prevenção eficiente é a orientação. Para que se torne prática é preciso que escolas, igrejas e líderes de grupos sejam orientados pelo serviço de saúde pública para entender os sintomas que as pessoas que podem tentar o suicídio possam apresentar.

Ela disse que sinais como afastamentos dos amigos, distância de relações sociais, perda de interesse por atividades que antes proporcionavam prazer, estado emocional instável e continuo diálogo sobre morte, que alguém pode apresentar em seu cotidiano, pode ser visto pelas pessoas mais próximas como preocupação para buscar auxílio. Programas de treinamento das pessoas que trabalham nas emergências e nos serviços de qualidade mental formados por psicólogos, psiquiatras e terapeutas de família, podem fazer a prevenção do suicídio.

“Eu instruiria professores e esses professores instruiriam pais. Eu instruiria representantes de todos os credos religiosos seja padres, pastor, rabino, de tudo quanto é religião. Instruiria também comunidades como Lions, Rotary, e todas as comunidades que fazem serviços voluntários.

Quando há uma tentativa, a pessoa vai para um serviço de emergência. Nele, não há pessoas qualificadas para o tratamento. O primeiro tratamento médico-cirúrgico é feito como se fosse um trauma qualquer. Mas, dali, o paciente precisaria de um encaminhamento para internação, para uma psiquiatra ou psicólogo. Do pronto-socorro ele vai para casa. Nada é feito”, analisou a psiquiatra.

Diante do descaso com o tema suicídio, a Organização Mundial da Saúde elaborou um documento cobrando mais ações sobre a questão. Por sua vez, o governo do Distrito Federal (DF) lançou ontem, dia 10, um programa de políticas públicas para prevenir o suicídio. Beatriz Montenegro, coordenadora de Prevenção ao Suicídio da Diretoria de Saúde Mental, disse que o DF é a primeira unidade federativa a lançar um programa de prevenção do suicídio no país.    

“Só para Loucos” (muitos poucos) II

Um presente de grego e de Esfinge (decifra-me ou te devoro<sensualmente ou  metaforicamente?>)

“As Portas da Percepção” – Aldous Huxley/retalhado/questionado por um loucodidata em formação fazendo Pós-pós-pós-pós-pós-Doutorado em ARTESCULTURASLOUCURAS. Presidente da Associação dos Loucos, Ex-loucos e Amigos dos Loucos da Via Láctea-Secsional SCIARÁ   

 “  ……….E pelo menos um

 filósofo profissional

 tomou mescalina pela

luzque ela pode lançar em enigmas antigos e inexplicados

o lugar da mente na natureza

e a relação entre o cérebro e a consciência.

Assim ficaram as coisas até que, há dois ou três anos, um fato novo e talvez

extremamente significativo foi observado. Na verdade, esse fato havia várias décadas era visível aos olhos de todos, mas ninguém o percebera até que um jovem psiquiatra inglês, presentemente trabalhando no Canadá, ficou impressionado pela grande semelhança, na

composição química, entre a mescalina e a adrenalina.

Pesquisas posteriores revelaram que o ácido lisérgico, um alucinógeno extremamente potente derivado da cravagem do centeio, tem uma relação de estrutura bioquímica com os outros dois. Depois veio a descoberta de que o adrenocromo, que é um produto da decomposição da adrenalina, pode produzir muito dos sintomas observados na intoxicação por mescalina. Mas o adrenocromo provavelmente ocorre espontaneamente no corpo humano.

Em outras palavras,

cada um de nós pode ser capaz de fabricar uma (várias?) substância química da qual doses minúsculas causam profundas modificações na consciência.

Algumas dessas mudanças são similares às que ocorrem na praga (?) mais característica do século XX,

a esquizofrenia(?).

A desordem mental é causada por uma desordem química?

E essa desordem química é devida, por sua vez, a aflições psicológicas que afetam as glândulas adrenais?

Seria precipitado e prematuro afirmar isso. O máximo que podemos dizer é que existe um

caso prim facie.

Enquanto isso a pista está sendo sistematicamente seguida e os detetives – bioquímicos, psiquiatras, psicólogos (neurocientistas, xamã, psicólogos transpessoais e loucodidatas)

estão na trilha……..”

“ ……encontrei-me repentinamente à beira do pânico.

Isso, senti de súbito, estava indo longe demais.

Longe demais,

mesmo que fosse na direção de uma

beleza mais intensa e um significado mais profundo.

O medo, como analiso em retrospecto, era de ser dominado, de

desintegrar

sob uma pressão de realidade maior que pudesse agüentar uma

mente acostumada a viver a maior parte do tempo

num aconchegante mundo de símbolos.

A literatura sobre experiências religiosas abunda em referências aos

sofrimentos e terrores

que dominam aqueles que chegaram,

demasiado súbito,

face a face com alguma manifestação do

Mysterium tremendum.

Em linguagem teológica, esse medo é devido. à incompatibilidade

entre o egoísmo do homem e a pureza divina, entre

a individualidade auto-intensificada do homem

e a infinidade de Deus (do principio). Seguindo Boehme e William Law, podemos dizer que, pelas almas não-regeneradas (?), a Luz divina em todo o seu esplendor só pode ser apreendida como

um fogo purgatorial ardente. Uma doutrina quase idêntica é encontrada em

O Livro Tibetano dos Mortos,

onde a alma que partiu é descrita como encolhendo-se’ em agonia para longe da Luz Pura do Vazio,

e mesmo das Luzes menos brilhantes, para mergulhar de cabeça na

consoladora escuridão do eu como um ser humano renascido, ou mesmo como uma fera, um fantasma infeliz, um habitante do inferno. Qualquer coisa que não o brilho ardente da Realidade implacável – qualquer coisa!…”””

“”“ ….. O esquizofrênico (?)

