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VOX POPULI: LULA FICA MAIS FORTE DEPOIS DA PRISÃO ILEGAL

PESQUISA

41% consideram que Lula foi condenado sem provas, 44% que a prisão foi injusta e 58% que ele tem o direito de ser candidato novamente à presidência
por Redação RBA publicado 17/04/2018 09h16, última modificação 17/04/2018 09h21
 
RICARDO STUCKERT/IL
Lula vox 

Pesquisa aponta que Lula recebe tratamento desigual por parte do Judiciário

São Paulo – Pesquisa do Instituto Vox Populi, realizada entre os dias 11 e 15 de abril, mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantém a liderança nas intenções de voto para a próxima disputa presidencial e amplia vantagem sobre os demais candidatos, mesmo após ter sido preso.

Segundo o levantamento, 41% dos brasileiros consideram que Lula foi condenado sem provas, 44% consideram que a prisão de Lula foi injusta e 58% acham que ele tem o direito de ser candidato à presidência da República.

Na pergunta espontânea sobre intenção de votos para presidente da República, Lula marcou 39% (eram 38% na pesquisa Vox de dezembro).

Nos cenários comparáveis de segundo turno, Lula marca 56% x 12% contra Geraldo Alckmin (PSDB)  – eram 50% x 14% em dezembro– , 54% x 16% contra Marina Silva (Rede) – antes 52% x 21% – e 54% x 20% contra Joaquim Barbosa (PSB) – eram 52% x 21%.

vox-espontanea

Segundo o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, a pesquisa mostra que aumentou o sentimento de que o ex-presidente é vítima de uma injustiça e de que recebe um tratamento desigual por parte do Judiciário”.

A pesquisa constata o aumento da simpatia ao PT e a diminuição da rejeição a Lula. “A prisão de Lula, da forma como ocorreu, parece ter afetado a visão do cidadão comum, de forma a torná-la mais favorável ao ex-presidente”, avalia Coimbra.

Com informações da Agência PT de Notícias 

PRISÃO POLÍTICA DE LULA NÃO DESFAZ O VÍCIO: DATAFOLHA INDICA LULA NA FRENTE

Produção Afinsophia

O Instituto das direitas, Datafolha, divulgou, hoje, dia 15 de abril mais uma pesquisa da corrida presidencial.

Os números divulgados alteraram a situação anterior, sim. Na anterior Lula não era preso político e se mantinha à frente de seus concorrentes. Hoje, preso político Lula está com 31% contra, 15% de Jair Bolsonaro e 10% de Marina Silva.

Num segundo turno, contra Bolsonaro ou Alkmin Lula tem 48% dos votos totais o que dá 60% dos votos válidos, segundo Fernando Brito, do Tijolaço.

A pesquisa foi feita no momento da prisão de Lula. Não se sabe como foram colocadas as questões e para dar esse resultado significa que Lula está mais forte do que nunca,

Números dos outros candidatos Joaquim Barbosa (PSB), 8%, Geraldo Alckmin  (PSDB), 6%, Ciro Gomes (PDT), 5%, Álvaro Dias (PODEMOS), 3%, Manuela DÁvila (PCdoB), 2%, Fernando Collor (PTC), Rodrigo Maia (DEM) e Henrique Meireles (MDB) aparecem com 1% cada. 

Essa pesquisa foi feita com mais de 4 mil eleitores de 227 municípios, entre os dias 11 e 13 de abril.

O Instituto não poderia deixar de fazer esta pergunta: Lula deveria ser impedido ou não de concorrer às eleições: 50% não titubeou e disse SIM, Lula deve concorrer.

É mais uma pesquisa que deixa a direita ignara tontini. Nenhum dos seus candidatos desponta com chances de ganhar. Bolsonaro mantém os 15% da psicopatologia que vota nele e isso não aumenta, prova de que no Brasil os fascistas-nazistas não influenciarão o pleito e nem esperança deles ganharem há. Os demais, Alckmin, Fernando Collor de Melo, Blablarina, Rodrigo Maia, Ciro Gomes, Henrique Meirelles e Álvaro Dias representantes da direita ignara também não tem chances. Só há uma saída  para derrotar a direita. A união da esquerda, toda, com Lula livre e candidato à presidência este ano, caso contrário será o caos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SITE RBA ENUNCIA DIZERES DE LULA: “NUNCA O BRASIL PRECISOU TANTO DO PT COMO AGORA”

PT ESTADUAL SP

Lula defendeu que para sair da crise política é preciso governar para os mais pobres do país, ao participar da posse de Luiz Marinho na Assembleia Legislativa neste sábado (10)
por Redação RBA publicado 10/06/2017 14h27, última modificação 10/06/2017 21h21
 
Futura Press/Folhapress
Lula na posse do diretorio estadual do pt.jpg

Lula: desafio para o futuro governo será enfrentar uma guerra para desmontar os projetos de Michel Temer

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (10) na Assembleia Legislativa de São Paulo que a sociedade brasileira não pode ser tomada pela desesperança. “E o Brasil neste momento está precisando do PT”, disse, referindo-se à crise política. “Nunca o Brasil precisou tanto do PT como agora”, afirmou em meio a aplausos, durante discurso na cerimônia de posse Luiz Marinho, o novo presidente estadual do partido.

Lula defendeu que para sair da crise política é preciso governar para os mais pobres do país. “A gente pode ter uma sociedade mais justa, mais igual, uma sociedade onde todo mundo possa subir um degrauzinho. A gente não quer tirar nada deles, o que nós queremos é que o pobre vá subindo, vá subindo… Como é bom a gente ter emprego, como é bom a gente receber o salário do final do mês, como é bom a gente poder comprar as coisas para dentro de casa, poder comprar presente para os filhos. Não tem coisa mais triste do que levantar de manhã e não ter o que comer em casa”, afirmou. “E hoje, na rua, lá em São Bernardo do Campo voltou a ter criança na rua pedindo esmola”, destacou ainda referindo-se aos moradores de ruas e pessoas sem direitos em todo o país.

O ex-presidente também destacou que a hipótese de um novo governo popular no país terá a missão de restituir os direitos e a seguridade social ameaçada com os projetos do governo de Michel Temer. “Vamos ter que enfrentar uma guerra para desmontar a desgraceira que eles estão fazendo lá”, afirmou, referindo-se aos projetos e medidas do governo, como as reformas trabalhista e da Previdência. “Quero que vocês saibam que minha vontade de brigar é muito grande”, afirmou.

O ex-presidente falou também sobre a importância da educação voltar a ser acessível no país. Deu como exemplo o fato de que um curso de medicina em escola particular tem mensalidade em torno de R$ 6 mil, o que impede que filhos de trabalhadores possam seguir a carreira médica. “Todos deveriam ter as mesmas oportunidades e que vença aquele que estudar mais”, disse Lula. “O papel do Estado é dar oportunidade”, defendeu ainda. “Eu só quero que a filha da empregada doméstica tenha a mesma oportunidade que a filha da patroa”, afirmou.

Referindo-se à Lava Jato, o ex-presidente afirmou que “não é o Lula que está em julgamento, o que o Lula está passando é pouco diante de milhões e milhões de brasileiros”. Ele destacou que a situação de desemprego que o país enfrenta faz com que famílias inteiras estejam desempregadas neste momento. “E não há perspectiva por mais que setores da imprensa defendam que está tudo maravilhoso”, continuou.

Sobre as alegações finais do Ministério Público em seu processo na Lava Jato, Lula disse que “vocês vão perceber que se houver Justiça neste país deviam pedir a condenação dos procuradores da Lava Jato. Não pode pessoas criarem uma imagem como eles estão criando”. Ele também disse que “o que está em julgamento não é o Lula, o que está em julgamento é uma coisa que o povo julgou e aprovou, o meu governo com 87% de apoio quando eu deixei a presidência”.

PESQUISA CUT-VOX POPULI: 89% QUEREM ELEIÇÕES DIRETAS

Ladeira abaixo

Segundo levantamento, 85% acham que Temer deve ter o mandato cassado pelo TSE. Avaliação negativa do presidente sobe de 65% para 75%
por Redação RBA publicado 05/06/2017 17h35
Coletivo Diretas Já
Diretas Já

Para 89% dos entrevistados, o novo presidente, em caso de cassação de presidente pelo TSE, deveria ser escolhido por eleição direta, número semelhante ao do levantamento anterior (90%), divulgado em abril

São Paulo – Pesquisa CUT-Vox Populi divulgada na tarde desta segunda-feira (5) mostra que a ampla maioria dos brasileiros defende a cassação de Michel Temer e quer eleições diretas para escolher seu substituto. A sondagem, realizada entre sexta (2) e domingo (4), conta com 2 mil entrevistas em 118 municípios do país.

De acordo com a pesquisa, quando perguntados se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve cassar o presidente em função de irregularidades cometidas na campanha que elegeu a chapa Dilma/Temer, 85% acreditam que ele deveria perder o mandato, enquanto 8% discordam. Para 89%, o novo presidente, em caso de cassação, deveria ser escolhido por eleição direta, número semelhante ao do levantamento anterior (90%), feito em abril. Os que defendem a escolha por via indireta somam 5%. O TSE julga o caso amanhã (6).

À pergunta sobre o desempenho de Michel Temer à frente da Presidência da República, 75% dos entrevistados avaliam seu governo como ruim/péssimo, ante 65% da última sondagem. Somente 3% consideram o governo bom/ótimo. A impopularidade de Temer é maior na região Nordeste, onde 83% apontam seu desempenho como ruim/péssimo. O presidente é mais rejeitado entre as mulheres: a avaliação negativa chega a 77%. Entre os homens, é de 73%.

