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TESTAMENTO DE JUDAS 2018

Produção Afinsophia.

Depois de participar de uma magna manifestação contra a força opressiva do Império Romano, Judas Iscariotes, fazendo prevalecer o significado de seu nome “louvor a Deus”, encontrou Jesus Cristo, junto com seus companheiros do Movimento de Libertação das Almas Cativas (MOLAC) e falou de sua viagem ao Brasil.

Judas, disse a Jesus, que iria ao Brasil para apresentar seu Testamento 2018 na Praça dos Três Poderes com o intuito de aproveitar tanto o espírito da Semana Santa, como, também, para participar das manifestações em defesa da democracia e do Estado de Direito da República Brasileira. E, também, das manifestações dos democratas em defesa de Lula, condenado injustamente por personagens antinacionalistas que se submeteram à justiça norte-americana que ajudaram a quebrar a economia do país e entregar suas riquezas ao capital internacional comandado pela voracidade do capital do Tio Sam. Outro propósito seria de participara das manifestações em favor do Habeas Corpus de Lula que será julgado no dia 4 pelo Supremo Tribunal Federal. Um dia em que poderá iniciar a redemocratização do Brasil.

Lembrando que já havia conhecido o Brasil no ano passado, Cristo, beijou Judas desejando-lhe boa viagem e mandando lembranças e um forte abraço a Lula que conhecera ainda no tempo em que era metalúrgico e que o tinha como atuante companheiro.

Judas chegou à Praça dos Três Poderes, pela manhã, aplaudido pela imensa multidão e foi levado pelos organizadores da manifestação até ao palanque onde pronunciaria seu Testamento 2018.

Com um largo sorriso e um contagiante Bom Dia!, Judas iniciou seu pronunciamento.  

 

Neste dia, nesta Praça,

Junto ao Povo Brasileiro

Inicio meu Testamento

Em Jesus meu companheiro.

 

– Que este povo amado e corajoso

Inteligente, otimista e lutador,

Jamais de submeterá

A sanha do golpista traidor.

 

– Por isso, indico o modelo,

Que deve ser imitado

O meu companheiro Lula

Que pelos crápulas, é invejado.

 

– O ódio que eles têm de Lula

É porque ele governa com o povo

Por isso, querem destruí-lo,

Para ele não voltar de novo.

 

– Querer de crápula não é poder

Só o povo tem poder concludente

Por isso, Lula será outra vez,

Eleito do povo presidente.

 

– Assim, ao companheiro Lula,

Homem que congrega a união

Deixo-lhe a incontestável

Vitória na eleição.

 

– E a minha companheira Dilma,

Cujo governo foi roubado

Deixo-lhe uma confortável

Vitória para o Senado.

 

– Ao golpista Michel Temer

Cujo futuro não muda

Deixo-lhe uma aconchegante cela

Na penitenciária da Papuda.

 

– Aos parceiros de Temer,

Conhecidos como golpistas,

Deixo vários documentos

Que implicam mais que nomes em listas.

 

– Para a golpista Rede Globo

Cujo atavismo é traição

Deixo-lhe como lembrança

A soberania dessa nação

 

– Para todas às mídias antidemocráticas

Submissas ao capital internacional

Deixo-lhes a incomunicabilidade

Como seu ocaso final.

 

– Para a série O Mecanismo

Que a Netfflix mostra

Deixo-lhe o incontestável fracasso,

O fascismo atolado na bosta.

 

– Ao candidato Bolsonaro

Cujo ideário é a violência

Deixo-lhe o trono e o cetro

Do deus de toda demência.

 

– Aos nazifascistas do Sul

Que contra Lula promoveram atentado

Deixo-lhes a concreta certeza

Que ele jamais será calado.

 

– Para todos nazifascistas

Cuja covardia é culto da morte

Deixo como lembrança

A democracia com seu livre porte.

 

Aos companheiros Emanuele e Boulos

Que vão disputar a presidência

Deixo-lhes a minha torcida

Par que tenha essencial vivência.

 

– Para meus companheiros Marielle e Anderson,

Assassinados pela tara nazista

Deixo-lhes como lembrança

Do povo, a verdadeira Justiça.

 

– Ao governador Amazonino

Que da educação desconhece o sentido

Deixo meu Paulo Freire

A Pedagogia do Oprimido.

 

– Ao governador do Amazonas

Que não atende dos professores às reivindicações

Deixo-lhe contundente derrota

Nas próximas eleições.

 

– Ao governador Amazonino

Que se nomeia como ‘Ama’

Deixo-lhe a greve dos professores

Como a chama que inflama.

 

– Aos professores do Amazonas

Que por seus direitos entraram em greve

Deixo-lhes a profecia:

Amazonino será breve.

 

– Aos deputados do Amazonas,

Golpistas, inimigos da nação,

Deixo-lhes a voz povo

Para impedir a reeleição.

 

– Ao senador Eduardo Braga

Que também votou pelo golpe

Deixo-lhe a derrota nas urnas

Que já se mostra em galope.

 

– Ao prefeito Arthur Neto

Que fez de Manaus um buracão

Deixo-lhe como lembrança 

O desprezo do povão.

 

– Para o povo do Amazonas

Comprometido com o estado

Deixo-lhe às vitórias

De Praciano, Waldemir José e Zé Ricardo.

 

– Agora, meus companheiros,

Para encerrar esse testamento

Desejo que o Brasil

Recupere seu grande momento.

Que os golpistas desapareçam

E levem a dor e o tormento.

 

Também desejo, companheiros,

Que o STF siga a razão

Julgando o HC de Lula

Com base na Constituição

Para que o país volte

A ser uma respeitada nação.

 

Não deve ser diferente

Já que o povo quer respeito

Lula livre para ir e vir

Presidente será reeleito

Pois um país só é soberano

Quando o povo é o Direito!

 

Avante, companheiros,

Vamos lutar pelo Brasil

Só uma democracia real

Pode derrotar o que é vil!

O TESTAMENTO DE JUDAS, 2017, COM A PARTICIPAÇÃO ESPECIALÍSSIMA DE JESUS CRISTO

A notícia correu célere: Judas Iscariotes e Jesus Cristo iriam se reunir em frente ao Palácio do Planalto para enunciarem, em repente, o intempestivo Testamento de Judas aos homens de boas e más consciências.

Como sempre ocorre quando a mensagem tem como conteúdo e expressão esses dois sublimes personagens transhistóricos, Brasília foi tomada pela maior e melhor multidão de toda sua história fazendo inveja aos filósofos Machiavel e Toni Negri, dois amigos que mais tratam da Multitudo como Potência da Multidão.

A multidão-política não somente queria sentir de perto os dois inigualáveis sacro-personagens e lhes conferir reverências, como também saber suas opiniões sobre o mal que se alojou no Brasil depois que homens e mulheres degenerados (os que sofrerem alterações teratogênicas em suas constituições genéticas impossibilitando-os da produção humana de sensibilidade, cognição e ética democrática) depuseram a presidenta Dilma Vana Rousseff, eleita com mais de 54 milhões de votos, através de um golpe idealizado, elaborado e executado por parte do Judiciário, parlamentares, mídias capitalizadas, e empresários vorazes, além de alienados-paranoicos de todos os matizes.

A multidão-política, diante dos dois magnânimos personagens, pediu que eles explicassem como o país poderia se soerguer depois de toda força predadora desencadeada pelos golpistas que afetou terrivelmente os direitos dos trabalhadores, a economia, a Previdência social, as ciências, as artes, as politicas sociais, todas as produções realizadas pelos governos populares de Lula e Dilma.

Jesus Cristo e Judas Iscariotes, em função de suas inteligências e militâncias, responderam que sabiam de tudo que estava ocorrendo de mal no Brasil, e que se encontravam dispostos a, juntos com os brasileiros de boa fé e razão, examinar o quadro maléfico e tentar procurar soluções. Mas avisaram que a democracia, citando o filósofo Spinoza, é uma contínua produção política saída da composição das potências de todos que se constitui em Bem Comum ou Estatuto do Público do Estado. Daí que todos os brasileiros deveriam produzir a democracia em todo momento. Só assim o Brasil estaria protegido contra qualquer golpe que pudesse lhe tirar o poder de criar o seu próprio destino e proteger sua soberania. E que deveriam ouvir o filósofo Marx quando ele afirma que viver é se encontrar sempre em movimento real. O movimento que descontrói a aparência criada pelo capitalismo. A máscara maior da burguesia.

Depois dessas considerações coletivas, os dois tiraram as violas dos sacos, observaram as afinações, fizeram alguns improvisos, alguns exercícios sonoros e começaram a enunciar o testamento de 2017. Quando o dueto transcendental, impulsionado pelo seu plano de imanência, soltou seus primeiros acordes, a galera foi ao delírio aplaudindo e bradando “Viva à Democracia! O regime político de Cristo e Judas que nenhum golpista vai acabar!”

JUDAS (Sorridente agradecendo ao povão, iniciou sua enunciação) –

Meu amigo Jesus Cristo

Pra começar esse repente

Explique pra todos nós

Como é que você sente

O Brasil sendo humilhado

Por essa gente demente.

 

CRISTO (Contagiado de contentamento acenando para o povão)-

Amigo Judas Iscariotes

Sinto como uma desgraça

Um povo trabalhador

Sendo ofendido em sua raça

Mas é coisa de momento

Logo resgata sua graça.

 

Judas – Mas companheiro J.C.

Isso é muito sofrimento

Esse povo não merece

Passar por esse tormento

Obra própria de tarado

Que não tem bom sentimento.

 

Cristo – Companheiro J.I.

Você tem toda razão

O homem não está no mundo

Para passar por privação

Mas não esqueça que existe

Gente mal, aberração.

(Público – E quanta aberração!)

