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RIO DE JANEIRO REALIZA LESBFEST

Como preparativo para a Parada Gay do Rio de Janeiro (01/11), organizada pelo projeto Laços e Acasos e Núcleo de Lésbicas e Mulheres Bissexuais e Trans do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, ocorre neste sábado o LesbFest, em sua primeira edição.

Trazendo eventos com a temática da diversidade, e apresentado apenas por mulheres, você que estiver pela cidade maravilhosa neste sabadaço poderá curtir circo, dança, música, fotografia, cinema, concurso de Drag Queens, programas de perguntas e respostas, como o L Quizz, exposição de artigos eróticos, bem como outros eventos. Você pode ainda apresentar uma produção artística, desde que ela carregue afectos e perceptos em aliança com a expressão estética lésbica.

ONDE? COMO? QUANDO?

Atualize-se e se joga!

1o LESBFEST

31 de outubro de 2009, sábado, a partir das 15 horas.

Café Cultural Casa de Jorge: Rua do Resende, 26, Lapa.

Tocos: 1,99 reais.

Grupo Arco-Íris: (21) 2222-7286

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

Oscar Wilde, para quem acredita, está apenas um degrau abaixo de Shakespeare, na literatura inglesa. Lúcido em uma sociedade vitoriana, ele soube fazer visível “o amor que não se deixa dizer o nome”. E viveu tão intensamente quanto as personagens de sua obra. Wilde, nascido a 16 de outubro, 155 anos atrás, ainda corre por aí, com a sua brisa libertadora. Leia.

O HOMOERÓTICO É UMA MINORIA

Calma, menin@s! Não é o que alguns poderiam entender. Minoria não é uma quantificação cognitivamente comparável, tampouco trata-se de uma dissidência identificatória, derivada de um “padrão” social, como entendem alguns ramos da psicologia e da sociologia. Minoria não é “menos”.

É certo que alguns grupos se comportam exatamente como grupelhos. A psicanálise chama a isso identificação com o agressor. Paulo Freire chama hospedar o opressor. Em nosso entendimento, a questão é mais complexa. Trata-se de estar emaranhado a um modo de subjetivação, no qual todos os signos de expressão coletiva estão amarrados semioticamente ao modo de produção do capitalismo. Daí uma improdutividade, uma ressonância, um voz esvaziada. Mais ou menos o mesmo que acontece com os grupos humorísticos de humores biliares: apenas repetem automaticamente os mesmos resíduos da sociedade do consumo, segregando e demarcando os estereótipos e reforçando a relação de identidade/dependência destes grupos que redundam na órbita do Significante Despótico.

É nessa pendência semiótica, nessa armadilha do modo de existir é que se encontra, em nosso entendimento, a questão da dificuldade em combater a homofobia, em todas as suas manifestações.

Por isso, é revelador o texto do jornalista Leandro Fortes, da revista Carta Capital, em seu blog, “Brasília, Eu Vi”, quando ele mostra que a discriminação contra o homoerótico é socialmente mais aceita do que a discriminação contra os negros. Fortes, a partir do que testemunhou no Maracanã, na semana passada, no jogo entre Flamengo e São Paulo, desenhou um panorama das relações de segregação na sociedade brasileira. Vale a pena ler.

Mas vale a pena mais ainda ler o que o texto diz, sem o dizer. Quando Fortes afirma que os homoeróticos são os novos negros, não significa dizer que lhe tomaram o lugar, simplesmente. A história, ou melhor, o momento histórico, é outro. Há que se compreender, por exemplo, que a segregação, no capitalismo de mercado, não se dá por simples exclusão, mas por uma inclusão esterilizante: “nós o queremos, mas apenas como consumidor”. Daí, por exemplo, a propaganda de produtos cosméticos ser voltada para a afirmação da identidade-mulher. Mas qual identidade? A mesma pergunta pode ser feita ao mercado gay friendly: para quem ele é feito?

