Archive for the 'Serviço Público' Category



NINICOLAU E A MAMATA NA ALE-AM DA ERA TRIBULINS CONTINUA

Dia 28 de outubro, dia do funcionário público, todos que trabalham no governo, tanto municipal, estadual ou federal deveriam comemorá-lo ganhando salário que tivesse como princípio a isonomia. É claro, que funcionários mais antigos percebem um salário maior pelo tempo de serviço e de acordo com os planos de carreira de cada órgão governamental.
Por ocasião da inauguração da ponte da ilusão falávamos que ali compareciam funcionários protestando por melhores salários. Alguns com salários que muitos dos presentes não  tinha.
Há na esfera pública órgãos que nesta questão salarial não prezam pela isonomia. A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e tribunais são referências neste caso. Poderá até parecer despeito, dirão alguns, nosso texto, mas não é. É um tema que reflete uma injustiça social. A ALE desde a época do Tribelarmino  Belão Lins, para os íntimos, vangloriava-se pagar aos  funcionários o ticket alimentação de R$ 900,00.
Tomando como referência a SEDUC-AM, há  nessa Secretaria, professores contratados percebendo mensalmente R$ 1.268,88, descontado o INSS/R.D.A de R$ 114,19, o professor tira líquido R$ 1.154,69. Subtraia-se ainda, cota do café, da bolacha, presente do dia do diretor, do pedagogo e coisitas mais, paft, foi-se os tutus.

Esse professor não tem ticket alimentação e nem o pagamento do vale transporte. Diferente da Prefeitura Municipal na época do português Eira, que pagava R$ 200,00 e o vale transporte equivalente a 44 passagens. O prefeito cassado pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, Amazonino  Vaia Mendes, mantém o pagamento. E o professor do Estado vai pagar ainda R$ 2,75 no transporte coletivo, sem reajuste no seu salário.
A mamata na ALE-AM vai aumentar. A Mesa diretora decidiu reajustar esse ticket para R$ 1.000,00  pilas para todos os 1,8 mil servidores concursados e comissionados. Para os que ganhavam R$ 500 de vale medicamento perceberão R$ 600,00. Essa injeção de ânimo para uma casa pulsante também na inutilidade vai causar um prejuízo de R$ 200 mil pratas por mês ao cofre do Estado.
Enquanto isso, o professor da SEDUC-AM, PSS, se vira, quase sempre com três cadeiras para poder sobreviver.
Ainda bem que já vemos educadores conscientizando-se que não dá mais para trabalhar três turnos. Ele fatura R$ 3.500,00, mas depois adoece e o dinheiro que ganhou não vai dar para recuperar sua saúde.
São essas formas de injustiças sociais que devem ser abolidas tanto no município, como no Estado e no próprio governo federal.  

SÓ PARA LOUCOS (MUITOS POUCOS) (ou Só para poucos e muito LOUCOS)

O tema mítico de Dionisos

Nos profundos e intrincados labirintos da psique vivem ainda os deuses pagãos. Dois mil anos de cristianismo representam apenas a superfície. Pesquisas arqueológicas e pesquisas psicológicas são trabalhos paralelos feitos em áreas diferentes. Dionisos manifesta-se em nítidas imagens sob múltiplos aspectos de sua natureza dual, jovem e velho, bissexuado, animalesco, orgiástico, frenético, o inventor do vinho, dom deste deus aos homens para ajudá-los a provar, embora fugazmente, a euforia da embriaguez e até mesmo o êxtase religioso.

Em meados dos anos 60, “O lobo da Estepe” (1927), de Hermann Hesse (1877-1962), começou a ser lido como uma espécie de “O Pequeno Príncipe” por toda uma geração influenciada primeiro pela psicanálise e em seguida pelos ecos do movimento hippie.

Hesse virou moda. Seus livros foram devorados com um espírito de culto. Se você passou a infância naqueles anos psicodélicos, deve ter tropeçado pelo menos uma vez em algum dos romances do autor (Prêmio Nobel Literatura de 1946), esquecidos na borda de uma piscina ou ao lado de uma cadeira de praia e discutidos pelos adultos como alegorias da procura espiritual do EU pelo viés do inconsciente psicanalítico (“Demian”) ou do misticismo orientalista (“Sidharta”).

É muito provável que a “literatura de mensagem” de Hesse, que tanto marcou os leitores nos anos 60/70, também esteja ironicamente na origem dos livros de Paulo Coelho, em seu aspecto massificado de “pérolas de sabedoria”.

Ironicamente, porque, ao contrário do que pode parecer, “O Lobo da Estepe” não é um romance fácil. Ainda mais num mercado que é avesso dos valores que o livro propõe, um mundo em que a idéia de auto-conhecimento foi invertida e transformada em impostura e lugar-comum, vulgarizada como estratégia de marketing e vendas.

O que chamamos cultura, o que chamamos espírito, alma, o que temos por belo, formoso e santo (sagrado/espiritual), seria simplesmente um fantasma, já morto há muito, e considerado vivo e verdadeiro só por meia dúzia de loucos como nós?”, pergunta o protagonista.

Com a distância de tempo, a atual reedição (26) de “O Lobo da Estepe” prova que, a despeito de seu lado “filosófico”, que o tornava aparentemente mais acessível nos anos 60, o romance de Hesse é, do ponto de vista literário, extremamente complexo, imaginativo e inovador para a época em que foi escrito. Um texto que oscila entre o simbolismo e o surrealismo, criando um mundo onírico que lembra os pesadelos das novelas de Schnitzler e dos contos de Hoffmann.

A misantropia, o solipsismo e a inadequação de seu protagonista ao mundo, descontadas as eventuais referências á ânsia de um “encontro com Deus”, também estão de alguma forma na origem dos personagens de Thomas Bernhard: “O Lobo da Estepe, o sem pátria e solitário odiador do mundo burgês (…) Não se devem considerar suicidas apenas aqueles que se matam (…) Essa classe de homens se caracteriza na trajetória de seu destino porque para eles o suicídio é a forma de morte mais verossímil (…) Não estou satisfeito em ser feliz. (…) A infelicidade de que necessito (…) me permitiria sofrer com ânsia e morrer com prazer (…)Anseio por uma dor que me prepare e me faça desejar a morte”, diz o narrador do romance de Hesse.

Bernhard chegou a declarar numa entrevista a TV austríaca: “Quando descrevo este gênero de situações centrífugas encaminhadas na direção do suicídio, trata-se certamente da descrição de estados em que eu próprio me encontro e em que, por outro lado, talvez me sinta bem enquanto escrevo, justamente porque não me suicidei, porque escapei disso”.

Assim também, ao final de “O Lobo da Estepe”, o protagonista entra num teatro mágico, que lhe abre, como uma droga, as portas da percepção (leiam “As Chaves das Portas da Percepção”, Aldous Huxley) para o interior do seu inconsciente e se depara com um letreiro que lembra bastante a literatura de Bernhard: “Delicioso suicídio! Você se arrebenta de rir!”

Todo o problema do personagem do livro de Hesse é um permanente mal-estar cuja fonte é a inadequação do seu espírito à sociedade, à massa, à média e à vulgarização burguesa da vida e dos valores. É por isso que ele se define como “lobo da estepe”.

Aos 48 anos, aluga um quarto mobiliado na casa de uma senhora onde passa a viver isolado do mundo. É um intelectual misantropo. Suas andanças são ao mesmo tempo um mergulho simbólico dentro de si mesmo e uma redescoberta sensorial dos prazeres físicos.

