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PREFEITO DE MANAUS ESTIMULA A PRODUÇÃO AGRÍCOLA URBANA: MORADORES PLANTAM BANANEIRAS NOS BURACOS QUE INFESTAM RUAS DO NÚCLEO 16, LOT. VITÓRIA E NOVO ALEIXO

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O golpe de Estado jurídico, parlamentar, empresarial, norte americano e midiático que derrubou a presidente Dilma Vanna Rousseff eleita com 54.501.118 votos democraticamente vem impondo ao trabalhador brasileiro inúmeras consequências.

Os golpistas com as desformas que estão promovendo na área da Educação, previdência, trabalhista, na aprovação da terceirização e nenhum investimento que retome a volta do pleno trabalho e emprego faz com que o trabalhador brasileiro seja criativo. FHC foi o grande incentivador desse negócio. Enquanto ele, príncipe dos sociólogos comprava apartamento em Paris e em Higienópolis, na cidade de São Paulo, o povo percebeu que vender churrascos e outras iguarias era um grande negócio.

Nos anos de FHC nunca se vendeu tanto churrasco. Agora com o desemprego atingindo 14 milhões na era golpista, na cidade de Manaus, a população resolveu inovar. Deixaram o churrasco de lado porque a carne está muito cara. Os moradores do Núcleo, bairro Cidade Nova IV, Loteamento Vitória, Rua 7 e Rua 197 resolveram protestar contra o abandono da Prefeitura de Manaus que tem como prefeito do PSDB aquele que quis surrar Lula.

As ruas estão infestadas de buracos. Com as chuvas torrenciais dos últimos dias tem entupido bueiros, inundado casas e os esgotos estão despejando fezes e muito barro humano nas casas dos moradores que não suportam mais  o mal cheiro e o abandono que o poder público municipal legou aos cidadãos da terra de Ajuricaba.

Por isso, na tarde de ontem, dia 13 de Maio, para não esquecermos o golpista Salazar, na cova da Iria, Jesus aparece pra Virgem Maria na copa de uma bananeira que os moradores resolveram plantar nas ruas para chamar a atenção dos responsáveis dos serviços públicos e do mundo, porque é inadmissível que numa capital rica como é Manaus as ruas estejam nesse estado de calamidade.

Como a banana é uma fruta tropical muito consumida e a maior parte vem de outros Estados, os moradores resolveram investir nesse novo negócio implementando a política do III ciclo da era anacrônica de Arthur Neto.  Plantar bananeiras nos buracos do prefeito de Manaus, a  não-cidade. E o negócio é tão bom que já tem bananeira dando cachos. Em algumas ruas elas estão plantadas próximo ao acostamento como determina o código diretor da cidade, os moradores observaram esse critério, pois os buracos estavam nesses locais, noutros, não, como os buracos estavam no meio da rua lá foi plantada a pacovão. Há quem tenha até criado novos nomes de bananas: “Pracovão”. Não tem “Pracovinha”. As covas são grandes demais.

Os moradores da Rua 197 não só plantaram bananeiras como resolveram interditar o acesso à mesma amontoando geladeira velha, sofás, e muitos pedaços de paus.

Como já postamos aqui, a não cidade de Manaus é a cidade dos buracos. Os buracos são tantos que se um dia tivermos que ter túneis para metrô as construtoras quando deixarem de ser movidas a propinas para seus executivos lobistas, não vão ter muito trabalho. Por que os buracos comunicam-se entre si, como aparecem na peça do teatro maquínico da Afin “A farsa da verdade golpista”. Há buraco que vai do Jorge Teixeira IV até a Compensa, do centro até o Cemitério dos Índios, na Nova Cidade.

 

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A cidade de Manaus nestes primeiros 5 meses da velha gestão do prefeito do PSDB está abandonada.

Para vencer a eleição contra o em fé zado, o candidato prefeito só falava em iluminação led. Manaus ia se transformar na cidade Luz, suplantaria Paris.

Para enganar analfabeto político, contratou várias empresas para tapar buracos. Era dia e noite as caçambas com asfalto a tampar buracos. Terminada as eleições esse serviço também acabou. Não se vê a bastante tempo nenhuma caçamba a carregar asfalto. O que se vê, são infiltrações nas grandes avenidas e os buracos a surgir a cada instante. Ora, na Torquato Tapajós, ora, na Paraíba. O morador desta não cidade deve ter muito cuidado porque a transitar por qualquer dessas ruas  pode ser sugado por uma cratera e ser despejado lá no Rio Negro ou no Solimões e ser engolido por uma piraíba ou por um jaú e ai “bau bau” dia das mães.

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TEATRO MAQUÍNICO MOSTRA “O ALEGRE FIM DE LOGRAD’OURO A CIDADE DOS SONHADELOS”

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A Associação Filosofia Itinerante (Afin) como corpus constitutivo da inteligência coletiva carrega como formas de produção poiética e práxis alguns vetores que tentam criar novas formas sensitivas e intelectivas de sentir, ver e pensar. Novas sensibilidades e cognições imprescindíveis para produção de outra subjetividade que escape da subjetividade dominante com seus agenciamentos de sujeitos coletivos laminados.

Entre os vetores kinemasófico, bibliosofia, ludos-sófico, esquizosom, e outros, a Afin também faz percursos-esquizos transformadores com o seu Teatro Maquínico quase sempre com composição textual do próprio grupo, mas sempre com apresentações nas ruas, praças, escolas, centros comunitário, hospitais, fábricas, igreas, onde for convidada. E já é praxe, durante período de eleições, o grupo encenar teatro com cunho relativo ao dito período. Apesar da encenação não se reduzir ao tema eleitoral.IMG_9138[1]IMG_9128[1] IMG_9130 IMG_9140 IMG_9142 IMG_9145 IMG_9163

Esse ano, o Teatro Maquínico encenou a o texto O Alegre Fim de Lograd’ouro A Cidade dos Sonhadelos. O tema trata de uma cidade em que o povo tem seus direitos assegurados. Saúde, escola, entretenimento, emprego, transporte coletivo, segurança, tudo que supre suas necessidades. O que significa que esse povo é feliz.

E a razão dessa felicidade é que todos só trabalham. Não brincam, porque já são felizes. Não sonham, porque são felizes. Por isso, é proibido sonhar. Quem sonha não é feliz e não é feliz porque não trabalha.IMG_9158 IMG_9152 IMG_9172 IMG_9174 IMG_9177IMG_9168

Todavia, tudo não passava de uma fantasmagoria produzida pelos governos e seus comparsas que dominados por uma força que eles não conheciam, acreditavam que o que faziam era na verdade um bom governo que o povo merecia, quando era o contrário. Eles apenas, inconscientemente, reproduziam ordens de invasores cruéis que no passado invadiram a terra, agora chamada de Lograd’ouro, expulsaram seus habitantes autóctones e passaram a mandar sob a força de uma ideologia-alienante.IMG_9104 IMG_9105 IMG_9106 IMG_9161

É então, que estando uma menina de castigo no porão de sua casa, depois de levar uma surra de seu pai por se encontrar lendo um livro em sua escola, cujo tema era sobre a necessidade de sonhar para ser feliz, encontra um menino descendente dos habitantes autóctones que lhe conta toda a história de como surgiram os Sonhadelos. A partir daí, só assistindo a peça.

Essa a letra do poema Canto Político que os dois cantam.

CANTO POLÍTICO

Aquele que não sonha, não luta

E aquele que não luta, não é político

E aquele que não é político, é escravo

E aquele que escravo

Não serve para viver em comunidade

Porque na escravidão não há democracia

E na democracia não há escravidão

A democracia

É um regime ético, sociedade dos amigos

Constitutiva potência da razão.

A apresentação ocorreu na noite de ontem, dia 14, na Escola Municipal Francisco Guedes de Queiroz, no Bairro Tancredo Neves, na Zona Leste, o território mais populacional de Manaus, e o mais desassistido pelos governos e só lembrado em tempo de eleição, como no momento.

A AFIN COM SEU “PROGRAMA BRECHT EDUCADOR”, EM SUA PRODUÇÃO DE DESEJOS AFETIVOS E COGNITIVOS, ESTEVE NO IFAM COM SEU TEATRO MAQUÍNICO COM A PEÇA A EXCEÇÃO E A REGRA DE BRECHT

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A Associação Filosofia Itinerante (Afin) vem produzindo já há alguns meses passados nas escolas, centros comunitários, igrejas, universidades e outros palcos inquietos de Manaus – a triste não-cidade -, o seu Programa Brecht Educador. O programa, em seu movimento deviriano, tenta criar junto com os participantes uma cartografia de desejos que possa auxiliar na descodificação da semiótica dominante que oprime o desejo como potência criadora para que a alegria de agir se torne o princípio humano de comunalidade.

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O Programa Brecht Educador, tem como partículas impulsionadoras as peças de teatro, os poemas, os artigos e a músicas do teatrólogo, poeta, músico, articulistas, ativista Bertolt Brecht. Sua práxis junto ao público é manifestada em entrelaçamentos de saberes e dizeres já constituídos pelo sistema dominante posto sob a crítica dos enunciados brechtianos. Por exemplo, o poema Soube Que Vocês Nada Querem Aprender. O poema é desdobrado e revela os vários agenciamentos de dominação em que o público – principalmente estudantil e operário – encontra os signos codificadores da dominação e a imobilidade dos sujeitos-sujeitados.

