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!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

SEXO NÃO TEM IDADE. PROTEÇÃO TAMBÉM NÃO” – A “QUALIDADE DE VIDA” E A MORAL DE CLASSE SÃO OS VETORES DA AIDS.

O JARDIM DO AMOR

Fui até o jardim do amor

E vi o que jamais vira antes:

Uma Capela erguida no centro

Onde eu costumava na relva brincar.

E estavam fechados os portões da Capela,

E havia mandamentos inscritos sobre a porta;

Por isso voltei-me para o jardim do amor.

Que tantas flores lindas tinha.

E vi que estava cheio de covas

E lápides onde as flores deveriam estar:

E Padres de negro faziam estas rondas

Atando com espinhos minhas alegrias e paixões.

In “Songs of Experience”, de Willian Blake.

Amanhã é o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, e o mote da campanha deste ano no Brasil é: “Clube dos Enta”. Cinquenta, sessenta, setenta, oitenta, noventa. É o novo nicho onde a AIDS tem se propagado.

Esta população, compreendida para a classificação cronológica como a terceira idade, tem se contaminado com impressionante rapidez nos últimos anos. Do ano 2000 para cá, o número de infectados dobrou, passando de 7,5 casos por 100 mil habitantes para 15,7/100 mil. Segundo o ministério da saúde, em 1996, na região Norte, haviam 3 casos por 100 mil, e em 2006 este número já era de 13/100.000. Aliás, é nesta região, juntamente com o Nordeste, que a epidemia tem avançado, enquanto no Sul estabilizou-se (ainda que com números preocupantes) e tem recrudescido no Sudeste e Centro-Oeste. Há, no entanto, que se comemorar o aumento da sobrevida dos pacientes acompanhados: de 58 meses/média em 1995, passou para 108 meses/média em 2008.

A explicação para o crescimento na população idosa, segundo alguns especialistas, é a melhoria da qualidade de vida desta população, patrocinado pelo avanço da medicina em relação ao funcionamento de certos processos biológicos, como a reposição/correção hormonal e os tratamentos mara disfunção erétil. Carlos Alberto Moraes e Sá, do hospital Gafree Guinle, no Rio de Janeiro, afirma até que o aumento da contaminação é um sinal positivo, que mostra a efetiva melhoria da qualidade de vida desta população (no link, a transcrição da entrevista dada por ele ao canal Globonews, interessante. Para ver em vídeo, clique aqui).

Um outro aspecto apontado para este aumento impressionante das contaminações nesta faixa etária são as experiências extraconjugais, e aí se insere o tema do homoerotismo. Muitos homens heterossexuais se contaminam em experiências sexuais homo, e contaminam suas parceiras, que nem desconfiam das “escapadelas” de seus íntegros maridos. O mesmo ocorre invertendo-se os papéis, mas culturalmente, a força falocrática coloca o homem como o agente da hipocrisia moral.

O governo, do ponto de vista técnico-científico, faz a sua parte, e a sociedade deve engajar-se nesta luta, que é de todos. Mas, sem o exame dos enunciados que constituem a subjetividAIDS (o conjunto de elementos corporais e incorporais, signos sociais que sustentam a propagação da epidemia), não se poderá combatê-la de modo eficiente.

QUALIDADE DE VIDA?

A sociedade alcunhada moderna (ou seria pós-moderna?) elegeu o mote qualidade de vida como o principal produto do século XXI. Através da ciência e das tecnologias, procura-se ampliar o tempo que é dado ao sujeito existir como corpo bio-social. Seus principais avatares são a medicina (em suas várias vertentes, dadas ao funcionamento do corpo, a boa alimentação, etc) e as tecnologias de facilitação da vida, do contato social, da locomoção, da informação.

No entanto, a sociedade que entende e cultua a vida como prolongação dos sinais vitais biofísicos não se pergunta: “O que é a Vida?”. “E a vida, e a vida o que é, diga lá meu irmão / Ela é a batida de um coração, ela é uma doce ilusão”, cantou o alegre-revolucionário Gonzaguinha. A sociedade que cultua um modo de existir sem compreender seus bloqueios, rachaduras e transbordamentos, não cultua a Vida, mas é tanática.