é como um homem permanentemente sob a in-fluência de mescalina, e portanto incapaz de fazer cessar a experiência de

uma realidade com a qual ele não é suficientemente santo(sábio?) para viver,

Que ele O esquizofrênico é uma alma não apenas não-regenerada (?), mas

também

desesperadamente doente.

Sua doença. consiste na incapacidade de refugiar-se da

realidade interior e exterior (como a pessoa sã (?) faz habitualmente)

dentro do universo feito em casa(?) do bom(?) senso(comum)

– o mundo estritamente humano de teorias úteis(objetivas?), símbolos compartilhados e convenções socialmente (impostas/aceitas)…..

pode explicar por que ela é o mais renitente dos fatos primários, e que, por jamais permitir que ele olhe

para o mundo

com olhos simplesmente humanos,

assusta-o,

fazendo com que ele interprete essa

estranheza ininterrupta,

essa intensidade ardente de significados,

como manifestações de malevolência humana ou até mesmo cósmica,

procurando(provocando?) as reações mais desesperadas, de violência assassina em um extremo da escala até a catatonia, ou

 suicídio psicológico,

no outro. E uma vez na infernal estrada para baixo, a pessoa nunca conseguirá parar (será?).…..”

Então você acha que sabe onde  Jaz (z)

A     Lou(CURA)?

“  Minha resposta foi um “sim” sincero e convicto.

E você não poderia controlá-la?

– Eu não poderia controlá-la, não.

Se eu iniciasse com medo e ódio como premissa principal, teria que continuar até a conclusão.

– Você conseguiria – perguntou minha esposa – fixar sua atenção no que

O Livro Tibetano dos Mortos chama de Luz Clara?

Fiquei em dúvida. – Isso manteria o mal distante, se você conseguisse apreendê-lo? Ou você não conseguiria apreende-lo?

Pensei um pouco na pergunta. “Talvez”, respondi finalmente. “Talvez eu pudesse” –mas só se houvesse

alguém

ali para me falar da Luz Clara. Não se poderia fazer isso

sozinho.

Acho que essa é a razão para o ritual tibetano – alguém sentado ali o tempo todo,dizendo o que é o quê.

Depois de ouvir a gravação dessa parte da experiência, peguei meu exemplar da edição de Evans-Wentz de

O Livro Tibetano dos Mortos

e abri-o ao acaso.

“Oh, nobres de

berço, não deixeis que vossas mentes sejam dis(traídas)!”

Esse era o problema – não se distrair.

 Não se distrair com a lembrança de erros passados, com prazeres imaginários, com o gosto amargo de antigos males e humilhações, com todos os temores, ódios e desejos que normalmente eclipsam a Luz. O que esses monges budistas faziam pelos moribundos e pelos mortos, os psiquiatras modernos não poderiam fazer pelos dementes?

(psiuquiatras não, nem psiucólogos ou psiucanalistas, somente aqueles que trilharam/trilham os caminhos do vale da morte e de lá retornaram renascidos. Será ? “O caminho do xamã”  em “Emergência Espiritual” Stan. e CristinaGroff)

Que haja uma

voz

para assegurar-lhes, de dia e mesmo enquanto eles estão adormecidos,

que apesar de tudo

o terror, toda a perplexidade e confusão,

a Realidade definitiva permanece inabalavelmente a

mesma (?) e é feita da mesma substância da luz interior da

mente mais cruelmente atormentada.

Por meio de mecanismos como gravadores, interruptores de controle de

tempo, sistemas de alto-falantes e pequenos ditafones para uso sob o travesseiro, deveria ser bem fácil manter os pacientes, até numa instituição com falta de pessoal, constantemente cônscios desse fato primordial.

Talvez algumas poucas das almas perdidas (?) pudessem assim

Ser ajudadas a obter uma

certa medida de controle sobre o universo – ao

mesmo tempo belo e apavorante,

mas sempre algo

não humano,

sempre totalmente incompreensível

– no qual

se acham condenados a viver.”

(pere-Ser?)

“..Em tempo fui afastado dos inquietantes esplendores ……”(“ufa! are égua…..”.)

PSiiiuuuuu……… “…Caindo em parábolas verdes da cerca, as folhas de hera reluziam com uma espécie de radiância vítrea, similar ao jade. Um. momento mais tarde, uma touceira de flores cor de fogo, em plena floração, tinha explodido em meu campo de visão.

Tão apaixonadamente vivas que pareciam estar à beira da expressão oral, as flores esforçavam-se para cima na direção do azul. Como a cadeira sob o caramanchão, elas protegiam demais. Baixei o olhar para as folhas e descobri uma complexidade cavernosa de delicadíssimas luzes e sombras verdes, latejando com um mistério indecifrável.

Roses:

The flowers ore easy to paint, The leaves difficult.

O haicai de Shiki (que citei na tradução de É. H. Blyth) expressa, de modo indireto, exatamente o que eu senti então –

a glória excessiva, demasiado óbvia, das flores, contrastadas com o milagre mais sutil de sua folhagem.”

PSiiiuuu……..I-Trilha/ pista dos caminhos pela loucura(“quem caminha para a loucura não precisa de condução “(?))   / /escribasvirtuais.blogspost.com/

PSiiiuuuu…… II-Ganha U$ 22 milhões  quem advinhar de quem é essa poesia:

DEMOGORGON

Na rua cheia de sol vago há casas paradas e gente que anda.

Uma tristeza cheia de pavor esfria-me.

Pressinto um acontecimento do lado de lá das fronteiras e

                                                                             [ dos movimentos.

Não, não, isso não!

Tudo menos saber o que é o Mistério!

Superfície do Universo, ó Pálpebras Descidas,

Não vos  ergais  nunca !

O olhar da Verdade Final  não deve poder suportar-se !

Deixai-me viver sem  nada saber,

e morrer sem ir saber nada !

A  razão de haver ser, a razão de haver seres, de haver tudo,

Deve trazer uma loucura maior que os espaços

Entre as almas e entre as estrelas. 