A miséria social, a pobreza, a exclusão às benesses da sociedade de consumo, no entanto, são universalizantes: não discrimina e abraça a todos. A segregação na sociedade de consumo é muito mais sutil, e por isso muito mais perigosa. Se contra os negros, àquela época, usava-se o chicote, a teologia romana-paulina, a ciência e o senso comum para justificar o uso da mão-de-obra na modalidade de escravidão, hoje a subjetivação se dá de outros modos, não menos eficientes. Crenças, idéias, “verdades”, modos de expressão, de visibilidade, de status social e de estar no mundo são grilhões tão eficientes quanto o ferro. O quão agrilhoado está um homoerótico que deseja ardorosamente casar sob as bênçãos de um padre ou pastor? Submeter-se a uma ordem disciplinar que o considera fora dos parâmetros da normalidade? A uma ordem social que não garante (ao contrário) uma convivência livre e produtiva com o parceiro?

Da mesma maneira, combater a homofobia é trabalho para todos os campos do saber e do fazer. Mas principalmente no campo da produção intensiva de novos códigos sociais. Mudar a cultura, e não (somente) a lei. E para isso, é preciso se compreender as próprias demandas. Entender que o que oprime o homoerótico não se reduz à um cerceamento das produções estéticas/sexuais do corpo, mas envolve toda uma subjetividade, e que toca também ao negro, à mulher, à criança

Tudo o que é minoria, mas como produção distoante. Aquilo que produz numa disformância com o gabarito social. Que soa estranho e diferente. Outros prazeres, outros saberes, outros dizeres. Tornar-se mais leve, mais livre, mais efetivo e eficiente. Não alimentar a dor social, nem em si e nem no outro.

Aí sim, estaremos fazendo com que a expressão homoerótica (bem como a de todas as minorias) possam compor no plano da coletividade, como condições de existência dentro de uma sociedade plural e comunitária. Vamos nessa!

Muáh!!! pra vocês! Se joguem nas news!

Φ SEGUEM OS PROTESTOS NA ITÁLIA. Nas últimas semanas, a Itália tem convulsionado socialmente, em manifestações pró-direitos civis LGBT. Depois de uma série de atentados a boites e locais de concentração LGBT, os movimentos sociais têm continuamente ido às ruas para exigir igualdade no tratamento e na efetivação dos direitos. Só no último dia 10, foram mais de 50 mil pessoas nas ruas de Roma. Lindo de se ver. Infelizmente, parece a nós que o movimento gay italiano não consegue enxergar que a homofobia, bem como as manifestações racistas e xenófobas na Itália (e não somente lá) têm uma relação visceral com as políticas dos governos de direita que assolam a Europa há anos. Na manifestação, por exemplo, foi lida uma carta de apoio da ministra da igualdade e oportunidade, Mara Carfagna, ex-apresentadora de tevê, e uma das belas ministras de Berlusconi. Ele que, aliás, já teria afirmado que para ganhar mais votos, colocaria como ministros apenas belas mulheres. Tudo o que alimenta a estupidez, a repressão, a violência. Daí o movimento LGBT italiano, quando não pressiona pela saída do premiere, não trabalha a favor do movimento LGBT. É preciso mais, bambinos… Sentiu a brisa, Neném?

Φ URUGUAI APROVA DIREITO À IDENTIDADE DE GÊNERO.Toda persona tiene derecho al libre desarollo de su personalidad conforme a la propia identidad de género, com independencia de cuál sea su sexo biológico, genético, anatómico, morfológico, hormonal, de asignación u otro”. Esse é o texto da nova lei de Identidade de Gênero, aprovada pelo legislativo uruguaio. A nova lei permite que, aos 18 anos, quem queira mudar de gênero, pode apresentar comprovações e requerê-lo, em processo simples. A pessoa não perderá nenhum direito adquirido, e o estado deverá reconhecer, em todas as suas instâncias, o novo gênero do cidadão. O Uruguai é um dos países do mundo onde os direitos LGBT são mais efetivamente reconhecidos, através de lei, pelo seu governo. Anos luz à frente, por exemplo, da própria Argentina, que se autointitula país gay friendly da América do Sul. A nova lei entra em vigor assim que for sancionada pelo poder executivo. Sentiu a brisa, Neném?

