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O DESLUMBRADO-BEIJOQUEIRO, DEPUTADO CHICO ALENCAR DO PSOL, E O FALSO REVOLUCIONÁRIO DE MARX

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Resultado de imagem para imagens do jornalista noblat Não que a humanidade seja dividida entre os bons e os maus. Ou, entre os que se consideram bons e os que se consideram maus de acordo com suas orientações (ou desorientações) para seus objetivos que são tomadas como finalidade de suas existências. Nada disso. Existem as noções comuns, mostradas pelo filósofo holandês, Spinoza. Há sempre corpos que se relacionam entre todos.

  Porém, essas noções comuns, mesmo sendo comuns a todos, levam cada um escolher o que lhe é conveniente para perseverar na vida. Perseverar pelo que é fundamental para o homem, ou outro animal, possa continuar seu processual vital. Não sucumbir. Na escolha de uma existência contrária a práxis do conactus, ato de perseverar mostrado por Spinoza, não há como a vida se fazer um processual gratificantemente sensorial, cognitivo e ético, como confirma a existência burguesa-capitalista.

   É pois, pelo ato de perseverar na vida, que é um ato coletivo, já que a vida é uma plano de imanência, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari, que se pode entender as escolhas dos indivíduos. E são as duas subjetividades-políticas mais expressadas no mundo, a subjetividade-política economia política capitalista, e economia política socialista, que levam os indivíduos a cortarem as noções comuns que os dispõem às relações. No sentido coletivo, não há no burguês-capitalista qualquer corpo que seja necessário ao socialista. Assim, como não há no socialista qualquer corpo necessário ao burguês-capitalista. Logo, politicamente, não há noções comuns entre essas duas subjetividades políticas.

    O deputado Chico Alencar do Psol que se diz socialista (ou comunista?) e que se toma como combatente ao ‘lulismo’, claro que para se autopromover ressentidamente, já que nasceu no Partido dos Trabalhadores, compareceu de livre escolha ao regabofe dos golpistas promovido por um dos mais submissos representantes da imprensa brasileira defensora do capital norte-americano: Ricardo Noblat. No rega estavam as principais figuras do golpe e, por tal, os representantes da burguesia-capitalista. De Aécio a Temer. Uma burguesia brasileira, mas brasileira.

  O socialista (ou comunista?), entre umas e outras, resolveu expressar no recinto a indecorosa subjetividade da casa parlamentar. Passou a comentar relações dos personagens presentes. Entre esses comentários sobrou para Aécio, no bom sentido, para eles. Além de elogiar Aécio, um dos mais delatados na Lava Jato e Furnas, ainda lhe beijou a mão.

  Com a publicidade em torno do caso beijoqueiro, ele tentou tirar as broncas, e entre as broncas disse que era amigo de Noblat das antigas e escrevia em seu blog por isso havia ido ao rega. Um socialista (comunista?) amigo de um burguês cuja consciência-ideológica-teclados -antigamente se dizia a pena- defende avidamente o patrão Marinho, proprietário da maior inimiga do Brasil a Rede Globo, defensor e mantenedor do capital. Um Noblat conhecido como um importante reacionário que inveja os sujeitos-ativos que pensam um mundo em que a vida persevere como alegria de viver.

  Agora, corre informação que seus lábios não ficaram só na mão de Aécio (que traição). Ele beijou também o invejoso amigo do reacionário Roberto Freire, Raul Jungmann, todos golpistas que estão se locupletando com o desmonte das estruturas do Estado brasileiro. Pode ser que as umas e outras tenham liberado o verdadeiro burguês do socialista (ou comunista?) Chico Alencar que, no caso dele, ninguém é de ferro. Só que nem alcoólatra vive toda a vida nos braços de umas e outras. Sendo assim, ele vai ter que lutar muito para representar para seus eleitores o socialista (ou comunista?) que antes da cenas beijoqueiras ele representava.

  Mas é Marx quem nos mostra que Chico Alencar, o socialista (ou comunista?) é um o falso socialista (ou comunista?), mas um verdadeiro burguês. Marx diz que nas lutas revolucionárias se unem três tipos para lutar.

   – Um, o revolucionário engajado comprometido com as causas libertárias e conhecedor das necessidades de libertação do proletariado. Esses são os autênticos revolucionários. Os que estão sempre em luta. Lutam todas horas, todos os dias, todas as semanas, meses e séculos (Há uma certa relação com o poemas de Brecht que tratam dos homens que lutam.

   – Dois, os que lutam porque conhecem a necessidade da libertação do proletariado e em todas as lutas eles contribuem com suas presenças, porque aspiram outra sociedade, embora não tenham o engajamento dos primeiros.

   – E por terceiro, os que se envolvem nas lutas, mas não tem qualquer compromisso com a revolução. Estão sempre aproveitando o momento dos conflitos para conseguirem respeitabilidade como se fossem revolucionários. São tipos que não servem para a autêntica revolução do proletariado. No Brasil existem milhares. A ditadura de 64 mostrou. São burgueses travestidos de revolucionário, já que a vestimenta, para eles, lhes conferem, ilusoriamente, um glamour de esquerdistas. Claro, que só para otário alienado historicamente.

  Um beijo para quem adivinhar em quais dos três Chico Alencar se encaixa perfeitamente! 

“Lula sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois de ocupar dois mandatos como presidente da República”

Rebate acusação divulgada pela aberrante e degenerada mídia porta-voz do capitalismo imperial cujo imperador é o dinheiro estrangeiro. Daí porque ela despudoradamente está comprometida em entregar o pré-sal para o capital norte-americano.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sua vida investigada há 40 anos, teve todas as suas contas e de seus familiares devassadas, seu sigilo bancário, fiscal e telefônico quebrado e não foi encontrada nenhuma irregularidade.

Lula não ocupa mais nenhum cargo público desde 1º de janeiro de 2011, e sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois de ocupar dois mandatos eleitos como presidente da República.

A defesa do ex-presidente irá analisar o documento da Polícia Federal, vazado para a imprensa e divulgado com sensacionalismo antes do acesso da defesa, porque essa prática deixa claro que não são processos sérios de investigação, e sim uma campanha de massacre midiático para produzir manchetes na imprensa e tentar destruir a imagem do ex-presidente mais popular da história do país.

“EM ESTILO DITADURA MILITAR” SEGUNDO ADVOGADO, PRISÃO DE PALOCCI FOI ANUNCIADA, ONTEM, PELO MINISTRO DA JUSTIÇA MORAES, COMO APOIA A CANDIDATO. DEPUTADOS QUEREM EXPLICAÇÃO

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Continua a operação fim do Partido dos Trabalhadores e Lula desencadeada pela república de Curitiba com suas técnicas para além dos direitos constitucionais, de acordo com o pensamento de grande parte da sociedade civil. Desta vez foi a prisão do ex-ministro de Lula e Dilma, Antônio Palocci que segundo seu advogado, Roberto Batochio, seguiu o “estilo ditadura militar”.

A prisão de Palocci confirma a tese de vazamento seletivo contra a esquerda. Ontem, domingo, o ministro da Justiça de Temer, Alexandre Moraes, que é filiado ao PSDB de Ribeirão Preto, em apoio ao seu candidato à prefeitura da cidade, terra de Palocci, antecipou o que iria ocorrer hoje, e ainda afirmou que o que dizia era tão verdade que depois voltaria para confirmar sua palavra.

“Esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem, esta semana, vão se lembrar de mim”, afirmou o ministro Moraes no comício de seu parceiro.

Por sua vez, o advogado de Palocci, Batochio, contestou a prisão arbitrária do ex-ministro.

“Não há necessidade de prender uma pessoa que tem domicílio certo, que foi duas vezes ministro, que pode dar todas às informações quando for intimado. É por causa do espetáculo?”, disse o advogado Batochio.

A extrapolação de suas funções oficiais praticada por Alexandre Moraes recebeu contestações veemente em todos os quadrantes da opinião pública da sociedade brasileira que para muito mostra o Estado de exceção que domina hoje o Brasil.

Para deputados o ato foi claramente arbitrário, por isso os deputados Paulo Teixeira e Paulo Pimenta protocolaram na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara Federal requerimento para convocação do ministro vazador.

“Antecipar informação privilegiada, e, sobretudo, sigilosa, é um ato criminoso e demonstra a interferência do Ministério da Justiça nas operações. A seletividade comprova que a operação Lava Jato virou instrumento de luta política contra os adversários do governo Temer”, afirmaram os deputados.

Para a senadora do Amazonas pelo PC do B, Vanessa Grazziotin, a prisão de Palocci partiu do governo Temer.

“Ficou claro que iniciativa de hoje, não partiu do Ministério Público, mas do governo federal. É lamentável que isso aconteça e é muito grave. E precisa ser amplamente investigado”, observou a senadora.

JOGADORES ALEMÃES IMITANDO MACACOS, RELACIONANDO-OS A BRASILEIROS, MOSTRAM SUAS REAIS CORTESIAS PARA AS CONSCIÊNCIAS COLONIZADAS GERMANÓFILAS. ELAS MERECEM

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Os jogadores alemães enquanto estiveram no Brasil simularam uma cortesia e uma educação que só os germanófilos obstruídos, ou escotomizados, não viam. Além de uma grande parte de brasileiros germanófilos tecerem-lhes abundantes elogios, muitos dos chamados grandes comentaristas de futebol do Brasil se rasgaram em exaltações aos conterrâneos de Hitler. Até a ESPN, do consciente Trajano, caiu na simulação e gastou inúmeras matérias elogiando a simulação. Uma verdadeira república de germanófilos.

 Pois bem, levaram a Copa e quando chegaram de volta à sua terra, mostraram o que esse blog já havia afirmado. A cortesia e a educação não passavam de pura simulação. “Os bons moços”, que os germanófilos brasileiros cobriram de referências notáveis, mostraram o quanto carregam de ódio e desprezo pelos brasileiros.

Os jogadores Klose, Schürrle, Mustafi, Götze, Weidenfeller e Kroos, amados pelos germanófilos brasileiros, desfilaram na passarela quase de cócoras imitando macacos, gritando: ”Assim andam os gaúchos!” Gaúchos para eles são os brasileiros. E lentavam, gritando, em pés: “Assim andam os alemães!” Numa prepotência que o mundo já conhece de miserável lembrança.

Tem mais. Neuer, Schweinsteiger, Höwedes, Grosskreuz, Draxler Matthias e Günter entraram em fila indiana imitando como os jogadores brasileiros entravam em campo. Mostrando um total desprezo por nossos jogadores. E com o apoio do público alemão. Isto é muito perigoso.