Judas – Tenho aqui no meu juízo

Uma ideia e não me gabo

Para mim esses golpistas

Tiveram ajuda do Diabo

Porque não têm inteligência

Pra levar um golpe a cabo.

(Público – É verdade Judas!)

Cristo – Não aceito essa ideia

O Diabo é inteligente

Não mistura sua moral

Com esse tipo de gente

Que você já afirmou

Ser uma “gente demente”.

 

Judas – Eu fui mal, amigo Cristo,

Ao Diabo acusar

Ele faz suas traquinagens

Mas não iria prejudicar

Esse povo brasileiro

Que já demonstrou amar.

(Público – Eu, hein!)

Cristo – Todo golpe é praticado

Por figuras desse planeta

Não é coisa de extraterrestre

Tramando uma mutreta

Para no final das contas

Conseguir sua chupeta.

(Público – Eu sei que chupeta quer golpista!)

Judas – Para você, amigo Cristo,

Qual deles é o pior golpista

Já que têm muitos desfilando

Na famosa imensa lista

Nomes de todos os credos

Falsos político e jornalista.

(Público – Tem também gente judiciarista.)

Cristo – É verdade, Iscariotes,

Mas todo golpista é igual

Não é possível escolher

Quem é menos anormal

Por isso o testamento

Vai bombar geral.

(Público – Esse Cristo é mesmo Cristo, meu!)

Judas – Eu vou logo agraciando

O dublê de presidente

Deixando-lhe como lembrança

O Manual do Indigente.

 

Cristo – Para o dublê de presidente

Inimigo da democracia

Deixo-lhe sua cassação

Como fim da fantasia

 

Judas – Ao guloso Aécio-Mineirinho

Da Lava Jato freguês

Deixo-lhe como lembrança

O conforto cativante do xadrez.

 (Público – Também o cheiro da creolina.)

Cristo – Ao vaidoso Fernando Henrique

Que pousava de vestal

Deixo-lhe como lembrança

O escárnio da moral.

 

Judas – Ao senador Homero Jucá

O amante da suruba

Deixo-lhe como lembrança

A lei com sua curuba.

 

Cristo – Ao senador Renan Calheiros

Que do golpe cantou loas

Deixo-lhe como lembrança

Sua derrota em Alagoas.

 

Judas – Ao senador Aloísio Nunes

Que da esquerda fingiu ser dela

Deixo-lhe como lembrança

O fantasma do Marighella.

 

Cristo – Ao governador Geraldo Alckmin

Conhecido como ‘Santo’

Deixo-lhe reservado

No STF seu canto.

 

Judas – Ao senador José Sarney

O patrono do reacionarismo

Deixo-lhe como lembrança

A impotência do coronelismo.

 

Cristo – Ao senador Eduardo Braga

Que se dizia moderno

Deixo-lhe como lembrança

Da corrupção o seu terno.

 

Judas – Ao senador Omar Aziz

Que se dizia comunista

Deixo como lembrança

O martelo e a foice na lista.

 

Cristo – Ao deputado Alfredo Nascimento

Que ao Amazonino levava tucumã

Deixo como lembrança

A justiça do amanhã.

 

Judas – Aos deputados do Amazonas

Analfabetos políticos do mal

Deixo-lhes em 2018

A barca do balatal.

 

Cristo – Para o senador José Serra

Um soberbo entreguista

Deixo-lhe toda a inveja

Ao ver o Brasil progressista.

 

Judas – A Rede Globo golpista

Que odeia a democracia

Deixo como lembrança

O fim de sua aliança com a CIA.

 

Cristo – Ainda para a Rede Globo

Que vive de simulação

Deixo-lhe o depoimento da Odebrecht

Que lhe envolve na corrupção.

 

Judas – Aos ‘justiceiros’ de Curitiba

Que perseguem Lula como um troféu

Deixo-lhes como lembrança

A ilusão que chegarão ao céu.

(Público – O céu é para os justos!)

 

Cristo – Para estes ‘justiceiros’

Que usam o nome de Deus em vão

Deixo-lhes o anseio do paraíso

Como uma grande frustração.

 

Judas – Para os amigos da blogosfera

Que não recuam jamais

Mesmo com todas as porradas

Dos grupos irracionais

Deixo-lhes a boa máxima

Lutar é que nos vivos faz.

 

Cristo – Para minha amiga Dilma

Primeira presidenta do Brasil

Como minha mãe Maria é honrada e guerreira,

Diferente do golpista vil

Deixo como lembrança

O eterno respeito desse povo varonil!

(Público – Valeu minha eterna presidenta!)

 

Judas – Perseguida desde a adolescência

Por lutar pela liberdade

Essa mulher não se curvou

Como faz todo covarde

Por isso deixo-lhe no coração

A chama que sempre arde.

 

Cristo – Para meu amigo Lula

Que pelas aberrações é invejado

Porque não são seres políticos

Como ele é formado

Deixo-lhe a certeza

Que não será aprisionado.

 

Judas – Como líder do povo brasileiro

Só Lula poderá salvar essa nação

Depois da catástrofe dos golpistas

Onde prevaleceu a destruição

Deixo-lhe a certeza

Que em 2018 terá tripla eleição!

(Público cantando – “Olê! Olê! Olê, Olê, Olá, Lula, Lula, lá!”)

 

Os Dois – Assim, povo brasileiro

Terminamos o testamento

Pode ser que muita gente

Não foi lembrada no momento

Mas quem produz democracia

Sabe que vive em nosso pensamento!

(Público – Eu vivo!).

PREVISÕES DA MÃE LUCI PARA O ANO DE 2017

24jun2015-mulher-danca-na-frente-da-estatua-de-san-juan-em-dia-de-sao-joao-na-aldeia-de-curiepe-na-regiao-de-miranda-no-norte-da-venezuela-a-festa-que-tem-raizes-europeias-e-africanas-comeca-1435190Em tempo-imóvel obstruindo o movimento real democrático por força da estupidez, cobiça e indigência existencial, saber de possíveis prospectivas que possam auxiliar nas manifestações futuras, O Blog Afinsophia, movido por seu engajamento no devir Afrosófico, foi até a Casa da Mãe Luci para ouví-la e saber quais as suas previsões para o ano de 2017.

Mãe Luci é mulher ativista, militante que luta em todos os territórios onde a liberdade encontra-se travada ou em ameaçada. As causas femininas, as defesas das crianças e adolescentes, causas dos trabalhadores, causas LGBT, causas indígenas, causas dos negros, do desemprego, da violência policial, do descaso escolar, etc.

Engajadíssima, Mãe Luci, é uma Mãe singular. Em função de sua estadia concreta na terra, ela pode manter estreitas relações com suas entidades que, como sensíveis observadoras das coisas da terra, lhe presenteiam com informações preciosas aos que acreditam nelas e necessitam de seus auxílios.

Só a título de informação as aberrações expressadas no Brasil através dos golpistas, nazifascistas, capitalistas vorazes e perversos, falsos políticos, entreguistas, americanófilos, entre outras indigências, para que elas não usem seu tempo morto lendo essas previsões, já que nada de alvissareiro encontrarão no futuro, Mãe Luci é uma das maiores defensoras das políticas sociais criadas pelos governos populares de Lula e Dilma. Desde pequena se viu envolvida com o povo, não só através das manifestações populares produzidas pelos moradores do bairro onde morava, mas também pelos comícios de candidatos quando era levada por sua irmã mais velha, que durante a ditadura fora presa e torturas, como foi Dilma.

Colocadas essas breves informações, vamos às previsões que também serão breves, justo porque Mãe Luci ainda tem que realizar uma oferenda na Praia da Ponta Negra que está sendo dominada por falsos pais e mães de santos submissos aos interesses da prefeitura que os têm como bons cabos eleitorais. E como Mãe Luci é original, singular e autêntica representante da cultura Afrosófica, só ela pode encarar os simuladores da Umbanda, Candomblé, Macumba e outras expressões negras que fazem uso da cultura afro para benefício próprio.

Blog Afinsophia (Reverenciando Mãe Luci) – Sua bênção, Mãe Lucia
Mãe Luci (Sorrindo afável) – Axé meus filhos e minhas filhas!

BA- Vamos iniciar provocando: o Brasil tem jeito?

ML – Não!

BF (Surpreso) – Não!?

ML – Não. O Brasil dos golpistas não tem jeito.

BA (Aliviando) – Que susto. Nós pensávamos que fosse o com letras maiúsculas: O BRASIL!

ML (Sorrindo) – Esse BRASIL não precisa de jeito. Ele não é torto. Ele é sua própria substância criada por si mesma. A questão é que nem todos que nascem no Brasil são brasileiros, e não sendo brasileiros não podem saber quem é o Brasil. Não basta ter uma carteira de identidade para se tornar nacionalmente brasileiro-patriota. Vejam os golpistas. Estão entregando as riquezas do país para o capital estrangeiro, principalmente o capital norte-americano. Esse Brasil que esses golpistas-entreguistas estão fazendo uso, não é Brasil substância de si mesma.

BA (Batendo palmas) – Essa pegou na veia. Com essa previsão a gente já poderia terminar a entrevista.

ML – Mas essa verdade é tão visível. A sociedade civil, que o Brasil substância de si mesma, vai às ruas, nesse ano de 2017, e desmontar esse golpe alienígena. E isso não é previsão é constatação.

BA – Bem, pelo o que a senhora está afirmando, o Temer vai cair?

ML (Dá uma profunda tragada no charuto) – Ele não vai cair.

BA (Preocupados) – Não vaia cair!?

ML (outra tragada profunda) – Não. Ele nunca esteve em pé.

BA (Aliviando) – É verdade.

ML – Foi por isso que os reacionários tramaram o golpe com ele como chefe. A mídia Rede Globo, CBN, GloboNews, Bandeirantes, Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Época, IstoÉ, todas empresas burguesas têm ele como um inútil.