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Como potência de ‘deseducação’, os signos brechetianos aparecem como crítica à prática alienada na escola e na sociedade interpretada por seus agentes como diretores, pedagogos, professores que preocupados apenas com seus salários – o que é necessário, nisso eles tem razão  – se afastam do entendimento de que uma aula é um ato político, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari. E que o amparo dessa alienação fortalece a violência de ser a escola e seus corpos hierarquizados, um marcador de poder. Aí, a importância do Programa Brecht Educador que auxiliado, em parte, pelos dizeres das teorias e práticas dos filósofos da Escola de Frankfurt, como Marcuse, Adorno, Habermas, Horkheimer, revela a força dominante do currículo oculto praticado nas escolas passivas. O programa trata também da força imperiosa das chamadas teletecnologias que dominam vários territórios onde se imobilizam muitos educandos. Mostra como os sentidos e a cognição desses sujeitos-sujeitados, são violentados com a impossibilidade da experiência direta sobre a objetividade. Surgindo em seu lugar uma subjetividade fragmentada, sempre em estado de desaparecimento, onde o virtual-teletecnológico surge como real. A virtualidade fantasmagórica.

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Assim, com esses códigos estético/político/educacional constituídos, o Teatro Maquínico da AFIN se apresentou na quarta-feira, dia 19, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), no Bairro do Zumbi, Zona Leste, o território mais populoso e mais pobre de Manaus, com a peça A Exceção e a Regra. Apesar de um toró de causar inveja a Noé, os estudantes se fizeram presentes de forma participativa como pede uma encenação brechtiana.

Tendo a peça como vetor-enunciativo-estético, depois da apresentação os estudantes passaram a produzir entendimentos sobre o que poderia ser inferido do texto. Daí foi possível experimentar enunciados sobre a exploração do patrão sobre o trabalhador, a mais-valia ou mais valor – dependendo do tradutor -, a necessidade da sindicalização do trabalhador, a política nacional e internacional do petróleo, a força do poder econômico sobre o Poder Judiciário, a condição da mulher-mãe desamparada por uma lei que deveria ampará-la, a terceirização, e como não poderia ficar de fora, a atitude do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) na decisão de como determinou a prisão dos condenados.

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Analisando um dos versos da pega, “estranhe o que não for estranho”, o estudante Gilmar disse que infelizmente para a maioria da sociedade tudo que acontece para ela é normal, até mesmo a violência. Já as estudantes Silva e Fernanda, do Curso de Paisagismo, afirmaram que fica óbvio, na peça, a força do Poder Econômico sobre as decisões do Poder Judiciário, porque o juiz  absolve o comerciante explorador e assassino do carregador. Outra estudante do Curso de Ecologia observou que a ambição pelo petróleo como fonte de lucro mostrada na peça, é muito presente nos tempos atuais. Para estudante Elton, o que mais lhe chamou atenção foi a modernidade da peça. Escrita em 1925, ela apresenta a questão da sindicalização e a necessidade do trabalhador ser sindicalizado para poder lutar contra as imposições patronais. Pelo corpo docente, além do professor de Educação Artística, Aurélio, responsável pelo acontecimento estético/educacional/político, considerar o texto, a encenação e a interpretação dos atores com cunho profissional, embora todos sejam amadores – percebeu-se uma massageada de ego nos chamados artistas da Afin -, o professor Dênis aproveitou situações do tema sindicalização para analisar os malefícios da terceirização. E mostrou, como exemplo, os trabalhadores de serviços gerias terceirizados no próprio IFAM. E comparou suas situações com as situações dos professores concursados.

Em síntese, a composição estética/educacional/política do Programa Brecht Educador, foi possível em razão da disposição dos estudantes e dos organizadores, e educadores da instituição.

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TEATRO MAQUÍNICO AFINADO ENUNCIA BRECHT EM UMA APRESENTAÇÃO NA UFAM

IMG_3575A peça didática “A Exceção e a Regra” do teatrólogo, poeta, filosofo alemão Bertolt Brecht trabalha sobre o capitalismo, que em sua desumanidade, além de explorar a mão de obra do trabalhador, expor as diferenças de classe, ainda cria formas perversas de relações pautadas na dominação, humilhação e violação dos direitos do homem.

Porém quando se trata do poder judiciário que deveria julgar as ações que prejudicam o bem comum, a falsa justiça está sempre junta do lado mais forte, com mais dinheiro. Na história brechtiana, um comerciante, um carregador e um guia fazem uma viagem em busca do petróleo para que o comerciante possa ganhar uma concessão. A concessão será dada ao grupo que chegar primeiro, e por isto o comerciante, que está na frente, explora de todas formas possíveis os trabalhadores para buscar seu lucro. Quando o comerciante viola a lei cometendo um homicídio, será levado ao julgamento, para que haja apenas uma confirmação dos valores capitalistas levados pela justiça burguesa.


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A Afin levou este vetor teatral ao auditório Rio Negro da UFAM na última quarta-feira, onde o público era formado por algumas turmas do curso de Serviço Social da mesma universidade. Este curso como sempre demonstrou seu posicionamento engajado perante a realidade que se acredita não estática. Assim, os acadêmicos não vêm simplesmente uma sociedade fruto de seu tempo e de sua história, mas busca entender suas contradições e apreender formas de transforma-la.

Na montagem da Afin, há a presença de três comerciantes, o que mostra que independente da sua “individualidade genética” os três comerciantes são apenas um, que seguem a mesma forma de exploração. Como já é de costume do teatro dialético de Brecht, entre cada quadro há a passagem de uma placa antecipando os acontecimentos. As placas foram mostradas pelos acadêmicos de Serviço Social, que aproveitaram seu talento, para participar da peça. Após a apresentação, como sempre ocorre no teatro maquínico afinado há uma discussão com a plateia sobre os entendimentos e vivências ocorridas através do texto do espetáculo.

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A apresentação das peças ocorrem sempre de graça, o que não tem nenhuma graça pro capitalismo, nos locais onde a Afin for convidada. Caso alguém tenha interesse de levar a peça a sua escola, faculdade, sindicato, igreja, terreiros, centros religiosos, é só entrar em contato para  marcar apresentações nos telefones 3234-3799 (Marcos José) e 9190-1949 (Lucicleia) ou através de comentário em nossos blogs, ou ainda pelo e-mail afinsophiaitin@yahoo.com.br

A Exceção e a regra

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Ficha Técnica

Texto: Bertolt Brecht

Encenação e música: Marcos José

Contra-Regra: Hayssa Madureira

Grupo de estudo filosófico-político-social sobre o tema: Alci Madureira, Ana Nogueira, Anderson Littaif, Edmilson Lima, Larissa Alencar, Marcos José, Melyse Cordeiro, Vinicius Padilla, Solange Botelho, Miguel Oliveira, Lucicléia Lopes

Miguel Oliveira: Comerciante , Juiz
Alci Madureira:  Guia, Comerciante
Vinicius Padilla: Carregador, Condutor da segunda caravana, Estalajadeiro
Lucicléia Lopes: PolíciaI, Mulher do Carregador
Marcos José: Comerciante

PEÇA DE TEATRO “O CANDIDATO QUE SAIU DO POVO” DA AFIN É PROIBIDA DE SER APRESENTADA EM ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DO ESTADO DO AMAZONAS

“Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. (Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos)

Nossas fronteiras esbarraram nos portões da Escola Estadual Desembargador André Vidal de Araújo, que tem como gestor, Kepler Evanovich Leitão, que já foi diretor das Estaduais Milton Bandeira e José Bernardino Lindoso. Exatamente numa escola que leva o nome de um agente da justiça, a peça de teatro da AFIN, “O Candidato que Saiu do Povo” foi censurada, proibida de ser apresentada no dia 19 de julho às 19:30 h a partir de ilações, calúnia e delação.

A Associação Filosofia Itinerante possui muitos professores como membros, simpatizantes e sócios. Na Escola citada, ministra aulas de língua portuguesa, no turno vespertino e noturno o professor Carlos Alberto Sampaio que é um incentivador de encontros estéticos-éticos da AFIN e que já intermediou noutros anos  apresentações de peças nessa escola e este ano propôs ao gestor que a peça “O Candidato que saiu do Povo” fosse encenada no horário da noite.

DITO-DIRETOR ILALA E DELALA

O Dito-dela-diretor alegou que precisaria ter autorização da Coordenação Distrital 06 que compreende as 28 escolas da Cidade Nova. Só que quando o dito-diretor Kepler Evanovich Leitão foi conversar com a Coordenadora Chefa da CD 06, Professora Emília,  numa atitude própria de dito-deduração, disse que a peça já havia sido apresentada na Escola Estadual Engenheiro Artur Soares Amorim e que o texto da peça falava mal do governador.

AFIN REAGE

A diretoria da AFIN ao tomar conhecimento dessa atitude antidemocrática, anticonstitucional, de comportamento ditatorial e de proibição à liberdade de expressão, através de seus membros e do seu  presidente procuraram obter mais informações sobre a censura e este  não podendo falar com a Coordenadora chefa, professora Emília, que  encontrava-se numa reunião com  gestores , o presidente da AFIN conversou  com a Assessora Terezinha que informou que a coordenadoria tomou conhecimento do fato e que para a peça ser apresentada nas escolas da rede estadual a AFIN  deveria submeter à coordenação um projeto e o respectivo texto da peça, bem como isso deveria ser providenciado também para os outros distritos da SEDUC-AM.  A proibição e a censura transpunham-se dos portões da Escola André Vidal de Araújo para outras fronteiras. Estamos proibidos de apresentar a peça nas Escolas Estaduais do Amazonas.