Quando sai para a rua, as coisas se sucedem como se ele estivesse sonhando ou alucinando e como se tudo dissesse respeito a si mesmo. Um mundo bem mais imaginário e simbólico do que real (o que é [o real]?).

À certa altura, recebe de um propagandista ambulante um panfleto que é a espantosa análise de sua própria personalidade. Encontra uma mulher que é, ao mesmo tempo, a lembrança de um amigo de infância e seu duplo (anima-Jung). É levado a um teatro mágico, “só para loucos”, cujo efeito é semelhante ao de uma droga de autoconhecimento. (plantas de poder – psicologia transpessoal – “Emergência Espiritual” Stan e Cristina Groff).

A duplicação de si se estende por todo o romance e culmina no jogo de espelho desse teatro mágico, em que o protagonista descobre que o eu é múltiplo. O autor se duplica em narrador e este, em elementos de sua própria narrativa. “Assim como a LOUCURA, em seu mais alto sentido, é o princípio de toda sabedoria, assim a esquizofrenia é o princípio de toda arte, de toda fantasia”. Ao que só lhe resta, como em Thomas Bernhard, “VIVER E APRENDER A RIR”.

Aviso aos navegantes/delirantes/leitores deste SKiZOeM@IL: Ler 22 (número do LOUCO no Tarô de Marselha-Leiam “Jung e o Tarô” A. Jaffete) vezes e depois responder este email escrevendo 22 (já sabem porque) linhas (mínimo) sobre os sentimentos que afloraram do seu inconsciente pessoal/coletivo (se é que vcs conseguiram se conectar a (22 MB/ps)).

Um abraço de camisa de força e um cheiro/pirado no cangote (das mulheres).

*Jorge M. Gouvêa – LOUCODIDATA EM FORMAÇÁO FAZENDO PÓS-PÓS-PÓS-PÓS-PÓS-DOUTORADO EM ARTECULTURALOUCURA

COMUNIDADE DO NOVO ALEIXO RECLAMA DO SERVIÇO DE UNIDADE DE SAÚDE, REVELANDO A DESORGANIZAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA EM MANAUS

A grande maioria dos bairros da cidade de Manaus surgiu a partir de invasões de terra – pelas quais seus “donos” receberam do Estado generosas indenizações – devido à falta de qualquer planejamento ou Plano Diretor que prepare a organização do espaço para que as pessoas tenham de antemão as contingências fundamentais, que são os serviços públicos indispensáveis que uma pessoa, uma família, enfim, a população precisa para fixar residência.

Em Manaus, mesmo em bairros que surgiram de loteamentos, há uma ausência completa desses serviços, que aos poucos vão sendo precariamente sanadas. O bairro Novo Aleixo, situado entre as zonas Norte e Leste de da cidade, é um exemplo disso. Embora seja um bairro grande, afora a ineficiência e insuficiência dos serviços oferecidos, como água e transporte coletivo, há décadas que, embora seja um bairro grande e populoso, não há escolas, postos médicos, áreas de lazer, segurança pública, entre outros serviços.

No início desse ano, começou a ser construído pela prefeitura no bairro um posto médico, que ficou pronto há poucos dias. Não era bem um posto médico, como uma Unidade Básica de Saúde (UBS), mas uma Unidade de Saúde da Família, que funcionaria como uma casinha de Médico da Família, cadastrando os moradores do bairro para atendê-los.

Há duas semanas veio o dia da inauguração do posto. As ruas próximas foram capinadas, as sarjetas foram pintadas, as pedras também, havia cal até na lama dos buracos… depois muitas fitas e muitos fogos de artifício… e a presença do prefeito Amazonino Mendes, cassado pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, que se encontra com baixíssima popularidade perante a população.

Para deitar fora as verborragias discursivas, foram informados durante a inauguração quais os serviços que a unidade prestaria e quais áreas atenderia. Os moradores do bairro Novo Aleixo, crentes que poderiam imediatamente começar a fazer uso do serviço, agora próximo, uma vez que sempre tiveram de se dirigir a outros bairros, passaram logo a procurar a unidade.

O primeiro entrave, que encontraram, segundo dona Maria, da rua Rio Jaú, foi que o atendimento só será realizado via cadastramento, que será realizado apenas na residência, não podendo ser realizado pelo morador na própria unidade. Também dona Rosa, outra moradora da mesma rua, constatou que a rua só será contemplada em parte por cadastro, assim como a rua Denanes e outras. E, segundo seu José, nem todas as ruas serão contempladas, como no caso a travessa em que mora, uma vez que haverá uma seleção, segundo ele, devido ao número de pessoas que poderão ser cadastradas.

Assim é que, embora o governo federal tenha lançado no governo Lula, em 2006, o Pacto da Saúde, para consolidar a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), além da vitimação da falta de informação e orientação nos serviços de saúde de Manaus, assim como de todo o estado do Amazonas, a moléstia maior é a nulidade cognitiva dos gestores públicos, que apenas querem fazer maquiação, engodo, trapaça.

Mas a saúde do povo se faz pela tomada de posição política/democrática, por isso os moradores do bairro pretendem se organizar para denunciar, como fizeram alguns deles a este bloguinho, e reivindicar um atendimento que contemple suas necessidades básicas para se sentirem vivos e atuantes numa cidade, para que Manaus seja uma cidade…

PROTOCOLADO PELO VEREADOR WALDEMIR JOSÉ DECRETO LEGISLATIVO DO PLEBISCITO SOBRE CONCESSÃO DA ÁGUA EM MANAUS

Fotografia: Sérgio Oliveira

O vereador Waldemir José (PT) aproveita o suposto embate entre o prefeito Amazonino Mendes, cassado pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, e os vereadores aliados de Eduardo Braga (PMDB) para fazer passar pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) posições que representam uma possibilidade democratizante de serviços públicos. Agora Waldemir conseguiu 16 assinaturas para dar entrada na proposta de decreto legislativo sobre o plebiscito da água.

Se aprovado, o projeto, que vai tramitar nas comissões da casa antes de ser aprovado, oficializará o plebiscito, tendo como base os artigos 16, 23 e 68 da Lei Orgânica Municipal (Loman) e artigo 14, inciso I da Constituição Federal, para que os eleitores do município de Manaus decidam a respeito da decretação ao não da caducidade da concessão de água.

Estando oficializado, o plebiscito que trata a proposta de decreto legislativo deverá ser realizado em 90 dias após a sua aprovação. Cabe ao TRE do Amazonas organizar todas as etapas até o resultado final.

Segundo a assessoria do vereador, aos eleitores será dirigida a seguinte pergunta: “A Prefeitura de Manaus deve permitir a continuidade da concessão conferida à Águas do Amazonas?”, cuja resposta será SIM ou NÃO.

Será vencedora a alternativa que for aprovada por maioria simples dos votos computados como válido, excluídos os votos em branco, de acordo com o resultado homologado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O quórum para avaliar o resultado desta consulta será de cinquenta por cento de eleitores do município de Manaus, registrados pelo TRE.

A assessoria lembra bem ainda como países como Itália, França e Alemanha passaram pela experiência do plebiscito e a população decidiu em sua maioria a não privatização do serviço.