O psiquiatra alemão criador da Bioenergética, Wilhelm Reich, certa vez, comentado a ascensão do nazismo, afirmou que estava convencido que sua vitória não fora resultado da propaganda desencadeada por Hitler, mas, sim, porque o povo alemão a desejava. Ao observar o comportamento nazista dos jogadores alemães nos deixa uma preocupação em relação ao mundo atual onde grupos neonazistas estão proliferando.

Aqui mesmo no Brasil já se observa essa ameaça. Esse ano tem eleição para Presidência da República e há anos materializou-se uma campanha, como esta, para destruir os governos populares e impedir que Dilma seja reeleita. Uma campanha que tenta ofender Dilma de todas as formas. Um exemplo próximo, a burguesia-ralé usando a pornofonia, linguagem sui generis dessa classe, contra a presidenta no Estádio Itaquerão. Explícito comportamento nazifascista.

Como o nazismo é composto de corpos que carregam partículas sadomasoquistas, é possível que os germanófilos brasileiros tenham gostado das expressões dos jogadores alemães. É só constatar que eles estão excitados pela volta do patrão Fundo Monetário Internacional (FMI).

Veja o vídeo e confirme como se mantém vivo o nazismo.

MÍDIA, EDUCAÇÃO E TROTE SE EQUIVALEM NO AMAZONAS

Sábado, dia 06 foi dia de tiração de broncas e jogo de responsabilidades pela inobservância elementar de como repassar uma notícia. Uma notícia para ser dada ela tem que ser checada, confirmada, ouvida as partes, mas não foi isso que ocorreu por estas bandas de cá. Então vamos à prosa.

Dois assuntos repercutiram positivamente na imprensa em Manaus na semana que passou. Um deles envolvendo o Jornal A Crítica e a digitação da tabela do campeonato brasileiro versão 2013, onde ao nome do Flamengo foi acrescido um sufixo pejorativo causando grande constrangimento.

O outro tema que recebeu toda a atenção e cobertura foi a suposta aprovação do estudante Jean Lopes Cardoso, 18 anos para cursar medicina na Universidade de Harvard nos Estados Unidos.

Insistimos. O que chama a atenção é que a informação foi plantada no site da SEDUC-AM e a partir daí motivou toda a repercussão. Elogios de todo mundo. Foi até ensaiada por políticos uma moção de parabenização ao estudante como modelo e exemplo que deveria ser seguido e principalmente por ser de escola pública.

Quando a SEDUC-AM lançou no seu site a informação, seus jornalistas, que leram “Os meios de Comunicação como extensões do homem” de Marshall Mcluhan, pensaram no seguinte; nós lançamos a informação primeiro e depois, com a velocidade elétrica ela há de se confirmar  como ocorre na diplomacia onde muitas decisões eram anunciadas antes de expressamente formuladas, a fim de assegurar previamente as diversas respostas que pudessem ocorrer quando as decisões fossem realmente tomadas.

Os “jornais” locais que caíram no trote, na simulação, na mitomania do estudante como já foi caracterizado por duas psicólogas, Shara Valois e Andréia Leite,  não foi por engano não. Foi porque estão visceralmente ligados ao governo estadual e municipal e fazem e divulgam tudo que favoreça seus financiadores e aí seus leitores também se ligam a esses governos, pela saga ideológica rasteira desse desserviço social.

Ainda falando do jornal, Mcluhan, diz: “o jornal é uma forma confessional de grupo que induz à participação comunitária. Ele pode dar uma “coloração” aos acontecimentos, utilizando-os ou deixando de utilizá-los. Mas a exposição comunitária diária de múltiplos itens em justaposição que confere ao jornal a sua complexa dimensão de interesse humano”.

Os alcunhados jornais por estas bandas estão muito distantes de atenderem esses princípios sociais, comunitários. São jornais, como temos debatido nas nossas reuniões públicas, parasitários, já pegam tudo pronto e aí só reproduzem de “acordo como nosso rei mandou.”

Os arremedos de jornais de Manaus não teem nada interessante. Infelizmente, assim como são seus jornalistas, são seus leitores. Assim como é a educação, assim são as pessoas que compram esses ditos jornais. Especializaram em trazer em suas manchetes, assassinatos, mortes, prisões, fugas e muitas mulheres semi-nuas. Em termos de conteúdo não há nada. E aí caí bem, o que Mcluhan fala no final do capítulo 21, a imprensa – governo por indiscrição jornalística: “Os donos dos meios sempre se empenham em dar ao público o que o público deseja, porque percebem que a força está no meio e não na mensagem ou na linha do jornal.

A falta de um marco regulatório de mídias no Brasil tem muito haver com isso. A imprensa brasileira está nas mãos de grupos que fazem o que bem entendem e com isso contribuem também para o tipo de educação que temos, pois numa cidade onde seus jornais não trazem conteúdos de interesses sociais, a tendência é a proliferação da violência.

Se esses jornais deixassem de circular por um mês nesta não cidade, aconteceria aquilo que Marschal menciona em seu livro, na fala de um policial num posto onde não recebia notícias a mais de um mês e isso resultara na diminuição do índice de assassinatos naquele local, naquela cidade.

Ademais, este é o quadro midiático em Manô, no Amazonas. Um estado desprovido de um jornalismo investigativo,  comprometido com a comunidade,  que infelizmente retrata o modelo de educação que temos.

JOVEM PARAENSE MOSTRA ATRAVÉS DE SIMULACRO A INEFICÁCIA DA MÍDIA AMAZONENSE

O jovem Jean Cardoso Lopes nascido na bela cidade de Óbidos, a filha do Rio Amazonas, veio para Manaus há 2 anos e atualmente estuda (?) no último ano do Ensino Médio na Escola Estadual Sebastiana Braga. Um estudante exemplar, estudioso, que responde as exigências dos professores e da instituição escolar. Com grande dedicação aos estudos Jean sempre tirou notas altas e se deu melhor que a média das turmas da escola.

Nesta semana quando o estudante chegou na escola levando um documento que certificava sua aprovação no curso de medicina  da Universidade de Harvard, sendo inclusive aprovado em outras cinco prestigiadas instituições americanas. Além disto o jovem foi convidado para um concurso de astronomia na Polônia. Alvíssaras para o estudante que cursou a escola pública no Amazonas e mostrou que pode dar certo. Correira total. A Secretaria de Educação só tem sorrisos e dá uma medalha ao estudante, estampando-o na capa do sítio virtual. A mídia amazonense retrata este orgulho da educação amazonense. Alvíssaras a nossa educação.

Tudo um falso problema. Dois dias após a divulgação o escritório da Harvard do Brasil divulgou que a notícia era falsa, que o nome de Jean não estava em nenhuma lista,  e que a instituição nem possui curso de medicina. A Seduc após descobrir este desdobramento disse que desconfiava desde o príncipio da autenticidade e aguardava o certificado do jovem. A mídia então acusou o jovem de fraude e até levantou a possibilidade de prisão. No fim como na pior das novelas brasileiras, amargamos as cenas ilusórias dos próximos capítulos que já estão escritos.

A INEFICÁCIA DA MÍDIA MANAUARA

A mídia amazonense representada pelos jornais, emissoras de rádios e tvs e alguns blogs já está acostumada a defender os interesses do governo a quem suas informações estão diretamente atreladas. Vemos eles sempre omitindo informações prejudiciais ao governo ou a prefeitura, ou ainda engrandecendo e heroicizando os governantes e suas ações. Pobre do povo que precisa de heroi, já dizia Brecht. E neste esquema de atrelamento e dependência, a mídia mais uma vez foi manipulada e manipulou a informação pública.

Quando divulgaram a notícia de que Jean tinha sido aprovado, vários jornais e a própria Seduc apontaram que o jovem ainda estava matriculado na instituição e que era finalista. Porém após a descoberta da farsa os jornais e a Seduc divulgaram a notícia que Jean já tinha terminado o ensino médio no ano passado. Obviamente uma manipulação para tentar beneficiar a Seduc, mas que saiu pela culatra, pois quando a notícia da suposta fraude ficou evidente logo frisaram que o estudante não tinha qualquer relação formal com a Escola Sebastiana Braga e com a Seduc.

E ainda por cima julgam o estudante de ser um “falso aluno” um “jovem fraudador”. Mas quem tornou as notícias públicas sem verificar as fontes senão a própria mídia manauara? Quem mudou a situação de matriculado para egresso senão os próprios jornais e blogs? Além de entender de que se trata de um jornalismo parasitário e dependente dos poderosos percebe-se que o repasse das informação é automático, sem o comprometimento com a notícia em sua amplitude social.

Não se que não trata-se da declaração que é falsa ou não, mas de discutir o por que de um jovem estudante dedicado fraudar um documento dizendo que foi aprovado em uma ou mais universidades americanas. Teria ele vergonha de dizer que com toda sua capacidade, foi aprovado na UFAM ou UEA? Ou será ele carrega o discurso colonizado de que só presta o que vem do centro do império?

Não cabe agora discutir a escolha do rapaz, mas sim como o simulacro criado por ele demonstra toda uma ineficácia da mídia e do ensino amazonense, e como são postas estas notícias de maneira inescrupulosa para a população.

A ilusão de que a educação amazonense pode ser boa como é posta

A Seduc tentou aproveitar para mostrar que a educação amazonense, que ano após ano amarga ser uma das piores do país, poderia ter melhorado. Mas como ter melhorado não foi realizado nada pela Secretaria que transformasse esta realidade. É necessário que as experiências na sala de aula levassem este aluno para fora (educere) em uma ultrapassagem da forma que ele estivera anteriormente. Como foi discutido várias vezes neste bloguinho os representantes pela secretaria não tem a concepção da verdadeira educação transformadora, e por isto mesmo já se sabe da impossibilidade de transformação da educação por quem não a quer ver transformada.

Daí o orgulho da Seduc em ter um aluno, matriculado, institucionalizado em uma universidade americana é algo que fica apenas na ilusão. E mesmo que fosse verdade seria um orgulho de certa forma contraditório, pois como ter um estudante “nosso” em uma universidade internacional sabendo que “nosso” ensino não corresponde ao que ele sabe e pra piorar é um dos piores? Seria uma forma ou de  fazer alguém acreditar que um milagre é possível, ou de mostrar que foi um caso isolado que nada reflete na educação em geral.

Assim esta sede de reconhecimento da Seduc em logo querer  colocar o estudante como parte da educação, não funcionou. Talvez mostrou apenas que este estudante é parte de uma educação fraudulenta. Fraude no sentido de que não amplia a realidade dos estudantes, e não corresponde no sentido de ultrapassagem que a educação conduz. Nada adiantou amplificar aquela que foi uma “brincadeira”, passada pelas redes sociais e levada a escola Sebastiana. No fim, sabemos que tudo não passa de um ineficaz simulacro.

