Posts Tagged 'Negritude'

FESTA DO BLOCO AFRO

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Praticantes da umbanda, candomblé, macumba e ativistas da defesa da cultura afro-brasileira, se reuniram em uma festa de exaltação às cores, sons, danças e iguarias da África em cada um de nós. O objetivo, além de realizar parte do calendário, foi expressar junto à comunidade manauara a potência dos elementos culturais afro.IMG_7645 IMG_7649 IMG_7650 IMG_7651 IMG_7652 IMG_7653 IMG_7654 IMG_7656 IMG_7659 IMG_7661 IMG_7663 IMG_7664

O blog Afinsophia.com esteve presente com seus representantes cibernéticos e ouviu os enunciados de alguns presentes sobre suas atuações e a importância do culto as expressividades negras. IMG_7670 IMG_7672 IMG_7687 IMG_7689 IMG_7694 IMG_7696 IMG_7705 IMG_7714 IMG_7717 IMG_7721 IMG_7729 IMG_7733 IMG_7734

Segue as falas cada um do grupo.

“Eu trabalhei no MEC [Ministério da Educação] como diretora de diversidade, junto a lei 10639 com a educação etnoracial. Depois fui para presidência onde trabalhei na SEPPIR- Secretaria de Políticas de Promoção  da Igualdade Racial e agora voltei para o meu estado, o Espirito Santo, onde sou secretária de estado trabalhando na gestão. Dentro da minha secretaria tem a gerência de políticas públicas de igualdade racial. Nós temos umas coisas que o Amazonas ainda não tem como o Conselho estadual de promoção da igualdade racial, e umas políticas que avançaram um pouco mais. A gente veio fazer um diálogo com todos para ver se as coisas andam por que está tudo muito parado. Ontem viemos fazer uma conversa com as meninas do hip-hop e da capoeira e hoje viemos prestigiar o bloco, ver como as coisas vão andar para ver o que podemos articular , fazer as coisas acontecerem para poder ver as pautas de políticas públicas se instituírem. O que estamos vendo em Manaus é a pauta sendo tocada pelos movimentos sociais por que o governo não tem tocado nesta pauta etnoracial e o governo só anda sobre pressão. É muito importante que haja uma instucionalidade e vire política pública senão é muito difícil. E é lei, o Ministério Público tem que vir também fazendo a parte dele de cobrança, multa. O evento deste é importante para a questão da auto-estima, para as pessoas se reconhecerem, conviver melhor com sua negritude, ter este diálogo necessário por que geralmente as pessoas ficam muito separadas e também é o início de uma atividade coletiva que pode levar a outras atividades necessárias.” Leonor Franco de Araújo Sub-Secretária dos Movimentos Sociais do Espirito Santo.

“Sou mestrando em sociologia, professor de capoeira afastado, coordenador da Rede Amazônia Negra no Amazonas e estamos nos organizando hoje politicamente nesta discussão sobre o que se refere a cultura negra. Trabalhamos isto há tempos numa luta, onde nós precisamos mais do que nunca nos organizar, não só politicamente mas até religiosamente. Há lutas religiosas para que exista o Espaço sagrado dos Orixás para que haja nosso direito de ir até a natureza pra fazer o nosso culto que precisamos mas com preservação.  Eu concordo que Manaus cresceu, explodiu 30 anos pra cá, mas em sua maioria o povo de santo não acompanhou a explosão e a cidade engoliu as casas de terreiro, assim como engoliu os lugares sagrados,  tribos indígenas… Hoje queremos ter um espaço para que as pessoas possam fazer suas oferendas, o Espaço Sagrado ligado a sustentabilidade. Em 2006, eu e vários babalorixás e ialorixás fechamos a câmara municipal brigando por um espaço nosso, o Parque dos Orixás e o projeto não entrou em tramitação por que o estado pensa que ele não pode dar espaço algum pra entidade religiosa que é nosso caso, sendo que o que mais tem é áreas públicas sendo invadidas por pessoas de outras religiões“ Balalorixá Marlon Seabra.IMG_7674