AFIN CANCELA TELEFONIA OI (92)3681-5427

Comumente um telefone pode ter uma importância individual-familiar ou grupal-empresarial para as pessoas utilizarem-no como meio para troca de informações de todas as espécies. Assim, um telefone dito, erradamente, fixo é um aparelho que está sempre numa desterritorialização da voz e dos ouvidos, sempre envolvendo uma coletividade. Sem entrar na questão moral do conteúdo transmitido, a objeção que se pode fazer a isso é que, dependendo da operadora, ele fica realmente fixo. Nem toca, nem chama.

Além disso, um telefone em uma casa, por exemplo, não serve apenas àquele que lhe tem a inscrição da conta, mas a toda à família e, às vezes, até à vizinhança, como no caso da usuária Mirian C. M., que adquiriu uma linha Oi – antes do orelhudo Dantas operar a maior fraude do sistema financeiro do país. A importância maior desse telefone se dá, ou melhor, se dava por esse telefone se encontrar na rua Rio Jaú, nº 43 – Novo Aleixo, ou seja, na sede da Associação Filosofia Itinerante – AFIN.

Para a AFIN, um telefone entra nesse processual comunicativo de pelo menos duas formas. Uma, para os encadeamentos de partículas comunicacionais que formam a tessitura de temas da AFIN quando seus membros não estão reunidos, ou com membros que não estejam presentes. É por esse telefone também que outras pessoas e outras entidades entram em contato por diversos motivos, entre eles: marcar apresentações de peças teatrais, discutir textos publicados neste bloguinho intempestivo, agendar atendimento esquizo-terapêutico, conversar sobre infinitos assuntos.

Acontece que há meses pessoas têm reclamado quando encontram algum membro da AFIN, ou que nos contacta por celular, de que não temos atendido telefonemas. Então explicamos que há meses a linha telefônica se encontra muda. Há meses ligamos para o atendimento da empresa Oi. Que, além de demorar a visita do técnico, o problema retorna em pouco tempo. No último sábado (18), por exemplo, pela manhã, o técnico da RM (empresa que presta serviço à Oi) normalizou o serviço de telefonia, mas duas horas depois a linha estava novamente muda. E assim está até hoje, embora tenhamos entrado em contato novamente, e ouvido aquele agendamento de “conserto do telefone” para 24 ou 48 horas.

Dessa forma, hoje a afinada Mirian estará realizando o cancelamento do serviço de telefonia da Oi com o número que vai no título. A AFIN informa ainda que já está providenciando um novo telefone, de outra operadora. É claro que os usuários de outras operadoras também reclamam de seus serviços, mas estaremos em testando alguma destas outras empresas. Nos próximos dias, estaremos informando o novo número da AFIN. Por enquanto, a quem desejar, pode ir no Sobre a AFIN, no topo deste bloguinho, onde encontrará outros números de contato. Só não diga “Oi!”.

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Leia sobre outros casos relacionados à reclamações contra a Oi:

BLOGUEIRA GANHA PROCESSO CONTRA A OI

OI DESCONSIDERA CLIENTES

ESTUDANTES DA UNINORTE PREPARAM MANIFESTAÇÃO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA E PELA MELHORIA DO TRANSPORTE PÚBLICO EM MANAUS

Em comentário enunciante aqui neste bloguinho intempestivo, Vanessa e Phablo, estudantes da UniNorte, conclamam outros estudantes e a população para se organizarem em manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus em Manaus e pela melhoria do serviço de transporte coletivo público na cidade.

Sou acadêmica de Letras pelo Centro Universitário do Norte – UNINORTE, e juntamente com meu colega de classe Phablo Dantas de Oliveira, estamos reunindo a população de Manaus, a começar pela faculdade e pelos grupos estudantis, para uma paralisação e manifestação pública contra essa máfia que instalou-se em Manaus chamada TransManaus. Iremos fazer uma manifestação, com o fim de melhorar nosso transporte sem ter que apelar para o vandalismo.

Temos que nos unir, não devemos nos submeter às vontades desses políticos e empresários que não veem a população como prioridade, e sim os seus interesses. Essa paralisação deve ser geral, para que venha obter um resultado satisfatório, pois o que geralmente vemos é que os únicos a fazer greve são os funcionários desta empresa. Agora é a nossa vez, se pararmos um dia para a manifestação, isso eu digo abrangendo todos os setores, irá repercutir de tal forma que conseguiremos colocá-los contra a parede. Ou resolve ou põe essa empresa para fora da cidade.

Peço ao gerenciador do site para publicar meu email aos usuários, para que possam me dar respostas positivas a essa manifestação. Os que quiserem aderir podem nos contatar pelos e-mails: vanessamonteiroaraujo@gmail.com e phablo.pv43@gmail.com

Contamos com a colaboração de todos, não devemos nos conformar, temos que ir atrás dos nossos direitos.

MORTOS E VÁRIOS FERIDOS EM ACIDENTE COM ÔNIBUS EM MANAUS. UM CRIME CORRIQUEIRO

Enquanto a passagem aumenta mais uma vez em Manaus, num acidente ocorrido no final da noite de ontem (04), por volta de 23h, deixou duas pessoas mortas e várias gravemente feridas.

O acidente ocorreu na Alameda Cosme Ferreira, bairro Coroado, zona Leste da cidade, quando um ônibus da linha 650, que fazia o trajeto Centro-Bairro, conforme informações da Polícia Militar, perdeu o freio e saiu atingindo carros e pessoas que passavam na rua, até colidir com um poste.

Meia hora após o acidente, o Instituto Médico Legal (IML) confirmou a morte das duas pessoas. O motorista, o cobrador, restante dos passageiros, com vários gravemente feridos, foram levados para o hospital Dr. João Lúcio, o mais próximo ao local do acidente.

Não é a primeira vez que acidentes com ônibus ocorrem dessa forma. Em Manaus, além do demasiado tempo de espera do ônibus e da superlotação, os veículos são em sua totalidade sucateados, demonstrando a plena irresponsabilidade do poder público com a vida da população.

Enquanto isso, o aumento da tarifa de R$ 2,25 para R$ 2,75 já foi assinada pelo prefeito Amazonino, a vigorar a partir do dia primeiro de junho, quando passarão a transitar 200 ônibus novos. Para quem acredita, não fazem nem dois anos foram prometidos 800, sendo que a população não viu um sequer.

Acontecimentos como esses, em Manaus, não são meros acidentes; são verdadeiros homicídios perpetrados pelos empresários e pelo dito poder público. São, em toda a acepção da palavra, um crime!

WALDEMIR COBRA LEI DA BILHETAGEM NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Como é sabido até dos minerais, jamais haverá solução para o caótico serviço de transporte coletivo na cidade de Manaus enquanto o controle total desse serviço estiver nas mãos dos empresários, uma vez que tudo que é problema para a população – superlotação, demora, ônibus sucateados, alto custo da tarifa – para o empresariado é a maximação dos seus lucros.

Acontece que desde 2006 existe uma lei que prevê esse serviço fundamental como de responsabilidade de gerenciamento direto da Prefeitura de Manaus e não do famigerado Sindicato das Empresas de Transporte do Amazonas (SINETRAM). Trata-se da Lei 949/2006, que regulamenta o Sistema de Bilhetagem Eletrônica, de autoria do então vereador Francisco Praciano, hoje deputado federal.

Segundo Praciano, um dos objetivos da Lei era a diminuição do sofrimento dos estudantes e demais usuários de ônibus, pois acabava com as enormes filas para compra de passes e permitia o pagamento das meias passagens em dinheiro ou em cartão. Além disso, de acordo com a Lei, a compra de créditos (cargas dos cartões) poderia ser feita nas escolas e faculdades, rede bancária, correios e outros pontos de comércio. “Infelizmente, o direito opcional de pagamento da meia passagem em dinheiro foi retirado, um verdadeiro retrocesso que só perturba a vida do estudante” diz o deputado.