“Ninguém quer mais um golpe que coloque na Presidência outro subordinado ao mercado”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas. “Além da tragédia do desemprego que está batendo à porta de mais de 14,5 milhões de brasileiros, com os golpistas, seja Temer ou outro que ocupe seu lugar pelo voto indireto, corremos o risco de perder a aposentadoria, a CLT e programas sociais de combate a fome e a miséria”, aponta.

NOSSO BRADO DO RIO DE JANEIRO PARA O MUNDO HOJE É: FORA TEMER E DIRETAS JÁ!

É hoje nosso povo! quem está no Rio de Janeiro todos a Copacabana a partir das 11 horas.

Após a decretação do Estado de Sítio fajuto em Brasília no dia 24 de maio onde trabalhadores foram violentados com gás de pimenta, tiros, bombas, cacetetes e a cavalaria a pisotear manifestantes que protestavam contra as votações que retiram direitos trabalhistas,  previdenciários, e contra a corrupção envolvendo os golpistas, as Centrais Sindicais e Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo e demais movimentos sociais decidiram fazer na cidade do Rio de Janeiro um grande evento político, artístico, cultural contra o desgoverno golpista das elites parasitárias e corruptas comandadas por Michel Temer promovendo um Fora Temer e Diretas Já!

'Temer não se sustenta mais na presidência. Agora é hora de escolhermos nosso caminho', afirma a organização

O show, espetáculo, musical, político reunirá os artistas acima, sindicalistas, políticos  e outros mais, com a regência maior do povo pelas Diretas já na praia de Copacabana a partir das 11 h e se estenderá por todo o dia.

Segundo os organizadores  “isso não é um movimento de esquerda nem de direita. Isso é pela democracia. Vamos pressionar para tirar esse Temer de onde ele nunca deveria ter chegado. Temos o direito de escolher o próximo presidente”, completa o ator Wagner Moura. O ato conta com a organização das frentes Povo sem Medo e Brasil Popular. “É um fato: Temer não se sustenta mais na presidência. Agora é hora de escolhermos o nosso caminho”, enunciam os artistas construtores da democracia.

Artistas como Wagner Moura, Fábio Assunção, Gregório Duvivier, Lúcio Mauro Filho e Emanuelle Araújo divulgaram vídeos convidando o povo para esse grande evento que vai fazer Temer temer a democracia produzida pelo povo. Os golpistas, como diz aquela música do Rock Cabocão, “os ladrões vão pedir reza.”

ALIADOS ACONSELHAM TEMER A RENUNCIAR. VOTAÇÕES DE REFORMAS SERÃO SUSPENSAS. TEXTO DA SÁBIA JORNALISTA HYLDA CAVALCANTE, PARA A RBA

Noite longa

Capital federal vive noite de manifestações e reuniões. Situação do presidente é considerada “gravíssima”. Ambiente de desânimo domina o governo

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Brasília – A divulgação da notícia de gravações de conversas nas quais o presidente Michel Temer discute com o empresário Joesley Batista o pagamento de propina para compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na noite desta quarta-feira (17), tumultua a capital do país, que vive uma noite de movimentação. A Esplanada dos Ministérios e a praça em frente ao Palácio do Planalto recebem pessoas que chegam a todo momento portando bandeiras do Brasil, aos gritos de “Fora, Temer!” e pedidos de renúncia do presidente. Embora várias reuniões ainda não tenham terminado duas situações são dadas como certas. Primeiro, que a agenda de votação das reformas será suspensa. A segunda, confirmada nos bastidores por políticos do governo, é que caso não consiga reverter o quadro rapidamente, o presidente renuncie ao cargo.

“O Congresso não pode ficar calado. Estamos num ambiente de fim, um sentimento de que o governo acabou. A solução tem que ser ou a renúncia, ou um impeachment ou diretas já”, disse o líder da oposição na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). O pedido de impeachment de Temer foi protocolado pouco tempo depois da divulgação da gravação pelo deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), na Câmara, enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou o teor da gravação, que foi feita pelo dono da empresa JBS, Wesley Batista, e apresentada em delação premiada.

No Supremo Tribunal Federal (STF) ainda há informações de que há magistrados reunidos para discutir o caso, mas um pronunciamento oficial da suprema corte ou de algum dos ministros só será feito nesta quinta-feira (18), segundo informações da secretaria de Comunicação.

Já em relação a Temer, por volta das 21h30 o Palácio do Planalto divulgou nota oficial afirmando que o presidente “jamais solicitou” pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. O documento destaca, ainda, que Temer “não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”. Apesar das declarações, o presidente confirma, neste comunicado, que recebeu, sim, Joesley Batista em março passado, no Palácio do Jaburu.

Michel Temer permaneceu dentro do Palácio do Planalto reunido com vários ministros da sua equipe, líderes da base aliada, deputados e senadores e até alguns governadores para discutir a melhor saída da crise política até por volta das 22h30. Ele saiu para o Palácio do Jaburu, onde reside, e continua a reunião lá, ao lado de políticos mais próximos.

‘Tudo perdido’

Entre os deputados e senadores de todos os partidos, o ambiente é de nervosismo. Todos, quando abordados por jornalistas e questionados – seja em reservado ou publicamente – classificam a situação como “gravíssima”.

O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), chegou a pedir aos repórteres que evitem precipitações neste momento e evitou falar em adiamentos na votação das reformas, mas não conseguiu convencer.

As contas feitas por parlamentares da oposição e da base do governo são de que, no caso da reforma da Previdência, o Planalto contava, na manhã de hoje, com 225 votos favoráveis e 123 indecisos. Com a presença de governadores e prefeitos, que vieram a Brasília para participar de um seminário e acompanhar a votação da proposta que refinancia dívidas dos estados, a intenção do governo era conseguir o convencimento de mais 123 parlamentares – de modo a garantir os votos que faltam. Com a notícia da gravação, as articulações neste sentido foram interrompidas. “Está tudo perdido. Não há como falar em votação nenhuma neste momento”, disse um senador peemedebista.

Impeachment, Diretas ou STF?

No Congresso, parlamentares da oposição discutem a posição a ser adotada daqui por diante no sentido de pressionar pela saída de Temer. Lindbergh Farias (PT-RJ) defende pressão para acolhimento, o quanto antes, pelo presidente da Câmara ou do Senado, do pedido de impeachment. Mas um outro movimento dos oposicionistas trabalha para que a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, vote com urgência a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 227/16 que trata de eleições diretas para a Presidência da República.

No final da noite, outra possibilidade discutida foi de o tema ser decidido pelo Judiciário, por meio de um pedido a ser feito junto ao STF para abertura de processo contra Michel Temer por obstrução de Justiça. Caso o colegiado da mais alta corte do país decida pela abertura do processo, o presidente terá de deixar o cargo.

DIANTE DE LULA MORO SENTE PORQUE O COMANDANTE ENCONTRA-SE PRESO NO CORAÇÃO DO POVO BRASILEIRO

AFINPRESS – Direto de Curitiba –  PR. No dia primeiro de janeiro de 2015 fizemos, juntos com os candangos Bosco e Maria a cobertura da posse da presidente Dilma Vanna Rousseff eleita com 54.501.118 votos. Aquela festa foi maravilhosa. Assim como nestes dois dias na cidade verde vermelha do Brasil vivenciamos o encontro com milhares, mais de 50 mil brasileiros que vieram trazer seu apoio, sua solidariedade ao melhor e maior presidente do Brasil: Luís Inácio Lula da Silva.

O que aconteceu nestes dois dias aqui foi de arrepiar. Há vários momentos que são indescritíveis. A chegada das caravanas por todos os meios de transportes. Ônibus, carros, vans e aviões. Os alojamentos e a solidariedade entre as pessoas, o ataque com rojões e fogos de artifícios nos alojamentos do MST, a chegada de Lula para depor, as vigílias, os eventos, as conversas e a chegada de Lula e Dilma na Praça Santos Andrade, ou Praça da Democracia no centro de Curitiba em frente da Universidade Federal do Paraná. Mas o principal de tudo, foi o encontro tão esperado por Lula de defrontar-se com Sérgio Moro. Lula lavou a alma. Lula colocou os promotores e Sérgio Moro no lugar deles. Lula estava seguro porque sabia que os acusadores não teriam nenhuma prova contra ele. E a prova que resolveria tudo isso é a titularidade registrada em cartório de que o presidente seria o dono do tal triplex, quadrúplex. Nada. “Necas que ti biribas.” A partir daí Lula bailou. Chamou para roda os acusadores. Disse que estava sendo julgado por causa de um power point “estou sendo julgado por um power point e por uma tese eminentemente política”. Neste power point acusaram o presidente de ser o comandante do crime organizado.

Mas show mesmo foi suas considerações finais onde disse que a Lava Jato vazou todas as informações para a imprensa. Que um blog nos Estados Unidos fica sabendo com antecedência o que se trata na operação. Desfilou como a imprensa golpista o persegue. Folha de São Paulo, Estadão, Jornal O Globo, Revista Veja, Isto é, Época e o Jornal Nacional que nos últimos tempos dedicou 18 horas falando mal dele. Segundo Lula, equivale a 12 partidas de futebol entre Barcelona e Atlético de Madrid. Várias vezes Sérgio Moro tentou interromper a fala do presidente trabalhador e este pedia para falar porque era preciso esclarecer os fatos. Falou que é o político mais perseguido neste país e “eu sabia que não tinha o direito de errar porque se errasse nunca mais alguém do andar de baixo seria eleito presidente da República”. Falou da importância da Petrobras, da descoberta do pré-sal e da contratação de trabalhadores que a empresa fazia. Mas chama atenção na sua fala isto: pelas perguntas que o Ministério Público formulou a acusação não era nem para ter sido recebida.