Tomemos o que se chama qualidade de vida na terceira idade. A medicina evolui como ciência/nicho mercadológico complementar à indústria alimentícia. Os diversos tratamentos de reposição hormonal visam sanar um problema metabólico criado pelas substâncias contidas nos alimentos processados, conservantes, corantes, realçadores de sabor, hormônios artificiais usados nos animais, manipulação genética e outros sintéticos. Um sintoma da relação de estranheza com a comida cotidiana foi visto numa escola particular de Manaus, cujos alunos se espantam quando descobrem que o animal que estão a dissecar na aula de ciências nada mais é do que o frango que comem no almoço. E o frango dissecado nem era o animal in natura, mas sua versão “supermercado”, congelado e embalado.

Ainda: a chamada terceira idade torna-se, com suas zil doenças, a maioria proveniente do modo de existência da moral de classe, o grande nicho da indústria médico-farmacológica, que tende a reduzir tudo ao espectro biofísico.

Medicina que vai anos-luz longe de uma medicina grega, uma medicina anti-socrática, uma medicina nietzscheana. Medicina que entende a vida como realização e produção existencial-ético-éstética. O que é uma ruga? Para a sociedade de consumo, um sinal indelével do fracasso em paralisar a passagem do tempo. O mote “terceira idade” se traveste: “melhor idade”. Sentença judicativa vinda de fora, falseação do existir. Não há melhor idade, se não se é causa da própria biografia.

O idoso a quem se destinam as políticas públicas – e que excluem o idoso homoerótico! – é uma falseação, tem que viver a existência como simulação decadente do tempo paralisado. Jovens outra vez, sem jamais o ter sido? Impossível. O idoso, improdutivo, preso no enredo dos “anos dourados” de uma nostalgia perversa, tentando resgatar o que lhe foi tomado nos anos de pujança biofísica, este não tem nada a ver com a vida. Vive, sem o saber, no ressentimento de tentar reviver o que não viveu. A sociedade de consumo aprisiona a Vida como devir. Gerações inteiras nascem já com os cabelos brancos, epígonos, ou como afirma o filosofante Nietzsche, os carregadores de valores, os camelos da sociedade, os escravos do “Tu Deves!”.

A sociedade de consumo, o trabalho dissociado da sua função ontológica, as relações humanas calcadas no ressentimento, é difícil escapar à armadilha da decadência, e ela inclui um papel para o velho: não ser velho.

Ser velho, efetivamente, é perigoso para o capital. É encontrar outras intensidades, outros devires, uma outra serenidade. O filósofo Deleuze afirma que tornar-se velho é encontrar/produzir um outro gosto pela existência. Gostar a vida, experimentá-la, não no sentido da experimentação do consumo, mas deixar-se atravessar por outras intensidades e produzir outros modos de sentir e existir. A lucidez e a maturidade não são uma maldição, mas uma beatitude. Nada disso passa pela armadilha terceira idade-melhor idade do capitalismo.

Como ter qualidade de vida numa sociedade que prolonga a performance biofísica/sexual do corpo, mas esta sexualidade é resultante de uma moral castradora? Se os corpos são estranhos a seus donos? O não uso do preservativo, neste sentido, é um dos sintomas de uma sexualidade alheada de si. Como chamar de qualidade de vida uma existência preservada pelos fármacos do mercado laboratorial, resultante da deterioração das funções biofísicas do corpo em virtude dos insumos artificiais produzidos pela indústria alimentícia? Trata-se de uma ciência que não vai às causas, mas confunde-a com seus efeitos. Não há, aí, nenhum rastro de Vida.

A SEXUALIDADE BINÁRIA E A DOMESTICAÇÃO DO HOMOEROTISMO

A sexualidade binária é menos uma função biológica que resultante de uma cultura falocrática. O binômio macho/fêmea não é equivalente ao binômio homem/mulher. Na Grécia, o comportamento homoerótico não tinha este viés sexista que carrega na sociedade capitalista, e mesmo lá, aquilo que era considerado “masculino” e “feminino” tinha a ver menos com a anatomia biofísica que com o comportamento, as atitudes e crenças. Mas foi na sociedade capitalista que esta binariedade passou a excluir qualquer tipo de alternativa, classificando-a como desvio. Percebe-se claramente isto na psiquiatria do século XX, que chamava o homoerótico de invertido.