Não, não, a verdade não! Deixai-me estas casas e esta gente;

Assim mesmo, sem mais nada, estas casas e esta gente…

Que bafo horrível e frio me toca  em olhos fechados?

Não os quero abrir de viver!  Ó Verdade, esquece-te de mim!

* Jorge
Loucodidata em formaçáo fazendo Pós-pós-pós-pós-pós-Doutorado em ARTESCULTURASLOUCURAS na
Real Academia dos Zeladores e Despenseiros dos BENS de PSIQUÊ.

SÓ PARA LOUCOS (MUITOS POUCOS) (ou Só para poucos e muito LOUCOS)

O tema mítico de Dionisos

Nos profundos e intrincados labirintos da psique vivem ainda os deuses pagãos. Dois mil anos de cristianismo representam apenas a superfície. Pesquisas arqueológicas e pesquisas psicológicas são trabalhos paralelos feitos em áreas diferentes. Dionisos manifesta-se em nítidas imagens sob múltiplos aspectos de sua natureza dual, jovem e velho, bissexuado, animalesco, orgiástico, frenético, o inventor do vinho, dom deste deus aos homens para ajudá-los a provar, embora fugazmente, a euforia da embriaguez e até mesmo o êxtase religioso.

Em meados dos anos 60, “O lobo da Estepe” (1927), de Hermann Hesse (1877-1962), começou a ser lido como uma espécie de “O Pequeno Príncipe” por toda uma geração influenciada primeiro pela psicanálise e em seguida pelos ecos do movimento hippie.

Hesse virou moda. Seus livros foram devorados com um espírito de culto. Se você passou a infância naqueles anos psicodélicos, deve ter tropeçado pelo menos uma vez em algum dos romances do autor (Prêmio Nobel Literatura de 1946), esquecidos na borda de uma piscina ou ao lado de uma cadeira de praia e discutidos pelos adultos como alegorias da procura espiritual do EU pelo viés do inconsciente psicanalítico (“Demian”) ou do misticismo orientalista (“Sidharta”).

É muito provável que a “literatura de mensagem” de Hesse, que tanto marcou os leitores nos anos 60/70, também esteja ironicamente na origem dos livros de Paulo Coelho, em seu aspecto massificado de “pérolas de sabedoria”.

Ironicamente, porque, ao contrário do que pode parecer, “O Lobo da Estepe” não é um romance fácil. Ainda mais num mercado que é avesso dos valores que o livro propõe, um mundo em que a idéia de auto-conhecimento foi invertida e transformada em impostura e lugar-comum, vulgarizada como estratégia de marketing e vendas.

O que chamamos cultura, o que chamamos espírito, alma, o que temos por belo, formoso e santo (sagrado/espiritual), seria simplesmente um fantasma, já morto há muito, e considerado vivo e verdadeiro só por meia dúzia de loucos como nós?”, pergunta o protagonista.

Com a distância de tempo, a atual reedição (26) de “O Lobo da Estepe” prova que, a despeito de seu lado “filosófico”, que o tornava aparentemente mais acessível nos anos 60, o romance de Hesse é, do ponto de vista literário, extremamente complexo, imaginativo e inovador para a época em que foi escrito. Um texto que oscila entre o simbolismo e o surrealismo, criando um mundo onírico que lembra os pesadelos das novelas de Schnitzler e dos contos de Hoffmann.

A misantropia, o solipsismo e a inadequação de seu protagonista ao mundo, descontadas as eventuais referências á ânsia de um “encontro com Deus”, também estão de alguma forma na origem dos personagens de Thomas Bernhard: “O Lobo da Estepe, o sem pátria e solitário odiador do mundo burgês (…) Não se devem considerar suicidas apenas aqueles que se matam (…) Essa classe de homens se caracteriza na trajetória de seu destino porque para eles o suicídio é a forma de morte mais verossímil (…) Não estou satisfeito em ser feliz. (…) A infelicidade de que necessito (…) me permitiria sofrer com ânsia e morrer com prazer (…)Anseio por uma dor que me prepare e me faça desejar a morte”, diz o narrador do romance de Hesse.

Bernhard chegou a declarar numa entrevista a TV austríaca: “Quando descrevo este gênero de situações centrífugas encaminhadas na direção do suicídio, trata-se certamente da descrição de estados em que eu próprio me encontro e em que, por outro lado, talvez me sinta bem enquanto escrevo, justamente porque não me suicidei, porque escapei disso”.

Assim também, ao final de “O Lobo da Estepe”, o protagonista entra num teatro mágico, que lhe abre, como uma droga, as portas da percepção (leiam “As Chaves das Portas da Percepção”, Aldous Huxley) para o interior do seu inconsciente e se depara com um letreiro que lembra bastante a literatura de Bernhard: “Delicioso suicídio! Você se arrebenta de rir!”

Todo o problema do personagem do livro de Hesse é um permanente mal-estar cuja fonte é a inadequação do seu espírito à sociedade, à massa, à média e à vulgarização burguesa da vida e dos valores. É por isso que ele se define como “lobo da estepe”.

Aos 48 anos, aluga um quarto mobiliado na casa de uma senhora onde passa a viver isolado do mundo. É um intelectual misantropo. Suas andanças são ao mesmo tempo um mergulho simbólico dentro de si mesmo e uma redescoberta sensorial dos prazeres físicos.

Quando sai para a rua, as coisas se sucedem como se ele estivesse sonhando ou alucinando e como se tudo dissesse respeito a si mesmo. Um mundo bem mais imaginário e simbólico do que real (o que é [o real]?).

À certa altura, recebe de um propagandista ambulante um panfleto que é a espantosa análise de sua própria personalidade. Encontra uma mulher que é, ao mesmo tempo, a lembrança de um amigo de infância e seu duplo (anima-Jung). É levado a um teatro mágico, “só para loucos”, cujo efeito é semelhante ao de uma droga de autoconhecimento. (plantas de poder – psicologia transpessoal – “Emergência Espiritual” Stan e Cristina Groff).