“Fui feita no Rio de Janeiro, mas hoje sou filha de santo do Pai Geovano de Oxaguiã. Acho importante aqui esta renovação, tem muita coisa acontecendo . Vejo que as práticas também tem que ser preservadas por que hoje a tradição está sendo estilizado de acordo com que as pessoas pensam. O candomblé não tem que se adequar ao comportamento, o comportamento é que tem que se adequar ao candomblé por que é lá que a gente aprende a respeitar os ensinamentos que o candomblé passa e isto está sendo deturpado.  Eu quero resgatar as paramentas originais, com o tempo que você tem pra confeccionar e preparar um Yaô, as roupas de ração tem que ser caracterizadas pela tradição. Eu sou a favor da construção das paramentas no momento em que você vai recolher. Ai como psicóloga confronto esta produção com a questão da terapia ocupacional. Além disso quero pesquisar o comportamento do filho de santo na sua casa.

Também, se nós estamos preocupados com a sustentabilidade e meio ambiente cabe as pessoas de todos os terreiros discutimos as práticas e oferendas, mas também fiscalizar. O que é preciso? Vamos discutir o que é preciso. Cada barracão tem que ter sua comissão formada pela hierarquia. Eu não tenho medo por que eu sei a raiz que eu vim, eu sei da importância da religião, da descendência desta ancestralidade, eu sei exatamente o que eu quero dentro do axé e o que a partir dele quero tentar desenvolver. Mas não sei das brigas que vão vir pois tudo é momento e oportunidade. Acho que o primeiro passo é este encontro e antes de tudo temos que congregar.”

 Ialorixá Jhett Frota esposa do babalorixá Antônio D’andeú. IMG_7710

“Sou de Recife e vim trazer minha força junto ao Ganga Zumba quando fui convidado. Faço trabalho social e faço parte da casa Ilê Axé Oxum Agemum Iá Lê Mim de Mãe Nete e Pai Léo, e lá fazemos trabalho com cultura como coco de roda, oficina de costura, de corte de cabelo, dança afro, Bloco do viramundo (que sai agora dia 16),grupo de coco Chinelo de Iaiá, Coco de umbigada, e lá a casa não para, sempre agitando e tentando resgatar as raízes. Lá toda terça-feira tem a terça negra com grupos de afoxé, maracatu, hip-hop no pátio de São Pedro. Vim aqui compartilhar experiências e presenciar e ver. Percebi que o racismo aqui está mais forte que lá, tem racismo até dentro das casas de terreiro que tem aqui. Um evento deste fortalece muito e mesmo sendo trabalho de formiguinha, é um começo que o pessoal tem que insistir. E tem que começar dentro da casa mesmo, fazer com que os tomates podres não estraguem a caixa toda. Mas aqui se eles lutarem, criando eventos“ Jurandir de Recife IMG_7722

Grafiteiros participantes dos dois dias de eventos: Tiao da Bahia, Denis, Vanderlan, Sub, Brook, Atena, Kizy, Ina, Arab, Nois, as crews 3R, UDS (Usuários do Spray), GF (Guerreiros de fé), VAN (Violência Artística Nacional).

GAMGA ZUMBA-INSTITUTO DE MOBILIZAÇÂO E ESTUDOS AFRO AMZONICO BLOCO AFRO GAMGA ZUMBA

afro

Missão

Desenvolver trabalhos para a promoção da cultura afro-brasileira. Tendo como objetivos resgatar a autoestima e o orgulho dos afro-brasileiros, valorizar e divulgar a cultura do povo negro, Cidadania defender e lutar para assegurar os direitos civis e humanos dos marginalizados.

Na visão de conscientizar, trabalhar a autoestima, a nossa cultura nas comunidades e levar o resultado dessas oficinas para serem apresentados no processo do carnaval.