Mesmo em alguns setores do movimento LGBT, procura-se transformar o homoerotismo numa espécie de terceira via, domesticação da sexualidade. É o que ocorre com os conteúdos pretensamente pró-causa que surgem na mídia, como o propalado beijo gay, ou a presença de gays nas novelas: trata-se mais de uma capturação de ordem consumista do que um aumento da potência política. Todo o elemento intempestivo, do uso e do auto-conhecimento do corpo correm risco à medida em que a ciência/mercado domestica a sexualidade desviante transformando-a em uma inócua (consegue?) prática ordeira.

Daí esta binariedade, esta pseudo-intimidade implodir quando se trata de falar e combater o vírus HIV. O comportamento sexual-padrão (homem-mulher-fidelidade) é, certamente, o menos praticado no mundo, e aquilo que se faz por debaixo das cobertas da moral (ainda que dissimulada) torna-se mais perigoso. A AIDS é uma doença menos eficientemente combatida de um viés médico/clínico (embora este seja essencial), do que por uma desmistificação da moral sexual. A prevenção ao vírus da AIDS passa por um auto-conhecimento do corpo e da própria sexualidade, bem como a sua publicidade, não no sentido do exibicionismo, mas no sentido de ser esta uma relação de honestidade consigo mesmo e com as pessoas do entorno.

Quando isto começar a ocorrer, teremos enfim a possibilidade de acabar com a epidemia.

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

LUIZ MOTT: UM TAPA POLÍTICO NA CARA DA HOMOFOBIA

O brasileiro Luiz Roberto de Barros Mott é uma das pessoas necessárias à consolidação da democracia no Brasil. Democracia que só existe na confluência desejante da diversidade, não na tolerância que é filha da hipocrisia moralista-religiosa. Assim, Mott tem sido uma voz atuante e produtiva nestes últimos 30 anos, sendo um dos pioneiros em falar sobre homofobia, homoerotismo e discriminação na tevê brasileira, quando lá existia vida inteligente.

Para @s leitor@s intempestiv@s que ainda não conhecem Mott, esta colunéeesima traz trechos de uma entrevista concedida à Tatiana Mendonça, publicada no blogue ‘Muito’, do jornal A Tarde (aqui). Também é possível conhecer um pouco mais sobre Mott na sua home page (ai, Luizoca, dá um upgrade nessa page, Lôca!) e também no site do Grupo Gay da Bahia. Esta colunéeeeesima também já deu uns toques no querido Mott, uns tempos atrás, numa boa, democraticamente. Divirtam-se a aprendam!

Luiz Mott, 62 anos, paulistano de nascimento, cidadão de Salvador, da Bahia, de Piauí, do Sergipe, antropólogo, mestrado em etmologia pela Sorbonne, em Paris, e doutorado em antropologia pela Unicamp. Eu vim para a Bahia depois de ter vivido uma relação heterossexual durante cinco anos, em Campinas, com duas filhas, aí então em 1978 eu assumi a minha homossexualidade e resolvi mudar para Salvador, fascinado pela beleza da cidade barroca, pelos negros, pelo clima e pelas frutas tropicais”.

Em menos de um ano de chegado à Bahia, eu já tinha um namorado baiano, com o qual convivi durante sete anos. Estávamos numa tarde vendo o pôr-do-sol no porto da Barra quando um machão, percebendo que nós éramos gays – apesar de extremamente discretos – me deu um tapa na cara, por pura homofobia. Foi a primeira vez na vida em que fui vítima de uma violência. Esse tapa na cara despertou a minha consciência da importância de defender os meus direitos como homossexual. Isso foi em 1979”.

(…) a partir desse tapa na cara eu escrevi um anúncio para “O Lampião” que era assim: Bichas baianas, rodem a baiana, vamos nos organizar. Vamos fundar um grupo homossexual. A partir daí, com a presença 17 pessoas, entre jornalistas, estudantes, professores, fundamos o GGB. Na época já existiam outros grupos, mas com o tempo os mais antigos desapareceram e o GGB se tornou o grupo mais antigo do Brasil e da América do Sul”.