O que aconteceu hoje, dia 10 de maio de 2017 aqui em Curitiba é um dos temas que chamamos de evento. Nesse evento há uma subjetividade. A subjetividade é a construção da democracia. E a democracia se produz na Ágora, na praça pública. Cada brasileiro que viveu aqui estes dias e cada brasileiro que vivenciou, acompanhou nos mais distantes recantos deste país, como uma estrela que formou uma constelação está produzindo o novo, está construindo novas formas de ver, sentir e criar um país digno e soberano.

O que aconteceu nestes dias em Curitiba marcará cada brasileiro e é um aviso para os senhores donos da casa grande. Aqui viemos, participamos da festa e não era preciso ter gasto exorbitante somas de dinheiro com a segurança. Sugerimos que Moro investigue porque foi gasto a quantia que dava para comprar três triplex. Quem compareceu a Curitiba veio prestar solidariedade, veio trazer alegria, veio participar de uma festa. A festa da Jornada da democracia.

A cidade verde vermelhou. Apoiadores de Moro. Oito, depois 15, no final 50. Preferiram ficar em frente ao Museu Oscar Niemayer. Que contradição. Os vendedores de bandeira do Brasil, camisa verde amarela da corrupta CBF e bonecos de Lula declinaram que tinha mais repórteres do que gente (coxinhas).

Chegamos ao outono. Deu uma chuva torrencial. Antes que o frio chegue a Curitiba que torna os dias mais escuros e à noite há necessidade de muito aquecedor e edredons vamos nos despedindo e partindo para outras manifestações que virão. Brasília. Valeu! Nós estaremos sempre unidos povo de Lula, Dilma e do Brasil. Valeu Movimentos Sociais, Centrais Sindicais, igrejas, MST, Povo Sem Medo, militantes, jornalistas, Blogs Sujos, MTST, camponeses, Frente Brasil Popular,  todos, todos que prestaram solidariedade a Lula e que ajudaram Moro prender Lula cada vez mais no coração do povo brasileiro. Nossa caminhada para o Palácio do Planalto está começando.

 

O VÍCIO CONFIRMA (NÃO PODIA SER DIFERENTE, É VÍCIO) INSTITUTO DAS MÍDIAS REACIONÁRIAS DATAFOLHA REAFIRMA: LULA DISPARADO

Para medir a dimensão preferencial do eleitorado brasileiro, na sequência das demais pesquisas que já indicavam o vício, antes da greve nacional do dia 28 de abril de 2017, que teve a participação de mais de 40 milhões de trabalhdores, depois das delações da Odebrecht e da encenação de Léo Pinheiro da OAS o instituto das mídias reacionárias Datafolha foi às cidades e aos interiores do Brasil na quarta e quinta-feira fazer um levantamento de como vai a intenção de votos para 2018 ou antes de 2018.

Não deu outra. O vício foi reconfirmado. Não tem pra ninguém. Só dá Lula. Vamos aos números-numerantes:

Lula tem entre 29 e 30% no primeiro turno;

Aécio Neves ficou com 8%, mas já teve 25%

Alckmin, o Santo não vem sendo venerado tem 6%, quem diria, um Santo.

Dória, que chamou os trinta e cinco milhões de trabalhadores de vagabundos é aceito só pelos de sua laia – 9%

Desdobramentos

: <p>Aécio</p>

Na última pesquisa do Datafolha de dezembro passado, numa disputa, com Aécio, Lula disparou de 25% para 30% e Bolsonaro foi de 9% para 15%. Marina, que não tem mais o apoio do dono da Natura caiu de 15% para 14%; Aécio foi de 11% para 8%. Ciro Gomes não perde seus 5%. Temer que nunca esteve dentro, o nulo foi de 4% para 2%. Despencou. Despencou o quê?

Noutro quadro entre Lula e o Santo Alckmin, Lula tinha 26% e atingiu 30%. O da plumagem amarela e preta, bicudo foi de 8% para 6%. Marina deixou os 17% e ficou com 16%. O elogiador de torturador foi de 8% e parou nos 14%. Ciro manteve os 6% e Temer saiu dos 4% para os 2%.

Assim que acabamos de produzir o texto acima, Fernando Brito do Tijolaço divulga as informações abaixo:

MAIS UMA MANCADA DO DATAFOLHA. MAS DESTA VEZ, PARECE SÓ ERRO. OU DELÍRIO.

 

https://i0.wp.com/www.tijolaco.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/04/mancada.jpg

Eu tinha percebido a maluquice e, agora, um amigo chama-me a atenção.

Eles também, tanto que, neste momento, falta o “Cenário 4” na lista que apresentam na página da Folha na internet.

É que, quando apresentam uma variação onde não parece Lula como candidato (Temer também não está, mas com seus 2% isso não faz diferença alguma), a disputa ficaria entre Marina (45%) e Bolsonaro (44%), vindo a seguir Ciro (30%) e o petiz quase sessentão João Doria, com 20%. Logo depois, a Marina do PSOL, Luciana Genro, com 15%, Eduardo Jorge, o tucano verde com 10% e Ronaldo Caiado Com 2%. Brancos, nulos e “não sei” somariam 31%.

Deve o esperto leitor e a atilada leitora ter percebido que, neste caso, a soma das percentagens dá modestos 197%.

No jornal impresso, que reproduzo também, acima, volta-se aos 100% e à realidade.

Ou não, porque quem se descuida com aritmética pode muito bem se descuidar com estatística.

Ao menos, desta vez, parece ter sido só mancada. Porque, da outra, esconderam o desejo por novas eleições diretas, sumindo com a pergunta que o Tijolaço achou, esquecida nos servidores do Datafolha.  Diretas que, agora, “só” são desejadas por 85% dos brasileiros.

O vício por ser vício é grudante, as bocas de chupar ovo ovoscuem, santos se dessantizam e Dória o dono da Avenida Paulista é só Dor para quem não produz bons encontros. Valeu nosso vício.

 

 

UM 17 DE ABRIL PARA NÃO ESQUECERMOS. NOSSA PRESIDENTE E A DEMOCRACIA FORAM GOLPEADAS E O MEDONHO NOS RODEIA

Completa um ano hoje que o medonho caiu sobre o Brasil e os brasileiros. Há um ano o povo que vestiu verde e amarelo comemoravam o golpe. Estavam nas ruas. Onde estão hoje esses coxinhas? Onde foram parar seus narizes vermelhos numa ofensa aos palhaços de circo que tanta alegria proporcionaram e ainda por algumas partes deste Brasil proporcionam? O povo de verde amarelo estão como seus deputados e senadores. Todos delatados. Todo defensor de ladrão de dinheiro do trabalhador é ladrão. Não tem como se defender dum delito desse.

Completa-se um ano do golpe. E bastou esse um ano para quebrarem com o Brasil. Eles que construiriam um ponte para o futuro. A ponte rachou. A ponte caiu. A Odebrecht agora demonstra que sua infraestrutura no Brasil só não ganhou mais dinheiro porque Fernando Henrique Cardoso não investiu em infraestrutura.

O golpe continua. Neste momento, comentaristas, inclusive Leonardo Boff alerta para um possível golpe militar. Nossas instituições são fortes mas seus operadores na sua grande maioria estão todos envolvidos em corrupção a começar pelo dublê de presidente que em uma emissora de televisão disse como e porque foi tramado e colocado em prática o golpe que derrubou a presidente Dilma Rousseff.

Várias decisões já foram tomadas pelos golpistas. Já aprovaram a PEC da morte, reforma do Ensino Médio, sem desfaçatez estão dizendo que vão votar a reforma da Previdência para acalmar o mercado financeiro. Nada do que esses golpistas já tomaram como decisão está valendo. Só há uma coisa válida. Todos já deveriam estar na penitenciária.

Um outro ponto que não devemos esquecer e que também está sendo tratado por vários articulistas é sobre o depoimento de Lula para Moro no dia 03 de Maio próximo. As delações da Odebrecht já denunciaram as vestais da moralidade: Dos eternos candidatos do PSDB não há um que desponte para a eleição de 2018. Todos estão delatados. Nos depoimentos que Moro colheu de mais de 70 ouvidos, nenhum incriminou Lula. Lula não se incriminará. Lula não roubou. Mas Moro aposta no depoimento do dia 20 de abril de Leo Pinheiro da OAS. Se a Odebrecht com todos os seus executivos, seu dono Emílio e o filho Marcelo não incriminaram Lula, nem Dilma, não vai ser Leo Pinheiro que vai incriminar Lula. Moro não tem como prender e nem inabilitar Lula para 2018. Se isto acontecer é mais um golpe que o Brasil e os brasileiros sofrerão.

É muito importante nestes dias que todos os brasileiros permaneçam vigilantes e observem os comandos das principais lideranças dos trabalhadores, das Centrais Sindicais, dos movimentos Sociais, dos analistas na construção da grande Greve Geral da classe trabalhadora no dia 28 de abril de 2018; bem como acompanhe as iniciativas do MST com o Abril vermelho e outras iniciativas para mudarmos o que está acabando com o Brasil neste momento.

‘FORA, TEMER!’ GANHA O CARNAVAL E PRESIDENTE É TEMA DE MARCHINHAS

Bordão gritado por foliões em várias cidades do país está também na letra de marchinhas que fazem sucesso na internet.