SUPERINTENDENTE DA SMTU E MANAUSTRANS AFIRMA QUE TRANSPORTE SEMPRE FUNCIONOU NO ESQUEMA DA ‘CAIXA PRETA’

Manaus meu ciúme

Eu sinto o teu perfume

Nas asas do urubu

Para fazer a antítese da propaganda que enaltece a princesinha do Norte, o rock cabocão compôs essa música para falar sobre a situação da não cidade de Manaus. Desse tempo para cá já passaram pela prefeitura de Manaus, Manuel Ribeiro, Artur Neto, Eduardo Guerreiro de Sempre Braga, Alfredo Nascimento, Carijó, Serafim Corrêa e Amazonio Cassado Mendes.

E nada mudou.

A não-cidade por si só redundante é uma lástima. Continua com graves problemas de infra-estrutura. As ruas estão intransitáveis devido  buracos; falta água, a coleta de lixo está irregular; não temos um serviço de transporte coletivo eficiente. Mas é sobre esse tema que falaremos hoje.

A população usuária de transporte coletivo que paga um serviço caro não é bem servida por esse serviço. Os ônibus não passam no horário, são superlotados e as viagens duram mais de 2 horas em determinados trechos.

Devido esse problema, a grande maioria dos habitantes de Manaus, facilitados pela política econômica de Luis Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Vanna Rousself adquiriram automóveis e tornam as vias nesta incidade intransitáveis.

O prefeito Artur Neto, do PSDB paulistano indica para a SMTU e para o MANAUSTRANS o tecnólogo Pedro Carvalho que durante o mandado de Alfredo Nascimento na Prefeitura foi responsável pelo projeto do sistema expresso avaliado em mais de R$ 120 milhões e que não foi concluído durante aquela administração e nem quando os dois, no governo do presidente Lula e com a presidenta Dilma estiveram no Ministério dos Transportes.

É interessante que agora vem para radicalizar. De início diz em entrevista, dia 3 do corrente, ao Jornal A Crítica que não haverá reajuste de passagens, embora esteja firmado em acordo esse reajuste anual. Vai, conforme decisão do prefeito diminuir nos dois órgãos o número de funcionários comissionados e o que nos chama atenção é o fato de ter dirigido a antiga EMTU que por várias vezes foi denunciada pelo hoje Deputado Federal Francisco Praciano de ser submissa aos empresários e manipular reajuste, afirmar que “admito que cometi erros, mas aprendi que todas as coisas precisam ser feitas às claras. Esse sistema sempre funcionou no esquema da “caixa preta” e precisa ser aberta.” O que são coisas?

Precisa mesmo abrir essa caixa preta e os órgãos de fiscalização federal, principalmente, devem iniciar urgentemente essa fiscalização e criminalizar os responsáveis pelo emprego de dinheiro do BNDES na construção dos corredores do expresso com suas paradas e ônibus adquiridos e que nunca atenderam a população.

Por que então quando o vereador na época, Praciano denunciava a EMTU de maquiar, manipular dados estatísticos sobre reajuste de tarifa, o superintendente atual não falou que o sistema funcionava no esquema “caixa preta”?

O SINETRAN sempre teve ingerência na EMTU. Teorizar sobre sistema de transporte é fácil. É muito fácil dizer que não temos vias expressas, que faltam vias para os ônibus; que as viagens são longas; que com um sistema de transporte coletivo eficiente as pessoas deixarão seus carros na garagem, na rua e utilizarão coletivos. Isso tudo é muito bonito.

Pencas de técnicos viajam para Fortaleza, Recife, São Paulo, Curitiba. Pencas de técnicos veem de Brasília, Curitiba, Fortaleza para Manaus para estudar o trânsito local e “necas”, só desperdício de dinheiro.

A administração do velho prefeito Artur Neto, com a denúncia de seu superintendente de Transportes e do MANAUSTRANS já deve enfrentar mais um problema na justiça. Ele disse que o sistema de transporte funcionou com “caixa preta” e ele foi um dos responsáveis por essa caixa. Sempre foi subserviente ao SINETRAN e irresponsavelmente projetou um sistema de via rápida que provocou o maior estress nesta incidade e que causou-nos um prejuízo de milhões de reais que nós, o povo, temos que pagar.

E não me venha falar em BRT e dinheiro do PAC. Pelo amor ao capiroto, esse vai ser mais um prejuízo que os manauaras terão que pagar, além do elefante de concreto, Arena da Amazônia. Ainda bem que a presidenta Dilma Rousself já falou que não irá liberar dinheiro para esse tipo de transporte, ainda bem.

Assim como não fomos complacentes com o cassado, não iremos ser com os maus servidores irresponsáveis que fazem o povo sofrer.

 

A FANTASIA DAS PESQUISAS APONTAM: ARTUR SERRA ABAIXO

Os dois candidatos do PSDB paulistano já começaram a ver os efeitos da campanha eleitoral no rádio e na televisão.

Artur Neto e José Serra despencam serra abaixo. Pesquisas eleitorais realizadas em São Paulo e aqui em Manaus apontam para a guinada dos dois candidatos da direita reacionária conservadora. Por lá, um Serra que nunca concluiu um mandato. Simulava documento registrado em cartório dizendo que cumpriria o mandado mas quando chega época de eleição majoritária deixa o cargo e se candidata. E tome-lhe surra Serra.

Artur por aqui candidatou-se ao senado na época das vacas gordas do PSDB paulistano, com um caixa forte comandado pelo presidente da época, Fernando Henrique e foi eleito. Depois pretendeu a governança do estado e obteve apenas 5,5% do eleitorado.

Em São Paulo o candidato do PT que patinava cresceu nas últimas pesquisas empatando tecnicamente com o ex-prefeito, ex-governador e ex-candidato à presidência da República.

Com o horário eleitoral, além das propostas, projetos dos candidatos, uma amostragem da vida dos demais concorrentes fazem parte da transparência.  No caso de São Paulo a inconstância de Serra em não concluir o mandato para o qual foi eleito faz com que o eleitor não mais acredite no candidato. É um candidato que falta com a verdade.

Em Manaus, o candidato Artur Neto que despontava na frente da candidata Vanessa com mais de 11 pontos, na pesquisa feita pela Action e Jornal A Crítica que circula hoje, dia 02/09/2012, mostram já uma diferença da candidata para o psdebista carioca de 7 por cento.

Essa subida da candidata já é resultado do apoio que o ex-presidente Lula e a atual presidenta Dilma estão dando à Vanessa. E também, não se pode esquecer que Omar Aziz e Eduardo Guerreiro de Sempre Braga também farão tudo para que o tucano perca as eleições para nunca mais surrar camelô e ameaçar de surra Luis Inácio Lula da Silva, o presidente do povo brasileiro. Como se vê, o orgulho do Amazonas é um nocauteador. E se estamos numa cidade onde a violência só aumenta, imaginem Artur conosco.

E na transparência, nada mais importante do que vermos o candidato Artur oferecendo emprego para formar sua equipe de trabalho caso eleito o que caracteriza compra de votos,  e como uma pessoa que nunca anda de ônibus, pra fazer charme, resolve utilizar esse meio de transporte precário para dizer que o sistema é ruim, mas que  se eleito os males serão sanados. Um ponto bom para os demais candidatos e ruim para Artur é que os passageiros nem ligaram para “o estranho no ninho.”

As fantasias das pesquisas anteriores começam a desmascarar a ilusão. A realidade vai aparecer e plagiando a Bíblia, tratado jurídico ideológico que só interessa ao povo judeu, dizemos: os últimos serão os primeiros.

       

AMAZONINO E REBECA ESTÃO FORA; PT BAJULADOR FICA COM AS MIGALHAS

O Partido dos Trabalhadores na cidade de Manaus por essa não esperava. Desde o início do processo político, em momento algum, com exceção de alguns filiados do partido propunham uma candidatura própria. Os demais filiados e a executiva nacional compartilhavam a idéia de uma candidatura a vice de uma das chapas majoritárias intercambiada por Amazonino Mendes, Omar Aziz ou Eduardo de Sempre Guerreiro Braga.

Não perceberam que a disputa pelo poder do Estado concentra-se nas mãos do mesmo grupo que governa este Estado a mais de 30 anos.

Quando  este blog afinado  lançou a candidatura do Deputado Federal Francisco Praciano para prefeito de Manaus foi porque conhecia os meandros de interesses que sustentam os políticos profissionais que comandam nosso Estado.

Só que o Diretório Municipal, a executiva nacional,  dois deputados estaduais, um favorável à candidatura própria e outro ligado a Eduardo e a Omar inviabilizavam qualquer autonomia de candidatura própria. E não me venham dizer agora que o deputado Estadual Sinésio Campos sempre foi favorável à candidatura própria. Os únicos que foram favoráveis à candidatura própria foram alguns filiados e os deputados Praciano e José Ricardo e o vereador Waldemir José.

O diretório municipal e o próprio diretório Estadual compactuavam com a aliança com o governo. E não adiantou serem chamados de preguiçosos por membro da executiva nacional que não mudou a opção de aliarem-se ao governo que aí está.

Neste momento, quando o guru do diretório petista, Amazonino Mendes declara que não é candidato porque está   “muito cansado da politicagem,  que a  política não é mais como era antigamente, fica a tristeza que a politicagem tomou conta de tudo. Hoje tudo é feito nos bastidores, afirmou”.

Amazonino fora do pleito e  a candidata do grupo escolhida pelo governador e pelo senador  com seu vice do PMDB descartando o PT, este teve que correr do quarto para o banheiro. Lançaria candidato próprio. Quem? Praciano não comporia mais. Sinésio Campos disse: serei eu? Pela esquerda do partido despontava José Ricardo. Deixa está, que corrido às pressas de Parintins onde os chifres dançavam, Omar veio tecer nova composição devido a desistência da candidata Rebeca, matadora de Leão. Sem candidatos da Tríade trintista,  o PT voltou a sonhar com uma candidatura própria devido terem sidos preteridos por Omar e Eduardo. Só simulação. Simulacro.