E sobretudo quando me tornei um militante homossexual constatei que as igrejas, o judaísmo, o cristianismo, o islamismo e o protestantismo, sobretudo religiões fundamentalistas evangélicas, são a principal fonte de manutenção da homofobia. Nos púlpitos e nas televisões evangélicas é onde mais se divulga a intolerância e o preconceito contra os homossexuais. Sou incansável lutador contra o papa anterior e o Bento 16, que são os maiores inimigos dos homossexuais na modernidade, e contra os evangélicos que continuam associando homossexualidade ao diabolismo. Mesmo no candomblé – que embora seja uma religião muito aberta aos orixás hermafroditas, homossexuais, bissexuais – não tem um discurso explícito de defesa dos homossexuais, considerando que grande parte dos pais-de-santo, mães-de-santo e filhos-de-santo têm uma sexualidade aberta inclusive ao homoerotismo”.

Os homossexuais, que hoje preferem ser chamados de LGBT, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – colocando o “L” na frente para favorecer a visibilidade das homossexuais femininas – estão cada vez mais sendo alvo de políticas afirmativas por parte do governo federal. Fernando Henrique Cardoso foi o primeiro presidente da República a incluir num documento oficial a palavra homossexual, em 1996, e em 2002 o primeiro presidente a falar publicamente a palavra homossexual, defendendo a união entre pessoas do mesmo sexo. De lá para cá, no governo Lula, foi aprovado o Programa Brasil sem Homofobia, incluindo 10 ministérios e mais de 100 ações afirmativas, garantindo aos gays não privilégios, mas direitos iguais”.

Mentalidade não se muda por decreto, mas havendo leis como a lei contra o racismo, mas a lei contra a homofobia com certeza vai garantir aos homossexuais o amparo legal para sua cidadania plena”.

No geral, há progressos. No nível institucional, legal, da visibilidade. Cada vez mais os gays aparecem nos jornais. Na televisão, as novelas ainda censuram até o beijo gay, quando mostram cenas quase explícitas de sexo entre heterossexuais. As novelas, embora tenham mostrado com mais naturalidade casais gays ou casais de lésbicas, ainda existe muito puritanismo e muita censura no que se refere às relações homoeróticas. A televisão insiste em abusar de caricaturas e estereótipos negativos de homossexuais, principalmente nos programas cômicos, como o do Tom Cavalcante. Essa imagem do gay ultraefeminado, caricato, palhacinho, explorado também em novelas… Nem os negros, nem os judeus, nem as mulheres são ainda mostrados com tanto preconceito nem tanta estereotipia como os homossexuais”.

É absolutamente inaceitável, injusto e cruel que insultar um negro na rua ou discriminá-lo implique em crime inafiançável e o mesmo insulto ou discriminação praticado contra uma lésbica, um gay ou um travesti não signifique nada”.

(…) O grande preconceito dos legisladores em apoiar a adoção por parte de homossexuais se baseia num preconceito que já foi completamente descaracterizado por pesquisas científicas nos Estados Unidos e na Europa, que mostram que crianças e adolescentes criados por gays ou lésbicas não se tornarão necessariamente homossexuais, do mesmo modo que eu sou gay e minha mãe e meu pai eram heterossexuais. Eu não copiei o modelo deles”.

A idéia de que os homossexuais mantêm relações mais efêmeras também já foi descaracterizado por pesquisas, sobretudo na Holanda e na Suécia, onde é autorizado o casamento e o divórcio de pessoas do mesmo sexo, e se constatou que essas relações têm se mantido tão estáveis e “ordeiras” como as dos casais heterossexuais. E o curioso é que num mundo onde cada vez mais as pessoas não querem se casar e lutam pelo divórcio, os gays e lésbicas são a última tribo romântica que está lutando pelo sagrado direito de se enforcar com a gravata no dia do casamento ou de se prender aos doces laços do matrimônio”.

Nós somos do tempo em que Aids era chamada de peste gay. Quando o GGB começou a distribuir preservativos no centro da cidade, com folhetos explicativos, um vereador evangélico intolerante disse que era um escândalo, que era uma vergonha, que o GGB estava distribuindo em uma mão a camisinha e na outra mão uma lata de vaselina. (…) E a realidade não é essa. Muitos e muitos meses falta de preservativos distribuídos pela Secretaria da Bahia, estado e município, e falta de material de informação e prevenção voltado pra essa população. É importante que haja campanhas veiculadas na televisão, em horário nobre, falando sobre a importância de que todos se previnam, sem se referir à existência de grupos de riscos, porque segundo a epidemiologia falar em grupos de risco aumenta o preconceito e não leva necessariamente à prevenção por parte das populações mais expostas ao HIV e às demais DST”.