A duplicação de si se estende por todo o romance e culmina no jogo de espelho desse teatro mágico, em que o protagonista descobre que o eu é múltiplo. O autor se duplica em narrador e este, em elementos de sua própria narrativa. “Assim como a LOUCURA, em seu mais alto sentido, é o princípio de toda sabedoria, assim a esquizofrenia é o princípio de toda arte, de toda fantasia”. Ao que só lhe resta, como em Thomas Bernhard, “VIVER E APRENDER A RIR”.

Aviso aos navegantes/delirantes/leitores deste SKiZOeM@IL: Ler 22 (número do LOUCO no Tarô de Marselha-Leiam “Jung e o Tarô” A. Jaffete) vezes e depois responder este email escrevendo 22 (já sabem porque) linhas (mínimo) sobre os sentimentos que afloraram do seu inconsciente pessoal/coletivo (se é que vcs conseguiram se conectar a (22 MB/ps)).

Um abraço de camisa de força e um cheiro/pirado no cangote (das mulheres).

*Jorge M. Gouvêa – LOUCODIDATA EM FORMAÇÁO FAZENDO PÓS-PÓS-PÓS-PÓS-PÓS-DOUTORADO EM ARTECULTURALOUCURA

HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS DE 23 ESTADOS SOFRERÃO AUDITORIAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Diante da realidade de sofrimento, maus tratos, e terapias anti-humana que os pacientes psiquiátricos estão submetidos na maioria dos hospitais psiquiátricos do Brasil, e depois de constatar, por investigação, que um grande número de pacientes internados em hospitais psiquiátricos morreram, o Ministério da Saúde decidiu realizar auditorias nas instituições psiquiátricas de 23 estados. Segundo matéria publicada no jornal ultraconservador Folha de São Paulo, 104 pacientes morreram em 2010 nas instituições manicomiais paulistas.

Segundo informação do Ministério da Saúde, desde abril deste ano, foi instalada uma investigação, que já se encontra em fase final, para apurar denúncias de mortes e concentração de pacientes no Hospital Vera Cruz, em Sorocaba, e mais seis instituições da região.

Durante a auditoria, que será coordenada pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), os técnicos do ministério vão se concentrar nos seguintes pontos: avaliação da estrutura física dos hospitais, a relação dos profissionais com os internos e a eficácia do tratamento dos pacientes.

As auditorias terão 60 dias para apresentar os resultados depois do dia 1º de setembro.

TRANSTORNO BIPOLAR NÃO TEM TRATAMENTO ADEQUADO

Mais de 2,4% de pessoas são acometidas de transtorno bipolar no mundo. E mais da metade, 57,3%, não recebe tratamento. O estudo foi realizado em 11 países com 61.392 pessoas, todas acima de 18 anos.

No estudo feito no Brasil com 5 mil pessoas, centrado na região metropolitana de São Paulo, somente 42,7% dos entrevistados estavam em tratamento. O que significa que a maioria dos entrevistados não tem recebido tratamento, isto porque, na maioria dos casos, essas pessoas não são diagnosticadas, e, como não são diagnosticadas, a doença se agrava, comprometendo a qualidade de suas vidas. Porque elas, capturadas pelo quadro clínico, oscilam entre o estado de euforia e depressão, quase sempre acompanhado de irritabilidade, agressividade e ideias suicidas. Como o quadro começa muito cedo na vida da pessoa, ela sofre prejuízos em seu desenvolvimento pessoal, educacional e profissional. O que faz com que possa ser inferido no estudo a razão de 10% dos casos no ano anterior à entrevista revelar que trata-se casos graves registrados como quadros crônicos.

Para mais pessoas serem diagnosticadas é preciso haver campanhas de esclarecimento, treinamento do profissional de saúde no atendimento primário que recebe a pessoa com problemas de comportamento com álcool e drogas, e o transtorno bipolar não é reconhecido.

Compromete a vida toda do indivíduo e da família. O quadro é grave, porque pode ser associado a taxas maiores de suicídio”, analisou Laura Helena de Andrade, coordenadora de Epidemiologia do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela pesquisa no Brasil.

A obrigação de se preocupar com o paciente com transtorno bipolar é que ele deve ser tratado durante toda sua vida com estabilizadores de humor e não só nos surtos de depressão e euforia.

Muitas vezes o médico recebe o paciente em estado de depressão e diagnostica como depressão unipolar erroneamente sem levar em consideração, episódios anteriores ao quadro atual. Se paciente apresentar episódio de mania, euforia ou hipomania e depressão é fechado o diagnóstico de transtorno bipolar”, explicou Ricardo Alberto Moreno, coordenador de Transtornos Afetivos do Instituto de Psiquiatria.

Para Moreno, as crises do transtorno bipolar podem aumentar, e causar grande sofrimento à pessoa quando a doença é concomitantemente imbricada com o uso de álcool e drogas.

Podem aumentar as crises, os comportamentos de risco, a baixa adesão ao tratamento, fora a deterioração física ao longo do tempo. O importante é estabelecer estratégias diferenciadas, tratando cada doença com os recursos disponíveis.

Temos que lidar com alguns aspectos: a ignorância e a desinformação, o preconceito, inclusive instruindo o paciente de que ele não pode cair nessa armadilha. Eu costumo dizer que o transtorno bipolar é um aspecto da vida do paciente, mas não a vida toda dele”.

CNJ VAI ANALISAR TODOS OS MANICÔMIOS JUDICIAIS DO PAÍS

Começou ontem, dia 12, em Salvador, o mutirão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que vai analisar em todo país a situação dos manicômios judiciais. O governo quer “apontar soluções” para os problemas que possam ser detectados nos mutirões, muito mais do que simplesmente produzir um relatório com a radiografia do sistema psiquiátrico de custódia, afirmou o juiz a auxiliar da presidência do CNJ, Márcio André Klepper Fraga.