Desesperados ainda com a falta de um nome que tivesse teto eleitoral, pois estavam de posse de uma pesquisa de que um determinado candidato estava na frente na preferência eleitoral, reunidos na casa do governador estava Eduardo e vários outros políticos, todos querendo a indicação. Marcel Alexandre que dormira vice, estava fora, Chico Preto, Nicolau, Rotta, Silas todos ansiosos e babosos colocavam seus nomes a disposição. Mas Vanessa foi a escolhida. E para compor com a deputada sobrou o cargo de vice aos darlyngs, com Vital Melo, ex-Amazonino numa interferência da executiva nacional do PT através de Jorge Coelho e do presidente do diretório municipal Waldemir Santana. 

O PT do Amazonas perde uma grande chance de conquistar a prefeitura de Manaus. Chance que devido a projeção do partido, a experiência de três mandados presidenciais, vários senadores, deputados, Manaus que nunca vislumbrara candidatos no parlamento, teve na eleição de Praciano e José Ricardo  uma demonstração de “teto” eleitoral e  se vê neste momento dizendo: Perdemos a jogada.

Praciano como candidato,  teria seu nome como referência para o povo, o nome ganharia projeção e agora era só iniciar a campanha política para referendá-lo para o executivo municipal.

QUEM PRINCÍPIOS, DEPUTADA?

Rebeca perde porque não suportou o tratamento dispensado por  outras pessoas do seu próprio grupo político. Não suportando, na madrugada do sábado, dia 30/06 renunciou e divulgou a seguinte nota justificando sua desistência: 

 “Quando decidi entrar na vida política foi por convicção de que os bons devem participar e contribuir para construir uma sociedade melhor, mais humana e mais solidária. Jamais deixarei de seguir esses princípios. Eles estão acima de quaisquer interesses. Não sou mais, por fidelidade a esses princípios, candidata a prefeita de Manaus, neste momento.

Tenho profundas razões pessoais e sócio-políticas para desistir. Não foi sem luta. Não foi por falta de vontade de servir o povo de minha terra.

Quero agradecer ao governador Omar Aziz, à minha querida amiga Nejmi Aziz e a tantos quantos formaram comigo a legião de apoio disposta a enfrentar os obstáculos que se interpusessem entre nós e o projeto de construir a Manaus com a qual tanto sonhamos.

Continuarei a defender os interesses do Amazonas no Congresso Nacional. Minhas convicções pessoais não se abalam. O povo de Manaus pode esperar, sempre, o melhor de mim.

Toda sorte à nossa gente. E que o povo de minha terra eleja o melhor futuro prefeito entre os que se candidatarem.”

PT É CONIVENTE COM MATANÇA DE LEÕES

O PT deveria ser o primeiro a perceber como essa gente se trata. Aqui a briga é pelo jogo de interesses. Nesse grupo quem são os bons? Deles quem quer construir uma sociedade melhor, mais humana e mais solidária? Na sociedade capitalista em parte alguma do mundo vemos isso. A deputada fala em fidelidade a esses princípios. Princípios do capital, da grana. Desiste por profundas razões pessoais e sócio-políticas. Sua desistência não foi por falta de luta. Também pudera. Matando leão todo dia além de perder a candidatura vai ter que se explicar junto ao Ibama e outros órgãos do governo por tanta matança.

A deputada emite uma nota, mas não diz claramente que razões pessoais e sócio políticas a fizeram desistir. Ameaças de dossiês, calúnias, difamações. Quem fazia isso? Havia gritos também? Choro? Mais onde está essa sociedade melhor, humana e solidária? Entre capitalista não há respeito e imaginem dos capitalistas com os trabalhadores. O PT do Amazonas não percebeu isso.

De um capitalista não podemos esperar nada de melhor. Rebeca seria manipulada. Família, governador, senador, ex-prefeito, base desaliada. 

AMAZONINO ESTÁ FORA

Em posts anteriores  afirmamos que Amazonino seria candidato a prefeito. Na tarde deste sábado, 30/06  na convenção do PDT ele declarou que não será candidato e nem demonstrou  interesse de que será candidato ao governo em  2014. Disse que vai descansar.

Falou ainda que foi bastante perseguido. Nós não o consideramos que foi perseguido. Nós consideramos que foi um prefeito cassado pela insigne juíza de direito Eunice  Torres do Nascimento  por corrupção eleitoral, compra de votos.  E essa cassação foi motivo para que víssemos um prefeito que pouco caso fez do ponto de vista político e administrativo pela cidade de Manaus.

Manaus não melhorou em nada. Manaus continua uma cidade com graves problemas como a falta de ônibus, péssimo atendimento médico, postos de saúde contratados para reformas que não terminam nunca, não construiu  nenhuma creche das 1000 que  prometeu, não levou  a internet nos caminhões para a população dos bairros mais distantes, não resolveu o problema da falta de água, saneamento,  coleta de lixo, habitação e ainda mandou uma senhora paraense morrer.

Amazonino vem demonstrando fragilidade tanto que o governador Omar Aziz um dia desses  declarou que uma campanha política é para pessoas com preparo físico e disposição . O que não vemos em Amzonino. Ele diz que precisa descansar, mas sem deixar de emitir um desagravo a Rebeca Garcia e que merece também um comentário abaixo: 

“Neste momento, como cidadão, é meu dever resgatar a figura e a pessoa de uma deputada que não é do meu grupo, não me apoiou. Mas o que fizeram com esta moça mostra bem a indignidade, a forma indecorosa, indecente, indigna que compõe o meio político. . Se nós aceitarmos esse tipo de comportamento, nós estaremos incentivando a canalhice no meio político”.

O prefeito cassado reconhece o meio do qual faz parte. O político. O político como eles a praticam, porque a política, “antes do ser há a política”. Essa política, Amazonino não a pratica e sim a que ele diz combater sendo um agente que contribui para a manutenção da sociedade como se apresenta. Os canalhas não morrem. A canhalhice é um princípio de grupos políticos. Porque grupo é uma instituição fechada, assim como a máfia nos mais variados países, os grupos de narcotraficantes e demais contraventores que dominam a sociedade capitalista.

CONVENÇÃO DEFINE CANDIDATOS

Pra finalizar deixamos para nossos leitores uma informação sobre a Resolução do TSE de número 23.341/2011 que trata do calendário das eleições de 2012.

 30 de junho – sábado

1. Último dia para a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e escolher candidatos a Prefeito, a Vice-Prefeito e a Vereador (Lei nº 9.504/97, art. 8º, caput).

5 de julho – quinta-feira

1. Último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem no Cartório Eleitoral competente, até as 19 horas, o requerimento de registro de candidatos a Prefeito, a Vice-Prefeito e a Vereador (Lei nº 9.504/97, art. 11, caput).

2. Data a partir da qual permanecerão abertos aos sábados, domingos e feriados os Cartórios Eleitorais e as Secretarias dos Tribunais Eleitorais, em regime de plantão (Lei Complementar nº 64/90, art. 16).

3. Último dia para os Tribunais e Conselhos de Contas tornarem disponível à Justiça Eleitoral relação daqueles que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente, ressalvados os casos em que a questão estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário, ou que haja sentença judicial favorável ao interessado (Lei nº 9.504/97, art. 11, § 5°).

4. Data a partir da qual o nome de todos aqueles que tenham solicitado registro de candidatura deverá constar das pesquisas realizadas mediante apresentação da relação de candidatos ao entrevistado.

5. Data a partir da qual, até a proclamação dos eleitos, as intimações das decisões serão publicadas em cartório, certificando-se no edital e nos autos o horário, salvo nas representações previstas nos arts. 30-A, 41-A, 73 e nos § 2º e § 3º do art. 81 da Lei 9.504/97, cujas decisões continuarão a ser publicadas no Diário de Justiça Eletrônico (DJe).

AMAZONINO E SUA MANAUS VIRTUAL

I – As Teorias da Virtualização

O filosofo francês Pierre Lévy, seguidor da teoria do virtual, possível, atual e real do filósofo Deleuze, ao desdobrar os pressupostos deleuzianos, estabeleceu a certeza de que o processo da virtualização, com suas teletecnologias, pode auxiliar profundamente na criação de novos saberes ligados às novas formas de relações e produções sociais. Ou seja, Pierre Lévy acredita que essas teletecnologias são instrumentos capazes de criar facilidades na ordem da administração e direção dos componentes sociais.

Já para os filósofos Jean Baudrillard e Paul Virilio, essas novas teletecnologias são em verdade agentes do desaparecimento das potências criativas do homem. Elas contribuem para desaparecimento da experiência sensorial e mental, fundando o vazio com suas imagens e ideias simulacros – que substituem o real – forjadas fora da percepção direta que se realiza em um campo composto de figura e fundo, o fundamento do conhecimento. Para os dois filósofos, o que predominam são imagens virtualizadas alienadas do campo da troca e suas equivalências. O sujeito e o mundo, com seus atributos naturais relevo, velocidade, lentidão, movimento e repouso são despojados dos sentidos e sua mente produtiva. Propriedades necessárias para o conhecimento humano. Espaço, tempo, campo de profundidade, ação, relação, alternância, fatores do conhecimento humano desaparecem no ato da virtualização.

O filósofo Pierre Lévy tem razão em sua defesa da teoria da virtualização quando manifesta a necessidade do uso dessas teletecnologias com o objetivo não de substituir a realidade, mas como fator pedagógico capaz de produzir problemas e através de suas conclusões estabelecer redes de conhecimentos que sejam eficazes nas relações sociais. O que ainda não foi absorvido na maior parte da prática contemporânea.

Entretanto, o que se tem observado é a proliferação em todos os quadrantes da sociedade os pressupostos apresentado pelos filósofos Baudrillard e Virilio. Contestando os seus desafetos, que os chamam de filósofos da catástrofe. O mundo vem se tornando virtual. De Big Brother ao filme pornô, passando pelos candidatos aos cargos legislativos e executivos. A realidade de uma sociedade do simulacro vem se alastrando em todas as formas ditas de comunicação que nada comunicam, pois não tem matéria para comunicar. Disseminou-se um mercado onde o irreal está sendo vendido como real. O shopping virtual se alastra em sua obscenidade-replicante na televisão, nos computadores, nos meios de comunicação e, pateticamente, nas escolas, como verdadeiro acinte e violência aos estudantes.

A regra é simular e dissimular, como diz Baudrillard. Fingir ter o que não se tem, e fingir não ter o que se tem. No primeiro caso, o fingir persegue a afirmação de que tem realidade. No segundo, finge não ter o vazio. Usados em política antidemocrática, o primeiro serve para toda forma escamoteadora de publicidade, e o segundo para esconder o cretinismo hipócrita.

II – A Dissipação da Cidade de Manaus

O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, cassado em primeira instância pela proba juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, depois de fazer uma campanha eleitoral mostrando os erros administrativos de seu antecessor, ex-prefeito Serafim (PSB), caiu na mesma incongruência administrativa que já havia apresentado aos amazonenses quando fora prefeito biônico e governador por três vezes.