Trabalhar oficinas de percussão dentro de programações, no intuito de desenvolver educação e qualificação para o mercado de trabalho. Onde a comunidade possa aprender a brincar, restaurar instrumentos percussivos que são fundamentais para os ensaios e profissionalizar pessoas

Justificativa

Por muito tempo os seguimentos Afros permaneceram dispersos em sua atuação no Amazonas: Capoeira, Hip Hop, Grafite, Rap, Samba, Maracatu, Tambor de Crioula, Maculêlê, movimento das religiões de matrizes africanas, etc. A criação do Bloco Afro tem a intenção de unir todos esses, que trabalham para propagar e difundir a cultura Afra Brasileira e Africana, numa noite cultural, com apresentações de dança e musica. O Bloco se estabelecerá Na escola de Samba Vila da Barra ( Bairro da Compensa-Avenida Brasil) e trabalhará em conjunto com o Projeto Gamga Zumba, trazendo e trabalhando com a comunidade, durante o ano inteiro, com oficinas, seminários e encontros comemorativos e formativos. Através da Lei 12, que estabelece maior equidade entre os seguimentos artístico, cultural e desenvolver a cidadania para uma sociedade mais justa e respeitosa, garantido pelo estatuto da igualdade racial.

Objetivo Geral

Da maior visibilidade e resgatar a cultura Arfo Brasileira e Africana no estado do Amazonas

Objetivo específico

  • Trabalhar oficinas de percussão
  • Trabalhar Dança Afro
  • Realizar oficinas de Grafite e Hip Hop
  • Formar lideranças do Movimento negro em relação à temática
  • Realizar rodas de conversa sobre educação étnica Racial
  • Trabalhar em parceria com as escolas públicas por meio da Lei 10.639/03

Dia:09/03/2014.

Horário: A partir das 14h00min.

Contatos: India Neves (92) 94400080-Email:nathivadanny@hotmail.com.br

Luiz Fernando: (92) 9212-3564

 

NEGROS RESGATAM SEUS DIREITOS

Embora ainda sofrendo forte discriminação nos direitos ao trabalho, saúde, educação e religião, os afro-descendentes, segundo o ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, os negros do Brasil, compondo a segunda maior nação negra do mundo, estão em um estágio positivo de resgate dos seus direitos raciais, e que o Estado Brasileiro tem que contribuir, pois se trata de uma dívida histórica com os negros.

Sobre a política dos Quilombos e suas implicações na existência cotidiana, o ministro afirmou que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai catalogar o contingente total da população negra, que constitui 3,5 mil comunidades quilombolas.

O governo está no momento desenvolvendo políticas de apoio a essas comunidades, inclusive com apoio tecnológico à fabricação de produtos agrícolas como a farinha. É preciso mudar dentro de uma clima de respeito e até de convencimento sobre suas práticas tradicionais”, analisou o ministro.

TEATRO-NEGRITUDE ENGAJADOS – A ARENA CONTA – E CANTA- ZUMBI!

Aproveitando os embalos étnicos-culturais da Consciência Negra, na última quinta-feira, este Bloguinho Intempestivo, após se movimentar pela alegria de Abdias do Nascimento, traz para os leitores-ouvintes intempestivos o símile eletrônico do disco “Arena Conta Zumbi”, vetor teatralizante dos itinerantes Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.

O TEATRO DE ARENA DE BOAL, GUARNIERI E OS OPRIMIDOS DO MUNDO

O “Arena Conta Zumbi” é uma produção do Teatro de Arena, que foi fundado em 1953, a partir de experimentações com o teatro de arena (no qual a platéia “envolve” o palco, e os atores têm que desenvolver uma dinâmica cênica diferente, sem referencial fixo) e foi ativo disseminador da dramaturgia brasileira. A partir de 1958, com Boal, Guarnieri, Oduvaldo Vianna Filho, Milton Gonçalves, Vera Gertel, Flávio Migliaccio, Floramy Pinheiro, Riva Nimitz, dentre outros, o grupo começa uma fase de apresentação de peças politicamente engajadas, como Chapetuba Futebol Clube, Gente Como a Gente, Fogo Frio, Revolução na América do Sul e O Testamento do Cangaceiro.