O distrito tomou essa decisão arbitrária, condenável, pois só vimos isso na época da ditadura militar no Brasil pós 1964, a partir de ilações, calúnias de quem não assistiu a peça, porque se tivesse assistido, como muitos alunos do Artur Soares Amorim, professores, comunitários convidados, nenhum  deles viu no texto qualquer menção à pessoa do governador ou qualquer autoridade constituída  do estado, pois trata-se de um texto artítistico, poético ficcional, que trata sim, de política a partir da Filosofia Spinoziana, e principalmente do projeto de lei popular denominado Ficha Limpa do qual fomos incentivadores, apoiadores e nessa luta pela moralização política do Brasil, somos parceiros do Tribunal Superior Eleitoral fazendo esse trabalho de orientação, reflexão para que tenhamos um país livre da corrupção, da compra de votos e de políticos ficha suja.

No momento que o dito-diretor, Kepler Evanovich Leitão  e a CD 06 censuram, proíbem a apresentação da peça, percebe-se o porquê da educação escolar no Amazonas apresentar índices negativos.

O teatro é arte e a arte que trabalhamos tem como base e referência o método do Verfrfremdunggseffekt (distanciamento) de Bertolt Brecht, isto é, a “plateia deve ser desencorajada no sentido de qualquer perda de seu afastamento crítico da identificação com um ou mais personagens: o oposto da identificação é a preservação de uma existência independente, a ser mantida separada, alheia, estranha – consequentemente o diretor deve lutar para produzir, por todos os meios ao seu dispor, efeitos que manterão a plateia separada, afastada, alienada da ação.”  (Martin Esslin, Brecht: dos males, o menor). E neste caso, como já mencionamos, essa peça trabalha a questão política no sentido de elucidar pedagogicamente o ficha limpa, assim como também é um texto constituído de quatro quadros: Na Praça, Sem Terra o Homem não fica em pé, Poesia Não Rima com Grilagem e o Povo é a Democracia. O teatro começa com um jornaleiro gritanto a manchete daquele dia: “Poderá não haver eleição ano que vem.” A história nesse quadro destaca o projeto ficha limpa. No segundo e terceiro quadro a abordagem é sobre invasões e grilagem de terra e no último, sem candidatos para participarem da eleição, pois até os partidos políticos por possuirem candidatos ficha suja não podem lançar candidatos,  surge como único candidato que é ficha limpíssima, o Povo.  “Eu quero um candidato que saia do povo/Que tenha alegria produção do novo/Composto democrático/afeto razão/Potências que libertam o povo da exclusão.”

ENCONTRO CENSURADO

E na noite do dia 19 de julho de 2012 quando o professor Carlos Sampaio e a AFIN proporcionariam um encontro diferente, de leitura além dos códigos estabelecidos, eis que uma subjetividade danosa, em pleno momento em que a Comissão da Verdade apura a deduração, a tortura, as mortes da ditadura, a escuridão,  o cerceamento abateu-se sobre uma escola, porque nessa escola o seu dito-diretor não leu e nunca lerá que “é de toda arte que seria preciso dizer: o artista é mostrador de afectos, inventor de afectos, criador de afectos, em relação com os perceptos ou as visões que nos dá. Não é somente em sua obra que ele os cria, ele os dá para nós e nos faz transformar-nos com eles, ele nos apanha no composto. (Deleuze e Guattari)

E nesse processual, de não submetermos à violência, essa atitude será propagada para políticos, sites, blogs, formadores de opiniões do Brasil e dos mais diversos países que nos acompanham pela internet, porque a AFIN é uma ONG que trás na sua trajetória criadora de novas formas de dizeres e fazeres a seguinte caminhada.

UMA ITINERÂNCIA DE CONSTRUÇÃO DE NOVOS DIZERES E FAZERES AFINADOS

A Associação Filosofia Itinerante – AFIN, entidade fundada em 04 de julho de 2001 e que desenvolve um trabalho com os fluxos comunitários filosóficos, buscando promover encontros ético-estético-afetivo-políticos para discussão da existência das pessoas no mundo, ai compreendendo sua rua, bairro, cidade, estado, país para além do cotidiano constituído e codificado. A entidade tem como aliados nesse devir filosófico intemporal os filósofos Nietzsche, Espinosa, Bergson, Deleuze, Sartre, Simone de Beauvoir, Foucault, Guattari, Toni Negri, dentre outros.

Além desses filósofos a Associação tem uma parceria com órgãos do governo federal como Petrobrás, Ministério da Saúde, Ministério da Cultura com quem em 2008 firmou um convênio de cooperação 119/2008 para apresentação do teatro maquínico “À procura de um candidato” que foi apresentado em escolas estaduais, municipais, associações comunitárias, terreiros, ruas e quintais, como também  auxilia na divulgação de campanhas desses órgãos em benefício das pessoas e do povo brasileiro.

A Associação possui vários vetores de atuação tais como o teatro, o kinemasófico, bibliosofia que preenche um vácuo de atividades artístico-culturais em Manaus, principalmente nos bairros periféricos e em escolas.

Isso é facilitado porque a Associação conta com um número grande de membros como professores, pedagogos, filósofos,  psicólogos, religiosos, estudantes, médicos, advogados, artistas, atores dentre outros profissionais  que com suas atuações tornam visível e permitem uma rede de relações que engendram e potencializam a inteligência Coletiva.

No teatro, por exemplo, temos membros remanescentes da década de 60 com o Grupo  Universitário de Teatro do Amazonas –GRUTA, que encenou o “Natal na Praça de Henri Gheon, “Pés Descalços no Asfalto Quente” de Marcos José, “O Troco” de Domingos Pellegrini, “O Novo Otelo” de Joaquim Manuel de Macedo, “A Exceção e a Regra” de Bertolt Brecht dentre outros;   passando pelo pessoal da BARCA, com “O Auto do Inferno” de Gil Vicente, “ Lux in Tenebris” , de Bertolt Brecht, “Rabo pra que te Quero” de Marcos José; Teatro Cabocão, “Saúde, Doutor!”  e “Doutor a Justiça é Cega”   e atualmente a AFIN  encenou nestes 11 anos as seguintes peças teatrais: “ Pequeno Conto de Natal” (2001), “O Filósofo Fernando que não  Era Só Pessoa” (2001), a partir de poemas de Fernando Pessoa, “O Político”(2002), “Quanto Custa o Ferro” (2002), de Bertolt Brecht, “A maldição do Boi Babão” (2003), “Para criar um candidato” (2004), “O Candidato Mais Ético” (2006), “Boizinho Rizoma nas Tramas da Zona Franca Verde” (2007).

Pra finalizar este artigo-denúncia contra um atentado à vida, ao artigo 19 da Declaração Universal dos direitos do Homem e do Cidadão, informamos que recorreremos contra essa atitude arbitrária, ditatorial, junto aos órgãos competentes, pois atitudes como essas, que proíbe o teatro numa escola, que independente de um programa pode-se a qualquer hora ser apresentado, pois é algo diferente, novo e de grande serventia, pois caso contrário, diretores como o aqui mencionado pode contribuir para tenhamos como personagem o do poema abaixo de Bertolt Brecht.

MEU ESPECTADOR

Recentemente encontrei meu espectador.

Na rua poeirenta

Ele segurava nas mãos uma máquina britadeira.

Por um segundo

Levantou o olhar. Então abri rapidamente meu teatro

Entre as casas. Ele

Olhou expectante.

Na cantina

Encontrei-o de novo. De pé no balcão.

Coberto de suor, bebia. Na mão

Uma fatia de pão. Abri rapidamente meu teatro. Ele

Olhou maravilhado.

Hoje

Tive novamente a sorte. Diante da estação

Eu o vi, empurrado por coronhas de fuzis

Sob o som de tambores, para a guerra.

No meio da multidão

Abri meu teatro. Sobre os ombros

Ele olhou:

Acenou com a cabeça.

Bertolt Brecht. Poemas 1913-1956,

 

      

 

O CANDIDATO QUE SAIU DO POVO EM MAIS UMA APRESENTAÇÃO NA ESCOLA E. ARTHUR SOARES AMORIM

O Teatro Maquínico da Afin é um vetor que carrega um tema a ser discutido com a encenação de uma peça e que após esta encenação abre espaço para uma conversa para que através inteligência coletiva haja a construção de novos saberes coletivos. A cada dois anos, no ano da eleição, a Afin produz seu vetor teatral e apresenta onde for convidado, animando as discussões democráticas por onde passa. Assim como todas outras atividades da Associação, as apresentações são gratuitas e são levadas aonde houver público interessado nas discussões seja em escolas, centros comunitários, igrejas, centros espíritas, associações, sindicatos, entre outros.

Este ano o Teatro Maquínico traz o vetor teatral “O candidato que saiu do povo” que desde junho vem produzindo em vários espaços racionais de discussão sobre as eleições e mais especificamente sobre a Lei do Ficha Limpa. Esta lei é um dos maiores avanços da nossa democracia, já que nasceu da vontade popular em impedir que a corrupção e impunidade continuem existindo em nosso país. O avanço ético produzido a partir da população irá produzir cada vez mais eleições voltadas para o bem comum e impedir que a subjetividade maculada que envolve Demóstenes Torres, José Dirceu, José Serra, Bolsonaro,e tantos outros continue se propagando.