Devido ao descumprimento dessa lei, hoje pela manhã o vereador Waldemir José (PT) entrou com uma representação no Ministério Público do Estado (MPE) para cobrar seu cumprimento. A justificativa para a representação é que a prefeitura pretende revogar a lei atual e enviar outro projeto de lei para a Câmara Municipal Manaus (CMM) com a finalidade de acabar com o pagamento da passagem em dinheiro e a integração temporal, e por isso a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) até hoje, como criticou o deputado Praciano, não regulamentou a lei aprovada a vários anos.

O objetivo da Prefeitura é, segundo Waldemir, é retirar direitos conquistados pelos trabalhadores. O que leva ao entendimento que a questão não é apenas passar o controle do empresariado para a Prefeitura, mas que, dependendo do gestor – como no caso de Amazonino cassado -, os cidadãos continuarão sendo penalizados.

PASSEATA DOS ESTUDANTES É UM ATO SOCIAL DE TODA CLASSE TRABALHADORA

“Ih, R$ 2,80!

Você tá louco, Negão, não inventa!”

O aumento da passagem de ônibus em Manaus, além de ser uma medida descabida e exploradora mostra um reflexo do forma tiranica em que o estado e os empresários se apropriam de um bem público, que é a concessão do transporte coletivo para abusar da população em um serviço de transporte deshumano.

E os trabalhadores embora muitas vezes não podem participar destas manifestações pois estão nos postos de trabalho acabam auxiliando de outras formas. Durante a passeata de ontem a comunidade em geral auxiliou os estudantes. Várias famílias ofereceram suas casas para os estudantes poderem descançar, além de água para repor as energias da passeata.

Esteve presente acompanhando o movimento, o diretor da Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil – CTB que falou aos estudantes sobre a também indignação da classe trabalhadora com este aumento:

“Boa tarde companheiros e companheiras para aqueles que não me conhecem meu nome é Adolfo, eu sou diretor da CTB, Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. E sou representante dos sindicatos dos estudantes de Manaus. Estou aqui para dar o apoio da CTB e do Sindicato dos Estudantes nessa manifestação. Porque dentro da nossa categoria de vigilantes e dentro da central somos trabalhadores e os nossos filhos também estudam e alguns ainda estão por aqui nessa manifestação. Entendo agora porque o símbolo do Amazonino é uma abelha, porque o interesse dele é ferrar todo mundo mesmo! E é por isso companheiros, por essa razão que a gente está aqui protestando e mostrando solidariedade e apoio da CTB a todos os estudantes do Estado do Amazonas. Eu tenho filhos que estudam e que vão pagar R$ 2,80 para aquela imundice que ele chama de transporte coletivo! “

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Ele continuou ainda mostrando que o problema não é apenas o transporte coletivo, mas toda uma subjetividade exploradora:

“O problema não é só no transporte coletivo companheiro! Se você ler no jornal de hoje, o Bolsa Universidade que seria para nós que somos humildes! E está filho de secretários, filhos de vereador usando um recurso que é nosso, que foi destinado para nós os estudantes. No entanto, secretários e assessores de vereadores estão com as carteirinhas de estudantes e usando o Bolsa Universidade que esse governo tão gananciosamente nos deu. Entre aspas, companheiro, estão usando os nossos recursos da educação. O primeiro mundo é primeiro porque investe na educação e o Amazonas vai viver assim o fim do mundo porque o nosso prefeito não consegue botar R$ 1,00 e garantir o direito dos estudantes. Faz uma licitação escandalosamente fraudulenta. Faz uma licitação vergonhosa que os mesmos empresários que administram essa imundice de transporte coletivo ganham a licitação. E como prêmio eles ainda querem dar o reajuste na tarifa. Querem tirar a tarifa social de R$ 1,00 do domingo que é quando o estudante pode passear, pode dar uma volta, pode ir a um balneário. E ainda por cima, os nossos 37 vereadores não tomam uma atitude contra esse canalha que está aí dentro do poder. A culpa é do Amazonino, mas nós também temos os nossos vereadores irresponsáveis com o prefeito aí dentro, são culpados tanto quanto ele! Porque os desmandos que nós sofremos hoje com o passe estudantil e há dois anos atrás quando nós invadimos a Câmara Municipal para impedir a votação do projeto que reduzia o passe estudantil de 120 para 45, votaram a favor nesse projeto em detrimento de muitos aqui. Agora um aviso ao prefeito e a seus vereadores: 2012 tá chegando, 3 de outubro tai e essa galera que tá aqui na frente protestando vai protestar da mesma forma mas com o título na mão! E nós estamos aqui para apoiar os estudantes. Porque entendemos que é justo e que é certo! Até a vitória companheiros!”

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CONVERSA COM MOISÉS ARAGÃO E CONVITE PARA UMA NOVA MANIFESTAÇÃO

Nas mais diversas formas de manifestações dos estudantes uma era unânime: a alegria em poder se manifestar contra contra a tirania e sordidez da prefeitura, empresário e vereadores. E por todo o caminho onde se passava ecoavam os gritos e cantos dos estudantes.

Nesta alegria também encontramos se manifestando Moisés Aragão, do Fórum Permanente de Políticas Públicas. que deixou um convite à população para uma caminhada que vai ocorrer hoje no centro:

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“Hoje nós estaremos na Praça da Matriz a partir das 13h, nossa concentração, às 14h muitas entidades organizadas também. Vamos fazer uma caminhada lá no centro, é certo que isso traz um transtorno grande para a sociedade que quer voltar para casa, o trabalhador. Mas maior o transtorno é o que o prefeito tem dado pra gente com a falta de transporte coletivo.”

Moisés ainda falou da forma equivocada de organização e fiscalização do transporte coletivo, um fato que a população sabe e acaba sofrendo pela incompetência da prefeitura:

“A gente tá nessa luta porque a gente acredita que existem propostas viáveis a prefeitura de Manaus e temos um prefeito que não quer dialogar com o cidadão. Mas hoje, viavelmente, para melhorar o transporte coletivo, nós precisamos de fiscalização. Botar ônibus novo e não ter fiscalização não vai melhorar porque a gente sai de casa muito cedo pra esperar ônibus que não sabe se passa ou não. Como melhorar isso? O SMTU tem que aumentar o seu quadro de fiscais e colocar na rua. Só a prefeitura de Manaus, inclusive é lei orgânica do município que quem deve fiscalizar o transporte coletivo é a prefeitura. E hoje quem tá fiscalizando é os empresários. Isso é lei e a prefeitura não está cumprindo a lei. Então isso é uma coisa viável, não precisa aumentar o preço da tarifa. Precisa melhorar as ruas onde os ônibus passam porque isso prejudica tanto os ônibus que quebram, que já são velhos, como também os cidadãos que as vezes nós temos que andar duas ou três ruas porque naquela rua o ônibus não está mais fazendo a rota. E a outra quem deve pagar os empresários, as rotas que eles fazem, é a prefeitura. A prefeitura arrecada o dinheiro das borboletas, certo? Se o empresário tem direito a fazer cem rotas, a prefeitura paga as cem rotas depois que ele fizer. Porque se o empresário fizer só oitenta ele recebe só oitenta. Hoje a prefeitura pune os empresários dando multa e para nós não adianta multa, eles não pagam multa. Multa serve para negociar lá na frente, um dia gratuito para o cidadão, que a gente perde todo o dinheiro, né? E não traz beneficio nenhum para nós.  Por isso é que nós estamos a rua junto com os estudantes. O passe-livre é viável desde que tenha este controle.”