BA – Uma breve variável no entrevista. Esse charuto que a senhora está fumando é Havana?

ML – Sim. Foi uma amiga que trouxe de Cuba. Ela foi participar das homenagens ao comandante e trouxe alguns. Mas aqui no Brasil tem bons charutos. Vocês gostariam de provar?

BA – Não, com todo respeito ao comandante e ao povo cubano, principalmente os trabalhadores que cultivam a folha do fumo. Mas, Mãe Luci, dá para calcular em que momento o “deitado” vai sair?

ML – O “deitado” não vai sair, já que ele não tem pés. Ele vai ser tirado pelo povo. E isso vai acontecer ali pelas bandas das festas juninas. Para o povo aproveitar os fogos.

BA – E em ele saindo, quem vai assumir? Os reacionários tagarelam que querem o príncipe sem trono.

ML – O Brasil não é uma monarquia. E se fosse não haveria lugar para esse tipo entreguista.

BA – Mas quem assumiria? O presidente da Câmara Federal? O Renan não pode de acordo com o acordo que foi feito com Supremo Tribunal Federal. Quem assumiria, então?

ML – Ninguém.

BA – Ninguém!?

ML – Ninguém, porque vai ter eleições diretas. A partir de hoje, o povo vai às ruas lutar pelas Diretas Já. E apressadamente Já.

BA – E quem vai ser eleito?

ML – Putz! Isso é pergunta que se faça? Logo vindo de vocês da Associação Filosofia Itinerante? Gente ultra sacal?

BA – Sabe como é que é…

ML – Sabe como é que é, é Lula. Não tem pra ninguém!

BA – Mas aí, essa onda de perseguição do Moro sobre ele?

ML (Calmamente) – Meus filhos e minhas filhas. O Moro não é Deus. Ele pode até ter um complexo de Deus, mas como Deus não é uma psicopatologia, para Dele sair um complexo, Moro não é superior a Justiça. A Justiça exercida pelos justos que são movidos pela virtude da Justiça, e não pelos que se consideram justos porque concluíram um curso de Direito e foram outorgados pelo Estado como autoridades. Não esquecer que autoridade não é princípio nascido no Estado, mas nas vivências virtuosas que afirma a humanidade.

BA – Cacete, Mãe Luci! A senhora vai nas profundidades e transcende, também, a superfície. Vai muito além!

ML – Ora, minhas filhas e meus filhos, se eu não frequentasse esses territórios, profundidades e transcendência da superfície como eu iria encontrar minhas companheiras entidades, meus cabocos e minhas cabocas? E como eu poderia acreditar que eles e elas são autênticos, honestos e comprometidos com os que trabalham pela vida?

BA – E sobre aqui Manaus. Quais são as previsões?

ML – Olhem, se nós fossemos olhar e pensar através das perspectivas das representações dos poderes Executivo e Legislativos, tudo ficaria no mesmo. Na verdade, pior. Nós temos a pior bancada federal cujo caráter é golpista e é acometida de uma severa indigência intelectual. O que compromete o desempenho político-ético. Uma bancada de deputados estaduais, com pouquíssimas exceções, e uma bancada de vereadores sofrível. Também com pouquíssimas exceções. Por essas perspectivas 2017 será pior do que 2016, o ano perdido. Mas pelas perspectivas do povo amazonense e algumas categorias, o buraco vai ser mais em cima. Por incrível que pareça, até a classe dos professores, que é contagiosamente reacionária, vai fazer exame de autocrítica e vai infernizar, com toda razão o governador e o prefeito.

BA – Mas o governador parece que vai ser cassado definitivamente.

ML – Não importa. O governador que for vai andar nas pontinhas dos pés. Vai ter que ouvir os professores. E não só professores, os funcionários públicos em geral, porque são eles que fazem a máquina-produtiva e revolucionária do Estado se mostrar transformadora.

BA – Já que a senhora está falando sobre esses poderes, significa então que poderemos ter nas de 2018, para deputados algumas surpresas, já que os funcionários públicos ao tomarem consciência de suas importâncias para a sociedade, podem votar conscientemente, não votarem mais nesses golpistas atuais, e elegerem verdadeiros democratas.

ML – Certíssimo. Mas eu tenho uma previsão, nessa questão, para 2018.

BA (Ansiosos) – Qual?

ML (Sorrindo baforando) – O ex-deputado Francisco Praciano vai se candidatar, e ganhar com uma votação estrondosa.

BA (Batendo) – É isso aí, mãezita! E tem alguma previsão afirmando que alguns desses deputados reacionários não vão ser eleitos?

ML (Balançando a cabeça sorridente) – Tem algumas. Mas tem uma que vocês vão vibrar. É um deputado que é puta velha em mandatos. Já foi eleito tantas vezes que já poderia ter aposentadoria. Vou apresentar uma pista. Se dizia de esquerda.

BA – Será o…

ML – Eu não posso dizer, porque se não ele, sabendo que não ia ser eleito, não se candidataria, e não gastaria dinheiro na campanha. Como já ganhou muito, é melhor deixar que ele gaste inutilmente.

BA – Agora, Mão Luci, pra terminar duas perguntas. E a AFIN como vai ficar?

ML – Como sempre ficou: comprometida com as comunidades, trabalhando com a inteligência coletiva na produção de novas formas de existências, novas formas de ver, ouvir e pensar.

BA – Valeu. A outra pergunta é, será que o Flamengo vai conseguir ganhar do Vasco? Só mais uma: será que o Vasco volta para segunda divisão.

ML – A existência é vitória, derrota, empate e divisão, mas nada disso é fundamental para nós sermos felizes. O que conta mesmo é o trabalho coletivo que leva todos ao estado de comprometimento, solidariedade e, aí sim, a felicidade.

BA (Abraços e beijos) – Valeu, Mãe Luci! Boa atuação lá na Ponta Negra para espantar os falsos pais e mães de santos sem entidades.         

 

 

MÉDICOS-BURGUESES CONTINUAM MANIFESTANDO SUAS FRUSTRAÇÕES-INVEJOSAS CONTRA OS ELEITORES DE DILMA

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Em vários textos desse Blog Afinsophia.com já foi enunciado a condição deprimente dos médicos-burgueses e seus analfabetismos políticos, analfabetismos profissionais ou analfabetismos funcionais. Essa condição deprimente impede que eles sejam racionais capazes de realizarem a crítica política, no sentido marxista, da sociedade brasileira, como também da humanidade que lhes mostra a certas implicações do exercício médico.

Desta forma, como são portadores dessa síndrome aberrante perceptiva e cognitiva não percebem suas condições como incapacidade do sentir, ver, ouvir e pensar diferente. Daí que como eles são meros replicantes-ecolálicos dos enunciados palavras de ordem que suas sensibilidades e inteligências anemizadas lhe conferem, eles não podem ir além da obviedade-obscura. A atrofia dos sentidos e da inteligência que os impede de serem profissionais como representantes de toda a humanidade como é representante da humanidade todo trabalhador. Entender essa realidade trabalhista é demais para limitada existências deles.

Para uma breve compreensão desse estado imóvel, leiam o que médicos da cooperativa Instituto Médico Clínica e Pediatria (Imed-Am) estão repetindo, em seu whatsapp, como significante do vazio. Essa cooperativa é a mesma onde trabalha a médica Patrícia que também afirmou que deveria haver um holocausto nordestino. Leiam o grau epistemológico do médico que se passa como receptor e emissor do enunciado nazifascista quando ele faz a um suposto médico escritor da mensagem: “… um amigo altamente competente e solidário com a população”.

Confirmem o “amigo altamente competente e solidário com a população”.

Veja ai o que um médico postou.

“Recebi essa mensagem de um amigo , altamente competente e solidário com a população:

Prezados amigos,  enfim terminou mais uma eleição.  Serão mais 4 anos de corrupção,  impunidade,  aparelhamento do Estado e tudo mais que fomos contra quando resolvemos ir às ruas para protestar. Porém ficou claro que quem tem o poder de decisão é o pobre, miserável,  que mal sabe assinar o nome, não lê jornal e não tem consciência política, facilmente manipulado por programas sociais que o aprisionam pelo estômago. Diante disso,  peço aos amigos um grande favor: não me peçam pra ajudar nenhum pobre. Não me peçam receitas médicas ou pedidos de exames ou ajuda para internamento no SUS, isso porque o povo confirmou que a saúde está muito boa, procurem as filas do sus e os médicos cubanos que rapidamente resolverão seus problemas.  Não me entreguem currículos para arranjar emprego, procurem o Senai, o Pronatec, pois para o povo as vagas de emprego estão sobrando e com o crescimento econômico vão ter muito mais vagas. Não me peçam dinheiro pra ajudar os mais necessitados,  pois pago todos os impostos e o povo brasileiro julgou que a verba roubada  dos cofres públicos é insignificante e que não faz falta ao povo. É dessa forma que manifestarei minha indignação pelos próximos 4 anos”.

Então, o amigo é não é “competente e solidário” e de uma inteligência e deontologia médica superior? Perceberam o alto grau de formação política, médica e social dos tais médicos-burgueses? Pois é, eram esses aecionários que queriam que Dilma não fosse reeleita.

Frustração total, mesmo com toda a trapaça praticada por seus adversários.

MAIS UMA VEZ EM UM PLEITO ELEITORAL NÃO HAVERA DISPUTA PARA GOVERNADOR DO AMAZONAS

O Amazonas é um Estado cuja realidade política (se é que se pode chamar de política, claro que não se pode) é igual à maioria dos estados brasileiros pós-ditadura civil-militar. Aqui, como em outros alhures, após a ditadura civil-militar as forças mais reacionárias locais se agruparam perseguindo seus interesses, usaram seus velhos métodos populistas e fundaram um corpo profundamente caduco politicamente (se é que se pode…).        