O Brasil é um país contraditório no que se refere à sexualidade e a homossexualidade em particular. (…) O lado cor de rosa e glamouroso é representado pelas paradas, pela presença de gays e travestis na televisão, de cantoras que há rumor constante de que são lésbicas, mas que poucas são assumidas, enfim. Comparativamente a outros países da América Latina, a homossexualidade no Brasil é muito mais visível e exuberante do que no Chile, no Peru, no Equador. São Paulo tem a maior parada do mundo, com quase três milhões de pessoas, no Rio são 1 milhão e em Salvador, meio milhão. Na Bahia, há mais de 15 paradas pelo interior. O lado vermelho sangue é o do dia-a-dia. Os homossexuais expulsos de casa, insultados, espancados na rua, discriminados pela polícia e sobretudo a violência física – que vai desde o golpe “Boa Noite, Cinderela”, que embebeda ou que faz com que os homossexuais se tornem reféns de golpes de exploradores – e sobretudo a que leva ao assassinato. A violência letal contra os homossexuais no Brasil é uma calamidade pública. O Brasil não é o país mais homofóbico do mundo – aqui não há leis anti-homossexuais, como no Egito, no Sudão, no Iraque – mas é o país onde há mais assassinato de homossexuais”.

Nem todos os crimes têm uma conotação claramente ou explicitamente homofóbica, porém do mesmo modo como os negros apontam para o racismo institucional para explicar as mortes de negros e mestiços, assim também os homossexuais, quando são vítimas de um crime, mesmo que seja um michê, um garoto de programa que praticou latrocínio, com certeza ele foi inspirado pela homofobia cultural, na medida em que ele parte do pressuposto preconceituoso de que o gay é frágil, efeminado, socialmente mais vulnerável, que não vai ter nenhum vizinho que vai prestar socorro se ele gritar, testemunhas vão se recusar a depor, com medo de se envolver com um gay, um travesti, que são considerados marginais ou sub-categorias sociais”.

O que eu acho que é fundamental é que as delegacias da mulher ou as contra o racismo tenham pessoas especializadas em atender gays, travestis e lésbicas, para que possamos encaminhar nossas denúncias, evitando que a omissão e a impunidade reforçem a prática de novos crimes”.

Os gays, lésbicas e travestis são vítimas de um complô do silêncio da historiografia oficial que nega a existência da homossexualidade entre VIPs ou que heterossexualiza VIPs homossexuais, como por exemplo a omissão da homossexualidade de Santos Dummont, o nosso grande herói nacional, ou a heterossexualização das cartas de Shakespeare”.

O depoimento que eu dou é que não me arrependo um só minuto de ter assumido a minha verdadeira essência existencial. Para mim, parafraseando Jean Genet, esse célebre escritor francês homossexual, a homossexualidade foi uma graça. Ele dizia “pra mim a homossexualidade foi uma bênção”. Foi uma graça eu ter assumido. Pra mim foi fonte de alegria, felicidade e muita ajuda”.

Ui! E agora vamos ver outros sopros gays (ou não) que passaram no nosso Mundico!

Φ SUÉCIA RETIRA TRAVESTISMO DE LISTA DE DOENÇAS. Depois do casamento gay liberado, agora a Suécia decidiu remover o travestismo e outros termos designativos de gênero, como o fetiche e o transtorno de gênero da sua lista de doenças. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Lars-Erik Holm, o objetivo é evitar que certos comportamentos sexuais sejam vistos como doença. Na prática, significa que o discurso médico não poderá mais atuar no “controle” desta população. Exceto quando mistura ciência e superstição pseudo-teológica. Aí é o caso de se questionar se os discursos médico e psy (psicólogo, psiquiatra, psicanalista) são compatíveis com os dogmas – não à fé, que é outra coisa – da Santa Sé e dos movimentos ev(dis)angélicos. E a resposta só pode ser “não”. Tem gente que vai oxigenar o cabelo só pra ir dar uma volta lá pelos primos nórdicos… Sentiu a brisa, Neném?