E Moises finaliza a conversa falando sobre a importância da manifestação dos estudantes e de toda a sociedade:

“E hoje nós estamos vendo mais uma vez os estudantes na rua. A imprensa disse que era uma manipulação, mas uma vez será que a imprensa vai dizer isso: que é uma manipulação? É um direito do estudante tá na rua e mobilizado, organizado. Isso faz parte da organização porque hoje quem não está organizado na cidade é o prefeito. O prefeito não sabe organizar nada, inclusive. E positivamente os estudantes têm o direito ao passe-livre e nós estamos na luta junto com eles.”

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A POETIZAÇÃO DE KIKOVISKY NO MOVIMENTO ESTUDANTIL

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Durante a passeata que reuniu mais de 15 mil estudantes na manhã de ontem nas ruas de Manaus, houve diversas manifestações criativas em forma de dizeres críticos dos estudantes, que analisam a condição de existência numa cidade como Manaus, com seus governantes grotescos, ineficientes e corruptos. Foi aí que a poeta Kikovisky, ou apenas Kika, como é conhecida, estudante de Letras e aprendiz de mecânica, como se diz, apresentou sua poetização à multidão presente à frente da Prefeitura “Vazia” de Manaus…

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Irreverência Total

Sinto muy pavor
Todos sabem,
Sabem seu causador
Ao ludibrio tenho aversão
Intemo ao turvo,
Nem tenho compaixão
Não oro á Deus pelos sádicos
Rogo pelo meu povo cansado
Do seu trabalho escravo,
Salário de fome, tudo por
Causa da bosta do “homem”
Corjas que furtam, seus bolsos á engrandecer
Quando buscamos direitos somos vermes a padecer
Teem empregados,viajam de avião
O proletário no sol espera “busão”
Chega de vergonha!
Cactos , transforma-los em begônias
Levantaremos o muro da vergonha
Não pela Alemanha ……
Destinguiremos quem são bons de quem tem manha.
Faremos exilios mortais
Pra exilar os ladões e as prostitutas
Basta!
A sociedade já “tá” puta
Na inquisição queimem os sanguessugas
E venham tsunamis derrubar seus castelos sórdidos
À sociedade BRASILEIRA

Leia mais poemas da engajada estudante em:

http://poetisakikovisky.blogspot.com/

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MOVIMENTAÇÕES ESTUDANTIS CONTRA O AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS EM MANAUS

Ontem (23) foi realizado uma reunião no hall do ICHL da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para que fossem definidos a comissão estudantil no movimento contra o aumento da meia-passagem. Esta comissão está aberta a quem estiver interessado em participar e reivindicar junto a toda classe estudantil.

Até o momento os escolhidos para a comissão foram: Maria Rosita (Pedagogia), Abel Bezerra (Pegagogia), Pablo Italo (Ciências Sociais), Michele Cristina (Medicina), Marcos Alves (Geografia), Vitor Ferreira (Direito), Edda Ribeiro (Serviço Social), Vasconcelos (Filosofia), Martha Lima (Pedagogia), Julia Moreira (Serviço Social), Maik Anderson (Geografia) e Railson (Geografia).

Foi decidido também as reivindicações a serem feitas pelos estudantes quanto à questão do transporte coletivo:

  • Não aumento da passagem de ônibus.
  • Prestação de contas das empresas de ônibus concessionadas que prestam serviço a população.
  • Manutenção da ‘domingueira’ com passagem à R$ 1,10.
  • Manutenção da Linha Integração que abastece o Campus Universitário.
  • Aumento do número mensal de passes.
  • Criação de linhas que liguem o campus com todos os terminais.
  • Melhoria na qualidade dos ônibus.

Hoje (24) os estudantes terão uma reunião as 19h no Auditório Rio Negro do Campus Universitário, onde se espera a presença do Vice-Reitor Hedinaldo Narciso, do Prefeito do Campus Marco Antônio de Freitas Mendonça, do diretor do ICHL Nelson Noronha e do presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Marcos Cavalcante. Este último, que foi acusado de improbidade administrativa, defendeu ontem na câmara o fim da “domingueira”, defendeu o aumento da tarifa para R$ 2,83 e prometeu em breve acabar com os mototaxis e transportes executivos.

Amanhã, sexta feira (25), haverá às 9h uma plenária estatuinte e às 10:30h uma assembleia geral dos estudantes, na qual serão discutidas as manifestações que ocorrerão na semana vindoura, incluindo uma grande mobilização que os estudantes do ensino superior e médio pretendem fazer no centro da cidade.


SOBRE A COVARDIA POLICIAL EM MANAUS

Reverberou em todo o Brasil a covardia de um grupo de policiais da Força Tática da Polícia Militar de Manaus, que torturaram e dispararam três vezes à queima roupa contra um adolescente de 14 anos inofensivo e desarmado no bairro Amazonino Mendes, zona Norte da cidade, na madrugada de 17 de agosto de 2010.

As imagens foram capturadas por uma câmera de segurança de uma residência próxima ao local. É de causar nojo a patologia dos policiais envolvida na tortura e na tentativa de assassinato. O adolescente conta que os policiais, após os três tiros, ainda discutiram na viatura, pois um deles queria que ele fosse levado para o Pronto Socorro 28 de agosto, que fica muito distante do local, “para ele morresse no caminho”, mas prevaleceu a ordem de outro de encaminharem-no ao Pronto Socorro Platão Araújo, situado no mesmo bairro.

O garoto que, milagrosamente, não teve nenhuma área fatal atingida, sobreviveu e 10 dias depois teve alta. Devido ao ocorrido, por medo de represália, a família mudou de bairro, e hoje, com a repercussão do caso, foi enviada a outro estado sob a tutela do Serviço Proteção à Testemunha.

Ontem (23) se reuniram por duas horas o governador do Amazonas, Omar Aziz, o secretário de Segurança Pública do Estado, Zulmar Pimentel, o comandante geral da Polícia Militar (PM), Dan Câmara, e a corregedora geral da Secretaria, Aparecida Gualberto.

O secretário Zulmar anunciou o afastamento dos envolvidos e também o pedido de prisão preventiva dos mesmos.

Segundo a corregedora Aparecida, 13 dias após a ocorrência, o ocorrido foi denunciado ao Ministério Público, que pediu “apuração dos fatos e investigação do caso”, mas que nenhuma resposta recebeu.

A normalidade do fascismo

Não houvessem vindo à tona as imagens, provavelmente nada teria sido feito. É preciso ver que a zona Norte, juntamente com a zona Leste, são os duas maiores zonas da cidade de Manaus, sendo as que têm os maiores bolsões de miséria, e sendo utilizadas como imensos currais eleitorais por políticos corruptos e demagogos há décadas. Ambas as zonas são tidas vulgarmente como “áreas vermelhas”, onde há alta ocorrência de criminalidade.

Uma questão que chamou a atenção deste bloguinho é a naturalidade com a qual pessoas discutem o ocorrido como um tipo de ação corriqueira nessas zonas.