APRESENTAÇÃO DO VETOR TEATRAL NA ESCOLA ESTADUAL ENG. ARTHUR SOARES AMORIM

Na última semana o vetor “O candidato que saiu do povo” esteve presente com mais uma apresentação no bairro da Cidade Nova 3, Núcleo 16 na Escola Arthur Soares Amorim onde os estudantes, professores e membros da comunidade puderam se envolver com o tema do ficha limpa e debater sua implicação sociopolítica nas eleições deste ano.

A produção afinada “O candidato que saiu do povo”possui três quadros. O primeiro quadro “Na Praça” um diálogo entre vários personagens de uma praça por causa de uma manchete de jornal. Assim discute entre outras coisas a mídia e participação popular.

O segundo quadro “Sem terra o homem não fica em pé” expõe a desigualdade social a partirda questão da terra onde ajustiça e os políticos partidarios sempre buscam se aproveitar da situação contra a produção democrática que representa o povo.

O último quadro da peça expõe a realidade dos candidatos ficha suja que foram impedidos de se eleger devido a sua condição anti-democrática. Neste quadro há diversos casos em que coencidem com a realidade como os apresentadores de programas exploradores da miséria humana, radialistas, pastores, entre outros, em que o uso eleitoral de suas funções os envolvem com a corrupção.

A peça apresenta ainda uma ampliação na lei do ficha limpa, onde além dos candidatos, os partidos que tiver em seu quadro qualquer pessoa condenada e envolvida em corrupção fica impossibilidado de lançar qualquer candidatura. Após a apresentação do tema do ficha limpa o público protagonizou a discussão a cerca do tema.

Desta forma esta lei que nasceu da vontade popular, através do vetor teatral “O candidato que saiu do povo” constroi sua práxis além de um documento legal impresso, pois envolve a população nas discussões e faz que ela crie em si a potência da mudança e da limpeza dos cargos públicos através de seu voto na eleição.

Hoje logo mais às 19 horas na Escola Municipal Dom Jackson Damasceno localizada no Valparaíso (próximo a 4a etapa do Jorge Teixeira) haverá mais uma apresentação maquínica do “O Candidato que saiu do povo”.

OS CANALHAS NÃO MORREM

Na América Latina, na África, Oriente Médio e parte da Ásia os movimentos golpistas não cessam. A forma de colonização sofrida por países desses continentes onde a exploração, dominação e subserviência foram marcas indeléveis, permanecem devido a influência dos ricos e poderosos senhores que controlam política, econômica e ideologicamente a sociedade.

A maneira como o Presidente Fernando Lugo do Paraguai foi deposto é um atentado à vida, à democracia. O tempo dado para o presidente defender-se  de supostas acusações foi apenas pro forma para justificar o golpe. Tudo criado, e influenciado por um aparelho ideológico poderoso que vem merecendo comentários, análises, debates que é a imprensa golpista existente nos países latino americanos.

Por trás desse atentado terrorista-golpista está a direita e sua imprensa, além de  banqueiros, latifundiários, religiosos, brasiguaios e governos defensores do sistema capitalista tendo à frente os Estados Unidos da América que imediatamente reconheceu o golpe de Estado.

Nós não o reconhecemos e estamos do lado dos bravos paraguaios para que lutem e não se deixem submeter à força, à opressão e à dominação. Que o governo brasileiro não reconheça como legítimo o desgoverno golpista.

Neste momento em que vemos um atentado contra o estado de direito, inúmeras vozes  protestam nos quatro ou cinco cantos do planeta Terra, a exemplo do que fez o Senhor José Sarney conhecedor de golpe, embora não tenha participado das tramas do golpe no Brasil em 1964, sendo apenas apoiador nos anos seguintes como político que governa o Maranhão até os dias atuais e está no Senado da República. Conhecedor de golpe, reconheceu que o que aconteceu no Paraguai foi um golpe de Estado.

Assim como Sarney, escritores, jornalistas, professores, estudantes, trabalhadores das mais diversas áreas laborativas irmanam-se na América Latina protestando contra o que ocorreu no Paraguai, conscientes de que esse mal que é o golpe de Estado onde há  canalhas não foi extirpado de nossa sociedade.

O que aconteceu no Paraguai pode acontecer em qualquer parte dos continentes acima mencionados, pois não estamos livres dos canalhas, os canalhas não morrem, como fala um índio, personagem da peça do teatro maquínico   – “ o candidato que saiu do povo” – que a Associação Filosofia Itinerante está apresentando  em escolas, associações comunitárias, terreiros, quintais, igrejas  nesta época de eleições e discutindo política e o Ficha Limpa.

Os canalhas não morrem, apesar de cansados e alguns moribundos. Para isso, não podemos deixar-nos enganar por alianças escusas, desrespeitosas como as que o PT nacional e o do Estado do Amazonas fizeram nos últimos anos e continuam costurando. Aliaram-se à direita e comumente,  aos canalhas e os canalhas não morrem, logo a qualquer momento podem dar um golpe. Lembram do que Demóstenes Sem Partido Torres planejava contra o governo da Presidenta Dilma?

 

UMA URRADA ECOSÓFICA DE RIZOMINHA NO NOVO ALEIXO

Respeitável Público!

Vamos contar a história

De um boizinho muito amado

Na fazenda, na cidade,

Em todo canto, em todo lado.

Por ter assim tanto amor

Diziam que era sagrado.

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E dando continuidade às atividades na sede da Afin, foi feita a festança com a moçada do Novo Aleixo animada pela apresentação doBOIZINHO RIZOMA NAS TRAMAS DA ZONA FRANCA VERDE, uma das peças do vetor Teatro Maquínico que a Afin vem realizando onde há convite em Manô e outros interiores das proximidades artísticas politizantes.

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Também não era pra menos

Era alegre e inteligente

Amigos de todas as horas

Pra ajudar a nossa gente.

Vindo lá do Maranhão

De raça, sem sela, valente.

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Intão, com o Boizinho Rizoma não tem esse negócio de competição, mas apenas a alegria das composições afetivas que se manifestam nos olhos, risos e ditos de todos que apreciam a realização de um folguedo que dissolve o boi de plástico e, de quebra, apresenta o vazio da Zona Franca Verde.

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Porém, um certo dia

Uma desgraça aconteceu

O boizinho amigo, amado

Não mugiu e não correu

Simplesmente por “encante”

Ele desapareceu.

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É, então, para uma Fazenda do Governo do Estado que o Boizinho é levado, quando os tiranos tentam se usar a potência lúdica e através dela, vender como verdadeiro o vazio do marketing da Zona Franca Verde. Projeto que, como os outros, atuais e antigos, é todo ilusão e nenhum movimento comunitário filosofante. Apenas a venda de uma ilusão travestida de desenvolvimento econômico e que não engendra nenhum movimento no interior do Estado quanto mais levar em conta os talentos das manifestações populares.

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Em toda gente sua amiga

Bateu logo um desespero

Que será que aconteceu

Com o valente companheiro?

Alguém o teria roubado

Pra ganhar muito dinheiro?

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Mas o Rizominha não se deixa capturar e imobilizar pela força da imaginação como fazem os bois de canga que armam sela para os politicofastros montarem. Rizoma é boi de raça, boi-filosofante, e por isso convida sempre para a brincadeira do bumba-meu-boi, onde o amor, a alegria e o fluxo da Vida estão mais próximos das pessoas e aumentam suas potências de agir.

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O Vaqueiro e o Amo do Boi

O Pai Francisco e a Catirina

Mais o Diretor dos Índios

Sentiram uma dor fina

Se o boizinho tivesse morto,

O que fazer com triste sina?

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E, assim, distanciando-se do boi cocanestlelizado mercadológico, o boizinho Rizoma se realizou bumba-meu-boi em toda a sua ludicidade como alternativa ao boi artificial plastificado, numa proximidade democrática com a comunidade que o recebeu em seu devir-animal e sua potência política, como soi aos verdadeiros folguedos populares.

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Mas logo chegou a notícia

No bico do Gavião

Que o boizinho tava preso

Nas terras do Boi-Babão

Alesado e enfraquecido

Pelo poder da maldição.

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E nos volteios do miolo Abraão, que se fez tripa na improvisação afinada, Rizominha urrou e dançou livre das maldições dos poderes que buscam emperrar seus fluxos dionisíacos e que não conseguem devido à potência-lúdica popular que atravessa em seu movimento liberador em dança e canto na alegria de existir em comunidade.

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Agora, Respeitável Público

Preste muita atenção

Para ver como o teatro

Com sentimento e Razão

Enfrenta os interesses

Da maldição da ilusão…

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E como a quem fizesse chegança no terreiro com Rizoma, o boizinho filosofante, teria direito ao mungunzá, aquele mingau de banana, vatapá e outras delícias mais, tudo já ia sendo preparado enquanto a moçada ddeixava seus dizeres sobre o que viram e sentiram com a apresentação.

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As falas das pessoas presentes trouxeram o entendimento sobre inúmeras questões envolvidas na peça e de suas experiências comunitárias em uma cidade embotada em sua criatividade pelo poder constituído. E todos puxaram questões necessárias para fortalecer a comunidade em inventar-se como coletividade política atuante.

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A AFIN aceita convite deste e de outros vetores teatrais, como se pode ver na barra ao lado, para apresentações gratuitas, onde contam apenas a gratificação do encontro e a alegria de existir em comunalidade.