A ORIGEM DA IMOBILIDADE

Na primeira eleição para governador do estado do Amazonas, foi eleito Gilberto Mestrinho, que havia sido cassado pelos militares, mas não por ideologia política. No governo ele se aliou ao prefeito-biônico – indicado pelos militares – Amazonino Mendes, um mero desconhecido da chamada vida política que se autonomeava comunista. Na eleição seguinte para governo, Amazonino, apoiado por Gilberto Mestrinho, foi eleito e construiu amizade com o jovem (jovem na idade, posto que tinha e tem, a mesma subjetividade dos dois anteriores governadores) Eduardo Braga, membro de uma família de empresários que quase chega à falência. Eduardo foi guinado para o governo por Amazonino, que o tratava como “meu garoto”.

 A TRAPAÇA DA REELEIÇÃO CONDUZIDA POR FHC

A determinação da reeleição, uma jogada anticonstitucional de Fernando Henrique com a chamada “compra de votos”, com a participação de Amazonino Mendes, para se reeleger presidente, os governadores e prefeitos foram também reconduzidos aos seus cargos nababescos. Em sua última edição como governador, Eduardo, fez seu vice, Omar Aziz, que também se considerava comunista, no triste passado do Brasil, começo de 80, em que muitos reacionários se diziam de esquerda, e logo foi eleito governador do Amazonas apoiado por Eduardo que foi eleito senador pelo partido fisiológico PMDB (também existem outros no patético quadro partidário do Brasil).

A EXACERBAÇÃO DO MESMO

Agora, nas eleições de 2014, Omar Aziz, se tomando como adversário de Eduardo (Eduardo também fez uma bufa encenação que havia brigado com Amazonino, mas depois foi tratado como “meu garoto” e a bufonada  revelou claramente sua mixórdia),  lançou seu vice José Melo, para disputar o cargo de governador contra Eduardo Braga. É aí que o mesmo continua.  

José Melo (para os íntimos, Zé Melo), desde o tempo da ditadura, sentiu o odor do poder que a filósofa Hannah Arendt, chama de força, e não potência. Território dos confrontos não racionais que conduzem a antidemocracia. Sempre esteve associado aos governantes. Assim foi com Gilberto, Amazonino, Eduardo e Omar. Por isso, é um candidato com os mesmo pressupostos ideológicos de todos os outros governadores direitistas que dominam a cena fisiológica da alcunhada política do Amazonas. Se ele tem algum corpo que diferencia dos outros talvez seja uma diferença que não muda o concreto arcaico implantado no estado.

Desta forma, tanto faz votar em José Melo ou Eduardo Braga, que tudo vai ficar no mesmo ponto-molar que não abala os alicerces da conjuntura alienada. Pode ser, também, por esse corpo, que José Melo não vai ganhar a eleição, que segundo pesquisas, colocam Eduardo na frente abismalmente. Porque o fato é, se Amazonino aprendeu com Gilberto, Eduardo aprendeu com Amazonino e, de quebra, também com Gilberto.

Eduardo conhece os caminhos das pedras dos conservadores opulentos. Eduardo ocupou cargos executivos, entendeu os principais signos da ideologia reacionária e as suas formas de execuções. Se foi “meu garoto”, para Amazonino, para a subjetividade reacionária foi um bom aluno. José Melo sempre andou em círculos nos governos. Ora era um deputado auxiliar destes governos, ora era um secretário. Agora, é governador, mas sem força para ganhar uma eleição mesmo contra um representante do mesmo, seu amigo.

A SUBMISSÃO DAS ESQUERDAS ÀS DIREITAS

Na acepção atuante e produtora do conceito de esquerda que transforma o determinado dos estados de coisas opressivos, ou seja, a ultrapassagem do estabelecido através da potência criadora do novo, não há esquerda no Amazonas. E esse quadro político-bruxuleante pode ser entendido de duas formas e conteúdos.

OS DITOS PARTIDOS DE ESQUERDA RADICAL

Os partidos ditos de esquerda radical (“ser radical é tomar as coisas pela raiz, para o homem a raiz é o próprio homem”, diz Marx, que fez aniversário ontem dia 5, mas pouco é ouvido) como o PSTU, o PSOL, até que têm um programa revolucionário, só que se equivoca por dois fatores: não tem um número suficiente de membros para mobilizar uma luta original e se posta com uma consciência por demais fechada que impede outros diálogos disjuntivos sobre a própria direita. Que apesar de se manter como governo há trinta anos, é frágil politicamente, porque não pensa. Só tem força de imposição. Recurso dos desativados.

Existe através de clichês que vararam a pré-história do mundo-social. Por esta razão a-histórica, é fácil tocar e incomodá-la, visto que como clichês, estão desativados. Mantém-se como herança-vazia que ilude quem a usa e quem acredita nela.

OS DITOS PARTIDOS NÃO-RADICAIS

Já os partidos chamados de esquerda não-radical (mas que já foram radicais para si) como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), não existem como potência-política. Tirando alguns membros (pouquíssimos) desses dois partidos, o resto faz parte do grupo submisso às direitas que detém o poder-caduco. De professores a metalúrgicos, todos estão aliados com esses governos.

O deboche é tamanho que durante anos o deputado Sinésio Campos (PT), foi líder do governo Eduardo Braga na Assembleia Legislativa. O próprio PT encontra-se dominado pela pelegada. O único membro do PT, com possibilidades de vibrações políticas mais abrangentes, que mantém autenticidade é o deputado federal Francisco Praciano, mas é muito solipsista. Tem dificuldade de agregar. Não tem entendido o que vem a ser o PT original. Ficam também o vereador Waldemir José e o deputado estadual José Ricardo (é muito José) que procuram manter uma política democrática moral. Aristotélica, mas melhor que a moral capitalística dos outros. Apesar da moral aristotélica contribuir com a formação da moral capitalista.

A CRÔNICA ANUNCIADA DOS SUBMISSOS

No mais, já se sabia que isso poderia ocorrer com a elevação de alguém da esquerda à Presidência da República, como foi o caso de Lula. Sabia-se que o PT nacional iria se aliar com partidos fisiológicos, como realmente sucedeu. Como não tem potência política para eleger alguém para cargo executivo no Amazonas e em Manaus, membros desses dois partidos se juntaram às direitas como coadjuvante. Um exemplo breve, o sindicato dos professores composto por membros do PCdoB e que é aliado desses governos. E o Sindicato dos Metalúrgicos dirigido por membros do PT.

Era uma crônica anunciada que os aproveitadores, “famintos”, os inexpressivos, os calculistas, os burgueses travestidos de esquerdistas, iriam aproveitar. Assim como a classe média reacionária, a imprensa-submissa, o empresariado-voraz, profissionais de vários setores, como os médicos-burgueses, aproveitam os governos reacionários.  Gente dos mais variados seguimentos da sociedade amazonense. Da Universidade do Amazonas ao jornalismo.

Em função dessa realidade patética, não pode haver eleição para governador do Amazonas na acepção radical do conceito. Não há oposição. E sem oposição não há eleição e muito menos democracia.

BRASIL SE POSICIONA QUE A AVALIAÇÃO DA OEA SOBRE O CASO PARAGUAI OCORRA DEPOIS DA REUNIÃO DA UNASUL

A sessão extraordinária da Organização dos Estados  Americanos (OEA) ocorrida ontem, dia 26, que designou um grupo liderado pelo secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, para avaliar a crise no Paraguai e a condução do processo de impeachment de Fernando Lugo, que deve resultar em um relatório a ser apresentado ao Conselho Permanente da OEA, que é formado por 35 nações, não agradou ao governo brasileiro.

Como muitos integrantes da OEA estão divididos sobre o impeachment de Lugo, o representante do Brasil no organismo internacional, Breno Dias da Costa, disse que seria melhor que a avaliação sobre o Paraguai só ocorresse depois da reunião dos chefes de Estados da União de Nações Sul Americanas (UNASUL) que ocorrerá no dia 29, em Mendoza, na Argentina.

Para Breno a decisão de guardar a decisão da reunião seria prudente, porque a UNASUL é composta por um bloco de 12 países membros.

“Não me parece lógico que essa organização tome uma decisão sem ouvir os país mais diretamente afetados pela situação no Paraguai”, disse Breno da Costa.

Na reunião, enquanto a Argentina, Nicarágua e a Venezuela defenderam a suspensão do Paraguai do Conselho Permanente da OEA, demonstrando que Fernando Lugo foi deposto sumariamente pelos parlamentares da direita reacionária sem qualquer direito de defesa, sendo desrespeitado sumariamente, o representante do Paraguai na OEA, embaixador Bernadino Saguier, como era de se esperar – porque não podia ser diferente -, defendeu o o governo Federico Franco, acusando o Brasil, a Argentina e o Uruguai de se aliarem para prejudicar seu país.

Uma acusação sem qualquer valor moral para quem é representante de um governo que usou a mais velha estratégia dos tiranos para se apossar do poder. Além do mais, um poder que havia sido conquistado pelo voto popular. Pelos fluxos da democracia. Mas, Breno da Costa, não deixou barato. Repudiou com veemência a acusação do representante do governo usurpador.

Enquanto isso, depois de afirmar em claro e bom tom que iria participara da reunião da Cúpula Mercosul, o presidente expulso do governo por um golpe de Estado comandado por parlamentares da ultradireita, Fernando Lugo, afirmou ontem que não vai mais comparecer à dita reunião onde o Paraguai será o tema principal.

Lugo disse que desistiu de participar da reunião porque não quer parecer que com sua presença esteja fazendo pressão sobre os países vizinhos. Realista diante da decisão dos parlamentares que lhe depuseram, Lugo, disse também, baseado em sua experiência religiosa, que só um “milagre” pode fazer com que os parlamentares revejam seu impeachment. Talvez Lugo fosse menos otimista se tivesse lido o Tratado Teológico Político do filósofo Spinoza. Ele não recorreria ao milagre, pois saberia com Spinoza que “já é um milagre que exista milagres”. 