Em plena ditadura (1965), Boal e Guarnieri lançam o Arena Conta Zumbi, primeiro de uma série, que contou ainda com Arena Conta Tiradentes e Arena Conta Bolívar. No Zumbi, a dupla conta a história do movimento quilombola e de Zumbi dos Palmares, a partir do entendimento do teatro épico (Brecht), mostrando a resistência dos escravos contra a opressão dos colonizadores portugueses, perigosamente aproximando o tema da opressão do governo militar ao povo brasileiro. Teatralmente, a peça marca o início do uso do Sistema Coringa, elaborado por Boal, e que permite a encenação de qualquer peça com o elenco reduzido, já que qualquer ator pode interpretar quaisquer dos personagens da peça. O sistema também se caracteriza pelo uso da música como elemento-vetor do tema tratado, e a desvinculação estilística das cenas, onde cada uma pode assumir um aspecto diferenciado, como comédia, drama, sátira, etc.

No Arena Conta Zumbi, o aspecto brechtiano está evidente na oposição que a montagem fez entre narração e interpretação. Os atores narram a estória, e não interpretam personagens senão em algumas características, não criando assim empatia com a platéia que possa fazer com que esta “relaxasse” o espírito crítico. O teatro do Arena é um teatro político, de esquerda, engajado, e que pretende convidar a platéia à reflexão dos temas abordados.

Uma versão da peça foi masterizada e transformada, na época, em LP, onde se pode perceber a força política e estética do teatro do Arena, e que depois desembocaria no Teatro do Oprimido. É esta versão, transformada em mp3 e hospedada no site Rapidshare que o Bloguinho Intempestivo traz ao leitor/ouvinte afinante!

BAIXE AQUI O CD “ARENA CONTA ZUMBI” (ATUALIZADO!!!).

*……….::::: CHAGÃO! :::::……….*

Quien quiera entender como funciona el mundo deberá entender el fútbol”.
Roberto Perfumo (ex-jogador argentino).

CHAGÃO PERGUNTA

O ‘Chagão!’ quer saber: Em 1997, numa propaganda que convidava o reticente telespectador estadunidense a acompanhar o futebol/soccer do Mundial 1998, o slogan era: “seja testemunha de como o peixe grande devora o peixe pequeno”. No torneio, no entanto, além da “pequena” França, que devorou o gigante Brasil, houve um time que devorou muito grande, pela lendária defesa que montou. Qual selecionado era esse? Resposta: com a defesa formada por Arce, Rivarola, Gamarra e Ayala, além do goleiro Chilavert, o Paraguai surpreendeu os críticos naquela péssima Copa do Mundo de 1998, e só caiu diante da França, por 1 a 0, na prorrogação. O time só levou dois gols, e o zagueiro Gamarra, conhecido da torcida brasileira, só foi fazer uma falta no jogo contra os bleus. O técnico era Paulo César Carpegianni.

CONTA OUTRA, LEONOR!

Embora no futebol brasileiro alguns jogadores brancos tenham obtidos destaques a ponto de conseguirem grande notoriedade, a história do futebol no Brasil não pode ser contada e compreendida sem passar pela leitura da produção negra.

A própria introdução do futebol no Brasil pelo branco já trazia uma força de propulsão capaz de incitar o negro a atuar neste esporte. Dois motivos mostravam-se sedutores ao negro.

  • O seu deslocamento do contexto social, imposto pelo branco, pós abolição, que lhe permitia mais tempo para observar e entender os acontecimentos nacionais.

  • A identificação de seu vigor e sua gesticulação, como fluxos-corporais diversificado, com o ludos do esporte que não era acompanhado criativamente pelos brancos que o praticavam.