TEATRO MAQUÍNICO: “SEM TERRA O HOMEM NÃO FICA EM PÉ” NO ENCONTRO REGIONAL DOS RELIGIOSOS

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A Associação Filosofia Itinerante – AFIN movimentou, a partir do vetor Teatro Maquínico, a peça Sem Terra o Homem não Ficam em Pé no Centro Paroquial, onde estava sendo realizado Conferência Regional dos Religiosos do Brasil, como forma de levantar diversas questões junto a diversos religiosos de pastorais de Manaus, de muitos outros municípios do Amazonas e de outros estados da região Norte, que se encontram engajados em diversas questões sociais e políticas, sendo uma das principais a questão da terra e a defesa do meio ambiente.

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E foi neste encontro político-teatralizante, nesta festa artística de uma religiosidade constituinte de desejos no mundo, que o pessoal colocou tantas posições fundamentais transformadoras e de práticas atuantes.

“Eu fiquei feliz em ver que estas coisas são passadas por aqui para o povo dessa região. Eu sou nova aqui e acredito que o teatro é um veículo que deve ser levado à frente, e deve ser levado nesse despojamento, na base da simplicidade. Eu fico feliz de saber que coisas assim são refletidas e trabalhadas com o povão. Essa fundamentação que o índio deu, achei interessante.” Irmã Valdilene

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“A peça mostra justamente como acontece a usurpação da terra, como ela é justificada. E apresenta o povo na luta pela terra, pelo direito à moradia. O tema é muito real e se relaciona com a luta dos sem terra. É um sofrimento muito grande não ter moradia, não ter casa, não ter a própria comida para comer. Gostei muito do tema apresentado.” Irmã Mariete

“Eu quero dar os meus parabéns, principalmente porque a peça dá um destaque para a coragem das mulheres. As mulheres sempre estavam ali na frente enfrentando as dificuldades. Sempre que o menino ali tremia, as mulheres estavam lá e não tremiam nem um pouquinho. É um meio muito interessante de abrir um debate no centro da população sobre um tema muito importante e que afeta todos nós.” Irmã Sandra

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“Eu precisava que o grupo desses, com uma dinâmica dessas fosse lá no Rio Preto da Eva, para fazer uma conscientização lá, porque lá existe um grupo pequeno que está tomando posse de uma área de terra, que está lutando por um pedaço de terra digna. Mas depois eu descobri, eu entendi, que a luta é lá embaixo. É na verdade a luta pelo lar prometido, não somente a terra, por isso eu queria que um grupo assim fosse lá no acampamento fazer um trabalho de conscientização.” Irmã Conceição

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“A gente que trabalha com a religião, uma verdadeira religião, sem passividade, a gente tem que aproveitar todas as oportunidades para que as pessoas observem realmente como é a luta, o que as pessoas tem de passar para terem o seu pedaço de terra. Nós, enquanto religiosos, temos que nos situar, pisar de fato na terra, conhecer de fato como é essa luta para podermos auxiliar nela.” Irmã Maria

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“Pra mim é uma alegria ver de novo outra apresentação da Afin. Estava também com um pouco de saudade desse jeito de fazer filosofia, de colocar a filosofia a serviço da formação da consciência, sempre com alegria, sem nunca cansar de fazer esse trabalho. Um trabalho sem ‘compromisso’ secundário, tentando fazer um teatro, um trabalho para levantar questões importantes, alertar. Nós aqui estamos afinados com vários problemas que o grupo levantou.” Irmã Fátima

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“A importância de colocar um tema, como se fala muito, é importante ter-se uma visão global das coisas. Nem um tema é isolado das outras coisas. A transversalidade. Então eu percebo muitos aspectos que são colocados ali dentro. Por exemplo, traz muita coisa de história, quando se coloca as datas em que os documentos foram assinados, tem-se que observar o que é que acontecia no mundo naquela época, como era organizada a sociedade, qual era o tipo de política, qual era o tipo de governo. A questão política, então, é muito clara. Há também a questão judiciária. A questão eclesial é discutida. Que tipo de fé aparece aí? Uma fé mística; alguém ora enquanto os outros trabalham. Pode-se ver também a questão afetiva, que fica muito clara também. É muito importante a questão da linguagem. Cada palavra é refletida e é questionada, e é preciso entender seus significados na própria peça. Há a questão do lúdico do teatro, que também está, podemos dizer, muito ligado com a liturgia. O grupo tem uma criatividade muito grande, hoje apareceram muitas coisas diferentes. Questões geográficas: “o Amazonas é grande, o Brasil é grande”. As etnias. Fiquei muito feliz que o índio que aparece na peça ´eum grande recado para a humanidade de hoje: como valorizar as culturas primeiras que tem algo a dizer muito maior do que outras formas de vida que se consideram detentoras do saber? O índio chegou antes e observou tudo. É algo que a gente precisa ter muito hoje: contemplar, observar, para ser crítico. Há também um apanhado da história de algumas instituições sociais: como é que se chamava o Incra antes, como é que se chamava a Funai. Finalmente, o primeiro de tudo a preocupação com a biodiversidade, tinha flores, tinha água, folhas para fazer chá, os pássaros que voam no céu. O verme passou a ser positivo, passa a ser vida.” Pe. João Gutemberg

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“A peça foi muita animada, muito engraçada e muito positiva, realmente conseguiram passar tudo o que disseram. Fiquei contente de ver o indígena como realmente ele é, porque muita gente pensa que ele é incauto, que não sabe o que quer, que não sabe o que diz. A peça mostra que o índio é muito forte. Alguém que tem realmente cultura. Também gostei da percepção de família, da presença de crianças, que todos são importantes no grupo e devem ser respeitados. Crianças, adolescentes, jovens. Tudo envolvido na necessidade de saber mais. “O que é célere?” A continuidade do saber como prática para agir na realidade.” Irmã Esperança

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“Quero dizer que foi muito boa a apresentação, feita de forma diferente, lúdica, e apresentando inúmeros temas importantíssimos para percebermos melhor a realidade e agirmos para transformá-la.” Irmã Soraya

“Eu queria destacar uma coisa que achei importantíssima. É que quando vocês criticam a posse da terra como propriedade privada, criticam também o saber como propriedade privada. Então quando a mulher do povo começa a demonstrar que detém o saber, ela é questionada: ‘quem é você?’. Passa a ideia de que o saber está a serviço do status quo, e nós precisamos modifica isso, tirar essa ideia de que o saber é coisa de rico, de quem domina a economia. Mas o saber verdadeiro é o do povo.” Irmã Rosa

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“Já são várias apresentações que eu vejo, e cada vez aparecem coisas diferentes, cada vez a peça ficar melhor. Para nós, religiosos que queremos atuar no mundo, nós ficamos muito felizes de ver um trabalho desses. Na Pastoral da Aids, quando vocês apresentaram, que era outro tipo de pessoas, foi diferente a apresentação. O trabalho está de parabéns, porque não é apenas uma apresentação, é a busca por modificar essa sociedade, porque a maioria das pessoas que estão à frente dessa sociedade não tem esse interesse.” Irmã Amélia

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Companheiro Welton Oda, sempre com seu pandeiro, à esquerda a companheira Mônica Colares, que não apareceu mais porque estava na responsa dessas fotografias, às quais este bloguinho lhe deixa os créditos.

A AFIN aceita convites para apresentação deste vetor teatral, assim como de outras peças que podem ser vistas em cartaz na coluna lateral deste bloguinho. Todas as apresentações, assim como todas as atividades da Afin são gratuitas, apenas pela gratificação dos encontros democratizantes.

Telefones: (92)3213-4205 // 9124-8637

AFIN LEVA “SEM TERRA O HOMEM NÃO FICA EM PÉ” NA ESCOLA FRANCISCO GUEDES

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A Associação Filosofia Itinerante – AFIN, que neste mês de julho vem completando uma década de existência e atividade na cidade de Manaus, começou a sua linha contínua de atuação, oficialmente, em julho de 2001, com uma moçada afinada reunindo-se na Escola Municipal Francisco Guedes de Queiroz, aproveitando as frestas de luz democratizantes de alguns companheiros diretores, professores, estudantes e comunidade, embora o sistema educacional manauara, há décadas, não seja democrático.
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Na terça-feira (19) passada, a partir do vetor Teatro Maquínico, a Afin levou Sem Terra o Homem não Fica em Pé – um quadro pronto da peça O Candidato que Saiu do Povo, que se encontra em processual de ensaio -, que trata de questões de posse da terra, envolvendo todas as personagens que aparecem para lucrar em torno dessa questão – grileiros, posseiros, políticos demagogos, imprensa sequelada, etc – e a luta do povo e dos índios para afirmar seu espaço de moradia e criação.
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Como estávamos em plena zona Leste, a maior zona da Cidade de Manaus, formada em sua totalidade por invasões, as pessoas deram suas opiniões, falando da ausência de projetos de moradia pelos órgãos municipais e estaduais, como fez a companheira Sônia.

As invasões têm de ser mais estudadas, quer dizer, o governo não pode sair batendo em todo o mundo, tem de ver quem realmente precisa de um lugar para morar e resolver a situação.”

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A companheira Nailde atualizou uma questão recente de autoritarismo do poder municipal. A questão da retirada dos feirantes da feira do São José.