São Paulo – Desde a sua abertura, na última sexta-feira (24), o bordão “Fora,Temer!” tornou-se a febre do carnaval 2017.  O cantor Russo Passapusso, da banda System, e Caetano Veloso provocaram os foliões de Salvador, que responderam à altura.

A banda baiana, aliás, está sendo ameaçada de ficar fora do carnaval do ano que vem. De acordo com o coletivo Jornalistas Livres, os puxadores do coro “Machistas, fascistas, não passarão”, que foi seguido por um “Fora, Temer!”, está na mira do Conselho Municipal do Carnaval (Comcar).

Seu presidente, Pedro Costa, declarou ao jornal Correio que a banda pode sofrer punição e até ficar fora do próximo carnaval. Isso porque, segundo o coletivo, o código de ética do carnaval não permite usar o trio elétrico para atacar alguém.

Pedro Costa afirmou ainda” que não se pode transformar o carnaval em palanque político, a despeito dos vários artistas que, ao longo de muitos anos, pararam e continuam parando em frente aos camarotes para tecer elogios aos governantes da linhagem de Antonio Carlos Magalhães”.

Ontem foi a vez da multidão de Belo Horizonte, que seguia o Bloco Síndico, gritar “Fora, Temer”.

 

 

COM TEORIA DA CONSPIRAÇÃO OU NÃO, GOLPISTAS COMEMORAM MORTE DE TEORI ZAVASCKI: “O SUBSTITUTO SERÁ INDICADO IMEDIATAMENTE”, “GANHAMOS TEMPO”

Atentado ou não contra Teori, o Brasil sofreu um golpe de Estado apolítico-jurídico-parlamentar-midiático em 2016 que roubou 54 milhões de votos da presidenta Dilma Vanna Rousseff e continua apresentando cenas como num cinema de Costa Gavras.

A direita brasileira não suportaria ficar 16 anos fora do poder na República. Depois,  amargar a partir de 2018 mais 8 anos ininterruptos com Luís Inácio Lula da Silva.

A partir do primeiro mandato de Lula para garantir governabilidade compôs com apolíticos que sempre tramaram contra princípios republicanos. Continuaram no segundo mandato. Com Dilma, ela deu uma brecada e isso contrariou interesses dos famintos, dos degenerados.

Tanto no governo de Lula como no de Dilma a corrupção foi combatida. Não havia um engavetador de processos na República.

Quando Aécio Never Cunha não reconheceu a vitória de Dilma e pediu recontagem de votos estava dada a largada para o golpe de Estado chancelado pelo STF que tudo permitiu alegando a interdependência entre os poderes.

Senadores, Deputados Federais, Empreiteiros, Empresas, lobbys estavam na mira de mega operações que  ameaçavam derrubar a República.

“É preciso estancar a sangria,” declarou Romero Jucá, conhecido como Caju no submundo do crime.

Fizeram de tudo para golpear a presidenta e o povo brasileiro, particularmente os seus 54 milhões de eleitores que a reelegeram.

Só que esse povo não se entregou. Foi às ruas. Discursou. Questionou e continua nas ruas questionando o golpe e as medidas contra a classe trabalhadora.

Esse mesmo povo atuou duramente contra o Congresso Nacional, contra a FIESP e contra o STF que nada fez para evitar o caos em que se encontra a nação brasileira.

O ministro morto poderia ter evitado que  o golpe solapasse 1,3 milhões de empregos só em 2016. Por que não afastou o Caranguejo? Por que autorizou a prisão de Delcídio Amaral? Por que só depois do golpe de Estado afastou Eduardo Cunha? Por que não foi mais incisivo com Moro após a divulgação do diálogo entre a presidenta Dilma e Lula?

Por que convivia com o hoteleiro Carlos Alberto Fernandes Filgueiras  que era julgado no STF por construção de propriedade num APA em Paraty semelhante a Paraty House dos donos da Globo? Esse hoteleiro era sócio do Banco BTG Pactual envolvido em tramas e tendo o ministro atuado beneficiando  um dos sócios do Banco, André Esteves, preso na época? Segundo um jornalista paraguaio, o hoteleiro fez fortuna também explorando serviços na fronteira do Brasil. Bastava observar só um desses desvios éticos do hoteleiro para o herói nacional de Moro não conviver com o dono do hotel onde propinas eram negociadas, né Renan Calheiros.

Conspiracion ou não, a morte do ministro tem tudo a ver com o golpe de Estado.

Neste janeiro de recesso forense ele e sua equipe trabalharam nas delações e nos processos.

Em fevereiro chamaria os 77 executivos da Odebrecht para novas diligências.

Só o conspirador mor contra Dilma na primeira delação aparece 43 vezes. Há ministros, senadores envolvidos nas trapaças.

Temendo a Papuda que em tempo de rebeliões cabeças estão rolando, ex-governador chora e berra que nem bezerro desmamado,  o gato Angorá, Moreira Franco disparou: “o substituto do ministro morto será indicado imediatamente.” No Sul do país, outro que não escapará duma penitenciária, Eliseu Quadrilha demonstrou numa frase a completude do golpe. “vai dar mais tempo para a homologação das delações da Odebrecht” e “Michel Temer vai indicar o substituto com a maior brevidade possível.”

Quando Quadrilha fala em tempo é o tempo deles aprovarem todo tipo de maldade contra o povo. Entrega do Pré-sal, reforma trabalhista e da previdência social, medidas que nos governos de Lula e Dilma nunca foram cogitadas.

Conspiração ou não conspiração, a morte do ministro deve ser investigada por organismos nacionais e observados por órgãos internacionais. Os golpistas não devem participar das investigações. Temos vários exemplos de mortes  em “acidentes” que não se configuram acidentes.

Para Francisco Zavascki, filho do ministro morto que em maio publicou em seu faceboock o recebimento de ameaças, essa prática continuou por emeio, rede social, mas tudo que deseja é que seu pai não tenha sofrido um atentado, pois não seria bom para o Brasil ter um ministro do STF assassinado.

 

“UM RIO DE HISTÓRIAS”, DOCUMENTÁRIOS PRODUZIDOS PELA TELEVISÃO DOS TRABALHADORES (TVT) SOBRE A CATÁSTROFE DE MARIANA

Assista e analise os documentários, Um Rio de Histórias, sobre a catástrofe de Mariana e contaste a violência produzida pela ambição capitalista que se quer como a realidade única para o homem. Documentários onde os personagens principais são os moradores da cidade que desapareceu sob a força de Mamon, o deus da ambição do lucro. O lucro que não envergonha os seus fiéis.

Uma realização da Televisão dos Trabalhadores (TVT). A TV que entendem do ódio que a burguesia tem pelo trabalhador.

 

MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA PEDE FIM DO RACISMO E DO GENOCÍDIO DE JOVENS

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Manifestação percorreu av. Paulista, rua da Consolação e chegou ao Teatro Municipal depois de enfrentar momentos de tensão ao passar por ato dos movimentos que apoiaram o impeachment

São Paulo – A Marcha da Consciência Negra realizada hoje (20) em São Paulo percorreu a avenida Paulista e a rua da Consolação até ao Teatro Municipal, no centro. A chegada foi mostrada por vídeo do coletivo Jornalistas Livres no Facebook. A concentração ocorreu no vão livre do Masp.

“Para nós agora é um momento de nos organizarmos, para estar em luta porque a conjuntura não está favorável… E também estamos aqui para lutar contra o racismo e o genocídio da população negra”, disse uma manifestante ao final da marcha.

Durante o início da marcha houve momentos de tensão quando seus participantes passaram por área na av. Paulista ocupada por outro ato, organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Vem Pra Rua, organizações que apoiaram o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Pessoas desses movimentos vaiaram e insultaram participantes da marcha, principalmente os que estavam vestidos de vermelho. “Eles não acham que aqui é lugar de negro. Quando eles viram a negritude aqui, vieram tomar espaço. Eles se esqueceram que a maior população do Brasil é negra”, disse Malvina Joana de Lima, 65 anos, ao Jornalistas Livres.

Hoje também em São Paulo, no Jardim Ângela, periferia da zona sul, um ato do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) percorreu a Estrada do M’ Boi Mirim até a ocupação Nova Palestina. O coletivo Mídia Ninjatambém mostrou no Facebook a mobilização do MTST na praia do Leblon, no Rio de Janeiro, pelo Dia da Consciência Negra.

BRASIL VIVE ‘PROCESSO DE VIOLÊNCIA CONTRA A DEMOCRACIA’, DIZ LULA

Ex-presidente é entrevistado pelo cineasta Oliver Stone e relata as “combinações perfeitas” que levaram ao golpe contra Dilma Rousseff e a criminalização do PT.

por Fernando Morais

Nocaute – Em visita ao Brasil para o lançamento de seu filme “Snowden”, o cineasta norte-americano Oliver Stone, ganhador de três Oscar, visitou o ex-presidente Lula, com quem almoçou e a quem entrevistou com exclusividade para o Nocaute.

O próprio Lula inicia a conversa, lembrando a Oliver de um encontro anterior que teve com o cineasta, na Venezuela, quando então a América Latina tinha em Lula, Néstor Kirchner e Hugo Chávez o “o trio que tentava organizar” o continente e que seria desfeito em pouco tempo à frente, especialmente após a morte dos líderes da Argentina e Venezuela, respectivamente.

Na primeira parte da entrevista, Stone ouve de Lula sobre o momento político brasileiro, como se construiu a deposição de Dilma Rousseff e a campanha de criminalização do PT, visando sobretudo a inviabilização de sua candidatura em 2018.