A cidade de Manaus – que nunca foi filosoficamente uma cidade, visto que jamais foi à expressão das potências de todas as famílias, mas somente dos interesses das famílias dos governantes e apaniguados – é hoje um cenário muito pior do que na gestão Serafim. Todas as necessidades básicas da população não seguem os princípios democráticos dos direitos que fazem de seus habitantes cidadãos, mas tão somente servos, como dizem os filósofos Spinoza/Negri. Do transporte coletivo à escola, saltando pelos atávicos buracos das ruas, tudo se encontra fora do que se chama filosoficamente de cidade, morada democrática dos cidadãos. Polis da associação, do diálogo e da amizade, como pensam os filósofos Guatarri/Deleuze sobre a democracia grega.

Mas eis que se aproximam as eleições, e como Amazonino foi liberado pelo ministro Marcelo Ribeiro em seu processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por causa de um histórico lamentável cochilo do MPE/AM, ele já se colocou como candidato do PDT – ai, ai, ai, Brizola, secou o chimarrão? – à reeleição. Então, em processo de campanha antecipada, dissimulada em prestação de contas de sua gestão à população manauara, Amazonino recorreu às teletecnologias virtuais e gravou um DVD com imagens de uma cidade que ele apresenta como Manaus. Uma cidade virtual, que dissimula o real da cidade cotidiana da população amazonense. Principalmente a parte que cabe aos bairros. A parte que mais depende de uma administração democraticamente pública.

Como o virtual não pode substituir o real quando ele é materializado pelos sujeitos concretos, sujeitos históricos, como diz Marx, e como a população de Manaus experimenta em seu cotidiano as agruras produzidas pela ausência de uma administração real, ela, ao tomar ciência do DVD, anda gargalhando do espetáculo virtual promovido pelo prefeito da cidade virtual. A cidade é tão virtualmente perfeita que a população dos bairros – onde fica o maior número de eleitores – vem dizendo que não gostaria de morar nesse topos cibernético, pois nada que desperte a dimensão ativa dos habitantes é sugerido nela de tão virtual que é. Na verdade não é uma cidade, mas sim o paraíso. E paraíso na terra é angustiante. Puro tédio.

O certo é que o prefeito Amazonino, com sua Manaus virtual, conseguiu atingir dois pontos decorrentes de sua investida na virtualização. Um, é que se ele acreditava que o DVD ia lhe conferir eleitores, esse ponto pode ser descartado. A reação de quem entrou em contato com o DVD confirma o contrário. O que pode acontecer é ele ser prefeito de sua cidade virtual, já que ele, nesse momento, ocupa duas prefeituras: a prefeitura da Manaus real, do descaso, e a prefeitura da Manaus virtual, a da aparência. Dois, é que ele, por tanto querer ser tomado como intelectual e amante dos pensadores, conseguiu o intento. Realizou os pressupostos das filosofias de Baudrillard e Virilio: a virtualização realiza o desaparecimento do real.

AMAZONINO CASSADO APERFEIÇOA MANAUS-GAME POR MAIS R$ 732,8 MILHÕES

As antigas sociedades de soberania manejavam máquinas simples, alavancas, roldanas, relógios; as sociedades disciplinares recentes tinham por equipamento máquinas energéticas; as sociedades de controle operam por máquinas de uma terceira espécie, máquinas de informática e computadores.” Esse trecho prenunciador de Deleuze, tantas vezes citado como epígrafes não para de realizar-se a partir das des-realizações fictícias imprimidas por in-gestões governamentais por toda parte do mundo, assim como em Manaus.

Aqui (e talvez essa palavra seja empregada apenas como uma forma antiga de falar), há muito que a mentalidade de “concreto e ferro” cedeu lugar à holografia computadorizada. Do amazonímico Terceiro Ciclo, passando pela Zona Franca Verde, Nova Veneza e Metrô de Superfície, Monotrilho, até este Pacote de Obras lançado ontem pela Prefeitura de Manaus, na in-gestão de Amazonino cassado, cada vez mais os programadores trabalham melhor para incrementar a Realidade Virtual. Que Realidade?

Esse virtual tomou a acepção de irrealizável aqui. Muito diferindo da virtú (Maquiavel) ou do virtual deleuzeano, que tem como presença o atual. Esse virtual mercadológico, devido à instantaneidade das informações, não sofre nenhum processo que irá atualizá-lo em algum momento, em algum lugar. Por outro lado, tudo é atual, sem a névoa da virtualização, devido à superposição de imagens fixadas ao infinito. É assim que a cada vez as coletivas para a imprensa sequelada manô são convocadas para anunciar os tais “projetos que vão mudar Manaus para melhor”, percebe-se que as imagens-simulações apresentadas mais parecem com os últimos lançamentos de games-de-computador.

Mas, ao contrário de crianças jogando por um determinado tempo para não prejudicar a visão e a capacidade cognitiva que tais jogos podem causar, temos governantes infantilizados por tempo indeterminado (já se vão ao menos trinta anos), que vão penalizando o corpo da cidade a partir de seus caprichos pueris. O pior disso tudo é que quem perde nessa jogatina é a população, que não vê nenhuma mudança, enquanto os meninões privilegiados apostam cada vez mais alto para continuar no jogo do não-jogar eternamente.

Nessa ausência de jogo democrático, há um sadismo cruel desses governantes contra a população, quando se depara com os sofrimentos impostos por eles. Dê um passeio pelo Igarapé do 40. Tome um transporte coletivo em horário de pico. Observe a qualidade do serviço da operação tapa-buracos.

Para a população, resta então movimentar uma “inteligência vital”, restituindo a realidade humana ao real, no sentido do engajamento sartrista, de escolhermos o nosso próprio destino enquanto sujeitos de enunciação (Deleuze/Guattari) e não como sujeitáveis às últimas ferramentas de programação informática.

A VELOCIDADE DA INFORMAÇÃO DA IMAGEM FOLHA DE SÃO PAULO

Alguns chamam estes tempos pós-televisão, tempos de internet, de Era da Informação. O filósofo/urbanista Paul Virilio diz que mais certo seria chamar de Era da Velocidade. Ou seja, mais do que o conteúdo/sentido real/verdadeiro da informação, interessa mais o imediatismo da informação e a velocidade de sua difusão.

Assim, em tempos de sintetismos pós-modernos, como diria o subterfúgio/falso-amante, “uma imagem vale mais que mil palavras”. Mas há também casos em que as imagens valem tanto quanto as palavras, numa junção marketeológica capaz de vender mísseis para anti-sionistas, assim como, talvez mais ainda, pedras para o exército israelense. É o caso da imagem e das palavras apresentadas ontem no jornal(?) Folha de São Paulo: enquanto a manchete dizia “UNIVERSAL É ACUSADA DE LAVAR DINHEIRO”, a imagem mostrava, entre risos e abraços, Lula, Rafael Correa e Michele Bachelet durante a 3ª Cúpula da UnaSul.

Mas sob as pedras rústicas estão os armamentos químicos sofisticados. É caso semelhante, embora sem nenhuma sofisticação, da Folha, que, sem criatividade, inteligência e humor, tenta valer-se de uma falseação fascista, mas não consegue, pois quase ninguém, a não ser da classe média reacionária. Quem ainda lê a Folha? Há quem paute seu noticiário nacional neste embuste jornalístico?

Como este bloguinho está certo de estar reproduzindo uma amenidade, não nos prolongaremos, deixamos apenas a imagem que demonstra a velocidade da Folha de São Paulo em veicular as fundamentais informações sintetizadas em sua imagem…

Folha Imagem

O QUE É A AMAZÔNIA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA

Apesar do marketing e frisson em torno Floresta Amazônica, o “guerreiro de sempre” não conseguiu trazer tanta gente para prestigiar a 61ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) que acontece em Manaus-Amazonas, no campus da Universidade Federal do Amazonas, e termina hoje, com o tema “Amazônia: ciência e cultura”. Durante a abertura, que foi transmitida ao vivo do Largo de São Sebastião, houve farta distribuição de elogios e babações ao anfitrião desta badalada reunião científica, numa demonstração de que a ciência no Brasil (talvez não só no Brasil) está intimamente ligada à produção industrial em massa e repetição do que já está constituído, reificando e fortalecendo o estado de coisas. Não foi à toa que o “governador da floresta” recebeu um prêmio e é considerado pelos holofotes da mídia científica como “o governador da ciência e tecnologia”. É uma campanha que se arrasta desde o lançamento do Programa Zona Franca Verde e se consolidando com o estabelecimento da Fundação Amazonas Sustentável e o Bolsa Floresta. Simulações para capitalização da floresta.

DES-GOVERNOS POR TRÁS DO DISCURSO AMBIENTALISTA

Podemos lembrar que enquanto o governador estava fazendo palestras em Paris sobre a importância da floresta em pé, dos serviços ambientais para o mundo, as “mazelas amazônicas” continuam existido. E nesta lógica da troca mecânica, a poluição produzida pelos países ricos é um problema que a Floresta Amazônica resolve rapidamente com o “sequestro de carbono” (doravante nome de fantasia da nossa velha conhecida fotossíntese). Se, por algum descuido ou acaso da existência, os pesquisadores brasileiros e estrangeiros que estiverem aqui palestrando e ministrando cursos olharem para os lados e observarem a situação social da cidade, eles talvez tenham consciência da farsa e, quem sabe, em sua reunião final façam uma moção de repúdio ao descaso com que os governantes administram (?) esta cidade e este estado. E neste caso não há como velar, disfarçar a situação em que este estado, com seu governador falastrão, e esta cidade sem prefeito se encontra, ela só reafirma as falácias do circo formado: para se chegar ao campus é necessário passar por pontos intransitáveis da cidade, como por exemplo a Bola do Coroado, ou talvez quem sabe dar um passeio pelo PROSAMIN e sentir aquele cheirinho de podridão que vem se acumulando desde a construção do projeto ditatorial da Zona Franca de Manaus, um dos símbolos de campanha e de preocupação deste governo com o meio ambiente.