O prefeito Amazonino Mendes enviou um papel assinado, ordenando que todos os feirantes saiam da feira do São José, feirantes que estão lá há mais de 30 anos. Ele não apresentou nenhuma alternativa, nenhum outro local para colocar esses pais de família para trabalhar. Era para todos terem saído sábado passado, só que as pessoas não saíram, estão lutando pelos seus direitos.”

A conversa continuou ainda sobre diversas outras questões, como os serviços públicos indispensáveis que têm de haver num bairro novo, assim como projetos educacionais, de lazer e artísticos, que promovam a cidadania e a atuação dos comunitários.

Além desse quadro, a Afin possui, no vetor Teatro Maquínico, duas peças montadas, como se pode conferir na coluna lateral, e está sob ensaio a peça A Exceção e a Regra, de Bertolt Brecht.

Caso queira propor uma apresentação, ligue nos números (92)9124-8637 / 3213-8637. Todas as apresentações são gratuitas, apenas pelos encontros democráticos gratificantes!

BOIZINHO RIZOMA FAZ TREMER O BOI DE PLÁSTICO E A ZONA FRANCA VERDE. URRA, MEU BOI!

Se achegue, meu povo!, que a festança vai começar. Não é boi de plástico, cocanestlelizado, não é boi de canga, desses que trabalham pra político. É boi de raça, vindo lá do Maranhão, e nele ninguém põe sela. É Rizominha, meu boi! Êêêêêêêê booooooi!!!

O urro de Rizominha, que faz mais uma vez faz desmoronar a Zona Franca Verde, esse espectro do Governo do Estado, vai ecoar amanhã, às 19:30h, na noite de São Pedro, lá na rua 72, quadra 149, no bairro Nova Cidade, final da Av. Nepal, na zona Leste de Manaus, no casuá de Dona Lucicléia Lopes, onde fica um dos núcleos da Associação Filosofia Itinerante – AFIN. Para quem quiser ir de ônibus, é ir para o Terminal 3 e lá tomar o 045, o 058 ou 446.

Apareça para dançar com a Catirina, o Diretor dos Índios, Pai Francisco, Amo do Boi, Vaqueiro, Cazumbá, Rapaz do Amo, Gavião Real e tantos outros personagens do folguedo mais animado que a inteligência coletiva do povo já inventou nesse mundão.

A quem fizer chegança no terreiro com Rizoma, o boizinho filosofante, terá direito ao mungunzá, aquele mingau de banana e outras delícias mais. E para já ir incorporando o espírito dionisíaco liberador de todas as potências do corpo, fica aí a mais nova toada de Rizominha… Aê, meu boi!

Rizominha, sangue puro

O meu boi Rizoma é sangue puro
Vindo de acolá do Maranhão
Não permite que lhe ponham canga
Porque sangue puro é só ação

O meu boi Rizoma é afeto alegre
Como a própria vida, produção
Quando urra reúne o povo
Em canto de festa e criação

O meu boi rizoma é um canto de democracia
Com ele se alegra só quem faz cidadania
O meu boi Rizoma é intensidade
Urrando o Novo em liberdade

Marcos José

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Leia também:

BOIZINHO RIZOMA NAS TRAMAS DA ZONA FRANC VERDE

AFIN NO SARES: UM ENCONTRO ONDE A TERRA É O POVO

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Como anunciado ontem neste bloguinho, a AFIN – Associação Filosofia Itinerante foi participar das atividades que estão ocorrendo no SARES – Serviço de Ação, Reflexão e Educação Social, levando para movimentar uma discussão vivificante, a partir do vetorTeatro Maquínico, a teatralização de Sem Terra o Homem não Fica em Pé, quadro da peça O Candidato Que Saiu do Povo. Logo no início da tarde o companheiro Pe Denis, que estava coordenando, deu início às atividades e anunciou a atividade a ser realizada pela moçada afinada.
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Com oferecimento ao casal José Cláudio e Maria do Espírito Santo, assassinados na terça-feira passada (24) no Pará, e ao companheiro Adelino Ramos (Dinho), assassinado anteontem (27) em Rondônia, acrescentando-se também agora ao agricultor Erenilton Pereira dos Santos, testemunha do assassinato ao casal paraense, que ontem (28) também foi assassinado, e a todos que tombaram mortos e levantam vivos na luta autêntica pela defesa da terra. É para eles, e para tantos que estão sendo ameaçados e mortos por grandes latifundiários e madeireiros é que a companheira passa a placa brechtiana.
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Na apresentação, questões comuns com a atuante plateia presente, como a questão de como ilustres famílias açambarcaram imensas glebas de terras tanto no campo quanto na cidade, passando também pelos aventureiros, que fazem da grilagem um lucrativo negócio, mas tudo trabalhado na estética maquínica que escapa da realidade objetiva massacrante e da seriedade no enfrentamento pela força.
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Então, a partir de um olhar artístico-politizante que vai na raiz da questão a partir do humor desbloqueador e do riso liberador de afetos, e chegando na luta real dos sem terra e dos sem teto, que exigem o estatuto da cidadania, que passa pelo direito à moradia, envolvido a todos os serviços públicos essenciais, e que parte para a construção de novas formas de comunidades e novas formas de relações que aumentem a potência da multidão e o envolva num processual de aumento da potência de agir, transformado-a numa verdadeira potência democrática.
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Como sempre acontece, ao final da apresentação, os participantes se envolveram e deixaram suas falas/práxis construtoras no mundo a partir de questões suscitadas na performance artística teatral maquínica afinada.

Nós somos do ramal Uberê, no Brasileirinho. Nós somos agricultores, somos oitenta famílias. Nós sofremos muitas ameaças lá, que se relacionam com tudo que vocês colocaram aí na peça. Apareceram grileiros. Eles derrubam as plantações, ameaçam, queimam casas. Através da Comissão Pastoral da Terra – CPT nós nos organizamos e conseguimos documentos pelo uso capião. Nós estamos conseguindo fazer algumas denúncias pelo Ministério Público Federal, que o Ministério Público Estadual não nos deu atenção. Também conseguimos amenizar a questão das perseguições a partir do ouvidor agrário, Dr. Gercino, de Brasília. Mas ainda não acabou a perseguição.(Ivaneide, da comunidade Uberê, do Brasileirinho)

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Nós somos da Colônia Antônio Aleixo, e há um grupo de grileiros lá, que dizem ser donos de terras, mas há três anos não apresentam documentos. Documentos têm quem está morando, vivendo lá há sessenta, oitenta anos, mas eles chegaram um dia desses e querem se apropriar de terras de pessoas que estão há décadas e décadas lá. Eles falam enrolado que nem esse rapaz da peça, apresentando documentos com nomes que a gente não sabe nem pronunciar, mas se dizendo amazonense, que nasceram aqui. Já numa outra comunidade é o próprio exército que está expulsando o pessoal para fazerem lá suas manobras na beira do rio, tomando a terra dos ribeirinhos, e não deixando o projeto Luz Para Todos, do governo federal, chegar lá.(Mariza, comunitária da Colônia Antônio Aleixo)
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Quando eu vi o começo dessa peça, eu lembrei muito das nossas lutas, quando eu ainda era moleque, e que nós enfrentamos tudo isso, e até hoje nós não podemos ser donos da terra lá. Moramos na terra, mas não podemos construir algo de forma legal. Há 22 anos que estamos lá e ainda não temos o direito de ter o título definitivo da terra. Também não podemos desenvolver determinados projetos porque a terra não é nossa. Todos nós já passamos lá por esta questão de polícia, cachorro e revólver na cabeça. O que vocês apresentaram aqui nos fortalece e nos deixa com mais gana de querer lutar. Porque temos de ter a consciência de que não estamos sozinhos. Tem muitos outros loucos como nós querendo discutir as questões num sábado à tarde, e não só ficar na frente da tv assistindo o jogo e tomando a gelada.(Joci, da comunidade São Mateus – Zumbi II)
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Como mostrado aí na peça, a polícia vem e senta o cacete, já vem atirando de longe quando é pra tirar um pobre da terra. O Nova Vitória, quando começou, a polícia entrava lá com cavalos e quebrando tudo e botando todo mundo pra correr. Hoje nós já temos um bairro mais ou menos urbanizado, mas ainda não está bom, porque o governo federal mandou e está mandando muito dinheiro, mas nada é feito pra melhorar realmente o bairro.” (José Augusto, da comunidade Nova Vitória)
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A partir desse encontro, a Afin marcou várias outras tentativas de encontros, a partir de diversos vetores, a serem realizados na comunalidade que cria relações que perpassam todos os corpos na prática de transformar o mundo, de criar novos mundos onde passem o humor e a inteligência.

AFIN NO SARES: “SEM TERRA O HOMEM NÃO FICA EM PÉ”

AFIN – Associação Filosofia Itinerante®

vetor Teatro Maquínico enuncia

SEM TERRA O HOMEM NÃO FICA EM PÉ

Quadro da peça O Candidato Que Saiu do Povo

A Afin oferece essa apresentação ao casal José Cláudio e Maria do Espírito, assassinados na terça-feira passada no Pará, e ao companheiro Adelino Ramos (Dinho), assassinado ontem em Rondônia, e a todos que tombaram mortos e levantam vivos na luta autêntica pela defesa da terra.

A AFIN é uma entidade sem fins lucrativos que atua em Manaus há 10 anos, mas contando com membros que vem numa linha contínua de atuação na cidade desde a década de 1960, movimentando bons encontros éticos-estéticos-afetivos a partir de diversos vetores para construção de novas formas de relações e atuações políticas democratizantes.