Leia trechos:

Lula: Quando nós dois nos encontramos em Caracas, não, em Maracaibo, era um momento de muito otimismo na América Latina. Nós acreditávamos que estávamos construindo uma estrutura política mais prolongada. Mas aí veio a morte do Chávez, a morte do Kirchner, a minha saída da Presidência. E aí o trio que tentava organizar a América do Sul não existia mais. Foi uma pena. Uma pena. E eu sei que você tinha muita esperança, muita expectativa, mas precisamos começar tudo outra vez. Eu queria lhe dar os parabéns pelo novo filme, espero que tenha muito sucesso, como os outros. Bem vindo ao Brasil.

Obrigado. (…) Eu gostaria muito de ver o senhor ser presidente novamente.

Olha, temos uma guerra aqui no Brasil. No Brasil aconteceu um processo de violência contra a democracia. Há todo um trabalho de construção de uma teoria mentirosa para justificar o afastamento da Dilma e a criminalização do PT.

Eu fico pensando: não teria sentido eles darem o golpe parlamentar que deram e dois anos depois me devolverem a Presidência!

Eu acho que, neste momento, eles trabalham com a ideia de tentar evitar que eu tenha qualquer possibilidade de participar das eleições de 2018. E como eles não podem evitar a decisão do povo, eles estão tentando via Poder Judiciário.

Há uma quantidade enorme de mentiras, as coisas mais absurdas, quem nem uma criança de parque infantil admitiria. E há uma combinação perfeita da imprensa, da Policia Federal e do Ministério Público que constroem, cada um a seu tempo, as mentiras. Só para você ter ideia, de março a agosto o principal canal de televisão aqui do Brasil, no seu principal jornal, teve 14 horas de matéria negativa contra mim. Em cinco meses.

A Rede Globo?

E eu não sei como é que vai terminar, porque eu tenho desafiado eles a provar que algum empresário tenha me dado dinheiro. Eu vou até pedir ajuda pra CIA, para ver se conseguem descobrir uma conta minha no exterior (risos).

Agora, por falta de prova, eles dizem o seguinte: não peçam provas, porque o Lula criou um partido, esse partido é uma organização criminosa, o Lula indicou os ministros para roubar, portanto Lula é o chefe. Eu não tenho provas, eles dizem. Nós não temos provas, mas temos convicção.

Então o que deixa eles preocupados é que quando eles fazem pesquisa de opinião pública eu apareço em primeiro lugar para 2018. Então eu não sei como é que vai ficar. Por enquanto, paciência.

O senhor tem grandes parceiros com quem pode contar, que lhe deem apoio?

Nós entramos com um processo nas Nações Unidas, em Genebra, temos um movimento sindical internacional fazendo campanhas de denúncias, e vamos trabalhar agora os processos juridicamente.

Assista a segunda parte: “Se quiserem me derrotar vão ter que ir pra rua disputar comigo”:

 

O SUPREMO ENTRE O ESTADO DE DIREITO E O ESTADO DE EXCEÇÃO

STF

Artigo escrito pela inteligente, honrada e corajosa jornalista Hylda Cavalcanti para a Revista do Brasil.

O Supremo Tribunal Federal (STF) empossou em setembro a segunda mulher na presidência, a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. Com 208 anos de existência, desde que Dom João VI criou a chamada Casa de Suplicação do Brasil, e 126 anos desde que passou a ser chamado de STF, pela Constituição de 1890, o tribunal já abrigou 167 ministros indicados por presidentes – de Deodoro da ­Fonseca a Dilma Rousseff. Sua competência como Poder da República, de fato, foi redefinida a partir da Carta de 1988 com o objetivo de torná-lo mais próximo dos cidadãos. Mas o Supremo, que se destacou nessa trajetória por momentos ora dramáticos, ora gloriosos, enfrenta críticas por ser visto como uma Corte com marcada atuação politizada, que abala o Estado democrático.

A questão levantada por operadores do Direito, juristas e cientistas políticos é se isso foi diferente em algum momento. Um dos pontos mais negativos da história do STF, com forte componente político, foi a contribuição do tribunal para a entrega da militante Olga Benário às forças nazistas de Hitler, em 1936. Judia, grávida, casada com o líder do Partido Comunista do Brasil (então PCB) Luís Carlos Prestes, ela foi, com a aprovação da Corte, enviada a um campo de concentração nazista para ser morta numa câmara de gás. Segundo historiadores, apesar de a petição de habeas-corpus ter sido considerada peça jurídica perfeita, o pedido foi negado sem sequer ter sido apreciado pelo colegiado.

O mesmo tribunal deu respaldo à deposição de João Goulart, em 1964, após o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declarar a vacância da Presidência da República na madrugada de 2 de abril, quando Jango ainda se encontrava em território nacional. Como desdobramento do golpe, o regime aparelhou a Corte, ampliando de 11 para 16 o número de membros e limitando sua capacidade de julgar decisões dos generais, como cassações de mandatos. O Supremo voltou a ter 11 membros em fevereiro de 1969, com a edição do Ato Institucional nº 6 (AI-6). Com a saída de Hermes Lima, Evandro Lins e Silva e Victor ­Nunes Leal, aposentados compulsoriamente, e de Antônio Carlos Lafayette de Andrada e Antônio Gonçalves, que renunciaram em protesto, o regime passou a ter o controle do colegiado.

Um julgamento marcante ocorreu há pouco mais de seis anos. Em abril de 2010, o STF rejeitou a revisão da Lei de Anistia por sete votos a dois. O voto do relator Eros Grau, que alegou não caber ao Judiciário rever o acordo político feito para a transição da ditadura à democracia, foi seguido por Cármen Lúcia, Ellen Gracie, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso. Apenas Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto consideraram que crimes contra a humanidade (como a tortura praticada por agentes do Estado) não podem ser objetos de anistia e nem de prescrição.

AURELIO GONZALEZ | ANG BUNDESARCHIV BILD | MARCIA MINILLO/RBAmontagem.jpg
STF foi omisso no golpe a Jango, cúmplice da deportação de Olga e tolerou crimes de lesa humanidade ao não permitir revisão de perdão a torturadores

Falsificação

Não se pode deixar de lembrar, no meio dessa longa história, que os ministros acumularam entendimentos positivos para os direitos humanos, como a aprovação das pesquisas com células-tronco, a união estável entre homossexuais, a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, a autorização para aborto no caso de fetos anencéfalos. E também que, em meio ao desafio de ter recebido, somente no primeiro semestre deste ano, 44 mil processos, tem buscado técnicas de gestão e instrumentos para tornar os julgamentos mais céleres. “Um quantitativo difícil de darmos conta se não tomarmos medidas mais efetivas de racionalização dos trabalhos”, ressalta o ministro Luís Roberto Barroso.

Mas não sairá da memória jurídica e política nacional o episódio em que a Corte, em 2012, fez amplo uso da teoria do domínio do fato, durante o julgamento do mensalão, cuja aplicação no Brasil é contestada pelo seu próprio criador, o alemão Claus Roxin. A tese é vista como uma aberração por vários juristas. A doutora em filosofia jurídica Katarina Peixoto, que estuda a obra de Roxin, apresentou uma explicação para a distorção da tese. “Se um juiz ou desembargador brasileiro prescrever uma receita de ovo frito e, com base nela, autorizar a que se enjaule um cidadão antipático à opinião do Jornal Nacional e da revista Veja, por que razão ele não estaria autorizado a fazê-lo?”, questionou, em texto publicado em sua página no Facebook.

A filósofa lembrou que existe interpretação e existem teorias da interpretação, as chamadas hermenêuticas, assim como existem distinções de método. “Essas coisas não anulam e nunca anularão a ruptura entre o verdadeiro e o falso e, se o fizerem, nem são interpretação, nem hermenêutica, mas pilantragem, quando não, crime, caso envolvam violação documental e ideológica, tipificadas no código penal, ou o uso mal intencionado e vil de enunciados textuais, a fim de cometer atos sem amparo legal.”

Para Katarina, o conceito empregado aqui é uma falsificação do que Roxin produziu. “Na sua versão brasileira, o que ocorreu foi mais grave, em termos lógicos e penais, do que uma dublagem: a arregimentação serviu para se inventar uma teoria penal da responsabilidade objetiva que não visa ao que manda a filosofia penal moderna e o direito penal brasileiro.”

Num tempo em que se debate o judicialismo exacerbado de questões legislativas, em especial sobre a correição ou não das delações premiadas na Operação Lava Jato, e visões diversas sobre os chamados “justiceiros da magistratura” – termo criado a partir da postura do ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa, que renunciou ao cargo em maio de 2014, em meio a várias declarações de cunho político e até confissões de ter omitido fatos na peça jurídica do mensalão –, não se sabe se os tempos serão de correção ou de rumos mais sombrios.

O caso do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – que se tornou réu em duas ações na Corte, e desde que foi cassado os casos foram remetidos para a primeira instância – foi outro a deixar o tribunal arranhado. Houve demora em avaliar as denúncias contra Cunha para transformá-lo em réu e também para decretar o seu afastamento da presidência. A justificativa, por parte dos ministros, de supostamente se evitar um confronto entre poderes, não convenceu observadores e cientistas políticos, que sabem que, sempre que quis, o tribunal não se furtou a julgar casos envolvendo o Executivo e o Legislativo. As críticas vão de omissão a cumplicidade – o que permitiu a Cunha ter tempo de acolher o pedido de impeachment de Dilma e ainda liderar a votação pela Câmara.

MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADOmarcello_lavenere
Lavenère: Não é bom magistrados sendo entrevistados todo dia ou homenageados o do ano, o pop star, como o Moro

Visões de mundo

A ministra Cármen Lúcia, que assumiu a presidência para o biênio 2016-2018, costuma afirmar que “o compromisso dos juízes é com a toga e os cidadãos” e não com os políticos que os indicaram ao cargo, embora acrescente que não se oponha a que esses magistrados adotem visões de mundo. Mas a cientista política Maria Teresa Sadek não tem dúvida: “O Judiciário é político sim, sempre foi. O que não pode é ser partidário”, afirmou, em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo.

Para ela, que avaliou o papel da Justiça no processo do impeachment de Dilma Rousseff, os desdobramentos da Operação Lava Jato e a judicialização de questões legislativas são reflexo da Constituição de 1988. Maria Teresa atribui o chamado protagonismo do Judiciário em questões pertinentes ao Legislativo como omissões observadas por parte do Congresso. E considera razoável que, se houver uma fragilidade em algum dos outros poderes, o STF seja chamado a atuar.

Outro questionamento entre os observadores do STF tem sido o fator opinião pública, que para Maria Teresa é muito levada em consideração, mas não é determinante para os julgamentos. “O juiz, hoje, tem muito mais consciência das consequências dos seus atos. Não temos mais o juiz que se fecha em uma redoma e não se importa com o que acontece do lado de fora” ressalta.

Nem todos pensam dessa forma. O jurista Marcello Lavenère, ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e até hoje membro emérito do órgão, aponta no STF uma extrema dificuldade em enfrentar temas levados ao seu conhecimento. “Essa dificuldade começou com o mensalão, quando assistimos a uma cobertura da imprensa semelhante às de Olimpíadas. Ligávamos a televisão e durante toda a tarde e parte da noite os canais estavam transmitindo o julgamento”, observou, em entrevista ao jornal Sul21.

O julgamento terminou com a condenação à prisão de importantes figuras políticas no país, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-deputado José Genoino. Sobre a Corte recai, até hoje, a crítica de ter permitido, por meio da teoria do domínio do fato, a condenação sem provas e neutralização da defesa.

Lavenère avalia que a exposição à mídia é ruim para o Judiciário. “Não é bom que os magistrados estejam quase todos os dias sendo entrevistados. Em muitos casos os vemos sendo homenageados como o do ano, o de ouro, o pop star, como é o caso do juiz Sérgio Moro”, diz. Segundo ele, essa permeabilidade à mídia compromete a rigidez e o equilíbrio da Justiça. “Não podemos nos esquecer que a Justiça é simbolizada por uma deusa que tem os olhos vendados e uma balança na mão. Os olhos vendados, para não fazer acepção de pessoas, e uma balança na mão para não ter pesos e critérios de ponderação diferentes”, lembra.

Da dependência à ousadia

Para Ricardo Lewandowski, que acaba de deixar a presidência, a história das últimas décadas mostra independência dos integrantes do STF. O ministro, que deixou o comando do tribunal acrescentando à sua biografia a presidência do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff no Senado, também é responsável por decisão que transferiu do plenário da Corte para duas turmas (cada uma com cinco magistrados) julgamentos de deputados e senadores. A medida contrariou parlamentares, que observam serem necessários menos votos para uma condenação. Se no plenário são ao menos seis votos para uma decisão majoritária, em uma turma bastam três para que o julgamento seja definido. Já os presidentes da Câmara e do Senado continuam sendo julgados pelo plenário do tribunal.

A polêmica atual diz respeito à Lava Jato, ao entendimento sobre a validade ou não das delações premiadas e das prisões temporárias e à dubiedade de alguns magistrados quando citados em ilações ou conversas durante essas delações. O relator do processo no colegiado, ministro Teori Zavascki, chegou pedir satisfações ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz a operação no Paraná, por ter gravado sem autorização conversas telefônicas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidenta, Dilma Rousseff. Foi aplaudido pelos que acham que os juízes da mais alta Corte devem ser juízes e não misturar política com Justiça – mas a medida não resultou em consequência para Moro, que teve a finalidade de impedir a ida de Lula para a Casa Civil, o que ajudaria Dilma a recompor a base do governo.

Katarina Peixoto considera que as violações da Lei Orgânica da Magistratura observadas no rumo das investigações e nas decisões de Moro – “Violações como tais reconhecidas pelo próprio TRF-4”, afirma – levam ao que ela chama de “exceção jurídica”. Foi o que o ex-ministro da Justiça de Dilma Eugênio Aragão chamou de “vale-tudo”, ao comentar decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que manteve o arquivamento de uma representação contra o juiz do Paraná. “A decisão afirma que em tempos excepcionais as leis são excepcionais e não precisam ser observadas. Parece que todo o Direito brasileiro foi revogado pelo TRF, que é quem supervisiona a área de Curitiba, para dizer que Moro pode tudo”, afirmou ao Diário do Centro do Mundo.

A Lei Orgânica, assinala Katarina, veda o expediente de grampear advogados e espionar a relação entre esses e seus clientes. Para a estudiosa, enganam-se os que pensam que isso vai parar ou que isso é só contra o PT e seus dirigentes. “Essa ingenuidade não tem o menor cabimento, quando juízes não se envergonham de falsificar teorias, prender sem provas e dizer que a falta de provas é motivo para prender”, critica. “Pode ser analfabetismo funcional, pode ser ignorância, pode ser miséria intelectual carregada do câncer atávico, residual, da cultura bacharelesca, de colônia escravagista. Há muitas hipóteses que exigem o acompanhamento judicioso do que juízes dizem que usam como fundamento de suas decisões e o que procuradores e promotores usam para fundamentar suas denúncias.”

O impeachment de Dilma também foi objeto de vários recursos contestando a sua inconstitucionalidade, devido à ausência de crime de responsabilidade. A Corte, no entanto, proferiu sucessivas decisões permitindo o andamento do processo. Passada a fase da votação, o tribunal terá de enfrentar, agora, a apreciação dos recursos contestando o resultado e avaliando o mérito da ação. No final de setembro, Lewandowski, durante evento com alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, definiu o impeachment como “um tropeço na democracia brasileira”.

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O Brasil dos brutamontes

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Os brutamontes atuais, no Executivo, Legislativo e Judiciário só entendem a linguagem da brutalidade, o resto é lantejoula.

por Wanderley Guilherme dos Santos

Há quem resvale à beira do ridículo, ou do adesismo, angustiado com o inexistente dilema de apoiar o governo Temer contra o que seria um golpe ainda mais reacionário do PSDB, de Aécio Neves e de Fernando Henrique Cardoso. Estava demorando aparecer o pretexto para a velha cantilena de ser preciso combater a reação por dentro. Em geral, o combate se dá por dentro de bons hotéis, bons empregos e bons salários.

Trapaça entre PMDB, PSDB e assemelhados é assunto de estrito interesse dos salteadores, que só discordam sobre qual o melhor caminho para espoliar economicamente os assalariados e manter os líderes populares indefinidamente afastados da competição pelo governo. Imaginar que os arrufos entre eles expressam pudores democráticos ou é autoengano ou tentativa de empulhar a boa fé dos democratas. Judas! Judas! Judas!

O Brasil caiu na clandestinidade e a disputa por poder não tem limites, nem constitucionais, nem de protocolos de acordos, nem de projetos administrativos. Os bocados de poder são apropriados e mantidos aos berros, enquanto outro berrante não prevaleça sobre os bezerros. O Ministro da Justiça distribui filipeta de candidato a vereador, é desautorizado por delegados e fica por isso mesmo; procuradores dão espetáculo de ignorância, afetação e desonestidade intelectual, recebendo aplauso de juízes, estes, defensores da tese fascista de que é democrático normalizar a exceção. Promovem desnecessários espetáculos de prisões preventivas, algumas talvez justas, para acobertar arbitrariedades sem conta convertidas em técnica de chantagem. Ministros do Supremo agridem colegas pelos jornais, algo que só faziam durante as sessões da Corte. Tudo diariamente registrado nos jornais; não há pudor nem temor de reação. Ninguém da direita reage a ninguém da direita, ainda não entenderam?

Os brutamontes atuais, no Executivo, Legislativo e Judiciário só entendem a linguagem da brutalidade, o resto é lantejoula. Os ativistas da reação precisam sentir medo. Tergiversar é subterfúgio de colaboradores.

CARREIRA EM GOVERNOS TUCANOS LEVANTA SUSPEITAS SOBRE ESCOLHA DE VICE DE JANOT

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Artigo escrito pela talentosa, corajosa e proba jornalista Helena Sthephanowitx.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou ontem (8) que escolheu para ser seu vice José Bonifácio Borges de Andrada, procurador com um currículo “tucaníssimo”: foram oito anos em cargos de confiança nos governos de FHC e depois mais oito anos no de Aécio, quanto este foi governador de Minas Gerais. O senador Aloysio Nunes já foi seu chefe direto.

Confira a carreira de Bonifácio junto a tucanos destacados:

De 1995 a 2000 (governo FHC): consultor jurídico do Ministério da Previdência e Assistência Social (sob comando dos ministros Reinhold Stephanes e Waldeck Ornelas, ambos do DEM);

De 2000 a 2001: subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil da Previdência da República (ministro Pedro Parente);

De 2001 a 2002 foi secretário executivo do então ministro da Justiça Aloysio Nunes. Por ter sido o número 2 da pasta, chegou a ser ministro interino, em ocasiões de ausência de Aloysio;

Em 2002, ocupou brevemente o cargo de sub-secretário da Secretaria Geral da Previdência da República (de Euclides Scalco);

De 2002 a 2003, foi advogado-geral da União, sucedendo Gilmar Mendes.;

De 2003 a 2010, escolhido pelo então governador Aécio Neves, foi advogado-geral de Minas Gerais.