PQUENOS ESPETÁCULOS AMAZÔNICOS

A ciência progredindo e nem por isso baixou o preço do peixe. E por falar em peixe, ao visitarmos a Expotec, um galpão localizado no estacionamento da reitoria, encontramos o stand do MUSA (Museu da Amazônia) exibindo aquários com as Espécies amazônicas. Um projeto coordenado pelo físico Enio Candotti, ex-presidente da SBPC, a mais recente invenção megalomaníaca de cunho espetacular, que vai retratar apenas um “pedacinho da Amazônia”. Mais uma atração para compor o quadro turístico da cidade, como o Centro Cultural dos Povos da Amazônia, o Centro de Biotecnologia da Amazônia e outros…

INCÔMODDOS ALÉM DO CALOR DO CALOR DE 39 GRAUS

Ao passear pelos corredores da universidade, percebemos que não era apenas o calor que incomodava os pesquisadores estrangeiros. Havia algo mais. Havia o excesso de vigilância! A presença maciça da polícia militar e das Forças Armadas deram o toque que faltava ao evento. E por onde andavam os índios? O que a polícia militar do governador tem a ver com ciência e tecnologia? As pessoas se aproximavam do stand da polícia para ver o helicóptero usado em suas ações; além disso, o stand das Forças Armadas era o mais visitado de todos, havia sempre uma fila enorme para brincar de tiro ao alvo: um militar ensinava as pessoas a atirarem com armas “verdadeiras” que simulavam o ataque ao inimigo. Um recurso pedagógico para mostrar que o inimigo da Amazônia pode ser invisível, mas está lá! Num ritual de formalização da violência, que deixa fluir os microfascismos disseminados em todos os lugares. A Amazônia, semelhante ao Oriente dos Orientalistas, ainda é sinônimo do exótico, do índio genérico, do inimigo, do exército para proteger, do bicho empalhado e panfletagem, no mais requintado estilo do antropólogo clássico quando afirma que os trópicos cheiram a sexo e violência.

Será que o Progresso da Ciência está a serviço da violência e da simulação?

MILTON HATOUM: ESCRITOR INDIFERENTE SE QUER ENGAJADO

Milton Hatoum, escritor amazonense descendente de árabes que conseguiram no Amazonas feitos econômicos capazes de constituir famílias respeitadas. É professor do Departamento de Letras da Universidade do Amazonas, viveu parte de sua adolescência na Avenida Getúlio Vargas, em Manaus, local de habitação da classe média manauara. Como filho de classe média, onde a maioria da população era pobre, manteve sempre relações projetivas com os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Viveu em Paris, onde foi, nos finais da década de 70, correspondente da revista Isto é. Já com o tino de escritor de mercado, manteve relações com os grupos midiáticos, principalmente com a família Frias, proprietária da Folha de São Paulo.

Tomando sua filiação oriental como eidos literário, se dedicou a escrever os rastros árabes no Amazonas, subjetividade cultural nunca explorada pela literatura manauara. Movido por este mote, escreveu Relato de Um Certo Oriente, romance com nuances de realismo com ficção, onde o realismo é mantido no anódino predicado da ficção. Como quando troca o nome do estudante Delmo, assassinado por motorista de Manaus, por Selmo, concebendo-lhe uma representação a-social e despolitizada. Quando foi o crime mais sádico cometido contra um manauara com a complacência da indiferença do medo social. O mesmo acontecendo com o real Dr. Dourado, fundador do Hospital Tropical, próximo dos ditadores, que é colocado, no romance semi-realista, como um boníssimo médico de família.

A INDIFERENÇA ENGAJADA DE HATOUM

Como diz o filósofo Deleuze, que estes escritores que escrevem com suas neuroses são os grande mantenedores da força opressiva do Estado despótico, porque são vozes que ecoam, em suas literaturas, as vozes de comando da imobilidade molar representadas no reconhecimento do mercado, assim Milton Hatoum se fez um grande representante desta mercadoria, livro, que serve aos concursos literários. Daí sua vasta premiação.

No entanto, ontem, dia 3, dia em que a Portuguesa, em pleno Canindé, ganhou de 1 a 0 do Paraná, o Goiás empatou em 0 a 0 com o Guarany e o ABC empatou em 1 a 1 com o Ipatinga, o escritor Milton Hatoum, participando da 7ª Edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), deu uma entrevista à Agência Brasil, como um verdadeiro escritor engajado nas causas políticas sociais, arrogando-se a cobrar posicionamentos do governo para melhorar a condição da população pobre, que não tem acesso a livros. Logo ele que, em Manaus, é indiferente ao que acontece na cidade, onde que o único ato social que se envolveu foi ser contra a derrubada de uma árvore em frente ao local que mora. E que, existindo escotomizado, como todos os chamados artistas e intelectuais locais, em um Estado em que todas suas decisões não passam por um debate coletivo, dado a indiferença que predomina nesta fálicas forças, não compreende que sua ausência auxilia na irracionalidade dos governos.

Mas Hatoum, que cultua a ilusão da re-cognição, e não aprendeu com Foucault que se escreve para não ter fisionomia, mandou seu panegírico de si mesmo:

Eu, que ando por esse país, observo que os livros do Ministério da Educação estão chegando às escolas e às bibliotecas. Isso é um alento para quem escreve, para quem dá tanta importância à leitura. Mas política pública tem que ser feita no miúdo, nos municípios.

Mas é um absurdo, para não dizer um crime, você não permitir o acesso à leitura a milhões de crianças pobres do Brasil. A política do livro deve ser uma prioridade de qualquer governo. Não há cidade sem leitura.

O Brasil de hoje ainda é desigual e injusto, mas há avanços pontuais que prometem uma mudança futura. Eu sinto falta de uma mudança mais estrutural, ética. Veja o que acontece no Senado.”

Observemos algumas citações rebeldes de Hatoum:

Eu, que ando por esse país.” Em que país Hatoum anda? Se for o Brasil, pior: compromete a si mesmo, já que não é um sujeito atuante. Mas um bom menino cordato para a “crítica” passiva.

Os livros estão chegando nas escolas e bibliotecas. É uma alento para quem escreve.” E para quem lê? Serve? A literatura de Hatoum serve para auxiliar na criação de novos saberes e dizeres dos pobres? Pobre conhece, Hatoum? Hatoum conhece pobre?

É um absurdo, para não dizer um crime, não permitir acesso à leitura.” Acesso a que literatura? Quem deixou de ser escritor para escrever? Quem faz uma literatura de disjunção, como Kafka, Lawrence, etc?

Não há cidade sem leitura.” Toda cidade tem escrita, mas só há leitura quando se escreve sem escritor. Quando a literatura deixa de ser uma mera reprodução da imagem dogmática do pensamento do Estado. Quando ela cria fissura, cortes, dobras, movimentos esquizos, devires-loucos, nada do que Hatoum adesiva como literatura, que ele entende como necessária aos pobres. O que serve aos seus concursos literários segmentados pela lei do mercado.

Falta de mudança estrutural, ética.” Se ele deixar de ser escritor, como pensa Foucault e Deleuze, acontece a mudança e a fundação da Ética como a arte de compor bons encontros democráticos.

No mais, a literatura continua como o que acontece no Senado: a subjetividade do mercado. E tome Jabuti…

O INTELECTUAL MANAUARA E SUA INSEGURANÇA HISTÓRICA

Uns dizem, “tempos de chumbo”. Outros, tempos opressivos. Outros, simplesmente ditadura. Foi nestes tempos em que, em um certo dia, um renomado arquiteto, não amazonense, foi levado à casa de uma família burguesa, para conversar sobre temas variados com alguns auto-considerados intelectuais amazonenses.

Chegando na entrada da sala, onde se encontrava o tal grupo de amazonenses seletos, o arquiteto, ainda em pé, ouviu o anfitrião, burguês, apresentar seus pares. Este aqui é o fulano, musicólogo. Este é o sicrano, poeta. Este, o escritor. Este, o crítico de cinema. Este, o pintor… E apresentou, orgulhoso, a plêiade de amazonenses auto-notabilizados. O arquiteto olhou-os, sempre calado, balançou a cabeça, deu meia volta e saiu da casa, acompanhado por seu cicerone.

Já na rua, o cicerone, perguntou por que saíra. Ao que o renomado arquiteto respondeu: “Diante de tantas sumidades, o que eu poderia fazer lá?”

Um espetáculo deprimente de busca de reconhecimento, onde qualquer sinal de intelectualidade é vista como dor.

Esta semana houve apresentação de tese no Curso de Comunicação da Universidade do Amazonas. Como convidado da mesa encontrava-se o notório e engajado jornalista Bernardo Kucinski. Terminada a sessão de apresentação e comentários, o jornalista foi levado por um professor-doutor do Departamento de Ciências Sociais para conhecer as dependências do ICHL, Mini-Campus. Em indicações e indicações, chegaram na LUA (Livraria da Universidade do Amazonas). Em seu interior, observando alguns exemplares, Kucinski, ouviu do professor-doutor a seguinte exaltação egóica:

— Eu leio quatro livros por semana.

O jornalista sorriu e afirmou:

— Eu não leio nenhum. — E acrescentou. — Eu tenho uma falha na minha formação intelectual: não li quase nada da literatura amazonense.

O professor-doutor, em solicitude de auto-reconhecimento, observou:

— Aqui tem bons livros sobre o tema. — Apontou uns livros, e continuou. — Tem estes livros do Márcio Souza.

Ainda não satisfeito em sua campanha de auto-promoção, o professor-doutor, mostrando um livro, disse que se tratava de um livro escrito por sua ex-mulher com ajuda de material colhido por ele mesmo. Uma auto-promoção pela anulação da ex-mulher. E Kucinski, sempre sorridente.

Quase 40 anos depois, em tempos sem ditadura, o intelectual professor-doutor repete a ilusão da fama de seus amigos diante do arquiteto. Nada lhe serviu ter vivido um tempo brutal, desumano, onde se entende com melhor facilidade que a vaidade é uma desgraça, vazio, que cada vez mais degenera o homem, como diz o filósofo Nietzsche. Um recurso dos que vivem no medo da desaprovação do outro. E, assim, nada constroem.

Quase 40 anos, o professor-doutor, chegando aos 70 anos, continua uma patética sombra de se querer valorado pelos conceitos dos outros. Da mesma maneira que seus antigos amigos. Nenhum momento suspeitou que se os saberes não forem para abrir brechas para fazer brotar o nome, nada nos serve. E que só se lê um livro quando ele é cortado como hecceidade. Como individuação, quando auxilia o leitor em individuações desterritorializantes.

O CAMPEÃO DA MORAL KAKÁ E A AMANTE TORCIDA DO MILAN

O mito do amor eterno se desfaz quando a fascinação, névoa a-filosófica, se desfaz, revelando a má fé dos amantes. O filósofo Sartre, em sua análise fenomenológica/existencial das relações do homem, aponta que o amor, nos tempos do capital, surge como uma relação de tentativa – em vão – de ocultação e escamoteamento da liberdade sob o véu da ilusão do querer do outro.