Entre os diversos vetores de atuação da Afin está o Teatro Maquínico, realizado para interferir na teatralidade existencial dos participantes de forma a abrir a possibilidade para uma atuação coletiva que toque todos os membros da comunidade. Comunalidade. Assim, além das inovações de método e técnica que o Teatro Maquínico se propõe do ponto de vista estético, o fundamental é que as peças são montadas para serem levadas a escolas, associações comunitárias, terreiros, igrejas, ruas, casas, enfim, todo lugar onde houver possibilidade de se inventar um encontro propiciador de práticas transformadoras do mundo.

É com esse entendimento que a peça O Candidato Que Saiu do Povo está sendo montada, para se debater, ao final das apresentações, como ocorre com todas as encenações do Teatro Maquínico da Afin, questões como a corrupção eleitoral e da classe política, o projeto-popular Ficha Limpa, problemas crônicos de Manaus e outras cidades, como a falta d’água, a precariedade do transporte coletivo, as condições das ruas, a insuficiência dos serviços públicos indispensáveis, como a Saúde e a Educação, as situações de moradias e a condição dos trabalhadores, entre tantos outros temas que estão colocados de forma transversal no texto ou nas discussões que venham a ser suscitadas.

Com esse Sem Terra o Homem não Fica em Pé, um dos quadros da peça supracitada, que se encontra em estágio de ensaio – mas no teatro é sempre um ensaio –, e que a Afin leva hoje, às 14h, para compartilhar numa tentativa de encontro no Serviço de Ação, Reflexão e Educação Social – SARES, apresenta-se a partir de um olhar artístico-politizante que vai na raiz da questão da grilagem de terra no campo e na cidade, percebendo a forma como ilustres famílias açambarcaram imensas glebas de terras tanto no campo quanto na cidade, passando também pelos aventureiros, que fazem da grilagem um lucrativo negócio e chegando na luta real dos sem terra e dos sem teto, que exigem o estatuto da cidadania, que passa pelo direito à moradia, envolvido a todos os serviços públicos essenciais.

A terra é o povo
Como o povo é a terra
Sem terra não há povo
Como não há povo sem terra

A terra é a vida
Para o povo, produção
Sem terra não há vida
Nem o povo é cidadão.

Textualização, encenação e cortes musicais: Marcos José
Atores: Bianca Sotero, Alci Madureira, Miguel Oliveira, Lucicléia Lopes, Vinicius Padilla, e Maurício Colares.
Análises cênicas: Liê, Marcílio Colares, Mel Cordeiro, Ana Cristina, Alef da Silva e Anderson Littaif
Crianças-devires: Vitorinhas, Chumbinho, Kaidara, Hanna Papai Taí.

O grileiro chegou
E disse que a terra era sua
O povo se defendeu
Cansado de morar na rua.

Quando tudo parecia
Que o grileiro ia ganhar a guerra
O bom índio apareceu
Mostrando que o povo é o dono da terra.

O povo é o dono da terra
A terra é o povo
É pelo povo que a terra
Faz nascer sempre o novo.

Teatro Maquínico da AFIN enuncia: “Achados e Perdidos no Caminho da Salvação”

Clique para ampliar.

Para o João Benedito, que tá vindo já chegou aí no meio…

A AFIN, da qual este bloguinho é vetor virtualizante, é uma entidade sem fins lucrativos que atua em Manaus há 10 anos, mas contando com membros que vem numa linha contínua de atuação na cidade desde a década de 1960, movimentando bons encontros éticos-estéticos-afetivos a partir de diversos vetores para construção de novas formas de relações e atuações políticas democratizantes.

Entre os diversos vetores de atuação da Afin está o Teatro Maquínico, que já movimentou dezenas de peças, e que a partir de uma concepção nova de estética, política e existência, é sempre realizado para interferir na teatralidade existencial dos participantes de forma a abrir a possibilidade para uma atuação coletiva que toque todos os membros da comunidade. Comunalidade.

Com a peça Achados e Perdidos no Caminho da Salvação, a Afin propõe uma discussão sobre os interesses mesquinhos politiqueiros e capitalísticos dos trapaceiros, que desvirtuam/deturpam o verdadeiro papel das religiões, que deveria servir como um “filtro para a realidade” a fim de auxiliar em um auto-aperfeiçoamento existencial e para direcionar ações livres e criadoras no mundo sem culpa, dor, julgamento, arrependimento, resignação, preconceito, chantagem, como agia Cristo, o filho de Maria. Razão e afeto.

PRÓLOGO

Respeitável público!
Vamos contar uma estória
De tremer e arrepiar
De fazer coxo correr
Até morto se matar

Com gente desesperada
Com medo da maldição
Fariseu de mão armada
Vendendo a salvação
Explorando a inocência
Do pobre povo cristão

Estória de muita ganância
Onde o produto é Jesus
E cada moeda paga
É mais um prego na cruz
A farra da Babilônia
E o mundo cego sem luz

Cruz credo, minha gente!
É sacanagem demais
Não é obra do Bom Deus
Nem do nosso Satanás
É grana que não acaba
E fariseu querendo mais

Portanto, estimado público
Preste muita atenção
No que nosso teatro apresenta
Sem lhe cobrar um tostão
Mostrando que é preciso ter fé
Mas também usar a razão
Pois só é filho de Deus
Quem é contra a exploração

Textualização, encenação e cortes musicais: Marcos José

Atores: Alci Madureira e Maurício Colares

Personagens: Pastor Obaid e Pastor Sued, Diabo e Deus, Fieis Possuídos

Perspectiva-Estética: Bianca Sotero

Análises cênicas: Miguel Oliveira, Lucicléia Lopes, Liê, Marcílio Colares, Mel Cordeiro, Ana Cristina, Alef, Vinicius Padilla, Anderson Littaif

Crianças-devires: Vitorinhas, Chumbinho, Kaidara, Hanna Papai Taí…

TEATRO MAQUÍNICO DA AFIN NO CURSO DE PSICOLOGIA DA UFAM

Diálogo 01 por você.

Nas comemorações do Dia do Psicólogo, promovida pelos estudantes de Psicologia da UFAM, entre outras expressões, expressou-se naquele território o Teatro Maquínico da AFIN. Um vetor de produção desejante de práxis de saberes e dizeres sociais constitutivos da teatralidade humana como potência/comunalidade criativa. A estética do existir ontologicamente desmitificada do conceito de beleza ascética abraçada nos“bocejos e sonhos matinais” (Belchior).

Diante de uma platéia acessível ao tema, corte Esquizo-Analítico sobre a Psicanálise, foi encenada “Dialogo Psicanalítico”. Peça maquínica produzida desejantemente pela AFIN do diálogo (?) gravado pelo ex-analisável Jean-Jacques Abrahams com seu analista depois de passar mais 14 anos sob a violenta prisão mistificada da análise interminável sustentada nos dogmas da falta, da triangulação edípica e da castração.

Diálogo 02 por você.

Como dizem os filósofos Deleuze e Guattari, um dia entra no consultório um “analisável” com seu gravador, e pronto: acaba o contrato psicanalítico. É a inclusão do terceiro, que até então encontrava-se excluído do acordo tácito da chantagem analítica, nada simbólica.

Abrahams entra no consultório e resolve gravar a conversa com o doutor. “Isto vai acabar mal”, diz o doutor, apavorado, diante do gravador. É verdade. Tudo “acaba mal”, mas para o doutor. A fraude da Psicanálise é revelada. O doutor torna-se o objeto neurótico do sujeito livre da falta simbólica que vende a psicoterapia freudiana. Uma sessão “ab-reação” (o doutor fala seus “segredinhos sujos” que durante todos os anos tentou ocultar do paciente) que revela todos os truques fraudulentos da técnica de manipular as pessoas e impedir que elas experimentem por si mesmas a vida com sua realidade nada simbólica, como diz Abrahams.

Diálogo 03 por você.

Impotente, diante do projeto existencial do ex-analisando, desfeito de sua couraça psicanalítica, o doutor quer o pai na autoridade da polícia para expulsar Abrahams do consultório. “É o papai que está chamando?”, pergunta ele. O velho inconsciente teatral, cena burguesa edípica com seus personagens, Pai-Mãe-Filho-Fálus. Representações manifestas nas relações cotidianas da vítima, transferidas no momento da análise interminável. As personagens da neurose que só o psicanalista diz ver, ouvir, analisar, compreender e curar. O blefe da cura que sustenta o capital-fetiche do preço da consulta. A libido convertida em estoque e falta, dívida nunca paga com o psicanalista. A mesma conversão do capital em estoque e falta do sistema capitalista, a mais-valia interminável sobre o trabalhador.

O FILÓSOFO SARTRE E O DIÁLOGO GRAVADO DE ABRAHAMS

Certo dia o filósofo Sartre, que era um dos editores da Revista Tempos Modernos, recebeu uma fita com a gravação de uma diálogo entre um paciente e um psicanalista. Como filósofo, escutou a gravação. Ficou impressionado com o conteúdo da gravação. Ainda mais porque escrevera em sua obra maior, “O Ser e o Nada”, um texto sobre Psicanálise Existencial. E mais ainda, porque escrevera o roteiro cinematográfico, a pedido do diretor de cinema John Huston, “Freud Além da Alma”, certo que foi filmado mas com adulteração do original. Então, como filósofo da Liberdade, resolveu publicar. Antes mostrou para seus amigos da Revista. Principalmente o psicanalista Pontalis. Depois de uma certa relutância para não publicar, ficou decidido que fosse publicado. Estamos em 1966. Bons tempos de lutas libertárias para novas transformações. Novos saberes e novos dizeres. 68 vem aí!