Dotado destes motivos, o negro não se intimidou para adentrar no jogo, apesar de toda proibição e discriminação, por tratar-se um esporte-hobby de branco, e mostrar sua criatividade através de suas gingas e sagacidades de movimentos. Mesmo com o utilitário “pó de arroz” discriminador. Assim, com o passar do tempo, tornou-se a maior expressão, tanto em qualidade como em quantidade, do futebol brasileiro. Nisso formou uma nova atitude social frente a sua condição étnica, que já não era mais vista tão somente como elemento excluído, como outrora. Passou, no que o futebol proporcionava, a ter mais orgulho de si, frente ao reconhecimento que passou a ter de outras instâncias sociais.

O PODER POLÍTICO DE TRÊS CRAQUES

Todavia, a respeitabilidade negra-futebolística não se deu apenas na glória conquistada nos estádios. A grande atuação, ou a grande jogada, aconteceu com posições políticas assumidas por alguns negros, não somente em relação a direitos próprios, mas, também, em relação aos direitos dos brancos. E para enfileirar uma ginga de craque, e marcar alguns gols de placa, apontamos apenas três forças do Black Power do futebol brasileiro que lutaram e lutam em enunciações variadas em que os direitos necessários ao livre movimento do cidadão são obstruídos pela ambição e irracionalidade.

Paulo César Caju, craque do Botafogo e da Seleção Brasileira. Inteligência cima da média dos jogadores brasileiros, foi um irreverente lutador pelos direitos dos jogadores. Um dos primeiros, juntamente com o branco Afonsinho, outro craque do Botafogo, a reivindicar o direito do passe do jogador e seus direitos trabalhistas. Formado em Letras, quando pela Europa, experimentou idéias que lhe permitiram maior percepção e entendimento de sua condição de negro, jogador e homem.

Vladimir, craque do Corinthians, um dos poucos zagueiros do futebol brasileiro com garbo e lealdade no trato com a redonda e os adversários. Foi um dos principais criadores da democracia corinthiana ainda nos reflexos da ditadura. Imbricou-se pela formação política, entrou para o velho PT, hoje um tanto nostálgico, tornou-se sindicalista e participou da gestão Erundina na prefeitura de São Paulo como responsável da área esportiva.

Richarlysson, craque do São Paulo. Como negro envolve-se contra as três teses negativas produzidas pela estupidez segregacionista: 1 – Discriminação racial. 2 – O homossexualismo no futebol. 3 – Ser negro, jogador de futebol e homossexual. Em todas as três vem obtendo resultados positivos com inteligência e altivez dos que sabem que viver não é se submeter a tirania dos infelizes. E de que quebra, ainda enfrenta a fobia-sexual da mídia e da torcida recalcada.

Então, nessa comemoração maior das fraternidades étnica-política, juntemos estes devires futebolísticos e cartografemos nos desejos cognitivos/afetivos. O resto? O resto é dor.

Valeu, e continuamente valerá, Zumbi!

LINHA DE PASSE

Se foi verdade ou apenas mais um factóide da sequelada imprensa inglesa, a suposta declaração do auxiliar técnico da seleção escocesa, o inglês George Burley, teve resposta à altura por parte de Diego Maradona. Como o técnico argentino não carrega elementos dolorosos da dívida futebolística e existencial em relação ao seu passado, pode se movimentar pelas lembranças com lucidez, e analisar as questões com sapiência. George Burley havia supostamente afirmando que, quando as seleções se encontrassem em Glasgow, para o amistoso de ontem, não iria cumprimentar o homem que “acabou” com o sonho da Inglaterra de conquistar o Mundial de 1986. Leia-se: com a chance dele, Burley, ser campeão do mundo. Refere-se, claro, à mítica semifinal, onde Maradona só não fez chover para não dar aos críticos a certeza de que é deus. Ao que Maradona, ao chegar à Escócia, respondeu, com serenidade e a acidez que lhe é peculiar: “não me interessa dar a mão a Terry Butcher (açougueiro). Estou bem com quem tenho que estar bem. Não sei por que Butcher não quer me dar a mão. Eu deixo que faça a vida dele, e eu faço a minha. Não morro e continuo dormindo igual se Butcher não me dá a mão”. Maradona ainda aproveitou para lembrar aos ressentidos ingleses que em 1966, única copa conquistada pelos autoproclamados inventores do futebol, em casa, o caneco foi levado com um “gol que não foi”. “Que não entrou por um pedacinho assim”. (e fez um gesto com as mãos separadas). A imprensa inglesa, como a brasileira, não está preparada para a inteligência e a honestidade. Mais um golaço de Don Dieguito, que ainda faturou o amistoso por 1 a 0, dizem, com um bom futebol.