São problemas de atendimentos mais dignos, questões de recursos humanos, carência de pessoal qualificado, questões materiais, questões de higiene, de alimentação”, considerou o juiz Márcio Fraga, sobre o que vai ser necessário realizar através do mutirão.

O juiz falou sobre o desafio quanto aos casos dos presos no manicômio portadores de psicoses e que têm tratamento diferentes dos outros internos.

O que ocorre em muitos casos é que o inimputável acaba recebendo tratamento mais grave que o próprio criminoso. Ele é jogado lá e não tem prazo para sair. Acaba institucionalizado, fica sem contato com a família, sem lugar para recebê-lo, fica lá cumprindo uma situação absolutamente surreal. Pode ficar preso ad eternum.

Temos que trazer para cena esse problema que não tem visibilidade muito boa e é um problema sério, de saúde pública, de segurança pública”, analisou o juiz Márcio Fraga.

NO BRASIL 23 MILHÕES DE PESSOAS SOFREM DE TRANSTORNOS MENTAIS

A Sociedade Brasileira de Psiquiatria divulgou estudo que mostra que 23 milhões de brasileiros sofrem de algum transtorno mental. O que corresponde a 12% da população brasileira. Entre esse percentual, 5% sofrem de transtornos graves e persistentes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, os transtornos predominantes são ansiedade, depressão e transtornos de ajustamentos. Quanto à política de saúde mental no Brasil, há uma maior prioridade para os transtornos como esquizofrenia e transtorno bipolar, considerados os mais graves. Em sua política de saúde mental, o governo brasileiro aplicou R$1,4 bilhão. Essa verba tem uma relação direta com a Lei da Reforma da Psiquiatria, Lei nº 10.216/2001 cujo investimento é mais direcionado para a aplicação de uma terapêutica que venha a auxiliar no tratamento da loucura e estimular o processo de desinstitucionalização dos usuários de hospitais e clínicas psiquiátricas, fazendo com que eles possam viver com suas famílias ou nos centros comunitários.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 400 milhões de pessoas são afetadas por transtornos mentais, o que faz com essas pessoas tenham dificuldade de participar no mundo como sujeitos produtivos e transformadores.

Com a Reforma da Psiquiatria, que obrigou a mudança de métodos em relação aos pacientes, foram criados em alguns dos estados do Brasil os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), entretanto ainda há uma grande influência do antigo método de internação manicomial prolongada.

Embora tenha havido uma grande mudança nesse tema psiquiátrico, alguns estados ainda não possuem instalados em quantidades suficientes para suas demandas seus territórios, esses CAPS. No caso do Amazonas, que tem uma população de 3 milhões de habitantes, só foram instalados apenas quatro. E exatamente como ocorre com os estados do Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Tocantins, Alagoas e Distrito Federal, no Amazonas ainda não foram instaladas as residências terapêuticas.

DIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL VAI À PRAÇA

Embora a política de Saúde Mental no Brasil já tenha conseguido alguns avanços com algumas mudanças nos tratamentos terapêuticos, e liberação do confinamento hospitalar, entretanto, ainda exige muito o que se fazer quanto ao que ainda resta de segregador aos usuários dos corpus psiquiátricos, tanto em alguns hospitais, algumas clínicas, como também no comportamento de grande parte da comunidade.

Todavia, vários seguimento da sociedade não ligados diretamente à causa da Saúde Mental, não esmorecem em suas lutas para que ocorram mudanças mais profundas no conceito e nas atitudes sobre que convencionou chamar de doença mental e paciente psiquiátrico. É exatamente nessa dimensão ontológica que a Luta Antimanicomial não diminui sua política de ação. E foi exatamente por essa política de ação que o movimento da Luta Antimanicomial do Rio de Janeiro foi à praça para, no Dia da Luta Manicomial, mostrar, protestar e reivindicar novas formas de posturas públicas e sociais com o tema.

Em um ato político alegre, reuniram-se na Praça da Cinelândia, no Rio de Janeiro, para comemoração, pacientes psiquiátricos, representantes do Conselho Nacional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP/RJ), representantes da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), representantes da TV Pinel, e representantes de outros centros psicossociais. Em um palco montado na Praça da Cinelândia, participantes do Grupo Harmonia Enlouquece, e do Bloco Tá Pirando Pirado Pirou, formados por usuários e funcionários do serviço de saúde mental, realizaram a festa saudável diante de uma plateia que correspondeu ao evento com aplausos.

A coordenadora da A TV Pinel, criada no hospital psiquiátrico Instituto Phillippe Pinel, Vera Roçado, falando sobre as produções da TV, disse: “Ensinamos as pessoas a fazer um vídeo, para que essas pessoas possam se expressar e reproduzir os conhecimentos em suas unidades de tratamento de origem”.

Já o poeta Renato da Poesia, paciente do Centro Psicossocial de Bangu, campeão do samba-enredo do Bloco Tá Pirando Pirado Pirou, em 2006, e sétimo lugar na disputa de samba-enredo na Escola de Samba Império Serrano, falou sobre seu trabalho: “Eu escrevo porque eu gosto. Sempre tenho objetivo de crescer e dar alegria para nosso povo, que sofre tanto”.

Falando sobre a luta para acabar com os manicômios, os ganhos e a ocupação de espaços para reivindicações, a representante do Movimento Antimanicomial e do CRP/RJ, Beatriz Adura, afirmou: “São 23 anos de luta pelo fim dos manicômios e ainda existem sete mil leitos no estado do Rio de Janeiro. Mas não se vai acabar com os manicômios só com a assistência a saúde, e, sim, com uma nova forma de olhar para a loucura”.

O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores, Carlos Minc, criador da lei do passe livre para os pacientes mentais, da lei que estabelece os direitos fundamentais dos usuários de serviços de saúde mental e da lei que criou a Comissão Estadual de Reforma Psiquiátrica, para humanização da saúde mental e ressocialização dos pacientes, que se encontrava no evento, afirmou: “Existe o passe livre e milhares de pessoas têm acesso, mas muitas ainda não têm por causa de exigências burocráticas. Então, temos que promover eventos como esses para ouvir as pessoas e saber se a lei está sendo cumprida e acionar o poder público”.