Golpe na democracia, vitória do “stronismo”

A ditadura de 35 anos deixou mais do que cicatrizes na sociedade paraguaia. O stronismo está vivo e impregnado em instituições como o Poder Judiciário e a Polícia, controladas durante seis décadas pelo Partido Colorado, herdeiro de uma de suas principais tradições: o desprezo pela democracia. Falar que o processo respeitou a Constituição do país é ignorar o contexto político paraguaio e as circunstâncias que levaram a este golpe na democracia. O artigo é de Daniel Cassol.

Daniel Cassol (*)

Assunção, 1º de Maio de 2009. As manifestações do Dia Internacional do Trabalho terminam em frente a uma clínica privada, que abriga desde a madrugada Augusto Montanaro, ministro do Interior e responsável pelas torturas e desaparições durante a ditadura de Alfredo Stroessner, recém chegado de Honduras, onde estava foragido. Há confronto com a tropa de choque da Polícia Nacional. Sobram, para este repórter que fotografava o ato, alguns chutes de um policial, mesmo anunciando aos gritos ser jornalista. Quando a situação se acalma, um dos manifestantes picha um muro da clínica: “sanatório stronista”.

Qualificar uma clínica privada como “stronista” não é apenas um arroubo exagerado de um manifestante, mas um exemplo de como a ditadura de 35 anos deixou mais do que cicatrizes na sociedade paraguaia. O stronismo está vivo e impregnado em instituições como o Poder Judiciário e a Polícia, controladas durante seis décadas pelo Partido Colorado, herdeiro de uma de suas principais tradições: o desprezo pela democracia.

Foi dentro do Partido Colorado que, em 1999, se gestou uma tentativa de golpe de Estado, no episódio que ficou conhecido como Marzo Paraguayo, a crise gerada pelo assassinato do vice-presidente Luis Maria Argañas e pelas evidências de que, por trás de tudo, estava o general Lino Oviedo, que três anos antes havia tentado um golpe pela primeira vez. Libertado da prisão pelo presidente Raúl Cubas Grau, seu afilhado político, Oviedo estaria tramando para chegar à presidência. Os paraguaios foram às ruas para evitar o retorno da ditadura militar. Sete jovens morreram nos protestos, provavelmente alvos de atiradores de elite que se posicionaram em edifícios do centro de Assunção – da mesma forma que aconteceu na noite da última sexta-feira. Cubas acabaria renunciando à presidência. Oviedo, atualmente, é líder do UNACE, partido de direita que ajudou a impulsionar o “juício político” contra Lugo.

A fragilidade da democracia paraguaia, a tradição antidemocrática do Partido Colorado e a disposição à resistência dos movimentos sociais do país estão sintetizadas no julgamento sumário a que foi submetido o presidente Fernando Lugo na sexta-feira (22). Isso demonstra a limitação das análises legalistas: falar que o processo respeitou a Constituição do país é ignorar o contexto político paraguaio e as circunstâncias que levaram a este golpe na democracia. Também indica que a crise está longe de um desfecho: a comunidade internacional pode não intervir e o sistema político interno pode se estabilizar, mas os movimentos sociais paraguaios – especialmente os camponeses – sofrerão na carne o retorno das oligarquias ao poder formal.
Aliança para el cambio “Bispo dos pobres”, ligado à Teologia da Libertação e com atuação junto aos movimentos camponeses do departamento de San Pedro, Fernando Lugo apareceu como alternativa política no Paraguai principalmente a partir de 2006, quando passou a liderar o movimento Resistência Cidadã. No esteio das transformações políticas na América do Sul, conseguiu pôr fim a seis décadas de domínio do Partido Colorado, elegendo-se presidente em abril de 2008.

Mas mesmo um governo minimamente reformista como o de Lugo não teve tranquilidade em meio a um sistema político controlado pelas oligarquias. E as tentativas de golpe começaram já nos primeiros meses.
Alguns veículos do Paraguai falam em 24 vezes em que os colorados ou outros parlamentares de direita tentaram aprovar o pedido de “juício politico” contra o presidente Lugo. Não sei dizer se foram tantas, mas nos seis meses em que morei em Assunção, em 2009, lembro de duas. Os motivos eram absolutamente prosaicos. Quando surgiu a informação de que Lugo tinha um filho não reconhecido, uma senadora ingressou com um pedido de impeachment no Congresso.

Em seguida, a realização de um encontro de jovens ligados a movimentos sociais em um quartel do Exército gerou uma nova tentativa. Era de conhecimento de todos, inclusive da embaixada dos Estados Unidos em Assunção, que desde 2009 se tramava um golpe contra Lugo, como mostram correspondências diplomáticas publicadas pelo Wikileaks.
Na mesma época, o presidente Manuel Zelaya era destituído em Honduras, levando os partidos de esquerda e movimentos paraguaios a protestarem contra a ameaça à democracia no continente. Falava-se na época sobre os riscos de se reproduzir no Paraguai a mesma experiência hondurenha.

Todas essas tentativas, no entanto, foram barradas no Congresso com ajuda do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), um partido conservador e adversário histórico dos colorados que foi fundamental na eleição de Lugo, entrando na ampla “Alianza para el Cambio” com o candidato a vice Federico Franco. Mas o PLRA nunca foi um aliado confiável de Fernando Lugo, ainda que alguns de seus líderes tenham se mostrado leais ao presidente. Mal comparando, era o PMDB de Lugo. Em todas as vezes que a oposição ameaçou com o impeachment, Federico Franco disse basicamente que estava pronto para assumir a presidência, atuando como mais um fator de instabilidade dentro do governo.

Um governo frágil em um país de oligarcas Lugo também tem responsabilidade por ter feito um governo tímido, ambíguo e com pouca habilidade política para lidar com a oposição e com sua heterogênea aliança. Desde a esquerda, era criticado pelas “más companhias”, por políticas controversas, pela submissão aos interesses dos Estados Unidos – Lugo era um frequentador assíduo da embaixada norte-americana – e por retardar questões urgentes como a reforma agrária.
É preciso dizer, no entanto, que mesmo reformas simples foram barradas pelo Congresso, hegemonizado pelo Partido Colorado. Acostumada nos privilégios, a elite paraguaia jamais tolerou sequer a mais básica política de cunho social. Atrasada e truculenta, usava o medo do chavismo como justificativa para a histeria – com apoio de um considerável setor da imprensa, liderado pelo reacionário, controverso e mirabolante jornal ABC Color.

Lugo não conseguiu criar um imposto sobre a renda pessoal, cuja inexistência perpetua a desigualdade e os privilégios das elites locais. Na questão agrária, qualquer menção à recuperação das chamadas “terras mal havidas”, distribuídas ilegalmente a grandes proprietários durante a ditadura Stroessner, gerava uma nova onda de desestabilização, que tinha nos grandes produtores de soja um dos principais incentivadores.

Los sojeros, entre eles muitos brasileiros, detêm o poder econômico e político no Paraguai. Dados da Câmara Paraguaia de Exportadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco), uma entidade do agronegócio, portanto, apontam que a área plantada de soja saltou de 1,2 milhão de hectares no ano 2000 para quase 3 milhões de hectares em 2012, concentrados na fronteira com o Brasil. O pequeno país é o quarto maior exportador de soja no mundo. Cerca de 80% das áreas agricultáveis do país são controladas por 2% da população.

Dotado de grande poder, este setor, apoiados pelas multinacionais de sementes e defensivos químicos, sempre pressionou, por exemplo, pela flexibilização das leis ambientais e pela liberação de cultivares transgênicos e de agrotóxicos pesados. Sempre teve a Polícia Nacional e o Exército paraguaio sob seu comando. A concentração de terras e a pobreza no campo são grandes fatores de tensão, mas para os grandes produtores era Lugo quem estava incitando os movimentos camponeses.

Estopim para o golpe Uma tragédia decorrente de uma disputa por terras supostamente mal havidas em Curuguaty, próximo da fronteira com o Brasil, em uma propriedade de Blas Riquelme, ex-presidente do Partido Colorado, foi o estopim para o impeachment de Lugo. Há uma grande suspeita de armação na incitação à violência, que terminou com a morte de 11 camponeses e seis policiais. Não é possível afirmar nada, a não ser que a tensão no campo foi explorada pelos setores que desde o começo do governo Lugo tentaram abreviá-lo. E que da União de Grêmios Produtores (UGP), a confederação dos sindicatos de produtores rurais do Paraguai, partiu a palavra de ordem pelo “juício político”.

O principal articulador da estratégia oposicionista foi Horácio Cartes, líder de um movimento interno do Partido Colorado, pré-candidato às eleições presidenciais no ano que vem e apontado, pelos Estados Unidos, como tendo ligações com o narcotráfico, segundo revelou o Wikileaks. Diante da crise, o PLRA decidiu romper com Lugo: publicamente, pelas mudanças realizadas pelo presidente no Ministério do Interior e na Polícia Nacional. Mas está claro que falou mais alto o senso de oportunidade ao PLRA, que finalmente chegou à presidência com ajuda dos colorados.
O impeachment foi aprovado e sacramentado com rapidez impressionante. Da noite para o dia, a elite paraguaia conseguia levar a cabo o que sempre foi uma obsessão. Fica claro, portanto, que o massacre em Curuguaty foi o pretexto que faltava para que a direita paraguaia recuperasse as rédeas da administração pública – na marra, como é de seu costume.

Desconsiderar esse contexto é ignorar a gravidade do que aconteceu no Paraguai.
Mas regras são regras e a classe política paraguaia quer fazer crer, com ajuda de muitos analistas políticos, que houve respeito às regras do jogo democrático no impeachment de Lugo. Tal argumentação não resiste a cinco minutos de exposição de fatos.