Φ NOVO PLC 122/06 AMPLIA PROTEÇÃO DE DIREITOS. Na última quarta-feira, a senadora Fátima Cleide (PT/RO), através do seu twitter, informou que o novo e esperado substitutivo à redação anterior do PLC 122/06 está pronto. A comissão de assuntos sociais aprovou o novo texto, que deve ir a plenário em breve. De acordo com a assessoria da senadora, as principais mudanças foram a ampliação do leque de categorias incluídas na proteção legal. Agora, o texto não se reduz mais à homofobia, mas fala também em discriminação ao idoso e ao portador de necessidades especiais. Outro aspecto mudado, e muito criticado anteriormente, foi o das penas. No projeto anterior, as punições para a homofobia eram maiores que as punições contidas na lei do racismo. O novo texto corrige e as nivela. O novo texto é comemorado porque retirou pontos que eram criticados pelas alas direitistas do congresso e do senado, sem no entanto retirar nenhuma vírgula daquilo que defendiam os movimenots LGBT. O projeto deve ser votado já no início da próxima legislatura (2011). para ler o parecer e como ficou o projeto, você pode clicar aqui. Sentiu a brisa, Neném?

Φ AOS OITO ANOS, MENINA ESCOLHE O SEU PRÓPRIO GÊNERO NOS EUA. Josie era Joey. Porque nasceu anatomicamente homem. Filha de um engenheiro das forças armadas estadunidenses, quando era Joey, já se sabia Josie. Preferia sempre os vestidos e os brinquedos ditos femininos. Sempre que perguntando, afirmava: “sou menina”. Depois de muito sofrimento, os pais entenderam, e resolveram ajudar. Há cerca de um ano, os documentos foram modificados, e Joey passou a se chamar Josie Romero. Recebe tratamento psicológico e médico. Os remédios impedem o desenvolvimento dos sinais masculinos da puberdade. Aos 12 anos, ela começará a tomar hormônios para desenvolver o corpo de fêmea. Aos 18, submeter-se-á à cirurgia de redesignação sexual. A história de Josie, uma exceção entre a luta que os transgêneros têm que empreender para serem reconhecidos, virou documentário. Sex, Lies and Gender, exibido na tevê, conta esta história. Imperdível para quem puder assistir, é claro. Sentiu a brisa, Neném?

Φ PREMIAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS TEM CATEGORIA LGBT. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República lançou edital de inscrições para a 15a edição do Prêmio Direitos Humanos. A novidade é o item 10 da premiação: Garantia dos Direitos da População LGBT, compreendendo a atuação na promoção e na defesa da cidadania e dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). Instituições e pessoas físicas podem concorrer. A premiação já teve como contemplados o sociólogo Betinho, Dom Paulo Evaristo Arns, o padre Júlio Lancelotti, o geógrafo e filósofo Milton Santos, dentre outros. Este ano, ao invés de indicados, as pessoas poderão se inscrever, para que a comissão julgadora possa analisar o material apresentado. Quem estiver interessado, pode obter mais informações aqui. Sentiu a brisa, Neném?

E não se perca na balada, querida! Para entender o que as bees estão falando, confere aí embaixo as principais gírias do mundo LGBT! Aloka! Hihihi…

VOCABULÁRIO LGBT

– LETRAS “U, V, X E Z” –

Urso: Homem peludo, também associado a homem de aspecto másculo ou gordinho.

Uruca: mal-olhado ou fase ruim.

– (do bajubá) algo ou alguém ruim, feio, desagradável, desprezível, errado, equivocado.

Under: diminutivo de underground.

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Venenosa: pessoa que faz veneno, que fala mal de alguém.

Vitaminada: robusta, bonita.

Versátil: Homossexual que gosta de ter tanto o papel de ativo como de passivo.

Virar: passar da condição de heterossexual para homossexual ou vice-versa.

Vuduzar: torcer para que algo dê errado.

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Xana: sinônimo de vagina. Muitas lésbicas usam a forma carinhosa, Xaninha.

Xepa: resto da noite, pessoa feia. Fazer a xepa: aquele diz que você não ficou com ninguém na festa ou clube, mas o mesmo já evaziou e só sobrou o resto e você insiste.

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Zalene: algo duro ou que esteja em processo de endurecimento… se é que me entende.

Zoraide: bicha metida a clarividente; esotérica.

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!