Φ MÉDICOS ESPANHÓIS FAZEM MILITÂNCIA RELIGIOSA EM CONSULTÓRIO. Alguns médicos espanhóis do Serviço de Doenças Infecciosas de Madrid, que é referência mundial no combate à AIDS, elaboraram um manual intitulado “Adolescentes Contra a AIDS”. O problema é que as informações contidas no manual não são científicas ou advindas de uma análise social: o manual é uma série de clichês, dentre os quais, afirmar que o público homoerótico é naturalmente mais propenso à doença, além de criticar o uso do preservativo como meio de prevenção, pregando que somente a abstinência evita totalmente a doença. Houve médico que falou em “céu” e “inferno” para pacientes. Na Espanha, onde a Igreja fez um contrato de apoio mútuo com a ditadura franquista, este tipo de ranço ainda é de se esperar, ainda mais com o reaparecimento destas forças reacionárias no âmbito mundial. Quando afirmamos que a AIDS é uma doença da moral capitalista (burguesa-cristã), este tipo de atitude é uma evidência. A desinformação e a doutrinação em nome de outros interesses, que dificultam ainda mais o combate à doença. Sentiu a brisa, Neném?

Φ DEPUTADO MATOGROSSENSE BRIGA PELOS DIREITOS LGBT. O deputado estadual do Mato Grosso, Alexandre César, que é líder do PT na Assembléia Legislativa do Mato Grosso, pediu aos seus colegas celeridade na votação dos projetos de garantia da cidadania LGBT. Segundo ele, existem dois projetos emperrados na casa, o 117/08, que pune a discriminação por orientação sexual, e o 760/07, que institui o 17 de maio como o Dia Contra a Homofobia no Mato Grosso. Ele acusa a Assembléia de ser deliberadamente lenta quando o assunto são as leis afirmativas para o segmento LGBT. Trata-se de um aliado importante, e que leva a discussão dos direitos LGBT para uma casa legislativa. Ponto para o Mato Grosso! Agora, se ele é ou não, não importa. Vale o engajamento, meu bem! Te toca, horrorosa! Sentiu a brisa, Neném?

Φ RECIFE, CAPITAL DO TURISMO FRIENDLY. Atenção gays e gayas de todo o Brasil! Quem pretende viajar, pegar uma praia, tomar um sol, ganhar uma cor, paquerar, ser paquerado numa cidade com calor, sol, alegria e amigável ao turista LGBT já tem destino certo: Recife, a capital do frevo. A Associação Brasileira de Hotéis de Pernambuco lançou a campanha “Pernambuco Simpatiza com Você” (é marketing, mas nessa eles acertaram, baby), que capacita funcionários dos hotéis a receberem e garantirem o conforto e os direitos LGBT. Quem quiser ainda dar uma escapadinha para Olinda, também encontrará hotéis da campanha, e até em Jaboatão dos Guararapes! Não tem L, G, B, T ou aliado que não se sinta privilegiado, ainda que seja, é claro, por razões econômicas, não é, benzinho. Então está combinado: praia, sol, mar, gente gostosa, vamos pra Récife, oxente! Sentiu a brisa, Neném?

Φ BRASIL NO WORLD OUT GAMES, BENZOCA!! O presidente da ABGLT, Toni Reis, convocou, e eles saíram do vestiário! O pessoal do Rio de Janeiro está organizando uma delegação para competir nos Jogos de Copenhague, o Out Games, promovido pela ILGA . O objetivo é elencar um grande número de atletas, que façam também um numerante-intensivo, a fim de entrar com um pedido de patrocínio junto ao Ministério dos Esportes. E vejam só, apareceu a Fernanda, da Paraíba, o Léo, de Goiás, os dois da turma do vôlei, o Rafael e o Valdimário, do futsal da Bahia, até a Luanna Marley, cearense que falou que existem os jogos LGBT na terra do Sol (dá-lhe, Luizianne!). Que toda esta equipe, diferente do esporte de alto rendimento de mais-valia e nada de rendimento social-comunitário, mande bronca numa boa no evento, participe, jogue, brinque e produza idéias sobre direitos humanos e cidadania LGBT. PS: A Gilvanésia mandou avisar que na categoria caminhada, não tem pra ninguém! Sentiu a brisa, Neném?