As acusações contra Lugo levadas ao Congresso foram baseadas fundamentalmente em ilações e opiniões políticas. O uso do quartel do Exército para um ato político de jovens entrou na lista de acusações. Lugo também foi acusado de incitar a violência no campo, por causa de suas relações democráticas com movimentos sociais. Os parlamentares chegaram afirmar que não era necessário apresentar nenhum tipo de prova, porque os fatos seriam de pública notoriedade. Sem apresentar um indício sequer, disseram que Lugo tem ligações com o Exército do Povo Paraguaio (EPP), uma suposta guerrilha de extrema-esquerda.

Em relação ao massacre em Curuguaty, as evidências não apontam responsabilidade do presidente Lugo. Vale ressaltar que o pedido para a desocupação da fazenda foi feito pelo Ministério Público e acatado pela Justiça. De qualquer modo, havia uma investigação em curso e o correto seria esperar seu andamento. Lugo também nomeou uma comissão para investigar o caso (Federico Franco cancelou essa investigação especial assim que tomou posse).

O Congresso não esperou e, em pouco mais de um dia, condenou Lugo em um rito sumário, sem direito a ampla defesa. Sobre a eleição legítima de Lugo não há nenhum tipo de suspeita, mas o mesmo não pode se dizer sobre sua destituição.

Um recuo de décadas É difícil prever o que acontecerá daqui para frente. Os movimentos sociais paraguaios seguirão protestando em Assunção. No interior, movimentos camponeses anunciam manifestações, enquanto Lugo, depois de um discurso desmobilizador, criou um gabinete paralelo para acompanhar o novo governo. A reação da comunidade internacional se resume, por enquanto, a condenações públicas e à suspensão do Paraguai pelo Mercosul. A esperança dos golpistas e o temor de quem defende a democracia no Paraguai é que a normalidade no país chegue tão rapidamente quanto foi o golpe, assim como aconteceu em Honduras, com o tema caindo no esquecimento.

Será um regresso de décadas. Paraguai ainda vivia sua transição para a democracia e a eleição de Lugo era um passo importante na consolidação do processo democrático. Mas este processo foi abortado pelos mesmos setores que já haviam atentado contra a frágil democracia paraguaia nos últimos anos. Há colorados e oviedistas no novo gabinete de Federico Franco.  O stronismo recupera a administração, já que nunca perdeu poder.

A Polícia Nacional e o Exército estarão completamente livres novamente, já sob o comando de direito de seus comandantes de fato. Lideranças sociais seguramente sofrerão perseguição política e agressões, especialmente no campo. O Paraguai, que mesmo com o ambíguo governo Lugo experimentava algo de consolidação democrática, vai conviver mais uma vez com um governo de oligarcas.

E a experiência iniciada em Honduras e validada no Paraguai poderá muito bem ser levada a outro país.

(*) Daniel Cassol é jornalista. Cobriu a campanha eleitoral paraguaia em 2008 e viveu seis meses em Assunção, ano de 2009, como correspondente do jornal Brasil de Fato.

Fotos: O maior representante dos latifundiários brasileiros, Tranquilo Favero, junto a um representante da Igreja Católica e Federico Franco, então vice-presidente, inaugurando uma igreja financiada pelo “Rey de la soja”. Foto: Vicepresidencia.

PT E PMDB SÃO CHAPA PARA ELEIÇÕES DE 2010

Em jantar ocorrido no Palácio da Alvorada, e com a aquiescência de Lula, o PT e o PMDB compuseram a chapa para as eleições de 2010. Como já se sabia, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sairá como candidata à Presidência da República. Quanto à vice Presidência, ficará com um membro do PMDB. Possivelmente, o presidente da Câmara dos Deputados, no momento em licença, Michel Temer, que se esquiva quando lhe perguntam sobre o tema.

Entretanto, como estratégia, os dois partidos não falam em composição de chapa, eufemisticamente chamam de pré-acordo que só será fechado definitivamente com as realizações das convenções que acontecerão nos períodos pré-eleitorais.

Por seu lado, tentando desconversar, Michel Temer disse: “O nome será fruto das circunstâncias políticas a serem definidas ano que vem”. Em sua opinião, o certo seria a formação de uma coalizão com todos os partidos da base de sustentação do governo Lula. “Seria útil que se tivesse um bloco com uma candidatura e mais um bloco com outra. Seria útil para os costumes políticos do país”.

Para o presidente do PT, Ricardo Berzoini, que de acordo com sua posição a ideia é ter o PT e o PMDB como cabeça de chapa, mas em união com todos os partidos que apoiam o governo do presidente Lula, a aliança mostra “o acúmulo político desses três anos do governo Lula com uma coalizão mais consistente e pragmática”.

PRAÇA NA PRAÇA COM ZÉ DO POVO

As disputas pelas presidências estadual e municipal do Partido dos Trabalhadores começaram. Sábado os candidatos lançaram seus nomes em convenções. Cada candidato, de acordo com seu entendimento e compromisso democrático, procurou fazer seu lançamento em territórios por eles considerados mais representativos da democracia.

Praciano, candidato da estadual, Zé Ricardo, candidato da municipal, lançaram suas candidaturas na praça da Matriz. Lá onde o povo se movimenta em sua presença real. Lá onde as confluências de interesses sociais e perspectivas de existências se cruzam como forma de testemunho do que é a cidade de Manaus e o Estado do Amazonas. Lá onde não há como falsificar a Democracia.

Na praça, onde ela “é do povo como o céu é do Condor”, como afirma o poeta Castro Alves, os dois petistas enunciaram suas propostas e conversaram com os transeuntes sobre os temas que mais afetam as populações de Manaus, do Amazonas e do Brasil. Poderia se dizer que as eleições são decididas pelos membros filiados do PT, que votam, e não pelos moradores da cidade de Manaus que passavam pelo local, ou não. Mas os dois candidatos acreditam que mesmo sendo eleições de filiados, quem reflete a democracia pura e as armadilhas perpetradas e executadas contra ela é o povo. Daí, suas políticas “de encontro ao povo”.

Já por parte dos outros candidatos, deputado estadual Sinésio Campos e o senador – suplente de Alfredo, ministro dos Transportes – João Pedro, as convenções foram realizadas em locais formalizados pela consciência oficial. O deputado Sinésio, líder do governo direitista Eduardo Braga, apoiado em sua candidatura à presidência do partido pelo próprio governador, orientado pelo seu entendimento de democracia, realizou sua convenção no auditório da Assembléia Legislativa, local de expressão histórica do conservadorismo reacionário.

No entendimento do incauto democrático, tanto do PT como do eleitor em geral, estas convenções são meras eleições de nomes de partidários para exercerem cargos em anos determinados. Mas não é. Estas convenções servem para expor aos entendimentos da sociedade como se encontra o PT, o que se pode esperar dele como um Partido democrático e quem verdadeiramente são petistas engajados com as transformações sociais que possam libertar os pobres do sofrimento.

Desta forma, tem-se de um lado Praciano e Zé Ricardo, autores de suas próprias candidaturas junto com o povo, e de outro o PT Oh! My Darling!, aliado da direita representado por Sinésio, candidato do conservador Eduardo Braga, e João Pedro, candidato do também reacionário, ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

Entendido este mapa atual do PT, infere-se que, economicamente, os Oh! My Darling! têm mais possibilidades de ganhar, não só pelo amparo financeiro, mas porque grande parte dos partidários do partido estão aliados aos dois governos anti-populares de Eduardo Braga e Amazonino. O que se pode também confirmar é a certeza de que foi construído um bloco muito bem fundido pela esquerda Oh! My Darling!, junto com a direita que, hoje, coloca sob ameaça toda tentativa de democratizar o partido, como pretendem Praça e Zé. E nisso, agregado o PC do B, que também foi confiscado pela direita governamental, as convenções em locais muito bem pontuados afirmam que Praça e Zé estão certos democraticamente, mas errados aos My Darling, que só pretendem usufruir com a nulidade do Partido dos Trabalhadores. Tudo que Praça e Zé, juntos ao povo, lutam para não acontecer.

PC do B ENVOLTO AO ÓPIO DO POVO

A singularidade do pensamento do filósofo Karl Marx está na facilidade como examinou a sociedade capitalista e enunciou o produto desse exame como condição de possíveis desdobramentos históricos. Toda sua crítica social é sempre uma ultrapassagem do presente criticado, como também germe de ultrapassagem do futuro ainda não tornado objeto da crítica. Nele, nada está terminado como o ápice do conhecimento como põe a epistemologia burguesa. Tudo se encontra em um continuum, em forma de rachadura, fissura, rasura, hiato por onde passam potências históricas capazes ou de criar novos conceitos históricos, ou de deslocar significados de objetos conhecidos para outros objetos, que, embora figurativamente se mostrem diferentes, entretanto, possuem a mesma função social. Objeto cujo enunciado social fica oculto para o sujeito acrítico que, envolto no realismo ingênuo, acredita que cada objeto possui sua identidade-conceito definidos em si mesmo e sua forma isolados dos outros objetos que compõe a realidade social.

A OBJETIVIDADE ACRÍTICA DO PC do B

O PC do B do Amazonas – locação Manaus – ao anunciar a filiação do ex-deputado, tele-sacerdote Nonato Oliveira, como seu novo membro apresenta à sociedade – como poderia afirmar o outro filósofo alemão, Nietzsche – o pathos da distância em que está acometido quanto ao pensamento moderno – ou pós-moderno – do filósofo Karl Marx. O partido, que se toma em Manaus como comunista, desprovido da crítica como método de análise social, envolto nas cintilações/imobilizadoras, névoa sedutora do governo reacionário-burguês Eduardo Braga, não percebe e nem entende que o “ópio do povo” que a critica da religião feita por Karl Marx, mostrada no século XIX, não tinha como forma sensível, significação conceitual e função social, exclusivamente, a própria religião, mas todas as formas de narcóticos sociais que alienam os homens, que, desesperados, são abatidos no “coração de uma mundo sem coração”  e suspiram como “criatura oprimida”, produto de uma “época sem espírito” objetivada como “vale de lágrimas”.