* * *

E o Internacional chegou lá. Se haverá virada de mesa e o clube disputará a Libertadores em seu centenário, ainda não se sabe, mas enquanto o Grêmio patina no Brasileirão, o arqui-rival passeia nos gramados da América do Sul. Os colorados, que já haviam ganhado a partida no México, não sucumbiram à síndrome da Despedida do Joel, e sapecaram 4 a 0 no Chivas Guadalajara. Esperam o adversário do choque local entre Argentinos Juniors e Estudiantes de La Plata. Promete-se um grande embate entre o tardiamente melhor time do Brasil e um sempre esforçado e perigoso argentino, venha quem vier.

* * *

A FIFA deu o prazo até amanhã para que o governo peruano reconduza Manuel Burga ao comando da FPF. Burga, como você acompanhou nesta coluna, é acusado de gestão fraudulenta e de não adaptar a federação de futebol à nova lei esportiva do país. O presidente Alan Garcia já teria enviado carta à entidade internacional de futebusiness solicitando um prazo maior para a resolução da pendenga, enquanto a imprensa brasileira continua seu lobby para que as vagas órfãs na Libertadores sejam distribuídas por aqui. Se bobear, até o Corinthians leva uma…

* * *

Não haverá rodada do campeonato uruguaio no próximo final de semana. Os incidentes envolvendo uma torcida organizada do Nacional de Montevidéu, na partida contra o Danubio, que venceu pro 1 a 0 e tirou a liderança do tricolor fizeram com que a AUF interrompesse o certame por um final de semana até que tudo esteja esclarecido. A torcida, conhecida como “Banda do Parque”, entediada com o time, que perdia o jogo e a ponta do torneio em campo, resolveu açodar a torcida adversária, roubando uma bandeira. O couro comeu e o jogo terminou com invasão de campo e uma batalha que durou quase dez minutos e só terminou quando as torcidas bem o quiseram, já que a intervenção da polícia foi débil.

CAMPEONATOS NACIONAIS

Copa do Brasil de Futebol Feminino: na rodada de ida das quartas-de-final, em Manaus, a equipe da Nilton Lins sofreu para ganhar do Boa Vontade, por 2 a 1, de virada. O primeiro tempo foi dominado pelas maranhenses, enquanto as amazonenses tentavam na base do chutão. Somente no segundo tempo, e em desvantagem, a equipe local se equilibrou, jogou melhor, e virou o jogo. A partida de volta.

AMISTOSOS INTERNACIONAIS

Enquanto os argentinos comemoravam o que consideraram uma boa estréia d’El Pibe D’Oro no comando técnico do time, no Brasil, o amistoso entre os amarelos e os lusos teve clima de festa pré-eleições 2010. Demos, tucanos, José Dirceu, ex-jogadores, a festa na cidade de Gama teve menos o foco na seleção de Dunga do que no governador José Roberto Arruda. No jogo, apesar dos lusos saírem na frente, o Brasil não deu chance e goleou por 6 a 2, em clima de festa, onde a estrela Cristiano Ronaldo não fez boa exibição, mas agradeceu o carinho dado pela torcida brasileira. Até Dunga, dizem, sorriu na coletiva de imprensa. Talvez por não ver realizado o desejo de parte da imprensa esportiva, que afirmou ser este o seu último jogo pelo selecionado local.

Outros resultados de “amigáveis” de ontem:

Espanha 3 – 0 Chile

França 0 – 0 Uruguai

Escócia 0 – 1 Argentina

Holanda 3 – 1 Suécia

Alemanha 1 – 2 Inglaterra

África do Sul 3 – 2 Camarões


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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