Φ V SEIMNÁRIO NACIONAL LGBT NO SENADO FEDERAL! A Frente Parlamentar Pela Cidadania LGBT, a ABGLT, o Projeto Aliadas e a SEDH/PR promovem no próximo dia 27 deste mês o V Seminário LGBT. Presenças confirmadas de Paulo Vanucchi, dos Direitos Humanos, da senadora Fátima Cleide, relatora do PLC 122/06, de Toni Reis e mais toda a moçada envolvida afetiva e afetantemente com a luta pela cidadania plena LGBT. O objetivo do seminário é aprofundar o conhecimento sobre os temas relativos aos direitos humanos e cidadania LGBT (para acessar a programação, clique aqui). Quem estiver geograficamente próximo, mas principalmente existencial e afetivamente próximo desta causa, deve participar. Por que dos nossos parlamentares, par-lamentavelmente não se pode esperar muitas idéias, então o negócio é transbordar esse Senado com a potência democrática gay (democrática-gay é redundância, sabemos). Quem puder ir, que vá, e quem não puder, de olho na tevê senado na próxima quinta-feira! Sentiu a brisa, Neném?

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!

!!!!! O MUNDO É GAY !!!!!

O MUNDO GAY E AS ELEIÇÕES: UMA FESTA DEMOCRÁTICA!

Pega fogo Brasil adentro a discussão sobre as eleições municipais. Dentre zil temas que são tratados, a visibilidade LGBT tem ganhado cada vez mais espaço nos palanques e nos programas eleitorais.

Em outra edição desta colunéeeeesima, falamos sobre a iniciativa da ABGLT, que está fazendo uma cartografia de candidaturas ao legislativo e executivo que procuram se aproximar da temática do direito à diversidade.

A lista cresce a cada dia, mas é preciso levar em conta que critérios a ABGLT está usando para incluir os candidatos no rol dos que são pró-políticas LGBT. É difícil acreditar, por exemplo, que o candidato à reeleição em São Paulo, Gilberto Kassab (DEM, ex-PFL) seja aliado por uma razão que vá além dos milhares de votos cor-de-rosa da paulicéia desvairada. Afinal, ele não foi ao debate promovido pela comunidade gay de lá. Outro que também figura na lista é o candidato à prefeitura de Salvador, ACM Neto (DEM, ex-PFL), que dificilmente tem alguma afinidade com a diversidade.

Esta coluna ficou felicissíssima em saber que a Manô tem uma candidata que, de acordo com a lista, é lésbica! Vamos ver se é possível um contato para que ela se apresente aqui nesta coluna, e que o TRE não nos impugne!

A situação nos convida pra um debate, que dentre várias questões, apresenta uma que esta coluna aponta como mais urgente: o que significa, politicamente, apoiar a diversidade?

Diversos candidatos têm se apresentado favoráveis à chamada inclusão, e até os que são oriundos de nichos considerados repressores, como as igrejas apocalípticas-disangélicas, receiam criticar abertamente o público LGBT em tempo de eleição. Mas, na prática, quem trabalha com a parte da articulação política do movimento (como o companheiro Rosinaldo, na edição anterior) sabe que, uma vez eleita, a maior parte dos vereadores apóiam as investidas retrógradas e normatizantes da moralidade pudica.

Portanto, antes de escolher seu candidato apenas porque ele está ou não na lista, ou porque ele “abraça” a causa em tempos eleitorais, é preciso fazer uma avaliação do que quer dizer uma política pública afirmativa para a diversidade LGBT. Em que sentido apoiar um candidato que se diz simpático à causa é realmente um ato democrático, que aumenta as potências de agir e engendra linhas intensivas de comunalidade?

Esta colunéeeeesima vai aproveitar estes domingaços pré-eleitorais pra convidar a moçada que passa por aqui a opinar, e animar um papo sobre este assunto. Até o dia 05 de outubro, e se tiver segundo turno, até o final do mês, vamos papear sobre o que é realmente ser compromissado com a diversidade, e que diversidade queremos. Vamos lá, meninada? É festa democrática! Vamos às ruas mostrar nossa opinião!

Ui! E agora vamos ver outros sopros gayzísticos (ou não) que passaram no nosso Mundico!