O “ópio do povo”, em Manaus, são os programas miserabilizantes conduzidos pelos tele-sacerdotes no seio do seu “vale de lágrimas” social. O consolo dos aflitos, através de palavras e objetos desprovidos de materialidade social, responsáveis pelas forças produtivas, abstraem o homem de sua realidade social. Palavras e objetos anestesiantes que dissipam as percepções e as cognições dos sujeitos-sujeitados que, enevoados, nunca entram na ordem da suspeita sobre as causas de suas condenações na terra. É a televisão, uma concessão pública, servindo de instrumento privado para locupletar seus apresentadores e dirigentes que têm orientação “política”. A possibilidade de sucesso eleitoral.

O novo membro do PC do B, Nonato Oliveira, é um dos fundadores, em Manaus, desta máquina narcotizante, o neo “ópio do povo” teletecnológico. Suas eleições passadas foram todas produzidas por seu sentido televiso/sobrenatural, programa “Repórter da Cidade”, com a ilustração do mote “Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada”. Hoje, o bom camarada do PC do B, que já imagina voltar a atiçar o fogo do tele-vale de lágrimas com o programa “Todos Por Todos”. Um programa bem comunista, pois, observando-se a função do PC do B – na ilusão de ter poder –  no governo burguês de Eduardo Braga, onde o partido está muito bem captado, desconfia-se que os “Todos” devam ser os candidatos do partido nas eleições de 2010.

Desta forma, o programa será um ópio para o povo – singelo título para um programa comunista -, já que Nonato Oliveira vai seguir sua vocação de tele-sacerdote, o que significa que ele não se transformou em um comunista/marxista, e o PC do B, servindo ao governo reacionário de Dudu, e tendo em seu quadro o tele-sacerdote, confirma que nunca fez a leitura de Karl Marx, e sequer foi comunista ingênuo, aquele que acredita que vermelho é cor de boi-bumbá ou time de futebol.

DILMA QUER CANDIDATO ÚNICO

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu ontem à noite em sua casa, no Lago Sul de Brasília, para um jantar a bancada do PDT. Muito disposta para a corrida à Presidência da República, afirmou que o partido, PDT, tem laços históricos com o PT, e afetivos com ela, que foi militante. Em meio às conversas versando sobre as eleições presidenciais, Dilma afirmou querer que a base do governo tenha candidatura única para a disputa das eleições presidenciais de 2010. Para ela, o Brasil deve ser governado por uma base forte e unida para dar continuidade ao governo do presidente Lula. Para o país “não andar pra trás”, afirmou.

Achamos que o governo tem que ter uma continuidade. Obviamente, não são dois candidatos, vai ser um candidato que vai representar um governo”, asseverou.

Também se colocando a favor da candidatura única, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, avaliou a candidatura de Dilma como continuadora do governo Lula, afirmando: “Tem que continuar. Temos que criar um ambiente para ter a candidatura única. A Dilma representa hoje esta candidatura única, na minha opinião”.

Ainda comentando as eleições de 2010 para Presidência da República, Lupi disse que será, para o brasileiro, um plebiscito para saber se o eleitor quer a continuidade da política de Lula. “O governo tem que ter candidatura única para dar oportunidade à população de saber que de um lado tem oposição, representada por Serra e Aécio”, afirmou.

ZELAYA AFIRMA QUE SEU RETORNO GARANTE ELEIÇÕES

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente deposto por um golpe militar, em Honduras, Manuel Zelaya, disse: “Há eleições convocadas. A minha restituição garante as eleições. Minha restituição garante uma transição pacífica. Minha restituição permite a alternância de poder. Pelo contrário, a minha não restituição significaria o desconhecimento das eleições. Fraudes nas eleições, mais repressão. Isso ninguém quer para Honduras. Por isso, tenho fé, confiança de quer o problema vai se resolver”.

Zelaya afirmou que pode admitir concessões para que se encontre um acordo.

Meu retorno é símbolo para negar o golpe de Estado. Isso independe do processo político. Os processos políticos da sociedade não vão parar porque eu regressei ou porque eu não regressei. Os processos políticos continuam. O ato de retornar significa uma lição para quem quer dá um golpe de Estado. Temos que dar um exemplo”, afirmou Zelaya.

STF JULGA HOJE COMPETÊNCIA DO TSE SOBRE CASSAÇÕES

Da Agência Brasil:

Brasília – O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para a sessão de hoje (1º) a decisão de manter ou cassar a liminar do ministro Eros Grau que suspendeu a tramitação de todos os recursos contra expedição de diploma, decorrentes de eleições estaduais e federais, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A sessão está marcada para as 14h.

Os ministros vão decidir se os processos continuam suspensos no TSE até a decisão final do STF sobre o mérito da ação, protocolada pelo PDT. Na ação, o partido questiona a competência do TSE para julgar processos de cassação de mandato de governadores, vice-governadores, senadores, e deputados federais e estaduais sem que tenham sido analisados pelos tribunais regionais eleitorais.

LEI DA REFORMA ELEITORAL É SANCIONADA POR LULA

Atendendo a indicação feita pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que alegou que a Internet é um território livre para o pensamento, portanto não pode seguir as mesmas regras da televisão e do rádio quando dos debates dos candidatos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei da Reforma Eleitoral ontem, dia 29, vetando este parágrafo.

Também, atendendo ao pedido do Ministério da Fazenda, Lula vetou a regra que determinava a criação de uma tabela fixa para que cada emissora de televisão e rádio deduzisse do imposto de renda o valor do espaço destinado à propaganda eleitoral. A empresa teria que publicar uma tabela com valores de mercado para cobrança de um anúncio. Assim, fica valendo a regra atual.

Mesmo com o pedido feito pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ayres Brito, que pretendia que Lula vetasse os itens que estabelecessem os votos impressos e em trânsito, Lula não atendeu o pedido, e não vetou. Desta forma, a partir de 2010, o eleitor que se encontrar fora de seu domicílio eleitoral só poderá votar para presidente. Regulamentação do voto em trânsito é da alçada da Justiça Eleitoral.

A Lei Eleitoral publicada hoje, dia 30, pelo Diário Oficial da União, passa a ter validade já nas eleições de 2010.

10 ANOS DA LEI QUE PUNE O CRIME DE COMPRA DE VOTOS

Como Essencialidade Política, a Democracia é um processual composto de múltiplos corpus que, encadeados como potências produtivas, constituem formas de relações de comunalidades: Idéias. Corporificada como Idéias, a Democracia se atualiza nos desejos do Povo que se manifestam nas Instituições sociais promulgadas pelos Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Desta forma, como Essencialidade-Idéias, a Democracia antecede o seu conceito Político-Jurídico concebido historicamente como Democracia Representativa moldada pelo Estado Ocidental.

Seguindo mais a potência Essencialidade-Idéias do que o conceito Político-Jurídico do Estado Ocidental, a Lei 9.840/99, que possibilitou a punição dos crimes eleitorais de compra de voto, sancionada em 28 de setembro de 1999, justo 10 anos passados, foi resultado dos encadeamentos de desejos da população brasileira juntamente com entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação de Juízes para a Democracia, que entenderam que seria impossível se falar, sem pejo, em Democracia quando se tinha certeza que grande parte dos representantes do Executivo e Legislativo era eleita por obra da corrupção eleitoral, compra de votos. Foi neste movimento coletivo, e não saído individualmente de um Projeto de Lei apresentado por qualquer parlamentar, que foi possível as alterações pontuais na Lei 9.504/94, acrescentando o Artigo 41-A, e alterando parágrafo 5º do Artigo 73. O que se espera que também aconteça com o Projeto de Lei Popular que proíbe a candidatura de qualquer pessoa que tenha cometido algum crime, mesmo que não tenha sido julgada. O Projeto “Ficha Suja”.

DOS ARTIGOS

Artigo 41-A – A compra de votos se caracteriza quando desde o registro de sua candidatura até o dia da eleição, para tentar garantir o voto do eleitor, o candidato oferece em troca dinheiro ou qualquer “bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública”.

Pena: Cassação do registro ou diploma, e multa de até R$ 53,2 mil.

O Artigo 73, parágrafo 5º da Lei 9.504/94, já proibia, com ressalva, que durante o período eleitoral agentes públicos fizessem transferência voluntária de recursos, promovessem publicidade institucional, e fizessem pronunciamento em cadeia de rádio e televisão fora do programa eleitoral gratuito.

Com a Lei 9.840, passaram a ser passíveis de punição, também, candidatos que se beneficiam destas práticas, mesmo não sendo agentes públicos. Além de ser, também, passível de punição ceder ou usar para fins eleitorais bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios, dos Municípios.

Pena: Cassação e multa de até R$ 106,4 mil” (Fonte: TSE).

RESCALDO POLÍTICO

Depois que a Lei foi sancionada, segundo o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, já foram punidos, desde 2000 a 2008, mais de 600 “políticos”. E de acordo com atentas observações, até as não tão atentas, outros membros do Legislativo e Executivo também contribuirão para o aumento deste número.

No nosso caso manauara, encontrando-se quase no balanço final, temos a contribuição do prefeito já cassado, em primeira instância, pela excelentíssima juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, Amazonino Mendes, que em um ato de falha de premonição, ao lançar seu candidato para governo do Amazonas, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, afirmou que quer terminar a carreira como prefeito. Fato que, de acordo com os andamentos processuais-eleitorais, este interesse não será concretizado. Sua carreira será encerrada como prefeito cassado ou, se lhe pesar melhor, como ex-governador.