CONFERÊNCIA PARA DISCUTIR DOENÇA MENTAL NO BRASIL

Os representantes da Marcha Pela Reforma do Sistema Psiquiátrico no Brasil, que se realizou ontem, dia 30, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde os participantes exigiram a humanização das políticas públicas para o tratamento de 23 milhões de brasileiros com distúrbios mentais, receberam do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, a notificação de que o presidente vai convocar a 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental do Brasil, para tratar dos principais temas que tocam na Saúde Mental do país.

Na ocasião, os representantes da Marcha entregaram a Gilberto Carvalho um relatório que descreve as mortes de pacientes com transtornos mentais nas unidades de internação por uso de medicamentos. Segundo Nelma Melo, secretária executiva da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila), o chefe de gabinete, Gilberto, entendeu a urgência das medidas para combater os problemas das mortes nos hospitais psiquiátricos. Para Nelma, a Conferência deve ocorrer em 2010, já que a última ocorreu em 2001.

DUNGA, O TRIUNFO DA ESTUPIDEZ

dunga

A estupidez é produto da repressão”, afirmou Freud. Entretanto, mesmo fazendo alusão à máxima freudiana, não se faz necessário uma análise-hipotética sobre o passado/infância de qualquer personagem aqui referido, como intérprete da estupidez. O que interessa é considerar a estupidez como uma conduta maléfica à sociedade, já que ela comprova a supremacia da irracionalidade sobre a racionalidade. O que coloca em perigo a segurança do corpus social. Ainda mais quando esta estupidez é aureolada pelos elementos sedutores da mídia, que, em sua insensibilidade, pretende ser a mensageira do que é certo e necessário.

Sendo o Brasil um país alcunhado de “Pátria de chuteiras”, é notório que o futebol tenha seu status esportivo em primeira posição. Assim como os que estão nele envolvidos. E, tratando-se de seleção brasileira, sua atuação social se amplia. É aqui que as condutas de seu técnico e de seus jogadores passam a ser mais observadas e julgadas pelos torcedores, que emitem suas opiniões sobre elas. Muitas destas condutas até aplaudidas e imitadas.

A conduta do técnico da seleção brasileira, Dunga, depois do quarto gol da seleção brasileira contra a torcida baiana, que se opunha ao seu método de conduzir a partida contra a seleção do Chile – que perdeu de 4×2 -, gritando ensandecido aos berros, cheio de ódio: “Filho da puta!”, mostrado para todo Brasil, e outros países, nos joga para a evidência lógica da máxima freudiana. Trata-se de um comportamento de uma pessoa insegura, cheia de ódio, que, para não ser descoberta em sua fraqueza, usa um dos recursos mais velhos recorridos pelos covardes: a violência. Como diria o filósofo Nietzsche: a reação da “besta loura” que, acometida da impotência do niilismo, espreita na escuridão de seu medo, aquele que considera seu inimigo pronto para dar o bote da vingança. “Um homem perigoso”, diria o alemão teatrólogo Brecht. Uma reação nazi-fascista em pleno estádio de futebol, em um país vivendo uma racional democracia, que busca com todos esforços combater a violência.

Mas Dunga, como agente da brutalidade, não se encontra só. Além de seus auxiliares deprimentes, que compõem o quadro jornalístico que lhe ampara e incentiva, ele conta também com a companhia de alguns jogadores, seus sócios nesta confraria do ódio e da dor. Jogadores que expressam claramente suas inseguranças e frustrações quando se encontram em campo, fazendo uso da violência como se qualquer jogada adversa fosse uma ameaça às suas integridades psíquicas, capaz de revelar o quanto são inferiores e medrosos. Entre estes jogadores, encontram-se Lúcio, Daniel Alves, Luizão, Luiz Fabiano, Felipe Melo, jogadores perigosos para um esporte que é tido como uma esporte solidário de grande força de comunhão social. Mas, para eles, é como se fosse um território propício para sublimarem suas ansiedades angustiantes.

Como Dunga, estes seus comandados não têm alegria, pois lutam o tempo inteiro para não deixar vazar seus medos, por isso as partidas que disputam são sempre deprimentes. Não somente porque são inferiores técnica e taticamente, mas porque estão aprisionados em seus corpos vitimados pelo medo de se fazerem confiáveis e reflexivos. O que os tornaria solidários e amigos, tudo que lhes causa pavor.

TEATRO MAQUÍNICO DA AFIN NO CURSO DE PSICOLOGIA DA UFAM

Diálogo 01 por você.

Nas comemorações do Dia do Psicólogo, promovida pelos estudantes de Psicologia da UFAM, entre outras expressões, expressou-se naquele território o Teatro Maquínico da AFIN. Um vetor de produção desejante de práxis de saberes e dizeres sociais constitutivos da teatralidade humana como potência/comunalidade criativa. A estética do existir ontologicamente desmitificada do conceito de beleza ascética abraçada nos“bocejos e sonhos matinais” (Belchior).

Diante de uma platéia acessível ao tema, corte Esquizo-Analítico sobre a Psicanálise, foi encenada “Dialogo Psicanalítico”. Peça maquínica produzida desejantemente pela AFIN do diálogo (?) gravado pelo ex-analisável Jean-Jacques Abrahams com seu analista depois de passar mais 14 anos sob a violenta prisão mistificada da análise interminável sustentada nos dogmas da falta, da triangulação edípica e da castração.

Diálogo 02 por você.

Como dizem os filósofos Deleuze e Guattari, um dia entra no consultório um “analisável” com seu gravador, e pronto: acaba o contrato psicanalítico. É a inclusão do terceiro, que até então encontrava-se excluído do acordo tácito da chantagem analítica, nada simbólica.