Assim, numa mesa de restaurante, a mulher sabe bem o que o seu pretendente quer – e não é ela -, mas precisa, a fim de completar a fantasia, necessária ao malogro de si, acreditar piamente que é desejada. O homem, para conseguir realizar o ser escamoteado da moral social que carrega, efeito sem jamais poder ser causa, precisa igualmente acreditar que a mulher acredita estar sendo seduzida. Enganando um ao outro, alcançam o objetivo do malogro e da má-fé: enganam a si mesmos. Apoteoticamente, caem as ilusões e resta a insuportável consequência de uma vida falseada. Às vezes, vivida durante décadas.

Assim a amante torcida do Milan caiu nos galanteios do imberbe Kaká, que hasteou a camisa 22 rossonera na janela de sua casa no início deste ano, quando mostrou que acredita na máxima do capitalismo (todo homem tem seu preço) e balançou diante dos petrodólares do Manchester City. Como o amante, que em meio a mil juras eternas à única amada, não resiste aos negaceios eróticos da outra, Kaká suou mais que Cristo no Gólgota, mas resistiu à tentação (resistiu?). O problema, para ele, na época, foi dogmático-teológico: pecar em pensamento, para a doutrina cristã paulina, é também pecar.

Mas a torcida do Milan (e a imprensa brasileira), embotados que são pelos signos-clichê que carrega o campeão da moral, Kaká, preferiram não ver que o amante ideal, marido perfeito e cumpridor das obrigações celestiais flertou.

Da torcida milanesa, não se esperava muito: quem crê em Berlusconi pode muito bem ser enganado por Kaká, e a mesma torcida que endeusou o clone do Bebeto, hostilizou o zagueiro Paolo Maldini, mais de duas décadas vergando a camiseta do clube, capitão honorário, e que foi humilhado na sua despedida duplamente: pelo Roma, que venceu a partida, e pela própria torcida, que o chamou mercenário. Coisas, certamente, do futebusiness, não do futebol.

Kaká vai para um clube que carrega signos semelhantes a ele: o Real Madrid, profundamente identificado com o ideário fascista da ditadura de Franco, aglutinador da torcida da direita política espanhola, manipulador do mercado da bola a ponto de usar um jornal esportivo da capital espanhola como fonte de factóides a fim de desestabilizar clubes e jogadores (o Kaká luso, Cristiano Ronaldo, que o diga). Não por acaso, José Maria Aznar, o presidente espanhol que enviou tropas ao Iraque, que confraternizou com Bush Jr, e que nos atentados no metrô de Madrid tentou, em vão, manipular as informações em proveito próprio, torce pelo Real, enquanto o atual presidente, Zapatero, de esquerda moderadíssima, torce pelo Barcelona. Kaká, como no Milan de Berlusconi, troca de camisa sem trocar de ambiência. A Europa, que elegeu como o mais votado o próprio Berlusca ao parlamento continental, que o diga.

Kaká, como o bom burguês, o amante da comédia de costumes bem ao estilo burlesco, não faz por menos, e repete o seu papel. Diante da amada traída, afirma ainda a fantasia psicopatológica, e diz que a relação acaba, mas o amor é eterno. São os ossos do ofício, os males do profissionalismo, dirão alguns. Até mesmo o ingênuo Edson Arantes do Nascimento, que como Pelé inaugurou a era dos jogadores marketistas, foi driblado pela sanha capitalística do futebusiness: também ele acreditou nas juras de amor eterno do futuro pastor da igreja Renascer.

Mas se agora se fala em profissionalismo, em necessidade, em modernismo no futebol, onde estava a inteligentsia da mídia esportiva quando Kaká, há pouco menos de seis meses, afirmava não aceitar (enquanto o pai e agente se reunia com os representantes do time anglo-oriental) sair do Milan por dinheiro algum, e que pretendia fazer toda a sua carreira no clube rossonero?

Para esta mídia, nostálgica da virgindade perdida, e eternamente à procura do malogro do amor do capital, e para a torcida milanesa – como de resto, também a torcida merengue, novo alvo dos galanteios do galã imberbe – resta o cancioneiro popular, repleto de loas à mágoa de ser infiel a si mesmo, insuportável consequência das armadilhas que certas existências preparam para si mesmas:

Vá embora,

Pois me resta o consolo e a alegria

De dizer que depois da boemia,

É de mim que você

Gosta mais”.

LULA CHAFURDA NA LAMA AMAZONIQUIM

Na peça As Medidas Tomadas (Die Massnahame), também traduzida no Brasil como A Decisão, de Bertolt Brecht, há uma canção que é constantemente, como muitos trechos do dramaturgo alemão, publicado em livros do poeta Brecht. Inclusive aqui neste bloguinho já o publicamos no texto Lula é uma anta?, quando o amestrado da não-Veja, Diogo Mainardi publicou suas pústulas num suposto livro chamado Lula é minha anta. Enquanto quase todos os bons companheiros diziam “Mainardi é que é uma anta”, a partir do conhecimento cabocal in locus (como gostam os antropólogos) do que é uma anta e do conceito deleuziano/guattaririano de devir-animal, afirmamos que Lula é que é realmente uma anta.

Com quem o justo se recusa a ir à mesa
Se se trata de ajudar a justiça
Que remédio pareceria demasiado amargo
Ao moribundo?

E outra vez esse texto vem ao caso justamente quando Lula está no Amazonas, terra de anta, hoje animal em extinção; mas que, antes da chegada do contrabando e caça predatória, já fora um delicioso assado nas terras do Purus, da qual a unha sempre serviu para ajudar com o entravante reumatismo.

Que baixeza você recusaria cometer
Para extirpar toda a baixeza?
Se você pudesse transformar o mundo, o que
Você não aceitaria fazer?

O Amazonas é governado há praticamente três décadas — e não seria absurdo dizer, desde a invasão européia — pela mesma oligarquia. José Lindoso, Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, Eduardo Braga, Alfredo Nascimento, acompanhados sempre de seus pards no Legislativo — como os Lins, da qual Belarmino Lins, o Belão, hoje é o dono da casa —, contando sempre com os mesmos eternos secretários — José Mello, Terezinha Ruiz, entre outros. Não se deve esquecer que todos esses sempre estiveram em palanques opostos ao de Lula tanto no que diz respeito à luta operária e político-partidária. Seria estafante e desnecessário puxar a ficha corrida dessa trupe toda. E eis que agora todos estão com o Sapo Barbudo e não abrem. Alguns, que gostariam que Lula fosse mais seletivo, ficam incomodados. Mas é uma coisa engraçada ver tanta babação, tanta lambança destas personagens grotescas da política amazoniquim, rodeando Lula e Dilma como mosca em doce de cupu.

Quem é você?

Eduardo “Guerreiro de Sempre” Braga, a começar pelo governador, disse que o Amazonas se orgulha de estar ao lado de Lula, “um presidente do povo”, e elencou os vários feitos da ministra Dilma para o Amazonas, entre tantos, a viabilização do gasoduto Coari-Manaus. Ao contrário de Dilma, sabe-se há muito os rastros da quadrilha liderada pelo ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, chega à sede do governo.

Amazonino Cassado ousou fazer cobranças: “Antes a economia era interiorana, quando tivemos o apogeu da borracha. Depois veio o declínio e com a criação da Zona Franca 97% da economia ficaram concentrados em Manaus. É preciso resgatar a população interiorana.” Um docinho pra quem disser quantas vezes Amazonino já foi governador e quantas vezes o Terceiro Ciclo foi realizado. Ele afirmou ainda que Lula é o maior presidente que o Brasil já teve e foi esperançoso: “Presidente Lula, estaremos unidos na próxima eleição sob a sua liderança fazendo do Amazonas uma referência em todo o Brasil”. Além de pilora, Cassado está sofrendo de ‘deslembrança’. E se o TSE cassá-lo num dos dois processos que já se encontram lá, faltando subir mais dois, e ele ficar inelegível?

Na Assembléia Legislativa foi só rasgação de seda, principalmente do presidente Baelão, e, na Câmara Municipal de Manaus, imagine-se que Lula recebeu uma medalha de ouro que leva o seu nome: “A Câmara Municipal prestou um reconhecimento justo a um homem que demonstra ser um grande estadista e está fazendo muito pelo Amazonas”, justificou-se o presidente da casa, Carijó (PTB). E assim vão as favas cantadas e decantadas das peripécias dos ilustres amazoniquins…

Mergulhe no lodo,
Beije o carniceiro, mas
Transforme o mundo.
Ele precisa ser transformado.

Às vezes, achamos, e até já o publicamos aqui algumas vezes, apesar de nosso apreço pelo Sapo Barbudo, que ele dá muitas penas a todos esta politimerdia, como diria o de-compositor Tom Zé, que eles acabam transformando em asas para voar. Mas é certo que tudo que eles dizem que Lula não personaliticamente, mas governante democrático — faz pelo Amazonas é verdadeiro; enquanto governador e prefeito, psicanaliticamente, vão tão somente delimitando o caminho e passando cal por onde a comitiva presidencial irá passar.

Como diz o vereador José Ricardo (PT): “A impressão que temos é que quem governa por aqui é o Lula, e não os governos municipal e estadual”. Ou seja, se houvesse Governo e Prefeituras atuantes, a educação municipal e estadual não estariam entre as piores do Brasil, não haveria toda a buraqueira nas ruas, não faltaria água, energia nos interiores, emprego, as chuvas não provocariam tanta calamidade. Aliás, são estes agentes públicos e, além da corrupção, suas reduções intelectivas que produzem toda essas violentações físicas e epistemológicas na população.

Enquanto isso, Lula, como uma anta, sabe a hora de mergulhar, para boiar de novo em outro lugar, quanto mais agora que Dilma se consolidou como uma parceira, formando uma potência democrática, que vai criando novas formas de relações por onde passa, mesmo em meio a tanta baixeza, lodo e carniceiros, que já não podem interceptar seu movimento.

O BURACO QUE NÃO QUER TAPAR- AS TONELADAS DE ASFALTO DA PREFEITURA DE MANAUS

É sabido da população de Manaus que o prefeito cassado, Amazonino, anda angustiado com a sua possível cassação terminal, já que estar-prefeito, por efeito (para rimar) de uma medida cautelar, e por isso não tem sido visto atuando concretamente de acordo com o afinco que o cargo exige. Diante desta situação, os secretários responsáveis pela administração-cassada recorrem a todo tipo de estratagema de marketing para fazer de conta, diante da população, que tudo ocorre segundo os princípios políticos administrativos de uma cidade.