Da parte da Democracia Brasileira, parabéns pelos 10 Anos Vitoriosos e Moralizantes da Cena da Política no Brasil!

Que outras cassações se façam!

MARINA DEFENDE A POLÍTICA E SUA FÉ EVANGÉLICA

A senadora Marina Silva, ex-PT, ex- ministra do Meio Ambiente e agora PV, em Fortaleza, ontem, antes de realizar uma conferência para 800 estudantes da Faculdade 7 de Setembro, falou, em entrevista para jornalistas, que está preocupada ao sentir sua religiosidade ser colocada como “impedimento a qualquer coisa política”. Ela deixou o catolicismo, convertendo-se ao evangelismo.

As pessoas que confessam ter fé neste país, eu acho, são mais de 90%. E esta é a primeira vez que estou observando que isso está sendo colocado como impedimento a qualquer coisa política. Eu nunca vi isso no Brasil. O Brasil, graças a Deus, tem um Estado laico; tem uma Constituição que assegura o direito das pessoas de acreditar e defender aquilo que acham ser melhor para suas vidas e, obviamente, qualquer pessoa que disputa a Presidência da República ou qualquer cargo público vai estar orientada pela Constituição, pela legislação do país”, argumentou a senadora Marina Silva.

ELEIÇÕES EM HONDURAS APROXIMAM CANDIDATOS

Com as eleições de 29 de novembro sob a ameaça do conflito entre o governo golpista de Honduras e o presidente deposto, Zelaya, quatro dos seis candidatos ao cargo de Presidente da República se prontificaram a conversar com os golpistas e Zelaya para encontrar uma solução ao entrave político que vem paralisando o país e levando a população à insegurança e às manifestações, principalmente em favor do presidente deposto.

Ontem, pela parte da tarde, eles se reuniram na Casa Presidencial com o presidente interino, Roberto Micheletti, em seguida foram à Embaixada do Brasil, onde encontram-se com Zelaya, para dialogar sobre o conflito e falar sobre o que conversaram com Micheletti.

Em suas propostas, está a volta de Zelaya ao Poder para que as eleições sejam realizadas. Outra proposta é a renúncia de Zelaya e Micheletti, e a nomeação de outro nome responsável pela transição até o dia das eleições. Zelaya não concorda.

Desta forma, a situação permanece no mesmo ponto. Mas o toque de recolher, que havia sido suspenso, voltou a vigorar a partir da noite passada.

CONTRA VEREADORES SUPLENTES OAB RECORRERÁ AO STF

Depois da aprovação na noite de ontem pela Câmara dos Deputados, com 380 votos a favor, 29 contra e duas abstenções, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 336/2009, vulgarmente chamada de PEC dos Vereadores, em que os municípios passarão a ter mais de 7.623 (hoje têm 51. 988, e passará para 59.611) e muitos suplentes poderão tomar posse, a Ordem dos Advogados do Brasil pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso a Justiça Eleitoral inicie a posse dos suplentes. O que a OAB considera inconstitucional.

Os próprios presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, já haviam afirmado ter dúvidas quanto a possibilidade de empossar os suplentes.

É um tema político/social de interesse público que exige as opiniões de todos. Imaginemos capitais como Manaus, cuja Câmara Municipal é composta pela maioria submissa às determinações do prefeito-cassado que por sua vez não tem questões para cidade, não resolvendo os problemas básicos e banais que esculpem suas faces urbanas. Serão mais gastos públicos para estimular a inércia municipal. Posto que a maioria dos vereadores além do atavismo à submissão, são dotados do talento do tédio e da limitação imaginativa e cognitiva.

A OAB está democraticamente correta.

DEPOIS DO ESPORTE, A POLÍTICA

Como já ocorreu outras vezes em que esportistas ou dirigentes ainda em atividades, ou após atividades, ingressaram em partidos políticos para disputar uma vaga legislativa – até executiva – agora, a onda novamente se faz presente. Jogadores, boxeador e dirigente se filiam em partidos com o fito de saírem candidatos nas próximas eleições de 2010.

No Rio de Janeiro, foi a vez do ex-jogador Romário adentrar neste novo cenário do show coletivo. Segunda feira assinou sua filiação no PSB, embora tenha chamado o partido socialista de PSDB. “Não dá para dizer que vou ser candidato, até lá muitas coisas podem ser feitas. O projeto independe de eu sair candidato. Mas isso pode acontecer”, afirmou, convicto, o ex-baixinho do Flamengo e Vasco.

Ontem, terça feira, foi a vez do ex-animal, Edmundo, também ex-Vasco e Flamengo, assinar filiação com o PP. Sua meta neste momento é sair candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro.

Pela classe dos cartolas, seu representante é o presidente do Corinthians, André Sanches, que se filiou ao PT de São Paulo. Embora ainda não tenha decidido qual cargo disputará, entretanto é certa sua candidatura.

Como representante do Box, a política ganha Acelino Freitas, o Popó, filiado no PRB de Salvador e que pretende sair como candidato disputando uma vaga para a Câmara Federal. “Representarei o Estado da Bahia levantando a bandeira do esporte. O esporte diminui a desigualdade social”, discursou Popó.

A JUÍZA E A CIDADE SEM VOZ ATIVA

A sentença judiciosa da Juíza Maria Eunice Torres Nascimento, cassando o candidato à prefeitura de Manaus, Amazonino Mendes (PTB) mais seu vice, Carlos Sousa (PP) representantes da direita tradicional que domina o Amazonas, embora tenha sido um atitude jurídica insigne na dolorosa história da “política” telúrica, não excitou a inteligência e os princípios éticos das instâncias tidas como mais interpretantes das enunciações sociais. Intelectuais, artistas, jornalistas, juristas, parlamentares, religiosas, professores, estudantes, e outras categoriais, se mantiveram como sempre se mantém: calados. Omissos, para não dizer, indiferentes. Salvo alguns comentários elogiosos sobre a decisão da Juíza Maria, nesse bloguinho intempestivo, o resto (nessa passividade democrático, só pode ser resto) se manteve na cena de Shakespeare: “O resto é silêncio”.

Patético silêncio destes que embora tenham por natureza um aparelho fonador, e por cultura, uma realidade social, matéria produtora de consciências, atrofiam suas pregas vocais quando elas, socialmente, são convocadas a se expressarem “em alto e em bom som”.

IRÔNICA AFONIA-SOCIAL

E são esses afônicos-sociais que em seus balbucios-individuais, exigem segurança pública. Comentam entre si que a cidade não oferece segurança a ninguém. Quanta estupidez, quanta insensatez, destas almas individuais aprisionadas. Não compreendem que a insegurança das ruas encontra-se urdida nas administrações públicas, nas determinações dos governantes. Certo que ninguém é espelho-reflexo social de ninguém para ninguém, mas produtos desse emaranhamento político/social. E nesse caso o fio de maior força é o do executivo. Quando uma cidade têm governantes limitados intelectualmente e sem comunidade (o meu desdobramento no outro), a insegurança absoluta habita a cidade – e não só a insegurança criminal – , aí surge a necessidade da voz ativa de seu povo. Principalmente da parte da população que possui mais facilidade de fazer circular seus códigos lingüísticos críticos. Os hierarquizados socialmente pelas posições que ocupam em seus territórios de atribuições profissionais.

CADÊ NOSSA RETÓRICA?

Mais qual o quê! A insensibilidade áudio-cognitiva censura seu légein, dizer, e a artrose-gestual trava seu vigor, práxis. Assim, os princípios democráticos, Aidós, “o respeito da opinião pública”, ou “sentimento de respeito humano” , e Dikê, “eu mostro”, “regra, o uso, a norma pública de conduta”, como afirma a filósofa Bárbara Cassin, são desrealizados como potências sociais fundadoras da democracia. E outra realidade-muda se manifesta: Ausência da Retórica Pública, o que une os homens e constrói a democracia. Logo, um povo sem voz. Logo, um povo sem democracia.

ACIRRANDO INVEJAS

Tivesse a decisão da Juíza Maria ocorrido em outra capital (Rio Branco/Acre, Belém/Pará, São Luiz/Maranhão), as reações publicas seriam outras: Maria seria homenageada como defensora pública com todas as honras que seu ato merece. Seria convidada para dar entrevistas em todos os meios de comunicação, convidada para fazer palestras em cursos universitários, principalmente de Direito, falar sobre sua condição de mulher na magistratura, sobre a Lei Maria da Penha, e em diversos territórios falantes. No Rio de Janeiro, a juíza Denise Frossard, porque mandou prender uns bicheiros, foi transformada em heroína, e depois foi eleita deputada federal. Alguns dirão: “Mas o Rio é o Rio!”. Isso não diz nada. Não precisamos de heroína, mas precisamos da visibilidade de alguém que cortou nas juntas, como diria o filósofo Platão, o corpo dominante de uma “política” retrógrada, anêmica, que vem desfazendo a história do Amazonas há décadas. A visibilidade de alguém que promoveu a cidade a condição de conhecedora de seu corpus jurídico/político social: um curso que não se aprende em nenhuma aula de Moral do Direito. Mudos, ainda queremos ser a Princesinha do Norte. Da nossa audição/visão, nunca vimos uma Princesinha sem voz. Nem em contos de fadas.

Certa vez, o teatrólogo alemão Brecht, disse: “Realmente a vida num país sem senso de humor é insuportável; mas muito mais insuportável ainda é a vida num país que tem necessidade de humor”. Parafraseemos Brecht: “Realmente a vida numa cidade sem voz ativa é insuportável; mas muito mais insuportável ainda é a vida numa cidade que tem necessidade de voz ativa”.

Tristes invejosas classes opinantes de Manaus que não opinam, pois não têm Retórica. Só suas indiferenças-egoistas.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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