Abrahams entra no consultório e resolve gravar a conversa com o doutor. “Isto vai acabar mal”, diz o doutor, apavorado, diante do gravador. É verdade. Tudo “acaba mal”, mas para o doutor. A fraude da Psicanálise é revelada. O doutor torna-se o objeto neurótico do sujeito livre da falta simbólica que vende a psicoterapia freudiana. Uma sessão “ab-reação” (o doutor fala seus “segredinhos sujos” que durante todos os anos tentou ocultar do paciente) que revela todos os truques fraudulentos da técnica de manipular as pessoas e impedir que elas experimentem por si mesmas a vida com sua realidade nada simbólica, como diz Abrahams.

Diálogo 03 por você.

Impotente, diante do projeto existencial do ex-analisando, desfeito de sua couraça psicanalítica, o doutor quer o pai na autoridade da polícia para expulsar Abrahams do consultório. “É o papai que está chamando?”, pergunta ele. O velho inconsciente teatral, cena burguesa edípica com seus personagens, Pai-Mãe-Filho-Fálus. Representações manifestas nas relações cotidianas da vítima, transferidas no momento da análise interminável. As personagens da neurose que só o psicanalista diz ver, ouvir, analisar, compreender e curar. O blefe da cura que sustenta o capital-fetiche do preço da consulta. A libido convertida em estoque e falta, dívida nunca paga com o psicanalista. A mesma conversão do capital em estoque e falta do sistema capitalista, a mais-valia interminável sobre o trabalhador.

O FILÓSOFO SARTRE E O DIÁLOGO GRAVADO DE ABRAHAMS

Certo dia o filósofo Sartre, que era um dos editores da Revista Tempos Modernos, recebeu uma fita com a gravação de uma diálogo entre um paciente e um psicanalista. Como filósofo, escutou a gravação. Ficou impressionado com o conteúdo da gravação. Ainda mais porque escrevera em sua obra maior, “O Ser e o Nada”, um texto sobre Psicanálise Existencial. E mais ainda, porque escrevera o roteiro cinematográfico, a pedido do diretor de cinema John Huston, “Freud Além da Alma”, certo que foi filmado mas com adulteração do original. Então, como filósofo da Liberdade, resolveu publicar. Antes mostrou para seus amigos da Revista. Principalmente o psicanalista Pontalis. Depois de uma certa relutância para não publicar, ficou decidido que fosse publicado. Estamos em 1966. Bons tempos de lutas libertárias para novas transformações. Novos saberes e novos dizeres. 68 vem aí!

Diálogo 04 por você.

O texto correu o mundo, e como o Brasil faz parte do mundo, e, embora muitos não queiram, Manaus também faz parte do mundo, um torto dia (só podia ser torto) conhecemos um dos caras mais importante para o desmonte da fraude que é a Psicanálise, Jorge “Daime” Gouveia, que nos apresentou o texto em uma revista coordenada pela ativista das “loucuras”, Silveira. Aí, não deu outra: hoje faz parte do movimento do Teatro Maquínico. Este que esteve compondo com o pessoal da Psicologia da UFAM, cortes, fissuras, rasuras, dobraduras, “delírios” e disjunções Equizo-Analíticas. Esta coisa de alisamento do espaço estriado com seus buracos negros capitalísticos capturadores dos movimentos moleculares. Esta coisa de devir mulher, criança, negro, operário, homossexual, afro, loucos, artistas, oprimidos, etc, que se pretendem criativos e enunciados e ecos de suas próprias vozes. Um mundo maquínico produtor de desejos, e não de falta, a menina dos olhos da Psicanálise.

Diálogo 05 por você.

ELENCO ENUNCIATIVO

Psicanalista ……………………….. Peterson Colares

Paciente …………………………… Maurício Colares

TÉCNICA-TEATRALIZANTE

Adaptação do texto e encenação …….. Marcos José

CONTRA-REGRA …………………. Evanilson Andrade

TOQUES LÚDICOS …….. As crianças Kalian, Naianaquê

TOQUES LÚDICOS …….. Hannah, Aruã e Vitorinha

ADEREÇOS ESTÉTICOS …………….. Alci Madureira e

ADEREÇOS ESTÉTICOS …………….. Bianca Sotero

AFETOS ESQUIZO-TERAPÊUTICOS …….. Katiane Silva e

AFETOS ESQUIZO-TERAPÊUTICOS ….. … Vinicius Padila

Este vetor-teatral a AFIN oferece ao desconstrutor das verdade da psicanálise e psiquiatria, Jorge “Daime” Gouveia.

REFORMA PSIQUIÁTRICA: MODELO BRASILEIRO É REFERÊNCIA INTERNACIONAL. O AMAZONAS FAZ PARTE DO BRASIL?

O governo brasileiro foi convidado, neste final de semana, para compor uma comissão internacional, juntamente com Itália, Holanda e Egito, na elaboração de um programa global de atenção à saúde mental para a Organização Mundial de Saúde.

Segundo o diretor de saúde mental e abuso de substâncias da OMS, Benedetto Saraceno, o objetivo do grupo é traçar uma estratégia mundial de tratamento de pacientes com distúrbios mentais e abuso de drogas. Para ele, o modelo brasileiro, que tem como marco inicial a Lei Paulo Delgado (10.216 de 06/04/2001), é um dos mais desenvolvidos do mundo, ainda que desperte críticas quanto à lentidão de sua implantação.

O modelo instituído pela Lei Paulo Delgado prevê a substituição do modelo psiquiátrico tradicional, de internação e isolamento do paciente mental, por uma descentralização dos serviços, a criação de redes alternativas de atendimento e prevenção, e a extinção da internação, encarnada nos hospitais psiquiátricos.

MANAUS NÃO FICA NO BRASIL? (OU A DESINSTITUCIONALIZAÇÃO NÃO PASSOU POR AQUI…)

Se é que o modelo brasileiro é referência internacional, a despeito de suas falhas, fica a pergunta: o Amazonas faz parte do Brasil?