Estação de metrô Beaudry, no bairro gay Le Village, na cidade canadense de Montreal. Tá pra ti, Baby! (Daqui).

DOIS TEXTOS PARA ABRIR A SUA SEMANA

Esta colunéeeeesima, como espaço virtual-atualizante de utilidade pública, procura sempre trazer aos leitores intempestivos, informações necessárias à construção de saberes auxiliantes na produção de modos de existência mais livres.

Daí, hoje, abrimos espaço para duas textualizações que entendemos prenhes (aloka!) de informações e entendimentos que todos precisamos cultivar. São dois, tá. E nada de cansar os olhinhos.

ENTREVISTA: “O CONGRESSO É MUITO HOMOFÓBICO”.

—-> Ui!: Nessa entrevista, realizada pelo jornalismo de “O Dia”, periódico carioca, a senadora Fátima Cleide (PT/RO), uma das principais aliadas do segmento LGBT no parlamento nacional, e principal articuladora dos projetos de lei favoráveis aos nossos direitos (como o PLC 122/06), traça um breve panorama do congresso, e nos atualiza sobre as lutas ali empreendidas. A entrevista saiu domingo passado, mas quem ainda não leu, confere aqui (a entrevista foi dada ao repórter Mahomed Saigg):

Rio – Vítimas da intolerância sexual, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros são caçados diariamente nas comunidades do Rio. Conforme O DIA mostrou em série de reportagens esta semana, os homossexuais que moram nas favelas cariocas são alvo do preconceito e da ira de milicianos e traficantes. Muitos acabam assassinados por causa de sua orientação sexual.

O aumento dessa violência, que já invadiu até as salas de aula, chamou a atenção da senadora Fátima Cleide (PT-RO). Relatora do projeto de lei que criminaliza a homofobia, ela afirma que o Congresso Nacional é homofóbico. Inconformada com a dificuldade para aprovar a medida, na sexta-feira a senadora foi à tribuna mostrar as reportagens e cobrar atitude dos demais parlamentares.

O DIA: O que falta para a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia no Brasil?

Fátima: Relatei o projeto de lei em março de 2008. Mas até agora ele não pôde ser votado sequer na Comissão de Assuntos Sociais por causa de pedidos de vista e votos em separado feitos por alguns senadores. A verdade é que esta proposta tem enfrentado grande rejeição por parte de parlamentares que compõem a Frente Evangélica no Congresso, que são contra sua aprovação.

E o que esses políticos dizem sobre a violência gerada pela homofobia?

O Congresso Nacional é reflexo da sociedade. Como boa parte dos brasileiros tem preconceito, muitos têm receio político de se posicionar na defesa dos direitos humanos, sobretudo de homossexuais. O Congresso é muito homofóbico.

Por quê?

Por causa das próprias atitudes dos parlamentares. Aqui mesmo no Congresso é comum a gente ouvir piadas sobre a orientação sexual de deputados e senadores.

Quais as principais consequências da demora na aprovação desta lei?
Como não existe punição para quem age de maneira homofóbica no Brasil, o preconceito não para de aumentar. E está ficando cada vez mais violento. Uma das principais consequências dessa falta de punição é o isolamento de lésbicas, gays e travestis, que estão ficando cada vez mais limitados a guetos na sociedade.

Como a senhora vê a homofobia nas salas de aula?
Esse problema é gravíssimo porque aumenta a violência nas escolas e a evasão escolar. Hoje em dia, para um homossexual sobreviver na escola, é preciso que tenha muita determinação e força de vontade, porque o preconceito é muito grande. Mas nem sempre isso é suficiente. Se um aluno homossexual é perseguido no colégio, a tendência é que ele não volte nunca mais. Por isso é importante que os professores estejam preparados para lidar com situações como essa.

Muitos homossexuais dizem que não conseguem ingressar no mercado de trabalho. A senhora acredita que esta dificuldade está atrelada à homofobia?

Não há dúvidas de que sim. Se pessoas com alta preparação têm dificuldade para conseguir um emprego, imagina um homossexual que não consegue concluir sequer o Ensino Fundamental! Esse é o caso de muitos gays e lésbicas que abandonam a escola antes de concluir os estudos por causa da perseguição que sofrem.