Diálogo 04 por você.

O texto correu o mundo, e como o Brasil faz parte do mundo, e, embora muitos não queiram, Manaus também faz parte do mundo, um torto dia (só podia ser torto) conhecemos um dos caras mais importante para o desmonte da fraude que é a Psicanálise, Jorge “Daime” Gouveia, que nos apresentou o texto em uma revista coordenada pela ativista das “loucuras”, Silveira. Aí, não deu outra: hoje faz parte do movimento do Teatro Maquínico. Este que esteve compondo com o pessoal da Psicologia da UFAM, cortes, fissuras, rasuras, dobraduras, “delírios” e disjunções Equizo-Analíticas. Esta coisa de alisamento do espaço estriado com seus buracos negros capitalísticos capturadores dos movimentos moleculares. Esta coisa de devir mulher, criança, negro, operário, homossexual, afro, loucos, artistas, oprimidos, etc, que se pretendem criativos e enunciados e ecos de suas próprias vozes. Um mundo maquínico produtor de desejos, e não de falta, a menina dos olhos da Psicanálise.

Diálogo 05 por você.

ELENCO ENUNCIATIVO

Psicanalista ……………………….. Peterson Colares

Paciente …………………………… Maurício Colares

TÉCNICA-TEATRALIZANTE

Adaptação do texto e encenação …….. Marcos José

CONTRA-REGRA …………………. Evanilson Andrade

TOQUES LÚDICOS …….. As crianças Kalian, Naianaquê

TOQUES LÚDICOS …….. Hannah, Aruã e Vitorinha

ADEREÇOS ESTÉTICOS …………….. Alci Madureira e

ADEREÇOS ESTÉTICOS …………….. Bianca Sotero

AFETOS ESQUIZO-TERAPÊUTICOS …….. Katiane Silva e

AFETOS ESQUIZO-TERAPÊUTICOS ….. … Vinicius Padila

Este vetor-teatral a AFIN oferece ao desconstrutor das verdade da psicanálise e psiquiatria, Jorge “Daime” Gouveia.

TEATRO MAQUÍNICO — “À PROCURA DE UM CANDIDATO”

 

Eu não sei quem eu sou. A única coisa que sei é que viver não é passar privação. A privação não é uma condição da vida. E todo governante que leva o povo a passar privação não é governante, e muito menos humano.”

O Projeto Teatro Maquínico – “À Procura de um Candidato” é uma parceria da AFIN – Associação Filosofia Itinerante com o Ministério da Cultura e diz respeito à apresentação de um vetor teatral na cidade de Manaus com o objetivo de promover discussões acerca de temas de importância comunitária, como por exemplo as necessidades materiais (péssimas condições das ruas, ineficiência de inúmeros serviços públicos indispensáveis, condições sub-humanas de moradia, precariedade alimentar, etc) e imateriais (a inexistência de uma concepção educacional libertadora, que envolva as pessoas em sua totalidade existencial, política, social, artística; a formação de uma subjetividade perversa que rouba as energias físicas e emocionais da maioria dos cidadãos) da cidade, entre tantos outros que se atualizarão durante as apresentações.

À Procura de um candidato 01 por você.

Clique nas fotos para ampliá-las.

 

TEATRALIZAÇÃO DA EXISTÊNCIA

Entre os diversos vetores da AFIN, vetores teatrais como “Pequeno Conto de Natal” (2001), “O Filósofo Fernando Que Não Era Só Pessoa” (2001, a partir de poemas de Fernando Pessoa), “O Político” (2002), “Quanto Custa o Ferro” (2002, de Bertolt Brecht), “A Maldição do Boi Babão” (2003), “Para Criar um Candidato” (2004), “O Candidato Mais Ético” (2006), “Boizinho Rizoma nas Tramas da Zona Franca Verde” (2007), e, agora nessa parceria com o Minc, “À Procura de um Candidato” são levadas numa estética criada pela AFIN e que privilegia o texto e o distanciamento brechtiano, tomando o teatro, a partir da teatralidade da existência, a fim de que o próprio público possa compor, a partir dos signos e códigos que carregam, um entendimento acerca do que a AFIN se propõe a construir em coletividade com as pessoas da platéia, construindo uma percepção crítica sobre a realidade social e política onde estão inseridas e criando uma linha de atuação para que venham a intervir politicamente em suas comunidades a partir de sua potência de agir no mundo.

À Procura de um candidato 02 por você.

 

O FLUXO MAQUÍNICO

Além e aquém das engrenagens imóveis que estratificam o espaço e delimitam o tempo, há um espaço liso (áptico) e um tempo não-pulsado (ayon), o tempo do desejo que não foge de si: o maquínico é um fluxo contínuo nesse espaço-tempo. Ao entrar nesse movimento intensivo artístico-teatral, opera-se uma desterritorialização do estado de coisas e tem-se uma percepção nova de si e do outro, fazendo possível o encontro de singularidades capazes de compor uma potência democrática capaz de alterar o estado de coisas estabelecido. Esse aspecto, em Manaus, pela ausência de grupos que realizem trabalhos comunitários sem cunho paternalista, mercantilista ou eleitoreiro, é fundamental para uma proximidade da Afin, do Minc e do governo Lula dos anseios comunitários, para que deixem de ser sempre escamoteados pela miséria lucrativa para os que vivem por operá-la em seu proveito particular.

À Procura de um candidato 03 por você.

 

À PROCURA DE UM CANDIDATO

É com esse entendimento que o vetor teatral À Procura de um Candidato vai percorrer escolas, terreiros, igrejas, ruas, associações comunitárias, todo e qualquer lugar onde houver um convite e pessoas interessadas nestas apresentações/discussões/participações de forma que exista o desejo neste tipo de debate.

Aqui vão em imagens e algumas falas o encontro com o pessoal da Escola Estadual André Vidal de Araújo, na Cidade Nova III, que ocorreu na quinta-feira passada, a partir das 19h.

À Procura de um candidato 05 por você.

 

À Procura de um candidato 04 por você.

 

À Procura de um candidato 07 por você.

 

O humor desbloqueante dos afetos tomou conta dos estudantes e professores numa proximidade artística perceptiva desconstrutora das situações de violência instituída que, em seu estranhamento, o texto e a encenação carregam.

À Procura de um candidato 08 por você.

 

À Procura de um candidato 09 por você.

 

À Procura de um candidato 10 por você.

 

Além da participação do riso, enquanto um dizer lúcido-afetivo, alguns participavam, como sempre ocorre nas encenações da Afin, passando as placas que dividem os cinco quadros da apresentação.

À Procura de um candidato 11 por você.

 

À Procura de um candidato 06 por você.

 

À Procura de um candidato 12 por você.

 

Ao final, o momento mais importante de todo o espetáculo, a conversa com a platéia, que tece suas considerações não sobre a apresentação em si como ocorrem nos teatros tradicionais, mas sobre as questões comunitárias que sentem e que lhes inquietam. Entremeadas a outras imagens da apresentação, vão aí algumas falas das pessoas que estavam presentes e que escolheram contribuir com suas inteligências para as discussões das questões comunitárias afetivas-afetantes.

À Procura de um candidato 14 por você.

A peça não é só uma peça qualquer, também quer dizer que o eleitor tem de deixar de ser besta e ficar votando nas pessoas erradas, que nunca ajudaram a cidade, não resolveram o problema dos ônibus, até mesmo aqui nessa escola, na educação, falta livros, falta verba para dar melhoria a esse colégio, falta ética, porque senão eles não fariam o que fazem, toda essa corrupção, não desviavam dinheiro, não deixavam todos os eleitores que votaram neles assim na mão, porque certamente eles vão querer se eleger de novo e não será possível por causa do trabalho que eles não fizeram. (Juliano)

À Procura de um candidato 13 por você.

 

À Procura de um candidato 14 por você.

Muitas pessoas são induzidas, de forma que ainda não percebe, tem lugares que você dificilmente vê um programa sensacionalista, agora aqui em Manaus, parece às vezes um lugar meio atrasado, mas parece também que muitas pessoas da população se deixam induzir por esses programas. Quando chega a época de eleição, eles vão atrás das pessoas, muitos são comprados. Ali eles vão botando só aquele pessoalzinho deles, pra poder tá comprando, tá aprovando só os projetos que beneficiam eles mesmos, e tudo isso na costa de vocês, eleitores. Então, você tem que ser esperto, tem que eleger uma pessoas daqui do meio mesmo, não uma pessoa que chega lá na televisão, e diz: “Olha, eu sou assim, eu vim aqui lutar pela população”, como muitos já disseram várias vezes. Agora cabe a você a inteligência de estudante escolher uma pessoa certa, o que é muito difícil aqui em Manaus. (Jessé)

À Procura de um candidato 15 por você.

 

À Procura de um candidato 16 por você.

 

Tudo que eles falaram aqui tem tudo a ver com o que está acontecendo hoje dentro da cidade de Manaus, como por exemplo o transporte coletivo, os buracos nas ruas, tá uma briga por causa do salário da categoria dos motoristas, que o motorista e o cobrador não tê culpa. Eles pensaram uma coisa e deu outra, então a população é que vai pagar por isso, pois tá arriscado o transporte parar por incompetência dos administradores. Essa é a realidade. (Orlando)

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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