Isso ocorre porque não é uma ocorrência isolada, os policiais não são vistos aqui como funcionários públicos. Tal qual ocorre em todo o Brasil, acabam por ser tidos como indivíduos acima das leis, podendo atuar como “justiceiros”. Para dar um exemplo dessa subjetividade perversa, um professor relatou a este bloguinho que somente no início dessa semana teve de intervir em duas contendas de dois adolescentes que, para se fazerem temer de alguma forma, diziam que seus pais eram policiais.

Mais do que isso, não se compreende como que pessoas como a família Souza acabaram, de dentro do poder Legislativo, comandar o crime organizado em Manaus, e fazendo uso da Inteligência da Polícia Militar para isso.

Dessa forma, a questão da covardia desse grupo de policiais não deve ser vista como um caso isolado, mas deve ser debatido profundamente pela sociedade e não se pode acreditar que a questão possa ser resolvida no âmbito estadual, mas deve envolver a presença substantiva da Secretaria de Direitos Humanos, que tem hoje por presidenta a íntegra e eficiente ministra Maria do Rosário.

Aquela generalização da criminalidade é muitas vezes consubstanciada pela própria mídia. Nunca nos esquecemos da manchete em que um jornal de grande circulação – se é que isso existe em Manaus – onde aparecia um rapaz na primeira página com uma camisa amarrada em forma de máscara e em cima a uma manchete indicando a expansão da violência na cidade: “Violência deixa a zona Leste.” Que violentação!

Para modificar essa subjetividade, todos devem se envolver em um debate amplo nas escolas, nos terreiros, nas igrejas, associações, movimentos sociais, etc. Para começar, até para que não se generalize também a violência policial, não se pode tomar o fascismo, a covardia, a perversidade, a patologia como naturais. Como disse Brecht: Numa sociedade que se desumaniza, nunca diga: Isso é natural.”

ESTUDANTES NAS RUAS DE MANAUS CONTRA O AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS

Nesta tarde de terça- feira (dia 22) às 17 horas no Mini-Campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) surgiu uma passeata contra o aumento da tarifa de ônibus para R$ 2,80 e as péssimas condições dos coletivos em Manaus. O grupo partiu da ideia de um coletivo chamado Autonomia Libertária, onde todos estudantes tenham voz e possam se organizar para que este aumento abusivo não ocorra.

Os manifestantes saíram da universidade e se encaminharam para a Av. Rodrigo Otávio, onde fez seu trajeto por toda a bola do Coroado, voltando para a Ufam. Neste percurso, que durou duas horas, a polícia e um vereador presente tentaram impedir que os manifestantes tomassem a bola do Coroado, mas foi em vão. Vários ônibus foram parados para que outros estudantes e cidadãos aderissem ao movimento dos estudantes.


Neste trajeto, os estudantes brandaram com força contra o “pior prefeito do mundo” e os empresários do ramo de transporte como o homem dos mil processos, senador pelo estado de Rondônia, Acir Gurgacz, que monopoliza o transporte de Manaus há décadas, cobrando uma tarifa abusiva contra a população, sem prestar devidamente as contas de sua concessão. Entre gritos, batuques e risos, os estudantes gritavam “Morra” para o desrespeito e exploração do prefeito, vereadores e empresários.

Depois da caminhada, o grupo se reuniu na frente do Campus e decidiu voltar a se reunir hoje (23 de março), às 16:30h, no Hall do ICHL da UFAM, em uma assembleia para a resistência ao aumento da tarifa e para a organização das manifestações desta semana.

Ao que tudo indica, ocorrerão novamente aquelas grandes passeatas estudantis contra o aumento arbitrário e abusivo da passagem de ônibus em Manaus, como aqueles que você acompanhou há dois anos aqui neste bloguinho. É a movimentação estudantil puxando o protesto contra a tirania e ausência do Estado de direito nessa cidade, nesse estado… Vamos nessa, moçada!


FALTA D’ÁGUA PODE CHEGAR A METADE DOS MUNICÍPIOS EM 2015

Embora sendo o país com a maior bacia hidrográfica de água doce do mundo, o Brasil pode chegar a 2015 com mais da metade de seus municípios sofrendo com problema da falta d’água. É o que aponta o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, que a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou esta manhã, que fez a mapeação dos 5.565 municípios brasileiros quanto à distribuição de água.

A maior parte dos problemas de abastecimento urbano do país está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção, impondo alternativas técnicas para a ampliação das unidades de captação, adução e tratamento”, diz no texto do relatório.

Conforme a notícia na Agência Brasil, de acordo com a disponibilidade hídrica e as condições de infraestrutura dos sistemas de produção e distribuição, em 2015, 55% dos municípios brasileiros poderão ter déficit no abastecimento de água, entre eles grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal. O percentual representa 71% da população urbana do país, 125 milhões de pessoas, já considerado o aumento demográfico.

Segundo o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, como 90% dos domicílios brasileiros têm abastecimento de água, essa realidade não é percebida ou parece muito distante. “Existe uma cultura da abundância de água que não é verdadeira, porque a distribuição é absolutamente desigual. O atlas mostra que é preciso se antecipar a uma situação para evitar que o quadro apresentado [de déficit] venha a ser consolidado”, assinala.

Há muito nas regiões Norte e Nordeste…

No caso das regiões Norte e Nordeste, há muito que a população já sofre com esse problema que se generalizará caso não ocorra um trabalho real de enfrentamento do problema.

Mesmo contendo 81% dos mananciais hidrográficos do país, a região Norte é a região onde a população mais sofre com o problema da falta d’água. Apenas 14% da população tem fornecimento satisfatório de água.

No caso do Nordeste esse percentual é de 18%, sendo que aí ao menos pode-se dizer que a escassez de chuvas e a pequena quantidade de mananciais pode ser usada como desculpa, apesar que em muitos casos o problema ocorre tal qual o nosso do Norte: descaso e incompetência governamentais.

Que fazer?

Segundo estimativa do atlas, será necessário o investimento de R$ 22 bilhões para evitar o problema, devendo a maior parte desse montante ser utilizado nas capitais, grandes regiões metropolitanas e para o semi-árido nordestino. “Em função do maior número de aglomerados urbanos e da existência da região do semi-árido, que demandam grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água, o Rio de Janeiro, São Paulo, a Bahia e Pernambuco reúnem 51% dos investimentos, concentrados em 730 cidades”, esclarece o atlas.

Ainda segundo a Agência Brasil, além do dinheiro para produção de água, o levantamento também aponta necessidade de investimentos significativos em coleta e tratamento de esgotos. O volume de recursos não seria suficiente para universalizar os serviços de saneamento no país, mas poderia reduzir a poluição de águas que são utilizadas como fonte de captação para abastecimento urbano.

Andreu espera que o diagnóstico subsidie a elaboração de projetos integrados, compartilhados entre os órgão executores. “Ao longo do tempo, o planejamento acabou se dando apenas no âmbito do município, que busca uma solução isolada, como se as cidades fossem ilhas. É preciso buscar uma forma de integração, de planejamento mais amplo, preferencialmente por bacia hidrográfica”, sugere o diretor-presidente da agência reguladora. “Ainda não estamos no padrão de culturas que já assumiram mais cuidado com a água. Mas estamos no caminho, e o atlas pode ser um instrumento dessa mudança”.

À beira do maior rio do mundo

Quando há tempos atrás o deputado federal Francisco Praciano tocou no Congresso no problema da falta d’água no estado do Amazonas, os deputados de outros estados se assustaram. E em meados de 2008, em programa televisivo, a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, usou como exemplo de irresponsabilidade com o uso do dinheiro público o fato de Manaus, a cidade “banhada pelo maior rio do mundo”, sofrer com falta d’água.