A senhora acha que a homofobia é mais grave nas favelas e subúrbios?

O preconceito está em todo lugar. Mas nas favelas e periferias, a homofobia é ainda maior. É onde ela se apresenta da forma mais violenta. É também onde ela é mais consentida pela população, que finge não ver o que está acontecendo.

O que fazer para conseguir reverter este quadro?

A homofobia é uma questão cultural, que só será superada com educação. A escola tem um papel fundamental no processo de superação dessa questão. Mas nós já atingimos um patamar tão grande de violência que só a educação não resolve. Por isso insistimos na criminalização da homofobia.

O QUE A CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO TEM A VER CONOSCO?

—-> Ui!: Aqui, a ABGLT mostra que está antenada (hihihi…) com a questão das mídias e seu uso indiscriminado a favor do cerceamento da liberdade e da subjetivação pela sociedade do consumo. Assim como a AFIN, Associação Filosofia Itinerante, lançou a Campanha Pela Democratização das Concessões Públicas de TV e Rádio, a ABGLT lança também seu manifesto, através do nosso presidente, Toni Reis, convocando as lideranças e o movimento LGBT como um todo, para participar da Conferência Nacional Pró- Conferência de Comunicação. O assunto interessa à toda a sociedade que se quer democrática, e que deve começar pelo bom uso da informação e das teletecnologias. Confira:

O que a Conferência de Comunicação tem a ver conosco, LGBT?

Quando assistimos televisão ou ouvimos o rádio não sabemos que qualquer canal só pode veicular determinado conteúdo porque tem uma concessão pública. Mas o que significa ser uma concessão pública? Significa que os canais de televisão e rádio pertencem ao povo brasileiro e que para que uma empresa queira explorá-lo comercialmente precisa de autorização do estado, que é quem toma conta dos bens coletivos do povo.

Em outras concessões públicas, como transporte coletivo, por exemplo, todo o serviço prestado é voltado ao interesse do cidadão e quando ele não funciona todo mundo pode reclamar para que o serviço mude! No caso das TVs comerciais, como Globo, SBT, Record, Band e Rede TV , que de acordo com a lei deveriam veicular principalmente conteúdos educativos, culturais, artísticos e informativos, isso simplesmente não acontece! Eles fazem o que querem com a programação televisiva e o cidadão não tem a chance nem de avaliar, nem de reclamar para que as coisas mudem. Além disso, há uma śerie de irregularidades cometidas por esses canais, que muitas vezes violam direitos humanos e a própria lei que regulamenta seu funcionamento.

A Conferência traz a chance da sociedade dizer como devem funcionar essas concessões públicas. A ABGLT  está  participando  da  construção vide http://proconferencia.org.br/quem-somos/

Outra questão importante: você tem internet em casa? Na escola? No Telecentro? Num mundo em que cada dia mais a informação é parte fundamental da vida, a internet torna-se um recurso de primeira necessidade. Ter acesso à informação e se comunicar são direitos do cidadão. É dever do Estado garantir que todo mundo possa acessar e produzir conteúdos para se informar e se comunicar.

Como garantir esse acesso? Como garantir condições para que os cidadãos possam distribuir os conteúdos que produzem? Esses também são debates que passam pela Conferência.

O futuro também já chegou. É celular que toca música, é computador que passa filme, é televisão que vai virar computador. Nesse encontro de tecnologias, que chamamos de convergência, ninguém sabe ao certo de que forma podemos utilizar todas essas inovações a serviço do cidadão, garantindo o acesso universal ao conhecimento, e à produção de conteúdo. Como organizar todo o caminho que vai da produção de conteúdo, passando pela forma como ele será distribuído e recebido é outro tema sobre o qual os participantes da I Conferência Nacional de Comunicação.

Portanto, a I Conferência Nacional de Comunicação é um momento em que toda a sociedade se reúne para definir as diretrizes e ações que o poder público (prefeitos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais, ministros, presidente, juízes, promotores, etc) deve ter como prioridade no setor de Comunicação. É um momento muito especial de participação popular na definição das políticas públicas. Por isso é fundamental se inteirar e participar de todas as atividades relacionadas à Conferência na sua cidade. Procure a Comissão Estadual de onde você mora e participe!

http://proconferencia.org.br/comissoes-estaduais/ veja  quem  está no seu  estado.