No Estado que vai ser sub-sede da copa 2014, a rede de atendimento aos pacientes mentais padece de uma dupla ineficácia:

Institucional: aqui, a reforma não pegou. Sequer no plano numérico, já que a pulverização dos serviços para facilitar o acesso dos pacientes e famílias jamais aconteceu. As referências continuam sendo o HPER (Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro) e o CAPS da Zona Norte, ambos insuficientes para a demanda que diariamente é produzida pelo modelo econômico e associal que predomina numa cidade que não se faz democrática.

Há ainda a predominância de grupos aos quais não interessa a publicidade da questão da saúde mental no Amazonas. Estes grupos, visceralmente ligados aos governos que, historicamente, têm transformado a cidade em terreno fértil para o delírio social, fazem com que o olhar institucionalizado da saúde mental no Amazonas se reduza ao plano financeiro/institucional. Ou nem isso, se considerarmos, à título de ilustração, que o prometido hospital da zona sul, há pelo menos 4 anos, é anunciado sempre “para o mês que vem”, e até o mês atual, não iniciou as suas atividades.

Desinstitucional: o psiquiatra Franco Rotelli, atuante na reforma psiquiátrica italiana e na questão do uso de substâncias narcóticas, afirma que o processual de desinstitucionalização não se reduz à análise do aparelho institucional psiquiátrico, ele próprio residual, criado para absorver aquilo que escapou da semiótica do modo de produção do capital, mas que passa por uma intervenção prática e política sobre “a cadeia das determinações normativas, das definições científicas, das estruturas institucionais, através das quais a doença mental – isto é, o problema, assumiu aquelas formas de existência e de expressão”.

Daí que a psiquiatria que se quer revolucionária – e não meramente reformista – deve se debruçar sobre os modos de produção de sentido e de subjetivação, e nas relações de produção e corte que se constituem num plano social, quer como linha de fuga revolucionária, quer como força reativa de atração para o campo do buraco negro social.

Haverá máquina produtora de ‘doença mental’ – entendida aqui como desequilíbrio da produtividade existencial ético-estética, diminuição da potência de agir diante dos maus encontros – mais eficiente que uma cidade onde as condições sociais de existência são inexistentes? Uma cidade onde os serviços básicos de condições de existência são regidos menos por uma lógica do movimento ativo que pela lógica da mais-valia e da exploração? Onde a exploração telemidiática da miséria social é trampolim certo para o estrelato na ribalta do legislativo e executivo? Onde os governos estão mais interessados em preparar armadilhas para o povo do que produzir as condições necessárias ao surgimento de novas comunalidades, e se quer o detentor/controlador de todas as formas de expressão e criação, eliminando a autonomia de seus cidadãos? De uma arte decadente e subserviente ao signo da força reativa: o capital? Onde as lideranças da chamada reforma psiquiátrica sentam à mesa e compartilham das mesmas certezas e verdades que estes governantes, igualmente infantilizados em sua capacidade crítica e de análise?

Manaus conta com essa peculiaridade: de um lado, uma máquina produtora de doença mental, e de outro, um sistema de atendimento ao paciente mental quase inexistente. Nada que passe próximo de outras experiências brasileiras e sudamericanas, por uma psiquiatria do oprimido, que sacudiu a ditadura argentina ou as experiências pós-ditadura no Chile. Nada que chegue perto de uma psiquiatria que não procure a cura, mas a possibilidade de “produção de vida, de sentido, de sociabilidade e produção de espaços e formas de convivência dispersas”.

XUXA: UM PRÍNCIPE PARA SASHA

Uma das vertentes da psicanálise diz que em se tratando de amor Eros é, deslocado da mitologia para as proposições existências, o personagem que simboliza o amor adulto dessublimado da fantasia. O amor do Princípio da Realidade. O conluio racional dos casais. Já o personagem que simboliza o amor imaturo, a infantilização dos afetos e da genitália, é Cupido. A criança danadinha que sempre está aprontando as suas e jamais cresce. Fica sempre nas névoas da fantasia do Princípio do Prazer. A atrofia da vida. Segundo esta vertente psicanalística.

Tomada esta vertente como modelar dos programas “infantis” das televisões, de Maísa a Angélica, todas são atrofiadas. Só que a atrofia maior é Xuxa. Não por que é a mais velha na ordem da sublimação, tia sem simbolização, mas porque ficou presa nos brinquedos ‘desbrincados’ da infância. Daí porque Xuxa não permitiu que sua filhota Sasha crescesse. Jogou a criança, ainda criança, nas miras de Cupido. O pior Cupido: o Cupido televisivo da sociedade de consumo. Bem provável que Xuxa tenha acreditado na sentença castradora de que os pais sabem muito bem o que é bom para seus filhos.

Desta forma, Xuxa pretende que sua filhota seja sua continuadora no espetáculo de atrofia pedófila – no sentido grego em que as crianças não recebem orientação pedagógica de acordo com suas condições cognitivas e afetivas infantis –, por isto programou o concurso “Procura-se um Príncipe”, para selecionar um mancebo capaz de contracenar com sua filhota no filme “O Mistério da Feiurinha”, que será dirigido pela ‘ex-cineasta’ Tizuka Yamazaki (como decaiu).

É certo que a Xuxa não seria esta obreira de Cupido se não houvesse um número gritante de pais também atrofiados em seus amores afetivos e genitais. Por isso, a ex-Pelé, consegue 6.000 concorrentes cupidianos, com 15 anos, com a intenção de contracenar com sua filhota de 10.

Tudo que permite Xuxa, no meio de sua eterna “infância”, proferir, no momento da graduação do escolhido, Bernardo Mesquita, a culposa condenação: “Com o posto de Rainha dos Baixinhos, eu te consagro agora Príncipe do filme, “O Mistério da Feiurinha”. Como diria o moralista do deboche: “Que coisa feia, Tia Xuxa”!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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