Assim, observa-se que se os gestores dos recursos públicos estaduais e municipais dos outros municípios forem tais quais os nossos, podem ser quantos bilhões forem, nunca chegarão para resolver o problema, uma vez que falta inteligência, falta vontade política e abunda a corrupção e desvio de verbas.

VEREADOR WALDEMIR JOSÉ PROPÕE MOÇÃO DE REPÚDIO A AMAZONINO E CRIAÇÃO DE CONSELHO DE HABITAÇÃO

Foto: Sérgio Oliveira

A alçada do ex-vereador José Ricardo (PT) não deixou seu lugar em vacância suas posições críticas e independência parlamentar na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Em seu lugar assumiu o suplente Waldemir José, histórico militante do Partido dos Trabalhadores, e que faz parte de um dos núcleos resistentes do partido que continua atuante em Manaus, o núcleo de Petrópolis.

Ainda não tínhamos apresentado aqui neste bloguinho as atuações do vereador Waldemir, mas elas estão ocorrendo. Comecemos então por suas proposições de hoje em torno da estupidez de Amazonino, que mandou que uma mulher de uma área alagadiça da periferia da cidade morresse quando ela inquiriu o prefeito sobre projetos para auxiliar os moradores de sua comunidade. Além da truculência, a estupidez de Amazonino foi ao auge ao disseminar o preconceito contra os paraenses. Por tal, o engajado vereador propôs uma moção de repúdio ao estúpido prefeito.

Waldemir enfatizou que na semana passada três pessoas morreram vítimas de soterramento, e propôs à prefeitura a criação do Conselho Municipal de Habitação para “combater, prevenir e discutir soluções para as áreas de risco em Manaus que possui um déficit habitacional de 25% da população”. O vereador lembrou que o governo federal possui uma verba para cuidar da habitação que só pode ser liberada depois de a prefeitura se habilitar para recebê-la. “Não é com arrogância ou preconceito que se cuida da população, mas com políticas preventivas e com assistência rápida e digna”, disse o parlamentar.

Além dessas duas propostas, o vereador também entrou com requerimento para realização de uma Tribunal Popular com o Fórum Amazonense de Reforma Urbana, movimento da sociedade civil que pensa as políticas de habitação para Manaus.

Waldemir José descentraliza as ações da CMM para dar voz às comunidades e ação às entidades civis, sabendo das viciações e conluios do chamado poder público em Manaus.

DENGUE MATA NO AMAZONAS… E ESTADO PENALIZA A POPULAÇÃO

A dengue se tornou uma epidemia no Amazonas. Os casos abundam nas unidades de saúde e as mortes já passam a ser ‘contabilizadas’, na acepção do poder oficial, por dia. Pela manhã veio a notícia de que um garoto de 9 anos, Mikaio César de Sá Nogueira, residente no bairro da Cachoeirinha, zona Sul de Manaus, faleceu vítima da dengue.

Mas não foi somente a dengue responsável pela morte do garoto. O pai da criança, Albert Marques Nogueira, indignado e inconformado, denunciou que o garoto começou a passar mal na sexta-feira (11). Com sua piora, o pai levou o menino ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do Colônia Oliveira Machado na segunda-feira (14), onde, segundo ele, não foi verificado nenhum tipo de exame para verificar se era um caso de dengue, mesmo com a epidemia alastrada no estado. Segundo o pai, o médico não informou que o menino estava com dengue e medicou-o com dipirona e um outro remédio.

Ontem pela manhã (15), o quadro de saúde de Mikaio piorou e o pai levou-o ao Pronto-Socorro da Criança. “Ele já estava inchado e nem podia andar. Tivemos de carregá-lo. E no hospital ainda não tinha vaga na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Todo o procedimento que deveria ter sido feito na UTI foi feito na Emergência do hospital”, afirma o pai.

Na madrugada de hoje (16), Mikaio veio a falecer, vítima de toda uma série de erros, negligências, descasos e irresponsabilidades do poder público.

Logo após a terrível notícia da morte – e, principalmente, da forma como se deu essa morte – de Mikaio, chegou a notícia de que outra pessoa, Maria de Lourdes Ribeiro de Souza, conhecida líder comunitária no bairro do São Jorge, zona Oeste de Manaus, também faleceu nesta mesma madrugada vítima de dengue.

Uma amiga da líder comunitária, Suzana Barreto, informa que Maria de Lourdes sentiu os sintomas da dengue na segunda-feira (14) à noite, quando foi até um pronto-socorro e liberada após ser medicada. Mas ontem à noite ela se sentiu pior e foi levada às pressas ao pronto-socorro 28 de Agosto, onde veio a falecer na madrugada de hoje.

Multa de até R$ 26 mil a quem manter foco de dengue

Há anos que ocorrem surtos de dengue em Manaus, sempre com milhares de casos e muitas mortes. Mas somente quando já se tornou epidemia é que o poder público se manifesta com operações de fiscalização e ataque a criadouros do mosquito Aedes aegypt, com nomes sugestivos, como o atual Impacto de Combate à Dengue.

Ontem a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) avisou que levará a cabo multas de até R$ 26 mil para quem mantiver criadouros do mosquito da dengue. Pelo procedimento, os moradores que tiverem áreas ou recipientes com água parada serão notificados e terão três dias para solucionar o problema. Não sendo realizado procedimentos para anular possíveis focos, eles serão multados.

E quem multa os irresponsáveis agentes públicos?

Como dissemos antes aqui neste bloguinho, nestas épocas, para fugir das suas responsabilidades e responsabilizações quanto aos surtos de dengue, secretários sempre utilizam a desculpa de que é impossível prevê-los.

Para se observar de como o Governo do Estado, assim como a Prefeitura de Manaus, não está cumprindo o seu papel – aliás, nunca o cumpriu -, basta observar que entre os principais focos de dengue no Amazonas e em sua capital, Manaus, estão justamente as escolas, tanto as públicas quanto as particulares.

Há mais de três décadas que o mesmo grupo domina o cenário político no Amazonas, principalmente na capital. Enquanto isso ocorrer, teremos sempre os Wilson Alecrim e os Francisco Deodato como secretários de Saúde.

Enquanto o entendimento, nesta que é uma das áreas mais fundamentais para a ‘qualidade de vida’ – expressão tão usual nos discursos de poder – da população, for assim retrógrado, desorganizado e irresponsável, milhares de casos e inúmeras mortes irão se suceder.

No Amazonas, o maior parceiro do Aedes aegypti é o poder público.

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Leia também:

O SURTO DENGUE E A PARALISADA SAÚDE DO AMAZONAS

AS CHUVAS, AS MORTES, O CALCULISMO GOVERNAMENTAL E A MÍDIA CHAUVINISTA

São 96 pessoas mortas no Estado do Rio de Janeiro, segundo a Defesa Civil, sendo que 71 mortos em Teresópolis, 18 em Petrópolis e 7 em Nova Friburgo. Acresceste-se aos mortos as centenas de desabrigados e os desaparecidos. Esse o quadro, momentâneo, da catástrofe que atinge a população do Rio de Janeiro, e afeta de dor a população mundial. Pois sabe-se que, eticamente, o que afeta de tristeza ou alegria um só homem reflete em toda humanidade. Mesmo que os estúpidos não percebam e não entendam.