Φ PREFEITA DEFENDE ESTADO LAICO E É PERSEGUIDA POR APOCALÍPTICOS. Luizianne Lins é prefeita de Fortaleza e candidata à reeleição. No início da sua gestão, ela vetou um projeto de lei da câmara dos vereadores que distribuía gratuitamente bíblias nas escolas. Agora, quando abriu a sua campanha, foi atacada por um grupo evangélico. Cartazes com dizeres homofóbicos foram espalhados pela cidade, mas a justiça já atuou no sentido de coibir esta prática. Luizianne se destacou em 2004 quando encarou o PT do lado de José Dirceu, que era contrário à candidatura da loira. No final, ela deu um banho, engolindo inclusive o rival, do ex-PFL, que a acusou de ser “a candidata dos homossexuais”, fazendo com que no atual pleito, até o homofóbico rival posasse cercado de monas para tentar passar como progressista. Leia na revista A Capa uma entrevista com a loira-furacão de Fortaleza. Ai, Rubeolnita, a praia do Futuro, sem homofobia e cheinha de gatos e gatas, uuuuuuuiiiii! Sentiu a brisa, Neném?

Φ PESQUISA AFIRMA QUE “GAYDAR” É REAL. Nem pense malcriação, Gervásia! O gaydar, para quem não sabe, é o que nas antigas se dizia “um gay conhece o outro”. Aquele olhar clínico que identifica quem é enrustido mas é do babado. Psicólogos da Universidade Tufts descobriu que as pessoas podem identificar a orientação erótica de alguém através de uma foto em apenas 50 segundos, com precisão de 70%. Novidade? Nenhuminha, Giseldoca! A coisa mais fácil do mundo é identificar um signo e associá-lo ao seu significado, sobretudo numa sociedade capturada pelo regime do Significante Despótico. Identificar, classificar, rotular e hierarquizar é uma atividade tão banal na sociedade de consumo que fica fácil. Mas pega por trás um gay que escapou dos estereótipos pra ver se tu manjas qual a dele, Gervasinha! Sentiu a brisa, Neném?

Φ TRANSEXUAIS TÊM ENCONTRO COM MINISTRO DA SAÚDE. Nunca antes neste país um governo dialogou diretamente com as categorias sociais como o governo Lula, Genoveva! Esta semana o ministro da saúde, José Gomes Temporão, recebeu o Coletivo Nacional de Transexuais. O grupo foi agradecer a iniciativa do governo em liberar a operação de redesignação sexual pelo SUS, e levar uma pauta de reivindicações. Dentre elas, a mais importante é a que considera o trans de acordo com a sua nova redesignação. Portanto, um trans feminino teria que ser incluído nas políticas públicas de saúde da mulher, por exemplo. Uma acolhida na rede que leve em conta a sua condição sexual também está na pauta. Isso é que é movimento social! Não cai no paternalismo de ser subserviente aos governos e não abre mão de negociar lucidamente as suas reivindicações. Sinal de que as trans são mesmo trans: carregam o movimento intensivo! Sentiu a brisa, Neném?

Φ 29 DE AGOSTO: DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE LÉSBICA. Elas se colocaram como prioridade na luta pelos direitos na última conferência nacional. Para dar mais visibilidade, até a sigla mudou para LGBT. Lideranças nacionais do movimento comemoram esta conquista, mas ressaltam que ainda há muito por se fazer. A sociedade falocrática, que tem como corolário o Hominismo (conhecido como machismo, mas macho é o signo sexual, e o homem, o signo cultural), realiza uma dupla segregação: nem reconhece o direito à expressão erótica das lésbicas, e ainda reividica culturalmente a posse do corpo da outra como objeto sexual, sem levar em conta a sua expressividade erótica. Qual lésbica nunca ouviu da boca de um homem que ele, com seu poderoso Falo (que ele confunde com o pênis), poderá restituir-lhe a feminilidade e o desejo pelo orgasmo vaginal? Se a psicanálise, contra toda a ciência, afirma que o orgasmo pleno é o da penetração? Se a igreja proclama-se dona do corpo e do prazer da mulher com uma carga repressiva zil vezes maior que faz com os homens? Então, a visibilidade não deve se reduzir à midiotização do movimento, mas deve produzir saberes e dizeres que enfraqueçam esta subjetividade hominista, e permita o aparecimento da “cidadania plena”, sem a necessidade de “levantar bandeiras a respeito de nossa sexualidade”, como afirma lucidamente a companheira Lurdinha Rodrigues, da Liga Brasileira de Lésbicas! É pra botar pra quebrar, Frankernilda! Sentiu a brisa, Neném?

Beijucas, até a próxima, e lembrem-se, menin@s:

FAÇA O MUNDO GAY!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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