Comunique-nos do seu interesse em participar.

ABGLT está nesta mobilização.

Um abraço.

Toni”.

Muáh!!! pra vocês! Se joguem nas news!

Φ ‘HOMOPÉDIA’, A ENCICLOPÉDIA GAY, É CRIADA. Um compêndio que verse, como diriam os advogados, sobre os signos componentes da chamada cultura gay. É a Enciclopédia Gay, o Homopédia, com 300 páginas, e lançado na Argentina por Ignacio D`Amore e Mariano Lopes. Os verbetes são sempre mostrados em sua relação com a cultura LGBT. Michael Jackson, Shakira, Madonna, dentre outros, distribuídos em categorias como Pop, Rock, Televisão, Filosofia, mostram o que de certa maneira já sabíamos: se o mundo é gay, todas as enciclopédias o são. Mesmo assim, é porretíssima a iniciativa dos hermanitos. Se alguém por aí habla español, favor adquira o mimo e traduza pra gente, que tal? Sentiu a brisa, Neném?

Φ LIVRO EXPLORA RELAÇÃO HOMOERÓTICA DE GARCIA LORCA. Federico Garcia Lorca, o mais surrealista dos surrealistas, amigo de Dalí e Buñuel, homoerótico, poeta, escritor. A homossexualidade de Lorca ficou em evidência na Espanha com o lançamento do livro “Lorca y El Mundo Gay”, do historiador irlandês Ian Gibson. Gibson afirma que o livro, bem como estudos sobre a vida de Lorca que tratem da homossexualidade só puderam vir à tona agora, quando morreram seus irmãos. Em família, o assunto era considerado tabu. Embora tenha vivido o fervor do início do século XX, Lorca não pôde, de acordo com o autor, vivenciar sua homossexualidade na plenitude. E relata algumas relações que o poeta teve, e tenta estabelecer uma linha entre a homossexualidade e a poesia de Lorca. Livro imperdível para os amantes da poesia, e quem não conhece o poeta do “verde que te quero verde”. Sentiu a brisa, Neném?

Φ CURITIBA REALIZA MARATONA GAY. Hoje está rolando em Curitiba um evento esportivo nas cores do arco-íris! É a maratona da diversidade, que terá competições esportivas, como voleibol, e outras, alternativas, criadas especialmente para o evento, como a Corrida de Revezamento de Camisinha, para divulgar o uso do preservativo, Corrida de Salto Alto (Ui!) e a concorridíssima prova do Arremesso de Bolsas, onde as drags prometem arrasar! Durante o evento, campanhas como a “Fique Sabendo” e a do testa rápido do HIV estarão acontecendo, já que a iniciativa é do Departamento Nacional DST/AIDS e Ministério da Saúde. O Mácssimo, menina! Fique por dentro da programação aqui! Sentiu a brisa, Neném?

Φ SEMINÁRIO COMEMORA 20 ANOS DA DECLARAÇÃO DOS DIREITOS LGBT. Mona, mona, moninha, moninha (juntando mona com maninha, pra quem não entendeu, tá? Aloka!!). Se você não conhece Herbert Daniel, meu bem, tá mais por fora do que barriga obscena! Ele foi um dos pioneiros na luta pelos direitos LGBT no Brasil e no mundo, e também um lutador conta a epidemia da AIDS. Ele foi um dos primeiros a entender que o pior sintoma do HIV é o preconceito e a discriminação, e entendeu que a doença é mais social que propriamente biológica. As loucas da AFIN, inclusive, tem uma textualização a teatralizar, sobre texto de Herbert, o “Anotações à Margem do Viver com AIDS”, que deveria ser leitura obrigatória para todas as pessoas que se envolvessem nessa luta, profissional ou amadoristicamente. Ele também criou a Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da AIDS. Coisa de quem faz passar o fluxo da Vida, e não se submete à subjetivação tanática da sociedade de consumo. Herbert era vida, por isso gritava “Viva a Vida!” bem antes do aguado roque nacional incorporar o brado, já sem vida. É pela fogueira de Vida que foi/é Herbert Daniel, que a moçada do SOMOS/RS, GAPA/RS e ABIA/RJ vão realizar, de 24 a 26 deste mês em POA, conhecida carinhosamente como Porto Alegre, um seminário, que envolverá cerca de 80 ativistas do Brasil inteiro, e se discutirá a questão da AIDS, a discriminação (a “morte civil”) e o protagonismo da classe LGBT, que revolucionou o mundo ao vencer a epidemia num país onde a saúde está anos-luz longe do ideal. Quem puder comparecer, pode obter informações no bloguinho da SOMOS, aqui. E quem quiser conferir a programação, é só clicar aqui. Sentiu a brisa, Neném?