O vice-PGR ainda é filho do ex-deputado federal tucano Bonifácio Andrada e irmão de outro ex-deputado estadual e agora prefeito de Barbacena, Toninho Andrada (também do PSDB), que em 2004 saiu de líder do governo Aécio na Assembleia Legislativa para ser conselheiro do Tribunal de Contas de Minas, que chegou a presidir.

Bonifácio vai substituir Ela Wiecko, que deixou o cargo na semana passada após a imprensa divulgar um vídeo em que ela aparece numa manifestação contra o impeachment. Ela Wiecko pediu dispensa do cargo e saiu dizendo que todo o processo do impeachment é golpe e que o MPF tem vários integrantes que pensam da mesma forma.

Na PGR corre a certeza de que a escolha de Janot tem um componente político. Ao substituir Ela, que tinha uma posição mais defensora da regularidade democrática, por um nome ligado ao PSDB, Janot espera construir uma ponte com Michel Temer.

Bonifácio também é um nome que tem bom trânsito com os demais subprocuradores e é próximo do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que tem feito reiteradas críticas à atuação da PGR na Operação Lava Jato.

É papel do vice assumir o comando do Ministério Público Federal durante as ausências de Janot. Ele também poderá representar a instituição em julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF) e sessões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Bonifácio deve herdar ainda o comando da Operação Acrônimo, que tem como alvo o atual governador de Minas, o petista Fernando Pimentel.

A questão aqui não é de questionar a competência e integridade do vice PGR escolhido mas, pra dizer o mínimo, é evidente que ele não deveria conduzir investigações sobre seus ex-chefes, amigos e compadres. Sobram argumentos para afirmar que se trata de aparelhamento tucano da instituição.

Como vice, ao assumir a PGR eventualmente, ele também responde por todos os processos de autoridades com foro privilegiado, incluindo Aécio e Aloysio, ambos com algumas ações correndo contra si na Suprema Corte.

Assim pega mal, muito mal.

FORA TEMER JÁ É MAIOR QUE FORA DILMA, MOSTRA PESQUISA

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Pro ADITAL

#ForaTemer atingiu 769.455 publicações no Twitter, rede que se manteve forte na produção de tendência

São Paulo – A hashtag #ForaTemer já é maior que a #ForaDilma do auge dos protestos antipetistas. A constatação é do coordenador do Laboratório de estudos sobre Internet e Cibercultura (Labic), na Universidade Federal do Espírito Santo, Fábio Malini em artigo publicado em Medium, na quinta-feira (1º). Ele mostra que entre os períodos comparados, as manifestações contra Temer superam em 59% as contra Dilma.

Confira a análise:

Entre 8 a 16 de março de 2015, coletamos no Labic 6 milhões de tweets acerca das grandes manifestações contra o governo Dilma. Filtrei, ontem, apenas aqueles que continham os termos foradilma, forapt, imaginaseadilma, vemprarua15demarco, vaiadilma, impeachmentdilma, impeachment, impeachmentja, “fora pt” e “fora dilma”. Ao total, 483.797 posts.

Esta semana se intensificaram as manifestações contra o impeachment de Dilma. Aliás, um impedimento que, no momento de sua realização, muito diferente da comoção popular ao vivo de 1992, não havia ninguém na rua para defendê-lo, já que seu desfecho já era anunciado. Para além do desejo do PT, ontem, as ruas foram intensamente ocupadas em diversas capitais do país. Resultado: o #ForaTemer atingiu, na semana, 769.455 publicações no Twitter (rede que se manteve fortíssima na produção de tendência, contaminando intensamente o Facebook, onde o jogo é jogado).

Nos gráficos, é possível identificar o volume de tweets e de usuários publicando sobre #ForaTemer, entre os dias 25 a 31 de agosto de 2016:

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O futuro das esquerdas passa pelas eleições do Rio

Lula Jandira BethCom três candidatos expressivos anti-impeachment, Rio pode ter frente inédita de esquerda em eventual segundo turno nas eleições municipais e crescer como polo de resistência democrática.

por Por Maurício Thuswohl, Revista do Brasil

Ainda abafada pelos Jogos Olímpicos, a campanha eleitoral para a Prefeitura do Rio de Janeiro promete uma disputa que se anuncia como a mais pulverizada e indefinida dos últimos 20 anos. Após se concentrar em temas regionais e abandonar – com as sucessivas eleições e reeleições dos prefeitos Cesar Maia (hoje vereador pelo DEM), Luiz Paulo Conde (que morreu em 2015) e Eduardo Paes (PMDB) – sua histórica vocação para caixa de ressonância das grandes questões políticas nacionais, a campanha no Rio este ano se dará em meio ao debate sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Em clima de acirramento político, disputam a preferência e os votos dos cariocas oito candidatos, a maioria com reais possibilidades de chegar a um eventual segundo turno, em um leque de partidos que vai da extrema-esquerda à extrema-direita.Freixo

Caso o afastamento de Dilma seja confirmado pelo Senado, o Rio poderá mais uma vez assumir o papel de polo da resistência democrática no país. Para isso, bastará que um dos três candidatos competitivos lançados pela esquerda vença as eleições para a prefeitura em outubro. No entanto, em um quadro eleitoral que traz um candidato com forte apoio das máquinas administrativas municipal e estadual (o deputado federal Pedro Paulo ­Carvalho, do PMDB) e outro já bastante conhecido dos eleitores (o senador Marcelo­ Crivella, do PRB), a vitória não será fácil para os deputados Marcelo Freixo (Psol), Alessandro Molon (Rede) ou Jandira Feghali (PCdoB, com apoio do PT). Embora não haja acúmulo político suficiente para o lançamento de uma candidatura única da esquerda carioca, os três já selaram acordo para uma aliança em torno daquele que conseguir chegar ao segundo turno.

Expoente nacional da luta “contra o golpe”, Jandira Feghali usará seus discursos de campanha para denunciar o governo interino de Michel Temer e terá apoio direto do ex-presidente Luiz ­Inácio Lula da Silva. Ela entrou na disputa após o PT e o PCdoB romperem com a gestão de Paes. Isso aconteceu quando Pedro Paulo se licenciou da Secretaria de Coordenação de Governo, cargo que ocupava na gestão Paes, apenas para votar a favor do afastamento de Dilma no plenário da Câmara dos Deputados.

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILMolon
Molon (Rede), deputado mais votado pelo PT em 2014, decidiu deixar o partido para poder disputar a prefeitura

O sintoma de que a candidatura de Jandira incomodou foi o peso dado a veículos do Grupo Globo a denúncias feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que disse em depoimentos vazados ter intermediado na campanha de 2010 pagamento de propina feito pela construtora Queiroz Galvão à deputada. No lançamento de sua candidatura, ao lado de Lula em uma Fundição Progresso lotada, Jandira afirmou que irá processar Machado. “Todas as doações que recebi sempre foram legais, públicas e aprovadas pelos tribunais. A única doação que recebi da Queiroz Galvão, em 2014, chegou via comitê central do PCdoB”, disse.

O deputado estadual Marcelo Freixo foi o principal adversário do prefeito Eduardo Paes nas eleições de 2012, quando conquistou 28% dos votos. Com apenas duas inserções diárias na propaganda eleitoral da televisão, desta vez tentará obter votos suficientes para provocar a realização do segundo turno. Para alavancar sua campanha, o Psol, que tem forte presença na juventude carioca, apostará em mobilizações de rua e nas redes sociais, além de aproveitar a proibição de doações de empresas aos candidatos – bandeira historicamente defendida pelo partido – para criar comitês eleitorais de doação em toda a cidade.

O lançamento da candidatura de ­Freixo reuniu cerca de 5 mil pessoas no Club Municipal, na Tijuca, zona norte do Rio. “Temos um desafio imenso, que é ressignificar como a esquerda pode chegar ao poder. Não vamos ganhar tempo de tevê, mas vamos ganhar as ruas, as praças e as redes sociais”, disse o candidato, ao lado dos deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllys e de artistas como a cantora Teresa Cristina e o ator Gregório Duvivier. Freixo não teme que a grande quantidade de candidatos atrapalhe. “A diversidade contribui para a democracia”, diz.

Alessandro Molon, mais votado pelo PT em 2014, decidiu deixar o partido após se ver mais uma vez sem espaço para disputar a prefeitura. Em setembro passado, quando, impulsionado por sua direção regional, o PT parecia marchar para uma aliança na qual seria vice na chapa de Pedro Paulo, Molon ingressou na Rede. Sua vida, no entanto, não tem sido fácil, já que dentro do novo partido enfrenta a oposição do grupo ligado ao deputado federal Miro Teixeira, que também aspirava à candidatura.

Miro votou a favor do afastamento de Dilma. Molon, líder da bancada da Rede na Câmara, foi contra. A diferença política aprofundou a cisão entre as duas alas da legenda no Rio. Para conquistar eleitores, Molon terá em seu palanque a ex-ministra Marina Silva, que obteve 31% dos votos fluminenses nas eleições presidenciais. “O Brasil vive um momento crucial em sua política, e o contexto de crise faz com que aqui no Rio tenhamos chances concretas de derrotar o PMDB”, afirma o candidato.