Como sempre ocorre nesses momentos urbanos angustiantes, em que as autoridades constituídas dos estados afetados atribuem como fator causal do medonho urbano às chuvas, os governantes dos dois principais estados atingidos, São Paulo e Rio de Janeiro, entram em disputa para contabilizar os vitimados, não para tentar soluções, mas para mostrar quem é menos responsável pelo que ocorre em seu estado.

Como se trata dos dois estados considerados mais desenvolvidos, para esses governantes as catástrofes não podem ser atribuídas às suas falhas administrativas. O governo de São Paulo não pode permitir que existam mais vítimas em seu estado do que no Rio de Janeiro. O que evidenciaria sua incompetência administrativa. O mesmo raciocínio elaborado pelo governo do Rio de Janeiro.

Como a chuva é um modo de ser da natureza, e esses homens se consideram antropologicamente não naturais, fica mais fácil para eles afirmarem que a causa da dor é esse modo de ser natural, e não de suas inexistentes políticas sociais. Raciocinando na esfera do afastamento da responsabilidade administrativa, fica fácil para cada um afirmar que a pluviosidade foi maior em seu estado do que no do outro.

Mas a população não se engana com as medidas que estão sendo tomadas pelos governos no momento em que a produção da tristeza está em marcha. Ela sabe que depois do vendaval vem a bonança partidária. E tudo fica no “vamos ver”.

Enquanto isso, a mídia de mercado, civicamente degenerada, aproveita o filão da dor para lucrar com reportagens exploradoras, no estilo Globo. E, como são ligadas a partidos políticos da ultradireita, procuram amenizar o estado de sua cumplicidade. Como no caso específico, a mídia sequelada, que torce a favor do governo de São Paulo. “Em São Paulo morreram 14, no Rio de Janeiro já morreram 96”.

A dor das vítimas se torna figura de placar para a mídia sequelada, mesmo que seu partido de preferência já esteja ocupando o poder a mais de 16 anos. E a outra parte da mídia, pró-governo do Rio de Janeiro, não leva em conta que o governo atual encontra-se em seu segundo mandato.

Esse o humor dos calculistas.

A CHUVA É NATUREZA, MAS A CIDADE É HUMANA

Foto: Rodrigo Coca

O que pode um corpo?”, perguntava o filósofo holandês Spinoza, e ele mesmo respondia. Nunca sabemos o que pode um corpo, antes de seu encontro com outro, já que se trata de relações de afetos. Por sua vez, o filósofo francês Sartre afirmava que só se sabe o que pode um homem quando comprometido em uma situação. As chuvas que caem sobre vários estados e resultam em situações de calamidade pública, mormente em São Paulo, nos traz os dois filósofos mostrando que ela não é responsável pelas tenebrosas consequências em que as populações estão submetidas.

Mesmo com as alterações climáticas produzidas pelas tecnologias ambiciosas do capitalismo humano, demasiado humano, a chuva é um modo de ser da natureza, não tem qualquer implicação nas catástrofes urbanas, como pretende o prefeito de São Paulo, Kassab, quando afirma que a responsabilidade de tudo que está ocorrendo na capital paulista é da quantidade de chuvas que tem caído nessa cidade. Como também não tem qualquer implicação com a afirmação do governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin, que, tentando se livrar da responsabilidade, diz que não existe obra de 24 horas.

Não é. O urbano que corresponde aos corpos arquitetônico, estilístico, histórico, funcional são de produção humana. Se essa rede urbana não suporta a queda da chuva é demonstração do fracasso das administrações que se mantiveram nos governos da cidade.

A cidade de São Paulo, com uma estrutura urbana fragilizada em todos os sentidos material, técnico e funcional, obriga, spinozamente, a população, principalmente a de menor renda, a compor encontros tristes com esses corpos urbanos tristes, efeitos das irracionais administrações em que a política como práxis das relações efetivas sociais, a ética como prática dos bons encontros e a estética como a poiesis do existir em beleza na comunidade inexistem. O que impõe à população a saber o que pode seu corpo. Que, infelizmente, não é um poder de alegria, mas de dor. A baixa potência de agir, que lhe coloca à mercê das enfermidades somáticas e afetivas, confirmando a concepção filosófica de que a maioria das doenças tem relação com a política, a ética e a estética.

Assim, diante de uma situação constituída pelo corpo urbano da urbe, e impotente como consequência da irracionalidade dos governantes, o homem, em São Paulo, descobre que não pode mudar, no momento da catástrofe, a situação que lhe devora e o empurra para o gueto social, que já matou 14 pessoas no estado de São Paulo e já deixou centenas desabrigadas. Aí o homem em situação definida pela ausência do poder público.

Aí o homem que sofre em situação com mais de 16 anos de administração estadual do governo ultradireitista do partido PSDB. Um partido que ainda pretendia governar o Brasil.

Mas onde em São Paulo não alaga mais? Eu não aguento mais, quero ir embora daqui”. Essa afirmação de dona Viviane Barbieri, de 75 anos, sintetiza os efeitos desses últimos anos dos governos da trupe de Fernando Henrique, um homem que foi presidente do Brasil, conheceu o filósofo Sartre, e nada aprendeu de situação.

“NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAÍS” (LULA) TANTOS SERVIDORES, PARA O BEM DO SERVIÇO PÚBLICO, FORAM EXPULSOS DO SERVIÇO PÚBLICO

Sempre se afirmou que o funcionário público corrupto tinha garantia que lhe impedia de ser expulso de sua função de servidor. Aí os governos passados deixavam correr frouxo. Nada de punição, que só reforçava a tendência para a corrupção.

Mas eis que surgiu um governo de um certo nordestino, com Silva como sobrenome, que acabou com a lenda que maculava a administração pública. Foram 2.969 servidores do Executivo que levaram o rumo da rua por prática de corrupção na administração pública. Foi o resultado do levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU), divulgado ontem, dia 10.

No levantamento ético-administrativo da CGU, de 2003 a 2010, 2.544 pessoas foram demitidas, 247 perderam cargos comissionados e 178 tiveram as aposentadorias cassadas. Essa é de deixar corrupto se lamentando na beira da sarjeta. Cassar aposentadoria por corrupção é de deixar corrupto se coçando.

Também não era para menos, os “santos” funcionários usavam seus cargos para obter vantagens particulares. Um fato muito comum nas instituições brasileiras. Os tais dos dirigentes se apossam das instituições e, tomando-as como suas propriedades, como senhores feudais, passam a explorar o cargo para se locupletarem.

O rosário de crimes divulgados no levantamento da CGU é de uma “singeleza” sem par. Ímpar. Vai desde 933 casos de improbidade administrativa, passando por 285 expulsões por recebimento de propina, e 172 por lesão aos cofres públicos. Verdadeiro carnaval de punguista nos salões da administração pública. Assim, o percentual das práticas ilícitas no exercício das funções, em 2010, foi de 18,94% a mais do que o ano de 2009. O que correspondeu à expulsão de 521 servidores. E ainda tem mais processo de punição correndo na Justiça, e que deve ser preocupação do governo da presidenta Dilma Vana Rousseff.

Depois a direita, beiçola de inveja, não sabe por que Lula ganhou mais de 1,4 milhão de presentes, e continua ganhando todo dia. E também não aceita que os Correios tenham lançado selo em homenagem ao mais atuante presidente da Republica Federativa do Brasil.

A direita não aceita, mas o povo sabe que “nunca antes na história desse país” teve um presidente como Lula.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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