Φ AUDIÊNCIA PÚBLICA NACIONAL SOBRE HOMOFOBIA NAS ESCOLAS. A Frente Parlamentar LGBT promove no próximo dia 22 de outubro, na Câmara dos Deputados, uma audiência pública sob a temática “Homofobia nas Escolas”. A homofobia é um dos principais fatores que levam estudantes LGBT à desistência escolar, e tem crescido de forma assustadora no país, como você já acompanhou aqui. Como palestrantes, teremos, dentre outros, o responsável pelas políticas de diversidade na escola, do Ministério da Educação, André Lázzaro, Beto de Jesus, da ABGLT, representantes do Conselho Nacional de Educação e do Conselho Federal de Psicologia. O nosso presidente, Toni Reis, convida a todos os que puderem participar, e colaborar no tratamento desta questão grave, e que envolve não somente as escolas, mas a sociedade como produtora de subjetividade e modos de existir muitas vezes nocivos e antidemocráticos. Sentiu a brisa, Neném?

E não se perca na balada, querida! Para entender o que as bees estão falando, confere aí embaixo as principais gírias do mundo LGBT! Aloka! Hihihi…

VOCABULÁRIO LGBT

– LETRAS “M, N e O” –

Mafiosa: quem faz máfia, que mente e cria situações em proveito próprio.

Mágoa de Cabloca: pessoas que já foram famosas um dia, ou os que tentam, mas nunca conseguem.

Mala: volume na calça, pênis. No Rio, também significa pessoa chata.

Mancha: é o gay super feminino, exagerado, que já passou da “pinta”.

Mati: algo pequeno. Ex: neca mati (pênis pequeno).

Matusalém: pessoa velha.

Mayumi: gay amiga.

Me Deixa!: grito de guerra usado pela popular drag paulistana Alma Smith.

Meda: Feminino de Medo. Usado como interjeição para algo que não é agradável.

Me erra!: me larga.

Melhorada: alguém que era uó e melhorou a personalidade. Alguém feio que deu um truque na feiúra.

Meu Cu!: não estou nem aí.

Meia-Bomba: pênis que não conseguiu enrijecer completamente; o mesmo que frapê.

Michê: garoto de programa.

Michely: garoto de programa afeminado.

Miguxo: pessoa uó que quer fazer a íntima.

Milho: ferveção, fechação, bichisse.

Modelão: roupa bonita ou ato de montar-se.

Mona: mulher ou alguém muito afeminado.

Monaocó: junção de mona com ocó (homem hétero), é o gay bem masculino, que não dá pinta.

Mônica: derivado de mona, para designar amigos íntimos.

Montação: o processo exagerar nas roupas, para se jogar na noite.

Montada: travestida, produzida.

Mundinho: maneira como clubbers denominam seu universo de pessoas.

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Naja: fofoqueira, intrigueira.

Não estou achando: não estou entendendo ou suportando (alguém ou alguma situação).

Não estou podendo: não quero, não estou a fim.

Não ser obrigado/a: ter algo melhor para fazer.

Neca: sinônimo de pênis.

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Ocó: homem com jeito de homem.

Olá Querida!: noitada onde você só faz social e não se atém a conversar com ninguém. Também usado como interjeição ao encontrar alguém que você não tem muito a dizer.

Operada: Transexual (homem para mulher).

Odara: algo grande… imagine…

Otim: bebida alcóolica, drink.

Oxanã (ou Xanã): cigarro.

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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BLOG PÚBLICO

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A Confluência das Torcidas!
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BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

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