TASSO MARCELO/FOTOS PÚBLICASRomário
Romário (PSB) elegeu-se senador em 2014 com apoio do PT; e votou pelo impeachment

Calcanhar de Aquiles

Se levada em conta a força das máquinas administrativas municipal e estadual, o candidato a ser batido é Pedro Paulo Carvalho. No entanto, uma série de percalços em seu caminho, do corpo mole de setores do partido a acusações de agressão física contra a ex-mulher, dá a sua candidatura um aspecto de fragilidade que anima os adversários. A ausência do braço direito de Paes em um provável segundo turno já é considerada possível.

EDVALDO REIS/CRIVELLA 10Crivella
Crivella (PRB) fez dobradinha com Dilma em 2014 e foi ao segundo turno. Teve 44% dos votos

Com base na Lei Maria da Penha, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, determinou em setembro a abertura de inquérito contra Pedro Paulo após o recebimento de denúncias de que em 2010 ele havia agredido a mulher, Alexandra Marcondes, com socos e pontapés. A própria Alexandra, hoje divorciada, tentou amenizar o episódio, tratando-o como “briga de casal”. Mas o abalo já estava feito e ficou ainda maior em abril, depois que o secretário – na ausência de Paes, que estava em viagem oficial à Suíça – viu chegar sua vez de “dar a cara a tapa” ao ficar na linha de frente das explicações para a queda da recém-construída ciclovia da Avenida Niemeyer, que provocou a morte de duas pessoas e chocou a população carioca.

Pior para o candidato do PMDB é que o processo por agressão irá se estender pelo período de campanha, uma vez que Fux, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República, determinou que seja ouvido no inquérito o perito Francisco­ Mourão, que fez o exame de corpo de delito em Alexandra. Por ora, Pedro Paulo,­ que alega ter apenas se defendido das agressões sofridas pela então esposa, se limita a dizer que aguardará a conclusão do inquérito para se manifestar. Para tentar melhorar sua imagem junto aos eleitores, o candidato confirmou como vice em sua chapa a deputada estadual Cidinha Campos (PDT), veterana em eleições no Rio que, questionada por jornalistas sobre sua trajetória como feminista, minimizou o “episódio doméstico” envolvendo Pedro Paulo: “Esse é um caso resolvido. Feminista tem que cuidar para que as mulheres ganhem salários iguais aos dos homens”, disse. Além do PDT, Pedro Paulo é apoiado por DEM, PP, PTB e PPS, e terá direito a 29 inserções diárias na propaganda eleitoral da tevê.

Após a revelação do episódio de agressão, setores do PMDB fluminense chegaram a cogitar a substituição de Pedro Paulo pelo também deputado federal ­Leonardo Picciani, na época líder do partido na Câmara. A ideia da candidatura alternativa foi abortada após o acordo com o presidente interino, Michel Temer, que colocou Leonardo no Ministério dos Esportes. Para que esse arranjo se concretizasse, a insistência de Paes com o nome de seu secretário de Coordenação de Governo foi crucial. “Na hora do voto, os eleitores saberão analisar o que a prefeitura do Rio fez de bom pela cidade e o que o Pedro Paulo, como primeiro-ministro do Eduardo, representou nesse processo”, diz o prefeito.

Popularidade como trunfo

Líder em todas as pesquisas de opinião realizadas em julho, o senador e cantor gospel Marcelo Crivella apresenta como principal trunfo a familiaridade que o eleitor carioca tem com seu nome. Candidato à Prefeitura pela terceira vez, há dois anos Crivella levou ao segundo turno a disputa pelo Governo do Estado contra o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e obteve 44% dos votos. Seu maior desafio nesta campanha será superar a rejeição de parte do eleitorado e ir além da imagem consolidada de representante dos interesses da Igreja Universal do Reino de Deus: “Dizem que sou preposto do Bispo Macedo, mas o que o povo quer saber é se o Eduardo Paes é preposto da Odebrecht”, disse, no ato de lançamento de sua candidatura.

Na busca por novas faixas do eleitorado, Crivella chegou a ensaiar filiação ao PSB no início do ano, mas a sombra do senador Romário fez com que decidisse permanecer no PRB, ao qual sempre foi filiado. Normalmente bem votado nas áreas mais carentes da cidade, Crivella traçou como estratégia de campanha aumentar sua votação na rica zona sul.

Após algumas idas e vindas e um flerte com a candidatura de Pedro Paulo, o ex-jogador Romário chegou a lançar sua própria candidatura à prefeitura do Rio, mas acabou desistindo oficialmente no fim de julho. Senador mais votado no estado em 2014, ele também deixou a presidência regional do PSB, que assumira com o objetivo de consolidar a candidatura a prefeito. Agora, o apoio da legenda é disputado por Crivella e Molon, que apostam na proximidade entre Marina Silva e a direção nacional socialista.

Além do possível apoio do PSB, Crivella tem a possibilidade de negociar apoios em troca de seu voto sobre o afastamento de Dilma. O senador votou pela admissibilidade do processo contra a presidenta em maio, mas agora admite rever sua posição. Essa ambiguidade será mantida até o dia da votação no Senado, mas já serve como motivação para conversas com setores pró-Dilma, o que não afasta um possível apoio do PT e do PCdoB a Crivella caso ele chegue ao segundo turno contra o candidato do PMDB.

Costelas de Paes

Sem muita tradição eleitoral no Rio, algumas das principais legendas de direita, todas atualmente no campo de apoio ao interino Temer, apostam em nomes oriundos da administração de Paes. O PSDB, após cogitar o técnico de vôlei Bernardinho, os economistas Gustavo Franco e Sérgio Besserman e o jornalista e ex-deputado Fernando Gabeira, acabou cerrando fileiras em torno do deputado estadual Carlos Roberto Osorio, que até o fim de fevereiro era filiado ao PMDB e ocupava o posto de secretário estadual de Transportes no governo Pezão.

Osorio, que teve sua entrada no PSDB incentivada pelo senador tucano Aécio Neves (MG), havia sido secretário municipal de Conservação no primeiro mandato de Eduardo Paes. O histórico como peemedebista e a mudança recente para a oposição, segundo o candidato tucano, não o impedirão de criticar a gestão municipal e conquistar insatisfeitos. “Eu estava no PMDB, mas durante toda a minha vida me alinhei às ideias do PSDB”, explica, com naturalidade.

Outro ex-secretário de Paes na disputa é o deputado federal Índio da Costa, vice na chapa presidencial do tucano José Serra em 2010. Seu partido, o PSD, colocou à disposição os cargos na prefeitura em outubro e Índio, mesmo “reconhecendo as qualidades do governo atual”, como gosta de repetir, espera conquistar uma fatia do eleitorado que o leve, pelo menos, a negociar com o candidato governista em posição de força em um eventual segundo turno.

Entre os nomes já confirmados, completam o leque de candidatos o ex-deputado Cyro Garcia, pelo PSTU, e, no outro extremo do espectro político, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC), filho do polêmico deputado federal Jair Bolsonaro. Apostando no eleitorado conservador que se mobilizou nas manifestações de rua favoráveis ao impeachment, Flávio, que tem posições ideológicas idênticas às de seu pai, se notabilizou em abril ao trocar tiros com bandidos em plena Avenida Brasil, a maior do Rio: “Fiz o que faria um homem de bem com uma arma na mão”, justificou o candidato.

MAIS UMA VEZ A POLÍCIA DE ALCKMIN AGRIDE ESTUDANTES COM A PARTICIPAÇÃO DE UMA POLICIAL. NÃO ESQUECER: O ESTADO É PATRIARCAL E SUAS INSTITUIÇÕES O REFLETEM

 

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          Estudantes faziam manifestação na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, contra o projeto paranoico de deputado da direita inumana, Escola sem partido. Uma clara irracionalidade de quem não sabe que toda aula é um “ato político” como dizem os filósofos Deleuze e Guattari. E no caso de uma sociedade cuja econômica é capitalista, a escola, em seus conteúdos programáticos, tanto em seu currículo explícito e oculto, expressam a subjetividade dessa economia política. Logo, a aula é um “ato político” com ênfase nessa subjetividade.

        Porém, esperar que as direitas alcancem esse entendimento é querer que elas deixem de ser a expressão máxima do mais baixo grau de conhecimento, como diz o filósofo Spinoza. Como os estudantes saíram do mais baixo grau de inteligência, eles podem reivindicar o fim dessa violência sensorial, epistemológica e ética que representa essa aberração chamada de projeto escola sem partido.

         Foi nesse grau de conhecimento que os estudantes foram às de São Paulo e foram, mais uma vez, reprimidos pela violência da Polícia Militar do governador Alckmin, que mais uma vez, usou sua pedagogia da força, visto que é própria de quem não chegou ao diálogo movido pela razão.

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         No meio da violência, a estudante Tereza, de 15 anos, foi arrastada por policiais, levantada pelos cabelos e conduzida à viatura repressora. Algumas pessoas, entre elas jornalistas, ficaram perplexas ao verem que uma policia assistia a agressão e também participou da ação antidemocrática contra um ser de seu mesmo gênero. Não sabem essas pessoas, que o Estado é patriarcal e reflete sua moral dominadora através de suas instituições. E que para ele só existem dois gêneros quando é para vigiar e punir, como afirma o filósofo Michel Foucault. Fora disso a subjetividade dominante é a patriarcal e todos devem ser tratados segundo a Lei, nome do Pai, como afirma o psicanalista Lacan.

      O partido de Alckmin, PMDB, assim como ele, são golpista. Por isso, essas formas de violências são praticadas explicitamente pelo desgoverno usurpador de Temer e seus cúmplices delatados na Operação Lava Jato.

Em tempo: Alckmin se toma como cristão. É da Opus Dei.

Veja, ouçam o vídeo e movimentem suas consciências democráticas.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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