Neste invólucro do faz de conta, publicidades de todas as formas e matizes são espalhadas nos meios de comunicação e pela cidade. Todavia, uma chamou a atenção do manauara. Um outdoor quase na esquina da Ruas General Glicério com a Leonardo Malcher, trazendo, além do surrado clichê, “Reconstruindo Manaus”, a seguinte mensagem anti-matemática/geográfica: “600 toneladas de asfalto por dia, em 70 dias”. Imaginemos 600 toneladas de asfalto por dia, em 70 dias, quantas Manaus poderiam ser asfaltadas? Que refinaria suportaria tamanha quantidade de produção de asfalto?

Mas que tanta ironia: os buracos continuam dando a ordem do dia em Manaus. Hoje, dia24, foi visto mais um buraco se exibindo no centro da cidade. Ali, na Avenida Getúlio Vargas, como se diz, “confronte o PAM”.

Aproveitando as toneladas, façamos uma sugestão para as crianças que vão participar da Provinha Brasil.

Quantas vezes você asfaltaria a rua em que você mora com 600 toneladas de asfalto por dia?

Os acertadores vão ganhar uma bolsa-estudante da prefeitura-real.

A OBNUBILAÇÃO DA IMAGEM FUTEBOLÍSTICA NA GLOBO

A Globo acredita, equivocadamente, que a câmera é o olho. Guiada pela lógica do lucro, ela crê produzir imagens que seduzem o telespectador-videota, capturando o seu olhar, transformando este olhar no produtor da mais-valia imagética, transfigurada na audiência.

A televisão não é o cinema. O cinema, arte, imagem e pensamento, resolveu a questão do corte imagético do real, problema proposto por uma psicanálise do cinema: cada plano é um recorte do real. O cinema, kinema, resolve isso criando imagens que transbordam o ecrã, corpos afetantes, imagem-tempo, imagem-pensamento. Nada de clichês; estes, são cortes no real e interdições à inteligência, independente do tamanho do plano. Mesmo que ele reproduzisse o olhar em sua amplitude neurocerebral, de 360o, jamais sairia da interdição.

Assim, a Globo se quer produtora do novo, sem carregar os elementos epistemológicos para tal. Ao mesmo tempo em que corta a imagem, retirando dela aquilo que não interessa à sua lógica, ela vende como real a possibilidade irrealizável de exibir tudo de uma partida de futebol. Duas ilustrações, opostas e iguais:

Um: os clubes, a título de exibir na telinha global – como de resto, em todas as outras – o logotipo do patrocinador, passou a realizar suas entrevistas tendo como pano de fundo um padrão de imagem seriada com o dito logotipo, geralmente em dupla com o escudo. A Globo inventou o superclose, que mostra até as rugas das rugas dos entrevistados, a fim de não exibir a parede de fundo. Lance de resposta dos clubes: o microfone, item indispensável à capturação da imagem do falante, posto que está à frente do rosto, carrega o logotipo. A globo já acena com mostrar apenas parte do olho, da boca, ou mesmo um plano longínquo, usando para tal o recurso telemático de borrar as imagens indesejadas. Corte perceptivo.

Dois: na partida entre Flamento e Botafogo ontem, pela final da Taça Guanabara, o repórter, muito saltitante, entrevista um jogador do rubro-negro, e mostra-lhe uma pequena tela, donde, afirma ele, é possível capturar as imagens da tevê digital, na qual o jogador, no intervalo, caso faça um gol, poderá vê-lo. Microfone de volta ao locutor, este decreta, muito solene, o fim do radinho de pilha nos estádios, e prevê que em breve as pessoas levarão suas pequenas tevês aos estádios para assistir aos jogos.

Duas obliterações da imagem: sem referencial no plano do real, e sem os elementos de diferenciação formal e de conteúdo, necessários para que o aparelho neurocognitivo a forme como representação mental, a imagem desaparece. Quando a Globo castra a imagem em nome do lucro, e faz desaparecer o fundo, automaticamente destrói a figura. Quando, ao contrário, pretende fazer prevalecer a ilusão de que o torcedor-consumidor verá “tudo”, igualmente faz desaparecer a imagem. A imagem na telinha obnubila o estádio, os jogadores, o árbitro, o gol. Se a imagem da tevê é o hiper-real futebolístico, câmera-corte epistemológico que mutila a visão do jogo real, o que dizer de um torcedor que vai ao estádio, mas prefere levar consigo o seu seguro e imóvel olhar amestrado, videota da pelota? O hiper-real nunca foi tão hiper, e o torcedor que nisso crê nunca foi tão “torcido” na sua inteligência. Dupla censura. Duplo corte, desaparecimento do real. Sem real, não há imagem. Sem imagem, o que resta?

Nem mesmo um indiferenciado. A Globo, como de resto todas as emissoras de tevê, praticam uma antipedagogia do olhar: pobres dos torcedores que não têm tevê! Não; pobres dos torcedores que precisam da tevê. Pois nela não se vê.

PATOLOGIA SOCIAL SE EVIDENCIA NOS IRMÃOS SOUZA, SEGUNDO DEPOIMENTO DE ‘MOA’

O capitalismo, em sua organização semiótica, suas relações de força e de tensões, é um regime patológico e produtor de patologias. Sobretudo as de caráter psiquiátrico. O modo de produção que exclui a diversidade e captura as produções semióticas, submetendo-as à sua lógica paranóide produz no social determinados tipos de comportamentos absolutamente nocivos à coletividade, e que são tomados muitas vezes pela psiquiatria como patologias individuais, mas que na realidade são sintomas de uma sociedade produtora de doença.

Ao tomarmos como matéria de observação os depoimentos do ex-segurança dos irmãos Carlos (vice-prefeito de Manaus, sub judice) e Wallace (deputado estadual) Souza, que construíram carreira através de programas televisivos de exploração da miséria social, Moacir, o ‘Moa’, preso pela polícia federal por tráfico, percebemos a patologia social se manifestando e se evidenciando, a despeito das tentativas midiáticas para ocultação, incluindo aí a estreiteza intelectiva sempre presente no analismo político de jornais e programas de tevê.

Moa teria afirmado, segundo trechos de depoimentos que foram disponibilizados à imprensa, que o filho de Wallace, Rafael Souza, já indiciado em mais de 12 processos na polícia civil, e investigado pela PF, tem ligações íntimas com o tráfico, e esteve envolvido nas últimas execuções de traficantes na cidade. Ele sustenta ainda que Rafael não age sem prévia assunção do pai.

Interessa-nos, do ponto de vista de um exame do grau de periculosidade social deste tipo de enunciação, sublinhar a linha de atuação dos irmãos Souza em seu programa, para compreender que a questão é ainda mais grave do que a existência de parlamentares envolvidos diretamente com o crime organizado.

No início do programa, o viés policialesco – que não é invenção dos dois – suplantou o da exploração da miserabilidade econômica, a compaixão social, também uma espécie de patologia do capital. O policialesco evidencia, neste caso, o patológico, na sua vertente individual (quando se perde o contato com o real e já não há suporte epistemológico, desaparecendo o si e o outro):

No início: o acompanhamento de batidas policiais, plantões em delegacias, exposição de presos e detidos ao escárnio televisivo. Evidência do uso dos próprios medos como suporte a um mundo circundante tomado como ameaçador. Assim, por exemplo, a criança que não obteve o suporte necessário ao estabelecimento de afetos e sua distribuição na relação com o outro, acaba compondo com outras instâncias como a Lei, a Ordem, elementos abstratos de garantia e segurança ficcionais, do plano da fantasia. Para ocultar o medo, travestem-se de corajosos. Mas ainda estão no plano do real, ainda elaboram os signos no plano do real.

A busca pela audiência: houve um ponto em que essas incursões “evoluíram”, e os irmãos Souza – com a conivência do governo do Estado – passaram a realizar eles próprios batidas policiais, sem no entanto possuir o poder de polícia. Daí, passar para a famosa frase “permissão para matar”, prática a que se refere Moa em seus depoimentos, quando afirma que o programa era justificativa e se alimentava de casos de traficantes presos e mortos, na realidade, concorrentes dos Souza. Aqui as engrenagens do capital se coadunam com as patologias sociais. A máquina de corte do lucro compõe com a máquina de corte (in)desejante. Jamais, sem um suporte de outras instâncias do poder público (não falamos aqui de omissão, mas de participação ativa), dois apresentadores de tevê, plantonistas de porta de delegacia, conseguiriam status de comando, não de direito, mas de fato, das polícias. Sem a participação do executivo, estadual e municipal, do legislativo e do judiciário, os irmãos Souza jamais conseguiram chegar ao grau de envolvimento com os chamados poderes de estado que ora têm, um vice-prefeito, um deputado estadual e um vereador.

Simulacros e Simulações: eles passam a simular crimes e ameaças, como um sequestro, no qual Wallace Souza oferece o filho, Rafael, para troca de reféns, e que na realidade não existiu. No plano da satisfação do delírio tanático/paranóide, o real já não satisfaz. Não se trata aqui de mera busca pela audiência, mas de realização do ideal paranóide: a aniquilação do real.

Desterritorialização do Real – O Significante Despótico: no programa, as cenas são cada vez mais grotescas. Execuções, corpos dilacerados, um inimigo agonizando durante dois minutos, em pleno horário de almoço na tevê amazonense. ‘Moa’ afirma que os dois minutos do inimigo agonizando exibidos no programa faziam parte de uma filmagem em que ocorreram dez minutos de tortura, todos filmados pela equipe dos Souza. Rafael costumava colocar a fita e assistir por vezes seguidas, afirmando que a cena lhe dava profundo prazer. O desaparecimento do real no plano psiquiátrico se evidencia, a patologia se estabelece. O hiperreal se estabelece. A telinha cor-de-sangue engole a família Souza.

A questão; como é possível que toda uma estrutura de governo seja mobilizada por interesses patológicos de ordem psicopática? Não devem faltar, convenhamos, pontos de conversão. Ou como afirma a sabedoria popular, travestida em frase-clichê do cinema hollywoodiano: não se fica rico sem deixar para trás um armário cheio de cadáveres e uma turma de comparsas.

Nenhum estupor ou surpresa se justifica no caso dos irmãos Souza. Menos ainda, suspeitas de envolvimento de instâncias ainda superiores. Na máquina de corte semióticos do Capital, as patologias se compões, em iguais. O caso é muito mais grave do que quer parecer os inúmeros inquéritos e processos arrolados. Trata-se da evidência de uma estrutura de governo infiltrada no Estado, e que o confirma como patologização da existência, num plano onde a política como práxis do homem em coletividade é apenas um espectro, sem nada guardar com o seu objeto real.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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